Discussão sobre inteligência artificial, geopolítica e o novo ambiente de negócios com Rodrigo Bandeira de Melo, professor na Bentley University.
Key Takeaways
- A inteligência artificial está transformando profundamente o ambiente de negócios e a produtividade.
- Compreender o cenário geopolítico é essencial para reduzir riscos e tomar decisões estratégicas.
- A relação entre empresas e governo influencia diretamente as estratégias corporativas, incluindo o uso de lobby.
- A educação precisa se adaptar para preparar profissionais com habilidades analíticas e emocionais para o futuro.
- Experiências internacionais e programas de aprendizagem prática são fundamentais para o desenvolvimento empresarial.
What the video covers
- Apresentação do programa Inovação e Negócios com foco em conteúdo acessível e de qualidade.
- Entrevista com Rodrigo Bandeira de Melo, professor de estratégia e negócios internacionais na Bentley University, EUA.
- Discussão sobre a relação entre inteligência artificial, geopolítica e o ambiente atual dos negócios.
- Trajetória acadêmica e profissional de Rodrigo, incluindo passagem pela Fundação Getúlio Vargas e MIT.
- Importância da compreensão do cenário econômico e geopolítico para a tomada de decisão empresarial.
- Experiência de Rodrigo com programas de aprendizagem experiencial envolvendo alunos dos EUA e empresas brasileiras.
- Análise da influência governamental nas estratégias empresariais e o papel do lobby.
- Impactos da inteligência artificial na produtividade e nos processos empresariais.
- Desafios e oportunidades da nova educação frente ao avanço da inteligência artificial.
- Reflexões sobre o equilíbrio emocional e habilidades necessárias para o futuro do trabalho.
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Speaker A
Boa tarde a todos. Sempre com o propósito muito firme de levar informação e conteúdo de qualidade acessível a todos. É com um prazer grande demais que a gente tá aqui de volta nessa edição, gente, hoje super especial do nosso Inovação e Negócios.
Speaker A
aqui na Jangadeiro Band News FM 101,7 e mídias digitais do YouTube e Facebook do jornal Jangadeiro. Programa também aos sábados 9 horas da manhã na TV Jangadeiro SBT. uma pauta super quente recebendo esse cearense, eu digo que é o
Speaker A
Aqui na Jangadeiro Band News FM 101,7 e mídias digitais do YouTube e Facebook do jornal Jangadeiro. Programa também aos sábados, 9 horas da manhã na TV Jangadeiro SBT. Uma pauta super quente recebendo esse cearense, eu digo que é o.
Speaker A
na Bentley University em Massachusetts, nos Estados Unidos, tá? Tá? Então é um tema super quente. A gente vai falar aqui de inteligência artificial, geopolítica e o novo ambiente de negócios. dando uma breve contextualizada, né, um breve eh spoiler aqui, eh é
Speaker A
Cearense, um dos cearenses que deu certo, tá? Deu muito certo, né? Tem uma carreira acadêmica já há muitos anos nos Estados Unidos, que é o Rodrigo Bandeira de Melo, tá certo? O Rodrigo é professor de estratégia e negócios internacionais.
Speaker A
negócios. Isso é a tese de estudo aí do Rodrigo, mas o assunto aqui é muito amplo, meu amigo. Muito obrigado pela sua presença. Você tá aqui visitando a terra e destinando aí alguns minutos pra gente bater aqui esse papo. Eu já vou
Speaker A
Na Bentley University em Massachusetts, nos Estados Unidos, tá? Tá? Então é um tema super quente. A gente vai falar aqui de inteligência artificial, geopolítica e o novo ambiente de negócios. Dando uma breve contextualizada, né, um breve, eh, spoiler aqui, eh, é.
Speaker A
Beleza? Tá. aí ainda paraos Estados Unidos. Conta um pouquinho da tua história aí. Claro, claro. