Aula sobre produção artificial de rainhas de abelhas sem ferrão (meliponicultura), baseada em palestra de Cristiano Menezes, com notas sobre mel, pólen e própolis.
Key Takeaways
- A produção artificial de rainhas de abelhas sem ferrão é tecnicamente difícil e ainda pouco viável em escala comercial.
- A higiene na coleta de mel é mais determinante para a qualidade do produto do que o método escolhido.
- Multiplicar colônias exige cuidado com a rainha e com alimento larval para evitar perdas.
- Receitas caseiras de própolis devem seguir proporções específicas e o tipo de álcool faz diferença no resultado.
What the video covers
- Apresentador introduz a aula do dia 22 de setembro, início da primavera no hemisfério sul, e comenta condições de chuva no vale onde mora.
- Lembrete sobre entrega antecipada de relatórios de presença, com prazo final em 10 de novembro e contabilização de 10 horas de aula.
- Tema central: produção artificial (in vitro/inseminação) de rainhas de abelhas sem ferrão, mais complexa que com Apis.
- Conteúdo baseado em palestra de Cristiano Menezes, apresentada com autorização dele, já que os slides originais sumiram.
- Discussão sobre métodos de coleta de mel (tombamento da melgueira, seringa, sugador) e a importância da higiene, não do método em si.
- Explicação sobre o pólen das abelhas sem ferrão, que é processado na colmeia e fermenta com o tempo, e a dureza do grão de pólen.
- Receita básica de extrato de própolis (300 g de própolis para 700 ml de álcool, preferencialmente 70%) e cuidados com álcool 92%.
- Orientações sobre venda de colônias e divisão de colmeias, incluindo multiplicação com e sem levar a rainha.
- Descrição de características físicas de rainhas, como a listra branca no abdômen, e do comportamento de postura e alimentação larval.
- Discussão sobre tentativas de inseminação artificial e seleção natural da rainha mais forte.
Chapters
- 00:00Abertura e avisos sobre relatórios
- 03:00Introdução à produção de rainhas e palestra de Cristiano Menezes
- 20:00Produtos das abelhas: mel, pólen e coleta
- 30:00Própolis: receita e cuidados com álcool
- 40:00Colônias, multiplicação e comportamento da rainha
- 55:00Tentativas de inseminação artificial e seleção
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Speaker A
Boa noite. Boa noite para vocês. Vocês que estão aí do outro lado.
Speaker A
Já vou falar o código número um, né? Mas calma, só daqui a pouco, OK? Agora ainda não.
Speaker A
Calma, calma, calma. Hoje é o dia 22. 22 de setembro, nós temos o início da primavera no hemisfério sul, lá no hemisfério norte a gente tem então o início do outono, a partir das 21:05, mais precisamente.
Speaker A
Então, eu desejo que a primavera traga boas vibrações aí para nós, boas floradas para as abelhas, enfim, que a gente possa ter uma época aí de avanços. Se bem que São Pedro tá meio chatinho aí, pelo menos com nós aqui no Sul. Ele não está muito, né, colaborativo.
Speaker A
Nosso rio aqui chegou de novo, sabe? Lá quase naquele limite de sair, né? Então, só com uma chuvinha de ontem para hoje, isso aconteceu aqui de novo, né? Mas é assim mesmo. A gente mora nesse vale e essa é a realidade desse vale, né?
Speaker A
Ah, queria lembrar a vocês, né, que vocês já podem mandar os relatórios para quem já tem pronto. Eu sei que alguns já têm pronto ou quase pronto, mas vocês podem mandar antes lá do prazo do dia 10 de novembro. Assim, eu já posso ir corrigindo alguns.
Speaker A
Não sei se vocês perceberam, já tem inclusive um corrigido. Até já estavam dizendo, mas como é que a pessoa já tem mais de, né, eh, cento e tantas presenças lá, bem mais que os outros? É porque já estão contabilizadas às 10 horas do relatório, né? Então, o relatório confere a você 10 horas de aula, digamos assim, OK?
Speaker A
Eh, outra coisa que eu queria dizer: essa semana eu acabei colocando duas aulas para mim nessa semana, então eu não sei, eh, porque eu queria incrementar mais um pouco a aula da meliponicultura no mundo. Eu estava trabalhando na outra semana ali, mas eu achei que poderia até caber um pouco mais.
Speaker A
Então, talvez, talvez eu jogue aquela aula de quinta-feira para outra semana, para conseguir colocar mais algumas novidades aí para vocês.
Speaker A
Hoje a aula vai ser sobre uma temática que, eh, vai talvez mostrar algumas coisas assim que, eh, dentro da meliponicultura alguns não sabem: dessa complexidade que é justamente a produção artesanal, artificial, aliás, produção artificial de rainhas.
Speaker A
E essa produção artificial, né, eh, pensando numa escala comercial, a gente percebe que isso nem é tão tão fácil assim como a gente tem isso nas abelhas Apis, né? Então, dentro da meliponicultura, a gente vai ver um pouco sobre essa temática.
Speaker A
Lembrando que eu não sou pesquisador dessa área, né? Eu não sou o cara que entende dessa parte ali. E após assistir uma palestra do Cristiano Menezes, eu fiquei muito interessado nessa temática e pedi para ele então a autorização, se ele podia me passar, né, esse conhecimento ali em forma da palestra, e ele autorizou.
Speaker A
Então, eu passo esse conhecimento aqui, que não é meu, mas é do Cristiano Menezes. OK? Então, os méritos vão para ele.
Speaker A
E aí eu descobri que [risadas] eu descobri que a palestra sumiu. E aí, que que a gente faz? Simplesmente aqueles slides todos desapareceram, mas a gente dá o seu jeito aí, né? Eh, então vocês vão ter na íntegra, a mesma coisa assim, essa a apresentação, OK?
Speaker A
Eh, vou passar aqui para apresentação. Ela está carregada aqui [limpando a garganta] aqui. Vamos ver se eu apareço aqui, ó.
Speaker A
Sim. Muito bem. Então, pessoal, eh, a produção de rainhas de forma artificial, inseminação artificial, para tentar se equiparar a outras possibilidades, né, eh, com relação às abelhas sem ferrão. Mas vejamos aqui o que aconteceu nesse experimento que eles fizeram.
Speaker A
Ah, então, como eu falei, né, não é minha a palestra. Essa palestra foi do Cristiano Menezes, falando da produção de rainhas in vitro, e ela começa mais ou menos assim: que a gente já sabe, já conhece, né, todos esses produtos básicos das abelhas sem ferrão.
Speaker A
Se vocês fossem enumerar aí rapidamente cinco deles, né? Eles vêm bem rápido aí na cabeça de vocês. Ou seja, a gente já sabe que o mel é um desses produtos. E então, produção de mel, inclusive esses dias, né, apareceu um debate, aliás, hoje eu acho, debate sobre essa forma aí de coletar o mel, né, por tombamento da melgueira.
Speaker A
Então, até deu um debate: uns dizendo que é limpo, outros dizendo que é sujo, enfim. Eh, a gente percebe que ainda não existe um consenso. A minha opinião é a seguinte: você pode ser sujo com esse método, com o método da seringa, com o método do sugador, com qualquer método, se você não tiver a noção da higiene de coleta.
Speaker A
Então, em qualquer um dos métodos mais conhecidos aí, digamos, de sucção, sucção com seringa, eh, tombamento, etc. e tal, né? Esses métodos, se você tiver a devida higiene, você consegue ter uma produção que vai passar nos exames de laboratório tranquilamente, né?
Speaker A
Além do mel, né, a gente também já está familiarizado com a produção do pólen. Lembrando aqui que o pólen das abelhas sem ferrão tem um diferencial, eu já comentei isso, né, lá na segunda aula: ele é diferente porque, uma vez que ele entra na colmeia, ele passa a ser processado.
Speaker A
E aquilo que eu acredito, vocês não são obrigados a acreditar nisso, né? Mesmo porque existem poucas referências a esse respeito. Uma vez ele dentro desse pote aqui, ele já foi usado, né? Já foi tirado tudo que é ingrediente dele para ser usado pelas abelhas.
Speaker A
Aí elas vão fechar esse pote, e aí os microrganismos que elas usam em outros departamentos vão estar ali comendo essa casca, porque o grão de pólen é uma casca, uma casca tão dura que nem nós, uma boa parte do pólen, nem o nosso suco digestivo consegue abrir.
Speaker A
Então, só para você ter ideia da dureza que é esse grão de pólen, as abelhas têm enzimas muito mais eficientes que conseguem quebrar, consegue furar, digamos assim, esse grão de pólen.
Speaker A
E aqui a gente consegue até perceber umas colorações já diferenciadas, um marronzinho assim, que dá a impressão que não é mais tão vivo assim, significa que já está num processo um pouquinho mais adiantado. Esses amarelinhos talvez sejam mais docinhos, pelo menos a minha experiência de paladar assim: esses mais amarelinhos parece que são mais docinhos ao paladar.
Speaker A
À medida que eles vão ficando ali dentro, eles vão perdendo o seu, a sua, o seu gosto, digamos assim, pro nosso paladar. E ele vai então definhando e virando uma paçoca, digamos assim. Essa paçoca não tem assim muita, não é tão legal assim pra gente consumir. Ele vai ser bem azedo, assim, bem ruim de consumir.
Speaker A
Inclusive, uma outra coisa bastante conhecida aí é o própolis. Já foi falado em diversas aulas, né? Eu comentei, o Lauri falou, e assim, a Tiandra, né? Enfim, várias e várias pessoas já falaram, já passaram as receitas.
Speaker A
A receita básica é a receita básica que a gente pode fornecer, aquela de 300 g de própolis, 700 ml de álcool, preferencialmente o 70, mas pode usar o 92 também, só que ele vai ficar mais alcoólico nesse caso, né? Lembrando que no álcool 92 já tem um pouco de água, tipo 7% é água, daí, no caso, né?
Speaker A
Eh, então ele não é, não se precisa desprezar esse álcool 92, porque ele pode perfeitamente, né, servir também para só alertar a pessoa de que é um extrato extremamente alcoólico.
Speaker A
E nesse sentido, OK? Eh, nem todo mundo sabe produzir o álcool 70. Então, na dúvida, a minha orientação é: se você tem aquela dúvida, "ah, será quanto, quando que vou colocar essa água?", porque se você adicionar ela depois, né, ele vai ficar assim amarelo, esbranquiçado. Então, tem que saber preparar antes, né, conforme algumas receitas que já foram passadas aí também, tá?
Speaker A
Mas em caso de dúvida, faz o seguinte: usa o álcool de cereais, obviamente, né? Álcool de cereais 92 para fazer o extrato de própolis para consumo humano. Existe até álcool mais específico ainda, né, para consumo direto mesmo, né? Álcool para você usar para fazer próPolis.
Speaker A
Outro produto que é bastante comum são as colônias ou a venda de colônias. Eu também já comentei isso, né, lá na segunda aula. E alguns dos apresentadores aqui, alguns dos professores também já comentaram, né, sobre essa questão de comercializar os e
Speaker A
álcool 92 porque ele pode perfeitamente, né, servir também eh para só alertar a pessoa de que é um extrato extremamente alcoólico.
Speaker A
E nesse sentido, OK? Eh, nem todo mundo sabe produzir o álcool 70. Então, na dúvida, a minha orientação é se você tem aquela dúvida, ah, será quanto, quando que vou colocar essa água? Porque se você adicionar ela depois, né, ele vai ficar assim amarelo,
Speaker A
esbranquiçado. Então, tem que saber preparar antes, né, conforme as algumas receitas que já foram passadas aí também, tá? Mas em caso de dúvida, faz o seguinte, usa o álcool de cereais, obviamente, né?
Speaker A
Álcool de cereais 92 para fazer o extrato de própolis para consumo humano. Existe até álcool mais específico ainda, né, para consumo direto mesmo, né?
Speaker A
Álcool para você usar para fazer próprias. Outro produto que é bastante comum são as colônias ou a venda de colônias. Eu também já comentei isso, né, lá na segunda aula. E alguns dos apresentadores aqui, alguns dos professores também já comentaram,
Speaker A
né, sobre essa questão de comercializar os enxames, né, eh, sendo uma fonte de renda.
Speaker A
Eh, também existe o lazer, o paisagismo. Essa foto aqui, coincidentemente, é uma foto que não é no Brasil, tá? Como é que eu sei que não é no Brasil? Pelo sorriso da moça.
Speaker A
Mentira, não é por isso, mas é que essa caixa ali é uma caixa eh típica na Austrália.
Speaker A
Então, eh por isso que eu sei que é uma foto lá na Austrália. Eh, essa questão do paisagismo, do lazer, a gente também já abordou aqui, especialmente na segunda aula, e vocês já tiveram inclusive aula sobre paisagismo.
Speaker A
Eh, então eu creio que essa questão de desse produto das abelhas também não precisa ser explicado. a questão da educação ambiental. Eh, também já teve relatos aqui, a gente já viu várias coisas envolvendo a questão de educar as
Speaker A
crianças eh sobre as abelhas sem ferrão. E, eh, o serviço mais importante, que é esse aqui, a parte mais atraente ou mais importante é a polinização. colonização que vocês vão ter uma aula específica só sobre esse tema. Então eu não vou me
Speaker A
aprofundar muito aqui. Ah, posso até comentar que existe dois tipos de ou três, quatro, cinco tipos de polinização, mas um deles é que uma própria flor consegue se polinizar, outra que precisa ter duas para se polinizar, mas pode ser na mesma árvore.
Speaker A
E tem aquelas que não pode ser da mesma árvore, tem que ser de árvores diferentes.
Speaker A
Inclusive existem árvores macho, árvores fêmeas, né? Planta macho, planta fêmea. Então essa essa aula da polinização a professora Marja vai tratar com vocês mais especificamente, OK? Então só um resumão aqui, essas coisas da polinização são estudadas, né? por
Speaker A
exemplo, né, em PRAPA pesquisa e outras instituições matéria e pagre, enfim, a gente tem bastante eh bastante eh empresas estatais ou vinculadas aos estados, né, que fazem pesquisas de polinização e também empresas particulares, pessoas particulares, eh, trabalhando e, enfim, pesquisando.
Speaker A
Por exemplo, aqui, eh, em termos de levar caixas para polinização de de morango ou lá no Sudeste polinização do café.
Speaker A
Ah, por falar em polinização, né, a polinização agrícola é um grande nicho e, ah, nós vamos eh tratar um pouco sobre essa questão da polinização agrícola. Esse aqui é um exemplo do o morango. Vocês talvez já viram eh alguma eh explanação,
Speaker A
explicação a respeito, em que nós temos a flor do morango. Eu acho que o meu cursor não aparece ali, né? Eh, aparece o cursor, não, né? Acho que não. Bom, eh, vocês estão vendo uma flor do morango e uma abelha jataí que vai fazer
Speaker A
essa visitação na flor do morango, por exemplo. Só que na foto nós temos apenas algumas das partes abertas. E se a abelha se detém apenas nessa beirada, então não vai haver devida polinização.
Speaker A
Ela precisa caminhar por cima de tudo, eh, para frente, para trás, para cima, para baixo e assim por diante. Eh, essas essa polinização acontece então em cada um, em cada uma daquelas dos grãozinhos que tem no morango.
Speaker A
Então, cada grãozinho que tem ali no morango é aqui, eh, é tem que ser polinizado. Quando isso não acontece, quando alguns grãos não são polinizados, fica como esses morangos feinhos que estão aí do lado direito da figurinha figurinha menor, né?
Speaker A
Ah, então esse eh esse morango precisou ou faltou polinização adequada. O normal é que quando quando a APS melífera faz a polinização, ela tem a tendência de caminhar só ao redor assim e esquece aquela parte mais bicudinha da flor. Então, eh, esse é um
Speaker A
sinal clássico daqueles morango que é pretinho em cima, é deformado em cima, faltou a polinização ali, tá? A tendência das abelhas menores é caminhar por tudo. Caminha para cá, caminha para lá. E segundo uma eh entrevista que eu
Speaker A
vi uma vez o próprio Cristiano Menezes, ele falou que paraa polinização ser bem feitinha, eles calcularam em torno de 22 visitas. Ou seja, pode até ser a mesma abelha, mas tem que visitar 22 vezes, né? essa essa visita ali na flor para
Speaker A
ocorrer a devida polinização. E as abelhas sem ferrão são então uma ótima pedida para você fazer isso dentro de uma estufa, como uma foto aqui ao lado, né? Então dentro de uma estufa você consegue fazer a polinização com abelhas nativas. E aí precisa ter um
Speaker A
pouco de de estudos, de conhecimento, de treinamento das abelhas. Você não pode simplesmente pegar e largar elas ali e achar que elas vão sobreviver do 3 anos ali. Não.
Speaker A
Uma coisa importante vocês saberem, as abelhas não podem, não conseguem sobreviver a uma dieta mono polínica, ou seja, se você fornecer só um tipo de pólen da mesma espécie, elas vão sucumbir com o tempo.
Speaker A
Então, digamos assim, ah, tem uma plantação lá de milhares e milhares e milhares de hectares de eucalipto. Ah, é florada de eucalipto quase o ano todo.
Speaker A
Aí você acha que elas vão sobreviver? Não consegue. Esse pollen, ele é bom, claro, né? Só que chega a uma determinada altura que ele não supre mais tudo que elas precisam. Então elas precisam ter variedade polínica, variedade de pollen.
Speaker A
Ahã. Bom, com essa com a questão da da da polinização, nós temos o exemplo das mamangavas.
