Entenda por que procrastinamos mesmo sentindo dor e como pequenas mudanças podem ajudar a superar esse ciclo.
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Key Takeaways
- Procrastinação é um mecanismo ligado à tensão e não à preguiça.
- Validar emoções negativas é essencial antes de buscar soluções práticas.
- Dividir grandes metas em pequenos passos torna o progresso mais acessível.
- Aprender a soltar e deixar ir pode trazer liberdade e alívio.
- Compartilhar experiências ajuda a suportar dores emocionais.
What the video covers
- O vídeo aborda o sentimento de estar perdido e esgotado em uma rotina repetitiva, sem esperança de melhora.
- Destaca a importância da validade emocional, acolhendo emoções negativas antes de buscar soluções.
- Explora o fenômeno do efeito platô, quando o entusiasmo inicial pelos objetivos diminui.
- Usa referências literárias e cinematográficas para ilustrar a sensação de vazio e indecisão.
- Apresenta a estratégia de dividir grandes objetivos em pequenas metas para facilitar o progresso.
- Menciona a teoria Let Them de Mel Robbins, que incentiva a deixar ir o que não está sob controle.
- Enfatiza que a procrastinação não nasce da preguiça, mas da tensão e do medo que geram adiamento.
- Sugere que o ato de compartilhar dores e experiências pode ser um suporte emocional importante.
- Recomenda a celebração dos pequenos avanços como forma de manter a motivação.
- Incentiva o autoconhecimento e a mudança de foco para cuidar do que está ao alcance.
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Speaker A
Talvez você, ao clicar nesse vídeo, esteja sentindo um pouco à deriva, perdido.
Speaker A
Mergulhado em uma rotina repetitiva, aonde os dias se acumulam como livros nunca lidos na estante, e para piorar, com a esperança desbotada, sem acreditar que os dias possam, de fato, melhorar.
Speaker A
O esgotamento raramente se revela aos gritos, ele, na verdade, vai se instalando aos poucos, em pequenos nuances, como uma luz que vai se apagando devagar até que a sombra seja tudo o que resta.
Speaker A
Afinal de contas, o cansaço é a prova de quanto se suportou e o fim da força revela o quanto ela foi usada.
Speaker A
É por isso que hoje, antes de qualquer resposta lógica, eu escolho aqui o gesto humano de te trazer, quem sabe, uma companhia para esse sentimento.
Speaker A
Ou até o ato de partilha.
Speaker A
Compartilhar o meu caso.
Speaker A
Neste caso.
Speaker A
Porque ninguém precisa de conselhos, não se oferece um manual de instruções a quem tá se engasgando.
Speaker A
Sufocando.
Speaker A
Antes de qualquer coisa, oferece-se ar, ajuda.
Speaker A
Primeiro se acolhe, depois se traz a instrução.
Speaker A
É a psicologia da validade emocional, reconhecer e compreender em nós e nos outros que todas as emoções, mesmo as desconfortáveis e negativas, têm um propósito e são válidas.
Speaker A
Então, eu espero que esse vídeo sirva nesse sentido, antes de qualquer técnica ou solução.
Speaker A
Mas claro que eu trarei técnicas e soluções e possíveis soluções.
Speaker A
Não teremos coisas pela metade nesse canal.
Speaker A
Tá bom?
Speaker A
Enfim, fique confortável, pegue o seu café e que sejamos por instantes companhia um para o outro.
Speaker A
Porque há dores que só se suportam quando alguém nos diz: eu também já caminhei por esses caminhos.
Speaker A
Todos nós temos dores que nos vigiam, não é mesmo?
Speaker A
E por que não compartilhá-las?
Speaker A
A vida pega como cólera ou rio e abre um túnel sangrento por onde nos vigiam os olhos de uma imensa família de dores.
Speaker A
Isso é Pablo Neruda.
Speaker A
Sou fã.
Speaker A
Em outras palavras, sejam bem-vindos a mais um Papinho Furado.
