Aula ao vivo sobre comunidades de abelhas sem ferrão (meliponíneos): feromônios, castas, guerra interna do ninho e prazos do curso, com crítica a pesquisas mal feitas.
Key Takeaways
- A organização social das colônias depende de feromônios que controlam a reprodução e a diferenciação de castas.
- Pesquisas científicas precisam de desenho experimental cuidadoso, pois erros metodológicos podem gerar conclusões falsas.
- Os prazos e critérios do curso são rigidamente definidos, com desconto por atraso e limite de vagas.
What the video covers
- Abertura com notícias sobre a elevação do rio em Rio do Sul e as barragens que funcionaram.
- Anúncio do edital do próximo ano: 400 vagas, com restrição para quem já recebeu certificado nos últimos 5 anos.
- Orientações sobre formulários de presença e revisão das marcações antes do fechamento.
- Regras de entrega de relatórios: prazo até dia 10 e desconto de 0,2 por dia de atraso a partir do dia 11.
- Prazos para assistir às aulas finais (41 a 43) e cronograma de encerramento do curso.
- Apresentação de material de João Pedro Capas e Souza, pesquisador sobre cupins, formigas, vespas e abelhas.
- Discussão sobre pesquisas científicas mal desenhadas, como o experimento com celular e caixas de abelhas.
- Explicação sobre a origem da vida social e a ausência de castas em formigas e abelhas primitivas.
- Mecanismos de feromônios reais, mandibulares e corporais, que regulam a postura e a diferenciação de rainhas e operárias.
- Casos de intercastas, zangões, operárias gigantes e anãs e a função da 'elite' na resolução de problemas do ninho.
Chapters
- 00:00Abertura e notícias sobre o rio
- 03:00Edital e regras do curso do próximo ano
- 09:00Presenças, relatórios e prazos
- 15:00Materiais de estudo e crítica a pesquisas
- 25:00Origem da vida social e castas
- 40:00Feromônios e controle reprodutivo
- 55:00Intercastas, zangões e elite do ninho
- 71:40Encerramento e prazos finais
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Speaker A
Estamos ao vivo. Ao vivo. Muito bem. Boa noite para você aqui direto de Rio do Sul. Para quem acompanhou a aula ontem, né, sabe que a gente estava apreensivo com relação ao a elevação do nível do rio. Ele chegou em 8,5 m e depois deu
Speaker A
uma baixada e agora está baixando o seu nível. As barragens funcionaram agora. Então nós tivemos a inundação das partes mais baixas da cidade, mas no geral assim não houve maiores transtornos, então somente as partes mais baixas, várias casas, ruas, enfim, ruas até ruas
Speaker A
principais assim de acesso. [limpando a garganta] Foi até um caos hoje de manhã chegar até na escola, mas já está normalizando agora. Então, eh, por isso, eh, tudo, todas as aulas aqui foram mantidas, enfim, nós tivemos hoje aqui um dia de
Speaker A
sol e isso contribuiu, então, para que, eh, nós não tivéssemos nada mais sério. E a previsão de chuva para amanhã à noite, né, e sábado, né, vamos ver como se comporta. Se não for uma chuva muito forte, a gente vai conseguir se livrar.
Speaker A
da enchente dessa vez, [risadas] né? Aqui a gente sabe, né? A gente passa por isso né?
Speaker A
A gente tem essas situações que acontecem volta e meia agora com mais frequência, né? Qualquer levantar de perna do cachorro ali no poste já tá transbordando o rio aqui, né? Antigamente demorava um pouquinho mais.
Speaker A
Bem, mas nós vamos hoje falar sobre um assunto que é sobre as comunidades, sobre os feromônios, enfim, a gente vai falar um pouco sobre o que acontece dentro de uma colônia, dentro de um ninho. A guerra civil que nós temos lá
Speaker A
dentro é uma guerra civil mesmo. Vocês vão até se espantar sobre isso. Digo também que que hoje foi publicado o edital do ano que vem, então já estão abertas as inscrições para o curso do ano que vem. Para o ano
Speaker A
que vem nós temos uma novidade. A novidade, [limpando a garganta] a novidade é a seguinte.
Speaker A
Eh, aqueles que aqueles que tiveram ou receberam certificado nos últimos 5 anos poderão até se inscrever, mas não poderão concorrer às 400 vagas. A intenção é deixar essas vagas para aqueles que eh ainda não tem a certificação, mas todos eles, né, vocês
Speaker A
sabem que pode acompanhar quem tem certificado, pode acompanhar o curso. Mesmo assim eu tenho um grupo lá dos já certificados, né? Eu faço a postagem ali para aqueles que já t o certificado, OK?
Speaker A
E no ano que vem não será aberto nenhuma vaga além das 400. o o registro acadêmico, né? já me intimou quanto a isso. Se é 400, é 400 e pronto. Então, por isso eu também decidi não colocar dentro da da concorrência lá
Speaker A
aqueles que já têm certificação. Eh então eh, fica aí a dica para quem para quem tá pensando em concorrer a [risadas] a um novo certificado. Eu coloquei esse prazo aí, não sabia se colocava três ou cinco, né? Dessa vez eu coloquei cinco
Speaker A
para ver se se a gente consegue eh incentivar outras pessoas também a concluírem o seu curso, certo?
Speaker A
Bem, eh, eu acho que dos dos avisos paroquiais, né, nós temos ainda a questão da da dos formulários de presença.
Speaker A
Eu eu fechei quase todos já ali dos que tinham até o dia 31, tem acho que três que ainda estão abertos, né? Eh, enquanto tá aberto pode responder, tá certo? Eh, se tá lá na planilha, eu vou considerar,
Speaker A
OK? Talvez amanhã eu eu termine de fechar todos ali. Já tava conferindo e tudo, né? Eu ainda vou conferir todos eles que não t a marquinha roxa lá, o lilás, o magenta, né? Eh, ou seja, eh, eu só conferi os as últimas hoje, né? Eu
Speaker A
só conferi aqueles últimos que tinham registrado, mas eu ainda vou pegar todas essas datas aí, vou olhar de cima embaixo, todas elas, todas elas para conferir, porque eu eu já reparei que eu cometo alguns erros, às vezes não
Speaker A
marquei a presença da pessoa ou eh enfim, alguns erros sempre acontecem. Então, por isso que eu vou revisar todas elas para não cometer nenhuma injustiça certo?
Speaker A
Bem, eh, e sobre o relatório, hoje ainda é o dia 5, então vocês têm prazo até o dia 10 para entregar um relatório com a nota total, digamos assim, possibilidade de nota máxima.
Speaker A
[limpando a garganta] Mas a partir do dia 11, cada dia, você pode até entregar, eu faço o cálculo da nota e no fim eu desconto 0,2 por dia de atraso. Então no dia 11, se você tirar 10, por exemplo, no fim vai
Speaker A
ganhar só 9,8. Se entregar no dia 12, vai ser só 9,6 e assim por diante.
Speaker A
Bem, eh, então, com relação a às presenças, aos relatórios e eh e assim a gente eh vai chegando na na parte final do curso. Lembrando que essas aulas que depois da aula 41, 42, 43 aí tem prazo até dia 22 lá para vocês
Speaker A
assistirem. E à medida que o tempo vai passando, esse prazo vai encolhendo, né, evidentemente até o dia até dia 3 lá no fim das contas, OK?
Speaker A
Porque eu também preciso fechar, eu preciso fazer todo o cálculo, eu preciso passar isso tudo pro CGA, eu preciso fazer a lista dos que se certificaram, enfim, eh tem tudo isso para fazer.
Speaker A
Então eu não posso dar prazo até 18 de dezembro ali, né? a não ser que a gente tivesse colocado no edital uma data mais tarde lá paraa conclusão, né?
Speaker A
Mas eh eu já estendi uma semana dessa vez, enfim, para fornecer justamente um pouquinho mais de prazo pro pessoal, certo?
Speaker A
Bom, eu vou vou compartilhar então a tela aqui [limpando a garganta] e esse curso que essa o que a gente tem eh para falar sobre isso, o que eu tenho para falar, não é da minha cabeça, mas sim um curso que eu peguei do João Pedro
Speaker A
Capas e Souza, que é um português que estuda esses insetos. Ele ah estuda cupins, formigas, vespas, abelhas e ele faz uma junção desses bichinhos todos aí para chegar a algumas conclusões. O capas é um auto de data. Muitas pessoas
Speaker A
reclamam dos autodidas, né? Mas eh a gente tem que dar esse mérito. Não quer dizer que você tem que acreditar em tudo, né, que a gente vai falar aqui, mas eh eu sei que tem gente que não compactua com essas ideias, eh
Speaker A
principalmente porque muita gente tá assim muito vidrada em algumas coisas que os livros dizem, mas que muitas vezes não tem a devida comprovação, né?
Speaker A
por exemplo, eh, essa questão de, [limpando a garganta] e eu acho até que já falei, né, que ah, as antenas de alta tensão, os celulares causam desorientação às abelhas. E se gente, eu li uma vez uma pesquisa que
Speaker A
eles fizeram, eles pegaram duas caixas. Vocês entendem o que que são duas caixas? Duas.
Speaker A
Uma eles colocaram um pedaço de madeira e a outra eles colocaram um celular. E esse celular eles todo dia abriu a caixa. Esse é um experimento em APS, não em abelhas sem ferrão. Aí eles abriam aquela caixa depis para ligar, desligar,
Speaker A
carregar o celular, evidentemente, né? E aí eles chegaram à conclusão que depois de um tempo que aquela caixa tava mais fraca e aí eles culparam o celular.
Speaker A
Gente, se eu sem celular pegar o pedaço de madeira lá, colocar todo dia, abrir, colocar, abrir, abrir, vai dar o mesmo problema. Então, tem muita pesquisa assim que a gente percebe que é feita errada e aí eles publicam isso muitas
Speaker A
vezes em alguns lugares e isso passa a ser a norma padrão e muitas vezes surgiu de um eh surgiu de um erro, né? Eu não tô dizendo que todas as pesquisas são assim, mas a gente tem que cuidar muito
Speaker A
em muitas eh eu aconselho assim imaginar como é que eles fizeram, né, cada cada comparativo. Eu também li pesquisas assim sobre vooos, como é que eles faziam o cálculo sobre voo, a distância que uma abelha pode percorrer, assim, você tem umas coisas assim meio
Speaker A
eh meio que não dá para acreditar às vezes que isso veio do eh de uma pesquisa, né? Eh, eh pesquisas maliciosas não necessariamente. Nem todas são assim maliciosas. às vezes é por ingenuidade mesmo, né? Eh, por desconhecimento, isso
Speaker A
acontece também. Eh, até eu já fiz isso de de comparar um com um. Aí depois depois que a gente fez, claro, que era aqui em em nível de ensino médio, né, só para eles treinarem a questão da pesquisa. A gente fez uma vez uma
Speaker A
pesquisa alimentando uma manda saia e não alimentando. Claro que a gente chegou à conclusão, óbvio, né, que se você alimentar duas vezes por semana, esse enxame vai desenvolver muito mais do que aquele que não é alimentado, né?
Speaker A
Mas eu como, né, professor, meio pesquisador um pouco, né, a gente sabe que não não foi o correto. A gente fez meio fez meio rápido ali porque, enfim, o que eles tinham pensado antes não deu certo. Daí a gente fez esse essa eh
Speaker A
pesquisa, mas ela não não ela não prova, entenderam? É isso que eu tô dizendo. A gente fez, os alunos treinaram, eles souberam como se faz uma pesquisa, mas a gente sabe que no fim das contas não é uma prova cabal. Eu deveria ter, por
Speaker A
exemplo, 10 caixas de manda saia de um mesmo padrão, mesmo nível, mesma força, alimentando elas 10 caixas no mesmo patrão, no mesmo nível, no mesmo melipunário, não alimentando e depois fazer comparativos. Aí sim a gente poderia ter uma coisa mais robusta. Eh, e isso em
Speaker A
relação a tudo. Eu até já vi, a gente até tava comentando lá no grupo, né, sobre abrir a noite, não abrir. Eu também li pesquisa sobre isso, se abre de noite, não abre. Eh, eu prefiro abrir de manhã, é uma preferência minha, né?
Speaker A
Eh, porque a abelha sai quando tá claro e ela enxerga o local para onde vai voltar.
Speaker A
E nessa altura do campeonato aqui, elas saem no escuro, mas elas saem e voltam no escuro. Elas voltam e se perdem.
Speaker A
Imagina a abelha que já conhece o caminho e mesmo assim se perde na entrada. Isso eu vi muito aqui na na nas abelhas. Então você imagina se ela saiu no escuro e não conseguiu gravar nada para onde voltar. Então ou ela não
Speaker A
volta né? é o mais provável. Por isso a minha, né, a minha opinião é essa de que o melhor seria sempre eh abrir a caixa quando já tá claro o suficiente para ela poder enxergar para onde tem que voltar, né?
Speaker A
Bom, ã, aqui nesse curso que ele ofereceu aqui para nós, quando o Capas estava aqui no Brasil, ã, nós temos então sobre os meliponínios e autonomia individual, as castas, as obreiras, a rainha, os machos, intercastas, intersexos. E o que é uma
Speaker A
rainha? O que são obreiras normais? Obreiras rainhas abelhas pangolins reflexo, instinto racional, base da comunicação aglobalizante de identidade e a momentânea, os feromônios e a anticasta, a ovogênis, as suas regras e problemas, diálogos nos rituais de postura e a decodificação de linguagens,
Speaker A
né? Então, assim, vocês viram que o português dele é um pouquinho português, né? é diferente. [risadas] Bom ah eu não vou me delongar muito nessa parte eh inicial aqui. Eh, e a gente sabe, assim como eu falei, as pesquisas a
Speaker A
gente tem muitas e muitas muitas muitas eh pesquisas e tem muitas verdades. E essas verdades se misturam, umas provam uma coisa, outros provam outra coisa e algumas meio meio que se anulam, né? Por exemplo, a discussão lá do Big Bang. Eh,
Speaker A
para mim, eu que não sou astrônomo, né, astrofísico, nada disso, a concepção do Big Bang é inviável, digamos assim, né?
Speaker A
Eh, e várias teorias que apareceram já desmentem essa teoria, mas para alguns não é o Big Bang é intocável e assim por diante. Beleza, né? Sem problemas.
Speaker A
Mas assim, muitas verdades e algumas vão acabar não refletindo a verdade e isso acaba atrapalhando o nosso pensamento. O capas quando ele tinha 8 anos, ele pensou: "Poxa, se a gente pudesse eliminar essas inverdades". E aí uma da
Speaker A
uma das ideias que ele teve assim de observar o funcionamento das dos neurônios, cada afirmação verdadeira é como um neurônio, ou seja, se liga a outros neurônios e não a um só, né?
Speaker A
Muito bem. Eh, então, cada verdade científica, cada neurônio poderia se ligar a outras verdades e aí poderia comprovar a sua veracidade. Uma só ligação entre duas verdades indica que essa é falsa, ela tem que se conectar com as demais.
Speaker A
Então, eh, desse modo, uma verdade científica se liga a outras verdades de naturezas diferentes, digamos assim, citológica, fisiológica química anatômica etcológica comportamental embológica de evolução e tantas outras. E aí você consegue solidificar essa verdade.
Speaker A
Vamos primeiro para um tópico que é sobre a autonomia individual. eh dos meliponínios. Então, eh precisamos falar primeiro sobre os insetos solitários.
Speaker A
Inseto solitário, como o nome diz, ele é solitário, ele é individual, ele consegue ser aut suficiente.
Speaker A
Ah, e aí que que ele faz? Ele cresce, ele se alimenta, ele cresce, ele acasala e assim ele vai se multiplicando. Então os insetos sociais eles originaram-se a partir dos insetos solitários que são autossuficientes, né? Então, o primeiro
Speaker A
era o inseto solitário, sozinho, depois começaram a viver em grupo e aí surgiram as abelhas sociais, que é o que nos interessa. Aqui ã, aqui na foto tem uma abelha, uma vespa, aliás, primitiva, solitária. E essa não essa da foto, né,
Speaker A
mas uma vespa primitiva solitária que deu origem às vespas sociais, as formigas sociais e as abelhas sociais.
Speaker A
Ou seja, lá no passado distante, um protótipo, vamos dizer assim, eh não havia distinção entre vespa, formiga e abelhas, era a mesma coisa, tá? Então as à medida que foi se espalhando pelo pelo mundo, começou a haver essa separação, tá?
Speaker A
Ã, as primeiras vespas eram vegetarianas e possuíam um ovo positor e para fazer então as suas posturas dentro dos vegetais. Ainda hoje a gente tem algumas, né, que fazem algo parecido. Então nós temos os adultos e aqui a postura de um ovo numa folha, né?
Speaker A
Dá para ver. Bom, e vocês não conseguem ver o meu cursor, né? Eu não tenho isso, não.
