Aula ao vivo sobre meliponicultura e sistemas agroflorestais (SAF) com o Espaço Toca, em Novo Hamburgo/RS, com relatos de projetos educativos, agroecologia e produção de fungos e defensivos naturais.
Key Takeaways
- Sistemas agroflorestais e meliponicultura se complementam, oferecendo maior diversidade de flores e recursos para as abelhas.
- A educação ambiental com crianças e comunidades é uma das frentes centrais do trabalho apresentado.
- Autonomia na produção de insumos caseiros (fungos, compostos, defensivos) é preferível a receitas fixas.
- A contaminação do mel por agrotóxicos é um problema real, que exige análise laboratorial e atenção ao acesso a alimentos saudáveis.
What the video covers
- Live-aula apresentada por um professor com Rafael, do Espaço Toca, localizado em área rural na divisa de Novo Hamburgo, Gravataí e Taquara (RS).
- O Espaço Toca funciona como guarda-chuva de projetos: editora de livros, formações para educadores, atividades com escolas e projetos sociais.
- São trabalhados manejo de águas, biodiversidade, banheiro seco e aproveitamento de matéria orgânica com crianças e adolescentes.
- A meliponicultura (criação de abelhas nativas sem ferrão) é destacada como atrativa para crianças e como fonte sustentável.
- Relato de impacto de enchente que submergiu áreas de trabalho a 4-5 m, com perda de parte dos meliponários e canteiros, seguida de reconstrução.
- Explicação sobre canteiros e sistemas agroflorestais, com organização em estratos para diversificar plantas e flores.
- Discussão sobre cromatografia e análise de amostras de mel e produtos, incluindo a detecção de contaminação por glifosato.
- Produção caseira de fungos e preparo de caldas/compostos (líquidos aplicados em diluições de 1 a 5%), com ênfase em aprender a criar receitas próprias.
- Debate sobre acesso a alimentos orgânicos e o caráter de classe da agroecologia, além da importância do planejamento de produção (calendário de plantio e colheita).
- Destaque para o papel histórico das mulheres na agricultura e para a biodiversidade do SAF como favorável às abelhas.
Chapters
- 00:00Abertura e apresentação do Espaço Toca
- 05:37Projetos educativos e atividades com escolas
- 11:20Canteiros, estratos e impactos da enchente
- 17:03Análises laboratoriais e contaminação do mel
- 22:45Produção de fungos e preparo de caldas caseiras
- 33:20Acesso a alimentos orgânicos e planejamento produtivo
- 45:00SAF e sua relação com as abelhas
- 55:00Considerações finais e questões de sustentabilidade
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Speaker A
Eu estou ao vivo e hoje é o dia, hoje é o dia das não, não é das crianças, foi ontem, né? Hoje dia 13/10/2026.
Speaker A
E nós estamos então hoje no dia eh de mais uma aula aqui para vocês que estão aí do outro lado da tela. E nós temos hoje uma aula eh que vai falar um pouco sobre uma experiência que talvez vocês
Speaker A
possam replicar de alguma maneira em algum espaço. Essa experiência é para mostrar que as abelhas são também uma fonte sustentável que vocês já sabem, né? Isso vocês já estão eh cabeludos de saber, né? Porque de alguns, alguns ficam careca de saber e outros ficam
Speaker A
cabeludos porque eles não cortam o cabelo, daí ele fica bem cabeludo mesmo, né? O meu aqui tá [risadas] ficando branquinho, gente do céu. Como é que pode, né? Mas é isso. Ah, o [limpando a garganta] tempo não para,
Speaker A
né? A gente vai envelhecendo. Uma coisa natural, nem todo mundo consegue, né? Então eu estou por enquanto, né, quase chegando a ser um idoso, quase, né?
Speaker A
Então, hoje eu vou apresentar para vocês o Rafael. O Rafael ele trabalha num lugar chamado Espaço Toca, né? E eu vou pedir então para ele se apresentar. Boa noite, Rafael.
Speaker A
Boa noite, professor. Boa noite, pessoal. Então, a gente tá aqui no no Rio Grande do Sul na no na divisa de de três municípios numa região rural de Novo Hamburgo, Gravataí e Taquara. A gente tá bem no bem no no centro assim
Speaker A
que junta esses espaços. Depois eu vou mostrar para vocês um pouquinho onde a gente tem a o centro comunitário Casa Amarela.
Speaker A
Posso seguir daqui, professor? Como é que tá? Bom, você vai se apresentar durante os slides aí? É isso.
Speaker A
É. Não, daí eu ia abrir para eles verem aqui. Mas é isso. Eu sou, eu sou.
Speaker A
Ah, tá. Tu quer mostrar outra coisa? Não, não. Isso aí eu botar junto, não tem problema. Então, ah, a gente tá aqui num espaço que é um espaço rural de aí uns, acho que agora tá é arrendado, que
Speaker A
é patrocinado por algumas pessoas. a gente se junta aqui, é eu, minha esposa, meu filho que moramos aqui, a gente tem uma equipe que trabalha junto, eu sou escritor de formação, assim, vamos dizer profissional assim, né? Eu trabalhei
Speaker A
muito tempo com poesia, dou aula de poética e tal. Eu de uns anos para cá, a gente migrou para cá, minha esposa é bióloga e a gente tá trabalhando com agricultura já faz algum tempo. Então, eu sou bombeiro agroecológico, faz parte
Speaker A
de um coletivo que ele é internacional, que uniméxico com o Brasil e o e América Latina como um todo aqui. Ã, tenho a honra de trabalhar com o professor Sebastião Pinheiro, que é esse desse livro, opa, desse outro lado que tá
Speaker A
aqui, é esse aqui. Então, tô dentro da luta da agroecologia aí na na linha de frente, trabalhando dentro de comunidade, trabalhando dentro dos espaços que dão assim, tem necessidade de formação para professores e tal. E é isso aí. Sou eliponicultor alguns anos
Speaker A
aí que me formei com no grupo, no mesmo curso que vocês. Muito bem. Então, [limpando a garganta] então pessoal, nós vamos dar prosseguimento aqui. Eh, logo vou projetar aqui a apresentação.
Speaker A
[limpando a garganta] Eu espero que vocês curtam essa aula aí sobre sistemas agroflorestais e coisas do gênero, OK?
Speaker A
Certo? Obrigado. Então, valeu, professor. Boa noite, pessoal. Vou começar com esse slide que ele é o slide de apresentação de um de um curso que a gente dá nos bombeiros agroecológicos, que a gente vai estar também mês que vem
Speaker A
no Instituto Federal da Restinga em Porto Alegre. H, a gente deu essa aula há pouco tempo na UGRs pros alunos da formação aberta de agroecologia e ali embaixo tem alguns parceiros, né, que são a Uvaia da URGs, que foi quem
Speaker A
criou esse curso de formação lá e nos convidou no nosso meliponário, a Juquira Candiru. Então, tem alguns parceiros ali. Então, para pra gente saber mais ou menos o universo que a gente tá trilhando, é legal que depois se vocês tiverem interesse em buscar por
Speaker A
essas instituições aqui, são pessoal bem legal, tem bastante material disponível. Certo? Vamos ver aqui que eu acho que deu aqui.
Speaker A
Acho que agora vai. Vamos ver aí. Acho que foi. Então, o espaço toca. Eh, a toca é um é um guarda-chuva de projetos, vamos dizer assim, aonde a gente tem a editora de livros, a gente tem as formações para
Speaker A
educadores, a gente tem a ã algumas algumas atividades dentro de projetos sociais. E a gente faz um ano mais ou menos, a gente abriu um espaço aqui chamado Casa Amarela, que depois eu vou mostrar um pouquinho para vocês ali, tá bom? Então
Speaker A
esse é o espaço toca. Aqui alguns projetos que a gente faz. A gente atende hã escolas e projetos de crianças assim adolescentes onde a gente vai trabalhar com manejos de águas, biodiversidade, onde as crianças vão aprender como trabalhar com banheiro seco,
Speaker A
aproveitamento de matéria orgânica. A meliponicultura é uma das coisas que mais encanta gurizada também. eles venha, venha os ninhos e às vezes eles perguntam: "Onde é que tá a a coroa da princesa?" Foi uma das uma coroa da rainha, uma das frases mais
Speaker A
legais aqui dentro de algumas comunidades. Aqui já é dentro do espaço toca. Esse círculo aqui foi um dos nossos primeiros anos de trabalho. A gente tem também projetos com pessoas já grupos de mulheres, né? adultos que tão que estão em busca assim dessa a gente
Speaker A
conhecer um pouco da prática para poder aplicar em espaços menores. Compostagem e preparo do solo aqui é dentro de uma de uma comunidade ã de uma cidade vizinha. Uma uma esse espaço aqui, gente, foi no ano da enchente, ele
Speaker A
foi tomado, ele chegou a 4 a 5 m de água. Aqui onde estão essas crianças, onde tá esse círculo de ã, perdão, essa espiral de ervas que a Gerine tá fazendo aqui. Esse espaço chegou a 5 m quase de
Speaker A
altura a água. Se perdeu praticamente tudo que foi feito. Aí a gente voltou. Então, poda, eles estão voltando aqui agora em novembro também. Aqui onde a gente trabalhou com podas, a gente dá formação em podas, dá formação para professores, como eu falei
Speaker A
para vocês, algumas formações que a gente alguns cursos. Essa foto é muito bacana, a gente gosta sempre dela. É do grupo de mulheres também, que são, a gente tava fazendo com eles aqui, bombas de semente feitas na mata
Speaker A
aqui em áreas urbanas, regiões de alta vulnerabilidade, plantil de bananeira e alimento. Aqui na mesma instituição que eu falei para vocês antes, aqui formação para eh em centros ambientais. Aqui é uma formação sobre abelhas nativas. Hoje o centro, o
Speaker A
Semeia, que é o centro de Campo Bom, uma cidade próxima a nós aqui, eles têm já estão com pequeno meliponário, ã, tão as crianças estão acessando, tão vendo a o manejo deles, estão podendo olhar a caixa de didáticas que a gente
Speaker A
fez juntos. E é muito bonito o trabalho dele. Se você eh se vocês conseguirem acessar Centro Ambiental de Campo Bom, tem um trabalho lindo para caramba na área de de educação. Então, construção de meliponares em espaço de convivência
Speaker A
é uma coisa interessante de se propor a fazer também. Claro que ã quem se dedicar a este tipo de processo tem que estar atento ao editais, tem que escrever o projeto. Mas tem profissionais que trabalham com escrita de com escrita de projetos para edital.
Speaker A
a gente mesmo escreve, mas tem gente que trabalha com isso. Então, esse foi um meliponário que a gente montou naquela comunidade que eu falei para vocês que foi tomada, a água foi tomada e as abelhas que estavam aqui a algumas
Speaker A
acabaram não teve como recolher, outras foram recolhidas em tempo. aqui é alguns apoios pra feira de anticiências que a gente deu pra escola do nosso filho que é aqui perto. Eles começaram uma horta agroflorestal bem bacana onde a gente
Speaker A
iria inserir algumas abelhas. Então isso aqui foi do ano de 2021 ao ano de 2024, que vem junto com a formação que a gente fez no Instituto Federal, esse curso que vocês estão fazendo, que agregou de assim de um jeito muito
Speaker A
potente a aos atendimentos que a gente faz, tá? Então fez toda a diferença conhecer meliponicultura pelo curso, porque a gente poôde assim sair um pouco daquele daquela zona mítica, né, que você já devem ter visto no nos YouTubes
Speaker A
e tudo mais. Então, 2026, que era o que a gente queria apresentar para vocês, então foi criada a Casa Amarela 2025 2026.
Speaker A
E isso mudou, eh, foi uma uma virada de chave pra gente, tanto na área da meliponicultura como da agroecologia e do plantil, porque a partir daí a gente saiu da casa que a gente morava, que era onde hoje é
Speaker A
a casa amarela, e veio para esse espaço. Todo esse, depois vocês vão ver a a o espaço, todo ele, ele é financiado por coletivos. A gente faz feira, a gente se junta, paga as contas e nada é nosso, a
Speaker A
gente não tem terra, tá? Então, todo o espaço que vocês vão ver aqui, ele a gente arrendou no início para morar, depois a gente foi construindo uma rede, essa rede foi se ampliando e a gente conta com a ajuda de muitas pessoas para
Speaker A
manter essa essa luta de pé. Aqui são as crianças vendo uma transferência aqui em cima. Nós fizemos uma transferência, isso foi no ano passado, né? Que esse ano tá difícil, não tá dando para mexer ainda nas coisas. Aqui eles fazendo
Speaker A
peletização de sementes de milho Aqui fazendo bomba de sementes com semente nativa e semente de adubação.