Speaker A
Estão gostando dos temas dos Papinhos Furados?
Speaker A
Eu tô tentando dar uma inovada.
Speaker A
Chega de falar só de amor, né?
Speaker A
Você já teve a sensação de que tá tudo bem?
Speaker A
Até começar a não estar mais?
Speaker A
Você tá lá no meio dos seus afazeres, cumprindo rotinas, riscando tarefas e, de repente, como se algo tivesse se deslocado silenciosamente dentro de você.
Speaker A
Tudo perde um pouco do brilho.
Speaker A
Às vezes, a causa é muito mínima, um desentendimento bobo.
Speaker A
Uma mensagem não respondida, um prazo se aproximando.
Speaker A
Eu lembrei da faca e do queijo do Fernando Sabino.
Speaker A
É uma citação muito bonita.
Speaker A
O homem pegou a faca, olhou para o queijo e então hesitou, era um momento simples, mas ali residia toda a sua indecisão perante a vida.
Speaker A
Ele pensou na mulher que o deixou, nos amigos que sumiram, nos planos que nunca deram certo.
Speaker A
O queijo era apenas um queijo, mas naquela noite silenciosa, parecia simbolizar o que havia de mais solitário no mundo.
Speaker A
Fernando Sabino.
Speaker A
O simples ato de cortar um queijo pode ser o estopim.
Speaker A
Como foi para o Fernando.
Speaker A
A pergunta que fica é:
Speaker A
Existe uma forma de escapar disso?
Speaker A
A ciência diz que sim.
Speaker A
Mas não exatamente fugir.
Speaker A
O que nós podemos fazer é entender esse mecanismo das motivações.
Speaker A
E reposicionar nossa bússola.
Speaker A
À medida que nós vamos nos aproximando dos nossos objetivos.
Speaker A
Algo muito curioso começa a acontecer.
Speaker A
Não sei se você já notou.
Speaker A
Nós perdemos o entusiasmo inicial.
Speaker A
Já percebeu?
Speaker A
E aí começa o famoso efeito platô, aquela fase em que o caminho deixa de ser novidade.
Speaker A
E tá longe de ser uma conquista.
Speaker A
É o meio da jornada.
Speaker A
Recentemente eu assisti Encontros e Desencontros, filmão.
Speaker A
Lost in Translation.
Speaker A
Esse vazio morno dos intervalos da vida, eu acho que a Sofia Coppola, diretora do filme, conseguiu traduzir muito bem.
Speaker A
Porque o personagem do Bill Murray, ele não tá perdido em Tóquio, ele tá perdido dentro de si mesmo.
Speaker A
Ele tá em um lugar onde tudo é novidade.
Speaker A
Mas nada é, de fato, sentido.
Speaker A
Entende?
Speaker A
Eu acredito que, como ele, muitos de nós seguimos sorrindo, trabalhando, postando, respondendo e-mails.
Speaker A
Enquanto por dentro estamos em suspensão, esperando que alguma coisa externa nos convença de que vale a pena seguir.
Speaker A
O domingo à noite também é um exemplo disso, desse estranho território entre o fim e o início.
Speaker A
A noite de domingo é sempre uma passagem.
Speaker A
Já percebeu?
Speaker A
Não dá para descansar direito porque a gente pensa na segunda-feira e não se pensa em trabalhar porque ainda é domingo.
Speaker A
Então, é uma zona cinzenta.
Speaker A
A verdade é que os começos de tudo são sempre apaixonantes.
Speaker A
O começo nos salva do tédio.
Speaker A
Só que viver de começo não dá.
Speaker A
Então, existe solução para isso?
Speaker A
O que eu posso dizer que funcionou e muito para mim, e que está respaldado pela ciência, é quebrar esse abismo em pequenos passos.
Speaker A
Já dizia Clarice:
Speaker A
Estou triste, o passo é grande demais para as minhas pernas, no entanto, compridas.
Speaker A
Então, para que o passo que você tenha que dar não seja tão grande, pegue o seu grande objetivo e traduza-o em pequenas metas.
Speaker A
Mais alcançáveis, simples, concretas.
Speaker A
Se o seu objetivo é ler um livro difícil, que tal estipular ler três páginas por dia?
Speaker A
E grifar uma frase.
Speaker A
O que nos assusta, muitas vezes, é o tamanho do problema.
Speaker A
E não a natureza dele.
Speaker A
Não é porque é grande que é difícil de resolver.
Speaker A
Comece a celebrar o pequeno, o silencioso.
Speaker A
Porque, às vezes, o próximo passo não precisa ser gigante.
Speaker A
Precisa apenas ser o próximo.
Speaker A
É curioso como a vida parece mudar justamente quando mudamos o foco.
Speaker A
Quando deixamos de tentar controlar o incontrolável e quando começamos a cuidar do que está ao alcance das nossas mãos.
Speaker A
Esses dias eu li algo que ressoou muito com esse pensamento.
Speaker A
Foi no novo lançamento da Mel Robbins que chegou aqui para mim em primeira mão da editora Record.
Speaker A
Olha que chique, hein?
Speaker A
Isso aqui é a versão confidencial, mas eles me enviaram também a versão comercial.
Speaker A
Eu li na confidencial, né?
Speaker A
Porque eu sou chique, galera.
Speaker A
A Mel Robbins é a criadora da teoria Let Them.
Speaker A
Que talvez você já tenha ouvido por aí pelos cantos da internet.
Speaker A
E ouvido até de mim em algum vídeo antigo.
Speaker A
Lembra?
Speaker A
Let Them é aquela ideia de parar de tentar segurar o que não quer ser segurado, o que quer partir.
Speaker A
De parar de se debater contra o que tá fora do seu controle.
Speaker A
Nesse novo livro, ela aprofunda tudo isso, fala sobre rupturas, sobre a dor de deixar ir.
Speaker A
Sobre a coragem de se priorizar e, acima de tudo, sobre esse silêncio que fica.
Speaker A
Que pode significar liberdade e não abandono.
Speaker A
Se você tá nesse momento de transição ou sentindo o peso de carregar o que não mais te pertence.
Speaker A
Talvez essa seja uma boa leitura para você.
Speaker A
Vale muito a pena conferir.
Speaker A
O link tá aqui embaixo na descrição, se você quiser dar uma olhada com carinho.
Speaker A
E no primeiro comentário fixado também.
Speaker A
E, às vezes, de fato, o que a gente precisa não é resolver tudo.
Speaker A
É aprender a soltar.
Speaker A
É aprender a deixar para lá.
Speaker A
Não foi, não tava no script, hein?
Speaker A
Eles enviaram também uns brindes muito legais.
Speaker A
Aqui uns panfletinhos.
Speaker A
Um marca-página.
Speaker A
E essa gaiolinha, liberte-se, que vai servir de decoração.
Speaker A
Um marca-texto.
Speaker A
E aqui, eu já abri, é um espelho.
Speaker A
Para você se olhar.
Speaker A
Para você enxergar o que você pode se tornar quando você olha para você.
Speaker A
O que eu vejo, eu posso ser.
Speaker A
E o que eu sou, eu posso ver.
Speaker A
E aí você vai.
Speaker A
E aí é uma coisa louca.
Speaker A
Ó.
Speaker A
Não toca nela.
Speaker A
Deixa ela dançar, entendeu?
Speaker A
Pelo amor de Deus.
Speaker A
Pelo amor de Deus.
Speaker A
Por isso se declara e se declama um poema.
Speaker A
Para guardá-lo.
Speaker A
Pelo amor de Deus.
Speaker A
Pelo amor de Deus.
Speaker A
Por isso se declara e se declama um poema.
Speaker A
Para guardá-lo.
Speaker A
Por isso, melhor se guarda o voo de um pássaro do que um pássaro sem voos.
Speaker A
Esse poema é um pouco maior.
Speaker A
Mas eu quis trazer só esse pedacinho.