Speaker A
É, eu não tenho como mostrar ele aqui. Mas do lado direito, aquela vespa escura, está botando um ovo numa folha, né? Aí disso vão vão surgir as lagartas de todas as cores. Evidentemente as vespas vegetarianas tinham larvas que
Speaker A
também eram vegetarianas. As vespas dos figos são um bom exemplo de uma simbiose entre a figueira e uma vespa. Eu não sei se vocês já eh ouviram falar dessa tal vespa do figo, é que é assim, o figo,
Speaker A
a flor dele é essa parte de dentro, não a parte de de fora. Então, ah, para polinizar essa flor, a vespa entra pelo buraquinho do do figo, aquele que a gente vê, o buraquinho, ela entra por ali e vai
Speaker A
fazer a polinização lá dentro. Eh, em alguns casos ela acaba morrendo ali dentro, né, também, mas ela garante assim a sua próle. Ela vai fazer não só a polinização, mas eh fazer a postura dos seus ovos. E aí
Speaker A
essas vespinhas vão se alimentar ali do eh do fruto, né? Ah, e assim essa simbiose entre a vespa e o figo, a figueira, eh, um depende do outro.
Speaker A
Inclusive essa vespinha quando ela entra no figo, ela acaba rasgando, perdendo as asas que ela tem, né? Enfim, é uma coisa bem dramática, mas ela vai, ela sabe que é o fim da vida, ela vai, mas enfim, né?
Speaker A
é o que ela tem para fazer para continuar a sua a sua próina. Então, o Figo se especializou na multiplicação das vespas e essas se especializaram no transporte de pol na polinização.
Speaker A
E aí, através de uma vespa vegetariana, comedora de pól, é que surgiram as abelhas. Então, no começo, o que não era, né, uma abelha, mas, enfim, essa vespa primitiva, que também não era uma vespa, né? Então essa esse esse inseto
Speaker A
ele começou a se elimitar de pólen. Veja bem que que é mais fácil correr atrás de um bicho para botar o ovo nele ou pegar a comida lá numa flor que tá paradinha, né? Então, foi mais ou menos
Speaker A
isso que aconteceu. Eh, começaram a se especializar na coleta de pollen e aí elas foram mudando a tal ponto de se transformarem em abelhas.
Speaker A
Algumas vespas vegetarianas alteraram o regime alimentar das suas larvas ao injetarem os ovos em insetos. Desse modo, o seu ovo positor se adaptaram para perfurar os tecidos dos insetos, em vez de perfurarem tecidos vegetais, né?
Speaker A
E aqui temos outra mudança. Eh, de algumas vespas que acharam que seria melhor pegar a proteína direto lá na no bichinho.
Speaker A
Uma vespa injetando um ovo no pulgão. Essas vespas ainda existem hoje em dia, tá?
Speaker A
Ah, as larvas dessas vespas começam a comer proteína animal e comem por dentro. E na figura da direita vocês têm um grupo de três vespas injetando os seus ovos através dos seus longos ovipositores numa larva de escaravelho da madeira, tá? Então, enquanto um grupo
Speaker A
migurou pro pól e virou tipo a abelha, o outro grupo foi mais para parte ah da proteína animal, né?
Speaker A
E essas vespas foram se desenvolvendo e largaram a de depositar os ovos nas plantas para depositar nos animais.
Speaker A
Nas vespas caçadoras, o ovo opositor deu origem a um ferrão, pois deixou de servir para injetar ovos nos hospedeiros, servindo agora para injetar uma substância tóxica na presa. E assim surgiu o veneno. Esse veneno mais tarde ganhou uma segunda função, pois surgiu
Speaker A
como arma de defesa. Então, tanto para ataque quanto para defesa. As vespas tarantas usam seu veneno para paralisar aranhas que servem de alimento à suas larvas. As aranhas são depositadas em alvéulos construídos em argila. Quando fortemente perturbadas, elas usam esse veneno como arma de
Speaker A
defesa. Este, além de provocar uma forte dor, tem algum efeito paralisante. Por isso, no Alentejo, que é um lá em no sul de Portugal, as chamam de tarantas, né?
Speaker A
Ah, então essas vespinhas vão fazer isso e elas não matam, não matam o a aranha.
Speaker A
Por quê? Porque elas vão injetar o ovo e a aranha fica só paralisada, porque o ovo ainda precisa eclodir, precisa virar uma larva e aí comer a proteína. Então essa proteína não pode estar podre, ela tem que estar viva.
Speaker A
Então a o que a é o que essa vespa faz, né, ela só injeta um paralisante ali, né um sei lá, uma anestesia, digamos assim, para acalmar a aranha e ela fica paralisada, não sei quanto tempo, tá, mas ela fica paralisada ali. Depois a
Speaker A
larva come ela por por dentro e obviamente, né, óbvia que ela vai morrer, né, a aranha.
Speaker A
Ah, formigas. As dinopôeras são formigas primitivas que não possuem a casta de rainhas morfológicas.
Speaker A
Nas suas colônias, uma obreira da elite desempenha o papel de rainha mãe. Esse fenômeno também é encontrado nas vespas e nas abelhas sociais mais primitivas.
Speaker A
Ou seja, olha só, você tem uma rainha que não parece rainha. É isso mesmo, tá?
Speaker A
Então, eh, aqui tem uma palavra que o capas usa que é elite. Então, nós vamos falar um pouco de elite aqui também.
Speaker A
Eh, no caso, as abelhas, as formigas, cupins, vespas, né, elas vão ter eh elites. Elite é aquela que manda, é em alusão aquilo que acontece na nossa sociedade. A gente sabe que não é o o povo comum, né? Não sou eu que manda aí,
Speaker A
é a elite que manda, né, na nossa sociedade, enfim, né, quer seja uma elite boa ou ruim, né, não importa. Mas ela que manda, né? Então assim, eh, as formigas primitivas são vespas sem asas.
Speaker A
É isso mesmo. É uma vespa que não tem asa. Claro que ela se modificou de alguma maneira, mas os machos e as rainhas virgens apresentam asas, ou seja, uma lembrança atávica dessa evolução. Então, vocês talvez já viram uma enchameiação aí de formigas.
Speaker A
Aí vocês viram elas voando. Como assim? Formiga voando. Sim. São essas eh podem ser os machos ou então as futuras rainhas, as princesas, né, que tem eh eles chamam de rainha [limpando a garganta] virgem, que tem essas asas e vão precisar sair para
Speaker A
outro lugar, voar para longe, enfim, para fazer o acasalamento e outras coisas tá? Eh, nas formigas pôneras existe rainha morfológica, que normalmente são maiores que as obreiras. Eu não sei se vocês conseguem ver aí nessa nessa foto da da esquerda ali tem então
Speaker A
uma abelha que tem o abdômen bem maior que as outras. Então, essa rainha ali é perceptível, ela é maior, né? Dá para perceber bem.
Speaker A
Ah, falando em vespas, a vespa solitária, né, era uma vez uma vespa solitária que deu origem às vespas sociais, ou seja, é parecido com as abelhas, né, também elas eram solitárias, todas eram solitárias. E aí depois nós tivemos
Speaker A
então eh nós tivemos então as abelhas meio sociais, bastante sociais, muito sociais e totalmente sociais. Tem outras nomenclaturas aí que eu não, né, eu não sei de cabeça assim, tá?
Speaker A
Ah, aqui o que a gente tá vendo então é o seguinte. Ah, a rainha fundadora tá começando um ninho, ou seja, é uma rainha, ela tá fundando e esse ninho e é parecido com a aquilo que eu falei da mamangava,
Speaker A
lembram? Então, ela vai fazer a postura e depois eh que tem já bastante obreiras nascidas, então ela vai assumir o papel de rainha também, tá? Então ela faz tudo sozinho, ela sabe fazer os alvéulos ali, ela sabe processar a celulose, né, para
Speaker A
fazer o ninho, faz a postura, dá alimento, enfim, ela faz tudo e aí depois começa a nascer, como vocês estão vendo, né, na na figura da esquerda embaixo, né, estão nascendo as as abelhas, as vespas, aliás, e elas vão
Speaker A
assumindo as suas funções, algumas com obreiras, obreira que obedece tudo, né? Algumas com função de eh de elite e assim segue o baile, a humanidade, né? Humanidade das vespas.
Speaker A
E na figura da direita tem uma colônia com duas rainhas na elite. Eh, eu tenho dificuldade de reconhecer isso. O Cos tem muito mais eh visão para isso, mas segundo ele, essas duas que estão por cima aí são as que estão mandando. Ou
Speaker A
seja, é possível ter eh é possível ter então duas rainhas, que nem a gente vê em Guaraipo, por exemplo, também para pergunta se nas formigas puneras as rainhas e machos não têm asas quando saem do formigueiro, mãe?
Speaker A
Eh, foi o que ele disse ali, né? É que eu não entendo muito do, eu não entendo muito do da desses bichinhos aí, não. Como eu disse, todo esse conhecimento é lá do capas, mas o meu aprofundamento não é tanto assim
Speaker A
quanto a esses insetos. OK? Tudo bem? Aqui, abelhas solitárias deram origem às abelhas sociais. Então, ah, vocês estão vendo o acasalamento de uma abelha solitária da marca Osmia. Ah, não é marca, é do gênero, né? Vocês já aprenderam, né? Gênero se escreve com
Speaker A
letra maiúscula, né? Então, lá o acasolamento. Ah, depois abelhas das orquídeas euglocines em atividades sociais. Então, nessas abelhas pode existir ninhos com alguma sociabilidade. Eu sei de gente que tem ali em algumas caixas, elas entram e aí, tipo, elas acabam morando juntos,
Speaker A
mas cada um cuida da sua vida. É tipo um, sei lá, um cortiço. Ah, todo mundo mora lá naquela kit, né? Um monte de kitetes ali, uma do lado da outra.
Speaker A
Enfim, é mais ou menos assim que elas conseguem eh fazer. E aí o que a gente já viu na outra aula lá dos tomates, né, as colônias de abelhões, lá em Portugal eles chamam de abelhão, né? Eh, os bombos, a gente
Speaker A
chama de mamangava aqui, apresentam já uma sociabilidade mais complexas, igualzinhas as vespas sociais, onde as elites se manifestam na governança da colônia, OK? Então você vai ter na Bombos ali uma rainha, mas também vai ter eh as subordinadas dela de alguma
Speaker A
maneira, né? A a parte da elite. A elite manda alguma coisa que as obreiras só obedecem. Sim, senhora.
Speaker A
H, nas abelhas pismilífida, os indivíduos perderam a sua autonomia individual, que é uma exceção. Ou seja, uma abelha sozinha não faz verão. Não, pera aí. Eh, não, eh, uma abelha sozinha não faz colmeia. É, talvez seja isso, tá?
Speaker A
Ah, eu espero que o infarto do rapaz ali do melipunário do chefe, não sei o nome, assistindo a aula. Espero que o infarto não seja da aula aqui, né? Boas melhoras para você aí, rapaz, né?
Speaker A
Ah, então assim, a exceção que a gente tem é assim, ó, meu, as zápis melífera, uma abelha sozinha, ela vai, sei lá, ela não consegue sobreviver.
Speaker A
Então, a rainha mãe não consegue viver sozinha também e perdeu a faculdade de fundar a sua colônia quando só, como fazem as vespas e os abelhões. Ou seja, também não, a rainha não pode começar sozinha lá, ah, agora eu vou construir
Speaker A
uma célula, agora eu vou pegar. Não, a rainha da da APS não consegue fazer isso, né, como as vespas fazem, tá? As obreiras e os angões não podem viver sozinhos como os insetos solitários.
Speaker A
Isso acontece porque são fortemente dependentes dos feromônios reais produzidos pela rainha mãe. Então assim, na própria melífera, eh, uma abelha sozinha não vive só não consegue. O zangão também não consegue. O zangão é tão, né, como é que eu vou dizer, tão
Speaker A
pregui que ele não consegue nem comer sozinho. Ele depende que coloque a comida na boquinha dele, né?
Speaker A
Então, é um caso bem extremo. E a rainha, ela produz cheiros, ela produz feromônios e eles dependem desse feromônio, desse cheiro, para eh se comunicarem. Por isso que eu não sei se vocês já viram quando se captura alguma
Speaker A
eh algum enxame voador aí, né? Eles, se eles pegar a rainha e botar dentro de uma caixa, todas elas entram assim, vão marchando para dentro da da caixa, enfim, que você colocou lá para para elas entrarem, né? Bem interessante
Speaker A
isso. Eles vão seguindo esse cheiro da rainha e aquelas demonstrações que eles fazem lá de fazer barba assim com as abelhas e se cobrem tudo de abelhas. É o truque do feromone desse cheiro da rainha. que acaba agregando e elas não
Speaker A
vão, teoricamente não vão atacar, não vão fazer nada. Eh, ah, tá. O André Noit Rosa, né, que está lá no hospital. Boas melhoras para você.
Speaker A
Ah, o número mínimo de sobrevivência para as obreiras de ápice melífer é de 30. Só assim sobre o efeito de grupo se formam obreiras, rainhas, produtoras de feromônios reais que vão estabilizar os órgãos internos de cada indivíduo desse
Speaker A
grupo. Então assim, eh, eu já tinha lido outras literaturas que diziam que uma rainha conseguiria começar um, eh, uma colmeia, um ninho com oito, mas com oito você não consegue formar, segundo o capas, né, não consegue formar a elite. Então, para ele, esse número
Speaker A
seria 30, porque desses 30 alguns vão ser operários, outros, né, vão ser da elite. E esses feromônios, eles precisam ser equilibrados para estabilizar os órgãos internos, né?
Speaker A
As vespas, as formigas e as abelhas que formam sua colônia a partir de uma rainha só gozam de uma autonomia individual, tanto nas rainhas como nas outras castas. Isso é, cada indivíduo da colônia tem a capacidade de poder viver
Speaker A
como um inseto solitário. Tá aí uma informação interessante, né? Ou seja, um bombo, se ele precisar, ele vai conseguir conseguir viver sozinho. Eu não sei se vocês já viram eh já viram alguns vídeos.
Speaker A
Já faz um tempinho, a pessoa encontrou um uma dessas mamangavas e ela tava tipo sem asas, ela não conseguia voar e obviamente era morte na certa.
Speaker A
Aí ela, essa, essa pessoa que encontrou ofereceu para ela um conforto ali, tipo xarope, flores, um ambiente agradável, pouquinho de água, eh, tipo um pet mesmo. E a abelha, tipo, reconhecia a pessoa. Claro que ela com o xarope não consegue viver o mesmo tanto
Speaker A
que com néctar, né? Então ela ela viveu algumas semanas, eu não lembro se foram três semanas, que é é um tempo razoável, três ou quatro semanas e aí ela acabou morrendo, né, óbvio. Ahã. Então é um é um outro
Speaker A
indício de que esse tipo de de bichinho ali ele consegue eh viver individualmente. Mas se você pegar uma melífera e for dar dando xarope, quiser dar uma condição para ela, ah, vou cortar a asa dela para não voar, enfim,
Speaker A
né? para ser meu petzinho aqui de estimação. Ela não vai aguentar esse tempo todo aí não, né?
Speaker A
Bom, ah, ali na foto de cima tem a rainha Bombos buscando um lugar para ibernar. E lá na Europa acontece isso de elas hibernarem e depois da hibernação é que ela começa todo esse processo de de eh fundar um novo ninho, fazer as
Speaker A
primeiras posturas e assim por diante, perpetuar a espécie. Na foto da direita vocês têm uma rainha de paravula em hibernação, né? E na de baixo uma rainha de formiga com camponatos com sua cria no início do ninho. Ou
Speaker A
seja, ela tá cuidando ali, ela fez a postura, etc e tal. Tá cuidando quando esses ovos ali eclodirem, então ela vai ela vai ter a sua força de trabalho e ela vai ser a rainha, eh, por assim dizer.
Speaker A
Os meleponíos possuem autonomia individual, como os abelhões, as formigas e as vespas. Isso é, as rainhas, os machos e as obreiras podem viver sozinhas como insetos solitários.
Speaker A
Olha só, uma informação interessante. Ou seja, ã, talvez vocês já viram aí em alguma caixa, sobrou só, sobrou só a rainha, mais ninguém, né?
Speaker A
Sobrou só ela lá. E aí, eh, ela fica dias e dias ali, ela consegue viver sozinha ali por um tempo, tá? As obreiras também, as operárias, o capas prefere chamar de obreiras, né? A gente tá acostumado eh a chamar de
Speaker A
de operárias aqui, né? Sobre a pergunta se a parapo é aquela que mata abelhas?
Speaker A
Não, que eu saiba não é aquela outra vez paraa mandarina, se não me engano, né?
Speaker A
Ah, então por isso, por esse hábito solitário, podemos ter machos errantes e obreiras que dormem fora da comeéia e rainhas que se fecham em prisões reais, tá? Então, eh, os machos podem ir longe. Por isso, eh, às vezes, eh,
Speaker A
aquilo que eu digo, né? Pode ser que você não tenha eh alguma caixa aí perto. Ah, só tem uma manda saia. Bom, pode ser que você não tenha outra, né? Mas se tiver mandassai ali por perto, então esses machos podem
Speaker A
vir de lá para calcular com alguma multiplicação que você esteja fazendo, tá? E eles podem ir 10, 12, 15 km, pelo que a gente sabe. E por isso, sabendo disso, eh eh eu não sei, né? Eu não sei se
Speaker A
aquele chip que eles colocaram naquela abelha que foi a 10 km de distância, eh, buscar alimento ou buscar alguma coisa, eu não sei se por acaso eles eles sabem ou conseguem ver a diferença entre, né, se era, porque é normal, né,
Speaker A
alguém que não seja tão eh não tenha tanta afinidade, sei lá. Eh, se aquilo, aquela abelha talvez pudesse ser um macho, né? Não sei. Só uma hipótese, tá bom? Não tô dizendo que era o que não era, mas é uma possibilidade. Às vezes
Speaker A
agarraram lá um macho, colaram o chip nele e ele foi 10, 12 km, né? Eh, pode ser, tá? [risadas] E pode ser que seja mesmo operária que foi lá a toda essa distância, mas aí quase não vale a pena, né? Mesma coisa
Speaker A
que eu saí daqui para abastecer em Blumenau. Vou andar 90 km para abastecer, porque lá tá 10 centavos mais barato a gasolina, né? Não vai fazer muito sentido.
