Reflexão sobre divindades e mestres ancestrais da Jurema Santa Sagrada e suas raízes indígenas e caboclas no Catimbó Jurema.
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Key Takeaways
- A Jurema Santa Sagrada mantém uma conexão profunda com divindades indígenas e caboclas ancestrais.
- Muitos mestres antigos da Jurema são pouco documentados e suas histórias são preservadas pela oralidade e sigilo.
- Entidades como Curupira, Caipora e Iara são guardiãs da floresta e da natureza, integrando o folclore e a espiritualidade indígena.
- O termo 'caboclo' surgiu no período colonial e representa a mistura cultural e espiritual entre indígenas, brancos e afrodescendentes.
- A pesquisa e vivência contínua são essenciais para preservar e transmitir o conhecimento da Jurema e seus mestres.
What the video covers
- Discussão sobre os mestres e entidades espirituais que atuam na Jurema Santa Sagrada atualmente e seus ancestrais.
- Exploração das divindades indígenas e caboclas que estruturaram o Catimbó Jurema nos séculos 17 e 18.
- Descrição de entidades como Angelina Caipora, Rei Canindé, Poditan, Bate Zé, Caxangá, Iara, Anhembi, Curupira e Saci.
- Relação entre folclore brasileiro e as antigas crenças indígenas presentes na Jurema.
- Dificuldades em encontrar registros históricos e biográficos de mestres antigos da Jurema devido à oralidade e sigilo.
- Apresentação de mestres conhecidos como mestre Carlos, mestre Emanuel Germano, mestra Joana Pé de Chita, entre outros.
- Discussão sobre a origem e significado do termo 'caboclo' e sua relação com a colonização e a espiritualidade indígena.
- Importância da preservação e respeito às histórias e tradições transmitidas oralmente nas comunidades juremeiras.
- Referência à pesquisa e vivência do autor no estudo da Jurema Santa Sagrada e Catimbó Jurema por quase 20 anos.
- Menção a mestres históricos como Zé Malandro e Zé Vaqueiro, com promessa de futuras divulgações caso haja permissão.
Chapters
- 00:00Introdução e reflexão sobre mestres e divindades da Jurema
- 01:54Entidades ancestrais e cultos na Jurema: Angelina Caipora e Rei Canindé
- 03:35Caxangá e outras entidades protetoras da floresta
- 05:10Folclore indígena: Curupira, Caipora, Saci e Anhembi
- 06:42Desafios na pesquisa e história dos mestres antigos da Jurema
- 08:24Agradecimentos e continuidade da pesquisa
- 09:44Origem e significado do caboclo na Jurema
- 11:29História e tradição oral dos mestres e caboclos antigos
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Speaker A
Boa tarde, jovens. Que Deus e a Jurema Santas e Sagrada vos abençoem e nos abençoem imensamente. Hoje eu trago uma reflexãozinha aqui que pode parecer bobagem, mas vai bater lá na nossa ancestralidade. É porque às vezes eu fico me questionando, fico me perguntando. Hoje
Speaker A
nós trabalhamos na Jurema Santa Sagrada com mestres e mestras, caboclos do Encanto, Antônio Pelintra, salve a força dele, José Pelintra, o mestre Carlos, a Joana Pé de Chita, dentre outros e outros Encantados. Mas, e na época que nossos
Speaker A
mestres encantados estavam encarnados, eles trabalhavam com quem? Muito possivelmente um mestre como Emanuel Germano, Manuel Quebra Pedra. Também tiveram seus professores na Jurema, e os professores, os mestres de nossos mestres trabalhavam com quais seres, com quem? Esse é um aspecto do Catimbó Jurema que
Speaker A
de certa forma está distante da realidade do juremeiro atual, do juremeiro contemporâneo: o contato e o culto às antigas divindades, as divindades de matriz indígena, as divindades que foram cultuadas por nossos ancestrais indígenas e caboclos ali no século 17, 18, que de certa forma
Speaker A
estruturaram o nosso Catimbó Jurema contemporâneo. Alguns desses seres permanecem sendo cultuados em alguns terreiros de Catimbó Jurema, como por exemplo o caso da mestra Angelina Caipora. Quem já ouviu falar? Angelina Caipora também é chamada Florzinha da Mata e Comadre Florzinha,
Speaker A
pelo menos aqui no litoral do Rio Grande do Norte. É uma mestra de Jurema, ela vem na mesa, ela vem no Toré, a gente canta para ela no Toré. Alguns reis muito antigos, como o próprio Canindé, mas no caso do Rei Canindé, ele é
Speaker A
um ancestral divinizado. A Florzinha da Mata é um espírito da floresta. Nós temos outros, nós temos por exemplo o culto à Poditan, que é um ser das estrelas, que vinha uma vez no ano ao terreiro Cariri e era
Speaker A
cultuado. Ele mediunizava um pajé e trabalhava em terra. É o guardião da floresta. Nós temos aí o espírito do tabaco, Bate Zé. Quase ninguém fala, quase ninguém reverencia, quase ninguém cultua conscientemente o dono do tabaco e guardião, dono do encanto.