Speaker A
Eh, e nesse estudo aqui do do Vanor e do quem que é o outro aqui? O Veltus, Veltis, na verdade, né? Veltuis e o Vanorn fizeram então e pesquisaram esse assunto sobre a mamangava, que é a bombos terrestres, que não é brasileira.
Speaker A
Ela é uma abelha da Europa e uma que se adaptou muito bem a essa a esse convívio da polinização, tá?
Speaker A
Ah, [limpando a garganta] nós temos um ah, um vídeo sobre, deixa eu ver se ele me abre aqui. Não, não abre aqui.
Speaker A
Deixa eu procurar ele aqui. É esse daqui. Eu vou rodar ele de novo. Aqui vocês estão vendo uma abelha nativa sem ferrão. Ela está numa flor de beringjela e ela vai então polinizar. Mas a polinização é é feita através de
Speaker A
vibração, ou seja, ela vibra o corpo e faz o E aí com essa vibração, a flor acaba abrindo as suas partes.
Speaker A
É, quase dizendo assim, abre as pernas, né? Mas ela abre as suas partes ali pro pó cair. Esse póen cai no corpo da abelha. O corpo da abelha é peludo, gruda nos pelos.
Speaker A
Depois a abelha pega e ajunta, né? Eh, a abelha pega e vai juntando, juntando, juntando e grudando na cordícula, OK? Isso vocês vão perceber aí.
Speaker A
Ah, e depois ela vai embora, vai para outra flor. Sem essa vibração, não há polinização dessa flor. Isso é especialmente nas solonácias, tomate, berjela, por exemplo, né, que precisam dessa vibração.
Speaker A
Eu vou rodar de novo aqui, ó. Tão vendo o pólen cair? Uma parte se perde, óbvio, né? Nem tudo fica grudado.
Speaker A
Aí agora ela tá juntando, vai vibrar mais um pouco. Vibrou, caiu mais um tanto, mas o a maior parte tá no corpo dela, ó. Ela tá juntando, eh, e agora foi embora, tá?
Speaker A
Então essa essa vibração que ela faz aí é essencial para esse tipo de planta, né?
Speaker A
Deixa eu botar de volta a apresentação aqui. Muito bem. Vou ver que não deu certo.
Speaker A
Bom ah então o exemplo das mamangvas, a gente vai ver agora. Bobos terrestres é uma das espécies de bombos que tem lá na Europa e aquela que mais se adaptou a esse eh essa reprodução artificial.
Speaker A
Eh, esse aqui mostra que eles começaram a fazer o uso de colônias em cultivo de tomate eh em estufas, especialmente em estufas na Holanda. Na verdade, não é a Holanda, né? países baixos. Você sabe que a Holanda é apenas
Speaker A
um dos sete, oito, enfim, né? Eh, por isso são países pequenos, digamos assim, que se juntam tipo Estados Unidos, né?
Speaker A
São Estados Unidos ali também é tipo Estados Unidos, eh, mas que se chama daí países baixos. A Holanda é a maior referência desses países baixos, né, digamos assim. Então, por isso que muitas pessoas chamam de Holanda, né?
Speaker A
Ah, mas lá então eles começaram em 1988, alguns produtores começaram a usar ã as mamangavas no cultivo do tomate. No ano seguinte, a olha só quanto que já passou dos 20% dos produtores.
Speaker A
Em 90, 80% dos produtores já usavam as mamangvas para produção de tomate. É que a diferença era absurda, assim, cara, ganhar 30, 40%.
Speaker A
Então, claro que você vai investir nisso. [roncando] E em 92, todos eles, todos os criadores lá, plantadores de tomate já estavam usando, né? Então, eh, esse é um é um sinal de que essa parceria entre abelha e produtor é uma parceria imprescindível.
Speaker A
Mas como é que eles fazem isso? Eles têm uma produção de laboratório lá, digamos assim, é uma produção em larga escala.
Speaker A
É claro que depois das pesquisas iniciais, eles chegaram mais ou menos a um a um patamar assim de de fazer quase que em série, tipo quase que automatizado.
Speaker A
É uma produção praticamente mecânica hoje. Então não existe essa questão de afetividade. Ai que legal que nem a gente tem as nossas multiplicações. A gente fica até apegado, né, as nossas abelhas ali. Não, ali não tem esse negócio de apego, é simplesmente seguir
Speaker A
a o ritual, olha, de fabricação de abelhas, né? Aqui a gente tem já eh essa caixa padronizada e com material sintético, inclusive alimentador, tudo. Note aqui as questões de laboratório, tudo, tudo, tudo, tudo assim já bem bem bem automatizado, digamos assim. Mas um
Speaker A
tempo a própria fábrica é capaz de robotizar tudo e deixar a inteligência artificial, fazer o resto, enfim, né? A tendência é acontecer isso, fazer a própria inteligência, depois fazer a seleção das matrizes, enfim. A gente vai ver um pouquinho como é que é esse
Speaker A
processo. Aqui outro momento em que aqui eles usam umas gaiolas e aqui tá vendo fecundação, né? có, melhor dizendo, eh, machos e as fêmeas. Então eles estão aqui copulando e garantindo então que haja essa fertilização.
Speaker A
Ah, aqui nós estamos vendo as incubadoras, digamos assim, eh tudo aqui dentro, nessas prateleirinhas tem daí eh as futuras rainhas, que eh elas precisam passar num lugar frio para fazer de conta que é inverno.
Speaker A
Então, assim, faz-se um eh um ambiente artificial de inverno e aí você eh induz elas a eh passarem, amadurecerem, ou seja, estarem prontas para a primavera. Então, a gente pode fazer isso o ano todo.
Speaker A
Então, não precisa parar, não precisa esperar o inverno chegar para fazer essa produção. Eles simplesmente podem artificialmente fazer isso e despertar a as as rainhas. Eu não sei se vocês sabem como funciona com as mamangavas, mas é diferente dessa abelha sem ferrão. Você
Speaker A
tem aqui, por exemplo, uma rainha. Essa rainha, como eu falei, ela esteve aqui, então, depois que ela foi fecundada, ela veio para essa geladeirinha aqui, para essa câmara fria, passou o seu inverno de mentirinha ali e depois que passou esse prazo, eu
Speaker A
não lembro quanto tempo que ela tem que ficar ali, se é dois, três meses, mas enfim, ela fica esse tempo ali. Depois disso, ela é então aquecida, levada para um lugar mais aquecido. Eles fornecem para ela aqui pollen, fornecem
Speaker A
mel, porque daí ela não precisa ir buscar, né? Porque na natureza ela vai fazer o quê? Ela vai buscar pólen, ela vai buscar néctar, ela faz todo esse serviço. Isso mesmo. Essa rainha já fecundada, ela é uma operária.
Speaker A
Ela faz tudo que uma operária faz. Ela sabe na flor, ela sabe coletar o pólen, sabe coletar o néctar, vem e faz a postura.
Speaker A
Então ela é, ela é a colônia inteira, faz as primeiras posturas. Depois que nascem as primeiras operárias, ela simplesmente diz: "Ah, agora sim, agora eu sou rainha, agora vocês trabalhem para mim".
Speaker A
Então, ela faz com que as eh faz com que as operárias que são filhas dela, faz com que essas operárias trabalhem para ela. Então, tá? E assim, eh, depois desse processo, eh, tudo isso acontece nessas caixas aqui. Eu tenho caixas por
Speaker A
tudo. Elas vão nesse processo de amadurecimento ali, né, de crescimento, de de postura, de fazer o estoque do alimento, etc. e tal, né? Essas essas abelhas também não precisam não precisam necessariamente sair, tá?
Speaker A
Aqui vocês estão vendo a produção em massa produção produção produção produção. Então, quando elas chegam num ponto de ter aqui 40 a 50 abelhas, porque é mais ou menos esse o máximo da da mamangáva, né? Então, elas estão
Speaker A
prontas para embalar e elas são embaladas então em caixas de papelão. Isso mesmo, porque elas vão paraa estufa, então não tem perigo de pegar chuva e tal. Elas entram nessas caixas de papelão aqui e são despachadas para os produtores,
Speaker A
despachadas como de carreta, de avião, enfim, ali eh a coisa é forte, né? E essa empresa, ela também atua no Brasil que se chama Copert.
Speaker A
Ela também tem produtos aqui no Brasil. Não a mamangava. Eles até já pensaram em domesticar que domesticar a modo de dizer, né? Mas reproduzir.
Speaker A
Eh, eles tentaram já reproduzir a nossa mamangava e talvez eles consigam, eu não sei a quantas anda esse processo da tentativa de multiplicar as mamangavas brasileiras tá?
Speaker A
Brasileiras têm um alguns detalhes a mais que eh não são exatamente como essa bomba os terrestres. Então, de qualquer forma, né, fica fica aí a tentativa, quem sabe amanhã depois se consiga chegar nesse padrão, nesse ponto de poder
Speaker A
multiplicar. Mas o que eles têm aqui é outros tipos de bicho, bicho para para comer lagarta, bicho para isso, para aquilo, né? Eles têm outros biological crop protection and natural pollination, tá? É isso que eles fabricam.
Speaker A
Então, se você tem lavouras grandes aí, tá precisando de algum bichinho aí para comer as pragas, eles têm algumas soluções. É só digitar lá na na internet que o copert que vocês já vão chegar lá.
Speaker A
Outro nome que pode aparecer está o do Natal, que é natural pollination. OK? Bom, em 88 não havia ainda essa venda de de mamangava. Aí o que aconteceu? Em 89 foram vendidas algumas em 90, 91 foi subindo, subindo, subindo, subindo. E aí
Speaker A
nós temos aqui, ó, 1 milhão de vendas, 1 milhão de caixas. vendidas. Isso em 2004, certo? Então essa eficiência fez com que fosse realmente um um negócio de sucesso, tá? Ahã.
Speaker A
E aí eu fiquei curioso para saber, eu fiz uma investigação para saber a quantas anda 2025, né?
Speaker A
Daí o que eu descobri, segundo a reunião das informações da IA, é que essa tal ah mamangá vai ter cerca de 2 milhões de colmeias vendidas em 2025. Então dobrou de 2004 até 2025, certo? é que também não aumentou tanto assim o número de
Speaker A
produtores de tomate. Então esse número de 1 milhão em 2004 para 2 milhões em 2025 até faz sentido. A gigante holandesa Copert é pioneira e também a maior produtora global de polinizadores biológicos, que responde sozinha pela comercialização de aproximadamente 15
Speaker A
milhão e meio de coméias artificiais por ano em mais de 100 países através da sua linha Natupol, que é aquela que eu falei aí para vocês, tá? Aí o restante do volume, mais ou menos uns 500.000 a 700.000 colônias são de concorrentes,
Speaker A
concorrentes adicionais de peso, como por exemplo a belga, Biest e produtores locais focados também regionalmente.
Speaker A
Então, em algumas regiões tem também algumas produções locais aí dessas mamangas, certo? E para onde vai? Antes alguém ali falou do Chile, perguntou do Chile, eh, para onde vai o destino em 2025 foi o seguinte, segundo a IA,
Speaker A
a Gemini, ela diz o seguinte: "Embora o bombos terrestre seja nativo do velho mundo, ou seja, ele pertence à Europa, o comércio dessas caixas de polinização ocorre globalmente, dividindo-se principalmente em na Europa. O principal consumidor é a Holanda, aqueles
Speaker A
produtores que eu falei lá no início, né? Mas também tá indo pra Espanha, pra França e pra Polônia.
Speaker A
Não quer dizer que são só esses, tá? Tem outros países também, mas esses são os principais.
Speaker A
Essas coméias atendem prioritariamente o massivo setor de tomates cultivados em estufa. Utilizo para outras culturas também? Sim, tem outras culturas que também usam, mas a referência principal é o tomate. Por que o tomate? Por causa daquela buz pollination. Eles chamam
Speaker A
isso de buz polination, que é, né? para eh vibrar a flor. Na América do Sul, nós temos o Chile como importador.
Speaker A
Eh, e paraa polinização de cultivo de frutas vermelhas, por exemplo, os mirtilos, as framboesas e as amoras. E isso a céu aberto. Aí o que aconteceu?
Speaker A
Aconteceu o seguinte. Essas mamangavas que eles levaram pro Chile lá nos anos 70 conseguiram se reproduzir, conseguiram fugir pro meio ambiente. E aí foram se multiplicando multiplicando multiplicando, vieram para a Argentina. E chegando na Argentina foram se multiplicando,
Speaker A
multiplicando, multiplicando e agora a gente já sabe que está na fronteira do Brasil. Ah, professor, mas que legal.
Speaker A
Vai chegar daqui também. A gente vai ter bombos terrestres daqui também. Que legal. Não, não é assim, né?
Speaker A
Infelizmente não é assim que funciona, por o que se percebeu é que esse bombos terrestres ele competiu com os bombos nativos lá do Chile, doenças que eh o bombos do Chile lá não tinha, acabou pegando e morrendo.
Speaker A
Dizimou lá, foi paraa Argentina, fez a mesma coisa. Não precisa ser muito inteligente para saber que se chegar no Brasil a gente vai ter a extensão dos nossos bombos aqui. Vamos trocar seis por um. E isso é um mau negócio. Por isso, sabendo
Speaker A
desse drama, desse problema, se você observar, se você enxergar um bombos terrestres, você tem que imediatamente avisar a vigilância sanitária do seu estado.
Speaker A
Ah, professor, não é melhor matar? Não, não é para matar, porque a gente precisa descobrir onde que eles estão. E mesmo porque o pombos terrestres é parecido com os nossos aqui, tá? Então também tem eh preto e amarelo. Aí daqui a pouco
Speaker A
você se confunde ali, vai acabar matando os brasileiros, né? Então não é eh não é para matar, OK? É só para informar, paraa vigilância sanitária tomar as providências.
Speaker A
Eh, se vão conseguir também não sei, né? Mas enfim, daí não é mais responsabilidade tua. A tua responsabilidade é avisar. E como é que você sabe qual é o bombous terrestres?
Speaker A
Bom, ele tem a inconfundível listra branca no fim do abdômen. Lá no triangulozinho final, lá no popozinho, tem a listra branca. Então é isso que você tem que informar, tá?
Speaker A
Ah, para onde mais vai? Vai também paraa Ásia e Oceania, países com alta tecnologia hortícula, como Japão, que vai criar também estufa, Coreia do Sul e Nova Zelândia. Japão levou até nossas abelhas nativas, né, para criarem estufa, não sei a quantas anda, tá?
Speaker A
Eh, mas enfim, Nova Zelândia também é compreensível porque lá é frio, né? Então, eh, é bem é bem-vindo ou não, né? Mas enfim, se der problema, o problema vai ser deles lá também, né? se escapar como aconteceu no Chile. Bom, isso curiosidade, então
Speaker A
vamos adiante. E aí nós vamos falar um pouco sobre a multiplicação em larga escala, pensando, né, nesse modelo que foi feito ali, eh, com a Bombos, o pessoal da Embrapa pensou assim: "E se a gente fizer a mesma coisa com as abelhas sem ferrão,
Speaker A
né? Teria como fazer isso?" Vamos ver então se isso seria eh viável. Vamos ver o que eles fizeram eh e a conclusão a que eles chegaram.
Speaker A
Ou seja, nós vamos falar da produção de rainhas em vitro e a formação de colônias, porque esse é o objetivo, eh poupar material, poupar tempo, enfim, conseguir eh conseguir então acelerar o processo de formação de plantel.
Speaker A
H de ver aqui a pergunta que apareceu. Eh, tã, tem algum laboratório que dá para enviar amostras de abelhas para identificação?
Speaker A
Sim, tem alguns que conseguem eh fazer essa análise. Se você mandar paraa Favísia, ela tem o banco, né, dela lá, banco de eh de [limpando a garganta] amostras.
Speaker A
A UFPR também tem. E deixa eu ver quem mais que identifica. Eu não sei se a a Universidade do Amazonas também tem um plantela, tá? Mas você tem que ter um exemplar para poder fazer essas identificações OK?
Speaker A
Eu no momento assim lembro. Bom, eh, aqui nós temos um exemplo de uma célula.
Speaker A
Eh, essa célula aqui, então, eh, gente, eu preciso fazer uma coisa primeiro. Eu preciso [risadas] eu preciso ir no banheiro, tá? Eu já volto.
Speaker A
Gente, [limpando a garganta] esse chá que eu tomei foi diurético demais. Credo. Achei que era assim. Quero o código dois. Não.
Speaker A
Bom, não, não vai ter código dois agora, não. Tá. Ah bom. O código um diz o seguinte: "Fui no mercado e comprei um. O que que se compra no mercado, pessoal? O que que se compra lá?
Speaker A
Fui no mercado e comprei um livro. Isso mesmo, livro. Ah, não tem livro no mercado de você.
Speaker A
Ah, tá bom. Mas mas anotem isso aí, tá bom? Ã, fui no mercado e comprei um livro.
Speaker A
Ah bom. O chazinho era de hortelã, mas hortelã não não é para fazer isso, né? Pois é.
Speaker A
Colhido aqui, aqui em casa. Vocês estão vendo essa célula de cria? uma célula de cria pá de uma abelha sem ferrão.
Speaker A
Eh, essa célula de cria, quando a gente observa ela, a abelha vai colocar alimento larval ali dentro. A gente vai ver depois um videozinho de como isso aconteceu, né? Ah, então assim, esse alimento larval vai ter uma certa altura.
