Rômulo Iraúna explica a tradição da Jurema Sagrada e Catimbó, desmistificando conceitos e compartilhando sua pesquisa e experiência.
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Key Takeaways
- Catimbó é uma prática ancestral de cura com fumaça de plantas, não um malefício.
- Jurema é uma planta sagrada e um sacramento ritualístico com propriedades medicinais e espirituais.
- A tradição da Jurema tem raízes indígenas e afro-brasileiras, com forte valor cultural e religioso.
- A pesquisa e documentação da Jurema são essenciais para preservar e valorizar essa tradição.
- É importante combater preconceitos e desinformações sobre a Jurema e o Catimbó.
What the video covers
- Rômulo Angélico, conhecido como Rômulo Iraúna, apresenta sua trajetória como historiador e pesquisador da Jurema Sagrada.
- Explica o significado do termo Iraúna, que vem do tupi antigo e significa pássaro preto.
- Desmistifica o conceito de Catimbó, mostrando que significa 'fumaça de mato' e é uma prática de cura ancestral com plantas.
- Detalha o uso da defumação e vaporização de plantas como método terapêutico e espiritual na tradição indígena.
- Apresenta a Jurema como planta sagrada do Nordeste brasileiro, usada para preparar um sacramento ritualístico.
- Ressalta o princípio ativo da Jurema, a metró, e seu efeito antidepressivo natural.
- Comenta sobre a importância dos livros que publicou relacionados à Jurema e Catimbó.
- Fala sobre a resistência cultural indígena e afro-brasileira e a preservação da tradição da Jurema.
- Enfatiza a necessidade de respeitar e valorizar a Jurema como uma religião e ciência ancestral.
- Critica a visão colonialista que associa a Jurema e Catimbó a práticas negativas ou demoníacas.
Chapters
- 00:00Introdução e canto do ponto da Jurema
- 03:55Apresentação de Rômulo Iraúna e significado do nome
- 07:35Desmistificando o Catimbó: origem e significado
- 11:49O que é a Jurema: planta sagrada e sacramento ritualístico
- 15:31Resistência cultural indígena e afro-brasileira
- 19:49Trajetória pessoal e estudos sobre a Jurema
- 24:25Importância dos livros e pesquisa sobre a Jurema
- 30:49Valorização e respeito à tradição da Jurema e Catimbó
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Speaker A
Lá no pé da Jurema, meu ponto firmeza, sete caximba acende de uma vez.
Speaker A
Lá no pé da Jurema, meu ponto firmei, sete caximba acende de uma vez. Tem, tem.
Speaker A
Mandei para lá, vai fumar só para onde eu mandar. Tem, tem.
Speaker A
Mandei para lá, vai te fumaça para onde eu mandar. Lá no pé da Jurema, meu ponto certo, cachimbo acende de uma vez.
Speaker A
Boa noite a todos e todas, meus amigos e amigas, meus irmãos e minhas irmãs. Saúde à Divina presença na vida e na
Speaker A
existência de cada um, de cada um de vocês. Tem, tem. Mandei para lá, vai fumaça para onde eu mandar. Tem, tem.
Speaker A
Mandei para lá, vai fumaça para onde eu mandar. E a minha pisada é uma só, é na raiz do Catimbó.
Speaker A
E a minha pisada é uma só, é na raiz do Catimbó. Tem, tem. Mandei chamar, vai fumaça para onde eu mandar.
Speaker A
Tem, mandei chamar, vai fumaça para onde eu mandar. Boa noite a todos e todas, meus amigos e amigas, meus irmãos e
Speaker A
minhas irmãs. Saúdo a divina presença na vida e na existência de cada um e cada um de vocês. Salve a Jurema santa e sagrada em nossa vida, em nossa jornada. Muito grato pela presença. Meu objetivo aqui hoje com esta live
Speaker A
é conversar um pouco com vocês a respeito do trabalho que eu venho realizando. Tá certo? Alguns já seguem meu perfil, tá? Outros, eu acredito, não seguem meu perfil, mas de qualquer forma, muito obrigado pela presença, tá? Então o
Speaker A
seguinte: para quem não me conhece, meu nome é Rômulo Angélico, mais conhecido por aqui como Rômulo Iraúna. Mas o que é Iraúna? É um termo do tupi antigo que, na língua portuguesa, quer dizer pássaro preto, o pássaro conhecido como graúna.
Speaker A
Tá? O nome desse pássaro, da espécie do pássaro, na língua tupi, significa pássaro preto. Tá? Eu sou Rômulo Angélico, mais conhecido como Rômulo. Sou historiador juremeiro, com a graça de Deus, e venho há quase 20 anos realizando pesquisas constantes sobre essa tradição
Speaker A
de matriz indígena chamada Jurema, Jurema Sagrada, Jurema Catimbó, Catimbó Jurema. Ao longo desse tempo de pesquisa, eu lancei alguns livros sobre o tema. O primeiro foi publicado há quase 15 anos atrás, tá? Se chama Espiritualidade Indígena e Cultua a Jurema do Rio Grande
Speaker A
do Norte. O segundo se chama Fumaça de Mato: 15 Recados de uma Aspirante a Catimbozeiro. O terceiro livro se chama Visões de Catimbó: Elementos da História Indígena e do Catimbó Jurema de Canguaretama. O quarto, dentro dessa linha de pesquisa,
Speaker A
foi lançado ano passado, se chama Canindé e da Jurema. Graças a Deus, muita gente já adquiriu esse livro, rapidinho a edição se esgotou. Aliás, está quase esgotada, né? Eu estou prestes a lançar um outro chamado Breviário de Feitiçaria Natural,
Speaker A
que, após o Breviário de Feitiçaria Natural, pretendo, com a graça de Deus e para honra e glória de Deus, publicar um livro chamado O Livro do Mago Juremeiro. Mas antes de falar sobre esses livros, eu gostaria de compartilhar um pouco de minha
Speaker A
trajetória na Jurema Santa Sagrada, tá? E de vez em quando cantando uns pontos de Jurema. Mas aí vai a pergunta: o que é Jurema? O que é Jurema Sagrada? O que é o Catimbó Jurema? Vamos conversar um pouco sobre isso.