Speaker A
É, é isso. Ah, o capas viu, né? Rainhas virgens de plebeia remota e plebeia negra seps viverem sozinhas em comeias iscas. As rainhas virgens desativadas podem funcionar como obreiras. E, neste caso, a sua autonomia individual parece ficar sobre ou sobre as ordens de abelhas
Speaker A
pertencentes à elite da colônia. Trata-se de uma norma universal, pois é facilmente verificável nas formigas, vespas e abelhas, por exemplo, bombos.
Speaker A
H, ou seja, o que que é uma rainha virgem, uma princesa desativada? Se ela for desativada, se os feromônios dela não se produzirem, então ela fica desativada e aí ela funciona como uma operária e aí ela vai obedecer as ordens da elite.
Speaker A
Sendo princesa, obedece a elite. E aqui, eh, vocês estão vendo um bombos, né, dormindo fora de casa.
Speaker A
Olha só, já foram encontradas rainhas virgens de Meliponíos a coletar nas flores, tá? Então, é uma informação, eh, não sei da comprovação dessa informação, mas é o que alguns já viram.
Speaker A
A autonomia individual fica bloqueada quando os indivíduos vivem em sociedade, pois ficam so as regras químicas do grupo dominante, tá? Então, dentro da colmeia, dentro do ninho, o que acontece ali é a elite dominar, tá? Então, a individualidade fica bloqueada. Como é?
Speaker A
Quando que eles vão viver eh individualmente, quando é que eles podem viver individualmente? quando elas não estiverem a influência eh dos dos feromônios lá da colônia, tá?
Speaker A
Eh, e talvez por isso, às vezes quando a gente perde algumas campeiras, a gente nem tem ideia quanto tempo que elas vão viver depois, porque elas conseguem viver individualmente por um tempo também.
Speaker A
Vamos falar um pouco sobre as castas. Geralmente a gente ouve falar de três castas que são as obreiras, a rainha e os machos, mas também existem intercastas e intersexos.
Speaker A
Os insetos solitários, ao se agruparem, deram origem a colônias de indivíduos que, no início não possuem uma diferenciação de castas, ou seja, todo mundo era igual. As formigas de acama não possuem casta de rainha e nas obreiras existe uma pequena variação de
Speaker A
tamanhos. É o início da formação das castas, ou seja, no processo evolutivo dessas formigas agora que elas estão começando a modificar um pouco a as castas. Quanto tempo vai levar até isso virar que nem as outras? Não sei,
Speaker A
milhares, milhões de anos, talvez. Nas formigas Bor existe muito polimorfismo na casta de obreiras e de soldados. Que que é polimorfismo?
Speaker A
É um monte de tamanhos. Olha só a variação de tamanho dos soldados. Muita diferença, né?
Speaker A
Algumas castas soldados e formigas desenvolveram grandes mandíbulas. Temos o caso das formigas. E aí eu perguntaria para que serve esse soldado aí? Que que ele faz?
Speaker A
Que que vocês acham? Não v alguém responder aí. Que que vocês acham que esse soldado aí faz? Qual é a função dele?
Speaker A
Respondendo a pergunta do Paulo, né, se a bombos com a parte branca no final é aquela que devemos informar as autoridades sanitárias. Sim, sim, sim. É aquela. Ninguém se arrisca.
Speaker A
Tamanho dessa pinça. Atacar no pelutão de frente, proteger o ninho, defender a colônia. É lamento.
Speaker A
Não é nada disso, né? Você imagine, né? Você tem que fazer força com a mandíbula desta manhã com o tamanho do músculo que ele tem ali, né? Não dá para fazer muita coisa.
Speaker A
Inclusive, se você oferecer o seu dedo, ele nem vai conseguir te morder, não vai conseguir beliscar, tá? Ele não vai conseguir fazer nada de mal contra você por causa desse tamanhão aí da mandíbula. é muito grande para um
Speaker A
músculo muito pequeno. Ah, então ele não é capaz de fechar e abrir bem as mandíbulas, pois sua amplitude de movimentos é muito limitada. Então, serve para que eh para morder, para transportar presas na colônia, existe outro tipo de
Speaker A
soldado. Ele é igual, só que é diferente, né? Ele tem mandíbulas pequenas. Tão vendo aí na foto, né, um com mandíbulas bem pequenas que esse é que vai carregar então eh e atacar, defender, enfim, vai fazer a parte que
Speaker A
vocês alguns de vocês acharam que seria a parte do grandão ali. Os soldados de mandíbulas pequenas podem cortar e até transportar as presas e as crias. São então soldados de trabalho e de defesa.
Speaker A
Os soldados de mandíbulas gigantes são especializados na divulgação do feromônio mandibular real, o feromônio de coesão de grupo. Estes soldados são obreiras rainhas da colônia, pois pertencem à elite de colônia. Mais uma vez ouvimos falar da tal da elite aqui.
Speaker A
Então, eh, eles vão produzir feromônios nessas, é quase uma antena, é um difusor de cheiros, é um difusor de feromônio.
Speaker A
E com isso todo mundo fica ali perto desse cheiro. Então, são fêmeas, na verdade, né? São fêmeas que vão fazer a divulgação, são obreiras do tipo rainha.
Speaker A
Elas conseguem produzir um feromônio real. O que que é esse feromônio real? É dinheiro, não realeza.
Speaker A
Entenderam? Então é a realeza em ação e elas vão manter o grupo unido. Ahã. Um fato curioso é que esses soldados de mandíbulas gigantes têm de ser alimentadas na boca por outras obreiras, pois não tem a capacidade de
Speaker A
mastigar os alimentos. Existe nesse fenômeno um paralelismo com os soldados das térmitas que possuem mandíbulas grandes, pois esses também têm de ser alimentados na boca pelas obreiras. Térmitas, quer dizer cupins, OK? no nosso linguajar português de do Brasil lá, eles chamam de térmitas.
Speaker A
Então, eh os lá nos cupins, eles também têm algo parecido com isso. Esses de mandíbula grande não consegue comer. É quase, sei lá, às vezes eu vejo uma pessoa com a a unha grandona desse tamanho assim, ó. essa pessoa quase não consegue
Speaker A
digitar uma coisa, né, no no molecular lá, né, de tão grande que é a unha, né?
Speaker A
Então é quase parece a a mandíbula é tão grande que ela não consegue chegar no alimento. Daí tem que ganhar o alimento na boca. Os soldados das térmitas se formam a partir de uma obreira que se transforma em soldado branco. Aí o
Speaker A
soldado branco se desenvolve. A casta de soldado desempenha algumas funções das obreiras, rainhas, e o mesmo também acontece nas formigas. Então, por isso ele faz esse paralelismo. Poxa, dá para ver isso nos pupins, pá, faz igual das formigas. E aí algumas coisas a
Speaker A
gente também consegue eh eh perceber nas abelhas. Daí então, numa colônia de insetos, temos obreiras normais e obreiras da elite, ou seja, aquelas obreiras que ah são um pouquinho mais chique do que as outras. Elas são obreiras, rainhas.
Speaker A
A casta real morfológica, ou seja, que tem a forma real, né? Surgiu a partir da casta de obreira, ou seja, de uma obreira rainha, obreira com funções de rainha que inicialmente tinham a forma de rainhas ergatoides, ou seja, uma
Speaker A
rainha com morfologia de obreira. Ou seja, era uma obreira que foi se mudando mudando até virar então ah, bem diferente, né?
Speaker A
Até ficar bem diferente mesmo. A evolução transformou a cainha em um inseto coordenador da sociedade.
Speaker A
Atividade exercida através dos hormônios de um uso externo que tem o nome de feromônio. E lá ele cham de feromonas, tá? feromonas é o nosso feromônio aqui.
Speaker A
Por essa razão, as rainhas sofreram uma morfologia e tornaram-se muito diferentes da casta de obreira. Então, esses hormônios, né, esses feromônios foram atuando de tal maneira que ela foi com a evolução mudando.
Speaker A
Na figura ali vocês estão vendo uma colônia de formigas pôneras. A maior é a rainha. Dá para ver bem no centro da foto ali, né? e ao seu lado direito, eh, uma rainha ergatoide, ou seja, ela é uma
Speaker A
rainha, mas ela tá com a o aspecto de uma obreira. O inseto de cor amarela é um macho ergatoide, tá? Essa diferenciação de cores, eh, também é interessante porque ela aparece inclusive nas mamangvas, onde os machos têm essa cor bugia, assim,
Speaker A
digamos né? Um macho com forma ou morfologia de obreira, ou seja, parece uma obreira, mas é um macho.
Speaker A
Nas abelhas HCOS de sociedades primitivas, todas as abelhas são iguais. Assim não a casta de obreiras.
Speaker A
Quando a abelha mãe morre, uma das filhas toma seu lugar. Então, bem interessante nessa forma que elas selecionaram. como faz a seleção lá. Não sei se é por urna eletrônica, como é que elas fazem lá a votação, [risadas] né? Mas enfim, né? Elas
Speaker A
conseguem fazer a escolha. Se eles fazem que nem a escolha do papa lá, fazem um concílio, enfim, né? Escolhem a nova rainha. Todas as fêmeas podem ser fecundadas, então todas estão aptas, todas podem ser fecundadas. A abelha da foto está
Speaker A
desidratando o néctar, como fazem os meliponínios. Eu não sei se vocês conseguem ver a gotinha que está na logo abaixo da da mandíbula.
Speaker A
E na foto da direita dá para ver bem a gota, a gota de néctar que ela tá desidratando.
Speaker A
Ela retira e ingere de volta. Retira, ingere, retira e ingere. até desidratar ao ponto que ela precisa.
Speaker A
As abelhas primitivas Eveleus Marginatos já apresentam uma casta de fêmea um pouco mais encorpadas. São as rainhas fundadoras de colônias, que é essa que tá do lado direito ali, né?
Speaker A
As abelhas Evely os marginatos fazem seus ninhos no solo. A abelha mãe fundadora no primeiro ano cria uma ninhada de abelhas filhas de tamanho um pouco menor que funcionam como obreiras.
Speaker A
Vários ninhos. Dá para ver na foto ali, né? Vários ninhos, cada um com sua abelha guarda, que pode ser uma obreira ou a tal da rainha fundadora.
Speaker A
No segundo ano, a rainha ou abelha mãe perde a capacidade de voar. As obreiras têm de coletar pól e néctar para sua sociedade.
Speaker A
Na foto da direita, uma obreira guarda ou porteira, muito usual também nos meleponíos. Continuando a historinha, a rainha abelha, mãe deus marginatos, que vocês conseguem ver ali na esquerda, no terceiro ano dela e no quarto ano, o número de obreiras aumenta e a elite se
Speaker A
desenvolve com o aparecimento de obreiras maiores, ou seja, obreiras maiores igual a elite. Aí vocês estão vendo na na foto de baixo, obreira transportando néctar no papo social e pollem nas patas ou nas pernas, um pouco no abdômen também.
Speaker A
Continuando a historinha, no quinto ano dos ovos fecundados da abelha mãe, foram-se novas rainhas fundadoras e dos ovos não fecundados das obreiras maiores, nascem os machos.
Speaker A
e assim eles conseguem perpetuar a espécie, ou seja, no quinto ano. Eh, aí você vai dizer: "Tá, mas e se der um problema lá naquele ano, né, uma inundação, blá blá blá, enfim, né? Eh, mas é que por isso tem a alternância,
Speaker A
não é? Todo mundo que elas não começaram todas no mesmo ano, todas no quinto ano, enfim, né? tem eh uma abelha hoje tá no 5inº ano, no ano que vem outra tá no 5into ano, eh 2030 uma outra tá no no
Speaker A
5into ano. Então tem essa alternância. As obreiras maiores são, na verdade, obreiras rainhas, pois como a rainha também produzem feromônios reais, ou seja, todas essas maiores produzem feromônio.
Speaker A
De uma forma semelhante se desenvolveram as rainhas morfológicas das abelhas e das vespas modernas.
Speaker A
Então tem essa semelhança, foram aumentando, aumentando, aumentando de tamanho até terem o tamanho que a gente conhece hoje. As rainhas adultas mais evoluídas por regra apresentam uma fish, uma fisiogastria, ou seja, um grande desenvolvimento do abdômen. Para que tal
Speaker A
aconteça, ocorrem mudas de crescimento nas partes moles do abdômen. Ah, rainha secundária fiz o gás de reticulitmes.
Speaker A
Na foto de cima, nos dois branquinhos ali, na foto de baixo à esquerda, a rainha primária de uma térmita que lembra uma melípona, né? Aquelas marcas marrons ali, né?
Speaker A
Parece um pouco ali a guaria no sul, né? E do lado direito vocês têm uma rainha de mandassaia.
Speaker A
Os machos dos insetos sociais evoluíram a partir dos machos de insetos solitários. Por isso, muitos deles podem ter vida solitária.
Speaker A
Assim, os machos de vespas e de muitas abelhas e algumas formigas podem viver sozinhos.
Speaker A
Aquela coisa de solteiro, né? é solteiro, coisa boa. Outros acham que não é, enfim, né?
Speaker A
Código um. Tão querendo código um. Código um. O fruto não cai longe da grama.
Speaker A
Grama. G R A M A. O fruto não cai longe da grama. Eu sei que vocês pensaram outra coisa, outra palavra, mas é de propósito para vocês pensarem uma coisa aí.
Speaker A
e eu falo outra, OK? Então, grama é o código número um, OK? Então ali nós estamos vendo então eh marchas de escapo trigolo num agrupamento.
Speaker A
Essa imagem do centro, esses podem viver solitariamente, o que permite a sua dispersão genética por vastos territórios e eles vão longe mesmo. Então, eh, eu não sei se vocês já perceberam isso para quem tem escaptrigonas aí, tanto faz. qualquer
Speaker A
uma delas costuma ter esse agrupamento. Aí dá para conhecer eles bem, né, pela forma como se agrupam, esse comportamento.
Speaker A
Eh, antenas bem tananã esticadas para sentir o cheiro. Geralmente um abdomen é mais achatadinho, o tórax é mais avantajado e eles também têm uma posição de ficar meio sentadinho assim como um cachorrinho faz, né? Do lado direito vocês têm o macho de uma abelha
Speaker A
solitária dormindo agarrado a um ramo. Eles têm a capacidade de, digamos assim, travar ali as as garrinhas e não precisa se preocupar com isso, porque eles não vão cair. Não é que nem a gente, se a gente fosse segurar ali com as mãos, a
Speaker A
gente a hora que perdesse a a consciência, a hora que entrasse no sono ali, obviamente que a gente ia cair, né?
Speaker A
Mas esses ali não, eles conseguem, né? Se agarrar ali, fica travado ali de alguma maneira, tá? E no lado direito nós temos o famoso zangão da AP melífera, que já não pode viver solitariamente, eles dependem de uma colônia para
Speaker A
sobreviver. E aí, por isso eles têm entrada livre em qualquer colônia, porque eles sabem que, né? Só que o problema qual que é? E se querem se livrar dele, é só não dar comida.
Speaker A
[risadas] Aí ele morre de fome. Do lado esquerdo nós temos machos de jáí na sua posição de espera num agrupamento. E esses agrupamentos aí podem ser, nossa, eu já vi ali de 4 5.000 machos. Você imagina o que é isso?
Speaker A
Para um conseguir, então você acha que a sua vida tá tá difícil? Imagina com tanta jata aí que a gente tá criando, capturando e reproduzindo, quantos machos que não tem por aí e um deles que vai conseguir, né?
Speaker A
Então, ah, o vestibular da vida deles lá é bem mais complicado do que o nosso, né?
Speaker A
A formação de agrupamentos e machos é uma realidade muito antiga, pois muitas abelhas solitárias o praticam também.
Speaker A
Nos emeliponínios, esse fenômeno é frequente e por vezes forma um nuvem com várias espécies. E do lado direito tem agrupamento de machos de uma abelha solitária. Mas você vai dizer assim: "Pom, professor, a abelha solitária já tem pouco assim indivíduos e ainda vai
Speaker A
ter um monte de macho". É isso mesmo, né? É isso mesmo. Tem bastante. Eh, também tem bastante fêmeas, né? Óbvio.
Speaker A
A gente que acha que tem pouco aqui nós temos, né, bem no lado esquerdo lá em cima, machos de uma vespa solitária na atitude típica de espera.
Speaker A
Então esses aqui são de vespas. Na outra foto, um agrupamento de machos de outra abelha solitária.