Speaker A
Inclusive o Aroldo Brun diz que a parte mais tem uma parte mais densa, mais massiva, digamos assim, no fundo e depois de uma certa altura tem uma parte mais líquida e por fim dáí um uma camadinha assim meio
Speaker A
eh, sei lá, mais transparente, né? ele que diz que tem essas três divisões. Quando a gente olha assim uma célula, a gente percebe que tem uma pequena diferenciação assim a parte mais transparente em cima, né? Mas enfim, você tem essa eh configuração aí de uma
Speaker A
célula de cria. Aí o que acontece? Como é que é o ritual? O ritual é assim: [limpando a garganta] as operárias colocam esse alimento dentro da célula e elas vão fazendo isso, vão regurgitando ali dentro, vem uma, vem
Speaker A
outra e vão colocando, vem mais uma e mais uma e assim. Ah, assim elas vão e elas não enchem, elas têm um um patamar ali, um limite até onde vai esse alimento larval. Não pode ser muito, também não pode ser pouco. Isso para
Speaker A
qualquer uma das espécies, inclusive, inclusive as abelhas solitárias, elas têm um limite de armazenamento. A bombos também tem um limite de armazenamento, tá? Então, eh, sabendo disso, a gente teria que ter uma ideia, uma noção do que da quantidade de alimento para
Speaker A
para fornecer para uma rainha, para uma princesa. Lembrando que dentro das abelhas sem ferrão, a gente tem dois tipos de de abelha, né, que é a o tipo do gênero melípona e o outro que é o trigoniforme. E a formação de eh
Speaker A
princesas é diferente. Por isso, quando eles pensaram em reproduzir essas princesas, aí você não tem muita opção com as melonas. Por quê? Porque ali a questão não é genética, não é alimentar.
Speaker A
A gente já viu isso, né, lá nas aulas das diferenças. Nas milíponas, a seleção é feita por outra forma, basicamente, eh, é a quantidade de feromônio ou não que a rainha aplica em cima do ovo. Na ausência de feromônio,
Speaker A
nasce uma princesa. Na presença de feromônio, nasce uma operária. Então não tem como a gente pegar e a não ser que a gente saiba reproduzir artificialmente esses feromônios reais. Aí a gente poderia jogar dentro da célula esse feromônio e pronto, a gente ia conseguir
Speaker A
criar quantas rainhas ou quantas princesas quisessem de melpona, né? Muito bem. Mas para ter um controle melhor, eles acharam que seria mais vantajoso pegar uma espécie de abelha do gênero scaptrigona.
Speaker A
E se não me engano foi a canudo que eles pegaram aqui, né? H então ah, no ritual você tem a colocação, você tem a célula de cria, você tem a colocação do alimento e aí [limpando a garganta] vem a rainha e faz
Speaker A
a postura. Geralmente o processo é assim, eles colocam esse alimento larval, depois uma operária coloca um ovo, tá? um ovo chamado de trófico, um ovo comestível.
Speaker A
Aí a [limpando a garganta] rinha vem e come, come ovo para dar força, energia, né? Aí depois que ela comeu ovo, ela faz, ela vira e faz a postura, né? Quanto tempo o estudo dura? Digamos assim, o tempo da operária fazer a
Speaker A
postura. Ela vai demorar ali uns 20 a 30 segundos para botar o ovo, né? O tempo que dura para botar o alimento laval.
Speaker A
Bom, isso pode durar minutos, vários minutos. E daí a operária faz a postura, são mais alguns segundos ali, 20, 30 segundos, a rainha vem, come aquele ovo, ela vai ficar com a cara metida dentro da célula de cria
Speaker A
até conseguir devorar aquele ovo. Ela come tudo, ela não deixa a casca ali, ela come tudo, porque a casca é molezinha, né? Então ela ingere tudo.
Speaker A
Eh, nesse espaço de tempo, nas melponas, ela pode colocar o feromônio. Então, quanto mais tempo ela ficar com a cabeça dentro da célula, mais feromônio ela ela joga ali dentro, ok? Esse feromônio é bem volátil, ele evapora fácil, tá?
Speaker A
Então eh nas trigoneformes, a gente percebe que essa, eh, essa reação da da rainha não é tão ritualística que nem das melíponas.
Speaker A
Na nas escapattrigonas, ela é mais rápida, ela vai lá, senta numa célula, põe o ovo, vai lá, põe outro, vai na outra célula. Isso dura bem menos tempo, é cinco, talvez 10 segundos no máximo. É bem rápido assim essa postura nas
Speaker A
escaptrigonas. Então, eh, é colocado esse ovo aí, eh, ele precisa ser fechado. E como é que acontece esse fechamento?
Speaker A
É assim, uma abelha operária senta, a modo de dizer, ela senta em cima e começa a dobrar para dentro.
Speaker A
Ela vai girando, girando, e ela vai dobrando para dentro a aquela parte da célula que tá para cima, tá? Então, vamos dizer que aqui tá a célula de de cria, ela é mais alta do que o disco. O
Speaker A
disco tá nessa altura aqui, ó. E a célula é mais alta, tá? Aí a operária vai mexer aqui com as mandíbulas e vai dobrar.
Speaker A
Aí ela vai dobrar da de todas as extremidades. Dobra, aí quase fecha. Quase fecha. Daí ela só faz o arremate ali com a cera que ela tem e pronto, tá selada a célula.
Speaker A
O ferommônio que tava ali quase não escapou. Se teve, né, se for do gênero melípona, quase não escapou porque ela já botou o abdômen ali em cima, daí não evapora. Daí todo o feromônio fica concentrado ali. Você fica concentrado,
Speaker A
né, se fica concentrado, aquele ovo vai gerar uma operária, tá? Nas milíponas, nas escapattrigonas, a diferença é a seguinte.
Speaker A
O tanto de comida vai gerar uma operária ou vai gerar uma princesa. Pouca comida, operária, muita comida, princesa. Simples assim.
Speaker A
Aí esse ovo de dia da rainha, depois que ele tá ali, ele fica ali alguns dias, uns três dias mais ou menos, dependendo da espécie, né?
Speaker A
E vai virar uma larva. Essa larva depois ela tomba, digamos assim, porque o ovo não pode tombar. E se o ovo tombar, como eu falei, tem uma camada fina ali por cima, ele ele acaba afundando naquela camada e acaba se
Speaker A
afogando daí. Então, por isso que não é bom mexer muito nas caixas, mexer para cá e para lá, porque daí esse ovo tomba e você perde produção.
Speaker A
Então, eh, mas a larva, depois que virou larva, daí não tem mais problema, porque ela sabe nadar, então ela ela começa a comer o que tem ali.
Speaker A
Vai comendo. Comer, comer, comer, comer. E vai comendo até virar então eh uma larva adulta. Vai virar uma pupa, vai se empupar, vai fazer o seu casulo, vai ficar ali dentro protegida até que finalmente ela se transforma numa abelha. Aqui tá sem asas, mas óbvio
Speaker A
que ela tem asas, né? Então assim, ã, essa essa abelha vai ficar ali até amadurecer, até todos os seus órgãos internos ganharem maturidade. Esse é o tipo útero dela, né? Então, até ela ficar totalmente adulta e aí ela vai emergir,
Speaker A
evidentemente, né? Vamos ver aqui um vídeo de postura. Eu tenho ele aqui. Deixa eu ver se eu acho aqui. Vocês podem ter uma ideia de como de como é, né? Aqui nós estamos vendo, então, esse momento, vocês conseguem
Speaker A
perceber tipo uma falha, porque nunca se vê, é muito raro você ver assim, duas células juntas sendo preparadas. Notem que ela é redonda.
Speaker A
Aqui o vídeo não tá completo. Mar, que coisa. Ah, bom. Ah, ali é um momento de preparação, né, da da célula. As abelhas vão colocando o material alimentar ali, a papa lar, e depois a rainha vem e coloca o ovo. Ela demora mais ou menos
Speaker A
30 segundos para fazer a postura e depois a abelha demora mais ou menos 2 minutos para fechar completamente a célula. E um detalhe que eu citei aqui no no vídeo, né, que é muito raro você ver assim duas células.
Speaker A
As pessoas dizem que a abelha é tão inteligente e ela usa o formato heagonal para não sei o quê, para poupar o espaço, blá blá blá, tudo mentira. Olha só, é redondinho, redondinho.
Speaker A
OK. Mas por que que é hexagonal? Então é ilusão de ótica. A gente vê, a gente enxerga, mas não é.
Speaker A
OK? Então, só para confirmar, tá sendo preparadas. Notem que ela é, tá vendo, ó? Bem redondo. Depois, ó, essa célula aqui tá mais alta do que a célula do disco. Depois, ela vem e vai dobrando para dentro para deixar na
Speaker A
mesma altura do disco, certo? Dond. E ali vocês estão vendo a abelha acompanhando, né, esse ritual é o ritual dela. Vocês conseguem perceber várias abelhas assim ao redor dela, tipo numa posição de submissão.
Speaker A
Então elas estão reverenciando, digamos assim, cuidando para que todo esse processo ocorra. Elas são aliadas, elas são fiéis, né, a essa, eh, a essa rainha, tá?
Speaker A
Ah, na presença de, vamos ver as perguntas aqui. Como esse feromônio age para acontecer isso?
Speaker A
Bom, ele é um composto químico, né, que vai mexer na química do ovo. Então, assim, ele vai ativar ou não uma chave.
Speaker A
essa chave, nessa virada, eh, é tipo assim, é automático, é químico, assim como as coisas químicas também determinam o nosso desenvolvimento, a gente entra na puberdade e, enfim, vai amadurecendo, é questão questão química, né? Então ali também o feromônio atuando
Speaker A
no ovo, ele vai ligar uma chave, digamos assim, e vai fazer com que vire uma princesa. Deixa eu ver outra pergunta aqui. Na presença de feromônio nasce operária. Na ausência de feromônio nasce princesa? Porque deveríamos saber fazer o feromônio se não precisamos dele para
Speaker A
que nasça a princesa? N. Eh, eu só comentei isso se a gente quisesse produzir artificialmente rainhas de melipona, tá? É claro, eu acho meio inviável isso, né? Acho que não tem necessidade, mas caso a gente fosse querer produzir em massa e milhares e
Speaker A
milhares e milhares e milhares de rainhas de melona, aí talvez fizesse sentido a gente produzir um ferumônio artificial para injetar lá no ovo para ele virar uma princesa, porque não tem outro jeito, né? a gente precisa do feromônio para ativar eh para ativar
Speaker A
aquela chave para virar uma princesa. Mas é claro que e eu acho inviável isso.
Speaker A
E mais aqui tem outra pergunta. Ah, bom. e sobre NN2. Eh, nós nós vamos ver um pouquinho sobre isso lá na aula da da da comunidade que vai ser mais adiante, mas digamos assim, para nascer uma operária, né, você sempre vai precisar
Speaker A
de do do pai e da mãe, né, para nascer um um zangão, você não precisa disso. O feromônio acrescentado pela rainha ativa genes específicos para o desenvolvimento de uma princesa. Exatamente isso. Não, não sei explicar quais, né, mas quais
Speaker A
seriam esses genes. Mas é isso, né? Ã, inverteu. Ah, será que eu falei invertido? Não é assim. Feromônio, presença do feromônio, ele eu eu inverti, tem razão, né? A presença do feromônio faz que fique vire uma operária. A ausência do feromônio,
Speaker A
agora falando corretamente, a ausência do feromônio ativa aquela chave. É isso, né? Então é, daí a gente não precisaria produzir artificialmente.
Speaker A
É [limpando a garganta] testar essa teoria, né? Testar essa teoria. Mas eu não quero, eu não, né?
Speaker A
Obrigado pela correção ali, tá? Eh, Júnior, é, eu acho que eu desfizo o que eu tinha feito errado aí antes, tá?
Speaker A
Então, ausência de feromônio. Faltou feromônio, vira princesa, aquela chave ativa. Presença de feromônio, trava aquela chave e não vira princesa, vira operária. OK?
Speaker A
Ah, vamos adiante aqui. Vou remover este. Cadê o apresentação? Aqui. Aqui. Muito bem. Ah tã.
Speaker A
Então, já vimos o vídeo da postura. Aí eles observaram ali as escapattrigonas e fizeram então o levantamento sobre essa questão da alimentação, transformar um ovo comum, um ovo de princesa.
Speaker A
E pelos cálculos eles chegaram à seguinte conclusão, né? Eles precisam de mais ou menos 160 mg para produzir uma rainha, uma princesa.
Speaker A
Uma operária come 40 mg. Então tá. Ah, os dois vão virar do sexo feminino, tá? Sem problema.
Speaker A
Então, 40 mg operária, 160 princesa. Aqui dá para ter uma noção da diferença de tamanho que elas têm que fazer, no caso das escáponas, né? A diferença de tamanho dessas células. Então aqui é uma célula redondinha de operária e aqui uma
Speaker A
célula redondinha de princesa, uma rialeira. No passado, a Conceição Camargo já tentou fazer algo parecido. Ela tentou criar princesas, né, em cativeiro, digamos assim, para fazer uma produção mais massiva. E ela utilizou elementos artificiais aqui, que são esses
Speaker A
potezinhos de cera que muitos de vocês aí também já fazem. Muitos melipunicultores fazem esses potes de cera artificial, cera mista, etc e tal. Aqui no caso acho que nem era cera mista, inclusive, né? Só a cera depis mesmo. E aí ela fez esse
Speaker A
experimento aqui, que era mais ou menos assim, ó. Como é que faz? Bom, é o básico aí, pegar a cera, ela pegou um cabo de vassoura, um mais grosso, digamos assim, a ponta mais grossa para fazer a tampa e uma ponta mais fina para
Speaker A
fazer o tubinho. E aí, né, tirou o excesso, tirou o excesso da da cera e aí, tã, tem os copinhos aí, né? tem o tubo de ensaio, sei lá como é que eu vou chamar isso, a tampa e o tubo.
Speaker A
Mas aí eles chegaram num outro dilema. Eh, como é que vão extrair o material necessário, a comida, aquela papinha larval? Como é que vai, como é que vai extrair lá de dentro? Aí eles testaram alguns equipamentos.
Speaker A
Por exemplo, esse conta gotas, seringa, seringa entupia muito rápido, pegava um pouquinho de de cera, já entupia. Enfim, eles testaram e chegaram à conclusão de que essa pipetinha aqui era a melhor, essa de plástico ali, né? Era a melhor
Speaker A
de todas. E assim eles fizeram, né? Ah, só que tem o seguinte, né? Quando você olha lá pro campo de trabalho, né, você tem essa configuração aí, você tem a papinha larval que está presente nas partes mais novas do disco. Então você
Speaker A
precisa coletar essa papinha que a gente até poderia talvez fazer artificialmente, mas a gente não tem as enzimas, não tem como fazer exatamente como elas fazem. a gente precisaria das enzimas, né? A não ser que a gente consiga fazer
Speaker A
artificialmente essas enzimas, mas por enquanto não tem essa opção. Então a melhor ideia foi coletar diretamente lá nos discos. Aqui inclusive dá para ver uma rialeira, né?
Speaker A
Uma rialeira que geralmente fica no canto do disco. Notem quantas células abertas de uma vez nesse tipo de abelha.
Speaker A
A a rainha faz aquela postura em bateria, né? Ela vem aqui, põe um ovo aqui, depois vem para esse, põe um ovo aqui, depois vem para esse, põe um ovo aqui, vem aqui, põe um ovo assim bem rápido,
Speaker A
ela vai quase que caminhando, né? Eh, [risadas] eu quase ia dizer, vão andando e a gente diz andando e cagando, não, ela vai andando e botando, né, os ovos.
Speaker A
Eh então eh, eles pensaram o seguinte: "Bom, vamos para para saber a dimensão exata, porque eles sabiam que tinha essa rialera aqui.
Speaker A
Mas quanto tirar?" Então, como é que eles chegaram àela conclusão do 160? Eles fizeram o seguinte, antes de concluir o processo, numa num cenário assim de uma célula bem novinha ainda, eles foram lá e tiraram a quantidade de
Speaker A
alimento larval que tinha, porque as abelhas já iriam saber quanto que precisa. As abelhas sabem. Então elas colocaram lá naquela rialeira e eles foram lá e sugaram com aquela pipetinha ali né?
Speaker A
sugaram o material que tinha ali. Mas vocês já devem saber que mesmo sugando tudo, sempre vai ficar um restinho ali. Então esse restinho seria aproveitado pela abelha. Então eles não podiam falhar, tinha que, sei lá, calcular um pouco a
Speaker A
mais. Só aquele tanto ali talvez não seria suficiente. Por isso eles imaginaram ali o tanto que ainda iria a ali para preencher o tudo aquilo que tinha naquele pote de raleira. Então, por isso eles chegaram nessa conclusão que 160 seria o suficiente para produzir
Speaker A
essas princesas. Só tem um problema. coletar isso, né, dessas célulazinhas ali, aí pegar a pipetinha, né, enfim, seria muito trabalhoso e aí eles pensarem em alguma coisa assim para, sei lá, como é que nós vamos fazer para ser mais eficiente nessa coleta.
Speaker A
Ah, aliás, aqui ó, uma curiosidade, vocês estão vendo essa abelha ali no centro, né? Ela está com a cabeça metida dentro da célula e vocês estão vendo as asas dela e também o abdômen, mas é uma escaptrigona e é uma canudo e ela não tem esse
Speaker A
abdômen branco. O que é isso, gente? Isso ali é cera. Exatamente. É cera. As abelhas sem ferrão produzem a cera através de suas glândulas.