Speaker A
Ninguém mais fala dele. Vale a pena lembrar agora que o Espaço Sem Fim é cultuado também entre os Cariri, só para citar alguns. Para finalizar, Caxangá, o espírito da mata. Eu dei um grito na mata. Boa noite, jovens. Nós encerramos nossa
Speaker A
última conversa com o início do ponto de um encantado chamado Caxangá: "Eu dei um grito na mata, Caxangá, minha apareceu. Eu dei um grito na mata, Caxangá me apareceu. Vou chamando as caboclas de pena que vêm da Jurema.
Speaker A
Caxangá sou eu. Vou chamando as caboclas de pena que vêm da Jurema. Caxangá sou eu." Caxangá é um encantado, alguns o consideram o pai do mangue. É um espírito que trabalha nas sessões de Catimbó Jurema lá do município de Canguaretama,
Speaker A
que foi ontem, com a graça de Deus, eu conheci a Jurema Santa Sagrada. Mas nós estávamos conversando sobre entidades ancestrais presentes na Jurema, entidades ancestrais que provêm do conjunto de crenças e do dia a dia dos nossos ancestrais indígenas e caboclos.
Speaker A
Uma outra entidade que se faz presente na Pajelança é a chamada Iara, que alguns chamam também de Mãe D'água ou Mãe do Rio. Acontece que esse termo Iara é uma expressão de origem tupi. Traduzindo para o português, Iara
Speaker A
significa senhora, assim como pode significar senhor. A entidade original, digamos assim, era ser das águas, então sei que proteger ali as águas, os rios. Os rios tinham muito medo desse ser, e alguns portugueses também, alguns portugueses relataram terem sido
Speaker A
atacados por esse ser quando estavam pescando. Um outro ser que alguns traduziram como diabo, uma espécie de demônio, mas que é um guardião da floresta, Anhembi, esteve presente no imaginário, no universo espiritual indígena. Tá aí, com a colonização, ele acabou
Speaker A
desaparecendo, migrando para o folclore. Um outro ser que fez parte do universo indígena e que migrou para o folclore foi o Curupira. Curupira, alguns irmãos e irmãs que trabalham com Pajelança ainda lidam com Curupira, trabalham com Curupira, mas para a maioria das
Speaker A
pessoas, realmente folclórico. Enquanto a Caipora é guardiã da caça miúda, o Curupira é guardião da caça graúda. Ambos são protetores da floresta. E aí nós temos também o Saci, que é um pássaro encantado, na realidade é uma coruja noturna, tá, e que com os processos
Speaker A
que ocorreram durante a colonização do território brasileiro tornou-se o Saci que é hoje, né, que habita nosso imaginário nos dias de hoje. Antigamente, o presidente, o secretário das sessões de Catimbó, aquele que auxiliava o mestre, era chamado Curupira,
Speaker A
tá? São termos que atualmente não estão mais sendo utilizados em terreiro. Boa noite a todos e todas. Bem, alguns irmãos e irmãs me pediram para conversar um pouco, para falar um pouco sobre a história de alguns mestres, de modo especial o mestre
Speaker A
Zé Malandro e o mestre Zé Vaqueiro. Mas antes de tentar falar sobre a história de outros mestres, eu gostaria de tocar em um ponto, em dois pontos. Primeiro ponto: o Juremáo é habitado por incontáveis mestres e mestras de Jurema, então fica
Speaker A