Speaker A
Aqui é um princípio. A nossa agrofloresta tem mais ou menos 1 ano e meio para 2 anos. É um espaço de mais ou menos 20x 20, um pouco menor, tá? tem uma média de aí de 16 por 12, algo
Speaker A
assim, mas ã a gente conta 20 por 20, foi o nosso primeiro cálculo. Eu nunca sei bem quanto que tá ali.
Speaker A
Vocês conseguem ver aqui os canteiros parecem uma uma olhando a primeira vista vai parecer uma grande bagunça, mas essa bagunça é muito bem calculada para que as plantas tenham extratos. Estrato vocês vão ver depois, não, extrato não é
Speaker A
altura, extrato é necessidade de sol. Então, vão ter plantas às vezes que são altas, mas o extrato delas é o que a gente chama de extrato médio, como é o caso de algumas bananeiras. Nesses casos, a gente precisa de alguém sobre
Speaker A
elas, porque senão elas vão sofrer tanto com o sol quanto com a geada. Então, a aqui vocês vão ver que a gente tem um margaridão, também tem abacaxi, aqui tem uma quantidade imensa de plantas e a gente vem se alimentando desse espaço há
Speaker A
algum tempo. Já aqui alguns trabalhos que a gente produz tanto com a gurizada, ah, com os coletivos. Então, a gente tem ali a semente criola no centro com açafrão, ã, ali a semente de pimenta rosa, que na é aeira, né? Auira
Speaker A
vermelha. Aqui uma colheita que foi feita, ã, a gente, é, foi a colheita que foi feita esse ano, né, que a gente tava passando para levar e a gente fotografou. Então, eh, aqui do ladinho, é alguns trabalhos que a gente tem,
Speaker A
esses que são os livros que eu publiquei como autor, as nossas canecas e etc. hidromel produzido por fermentação direta, né, com sem a o fermento de de vinho, né, que para ativar o bacilos cuken aqui o que eu tava falando antes pro professor
Speaker A
a o extrato de própolis de abelha borá que foi o nosso investimento do ano passado em algumas caixas de abelhaor que foi um investimento, na minha opinião, muito feliz, porque é uma abelha extremamente produtiva, muito brava. também, né? Mas muito muito
Speaker A
muito produtiva assim e de a um nível assim que de um mês pro outro elas encheram a meueira de própolis, aquela invertida, né? ou então com o com o acrílico, a gente tirou, fez 1 L de própolis com uma caixa e meia, vamos
Speaker A
dizer, no outro mês a gente voltou lá, tava lá de novo cheio. Então, duas caixas ã produzem tranquilamente 1 L por mês, 1 L, 1 L e pouquinho quase. A gente investiu em mais ou menos umas cinco caixas, foi muito legal. Agora tá, a
Speaker A
gente tá parado de recolher material delas por conta do do da das condições climáticas, né?
Speaker A
Então, a gente tá segurando um pouquinho aqui as crianças tendo hã treinamento de contraengasgo, que é uma coisa muito séria, muito importante, né? Essa é a Priscila, nossa parceira, ela é enfermeira e muitas crianças acabam tendo acidentes com engasgo, que é uma coisa simples, na
Speaker A
verdade, e que pouca gente tem treinamento, né? Então as crianças passam por isso aqui. São outros outras oficinas ali fazendo aqui costurando, fazendo a funda, né? Aquela funda ancestral aqui aprendendo a cavar um buraco para botar um moão, fazendo pão,
Speaker A
plantando muda, fazendo bomba de semente, né? A plantando a dubação verde aqui não é ã a a mesma mesma agrofloresta. Ela é a mesma agrofloresta, mas a foto que vocês viram tava do lado de lá antes. Aqui é o outro
Speaker A
lado dela. Aqui são as crianças com a Genine plantando mudas. Então a aqui elas estão aprendendo a ler uma cartilha para ler uma uma tabela para entender quando que se planta. Estou mostrando para vocês para vocês terem um panorama panorama
Speaker A
geral da do trabalho, certo? Aqui elas coletando e aprendendo a saber qual, como é que eu separo a semente de pimenta rosa que é aeira que eu falei para vocês antes, né? E a gente compra por uma fortuna no mercado, né? A
Speaker A
pimenta rosa. E ela pode ser cultivada no quintal em grande quantidade. Pode ser tanto uma forma de economia como pode ser uma forma de uso na cozinha.
Speaker A
E aqui, gente, começa a a vocês irem dando uma olhada. tanto para quem tá na criação de abelhas como para quem tá na agricultura, certo?
Speaker A
Isso é uma técnica chamada de eh cromatografia de Fifer que é muito muito muito muito assim revolucionária.
Speaker A
A gente pode fazer análise de solos, de sementes e de mel, tá? H, não é, não são todas iguais e é preciso um, um uma certa pesquisa e um certo estudo para conseguir fazer, mas depois que a gente aprende, ela pode ser
Speaker A
aplicada de forma muito barata, né? E o agricultor, a agricultora, a meliponicultora, o meliponicultor consegue saber o nível de contaminação ou se falta algum nutriente no solo. É bem interessante, tá? Quem tiver interesse, depois me procure ali que a
Speaker A
gente pode conversar sobre isso. Aqui são as crianças fazendo então essa análise, tá? Ela leva mais ou menos um dia para ficar pronta a primeira parte, depois mais um dia, mais uns 10 dias para secar a amostra.
Speaker A
Voltando ali um pouquinho que elas vão fazer esses desenhos circulares aqui, né? E ali a gente vai ver, quando abrir aquele disco, a gente vai ver o que que tem, se como é que tá a relação do mineral, porque uma análise assim
Speaker A
quantitativa que a gente faz geralmente em laboratório vai me dizer que eu tenho tanto de tal mineral, tanto de tal nutriente, mas eu não sei se se eles estão em diálogo, se eles estão se relacionando, certo? Então é por isso
Speaker A
que a cromatografia ela é mais completa, né, e bem mais barata. Isso é um pouco difícil às vezes de conseguir os docum a os produtos, mas é depois que consegue a gente tem como fazer amostra por muito tempo.
Speaker A
Aqui são as crianças tendo aula de animais peessonhentos, que a gente tem aqui uma incidência grande de cobras, né? aula de tirou o alvo. Eh, alguns planti que é importante se vocês tenham uma um espacinho para plantar e vocês
Speaker A
aprenderem a plantar cenoura, por exemplo, e coletar a semente dela, tanto a gente fornece um pasto ã apícola ali, um pasto melitófilo, né? Porque tanto elas vão usar resina também da cenoura, quanto a gente pode depois ter a semente
Speaker A
para plantar. Claro que aquelas cenouras que a gente deixar semear sementar, a gente não vai colher, né? embaixo, uma planta muito importante também, tanto pras abelhas quanto pra alimentação, é o feijão guandu, famoso feijão do banhão de dois.
Speaker A
Alguns lugares mais do que aqui no sul se conhece esse feijão aqui no sul pessoal usa muito para alimentar animal, mas a gente usa para comer aqui. É muito gostoso.
Speaker A
Aqui um pouquinho da base, né, de como que a gente trabalha aí, o que nos inspira um pouco, alguns dados, depois vocês podem voltar.
Speaker A
Bom, aqui a gente vai entrar então no que seria o conteúdo da aula. pensar como criar um ambiente propício para pro plantil, seja de alimento, seja de alimento e flor. Vamos tentar entrar um pouquinho nesse campo da produção
Speaker A
pra gente entender como é que funciona um solo, certo? A gente tá chamando de agroflorestra, mas na verdade agrofloresta nada mais é do que a roça indígena e a roça quilombola.
Speaker A
No princípio, essa essa técnica já era muito bem conhecida. Ela acabou se transformando um pouco e hoje tem muita gente falando de agrofloresta. Isso é bom. Por outro lado, acaba que se torna como se fosse uma coisa muito hermética,
Speaker A
né? Só quem tem como pagar para fazer os cursos ou encontrar alguém para ensinar é que é capaz de fazer agrofloresta. E a agrofloresta, na verdade, nada mais é do que uma ã roça de plantas integradas.
Speaker A
Claro que é preciso algum conhecimento para integrar essas plantas, senão vou dizer: "Bah, mas eu botei essas plantas junto com essa e não deu certo." Então é importante ã buscar por material. Tem bastante material na internet gratuito em PDF e
Speaker A
assim, tanto do pessoal do Namastê que estudou lá com Ernest, quanto do das cartilhas, tem bastante coisa. Então não precisa ser aquela coisa assim, sabe, ã elitista, né? de produção aqui, só pra gente saber, né, um pouquinho de por onde que a gente começa
Speaker A
a caminhar, tá? Então, essa é a Ana Primaves, uma pessoa muito importante na luta agroecológica.
Speaker A
Ela ela foi expulsa, né? Ela e o marido dela foram expulsos da universidade na época em que ela começou a falar sobre essas questões. E é óbvio que o porquê, né, porque ela tava se opondo à indústria química.
Speaker A
chegar chegou ao ponto de serem queimado livros eh que ela escreveu e hoje a mesma universidade reverencia ela, né, como um nome muito muito muito importante.
Speaker A
A gente vai trabalhar um pouquinho, a pena que a a foto do professor aqui não não tá não deve tá aparecendo para vocês, que aqui para mim não tá do professor Sebastião Pinheiro que eu falei para vocês que a gente trabalha.
Speaker A
com ele hoje, né? Ã, eu tava vendo se aparecer para vocês não aparece. Deve tá um pouquinho lento aqui meu computador, certo? Mas não tem importância. Então, ele vai dizer que existem cinco animais que fazem agricultura, porque se vocês pensarem em
Speaker A
agricultura, a agricultura não existe. Ela é uma ação sobre um universo que já existe, sobre um solo que já existe, sobre uma paisagem que já existe, né? é pegar algo e criar, pegar algo e plantar, né? Então, existem cinco
Speaker A
animais que fazem isso. O cupim há mais tempo, né? a formiga, um tipo de formiga cortadeira, então que ela vai pegar e vai inocular um fungo.
Speaker A
Ã, depois as abelhas que elas vão então coletar o pólen, o néctar, né, a resina, mas principalmente o pólen e a e o néctar, e vão trazer e vão inocular um fungo, né? você vai vão ter ali relações
Speaker A
dentro do ninho e elas vão criar de certo modo um um terceiro elemento ali a partir daquela combinação que é o mesmo que vai acontecer com a o rato pelado, que é um animal muito interessante, né?
Speaker A
Também como todos os outros são sociedades femininas eh aonde uma rainha comanda um grupo de fêmeas e os machos servem só ali paraa procreação em alguns momentos. É muito interessante esse animal também que ele é imune ao câncer,
Speaker A
ele vive 36 anos, se não me engano, que é um tempo assim gigantesco, né, para pra espécie, né, para pro tipo de animal. E por último, então nós, os seres humanos, aí há 10, 12.000 anos que a gente então descobriu a agricultura
Speaker A
também uma descoberta e uma prática feminina, né? Quem cria agricultura são as mulheres e acaba que com o tempo ela vai, esse universo vai se modificando um pouco, mas é assim que começa.
Speaker A
Então a gente vai começar pelos fungos, pessoal. Se a gente quer plantar, a gente precisa saber que existe um grupo gigantesco, ã, de pequenos serinhos morando embaixo dos nossos pés. E é com eles que a gente vai começar
Speaker A
a a formular um solo possível, um solo com um solo saudável, né? Como é que funciona a relação dos fungos? Os fungos eles não têm acesso a ao nutriente externo, né, que a planta tem. Então ele faz uma troca,
Speaker A
ele chega pra planta e diz: "Ó, eu preciso do que tá aí, do que tá em cima". E a planta diz: "Eu preciso do que tá embaixo, então te dou isso aqui, tu me dá isso". Aí parece simples, né?