Speaker A
Na foto azulzinha, a fecundação de uma obreira de Iraí, situação múltipla numa colônia de Mauro Soares Pinto em 2005, ou pelo menos a tentativa né?
Speaker A
Às vezes, ah, o que pode acontecer é, por exemplo, na plebeia remota, na, isso é mais comum, uma obreira ser fecundada, isso é permitido porque elas são mais primitivas, são mais antigas ainda. Então, é possível que alguma obreira seja feirada, OK? Ah, mas num
Speaker A
agrupamento de machos, por exemplo, aqui assim, se você vê um trepando no outro, não é?
Speaker A
eh, fecundando uma operária, tá? Às vezes eles fazem isso, eles têm esse comportamento, não há conjunção, não há penetração, nada, apenas esse essa questão de de um subir em cima do outro, isso pode acontecer. Vocês podem ver numa tentativa assim de, né, de de
Speaker A
reprodução. A gente vê isso em outros bichos também, por exemplo, cachorro subir em cima de cachorro, né? E é coisa eh comum, né?
Speaker A
Mas eh não há uma fecundação, obviamente macho com macho. Na foto de baixo aqui, né, do lado direito, um agrupamento de machos de Jandaira, a melona subnítida.
Speaker A
Agora vamos falar de outros dois tópicos que intercasta e intersexo. Designa-se intercasta ao inseto que tem características morfológicas e químicas de duas ou mais castas. Nas vespas, nas abelhas e nas formigas existe só intercasta entre as duas castas
Speaker A
existentes, a casta de rainha e a casta de obreira. Nas térbitas, nos cupins, podemos encontrar a junção de três castas dos indivíduos, né, que é o soldado ninfal, né, ele pode ter um pouco de obreira, pode ter um
Speaker A
pouco de soldado e pode ter um pouco da parte reprodutora, né? Uma rainha, entenderam? Então assim, na abelha pode haver mistura de casta. a gente sabe que tem as três, é tipo as três cores básicas, eh, azul, amarelo e
Speaker A
vermelho, né? Então, eh, é o que tem ali, macho, operária, rainha, tá? São as três castas, mas nas abelhas pode ter uma mistura de casta de rainha com obreira tá?
Speaker A
E aqui nós estamos vendo uma mistura eh intercasta morfológica de obreira rainha e manda saia melipona quadrifaciata aqui do sul da minha colônia de 89 1989.
Speaker A
Esse indivíduo apresenta as riscas amarelas típicas da casta de obreira. Tudo certo. A sua pelagem amarelada indica que alguns genes de rainha estão ativos, porque nas obreiras estas devem nascer com pelo branco ou cinza. Se nascer com pelo amarelo é porque ele tem
Speaker A
alguma coisa, esse indivíduo tem alguma coisa de rainha, né? Deixa eu ver a pergunta aqui.
Speaker A
Quando observamos operárias rejeitando uma rainha ou alterando o seu comportamento coletivo, estamos diante de uma resposta determin determinada por feromônios ou de um processo mais complexo de coletividade?
Speaker A
Olha, tem tudo a ver com a questão feromonal, tá? É uma linguagem química ali dentro. Nós vamos aprofundando esses assuntos. Aí, provavelmente você vai conseguir responder essa dúvida. Quando observamos, ah, tá. É a mesma pergunta.
Speaker A
Bom então eh intercasta morfológica de rainha obreira em manda saia da colônia de 89. Esta abelha tem mais características de rainha que de obreira, por isso foi abortada ainda na fase de pupa.
Speaker A
A abertura genital é típica de rainha em V mais fechado. Na intercasta anterior, o V é mais aberto como as obreiras.
Speaker A
Então, a própria formação do abdômen, né, eh, vai acabar determinando também, ajudando a compreender se é eh era para ser uma rainha ou não era, né? Então, se tem o abdômen mais em formato de V, aí como ela tava fora dos planos aí, né,
Speaker A
foi interrompido o seu a sua vida ali, né? Em todos os insetos sociais que conheço existem essas formas intermediárias entre castas aqui dão os nome de intercastas.
Speaker A
Trata-se de insetos com o mesmo sexo, mas castas misturadas. Exemplos da junção das três castas nos cupins.
Speaker A
Então, na letra A você tem soldado poideira. Na letra B, uma mistura lá do Nazutitermis Guan, eh, microcerotérmes, arboreus e soldados na letra C de calotermes ocidentales com cotos alares, né, na letra D. Então, a mistura possível também existem
Speaker A
intercastas em apes melífera. Isso sim. e surgem em colônias com rainha velha ou em colônias muito populosas que daí não dá conta de dominar todo mundo. É tal coisa quando o império fica grande demais se perde o controle. Então as
Speaker A
intercastas não nascem nas realeiras, mas sim em células normais deira. Trata-se de uma cria eh de obreira que não recebeu a quantidade certa de feromônio, fermônio real, né? Por isso, alguns genes de rainha desses cromossomos se ativaram.
Speaker A
A pupa ou crisálida do meio, vocês conseguem perceber na foto ali que ela está mais alta, ela tem algumas características da casta real.
Speaker A
Eh, compare aí com as outras que estão do lado. O abdômen é mais comprido, mais bicudo, o tórax é maior, a cabeça menos triangular como uma rainha e apresenta corbículas como uma obreira. Ou seja, misturou as duas.
Speaker A
Aqui nós temos uma intercasta, uma rainha obreira depis melífera com pouco tempo de nascida.
Speaker A
O abdomen é bem grande para uma obreira normal. Comparando as cabeças, nota-se que a cabeça de uma obreira normal que está a nascer é bem diferente dessa cabeça da intercasta.
Speaker A
As curbículas da intercasta estão bem visíveis. O tórax da intercasta se assemelha à de uma rainha.
Speaker A
Aqui o que a gente percebe que nos meliponínios, né, também ocorrem intercastas funcionais. Nessa foto temos uma intercasta rainha obreira fisiogástica de Guaraipo.
Speaker A
Em plena função reprodutiva, os anéis do abdômen ainda apresentam algumas características morfológicas de obreira, por isso ficam levantados nas pontas.
Speaker A
O tórax é típico de obreira e a cabeça é um misto de obreira e rainha. As patas são do tipo obreira e apresenta corbícolas.
Speaker A
Na foto podemos ver uma obreira gigante que também pertence à elite. Essa bem da frente aí, né? Que é quase do tamanho da da [risadas] rainha, né?
Speaker A
Agora vamos falar de inter sexo, ou seja, como o nome já diz, é dois sexos misturados aí. Então, uma intercasta e intersexo aqui nessa foto em abelha mandasaia, nesse caso, uma rainha macho, porque de rainha e o corpo de rainha como
Speaker A
genitária masculina. Isso acontece porque os genes reais desse inseto não foram bloqueados através dos feromônios reais tá?
Speaker A
O intersexo é um inseto que tem uma mistura das características dos dois sexos. Os mais frequentes são aparecer um macho com algumas características de obreira. Quando se junta um intersexo e uma intercasta, temos insetos muito estranhos, pois a parte feminina tem a
Speaker A
forma de rainha em vez de obreira. Aqui temos o macho de manassia com corbículas cheias de pollen.
Speaker A
Uma rainha virgem de Guaraip com corbículas. Esse fenômeno também ocorre em outros meliponínios. Essas rainhas são funcionais como as outras normais, tal como os machos com corbícolas. As rainhas de corbícula ou cestas de pólá-las para o transporte do pólen como
Speaker A
fazem as surpreiras. E agora a pergunta, né, o que é uma rainha? Como podemos ver, a rainha morfológica deriva de uma evolução da casta de obreira, ou seja, antigamente era obreira, foi evoluindo, evoluindo até virar rainha. E aqui na foto da
Speaker A
esquerda, uma rainha de mandasaia com seu abdômen ensuflado, ou seja, tá começando a dilatar.
Speaker A
A rainha de Meliponinos quando nasce libera o odor da sua casta, mas isso não lhe dá o estatuto de rainha. O que lhe dá o estatuto real é a produção dos feromônios reais.
Speaker A
Em melpona, as rainhas nascem com os seus abdômens quase vazios. E aqui do lado direito tem a vista dorsal de abdômens de rainhas virgens ou de princesa de manda saia, um em repouso e outro ensuflado. Então esse em repouso
Speaker A
é tipo assim quando a princesa nasce depois ele vai crescendo, ele vai aumentando de tamanho, vai ensuflando.
Speaker A
Então, eh, uma rainha não é uma rainha, eh, simplesmente porque nasceu lá uma princesa, etc. e tal. Então, o que vai determinar esse estatuto real é o cheiro que ela libera.
Speaker A
Lembro daquela aula da inseminação que eles tentaram fecundar, tentaram, tentaram, tentaram e fecundaram as as rainhas lá da das escáp do trigôn, só que nem sempre tiveram o devido sucesso, né? Por quê? Porque não é não são eles que escolhem, né? Quem
Speaker A
tem que saber dos feromônios são as abelhas. Parece que as técnicas estão melhorando nesse sentido, né? meio que forçando elas a aceitar esses feromônios, mas enfim, se depender das abelhas, elas que vão determinar sempre quem manda nelas.
Speaker A
Aqui do outro lado, a vista desses abdômens, eh, mesma coisa, um em repouso e outro inflado. Notem que dá para ver essa abertura genital em forma de V mais fechado, tá? Ele é mais pontudo esse abdômen. E o esquema em corte,
Speaker A
mostrando como é que seria por dentro, né? As entranhas de uma rainha virgem que ocupa pouco espaço no seu abdômen.
Speaker A
O verde significa o aparelho digestivo e o vermelho seria o aparelho reprodutor. Os anéis se encaixam como um folle harmônico, tá? E depois quando quando ela for realmente copulada, então esse esse fle, né, vai se abrir completamente.
Speaker A
Ah, aqui nós temos então uma rainha virgem ativa. Para se tornar uma rainha mãe, tem de passar por várias fases.
Speaker A
Primeira fase, a escolha aceitação da rainha virgem pelas abelhas da colônia. Segunda, a rainha virgem tende de engordar e ficar madura sexualmente.
Speaker A
Terceira fase, depois de um voo de oitação ou, né, se dá fecundação. Quatro, ao regressar fecundada, tem de ser aceita de novo pelas abelhas e só depois disso começa a sua fisiogastria.
Speaker A
Entenderam? Então, muitas vezes você vê uma examinação acontecendo depois, pô, não aconteceu. Talvez aconteceu de na volta essa princesa que foi copulada, talvez ela não foi aceita na volta. Tava tudo certo, mas por alguma razão não ocorreu a fecundação ou
Speaker A
a cópula como deveria ser. Enfim, alguma coisa aconteceu sobre os tamanhos. As rainhas virgens podem ter vários tamanhos, podem ser anãs, pequenas, médias e gigantes.
Speaker A
E aí vocês estão vendo o polimorfismo em rainhas e obreiras de uma mesma colônia de plebeia remota, uma rainha grande e uma rainha pequena.
Speaker A
Embaixo a sequência de uma obreira gigante até uma obreira anã. Olha a diferença de tamanho.
Speaker A
Polimorfismo em rainhas virgens de Mandassaia. Lá também tem diferenças de tamanho da esquerda pra direita. Três rainhas grandes, três médias, três pequenas e uma anã. Todas essas rainhas de milípona são funcionais, apesar do tamanho.
Speaker A
O o mesmo acontece com as rainhas das trigoniformes ou não melíponas. As rainhas menores em não melíponas compensam a sua falta de tamanho com uma maior fisiogastria, ficando estas semelhantes às rainhas de Meliponine.
Speaker A
As rainhas das melíponas são, na verdade rainhas pequenas de trigoniformes, pois essas de células criaatípicas de obreiras, tá? Então, o que aconteceu nas melíponas é que eh todas as células passaram a ser grandes.
Speaker A
Elas antigamente talvez também eram todas pequenas, né? E elas foram fazendo elas cada vez maiores e aí todas são do mesmo tamanho. E nas meliponas elas acabam eh fazendo só a da princesa maior, a tal da rialeira.
Speaker A
Então, as células reais, grandes, conhecidas por realeiras, né, erroneamente, não desapareceram nas milíponas. O que aconteceu foi que todas as células ficaram grandes, como eu já falei. Por que que isso aconteceu?
Speaker A
Porque o feromônio corporal real ficou mais fraco, o que obrigou a um aumento das células de cria.
Speaker A
As rainhas ficam ativas quando começam a produzir os feromônios reais, que são dois. feromônio mandibular real e o feromônio corporal real. Ou seja, que a gente tem eh essa explicação que a gente tem a gente não, as abelhas têm dois
Speaker A
cheiros. Quer dizer, as abelhas que mandam tem dois cheiros, ok? Então, um cheiro é produzido na mandíbula.
Speaker A
Eles têm uma glândula aqui atrás da bandíbula e eles produzem esse cheiro que indica que é um cheiro real, um cheiro de rainha, um cheiro de obreira rainha, mas é um cheiro de rainha, tá?
Speaker A
E o outro cheiro, o feromônio, é produzido pelo corpo. Então a transpiração, né, tipo assim, vai transpirando pelo abdômen, pelo tórax, basicamente pelo abdômen, né, essa transpiração, esse cheiro sai por ali e é o que identifica uma forma real,
Speaker A
alguém que é da realeza, tá? Esse feromônio mandibular real é uma combinação de químicos que são elaborados pelas glândulas mandibulares reais ou por glândulas mandibulares e obreira modificada para real, né? Então, tipo assim, uma obreira que sofreu uma
Speaker A
mudança ali, sabe? Essa obreira também pode produzir eh nas glândulas aqui da mandíbula esse cheiro, esse feromônio mandibular, tá? Mas uma operária normal, não, não, não, essa não consegue, tá?
Speaker A
Ela não tem capacidade de produzir aquele cheiro mandibular. O feromônio corporal real é uma combinação de químicos que são elaborados pelas glândulas tergais reais e por glândulas complementares que se encontram no abdômen real, né? Eh, no caso, rainhas, obreiras, rainhas grandes
Speaker A
e gigantes também. E aqui na na foto vocês estão vendo uma princesa, né? uma rainha virgem tentando ser tentando convencer as suas eleitoras aí de que ela é a melhor escolha, tá? Vocês conseguem perceber que já existe uma
Speaker A
aceitação, já tem as puxa-saco ali, ó, né, ao redor dela, elas estão rodeando ali a rainha já, a futura rainha estão rodeando ela, tá?
Speaker A
Isso é um bom sinal. Esses dois feromônios são antagônicos e reagem entre si. Por isso, a rainha virgem tem dois rituais de aceitação, né? A rainha virgem usa o feromônio real que está em falta para subjugar as obreiras rivais. Em caso contrário, ele
Speaker A
seria logo, ela seria logo morta, né? Então assim, ó, esses os feromônios eles são opostos entre si. Então, a rainha virgem, a princesa, precisa produzir os seus cheiros, né, o seu feromônio real, que numa falta lá, por exemplo,
Speaker A
morreu a rainha, precisa de uma outra. Aí esse cheiro da rainha antiga começa a desaparecer, aí fica em falta. O que que essa princesa faz? Ela começa a liberar o seu cheiro para ser aceite, né? tanto o da mandíbula quanto o da do corpo.
Speaker A
Aqui, por exemplo, um ritual normal, a rainha virgem usa o feromônio mandibular, que ele também chama de bafo real, para afastar as obreiras ao seu redor, tá? E não só afastar, mas também passar o recado. Ó, eu quero mandar
Speaker A
aqui. Meu feromônio, é esse. Esse é o meu cheiro. Eu não sei se vocês já viram nas multiplicações que vocês fizeram por aí, deram espiadinha à aquela princesa ali se mexendo para cá e para lá, tipo, né, afastando, dá a impressão que tá
Speaker A
afastando. Às vezes elas até sai fugindo, etc e tal, né? Eh, então ela tá usando esse ritual chamado de normal. E no ritual que ele deu o nome de ritual Priscila, a rainha ou a princesa usa o feromônio corporal,
Speaker A
é a ponta do abdômen, né, para afastar as obreiras ao seu redor. Então, esses dois cheiros ela vai usando ali para tentar mostrar quem manda.
Speaker A
Ah, [limpando a garganta] que se prender uma princesa para usar depois em uma divisão, por quanto tempo poderia ficar sem ser fecundada? Bom, aí depende, né, de quanto tempo ela já tem de vida, mas ela vai seguir aquela
Speaker A
sequência normal. eu não tenho mais eh certeza, acho que são de três a 8 dias para ficar eh sexualmente ativa. Eh, mas existe um período que era melhor fecundada do que outros.
Speaker A
Eh, [limpando a garganta] se ela for muito nova, a fecundação, a cópula não fica muito boa. Se ela for muito velha, também não fica muito boa para aquela idade, se entendeu?
Speaker A
Eh, é como se ela não tivesse entrado na puberdade ainda ou ela já tá lá na menopausa e as coisas já não estão mais funcionando como deveria, né? Mesma coisa os machos, né? Eles também têm a sua idade boa paraa reprodução. Por
Speaker A
exemplo, nos seres humanos, a melhor idade para uma mulher ter filhos é 21 anos. Segundo a ciência, né? Dizem que é isso, 21 anos, 21 é a melhor idade.
