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44 Caatinga

Aula do curso de meliponicultura com Calil França (RN) sobre polinização com abelhas nativas em fruticultura irrigada, uso da abelha canudo e manejo com defensivos.

Key Takeaways

  • A polinização por abelhas nativas tem enorme valor econômico para a agricultura brasileira e mundial.
  • É possível conciliar abelhas nativas com fruticultura convencional que usa defensivos, mediante manejo e protocolos rigorosos.
  • A abelha canudo vem sendo explorada comercialmente como polinizadora nos últimos anos.
  • O planejamento de floradas, a comunicação com produtores vizinhos e o monitoramento das colônias são essenciais.

What the video covers

  • Aula ministrada por Calil Pereira França, meliponicultor do Rio Grande do Norte com mais de 20 anos de experiência com abelha Jandaíra.
  • Apresentação baseada em material do Congresso Paraibano de Meliponicultura e Apicultura, realizado em São José dos Cordeiros.
  • Destaca o valor econômico da polinização: cerca de US$ 200 bilhões anuais no mundo e cerca de R$ 43 bilhões agregados à agricultura brasileira, segundo dados citados.
  • Apresenta o Vale do São Francisco, especialmente o polo Petrolina-Juazeiro, como grande centro de fruticultura irrigada do Nordeste.
  • Discute a viabilidade de convivência entre abelhas nativas e defensivos agrícolas, desde que haja protocolo rigoroso de manejo e comunicação entre produtores e apicultores.
  • Trata do trabalho com a abelha canudo (Scaptotrigona) nos últimos três anos, voltado à polinização comercial.
  • Aborda desafios como a ausência de polinizadores naturais de certas culturas em regiões específicas, como o açaí no Ceará.
  • Explica o uso de sensores para monitorar entrada e saída de abelhas, movimento e temperatura interna das colônias.
  • Menciona o desenvolvimento de um laboratório de produção de rainhas e a identificação de machos e rainhas em colônias.
  • Discute cronogramas de utilização das abelhas conforme as floradas das culturas e a recomendação de cuidados sanitários com colônias doentes.

Answers

Questions about this video

Quanto vale a polinização para a agricultura?

Segundo dados da ONU citados na aula, o trabalho dos polinizadores gera cerca de US$ 200 bilhões por ano no mundo, e cerca de 30% da produção agrícola para alimentação humana depende de polinização. No Brasil, o valor agregado seria de cerca de R$ 43 bilhões anuais.

É possível usar abelhas nativas em áreas com defensivos agrícolas?

Sim, segundo o palestrante. A convivência é viável desde que se adote um manejo e um protocolo rigorosos, incluindo comunicação com os órgãos agropecuários e com os produtores vizinhos para definir o dia de aplicação dos defensivos.

Qual abelha está sendo trabalhada para polinização comercial?

O palestrante relata três anos de trabalho com a abelha canudo, voltada à polinização de fruticultura irrigada, enquanto a Jandaíra é a abelha de maior domínio de manejo dele, historicamente ligada à produção de mel.

Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:05
Speaker A
Então, então hoje dia 22 de outubro de 2026 e nós estamos aqui para mais uma aula aqui com vocês ness nesse nosso curso que está chegando aí na reta final. Eu sei que tem gente vai ter saudade aí no ano que vem, né, eh,
00:23
Speaker A
dessas aulas. E aqui nós estamos ainda com uma temporada, um tempo mais frio, assim, pessoal reclamando muito, pessoal que tá querendo fazer os relatórios aí.
00:34
Speaker A
Eh, mas aquilo que eu digo, né, se você não consegue, né, fazer a multiplicação, faz a simulação, pelo menos que eh é possível fazer, OK?
00:45
Speaker A
Eh, e eu aqui no no Frio do Sul, hoje nós temos um convidado, né, lá do Rio Grande do Norte, né? Então, diferença, pequena diferença de temperatura, mas eu desejo a você que tá aí do do outro lado
00:59
Speaker A
as boas-vindas aqui para mais essa aula hoje, né? Bem, e eu lembrava aí qual era o dia de hoje.
01:12
Speaker A
Pera aí só um pouquinho. Hoje é o dia o dia o dia ou dia da praça. Isso não tava me lembrando. Hoje é dia da praça. Tinha aquela musiquinha, a mesma praça, o mesmo banco, o mesmo, as mesmas flores e o mesmo jardim,
01:39
Speaker A
né? Então, para quem conhecia lá o tal do Ron Pom Pom Pom, que era um um cantor aí, já nos deixou, se não me engano, né?
01:50
Speaker A
Bom, eu vou chamar o nosso convidado de hoje. Provavelmente alguns aí já devem de conhecer, porque é uma figura já bem conhecida aí no meio, que é o Caliil Pereira França, embora ele seja França, ele é do Brasil, né? [risadas]
02:05
Speaker A
Isso aí. Boa noite, Calil. Boa noite, Sfle. Satisfação estar aqui conversando com você, com sua turma toda aí. Prazer, viu, mais uma vez, né?
02:16
Speaker A
Muito bem. assim, eu eu vou pedir então que você se apresente aí e hoje nós vamos ter uma temática aí um pouquinho diferente, né? Porque no ano passado Cli aí também apareceu aqui no curso e ele falou mais assim na Jandaira da
02:32
Speaker A
Caratinga e outros assuntos, mas ele disse: "Vou mudar o foco aí, vou vou dar uma pincelada aí sobre a polinização." Disse: "Manda ver, né? tudo, tudo, tudo que a gente aprende aqui e polenização é realmente um assunto bem importante
02:48
Speaker A
dentro da nossa atividade. Então, manda aí as informações pra gente, né? Se apresente aí para nós, pra gente dar prosseguimento aí ao aos trabalhos.
03:01
Speaker A
Bem, para quem não me conhece, eh, meu nome é Calil, né? Eu sou aqui da cidade de Açur, do estado do Rio Grande do Norte. Eu sou bossoroense nascensa, mas hoje moro aqui na cidade de Açu, que é
03:14
Speaker A
uma cidade do interior do Rio Grande do Norte. Sou méiponicultor já mais de 20 anos, responsável pelo meliponário chamado Meliponário do Sertão, que é um meliponário que tem um durante muito tempo nós tivemos um foco na criação de abelha Jandaíra. Nós
03:33
Speaker A
chegamos a ter aí algo em torno de 800 colônias só de Jandaíra. E hoje esse N está bem mais resumido, graças à mudança de atuação da produção de melenização, como bem já disse o Sfrit, né? Mas eh eu
03:51
Speaker A
acredito que de fato alguns já me conheçam pelo alcance que a gente tem a nas redes sociais e pelo trabalho que a gente já vem fazendo aí ao longo desse tempo. Ô SIFID, eu posso já continuar a aula ou você vai falar mais alguma
04:04
Speaker A
coisa? Não, da da minha parte, né? Podemos já prosseguir. Eu faço a projeção aqui. Ah, tá. Então eu vou eu vou colocar aqui a a apresentação, porque é o que a gente de fato vai eh falar um pouquinho a
04:18
Speaker A
respeito desse trabalho. Gente, eu trouxe o eu sempre falei da Jandaí porque de fato foi o a a abelha, né, que é o que sempre foi o carro chefe da minha realidade, foi a abelha que até hoje eu trabalho com ela. E devido ao
04:33
Speaker A
contato diário com a essa abelha, eu me tornei um especialista no assunto. Quando eu falo de Jandaía, eu digo, eu não conheço muitas abelhas, muito bem, muito embora já tenha criado mais de 16 espécies diferentes, mas a abelha que de
04:47
Speaker A
fato eu conheço muito bem, o manejo, domino, sei salvar a colônia, estão inclusive na no pior estado, é a Jandaira. ter um conhecimento profundo sobre essa abelha, porque foi a abelha que eu crio eh desde jovem e e muito
05:03
Speaker A
embora não seja tão idoso assim, sou um cara com 45 anos, mas há há mais de 20 anos focado nessa abelha, a gente vai se tornando um conhecedor mais profundo do assunto. E fui responsável, aí muita gente deve me conhecer, pela implantação
05:15
Speaker A
de muitos meliconares no Brasil, aqui na região nordeste. O o principal deles e um dos mais importantes foi o da associação Catinga que fica lá na cidade de Crateú. Hoje esse meliponário Lebodelo foi um meliponário construído para a associação Cata, que é uma
05:32
Speaker A
organização não governamental, recebe recursos eh mantidos por instituições particulares, mas é de fato hoje um dos meliponários mais bonitos que a gente conhece. E e hoje, né, graças ao advento aí de um grande interesse comercial com a polinização, nós temos iniciado já há
05:52
Speaker A
3 anos um trabalho com a abelha canudo. Então eu trouxe para vocês uma mudança aí de assunto, né, para atualizar os senhores a respeito do que a gente tá fazendo hoje com a abelha canudo e qual é o nosso trabalho hoje quando a gente
06:06
Speaker A
fala em polinização, tá? Então o material que vocês vão ter conhecimento hoje foi o mesmo material que eu apresentei agora no congresso, que nós tivemos agora no mês passado na cidade de São José dos Cordeiros, no Congresso Paraibano de Méliicultura e Apicultura,
06:23
Speaker A
que são de fato informações muito interessantes quando a gente fala na utilização de abelhas nativas na polinização de fruticultura irrigada, né, especialmente na fruticultura convencional que possui defensivos, né, que tem que ter todo um cuidado diferente, mas é muito possível, é
06:41
Speaker A
plenamente viável a convivência harmoniosa das abelhas com a utilização de defensivos, desde que se faça um manejo, um protocolo muito correto e muito rigoroso. Então, eu vou dar início aqui um pouquinho da nossa apresentação falando desse tópico. Eh,
07:01
Speaker A
pessoal, quando a gente fala em polinização, nós estamos falando hoje de um serviço essencial paraa natureza e também para a agricultura.
07:11
Speaker A
Nós estimamos, né, iss são dados da ONU, que só com o trabalho dos polinizadores, nós temos uma receita de mais ou menos 200 bilhões de dólares por ano, né? Eu tô falando de um recurso significativo, tá? Para vocês terem uma ideia, 30% de
07:36
Speaker A
toda a produção agrícola voltada paraa alimentação humana depende de polinização. Então, não é algo errisório falar de polinização. É, de fato algo extremamente importante, tá?
07:51
Speaker A
não só no Brasil, mas no mundo. Quando a gente fala desse aspecto da polinização no Brasil, dados também da ONU, nós temos aí que 43%, aliás, R3 bilhões deais são valores que são agregados com a polinização na agricultura nacional. O que que isso
08:11
Speaker A
quer dizer? Quer dizer que dentro de todo aquilo que é produzido da agricultura nacional, nós temos um recurso voltado para R3 milhões deais de importância de dados agregados, né? Como vocês podem ver aí, ó, o serviço de polização realizado por abelhas e outros
08:26
Speaker A
animais agrega cerca de R bilhões deais eh por ano a agricultura nacional, segundo estimativas dos relatórios especializados.
08:36
Speaker A
Pessoal, isso é algo extremamente valoroso quando a gente fala de negócio para a agricultura, para agricultura, tanto mundial como nacional.
08:48
Speaker A
Eh, nós temos aqui na região Nordeste um dos principais polo de fruticultura irrigada, que é o vale de São Francisco.
08:56
Speaker A
Não sei se vocês já conhecem, mas o Vale do São Francisco, ele se estende Minas, vai nascer, vai nascer na Serra da Mantiqueira e ele vai desaguar ali entre as cidades eh limítrofes do estado de Sergipe e Alagoas. São 2830
09:17
Speaker A
km de perc que o rio percorre. E dentro desse grande vale do São Francisco, nós temos hoje 39 projetos de irrigação catalogados junto à CODASP, que é a companhia de desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaí.
09:36
Speaker A
Todos esses projetos são gigantescos, muito impressionantes. E o projeto hoje mais importante, o cerne, o grande coração da fruticultura irrigada no Brasil é o polo Petrolina Juazeiro. É o polo de maior relevância de produção econômica do Nordeste brasileiro. Quando a gente fala em
10:01
Speaker A
Petrolina e Juazeiro, eu tô falando basicamente de 33% de toda fruticultura que sai do Brasil, sai desse grande eixo Petrolina Juazeiro. Eu tô falando de 95% de toda a manga que é exportada para a Europa e para os Estados Unidos. Veja,
10:19
Speaker A
são valores imensos em torno de alimento, em torno de fruticultura. E em todas as culturas, na maioria das culturas, existe o trabalho da polinização.
10:33
Speaker A
Quando a gente fala em polinização, as culturas elas são subdivididas em níveis de importância e dependência. Então, eu tenho culturas que t uma alta dependência de polização, eu tenho culturas que tm uma média ou relevante dependência e eu tenho culturas que t
10:51
Speaker A
baixa importância. Quando a gente fala eh de alta dependência, eu tô falando, por exemplo, do melão. Sem polinização, 90% do melão não vinga. Veja, eu tô falando de um alimento, de um de uma fruta que se não houver o trabalho da
11:08
Speaker A
abelha, eu não tenho esse resultado. Você pode investir em defensivo, em fertilizante, em manejo, em correção de solo, em diversos elementos que envolvem a cadeia produtiva. Mas se eu não tiver o trabalho de polinização, eu não tenho a fruta, porque o melão depende 90% da
11:27
Speaker A
sua pega de polinização de abelhas e outros insetos sociais que também fazem polinização e outros também solitários, né? A gente sabe que tem abelhas solitárias. Isso também acontece com a manga, com a goiaba e com diversos outros cultivos, tá? A manga, por
11:45
Speaker A
exemplo, tem uma dependência de 60% a a 40% a depender da variedade. Então, a polinização, ela é uma atividade importantíssima para a fruticultura irrigada. Sem ela, nós não temos frutos, tá certo?
12:01
Speaker A
Então isso é algo que a gente tem que começar por base e estabelecer aqui uma verdade que é a relevância e a importância da polinização. Agora, qual é o problema que nós temos hoje com relação à polinização?
12:16
Speaker A
Eu tô trazendo aqui para vocês uma imagem que é de 1984 da cidade de Petrolina. Se vocês observarem aqui essa parte de baixo, essa parte mais abaixo da foto, vocês vão ver a cidade de Petrolina, que é basicamente dividida pela cidade também
12:38
Speaker A
colada com a cidade de Juazeiro, que fica logo abaixo, não está na imagem aí, mas ela é dividida apenas pelo rio São Francisco. E a ponte aí, Presidente Dutra, faz a ligação das duas grandes cidades. Essa imagem ela é de 40 anos
12:52
Speaker A
atrás. Ela é o início da fluticultura irrigada lá no Vale do São Francisco. Se vocês observarem a imagem, vocês vão ver que tem o início de de algumas fazendas que se instalavam naquela época, mas vocês vão ver que nós temos aí
13:08
Speaker A
praticamente ainda uma grande área de catinga muito bem preservada. Se vocês observarem aí tem assim o nome água branca, praticamente tudo isso aí ainda era a área de catinga e especialmente também ao leste, a oeste você tinha aí
13:23
Speaker A
áreas de catinga. Então, naquela época, os produtores de frutas desta região, tanto manga quanto outras culturas, como melão, com goiaba, né, e todas as culturas que dependem de polinização, eles não sentiam falta e não percebiam a relevância que é o trabalho dos nossos
13:43
Speaker A
dos polinizadores, especialmente das abelhas nativas, tá? Por que que a gente não sentia? porque você tinha matas nativas, área de catinga ainda muito bem preservada nas redondezas das fazendas que ali se instalavam. Então quando o produtor rural ele iniciava o seu cultivo, ele
14:07
Speaker A
não percebia a importância, a relevância dessas abelhas para a fronicultura irrigada. E o que que acontece hoje dentro do Vale do São Francisco? Cada vez mais, devido à popularização e o crescimento da fruticultura irrigada, os produtores buscam produzir mais, com
14:27
Speaker A
menos recursos, né, especialmente defensivos, combatendo pragas muitas vezes com defensivos menos químicos, mas ainda nós temos a a utilização contínua de dess defensivos os cultivos convencionais e se investe às vezes muito recurso com eh adubação, né, com fertilizantes para você crescer às vezes
14:51
Speaker A
2, 3%. Então, o crescimento naquela época de 84 até 2026, que é o ano que nós estamos, ele se deu dentro da fruticultura irrigada na área de expansão territorial. Então, as fazendas elas cresceram muito e esse crescimento fez com que essas
15:13
Speaker A
matas aí ao redor da cidade de Petrolina elas fossem elas for eh elas forem, né, no decorrer do tempo sumindo. Eu vou trazer para vocês agora um mapa atualizado da cidade hoje de Petrolina.
15:27
Speaker A
vocês vão ver a mudança da realidade. Olha o que que aconteceu. Todos esses pontinhos verdes que vocês estão observando agora, vocês podem ver que a cidade cresceu muito, né? A cidade houve uma expansão territorial significativa, mas vocês podem observar que
15:44
Speaker A
praticamente toda essa área que existia ao norte, ao leste da cidade, ela é hoje tomada por fazendas de manga, manga, goiaba, uva. E aí a pergunta que fica, cadê as matas nativas ao redor, né? Se vocês observarem esse mapa, ele tá numa
16:03
Speaker A
escala bem interessante de mais ou menos para cada cm qu eu tenho aí algo em torno de 5, 6 km. Então veja como é que ficam os animais nativos se a expansão da fruticultura irrigada acaba derrubando a mata nativa e aqueles
16:21
Speaker A
polinizadores que outrora existiam nas margens das fazendas não existem mais. Com isso, isso é um prejuízo significativo para a produção agrícola, porque essa região ela é basicamente produtora de frutas.
16:37
Speaker A
E paraa fruticultura, como a gente acabou de falar, sem polinização, sem polinizador, eu não tenho resultado.
16:43
Speaker A
Então, hoje o grande desafio do vale do São Francisco é crescer, mas ao mesmo tempo reintroduzir os polinizadores naturais, porque eles não possuem mais nas suas margens, nas suas redondezas, polinizadores capazes de de polinizar, né, de fazer o trabalho de polinização
17:05
Speaker A
das culturas agrícolas que outrora existiam às margens das fazendas. Ah, mas aquela fazenda tem ainda uma pequena área de de reserva legal, certo? Mas essa área já foi mexida. Você não tem mais as grandes árvores que no passado
17:21
Speaker A
preservavam toda essa toda essa grande área que é o Vale de São Francisco, né?