Speaker A
Mas, por exemplo, tem a noss PCE pecan que tem uma substância nela, é o zinco, se não me engano, que não tem no solo da Amazônia, a não ser 40, sei lá, 45, 50 km numa determinada distância. Ali
Speaker A
existem fungos, as micorrisas que vão buscar lá para entregar pra Nogueira aqui. Então, é lição assim de extrema importância. Aqui a gente não enxerga eles. Isso é uma foto da mata aqui da casa amarela da Toca. E a gente não tá
Speaker A
enxergando os fungos e eles estão todos aqui. Se a gente abre um um pouco essas essas folhas, ã, a gente vê uma cadeia, uma teia esbranquiçada por dentro. E a gente pode trabalhar com esses fungos. a gente pode
Speaker A
usar eles para enriquecer o nosso solo como como um enraizador, uma um adubador, eh um revitalizador de solo.
Speaker A
Então, se eu tenho um espacinho pequeno, menor que seja, como é que eu vou começar a a deixar ele fértil? Matéria orgânica trabalhando com fungos. A gente tem aqui, tá o Sebastião, essa foi uma aula que a gente fez eh que ele deu lá
Speaker A
na URGs há um tempo atrás, na Universidade Federal. E aqui ele tá segurando um que a gente chama de munheca africana ou boneca africana.
Speaker A
Pessoal, isso é uma das coisas mais interessantes que vocês podem fazer para criar vida aonde a gente tá ali mais ou menos naquela terra que tá mais ou menos, ou até mesmo para dar uma um reforço pras plantas que já estão
Speaker A
nascendo. Como é que eu faço? Mas eu vou pegar aquela planta que tiver mais saudável no meu quintal. Bom, para quem conhece é a braquiária. Braquiária é excelente para isso. Mamona também.
Speaker A
Vocês estão vendo que aqui do lado tem o desenho, né, das raízes aqui. Tá vendo?
Speaker A
Essas também tem essas relações dos fungos e tal. Vamos imaginar que é, tem que imaginar mesmo, porque aqui eu não consegui fazer um desenho melhor que esse aqui. Peguei aqui no próprio canvo.
Speaker A
Vamos imaginar que essa plantinha aqui seja uma planta maior, tá? Mais robusta. Eu não vou pegar uma plantinha desse tamanho, mas é mais para vocês poderem entender. Eu vou pegar uma par de corte e vou cortar aqui, ó, na na na margem
Speaker A
dessas raízes. Vou recolher esse torrão com planta e tudo e vou botar dentro de uma trouxa de pano, que é uma essa que ele tá segurando. Certo? Vou fechar essa trouxa de pano e quando eu fizer isso, eu vou cortar a parte que ficou de fora
Speaker A
da planta, vou amarrar e vou botar no lugar seco e vou esperar secar. O que que vai acontecer? Quando eu cortei a planta em cima e fechei aqui em cima, os fungos que estão aqui, as micorrisas que estão aqui, vão dizer: "Opa, tem alguma
Speaker A
coisa errada, não tá dando, não tem mais nutriente chegando, a gente precisa se multiplicar." Nisso elas vão soltar os esporos em grande quantidade. Porém, como o lugar é seco e não tem mais como eles se reproduzirem, eles vão ficar ali
Speaker A
dormentes. Quando eu vou, ah, vou adubar a minha área, vou começar um plantil, vou pegar a minha horta, vou uma floreira, não importa, seja lá o que for, eu vou pegar um balde d'água. Eu posso pegar uma quantidade que tava dentro desse saco
Speaker A
aqui que vocês que a gente tá falando. Vou pegar uma quantidade, vou fazer uma outra trouxinha, vou amarrar e vou fazer como se fosse fazer um chá. Vou me ficar ali colocando dentro daquela água ali umas 20, 30 vezes até ele começar. O que que
Speaker A
vai acontecer? Ele vai soltar esses esporos e vai dizer: "Olha, tá na hora de acordar, tem onde viver". E aí eu vou pegar 1% desse líquido, dessa calda, de 1 a 5%, sempre começamos com 1%. Vou colocar no meu aplicador a 1% desse
Speaker A
aplicador. Então se é 20 L, se é 10 L, se é 5, se é 1. Vou colocar no meu aplicador e vou aplicar, certo? Vou fazer isso numa distância aí de 7 a 10 dias, certo? cuidando sempre o
Speaker A
resultado. Se possível, se eu tenho um espaço grande, eu deixo ali uma área, uma área de para eu conferir, né? Deixo aqui. Se eu tenho 10 linhas de milho, ã, ou de feijão ou de girassol, eu deixo aqui
Speaker A
duas que eu não vou passar para eu ver a diferença, se teve diferença entre elas, certo? Então esse é um método extremamente eficiente. Se vocês forem comprar no mercado aí micra, podem pesquisar, é bem caro. Ã, se a gente for
Speaker A
pensar na agricultura, no campones e sem contar que se eu pego uma micorrisa, que ela é industrial, o que que eu tenho? Eu não tenho a micorrisa do meu solo ou de um solo próximo, né? Ã, ou de uma mata.
Speaker A
Eu tenho uma micorrisa que veio da indústria replicada. Ela é um clone de um clone de um clone de um clone. Já não é mais a mesma coisa. Vai dar resultado?
Speaker A
Sim. Na primeira vez vai. Depois eu vou ter um problema porque as micorrisas do solo vão ser inibidas, tá? E aqui tem uma coisa que é a gente vem trabalhando aí para criar uma um método da gente pensar em duas bocas, a
Speaker A
nossa e a do solo. Ã, e aí a gente tá trabalhando, dando algumas pesquisadas. Esse é um fungo aspergilus oriia, que é o coji. Não sei se alguém aqui conhece. Depois se vocês conhecem contem pra gente ali porque é
Speaker A
bem legal de saber, tá? Ele é o mesmo fungo que se produz o saquê, o missor, o amasaquê, o chico e a enzima que é usada contra para quem tem intolerância a lactose. Olha só, ele é muito diverso.
Speaker A
Esse fungo tem muito tempo já na manipulação humana e ele tá em todos os lugares, tá gente? Ele tá no na mata perto da casa de vocês. Ele não é um fungo do Japão. Ele foi ã melhor aproveitado no Japão por condições, tá?
Speaker A
Mas assim, esse aqui é um que a gente produziu há pouco tempo atrás, tá? Eu produzo ele para comer, né? Para me alimentar. Aqui é um pão feito com uma colher bem pequena de fermento. E o fungo ele tem aí, aqui não deu porque a
Speaker A
foto ficou muito grande, mas ele tem mais ou menos uns, eu acho que quase uns 15 cm de altura por uns 40 cm mais ou menos de de comprimento feito fermentando, né, em algumas horas e tal.
Speaker A
fica muito muito muito gostoso. Ele traz o tom um mami, né, ao alimento. Bom, mas além de toda essa diversidade, o que que mais esse fungo é é capaz de fazer?
Speaker A
Aqui eu vou dar uma atualizada, pessoal, para ver se vocês conseguem ver as imagens que aqui era importante. Pera aí. Vai, provavelmente compartilhar aí a tela do Canva.
Speaker A
Mas enquanto eu vou atualizando aqui, eu vou falando com vocês. Então, esse fungo, o Aspirilus Orizai, ele é um devorador de matéria orgânica, né?
Speaker A
Então, se lembra então que a gente falou do fungo das micorrisas? Ele tanto pode ser combinado como ele pode ser utilizado isoladamente. Certo?
Speaker A
Vamos ver se tá se tá. Professor, pode colocar para mim, por favor, de novo a transmissão aí. Perfeito, muito obrigado.
Speaker A
Então, vamos lá. Esse aqui então é o fumo que eu falei para vocês. A gente mesmo produz ele em casa, não é uma cepa, né? A gente pode comprar, eu depois quem tiver interesse me avise que tem dois lugares interessantes para
Speaker A
comprar, porque é uma coisa séria comprar cepa de fungo para se alimentar dele, né? Ele não é barato exatamente, ele é, ele custa aí uma média de R$ 90, um saco de 10 g, mas com 10 g a gente
Speaker A
faz mais de 10 kg de cojin. Então ele é ele é extremamente ã produtivo e vale muito a pena a gente fazer experiência com ele, porque depois que a gente aprende a lidar com esse fungo, a gente percebe que a nossa
Speaker A
alimentação e o nosso estômago, tudo muda muito, tá? Aqui então é o que que é um fungo? Nesse caso a gente tá tratando do asperdidos, tá? Oai. Mas assim, ã, aqui, ó, desculpa aqui a sujeira do meu tonel, mas choveu do lado e o barro
Speaker A
pegou. Depois vocês vão ver ele de outro jeito, né? Aqui ele tá sendo inoculado.
Speaker A
Eu também posso fazer ele como um biofertilizante, né? Eh, aqui desse outro lado vocês vão ver que a gente tava falando qual é o fundamento do fungo, né? ele vai decompor a matéria morta. Esse melão aqui, gente, é um exemplo de uma coisa
Speaker A
muito maluca, assim, esse melão foi o melão que a gente comprou, ã, num mercado. Ele é um melão que veio pela Seasa, né? Então, ele vem de outro estado para cá. E, pessoal, ele ficou um ano, acabou que a gente não comeu e eu
Speaker A
acabei deixando ele para fazer uma experiência. Ele durou um ano sem aparecer um fungo nele. Isso é uma característica muito negativa de um alimento. O alimento depois de uma semana ele já tem que tá fungando ou ele não pode durar tanto tempo. Então quer
Speaker A
dizer, ele tem muito químico ali, alguma coisa nele que é o nem o fungo quis, né?
Speaker A
Ã, e aí depois de um ano e pouco, ele começou a apresentar esse fungo branco.
Speaker A
Então, que a como aquele galho que tá ali, que é um galho morto, né, da árvore, ele caiu e tá cheinho de fungo.
Speaker A
Então, o fungo vai decompor a matéria a a partir daí que ele vai estar disponível pra planta. Antes disso, a matéria precisa, ela, se ela não passar por um digestor, ela não for digerida, ela não serve como adubo. Então, não
Speaker A
basta só eu botar ali a a o meu lixo orgânico, se eu não tiver oxigênio, uma quantidade certa ali de matéria seca para os fungos então trabalharem. Eu posso então fazer uma adubação direta com um fungo se eu tiver controle sobre
Speaker A
ele né? Aqui, então, nesse tonel tem uma quantidade de de arroz de coji que vocês viram ali, um pouco de melado, uma fonte de açúcar, soro de leite e aí eu posso botar outras matérias orgânicas e ele vai decompor
Speaker A
isso. Isso gera gás e por isso que eu tenho esse arlock em cima. Tem outras válvulas que podem ser feitas, tá pessoal? Mas aí precisa ter bastante cuidado para ele não explodir. Explode.
Speaker A
É uma uma se eu não tiver uma saída de de gás e eu não posso ter entrada de gás, né? Em outros casos eu posso usar oxigenando, mas aí é é um pouquinho mais complexo. Então eu posso ter uma uma um
Speaker A
build gestor, então que eu mesmo crio aqui e aqui eu vou ter uma um adubo.
Speaker A
Esse aqui, esse tonel tem 30 L. Eu vou ter um adubo por muito tempo, se eu lembrar que eu vou usar 1%.
Speaker A
Então, o processador, o processo de decomposição da natureza, aqui tem um pouquinho os dados. Isso vocês podem depois voltar na aula, anotar, quiserem assim fazer alguma pergunta, depois não mandaem direto para nós também, tá?
Speaker A
Então ele vai digerir, né, assim como ele vai digerir para nós a proteína, porque a gente sabe que as leguminosas, assim como outras proteínas, elas são de uma digestão mais ã é mais difícil, né?
Speaker A
Então a gente precisa de alguém para pré-digerir ela. Esses são os fungos, né? Então aqui a compostagem acelerada.
Speaker A
Para quem já tem prática de composteira, é fantástico usar usar o o Coji. Ele vai acelerar muito esse processo. Ele vai criar uma uma película, uma uma penem branca por cima. É uma coisa fantástica aqui. Então, outro fungo também possível
Speaker A
da gente trabalhar tanto na alimentação quanto na decomposição de matéria orgânica do solo. Ã, esse é o tempê ou é tempê, né, a pronúncia. É um fungo usado na Indonésia, em outros lugares também.