Speaker A
Então assim, as as princesas também vão ter isso, uma idade mais propícia, outra menos propícia, mas gira ali a partir do terceiro dia, parece que já consegue. Eu não eu não lembro exatamente dos números ali. Eh, os machos acho que com 8 dias de de vida
Speaker A
até 25, uma coisa assim, tá? Ah, e aí é o seguinte, ela fica lá dentro, né? Eh, essa princesa tá dentro da caixa, voltando a pergunta, né?
Speaker A
Quanto tempo que ela pode ficar sem ser fecundada? Ela fica ali dentro da caixa.
Speaker A
Vamos supor que tem a rainha lá dentro. A rainha tá lá dentro, tá dominando, tem o cheiro da rainha, tá? Tá, tá. Aí tem a princesa ali.
Speaker A
Daí ela começa, passa um dia, dois dias, três dias, daí ela começa a ativar os seus feromônios.
Speaker A
Só que qual é o problema? Os feromônios dela são mais fracos que da rainha. E aí esse cheiro diferente ali começa a chamar atenção de dois personagens.
Speaker A
Primeiro, as obreiras que estão ali dentro, as operárias, elas vão detectar esse cheiro e começa a perseguir essa tal da princesa. E por isso, se elas podem, se elas conseguem achar a saída, elas fogem para não serem decaptadas.
Speaker A
Se elas não conseguem fugir, as operárias vão lá e cortam o pescoço dela cortam a cabeça, tá? Então, às vezes você pode encontrar princesas sem cabeça perto ali da caixa. Por que foi feito isso?
Speaker A
justamente porque ela tava ali já eh soltando o seu feromônio, isso estava começando a interferir ali na na colmeia e aí ela tem que ser eliminada, OK?
Speaker A
Se ela conseguiu fugir, bom, ah, se eu posso capturar ela até pode, né? Não quer dizer que ela vai ser aceita se você colocar numa outra caixa. Pode ser que se você, se você pega e joga numa caixa que tá sem, pode até ser que elas
Speaker A
aceitem, mas de repente um cheiro diferente assim, elas vão achar uma como uma intrusa e podem cortar o pescoço dela, mesma coisa, tá?
Speaker A
Ah, então essa questão também vai atrair os machos. Isso mesmo. Às vezes você vê os machos rodeando uma caixa e é porque eles conseguem detectar esse cheiro do cio, digamos assim, né, da dessa princesa.
Speaker A
Então, óbvio que eles vão para lá. Então, nem sempre quando tem aquele aglomerado de machos ali na caixa, nem sempre indica que é uma enchameação que tá começando, tá? Que tá em ação. Pode ser que seja só eles detectando, porque
Speaker A
eles têm um um nariz muito, mas muito mais avançado que qualquer coisa. Aí eles detectam esse feromio dessa princesa que tá ali dando sopa na e pode ser que seja uma eh uma enchameção mesmo, tá? Pode ser, mas nem sempre é,
Speaker A
tá? A outra pergunta, como as guaraipos aceitam mais de uma rainha? Como saber se um indivíduo é uma rainha reprodutiva ou apenas uma intercasta?
Speaker A
As as guaraipos vão aceitar porque uma não é suficiente. O poder daquele feromônio não é suficiente. Por isso que eles vão elas vão aceitar duas ou três ou quatro. E é o seguinte, ah, se tem uma, tá ótimo. Se tem duas, é
Speaker A
o mesmo que uma. Se tem três, é o mesmo que uma. Se tem quatro, é o mesmo que uma rainha. Certo? Então, por que que tem quatro? Porque uma não é suficiente, não dá conta. Então precisa das quatro
Speaker A
para manter aquela coesão. Aí tem gente que faz assim: "Ah, eu tenho duas, eu vi a guaripa aqui tem duas rainhas. Aí eu fiz a multiplicação, levei uma para pra caixa filha e a outra ficou com a caixa
Speaker A
mãe." Bom, você acabou de estragar a comunidade ali, sabe? a elite, enfim, o que mandava ali na naquela caixa, que que eles vão ter que fazer? Eles vão ter que remar, enfim, procurar outra. E isso pode causar um,
Speaker A
às vezes pode causar um transtorno porque, de repente, faltando o comando, sabe? Quando o gato não tá em casa, o rato faz a festa, pode acontecer isso, né? Então a minha sugestão é, se tem duas rainhas, vai fazer uma
Speaker A
multiplicação, deixa as duas juntas e a caixa filha sem rainha que vai produzir a sua, que elas que vão ver ali o que que precisa para aquela nova colônia tá?
Speaker A
Eu acho que eu respondi isso ali só um pouquinho. Não é aquele drink que foi mostrado ontem, tá gente? Não é. Bom, acho que aqui é isso. Aqui acabou. Agora vou para a parte dois, a continuação.
Speaker A
Ahã. Aqui vamos falar um pouco sobre obreiras normais, obreiras rainhas e as abelhas chamadas de pangolins.
Speaker A
Então, numa sociedade de insetos, temos uma classe trabalhadora e uma elite. Na classe trabalhadora encontram-se todos os insetos que executam os trabalhos que sustentam a colônia. A esses insetos chamamos de obreiras ou, né, obreiras, obreiros ou operárias. Na elite estão todos os
Speaker A
indivíduos que comandam e organizam a colônia. Para pertencer à elite, os insetos têm de produzir feromônios reais. Os membros da elite normalmente fazem posturas de ovos férteis. Já a classe trabalhadora, quando fazem postura, desenvolve só ovos inférteis, conhecidos por ovos
Speaker A
alimentares ou ovos tróficos. Então assim, é fácil de entender. Temos duas categorias aqui, ou é trabalhadora ou é elite. Estamos falando das obreiras. A gente já viu as rainhas, né? A gente já viu os machos. Agora estamos falando das
Speaker A
obreiras ou das operárias. Então, as [limpando a garganta] operárias são assim: ou você é uma operária operária ou você ganhou uma ascensão social aí e faz parte da elite. Ai, como é que eu faço para perencer a elite? Como é que eu
Speaker A
consigo esse ingresso? É simples, é só produzir os feromônios reais. Simples assim. Ah, você produz feromônio mandibular, beleza, faz parte das operárias da elite.
Speaker A
[limpando a garganta][risadas] Ah, não consigo produzir esse feromônio. Sinto muito. Vai trabalhar, cara. Não tem, não vai pertencer à elite, tá? É simples assim.
Speaker A
As abelhas apes melíferas levaram os homens a pensar que uma rainha era a única que colocava os ovos e que as demais eram as obreiras infernes, mas isso não é verdade. Eh, quando a colônia é pequena, a rainha mãe, por ser uma boa
Speaker A
produtora de feromônios reais, ela é igual à elite da colônia. Mas quando a colônia aumenta, a elite ganha elementos. Todas as obreiras possuem ovários que podem ser ativados na ausência de química real.
Speaker A
em colônias, órfãos, obreiras, rainhas, poideiras fazem posturas de ovos férteis, tá? Então isso pode acontecer.
Speaker A
Eh, sobre a pergunta, né, ou a constatação e se tem mais de uma rainha sinal de em chame com alguma deficiência. Tem gente que vende mais caro porque tem mais de uma. Não é que é deficiência, é que simplesmente uma não
Speaker A
funciona né? Eh, precisa das duas. Se elas decidiram que precisa de duas, quem sou eu para dizer o contrário? Se elas decidirem que precisa ter três para chegar no padrão, então que sejam três. Se elas decidiram, eu já vi foto aí com sete rainhas, aí
Speaker A
você imagina a fraqueza de cada uma delas, né? Eh, mas são elas que decidem basear então nesses feromônios.
Speaker A
Aqui na AP esmelífera você também tem elite, tem a rainha, tem a elite, tem as galeiras, tem intercasta e tem a classe trabalhadora, as operárias, né?
Speaker A
Nos meliponínios. Eh, sim, Luciana, as operárias botam ovos que também, né, dão origem a machos, por isso tem as zangeiras, tá?
Speaker A
Nos meliponíos nós temos o seguinte: como é que funciona uma eh sim, dois tipos de operária, uma que é mais evoluída, digamos assim, que é da elite, a outra que não é. Ah, aqui nós temos então o ciclo de enchame, você tem
Speaker A
a rainha que coloca ovos férteis. Você tem a elite da caixa mãe, digamos assim.
Speaker A
Você tem obreira rainha gigante, tá? Que é da elite também. Você tem uma obreira rainha que é da elite também.
Speaker A
E elas que vão organizar a enxameação. Vai para lá o quê? Paraa nova casa. Vai a rainha? Não, vai quem? Vai a obreira. Várias, né? Não é só uma que tem, né? Vai uma parte das obreiras rainhas. Vai uma parte da obreira rainha
Speaker A
gigante. E elas vão lá pra caixa filha, OK? Então elas vão coordenar essa enchameação, essa enchameagem. OK? Então quem decide a enchameção é a elite, porque precisa dela para ocorrer essa enchameação.
Speaker A
Quando a gente multiplica artificialmente, a gente pega, por exemplo, os discos lá, né? A gente tá quebrando isso aí. Discos com campeiras. nas campeiras, pode ser que você encontre algumas dessas aí.
Speaker A
Então elas vão ter que se virar nos 30 e por isso que demora mais, porque até formar uma nova elite daquelas que estão nascendo ali, enfim, né? Se não tiver comunidade, isso aí vai ser muito difícil. Se tiver comunidade, é mais
Speaker A
fácil essa multiplicação acontecer. Depois eu vou falar então sobre a comunidade mais um pouco, né? Mas só para vocês já entenderem. E o que que é a absorção? É o contrário. A elite decide, não dá mais. Desse jeito, nós
Speaker A
dois vamos sofrer, mãe e filha. Volta tudo lá pra casa da mãe, tá? Então essa isso seria a absorção. Isso é bastante comum nas bugias. Elas decidem: "Ah, não tá dando certo, vamos voltar." Eles vão absorvendo e abandonam simplesmente a
Speaker A
rainha lá na caixa, eh, e todo mundo volta para casa, tá? Então, isso pode acontecer na absorção.
Speaker A
O que que seria então e essa comunidade? É mais ou menos o que tá aqui. A comunidade de abelhas é quando essas eh essa elite eh por ela tem acesso a mais de uma caixa, tá? Quando uma eh quando uma obreira
Speaker A
normal não recebe os feromônios reais, tende a produzir estes e, por esse fato passa a ser o membro da elite da colônia. Essas abelhas são conhecidas por obreiras rainhas, ou seja, pertence à casta obreira morfológica, quer dizer, o formato de obreira, mas estão
Speaker A
desempenhando algumas funções químicas de rainha, ou seja, conseguem produzir feromônios reais quando quando tem ausência de do feromônio real. As obreiras normais, faltou a rainha, elas começam se achar um pouco, né? Acho que eu sou rainha também. também são rainha. Elas
Speaker A
conseguem produzir um pouco desses feromônios. Aí você tem aquela questão das zanganeiras, né? Ah, todo mundo quer botar ovos. Aí começa a botar ovos lá, não dá em nada, né? Porque não foram fecundadas, dá tudo zangão, né? As
Speaker A
obedeiras rainhas são os elementos essenciais na produção de machos e também na coordenação das enchameens e das absorções, que são a base da comunidade de colônias, vistos serem elas os elementos chave. de ligação, tá?
Speaker A
Então, quando quando lá na APIs falta a rainha, essas obreiras normais que não produzem o feromônio real, como não tem mais o feromônio da rainha, começa a produzir um tanto de desse feromônio e elas viram obreiras, rainhas, né?
Speaker A
Não rainhas obreiras obreiras rainhas. E elas conseguem botar ovos e desses ovos nascem os machos, certo?
Speaker A
E o que que é essa comunidade? Vocês estão vendo, ó, a elite, ela consegue entrar na primeira, na segunda, na terceira, às vezes lá na 10ª. É quase a elite é tipo uma facção, né? Elas comandam um território ali, ó. Esse
Speaker A
território aqui é meu. A elite manda, manda em uma, duas, três, quatro caixas, depende. Às vezes é cinco, às vezes é duas, às vezes é três, tá?
Speaker A
E aí você tem a elite rival de outras comunidades, entenderam? Elite rival. Aí você pega uma caixa de uma elite e põe lá no meio da outra elite.
Speaker A
Gente, você sabe o que que acontece quando, um elemento de uma facção entra no território da outra, eles brigam, né?
Speaker A
Então isso acontece também nas abelhas. Aqui nós temos os meliponários dos astecas, onde eles fazem essa comunidade de escaptrigona lá na cidade de Hueblá. As comeenhas de duas panelas ou olas estão todas juntas.
Speaker A
Tem o meliponário de chão e também tem o meliponário tipo estante. Duas comédias de abelhas com espécies diferentes em comunidade de colônias.
Speaker A
Muito bem. Aquilo que eu falei, né, a elite consegue fazer isso aqui, sair de uma caixa, entrar na outra. Elas podem entrar.
Speaker A
A guarda não vai impedir a entrada da elite. Ela reconhece a elite. A elite entra em uma caixa, em duas, em três. Eu falei isso.
Speaker A
Olha só o que acontece aqui, ó. Vocês têm uma elite misturada, duas caixas que foram colocadas lado a lado, a Uruçul Amarela e a Uruçu Nordestina. E elas começaram a conversar entre si. E a elite começou a visitar a outra caixa.
Speaker A
E aí pode acontecer, sabe o quê? Essa elite decidir a rainha da outra espécie. Vou contar um caso que aconteceu aqui em Rio do Sul, tá? Eh, o meu amigo, ele tinha ele tinha, eh, ele tinha de um lado, vamos dizer assim,
Speaker A
do lado direito ele tinha as urussinas e do lado esquerdo, afastado alguns metros, ele tinha a ursul amarela, as bugias. E aí ele disse assim: "Ah, eu comecei a perceber que as nordestinas estavam entrando na nas amarelas".
Speaker A
E aí depois de um tempo, eu percebi que não tinha mais amarela, que [risadas] era tudo nordestina. E ele percebeu que essas nordestinas estavam indo pra próxima caixa já, que também tava começando a entrar ali. Daí eu falei
Speaker A
para ele que era esse fenômeno aqui. A elite consegue conversar com as espécies diferentes e elas se entenderam ali, digamos, de tal maneira que a elite da nordestina decidiu substituir a rainha da amarela e colocar uma rainha de
Speaker A
nordestina. E obviamente depois que a nordestina assumiu, deu postura de nordestina apenas e elas já estavam fazendo processo na outra caixa. E assim elas iam, digamos assim, devorando todas as Claro que daí ele interveio, né? E acabou então
Speaker A
eh tirando as amarelas de lá. Eh, sobre a diferença entre rainha operária e operária rainha, eu vou explicar daqui a pouquinho, tá? A gente vai ver essas diferenças.
Speaker A
Muito bem. Obreiras rainhas e as rainhas virgens morrem decaptadas porque ambas produzem nas suas glândulas mandibulares o feromônio mandibular real. A única forma de parar a sua produção é o corte das cabeças. Por isso a decaptação é uma
Speaker A
morte real. Por isso a gente diz assim: "Se você perceber que as abelhas que estão mortas aí na frente da sua caixa jogaram para fora ali, fala: "Professor, tem um monte de abelha morta aqui. Olhe se elas têm cabeça.
Speaker A
Se elas têm que nessa aqui apenas tórax e abdômen, quer dizer que cortaram a cabeça. Por que cortaram a cabeça? É porque da cabeça tava saindo o feromônio. E não é para sair esse feromônio. Para não sair o feromônio,
Speaker A
corta a cabeça fora. Entenderam? Então isso é uma que se chama de morte real ou morte da realeza, óbvio, né?
Speaker A
Ahã. E aí o que que você vai fazer? [risadas] Não tem o que fazer porque você não sabe quem é a favor, quem é contra a rainha.
Speaker A
Como é que você vai olhar lá dentro, dizer, ó, aquela obreira ali é a favor da rainha, vou deixar. Não, aquela lá é contra a rainha. Não tem como, né? A gente não não ainda não chegou nesse nesse patamar, nesse nível, tá?
Speaker A
Eh, sen pergunta, esse processo pode ocorrer entre a mandaria e a Tobuna, invadir a caixa da outra? Eh, olha só, a diferença é o seguinte, nesse processo que eu contei da não houve briga nenhuma, simplesmente foi uma troca
Speaker A
natural. Eles foram se aposando ali e daqui a pouco a elite disse: "Não, essa rainha aqui não pode mais, vamos botar uma outra". Daí quem tava lá na Uruçu Amarela, tá bom, né? Vocês que mandam. E aí colocaram a, né? colocaram a a rainha
Speaker A
da [risadas] da nordestina. Simples assim. No caso da de invasão, aí é diferente, OK? É diferente porque eh ali talvez a caixa já estivesse um pouco mais fraca e a outra espécie viu uma oportunidade de se apoar de um lugar que
Speaker A
já tava formado, já tinha estrutura, já tinha tudo, né? Ah, já tá. vão lá e ocupam. E você pode perceber isso de espécies diferentes, assim, não é só a limão que faz isso, que invade e mata o que tá lá, mas geralmente as
Speaker A
outras fazem eh se entre quando tá mais fraco, né? Quando você tem um enxame mais fraco, um ninho mais fraco, e aí elas conseguem eh brigar um pouco e vencer, né? Eu já vi, por exemplo, Guaraipo tomar conta de caixa de
Speaker A
mandassaia. A manda saia não tava muito forte e a Guaraip foi lá e ocupou. Por isso vou batar a Guarai. Claro que não, né? Ah, Manduri ocupar Mandaia, Mandaia ocupar enfim Timirim ocupar caixa que era de Miruaçu.