Speaker A
Foi por isso que eu comecei cantando esse ponto, comecei a live cantando esse ponto: lá no pé da Jurema, meu ponto firmei, sete caximba acende de uma vez. Lá no pé da Jurema, meu ponto vermelho, sete cachimbo acende de uma vez. Tem, tem.
Speaker A
Mandei para lá, vai te fumaça para onde eu mandar. Tem, tem. Mandei para lá, vai fumaça para onde eu mandar. Lá no pé da Jurema, de um trago que eu dei, sete cigarro acende de uma vez. Lá no pé da
Speaker A
Jurema, de um trago que eu dei, sete cigarra acende de uma vez. Tem, tem. Mãe, deixa amar, vai te fumaça para onde eu mandar. Tem, tem. Mandei chamar, vai te fumaça para onde eu mandar. E a minha pisada é uma só, é na raiz do Catimbó.
Speaker A
E a minha pisada é uma só, na raiz do Catimbó. E aí é o seguinte, vamos lá: o que é que significa a palavra Catimbó e o que é Jurema? Vamos começar pelo termo Catimbó, que muita gente não compreende o sentido.
Speaker A
Muita gente não compreende o significado dessa expressão e considera como se Catimbó fosse um malefício feito por alguém, um malefício mágico, um trabalho mágico escuso realizado com o objetivo de prejudicar as pessoas. Mas não é por aí, não, tá? O que
Speaker A
é que significa a palavra Catimbó? A palavra Catimbó é uma expressão do tupi antigo, originária do tupi antigo, certo, que significa em língua portuguesa fumaça de mato. [Música] Traduzido para o português é mato, planta, erva, e Timbó é fumaça.
Speaker A
Então a palavra Catimbó quer dizer, em língua portuguesa, fumaça de mato ou vapor de erva. Mas por que um dos nomes que a nossa religião recebe é Catimbó? Simplesmente porque, desde a época de nossos ancestrais, os
Speaker A
grandes pajés, os grandes caraíbas, trabalhos de cunho mágico medicinal eram realizados mediante a fumaça das plantas, o que hoje as pessoas chamam de aromaterapia, pós-moterapia, vaporização, fumaçada, defumação. A defumação é o Catimbó. Então os pajés conheciam os segredos das plantas.
Speaker A
Parte desse conhecimento foi transmitido oralmente para os mestres que passaram a se tornar sacerdotes, juros, né? Os mestres conhecem o segredo de muitas plantas, graças a Deus, e uma das formas de realizar curas, principalmente curas de ordem psíquica,
Speaker A
emocional, energética, é através da queima de determinadas plantas. Determinadas plantas podem ser utilizadas para a cura de certos males, de certas doenças, e a defumação, a vaporização, a fumaçada não deixa de ser uma prática aromaterápica, tá? Então os pajés selecionavam as
Speaker A
plantas necessárias para debelar uma determinada doença, colocavam em seus cachimbos, em seus charutos, em seus braseiros e defumavam o doente. A transformação proporcionada pelo fogo, a transmutação, aliás, proporcionada pelo fogo agindo sobre plantas determinadas liberava compostos aromaterápicos que tanto épuravam,
Speaker A
limpavam os doentes como sendo inaladas determinadas substâncias, sendo inaladas, né, atuavam agindo sobre o sistema nervoso, agitavam o cérebro, faziam com que o cérebro liberasse substâncias que auxiliavam a cura física dos doentes, tá? Então, em linhas gerais, a cura através da fumaça, cura através da
Speaker A
defumação é o que a gente chama Catimbó, que muita gente acha que é um malefício, que é uma coisa ruim. Não quer dizer que alguém possa usar uma defumação para fazer mal para alguém. Se alguém conhecer o que é, o que deve
Speaker A
ser utilizado na fumaça para prejudicar alguém, essa pessoa vai fazer. Tá? Mas os pajés e os bons mestres procuram utilizar a fumaça para limpar as pessoas, para proteger as pessoas, para curar as pessoas. Tá certo? Então tá aí, como todos os ritos
Speaker A
indígenas do Nordeste brasileiro fazem uso da fumaça de plantas medicinais, de modo especial da fumaça de uma planta super sagrada para gente, que é o tabaco. Tá? A religião recebeu esse nome Catimbó. Agora vamos lá: e o que é Jurema?
Speaker A
Jurema é um termo que dentro de nossa tradição possui diversos significados, tá? A Jurema é uma planta sagrada, é um vegetal característico do Nordeste brasileiro, de modo especial do Sertão nordestino. A gente também encontra Jurema no litoral, tá? Mas a Jurema ela se torna muito
Speaker A
mais forte, muito mais presente, muito mais abundante. A Jurema é... Boa noite. Saúdo a divina presença na existência de cada um, em cada um de vocês. Muito obrigado pela presença. Então a Jurema é uma planta sagrada, característica do Nordeste brasileiro. A
Speaker A
Jurema é um nome que se dá a uma bebida, um sacramento ritualístico religioso preparado com essa planta. As pessoas extraem as cascas do tronco da Jurema, ou a raiz da Jurema, ou as folhas da Jurema, e preparam uma bebida
Speaker A
chamada Jurema, que não é uma bebida que as pessoas ficam tomando a torto e a direito por aí. É um sacramento, é uma bebida comungada ritualisticamente em sessões de cura, tá? Porque isso é surge cura, salto. A força, meu irmão
Speaker A
Edson, porque a Jurema tem como [Música] princípio ativo uma substância chamada de metró, que é simplesmente o mais poderoso antidepressivo natural deste planeta. Então Jurema é uma planta de poder, uma planta mestra, uma planta de ciência, tá? Com a qual os pajés e os mestres
Speaker A
preparam uma bebida sacramental que geralmente é comungada em ambiente religioso. [Música] Tá salvo, Fabiano, salvo da força, meu irmão. Muito obrigado pela presença. Então a Jurema é a planta, a Jurema.