Speaker A
Talvez você se pergunte, até com uma certa angústia.
Speaker A
Por que é tão difícil começar?
Speaker A
Por que é tão árduo dar o primeiro passo em direção daquilo que você já decidiu conscientemente que precisa ser feito?
Speaker A
E mais, por que, mesmo sabendo que adiar só nos faz mal.
Speaker A
Nós insistimos em adiar?
Speaker A
Essa é a natureza, a anatomia da procrastinação.
Speaker A
E que, ao contrário do que parece e do que pensam, esse ciclo não nasce da preguiça.
Speaker A
A preguiça é o cansaço que te faz se acomodar, relaxar.
Speaker A
E a procrastinação é a tensão que te faz se preocupar demais.
Speaker A
E não conseguir descansar.
Speaker A
A primeira é a apatia e a segunda é a ansiedade.
Speaker A
A nossa querida amígdala, região do nosso cérebro associada às respostas emocionais, interpreta algumas tarefas como ameaçadoras.
Speaker A
Então, você entra em um estado primitivo de luta ou fuga ou congelamento.
Speaker A
Assim, nós passamos a não estar mais diante de uma tarefa comum.
Speaker A
Nós estamos agora diante de um campo minado emocional.
Speaker A
Por isso é tão comum adiar o que importa para nós.
Speaker A
Mas essa exposição também nos lembra do risco de falhar, de sermos julgados.
Speaker A
De não estarmos à altura das nossas expectativas.
Speaker A
Muitas vezes, é exatamente o excesso de autocobrança que nos paralisa.
Speaker A
Quanto mais você teme falhar, mais você exige de si mesmo a perfeição.
Speaker A
E menos você começa.
Speaker A
Uma metáfora visual e emocional que eu acho que se encaixa aqui nesse tema da procrastinação como um ato de autodestruição.
Speaker A
É a obra Saturno Devorando seu Filho.
Speaker A
De Francisco de Goya.
Speaker A
É uma obra que pode ilustrar muito bem esse impulso sombrio que talvez exista dentro de nós, que nos faz preferir devorar a possibilidade de sucesso.
Speaker A
Do que correr o risco de falhar.
Speaker A
O Deus do tempo, temendo ser destronado, perder o trono para os seus próprios descendentes.
Speaker A
Devora aquilo que ele mesmo gerou.
Speaker A
É exatamente isso que, muitas vezes, fazemos com os nossos projetos.
Speaker A
Os matamos antes que eles cresçam.
Speaker A
Não por crueldade, mas por medo.
Speaker A
Por isso que eu uso essa técnica que eu aplico todos os dias, inclusive, porque todo dia eu procrastino.
Speaker A
E é impressionante perceber que depois que eu entrei para a faculdade de psicologia.
Speaker A
Eu me trato como se fosse um ratinho de laboratório.
Speaker A
Todas as técnicas e reforços positivos.
Speaker A
Eu quero aplicar em mim mesmo.
Speaker A
Maluko.
Speaker A
Maluko.
Speaker A
Maluko.
Speaker A
Rapaz, não tinha ninguém na minha casa.
Speaker A
Ao transformar uma tarefa em uma ação menor, o cérebro reduz a resposta à ameaça.
Speaker A
Ao invés de você dizer, eu preciso estudar três horas para aquela prova.
Speaker A
Diga, eu vou abrir o livro e ler uma página.
Speaker A
Ou, eu vou me sentar na frente do computador.
Speaker A
E abrir o arquivo.
Speaker A
Essa pequena ação, por mais que pareça mínima, é o que inicia o movimento.
Speaker A
E uma vez que o cérebro começa, ele entra no chamado efeito de inércia comportamental.
Speaker A
Que é a tendência de continuar o que começou, de manter o comportamento atual.
Speaker A
Mesmo diante de novas informações.
Speaker A
Essa tendência pode trazer malefícios também, pode ser olhada com um olhar negativo.