Speaker A
Enfim, tem de tudo que é tipo aí de uma ocupar a outra. e das captrigonas ali também vai ter essa coisa de invadir a Mas geralmente geralmente é eh de uma caixa mais fraca, uma mais forte, tomando posse de uma mais fraca.
Speaker A
Ã, muito bem. Que mais aqui? Aqui nós temos uma elite de manda saia morta, resultante de uma guerra entre elites, abelhas decaptadas ou com cabeças torcidas. A minha mãe fisi fisiogástrica foi decaptada também.
Speaker A
Então pode acontecer briga de elite. Isso mesmo, briga de elite. Então, dentro da coméia existe assim uma coisa muito doida que é se tiver uma elite dominante, tudo funciona, tá? Se o governo tem maioria, se ele tem o Congresso a seu favor, se
Speaker A
ele tem o Senado a seu favor, os ministros, tudo funcionando bem, ele governa. Mas se a oposição é muito forte, fica travando aqui. Ah, não funciona, não vai para cá, não vai para lá, não posso fazer aqui isso. Tem que
Speaker A
comprar os votos ali, tem que, né, enfim, essa coisa que a gente conhece dentro da nossa realidade lá também tem assim, né? Simplesmente se as forças da elite são muito parecidas, a a casa não vai paraa frente, né? Por
Speaker A
ah, vamos decidir isso, ficam brigando ali, né? E não chegam a resultado algum. Então, por isso é importante paraas abelhas que tenha uma elite dominante, que ela, né, que tem que matar aquelas, né? Ela vai lá e mata.
Speaker A
Se você perceber isso, não tem o que fazer. Simplesmente tem que deixar elas decidir. E já tem casos, né, a gente já percebeu casos que elas se matam a tal ponto que acaba com a própria coléia.
Speaker A
E aí tem a questão de golpe de estado também. Por exemplo, a rainha tá governando com a sua elite, daí vai a oposição lá, faz um golpe, derruba a rainha, coloca a outra no lugar. Mas aí a que era da rainha depois é dá um outro
Speaker A
golpe, mata aquela rainha e assim elas vão matando uma rainha da outra, vão matando até que não sobra ninguém.
Speaker A
Então, às vezes não aconteceu nada, não houve nenhum envenanamento, não houve nada, nada, nada, foi briga delas e elas não resolveram, não conseguiram chegar a um consenso.
Speaker A
E esse é um dos perigos de você ter uma caixa. Por quê? Se a elite lá dentro não se entende, não tem onde pedir ajuda, não tem como pedir ajuda externa, tá? a elite da outra caixa. Eu vou contar um
Speaker A
exemplo bem simples para vocês, hã, que vocês vão perceber, né, como que funciona essa questão da elite. Eu tinha uma caixa de manda saia, ah, e ela surgiu de uma forma até bem cômica assim, porque eu tinha vendido
Speaker A
uma e ela foi a 3 km de distância e voltaram as 40 campeiras. Voltaram.
Speaker A
Aí eu peguei, botei um meio disquinho, assim, só um meio numa caixinha de mirim, caixinha baú de mirim bem pequenininha, só para ver o que que aconteceria, só para elas não morrerem ali, não é? Que elas vingaram, deu rainha, encheram
Speaker A
aquela caixa e ela tava, né, naquele cubículo ali, mas tava bem. Aí um tempo depois, ela tava lá na casa do meu pai nessa época. Meu pai disse assim: "Olha, eu acho que aquela caixa ali deu problema porque tá cada vez mais
Speaker A
fraca, não sei o quê". Aí passou mais um tempinho, ele disse assim: "Ó, aconteceu uma coisa ali, porque uma caixa que tava uns 2 m ali, saiu dali, foi lá e começou a brigar ali, matou umas quantas ali. E aí eu
Speaker A
tentei até fazer alguma coisa, mas por fim eu larguei mão, deixei ela se virar ali e a caixa ficou lá.
Speaker A
Mas um tempo se passou, ela disse: "Tu não acredita que aquela caixa lá explodiu?
Speaker A
O que que aconteceu ali? Ela tinha comunidade com aquela outra caixa ali. A elite viu que tinha problemas na caixinha. Que que a elite fez? Foi lá e acabou com a raça daquela que tava incomodando a rainha daquela caixinha
Speaker A
pequena. resolver a situação, pronto, ela voltou a fazer a postura e tudo certo. Então, é para isso que serve a elite. Nem sempre ela consegue resolver, mas muitas vezes ela faz isso sem a gente perceber. A elite resolve os problemas que ela
Speaker A
conseguir certo? Ah, aqui as obreiras de uma colônia podem ter muitos tamanhos. E aqui a gente consegue ver uma obreira anã, uma nanica mordendo uma obreira gigante. Dá para ver nitidamente tamanho diferente, né? As obreiras gigantes ou grandes
Speaker A
possuem glândulas tergais reais. É por isso quando ativadas podem funcionar como uma rainha morfológica na produção de feromônios reais.
Speaker A
E aqui na foto da direita tem duas obreiras, rainhas gigantes em mandaia. Dá para perceber, né? Essa mais à direita ali que tá bem grandona.
Speaker A
A que está na borda do favo foi fecundada e por isso esse fato dos seus ovos nascem outras fêmeas ou obreiras rainhas.
Speaker A
Essas obreiras gigantes e grandes nascem de células maiores nas melíponas e das células reais grandes em trigoniformes.
Speaker A
A maior quantidade de alimento faz crescer mais os corpora a latas da larva, o que faz ativar os genes reais.
Speaker A
que fazem aparecer nas nas obreira as glândulas tergais reais. Então, eram o tamanho, né? E aí pode nascer uma abelha maior. Então, uma célula normal, uma célula um pouquinho maior, vai, na célula maior vai ter mais alimento. E
Speaker A
isso pode fazer a diferença, inclusive em melíponas, né? Então, as obreiras gigantes e grandes quando desativadas são obreiras normais, mas quando se ativam e passa a ser obreiras rainhas, destronam muito facilmente rainhas virgens, as princesas, né, no ato de aceitação. Por
Speaker A
isso se recomenda fazer as divisões de colônias quando essas abelhas não existem na colmeia. Ou seja, se você perceber que tem muita vilha grandona ali, dificilmente vai dar certo, né?
Speaker A
Vamos ver as perguntas aqui. Ah, a elite dominante pode acontecer com as deí? Sim, todas as, pelo que você sabe, né, essas as abelhas sociais vão ter elite. Algumas mais expressivas, outras menos expressivas, eh, mas todas t inclusive as APS, né,
Speaker A
como foi dito ali, elas também têm a sua elite, não dá para governar sozinha.
Speaker A
Ah, que mais? uma uma isca minha na mesma árvore tinha uma isca de jataí e uma de Benjóia. Aí a Jataí invadiu a isca de Benjói. Por fim ficou duas de jataí.
Speaker A
Se a rainha da colônia está saudável, porque as abelhas continuam produzindo princesas que provavelmente serão eliminadas? Que lógica existe por trás desse desperdício?
Speaker A
O desperdício está no seguinte. E se der um acidente, se a árvore cair, quebrar, matar a rainha.
Speaker A
E se você não tiver princesas, como é que você vai fazer a substituição? Esta é a lógica das abelhas. Sempre, sempre, sempre vão ter uma de reserva, uma ou mais nas melíponas. Então é um exagero, exagero de princes 15% de tudo é
Speaker A
princesa mais um tanto de macho. Então há bastante desperdício nesse sentido. A função de um inseto na sua colônia não é não é imposta por sua morfologia ou pela casta que pertence, mas sim pelo papel que se desempenha feromonalmente
Speaker A
na colônia. Por esse motivo, surgem obreiras e a desempenhar o papel das rainhas ou rainhas que funcionam e reagem como obreiras. Por essa razão, design obreiras rainhas, o primeiro caso, e de rainhas obreiras o segundo.
Speaker A
Então, aí está a explicação o que é um e o que é outro. Então, eh, obreira que faz coisa de rainha é obreira rainha.
Speaker A
Rainha que faz coisa de obreira é rainha obreira, né? Assim é a divisão que ele faz, certo?
Speaker A
Ah, ou seja, não importa a sua aparência, é como você se sente. Ah, eu me sinto um gato, então eu sou um gato. [risadas] Se como tem tem por aí, né? Mas enfim, não importa como nasceu, se nasceu com
Speaker A
características de obreira, rainha, de rainha, obreira. né? Vamos ver então os tipos que a gente pode encontrar nos meliponínios. Tem a classe trabalhadora que são as obreiras normais, obreiras comuns, é a grande maioria, não produzem feromônio mandibular real,
Speaker A
mas produzem feromônio mandibular de obreira, isso sim, né? Tem as obreiras poedeiras do ninho, são obreiras comuns na fase de alimentadoras. Elas põem os ovos antes da rainha pôr o seu. Os ovos são para a rainha comer. Elas ainda não
Speaker A
voam. Ou seja, é uma obreira comum, uma operária comum, mas ela já consegue eh quer dizer, ela tá apta a botar ovos.
Speaker A
Ela vive só no ninho, põe ovos paraa rainha comer. Existe obreira poideira do enxame, do ninho. São obreiras alimentadoras de um novo enxame, ou seja, quando vai fazer a enxameiação, né, daí elas vão junto, elas já conseguem voar e elas se tornam então
Speaker A
produtora de ovos tróficos pra rainha nova comer lá no novo ninho. Então, essas são exclusivas para a enamiação.
Speaker A
Sobre a pergunta, dentro da colônia, a rainha precisa de feromônios? Sim, sem feromônios ela não vale nada, né? Ela precisa produzir esses feromônios.
Speaker A
Obreiras da elite da colônia são obreiras rainhas de enchame, que, aliás, as obreiras, rainhas de enchame são obreiras produtoras de feromônio mandibular real. Essa produção é menor que o das rainhas virgem.
Speaker A
se voam, são candidatos a formar uma nova colônia na enchame, provocam a aglomeração inicial das abelhas no novo ninho, ou seja, elas vão elas coordenam, vão junto, então, eh, a fazer essa eh coordenar a nova casa, OK? Elas
Speaker A
conseguem produzir o feromônio mandibular, só que ele não pode ser tão forte que nem o da princesa, senão não vai funcionar.
Speaker A
Sobre a pergunta, se a rainha come antes de cada postura? Não necessariamente, principalmente nas trigoneiformes, não há essa comilança antes de cada ovo. Nas melíponas talvez seja mais recorrente nela comer um ovo antes. Obreiras rainhas, num estágio mais avançado são
Speaker A
obreiras produtoras de feromônio manibular real que t a mesma produção que uma rainha virgem ativa.
Speaker A
Conseguem atrair os machos para a cópula. tem tecido adiposo, quer dizer gordurinha, né, por baixo dos anéis do abdômen, como uma rainha preparada para casalar. Então essas já são mais avançadas.
Speaker A
Aqui nós temos então obreir rainha adiposa em manda saia, ou seja, ela tem uma gordurinha a mais. E também em formiga, isso também acontece.
Speaker A
Obreira, rainha poedeira, não fecundada. Ela elas põem os ovos depois do ovo da rainha e operculam elas mesmas a célula, originando cria de macho, ovos de macho.
Speaker A
Por vezes essas põem ovos nas células quando a rainha não faz a postura nelas.
Speaker A
Então aqui é o contrário, né? Essas obreiras são rainhas, são poedeiras, não são fecundadas. Se elas põe um ovo, vai virar um macho, tá? Só que ela faz o seguinte, a rainha botou um ovo, ela vai lá e come ovo da rainha e aí põe o dela
Speaker A
e aí fecha. Vai nascer o quê? Um macho. Pessoal querendo código número dois. Então completem lá. Tinha uma arara pousada na flor. Código número dois.
Speaker A
Tinha uma arara pousada na flor. Arara. Arara. Arara. Arara, quer dizer uma ara ara. Quem conhece um pouquinho da língua tupina vai dizer que é dois aras. Ara, ara, arara.
Speaker A
Muito bem. Obreiras, rainhas, poideiras fecundadas. Essas põe ovos de fêmeas. Podem viver numa colônia igual rainha. A obreira em questão coloca o ovo na célula e não opercula, sendo estas operculadas por outra obreira. como acontecem aos ovos postos pelas rainhas,
Speaker A
mães fisiogástricas e pode ser inclusive abelhas pangolins. Então, nesse caso ali, a obreira é uma é o obreira rainha e ela faz questão assim, ó, ó, nem vou fechar a célula agora eu sou rainha.
Speaker A
E aí ainda tem as obreiras, rainhas, poideiras pecundadas. Líder representa a rainha na colônia e põe ovos fecundados, ou seja, é como se fosse a rainha mesmo.
Speaker A
Essas também podem ser abelhas pangolins. Eu já vou falar da pangolim. Que que é uma abelha pangolim?
Speaker A
São algumas obreiras rainhas, são obreiras rainhas que apresentam na parte superior do abdômen umas grossas escamas de cera, lembrando o mamífero africano que tem o nome de pangolim. Por isso o capa chamou elas de abelhas pangolins.
Speaker A
Por serem obreiras rainhas, deixaram de retirar a cera de suas glândulas produtoras de cera. Assim, a cera se acumula em grossas camadas opacas brancas. As obreiras normais retiram a cera quando esta é muito mole e translúcida. Então é isso, né? Vocês
Speaker A
podem perceber nas abelhas de vocês eh essas ah camadas de cera branca atrás no abdômen. Você vai dizer assim: "Ah, mas elas produzem cera, não é por ali que sai?" Sim, mas o certo é recolher, né?
Speaker A
Recolher. Se ela não tá recolhendo, ela tá dizendo: "Ó, eu não sou mais operária normal, agora eu sou da elite, agora eu já fui promovida, né?
Speaker A
Qual é o problema? Muitas delas acabam interferindo na dinâmica do ninho. Então, se tem muita delas numa numa multiplicação que você faz, é bem complicado né?
Speaker A
Aqui alguns exemplos, algumas fotos, né, de abelhas com abelhas pangulins. Tem algumas mais fracas, outras mais fortes.
Speaker A
Quanto maior essa cera aí, né, mais forte é. Aqui mais exemplos. As abelhas APIs também t disso, só que daí a cera é embaixo.
Speaker A
Bom, qual o domínio interno da colônia? O senhor pode nos explicar, né? Eu não sei se eu entendi a pergunta.
Speaker A
O domínio, né? E o que manda dentro da colônia? Nós vamos ver daqui a pouco mais alguma coisa. O que manda dentro é o cheiro, é o feromônio. E aí você vai ter uma mistureba de cheiros que nós vamos ver
Speaker A
daqui a pouco também, né? Tem o cheiro da rainha, tem o cheiro da elite, tem o cheiro das operárias, tem o cheiro dessas que ainda estão no disco, tem o cheiro dos microrganismos que estão ali, tem o cheiro do mel, tem o cheiro do
Speaker A
pólen, tem o cheiro do dos fungos, enfim, é uma mistureba, né? Só que quem que tem que ter o controle é a rainha.
Speaker A
Se a rainha não tiver força suficiente no feromônio dela, não adianta. Agora ele vai entrar numa outra questão, eh, que é sobre o reflexo, o instinto e o que é racional. O ato reflexo é um fenômeno involuntário.
Speaker A
Eh, ninguém nos treinou para isso, né? instinto, a gente tem o nosso reflexo. Os nervos sensitivos comunicam com os nervos motores sem que o cérebro tenha conhecimento do fato. Você toca ali numa uma coisa quente e o cérebro manda você
Speaker A
recolher, né? a mão, espetou numa coisa, vai mandar recolher, sentiu a picada da abelha, enfim, tudo isso aí a gente consegue perceber pelo nosso reflexo.
Speaker A
Ah, tal como nós, os insetos também têm atos reflexos ou involuntários. As últimas mudas de uma libélula e de uma cigarra daí na imagem, né? Para crescerem, os insetos realizam várias mudas. Na muda, o inseto renova o seu
Speaker A
exoesqueleto, o seu sistema respiratório e parte do seu aparelho digestivo. Para não morrer de dor, quando se efetua o processo de muda, o inseto desliga o sistema nervoso, desliga o cérebro, ficando assim sem sistema nervoso voluntário.
Speaker A
O sistema nervoso sistêmico comanda e organiza todos os movimentos reflexos para que o novo inseto saia da sua velha peleinosa.
Speaker A
A muda nos invertebrados é então uma complexa sequência de atos reflexos. Ou seja, nesse momento que estão saindo ali, elas é tipo, elas não têm consciência de nada esse esses bichinhos né?
Speaker A
Aqui tem uma pré-pupa de ápice melífera a despir sua pele larval. O inseto entrou em coma para conseguir fazer a muda sem dor. Movimentos involuntários reflexos fazem a pele romper por linhas de rotura e deslizar por todo o corpo
Speaker A
até o deixar livre. A entrada de ar e a pressão sanguínea fazem a pupa dar forma aos apêndices, né? as perninhas e asas.