Speaker A
Essa é uma foto de hoje. Eu tirei hoje de uma de uma produção. Isso aqui é soja orgânica, né, que a gente compra com alguns agricultores e às vezes a gente planta também. Ã, então ele e ele esse
Speaker A
fica pronto em 24 horas, é fantástico. Ele logo já tem essa penugem, ele pode ser cortado, comido, frito, marinado. É uma coisa assim muito versátil e com uma quantidade de proteína legal, né? H, e que também pode ser usado como um
Speaker A
decompositor, como eu falei para vocês, ele pode ser usado tanto como biofertilizante, tanto como um acelerador na minha compostagem, né? Eu só não é indicado botar ele puro direto no solo, tá?
Speaker A
Aqui assim, ó, a gente sempre fala que não existe receita, tá? A gente tá falando no mundo da agroecologia e da da agricultura orgânica, não existe receita, não tem uma receita fechada.
Speaker A
Mas existe o conceito, vocês podem trabalhar com esse conceito base. Então aqui é uma ideia, vocês podem variar isso, certo? Mas cuidando sempre com algumas proporções. Então aqui num tonel para um tonel de 20 L, esse M tem 30,
Speaker A
mas é só para vocês lembrarem que ele precisa de uma válvula de saída de ar, certo? Então eu vou trabalhar aí com 500 ml de melado ou outra fonte de açúcar, mas o melado ainda é mais econômico do que a o açúcar
Speaker A
amascavo. Ã, posso usar eu mesmo usar uma guarapa e tal de cana? Posso, mas eu vou ter que daí saber a proporção porque ele tem que ser maior, né?
Speaker A
Ã, 6 kg mais ou menos de matéria orgânica, pode ser lixo orgânico da cozinha triturado, bem picadinho com uma faca para ser mais rápido a digestão. 500 g de pó de rocha.
Speaker A
Pó de rocha eu consigo tranquilamente, uma coisa super barata. Ã, em lugares que fazem brita, né, que tem pedreira de basalto, não tenho acesso. Pode ser, pode ser cinza, mas aí pelo menos a metade, um pouquinho menos do que eu
Speaker A
usaria de pó de rocha. e 200 a 400 g de fungo. Eu falei para vocês, não tem bem uma receita fechada, porque não é a ideia que vocês trabalhem sempre com receita fechada, que vocês aprendam a, ã, criar os próprios, né, os próprios os
Speaker A
próprios biofertilizantes. Por que que a gente não chama de bioinsumo? Porque insumo é uma coisa que se compra, né?
Speaker A
Eh, uma coisa que a indústria trabalha. a gente trabalha com a ideia de que dentro dos nossos quintais, dentro dos territórios dos agricultores e das agricultoras se possa produzir com aquilo que se tem, né? Claro, ah, não tenho como adquirir o
Speaker A
fungo, não é problema. Eu posso fazer um arroz, ã, um arroz que ele não cozinhe completamente, ele fica ali no pré-cozido.
Speaker A
Eu vou pegar esse arroz e vou enrolar ele na palha ou num tecido de aquele tecido de fazer queijo voal, né? Ou eu vou pegar um tecido de algodão mesmo, vou amarrar, vou botar esse arroz ali dentro, vou fechar ele e vou colocar ele
Speaker A
de algum jeito dentro de uma mata, um bosque, alguma coisa assim, onde não proteger ele de algum jeito que os animais não comam. Então posso botar dentro de uma caixa plástica ou e cobrir com alguma tela. E ali eu vou também
Speaker A
capturar os microrganismos, inclusive o fungo que a gente tá, os fungos que a gente tá falando. O cuidado com isso, eu preciso saber separar. Então, os fungos pretos, que são aqueles muito escuros, eu vou retirar a cinza também cheira um
Speaker A
pouquinho. E aí eu vou fazer o mesmo processo de fermentação. Esse já precisa que eu tenha um pouco de conhecimento sobre a coloração dos fungos, mas é super possível. Eu também posso recolher direto da mata e fazer um processo de
Speaker A
fermentação anairóbico como esse aí, tá? Aqui então um exemplo de um solo aonde eu tenho matéria orgânica feito por mãos humanas, mãos indígenas, camponesas e um solo onde não foi feito que só a própria natureza vem agindo sobre ele. Então, a
Speaker A
gente percebe que a interação humana com a paisagem e com o meio, ela é benéfica quando, né, a gente tem uma um respeito, né, pela por aquilo que a gente tá fazendo e por os seres vivos que a gente
Speaker A
tá tratando. Então, tanto a caça como, né, o alimento da carne ou o alimento vegetal, isso tudo retorna pra terra.
Speaker A
ah, nessas nesses esparros que são chamados de terra preta de índio, que é, né, questões de aí, tem as questões dos minerais raros e tal também, mas nessas terras foram encontradas até ã pedaços de barro e outras coisas. Então, isso
Speaker A
foi criando camadas e camadas e camadas. Essas terras são profundas, porque teoricamente essas áreas, esses territórios não seriam territórios por agricultura, né, mas se tornam territórios por agricultura por conta dos milhares de anos que os indígenas vêm trabalhando com essas áreas. Então,
Speaker A
o a decomposição, o acúmulo de matéria orgânica, o trabalho dos micróbios, vão fazer então um solo fértil, possível de se trabalhar, né? aqui algumas fotos da nossa área aqui da Agrofloresta antes dela se tornar, como vocês viram, então aqui foi colocado muita matéria
Speaker A
seca, né? Aqui vocês estão vendo na nessa foto aqui de cima da da foto da direita, a minha direita aqui, provavelmente esquerda de vocês, eu acho, né?
Speaker A
Aqui nesse verdinho que tem é o plantil de adubação verde, ou seja, no período do inverno a gente planta aveia aonde não tá sendo cultivado nada. Essa aveia vai crescer, vai entrar ali em competição com a braquiá e outros
Speaker A
pequenos, né, capins que não são benéficos para nós por conta de que eles se espalham muito, é muito difícil manejar. Então elas vão cobrir eles, depois a gente vai cortar e elas vão ciclar os nutrientes do solo. A gente
Speaker A
vai derrubar a palha por cima de novo, né? Que ela vai ficar assim, como vocês estão vendo, a gente mantém as árvores, né? E vai derrubando palha por cima.
Speaker A
Matéria orgânica é a chave. Então aqui como que a meliponicultura se beneficia, né, da do SAPS? Hoje a gente tá já um pouquinho adiante na pesquisa. A gente começou a usar então para cada linha da do sistema agroflorestal
Speaker A
uma caixa de abelha. Então numa tem uma miringuaçu, outra tem uma emerina, outra tem uma guaraip. Na outra tem uma iraí, na outra tem uma mirim droriana, se não me engano, e uma mirim negríceps, negrceps que acabou não
Speaker A
aguentando o frio do inverno, que a gente teve um frio muito crítico aqui. Era uma caixa que tava super bem e tal, não conseguiu.
Speaker A
E mesmo com alimento e tudo mais, a gente tá agora trocando ela. Então a gente bota diversas, né?
Speaker A
H, algumas espécies não, não. A gente tem, a gente não tem, por exemplo, aqui a a manduri, a gente não tem a algumas a gente não tem, mas a gente tem acho que hoje aí umas 10 espécies que tem que são permitidas aqui no Rio
Speaker A
Grande do Sul, tá? Então, dessas deve ter umas quatro ou cinco dentro da dentro do SAF e a gente tá analisando o os horários de polização. Então, infelizmente eu esqueci de trazer para vocês aqui a foto, mas agora essa semana
Speaker A
a Janine conseguiu pegar ali uma fotografar uma manda saia polenizando o a flor da cebola, né? E interessante que não tem manda-çaia na agrofloresta, ela tá um pouco distante da agrofloresta. Então a gente consegue ver os horários de
Speaker A
polização, né, o que muda bastante a qualidade do alimento. Aqui são alguns exemplos que eu trouxe no ano passado também. A gente sempre traz esses exemplos nos cursos quando a gente trabalha, que são de outros outra outros agricultores. Isso é do livro
Speaker A
Agroflorestando o mundo de trator a facão, trator a facão do Namastê. Ã, e aqui é uma das uma das fotos que eu acho mais bonitas de interação entre as espécies. A gente tem aqui uma, 2, 3, 4, 5, 6, talvez umas 7, 8
Speaker A
visíveis né? fazendo aquela interação entre entre plantas, fornecendo e trocando nutrientes e se ajudando em relação ao colher do sol.
Speaker A
Aqui mais uma vez foi um material que a gente também trouxe no ano passado. São aqui vocês têm embaixo as referências, depois vocês podem ir em busca desse material. vale bastante a pena porque às vezes ali vai ser uma frase ou duas e
Speaker A
vai nos trazer alguma ideia, né? Aqui um antes e depois também de um outro curso que não foi a gente que fez esse quintal, tá? Ele é tirado de um outro trabalho aqui. É bem bem interessante que não
Speaker A
parece o mesmo espaço. Eu até hoje olho para essa foto e tenho uma certa dúvida, mas é que foram tirados de ângulos diferente né?
Speaker A
Então aqui eh agroecologia ou agrofloresta ou rost indígena versus agricultura convencional na questão de produção de alimento. A gente não tá falando de commodity, a gente tá falando de alimento. Então ã a diferença de peso é muito grande. Daí o pessoal pergunta:
Speaker A
"Ah, aonde isso? A gente, pessoal, vocês podem dar uma pesquisada na fazenda da Toca, que casualmente tem o mesmo nome, nós não sabíamos quando criamos.
Speaker A
Tem também a fazenda do Ernest, que são eh experiências de peso, mas tem muita coisa. A coringa, gente, tem muita gente produzindo em larga escala em agrofloresta, tá? não é o nosso trabalho. Nosso trabalho tá focado na educação, pesquisa e produção de
Speaker A
alimento dentro da comunidade. Um diálogo muito perto da educação com a comunidade. A gente mora numa comunidade onde ainda ainda o agrotóxico ainda é o que domina, né, o a produção de silagem e tudo mais, certo? Então a nossa guerra
Speaker A
é outra. A gente não tá focado em produzir em larga escala, mas tem muita gente fazendo isso aqui para vocês então verem a possibilidade, tá? A gente tá falando aqui de uma floreira comum, certo? De aí 1,65 m, certo? Então aqui
Speaker A
como seria uma floreira convencional e aqui como que ela poderia ser, né? Se eu ã aplicasse aqui o conceito dos extratos. Então vocês estão vendo aqui em cima, ó, o que que é um um extrato emergente, um extrato alto, um extrato
Speaker A
médio, um extrato baixo. Vocês podem trabalhar com essa tabela, tá? E a partir dessa tabela, nesse livro que eu falei para vocês, ã, Agroflorestando o mundo de facão atrator, tem ali várias dessas tabelas e vocês podem trabalhar então criando seus
Speaker A
próprios consórcios. E aqui vocês vão ver, ó, quando o rabanete tá pronto, ele sai. Quando a rúcula tá pronta, ela sai.
Speaker A
Nesse tempo aqui, o alface tá pedindo espaço, ele ganha, né? Eh, vocês vão trabalhar com a rotação delas no sentido de tempo e espaço, né? Então, quando que a planta tá pedindo espaço? Quando a outra que já cumpriu o seu tempo sai.
Speaker A
Então, é possível produzir muito mais em bem menos espaço, tá? Aqui eu não quero cansar muito vocês com esse tema, mas é importante porque a gente tá falando de meliponicultura, a gente tá falando de água floresta, a gente tá falando de cultivos
Speaker A
e de certa forma a gente tá falando de uma ã ancestralidade aí de produção e que a gente não pode esquecer quem é que como é que isso mudou em um determinado momento. Mudou há 200 anos atrás. mais
Speaker A
ou menos essa coisa foi andando em outra direção, certo? Mas a agricultura tem aí lá seus 10, 12.000 anos, né? Então a gente não pode esquecer. Então qual é a origem dos dos venenos? A origem dos venenos ela tá
Speaker A
diretamente relacionada às armas químicas. assim, para baratear o o custo, ele acaba tendo um outro uso, assim como os tratores ã que claro, em em vários aspectos eles são super importantes, mas eles também são uma forma de baratear a
Speaker A
produção de máquinas, né? Aqui é mais para vocês terem aí uma uma assim um olhar panorâmico sobre o tema.