Speaker A
chirimbabus tá A Jurema é uma Cabocla que se manifesta na umbanda se manifesta no Santo Daime e a Jurema é uma divindade é o ser Divino Deixa eu voltar aqui para ver aqui o que é que vocês estão um
Speaker A
salve para Limoeiro salve toda a ciência A Jurema pode estar inserido na Quimbanda através dos Mestres do reino da Mata bem É o seguinte existe uma uma conexão histórica entre a Jurema e as tradições afromerindas afro-brasileiras aliás tá A Jurema deixa
Speaker A
eu tentar ser bem objetivo o culto a Jurema ele é proto brasileiro porque porque confirmo isso porque antes do Brasil se formar como nação antes dos limites geográficos e políticos do que hoje chamamos Brasil terem sido instituídos o culto a Jurema
Speaker A
já existia existem pinturas rupestres aqui no Nordeste que fazem referência é um culto a Jurema pré-cabralino pré-histórico Então antes das Fronteiras políticas geográficas institucionais que formam o que chamamos Brasil terem sido instituídas o culto da Jurema já existia
Speaker A
E aí a partir do século 16 quando os portugueses invadem o território brasileiro e vão dominando tudo e matando os índios etc o Brasil vai se formando politicamente falando geograficamente falando né E aí nesse contexto Colonial os africanos começaram a serem trazidos
Speaker A
para cá para ser escravizados E aí em alguns aldeamentos e em alguns Quilombos os indígenas e os africanos foram se unindo ali para resistir para combater a colonização para combater a escravidão quando a gente fala escravo geralmente a
Speaker A
gente pensa no negro o negro foi escravizado e o índio também só que o índio era chamado negro da terra e o negro era chamado geralmente negro de guiné mas negros de origem africana e negros indígenas negros da
Speaker A
terra foram escravizados igualmente certo mas aí se uniram e nessa União nós encontramos famílias de Jurema espalhadas pelo nordeste família juremeiras que possuem elementos muito fortes e tradições de origem africana tá E aí nós encontramos um alinhamento entre a Quimbanda e o Catimbau Jurema a
Speaker A
quem diga que não existe mas respeito esse ponto de vista mas existe um culto a Exu na jurema nem toda família de Jurema cultura show mas existem famílias que cultuam existem mestres de Jurema que são chamados Mestres quimbandeiros
Speaker A
existem Caboclos de Jurema que são chamados caboclos quimbandeiros existem mestres de esquerda de Jurema que descem para trabalhar na linha de Exu assim como tem Exu que passa a trabalhar na linha de Jurema lembrando Exu mestre de esquerda é mestre de esquerda
Speaker A
Tá mas ocorre um alinhamento tá algumas das funções e atribuições de um mestre de esquerda são análogas as atribuições de Exu no universo da quimband no universo da Umbanda tá E aí é possível que essa interação ocorra em um outro acaso e outras não
Speaker A
existem casas que tratam exclusivamente com Encantados dentro da perspectiva indígena um pássaro Encantado uma cobra Encantada um raiseiro uma Parteira acabou com curandeira um pássaro sagrado da ação família de Jurema que preservam elementos muito fortes da encantaria indígena
Speaker A
Pois é muito grato pela pela presença lá na jurema tem um pé de Ingá lá na jurema tem um pé de Ingá Aonde a lua clareia os caminhos para o bom mestre passar aonde a lua clareia os caminhos para o bom
Speaker A
mestre passar Jurema Jurema Olha o teu Jurema Jurema Jurema Olha o teu Jurema lá na jurema tem um pé de Ingá lá na jurema tem um pé de Ingá Aonde a lua clareia os caminhos para o bom mestre passar aonde
Speaker A
a lua clareia os caminhos para o bom mestre passar Jurema Jurema Olha o teu Jurema Jurema Jurema Olha o teu Jurema e lá estava eu em meados de 2005 em metros de 2005 dando aula de cultura do Rio Grande do Norte em um município
Speaker A
chamado Canguaretama localizado no litoral sul aqui do Estado do Rio Grande do Norte não fazia ideia da diferença de umbanda espiritismo Candomblé e Catimbó primeira tudo a mesma coisa na minha visão limitada e na época Olha que eu comecei a estudar a
Speaker A
espiritualidade alta magia tarô Aos 8 anos de idade aliás fui comecei a praticar yoga yoga por volta dos seis anos de idade depois minha mãe comprou um tarot eu comecei a estudar sobre o Espírito elementais e feitiçaria criança mas não chegava junto
Speaker A
do Povo de terreiro preconceito o nome desse negócio eu era vítima de preconceito como muita gente é vítima e para mim era tudo uma coisa só espiritismo Umbanda candomblé católica só até o momento em que [Música] houve uma feira de ciências lá em
Speaker A
Canguaretama e o tema da feira foi religiões de Canguaretama E aí todas as escolas da cidade decidiram abordar apenas a religião cristã por mais que o tema fosse religiões de Canguaretama todo mundo só queria lidar com a religião cristã algumas
Speaker A
escolas iam pesquisar a Igreja Católica outras a igreja Protestante e tal e aí eu cheguei para o diretor da Escola que eu trabalhava eu falei aqui não tem candomblé ele disse tem mas ninguém quer saber disso é um tema que ninguém quer e
Speaker A
aí eu falei bem o tema da feira de ciências é religiões do Canguaretama se o candomblé existe aqui porque que ninguém vai falar sobre o Candomblé eu quero falar sobre o Candomblé e ele falou meu filho você vai procurar né
Speaker A
porque era bem jovem tem uns 23 anos meu Deus meu filho você vai procurar mas ninguém vai querer fazer esse trabalho com você que aí eu consegui reunir um grupo de 14 alunos fomos à procura de um terreiro de
Speaker A