difícil às vezes encontrarmos informações sobre mestres muito antigos, os mestres que estão historicamente ligados a uma família de Jurema em específico, tá? E fica difícil encontrar a história, informações sobre a vida de alguns desses irmãos e irmãs encantados. Outro
Speaker A
ponto: alguns mestres não nos permitem falar sobre suas histórias, tá? Então eles vêm à terra, contam aos discípulos, às vezes contam a quem está presente na assistência da sessão algo sobre suas vidas, mas pedem para que aquilo seja guardado. E aí nós não
Speaker A
transmitimos informações. Bem, ao longo de minha pesquisa, eu venho pesquisando, estudando o Catimbó Jurema, a encantaria, a pajelança de Jurema já há quase 20 anos, graças a Deus, e eu pude tomar notas das vidas de alguns mestres: mestre Carlos, mestre Manicoré, mestra
Speaker A
Angelina Caipora, mestre Emanuel Germano, mestra Joana Pé de Chita, tá? Mas confesso que sobre o Zé Malandro e o Zé Vaqueiro eu não encontrei nada, esse perdão, tá? Mas como continuo pesquisando, continuo realizando estudos, estou diariamente, com a graça de Deus,
Speaker A
investigando, procurando documentos, procurando textos antigos, tá, e também na vivência do terreiro, certo? Caso eu encontre alguma informação sobre esses mestres, e caso me seja permitido transmiti-las, eu farei, tá bom? Entre irmãos, quero agradecer a vocês que estão seguindo
Speaker A
esse perfil aí, que acompanham meu trabalho. Muito obrigado, viu? Que Deus e Jurema Santa e Sagrada nos abençoe imensamente. Bom dia, jovens. Que Deus e a Jurema Santa e Sagrada abençoe imensamente este dia. Vou tentar dizer aqui algumas palavras sobre o caboclo
Speaker A
Arranca Toco. Bem, de acordo com o que eu aprendi, a minha pesquisa pessoal e em minha família de Jurema, o caboclo Arranca Toco é um dos mais antigos caboclos juremeiros. Mas vejamos se ele de fato é caboclo ou
Speaker A
ele foi um índio que foi parcialmente cristianizado durante o período colonial, ou ele foi um branco que nasceu ou passou a viver em comunidade indígena e assimilou a cultura e a espiritualidade indígena, ou ele foi um afrodescendente que também passou a viver em uma
Speaker A
comunidade indígena e assimilou a ciência dos índios, a ciência da Jurema. Esse é o caboclo, vejamos. Caboclo é um personagem colonial. Antes da colonização do Brasil, aqui não havia caboclo, havia centenas de nações indígenas, tá? Índios puros, digamos assim, sem qualquer contato
Speaker A
com a civilização cristã, com a sociedade cristã. Durante o período colonial surge caboclo, com a própria palavra da aldeia para ser cristianizado em uma cidade cristã era o caboclo. Mas aí, se o Arranca Toco de fato é um dos caboclos
Speaker A
mais antigos da Jurema, ele deve ter vivido por aqui, meados do século 18, talvez século 17. Isso é hipótese, tá, porque não há registro escrito, assim como a respeito do Rei Canindé, rei da Jurema. Existem registros escritos sobre a vida dele, mas
Speaker A
sobre Arranca Toco ficou na oralidade. A tradição informa que ele viveu na Serra do Araripe, no Ceará, e que foi irmão de outros dois caboclos: o caboclo Bravo e o caboclo Malvado. Agora, o que podemos observar no ponto de
Speaker A
um outro mestre que também acabou, Machado Bravo, é que o Machado Bravo ou era irmão ou amigo do Arranca.