Speaker A
Também tem as referências aqui, ó, efeito de herbicida sobrevivências abelhas nativas, brasileiras melípodas e tudo mais, certo? Vocês podem buscar por esses por esses dados e e tirar as próprias conclusões, certo?
Speaker A
Aqui a mesma coisa, deixar um pouquinho para vocês depois poderem copiar ali os os as referências.
Speaker A
E aqui então a gente entra nessa questão do agrotóxico, alimento, açúcar, ã, cana de açúcar, né? Ã, jogadas aí que o sistema da indústria vai fazer e que às vezes a gente não tá bem atento e não sabe, né? E como isso se relaciona com a
Speaker A
a meliponicultura e a agricultura. Então, em 2019, o decreto que proibiu plantil de cana de açúcar para fins comercial e acesso de crédito na Amazônia foi revogado.
Speaker A
Coincidentemente, em 2019, a Bayern vai lançar um herbicida para cana de açúcar e tudo mais. Então, isso se ali vai fazer aí um vai acontecer junto, né? Não existem coincidências nesse meio. E aí vem uma outra coisa, porque a gente não é
Speaker A
avisado que a que a cana ela é transgênica e ou que ela é usada aí o o glifosato, glifosinato 24, que por sua vez é o agente laranja usado no Vietnã.
Speaker A
Acho que isso vocês já estão sabendo há bastante tempo, né? Por quê? Porque de certa forma a gente não eh a gente não consome a cana ã contaminada, entende? Então lá na na cana de açúcar, no açúcar nunca vai ter o T, mas ele é
Speaker A
ela, uma boa parte dela já é há bastante tempo. E aí a gente tem assim as consequências disso, né? esses 2 milhões, esses 2 milhões de hectares, ã, que foi tentado também pegar, se pegar lá da da Amazônia, que
Speaker A
não foi permitido na época, acabou acontecendo na no continente africano, né? Isso vai causar uma devastação imensa, gigantesca, até porque a maior parte disso é ilegal. A gente vai ter aí um volume gig muito grande de trabalho escravo, né? Ali a gente tem os dados
Speaker A
aqui entre 95 e 2023, as lavoras de de cana de açúcar lideraram esse esse esse crime, né? Então gravem também esse nome aqui, né? Que o motivo da onde e da onde é que vem isso depois, tá?
Speaker A
Essa marca vai ser a marca que mais vai ser vista e revista em notícias, em processos de tudo que é lado por conta da do da condição do trabalho escravo. E aqui a gente tem aqui uns dados que são
Speaker A
interessantes. Se vocês não conhecerem esse documentário, agricultura tamanho de família, ele tem na Netflix, inclusive, né? Tem esses dados. Esses dados são bastante impactantes, né?
Speaker A
Quando a gente vê que uma boa parte do que vai pro vai pro desculpa, que vai para balcão, a prateleheira do do supermercado é produzido ainda dessa forma, né? E a custa de muito sofrimento, a custa de muita, ó, aí a gente tem aqui, ó,
Speaker A
caminhada de 9 km, né? Olha quantos golpes de facão, toneladas eh carregada, então perda de 8 L de água, 800 flexões e assim. O pessoal chega, tem hora para chegar, não tem hora para sair, não tem nenhum direito trabalhista, a coisa
Speaker A
ainda é assim em 2026. Então é uma é uma tristeza que isso ainda seja produzido dessa forma e que cause esse impacto tão grande e que isso fique por isso mesmo, né? mesmo quando a gente tem a punição,
Speaker A
ela ainda assim ela não é significativa, senão não continuaria acontecendo. Então aqui, ó, eh esse caso é antigo, já famoso, demorou mais ou menos uns 10 anos, se não me engano, para isso ser resolvido. Então, dentro desse tempo,
Speaker A
esse dinheiro que foi pago já ele já já foi lucro, né? Ele já não não é uma não é algo que a que a empresa sinta, né? E não, e aí não tem exemplo para isso, não. Não, não se, isso não, não marca ao
Speaker A
ponto de intimidar outros a fazerem, né? Então aqui, ó, vendidos diretamente pela cingenta por 9 milhões. Gravem esses nomes que eles são importantes quando a gente tá tratando de de questões ambientais.
Speaker A
Esse livro é um livro muito importante para quem quer assim ampliar mais o conhecimento sobre o sobre o tema da Larissa, o agrotóxicos e o colonialismo químico, tá? Ela vai trazer esses dados, pessoal. Isso aqui é muito certo, tá?
Speaker A
Não, não é um não é um achismo assim. Se vocês derem uma olhada nesse trabalho, vocês vão assim, quem não conhece, claro, né, vai se espantar bastante, tá? Então, olha só, é como se no Brasil a gente fosse
Speaker A
superhumano na questão de permitir o limite permitido na União pela União Europeia, na Europa, na maçã.
Speaker A
E esse é o permitido no Brasil. É como se o brasileiro fosse capaz de aguentar uma quantidade muito maior, como se a nossa condição física fosse diferente de qualquer outro ser humano. São 200 vezes maior, né? Aqui é do pimentão,
Speaker A
olha só, 400 vezes, alface 600 vezes e assim vai. Então, não é uma questão do que ã tá sendo feito só contra a lei. Também é o que a lei permite. Isso talvez seja o nosso maior problema, é aquilo que a lei permite.
Speaker A
Ah, como é que a gente resolve isso, né? Aqui se realmente o agrotóx tivesse entrando no jogo para matar a fome, a gente não teria uma crescente tão grande de fome no campo, sabe? Ã, esse é um outro documentário. Quem não conhece,
Speaker A
vale muito a pena ver. Eu não vou falar muito sobre ele, mas busquem por ele. A chuva de veneno da lei Zé Maria do Tomé funcionou por um por um período e agora a gente perdeu de novo essa esse direito
Speaker A
adquirido e a forma como se perdeu também é significativo. Deem uma olhada. Ahã. A gente tá indo nesse caminho pra gente ir ir fechando o tema pra gente poder entrar para as perguntas, tá? Mas é eh importante a gente dar uma olhada nessa
Speaker A
questão do agrotóxico aqui, ó, a questão da melipolicultura gourmet que a gente brinca aqui. Ã, é esse ninho era um ninho de Uruçul Nordestina que foi encontrado no região pública na rua em Campo Bom, aqui pertinho onde eu
Speaker A
falei para vocês tem o CEIA. Isso saiu numa reportagem num dia, né? E no outro dia a árvore amanheceu queimada. Por quê? Porque tem o zoneamento, né? E então me parece que a pessoa que não queria ser descoberta aí
Speaker A
depois da reportagem deu um jeito de resolver. Então eu não sei se é assim nos outros estados. Eu imagino que sim. A gente tem um problema grande aqui no Sul, que é a compra de abelhas de outros ã de outros
Speaker A
biomas de outras de outros estados, né? É realmente muito muito sério. A gente aqui acompanha muitas situações como essa que é uma coisa difícil de tu liar.
Speaker A
Às vezes tu conhece pessoas, então tu tenta ir por outros caminhos, mas a verdade é que ainda o tráfico de animal silvestres acontece em grande porte.
Speaker A
Aqui pessoal não que a Associação abelha não seja não tenha boas informações, mas como a gente falou antes, é bom a gente saber com quem que a gente tá lidando e com por e por que motivo essas instituições
Speaker A
existem. Então, as principais fontes aqui de produção de agrotóxico e não só disso, né, de produção de adubação química, de destruição de área indígena, de área já demarcada e por aí vai, nós temos empresas que não aparecem lá na no institucional, mas se vocês
Speaker A
buscarem por elas, vocês vão ver que elas fazem parte da associação. Então essa associação tem muito material, muito bom, mas é sempre bom a gente saber aonde que a gente tá pisando.
Speaker A
Lembra dessa aqui que eu falei para vocês lá atrás, ó. E aqui é então de novo na nossa área, tá? Essa área onde ele tá passando o trator aqui, vocês percebem pelo tamanho da nuvem, a velocidade dele tá acima,
Speaker A
né? Eu tenho, eu fiz formação para aplicador de agrotóxicos para conhecer. Então a gente aprende a regulagem de bico, velocidade, etc. Bom isso tudo.
Speaker A
Então aqui ele tá bastante fora. Aqui nesse caso, nesse dia, a gente teve deriva na eh exoderiva, né, que é quando sai para fora do do espaço da lavoura, onde a gente perdeu alguns maracujás, algumas outras ã frutíferas ali que
Speaker A
pareceram. E aí a gente tem aquela aquela briga de sempre. O que acontece com o herbicida quando ele é passado sobre a flor em período floral de de pólen, ele se ele se aloja, né? Ele para por cima do
Speaker A
pólen, a abelha recolhe aquele pólen, como vocês já viram, ela vai usar o pólen para alimentar a cria. E aí aqui a gente teve perda de cinco mandais que estavam relativamente próximas dessa área, cinco caixas, né? Essas são as
Speaker A
flores que estão próximas dessa área, por isso que a gente tá mostrando elas aqui.
Speaker A
Aqui então é como eu disse para vocês, a área onde a gente tá, onde tem o saci, é onde é a casa amarela, onde tem o curupira, é a mata que nos protege de uma boa parte do problema. Essa área
Speaker A
aqui, onde tem um smilezinho triste aqui, ó, éonde vocês viram o trator passando. Essa área aqui é onde até o ano passado também era uma área de monocultura de de milho para silagem. Eles passaram de drone, teve vários problemas, contaminou
Speaker A
essa casa aqui, foi passado também fora do da forma correta, né? Então a gente era cercado aqui por 9 haares, tá bom? Hoje, esses hectares pertencem ao projeto em um arrendamento e uma parceria com o proprietário que por
Speaker A
conta das complicações com uso de herbicida e outros outras adubações, acaba que aqui embaixo passa um pequeno arroio, né? Ele é contaminado pelo excesso de ureia e pelo uso do agrotóxicar are em declívio.
Speaker A
Então hoje esse esse espaço pertence ao projeto Casa Amarela. A gente hoje tá esse tá já tá totalmente verde com a dubação verde plantada. Tá lindíssimo, muita flor. São 5 haar de flor. Então, tá muito bonito.
Speaker A
E aí, voltando ao que eu falei para vocês, então essa é a prática de cromatografia de Fifer, que aqui são aqui é o nosso filho Valentin, aqui é um colega, Nicolas, fazendo a análise em biofertilizante, né? E aqui então,
Speaker A
pessoal, há o resultado desse herbicida sendo lançado na região. Vocês podem ver a marca roxa que tem aqui. Esse é um duas cromatografias de mel.
Speaker A
E essa marca roxa, então, ela mostra que é um mel que está contaminado por glifosato rondap matamato.
Speaker A
Ele não pode nem ser certificado e nem seria muito muito indicado a gente consumir, né? Então a gente troca uma coisa por outra. Aqui mais alguns dados, depois vocês também podem dar uma olhadinha.
Speaker A
Então aqui a gente é o país que mais consome e existe um motivo para isso, né?
Speaker A
Morte de meio milhão de abelhas é consequência de agrotóxica. A produção agrícola baseada no uso indiscriminado de picida gera ciclo vicioso ao danificar polizadores naturais. E aqui a gente teve muito apicultor que perdeu e a gente sempre vai ter essa conversa
Speaker A
aqui. Ah, mas e o agrotóxico? né? Sem grotox a gente morreria de fome. Isso não é verdade. Isso é uma falácia que foi criada aí a partir do do movimento do do Rockfeller na Revolução Verde. Não é assim que funciona de verdade, sabe?
Speaker A
Se a gente for viver a agricultura, for e ir a aos agricultores e àgricultoras, conhecer os espaços, conhecer a história da agroecologia, saber como é que tá sendo produzido o alimento, a gente vai entendendo. Isso surgiu, é rapidinho.
Speaker A
Isso aqui só para a gente deixar aqui uma pequena teoria da conspiração aqui pra gente saber da onde é que isso vem.
Speaker A
Vem dessa tríade aqui, ã, o Skellox, o Forge e o Rockfeller, né? a gente vai ter um resultado catastrófico. E o interessante que isso tá acontecendo, essa união desse grupo, eles participam desse descen, o sanatório Be Creek aqui,
Speaker A
que é aqui é o o ator, né, que representou ele no filme. Aqui também a cena do filme, busquem por esse filme, é uma coisa de louco. Ã aqui então a criação dos sucrilhos e como é que isso
Speaker A
vai, na verdade sucrilhoso é chamado no Brasil né? H, e como que esses três eles são pacientes aqui, o Rock Feder e o Ford, como que eles vão dominar então máquinas né?
