Entenda os 5 riscos biológicos reais do uso dos medicamentos Ozempic e Mounjaro para emagrecimento rápido.
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Key Takeaways
- Ozempic e Mounjaro funcionam, mas têm custos biológicos importantes que afetam a saúde a longo prazo.
- Perda de massa muscular é um risco significativo e prejudica o metabolismo e a longevidade.
- O efeito rebote e alterações no sistema de recompensa alimentar dificultam a manutenção do peso perdido.
- Alterações digestivas e deficiências nutricionais são consequências comuns do uso desses medicamentos.
- É fundamental entender a fisiologia para tomar uma decisão consciente sobre o uso desses fármacos.
What the video covers
- Ozempic e Mounjaro são agonistas de GLP1 usados para emagrecimento e controle do diabetes tipo 2.
- Eles funcionam imitando hormônios naturais que reduzem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico.
- Embora eficazes para perda de peso, causam adaptações metabólicas que podem desacelerar o metabolismo.
- Perda significativa de massa muscular ocorre, o que prejudica a taxa metabólica basal e o controle glicêmico.
- O efeito rebote é comum após a interrupção, com aumento do apetite e possível recuperação rápida do peso.
- Alterações digestivas como náuseas, constipação e gastroparesia podem ocorrer devido à redução da motilidade gástrica.
- Pode haver deficiência nutricional por redução da ingestão e absorção de nutrientes.
- O sistema de recompensa alimentar é afetado, podendo gerar ansiedade e aumento do desejo por comida após o uso.
- O uso contínuo desses medicamentos não reflete o funcionamento fisiológico natural do corpo.
- A decisão pelo uso deve ser consciente, considerando os riscos biológicos e não apenas a eficácia imediata.
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Speaker A
O atalho visual pode até ser sedutor, mas às vezes ele cobra um preço biológico.
Speaker A
Você já parou para pensar uma coisa? Se emagrecer rápido fosse realmente a solução, por que que tantas pessoas voltam a engordar depois? E mais importante ainda, será que voltar a engordar é o único preço biológico que o corpo paga quando você silencia a fome através de um medicamento?
Speaker A
Hoje nós vamos falar sobre dois medicamentos muito conhecidos: Ozempic e Mounjaro.
Speaker A
Ambos pertencem à classe dos agonistas de GLP1. Mas hoje eu não vou falar com polêmica e muito menos com julgamento.
Speaker A
Hoje eu vou falar com fisiologia. Porque quando você entende o que está acontecendo dentro do seu corpo, fica muito mais fácil você decidir se vale a pena ou não. E se você assistir até o final desse vídeo, essa decisão ficará muito mais clara para você. No final, a escolha é sempre sua, mas será uma escolha muito mais consciente. Uma coisa precisa ficar clara desde o início, hein?
Speaker A
Sim, é totalmente possível perder gordura usando o medicamento da classe GLP1. Isso já foi demonstrado em diversos estudos.
Speaker A
A curto prazo, elas ficam satisfeitas. Então, se a sua pergunta era apenas, funciona? A resposta é simples: sim, funciona.
Speaker A
Mas a pergunta mais importante não é essa. A pergunta correta é: vale a pena? E é exatamente isso que vamos descobrir aqui. Porque hoje eu vou falar mostrando cinco motivos biológicos que precisam ser considerado antes de usar esse tipo de medicamento.
Speaker A
Mas primeiro precisamos entender como eles funcionam. Esses medicamentos atuam imitando hormônios naturais do corpo, os chamados agonistas hormonais.
Speaker A
Ou seja, o que são agonistas? São moléculas que se ligam a receptores do organismo e imitam o efeito de um hormônio natural.