Speaker A
Por exemplo, quando alguém se mantém em um emprego insatisfatório.
Speaker A
Em um emprego ruim.
Speaker A
Por medo de tentar algo novo.
Speaker A
O efeito Zeigarnik da psicologia comportamental, se eu não me engano, também se aplica aqui.
Speaker A
Que é aquele incômodo de deixar algo inacabado nos faz continuar.
Speaker A
Só de você pensar que ele tá pela metade.
Speaker A
Você quer acabar.
Speaker A
Então, quando você começar a procrastinar, lembra dessa regrinha aqui que eu criei para mim.
Speaker A
Um passo minúsculo diminui o medo.
Speaker A
Aciona a dopamina.
Speaker A
E te faz seguir em frente.
Speaker A
Que a vontade não se esgote por não ter onde descansar.
Speaker A
Talvez, é bom esclarecer isso também.
Speaker A
O que nos falta não seja a força de vontade.
Speaker A
Mas um lugar onde a força de vontade possa repousar.
Speaker A
O que me faz lembrar daquela pintura do Paul Gauguin.
Speaker A
Que eu acho que é dele.
Speaker A
A semente de Aroe, Aroe.
Speaker A
Alguma coisa assim.
Speaker A
Por mais que pareça simples, né, mostra uma mulher sentada, repousando.
Speaker A
É muito simples, mas em tudo ali eu enxergo a paciência.
Speaker A
O repouso, o descanso ancestral.
Speaker A
Existem, sim, as motivações intrínsecas e extrínsecas.
Speaker A
Mas, no fim, a verdade última é simples e até científica.
Speaker A
Você vai continuar fazendo aquilo que você gosta de fazer.
Speaker A
Ou aquilo que faz você gostar de quem você está se tornando ao fazer.
Speaker A
É mais fácil você voltar para a academia quando o ambiente te acolhe.
Speaker A
É mais fácil ser constante quando você para de se julgar tanto por oscilar.
Speaker A
Todos nós oscilamos, galera, todos nós nos perdemos em algum momento.
Speaker A
Perder-se também é caminho.
Speaker A
Já dizia Clarice, né?
Speaker A
Até os mais experientes erram.
Speaker A
A gente tropeça no próprio pé quando caminha.
Speaker A
Isso que a gente caminha desde que aprendeu a caminhar, que é, é, há muito tempo.
Speaker A
E a gente tropeça.
Speaker A
A gente, a gente é profissional em caminhar.
Speaker A
E a gente tropeça no pé.
Speaker A
Às vezes, inclusive, desistir é o que nos permite continuar.
Speaker A
É o que nós estamos precisando para conseguir continuar.
Speaker A
Talvez o medo seja só isso mesmo, um chamado sussurrado para que você comece.
Speaker A
Mesmo sem garantia, mesmo sem nada.
Speaker A
Corro perigo como toda pessoa que vive, e a única coisa que me espera é exatamente o inesperado.
Speaker A
Clarice Lispector.
Speaker A
É bom lembrar que se a gente tá lidando com muito.
Speaker A
Tá tudo bem fazer um pouco menos.
Speaker A
E antes de pensar que a gente é uma pessoa difícil.
Speaker A
É bom lembrar que a gente é uma pessoa.
Speaker A
Muito obrigado pela sua companhia mais uma vez nesse vídeo.
Speaker A
Sei que eu enrolo demais e talvez eu não traga respostas óbvias.
Speaker A
E não muito práticas.
Speaker A
Mas.
Speaker A
Acho que a vida é isso aí, né?
Speaker A
Enfeitar tudo para que a gente se esqueça que dificilmente sentiremos algo de novo.
Speaker A
Não quero terminar o vídeo com esse baixo astral, não.
Speaker A
Chega de coisas para baixo no rock and roll.
Speaker A
Para.
Speaker A
Sentiremos muito.
Speaker A
E que bom.
Speaker A
Fui.
Speaker A
Cena pós-crédito agora.
Speaker A
Quem ficou até agora, digita um.