17:28
Speaker A
Essa, aliás, essa área hoje que é a região de Petrolina e Juazeiro. E isso, pessoal, não acontece só em Petrolina, isso também acontece em cidades vizinhas como os como Cabobró, né, como o Juazeiro, como Casanova e diversas outras cidades que são cidades
17:45
Speaker A
produtoras de fruta. Então, hoje o grande movimento que existe dentro da fruticultura brasileira, especialmente nordestina aqui, é o retorno das abelhas para dentro do cultivo rigapo. Então hoje nós estamos buscando o quê? Uma integração da fruticultura irrigada com a
18:06
Speaker A
meliponicultura, que é a criação racional de abelhas nativas. Cal, por que que a gente não tá utilizando a APS?
18:14
Speaker A
A APS já é utilizada. Tá? Nós já temos a abelha com o ferrão nesses cultivos e ela já é utilizada, mas nós não temos ainda em escala significativa a utilização das espécies nativas. E é isso que se busca hoje, porque nós já
18:32
Speaker A
descobrimos que as espécies nativas elas são muito mais eficientes em termos de polinização do que a melfera. E eu vou explicar daqui a pouquinho por que isso acontece, tá certo?
18:46
Speaker A
Então, para vocês terem ideia, só para vocês voltarem aqui o quadro, isso aqui era como era no passado, vocês praticamente não via fazenda, uma outra que se instalava. E hoje isso é a realidade que existe na cidade de
18:58
Speaker A
Petrolina. É uma área completamente tomada pela frut pela fruticultura rigada. Esse aí é a área do projeto Nilo Coelho, que é o maior e mais importante projeto de irrigação do Nordeste brasileiro, tá certo?
19:15
Speaker A
E por que que a gente tá voltando as abelhas pro campo? Por que que a gente tá colocando as abelhas nativas dentro da fruticultura irrigada? Porque diversos estudos que estão sendo realizados pelo Brasil inteiro t mostrado que as abelhas nativas elas têm
19:32
Speaker A
se destacado dentro da fruticultura irrigada. A utilização de espécies nativas tem mostrado para a produção agrícola que ela produz mais e de uma maneira muito mais eficiente do que as espécies exóticas que é a abelha africanizada.
19:51
Speaker A
Então, só para você ter uma ideia, eu participei o ano passado de um projeto piloto na Serra da Ibiapava lá no Ceará.
20:00
Speaker A
esse esse esse essa essa notícia que tá aí no meio, inclusive foi um trabalho que a gente participou da introdução de abelha canudo dentro da cultura do açaí no Ceará.
20:13
Speaker A
Pô, mas açaí no Ceará é isso mesmo. Mas o açaí não é não é paraense. É verdade.
20:19
Speaker A
O açaí ele é paraense. Mas o que que acontece? A Embrapa, ela desenvolveu uma variedade que se adaptou muito bem ao solo do Ceará. E lá o o açaí adaptado para essa região, ele chega a produzir até mais do que o próprio açaí lá da
20:38
Speaker A
região do Pará, porque lá no Pará o açaí ele é produzido de forma extrativista.
20:44
Speaker A
Já no açaí cearense ele é irrigado, então ele tem produção com maior regularidade, por isso que ele produz mais. Então, a canudo ela poliniza também a espécie que a gente vai falar um pouquinho mais sobre ela. Ela foi
20:58
Speaker A
testada dentro do açaí e hoje ela é uma realidade. Nós temos hoje dentro do estado do Ceará 10 municípios que produzem açaí de forma recorrente. São fazendas que estão se instalando já nos últimos 3 anos e nós temos participado
21:13
Speaker A
aí de da introdução desses dessas abelhas dentro dessas fazendas, especialmente na região de russas, na região da Serra da Iapava e diversos outros municípios da região aqui metropolitana do de Fortaleza. Isso tudo com abelha nativa. Veja, nós estamos
21:31
Speaker A
levando a agricultura, a fruticultura irrigada a um outro nível de governo. Nós estamos agora não mais brincando de produzir abelha. A Mel pondo cultura sempre foi vista como uma atividade de hobby, como uma coisa para idoso, uma coisa para criança, porque não dava
21:50
Speaker A
dinheiro. E hoje, pessoal, as escaptrigonas, elas são abelhas muito valorizadas. A no passado a gente comercializava essas colônias a um preço e hoje a gente nem quer mais comercializar porque a gente tem hoje o interesse, na verdade, é de locar essas colônias para as
22:09
Speaker A
fazendas no trabalho de polinização. Então, por exemplo, a canudo, ela se adapta muito bem eh ao açaí. E não só canudo, você tem a mandaguari preta também que é muito boa. Você tem diversas outras espécies que também são
22:22
Speaker A
utilizadas para polinização, como por exemplo a jaí no morango, que é uma uma abelha muito comum nas fazendas de morango hoje. E é utilizada para polinização do morango. Então a polinização, pessoal, ela tá se instalando, ela é uma realidade. nós não
22:37
Speaker A
tivemos ainda esse boom, né, essa grande pancada, essa essa esse essa grande esse grande impacto, mas a polinização com espécies nativas já é uma realidade.
22:49
Speaker A
Isso acontece hoje, inclusive com café. Nós descobrimos recentemente que a introdução da abelha nativa, das escatuigonas dentro do cultivo do café chega a ter uma elevação de 67% de produtividade. Então isso é algo relevante.
23:06
Speaker A
Apenas a introdução de uma abelha faz com que o cultivo se destaque, eleve a produtividade sem você ter um incremento de defensivo, se você ter incremento de fertilizantes, apenas fazendo o manejo correto, o protocolo correto de integração da cultura convencional com a
23:25
Speaker A
utilização de espécies nativas, tá? Então isso, pessoal, é uma é uma uma algo muito importante, é algo muito relevante que a gente vem já adotando e graças a Deus aqui nós temos participado de muitos projetos desses e transformando a realidade da
23:42
Speaker A
fruticultura irrigada. Aí vem a pergunta, né? Muita gente pergunta: "E qual é a abelha que você tá utilizando para fazer polinização?
23:51
Speaker A
Bem aqui na nossa região e como vocês devem saber existem existe um gênero que é a o gênero das escapotrigonas. Você tem diversas espécies dentro dessa grande família de escaptrigonas e nós utilizamos aqui a escaptotrigona deplis que é a nossa canudo. Mas você tem
24:14
Speaker A
diversas outras abelhas que também são da família das escapotrigonas que podem ser utilizadas para polinização. Cal, por que é que vocês só utilizam a canudo? Porque é uma espécie nativa da minha região. Eu não posso, por exemplo, pegar uma abelha aqui do Ceará para da
24:31
Speaker A
Paraíba, do RN. e levar uma escapa do trigono nativa da minha região para Minas, por exemplo. Eu não posso fazer isso. Isso é contra a lei. As abelhas que são nativas devem permanecer na sua região de ocorrência natural, tá certo?
24:46
Speaker A
Eu não posso fazer grandes migrações com espécies nativas. Isso não é permitido pela lei. Então, toda vida que eu vou utilizar e vou trabalhar com polinização, eu vou utilizar com espécies nativas de cada região. Ah, mas eu tenho um cliente que tá lá no café lá
25:03
Speaker A
em Minas, não tem problema. Vou procurar um parceiro lá em Minas, um produtor em Minas, e eu vou montar e estabelecer com ele uma parceria pra gente fazer a utilização das escapatas do trigô locais dentro daquele cultivo. Ah, eu tenho um
25:17
Speaker A
cliente em São Paulo, não tem problema. Vamos procurar um criador em São Paulo. A gente monta uma parceria, instala o protocolo de manejo e faz a utilização das abelhas nativas. Nós não podemos, de hipótese alguma, pegar uma espécie
25:32
Speaker A
nativa de uma região e leva, eu posso pegar de um estado outro, desde que seja daquele grande bioma. Então nós utilizamos aqui, por exemplo, espécies da minha região. Eu tô no Rio Grande do Norte, eu levo para Pernambuco, porque
25:45
Speaker A
eu tô levando dentro do bioma da catinga, não tem problema nenhum, até porque essas colônias elas vão, depois elas voltam, tá? Então isso é permitido pela lei. Todas todas as vezes que nós fazemos essas migrações de utilização de
25:58
Speaker A
colônias, nós comunicamos aos órgãos de defesa agropecuária. As abelhas, elas sempre saem com GTA, né, que é a guia de transporte animal.
26:06
Speaker A
Tanto o órgão de o órgão agropecuário local, ele é comunicado, como o órgão de destino também é comunicado. É feito inclusive uma inspeão na colônia, nas colônias, pelo médico veterinário dentro da fazenda, para verificar se aquela espécie que eu trouxe de fato é uma
26:23
Speaker A
espécie local, né? E aí, pessoal, a pergunta, por que utilizar canudo? Por que que a abelha canudo ela é uma abelha importante? Veja, eu trouxe aqui duas imagens que refletem muito bem o que é a canudo. A canudo é uma beira
26:37
Speaker A
extremamente populosa. Ela chega a ter entre 8 até 10.000 indivíduos. Eu confesso a você que isso é um dado que a ciência nos apresenta, mas eu digo que ela chega até mais, tá? E que tem uma capacidade de produção para polinização
26:51
Speaker A
muito elevada. Esse tronco que vocês estão vendo aí na foto foi um tronco que nós abrimos lá na zona rural de Santa Equitéria o ano passado. E nesse tronco nós colhemos, só nesse tronco nós colhemos 8 kg de pólio. Quer dizer, é um
27:07
Speaker A
valor, é uma quantidade extremamente absurda para apenas uma colônia de abelha, né? É coisa que nem a APS com 60.000 indivíduos chega a produzir, né?
27:18
Speaker A
Isso é uma colônia de, por isso que a gente fala que as abelhas nativas, elas são, proporcionalmente falando, muito mais produtivas do que as espécies eh e eh do que a própria pelífera, porque ela tem essa capacidade de coleta e de
27:33
Speaker A
armazenamento muito mais exagerada, muito mais eh eh potente do que a própria áp melfera. E pelo fato dela ser menor, muito embora ela seja menor, mas ela consegue carregar inclusive mais peso do que a própria á proporcionalmente falando,
27:49
Speaker A
tá? Então isso é isso é uma realidade. A gente escolhe a canud como uma abelha utilizada na polinização devido ao fato dela ter esse comportamento extremamente populoso e também ser uma abelha generalista.
28:04
Speaker A
Cali, por que você não usa jantíra? Porque jáira é uma abelha extremamente seletiva. Ela, em hipótese alguma, você vai ver uma jandaíra numa flor da manga, numa flor eh, de uma de qualquer planta exótica. A janda é uma abelha que produz
28:21
Speaker A
mel muito saboroso, tem a sua finalidade, mas ela tem uma preleção para espécies endêmicas da região da catinga. Então, se eu colocar a jada dentro de um cultivo de manga, por exemplo, se e aquela manga tiver super florida, ela não vai nem olhar. Ela vai
28:38
Speaker A
preferir rodar 1 km e buscar a flor de uma jurema do que ali do lado pegar a flor da manga, porque ela não tem interesse em espécies exóticas. Ela se especializou e ela tem uma preferência natural por espécies nativas. Então, a
28:54
Speaker A
gente seleciona a canud das escabutrigas pelo seu comportamento generalista. Ela pega tudo, desde eh plantas nativas e eh exóticas, a canuda, ela pega qualquer tipo de flor, tá florado e detalhe, não só pelo fato dela ter esse comportamento
29:13
Speaker A
generalista, mas a canuda, ela tem uma característica muito interessante. As escapatrigonas em gerais, né, elas fazem o que a gente chama de coleta por raleamento. Que é isso? Ela vai esgotar todo o recurso floral que tá nas proximidades e ela vai aumentando o raio
29:30
Speaker A
de atuação até encontrar a até ela não encontrar mais aquilo que ela procura. Então o que que ela faz? Ela procura aquilo mais próximo dela. Veja, é uma abelha muito pequena comparada com a Jandaira que tem uma uma capacidade de
29:44
Speaker A
voo mais elevada. Então ela tem esse comportamento de buscar a a floração naquilo que é qualquer coisa que esteja na suas redondezas, nas proximidades.
29:55
Speaker A
Então além dela pegar qualquer flor, ela vai pegar qualquer flor que esteja perto. Então isso é muito importante quando a gente fala até na distribuição das abelhas no campo, tá? Então, quando eu vou instalar, quando eu vou colocar
30:08
Speaker A
as abelhas dentro de um cultivo, dentro de uma de uma cultura irrigada, eu faço um manejo específico, a gente faz um dimensionamento correto para sabendo dessas características da abelha, tá?
30:20
Speaker A
Então são esses dois, basicamente são esses dois, essas duas características que fazem da Canudização.
30:31
Speaker A
E o que que me diz que a canudo é de fato uma abelha eh que pode ser utilizada para polinização? Quando a gente fala em polinização, a gente precisa entender uma coisa. Nem toda abelha que visita uma flor, ela faz o
30:48
Speaker A
trabalho de polonização. Às vezes nós temos o que a gente chama de visitante floral. E o que que é visitante floral? Visitante floral é aquela abelha que vai na flor, colhe o que ela quer, mas ela não faz
31:01
Speaker A
polinização. Então, por exemplo, você tem a flor do maracujá, que é uma flor grande. Aps melífera, ela vai na flor do maracujá, ela colhecta. Ela até colhe um pouco de pólen, mas ela não faz polenização. Por que que ela não faz?
31:16
Speaker A
Porque ela não tem o porte adequado para se adaptar o tamanho da flor. A única abelha que consegue fazer a polinização do maracujá é a mamangava, que é aquela abelha grande, pretona, grandona. Então a bombos, né, gênero bombos, que é a
31:32
Speaker A
mamangáva, elas são as únicas abelhas que conseguem fazer polinização do maracujá. Eu tenho outras espécies até nativas que fazem a visita, que são visitantes florais do maracujá, mas não fazem eh a polização. Aí vem a pergunta, será que a canudo ela faz realmente
31:49
Speaker A
polinização da manga? Eu tô falando manga, pessoal, porque nós testamos as canudos dentro dos do cultivo irrigado da manga, tá? Por que manga? Porque dentro da fruticultura irrigada, a manga na região de petróleo de Juazeiro é hoje a cultura de maior relevância.
32:09
Speaker A
95% de toda a manga que é exportada para os Estados Unidos, para a Europa, sai dessas duas cidades. Então ela tem uma relevância econômica para a o polo de fruticultura muito grande. E aí quem é que descobriu isso? Qual foi a pessoa
32:26
Speaker A
responsável por esse descobrimento que as catotrigonas podem ser utilizadas dentro das fazendas de manga? Uma startup chamada por Binova. Depois vocês podem até seguir ela aí, ó, @binova.
32:40
Speaker A
A Binova é uma parceira do melonário do sertão e a Binova desenvolveu através da Dra. Aline Andrade, que é a CEL, né, a CEO, a coordenadora geral da BINOVA, um trabalho de pesquisa dentro da Agrodamp.
32:55
Speaker A
Para quem não sabe, depois vocês podem também seguir, a Agrodan é a maior fazenda, a maior produtora de manga hoje do Brasil. Ela sozinha detém mais de 13 haares de manga. Isso dá mais ou menos algo em torno de 1850
33:13
Speaker A
campos de futebol só com manga, tá? Então a Dra. Líia lá com a pessoa com a Dabinova e toda a sua equipe da Binova, eles desenvolveram um sistema, um biossensor que é instalado na entrada das colônias. E esse biossensor, ele
33:32
Speaker A
estabelece e faz alguma consegue captar algumas informações importantes da abelha. Primeiro ele se esse biossensor, vocês conseguem ver da imagem aqui, ó, mas na caixinha da abelha, vocês estão conseguindo ver, tem um aparelhozinho na entrada da colônia e é conectado a uma
33:51
Speaker A
torre que é conectada aqui a a uma a uma torre de uma placa solar voltaica. Essa placa solar alimenta um sistema que alimenta esse sensor e esse sistema ele vai diretamente para um um uma ferramenta de gestão que é conectado a
34:07
Speaker A
um aplicativo. E o o agricultor, né, o o fruticor, ele acompanha em tempo real a atividade de das abelhas. Esse sensor, ele é muito interessante porque ele consegue captar não só a movimentação das abelhas, mas ele consegue inclusive
34:27
Speaker A
detectar se a abelha chega ou não carregada com alimento. Além desse sensor, ele também consegue.
34:36
Speaker A
Esse sensor, além de conseguir dimensionar o entre sai das abelhas, quantas abelhas saíram, quantas abelhas entraram, né, o movimento das abelhas e identificar se elas estão chegando com alimento ou não, ele também consegue identificar a temperatura interna do
34:49
Speaker A
enxame e a umidade relativa do ar que tá dentro e fora. São informações que para o manejo, isso é muito importante, porque quando eu sei, por exemplo, que eu tenho movimento incerário, isso para o o agricultor, isso é importante,
35:05
Speaker A
porque se, por exemplo, se eu sei que às 9 horas da manhã o maior maior movimento das abelhas é naquele horário e as abelhas não saíram ao campo, alguma coisa aconteceu. Então esse monitoramento ele é muito importante para o para o agricultor e também para o
35:21
Speaker A
trabalho de pesquisa que foi feito. E não só isso, se vocês observarem aqui tem uma a uma abelhinha que é a mandassia que no tronco dela há um sensor, um microensor, um chipe de sensor. E nesse sensor nós fazemos um
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Speaker A
trabalho de acompanhamento dessa abelha para identificar para onde ela tá indo. Então veja, esse trabalho que a Bova faz, ele é muito importante porque ele não só sabe o horário que ela entrou e que ela saiu, não só sabe o que ela
35:54
Speaker A
trouxe, mas também sabe aonde ela foi. Quer dizer, eu tenho o acompanhamento e a gestão do ciclo completo da abelha através de um sistema de polinização, que a gente chama de precisão, tá? Esse trabalho, pessoal, é um trabalho que já
36:10
Speaker A
foi validado. Ess esses dados já estão inclusive publicados em pesquisa acadêmica e tem outros, inclusive sendo produzidos agora já também com a uva, que eu vou falar um pouquinho mais sobre isso. E o que que isso, o que que a
36:22
Speaker A
BNOVA descobriu dentro da Agrodam? A Binova, vocês lembram que eu falei para vocês que algumas eh alguns insetos eles são visitantes florais, não é isso?