Speaker A
A nova pele em contato com o ar endurece. Agora, sobre o instinto. O instinto é um trabalho mental sobre o conhecimento, sobre conhecimentos herdados. O pai dá a seu filho livros, tipo conhecimentos sobre a forma genética. Para esse colocar na sua
Speaker A
estante seu cérebro, a mãe dá a seu filho livros, conhecimentos sobre a forma genética para este colocar na sua estante. Quando o filho tem um problema, este vai à sua estante escolher o livro que ele foi dado para tentar a solução.
Speaker A
Como não dá para escolher um livro aleatoriamente na busca da solução, um indivíduo tem de ir à sua estante buscar na sessão certa o livro com a solução.
Speaker A
Ora, essa busca é um trabalho mental. Os atos reflexos também são realidades genéticas primitivas e foram esses que evoluíram para o instinto quando o ser começou a ter cérebro, ou seja, a nossa estante. Então, o instinto, a gente tem,
Speaker A
né, todos nós temos o instinto maternal, por exemplo, é um complexo trabalho mental sobre o conhecimento herdado que visa a proteção e alimentação da descendência.
Speaker A
E aqui vocês estão vendo um instinto tão forte que por vezes uns seres não são levados a cuidar de outros, mesmo que não seja da mesma espécie. Dá para ver ali a mãe cuidando, o gato cuidando de um rato,
Speaker A
coelho cuidando de gatinhos e assim por diante, né? Eu já vi leopardo cuidando de de um de um servo lá. Enfim, tem tem disso. Nós, seres humanos, temos outros tipos de instinto, né?
Speaker A
Eh, por exemplo, ninguém nos ensinou a mamar, né? Ninguém ensinou a chorar, ninguém ensinou a gente a rir. E tem, né, tem alguns poucos instintos que a gente já recebe. Não, não, ninguém ensinou a mastigar, por exemplo, né? Ah, você tem
Speaker A
que fazer assim, não, não ensinou, né? A gente por conta própria sabe fazer isso, sabe fazer as necessidades básicas, né?
Speaker A
Não há necessidade de ensinar isso. Há necessidade ensinar como controlar depois, né, até sair das fraldas, mas enfim, a expelir. Ninguém ensinou a gente a fazer isso, né? Então nós temos instintos.
Speaker A
O racional é um trabalho mental sobre os conhecimentos adquiridos, ou seja, da vivência do indivíduo. O gato observa e aprende.
Speaker A
O que os outros fazem? registra isso no seu cérebro. Ele escreve diários, digamos assim, e guarda informação na sua estante.
Speaker A
Assim, trabalhando sobre os conhecimentos adquiridos, surgem as ideias e soluções para os problemas do dia a dia. Os meliponínios fazem o mesmo.
Speaker A
O voo de reconhecimento é um exemplo dessa realidade. Então eles precisam reconhecer o novo local. Então eles fazem esse reconhecimento e quando eles estão num local, as abelhas saem de costas, né, para olhar para onde elas têm que
Speaker A
voltar. Elas não podem simplesmente sair de frente e daí, ah, mas eu não sei o caminho de volta daí, né? Então, por isso elas saem de costas.
Speaker A
O cérebro de uma obreira melífera onde estão marcados os corporas penduculatas que elaboram o trabalho mental sobre o conhecimento adquirido. Os corporas pedunculatas são os hemisférios cerebrais das abelhas.
Speaker A
E o que me admira, né, que esse cérebro desse tamanhão aí às vezes é mais inteligente do que alguns humanos que a gente vê por aí, né?
Speaker A
Eh, o conhecimento nos insetos sociais ainda é um grande mistério para todos nós, pois o conhecimento adquirido, o racional pode ser escrito nos genes, no instinto e assim fazer parte do material genético da espécie. Nas colônias em que
Speaker A
a rainha não executa trabalhos e obreira, o conhecimento das trabalhadoras é transmitido para a forma reprodutora né?
Speaker A
E como é que eles passam essa informação se a rainha não vai lá fora trabalhar?
Speaker A
Como é que ela passa essa informação genética para as obreiras? Então, olha só, são os feromônios que acabam capturando isso, né?
Speaker A
Então, nos insetos sociais são as obreiras que têm centros de trabalho mental mais desenvolvidos, pois são essas que lidam com maior diversidade de conhecimentos adquiridos.
Speaker A
Nas espécies sociais, abelhas, vespas, formigas, que têm rainhas fundadoras de colônias, a rainha, no início da fundação do ninho, apresenta as mesmas capacidades psíquicas de uma obreira. Aí tudo bem, né? Ela já sabe tudo, ela sabe como tem que fazer para coletar, etc e
Speaker A
tal. Mas quando nasce as primeiras obreiras, a rainha sofre alteração, alterações psíquicas que bloqueiam muitas capacidades que possuía. Uma vez perdida a sua primeira descendência, ela já não tem capacidade de executar uma segunda tentativa. Tá bem bem claro isso aí.
Speaker A
Deixa eu ver a pergunta. Uma colônia de Jataí ocupou uma isca. Um mês depois elas voltaram à mesma isca e observei que estavam atacando a nova colônia. O que pode ter acontecido ali, acho que é mais questão de oportunidade. Elas
Speaker A
viram, ah, talvez aqui entrou ali, tava meio fraca e eh elas são territorialistas ali, tá? Então é briga de facção mesmo. [risadas] O manejo que realizei foi fazer uma transferência de emergência e recolocar a isca, a qual elas coparam novamente e
Speaker A
de imediato surgiram duas colônias a partir da mesma colônia. Mãe, é legal, né? Eh, mas às vezes com um mês ainda não houve essa a ida da princesa, né? Você teve sorte que a princesa já tava lá.
Speaker A
Então, pergunta: "Vale a pena doar discos para tentar salvar colôia zanganeira ou é desperdício de material? Melhor deixar colapsar ou se unir a outra?" Eu diria assim, depende do estágio em que ela está, que às vezes é possível reverter,
Speaker A
né? Mas às vezes já tá tão avançado que não adianta mais. OK? Então essa é a seria a minha dedução a partir dessa pergunta aí, mas geralmente eh alguns simplesmente deixam morrer. Eu provavelmente também, se eu não tiver
Speaker A
muito material genético para doar, eu também deixaria morrer. Mas se você tiver em abundância aí, aí talvez até seria interessante colocar. A gente vai ver também ali que os próprios discos eles interferem no cheiro da colônia, né? Então, eh essas anganeiras, se você
Speaker A
perceber muitas pangulins, tem gente que elimina uma parte das pangulins e aí coloca os discos, né? Porque aí pelo menos diminui essa essas pangulines que provavelmente estejam atrapalhando a ascensão de uma rainha, né? Só não pode matar todas, né? Porque você não sabe
Speaker A
qual é qual também, né? Quem que tá a favor, quem é contra, não dá para saber, né?
Speaker A
Aqui ele vai falar um pouco da ovogênese, né? E suas regras, seus problemas. Todas as fêmeas possuem sistema reprodutivo, logo todas podem formar ovos nos seus ovários.
Speaker A
Por sua vez, os ovaríolos dos ovários reagem aos feromônios, né, e aos hormônios. Por isso, em algumas sociedades, só algumas fêmeas conseguem desenvolver ovos, a quantidade de feromônios que atua nos ovaríos, dito o tipo de ovo que vai se formar.
Speaker A
Igualmente também dita a reabsorção dos mesmos. Por essa razão se encontram nos ovários ovos férteis, ovos alimentares, ovos tróficos e ovos em absorção.
Speaker A
E aí tem um esqueminha ali. Eu mandei isso em material aí para vocês também, né? Vocês podem dar uma olhadinha ali, né? Aqui a nós temos a rainha que produz feromônio mandibular real, que produz o feromônio corporal real, né? Enfim.
Speaker A
Eh, e também pode ser, né, pode produzir ele, ó, o ovo alimentar, ovo fértil, aliás, ovo fértil de macho, ovo fértil de fêmea.
Speaker A
E na letra A nós temos, pera aí, letra A, rainha mãe. Na letra, essa grandona no meio ali, letra A, letra B, obreira gigante grande. Essa é do lado esquerdo da rainha grande ali. Letra C e D são
Speaker A
obreiras normais. C e D. Letra E e F obreiras e rainha. E o tipo de ovo que podem produzir aqui. As obreiras normais quando pertencem à classe trabalhadora, tem a função de produzir ovos alimentares para alimentar a rainha mãe ou as rainhas
Speaker A
obreiras da elite. Muito bem. Na foto da direita, um ovo alimentar numa célula de cria. Este ovo tem uma forma de bola a ovalada de rugby, por isso tem tendência a tombar sobre o alimento.
Speaker A
Então é um ovo a alimentar. Note que ele também não está no centro, ele está mais na beirada, ok?
Speaker A
é mais comum ele aparecer, não centro. E aí na foto da esquerda, por causa de uma situação governativa, a elite está a provocar a deposição de vários ovos tróficos ou alimentares por célula de cria. Quando você abre eh as células e
Speaker A
você vê isso aqui, dois ovos, três ovos dentro de uma mesma célula, aí você já sabe aqui a elite está calhando com a rainha, a rainha não está mandando, né? Então, eh, o que vai acontecer depois as obreiras vão perceber que tem algo
Speaker A
errado e elas vão abrir essas células, vão tirar o que tem ali dentro, se perde a a papinha larval, se perde todo o trabalho, enfim, tudo tudo tudo se perde ali, né? Eu não sei se vocês conseguem perceber, mas nesse no disco de baixo já
Speaker A
tem uma célula que foi aberta e foi limpa, porque a as operárias já perceberam que deu deu problema, né?
Speaker A
Ovos de plebeia remota, número um é ovo fértil, de dois a cinco são alimentares ou tróficos de diversos tamanhos. Os ovos férteis, por influência dos feromônios reais, podem se transformar em ovos alimentares e vice-versa. As rainhas obreiras estão sujeitas a essas
Speaker A
regras. E aqui tem vários tipos de ovos nos ovários de obreiras num trabalho da professora Carminda da Cruz Landim.
Speaker A
E do lado esquerdo aqui, um ovo fértil não fecundado colocado por uma obreira rainha. Ou seja, é uma obreira que tem alguma função de rainha.
Speaker A
A base da comunicação é comunicação globalizante, comunicação de identidade, comunicação momentânea. Esses três tipos de comunicação que tem dentro. Que que é comunicação globalizante? É também conhecido pelo cheiro da colônia. É o somatório de todos os odores, todos os
Speaker A
hormônios, todos os feromônios. É por esse meio que se propagam todas as notícias internas. Por exemplo, se a rainha mãe morre, os seus feromônios reais deixam de circular pela sociedade e todos ficam a saber que a sua rainha
Speaker A
está morta. De seguir, as obreiras analisam o cheiro da colônia para avaliar a situação e resolverem o problema. Os odores da cria dos elementos da elite pesam na resolução do problema.
Speaker A
No cheiro de colônia dessa coméia de Uruçul circulam os odores de duas rainhas mães fisiogástricas. Então, toda a sociedade sabe que nela existem duas rainhas. Vocês conseguem ver? As duas estão ali, né?
Speaker A
E o que acontece quando eu fico abrindo muito a minha caixa? Todos os dias, todos os dias eu sempre vou diluindo essa comunicação globalizante e aí eu tô incentivando a desordem, a bagunça, a insurreição, né? Então não é tão bom assim você ficar abrindo
Speaker A
as iratins ou limão analisam a comunicação globalizante nas entradas de outros meliponínios para assim saber se existe lá dentro mel, favos de crianos, mingau larva ou pólen, né? As batedoras dessa abelha sem ferrão pilhadora, sabem o que falta em sua comeia, por isso
Speaker A
buscam o alimento que falta nas outras. Assim, a batedora decide qual será a comeia sua vítima. Depois de escolhido o alvo, essa batedora vai para a sua comeia e alerta as demais e de seguida guia o primeiro batalhão até o alvo. Aí
Speaker A
começa a fase de concentração e de recruta de mais batalhões de pilhadoras. a fase de concentração aqui numa comeéia já em andamento, umas figurinhas, né, tipo assim, as iratins usam cheiro de limão para apagar a comunicação globalizante da colônia
Speaker A
apilhar. E aí, então, o esquema é o seguinte, eh, a Iraatin, exploradora pintara de vermelho segue uma abelha plebeia remota e estuda o cheiro da colônia, a comunicação globalizante, para saber o que está, o que essa colônia tem lá
Speaker A
dentro de reservas. Aatinha exploradora agora serve de guia para um batalhão de pilhadoras que envolguem o odor da limão né?
Speaker A
Se eles interceptarem aquela primeira ali no primeiro passo, daí ela não consegue voltar para levar essa informação né?
Speaker A
Aí na terceira fase, as iratins forçam a entrada e dentro liberam odor alemão, apagando toda a comunicação das plebeias remotas. Essas ficam perdidas sem saber quem é inimigo ou quem é amigo. Então é tipo um bloqueador de celular lá
Speaker A
funciona. Elas não conseguem se comunicar. Então as quem se comunica são as do limão. As outras não conseguem se comunicar.
Speaker A
Aí é a colônia de mirim se afasta para um lugar abrigado onde se juntam a rainha e a mãe. As iratins fazem o transporte do saque para o seu ninho.
Speaker A
Perfuma com meia com odor de limão para manter as plebei remota inativas. Então, por isso, se você quiser ajudar, por exemplo, o simples fato de abrir a caixa nesse estágio vai ser contrasiratins, porque eh vai sair o cheiro de limão. Então, elas vão perder
Speaker A
um tanto dessa capacidade. Na comunicação globalizante, né? O cheiro da colônia é o somatório em valor absoluto dos cheiros indivais individuais, porque os feromônios antagônicos se neutralizam originando uma nova substância. Então assim, a comunicação globalizante na dinâmica da
Speaker A
colônia da plebeia remota, essa que para postura durante o frio. Ah, vamos supor a rainha ou a elite.
Speaker A
Então, se o feromônio mandibular real for maior que o feromônio corporal real, significa que é o recomeço da postura, formação de ovos tróficos nas fêmeas, operárias alimentadoras.
Speaker A
A diferença entre esses dois feromônios dita o número das células de cria em cada série.
Speaker A
Mas vamos supor que o feromônio mandibular real é igual ao feromônio corporal. Aí é hora de parar o ritual de postura. Então a a postura permanece inalterável até a igualdade eh enquanto a igualdade, né, se mantém intacta.
Speaker A
As abelhas entram em hibernação. Por esse motivo, as plebeias, por vezes, hibernam com tempo quente. As abelhas não envelhecem, ficam num estágio de latência e as mais novas não pigmentam seu corpo. Só as campeiras permanecem nos seus trabalhos quando dentro da
Speaker A
colônia. distribuem o mel por toda a população alimentadoras as alimentadoras de inverno. Então assim, no inverno elas acabam não envelhecendo.
Speaker A
Quando o feromônio, né, fica mais fraco, esse feromônio não envelhece as abelhas, tá? Então elas podem durar mais tempo.
Speaker A
Quando o feromônio manipular real é menor que o corporal, a paragem do processo de postura também. O ritual do postura existe, se existir, né, é de caráter unitário, originando criação que será abortada na fase de pré-pupa, intercastas e rainhas pequenas,
Speaker A
neutraliza as obreiras rainhas da colônia, ou seja, se o perumônio mandibular for muito fraco, então mesmo que tenha alguma postura, não vai paraa frente.
Speaker A
A função da comunicação globalizante é de informar todos os membros da colônia das notícias internas. Por essa razão, esse tipo de comunicação é a base da resolução dos problemas de uma colônia.
Speaker A
Aqui damos o nome de inteligência social. O ciclo anual das colônias de insetos sociais é coordenado, orientado pela comunicação globalizante. Esse também coordena o envelhecimento dos indivíduos, tá? Então elas envelhecem lá dentro. É que nem a gente. O que nos
Speaker A
envelhece, o que nos oxida é o oxigênio. Mas sem oxigênio a gente não vive. A gente precisa de oxigênio, sim. Mas o oxigênio nos mata, sim. Ele nos envelhece, né? Então, mas precisamos dele.
Speaker A
Comunicação de identidade é aquela que informa o bilhete de identidade do indivíduo. Essa informação é dada sobre forma sobre forma de um conjunto de cheiros que emanam de um indivíduo.
Speaker A
Esses cheiros definem a casta, a sua função na colônia e sua idade. aqui um gráfico, né, mostrando a mudança na composição dos químicos na cabeça de uma rainha. A idade, a fecundação e o contexto da colônia interferem nessas alterações, OK?
Speaker A
Na comunicação da identidade, a rainha mãe tem várias maneiras de informar as obreiras que é a rainha da colônia, que aqui o que mais importa é a identidade da rainha. Tá claro que todas as abelhas têm cidade, mas a da rainha que é a mais
Speaker A
importante de todas. Então ela precisa avisar as outras. Eu mando aqui, tá? A minha identidade é essa. Como é que ela faz? Ela tem carimbo, ela tem o cetro real, ela tem, né, assinatura digital? Não, como é que ela
Speaker A
faz? Uma delas é distribuir o seu feromônio mandibular real. Como é que ela faz para distribuir? Uma técnica é fazer um bafo real.