candomblé mas incrivelmente lá em Canguaretama na época não havia candomblé lá só havia um centro espírita kardecista e quarenta e quatro centros de Jurema 44 casas que trabalhavam na jurema E aí eu achei aquilo ali interessante quando eu fui visitar o primeiro centro
Speaker A
com a equipe de alunos para tirar fotos fazer entrevistas para feira de ciências que assistir uma sessão a primeira sessão que eu assisti na minha vida eu entendi isso aqui não é tradição africana as pessoas não estão cultuando
Speaker A
os orixás aqui as pessoas estavam cultuando com as entidades espirituais Cacique Pena Branca um índio as pessoas estavam cultuando Mestres apelido um mestre juremeiro as pessoas estavam cultuando estrela do mar Encantado mestre Luiz das Aldeias do mar mestre Luiz é quem vem trabalhar
Speaker A
[Música] mestre Luiz das Aldeias do mar mestre Luiz é quem vem trabalhar [Música] mestre Luiz das Aldeias do mar mestre Luiz das Aldeias do mar com sua coroa para te clarear com sua coroa para te clarear E aí eu
Speaker A
pensei meu Deus isso não é candomblé mas o que que é isso foi lá que eu conheci o Catimbau Jurema E aí depois desse encontro em 2005 eu passei a visitar por curiosidade para querer saber como era as casas
Speaker A
juremeiras de Canguaretama fui visitava um terreiro passava um tempo estudando visitava outro ficava amigo do dono do terreiro da dona do terreiro da dirigente da sacerdotisa até o momento em que fui convidado a participar das sessões fechadas sessões
Speaker A
que ninguém mais poderia participar nos seus filhos da casa e em uma dessas sessões quando eu ia entrevistar o presidente da sessão comecei a errar comecei a sentir algo estranho pensei que ia desmaiar e sentir meu corpo dividisse o lado direito esquentar o
Speaker A
lado esquerdo esfriar E aí eu pensei meu Deus o que que tá acontecendo comigo será que é porque eu não me alimentei acho que é porque eu não jantei E pensei que ia desmaiar de repente uma senhora recebeu um mestre sob a força
Speaker A
dele E aí ele cantou tá chovendo tá relampiando tá trovejando e eu não posso passar tá chovendo tá relampeando tá trovejando e eu não posso passar é bonito e tem o que ver Antônio pele entrar no seu baiana é bonito e tem o que ver Antônio
Speaker A
entrar no seu baiana e ali começou o meu processo de desenvolvimento médico quando ele chegou para mim falou quem tem tem quem não tem Pede emprestado deixa o rapaz descer deixa o homem descer rapaz e na época eu
Speaker A
fiquei sem entender direito depois foi que eu fui entender [Música] que eu tinha mediunidade com a graça de Deus e de lá para cá mergulhei na jurema santa e Sagrada passei a visitar com muita frequência as aldeias aqui do Estado do Rio Grande do
Speaker A
Norte de modo especial Aldeia todos eleutérios mas também ao dia Mendonça da amarelão e outras aldeias foi aprender com os catimbozeiros fui aprender com os índios fui aprender com os caboclos tive a oportunidade de conhecer vários Mestres com a graça de Deus e Mestres
Speaker A
principalmente e em paralelo a isso foi realizando a pesquisa acadêmica né a pesquisa científica reunindo textos antigos livros antigos sobre Jurema sagrado e essa vivência no terreiro que durou anos né em terreiros me levou a um terreiro específico do Qual o seu
Speaker A
filho com a graça de Deus mas essa vivência também me permitiu como eu estava dizendo no começo da Live escreveu alguns livros sobre catimba Jurema o primeiro espiritualidade indígena e culto à Jurema no Rio Grande do Norte a
Speaker A
primeira pesquisa fala sobre a história do Catimbó Jurema os principais aspectos do Catimbau Jurema os principais elementos O que é um Toré O que é uma mesa de Jurema O que é uma mesa rasteira Quem são os mestres
Speaker A
porque a Jurema tem raiz indígenas foi o primeiro livro que eu publiquei espiritualidade indígena e cultura Jurema do Rio Grande do Norte segundo fumaça de Mato 15 recados de uma aspirante a catimbozeiro na época não me considerava ainda um
Speaker A
catimbozeiro realmente estamos sempre aprendendo e a Jurema a ciência isso eu ouvi de um dos meus grandes professores com a graça de Deus a Jurema a ciência que não tem fim quanto mais você trabalha nela quanto mais você trabalha
Speaker A
nela mas você aprende hoje o mestre traz uma coisa amanhã ele traz outra e depois ele traz outra e não tem fim tá então os primeiros recados que eu recebi dentro do Catimbau Jurema estão nesse livro fumaça de mato
Speaker A
15 recados de uma aspirante a catimbozeiro sobre a estrutura mediúnica de um juremeiro sobre o uso do Cachimbo tá sobre as tradições indígenas sobre a ciência dos antigos e por aí vai anos depois eu escrevi visões de Catimbó
Speaker A
visões de Catimbó é como uma continuação do espiritualidade indígena e cultura Jurema é como uma conta uma continuação tá porque porque eu tracei a história de alguns mestres de Canguaretama elaborei né pesquisei e escrevi transcrevi a história de alguns Encantados da Jurema
Speaker A
Encantados que se destacaram né que existem incontáveis Mestres e Mestres e caboclos e preto juremiros tal mas ali eu falei sobre mestre Carlos a florzinha da Mata dentre outros mestres e [Música] estabelecia ali né também humildemente falando as diferenças entre um bando de
Speaker A
Catimbó porque veja bem há pessoas que acreditam que só existe Catimbau Jurema dentro da Umbanda Tá mas não é bem assim não é um bando e Umbanda catebal Jurema Jurema obviamente aqui no Estado do Rio Grande do Norte pelo menos toda a casa
Speaker A
de umbanda é juremeira desconheço o caso de umbanda que não seja juremeira que não toque para Jurema que não realiza trabalho de Jurema tá mais um bando é umbanda Jurema Jurema a umbanda é brasileira a Jurema é próprio brasileira a umbanda surge no