36:33
Speaker A
A B descobriu que na cultura da manga nós temos 57 visitantes florais. Mas desses 57 visitantes florais, apenas 12 são de fato polinizadores efetivos. Então veja, eu tenho 57 visitantes, 57 insetos que visitam as flores da manga, mas apenas desses
36:58
Speaker A
desses 57, 12 de fato fazem polinização. Aí vem a pergunta: "E quem são os três mais eficientes para a polinização da manga? Sabe quem é o primeiro colocado?
37:12
Speaker A
A escaptrigona deplis. A canudo é a abelha que tem maior relevância e a maior capacidade e é a abelha que mais procurou a manga dentro da cultura irrigada, dentro do trabalho de pesquisa, tá? Então nós temos hoje, a
37:28
Speaker A
gente já sabe hoje que a Canudo é a melhor abelha para fazer trabalho de polinização. Aí vem uma a pergunta que muitos vão fazer agora. E qual é a segunda abelha, né? Qual é a segunda abelha? A bravo do Piauí, que também é
37:42
Speaker A
uma escada do trigônio, tá? É uma abelha muito boa, muito embora tenha população mais reduzida. A brava, ela tem uma população mais reduzida do que a escaprigon depress. E qual é a terceira mais eficiente? Uma abelinha que ninguém dá valor, que ninguém só
37:58
Speaker A
ouviu falar e é também muito generalista, chama-se moça branca, que são as frisobelitas. Então, as escaptrigonas e as frisobelitas são abelhas muito eficientes para o trabalho de polinização. E nós utilizamos as capo trigonas pelo fato delas serem mais
38:15
Speaker A
fáceis de manejar, produzirem raleiras com mais fácil de identificação e o processo de multiplicação e hoje disponibilidade de matrizes para multiplicação ser mais fáceis, né? Eh, eu não tenho tantas matrizes de moça branca, mas hoje aqui no nosso plantel
38:33
Speaker A
nós temos algo em torno de 350, já perde 400 caixas de canudo hoje no meu meliponário, fora as que já estão em campo trabalhando, né? Então eu consigo multiplicar e ter acesso às canudos, que são abelhas mais fáceis de encontrar na
38:51
Speaker A
natureza e também pega muito fácil em. Então, por isso que a gente utiliza mais as escaptrigonas por elas serem eficientes, mais eficientes, mais fáceis de multiplicar e tendo um manejo também muito rústico. A canudo é uma abelha muito rústica.
39:08
Speaker A
A canudo eu descobri recentemente, fazendo alguns trabalhos de pesquisa aqui pessoal que ela tem uma temperatura de choco mais elevada do que a temperatura de muitas outras espécies. A temperatura de choco do ninho da Jandaíra gira algo em torno de 31º.
39:24
Speaker A
Vocês sabem qual é a temperatura de choco da Canudo, gente? É 34, 35º. Ela choca o seu ninho 4º acima da temperatura normal, que seria o neomelípona, tá? Isso é muito interessante, é um comportamento muito eh eh exótico que às vezes a gente não
39:45
Speaker A
encontra inclusive em publicações acadêmicas, mas a gente através da experiência observa. Isso é uma abelha inclusive que quando você leva pra serra ela tem muita dificuldade de crescer porque ela gosta do calor. Aí eu tenho aqui inclusive algumas matrizes que
39:58
Speaker A
vieram da serra e quando ela chega no sertão elas explodem e cria porque ela passa a ter uma temperatura mais elevada e aí ela se adapta melhor e se desenvolve melhor no calor. Canuto é uma abelha extremamente interessante e
40:13
Speaker A
eficiente para a região da catinga, da região de clima quente, por ela ter essas características. O que canudo não pode faltar é mel. Se faltar mel na canudo, ela definha rapidamente.
40:27
Speaker A
Jandaira não, quando é uma abelha que consegue eh se manter ainda forte durante o tempo, ela reduz a postura. A canuda, ela não chega nem a reduzir, ela definha literalmente. É uma beira que tem muito pólen, mas tem pouco mel.
40:41
Speaker A
Então você tem que ficar sempre atento a isso. Um dos cuidados que nós temos aqui é sempre acompanhar o estoque de mel. E a gente, a gente sempre chega com um pouco de xarope e algumas colônias para mantê-las sempre forte. Caso contrário,
40:55
Speaker A
elas não chega nem em diapausa, elas simplesmente param a postura e a colônia definha, porque como são colônias grandes e quando você reduz muito a postura, ela perde muita população de uma hora para outra. Um canudo de abelha
41:10
Speaker A
muito boa, muito rústica, mas não pode faltar xarope, tá? Então, voltando aqui pra manga, pessoal, nós utilizamos hoje a captrigono adeptis para fazer polinização da manga, por ela ser de fato hoje o melhor polizador para essa cultura. Mas não só paraa manga, nós
41:25
Speaker A
podemos utilizar a canudo para outras culturas, tá certo? E quais foram os resultados que a canudo nos trouxe quando eu implanto a canudo dentro do cultivo irrigado da manga? Beleza, eu já sei que ela é um excelente polinizador,
41:40
Speaker A
mas com que base? O que é que fez, qual é o resultado que foi obtido através desse estudo realizado pela BINOP da Dra. Lin, que fez com que eu diga assim, realmente a Canudo é uma marca de polinização. Vocês
41:54
Speaker A
vão ficar agora surpresos com esse dado? Veja, ah, quando eu introduzo a abelha canudo, a escartrigonad, dentro do talhão da manga, eu tenho uma elevação de 63 a 80% de produtividade por hectárea. Gente, eu tô falando de um dado, de um resultado
42:20
Speaker A
expressivo. você aumentar no minimamente 63% de produtividade, só introduzindo uma abelha por hectare, vocês terem ideia, a depender do tipo de variedade de manga, eu tenho alguns hectares que chegam a produzir até R$ 70.000.
42:40
Speaker A
Então você imagine eu elevar essa produtividade para em 63% para o produtor que trabalha com exportação. Isso é um isso é um dado maravilhoso.
42:51
Speaker A
Aí vem a pergunta, né? Quanto é que vale agora o trabalho dessa abelha? Quanto valem essas abelhas? Então, hoje nós temos as fazendas de manga lá do Vale do São Francisco. Elas estão literalmente disputando a tapa as canudos para fazer
43:09
Speaker A
o trabalho de polonização. Porque a gente sabe que quando eu incremento a abelha, desde que seja o manejo correto, vou já falar um pouquinho sobre isso, eu tenho um incremento significativo da cultura da manga, da manjou cultura, tá certo? Agora, lembrando, pessoal, que
43:25
Speaker A
não é só chegar, pegar a caixa de abelha e introduzir essa caixa dentro do cultivo irrigado tradicional, especialmente quando eu falo em cultura convencional. Dentro da manga eu tenho aplicação defensivos, dentro da goiaba eu tenho aplicação defensivos. Dentro do
43:45
Speaker A
café a mesma coisa. Dentro do melão, a mesma coisa. Então, não é só simplesmente pegar a colônia, introduzir e esquecer aquela colônia. Toda a vida que nós introduzimos as abelhas nativas, que são inclusive muito mais sensíveis do ponto de vista toxicológico,
44:04
Speaker A
dentro de qualquer cultivo comercial, eu tenho automaticamente que adaptar o protocolo de manejo daquela cultura à introdução das espécies nativas. Eu não vou falar aqui como é esse protocolo, porque isso é um segredo, eh, vamos dizer assim, industrial, né, da tanto da
44:25
Speaker A
empresa como nosso, mas a gente tem um protocolo, nós entregamos esse protocolo para a para o produtor rural e esse produtor rural precisa seguir a risca. E detalhe, olha o que que é dado interessante, até hoje nenhuma abelha
44:41
Speaker A
nativa foi perdida dentro do cultivo tradicional. introdução que é utilizada normalmente defensiva agrícola. Sabe por quê? Porque quando você trabalha com responsabilidade fazendo um protocolo correto, não há perdas. É possível que você tenha essa integração das abelhas nativas com a produtividade, elevando a
45:05
Speaker A
produtividade desde que você faça o manejo correto e siga o protocolo correto de manejo. Para vocês terem uma ideia, eh, uma das alterações que tem que ser feitas é a mudança de horário da aplicação de defensivos. Não se utiliza
45:23
Speaker A
mais defensivos de dia. Os defensivos são utilizados à noite. As colônias elas são fechadas durante um certo período.
45:30
Speaker A
As colônias são ensacadas durante a aplicação dos defensivos para que o defensivo não alcance nem a madeira da caixa. Nós utilizamos uma espécie de saco respirável. Eu tenho todo o manejo que é adaptado. Isso dá trabalho. Não é
45:47
Speaker A
simples, não é fácil, mas o custo desse trabalho vale muito a pena, né? Porque o trabalho aí, muito embora ele tenha uma certa dificuldade com relação a isso, mas ele é compensador, né? Isso vale muito a pena, desde que eu repito, você
46:03
Speaker A
faça o manejo e uma introdução correta da abelha. Respeite a abelha dentro da cultura tradicional, porque a abelha não combina com defensiva agrícola, a abelha não combina com herbicida, com inseticida, com nenhum tipo de defensivo que é utilizado nas culturas
46:24
Speaker A
convencionais, tá? Então isso é possível. Os resultados são reais, já estão inclusive publicados em estudos acadêmicos, mas desde que você faça um protocolo correto, aí sim você consegue ter esses resultados hoje na manga.
46:40
Speaker A
E aí, pessoal, volto a dizer, né, por que que a gente escolhe e por que as as captotrigonas são tão eficientes, né?
46:48
Speaker A
Primeiro, são abelhas adaptadas ao calor. Elas têm uma adaptação de umidade, pressão atmosférica. É um bicho que é extremamente rústico, fácil de ser manejado, ele não tem muita dificuldade de manejo e ele pode ser claramente utilizado para a cultura tradicional
47:08
Speaker A
convencional, desde que eu respeite aquele animal. Segunda característica, não falei, vou falar aqui agora para vocês, as escapotrigonas elas têm um círculo circadiano coincidente com os ciclos testados. O que que é ciclo cicardiano? Ciclo cicardiano, pessoal, é a combinação de do movimento de maior
47:31
Speaker A
intensidade das abelhas com a o momento correto, um período correto da abertura floral. Ou seja, eu tenho um casamento quase que perfeito, uma chave fechadura.
47:43
Speaker A
No momento em que a abelha tá mais ativa, é exatamente o momento em que aquela flor vai estar aberta, disponível para polinização.
47:52
Speaker A
Eu tenho algumas plantas, por exemplo, que só abrem as flores à noite, outras abrem as suas flores no final da tarde, outras abrem muito cedo na madrugada e fecham pela manhã. Então, veja, a manga não é assim.
48:07
Speaker A
Existe inclusive uma variedade chamada quente. Vocês depois vocês podem até pesquisar manga quente que não tem nem comercialização no Brasil. Essa manga é caríssima, é uma manga voltada pra polinização. É uma manga de origem espanhola, muito muito boa na Espanha,
48:21
Speaker A
em Portugal. E essa manga eh, ela tem um círculo cicardiano muito coincidente com as escapotriganas, escapotrigonas.
48:29
Speaker A
Então, a cultura da manga em geral, ela vai ser muito boa para as escaputonas e as abelhas dessas espécie são boas para mangas por essa questão. Elas são muito fáceis de serem combinadas pela sua coincidência de ciclos circadianos. E
48:45
Speaker A
outra coisa, são abelhas muito rústicas, são abelhas fáceis de ser manejadas. Não há muito uma uma não há uma necessidade de você ter muito cuidado com relação a ah perdi uma abelha. Canuda é uma abelha que tem 10.000 indivíduos, né? Como a
48:59
Speaker A
Jandaíra tem 600, 700, fica com cuidado daquela coisa toda, aquele melindo de não poder matar um abelho. Aqui nas canudos, gente, você tem que ver como é que a gente manipula. É uma abelha que a gente trata com musticidade, se adapta a
49:13
Speaker A
qualquer caixa, vai muito bem nas ímpas e vai também maravilhosamente bem nas nordestinas. As canudas nas caixas nordestinas de 20 L, elas crescem tanto que ficam até difíceis de serem manejadas. Tanto que a gente não deixa crescer tanto. Quando ela tá começando a
49:32
Speaker A
crescer, a gente vai lá e divide o enchame, porque senão ou ela vai enchamear ou ela fica muito defensiva ao ponto de você não conseguir nem muitas vezes com o próprio vel conseguir fazer um trabalho de manejo. Ela fica
49:47
Speaker A
braba igual uma né? Então é uma abelha que é fácil de ser manejada. é uma abelha rústica que tem um círculo cicardante conhecido com os cultivos testados e também ela tem uma adaptação climática muito interessante. E pessoal, ah, mas é só com a manga? Olha só que
50:04
Speaker A
coisa curiosa. Quando a gente fala em polinização, a polinização ela não é utilizada, as abelhas não são utilizadas só para fazer polinização. Alguns cultivos irrigados, como por exemplo da uva, que é muito forte também na região de petrolina,
50:19
Speaker A
ela não precisa de polinização. A uva é uma planta hermafrodita igual a mamão. Eu posso deixar a uva lá e ela vai se polinizar pelo próprio vento, né?
50:31
Speaker A
Agora, o que que acontece com a uva quando eu introduzo as canudos? Nós descobrimos agora recentemente quando eu faço a introdução das escaptrigonas, muito embora eu não tenha uma elevação da produtividade, mas eu tenho uma maior conformidade e um aumento de doçura de
50:50
Speaker A
62%. Então veja, isso são dados, isso são resultados muito interessantes quando eu tenho um fruto voltado paraa exportação.
51:02
Speaker A
Então, se eu há muito embora não tenha uma elevação de produtividade, mas eu tenho um aumento da doçura, um aumento de conformidade do cacho, ou seja, eu tenho um fruto de melhor qualidade. Isso para o produtor que trabalha com
51:18
Speaker A
exportação, que busca um um público altamente exigente. Isso é fantástico. Então, pessoal, nós estamos inclusive utilizando as escapotrigonas até em cultivos que tradicionalmente não seriam necessários a polonização. Vocês vejam, eu digo o seguinte, hoje nós vivemos o que a gente chama de uma
51:41
Speaker A
transformação da agricultura convencional. Não é possível mais hoje falar em produtividade, em elevação de produtividade sem a integração das abelhas nativas. Quem viria, quem diria isso, né? Que nós chegaríamos a esse patamar de você obrigatoriamente, a partir de agora ter que introduzir um
52:04
Speaker A
animal nativo que muitas vezes era considerado uma abelha de segunda classe. Quando a gente falava em quando a gente fala em abelhas nativa, as escapotrigonas elas são consideradas abelhas de segunda classe, porque a maioria dos meliponicultores só dá valor
52:18
Speaker A
a Jandaía, a Uruçulu, né? só dá valor mand saia, as abelhas que são produtoras de mel, porque o mel já tem um mercado consolidado, o mel já tem um mercado muito forte, então as pessoas só davam valor, inclusive na comercialização de
52:33
Speaker A
enxames para a produção de abelhas que produzem mel, as meliponas. E hoje, pessoal, essa realidade tá se invertendo. Hoje, cada vez mais, quando a gente fala em polinização e a e a procura por essas colunas está aumentando cada dia, eu tenho hoje 400
52:54
Speaker A
colonas de canudo, todas elas voltadas paraa polinização. E o aluguel é é surpreendente o valor do aluguel, porque se eu tenho um bicho que aumenta por hectare algo em torno de 30 a 40.000 E eu utilizo uma uma quantidade
53:11
Speaker A
irrelevante de colônias, quanto vale agora o trabalho dessa abelha, né? Será que eu não posso cobrar 6, 10, 15, 20% da do de um percentual produtivo em cima daquilo que elas estão gando? Claro que eu posso, porque o produtor vai pagar e
53:27
Speaker A
eles pagam porque a gente tem conseguido mostrar que os resultados são surpreendentes. Então hoje nós nem comercializamos mais as colônias, a gente só aluga, né? porque a gente quer que as colônias sejam fontes recorrentes de renda pra gente aqui. Então, hoje
53:44
Speaker A
existe um um boom graças a esse case de sucesso que foi o case lá da Binova dessa startup com a Agrodama, tá certo?
53:54
Speaker A
Então hoje cada vez mais existe um comércio, uma comercialização de colônias de escapô e também o aluguel das colônias para a utilização dessas abelhas dentro da cultura da manga. E não só manga, diversas outras culturas que vão se instalar hoje na região de
54:12
Speaker A
Petrolina e Juazeiro e a tendência que isso seja para todo o Vale do São Francisco. Eu vou te falar uma coisa, viu? Vai faltar abelha Sfrit, porque eh o nós temos hoje algo em torno de 125.000 1000 haar de terra de plantações de
54:31
Speaker A
cultivo de manga. E nós não atendemos hoje a demanda porque a demanda por abelha nativa é muito grande. Então hoje eu vou falar um pouquinho mais sobre isso, sobre essa necessidade. Nós estamos aumentando esse plantel para que a gente chegue ao final 202 pelo menos
54:48
Speaker A
aí ao em torno de 100 colônias de canudo, tá? Então pessoal, o que que a gente vive hoje quando eu falo de de melonicultura? Nós estamos vivendo hoje um novo paradigma. A melodicultura para polonização, ela passou, né, a ser algo
55:07
Speaker A
indispensável para a elevação consciente e acima de tudo sem a utilização de defensivos. A União Europeia, cada vez mais ela impõe a fruticultura brasileira a quase que utilização zero de defensivos ou no máximo a utilização de biodefensivos.
55:29
Speaker A
Algumas pragas são combatidas com insetos, com fungos e assim vai. A utilização de defensivas cada vez mais ela é desestimulada.