Speaker A
Eh, o feromônio, ela espele pelas mandíbulas e esse então vai chegar nas abelhas, vai encostar nas abelhas. Uma outra técnica é o sapateado ou o batuque. Então ela vai sapateando para espalhar melhor o esse esse seu cheiro.
Speaker A
Dá para ver bem, né? assim representado no desenhinho. Então ela usa os pelos que ela tem nas patas dianteiras para espalhar o feromônio mandibular real. E visto de lado, dá para ver isso, né?
Speaker A
Então faz tipo uma nuvem cheirosa aí para se espalhar para quem está perto. Então se vocês virem, né, uma rainha assim esfregando, ela não tá planejando nada, nada de mal, não é que ela tá espalhando o seu cheiro. Uma outra técnica é do
Speaker A
passeio. A rainha anda sobre as obreiras de mandíbulas abertas, espalhando o feromônio mandibular real. Aí isso fica grudado nas abelhas e aí essas abelhas vão espalhando o cheiro dela por aí. São os cabos eleitorais, sei lá, vamos fazer
Speaker A
serviço também. A técnica, a técnica da regurgitação, a rainha concentra o feromônio mandibular numa gota de alimento. Aí ela distribui esse alimento perfumado e as abelhas que pegam esse alimento perfumado acabam espalhando daí eh pela colônia.
Speaker A
Tem a técnica da catação. A rainha cata assim o tórax ou a cabeça de uma obreira.
Speaker A
perfuma ela toda. A obreira catada espalha o cheiro também pelo invólucro, pelo a técnica da célula de cria. A rainha coloca o barfo real dentro da célula de cria, pode ser vazia ou cheia de alimento.
Speaker A
A obreira que entra na célula de cria recebe esse feromônio mandibular real. O ritual de postura, entre muitas coisas, é o meio da rainha mãe divulgar os seus feromônios reais pela colônia.
Speaker A
Por isso, por vezes, temos rituais de postura sem oro. Eh, vocês também podem ver, né, eh, como na nas melponas, a decisão se vai ter eh a decisão se vai ter uma rainha, aliás, uma princesa, uma operária ou uma
Speaker A
intercasta, as obreiras rainha ali, né? Vai depender também dessa questão dos dos feromônios, porque a rainha ela coloca, deixa eu ver quantos ainda tem aqui.
Speaker A
É, acho que posso falar isso agora. A a rainha coloca esse bafo ali dentro. Daí quando ela vai comer ovo, ela come ovo trófico, coloca o seu bafo ali dentro e aí esse bafo se da mandíbula, ele vai inibir a o
Speaker A
desenvolvimento do ovo princesa. Se por um acaso ela não coloca esse bafo ali dentro, então vai gerar uma princesa. Então, sem esse bafo, princesa, com bafo, bafo real, né?
Speaker A
Mandibular, com bafo operário, sem bafo princesa. Mas isso aí é uma coisa muito volátil, isso evapora.
Speaker A
Então, imagina o seguinte, a rainha foi lá, botou o bafo ali dentro, botou o feromônio ali dentro da célula de cria, fez a postura, aí a operária demorou.
Speaker A
demorou para fechar, aí começa a evaporar, começa a evaporar e aí fica uma coisa meio termo ali, sabe? Por isso que tem essas obreiras, rainhas, rainhas, obreiras, porque pode depender do tempo que demorou para fechar a célula de cria.
Speaker A
A comunicação momentânea é a forma de comunicação usada para dialogarem entre si. usam para isso uma elaborada sequência de unidade de significação para construir as suas mensagens. A mesma unidade de significação pode significar coisas diferentes. Por exemplo, na ápice melífera é aqui. Vem
Speaker A
para junto de mim, rainha. A tua casa é esta. No inverno, quando uma abelha melífera cai do cacho de hibernação, ela liberta o feromônio de NASONF para pedir ajuda.
Speaker A
Nesse caso, este cheiro informa o seguinte: "Socorro, estou a ficar gelada, junte-se a mim".
Speaker A
As unidades de significação podem ser intensificadas quando se junta um intensificador. Por exemplo, usar a unidade de significado alarme para intensificar uma mensagem de existência de comida. Fazem isso quando é necessário aumentar as forrageadoras.
Speaker A
A técnica do sapateado é um intensificador da técnica do bafo nos meliponínios. Também se pode dar a mesma ordem usando diferentes diálogos, como por exemplo, a rainha mãe deixa as obreiras rainhas darem as ordens de construção com o
Speaker A
feromônio mandibular real. Depois a rainha mãe dá ordem de enchimento da célula com o feromônio contrário, que vai alterar o diálogo das obreiras da LT.
Speaker A
Então assim, eh, quem manda construir as células é a rainha. Ela marca com o seu cheiro. Ó, eu quero uma célula aqui, eu quero uma célula ali, eu quero mais uma colá. Mas às vezes ela deixa a elite fazer isso,
Speaker A
né? Só que se a elite manda construir, depois a rainha tem que ir lá e botar o cheiro dela, senão não dá bo. Fica, senão fica com o cheiro da elite, né? De alguma obreira e alguma obreira pode se
Speaker A
achar rainha e querer pegar o lugar da outra. A dança das abelhas pismelífera é um bom exemplo da comunicação momentânea.
Speaker A
Existe o feromônio anticasta. Cada indivíduo de uma sociedade possui o odor que define a sua casta. Uma rainha liberta o odor de rainha. Um macho, odor de macho. Uma obreira, odor de obreira.
Speaker A
Esses odores informam a sociedade que esses indivíduos estão presentes na colônia, o que inibe a formação de mais castas que estejam a mais nessa sociedade. Esse fenômeno é bem conhecido nas sociedades de térmitas ou cupins. O rei liberta o seu cheiro antirei e a
Speaker A
rainha o seu cheiro anti rainha. Por isso, as larvas e as obreiras não se podem transformar em reis e rainha. Por quê? Porque já tem, né? Por causa do cheiro anticasta, rei e rainha, as larvas um, larvas dois e obreiras não se
Speaker A
desenvolvem em caças reais, né? Então, o cheiro do rei, o cheiro da rainha inibe eh os ovos de virarem, né, de virarem rei e rainha, porque já tem assim, se matarmos uma rainha térmita, o seu odor deixa de existir e todos os
Speaker A
indivíduos fêmeas se vão desenvolver em rainhas de substituição. O mesmo acontece depois de um de uma guerra onde muitos soldados perdem a vida. os seus odores ficam fracos na colônia, o que obriga muitas obreiras a se transformarem na casta de soldados.
Speaker A
Assim, o equilíbrio de castas se normaliza. Então, é fácil de entender. Faltou um cheiro, precisa repor esse cheiro. Então, eles precisam um eh se falta uma casta, precisa suprir aquela casta.
Speaker A
Essa realidade da comunicação globalizante também está presente no mundo das abelhas, das vespas e das formigas. É graças a esse fenômeno que as colônias se mantém estáveis e funcionais, pois eliminam as castas que são indesejáveis para o bom viver da
Speaker A
colônia, visto que a existência de uma casta indesejável na colônia pode matar esta, ou seja, eh se tiver demais não presta, né? Então eles precisam eliminar, neste caso aqui, larvas de caças indesejáveis de uma colônia de manda saia. As setas indicam lugar da dentada
Speaker A
mortal que as obreiras aplicaram nas larvas. Neste neste caso são intercastas ou larvas de rainha.
Speaker A
Então não podia ter, já tinha intercasta demais. Vai lá e acaba com elas. Destruição de castas indesejáveis em miliponínio.
Speaker A
Então, destruição de células de crias de cria recentes. Pode ser ovos alimentares ou inférteis, pode ser ovos de machos.
Speaker A
Esses são detectados pelo cheiro, pois não estão fecundados. Por haver muitos machos na colônia ou esses poderem perturbar a comunicação globalizante da colônia. Então eles podem abrir esses onde tem os ovos de macho e tirar eles, né? Ahã.
Speaker A
Às vezes eles abrem porque as células não têm ovo. Quem colocava ovos foi castrada quimicamente. N que que seria castrada quimicamente?
Speaker A
Vamos supor assim, você tem uma rainha e ela está botando seus ovos, só que daí o cheiro da elite ou da elite oposta, ele começa a ficar tão forte que a rainha não consegue mais mandar. O cheiro da
Speaker A
rainha não, eu, o pessoal não obedece mais. Ela tá ali, mas não manda mais nada. Então, ela pode até colocar ovos ali, mas eles sempre são comidos e fecham a célula eh vazia. E aí, eh, simplesmente as abelhas depois vão lá
Speaker A
porque não tem nada dentro, abre aquela célula e geralmente daí a papinha larval já tá seca ali. E aí, geralmente você percebe isso quando teu os discos, as células estão abertas e tá assim meio amarelo, meio esbranquiçado embaixo.
Speaker A
Foi porque elas abriram a célula, provavelmente porque a rainha está castrada quimicamente. Ela não foi castrada fisicamente, mas quimicamente, ou seja, ela não manda.
Speaker A
Às vezes elas abrem a célula porque ela virou um alimentador real e o alimento não suporta o peso do ovo e este se afoga, né? ou o alimentador real não tem ovo mesmo.
Speaker A
Ah, quando que elas destróem células de cria com larvas grandes ou pré-pulupas? Já quando tem intercasta obreira, rainha, rainha obreira e quando tem demais, aí elas não precisam. Quando tem intercastas e intersexos, machos, rainhas, rainhas, machos, vira aquela
Speaker A
aberração. Eles já eliminam antes. Quando tem intersexos machos, obreiras, obreiras machos. Então, eliminantes também quando tem rainhas e tem demais, daí elas também podem abrir a célula e eliminar né?
Speaker A
Nos insetos sociais, vespas, abelhas, formigas e cupins, a formação de rainhas morfológicas é ditada pela ausência do feromônio anticasta de rainha, que é o feromônio mandibular real. Ou seja, se tá faltando é porque tá faltando a rainha. Tá faltando esse feromônio, tá
Speaker A
faltando a rainha. A larva ou ovo, ao receber o feromônio mandibular real, começa a desenvolver-se em rainha. Na cabeça da larva, os corporalatas vão desenvolver-se muito, pois não encontra no meio o feromônio anticrainha para parar e controlar o seu
Speaker A
desenvolvimento. Por essa razão, as larvas reais nos primeiros dias têm uma cabeça maior que o corpo, enquanto nas larvas de obreiras é o inverso, uma realidade universal.
Speaker A
Então, por isso que eu falei, né, também que se a rainha não coloca o seu feromônio dentro da célula de cria, aí sem o feromônio, aquele ovo acaba desenvolvendo-se numa princesa. Na foto tem larvas de rainhas num formigueiro.
Speaker A
Só as larvas que não recebem feromônio real se desenvolvem em rainha. As larvas e rainha em desenvolvimento, por sua vez, libertam feromônio real para impedir que outras larvas se desenvolvam em rainhas.
Speaker A
As larvas que desenvolvem muito os corporaatas produzem mais hormônios juvenil na fase de pré-pulpa e isso ativa os genes de rainha que estão nos cromossomos. Por essa razão, se forma uma pupa real. O mesmo acontece com as larvas de rainha depis melífera. As
Speaker A
larvas de rainha com um dia de idade tem já uns corporaatas bem maiores que o das obreiras da mesma idade. Com um dia de idade, ambas as larvas são alimentadas com geleia real. Isso acontece porque as obreiras amas que alimentam a a larva
Speaker A
real se sentem órfã e, ou seja, não recebem os feromônios reais. E como tal não podem dar a larva que estão alimentando. Desse modo, a larva não recebe os ferumônios reais. Como não recebe, ativa os seus, né?
Speaker A
Também nos meliponínios, as larvas de rainha não recebem o feromônio mandibular real. Isso porque a rainha liberta o bafo real fora da célula de cria. Isso justifica o nascimento de obreiras gigantes e machos gigantes de células reais grandes quando a rainha
Speaker A
deita seu bafo nas células de grande tamanho. A formação de uma rainha por invasão justifica essa verdade universal, pois numa célula de obreira, um ovo de rainha que não recebeu bafo real cresce e invade as células vizinhas para devorar
Speaker A
o alimento e a cria. Se a larva real não conseguir mais alimento, dessa célula nasce uma rainha Anã. A larva real tem mandíbulas mais reforçadas, moça branca, mir preguiça e outras que fazem isso, né?
Speaker A
Bom, então é simples entender aí. Se na célula tem o bafo real, nasce operária. Se não tem, desenvolve princesa.
Speaker A
Situações resultantes do ritual de postura. Células de cria abortadas e eh de novo prontas para levar ovo. Aqui as células de cria transformadas em alimitadores reais. Não há ovos nas células. com o recomeço do favo. Aqui é uma no lado direito, né, você tá vendo
Speaker A
uma multiplicação, o início de uma eh vocês estão vendo que tem postura em três pontos.
Speaker A
É uma mais para cima, daí tem um pequeno intervalo, tem outra eh outro disco começado e mais um terceiro disco. No começo é sempre eh as posturas são feitas por obreiras, tá? é obreiras rainhas. E depois quando a rainha
Speaker A
assume, ela vai unificar esses pontos de postura. Mas nesse aqui provavelmente não vai dar certo porque eh já tiveram que desfazer e aí eh isso é muito comum na bugia, porque na bugia, principalmente se você fizer multiplicação por disco.
Speaker A
Ah, o tamanho da das da das células, né? célula real grande normal em plebeia remota, ao lado de uma célula normal de obreira, eh, célula real grande na número dois, com a forma de pera, ao lado de duas
Speaker A
células normais de obreira. E geralmente elas também estão eh no mesmo nível, a parte de cima está no mesmo nível da das células normais de obreira, né? Na número três, início de fava em plebeia remota com células algo deformadas,
Speaker A
alimentadores se reais, célula grande impera, célula de paredes grossas, célula esférica. Na figura, o começo de dois fundos de célula, né? Ah, que aparece na figura três. Mas é aquilo que eu falei, né? como são as obreiras que
Speaker A
fazem as operárias, então elas nem sempre acertam assim no começo. E na número quatro, transformação de uma célula grande em uma célula pequena em uma colônia de mandassaia.
Speaker A
Eles erraram o começo ali, como eu sempre digo, a natureza não é perfeita. erraram, tiveram que refazer.
Speaker A
Ah, e aqui temos os o museu que o capas tem lá, né? Ele se chama capas insectos.
Speaker A
E ele tem isso lá em Portugal, eu não sei h quantas anos ali, né? H, como é que tá atualmente a questão do do museu dele? né? Mas eh formiga, vespa, hã, abelha, que mais, né? Cupins, são coisas que ele
Speaker A
tinha lá no museu dele, certo? [roncando] Então, tá, eu consegui passar antes das 3 horas, né? Muita coisa talvez tenha ficado dúvida ainda, até eu, né? Tenho algumas coisas que gostaria de entender melhor e mas é é mais ou menos isso. Então, o que que a
Speaker A
gente deduz a partir disso aí? Que a gente tem as comunidades. As comunidades são governadas pelas elites. As elites têm livre acesso. Tendo livre acesso, elas podem pôr ordem na casa.
Speaker A
Eh, é muito importante os a questão dos feromônios. A linguagem depende desses feromônios. Sem esses feromônios não há comunicação interna. Então, todos esses tipos de comunicação que tem ali dentro, a globalizante, individual, de casta, enfim, tudo isso determina eh como
Speaker A
funciona eh a comeéia, o ninho. Vino como é complicado. E essa questão é até bem mais complicada, digamos assim, eu acho, né, do que a nossa convivência aqui em sociedade.
Speaker A
Aí o pessoal diz assim: "Ah, olhem lá, vivam com as as abelhas, elas se unem".
Speaker A
Vocês viram que não é bem assim. Vocês viram que se precisavam matar, né? Eh, em nome da sua, [risadas] sei lá, ideologia, em nome da sua rainha, em nome da sua elite, da sua gang, vão vão matar, né? Então, e são mulheres, é
Speaker A
isso ainda, né? Então, que pensemos sobre isso também. A gente acha tão romântico, né, essa questão da da colmeia, mas no fundo no fundo no fundo, né? Não é bem assim.
Speaker A
Bom, eh, tem perguntas? Não. Então, eh, eu vou, se vocês não conseguiram captar tudo, deem uma olhadinha no material de novo ou sei lá, deê uma reassistida aí, né? Eh, é um pouco complicado tudo isso aí.
Speaker A
Vamos ao código número três. Então, tinha um jacaré nadando rio. Isso tinha um jacaré.
Speaker A
Jacaré nadando rio. É, eu sei que vocês pensaram outro no outro. É, eu sei que vocês pensaram que seria esse, né? Mas não é, lembrando que na semana que vem, né, nós teremos aula na terça-feira.
Speaker A
Na terça-feira nós vamos falar sobre legislação. Então, quem precisa desse conteúdo aí, vamos falar então da legislação.
Speaker A
Beleza? Então é isso, que a gente tenha um excelente fim de semana. Eu vou me atracar na correção dos relatórios que tem aí e vamos ver até onde consigo chegar, né? É isso. Então, tá? Uma boa noite para vocês e até a terça-feira que
Speaker A
vem.
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