Speaker A
sudeste tá A Jurema é surge no nordeste a umbanda tem uma forma de cultuar suas linhas de Exu de preto velho de Cigano tá o Catimbau Jurema tem sua liturgia própria seus ritos próprios seu próprio Sacramento sua própria história tá se
Speaker A
parecem em aspectos externo mas em aspecto interno são distintos tá então visões de Catimbó no visão de Catimbau fala sobre essa diferença e aí posteriormente eu escrevi o outro Canindé e da Jurema tentando resgatar o que foi possível ser resgatado Ao menos
Speaker A
para mim a sobre a história de um ser Divino de um rei Divino chamado Canindé que de fato existiu de fato esteve entre nós caminhou entre nós foi um dos grandes líderes que durante a guerra dos bárbaros o maior movimento de
Speaker A
resistência a colonização de combate à colonização ocorrido ali entre os séculos 16 entre os séculos 17 e 18 que ocorreu aqui no Estado do Rio Grande Norte mas envolveu a Paraíba também parte do Ceará tal foi liderado por ele
Speaker A
Canindé e até hoje esse ancestral de venizado é cultuado na jurema santa-sagrada tá a gente canta aqui na Mata eu ouvi um apito quem foi que será Quem é na mata eu ouvi um apito quem foi quem será quem é Sou eu Caboco de pena
Speaker A
sou eu príncipe Canindé sou eu o rei da Jurema sou eu mestre Canindé eu subi pela alma e desci pelo pé subi pela Rama e desci pelo pé arara Canindé Canindé Canindé arara Canindé Canindé Canindé eu subi pela Rama e desci pelo pé subi pela
Speaker A
Rama e desci pelo pé araracanindé Canindé Canindé arara Canindé Canindé Canindé Canindé estou te chamando o Canindé estou te chamando sete Caboclo flechando e a maldade se desmanchando Canindé estou te chamando o Canindé estou te chamando sete Caboclo frechando
Speaker A
e a maldade se desmanchando Minha nenenzinha bebe água de Coité Minha nenenzinha bebe água de Coité arara Canindé Canindé Canindé arara Canindé Canindé Canindé quem foi quem é É o rei Canindé quem foi quem é É o rei Canindé
Speaker A
quem foi quem é É o rei Canindé quem foi quem é É o rei Canindé por aí vai é um rei da Jurema escrevi lá o livro Canindé rei da Jurema Já graças a Deus vendi quase todos ainda
Speaker A
tem uns alguns guardados aqui uns cinco seis pra vender isso inclusive se alguém tiver interesse em adquirir só me procurar no privado tá e o livro que eu estou prestes a lançar agora se chama breviário de feitiçaria natural
Speaker A
para quem gosta de Catimbó para quem gosta de bruxaria para quem gosta de feitiçaria obviamente não ensino a prática de malefício mágico o que é que é um malefício mágico é a manipulação de energia ou a conjuração a
Speaker A
invocação de Um ser espiritual para prejudicar uma pessoa não ensino isso graças a Deus o livro abrevário de feitiçaria natural É voltado Justamente a transmissão de métodos para desmanchar os malefícios modos de purificação energética através de banho através de fumaça
Speaker A
tá com auxílio das plantas é por isso que se chama breviário de feitiçaria natural este livro está pronto abrir a pré-venda as pessoas estão adquirindo através da pré-venda assim que eu houver recolhido os valores para a impressão do livro
Speaker A
e o livro for de fato publicado eu envio para todo mundo que comprou através da pré-venda E aí se você sentir no seu coração e adquirir um exemplar de me ajudar tá com a publicação desse livro é só entrar em contato comigo e em
Speaker A
paralelo esse aí já tá pronto já tá tudo prontinho tá assim que eu juntar o valor que a gráfica pediu eu vou mandar ele para gráfica a gráfica em uma semana vai vai produzir né E aí eu começo a enviar quem me ajudou
Speaker A
através da pré-venda adquirindo através da pré-venda e o próximo Que também está em produção se chama o livro do Mago juremeiro e o livro do Mago juremeiro trata justamente do encontro que ocorreu aqui no nordeste brasileiro durante o
Speaker A
período colonial o encontro entre os índios juremeiros os judeus cabalistas que vieram morar aqui durante a colonização e as bruxas que vinham de Portugal viver aqui eram presas em Portugal eram mandadas para cá em degredo aqui no Nordeste
Speaker A
nordeste brasileiro perdão Houve essa fusão essa conexão esse encontro do juremeiros que eram perseguidos pelos cristãos dos cabalistas que eram perseguidos pelos cristãos e das bruxas que eram perseguidas pelos cristãos e Esses povos essas culturas essas espiritualidades se encontraram se
Speaker A
encontraram E aí surgiram as bruxas catimbozeiras as bruxas juremeiras os cabalistas juremeiros que quase ninguém fala nisso aí né mas existiu mas existe tá eu estaria abordando isso no livro do Mago juremeiro Boa noite Emanuel salve tua força
Speaker A
bem acabei falando demais não fico falando o tempo todo Essa é a segunda leve que eu participo aqui aliás essa é a primeira que eu estou no comando né sozinho assim a primeira estou aprendendo a usar essa ferramenta
Speaker A
viu agradeço a presença de vocês E caso alguém queira ter uma ideia dos trabalhos que eu realizo sobre Catimbó Jurema há duas outras redes né ferramentas virtuais que podem ser visitadas por vocês aqui no Tik Tok eu estou começando agora tô aprendendo a
Speaker A
usar ainda mas lá no YouTube a um canal chamado arqueologia do Sagrado lá no canal arqueologia do Sagrado você vai encontrar mais de 50 estudos sobre Jurema tá são palestras que eu ministrei lives que eu realizei tá seminários que eu
Speaker A