55:38
Speaker A
Então, a introdução das abelhas nativas, ela além de ser algo rentável, algo que realmente funciona, ela é algo estimulado pelos exportadores, porque eles querem frutos mais seguros, sem químico, né, sem resíduo de polo de defensivo. Então, hoje, pessoal, só pra
55:55
Speaker A
região ali de Petrolina Juazeira, aquela região central do maior polo central da do Vale São Francisco, nós temos uma necessidade real de 5.000 colônias. Aí eu pergunto, quem é que tem 5.000 colônias de canudo? Ninguém tem isso hoje. É, pra gente conseguir chegar a
56:12
Speaker A
400 colônias, foi um desafio gigante aqui, saindo comprando algumas matrizes no Ceará, na Paraíba, no RN pra gente conseguir juntar essas matrizes e atender hoje eh essa cultura que tá cada vez mais necessitando de colônias. Agora para o próximo ano, nós temos aí que
56:32
Speaker A
atender já de imediato algo em torno de 1500 colônias com a introdução de cultivos, novos cultivos que estão salando naquela região que é um dos grandes cultivos hoje é o do mirtilo que precisa de polinização. É que a gente
56:46
Speaker A
sabe também que funciona com abelha canudo. Então veja, o aluguel de colônias hoje de abelha nativa, ele é algo lucrativo e que a a curto médio prazo vai se tornar um dos grandes negócios da meliponicultura. É tanto que
57:03
Speaker A
hoje, se você perguntar, Cali, qual é o seu negócio hoje? Eu digo, olha, eu praticamente parei de produzir mel. A o ano, há há três anos atrás, eu produzia 300 kg de jantar aqui, tanto produção minha como de novos parceiros que a
57:17
Speaker A
gente junta e comercializava em companhia aqui. Hoje, hoje [limpando a garganta] eu não tenho 30 kg de mel. Eu não produzi esse ano 30 kg de mel porque praticamente a minha quantidade de colônias foi muito reduzida, a gente vendeu muita parte da
57:31
Speaker A
produção. Então eu só tenho aí algo em torno de 100 colônias de Jandaira. que é não chega nem a 30% do que eu tinha no passado. Hoje o nosso foco é com a polarização, até porque eu tenho uma
57:45
Speaker A
renda recorrente que é o aluguel, a gente já faz hoje, né? E que vai, na medida que isso fosse expandido, cada vez mais crescer. Então digo o seguinte, os pioneiros, os loucos, que assim queiram chamar, nessa nova empreitada,
58:01
Speaker A
nessa nova barreira da Mel Ponic Cultura, eles vão colher frutos significativos, que é o que a gente já tá colhendo hoje. Eh, então nós já conseguimos locar essas colônias para as fazendas, isso é uma realidade. E eu vou
58:15
Speaker A
te falar uma coisa, a a tendência é que isso só aumente. Agora, para isso, eu preciso de colônia, eu preciso de abelha. E como é que eu vou conseguir produzir essa ruma de abelho, né, essas 5.000 colônias? Bem, aí vem um desafio
58:29
Speaker A
interessante. Nós estamos aqui em conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal do Semiado, a UFESA, criando, desenvolvendo planejando projetando né, ainda não saiu do papel o primeiro laboratório para a produção de rainhas
58:46
Speaker A
de captrigonas. Isso aí é uma imagem criada por por IA, tá? Mas é mais ou menos isso que vai ser o nosso laboratório. A gente quer produzir rainhas em laboratório, porque a técnica de produção de rainhas em laboratório já existe. Eh, em 2010, o
59:03
Speaker A
professor Cristiano Menezes, Dr. Cristiano Menezes, desenvolveu uma técnica para produzir rainha de escaptrigas em laboratório. Ele conseguiu com muita, com muito sucesso.
59:15
Speaker A
A taxa de fertilidade foi de 66%. 90 96%. Então, de cada 100 rainha, 96 vingaram. O maior desafio não é nem gerar as rainhas, é controlar essas cópulas, né? O desafio maior é controlar as cópulas. Mas se eu conseguir produzir
59:33
Speaker A
10, 20, 30, 50.000 rainhas, a cúpula é irrisória, porque eu vou jogar lá quatro, cinco rainhas, uma delas vai vingar, né? alguma delas dentro de uma miniolônia vai se aceita e a gente vai conseguir gerar. Então, o grande desafio
59:50
Speaker A
hoje é criar esse laboratório, que não é fácil, tem muito recurso para ser, tem muito, é caro, não é tão fácil construir um laboratório desse, mas a gente já tá investindo algo em torno de R$ 100.000 R$ 1000 para construir esse laboratório.
60:06
Speaker A
Tem tem que ter gente qualificada, tem que ter gente que domina a técnica, tem alguns recursos tecnológicos que são caros, nós já começamos a comercialização.
60:16
Speaker A
E para eu criar um laboratório não é simplesmente comprar e instalar isso. Existem processos de legalização. Você não pode ter um laboratório na sua casa, né? a não ser joga bem amador, mas a nível comercial existem alguns entraves
60:30
Speaker A
com Anvisa, comado da Agricultura e por aí vai. Então, eh, nós estamos ainda iniciando só a compra, a aquisição desses materiais e depois vamos dar entrada no processo realmente de legalização. Isso é um projeto para 2027, 2028, mas isso vai acontecer, tá?
60:48
Speaker A
Tem um doido aqui no R que vai encampar essa ideia e a gente vai e acredita muito juntamente com a universidade que isso é o futuro da Melipon Cultura. Um dos grandes desafios da Melipon Cultura vai ser crescer junto com a agricultura
61:04
Speaker A
comercial. Então a gente vai num futuro muito próximo desenvolver aí esse nosso desafio que é esse esse grande laboratório de produção de rainhas. Logo logo, viu Sfreir, eu vou est aí trazendo novos resultados, rainhas sendo produzidas e vocês vão ficar
61:21
Speaker A
surpreendentes com a grande expansão da média picultura dentro da fruticultura rigada. Então, Sida, era mais ou menos isso que eu tinha para apresentar. Eu sei que talvez eh eu tenho mais tempo, mas eu vou deixar aí o o espaço para que
61:35
Speaker A
os alunos possam fazer perguntas. Eu acredito que muitos estão curiosos com relação a isso. E eu só tenho agradecer pela participação mais uma vez no curso aí de Melon Cultura da Instituto Federal.
61:50
Speaker A
Ah, eu achei que tinha mais coisa aí, mas enfim. Eu vou passar o primeiro código aí para eles. Então, a frase é a seguinte: martelo é diferente de mirtilo.
62:02
Speaker A
Então, escrevo ali a palavra mirtilo. E você falou do mirtilo aí antes, né? [risadas] Então, ser o código número um.
62:11
Speaker A
Muito bem. Aqui a gente tem algumas perguntas ali. Eh, eu vou projetar elas aí para você poder respondê-las.
62:18
Speaker A
Vou procurar primeiro ali. Eh, acho que é esta daqui. Por que muitos melipunicultores insistem em introduzir espécies de outros biomas e tendem a suexplorar as abelhas do seu próprio bioma. Você arriscaria uma opinião a respeito?
62:46
Speaker A
Isso é muito curioso, porque eu mesmo já fiz isso. Eu já fui criador de espécies que não eram nativos da minha região. Eu acredito que acontece dois fenômenos, tá? O primeiro é desconhecimento. Muita gente desconhece, sabe que não sabe que
63:03
Speaker A
é proibido. Muita gente de fato não tem essa eh cria às vezes de boa fé. Nós temos aqui, por exemplo, um problema sério com a mandass saia da catinga. Não sei se vocês sabem, mas eu tô no RN.
63:16
Speaker A
Aqui não tem mandassia da catinga. A manda sai da catinga, ela tem uma certa relevância e uma certa influência e uma necessidade de permanecer dentro da Bahia, da bacia do Vale de São Francisco. Então você tem a Mandassa
63:31
Speaker A
Catinga na região do Piauí, você vai ter ela ali na Bahia, você vai ter em Pernambuco e até em algumas regiões da Paraíba ela ainda encontrada. Mas quando você passa a Paraíba, você não tem eh naturalmente a mandassada da catinga. E
63:45
Speaker A
o que que acontece hoje aqui na cidade de Mossoró? Devido a essa introdução da da mandassa da catinga na região de outro bioma, subbioma, vamos dizer assim. A a o macho da mandaça ele tem tentado copular com as rainhas,
64:02
Speaker A
inclusive até já ativas, rainhas já fecundadas de Jandaira. E o que que acontece? Que que o que que tá acontecendo quando o macho tenta fazer essa cula forçada? O aparelho reprodutor do macho da manda saia, ele é quatro
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Speaker A
vezes maior do que o da Jandaira. Ele é exageradamente grande. Então, e não sei se vocês sabem, mas a o o a cópula dos insetos sociais das abelhas, ela não é algo romântico, ela é extremamente traumática, porque o o
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Speaker A
pênis do macho possui duas pinças que se conectam no aparelho reprodutor da fêmea e ele introduz o pênis com essas duas pinças. Ele fura literalmente o aparelho reprodutor e depois fica uma pequena cicatriz dentro da do canal da do
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Speaker A
aparelho reprodutor feminino que é cicatrizado e aí fecha isso no na reprodução com dois animais compatíveis não há nenhum problema. Mas como o aparelho reprodutor dos machos da mandassaia ele é muito maior, quando o macho tenta, ele perfura o abdômen da
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Speaker A
rainha e acaba matando a própria rainha. Então, nós temos temos observado uma um declínio das colônias em área urbana devido à introdução da Amanda Saia da Catinga na área de criação da Jandaí na cidade de MSOL. Isso é um problema que
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Speaker A
já foi inclusive discutido junto à associação. Nós estamos inclusive numa campanha todos os mês aí junto à associação, convencendo aos criadores que ainda temam da saia da catinga a fazerem a repatriação dessas colônias para o Vale do São Francisco. Professor Airto aqui
65:47
Speaker A
que é da UFESA inclusive se disponibiliza para isso em receber as colônias lá na UFESA e depois fazer a repatriação desses enchamos. Porque de fato quando eu introduzo um animal que não pertence à aquele bioma, eu posso trazer, como acabei de descrever, um
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Speaker A
problema sério. Então, muitas vezes ele é desconhecimento. E também tem gente que é o que a gente chama de colecionador de e por má fé às vezes, muitas vezes sabendo que não pode, ele traz mesmo assim. Então, às
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Speaker A
vezes o sujeito ele corre o risco de ser autuado por um órgão ambiental até ser denunciado por qualquer outra pessoa de ter uma espécie exótica apenas pelo fato de ter o prazer de dizer que tem aquela colônia lá na casa dele, aquela espécie
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Speaker A
exótica para ele. Então, eh, é muito comum às vezes você chegar aqui no Rio Grande do Norte e encontrar tiúba em alguns meliponares. Tiuba é uma abelha que não é da nossa região, uma abelha lá do Maranhão, do Piauí, uma abelha já que
66:47
Speaker A
tem uma uma atuação em regiões de mangue, que vai ser muito encontrada em região de mata transição entre a Catinga e a amazônica. Mas aqui na Cartinga você não tem você não tem tiúba, a melipona melipona compreens sempre faciculada e
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Speaker A
as pessoas insistem. Uma coisa muito também que muito comum que acontece é você mesmo dentro do mesmo biom, por exemplo, eu tenho aqui a serra da Ibiapava que é fica na região do Ceará, mas é a Serra da Biapava, ela região de
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Speaker A
altitude, ela é serra. E lá na Serra você tem a a a as nossas uruss amarelas. Só que a uruss amarela, a nossa aqui, ela não se adapta ao sertão. E tem muita gente que leva a urus amarela lá da serra pro sertão,
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Speaker A
sapatê. Aí aquele bicho depois definha, morre, passa um ano. É muito comum as pessoas tirarem as uruçus nordestinas do litoral para colocar para a catinga brava. Também não se adapta. A uruçu é uma abelha que precisa de umidade, uma
67:50
Speaker A
abelha que precisa de água, abelha grande que sem umidade ela não vai bem, vai muito bem em serra. Eu tenho lindas uruss aqui na serra de Martins, mas eu quando eu desço o sertão, elas definham porque são abelhas que têm a
68:05
Speaker A
peculiaridade de viverem em regiões de umida. Então essa pergunta que você tá fazendo tá atrelada de dois fatores, a essa a esse desconhecimento que muitas vezes acontece ou muitas vezes a essa máfé de você queira ter querer ter todo
68:18
Speaker A
o custo uma espécie que não é adaptada a seu microbiôme que pode muitas vezes trazer um problema sério, que é o caso hoje da mandaça na região de Mossoró.
68:30
Speaker A
Qual o tamanho interno da caixa usado por você para escapo canudo? Ótima pergunta. Vamos lá. Existem dois modelos de caixa que nós utilizamos aqui, tá? Eu mantenho todas as matrizes, todas que ficam para multiplicação em caixas nordestinas. Poxa, por que que você fica
68:49
Speaker A
na por que que as matrizes estão em caixas nordestinas? Primeiro porque elas já chegaram em nordestinas e nas caixas nordestinas elas produzem muito, elas armazenam muito, né? Ah, muito embora o manejo na ímpa seja mais fácil. Só que
69:05
Speaker A
tem uma coisa curiosa, o pessoal diz assim: "Ah, mas para fazer multiplicação ímpar é só retirar aquele módulo da da do sobreninho lá e colocar uma caixa vazia. Você consegue fazer a divisão que a gente chama divisão por por módulo,
69:18
Speaker A
né? Mas tem uma coisa curiosa, recentemente a gente descobriu aqui, na verdade não foi gente, tem uma pesquisa bem bem bem já antiga, a gente sabe que 50% das realeiras que são produzidas nesse cap trigonas não são de rainhas, são machos.
69:36
Speaker A
são machos gigantes. Então, quando eu levanto uma me uma um sobraninho e levo lá uma uma raleira, não necessariamente eu tô levando uma rainha, eu posso estar levando um macho gigante. Então, é muito comum, quase todas as vezes que a gente
69:52
Speaker A
vai fazer multiplicação, acontece a necessidade de você sempre doar alguma realeira ou duas ou três adicionais.
70:00
Speaker A
Então, já que eu vou ter que toda hora estar adicionando realeiras, a gente simplesmente faz um corte na borda do fo, tira só aquela raleira e coloca lá dentro da da colônia que tá em processo de multiplicação. E quando eu mantenho
70:16
Speaker A
as matrizes nas colônias nordestinas, eu tenho mais espaço paraa reserva de alimento. Então, fica mais fácil da gente manipular nas caixas nordestinas as matrizes, tá? Mas as colônias que vão para o campo, as colônias que são voltadas para o trabalho de manejo na
70:34
Speaker A
futicultura, elas são colocadas em ímpar pela pela questão de disponibilidade de espaço e também pela facilidade de transporte. A caixa na nordestina, pessoal perguntou dimensões, ela tem hoje 15 por 15, algumas tm até 15 por 18 por 70 de
70:54
Speaker A
espaço. Uma caixa grande, cabe muito espaço dentro. As ís nós utilizamos 20 por 20 com 6 cm de altura. Aí pega eh colônias novas, dois módulos, as as intermediárias pegam três. Eu tenho colônias até com quatro, cinco módulos de de alimento, né? E e
71:14
Speaker A
cria ninho sobre ninho, às vezes até um terceiro sobre ninho e eh duas, três milgueiras, tá? Então, basicamente, cada módulo eu utilizo na ímpar dimensões de 20 por 20 por 6. Isso eu tô falando para captrigona deplis, tá? Porque você tem
71:31
Speaker A
apórtica, você tem diversas outras captrigonas que não necessariamente você vai ter o mesmo tamanho de caixa, tá certo? E às vezes até uma questão de de manejo também que muda, mas para déplica aqui do do nosso sertão, a gente usa 20
71:45
Speaker A
por 20, mas há quem use também 18x1, é uma caixa boa. Não recomendo caixas menores que esse tamanho. Já vi canudo em 15x 15. É uma caixa que você vai colocar 7, 8, 10 módulos, porque ela vai crescer, vai virar um uma árvore para
72:01
Speaker A
você manejar. Ela cresce muito e não é boa de manejo. Pelo menos 20 por 20, 18 no máximo, 18 por 18 por 6 na ímpar. Não recomendo menos que isso, porque ela exige espaço. Quando ela cresce, ela aumenta muito espaço e quando a caixa é
72:17
Speaker A
maior, ela tem melhor depois que a coluna cresce espaço para controlar a temperatura interna.
72:26
Speaker A
Como calcula a quantidade de colônias e canuro necessárias para as áreas que precisam ser polinizadas?
72:32
Speaker A
Perfeito. Essa pergunta, pessoal, todo toda a vida que eu dou essa aula de polinização, o pessoal pergunta: "Quantas colônias vocês colocam por hectare?", né? Gente, isso não é um cálculo exato. Existe um protocolo que é seguido e que é feito
72:50
Speaker A
esse dimensionamento, tá? Por quê? Porque vai depender da idade da planta, vai depender do espaçamento de cada planta. Eu tenho culturas que o espaçamento é de de é de 3 m, outras são de 4 m, outra de 5 m. Vai depender da
73:04
Speaker A
abertura do talhão. Se tem um talhão que passa um carro, tem talando mais estreito. Vai depender de uma série de fatores. Vai depender, por exemplo, se eu tô trabalhando com manga, se eu tô trabalhando com goiaba, se eu tô
73:15
Speaker A
trabalhando com melão. Não existe um cálculo exato. Existe um protocolo que é feito esse dimensionamento. Eu preciso saber, por exemplo, se eu tenho é mata de de catinga ao redor, porque se eu tiver mata de catinga florando, eu vou
73:29
Speaker A
ter competição, né, dis de biodisponibilidade de alimento. Então eu vou ter que aumentar a quantidade de colônias para ter o mesmo resultado.
73:38
Speaker A
Veja, não é um cálculo exato. Agora, em média, a gente já tem pela experiência uma quantidade que é dimensionada e sugerida pro pro para cada cultivo, para cada cultura, né?
73:52
Speaker A
Eh, e aí eu não vou dizer porque isso é um segredo que a gente só fornece ao produtor rural, isso é um segredo industrial, tá certo? Eu não posso passar esse protocolo porque de fato é o grande segredo do negócio é você fazer
74:03
Speaker A
esse dimensionamento correto? Porque senão todo mundo vira especialista em polização e a gente tem que ter um trabalhinho para aprender isso. Mas de fato, só para esclarecer a pergunta, não é um cálculo exato. Eu não tenho uma uma
74:16
Speaker A
quantidade exata. Tem diversos fatores que vão influenciar nesse protocolo que a gente vai tomar nota, dimensiona e aí você dá uma sugestão. Isso inclusive depois ele é acompanhado através daqueles biossensores. Vocês lembram que eu falei dos biossensores? Então, um dos
74:32
Speaker A
uma das eh uma das finalidades desse sensor é verificar o que tá entrando, a quantidade que tá entrando, se a quantidade que tá entrando está compatível com o que a gente já espera.