Speaker A
e aí vão espelindo na naquelas dobras da sanfona ali, digamos assim, elas vão espelindo essa cera e aí é dever delas raspar, né, raspar a cera e usar, mas algumas não fazem isso.
Speaker A
São as abelhas que a gente chama de pangulins, né, porque elas formam essas escamas parecido com o pangulim. Nós vamos falar disso também na aula da comunidade.
Speaker A
Então, eh, elas deixam de raspar porque elas tem uma atuação dentro da colônia ali, tá? Elas usam essa cera para impregnar o seu cheiro e difundir esse cheiro pela colônia, OK? Nem sempre isso é bom. Não é bom ter demais delas,
Speaker A
porque elas acabam influenciando o cheiro que a rainha produz. Então, eh, esses, eh, esses ninhos, essas colônias que têm o excesso de pangolins, pode causar algum dano. Problema é que a gente nunca sabe qual delas é a favor e
Speaker A
qual é contra a rainha, né? Mas geralmente o excesso delas acaba produzindo cheiros que confundem as as abelhas tá bom? Como eu falei, é uma coisa difícil de coletar, porque esse disquinho ali, ele é molenga, molenga, molenga. Você
Speaker A
pegar assim com com os dedos, cara, amassa tudo, amassa, é bem frágil. Então eles tiveram a ideia. Bom, já que a gente não pode, né, meter o dedo ali, meter a mão, vamos fazer o seguinte, vamos cortar com um fio fino, um fio
Speaker A
dental, por exemplo, não usado, né, de preferência [risadas] e aí cortar as pilastras que tem por baixo. Eu já vou explicar como é que funciona esse esquema de empilhar os discos tá?
Speaker A
E aí eles fizeram um X ali e acabaram cortando, então, né, os disquinhos ali. Mesmo depois disso, até dá para perceber que amassou um pouquinho mesmo no manuseio, né? Teve um pouquinho de amassado, mas tudo bem.
Speaker A
Vamos agora desenhar que embaixo tá a representação de mais ou menos como deve estar lá dentro. Mais ou menos isso.
Speaker A
Deve ter o alimento larval e em cima o ovo em pé. Talvez alguns até já caíram, né, com o manuseio, mas enfim, vamos considerar que eh vamos considerar que eh eles estão ali em pé, tá muito bem. Como é que eles coletaram?
Speaker A
Eles fizeram o seguinte, um recipiente por tombamento, simples assim, pegaram, abriram, obviamente, né? Eh, tombaram ali as células de cria. Aqui no desenho, elas estão fechadas, né? Foi e apertaram.
Speaker A
Daí o líquido saiu, líquido, ovo, enfim, saiu tudo. Também não faria mal, né, se o ovo se misturasse ali, porque é nutriente também. Então, para para princesa ali, aquela quantidade de ovos ali, não teria nenhum problema. Pode ser eh pode estar junto
Speaker A
ali na mistura. E aí eles tinham o alimento tava ali pronto para ser usado para tratar as abelhas, as futuras abelhas, os ovos, né?
Speaker A
E aí, como eles tinham já aquele marcador ali, tem que tirar tanto para produzir rainhas. Então eles, naquele reservatório que eles tinham, eles foram lá e sugaram o tanto que precisava para produzir uma rainha. botaram então artificialmente, né, de modo artificial
Speaker A
ali numa célula que pode ser uma célula tipo aquela que a Conceição tinha ali, né? Ou também eh uma de laboratório de vitro né?
Speaker A
Ah, então injetaram esse líquido ali. Muito bem. Claro que eles também tinham que calcular porque nem tudo sai da pipetinha também. Então, já essa marquinha ali já tinha que ser um pouquinho a mais, né?
Speaker A
Colocar ali dentro. Beleza? Olha só, esse aqui é um é um cenário. Poderia ser, como eu disse, dentro dos potes de cera ou dentro dessas eh desses aparelhos próprios de laboratório. E eles testaram, por exemplo, em hipóteses de 60 ml e potezinhos de 75 para ver que
Speaker A
aqui se dava muita diferença o tamanho do pote, né? E aí no experimento dele, eles tentar deles, eles tentaram reproduzir o máximo possível que eles imaginaram que era o cenário dentro da colmeia.
Speaker A
Eh, então para começar, depois que isso foi feito, eles colocaram isso dentro de um recipiente, de uma vasilha e deixaram ali, então, fechado com 100% de umidade, um dia inteiro, sem qualquer larva.
Speaker A
Nada de colocar ovo ali. Nada, nada, nada, nada. Nem a larva. A ideia que não é nem colocar o ovo, né? A ideia é colocar a larva daí, né? Porque daí já vai estar no processo adiantado, não precisa esperar nascer o ovo, tá? A
Speaker A
ideia é colocar as larvas de abelha. Aí um dia depois é que se faz a transferência de larvas. Daí como é que faz a transferência? Vai lá na caixa, abre o a tampa do do favo, né, o risco
Speaker A
de cria. E aí lá dentro você tem tã larvas. É, só tem um probleminha.
Speaker A
Como é que eu vou tirar isso dali? Aí imagina o tamanho que é a célula de cria de uma escap trigona, imagina nem mirim, então, né? Mas imagina como é que você vai tirar isso dali?
Speaker A
transportar era um problema, alguma coisa que eles tinham que fazer, né? Deixa eu ver se tem algumas perguntas antes de eu entrar nesse assunto aí.
Speaker A
Vamos para outra teoria. Se se eu soubesse quanto de alimento tem a mais numa célula de princesa de escapo poderia furtar alimento de outra célula?
Speaker A
Pelo jeito não, porque a célula tem que ter tamanho diferente. Sim, o tamanho importa. O tamanho faz toda a diferença.
Speaker A
Não adianta você pegar a célula normal lá da da escapa do trigono e encher e daí não vai funcionar, né? Tem que ser o tamanho maior.
Speaker A
Eh, como fica a questão dos zangões? São ovos das operárias, né? Então, a rainha deixa passar alguns ovos de operária e acaba nascendo no zangão. Isso, né? Eh, mais ou menos eles vão decidir, eles vão dizer: "Ó, rainha, tu deixes sair", né?
Speaker A
Porque geral, geralmente é a rainha, a elite que manda. A gente vai ver isso mais lá adiante sobre isso. Então eles têm a sua comunicação. Ah, a gente tá precisando disso, tão precisando de mais zangão. E a rainha também tem aquele
Speaker A
feeling, pô, tá esquentando, tá entrando néctar, se eu não deixar nascer zangão, né? Então ela vai permitir alguns ovos.
Speaker A
E ela mesma pode fazer também postura de zangão. É só não fecundar o ovo quando ela vai fazer a postura, porque a rainha, ela vai apertando o seu abdômen lá, aperta, aperta, aperta, daí espreme um pouco do ah do do esperma, daí vai um
Speaker A
espermatozoide, fecunda o óvulo e aí ela faz a postura, mas ela pode decidir não apertar muito, digamos assim, daí ovo sai e não fecunda e pronto, também sai macho, né? É isso que a gente sabe. E a operária,
Speaker A
naturalmente, como ela não tem fecundação, se ela botar um ovo e ele nascer, digamos, sim, vai nascer um macho, né? Um zangão.
Speaker A
Ahã. Que mais? Zangões são alvos que não foram fecundados? E sim. Ah, tá. Não era a pergunta.
Speaker A
As pangulins são abelhas jovens em fase fachineira no trozo ou são abelhas velhas em fase campeira?
Speaker A
Eh, elas têm elas são abelhas que estão na fase da produção de cera, né? Então elas têm uma certa idade, elas não conseguem produzir cera o tempo todo, né? Então são essas que estão nessa fase de produção de cera. Então é nessa época
Speaker A
que elas conseguem influenciar, tá? Então, campeira não produz mais cera. Então, ah, não, teoricamente que, pelo que eu entendo, não vai existir uma campeira pangulim, tá?
Speaker A
Ah, que mais? Bom, eh, como eles controlaram a temperatura da colônia em laboratório? Não, não foi a temperatura da colônia, tá? A umidade, isso ali foi naquela placa, nisso aqui, ó. Tá? Então, não tem abelha, não tem nada, é só essa placa.
Speaker A
coloca lá numa estufinha a temperatura que se quer, temperatura que precisa, que eh eu acho que eles botaram em 30º constante. E aí tá, vai o ovo vai entender a temperatura, vai similar, quiser a larva, no caso ali, vai
Speaker A
crescer, enfim, tudo vai enrolar como se fosse dentro de uma eh dentro de uma colmeia, tá?
Speaker A
Muito bem. Então, eu falei, né? Ah, e agora nós vamos ver como é que funciona a postura. Isso aqui é fundamental para um monte de situações que você precisa aí paraa sua criação. Veja bem, vamos imaginar a seguinte situação. Aqui
Speaker A
no sul, mandaia, manduri, mirins, elas param a postura numa enche ameação natural. Não tem postura. Quando você multiplica não tem postura.
Speaker A
Mas quando começa a postura é assim, lá no fundo, lá no chão da colmeia, não exatamente no em cima do chão, porque eles fazem uma proteção embaixo. Então, em cima desse envolucrozinho que elas fazem, eles vão começar ou elas vão preparar uma célula
Speaker A
de postura naquele processo que eu já expliquei. coloca alimento larval, coloca um ovo e fecha.
Speaker A
Essas primeiras posturas geralmente são de operárias. Então a rainha nesse processo, por exemplo, numa multiplicação que você faz aí você vê que já tem postura, você diz: "Oba, a rainha já está colocando". Não, provavelmente são alvos de operária, que
Speaker A
a rainha ainda não tá plena. E aí as operárias estão fazendo essa postura ali, 3, 5, 7, 10 células, sei lá, tá? Tanto é que em algumas situações tem umas operárias que começam a postura num canto, as outras começam no outro.
Speaker A
Aí você vê dois núcleos de início de postura. Eu já vi três, um nucleinho aqui, outro aqui e outro ali. Aí depois quando a rainha sume, eles vão fechando aquilo, tá? Até virar o primeiro disco normal, assim, não tão normal, mas enfim, vira o
Speaker A
primeiro disco, depois começa o outro, como a gente vai ver na sequência daqui a pouco, tá?
Speaker A
Por isso, quando há esses núcleos separados, às vezes uma começa um pouquinho mais alto, a outra começa um pouquinho mais baixo. Aí o que acontece?
Speaker A
Quando vai juntar, o ô não fechou, daí começa a fazer postura em espiral, tá? Isso pode acontecer com Guaraipo, pode ser acontecer com Mandassaia, Uruçulu, nordestina, quando há esse erro de cálculo das primeiras posturas, né?
Speaker A
Depois corrige, né? Quando quando a rainha desce, corrige, exceto na guaraipa, que a guaripa não vai descer nunca, né? Mas então as a as abelhas que fazem postura em disco vão ter o seguinte esquema, o esquema que eu vou mostrar para vocês. Tem as
Speaker A
outras abelhas, né, as marmeladas e assim por diante, que fazem postura em caixo, que daí não é esse esquema aqui, tá? É diferente. Mas aquelas que fazem disco é assim.
Speaker A
faz aquela primeira célula, depois acrescenta outra do lado e uma terceira célula e assim vai acrescentando essas células e cria. Nessa altura aqui, provavelmente a rainha já assumiu o controle, já está fazendo a postura. Se eu perguntasse para vocês aqui, ó, nesse
Speaker A
cenário que apareceu, qual é o ovo que vai virar larva por primeiro? Vocês que prestarem atenção vão dizer que é esse do centro, porque ele foi colocado por primeiro. Então, se aqui foram três dias, se passaram três dias, é óbvio que
Speaker A
esse ovo do meio vai nascer antes, porque esse do canto aqui da ponta, esse da ponta acabou de ser colocado hoje.
Speaker A
Então, até ele virar uma larva, ele vai demorar mais do que aquele que já está lá no meio, já está lá, tá?
Speaker A
Muito bem. Adiante, né? Olha, em cima desse, vocês estão vendo esses pilares, né? Elas fazem essas pilastras, esses pilares de apoio, né? Em cima aqui tá desenhado errado. Eu confesso para vocês, né? Que tá errado, porque elas não colocam em cima de outra célula. Por
Speaker A
quê? Porque esse ovo aqui embaixo que vai virar uma abelha, ele precisa sair por cima.
Speaker A
Mas se tiver esse pilar aqui em cima, ele não vai sair. Então na verdade esse esse pilar ele vai est no meio de dois ovos, no meio de duas células, OK?
Speaker A
Porque daí não vai atrapalhar nenhuma nem outra, OK? Tá? Mas assim, vamos supor aqui que a rainha tá em pleno vapor, ela recomeçou agora depois do inverno ou na multiplicação que você fez, ela tá h na enchamiação que
Speaker A
aconteceu, ela tá ali a todo o vapor, tá fazendo a postura, vai fazendo a postura, ali, ó, tá crescendo e você consegue perceber às vezes, eh, nessa situação aqui, ó, o primeiro disco continua sendo usado para postura.
Speaker A
que nem a gente viu aqui. Eu vou voltar um pouco aqui, ó. Tum tum tum aqui, ó. Tá? Vocês estão vendo que os disco mais em cima, mais em cima e o o do segundo, os dois estão sendo
Speaker A
trabalhados. Aliás, aqui não aparece nessa foto, mas esse de baixo que também tem células abertas, ou seja, ela sobe tipo na pirâmide assim. Então tá trabalhando em cima, tá trabalhando no meio e embaixo no mais no canto, né? Mais pras
Speaker A
pontas. Então assim, vai subindo essa postura, vai subindo, eh, vai subindo e aí a medida que vai subindo, vocês conseguem perceber aí eh na parte de baixo que aquel aquelas células do centro elas já estão mais maduras do que
Speaker A
aquelas em direção às beiradas do disco. Então, sempre no centro vai tá mais maduro antes, tá? Eh, e aí vocês conseguem perceber que as células do segundo disco, elas têm mais ou menos a mesma idade das células do canto, ponta do disco
Speaker A
embaixo, do disco inferior, tá? Isso porque foi subindo, sim. Nessa nesse sentido, tá? Notem que do terceiro disco ali, no terceiro disco, as células acabaram, né, de virar, ovo acabou de virar larva. É o mesmo estágio do intermediário lá do segundo disco. E
Speaker A
é assim vai acontecendo a postura. Ah, aí a postura tá continuando. Aí a gente chega nesse cenário aqui bem embaixo. Aqueles primeiros ovos que foram colocados já nasceram. E aí as abelhas vão desmanchar o disco e aí nesse desmanche
Speaker A
sobra espaço de novo. Ou seja, se precisar começa tudo de novo ali. E é isso que acontece, né? Notem que a medida que vai amadurecendo, ó, essas do primeiro disco, as primeiras posturas já nasceram, as próximas estão nascendo
Speaker A
hoje, amanhã já tem outras que vão nascer, que é a mesma idade daquelas do centro do segundo disco. Ou seja, o primeiro disco nem vai terminar de nascer todo. Já começam algumas posturas a nascer já, né? Algumas abelhas já
Speaker A
nascem ali no segundo disco. E assim, nesse sentido, lá vão nascendo, nascendo, nascendo, nascendo. Note que lá em [limpando a garganta] cima, no último disco acabou de fazer postura, tem ovo ainda.
Speaker A
OK? Então esse é o processo natural. Quando a gente fala em subpostura, é um disco empilhado em cima do outro.
Speaker A
Vai empilhando os discos assim. Aí, note que aqui o o primeiro disco já nasceu todo, já tá o segundo disco nascendo, o disco de cria, né? O segundo disco nascendo, o primeiro já se foi e aí a gente percebe que começaram outro
Speaker A
disco, um disco novo, disco novinho em folha ali. E é assim que nesse estágio a rainha vai fazer postura em dois lugares.
Speaker A
Ela vai fazer postura lá em cima e lá embaixo e lá em cima. lá embaixo até que lá em cima não dá mais. Se lá em cima não dá mais, pronto, não sobe mais. Só fica lá embaixo fazendo a postura nos
Speaker A
discos lá embaixo que vão fazer a mesma coisa, vão subir no formato pirâmide até chegar lá em cima de novo. OK?
Speaker A
O que que elas fazem? Elas desmancham esses essas células de cria. Beleza? Tá desmancho. Mas o que que elas fazem?
Speaker A
Elas reaproveitam basicamente a cera de cima, mas elas aproveitam antes de nascer. Então, ah, nesse estágio aqui que elas viraram essas larvas já mais essas pupas aqui, ó, elas vão raspando a cera de cima e reaproveitando.
Speaker A
É uma engenharia de reciclagem bem interessante tá? Mas depois nesse estágio aqui, ó, aqui elas não aproveitam mais tanto alguma coisa das laterais, só que o fundo não pode aproveitar. Por quê? Porque o fundo tem sujeira, a abelha faz cocô, então
Speaker A
não tem banheiro. O banheiro é a célula. E aí ela defeca na no fundo e depois as abelhas vem, recolhem e jogam isso fora.
Speaker A
Nas [limpando a garganta] abelhas normais, vamos dizer assim, elas pegam aquilo na mandíbula. Na mandíbula é sempre lixo, OK? Na corbícula é material, comida ou material.
Speaker A
Na mandíbula é lixo. Ok? Então elas pegam aquilo na mandíbula e vão para fora da colmeia e jogam, sei lá, 3 m, 5 m, depende, né? Elas vão jogando a certa distância. Às vezes deixa cair antes com 1 m, né? Mas não é
Speaker A
intenção. A ideia é levar 3, 4, 5 m. Inclusive, quando elas levam abelhas para fora também vão carregando o máximo que dá, OK?