Speaker A
O Rockfeller é senhor do petróleo, então o Ford transformou ele na pessoa ainda mais rica, porque todo toda a máquina precisa de combustível. E eles vão se juntar, então, com o esse cara que comandava os grãos. Isso vai mudar
Speaker A
completamente a alimentação americana na época. ele vai criar aquela ideia de que eh a se alimentar de grãos torna a pessoa ã diminui a libido. Enfim, tem uma teoria bem maluca em volta disso, mas a verdade é que de maluco mesmo não
Speaker A
tinha nada. Existe um plano muito bem traçado para o monopólio dessas desses meios, né, de alimentação, de produção, de combustível, de energia, de educação.
Speaker A
Rockefeller vai entrar na questão da educação, onde ele vai dizer: "Não queremos uma nação de pensadores, queremos uma nação de operários". E isso vai se desencadear na revolução verde, onde eles vão tentar e vão conseguir por um período eh eliminar o o milho
Speaker A
do plantil. Eles entram no no México e entram com milho transgênico e tudo mais. aquilo ali vai ter uma uma um efeito eh muito nocivo, tanto nas comunidades quanto na saúde. Porém depois com o exército zapatista isso começa a modificar, depois continuam-se
Speaker A
as lutas e hoje é proibido a entrada do milho transênico e do glifosato naquele país.
Speaker A
Aqui é a união desses três caras. Então, como a gente já falou, com um plano bem bem estruturado. E aqui uma brincadeirinha que a gente sempre faz com os alunos, descubra qual o melhor alface. A maioria, hoje não tem como eu ouvir
Speaker A
vocês, sempre vai nesse alface aqui. Ele é mais organizado e mais bonito aparentemente. Então, a gente tem o outro alface, que é o de cima, né? é esse aqui, o alface num sistema agroflorestal equilibrado com com o consórcio de plantas, sem o uso de
Speaker A
agrotóxico. Aí depois quem tiver alguma pergunta, ah, mas como é que não tem ataque e tudo mais, a gente pode falar um pouquinho sobre isso.
Speaker A
E o outro alface é esse, né, onde o cara que tá botando, ã, que tá cultivando ou que tá trabalhando o trabalhador rural ali, tá precisando usar todo esse equipamento para uma face, né?
Speaker A
Esse é o Sebastião novamente, que vai nos dar o nosso último recado da aula, né? A velocidade da evolução foi prejudicada pelo freio de mão puxado.
Speaker A
Essa evolução teria que ser baseada, em primeiro lugar em educação, não em mercado. A obrigação não é a de produzir orgânicos para uma elite. O princípio deveria ser, a hortaliça orgânica tem que ser mais barata porque é melhor e é
Speaker A
para todos, não é para uma elite, isso é revolucionário. Então, quando a gente tá falando aqui em agricultura orgânica ou agricultura agroecológica, nada mais é do que o alimento natural e padrão que sempre foi feito, sempre foi produzido.
Speaker A
Não, a gente não tá falando daquele orgânico onde cada maçã tá custando R$ 4, R$ 5. No mercado, ele não é acessível, por isso ele não é orgânico, na verdade ele não pertence a todos, ele não pode ser adquirido. Ele se torna
Speaker A
alimento de uma elite, que é a brincadeira que a gente faz. O Sebastião sempre traz isso, que a diferença entre abelha rainha e a abelha operária, ele tá falando sempre da apes melfera, né? É que a abelha rainha vai comer ã geleia real e a
Speaker A
operária não. Então é muito parecido com esse conceito de orgânico que tentam empurrar na gente. Então, ah, existe esse elemento, ele é orgânico, ele é mais saudável e tu vai viver mais tempo, mas ele custa o que tu não pode pagar,
Speaker A
então tu é obrigado a comer esse aqui. Então, não é por aí. a gente tem vá tem um mapa de feiras orgânicas que são direto do agricultor e são bem mais barata e a gente pode ter acesso a isso, né? Então não, quando a
Speaker A
gente tá falando orgânico, a gente não tá falando em orgânico do supermercado Burbom e etc, né? Aqui os nossos contatos, tá? Espaçotoca.com.br, br, WhatsApp, nosso canal no YouTube, tem um curso ali que é o curso que a gente tá
Speaker A
fazendo com Sebastião, curso de bombeiros agroecológicos e o nosso Instagram, certo? Se alguém tiver alguma dúvida, agora a gente vai responder, mas também depois podem nos procurar, fiquem atentos lá, geralmente sai algumas coisas de aula. A gente vai tá, como eu
Speaker A
falei, no Instituto Federal da Restinga agora, falando falando de meliponicultura e e biofertilizantes, então provavelmente deve sair algum material de lá também. Certo? Vou parar o compartilhamento aqui, professor.
Speaker A
Antes de prosseguir, eu tenho que cumprir aqui uma coisa que você deve saber que que é, né? [risadas] Os códigos, os famosos códigos. Então vocês precisam completar uma palavra na frase. E a frase é: é errado dizer que
Speaker A
melancia seja uma fruta cítrica. Muito bem. Então é isso aí. É raro dizer que melancia seja uma fruta cítrica.
Speaker A
Então escrevam a palavra melancia. E atenção, melancia não tem acento, porque eu já vi gente escrever melancia, sabe? [risadas] Melancia não tem acento. OK, pessoal?
Speaker A
Então, esse seria o primeiro código. Agora eu vou dar uma olhadinha aqui nas perguntas. Eu vi que tem eh bastantes perguntas.
Speaker A
Eh, aqui acho que é primeiro. Daí você vai respondendo, né? Porque a formiga cortadeira faz parte dos cinco que fazem agricultura. Fale um pouco mais sobre isso, por favor.
Speaker A
Todo ano tem a formiga cortadeira, né, professor? Todo ano ela ela ela aparece porque ela faz agricultura, ela a ela não come a folha, né? ela corta a folha, inocula sobre ela um fungo. E aí ela, isso é
Speaker A
agricultura, né? Então ela tá plantando o fungo na e ela come o resultado dessa relação. Por isso, ã, por isso que que a gente coloca ela, porque ela é um dos animais mais antigos que faz a agricultura. E a agricultura dela, ã, a
Speaker A
ara a terra por baixo, né? Então, a, e outra coisa, tem sempre essa questão de que a formiga cortadeira ataca todas as plantas. Ela só ataca a planta que tem um sinal para ela, como se fosse um sinal luminoso de dar deficiente,
Speaker A
deficiência de uma determinada proteína. Então ali ela demonstra que ela pode cortar entendeu? Eh, assunto que faz da aula. Já que você comentou que o fungo asperglos oise é um devorador de matéria orgânica, será que pode ser usado para tratar o esgoto?
Speaker A
Onde comprar mais barato, sim, ele poderia ser usado. Ele é usado na indústria para para na indústria de alimentos para tratar o lixo de do esgoto de alimentos. Mas pro depende o esgoto daí que a gente tá falando, né? Se ele for ã de dejeto
Speaker A
assim de banheiro, não indicaria, até porque vai ser um desperdício gigantesco assim de e de economia. poderia pensar em outras outras alternativas assim, talvez a bactéria, né, o bacilo subtiles, tem que ver se ele não seria porque a bactéria não trouxe pra gente ã
Speaker A
porque ela é uma coisa bem bem delicada, né? Mas ainda na questão do alimento, a gente pensa na na no bacos subtiles, ela ela é o que se produz o NATO, né? Aquele prato japonês, que é que também tem em
Speaker A
tudo que é lugar, tem no esterco de gado e tudo mais. Então a gente pode pensar talvez na bactéria para decompor isso, porque eu não não indicaria usar o Orizai para isso, assim, acho que além do custo ser muito alto, acho que não
Speaker A
vai ser eficiente não. O fungo aspérgil Ori é um organismo de ambiente anaeróbico, não aeróbico. ele ele usa o oxigênio, mas no caso, quando a gente vai fazer a ferimentação, a gente quer ali um certo processo, a gente faz ele ah sem
Speaker A
oxigênio depois de ter produzido ele com ar no com oxigênio no no arroz, né?
Speaker A
Na técnica que você mencionou de isolamento dos microrganismos eficientes usando arroz, o produto resultante é composto por bactérias e leveduras? Como usar e qual o intervalo de aplicação no solo?
Speaker A
Ah, tá. O composto do líquido, ah, usa sempre a 1%, né? E aplica ele de 10 em 10 dias. Não, não dá para tu assim, dá para tu usar de 1 a 5%, entendeu? Mas aí vai precisar que tu vá
Speaker A
fazendo experiências. Como eu falei, pega uma área aonde não tá sendo feito nada e aí vai aplicando nas outras e vai analisando o resultado.
Speaker A
Mas dá para usar de 1 a 5% com intervalo de 7 a 10 dias.
Speaker A
Por que não tem manda saia na Agrofloresta? Não entendi essa frase. Porque na época não foi por nada, não é não é por nenhum motivo específico. É porque quando a gente começou a botar as abelhas na Agrofloresta, as mandassaias
Speaker A
já estavam em outro lugar. Então, quando a gente eh multiplicar agora nesse ano, é, a Agorfloresta vai ganhar uma. É só porque não tinha ainda.
Speaker A
Como recuperar nascentes de água usando o SAF? Ã, então, eh, teria que ver como é que é a nascente, né? Mas tu pode fazer, depende se esse SAF, a gente sempre fala assim, ó, o SAF ele tem uma um carro chefe, eh, se ele é
Speaker A
para frutas, se ele é para hortalistas. Eu vi que alguém comentou sobre hortalistas nativas e tudo mais, isso é um assunto que a gente aborda mais adiante, geralmente, sabe? A gente não chega com elas assim de primeira porque
Speaker A
é um pouco causa mais estranheza. Então, se ela vai ser para hortaliça, se ela vai ser alimentícia ou se ela vai ser para só para recuperação de nascente, aí tu vai fazer um um planejamento. Eu indicaria, no meu caso, com a minha opinião, seria
Speaker A
usar a o sistema florestal com frutas, porque daí tu pode colher algum alimento ali, mas ele também vai ter um robusto, né, vai ter um um uma proteção mais potente paraa nascente, né?
Speaker A
Como um SAF pode integrar produção de mudas, conservação ambiental e meliponicultura. A produção de mudas é que daí não sei exatamente qual muda que tu tá falando, se é a muda, a muda das mudas de hortaliça, de de
Speaker A
quintais assim, ou se é a muda de árvore, né? Porque daí a muda de árvore, tu tem muitas mudas que tu pode produzir de galho ou mesmo de semente que depois tu pode transplantar, né?
Speaker A
Daí depende da muda que tu tá falando. Mas pode ser usada, claro que sim. Ela é só uma tecnologia, na verdade ã intuitiva de certo em até um até um certo aspecto assim, né? precisa fazer aqueles cálculos ali que a gente falou,
Speaker A
mas tanto tu pode produzir a muda, tu pode produzir o alimento. Claro que a muda de pequeno porte, como a muda de hortaliças, ã, não é indicado, né? Porque ela vai precisar de um controle térmico, né? Ela vai precisar
Speaker A
de uma determinada umidade, etc. Então, teria que ter um teria um pouquinho mais de cuidado com isso.
Speaker A
Eh, professor, você comentou sobre captação de recursos. Tenho um projeto de uma agrofloresta urbana, trabalho de 8 anos, abelhas e um sonho. Eh, não sei se ele queria que você comentasse algo a mais né?
Speaker A
Eh, e desculpa, mas eu não entendi. Pode passar de novo a pergunta dele. Você comentou sobre captação de recursos. Tenho um projeto de uma agrofloresta urbana.