74:47
Speaker A
Aí eu sei de fato quantas flores cada abelha, cada colônia tem listado por dia, tá? [roncando] Qual é o valor médio do aluguel de cada colônia?
75:01
Speaker A
O valor médio vai variar de R$ 300 a R$ 400 por um período de 30 a 60 dias.
75:10
Speaker A
Isso depende muito do cultivo da área, do tipo de colônia, do da disponibilidade, do tipo de serviço, se vai ser com acompanhamento técnico, se não vai ser, se vai ser com sensor. Mas a média fica em torno desse valor.
75:24
Speaker A
É por safra ou por mês? Assim, vai p porque assim, cada cada cultura tem sua safra. Manga, por exemplo, custa são a manga, por exemplo, tem 60 dias.
75:35
Speaker A
Então as colônias ficam 60 dias biodisponíveis no campo para aquela cultura. Eu tenho outras culturas que são 21 dias, eu tenho culturas que é 15 dias. Então para cada cultura dessa tem um valor, mas na manga em torno de R$
75:47
Speaker A
300, R$ 400 por 60 dias. Eh, professor, em região que tem escá trigono apóstica, o potencial é o mesmo que as dépiles?
75:57
Speaker A
É a mesma, muito semelhante, muito semelhante, porque elas têm populações parecidas e o comportamento é muito semelhante. Tem algumas curiosidades entre a entre uma espécie ou outra, mas em termos de utilidade você também pode utilizar a pórtica. Por que que eu não
76:14
Speaker A
utilizo apóstica aqui? Porque eu não tenho apóstica aqui. A apóstica, ela vai ser encontrada da Bahia para baixo, né?
76:20
Speaker A
Então que é a Mandaguari preto. Então mandaguari não é da minha região. Eu tenho aqui é canudo. Mandaguari ela começa da da Bahia para baixo. Mas também pode. A mandaguari inclusive é utilizada no café. A gente utiliza a
76:34
Speaker A
mandaguari no café. A mandaguari no café você tem uma elevação de 60% produtividade no café. Agora volto a dizer, não é só chegar, muita gente acha que é isso, não é só chegar a colocar abelha no campo, você tem que ter um
76:48
Speaker A
trabalhinho eh dimensionar isso de maneira correta. Você precisa fazer um trabalho de acompanhamento também com relação ao protocolo de manejo, adaptar o protocolo do cultura, porque cada, você imagina, eu tenho diversas culturas, cada cultura tem suas suas manejas diferentes. A
77:06
Speaker A
cultura da manga é uma coisa, a cultura da uva é completamente diferente. Eu tenho uva semente, que o agricultor vai lá e adiciona geberelina, que é pra uva poder germinar, porque nas uvas sem sementes, se eu não colocar o hormônio
77:21
Speaker A
giberina, a uva não cresce. Veja, a manga tem seus seus banhos de sol, porque a manga utiliza a manga quando tá na frase de desenvolvimento, ela recebe o protetor solar para poder ter uma padronização no fruto, sair queimado.
77:34
Speaker A
Quer dizer, cada cultivo tem seu manejo e você tem que adaptar, estudar o protocolo daquele produtor e fazer a adaptação em momento certo. Então você isso você tem que acompanhar, por exemplo, às vezes durante o período de floração da manga existem pragas que eu
77:53
Speaker A
preciso, o produtor precisa, tem algumas pragas que o produtor precisa usar o defensivo, não tem o que fazer. Às vezes aparece lá uma doença lá na na cultura da manga que ele emergencialmente tem que entrar com defensivo, senão ele
78:06
Speaker A
perde perde forada. Aí faz o quê? Não vai vai utilizar, vai utilizar, mas aí a gente tem uma um um protocolo nessa hora que tem que ser seguido, né? Eu vou lá fechar a colônia por alguns dias, eu vou
78:18
Speaker A
colocar as colônias ensacadas. Então isso tudo tem que ser alinhado. Eu tenho que conversar com o produtor, eu tenho que explicar ele que o trabalho dele tem que ser compatível com o meu, senão dá merda, dá besteira, tá? Inclusive tem
78:30
Speaker A
gente que não sabe fazer isso e tá se aventurando, jogando colônias no campo. A gente já tá sabendo disso, e tá matando a abelha porque acha a pessoa chegar e botar a abelha no campo e vai ter polonização. Não vai ter polização.
78:44
Speaker A
E pelo contrário, olha só que coisa curiosa. Se eu faço um dimensionamento muito exagerado, sabe o que que acontece, filho? Se eu colocar mais abelhas do que aquela cultura precisa, acontece uma super produção. E aí sabe o que que acontece com a planta? Eu tenho
79:01
Speaker A
uma desconformidade de frutos. Eu vou ter fruto grande demais, fruto pequeno demais, fruto médio. Isso é péssimo para quem trabalha com exportação. O exportador, produtor que trabalha com exportação, ele quer padronização de qualidade. Então, veja o o e a diferença
79:17
Speaker A
entre o remédio e o veneno é a dosagem, né? Se eu utilizo, por exemplo, muita abelha no campo, eu tenho um efeito inverso. Eu vou ter uma superprodução que vai prejudicar a cultura. Então isso tudo tem que ser dimensionado. E quem é
79:31
Speaker A
que faz isso? O biossensor. O biossensor me diz lá o que é que tá entrando, quanto é que tá entrando. Eu tenho que acompanhar isso, né?
79:41
Speaker A
É, com tanta fruta existe problemas com forídeos. Não, porque a escapa trigonas é uma abelha extremamente resistente e defensiva quando são colônias fortes, né? Você tem uma uma mosca chamada mosca das frutas, já deve ter ouvi falar, né?
80:01
Speaker A
Que inclusive faz polonização da manga. Mas o forídio, gente, ele vai ter eh muita vai ter muita incidência em áreas de que tem muita disponibilidade bioorgânica.
80:15
Speaker A
curral. Eh, e nas áreas do cultivo tradicional, essa essas áreas são muito limpas. Então, o o trator há uma há uma há uma uma manutenção constante do manguezal, né? Manguezal não, da do talhão da manga, tá? Essas essas
80:33
Speaker A
culturas elas são constantemente limpas, elas são elas passam um trator quase que semanal, não deixa crescer. Então, não há acúmulo de resíduo orgânico, você não tem grandes acúmulos. Então a quantidade deí é irrisório, nem nem chega. E mesmo
80:48
Speaker A
se chegar, a canudo é tão populosa, tão defensiva que ela não deixa. Você vai ter problema com forídio quando a colônia é fraquinha. Mas até a Jandaía, que é uma bha que tem população menor, quando ela é forte o foríde não entra,
81:03
Speaker A
né? não tem muita muita dificuldade com relação a isso não. Isso acontece mais em áreas que tem, por exemplo, você tem um uma área de uma área de produção de de gado, né, a perto da fazenda. Aí você
81:16
Speaker A
tem que analisar, você levanta o drone e faz um uma análise do dos vizinhos e tudo, aí você verifica. Mas em geral não, não tem nenhum problema com for.
81:26
Speaker A
Como as abelhas nativas precisam forragear em torno de 50 espécies botânicas diferentes, como as abelhas se comportam em uma monocultura?
81:36
Speaker A
Perfeito, Luciano, sua pergunta foi maravilhosa. Vejam, eh, primeiro, primeira observação, nós não levamos as colônias que são colônias fracas para dentro da cultura, tá? Então, aquelas colônias que vão para o cultivo, elas são colônias fortes que possuem já na sua colônia reserva de
81:56
Speaker A
diversos bioalimentos. Então, eu tenho lá aqui as minhas matrizes que vão para o campo, que estão em área de catinga, então são colônias que pegaram diversas floradas e essas colônias elas não ficam durante muito tempo biodisponíveis.
82:10
Speaker A
Então eu tenho um trabalho de fazer o que a gente chama de rotatividade, um rodízio a cada certo período de tempo, de trocar as colônias estão pro campo para que outras possam fazer o mesmo trabalho. Então a gente permanece com
82:24
Speaker A
essas colônias pelo máximo 30 dias de biodisponibilidade. Ah, mas você falou que o cuturo da manga eh dura 60 dias. É verdade. E aí o que que eu faço? Levo 30 dias, trago depois aquelas que estão lá, levo outras por mais de 30 dias. Esse
82:40
Speaker A
trabalho ele é feito constantemente a depender da cultura. Então o máximo de tempo que elas ficam é 30 dias. Isso não chega a influenciar muito, porque, por exemplo, a manga ela não é rica em pó nem néctar, muito embora elas consigam
82:53
Speaker A
coletar e produzam até uma certa quantidade de alimento, mas você não tem de fato uma grande abundância de entrada de pola de néctar de da manga, porque elas não são abundantes, né? Ela não é uma planta que naturalmente dá muita
83:08
Speaker A
muito não é não é rica em pula em nect ela é pobre. Mas a canu devido a sua população exagerada e devido a alta concentração de plantas ela consegue colher alguma coisa, tá? Mas isso não é um problema. Desde que você faça esse
83:22
Speaker A
rodízio, porque de fato se eu permanecer aquelas colônias. É por isso que esse trabalho ele vai ser de fato muito bom para abelha ponticultura, porque os produtores da monocultura eles não querem criar as abelhas porque eles não conseguem manter as abelhas dentro das
83:38
Speaker A
fazendas. As fazendas, muito embora muitas delas tenham áreas de de mata mata eh de preservação permanente, né, área área de proteção permanente, mas são áreas pequenas que você não consegue manter por fato de serem mexido e tudo com grandes meliponários.
83:56
Speaker A
você tem áreas que são eh eh pequenas, são áreas obrigatórias que são pela mais questões legais. Então, a então os os produtores eles não querem ter esse trabalho, é mais uma necessidade, é muito mais fácil eles terceirizarem isso
84:10
Speaker A
para nós pontores que fazemos nosso trabalho e conhecemos muito mais nossas abelhas, amamos nossos abelhas, vamos ter muito mais cuidado do que eles e ao mesmo tempo agregar valor à cultura.
84:20
Speaker A
Então, eh, o máximo de biodisponibilidade que as colunas ficam é 30 dias, tá? Mesmo em culturas que exigem o maior tempo de polinização, que é o caso da manga.
84:33
Speaker A
Ah, professor, o gênerocapo trigono apresenta espécies distribuídas em diferentes biomas. A eficiência na polinização está mais relacionada ao clima? Olha, na verdade não está relacionado ao clima, está relacionado ao próprio tipo de cultura.
84:54
Speaker A
Vou trazer para vocês o exemplo do açaí. A abelha que poliniza o açaí lá no Pará não é a mesma abelha que poliniza o açaí no Ceará. Por que que a gente introduziu as captur trigonades dentro da cultura
85:08
Speaker A
do açaí no Ceará? Porque eu não tenho um polinizador natural, né? Se você for olhar lá no açaí, nós temos no Pará você tem diversas outras catrigonas, tem uma uma uma que faz a polização do açaí local que não é encontrada no Ceará. Aí
85:25
Speaker A
o que que eu vou fazer se eu tô levando uma outra cultura para uma um outro bioma, eu tenho que utilizar o polinizador daquela região? Veja, se eu estou introduzindo uma nova cultura, mirtilo, é uma planta exótica para
85:40
Speaker A
catinga, né? Eu vou polinizar com o quê? Vou polinizar com abelha que eu tenho disponível. Eu não [limpando a garganta] posso trazer a o me de origem para cá, o polinizador de origem para cá. Então eu vou fazer uma, vou fazer com que ele
85:51
Speaker A
seja polinizado diante adaptar o polinizador ao nosso biomo local. Então não tá muito relacionado ao clima, na verdade tá relacionado à espécie que eu vou polinizar, a a tipo de cultura que eu vou utilizar. Lembrando sempre que eu
86:06
Speaker A
vou utilizar sempre o animal nativo de cada região. Posso utilizar a póstica lá na Bahia?
86:14
Speaker A
Posso, desde que eu esteja na região de ocorrência dela. Posso tranquilo. Vou utilizar a débitos aqui por quê? Porque está dentro da minha ocorrência natural, tá certo? Então não tá muito relacionado ao clima, porque e o clima ele muda de
86:25
Speaker A
região para região. Está na verdade relacionado com o cultivo, porque o cultivo às vezes é o mesmo, mas ele mudou de bioma. Mas eu não posso levar as abelhas de outro bioma como eu levo as plantas, né? Até porque muitas vezes
86:39
Speaker A
essas próprias plantas, esses próprios cultivos, eles são adaptados geneticamente. A Embrapa, por exemplo, já fez diversas adaptações ao açaí. O açaí foi testado várias vezes aqui atées encontrar uma uma uma variedade que fosse melhor adaptada ao Ceará, tá?
86:57
Speaker A
Então isso tá muito mais relacionado ao tipo de cultura que eu vou utilizar do que necessariamente ao clima. Porque o clima a gente consegue manipular a às vezes com a dubação diferente, com a eu posso compensar às vezes com uma uma um
87:09
Speaker A
fertilizante diferente, um defensivo diferente, mas as abrigos eu não consigo ter essa mudança. Eu preciso utilizar o local.
87:17
Speaker A
Professor, já foram observados os efeitos das temperaturas extremas sobre o comportamento e o desenvolvimento das colônias de abelhas Canudo?
87:26
Speaker A
Sim, aqui no melipolar da gente, eu tenho alguns sensores que monitoram a temperatura, tanto interna das colônias quanto temperaturas externas. E o que que eu tenho observado aqui? A canuda, ela vai bem e ela consegue controlar a temperatura em enchames fortes. Mas
87:43
Speaker A
quando o enxame é fraco, a coluna sofre muito com isso, especialmente se aquela colônia tiver recebendo uma incidência muito forte de sol. Eu já tive colônias aqui que a temperatura interna batia com 39º.
87:58
Speaker A
E aí o que que a gente começou a perceber? Uma elevação muito grande de falha de postura. Nós chegamos a suspeitar inclusive que seria cria putra, porque eu tive um susto, né? Nós estamos na área de sertão. Aqui tem dia
88:10
Speaker A
que bate 38, 39º. E aí, por um certo descuido meu, algumas colônias estavam levando muito sol, especialmente aquele solzinho de 2 3 horas da tarde. É tanto que hoje no melonário nós temos o sombrite, né, que é aquela tela preta que passa, que é
88:27
Speaker A
entranhada assim, que passa passa um pouco de luz, mas reduz muito a temperatura. Então, graças ao sombrite, eu consegui reduzir a temperatura de exposição das colônias e aí eu consegui corrigir essa falha de postura. Então a candura ela vai muito bem, mas se você
88:42
Speaker A
ultrapassar uma temperatura exagerada acima de 38, 39, ela vai literalmente morrer e definhar, porque as colônias, mesmo as fortes, não conseguem ter controle térmico e as crias morrem muito. Então é uma é uma coisa que você tem que ter muito cuidado, é a o excesso
89:03
Speaker A
de temperatura, especialmente nesses enxames mais fracos ou que estejam levando muito sol. Aqui eu faço de tudo para que as colunas permaneçam na sombra até o final das 3:30, 4 horas da tarde.
89:17
Speaker A
Depois das 4, algumas caixas devido a o sombreamento assim da do meliponário, começam a pegar um pouco de sol, mas aí já tá uma temperatura de 33, 32. Vejam gente, aqui é muito quente. Vocês estão no outro extremo do país, você não tem
89:32
Speaker A
nem noção do que é hipomeliponário com 38º. É muito quente. A gente vai, graças a Deus, a gente trabalha com abelha sem ferrão, porque se fosse com ápis eu acho que eu nem eu nem teria coragem de ir,
89:45
Speaker A
porque botar o macacão pícola com 38º na sombra, meu amigo, é de lascar. Então assim, as abilas sofrem muito de fato com calor excessivo e a gente tem tido muito cuidado com isso, muito embora se não tivermos as colônias sofrem e podem
90:02
Speaker A
perder colônias por isso. É, Caliil, você falou da alta produção da manga. Quais meses são de colheita?
90:14
Speaker A
Muito bom. Eh, isso pode variar muito de fazenda para fazenda. Por quê? Como eu tenho uma cultura que é irrigada, né, eu tenho uma possibilidade de ter até duas culturas por ano. Normalmente lá na região de Petróina e Juazeiro, na área
90:32
Speaker A
de produção da manga, eles hojeem fazem uma super cultura, uma super produção. Não fazem duas culturas porque estressa muito a planta, deixam para fazer apenas uma. Então, por exemplo, a a o momento de floração é agora. Nós temos agora
90:47
Speaker A
desse momento de uma alta incidência de floração e já está a manga toda toda produzida, mas eu posso inclusive manipular esse esse essa incidência, tá?
91:01
Speaker A
Que que acontece? Vocês imaginam a água rodana que tem 1300 ha, ela não conseguiria colher 1300 ha de uma vez só, nem exportar tudo isso. Então o que que eles fazem? distribuem a área das fazendas e a cada eh momento do ano, em
91:19
Speaker A
cada, vamos dizer assim, bimestre do ano, uma área vai estar florando, outra vai estar em preparação, outra já vai estar em processo de de colheita. Então, veja, eles conseguem manipular isso através de intuição de hormônio, de de a
91:35
Speaker A
a própria irrigação também faz os estresses hídricos. eu consigo manipular a floração da planta, mas em regra é uma floração por ano para cada área de cultivo, tá? Isso nisso na cultura da manga, mas pode ser também de até duas,
91:51
Speaker A
mas geralmente é uma só floração. Como você faz o xarope? As minhas canudos não pegam o xarope.
92:01
Speaker A
Você deve estar alimentando externamente. É isso? Porque externamente é mais difícil mesmo. A canuda, ela não vai muito bem. no alimentador externo, mas internamente ela vai muito bem, ela pega bastante aope. Qual é a receita que eu utilizo? E
92:16
Speaker A
é uma receita, inclusive, que a gente já vem utilizando já há muito tempo. 1 kg de água, 1 L de água, 1 kg de açúcar, 50% de dos dois ingredientes, dois sucos de limão, né? E uma aí vem o pulo do gato,
92:32
Speaker A
tá? que é muito importante e ajuda muito as abelhas. 1 g por cada litro de xarope para 1 g de sal marinho para cada litro de xarope.