Speaker A
obviamente isso é perceptível outra coisa eu Arranca Toco pode vir como Caboclo pode vir como mestre pode vir como esquerdo porque ele é mestre por aqui em minha família compreende-se o seguinte que um mestre de Jurema ele pode vir na linha aqui
Speaker A
necessitar vir de acordo com a estrutura mediúnica do médio Então se de fato ele é mestre ele pode vir como mestre ele pode vir como Caboclo ele pode vir como Cigano ele pode vir como boiadeiro ele pode vir como bruxo inclusive pode vir
Speaker A
na esquerda numa linha de Exu no Catimbau Jurema traçado e eu espero que essa informação essas informações seja úteis um abraço Boa tarde jovens vamos conversar um pouquinho aqui sobre o Cangaço dentro da Jurema Santa Sagrada é importante que
Speaker A
contextualizemos primeiramente né o Cangaço foi um movimento social oriundo dos Sertões do nordeste brasileiro é um movimento que tem base política e que em alguns momentos de sua história assume caracteres políticos mas a origem do Cangaço é o sertão nordestino
Speaker A
consequentemente é o Cangaço um movimento Caboclo Independente de cor de pele tá boa parte dos cangaceiros era tapuia de origem tapuia tapuia caririú enfim é uma questão de lógica por mais que os historiadores pesquisadores cronistas não deixem isso
Speaker A
claro e apresentam os cangaceiros como predominante católicos os cangaceiros conheciam e conheciam a Jurema Sagrada a influência católica Romana obviamente era grande devido à catequese tá uma prova disso é que segundo diversos pesquisadores a primeira coisa que os
Speaker A
cangaceiros faziam quando o dia amanhecia era rezar o terço eles iam rezar a devoção é elementos como o padrinho Cícero também aponta uma forte influência do catolicismo popular no movimento Mas por outro lado diversos cangaceiros mergulharam na jurema santa-sagrada e essa conexão
Speaker A
Mística mágica espiritual entre cada jurema e Cangaço precisa ser abordada com maior profundidade então vejamos alguns exemplos o caso de Maria Bonita Participei de algumas exceções aqui no Rio Grande do Norte em que Maria Bonita esposa de Lampião salve
Speaker A
a força dele se manifestava encontrei relatos segundo os quais o próprio Lampião havia para trabalhar há um outro cangaceiro um mestre de Jurema chamado Pilão deitado certo agora vejam bem de acordo com a oralidade existem dois indivíduos dois Mestres com
Speaker A
esse nome um era cangaceiro o outro não era temos um outro mestre Caboclo chamado azulão e havia um cangaceiro com esse nome precisamos saber se o azulão Encantado é o mesmo azulão cangaceiro ou se também são dois e um esquerdo forte salve a força dele o
Speaker A
mestre Zé Buíque cangaceiro do Sertão esses personagens existiram a historiografia toma nota de alguns cangaceiros que se destacaram devido ao seu alto grau de violência e outros cangaceiros se destacaram devido ao seu alto grau de Justiça seu senso de justiça de fazer bem aos pobres
Speaker A
e aos ofendidos tá e de punir aqueles que os ofendiam os agressores bem Espero que essas informações eles tenham sido úteis salve a Jurema Santa Sagrada e todo seu universo Místico medicinal Saravá Bom dia jovens que Deus e a Jurema Santa
Speaker A
Sagrada nos abençoe imensamente o irmão pediu para que eu dissesse algo sobre o mestre Carlos Então vamos lá eu escrevi algo sobre o mestre Carlos sobre os pontos e a história dele no livro visões de Catimbó e Deus me abençoou muito a Jurema também
Speaker A
porque eu tive a oportunidade de ser professor de um trimeto do mestre Carlos ou seja ele foi um personagem histórico ele existiu quero dizer né no plano tridimensional e o grande problema na coleta de informações com base na
Speaker A
oralidade da família é que a bisavó desse meu ex-aluno que foi neta de mestre Carlos havia se convertido ao evangelho e aí ela não falava mais nada sobre catimba Jurema a única informação que eu obtive foi que ele passou um
Speaker A
tempo morando aqui no Estado do Rio Grande do Norte e que a rua em que ele morava lotava devido a quantidade de pessoas que se reunião para serem atendidas por ele de acordo com a tradição mestre Carlos é considerado o rei dos
Speaker A