Speaker A
Eu quero ver.
Speaker A
Galera, para os íntimos.
Speaker A
Que ficam até o final, eu tô pensando em disponibilizar a minha planilha.
Speaker A
Das frases de Clarice.
Speaker A
E também das todas as frases literárias que eu mais gosto, que eu vou catalogando aqui, né?
Speaker A
Então, tem muita coisa.
Speaker A
Olha só.
Speaker A
Muita coisa.
Speaker A
E, claro, tem outros escritores aqui, né?
Speaker A
Dostoiévski, Fernando Pessoa.
Speaker A
Eu tô pensando em disponibilizar para os membros.
Speaker A
É, eu sei, galera.
Speaker A
Ah, por que que tu não manda para todo mundo?
Speaker A
Porque isso aqui leva muito tempo para fazer.
Speaker A
E eu preciso oferecer algo para os membros, né?
Speaker A
Então, é justo, não?
Speaker A
Eu tô sendo muito mercenário em pensar nisso?
Speaker A
Por favor, comentem, eu gostaria de saber.
Speaker A
Eu quero também disponibilizar, talvez, algumas playlists lá para os membros.
Speaker A
Eu tô fazendo isso porque não teve vídeo nos últimos dois meses para os membros.
Speaker A
Que eu tô cheio de trabalho, cheio de publicidade para fazer.
Speaker A
E aí não me sobra tempo para pensar lá nos membros.
Speaker A
Mas, a partir de semana que vem, eu vou já começar a dar essa atenção, porque, querendo ou não, é uma coisa que eu gosto de fazer.
Speaker A
De ter essa intimidade, de criar essa comunidade.
Speaker A
Uma última coisa que eu gostaria de falar é que eu tô bastante motivado para os próximos vídeos.
Speaker A
Depois dessa viagem, que, inclusive, foi incrível.
Speaker A
Voltei renovado, gente.
Speaker A
Que sensação, é, de liberdade, assim, que você tem lá no, no aeroporto.
Speaker A
Tá ali só com você e aí você vai ter que lidar com tudo aquilo.
Speaker A
E você vai ter que resolver tudo.
Speaker A
Mudou o portão de embarque, o voo atrasou, tem que despachar bagagem.
Speaker A
Eu vou começar a andar de avião agora.
Speaker A
Então, não existe só o Rio de Janeiro.
Speaker A
Existe o mundo.
Speaker A
Imagina os vídeos.
Speaker A
Não vou nem falar.
Speaker A
Imagina os vlogs.
Speaker A
Galera.
Speaker A
Tô aqui passando sufoco na Indonésia.
Speaker A
Socorro.
Speaker A
O que que eu faço?
Speaker A
Não sabia que não podia comer javali.
Speaker A
Tô animado.
Speaker A
Ah.
Speaker A
Vai começar também as minhas aulas.
Speaker A
Infelizmente e felizmente.
Speaker A
Na verdade, já começou, né?
Speaker A
Começou essa semana, só que eu não vou nessa semana, porque é a primeira semana.
Speaker A
E eu tenho um monte de coisa para fazer.
Speaker A
Então, e vou gravar também o primeiro vlog das aulas.
Speaker A
Né?
Speaker A
O volta às aulas.
Speaker A
Então, agora deixa eu finalizar esse vídeo.
Speaker A
Porque eu preciso começar a editar o vídeo, né?
Speaker A
Ninguém tem pena do youtuber, né?
Speaker A
Ninguém tem pena do estudante.
Speaker A
Mas tá tudo bem.
Speaker A
Tá tudo bem.
Speaker A
Ah, Diogo, não gostou?
Speaker A
Vai bater uma laje.
Speaker A
Tá bom.
Speaker A
Tá bom.
Speaker A
Essa piada não, não cabe mais, tá?
Speaker A
Beijo.
Speaker A
A todos que ficaram até o final.
Speaker A
Ó.
Speaker A
Nessa camisetinha da, não.
Speaker A
Fui.
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