Speaker A
Por isso, por isso você tem que ter atenção onde você coloca as suas abelhas, porque sabendo disso, imagine você colocar no fundo da garagem e você coloca o teu carro ali, elas vão sair da da caixa e vai
Speaker A
cair muita sujeira no teu carro. Então, e é uma sujeira ruim de tirar, então tem que tirar do voo delas, da linha de voo, tá?
Speaker A
Ah, [limpando a garganta] que mais? Por isso você tem que cuidar também, não só em relação aos teus bens, mas também do teu vizinho, tá? [risadas] Porque se você botar, vamos supor que teu vizinho não tem garagem, o carro
Speaker A
fica ali a céu aberto, mas as suas abelhas vão sair, vão passar por cima do carro dele, pode dar probleminha aí, sabe? Porque vai encher de sujeira, a não ser que ele não saiba do que que é, [risadas] né?
Speaker A
Mas enfim, isso pode dar alguns incômodos. Então, sempre planejar bem essa questão de deixar a linha de voo delas para descartar esse esse lixo, porque tem umas pelotas aí que é difícil de tirar, tá? Não, não só no carro, mas
Speaker A
outras outras coisas, sei lá, você tem eh uma bancada, uma piscina, enfim, até a piscina tem que cuidar porque elas elas são atraídas, elas pensam que é o céu, né? céu invertido e elas podem morrer, né, afogadas ali na piscina. OK.
Speaker A
[limpando a garganta] Ah, muito bem. Que mais? Bom, continuando aqui, então, eh, como eu falei, a postura continua, a rainha continua fazendo a postura, as células, as abelhas vão nascendo, etc e tal.
Speaker A
E continua, continua, né? As a parte de cima vai amadurecendo, a parte de baixo nova ali, né? Vai nascendo, vai nascendo, vai nascendo. Aí a gente chega nesse estágio. E é aqui que eu quero me demorar um pouquinho, tá? Por quê?
Speaker A
Isso aqui explica a multiplicação por módulos. É nesse estágio que é o melhor período para fazer a multiplicação por módulos.
Speaker A
Que que é multiplicação por módulos? Você separa a parte de cima e leva para outro lugar, tá? Então vamos pensar aqui, ó. Vamos olhar para essa configuração na parte de baixo, que a gente vai chamar de ninho.
Speaker A
No ninho vai vai ter postura nova de duas semanas, duas semanas e meia, tá? A rainha, se você for esperto, vai deixar espaço para ela botar comida aqui do lado.
Speaker A
As pessoas, tem pessoas que não deixam tão apertadinho que não dá para colocar comida aqui. Para multiplicar por módulos é desvantagem.
Speaker A
Por quê? porque ela vai ir sem comida, a não ser que você forneça através de outras formas, tipo uma melgueira, né?
Speaker A
Mas se você eh produzir as suas apenas como eu fazia ou faço, né? Ninho e sobre ninho, então é melhor deixar espaço para comida.
Speaker A
Claro, eu sei que na parte de baixo geralmente tem mais pólen, mas também tem potes de mel. Então, na parte de baixo temos discos mais novos, comida, eh, a entrada pronta, nós temos abelhas jovens, nós temos abelhas nutrizes,
Speaker A
abelhas que produzem cera, abel de todas as idades ali, OK? Elas estão na parte de baixo. Algumas que já voam, outras que não voam.
Speaker A
As que não voam vão ficar ali, OK? Na parte de cima, o que que tem?
Speaker A
A rainha vai ficar na parte de baixo, porque ela tá sempre em cima da postura.
Speaker A
Então eu abri a tendência, ela descer, inclusive. Então ela tá ali. Beleza? Na parte de cima tem o quê? Na parte de cima tem discos maduros já nascendo, tá? Tem o que mais? Tem, se você for esperto, deixar espaço para elas, na
Speaker A
lateral ali, ela vai colocar comida, ok? Comida. Essa comida vai ser fundamental para fazer multiplicação. Então, tem comida, tem abelha que tá ali trabalhando, abelha nova que não sabe voar, não consegue voar ainda, OK? Então você vai levar já um monte de coisa ali junto.
Speaker A
Fora isso, todos os outros seres simbióticos, microorganismos que fazem parte, que eu já vou explicar lá adiante, tá? Eles também estarão tanto na parte de cima quanto na parte de baixo. Por isso, quando você faz multiplicação por módulos, você já dá um
Speaker A
starte mais forte para elas. E o pulo do gato, que eu considero é o seguinte.
Speaker A
Eh, antigamente o pessoal pegava a caixa mãe, a parte de baixo, e levava para outro lugar, sem campeiras e deixava a filha, porque, ó, tadinha, né? precisa de força, deixava a filha no lugar para capturar as campeiras.
Speaker A
Mas fazendo o inverso, a gente percebe empiricamente que o desenvolvimento da filha sem campeiras é melhor por vários motivos.
Speaker A
Um deles é que ah, ela já nasce com mais potencial de postura que a mãe. Então já é um fator.
Speaker A
A a as abelhas todas aderentes estarão aqui. Ela não vai ter campeiras no primeiro dia, mas a partir do dia dois ela já começa a ter aquelas abelhas que ficaram aqui dentro. Não eram campeiras hoje, mas amanhã serão promovidas a
Speaker A
campeiras, OK? Então elas vão começar a trabalhar. No segundo dia vai aumentar esse número, no terceiro aumenta, aumenta, aumenta e vai aumentando até que se normaliza aquele fluxo.
Speaker A
Mas por que é importante não ter campeiras para caixa filha? Porque as campeiras costumam, não é que sempre faz isso, mas elas costumam atrapalhar na escolha da princesa.
Speaker A
Elas dão muito pitaco, muita opinião. Ah, não, aquela lá não quero. Ah, não. Ui, ui. E fico lá discutindo e não deixo nenhuma princesa tomar conta.
Speaker A
Por isso que é mais aconselhável, pelo menos da minha parte, é aconselhável que você leve essa caixa filha para outro lugar sem campeiras para que a escolha seja muito mais rápido.
Speaker A
Ah, geralmente já tem princesa lá, porque a rainha vai fazer com que as princesas vão pro lado oposto. E a rainha tá embaixo, as princesas vão para onde? Para cima. Então você já tem princesa ali. E é possível que você já
Speaker A
tenha uma princesa assim madura, pronta para ser copulada. E isso é fundamental. Eu já tive assim multiplicações que em três dias já tava decidido o rainha, ela já já tava mandando, já tava, enfim, é rápido demais. E isso com eh com você faz com
Speaker A
disco, cara, é 10 dias para é rápido 10 dias, sabe? Com disco. Tem espécie aí tipo aguaraip 30 dias, 40 dias, até elas escolherem uma quando você faz com disco, né? E com a separação por alça, essa escolha é muito
Speaker A
mais rápida, tá? Então essa alça da filha, ela perde o cheiro da rainha e aí uma que esteja mais madura consegue assumir logo o trono. Assim você em cinco ou se dias já percebe que tem a movimentação da postura tranquilamente.
Speaker A
É o mais normal, 7 dias, tá? Mas eu já tive um caso excepcional e com três dias já já percebi que tinha postura, né?
Speaker A
Ah, que mais? Tá, isso dá para fazer com qualquer espécie assim, tipo captrigona, faz também. Mesma coisa. Eu vou contar um causo aqui para vocês. Eu tinha uma tuba, né, uma escaprigona bipunca intacta, levei ela pro sítio e lá não é
Speaker A
um lugar adequado para elas, mas de jeito nenhum. daí ela ficou tão fraca assim, fraca, que a gente não via muita movimentação. Eu pensei, eh, eu até pensei que tinha morrido, sabe? Eu tirei a caixa lá do mato onde
Speaker A
tava e trouxe paraa cidade. Mas como eu vi algumas abelhas perambulando na parte superior, eu peguei e botei ela lá. É, botei lá no quintal só para ver o que que dava. Abril. Isso em abril.
Speaker A
Ah, em agosto eu multipliquei essa turbuna em agosto. Então, ela se fortaleceu de abril, maio, junho, julho, no frio, no pior dos momentos ali, né?
Speaker A
Em agosto eu peguei e separei elas nesse esquema ali. Tirei a parte de cima, deixei a parte de baixo, levei essa filha para outro lugar. Agosto, em outubro eu multipliquei essa filha em outubro, no mesmo esquema, deixei a
Speaker A
parte de baixo, levei a parte de cima. Em dezembro eu multipliquei a neta no mesmo esquema, dois meses.
Speaker A
Em fevereiro, a bisneta tava pronta. Aí eu só não multipliquei porque eu fiquei com medo, mas eu poderia ter feito, teria dado tranquilamente. Ou seja, em dois meses, nesse processo das tribunas que eu tinha ali, elas as filhas estavam
Speaker A
prontas e a mãe mesmo com campeira e tudo hum não consegui multiplicar nenhuma das das mães que que tinha ali, mesmo a primeira ali, tá? Então, só para vocês terem a ideia de como o desempenho da filha é
Speaker A
sempre superior ao da mãe, mesmo ela ficando. Por isso, tirar a mãe ainda, tirar as campeiras dela, isso e é uma sacanagem, né? Porque veja bem, nesse cenário que tá aqui, ó, quando que vão nascer as primeiras abelhas? Meu, vai
Speaker A
demorar muito até que essas para virar a campeira depois. Então, por isso que o meu conselho, né, não é que todo mundo tem que fazer assim, mas é o meu conselho que esse seja um um método padronizado assim para
Speaker A
quem faz por módulos, OK? E na Guaraipo, bom, gente, na Guaraip a história é um pouco diferente.
Speaker A
A Guaraipo, ela sempre vai fazer a postura assim, tá? Esse vai ser sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre o cenário da Guaraipo. Sempre.
Speaker A
Então, a postura nova sempre vai est em cima, mas como é que ela arranja espaço?
Speaker A
Bom, ela faz o seguinte, tão vendo lá embaixo? lá embaixo começa a nascer, nascem todas as abelhas, sobrou o espaço, as engenheiras vão lá porque todo esse prédio, vamos dizer assim, esse prédio de discos ali, ele tá a firmado, tá
Speaker A
fixado nas laterais e, enfim, no invólucro, no invôlucro. Aí elas precisam mordiscar lá as colunas, as estruturas para ser o suficiente para aquele prédio todo descer. Mas não que nem o World Trade Center, tá? Não, não, não. Só o tanto
Speaker A
de uma altura de um disco. Então, descer o tanto da altura de um disco, beleza? Sobra espaço em cima o tanto de um disco.
Speaker A
E é assim que a Guaraipo faz. Desmancha, baixa desmancha baixa desmancha baixa, desmancha, baixa. E o próximo disco sempre vai, né, continuar subindo a a estrutura ali, certo? Mas como é que faz a multiplicação então professor, com módulos, né? Como é que faz? Simples.
Speaker A
Você pega, faz a mesma separação no meio, só que aí você é que tem que separar os discos porque não vai estar naturalmente separado, tá? Então você tem que tirar dois ou três discos pra parte de baixo. Só cuida
Speaker A
que às vezes vem o prédio todo, tá? Então tem que ir com muito cuidado pra parte de cima ficar em cima. Os três discos, mais ou menos. os três, quatro disco ficar em cima e dois, o três fica
Speaker A
na parte de baixo. Aí a parte de baixo você leva embora. Ali vai ter o quê? Vai ter comida, vai ter abelha nova, vai ter eh abelha aderente, tudo, tudo que precisa, tá?
Speaker A
Então, leva a parte de baixo embora e a parte de cima você coloca em cima de um fundo novo. Pronto, e deixa no lugar.
Speaker A
Lembre-se, a minha teoria é deixar sempre então a a rainha com as campeiras. Menos problema paraa escolha.
Speaker A
E essa guaraipo que você leva embora ali, que daí não vai ter campeira para atrapalhar.
Speaker A
Guaraipo que nossa, eu já tive testemunho de gente aí dizer que 40 dias, 50 dias para escolher uma rainha e com reforço de disco, isso e aquilo, cara geralmente de 7 a 10 dias você também tem escolha da rainha fazendo por módulo desse
Speaker A
jeito tá? Mas vamos voltar lá então. Tã aqui a gente estava, né, nesse cenário. Então eu acho que tá bem explicado, eh, por que a gente faz essa separação por eh módulos desse jeito. Ah, outro detalhe, vocês estão
Speaker A
vendo que eu separei aqui, eu botei uma linha bem no meio aqui, tá? E isso pode acontecer de verdade, eh, você ter, por exemplo, você tira o sobrenho, vai tirar o sobreninho, aí tem um pedaço de disco, alguma coisa de disco para baixo do
Speaker A
nível do módulo. Aí, se você põe em cima de um fundo reto, vai amassar as células de cria.
Speaker A
E aí, como é que faz? Por isso a solução é que você faça aquela tal da lixeira ou porão, né, como você queira chamar, né?
Speaker A
Faz esse detalhezinho ali, não muito alto porque senão ela vai botar comida lá embaixo, né? Mas pras melíponas, por exemplo, 2 cm por ali, dá, ela não faz potes lá embaixo. Pras outras, para menin pode ser menorzinho, né? esse
Speaker A
porão 7 mm mais ou menos por aí, tá? De 7 mm a 1 cm já é suficiente para as mirins.
Speaker A
Então, quando você faz esse porãozinho, essa lixeira, quando você pega essa alça e vai colocar ali, não tem problema, porque daí tem um espaçozinho onde esse esse excesso do disco, ele vai se acomodar e tudo certo, tá? Então fica aí
Speaker A
a dica para vocês com relação à multiplicação. E aí assim, ó, você vai fazer com escapona. Eu não procurei as releiras na turbuna, não precisa.
Speaker A
Tem, é pior se você começar a procurar, ah, tem que ter uma raleira, tem, é pior, tá? Então, nem procure, simplesmente faça. Agora na época aí, ah, mas tá chuvoso, não. A chuva não impede delas fazer raleira, tá? Raleira tem. Então,
Speaker A
se fizer a multiplicação aí, tuba, mandaguari canudo ah enfim, essas que a gente costuma multiplicar aí, sem problema, faz lá multiplicação. Eu só não recomendo uma espécie que é manduri, por quê?
Speaker A
Aí, não sei porquê, eu já fiz muita multiplicação delas assim com alça, separação de alça.
Speaker A
[limpando a garganta] Eu não sei porque não não funciona. Metade sim, metade não. O índice de insucesso eu achei muito grande. Aí que que eu faço com a manduri? Disco. Dois discos, põe lá numa caixa, pega as campeiras,
Speaker A
pronto, resolveu o problema, né? Então, o processo de multiplicação por módulos funciona em quase todos, pelo menos a minha experiência assim, né? Eh, funciona em todas, exceto Amanduri, das que eu conheço, né? Eh, então ele pode ser feito dessa maneira. No caso
Speaker A
daquelas que são encaixos, ah, aí ao invés de você pensar assim, pense assim. Aí você separa dessa maneira assim, ok? Então, em vez de pensar a estrutura da caixa assim, pense assim. Tem gente que faz tampa dividida assim, daí tira metade de uma tampa
Speaker A
porque ela vai grudar a costura na tampa. Aí tem gente que tira a uma tampa e deixa a outra, certo? Daí você faz essa multiplicação como se fosse módulo, entendeu?
Speaker A
Bom, vamos adiante. Aí a o processo aqui continua, né? Vai, vai nascendo, vai nascendo, vai nascendo. E aí que que eles fizeram? Eles pensaram o seguinte: "Bom, vamos usar aqueles aquela parte de cima que, como vocês viram, é lá em
Speaker A
cima, né, nesses novos, é que tá o alimento larval. E eles vão precisar disso, né, pro alimento larval. Aí arrancar o primeiro disco, segundo disco, arrancar o terceiro disco e nesse terceiro disco já tem, né, [limpando a garganta]
Speaker A
partes mais maduras ali, né? Então alguma coisa vai se perder nesse processo. Então na pesquisa, obviamente que eles estressaram algumas colônias, né, algumas matrizes ali para poder fazer essa pesquisa. Isso é compreensível também, né?
Speaker A
Ah, aqui tá um exemplo, então, né, de três [limpando a garganta] discos. O que eles fizeram ali, né, nesse experimento.
Speaker A
Eles coletaram esse primeiro, esse segundo e esse terceiro, tá? Só que nesse terceiro aqui vocês conseguem perceber no meio que aqui já vai tá bem mais maduro no terceiro disco aqui, a cria tá?
Speaker A
Ah, uma pergunta relevante aqui. Para não me perder depois. Por que as Por que as abelhas criam a carapaça para a transformação em pangulins? Qual a finalidade da carapaça?
Speaker A
Eh, aquelas escamas lá, é porque elas têm o diferencial. Eu vou falar disso especificamente na aula da comunidade, OK? Não perca essa aula porque eh é meio complexo explicar isso, tá? Mas é uma questão de jogo político lá dentro.
Speaker A
Tá? Então, dentro de uma colmeia tem muito mais política do que nós pensamos, talvez até pior do que nós. Porque, bom, se bem que aqui também a gente mata por política, né? Esses mataram uma candidata aí ontem, ante-ontem lá no
Speaker A
Peru, né? Política, as abelhas também fazem isso, tá? Elas também matam por política, né? Tu é da oposição, ó.
Speaker A
Então, disso. E a carapaça é uma forma de fazer propaganda, então porque aquela cera ela tipo us eh funciona tipo como um difusor e permanece mais tempo o cheiro. Por isso ela usa a carapaça.