Speaker A
Trabalho de 8 anos, abelhas e um sonho. Ah, pois é. Exato. Não é, é que essa questão de captação de recursos, ela é sempre um problema. Como é que a gente trabalhou aqui? A gente tinha pressa, né? E a gente tinha tem a editora de
Speaker A
livros. A gente chamou os autores que são de fora do estado, pouquíssimos são do do Rio Grande do Sul, gente da Bahia, gente, muito lugar aí até de fora. E daí a gente chamou o pessoal, a gente vai
Speaker A
montando isso, isso e isso e tá na hora da gente pensar aí numa retribuição social e criamos com eles um método de financiar esse projeto por um ano. E a durante esse um ano a gente foi criando mecanismos de produção. E daí depois que
Speaker A
passou esse um ano, que a gente tinha fechado esse valor, a gente começou a lançar então a feira. Daí a gente faz uma feira mensal dentro da comunidade para não ficar assim rendido, refém dos dos ã da questão política, da questão ã
Speaker A
de bancos, sabe? Não tá ele tendo que levantar uma bandeira de um banco por conta que ele tá cedendo algum valor, né? Então, a gente preza muito pela questão da da da ética. Então, a gente tenta sempre pelo mecanismo dos dos
Speaker A
indivíduos, dos sujeitos. Depois, na última hipótese, a as instituições ali sobre as mudas que tu falou antes, é mudas de plantas.
Speaker A
Ah, então então é é é super possível assim, sabe? Só que aí tu vai ter que dar uma estudada nos extratos, que lembrando que extrato não é altura. E aí é que tu vai ter que dar uma olhadinha
Speaker A
naquele livro que eu falei para ver o que que tu quer plantar, quando que tu vai tirar e quando tu tirar o que que fica. Dá para produzir? Fantástico, com certeza. Mas tu precisa fazer esse cálculo.
Speaker A
Na aula, o professor fala sobre a mamoneira, os fungos que as folhas, galhos e sementes em decomposição delas são tóxico. Inclusive as folhas delas picadas são usadas para aniquilar formigas cortadeiras.
Speaker A
Então é é a mesma é a mesma planta. A gente aqui não usa ela assim. a gente usa ela, eh, pode usar o pé dela para triturar e transformar em torta de mamona. Só cuidado com a questão do
Speaker A
tóxico dela, tem que tá bem seco. E ela tem mais nitrogênio nela do que esterco de galinha. Ela tem uma quantidade gigantesca de nitrogênio, aquelas sementes. Então, elas podem ser usadas assim, a gente, por exemplo, ah, eu vou,
Speaker A
gente, tudo vai depender do tempo que a gente tem, sabe, para produzir uma área.
Speaker A
Mas vamos dizer: "Ah, eu vou tenho essa área que eu vou trabalhar nela ano que vem. Daí eu vou colocar um esterco nela.
Speaker A
Coloquei o esterco, botei a palha, planto mamona. Por quê? Porque a mamona ela cicla o esterco e deixa ele mais disponível e acelera o processo da perda dos vermes que pode ter ali mesmo com 180 dias, tá? A raiz dela é cheia de
Speaker A
micorris. Se vocês fizerem o corte em volta e puxarem, vocês vão ver. Então vocês podem usar ela como uma planta para produzir micorriza. E a o resto dela pode deixar secar, triturar e aí tem que dar uma olhadinha, pessoal. Dei
Speaker A
uma pesquisada como é que usa, mas eu posso fermentar ela num num biofertilizante fermentado e eu posso usar ela direto ã numa determinada proporção na minha no meu solo. Mas eu não a gente não usa ela como a gente não
Speaker A
usa mais inteticida. A gente uma período a gente usou caudda disso, cauda daquilo para inteticida, para ataque disso, mas quando a gente foi aprendendo algumas coisas, a gente percebeu que não seria nem mais necessário.
Speaker A
Por favor, você poderia descrever a metodologia para a análise cromatológica em mel? O que ela identifica? Seria possível saber se há contaminação por plantas transgênicas?
Speaker A
Não, não. Ã, a planta transgênica, eh, tu pode descobrir se tu tem contaminação, por exemplo, no milho que não é transgênico, se ele contaminou, né, se ele sofreu alguma contaminação, ã, de polinização. Pode acontecer. Tem, a gente teve um parceiro há pouco tempo
Speaker A
atrás que perdeu todo porque ele era certificado orgânico eh do de um assentamento no Paraná e ele tinha para ele tinha que vender todo aquele milho e quando o milho passou pela análise ele rodou, né? Então ele não poôde ser
Speaker A
vendido por conta que ele foi contaminado pelo pelo vizinho, né? Do lado. Daí tem uma questão de tempo e espaço também. Planto ele mais de 40 dias de distância do transgênico e tudo mais. cromatografia, ela pode mostrar isso na no grão também. Ah, eu vou fazer
Speaker A
lá uma análise do grão e vou ver se ele tem se ele tem alguma contaminação. Pro mel, o mel eh eu vou ver se o mel tem contaminação pro agrotóxico. É por isso que é por isso que se faz a
Speaker A
cromatografia de mel, tá? A cromatografia, ela não é uma coisa que eu vou sair explicando e fazendo rápido.
Speaker A
Ela demanda um um tempo de pesquisa e um tempo de estudo. A, mas ela não é complexa. Exatamente. É que ela tem muitos passos e esses passos tem que ser respeitados. Então, se vocês tiverem, quem tiver interesse nessa parte de
Speaker A
cromatografia e análise, eh, pode entrar em contato com a gente, que quando a gente faz, a gente faz bastante e daí a gente faz para várias pessoas, que nem de solo. Quando a gente faz, a gente faz de várias pessoas. Daí dá tempo do
Speaker A
pessoal enviar amostra e tudo mais, sabe? É bem legal assim. É uma coisa muito muito legal.
Speaker A
Seguindo sua linha de pensamento, qual opinião e o que diz para quem cria espécies de abelhas alóctones de fora?
Speaker A
Hum, é o que eu falei, né? Eu acho que não é nenhuma não é nenhuma questão de opinião né?
Speaker A
É complicado isso no sentido, não só no sentido ambiental, sabe? Eh, a gente que tem essa briga sempre. Muitas pessoas começam a a conversar com a gente aqui, daqui um pouco estão criando abelha, daqui um pouco estão comprando
Speaker A
uma abelha no Mercado Livre, na OLX, de um amigo que não sabe não sei o quê, e daí vem lá, manda vir uma abelha de fora. Eh, eh, de certo modo, tu tá condenando elas à morte no tempo, né?
Speaker A
Por mais que, ah, ela não, ah, não, ela tá super bem. É mais ou menos, né?
Speaker A
Porque a gente tem além do fato da procriação, da questão dos machos e tudo mais, a gente tem essa questão do fungo, que cada abelha ela tem uma relação com um fungo, né, ou mais de um. Então a a
Speaker A
gente condena o animal, não tem por fazer isso, né? Seria a mesma coisa que dizer assim: "Ah, a pessoa tá bem, mas ela não, ela tá numa terra distante, não fala o idioma, t tal", mas ela tá viva.
Speaker A
Não é só sobre tá vivo, né? É sobre viver, né? de fato uma vida eh condizente com a natureza que a gente tem. Então não tem por a gente pegar uma abelha de fora. A gente já tem muita
Speaker A
abelha interessante no nossos estados, né? Bom, eh aqui não, não tem mais perguntas né?
Speaker A
Perfeito. Se por acaso alguém ainda tiver alguma pergunta, aproveitem aí que ainda temos tempo de aula. Apareceu uma aí. Você comentou sobre o uso de fungos na recuperação dos solos. É possível utilizá-los em consórcio com esterco animal para potencializar a recuperação
Speaker A
e melhorar a fertilidade do solo? Total, total. Com certeza, com certeza. Ã, a gente não trata muito de esterco aqui. A gente trabalha bastante com esterco, tá?
Speaker A
Mas a gente não trata muito porque ele é um tema delicado no quesito. Assim, como eu falei antes, é importante eu esperar 180 dias para usar um esterco. Se eu vou usar ele na Natura, tá?
Speaker A
H, se eu vou usar linatura e se eu vou usar para hortaliça, se eu vou usar para uma planta que eu vou comer em breve.
Speaker A
Agora, eu vou usar para outras coisas, sim, eu posso usar um esterco mais jovem, né? Ã, assim, o que que é um fungo? Um fungo ele é um microorganismo que ele vai digerir, né? Então, o que que ele vai digerir?
Speaker A
absolutamente tudo que for disponível para ele. A gente faz, quando a gente trabalha com pó de rocha, por exemplo, que a gente faz uma dubação, um biofertilizante, a gente vai botar esterco, a gente vai botar um farelo, seja um farelo de
Speaker A
on uma uma proporção base, tá? Um farelo de trigo, farelo de milho, qualquer farelo, de um modo geral. Eu tenho a outra aqui, minha próxima, meu próximo alimento, então, é o esterco e depois o pó de rocha. Como é que funciona um um
Speaker A
microorganismo? Ele funciona assim, nasceu 1 2 3 4 morreu, tá? Nesses 4 segundos ele vai nascer, ele vai ter filhos, ele vai se alimentar e ele vai morrer, certo? O filho dele, vamos dizer que ele nasceu um, ele
Speaker A
largou ali um fungo, um micróbio, ã, de farelo. Ele começou a comer farelo, acabou o farelo, o filho dele vai se adaptar ao esterco. O filho do filho dele já vai nascer o micróbio especializado em esterco. Depois disso,
Speaker A
ele vai ter, acabou a comida, ele vai começar então a digerir o mineral, que é aí que nos interessa, tornar o mineral disponível, principalmente no Brasil, que é uma terra muito desmineralizada por conta do uso. E aí, então, cada vez
Speaker A
que o micróbio nasce e desenvolve e morre, ele vai aumentando essa possibilidade de gestão. Então, ele vai digerir o esterco da mesma forma que ele vai digerir o farelo. Então, ah, ele é o micróbio do amido, do carboidrato, sim,
Speaker A
mas ele também vai, ele também vai se adaptar porque foi assim que ele fez.
Speaker A
Então, sem dúvida, tu pode usar isso no esterco, certo? A questão é como tu vai usar e como que tu vai combinar isso pro pro não ter um excesso de amônia aqui e tu perder esse essa essa essa vida que
Speaker A
tá se alimentando, tá bom? Então, claro que dá, sem dúvida. E é uma excelente técnica. Se tu for fazer, por exemplo, em biofertilização, biofertilizante anaeróbico com a a válvula, melhor ainda. Tu vai ter que aí levar uns 60,
Speaker A
90 dias e ele vai tá muito bem feito, tá muito pronto. Daí tu não tem erro, sempre a 1%. Se tu foro no solo também, lembrando que onde tu botou esterco, tu precisa comir com cobrir com uma camada
Speaker A
de carbono. Aí, seja palha seca, seja maravalha, seja serragem. A serragem não é muito boa porque ela não deixa entrar ar, mas cobrir com uma matéria seca porque em si ele ao solo, ã, ele vai queimar por conta do sol e também vai,
Speaker A
tu vai perder ele que vai volatizar o nitrogênio. [roncando] Certo? Espero ter respondido. Qual a distância segura de um canavial para evitar essa deriva de herbicidas e inteticidas?
Speaker A
Aqui no estado de São Paulo está difícil uma área longe de canaviais. É assim, não tem como a gente dizer uma área segura, tu vai ter que trabalhar com barreira. Acho que essa é a primeira coisa. Lembrando que a barreira a gente
Speaker A
sempre faz ela do ver se acho que aqui tá o contrário, ó. A gente sempre faz ela do baixo pro alto, né? Então aqui na na Vamos dizer que eu tenho uma um plantil aqui desse lado, tá sempre
Speaker A
virado para mim. Eu tenho plantil aqui desse lado, um canavial onde eles vão usar a inteticida, a minha área do outro lado. Então eu vou construir aqui uma barreira. Essa barreira vem do mais baixo pro mais alto na direção da minha
Speaker A
área. Por quê? Porque quando o vento pegar, o vento vai fazer assim e ele vai jogar para lá, vai jogar por cima.
Speaker A
Dependendo do tamanho da minha área, a cada 100 m eu faço isso. Então o vento vai, né, fazer assim, ele não vai jogar.