92:46
Speaker A
Ixe, coleto de sódio em xarope. Isso mesmo. Vamos adicionar um pouquinho de sal, porque as vilhas também precisam de sais minerais. E é muito comum, inclusive na Jandaía, ela põe lamber a lama. Às vezes você chega, às vezes você
92:59
Speaker A
chega, tá, você chega na, nas colônias, você vê a jantaria lambendo lama. Por que que a beira tá lambendo lama? Por que que ela tá colhendo água do lama?
93:07
Speaker A
Porque ela tá buscando sais minerais. Então o sal marinho não é aquele sal, não é o cloreto de sódio de cozinha, o maratão não é o sal marinho. Procurem sal marinho, 1 g de sal para cada litro de xarope.
93:21
Speaker A
Esse é o lugar, inclusive ajuda a combater algumas doenças, inclusive a cria pútrida. Caso você esteja sofrendo no seu velonário com alguma suspeita disso. Ah, mas cria putre da em abelha nativa. E é o que mais temos observado
93:37
Speaker A
hoje. No Brasil inteiro. Já temos diversos relatos de introdução de a doença de ápice em abelhas nativas, porque o pessoal simplesmente pega os bombons de pólem o material de apicultura e introduz nas colônias de todo jeito. E isso não se faz. não
93:53
Speaker A
utiliza em material apícua em colônias de abelha sem ferrão. Ah, mas eu adoro fazer ser amisto. Vou aquecer, o aquecimento não mata a bactéria da cria pútrida. Ela é altamente resistente, tá?
94:07
Speaker A
O máximo que você consegue fazer é: "Ah, eu, mas eu preciso alimentar as colônias Caliil, eu preciso manter minhas uruss lindas o ano todo. Elas estão sem polo e chega forada, as bichinhas deham. Não tem problema. Vou passar uma receita
94:23
Speaker A
aqui que é o segredo do meliponário do sertão. Cozinhem o pólen. O pólen pode ser cozinhado. Diluam o pólen. Tem uma receitazinha que eu posso depois passar para vocês. Tá lá no meu Instagram, tem um link até da aula lá. Mas basicamente
94:39
Speaker A
é pólen cozido a longo prazo, uma hora de cozimento, até em fogo baixo, cozinhando lentamente. Existem estudos já foram comprovados que a bactéria da cria pútrida ela não resiste ao cozimento de longo prazo. E detalhe, nós já fizemos
94:56
Speaker A
aqui testes experimentais na UFESA com essa ração que nós desenvolvemos e nós descobrimos que a ração mantém as mesmas qualidades nutricionais. Mas olha que coisa massa. Eu posso cozinhar e aquele alimento não vai perder nutrição. Então eu uso essa receita há anos, nunca tive
95:16
Speaker A
problema de maneira alguma. E olha o que eu utilizo, utilizei durante anos, muito tempo, pólen depis, mas sempre realizando cozimento e depois servindo a ração em copinhos descartáveis. Não faça um bombom, porque o bombom você vai utilizar cera e a cera pode ter
95:33
Speaker A
contaminantes. Eu faço simplesmente um copinho aquele de café, coloco a ração no máximo um palitinho lá paraa abelha não se melar cair caso caia e você vai alimentar suas abelhas, tá? Então não costumem com constância utilizar produtos apículos em meliponicultura.
95:51
Speaker A
Isso é um erro gravíssimos, porque até você ter um problema, você não consegue mais se curar. A, as doenças de AP são incuráveis, não existe do não existe remédio. Geralmente são doenças terríveis que dezimam completamente os meliponaros.
96:09
Speaker A
Então, minha sugestão é, vai usar bombom de pólen, cozinhem o bombom de pólen por pelo menos uma hora de eluração. Depois que esfriar, você vai pegar a o pól natural da sua abelha, você vai adicionar naquele pól cozido e deixar
96:26
Speaker A
ele fermentar por 15 dias. Depois de 15 dias, ele fica com o mesmo cheirinho, com o mesmo sabor do sabar, porque as bactérias, os microorganismos, os fungos, as leveduras que estavam no póem, que você introduziu naquele alimento fermento cozido, vai fermentar
96:45
Speaker A
aquilo e aquilo vai se transformar num saborá artificial. Então é só isso, é só você seguir essa receita que é a segredo que você nunca mais perde uma colônia de abelha. Agora, se você insistir em fornecer a Deus dará produto de ápice,
97:01
Speaker A
você vai acabar um dia tendo problema. E aí, pessoal, é feio a coisa. Assf podem contribuir na produção da fruticultura irrigada orgânica?
97:14
Speaker A
E como podem? Essa pergunta é maravilhosa, porque nós já temos eh a utilização das canudos dentro da cultura da uva orgânica lá em Petrolina. Lembra dos dados que eu falei da uva na apresentação? Foram dentro da cultura da
97:31
Speaker A
uva orgânica. E olha que coisa boa, como a UVA é orgânica, não tem defensivo, então o protocolo de manejo ele é muito mais tranquilo. Os produtores orgânicos usam no máximo umas umas caudas, né, que são caldas orgânicas que são
97:45
Speaker A
biocompatíveis com as abelhas, inclusive podem ser aplicados até mesmo precisa nem fechar as colônias. Olha que coisa boa. A gente nem chega nem a fechar porque são caudas que não trazem nenhum malefício para as colônias. Isso, esse cuidado extremo, esse cuidado mais
98:00
Speaker A
exagerado, a gente só tem tido quando é dentro da cultura convencional. E volto a dizer, abelha não combina com o defensivo, mas dentro do cultivo orgânico, seja ele qual for, a introdução da abelha sempre vai ser bem-vinda, mesmo para aquelas culturas
98:16
Speaker A
que são autopolizáveis, como mamão, por exemplo, como a própria uva. pensando que na maioria das das realidades não teríamos todo esse sistema tecnológico, existe possibilidade de adaptar os fatores medidos no sensor para aspectos visuais e por aparelhos mais simples?
98:39
Speaker A
pode, nós podemos adaptar agora concomitante a isso. Nós também fazemos isso. A gente faz esse acompanhamento porque veja, quando eu quero testar e saber se uma abelha vai naquela cultura, nós instalamos biossensores nas nas plantas, tá? Alguns sensores são
98:57
Speaker A
instalados na abelha e também nas próprias florações para saber se ela tá indo lá. Agora, o que que a gente faz também? Eu vou lá na no alimento laval e eu vou detectar se a composição do alimento laval tem um resíduo daquele
99:17
Speaker A
daquela daquele pólen que tá sendo servido pra abelha, tá? Eu vou lá na patinha da abelha, eu vou colher, por exemplo, o que que ela tá trazendo para dentro da colônia dela? É aquele polo da cultura que eu tô tentando polinizar ou
99:32
Speaker A
é o pól de uma cultura que tá, por exemplo, para 600, tá 1 km, 2 km distância, ou seja, ela não tá pegando aqui, tá tá indo longe demais. Ela tá indo longe demais, é porque ela tá não
99:42
Speaker A
tá gostando dali. Então é assim que a gente pode testar. E alguns testes são feitos assim, tanto observando a composição do alimento laval, quanto observando através de análise política, o que é que de fato a tá armazenando dentro dos seus potos de alimento.
100:02
Speaker A
Existe alguma empresa de seguros que faz seguro para as caixas de abelhas em campo?
100:08
Speaker A
Não, não. Até hoje eu não sei. Eu acredito que não tem. Mas veja só, os contratos que são formulados com as empresas, eles são feitos da seguinte forma. Vou dar um exemplo. Vamos levar 100 colônias de abelha para a Agrodan,
100:22
Speaker A
tá? A Agrodan assina um contrato e ela diz o seguinte: "Eu me responsabilizo por todas as 100 colônias. Se a Agrodama perder uma colônia, até uma colônia, ela e eu sou eu não tenho nenhuma indenização, tá? Porque uma colônia no
100:39
Speaker A
universo de 100 é algo biologicamente possível de ser perdido, né, pelo manejo, pela idade da rainha. Então aquela colônia pode sim vir a perecer, mas a partir de uma colônia, duas, três colônias, quatro, cinco, seja quantas forem, a fazenda contratante, ela é
100:57
Speaker A
obrigada a me restituir o valor da colônia. E lógico que o valor da colônia não é o valor de aluguel, porque o aluguel é um preço, mas o valor da colônia é outro, completamente diferente. Tá certo?
101:11
Speaker A
Para se prosseguir, vou passar o código número dois para eles. E o código número dois é a seguinte frase: Monalisa é diferente de monarquia.
101:24
Speaker A
Então escrevo a palavra monarquia aí. no caderninho de vocês, monarquia como código número dois.
101:36
Speaker A
Existe algum cronograma anual em função das culturas para a utilização das abelhas nas floradas destas culturas?
101:44
Speaker A
Tem sim. Por exemplo, a utilização das colônias, elas obedecem um cronograma semanal de manejo. Então, por exemplo, a partir do mês de novembro, a gente não tem mais utilização das colônias de Candu dentro do cultivo da manga, porque
101:59
Speaker A
eh a cultura ela é combinada, a, né, a produção ela ela é combinada com o que nós chamamos de janela de exportação.
102:11
Speaker A
Quando a a manga ela é exportada pra Europa, ela é exportada exatamente quando a Europa tá fria, ou seja, eles não têm frutas, tá? Então essa janela de exportação tem que ser rigorosamente observada. Então eu tenho que ter um
102:27
Speaker A
cronograma de produção que vai se encaixar com essa janela de exportação que tá acontecendo agora, tá? Porque depois a Europa fica quente e aí logicamente eles também tm uma concorrência do próprio produtor local.
102:40
Speaker A
Então, os produtores aqui eles preferem produzir exatamente quando a Europa está curiosamente mais fria, para que eles consigam vender mais fáceis e por um preço mais interessante seus produtos.
102:58
Speaker A
Para quem está iniciando na atividade da Meliponicultura, mas pretende crescer e entrar firme na profissionalização, qual o caminho para uma parceria para atender a minha região?
103:12
Speaker A
Olha, aí vai depender muito do que você quer fazer como melonicultor, né? Eu comecei, por exemplo, produzindo mel. O mercado de mel as abelhas sem ferrão, ele é o mercado consolidado.
103:24
Speaker A
Independente da região que você esteja, você vai produzir mel e você vai ter uma aceitação maravilhosa do de sua produção. Eu até hoje produzo mel. Eu, por exemplo, vou mandar essa semana agora 40 kg de mel deíra para o nosso
103:39
Speaker A
parceiro lá em São Paulo chamado Eugênio da Binov da MB, que é um grande um grande comerciante, um grande curador de médio de várias regiões do Brasil e é também um dos nossos clientes aqui no Melipon. E nós estamos recorrentemente,
103:55
Speaker A
todos os anos, comercializando o mel de colônia de Jandaíra para São Paulo. Mas eu não tenho só Eugênio como cliente, eu tenho cliente em Brasília, eu tenho cliente em Rio de Janeiro, eu tenho cliente em Minas Gerais, a gente tem
104:07
Speaker A
diversos outros clientes que a gente atende no mercado. Lógico que São Paulo é o maior mercado do Brasil, mas a gente já tem pela pelo longo do tempo que a gente trabalha com isso, é um mercado consolidado e o M é um primeiro mercado
104:21
Speaker A
que você pode trabalhar, é o mercado mais fácil. O trabalho de colonização, ele é um pouco mais difícil, porque você precisa atender áreas que são produtoras e nem todos os locais você possui áreas de produção, vamos dizer assim, com maior
104:36
Speaker A
intensidade que estejam hoje buscando abelha nativa. Mas eu não sei de onde você tá falando, por exemplo, mas, por exemplo, tem áreas de protô morango, no Ceará tem polinização, aqui na Paraíba tem polinização hoje. Em Pernambuco tem polinização, na Bahia tem polonização,
104:52
Speaker A
em Minas tem polização de café. Em São Paulo também tem. Então gente, se você quer trabalhar com polinização, primeiro começa com mel, né? Depois vai estudando das espécies que são da região, que podem ser utilizadas polonização. Pega alguns alguns produtores, faz parcerias,
105:07
Speaker A
faz teste. Eu, por exemplo, tô começando agora um trabalho com uma uma produtora aqui local chamada Agrícola Famosa, que é a maior produtora de melão do Brasil.
105:16
Speaker A
A gente vai também testar as colônias de canudo dentro da da cultura do do melão, mas é o novo desafio. Os caras nem me nem me abriram a porta ainda. Eu que tô insistindo lá, perturbando, ligando até que alguém me atenda e consiga. Vamos
105:30
Speaker A
testar. Vamos. A gente não custa nada testar. E eu vou, eu vou custear praticamente todo o teste com minhas colônias, fazendo junto com a Alfesa, levar a professora para lá pra gente testar, fazer um trabalho, um protocolo de manejo. Veja, a gente tem que se
105:44
Speaker A
virar para buscar o mercado. O mercado existe, agora se você não for atrás, as coisas não acontecem. Para você que tá começando melipando cultura, começa com mel, que é mais fácil. Procura uma espécie melona da sua região, pode ser
105:55
Speaker A
ursul, pode ser uma da saia, que é muito bom. Tem diversas espécies, pode ser a ti do Maranhão, produz muito mel. Então começa com mel que vai dar certo. Depois você vai ampliando esse leque até chegar em algo interessante comercialmente
106:08
Speaker A
falando. Já existe atividade com escapô apóstica em alguma região mais ao sul no sentido de polinização, assim como é realizado com a Cananuro na sua região? Tem relatos ou registros?
106:25
Speaker A
Tem sim. Você pode pesquisar por alguns estudos que já foram realizados em especialmente em fazendas de café em Minas Gerais. A a Mandaguari preta, pôst, né, ela já é utilizada no café. Eu tenho inclusive alguns colegas que são da região de
106:41
Speaker A
Minas que já utilizam algumas parcerias fortes aí, tá? Que podem ser utilizadas. Então assim, é como eu falei, eu não sou o único hoje que trabalha com polinização, nem eh a BNOVA é a única empresa que trabalha com polinização.
106:55
Speaker A
Nós temos hoje algo em torno de 15 empresas em todo o Brasil que são empresas especializadas em polinização.
107:02
Speaker A
E com relação a essa espécie já é utilizada no café, muito forte café e minas em São Paulo também.
107:10
Speaker A
Mas isso aqui você já respondeu, acho que já falou da do sombrite, acho que seria, né? Isso. Amenizar a temperatura, né? É.
107:19
Speaker A
Ah, outra coisa importante que eu também posso sugerir, tá? Eh, uma coisa que muita gente esquece e que acha que não tem relevância, gente, a abelha precisa de água. Você tem que ter uma fonte de água próxima. Eu mantenho 400 colônias
107:34
Speaker A
no sítio e lá a gente tem uma irrigação de capim pro gado. Vocês precisam ver o quanto elas vão na água. né? Elas adoram a água porque a água realmente resfria as colônias. É com a água que elas
107:47
Speaker A
coletam que elas fazem processo de resfriamento. Tem gente que acha que as abenativas não coletam água, coletam água e muita água. Então, forneçam água.
107:55
Speaker A
Ah, não tenho, mas eu não tenho fonte próxima. Cria uma fonte improvisada, faz uma fontezinha de madeira. Eh, coloca uma um um Eu já vi quando eu criava a Jandairra em Mossoró, na casa da minha mãe, elas coletavam água diretamente da
108:08
Speaker A
torneira. A de eu deixava assim pingando, ela ia lá coletar. As minhas uruss coletavam a água do varal da minha casa. Minha mãe ficava louca porque as uruss melavam com poem, os lençóis todos. Depois eu saía lavando de novo os
108:23
Speaker A
lençóis. Então elas procuram água. As abelhas precisam de água para resfriar as colônias, né? E até quando você fornece xarope, parte dessa água que é está xarope é evaporada para resfriar a colônia. Então forneçam água.
108:40
Speaker A
Ah, o sal marinho é benéfico para todas as espécies de abelha sem ferrão? Ótima pergunta. Eu não sei dizer a você, tá, Cali? Você sabe de tudo? Não, eu não sei de tudo. Eu garanto a você que para
108:54
Speaker A
Jandaira e para Canudo a gente tem utilizado e tem sido muito bom. Inclusive é uma recomendação a utilização de uma grama quando você tem suspeitas de colônias doentes, né?
109:07
Speaker A
Porque o o LED de sódio ele consegue fazer um controle da das colônias que estão com problema de criaapútra, tá?
109:14
Speaker A
Especialmente em meliponíos. Depois vocês procurem um um estudo que tem na no YouTube, vocês vão falar, eu posso até mandar depois um link de algumas pesquisadoras falando melhor sobre esse assunto, tá? Mas eu não sei dizer se funciona para todos. Eu sei que para
109:28
Speaker A
aquela noite, para Jandaira funciona bem. Ah, eu não quero usar 1 gama. Usa meio, faz um teste, põ no meio grama, vez não sei qual espécie tá criando, mas us põe só um tiquinho lá, vê se tem algum comportamento que muda, se melhora
109:42
Speaker A
alguma coisa de costura, né? Eu acho que vai ter algum tipo de incremento. Você sabe de nos dizer se essa calda que você falou para o cultivo orgânico tem a ver com calda bordaleza?
109:57
Speaker A
Então essa calda bordaleza, ela é utilizada para combater alguns fungos, né? Alguns algum alguns tipos de fungo, eh, e diversos outros microorganismos que podem ser utilizados. Um dos tipos de calda que é também utilizado é esse tipo de calda. Mas eu não sei dizer a
110:12
Speaker A
você qual é exatamente eh se é só essa cauda, porque existem outras caudas que são feitas na no cultivo orgânico, tá certo? Mas uma delas é essa, também é utilizada.
110:27
Speaker A
Ah, os riscos da cera mista estão relacionados à sua composição ou a proporção utilizada? Existe alguma concentração considerada segura para as abelhas sem ferrão?
110:37
Speaker A
Não. O risco da ceramista não está relacionado a esse a esses pontos. Está relacionado ao fato de você estar trazendo patógenos da APS para a a melanicultura.