Speaker A
No caso do Ozempic, o princípio ativo é a semaglutida, e ele atua apenas no receptor da GLP1. O GLP1 é um hormônio produzido nas células L do intestino, e ele é produzido quando nós comemos. Ele tem algumas funções importantes: reduzir o apetite, retardar o esvaziamento gástrico, aumentar a liberação de insulina após as refeições, reduzir a liberação de glucagon. Por isso, ele foi desenvolvido inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2.
Speaker A
Já o Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, atua de forma um pouco diferente. Ele estimula dois hormônios ao mesmo tempo: o GLP1 e o GIP. O GIP é outro hormônio intestinal, produzido nas células K do intestino. Ele também participa da resposta metabólica após a alimentação e pode influenciar o metabolismo da gordura. Por isso, alguns estudos mostram que a tirzepatida pode gerar perda de peso ainda maior.
Speaker A
Mas agora vem a pergunta importante. Quando alguém perde 10, 15, 20 kg, a primeira coisa que todo mundo olha é a balança.
Speaker A
É assim que ela se dá conta dessa perda.
Speaker A
A pergunta correta é: o que exatamente essa pessoa perdeu? Porque emagrecer não é apenas reduzir peso.
Speaker A
Emagrecer de forma saudável significa preservar músculos, manter o metabolismo, proteger os mecanismos de sobrevivência do corpo. E é aqui que começa alguns problemas. O que é o GLP1 na fisiologia normal?
Speaker A
O GLP1 natural é um hormônio temporário. Ele sobe quando você come, ajuda o corpo a lidar com a refeição, coordena o processo digestivo e estimula a insulina. E depois? Depois ele desaparece. Ele é um hormônio de contexto.
Speaker A
Ele precisa ser convocado para atuar e o contexto qual é? A refeição. É necessário ter a refeição para que ele atue.
Speaker A
Já o medicamento, ele faz algo diferente. Ele mantém esse sinal ativo por muito mais tempo. É como transformar um interruptor que deveria acender por alguns minutos e depois desligar, em uma luz que fica ligada o tempo todo. É isso que o medicamento faz. E o corpo humano não foi projetado para funcionar assim continuamente. E o que acontece então? Quando alguém usa um agonista de GLP1, a fome diminui, a pessoa come menos, o cérebro entende que tudo está sob controle. Mas o corpo físico interpreta a situação de uma outra forma. Porque menos alimento significa menos energia, e biologicamente isso pode ser interpretado como escassez, como falta de alimento. Então, o organismo reage de maneira a como ele aprendeu ao longo de milhares e milhares de anos. Ele começa a reduzir o gasto energético, diminuir o metabolismo, economizar energia, ou seja, entra no modo sobrevivência.
Speaker A
Existe também um conflito hormonal importante. No pâncreas, nós temos dois hormônios principais: insulina e glucagon. A insulina responsável por armazenar energia nas células, o glucagon responsável por mobilizar, por retirar essa energia durante o período em que nós não estamos nos alimentando. Enquanto a insulina guarda, o glucagon, ele libera esse estoque. O GLP1 reduz a liberação de glucagon. Quando isso acontece de forma contínua, criamos uma situação metabólica curiosa. O corpo recebe sinal para armazenar energia, mas a pessoa não está ingerindo alimento suficiente. Porque essa medicação tira a fome. E isso cria uma adaptação metabólica artificial. Não é exatamente um erro da fisiologia, mas é uma interferência induzida pelo medicamento. Agora vamos aos cinco custos biológicos do uso das canetinhas.
Speaker A
Muitas vezes chamado apenas de efeitos colaterais, mas na realidade, são consequências previsíveis. Perda de massa muscular. Uma parte significativa do peso não é gordura.
Speaker A
Aquele peso perdido não é gordura. É massa magra. E estudos mostram que aproximadamente, nós não falamos, mas está nos estudos, a liraglutida faz uma perda de massa magra de 25 a 35%. A semaglutida de 35 a 40%, que é o Ozempic, e a tirzepatida, que é o Mounjaro, de 25 a 30%. Então, olha só, ou seja, né? Em média, 1/3 do peso perdido pode ser músculo.