Speaker A
Não existe uma distância segura. O que existe é respeito por aquele que aplica, né? A gente tem casos de pessoas que aplicam em lavoura de arroz que ligam o o avião pouco tempo antes e jogam por cima dos agricultores, por cima,
Speaker A
literalmente por cima das pessoas. Então não existe uma distância segura, existe é um manejo, né? H, consciente. Ah, o cannavial ainda é pior ainda, porque é pior do que o arroz por conta do período de aplicação. Ele é maior. Mas barreira
Speaker A
é a coisa mais importante. Com que plantas que eu vou fazer barreira? Aí tu vai ter que ver as plantas nativas da tua região e as plantas que tu pode inserir que são exóticas, como o próprio feijão guandu. A gente usa bastante
Speaker A
feijão guandu, usar margaridão. Margaridão é fantástico. Ã, outras canas, se eu tiver sobrando, capinha, aquele capinha elefante e construir uma barreira. Não contar com a distância, porque o vento traz, não, não tem como se livrar deles assim. A gente tá aqui
Speaker A
com uma distância grande e quando dá o veneno a gente sente no ar o cheiro.
Speaker A
Posso fazer o chá com o cogumelo do fungo ao invés das microrrisas? Microrrisas? Não. O cogumelo em si ã ele não vai, não que não possa, tá? Mas tu não vai ter o mesmo efeito. O ideal é tu fazer com a
Speaker A
micorrisa mesmo, fazer com a terra dentro do saquinho, né? fazer com terra e tudo.
Speaker A
Professor, até onde os movimentos sociais podem ajudar a difundir a agrofloresta ou agroecologia? Então, a gente trabalha muito dentro de movimento social e é assim o nosso chão, principalmente porque é geralmente o o grupo que a gente consegue perceber
Speaker A
maior impacto ã da agroecologia, entende? Porque tu tem ali um uma área às vezes, né? Para quem conhece periferia, favela, comunidade, sabe que muitas vezes a gente tem dois, três terrenos que tão ali, né? que ninguém nunca vai fazer uso ou vai fazer uso
Speaker A
daqui algum tempo, tem um outro espaço. Então, geralmente se organizam grupos aonde a o impacto da agroecologia na fome é muito grande, porque eu vou ter numa numa linha onde eu tinha só uma planta, eu vou ter pelo menos quatro,
Speaker A
né? Então eu vou ter um aproveitamento muitas vezes de 180, 200, 300% de uma área de espaço e e vou poder alimentar muito mais, né? E como que esses, como é que esses movimentos vão, porque é eu acho que muito essa questão, né? O que é
Speaker A
uma luta social? Elas parecem isoladas, mas no fundo elas são a mesma luta, né?
Speaker A
Então, a agroecologia como como porque ela é uma luta social, ela surge como uma luta social, né? Ela pode ela pode representar e ser representada pelas classes sociais de todos os movimentos.
Speaker A
Professor poder me ajudar eh, poderia me ajudar no meu projeto? Claro, manda para nós ali. A gente deixa no último slide tem o WhatsApp da Toca, manda pra gente, a gente vai trocando uma ideia. No outro ano que a gente deu
Speaker A
aula, né, professor, acho que foi ano passado, teve várias pessoas, ã, que entraram em contato e a gente conseguiu até assim não visitar os lugares, mas conseguimos assim fazer vídeo vídeochamada que o pessoal nos mostrou, perguntou algumas ideias, a gente
Speaker A
seguiu, então é possível sim. Bom, aqui por enquanto no momento não tem perguntas. Então, mas maravilha, deu mais ou menos o mesmo tempo, né? 1 hora e meia, né?
Speaker A
Sim, deu mais ou menos o mesmo tempo da da outra aula. Então, eu vou passar aqui o outro código que eu não sei de cabeça. [risadas] Código número dois. Então, também é errado dizer que moscas sejam rptil, [risadas]
Speaker A
então marquem aí mosca. Também é errado dizer que mosca seja um réptil. M O S C A.
Speaker A
Ficou bem mais complexo, hein, professor? Ah, os códigos. Aham. É, a gente tenta driblar aí os espertinhos. [risadas] É, então assim, bom, apareceu mais uma perguntinha aqui.
Speaker A
Você acha que o sistema agroflorestal é bom para as abelhas? Claro, ele tem mais, ele ele é diverso, né? Ele é biodiverso. Então tu vai ter uma vai uma variedade muito maior de flor e de resina, né?
Speaker A
Eh, poderia detalhar o exemplo de análise qualitativa por cromatologia em mel que você apresentou?
Speaker A
Ã, detalhar o exemplo. Eh, agora não tem como apresentar de novo o slide porque eu já fechei aqui. Mas assim, se vocês virem a cromatografia ali, ela é um círculo, sempre circular. Eh, no centro a gente geralmente quando é de solo ou
Speaker A
de outras coisas, a gente tem o elemento nitrogênio, né? No caso do mel, pode ser também o oxigênio que tem. E aquela faixa roxa que tem, sempre o roxo ou o lilás um pouco azulado são ã são elementos de contaminação. Eu não sei
Speaker A
como é que eu posso te esclarecer mais do que do que isso sem fazer o croma.
Speaker A
É uma coisa, a cromatografia é uma coisa muito legal, mas ela é, ela exige a gente dar uma, dar uma estudada nela.
Speaker A
Muito bem. Bom, já que acabaram as perguntas, então eu vou agora permitir que você faça o ferramento, enfim, as suas considerações finais.
Speaker A
Não, só tenho agradecer, professor. Muito obrigado mesmo. A gente a gente eh acho que já é o terceiro ano que a gente faz e cada vez que a gente monta uma aula, eu pego o material da outra aula, ã,
Speaker A
reviso e agrego. E é muito bacana ver que com o tempo a gente também foi crescendo no nesses estudos. Muito do que a gente tá trazendo hoje, se a gente pegar a primeira aula que a gente participou junto, não não tem não tem
Speaker A
nada disso, né? a gente não sabia muita coisa. Muita coisa que a gente tá trazendo, a gente aprendeu nesse último ano ou no outro ou há pouco tempo atrás, que nem a questão dos fungos, ela é hoje minha minha obsessão,
Speaker A
minha nova mais nova obsessão, a produção de saquê, a produção de missoa, o uso da dos fungos no alimento, como produzir em casa esses fungos e tudo mais. Então ele é para nós assim, é uma coisa relativamente nova que veio dessa
Speaker A
busca que eu acho que vocês também podem buscar por isso, no sentido do que que eu me alimento, eh também o que eu posso devolver pro solo de certa forma existe esse diálogo do da microbiologia, né?
Speaker A
Então a gente só tem agradecer e e é muito, a gente fica muito feliz de poder participar, sem dúvidas assim.
Speaker A
Hã, e tem uma dica aí para alguém da cidade que tá tentando ir pra roça formar uma agrofloresta.
Speaker A
Primeira coisa, vá, [risadas] a gente também saiu da cidade. E assim, ã, a gente até hoje não adquiriu terra, tanto porque a gente não tem grana também para sair comprando no Rio Grande do Sul, não sei se você sabe, mas
Speaker A
é o lugar onde eu acho que eu não sei, é uma loucura aqui, porque o a o meio rural virou um lugar de muito turismo, então a coisa ficou muito absurda de se adquirir terra. Mas não só por isso,
Speaker A
porque eu acho que assim, eu quero ir paraa roça, eu quero fazer isso e eu não ainda não tenho, não sei se é o teu caso, tá? Eu ainda não tenho essa vivência de campo. Não só que eu não
Speaker A
tenho, não tenho na família, não, não. Eu mesmo não tenho essa, essa prática. Eu, ã, depende sempre da condição, se tem família, se não tem, como é que funciona, tudo mais, se tá todo mundo disposto, né? Eu sempre indico a renda
Speaker A
um um um ranchinho. Eh, geralmente não é um custo muito alto, geralmente é um custo que dá para dar conta e ele vai se pagar. Ou ã busca anúncios. Às vezes o pessoal que dependendo da situação da da
Speaker A
pessoa, ã, daqui um pouco a as pessoas aqui t muito isso assim, a pessoa te paga para tu cuidar do rancho dela e te cede um espaço para tu usar, o que já é um pouco mais complicado, mas também
Speaker A
vale muito a pena. Então, a gente tem hoje aqui arrendamentos que o pessoal arrenda aí há pouco tempo atrás a gente soube de alguém arrendando 5 haares de terra por ã R$ 1.000 no mês é bastante para tirar do bolso, mas para 5 haar é
Speaker A
pouco. Se a gente for considerar um aluguel de cidade, não sei. Aqui não existe aluguel, né? Então, dependendo da organização familiar, da condição econômica, ã, se eu tenho como ir e consigo manter, vá. Por quê? Porque a gente tá muito próximo de um colapso
Speaker A
urbano. Isso não é aquela teoria da conspiração, a teoria do caos, não. A gente tá de fato muito próximo de um colapso urbano. Assim, a verticalização é um problema. Ã, ela não vai se sustentar, né? Ela não é, ela não tem
Speaker A
como se sustentar na questão ã o que ela precisa para existir e o que ela tem para oferecer. E a gente tem, claro, uma uma quantidade gigantesca de pessoas morando cada vez mais transitoriamente ou não, nas ruas. Quando eu volto a
Speaker A
Porto Alegre, eu eu vivi muito tempo em Porto Alegre, a capital aqui. Quando eu vou lá, é cada vez mais triste de ver o tamanho da população que tá hoje precisando, principalmente depois da enchente. Então, quem tem como ir pro
Speaker A
campo, vá pro campo, sabe? E, ah, eu não tenho como produzir no campo inicialmente. Conheça agricultores, crie redes de agricultores, fale com eles, compre direto do agricultor o alimento.
Speaker A
Vale muito mais a pena. A internet tá aí. Eu posso aprender a fazer qualquer coisa pela internet. Eu posso buscar pessoas. Não, não existe mais aquela barreira que a gente tinha alguns anos atrás de que eu tinha que ter alguém
Speaker A
para me ensinar. Então, eu vou pro campo, eu aprendo com alguém, pode ser pela internet, não precisa mais ser assim direto, né? Então, quem tem como ir, vá, não tem coisa melhor.
Speaker A
Então, tá, né? Eh, eu quero também agradecer aqui a tua participação. Eh, e assim, dentro do da proposta do curso, a gente sempre tenta mostrar várias visões, né? E a sua visão é uma delas, obviamente. E segue quem achar
Speaker A
que pode seguir e quem acha que não é para para si, tudo bem também, né?
Speaker A
A gente oferece aí as possibilidades, tá? Então pessoal, a gente vai se ver apenas na semana que vem, dia 20, e aí nós vamos ter uma aula mais prática de novo. Vai ser a aula com Douglas Lago, que antigamente fazia dupla aí
Speaker A
contigo, né? Lembra? Isso mesmo. Aí eu peguei, separei as aulas, né? Então ele vai ter também duas horas disponíveis de aula e a sua também passou a ser de 2 horas, né?
Speaker A
Que legal. É, e aqui só para registrar, [risadas] dá para esposa, mas é, às vezes é difícil. É por isso que eu digo, depende do do companheiro, da companheira, se tá disposto, né? A gente vê muita gente chegar aqui que tu vê que
Speaker A
um veio de arrasto, um veio contra um veio contrariado, ou é o marido ou é a esposa, um vem contrariado às vezes. É, isso acontece e isso é ruim. Então, por isso que precisa ter uma boa, uma boa
Speaker A
aí, uma boa troca aí, um tempo de convencimento e tal para vir todo mundo de coração aberto pro campo, porque é bom, mas também uma vida mais difícil, né? A gente estava falando agora, né, professor, muitas vezes a gente aqui
Speaker A
fica, já aconteceu da gente ficar 5, 7, 8, 10 dias sem luz, entendeu? Porque é o último lugar que a empresa privatizada de energia elétrica vem visitar. Eles não vêm aqui, eles primeiro resolvem o problema da cidade, o que é, claro,
Speaker A
compreensível né? É a mesma coisa, né? Essa questão de os dois caminharem juntos na meliponicultura, né? Aí se se não existe a harmonia ali, é muito difícil a coisa funcionar, né? Isso mesmo.
Speaker A
Mas então, pessoal, né, como eu falei, então semana que vem a gente vai ter aula com o Douglas Lago. Ele vai mostrar como que ele faz os manejos dele com a Guaraip e a Manduri. Ele é um mineirinho
Speaker A
que sabe das coisas. Então, a gente se encontra ali na semana que vem. Bom feriado. Ah, não, o feriado foi ontem, né?
Speaker A
Então aí uma boa semana para vocês e até lá. Valeu, gente. Obrigadão, professor.
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