110:48
Speaker A
Um dos fatores que contaminam as abelhas são a cera e o mel e também o pólen.
110:55
Speaker A
Nesses três elementos, você quando introduz, você não tem uma segurança de onde tá vindo aqui no material, você pode estar trazendo doenças para suas abelhas. As as doenças virais e bacterianas que atingem as abelhas, especialmente a se contamin os esporos
111:11
Speaker A
que ficam nesse material. Então você pode ter contaminação na cera, no mel e num poli. Eu não forneço hipótese alguma mel de para minhas colônias. Ah, mas eu poderia. Eu inclusive tenho ápice aqui, mas sei lá, tenho áis nativa. Eu tenho
111:29
Speaker A
áis nativa do vizinhoar. Eh, mas eu não não vou correr o risco de de ter uma introdução de um patógeno numa criação super densa. Olha o risco que o vocal vocal eh eh correr. Imagina se dá uma cria pútrida lá no meu
111:45
Speaker A
meliponário. Tem 400 colônias juntas. Olha o prejuízo que eu vou ter. Então o que que eu preciso fazer? Prevenção. Eu jamais vou introduzir mel. Eu não introduzo ceramista. Não utilizo ceramista. Professionário, como é que você faz? As abelhas coletam a resina,
112:03
Speaker A
elas mesmo produzem. A gente sabe que parte da produção da cera vem do mel.
112:07
Speaker A
Então forneça xarope, meta xarope nas abelhas aí que elas vão produzir cera. Lógico, de acordo com a necessidade também não empurra demais não. Mas não corram o risco de fornecer mel, cera, se você não tiver segurança que esse material é de origem segura,
112:25
Speaker A
não veio de nenhuma piada doente, porque mesmo às vezes as colônias de ápice não apresentando sintomas, mas pode ter ali alguma bactéria, algum fluo que é compatível com a, mas não é compatível com as abelhas sem ferrão. Se vocês
112:40
Speaker A
pegarem aí, fizerem uma pesquisa rápida no Google, vocês vão ver uma uma enorme churrada de casos que tá acontecendo hoje e doenças de abelha de abelha de ferrão nascem ferrão pela introdução irresponsável dos médicipoticultores e produtos apícolas. Então não façam isso,
112:59
Speaker A
não correm esse risco, é desnecessário. Aonde você cria suas colônias e canudo? possui uma área única ou você também coloca as caixas em outros locais? Todas as colônias alugadas são suas ou você tem parceiros melipunicultores?
113:18
Speaker A
Eu vou tentar abrir aqui o o mapa, se eu consigo abrir aqui para mostrar a vocês o a localização do pornogar.
113:28
Speaker A
fazer aqui bem rapidinho. Aqui a passar passando aqui os lobos de bó. Deixa eu mostrar aqui para vocês aqui.
113:47
Speaker A
Eh, se eu consigo mostrar aqui para vocês aqui. Essa tela não tá compartilhada. É, eu tô abrindo o mapa aqui. Eu tô a primeira abrindo o mapa aqui. Pronto. Eu vou tentar abrir aqui, compartilhar a tela. Vocês estão vendo aqui a tela agora?
114:19
Speaker A
Tá vendo? Opa, aqui, ó. Tá vendo? Sim, sim. Agora sim. Pronto. Isso aqui, pessoal, é a margem do rio Pirzaçu.
114:30
Speaker A
Aqui é a cidade. Isso aqui é uma zona rural da cidade. E aqui, ó, [gemido] estão vendo aqui esse sítio aqui?
114:41
Speaker A
Sim, eu vejo. Ó, esse sítio aqui é onde estão minhas abelhas. Vejam que as colônias estão num área de cultivo agrícola. Tá vendo, ó?
114:52
Speaker A
Se vocês prestarem atenção, as colas elas estão num área de cultivo agrícola. Então, minhas colônas elas estão aqui nesse nesse nesse local aqui, ó.
115:02
Speaker A
Aqui tem uma eliponária. Aqui tem um e aqui tem outro. Então, daqui para essa região aqui, ó, ó, aqui é área nativa, tá? E aqui também tem área nativa.
115:25
Speaker A
Então as abelhas elas estão dentro de uma área de atuação muito tranquila paraa coleta de alimento, porque a gente achava que antigamente as canudas só iam a uma distância de 800, 700 eh met. A gente sempre achou que acanudo foi um sa
115:46
Speaker A
que tivesse uma capacidade pequena de forrajamento. Mas você sabe qual é o raio de atuação da Canudo?
115:53
Speaker A
Você faz uma pergunta, faz uma enquete aí. Ô ô ô Z Fred, você sabe qual é a a Cali? Como é que vocês descobriram a área de a o raio de atuação? Colocando o chip na bendita abelha e verificando até
116:07
Speaker A
onde ela ia. Então, ó, vou mostrar para vocês aqui o raio de atuação da Canuna, tá? Eu vou reduzir aqui a tela, vocês vão se surpreender.
116:25
Speaker A
3 km. A canuda é uma abelha consegue ir a 3 km. Então, veja, meu meliponário tá aqui, mas isso aqui tudo é mata nativa ao redor, tá vendo, ó?
116:38
Speaker A
Isso aqui, gente, ela vai bater aqui, ó. Isso aqui é a área de mata nativa também. Tem algumas culturas aqui.
116:44
Speaker A
Inclusive aqui tem manga do tamanho aqui. Então, ela consegue ultrapassar aqui. Ela vai aqui, ó, e ela vai até na cidade.
116:56
Speaker A
Caramba, tá um som danado aqui. Você tão vocês estão conseguindo ouvir esse som? Sim, dá para ouvir.
117:03
Speaker A
Tá tendo um um comício aqui, uma passeata desgraçada aqui do lado. Tem uns loucos aqui brigando por político aqui do lado.
117:13
Speaker A
Então nós descobrimos com a utilização de chips que a Canudo ela tem essa capacidade de até 3 km. Então veja, é um raio de atuação muito grande. Então muito embora aparentemente ela esteja aqui na área de cultivo. Ah, cadê as
117:29
Speaker A
plantas aqui? Cadê essa mata aqui? Mas aqui do lado já tem ó. Limpar de mais. Aqui do lado já tem, ó.
117:40
Speaker A
Aqui é tudo mata nativa. Aqui, ó. Aqui é aqui é uma área toda de algaroba. Aqui ela adora. Então, pelo raio de atuação da canuta, ela vai aí tranquilo, tá? Então, mesmo eu estando numa área que é a Primore, seria
117:59
Speaker A
isoladamente com pouca cultura nativa, mas ela vai. Fora que aqui também tem muita cultura da manga aqui, ó. Deixa eu mostrar para vocês aqui. Aqui tudo é manga ó.
118:10
Speaker A
Deixa eu limpar aqui daqui para cá, ó. Aqui é manga, tem 700 m. Aqui é outra cultural nativa.
118:20
Speaker A
Aqui é manga. Aqui todos aqui, ó. que tem mais naquilo do rio. Então ela vai aqui tranquilamente, ó.
118:27
Speaker A
Você veja, tô tô a um pouco mais de 800 m distância, então ela vai tranquila aqui.
118:39
Speaker A
Beleza. [roncando] Teria alguma receita dessa caludda orgânica? Não, aí não tenha, porque isso aí é é mais a receita dos próprios produtores, né? A gente não entra nessa seara não, mas são caldas orgânicas que não temos utilizadas, podem ser utilizadas na
119:03
Speaker A
cultura orgânica. O sal marinho pode ser nesse esse encontrado? Pode, pode, é fácil de encontrar e não é tão caro. 1 kg de sal desse custa R$ 20 e você vai utilizar milhões de anos aí.
119:16
Speaker A
E outra coisa, além de ser bom para você, na minha casa, eu só uso sal marinho. É um sal que tem magnésio, potássio, vai ter zinco, vai ter uma série de de eh minerais que não tem no clorante de só, que é o sal
119:29
Speaker A
convencional. O sal marinho, inclusive, é um sal muito mais eh importante nutricionalmente do que o sal convencional.
119:38
Speaker A
Bom, esse aqui em parte você já acabou de responder, né? Quanto de mata nativa eu preciso ter para manter o meliponário grande né?
119:47
Speaker A
Faz um raio de 3 km, verifica se a vilha tá no máximo 2 km. Faz um raio de 2 km se vai ter uma uma área segura de atuação.
119:59
Speaker A
Eh, depois teria como passar a receita da ração de pollen para o professor postar o grupo.
120:05
Speaker A
Passo sim, mas se você quiser saber mais detalhes, inclusive o passo a passo tem uma videoaula lá do meu Instagram.
120:11
Speaker A
Depois você vai lá, @meliponar docertão, clica lá naquele, tem um link lá que eu faço a aula, uma aula de quase 40 minutos que eu explico passo a passo, porque tem detalhes que tem que ser seguidos, área de tempo de resfriamento,
120:27
Speaker A
o inóculo que você vai usar, tempo de fermentação, onde guardar. Então, todos esses detalhes eu posso passar por isso que Mas se você quiser assistir a aula eu recomendo, vale muito a pena. Eu já postei o teu contato lá, inclusive aqui
120:40
Speaker A
no chat, bem no começo da aula já postei ali também. Eh, somos do meliponário Pedra do Sino Carandeí, Minas Gerais. E sobre a pasta Candy, o que você tem a falar?
120:53
Speaker A
Pasta Candy eu não tenho muito o que falar porque eu nunca utilizei, mas eu sei que é basicamente açúcar uma diluído numa composição mais grossa, né? Eh, eu não nunca utilizei, nunca gostei, porque eu acho que o xarope ele é mais fácil,
121:08
Speaker A
mas assim, quem utilize talvez nunca ouvi falar mal dele não, tá? Mas eu pessoalmente não tem muito que falar que eu não utilizo, não, não sei nem como é que seria a utilização dessa pasta, mas sei que o pessoal, alguns utilizam.
121:23
Speaker A
Você já fez análise desse mel após voltar da polinização? Existe perda pelo contato com venenos de colônias após a polinização?
121:32
Speaker A
Perfeito. Seu dado é muito importante. Cal, tem resíduo químico, né? Tem resíduo de defensivo? Não. As análises do mel que nós fazemos após a colonização mostram que não existem resíduos químicos na no mel. Por que que não resíduo? não existe, porque nós
121:49
Speaker A
seguimos o protocolo de manejo que é a fazenda segue o protocolo de manejo que é sugerido. Veja, os defensivos eles possuem um tempo de atividade. Depois desse tempo eles perdem sua eficácia, tá? Não não acaba não permanecendo porque a degradação pela pelo sol,
122:07
Speaker A
especialmente na região de Catinga, é muito forte. E na medida que a gente faz a introdução da das abelhas no campo, nós também fazemos uma alteração dos tipos de defensivo. Então os defensivos que são utilizados, eles são bem menos
122:23
Speaker A
eficientes, vamos dizer assim, do que os utilizados na cultura tradicional. Existe um departamento ou PPG para pesquisa em abelhas nativas?
122:37
Speaker A
Existe sim o espaço ASA, inclusive que é coordenado pelo professor Airton, que é o professor chefe do Departamento [risadas] de Pesquisas ligados a abelhas nativas. Você tem a professora Cátia com apicultura e o professor Airton, eh, que é o responsável pelo departamento de
122:52
Speaker A
abelhas nativas lá da Ofesa. Depois, depois, quem quiser mais informações, eu posso passar o telefone dele para vocês.
122:59
Speaker A
um figuraço, um cara inteligentíssimo, eh, muito gente boa, amigo pessoal nosso e eu, eh, eu chamo ele de gordo porque ele é gordinho, mas é carinhosamente carinhosamente eh eh chamado por todo norte de gordo, mas é um cara extremamente inteligente,
123:16
Speaker A
valoroso demais e agrega muito conhecimento para festa, professor maravilhoso. Qual a distância de voo da Uruçu amarela? Olha, eu não sei dizer exatamente o da urso amarela, porque eu não conheço os estudos sobre essa espécie, mas se nós compararmos que ela
123:33
Speaker A
tem um porte muito maior do que a do que a própria Canudo, a gente pode dizer com maior segurança que ela vai chegar talvez até mais do que a Canudo. Existe um estudo que foi feito dentro do da de
123:47
Speaker A
uma das das propriedades da Vale do Rio Doce com a a melipna compreens facicular. E lá nós descobrimos, eu digo nós a ciência, né? A ciência descobriu que é um trabalho até de um colega daqui de Rio Grande do Norte lá que a a
124:05
Speaker A
tiuba ela pode ir a quase 7 km de distância. Claro que isso é um valor muito grande, a abelha deve sofrer muito para buscar esse alimento, mas é um uma área de atuação muito grande. A área de atuação das abelhas, ela é muito
124:20
Speaker A
subdimensionado, né? Eh, então a gente tem que repensar inclusive esse dado para depois com a utilização desses biossensores melhor ter mais atidão, tá? Mas eu não sei dizer você exatamente, provavelmente deve ser algo em torno de 3 a 4 km
124:35
Speaker A
também. no chat, né? Nós não temos perguntas, então eu entendo que o assunto deve tá meio que sanado, né? E é um tema muito interessante porque você abriu assim uma uma visão que até talvez pouco tempo atrás a pessoa tava só: "Ah, vai usar a
125:01
Speaker A
escapa trigona para polinizar o café". O café já passou por aqui no curso, né? o pessoal já comentando, mas agora você abriu uma dimensão assim que, né, tipo manga mirtilo e, enfim, tem tantas outras coisas aí e ainda na no quesito da irrigação, né,
125:21
Speaker A
que é um outro detalhe, né? Então eu acho que o pessoal aí que mora aí [risadas] começar a ligar as é o que a gente vive hoje, Sigfet, é um movimento muito interessante que eu digo o seguinte, nós estamos vivendo um novo
125:38
Speaker A
paradigma para Melon Cultura. As escapatos trigonas, principalmente, elas passarão ser observadas como as bilhas de segunda classe, passarão a ser consideradas a de primeira classe. O valor dessas colônias será considerado completamente outro. Até pouco tempo atrás, você comprava uma canudo por R$
125:57
Speaker A
80 aqui, né? Eu já comprei canudo por R$ 50. Hoje eu não como mais porque eh elas têm um valor muito interessante, biologicamente falando, né? Se se nós levarmos em consideração que o quantidade de colônias nem é tão grande
126:15
Speaker A
por talhão de manga e eu estou dando a esse produtor um adicional de R$ 30, R$ 40.000 da depender da cultura, quanto vale essas abelhas, né? Qual é o valor biológico dessas abelhas? É bem interessante. Então assim, eh, a gente
126:31
Speaker A
não tem ainda grandes produtores de capturas, são pouquíssimos. Nós temos assim poucos criadores que têm algumas 10, 15 colônias ali, mas meliponários grandes em processo de expansão e crescimento, nós temos pouquíssimos que estão ainda e não ainda acordaram para
126:52
Speaker A
essa grande esse grande movimento que é a polinização. E volto a dizer, esse boom ainda não aconteceu, ele está em processo de de acontecer. E volto a dizer, os pioneiros que se aventurarem nessa loucura que dá trabalho, é
127:09
Speaker A
desafiador, mas ele é compensador. Você tem a ideia, a gente consegue às vezes um contrato de 60 dias, faturar aí R$ 60.000, né, por aluguel de 100 colônias no campo, que eu tenho apenas que fazer o monitoramento das colônias e
127:25
Speaker A
o transporte. Veja, as abelhas estão me entregando uma renda passiva. Quem imaginou no há 5 se anos atrás que nós teríamos o aluguel de colônias para futicultura rigado, né? Isso é uma coisa maravilhosa que está se abrindo e vai se
127:43
Speaker A
abrir cada vez mais na medida que eu tenho só para o próximo ano já uma necessidade catalogada só desse nosso cliente. 1500 colônias já tem um contrato, já tem, já tem uma necessidade já dimensionada para 1500 colônias de
127:59
Speaker A
abelha. Veja, é um desaf agora, como é que eu vou produzir 1500 colônias de abelha, né? multiplicando algumas matrizes e também adquirind novas para poder atender. Agora você imagina como é que a gente transporta 1500 colônias de ab, né? Hoje eu faço isso numa picap.
128:15
Speaker A
Quando eu comecei, eu levava algumas colônias, 30 colônias num picap. A gente tá levando já em carro, em carro 3x4, um caminhãozinho.
128:25
Speaker A
Já tá levando 100. Eu comecei levando 15 colônias. Olha só, para fazer os primeiros testes. A gente tá levando hoje 100 colônias, 150 colônias.
128:34
Speaker A
A pouco são 300, 400 colônias. Vai chegar serão 1000 colônias. Aí vai ter que ser um um contêiner climatizado.
128:40
Speaker A
Olha só, ó o nível de ó a coisa como é que vai ser. Aí eu não faço isso sozinho. Vai ter que ter um biólogo para acompanhar um veterinário, porque eu é é uma movimentação muito grande de insetos. Eu vou ter que fazer isso no
128:52
Speaker A
contêiner climatizado. Olha olha olha o nível que nós estamos chegando agora. Isso tudo tá no começo, né? A gente tá vivendo um embrião agora. daqui a 5 anos, como é que vai estar esse negócio, né? Como é que vai estar daqui a 10
129:05
Speaker A
anos? Então tudo isso eh eh é uma mudança de paradigma. A Mel ponto cultura tá deixando de ser uma atividade para quem robista, para quem criava mel, para vender mel, para se transformar num agronegócio relevante, né? Na medida que
129:21
Speaker A
essas informações de de polenização, que esses estudos foram sendo divulgados, porque tem muita fazenda ainda que produz, por exemplo, aqui melão, que não utiliza canudo, ele nem sabe nesses estudos, nem sabe que a manga teve tal resultado. Eu vou, eu tenho uma reunião
129:36
Speaker A
marcada a próxima semana com a com a com uma equipe da Grita famosa aqui da Rião, que produz 90% do melão do, do Brasil, que é melão de exportação, né? E é a ideia é levar essas informações e dizer
129:48
Speaker A
o seguinte, me permita só fazer um teste, né? Vamos separar aqui um hectare para alguns hectares para fazer testes pilotos, dimensionando algumas colônias algo adaptando ao seu protocolo. Vamos ver como é que se comporta o cultivo.
130:02
Speaker A
Vamos ver se tem algum incremento. E eu sei que vai ter porque o melão tem uma dependência altíssima de polinização.