Speaker A
Ah, deixa eu ver que mais. Ah, são as marmeladas ou as lambeolhos que descartam o lixo na porta da comeia?
Speaker A
Nenhuma das duas. Eu até esqueci de falar, é a limão. Quer dizer, eu não sei se aquelas também fazem, porque eu não tenho aqui, mas de certeza é a limão. Eh, [limpando a garganta] agora marmelado, lambioles, eu não não sei te dizer, né?
Speaker A
Mas de certeza a limão faz isso. Ela é tão preguiçosa que não nem sai da de casa, só pega ali, joga ali para fora da porta. Então, sempre debaixo de onde tem eh uma abelha limão, vai tá sempre sujo.
Speaker A
OK. Ah, ah, o pessoal tá dizendo ali que a lambioles, a marmelada também faz isso.
Speaker A
É, é possível. É que eu não tenho aqui, né? Então, é esse detalhe aí. Eu não conhecia, mas de certeza a limão faz isso também, né? Se ao separar os módulos para ver se está no momento certo para dividir e não estiver, posso
Speaker A
danificar os discos por rompimento, como saber se está na hora certa sem separar os módulos? Essa pergunta é muito inteligente. Vamos ver aqui quando que é o processo certo.
Speaker A
O processo certo é assim, ó. Quando elas começam a raspar a cera de cima, o a aparência do disco começa ficar clara, ou seja, aquela camada grossa de cera fica fininha e como a larva é branca, a pupa é branca, tudo é branco lá dentro,
Speaker A
vai ficar uma coisa mais clara, mais branca assim, sabe? Então, a aparência do disco é clara, enquanto que a aparência do disco novo é escura.
Speaker A
Então, eu não preciso abrir a caixa para saber, é só olhar a parte de cima. Se em cima a postura, se eu perceber que elas já rasparam essa essa cera ali em cima, então ele o risco tá mais claro. Eu sei que a postura
Speaker A
madura tá em cima, tá? Então, é nesse momento que eh quando você começa a treinar isso, você já faz quase que automático ali, tá? Você só olha em cima, ah, tá vá, separa.
Speaker A
Então, eh, é treinando o olho para isso, olhar essa postura lá em cima. Nessa divisão que devo colocar entre um módulo e outro, um acrílico aberto oval, ou seja só meio? É para você separar ninho sobre ninho, se
Speaker A
você não colocar nada também vai funcionar, só que vai dar muita lambança, porque elas vão grudar pote de melinho sobre ninho vai est grudado. E se você separar ninho sobre ninho, o pote que tá grudado nos dois vai rasgar, vai melar
Speaker A
tudo. Que que as pessoas usam? Ah, alguns chamam de enforcador, etc., tal. Eh, pode ser uma lâmina, um acetato, um PVC, madeira, umas lâminas de madeira. Eu já usei uma época, no começo usei Eucatex.
Speaker A
Esqueçam isso, tá? Essas coisas que desmanch aí, esqueçam. Não usem nada disso, né? Então, usem isso que eu falei PVC eh, PS e outras coisas aí que tipo de de plástico, etc. ou madeira, madeira fininha assim para fazer essa separação.
Speaker A
Então, no meio assim, no meio da vai passar a postura e elas vão depositar o potes de alimento em cima do acetato, em cima da madeira.
Speaker A
Quando você erguer o sobrenho, vai tudo junto o que tá lá em cima, tá?
Speaker A
Tem gente que faz inclusive nos dois lados, embaixo e em cima, tá? Então assim, tem gente que coloca um um acetato, um estrangulador, um divisor na no sobre no ninho em cima, na parte superior do sobre do na parte superior
Speaker A
do ninho e na parte inferior do sobreinho. Então não existe contato nem da parte de baixo com, né, com a parte de cima, entendeu? o próprio acetata que vai fazer essa separação. E é tão simples separar isso daí. OK.
Speaker A
Ah, só cuidar com a guaraipo, porque como a guaraip vai fazer a postura descer, descer, descer, se você deixar um buraco muito pequeno, o prédio não desce porque ele vai est apoiado naquele acetato, naquela madeirinha, enfim, o que você colocar ali. Então, da guaraip,
Speaker A
essa abertura tem que ser mais avantajada, ela tinha que ser maior do que o diâmetro costumeiro das guaraipos.
Speaker A
pro prédio poder descer. OK. E se tirar o ninho e deixar o sobreinho, será que daria certo na guaraip? Mas é isso que eu expliquei. Você tira justamente a parte de baixo que é o ninho, tá? fica o sobreninho. Então, na
Speaker A
guaraip é a parte de baixo que sai, é o ninho que sai, fica [roncando] a parte de cima, o sobreninho.
Speaker A
Eu estava eh fazendo a técnica assim, né? Esse ano eu não ainda não multipliquei nenhuma, OK?
Speaker A
Mas a no ano passado eu fazia assim, como eu tenho ninho e sobreninho apenas, ah, para justamente para multiplicar, então na guaraip, quando ela chegava nesse, quando ela enchia o sobrenho, eu colocava antes já uma terceira alça, tipo um segundo sobrenho, digamos assim,
Speaker A
tá? Então, quando ela começava a invadir, digamos assim, esse terceiro módulo, aí sim que eu come eu fazia essa multiplicação, tirava a parte de baixo e já deixava ela ali com ninho sobre ninho. Então, a rainha já ficava no
Speaker A
lugar, já tinha ninho sobre ninho. A parte que eu tiro tanto faz, se é na manda saia, se é na guaraip, enfim, se eu tiro, eu não coloco imediatamente um sobreinho. Por quê? Porque daí ela tem mais controle ali de um ambiente menor.
Speaker A
A a rainha que vai assumir ali, ela consegue dominar mais rápido o ambiente, porque ela domina por feromônios.
Speaker A
É a linguagem química. Aí se eu dou um ambiente grandão, meu, ela tem que produzir um monte de feromônio para encher tudo. Então quanto menor o ambiente, mais rápido para ela dominar.
Speaker A
Então por isso, coloque o sobreninho ali depois que a postura dessa nova rainha já tiver chegando na parte de cima do do ninho que você tem ali. OK?
Speaker A
Ah, que mais aqui para o trabalho, para o trabalho final, precisamos fazer uma divisão, certo? Eu só tenho Jataí e mirim, sou iniciante e vai dar para fazer normalmente.
Speaker A
Vejo todo mundo fazendo com mandasaia, tuba, etc. e tal. Muito bem. Aconselho é, eu não sei onde você mora, né, André?
Speaker A
Ah, não sei onde você mora, mas uma ideia é que você encontre alguma eliconicultora ali perto que já seja mais que tenha mais já mais conhecimento, que tem outras espécies para você fazer com essa pessoa. Ou então, digamos assim,
Speaker A
você eh, sei lá, eh, faz uma simulação, é outra possibilidade que eu te dou, né? Só que a simulação vai valer metade do da pontuação só, tá?
Speaker A
Vou passar o código número do código número dois, assim, amava os bitos e os sapos. [risadas] Eu só quero ver quantos vão botar outra palavra ali, gente. Não, não é.
Speaker A
Então, complete ali. Amava os bitos e os sapos. OK. Sapos. S a p o s. Sapos.
Speaker A
A frase lá era só para confundir mesmo. Tá bom. Então é isso. Ver outro aqui.
Speaker A
É verdade que dividir já é mais difícil de dar certo do que outras espécies? É verdade. Pelo menos é experiência empírica, tá? É mais vantajoso capturar isca. É isso que eu posso te dizer.
Speaker A
Capture, capturem isca, porque daí eh já vem mais forte. Eu eu já fiz multiplicação de jatari, enfim, né? Então você multiplica três e perde duas. É uma loteria, sabe? Então eu nem nem aconselho. Quase ninguém aconselha multiplicar Jataí. Tem só uns meio
Speaker A
doidinho aí, mas quase ninguém dos dos mais experientes assim, el para que multiplicar já táí, cara, captura aqui, põe uma isca lá, ela quase que implora para entrar nas iscas assim, tá? Então esse é o conselho que posso dar também.
Speaker A
No caso de uma colônia de melipuna com ninho sobre ninho e uma melgueira, com qual parte devo deixar a melgueira ao fazer uma divisão por módulos? Eh, a sugestão é observe a que tá mais necessitada, porque nem sempre a gente
Speaker A
consegue ter o mesmo equilíbrio, tá? Não consegue ter, tá tudo igual. Então, dê uma olhada qual que tá mais fraca. Essa mais fraca você deixa com a Mgueira, OK?
Speaker A
Não estou entendendo a aula da comunidade lá em novembro. OK. E lá em novembro nós teremos a aula sobre a formação de comunidades, OK?
Speaker A
Para separar alguns discos, posso usar um fio dental novo? Ah, mas por que você quer separar discos?
Speaker A
Não não entendi porque os discos maduros você pode manusear ali tranquilamente, tipo manda saia, guarai, você pode quase sacar com a mão que não tem problema, tá? Eles se soltam com facilidade. Tem algumas espécies que são mais duronas
Speaker A
nesse sentido, tá? Algumas espécies que, cara, você parece que é colado com super bonder, né? Então, mas a grande maioria assim é tranquilo você separar com uma faquinha ou uma espátula tortinha assim, puxa para cima. Enfim, eu já tinha acostumado, né, assim, já me
Speaker A
acostumei a separar com um dedo mesmo, sem amassar, sem amarrotar, assim. Ah, deixa eu ver aqui.
Speaker A
Você repõe. Ah, não era para mim isso aí, né? Qual a medida da Guaraipo? As minhas aqui, eu uso a mesma medida da manda saia. As medidas aqui na região de Santa Catarina tem variações, né? Mas de um modo geral o pessoal faz caixa de 25
Speaker A
por 25 externa. a medida externa. Então, geralmente é quatro de grossura. Aí por dentro vai dar uns 17 por 17, que é onde cabe o disco de cria, cabe alimento, enfim, esse é um padrão assim meio aqui na região, tá? Não tô dizendo que você
Speaker A
tem que ir, né? Mas seria uma interessante esse tipo de de padrão. Eh, mesma coisa para Guaraip. A ninho sobre ninho, pronto, né? você tem o que elas precisam para um ano. Elas conseguem estocar ali, sobreviver, enfim, para um ano tá mais do que
Speaker A
suficiente. Claro, se você fornecer Melgueira, né, melhor ainda. Ã, poderia explicar a divisão dois por um com doação de campeiras. Bom, esse também é bem simples, porque eh seria assim ah hum, eu vou fazer o seguinte, eu vou
Speaker A
chegar lá adiante, eu vou explicar isso daqui a pouquinho lá, tá bom? Ã, na divisão de da Guaraipo, é viável levar uma das rainhas na caixa filha? Eu particularmente não aconselho, tá? Por quê?
Speaker A
Porque tem duas rainhas lá. Por quê? Porque elas valem uma só. Ah, mas tem três. As três valem quanto? Uma.
Speaker A
Tem quatro. Vale uma. Não tem. Não adianta. Ela não vai fazer quatro vezes o montante de postura de uma.
Speaker A
Entenderam? Todas elas juntas vale uma. Então, por que que você vai levar 1/4 de rainha?
Speaker A
Porque você vai levar meia rainha, digamos assim. Para mim não faz sentido. É melhor deixar aquelas duas lá, aquelas três lá e que a caixa filha produza a sua ou as suas próprias rainhas, tá?
Speaker A
É, é a minha experiência também, tá? Eh, tornou melhor, né, sempre fazer com eh sem levar nenhuma rainha.
Speaker A
P pa p sobre a pesquisa da Embrapa a respeito da produção de rainhas, já está sendo realizada em escala comercial por alguém ou o que aconteceu? É o que nós vamos ver, tá bom? Nós vamos chegar lá.
Speaker A
Tomara que a gente chegue lá. Que mais? Ah, a pergunta era para mim. Deixa eu ver lá.
Speaker A
Deixa eu ver se eu acho lá. Você repõe o módulo que tirou paraa divisão, certo? Sim. Se tirei o módulo, tá? Boa pergunta. Tá, agora entendi.
Speaker A
Digamos assim, eu fiz essa multiplicação, tirei o sobrenho e levei para outro lugar. A rainha já tá fazendo a postura no ninho, que nem na imagem que tá na tela agora, né? Então, ela já tá lá em cima. Se eu não der espaço,
Speaker A
para onde é que ela vai? Ela precisa do espaço, então por isso que ali vai um módulo novo, obviamente. Então o sobreninho vazio vai lá em cima para ela continuar a postura. OK?
Speaker A
Bom, vamos adiante aqui. T, senão a gente não chega lá no fim. Bom, ah, eles precisam então coletar agora as larvas. Como coletar as larvas?
Speaker A
Eles não tinham instrumento, não existe no mercado. Eles pensaram o seguinte: vamos pegar um alfinete, vamos dobrá-lo, dobrá-lo mais uma vez e fazer uma espécie de concha. Essa concha é muito curtinha, então a gente vai botar mais um uma aste ali que na verdade eles
Speaker A
usaram uma caneta, né? Então numa caneta eles colocaram, amarraram esse alfinete ali em forminha de concha assim, tá?
Speaker A
Então assim ficou. Ahã. Aí eles abriram ali a as células de cria para catar. E tem que ser bom isso porque é pequenininho, né? Aí tá, conseguiram catar as larvas. Vocês estão vendo que nessa imagem ali tem larva, até tem um
Speaker A
ovo ali ainda, né? Isso por causa da idade diferente dessas eh dessas posturas. E aqui vocês estão vendo a tampa da caneta, o alfinetezinho e na ponta do alfinete a larva. Aí eles colocaram dentro dos recipientes onde, né, vai ter depois a comida, etc. e tal,
Speaker A
no ambiente controlado e tudo. Eh, o que poderia ter sido feito também em nos copinhos que nem a Conceição lá fez, né, mas eles optaram por colocarem em local sintético, né?
Speaker A
E aí eles ficaram intrigados porque eles colocaram nesses e aí formavam um fungo e aí eles pegavam e esterilizavam o material, deixavam tudo esterilizado. E aí, cara, eles fizeram de tudo assim para não aparecer esse fungo, imagina só.
Speaker A
Só que eles perceberam o seguinte, que depois de esterilizar tudo, tudo bem, até podia nascer a abelha, mas essa aí não vingava, ela não ia pra frente, era uma coisa tipo assim inútil.
Speaker A
E olhando aqui, olhando ali, observando isso, observando aquilo, eles chegaram. Deixa adicionar aqui. Aconteceu o seguinte.
Speaker A
Bom, vou dar de novo. Que que isso não dava certo? Até que eles viram essa cena aqui ó.
Speaker A
Bom, ou seja, o que que vocês viram aqui? A larva come o fungo. E por que que come?
Speaker A
Porque essa é a imunidade dela. Ela precisa daqueles fungos que crescem ali na cera, no serú.
Speaker A
Então, esses microrganismos que a gente, né, às vezes não leva em consideração, são fundamentais.
Speaker A
Aí aqueles produtores, aquelas indústrias que produzem fungicida, dizem: "Ah, fungicida não mata abelha porque a abelha não é fungo, mas mata o fungo da abelha, que é a mesma coisa".
Speaker A
Então, jamais useem fungicira, né, no pras abelhas aí de vocês, tá? Jamais. porque isso é prejudicial para elas, tá?
Speaker A
Então, o fungo é parte da própria vida da abelha. E não é qualquer fungo, tem que ser o fungo específico. Por isso que talvez algumas vezes as abelhas talvez morrem porque se contaminaram com algum fungo errado. A gente não tem muitos dados a
Speaker A
esse respeito ainda. E talvez isso também seja um problema de levar a abelha para cá e para lá, né? E e talvez um fungo lá da Amazônia seja um que não seja bom para as nossas abelhas aqui e
Speaker A
vice-versa. Então a gente tem que cuidar muito com essa história de ficar levando para cá e para lá, achando que não vai ter problema algum, ok? Então fica aí o alerta para vocês, tá?
Speaker A
Ah, continuando lá, aí nós temos a a parte que eles fizeram, né? Eles pegaram uma vasilha fechada 100% de umidade por mais se dias depois de transferir as larvas. Lembro que ela já tinha ficado lá um dia, né, na
Speaker A
humidade. Aí depois de seis dias as larvas já estavam crescendo. Aí vão reduzir a umidade. Como é que faz isso? colocar um sal grosso ali para reduzir a umidade.
Speaker A
E aí esse é o cenário, né, que no que se transformou. A gente tá vendo o desenvolvimento das larvas que vão vir à pupa, né?
Speaker A
Algumas falharam. Aqui não dá para ver direito, né? Mas tem algumas falhas, por exemplo, lá no canto superior esquerdo falhou, mais ou menos no centro falhou.
Speaker A
Então teve falhas, sim, né? Mas depois que eles descobriram aquele macete de que precisava dos do dos fungos, eles tiveram uma eficiência muito maior, né?
Speaker A
Ahã. pouco antes da das rainhas nascerem, das princesas, então eles pegaram e removeram a água com o sal, deixaram sequinho.
Speaker A
Aí obviamente que algumas desidrataram, enfim, teve problemas, sim, mas a grande maioria nasceu e aí eles têm um amontoado de princesas ali, tá?
Speaker A
[suspirando] Esse monto de princesas agora está pronto para ser agora não, ela precisa amadurecer um pouco, né, para ficar pronta para o a cópula, o acasalamento né?