Speaker A
E não é isso que você quer perder, você quer perder gordura. E músculo é um dos principais determinantes da taxa metabólica basal. Mais músculos significa melhor controle da glicemia, menor resistência à insulina, maior longevidade. Ao passo que ter menos músculo significa metabolismo mais lento, e isso ajuda a explicar por que muitas pessoas recuperam o peso depois.
Speaker A
Outra coisa é o efeito rebote. Quando o medicamento ele é interrompido, o metabolismo já pode estar mais lento. O corpo entra em modo defensivo. E o organismo tenta repor a energia perdida. Correr atrás do tempo perdido, né? É o famoso efeito sanfona, mas muitas vezes ainda mais intenso.
Speaker A
Terceiro, alterações digestivas. É, esse medicamento diminui a motilidade, o movimento do estômago, e isso pode gerar o quê? Náuseas, constipação, refluxo, estufamento, aumento de gases, e em alguns casos, muito raros, pode ocorrer gastroparesia, ou seja, atraso importante no esvaziamento do estômago. Isso acontece porque há uma modulação complexa do eixo cérebro-intestino.
Speaker A
Quarto, deficiência nutricional. Se a pessoa come menos e a digestão também é alterada, podem ocorrer deficiência de proteínas, de vitaminas, minerais, eletrólitos, e isso pode gerar sintomas como fadiga, queda de cabelo, fraqueza muscular. E nem sempre essas alterações aparecem imediatamente nos exames, mas muitas vezes se manifestam no corpo. O quinto é a alteração do sistema de recompensa. Comer também ativa circuitos de prazer no cérebro, principalmente relacionados à dopamina. Quando esse mecanismo é alterado artificialmente, pode ocorrer mudança no comportamento alimentar. Quando o medicamento é suspenso, o desejo por comida pode voltar de forma mais intensa. Olha só, ele tirou a fome, mas quando você interromper, ele pode. Isso pode gerar o seguinte: com o aumento da fome, puxa, você não queria voltar a ganhar peso, isso pode gerar ansiedade agora. Vai gerar aumento do apetite, dificuldade de controlar, do, no controle alimentar.
Speaker A
E uma reflexão importante: muitas pessoas pensam assim: se eu não estou sentindo nada grave, então está tudo seguro. Mas a biologia não funciona dessa forma. Muitas doenças são silenciosas por anos. Exemplo: o diabetes, a hipertensão, até mesmo alguns cânceres. O fato de algo funcionar agora não significa que seja ideal a longo prazo. Então, esses medicamentos são inúteis? Não. Eles têm utilidade clínica.
Speaker A
Principalmente no tratamento do diabetes tipo 2. E em alguns casos de obesidade, quando bem indicados e bem acompanhados. Mas eles precisam ser entendido como ferramentas e não como solução metabólica definitiva, como o remédio que resolve o problema. Não é assim. Porque saúde metabólica verdadeira não é fazer com que a pessoa sinta ausência de fome. Significa flexibilidade metabólica. A capacidade do corpo de armazenar energia, mobilizar energia, se adaptar. É isso que a gente busca.
Speaker A
Então a conclusão: o atalho visual pode até ser sedutor, mas às vezes ele cobra um preço biológico. Silenciar a biologia não é o mesmo que restaurá-la. A verdadeira estratégia metabólica não é suprimir o corpo, suprimir o hormônio, suprimir sentimentos, é reeducar a fisiologia.
Speaker A
Agora eu quero saber a sua opinião. Você acha que vale a pena usar esses medicamentos? Sabendo dessas coisas? Escreva aqui nos comentários. Se você quer aprender mais sobre saúde baseada em fisiologia real e não apenas em resultados rápidos, então este canal é para você. Porque aqui não silencia o corpo. Aqui eu te ajudo a entendê-lo. Um forte abraço. Que Deus os abençoe sempre.
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