130:07
Speaker A
90%. O pessoal hoje já utiliza a ápice, mas o que que acontece com a á? A áp é uma abelha que é maior, então ela não é tão adaptada à flor, ela é ela não é tão eficiente quanto é a a canuto, que é uma
130:18
Speaker A
abelha pequenininha, se encaixa perfeitamente da flor, da melão, que é muito parecido com o comportamento da manga. Então veja, eh, são circulos cicardan coincidentes e é a caduta abelha que forragia o dia inteiro, não para de populações muito populosas, né?
130:34
Speaker A
comportamento táativo. Então, amigo, a tendência próximo ano quando eu chegar para você, olha, eu vou est mandando agora, não é mais o meu carro, não, é o caminhão. Ó aqui as fotos, a gente levando as fotos pr pro parreral lá, né?
130:46
Speaker A
Pra manga, pra uva, proilo, pro melão. Isso vai se instalar. Isso, isso é um caminho sem volta. Não tem mais volta.
130:56
Speaker A
Porque se começa com um grande que é os se começou com a Agrodan, que é a maior produtor de manga do Brasil, soz a Agrodan sozinha representa 6% da manga do Brasil.
131:09
Speaker A
Sozinha ela exporta se tudo que agrodando exporta sozinha ela representa 6% do que é exportado pra Europa. Veja, se o grande desse acatou e tá utilizando, que que você acha que vai acontecer com os outros? Não ficar olhando não. A clorofila vai querer
131:25
Speaker A
também utilizar a abelha que é o produtor. Você vai ter outras fazendas, vai ter outras empresas que vão também utilizar. Então tendência é isso que cada vez mais crescer. E eu tô aí, viu?
131:35
Speaker A
E eu tô acompanhando esse momento. Pois hoje num num dos grupos aí que eu que eu tô, eles colocaram lá um um o link de um Instagram onde o cara dizia que quatro mentiras, né? Sobre, eu não vou dizer quem é, óbvio, né? mas que
131:53
Speaker A
tinham as mentiras aí na meliponicultura. Resumindo, a meliponicultura é uma mentira e tipo assim, tu não vai ganhar dinheiro e aí ele entra com o produto dele que é apicultura, assim que vai dar dinheiro.
132:06
Speaker A
Aí o pessoal tava: "Ah, vamos lá denunciar o cara, fazer". Eu disse: "Não, deixa quieto, porque eu vivo escutando". A gente, a gente prova com os resultados, né? Sim, próximo resultado.
132:17
Speaker A
Eu vivo escutando isso desde que eu comecei lá em 2006 e depois, ah, isso aí nunca vai dar nada, ah, não dá mel, não dá isso, não dá aquilo. Eu deixava.
132:26
Speaker A
Mas sabe o que acontece quando você quando você olha a apicultura e a melonicultura, a apicultura tem 150 anos.
132:35
Speaker A
Nós somos apicultores desde o século XV, XI, quando foram introduzidas as primeiras colônias aqui no Brasil. E vivemos grandes períodos difíceis. A apicultura teve uma queda grande, só voltou a se desenvolver a partir de 50 com a a missenação do africanizada, que
132:49
Speaker A
o Brasil passou a ser grande produtor, que tem uma raça hoje muito resistente, muito boa para produção de mel e é hoje no grandon de mel. Mas veja, quando você olha pra apicultura americana, os americanos não produzem mel, eles
133:01
Speaker A
produzem colônias para polinização. Você vai paraa Europa, a mesma coisa. Você vai pro Japão, a mesma coisa. Eles não produzem mel porque lá o que dá dinheiro com apicultura é polonização.
133:12
Speaker A
Aqui a gente tem alguns trabalhos de polonização, mas assim, aqui no Nordeste brasileiro, os caras praticamente se humilham para ter polização, porque eles botam as abelhas na cultura lá para sobreviver.
133:24
Speaker A
Só que na Melipon cultura que tem tem uma Melipon Cultura tem 30 anos de atividade eh zootécnica.
133:32
Speaker A
A gente conhece ainda muito pouco o comportamento das abelhas. Quem diria que uma abelhinha tão pequena iria a 3 km de distância, né? Quem diria que seria compatível com a manga que traria um resultado de 80% de produtividade?
133:45
Speaker A
Vejam, são informações novas que cada vez mais são descobertas pela ciência que vão fazer com aquel ponto de cultura elas passe a ter uma valorização muito diferente. Ah, mas a a a apicultura, a mel cultura é melhor que a não, os dois
134:01
Speaker A
são importantes. Cada um tem seu nicho. Você pode ganhar muito dinheiro lá com com apicultura, só que assim, o trabalho que você tem para ganhar muito dinheiro com com apicultura, meu amigo, quem é apicultor sabe o olha. Ah, mas você vai
134:15
Speaker A
ganhar dinheiro com você vai ganhar ficar rico com 20 caixas? Não vai não. Tem gente rica uma apicultura, tem mosca tem 1000 colônias.
134:23
Speaker A
Isso assim é uma é uma parafernalha, é uma indústria gigantesca, é um agronegócio pesado para você produzir mel, porque dá trabalho. Agora, será que dá mesmo trabalho produzir e criar 400 colônias que eu crio no sítio? Não dá
134:37
Speaker A
trabalho. É, aliás, dá trabalho, mas é bem menor, né? Eu hoje eu cuido, eu tenho duas pessoas que me ajudam com minhas abelhas. Eu tenho dois funcionários no sítio que são treinados por mim para cuidar das abelhas. Mas
134:50
Speaker A
veja, ó, a quantidade de trabalho que tem, a gente trabalha com vel, não tem, as caixas são mais simples, são menores, são colônias que tm um trabalho muito mais fácil de manejo. E volto a dizer, de fato, hoje você não tem ninguém
135:06
Speaker A
ganhando, ficando rico com a Mont Cultura. Ele futuro aind atividade embrionária que tá começando agora, mas muito em breve, graças a esse grande movimento que tá acontecendo no Brasil e no Nordeste, principalmente, as abelhas nativas, elas passarão a ser observadas
135:21
Speaker A
com outro olhar. Isso é um movimento que não tem volta. E quem não acreditar nisso, só lamento, porque eu tô acreditando, eu tô ganhando dinheiro. A minha renda aumentou significativamente depois que a gente passou a investir com polinização. Ou
135:36
Speaker A
vocês acham que eu largaria 20 anos de criação de Jandaira com mercado consolidável, vendendo mel muito bem para se aventurar no negócio e depois eu continuaria? Eu teria desistido se o negócio funciona, se a ciência que o prov funciona e que tem mercado, se eu
135:52
Speaker A
tenho só uma fazenda querendo 1500 colônias, imagina quando eu tiver aí 3, 4, 5.000 colônias, né? Quem vai dizer o preço do aluguel sou eu. Por quê? Porque eu que vou ter as colônias. Teve até uma colega que fez assim: "Man, mas isso aí
136:05
Speaker A
é um movimento temporário. Logo logo essas fazendas vão comprar, vão comprar essas abelhas todas e vão manter porque este tem muito, gente, fazenda de manga não quer produzir abelha não." E outra coisa, se você se torna grande também,
136:18
Speaker A
você começa a ter um trabalho sério, você mostra resultado, tem mercado para todo mundo. Talvez um grande desses da vida vá fazer o meliponar para ele, mas os outros pequenos será que vão fazer ou será que não quer terceirizar isso? Mais
136:29
Speaker A
fácil chegar falar com Calil. O calor chega aqui, traz um contêiner carregado de abelha, pega um carrinho, coloca lá no par lá no no na na no talhão da manga, distribui, faz um protocolo, tem aqui os técnicos dele que fazem o
136:41
Speaker A
controle, não quer ter dor de cabeça, cara. Tá? Então é uma atividade que tá crescendo, vai voltar a se desenvolver, tá tá em processo de expansão. Volto a dizer, esse bom de polinização com abelha nativa ainda não aconteceu, mas
136:54
Speaker A
ele vai acontecer e não é eh daqui a 10 anos, é para amanhã. já tá acontecendo.
137:00
Speaker A
Isso já é uma realidade. Então, muito em breve a gente vai também começar aqui no Rio Grande do Norte, porque o pessoal já tá sabendo, pô, utilização de espécie nativa na mam e tal, por que a gente não utiliza
137:13
Speaker A
aqui na no RN, né, no Pelão? Então, meu amigo, logo logo, se Deus quiser, ano que vem, quando a gente participar aqui, se quiser, nós teremos aí novos resultados e eu espero sejam sejam interessante para comunicar.
137:27
Speaker A
Pracultura de morango em estufa, qual espécie colocar sabe valor? Morango você vai utilizar morango você vai utilizar as miins, as pequenininhas, especialmente a Jataí. Jataí tem um estudo já realizado que é uma abelha que se adapta inclusive à estufa. Ela é
137:43
Speaker A
biocompatível com a estufa. Nem todas as espécies nativas são compatíveis. Algumas espécies não aceitam, elas não aprendem com a estufa, mas a jataí a uns 70, ela para de querer fugir e convive na estufa e poliniza muito bem um
137:56
Speaker A
morango. O morango polinizado pela Jataí, ele tem um índice de conformidade de mais de 80%. Há uma alta pega e acima de tudo o fruto ele é melhor e menor.
138:06
Speaker A
Tem vários estudos que comprovam já isso. Considerando que suas abelhas do meliponário visitam as plantações de manga que estão ao redor e que o produtor de manga usa inteticidas, suas abelhas poderiam estar sendo intoxicadas?
138:24
Speaker A
[roncando] Sua pergunta é maravilhosa. Vamos lá. Não adianta nada eu introduzir as abelhas se o meu vizinho vai est com utilizando produtos químicos convencionais não vai estar alinhado. A pergunta é excelente, né? Esse é um desafio. Por exemplo, quando eu tenho,
138:37
Speaker A
por isso que eu falei para você que polização não é assunto de todo jeito, não é só chegar e colocar a beira no campo. Então, quando eu vou fazer, eu sou contratado, eu sou lá chamado, então a empresa que faz isso, é chamada para
138:49
Speaker A
fazer isso, ele faz um dimensionamento [roncando] e quais são os vizinhos que estão ao redor, que também tem futuras agrícolas. E aí a gente faz um alinhamento para saber qual é o dia que ele vai utilizar tal defensivo, porque
139:04
Speaker A
se eu não, se ele aplicar data diferente, eu já estou avisando que eu tenho uma abelha no campo e se porventura ele utilizar e aquela abelha morrer porque ele aplicou o veneno eh em dias equivocados, não combinados, eu vou
139:18
Speaker A
reprocessá-lo inclusive criminalmente. Veja, dentro do Vale do São Francisco, os produtores rurais eles são muito responsáveis. Porque como você fala, se chega uma manchete, por exemplo, que morreu uma abelha por uso de químico, gente, isso abala o mercado. Isso é um,
139:35
Speaker A
isso tem um efeito negativo muito grande. Então, todos eles são muito responsáveis com esse controle químico que eles utilizam. E a maioria das aplicações são feitas à noite. A maioria, 90% dos incidentes que podem acontecer e que já aconteceram no
139:52
Speaker A
passado, está diretamente ligado com a aplicação em horário de dia. Então, se eu faço a aplicação de um veneno durante o período de dia, eu vou matar a abelha, tá? Então, há uma um alinhamento inclusive com os vizinhos. a gente
140:07
Speaker A
monitora também isso aí para que todos façam sempre uma polização, uma utilização defensiva sempre à noite. E quando isso acontece, nós temos um protocolo lá que eu tenho um conhecimento, eles têm um calendário, todos são alinhados. Quando isso
140:22
Speaker A
acontece, as colônias são fechadas, isso tem um prazo que elas devem seguir e só ser liberadas depois que o veneno ele é degradado na flor, tá certo?
140:34
Speaker A
Eh, hoje o senhor é dedicação exclusiva para trabalhar com abelha sem ferrão? Não, não, não. Hoje eu eu tenho diversos outros empreendimentos. Eu trabalho com abelha nativa, mas eu tenho alguns comércios. Eu sou comerciante também, eu tenho lojas de tinta na cidade, eu sou e
140:52
Speaker A
também sou servidor público, trabalho no Ministério Público já há mais de 20 anos. Atualmente tô em teletrabalho, então eu despacho às vezes da fazenda.
141:00
Speaker A
Tô lá no campo trabalhando com as abelhas e tô lá, pego meu computador, tô despachando o processo online remotamente.
141:07
Speaker A
Isso é a isso é a nossa isso foi um dos benefícios se se tivemos algum tipo de benefício, mas foi algum das mudanças da pandemia, né? O aumento do teletrabalho.
141:21
Speaker A
O que pode causar o surgimento de uma substância cristalizada na entrada da caixa aparentemente consumida pelas abelhas associado ao enfraquecimento da colônia?
141:33
Speaker A
Aí eu preciso ver de onde é que você tá falando, porque eu não tenho a menor ideia do que você tem, você tá me relatando. Eu nunca vi nenhuma substância na entrada das colônias que esteja provocando definhamento de
141:44
Speaker A
colônias. Para mim é uma informação nova. Ter você para aprender sobre isso. Não conheço.
141:52
Speaker A
Eu também não conheço. Também não conheço. Nunca ouvi falar. Após a polinização, você coloca a caixa no mesmo local na sua propriedade? Elas não sofrem com essa mudança?
142:08
Speaker A
Ótima pergunta. Veja só, quando a gente faz grande deslocamento de colônia, existe um risco de briga generalizada, né? Então, a gente tem um um protocolo aqui de manejo no qual a gente não solta as colônias todas de uma vez. Então, se
142:24
Speaker A
eu faço grandes movimentações, eu não vou soltar aquelas colonas todas no mesmo dia. E uma outra coisa curiosa para vocês aprender, abelha uma é um bicho que aprende, né, sempre informações novas. Tanto que quando ela é mudada de local, ela faz aquele voo
142:41
Speaker A
invertido na primeira saída para fazer o georreferenciamento do seu novo espaço. Mas é um animal que tem memória curta, então quando ele passa de três dias, ele esquece que tava, por exemplo, naquele espaço, naquela colônia. Eh, se eu
142:55
Speaker A
trouxer a abelha pro mesmo meliponar, ele não vai saber que estava naquele mesmo local que aquela caixa que tava na posição. Ele vai fazer novamente o mesmo voo de reconhecimento, porque até as abelhas que estavam forrageando já morreram, né? Se eu levo as colônias e
143:11
Speaker A
passa 30 dias no canto, quando eu trago grande parte das colas que vão voltar não são as mesmas que estavam naquela naquela coluna de origem. Então elas vão sair, farão no outro reconhecimento e lógico você não pode abrir todas de uma
143:25
Speaker A
vez. A gente faz aqui um trabalho de abrir as colônias aos poucos e vai sentindo se elas estão ou não brigando, né?
143:35
Speaker A
Vou passar o último código aqui. O código, o código número três, que é o seguinte: farelo é diferente de migalha. Farelo é diferente de migalha.
143:49
Speaker A
Lembrando que migalha é com LH, OK? Migalha. OK. Ah, aqui não tem mais perguntas.
143:59
Speaker A
Então, diante desta situação, eh, eu vou encerrar ou concluir esta aula aqui. Lembrando que a gente vai ter o nosso próximo encontro, então, na terça-feira que vem. E na terça-feira que vem, cara, nós vamos ter uma mulher aqui
144:23
Speaker A
que ela tá lá na revista Forbes, a pessoa que eh é uma das catarinenses, duas mulheres, né, do agro, que são as mais influentes. Então, aguarda aí paraa semana que vem para saber. E o nosso assunto vai ser o hidromelis.
144:46
Speaker A
Isso mesmo. Então, a uma pessoa que com 600 começou o seu empreendimento e hoje ela tá sendo aí considerada uma das pessoas mais influentes do agro. Então isso para ser eu comecei com a caixa de abelha, viu?
145:04
Speaker A
Cfrid. [risadas] Eu [suspirando] comecei com a Jairazinha criada no mar condicionado, na casa da minha mãe. Olha aí.
145:14
Speaker A
É as histórias, né, da de superação, de crescimento, elas são bem legais, assim, bem bem interessante, né? Eh, alguns dos alunos aí também eles se inscreveram pro curso de especialização, né? Eh, lembrando que nós tivemos 125 inscritos.
145:35
Speaker A
125 eh, 30 aí já foram [risadas] deixados pelo caminho porque não cumpriram alguns dos requisitos do edital. E aí sobraram lá ainda, na verdade sobraram 90 e 94, né? Esses vão paraa próxima etapa, os os 94, mas também podem derrapar ainda pelo
145:59
Speaker A
caminho, dependendo do projeto que que mandaram, né? Então, amanhã eh, vai é para ser publicado aí, então, a, o resultado das inscrições preliminares, aí depois tem o prazo para recursos, etc. e tal, se alguém se sentiu injustiçado, evidentemente, né? Mas só
146:20
Speaker A
para curiosidade e informação aí para aqueles alunos que fizeram a inscrição aí também, né? Então, amanhã é para sair esse resultado. Bom, Caliu, eu agradeço a sua participação. Eu vou permitir que você faça as suas considerações finais aí.
146:40
Speaker A
Eu só tenho agradecer pela oportunidade mais uma vez de estar aqui falando com você, com sua turma. Fico muito feliz em trazer, inclusive novas informações aqui do da nossa região. Hoje um trabalho com polização, mas aqueles que tiverem
146:54
Speaker A
alguma dúvida, quiserem mais informações sobre o assunto, não só esse, mas também sobre a Jandaía, a gente continua criando, né? continua produzindo. Eu ainda tenho o Meliponares de Jandaíra, mas hoje de fato o nosso foco, nosso principal foco que é o trabalho de
147:09
Speaker A
polonização. E amigo, tô à disposição. Quando quiser, mais uma vez só falar comigo que a gente tem essa aula aí e fico muito feliz em trazer informações do mundo das abelhas. Um abraço aí, caso alguém queira mais uma vez entrar em
147:23
Speaker A
contato, eu acho que você já passou meu contato, não é isso? E a gente tá à disposição.
147:29
Speaker A
Então, pessoal, da minha parte é isso. Eu espero que vocês tenham um excelente fim de semana e a gente vai se encontrar então aqui na terça-feira que vem, OK?
147:39
Speaker A
Boa noite para vocês e até lá.
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