Speaker A
Já imaginaram um montante desse aí? Algumas ali estão mortas, né? Vocês perceberam, né? Tem algumas que já [limpando a garganta] morreram, que não aguentaram o tranco e essas aqui já estão mais mais adultas, digamos assim. Então ali era
Speaker A
recém-nascidas. Vocês percebem que elas ainda estão meio branquinhas assim, né? E aqui elas já estão mais eh desenvolvidas, prontas aí o na imaginação, né, deles, na ideia deles estavam prontas para serem eh feitas.
Speaker A
princesas, rainhas, para formar miniolônias. A ideia deles é o seguinte, usar esse essa montoeira de princesas eh para formar mini colônias. Tem gente que ah tem gente que faz esse processo de fazer mini colônias, né? Mas eu eu
Speaker A
particularmente não gosto, tá? Porque eu penso o seguinte, você tem que dizer que deu certo quando ela virar uma matriz.
Speaker A
Quanto tempo demora para isso? Se levar 2 anos, eu não vejo vantagem, né? No método tradicional que eu acabei de explicar para vocês é assim, a gente pega, [limpando a garganta] separa e tem gente que ainda faz assim, ele pega e
Speaker A
coloca o sobreninho em cima de um ninho vazio. Gente, não faz isso, não faz isso. vazio embaixo. Não, porque a abelha vai só fazer tipo um um uns um saquinho assim embaixo e vai deixar a maior parte desse ninho ali sem ocupar,
Speaker A
porque a tendência dela é ir para cima, para cima, para cima, não para baixo. E ali é é chance para forídeo, mosca soldado. Então, por isso que o meu conselho é sempre coloca em cima de uma lixeira, tá? O espaço embaixo é bem
Speaker A
reduzido, tá? No método que ele propõe é o de miniolônias, ou seja, em vez de levar o sobreninho todo, pega só um disco, tá? Só um disco e coloca algumas abelhas aderentes ali, enfim, né? Para fazer o serviço. Eles na época lá, isso
Speaker A
aqui já tem mais de 10 anos, tá gente? Na época eles pegaram então um disco, botaram aqui eh alimento, pólen, mel, blá blá blá, xarope, aliás, né? Enfim, deram essa esse esse cenário aí paraas paraas abelhas. Aí acrescentando essas abelhas,
Speaker A
à medida que eles iam nascendo, elas vão instintivamente fazer o serviço de cobrir com o invólucro e assim por diante né?
Speaker A
E aí eles tinham essas caixas depois de um certo tempo. Aí você tem que dar um jeito de eh, por exemplo, de de de fertilizar, né, de de de ter uma rainha de verdade ali.
Speaker A
Eles tinham todos esses anotado, tudo separado em prateleiras ali, né? Marcavam as rainhas, enfim, eles tinham esse controle total, digamos assim, sobre esses processos.
Speaker A
Algumas funcionavam, funcionavam por um tempo, depois não mais. E assim tinha diversos tipos de de situações.
Speaker A
Aqui um exemplo, né, que deu certo, a rainha marcada, dá para ver a marca, né, no tórax dela. Enfim, funcionando ali.
Speaker A
Eles tinham nessas prateleiras, eles notaram uma coisa, que as caixas dos cantos sempre ficavam mais populosas, porque a abelha chega, vai na primeira casa que tiver, tá? Isso vai acontecer no meioar de vocês também. As das laterais sempre tem a tendência de serem
Speaker A
mais e mais populosas, ok? O que que a gente faz nas bugias, por exemplo, é obrigatório fazer rodísel.
Speaker A
É obrigatório. Na natureza elas não vivem assim, né? Empilhadas uma do lado da outra ou próximas uma da outra, tá? Então ali é óbvio que não vai haver rodímo e a gente também não sabe quantas que morrem, quantas que não morrem na natureza, tá?
Speaker A
Mas no meliponário eh as bugias, por exemplo, é meio que obrigatório fazer esse esse rodízio, porque senão as da ponta vão vão sempre absorver as do canto, enfim, vai ou a absorção é uma realidade nas bugias, tá?
Speaker A
Como é que acontece a fecundação de rainhas, não é a fecundação, a cópula, eu diria, né? Essa aqui é a cena que tem que acontecer.
Speaker A
Aqui tá reproduzido o que tem que acontecer nas abelhas sem ferrão. Vocês têm uma princesa que está embaixo, vocês têm um macho que está em cima. Notem que ele se firma no tórax dela, ele tem um tórax forte, bem maior que o dela,
Speaker A
e ele tem que puxar o abdômen dela para cima. Essa é a melhor posição para ele.
Speaker A
Então, ele vai introduzir a genitária dele na abertura dela, na vagina dela, tá? Ah, fazendo isso, ele vai perder a genitalia. Ela vai ficar presa lá dentro ok?
Speaker A
Esse é o cenário de uma cópula que deu certo. O que vocês enxergam ali? Aqui é o abdômen da princesa.
Speaker A
Aqui o macho já fez o serviço. Não cabe outro órgão ali, só cabe um.
Speaker A
Então vocês têm um órgão ali que tá ali dentro. Vocês percebem que ali tem um negocinho branco, é uma bolsa de esperma. Ela funciona que nem a bolsa de veneno da abelhas. Ela vai bombando, é que nem o coração assim, vai bombando,
Speaker A
bombando, bombando, né? E vai bombeando esse esperma lá para dentro. Por isso que ele tem que ficar ali dentro preso na vagina da princesa, porque se ele cair não vai entrar esperma.
Speaker A
Então esse é um sinal que deu certo, pelo menos a cópula. Agora, se o esperma é bom, não sei. Pode ser que foi um velho que fez isso ou um novo demais. Se o cara for muito velho, não funciona. Se o Zangão for muito
Speaker A
novo, também não funciona. Legal. Se, enfim, tem outras possibilidades aí, né? Mas enfim, pelo menos o ato deu certo. OK?
Speaker A
Esse é o formato do órgão masculino. Então ele tem esses ganchos ali que quando introduz entra fácil, mas na hora de sair é que nem a bucha, né? Você coloca a bucha na parede, colocar é fácil, mas tirar não tira mais.
Speaker A
Certo? Então é parecido com isso. O o pênis é introduzido e na hora ele fica preso ali, na hora de tirar. Como ele fica preso, ele é arrancado do macho que vai morrer depois, uns minutos, umas horas depois, né? Mas ele acaba
Speaker A
morrendo, né? Porque ele foi mutilado, né? que nem a abelha operária morre depois de perder o ferrão.
Speaker A
E aí esses ganchinhos externos com os pelinhos são o aviso também que depois, né, eu não sei como que as operárias depois vão fazer, tipo, elas vão dobrar para dentro depois para conseguir tirar esse ferrão. E a princesa tem que voltar
Speaker A
com isso na vagina dela. Por quê? Se ela não voltar, as operárias vão entender que ela não foi fecundada. E se ela não foi copulada, né? Então elas vão dizer: "Não, então tu não serve, tu tem que ter
Speaker A
a prova de que houve o ato, né? Aqui vocês percebem bem, né? Tem a bolsa aqui de esperma, né? que faz o serviço dela de injetar o esperma. Vamos ver se temos o vídeo do esperma aqui, ó.
Speaker A
Não tá indo bem, né? Não tá muito legal aqui, mas enfim. [limpando a garganta] H, [limpando a garganta] enfim, o que que ele faz é essa essa essas duas bolas aí, né, elas vão tipo bombeando, bombeando e o esperma vai
Speaker A
escorrendo para dentro da eh da princesa. E lá ela tem uma espermateca que vai absorver esse esperma que está entrando.
Speaker A
Qual é o tamanho da espermateca? O tanto de um macho. O tanto que tem de de esperma de um macho. Então não adianta 10, 20 copular, porque só vai caber o conteúdo de um, né?
Speaker A
Eles tentaram daí em gaiola confinado. Deu certo. Beleza. O macho foi lá e hum, será que deu certo? Não, não deu certo. Depois vocês vão ver porquê.
Speaker A
Tentaram na natureza, mas aí é loteria, porque você não sabe que foi, não foi, macho ou não macho, enfim, né? É loteria.
Speaker A
Aí as princesas também foram todas marcadas, as que deu certo, né? Como eu já falei antes, né? Foram marcadas, puderam acompanhar, algumas deram certo ali naquele frutos do do confinamento, né? Como que funciona no gênero melípona? No gênero melípona é assim,
Speaker A
eh, tem a operária, tem a rainha ou princesa, né, que sempre vai ter essa coloração marrom no abdômen, né?
Speaker A
Como a gente não sabe o que tem dentro do disco, se a gente tirar a capinha, a gente vai ver, algumas vão ter um Q escrito na testa. Não, brincadeira.
Speaker A
[risadas] Na verdade é assim, o que mostra que que é uma rainha e uma operária são os olhos. A rainha tem os olhos bem estreitinho, em vez de ser japonesa assim, é japonesa assim, né?
Speaker A
Ah, e a Operária tem um olho mais gordão e o macho tem mais gordão ainda, entendeu? Então, a princesa, futura rainha, olho bem fininho, operarem um pouquinho maior e o macho bem grandão.
Speaker A
OK? Aqui nós temos um macho, ele tá meio tá meio de lado em vez de tá por cima, né?
Speaker A
Uma princesa que foi fecundada novinha em folha, ela começa a esticar o abdômen. Esse aqui é um macho de uma melípona.
Speaker A
Notem aqui as particularidades. Cara bem triangular, olho grandalhão, antena retinha e ele tem um tórax bem avançado assim, tá?
Speaker A
Abdômen é mais achatado porque ele não tem bolsa nectarífera, então o abdômen dele é mais chato, em vez de ser mais gordinho assim, não, ele é mais chato. E ele costuma tá tipo sentado, então parece um cachorrinho sentadinho
Speaker A
muitas vezes assim. Essa é a característica assim externa dos machos. E claro, não tem curbícula também, né?
Speaker A
Aqui uma cópula. outra cópula. Só que observem bem essa foto. Eu falei para vocês então que o pênis tem que ficar preso na vagina. Só que o que aconteceu nessa foto, o pênis tá lá, mas ele tá no macho ainda, tá no
Speaker A
zangão, ou seja, ele não fez o serviço aqui ó. Ele foi lá, subiu e não conseguiu completar, não perdeu o órgão, ou seja, morreu sem ter a felicidade de seu pai das crianças, né?
Speaker A
Ali, ó, perdido ali. Tentou, tentou, não deu certo, perdeu, morreu, morreu sem, sem ter o, o prazer, né?
Speaker A
Vamos ver aqui em vídeo de de cópula qual que é. Eu acho que é esse.
Speaker A
Não, esse aqui tentando fazer a fecundação. Não fez pênis tá lá ainda, ó. Ela não tem pênis na na vagina. Perceberam? Então, muitas pessoas já viram cena assim, ah, lá houve, ah, ela [limpando a garganta] foi fecundada, não, não foi, tá? Então, eh,
Speaker A
repetindo aqui, ó, ela tá aqui, ó. Ó, chegou o macho, mas não funcionou. O fato de um macho subir não significa nada.
Speaker A
Só vai ocorrer a fecundação com um, com exceção da boca de renda, né? As outras, pelo que a gente sabe, é só um macho.
Speaker A
Vocês viram como que fica na Não tem como outro. Então assim, né? Vocês viram ali que o fato de ter a cópula ali ou a tentativa de cópula não significa que teve sucesso. Ah, mas 20 fizeram não.
Speaker A
Hã, porque tem que haver essa inserção. Se não houver a inserção do órgão e ele ficar lá dentro, não houve cópula, digamos assim, tá?
Speaker A
Nesse processo, na pesquisa, morreram um monte de princesas, né? Uma aqui, outra abraçadinha ainda, ó, de conchinha, morreu, né? Então eles tiveram bastante perdas. Esse aqui é uma foto da daquela espermateca, ou seja, é esse tanto ali que tem que encher de esperma
Speaker A
e isso vai durar a vida toda da rainha. Aí ela vai encher isso ali uma vez e vai usar pro resto da vida dela, que pode ser 1 ano, 2 anos, 5 anos. E teve o caso que vocês ouviram da da Patrícia Drumon
Speaker A
lá que falou que 8 anos, né, que quase inacreditável, mas é isso, tá? Se tudo funcionar bem vai ser isso aqui.
Speaker A
Ela vai esticar o abdômen, vai iniciar a postura, vai coordenar todos os rituais que nós vamos ver lá adiante na aula da comunidade né?
Speaker A
Esses aqui são outros participantes da pesquisa da Embrapa, eh, e eles estavam fazendo inseminação artificial.
Speaker A
Vamos ver aqui. Tá. Acho que é isso aqui. Deve ser por causa da desses ganchos. Pera aí, botar.
Speaker A
Eles tentaram fazer a essa inseminação com instrumentos, mas não deu certo. E eles desconfiam que deve ser por causa da desses ganchos, eles devem de acionar algum mecanismo ali dentro que dê certo.
Speaker A
Esse aqui são os espermatozoides, ó. Espermatos se mexendo. Bom, aí vocês ouviram então a explicação, né? Eh, o problema é o seguinte, parece que esse negócio de aquele órgão masculino ter aquelas garras e se prender ali por dentro, parece que ele libera alguma
Speaker A
substância, alguma coisa assim que faz com que seja eficiente, né? Então, eh, provavelmente é isso que, tá impedindo assim um progresso maior na hora de fazer a, é, multiplica a multiplicação, a produção de rainhas em vitro. Ah, agora
Speaker A
que eu lembrei que eu esqueci de explicar lá para a multiplicação do por um. A multiplicação 2 por um nada mais é nada mais é do que em vez de pegar as campeiras da mesma caixa, você pega de
Speaker A
outra. Só isso, né? Eu pega disco de uma, campeira de outra e pronto. É isso que é a multiplicação dois por um. Ou seja, você usou duas caixas para produzir uma, né?
Speaker A
Ahã. Bom, a palestra do Cristiano Menezes, né, essa aqui, se vocês quiserem anotar o o e-mail dele, né, esse ali seria o e-mail dele.
Speaker A
Eu imagino que ainda esteja ativo. Eu vou passar um um outro vídeo aqui. Remover esse aqui do estúdio. Vou remover esse daqui. Remover.
Speaker A
Já posso revolver. Vou mostrar um agora aqui que eles tentaram fazer na natureza. Ela saiu, ó. Não tem nada.
Speaker A
Pera aí, deixa eu botar pro início aqui. Eles tentaram ali, ó, na natureza, ó, porque lá dentro do cativeiro não deu certo. Aí soltaram ali, ó. Ela tá tá indo ali. Tá indo. Os machos tão tão subindo nela, mas nenhum deles deu
Speaker A
certo. Ó, ela saiu, ó. Não tem nada. Continua sem. Ó, dá uma limpadinha, vem outro.
Speaker A
Ah, eu [limpando a garganta] consegui. Não conseguiu, ó. Quase deu certo. Quase, mas não deu.
Speaker A
Ela continua sem. Aí vem outro tentar. Quase deu certo também, mas não deu. Então ela continua sem tênis e ela tem que voltar para casa com o órgão, porque se ela voltar assim, as operárias vão entender que não houve fecundação, que
Speaker A
não houve cópula e aí nesse caso, elas vão matar ela. Então ela tem que voltar para casa com o órgão eh do macho na genitária dela.
Speaker A
Muito bem, né? Então aí vocês viram mais um videozinho, né, sobre eh isso ali aí. Tá a pergunta que tinha antes ali, já tem comércio disso aí?
Speaker A
Não tem. Qual é um dos problemas? É o seguinte, a gente pode decidir, a gente pode escolher o o zangão, a gente pode escolher a princesa, a gente pode escolher o método de fecundação, tudo.
Speaker A
Só que a gente ainda não tá conseguindo escolher o feromônio, a capacidade feromonal da princesa, da rainha.
Speaker A
E quem vai decidir isso não é a gente, são as abelhas lá. Então é essa escolha lá na caixa, lá onde ela vai ser necessária.
Speaker A
Se aquelas abelhas decidirem que não, ela não vai ser a nossa comandante, eu posso oferecer o que eu acho que é o melhor material. Mas talvez eu não esteja percebendo qual é o problema que aquela princesa tem. Talvez ela tenha um
Speaker A
problema feromonal, talvez ela tenha, né? Então a gente não consegue enxergar isso. Então por isso que é um problema sério ainda, que eles não conseguiram eh a pesquisa até acho que foi a deante, mas enfim, eles não conseguiram ainda
Speaker A
decifrar eh essa problemática aí como como que faz para aceitar, qual é o esquema, qual é a linguagem química que faz com que as abelhas aceitem. Então, a questão da aceitação é um problema que tá impedindo de termos essa comercialização.
Speaker A
E pode ser tipo assim, tá, eu vou comercializar, você vai comprar aquela rainha ali fecundada, certinho, aí se coloca na tua caixa, daí as outras, não, isso aí não hum. Aí vai fazer o quê?
Speaker A
Devolver? Aí não dá, né? Então essa ainda é uma questão que vai depender de estudos, etc e tal. E a gente percebe que não é tão simples assim que nem fazer a mamangáva lá que já já a rainha já tá lá, ela que
Speaker A
decide. Bom, agora é eu que mando e pronto, né? Então não sei quando que vamos resolver esse problema, mas talvez nunca, talvez nem precisemos também, né?
Speaker A
Talvez assim no estágio que a gente tá hoje, a gente talvez nem precise mais tanto dessa multiplicação industrial, digamos assim. da das abelhas, porque tem tanto melipunicultor que já tá reproduzindo, reproduzindo pelos métodos tradicionais que a gente já tá repondo
Speaker A
esse plantel. Eu sei lá, acho que é isso. Vamos ver aqui então aqui respondendo a pergunta, né?