catimbozeiros alguns juremeiros Dizem que ele não vem mais em matéria de médium outros dizem que vem Inclusive eu assistia em Canguaretama várias sessões em que ele se manifestava segundo o mestre Francisco que foi um mestre juremeiro que eu conheci em
Speaker A
Canguaretama o mestre Carlos tornou-se mestre de Jurema aos 12 anos de idade alguns dizem que foi os três outros 14 mas segundo mestre Francisco foi aos 12 anos de idade mestre Carlos foi filho do mestre Inácio de Oliveira em segundo sua
Speaker A
história seu pai não queria iniciar Jurema justamente porque ele era um garoto farrista beberão jogador e não estava preparado para entrar no seu mistérios da Jurema para conhecer esses mistérios então certo dia mestre Carlos entra no estado sem o pai saber recolhe
Speaker A
os instrumentos de trabalho alguns instrumentos de trabalho bebida charuto e vai para o juremau chegando no juremau ele abre uma sessão e começa a receber Encantados só que ele por não ser iniciado não sabe encerrar os trabalhos e cai
Speaker A
apaga tomba um dia se passou de Carlinhos não voltou para casa no dia seguinte mestre Inácio reúne uma quantidade de pessoas para ir procurá-lo mas não encontra e finalmente no terceiro dia mestre Inácio decide abrir uma mesa para perguntar aos
Speaker A
Encantados para saber onde seu filho se encontrava quem Arriou no pai foi justamente mestre Carlos e é um grande mito da Jurema Esse é um grande mito da Jurema mito de origem tá que eu particularmente estou convicto que de
Speaker A
que realmente aconteceu tá E por isso que nós contamos mestre Carlos é um mestre que aprendeu sem se ensinar três dias passou caído no tronco do Jurema salto A Força meu irmão vamos conversar um pouquinho sobre o nosso amado mestre
Speaker A
José Pelintra primeiramente precisamos lembrar duas coisas existem diversas histórias sobre o mestre José Pelintra diversas e consequentemente por conta disso eu só terei como falar sobre o que eu aprendi em minha família de Jurema e minha jornada pessoal como pesquisador Essa é
Speaker A
a segunda coisa então em Minas Gerais primeira informação existem dois José pelintras 2 tá um é o catimbozeiro nordestino o outro é o zeppelintra que Bandeira do Rio de Janeiro ou seja o Zé Pelintra catimbozeiro E o Zé Pelintra malandro são dois
Speaker A
personagens distintos que com o tempo Devido as interconexões que se formaram com o passar da história né com o passar dos anos entre Catimbó jurema e Umbanda essas entidades acabaram sendo consideradas Um só e mesmo espírito Um só e mesmo ser
Speaker A
a quem diga também que José Pelintra Não havia mais um terreiro tá certo mas atualmente nós sabemos de pessoas que trabalham com esse mestre então ria ou não acontece que o José Pelintra o primeiro rege uma falange diversos espíritos sobre sua Regência
Speaker A
sobre sua orientação e em sua ciência atuam como José Pelintra a quem diga que ele foi Pernambucano paraibano Norte Riograndense acontece que o Mestre José penetra no caso o catimbozeiro como outros mestres percorreu diversos estados nordestinos trabalhou em diversos estados
Speaker A
nordestinos Há quem diga aqui no Rio Grande do Norte que José Pelintra era um caboclo tá E aí não questionamento Pode surgir Mas por que que ele canta Sou preto José penintra Nego do pé derramado é porque Preto simples se ele de fato foi Caboclo
Speaker A
se ele teve origem indígenas tá os nossos índios eram chamados de negros da Terra ao contrário dos afrodescendentes que eram chamados negros da Guiné durante o período colonial Então não é estranho ele se intitular negro preto certo e outra se ele foi Caboclo para mim ele
Speaker A
é um caboclo tá ele pode ter sido fruto de uma conexão aí biológica e cultural de um afrodescendente com um indígena descendente o caboclo é isso depois inclusive podemos conversar sobre caboclos uma outra história é que José Pelintra no caso o malandro foi filho de
Speaker A
pai português e mãe africana tá isso de certa forma interessante Porque aqui no Catimbau Jurema Norte Rio Grandense José Pereira tem um irmão chamado Antônio Pelintra que é branco Ele é preto o irmão é branco brevemente passou outro
Speaker A
vídeo Um abraço
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