ministrei sobre pajelança espiritualidade indígena encantaria Catimbau Jurema tá há outros temas também né temas indiretamente ligados mas a minha pesquisa maior é sobre a Jurema Santa Sagrada Sim e também é o meu perfil no Instagram tá o perfil do Instagram é quase o mesmo
Speaker A
aqui só que arroba rômulo_gueiraúna tá aqui arroba rômulo.gueira una léia@omulo_gueira una quem sentiu de conhecer o meu trabalho né Dá uma olhada aí nos vídeos que eu deixei salva aqui neste perfil do Tik Tok tá são vídeos muito curto né a plataforma só permite
Speaker A
isso mas lá no YouTube A palestras de uma hora uma hora e pouco tá certo sobre ancestralidade indígena magia indígena Cabocla o uso das plantas Não trato mais como medicinal tá a Live que eu vou soltar lá depois sobre Catimbó e Exu
Speaker A
Tá certo a ponto de Jurema que eu cantei lá né a gente aqui né pelo menos na minha família de Jurema a gente não costuma cantar tanto assim né porque realmente hoje isso é bem comum né hoje não apenas eu mas diversos outros irmãos
Speaker A
juremeiros cantam bastante os pontos dos Mestres né mas quando eu comecei na jurema a gente não podia cantar assim não é uma coisa muito especial muito Sagrada A gente não podia cantar um ponto de um mestre porque cantar o ponto do mestre
Speaker A
era é vocá-lo era chamar o médico para o trabalho então minhas Mestres diziam para mim você não fica cantando ponto de Jurema sem necessidade porque se você canta você chama o mestre e o mestre quando chegar não tem
Speaker A
trabalho para ele ele não pode perder tempo tá então a gente cantava quando estávamos de fato chamando o mestre ou quando estávamos estudando o ponto para não esquecer o ponto tá porque não é só quando o mestre vem
Speaker A
que canta o ponto quando ele vem ele se apresenta cantando boa parte das vezes Tá mas quando o juremeiro precisa do mestre a gente chama o mestre a gente canta para ele e ele vem através do Canto Porque o canto também evoca
Speaker A
hoje em dia banalizaram a nossa Jurema Sagrada E aí é o seguinte hoje eu vejo muitos irmãos e irmãs cantando eu vejo outra também canta inclusive agora mas o que é que o que é que eu percebo que está
Speaker A
acontecendo primeiro vejam bem obviamente essa é uma perspectiva minha eu não posso falar além da minha própria perspectiva Não sou dono da verdade absoluta eu sei que os outros juremeiros e umbandistas os irmãos e irmãs de Jurema de umbanda também tem suas próprias
Speaker A
formações de acordo com suas ramas de Jurema de acordo com suas famílias de Jurema então eu não sou dono da verdade estou falando apenas a minha perspectiva de acordo com a minha criação dentro da jurema como eu fui criado
Speaker A
Tá certo então quando eu estava começando receber várias vezes essa advertência não cante para Jurema sem necessidade Mas aí o que é que eu estou percebendo que muita atenção foi dada pelos pesquisadores e pesquisadoras a religião umbanda e a religião
Speaker A
candomblé salva Jurema Sagrada Silva Quantos livros de umbanda foram publicados Conta aí quantos livros sobre Umbanda e de umbanda da teologia de umbanda muitos quantos quantas pesquisas sobre Candomblé foram publicadas quantas pesquisas sobre religião cristã foram publicadas incontáveis incontáveis
Speaker A
quantas pesquisas sobre religião islâmica foram publicadas diversas quantas pesquisas sobre o judaísmo foram publicadas você pede as contas tá [Música] meu irmão para adquirir o livro você entra em contato comigo via Direct E aí eu te passo os valores você me diz quais
Speaker A
você você vai querer eu te passo a chave pix você me dá o endereço é toda quarta-feira eu estou enviando os livros pelo correio assim que eu envio o livro eu já mando o código de rastreamento para você dar uma olhada no site do
Speaker A
correio acompanhar e agradeço demais então a questão que eu estou levantando aqui é a seguinte todas essas religiões possuem um arsenal de livros publicados e pesquisas e documentários mas os livros sobre a Jurema Santa sagrada onde estão onde
Speaker A
estão os livros sobre a Jurema Sagrada sobre a Jurema Santa Sagrada começaram a ser publicados há 15 anos atrás é o tanto posso dizer pelo pelo Direct aqui via Tik Tok e aí [Música] no privado eu te passo o meu contato do
Speaker A
WhatsApp e lá a gente faz o acompanhamento certo eu te passo o código de rastreamento tudo isso aí muito obrigado viu meu irmão E aí Vejam Só durante muito tempo a Jurema foi foi considerada um adendo da Umbanda durante
Speaker A
muito tempo a Jurema foi marginalizada foi tratada como uma coisa que não existia durante muito tempo tá por volta de 2016 depois daquele programa lá Êxtase ritos sagrados do Fantástico teve uma edição lá que foi sobre o catimba
Speaker A
Jurema é que o Catimbau Jurema começou a voltar aliás começou a chamar atenção porque antes ele era muito mais sinalizado tá muito marginalizado e o que é que que isso gerou como consequência a tradição foi sendo esquecida a tradição foi se misturando
Speaker A
contra as coisas a tradução foi sendo esquecida e boa parte dos pontos dos Mestres O que é um ponto uma linha uma um toante de Jurema O que é o ponto o ponto é o modo através do qual o
Speaker A
juremeiro convoca o mestre para trabalhar eu estou precisando do trabalho de um mestre para curar uma pessoa olha o que estamos estudando é uma live aqui no Tik Tok mas estamos estudando por isso que na Minha tradução não é errado cantar e durante o estudo
Speaker A
Tá mas eu preciso aqui tem uma pessoa doente aqui no meu terreiro com a graça de Deus eu preciso de um mestre Mas quem é o mestre que eu tenho na minha corrente que pode realizar essa cura Estou precisando dele se eu preciso