Speaker A
Eh, sobre a pesquisa da Embrapa a respeito da produção de rainhas, já está sendo realizada em escala comercial por alguém ou o que aconteceu? O que aconteceu é que por enquanto, pelo que eu sei, né, não tem viabilidade por
Speaker A
causa desse problema da aceitação. Ah, deixa eu que mais aqui no caso, fazer divisão para comprovar no IFC com J, creio que seja válido, não tendo um elipunário próximo a ajudar, não é? Ou como eu falei, outra opção é
Speaker A
fazer uma transferência e uma simulação. Daí vale a mesma pontuação, tá? Se vocês julgarem isso pro item um, OK? É uma opção.
Speaker A
Parará. Que mais? Qual é o método mais eficiente para divisão de manda saia? Em quanto tempo médio ela fica caixa matriz? Bom, para minha visão aqui, eh, é um método por módulos, né, na época certa, na florada, certa, às vezes
Speaker A
você não precisa nem nem da alimentação, tá? E vai depender da da capacidade. Essa caixa pode essa caixa filha pode virar matriz em dois meses, às vezes três, cinco, às vezes às vezes não, às vezes fica pro ano que vem, tá? E eu
Speaker A
digo o seguinte, vão por mim, né? Se você conseguir fazer uma por ano, uma multiplicação por ano, se dê por satisfeito.
Speaker A
Eu sei que tá, professor, eu tenho uma só, meu. Ano que vem vou ter só duas, tá? Tudo bem. Eu sei que número baixo assim é bem complicado. Aliás, vamos falar sério.
Speaker A
Uma é o mesmo que nenhuma. Então comece sempre com três. É a minha orientação, tá? Meu conselho, comece com três, tá?
Speaker A
Por quê? Bom, a gente vai ver na aula da comunidade a importância de você ter mais de uma, além de se você precisar socorrer uma, você tem material ali do lado, tá? Então, sempre começar com três. Mas hoje em dia para você chegar
Speaker A
em 50 caixas é tão rápido. Tem gente que começa ali, ah, professor, tô 5 meses já tô com 60. Ah, tipo assim, né? É, é fácil, é rápido, eu para chegar em 50 foi, cara, foi anos assim, sabe? Então, hoje em dia é tão
Speaker A
rápido para você chegar num número e aí se você tem 50, imagina comigo aqui, você não vai vender nenhuma, vai multiplicar cada uma delas. Cara, no ano seguinte você tem 100. É o dobro do serviço, é o dobro de caixa, é o dobro
Speaker A
de tudo, dobro do xarope, tudo o que você fizer. Da 100 vai virar 200.
Speaker A
Cara, mas eu digo assim, ó, contente-se, na verdade, se você conseguir multiplicar 50%. Não, não existe essa de você multiplicar 100% do teu plantel. Não vai existir. Eu até acho que é da própria natureza.
Speaker A
Ela não permite que você tenha 100%, digamos assim, a todo vapor. Ela sempre vai ter caixas dominadoras e caixas subordinadas.
Speaker A
Isso eu notei aqui nos meus plantéis, tá? Então isso é meio que uma realidade.
Speaker A
Precisa ter caixa que não desenvolve tão quanto as outras. Precisa ter caixas medianas. As fracas vão morrer, claro, né? Mas se você não socorrer, mas precisa ter caixas fortes e caixas nem tão fortes.
Speaker A
Isso formando as comunidades, tá? Então, eh, você nunca vai multiplicar 100% do seu plantel. Então, mas se você multiplicar metade já é grande coisa, certo? Tudo demanda despesa, aquilo já falei, mais caixas, mais xarope, mais tempo para tratar. Tudo isso faz diferença
Speaker A
ali. Para mim tá piscando, não sei se tá falhando aí para vocês, mas tá dando umas travadinhas aqui.
Speaker A
Sendo assim, na APIs e na Bomus é mais fácil dar certo, é que a é assim, ó, aceita mais de um. O órgão da da do zangão lá da pis é um pouquinho diferente. Então ali dá para fazer eh
Speaker A
ela vai copular com 5, 10, 15. Eu já vi eles falar em 17, né? Número que eles contaram ali. E por isso é mais fácil fazer aquela inseminação artificial, porque não precisa rasgar tudo assim que nem o das abelhas sem ferrão, né?
Speaker A
É o problema é um é problema é o macho, né? Ele tem que ser bom também, né? Tem que ser bom, senão não funciona.
Speaker A
Ah, a vida do do do Mar das abelhas sem ferrão é é curtinha aí, pode ser em torno de 80 dias, se não me engano, mas é assim, ó. Não, acho que é menos que o da da APS, mas é assim, ó. Novo demais
Speaker A
não adianta. Ele tem que ter uma idade certa para ser bem produtivo. Se ele for velho demais, dá muito esperma falhado, espermatozoide falhado.
Speaker A
Então, às vezes você tem uma rainha lá que copulou, tudo certo, e ela não desenvolve, não desenvolve. Pode ter sido o problema do macho que fez a cópula tá?
Speaker A
No caso de caixas de bugias em cavalete coletivo, com que frequência se faz o revesamento de caixas de forma que todas possam se manter igualmente bem? UTI com quatro caixas num cavalete coletivo?
Speaker A
Olha o Ramon, o Ramon falou o quê? Ele falou que era, ele fazia cara duas ou três semanas, uma coisa assim, mas pelo menos acho que uma vez por mês é meio que obrigatório fazer, tá? Eu não, eu
Speaker A
não tenho bugias, tá? Eu já tinha na época, eu não sabia desses macetes aí.
Speaker A
Eu acho que por isso que eu perdia as minhas [risadas] mas eu não quis pegar de de novo, né?
Speaker A
Mas eh é é mais ou menos isso aí. Eu acho que pelo menos uma vez por mês é necessário fazer esse rodízio nessas que estão pertinho ali, tá?
Speaker A
Eh, também recomenda esse rodízo de caixas emeliponar de escaponas. Hã, olha, eu não eu não percebi isso nas minhas e talvez é que eu não tenho mais, né? Eu já tive turbunas, talvez foi por não perceber isso. Então eu eu não posso
Speaker A
afirmar hoje em dia se é assim mesmo. Eh, mas acho que não é a melhor opção não. Elas se viram de maneira diferente, tá?
Speaker A
Mas eu não garanto isso aí, tá? É só uma opinião minha. Porque quando tinha as turbunas ali, eu fazia aquelas multiplicação, nunca nunca deu esse tipo de problema de enfraquecer uma coisa e tal, mesmo estando mais perto, eu tinha lado a lado, mas
Speaker A
lembrando agora, eu tive uns problemas na debuna no sítio de simplesmente desaparecer as abelhas e ficar só aquelas recém-nascidas. Eu não sei o que aconteceu até hoje eu não tenho resposta. Sumiu tudo, só tinha abelha branca dentro. Imagina a tubranca. E até
Speaker A
pens uma nova espécie entrou aqui. Não, depois eu fui ver. Não, são aquelas novinhas recém-nascidas da turbuna. Ah, a que eu não entendi. Eu não soube explicar na época nem hoje, né? E talvez foi alguma coisa nesse sentido de em vez
Speaker A
de eu fazer algum rodízio, né? Eu não sei. Tá. A fecundação da princesa ocorre no local onde ela vive, ninho antes de sair para sua nova casa ou acontece novo local identificado?
Speaker A
Ela primeiro tem que saber onde vai morar. Então, na enchamiação natural, ela vai para casa, conhece onde é o endereço, daí sai, porque ela, se ela não souberonde mora, ela não vai saber voltar, certo? Então é isso. Por isso
Speaker A
que os machos ficam não na caixa de saída, mas na caixa de entrada. A maioria, né? Eles preferem ficar lá esperar. Bom, aqui vai ter uma enchemiação, ela vai ter que vir para cá, então vou esperar aqui. Então essa é
Speaker A
a tática eh dos maços que ficam lá na isca que vai receber, na caixa que vai receber, no tronco que vai receber a princesa.
Speaker A
Ah, o zangão não consegue acoplar a princesa por o problema está na princesa. Bom, pode ser nos dois, o macho que é fraco, eles têm que ser fortes, né? você viu ali que eh ela não fica paradinha ali, ah, agora tá, faz o
Speaker A
serviço aí. Não, tem que ser. É assim que a escolha da natureza tem que ser o melhor, porque se o cara for meia boca ali, é, deixa, não, tem que ser o mais forte, tem que ser o melhor, o que consegue, o mais
Speaker A
jeitoso, cara. Por isso que a maioria não consegue, tá? Então, imagina a quantidade de ofertas de machos que tem eh em Jataí, cara, você vai ter ali 4, 5.000 a disposição de uma.
Speaker A
E aí o cara tem que ser bom para conseguir fazer, né? Ah, o método de troca de rainha que aprendemos em uma das aulas de manejo, poderia resolver esse problema de rainha artificial, aquela de quebrar os potes de mel e colocar a rainha nova dentro?
Speaker A
Sim, é uma opção, só que tipo assim, você não vai conseguir fazer escala industrial, né, que era a ideia, tipo, fazer que nem lá Copertes de uma vez, não, não vai rolar, né? Mas ali para pro para resolver os seus problemas ali
Speaker A
do seu miliponário é uma boa opção. OK? Ah, você acha necessário fazer troca de rainha quando ela fica velha, igual vimos em uma aula na qual o instrutor disse que marca a rainha para saber a idade dela? Bom, eu acho, se você quer
Speaker A
ter produção comercial agora, se você é um tipo de melipunicultor que não se importa tanto se ah, se a rainha tá velha ou não, a minha produção de mel eu só quero para mim mesmo, eu só quero cortar um pouco de própolis, não
Speaker A
tem necessidade de investir nesse tipo de conhecimento, tá? Agora, não, você tá pensando em viver da meliponicultura.
Speaker A
Aí eu acho importante você pensar nesse tipo de manejo, troca de rainha, né? Eu sei que para alguns aqui pode parecer assim: "Meu Deus, né? Eu sou iniciante, estão ensinando a matar a rainha", etc.
Speaker A
tal. Mas esse aqui é um curso profissionalizante, querendo ou não. Então a ideia é que eh as pessoas que queiram empreender, que queiram fazer da Meliconicultura uma renda, é óbvio que elas vão ter que pensar nesses tipos de
Speaker A
processos, tá claro? A gente também permite que outras pessoas que só querem cultivar por hobby ou por outras razões, hein? Tudo bem. Só elas não podem reclamar que a gente às vezes enfatiza, né, essas coisas eh comerciais ou essas
Speaker A
coisas profissionais, né, porque o curso foi pensado para gerar valor, valorentar, porque é uma cara aqui consegue eh ser eh ser sustentável, trazer economia, enfim, sem ferir tanto assim o meio ambiente é a melunicultura, né?
Speaker A
Pergunto isso porque nesses dias tenho observado muitos machos em um voo agitado em uma coléia de melipona. Então não sei se isso se deve à renovação da rainha na colmeia. Isso quando você vê muitos machos na caixa mãe, digamos
Speaker A
assim, às vezes é uma rainha que morreu vai ser substituída. Daí tem uma próxima ali né?
Speaker A
Se tenho duas caixas de mandas saias e faço as divisões, não terei problema com a consanguinidade?
Speaker A
Depende o que você tem ao redor, né? Se você tem na natureza, vai vir macho de longe ali para fazer a fecundação, tá? não vai ter problema quanto a isso.
Speaker A
Agora, esse é um dos problemas de você trazer abelhas que não tem aqui na região. Aí a consanguinidade, a chance de consanguinidade é muito maior, né?
Speaker A
Eh, o código três diz assim, ó: "Quem não tem cão caça com abelha". [risadas] É isso mesmo. Quem não tem cão caça com abelha.
Speaker A
Era só para enganar aí, né? Para não, né? Senão o pessoal vai, eu tem gente que vai escrever aquela outra palavra, aquele miau ali. Eu sei, eu sei. Porque a pessoa não assistiu o código três. Aí ela achou, ah, é só completar ali, né?
Speaker A
Por isso que eu botei uma palavra nada a ver, tá? Tanto dos sapos quanto das da abelha. OK.
Speaker A
Ah, que mais aqui? As nativas têm zangões o ano todo? Olha, ah, eu diria que sim, né? Eu diria que sim. Só que tem uma redução drástica aqui no Sul, no inverno, tá? Eles são desnecessários. Vai, né? vai ficar dando
Speaker A
alimento aí para, né, não tem necessidade. Eh, agora, como é que eles fazem nesse nesse período de inverno, né, porque não tem mais postura, nada, se eles também aguentam esse tempo todo até chegar na primavera? Eu não sei dizer, tá? Não sei
Speaker A
dizer. ou se na retomada da postura, como eu falei, aquelas primeiras posturas são de são de operárias, então talvez elas façam isso para justamente realimentar o sistema com machos, com os angões OK?
Speaker A
Eh, somente uma cópula. [limpando a garganta] Ah, a tentativa pode ter dezenas, mas a que funciona é uma só. Só um pênis vai conseguir ficar lá dentro. Não cabe mais outro. Não cabe mais, tá? Então ela vai ter que voltar com aquele pênis, ela não
Speaker A
tira, né? Ela vai voltar lá pra colmeia, pra casa nova. as operárias é que tê que fazer esse serviço de remoção. OK.
Speaker A
Deixa eu ver o que mais aqui sobre a bugia. Tem uma bugia que tem seis meses e até agora não subiu pra Meogueira. Ou subir ou não para meueira, às vezes é uma questão de induzi-la a subir.
Speaker A
Às vezes, por alguma razão olástica, aquilo lá é o acabou, né? Não, não vou subir aqui é o teto, né? E às vezes você pode provocar ela subir. Outra possibilidade é que nesse tempo não teve florada que chega para encher. É uma
Speaker A
possibilidade. Às vezes, mesmo ela sendo uma divisão, né, alguma nova ali, às vezes, por alguma razão, ela não deslancha, como eu falei. Às vezes é o esperma que é ruim, ela põe mais ovos e não nasce tudo. Enfim, são diversas
Speaker A
variáveis que podem fazer com que simplesmente ela não vai ser uma superbugia e talvez ela vai ser aquela aquela mediana que nem nas pessoas. Tem pessoas que são milionárias, mente paraa frente, bilionárias e outros que são classe média e outros que são classe D. E tem
Speaker A
gente que vai ser medir eu cri o tempo todo, mesmo com oportunidades, né? Então assim também nas abelhas tem abelha que carinho do chararopar e eu faço isso, eu dou bolsa família para ela e ela pessoa não [risadas] a abelha não
Speaker A
vai, né? Tem disso também, né? Dentro da criação das abelhas. Mas, né? A gente espera que eh vocês possam ser bons melipunicultores. Eu espero que essas pequenas essas pequenas informações aqui possam ser úteis para vocês. Como provocar ela
Speaker A
para subir? Coloca alimento em cima, coloca uns potes lá que daí ela: "Ah, pois é, cabe lá em cima também. Ah, vou para lá". Então, esse esse é o que muitos recomendam. Eu nunca fiz, tá? Mas é o que eles recomendam para fazer.
Speaker A
eh eh para induzir ela subir. O que mais aqui demora 7 dias após a cpula para ela começar a postura?
Speaker A
Depende, né? Mas é mais ou menos esse o tempo assim de de ela começar a posturar. Ela já vai começar a se desenvolver antes, ela já vai começar a dar os comandos, aí as operárias vão começar a postura, enfim,
Speaker A
né? pode demorar esse tempo de 7 dias aí tranquilamente, tá? Às vezes é mais rápido, não sei exatamente por, mas é um tempo considerável. Considere 7 dias assim um bom prazo.
Speaker A
Considerando que alguns fungos podem desempenhar um papel importante, como podemos diferenciar na prática a presença de fungos benéficos daquela que indica algum desequilíbrio ou risco? Não tem como, car.
Speaker A
Aí só em laboratório para dizer isso benéfico. Isso não é. E não é um fungo ali na análise que eles fizeram, eu não falei, mas eles já tá t detectado inicialmente três fungos, depois a conta já tava em 10,
Speaker A
ou seja, é um mundo tão grande ali, tão minúsculo que esses fungos vão estar presente presente ontem. Onde? Naquele pote de pollen que que eu falei que elas não comem mais. aquele pote fechado, esse é dos fundos, é dos microrganismos,
Speaker A
enfim, daquela outra microbiota que faz a simbiose com elas, tá? Então, por isso eu não recomendo a dar esses potes, né?
Speaker A
Porque, ah, vou pegar da mandaguari e vou dar lá paraa manda saia. Talvez esse fungo que tá lá na mandaguari não seja o ideal para manda saia, tá? Então, sempre pense nisso. É só coisas para se pesquisar, coisas para
Speaker A
especialização, é para vocês pesquisarem, enfim, né? Tá bom. Ah, bom. 3 horas falando. Agradeço a atenção de vocês, né? Eh, como eu disse, eu espero que vocês tenham aprendido alguma coisa útil paraa criação de vocês. Sobre quinta-feira, eu
Speaker A
não sei se eu vou dar essa aula na quinta ou só na semana que vem. Eu ainda vou decidir porque eu queria incrementar algumas informações, aumentar o teor ano passado, tá? Então eu não sei se eu vou eh transmitir na quinta ou não, mas
Speaker A
vocês vão receber ou não o e-mail ali se tiver a aula, OK? Fica aqui o meu abraço e a gente se vê então na próxima.
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