Speaker A
dele eu me concentro e canto eu venho de altas Torres com meu Jesus nosso senhor precisei de um mestre para trabalhar eu precisei precisei de um mestre para trabalhar foi Manuel Cadete rei de baixo foi Manuel Cadete ele vai julgar
Speaker A
Rei na reinar reina reina Jesus senhor reina reina reina reina Jesus senhor reina reina reina reina Jesus senhor meu pé de Jurema quem te apontou meu pé de Jurema quem te aprontou foi Manuel Cadê de mestre curador foi Manuel Cadê de
Speaker A
mestre curador Rei na reina reina reina Jesus Senhor então estou chamando Mestre Para trabalhar e aí o que que acontece se nós juremeiros não utilizarmos com seriedade e sabedoria e firmeza os veículos disponíveis hoje para a transmissão de informações
Speaker A
é possível que a nossa a nossa ciência [Música] tá o primeiro precisa [Música] transmitir o conhecimento de modo responsável através das Ferramentas que nos são acessíveis Lembrando que [Música] ninguém forma um juremeiro pela internet pelo menos eu te conheço essa formação
Speaker A
tá jurei uma tradução é um é uma religião muito tradicional então parte do conhecimento pode ser transmitido no mesmo problema [Música] nos dias de hoje parte do conhecimento pode ser transmitido através de um livro Tá parte do conhecimento pode ser
Speaker A
transmitido através de uma live parte do conhecimento pode ser transmitido através de um documentário E aí quem assiste quem Lê vai entrando em sintonia com a egrégora da Jurema vai sabendo Quais são os instrumentos de trabalho de um juremeiro vai sabendo qual é a
Speaker A
diferença de uma mesa alta para uma mesa rasteira vai sabendo que é uma mesa de Toré e o que é um Toré vai sabendo qual a diferença do chá para o vinho de Jurema tá agora formação de um juremeiro ocorre
Speaker A
em terreiro O livro é uma introdução importante tá Porque o contrário pode acontecer tem gente que acha que Jurema é só acender um cigarro e receber um espírito e ficar dançando no salão do terreiro tá não é bem assim é preciso fundamento histórico
Speaker A
uma religião uma tradição sem história não é tradição de onde vem a Jurema de onde vem essa religião onde ela nasce em qual período [Música] tá é preciso compreender a filosofia da tradução Quem são os Encantados o que eles são de
Speaker A
onde eles vem é preciso compreender os aspectos medicinais da tradição quais são as plantas que o juremeiro USA como é que ele coleta essas plantas tá tudo isso é bagagem é conhecimento é Ciência juremeira não há problema em se
Speaker A
transmitir isso muito pelo contrário tá elementos da fé cristã se transmitem dessa forma elementos do Candomblé se transmitem dessa forma elementos de umbanda se transmitem dessa forma e elementos de Jurema podem ser transmitido dessa forma agora os primeiros só se forma em um terreiro
Speaker A
porque porque existem ritos privados de fato secretos inerentes A famílias de Jurema que só podem ser transmitidos no terreiro tá esse tipo de rito mesmo que um juramento quisesse não tinha como transmitir a distância né através de um livro porque
Speaker A
é coisa que se aprende mantendo contato com a Terra é coisa que se aprende mantendo contato com as plantas é coisa que se aprende bebendo chá sobre a direção de um mestre ou de um Pajé tá em casa sozinho ninguém faz
Speaker A
Tá certo agora quem sente de conhecer os fundamentos filosóficos espirituais e históricos da tradição fica à vontade para assistir lives documentários pesquisas ler livros isso é importante demais eu estou particularmente falando o tempo todo lindo com a graça de Deus o
Speaker A
tempo todo lindo livro sobre espiritualidade indígena livros sobre os índios do Nordeste livro sobre o povo Cariri o povo tararilo o povo Potiguara o povo Tupinambá porque tudo isso é fundamento histórico e cultural para a tradição que eu me Prete pois a seguir
Speaker A
que é o cató jurema e uma coisa que eu acho interessante é uma tradição muito antiga mais antiga do que o cristianismo mais antigo do que os orochismo pode ter certeza disso A Jurema não tem menos de 5 mil anos de existência
Speaker A
é uma religião Nossa brasileira nordestina mas nascemos dentro dela dentro desse universo e ninguém diz nada nos livros de história das escolas nas escolas a gente vê a religião do Egito a religião do povo persa a religião cristã o Islã a religião da
Speaker A
Grécia a religião de Roma mas ninguém vê nada sobre Jurema ninguém vê nada sobre qualquer pajelança indígena Por que será a gente malvec candomblé na escola porque será porque se desconhecimento literário a respeito de nossas origens de nossa
Speaker A
ancestralidade de nossa espiritualidade porque isso tá então se nós não aproveitarmos os meus de comunicação para dizer eu existo eu sou Caboclo eu sou juremeiro eu sou catimbozeiro e a minha religião é de fato uma religião não é uma porcaria
Speaker A
qualquer não é o lixo que vocês acham que é não a minha religião tem fundamento a minha religião tem história a minha religião tem filosofia a minha religião tem estrutura espiritual em cosmologia tem cosmogonia tem divindades tem Deus tem
Speaker A
Mestres taici nós não aproveitarmos esses veículos para deixar isso bem claro vão continuar nos tratando tratando os catimbozeiros como se fossemos a porcaria do resto do mundo tá Muita gente Ainda trata dessa forma viu tá lá o juremeiro disposto a ajudar
Speaker A
uma pessoa mas o cara só quer entrar pelo terreiro pela porta dos fundos que é para ninguém na rua saber que eles estão terreiro mesmo para ser curado o cara foi salvo dentro do terreiro salvar a vida dele dentro do terreiro os
Speaker A
médicos fizeram exames ninguém encontrou nada mas o cara tava morrendo tá aí o cara levado para um terreiro o mestre a mestra o pai no santo trata do cara o cara é se restabelece vive sobrevive vence a doença mas só quer
Speaker A
entrar pelas portas do fundo dos Fundos que é para ninguém na rua saber [Música] tá porque ele não quer que ninguém saiba que ele frequenta esses lugares mas que lugares o lugar que salvou a vida dele então se nós não aproveitarmos os meus
Speaker A
comunicação disponíveis para exigir reverência a Jurema ninguém vai nos dar isso de graça não tá a mesma reverência que se tem a religião cristã a mesma reverência que se tem a religião Judaica a mesma referência que se tem ao budismo
Speaker A
a mesma referência que você tem ao xintoísmo a mesma referência que se tem ao Islã deve se ter a Jurema a umbanda o Candomblé Tá mas pelo menos o candomblé é umbanda ainda tem algum espaço mínimo e o espaço do juremeiro onde está
Speaker A
é esse espaço que nós precisamos conquistar com seriedade com sabedoria o júri primeiro deve começar o primeiro passo a meu ver é o primeiro respeitar a si próprio se respeitar tá ele mesmo deve por para longe de ser e de sua casa espiritual qualquer
Speaker A
tipo de trabalho que possa fazer com que ele seja visto como o carro do lixo infelizmente é uma negação da ancestralidade brasileira da cultura e da religiosidade pois é Pois é minha irmã Odete Júlio mesmo que se preza exige respeito
Speaker A
à religião então ele começa a respeitar a si próprio e a sua própria religião tá Como é que o cara disse assim ah dissolvido de preconceito pessoal disse que eu adoro o diabo mas ele faz por onde receber esse essa
Speaker A
condenação esse juízo ele faz por onde receber esse julgamento Pois é aqui uma coisa para vocês os nossos ancestrais juremeiros os grandes pagéis e Caraíbas juremeiros eles não adoravam o diabo sabe por quê Porque eles nem acreditavam que essa
Speaker A
criatura existia para eles Deus o criador do universo o espírito que criou o universo era onde potente e por ser um ser onipotente na estrutura do universo não há não haveria espaço para qualquer outra entidade lutar contra Deus se Deus É de
Speaker A
fato onipotente não cabe em lugar algum do universo qualquer ser que meça força com Deus que desafie Deus que teste de Deus que ponha a obra divina nas panela não existe então o diabo não existe para os antigos pajés
Speaker A
não existia Assim como para os africanos também não existia diabo tá aí os europeus vem invadem o território brasileiro trazem os africanos escravizados para cá escravizam os índios e não satisfeitos com isso tratam a espiritualidade indígena e a espiritualidade africana
Speaker A
como sendo coisas do diabo do Mal ruins até hoje quando o cara quer se referir a Um trabalho espiritual maléfico chama de magia negra sendo que quem trouxe o diabo para cá foram os europeus brancos tá e o indígena foi acusado de adorar o
Speaker A
diabo o africano também foi acusado de adorar o diabo até hoje o pessoal chama os orixás de faltam respeito com os orixás faltam respeito com os Encantados tratam nossos sagrado como sendo inferior ou diabólico maléfico [Música] sabe e me admira ver um juremeiro
Speaker A
que reclama respeite meu sagrado mas tá lá cantando para o diabo cantando para um fantasma que nossos ancestrais não acreditavam você vai cantar por uma força que não existe você está chamando quem um espírito zombeteiro ou um espírito obsessor
Speaker A
você tá chamando quem com esse negócio de diabo ou você está reforçando o discurso do colonizador que invadiu essas terras e Meteu essa história goela abaixo dos Índios então o primeiro tem que se valorizar se respeitar se respeitar
Speaker A
prestar atenção no que está fazendo e se ele não quer ser taxado com uma coisa ruim que pare de engrossar o caldo de mexer a panela de quem nos trata como uma coisa ruim se apegue a Deus Encantado se apegue a
Speaker A
força da natureza [Música] que é o que de fato existe mas não se apega a um fantasma que foi inventado para deixar o povo louco e manter o povo fez escravo pelo amor de Deus retorna volta no tempo vê lá os
Speaker A
Encantados chamam acabou de pena eu chamei ela para vir me ajudar chama a boca de pena eu chamei ela para vir me ajudar Cadê a força da Jurema Cadê a força que a Jurema dá Cadê a força da Jurema Cadê a força que
Speaker A
a Jurema dá o caboclo de pena o cabo de pena tem pena de mim tem dó com a boca de pena o Cabocla de pena de pena de pinguelo ou com a boca de pino e com a boca de pena tem pena de mim tem dó o
Speaker A
cabo de penou com a boca de pena de pena de pode Então meus irmãos e minhas irmãs vou encerrando esta Live quero agradecer a presença de cada um em cada um de vocês viu Muito obrigado pela troca de ideias
Speaker A
pelo carinho viu que Deus é Jurema Santa Sagrada vos abençoe [Música] imensamente quando o céu homem do Alto nos concede aquilo que nós precisamos para vencer para honra e glória de Deus com a força da mãe natureza E caso alguém tenha
Speaker A
interesse em conhecer meu trabalho repetindo aqui tá lá o canal arqueologia do Sagrado Certo boa noite Bernardo Boa noite Fabiano veja lá o meu canal arqueologia do Sagrado ou então meu perfil no instagram@home_gueira una aí quem tiver interesse adquirir um dos livros que eu
Speaker A
escrevi dá um toque para mim aqui via Direct Tá certo e a gente se organiza muita gratidão e bom descanso paz e alegria salva a força da Jurema agora deixa eu ver como é que ele saiu esse negócio aqui
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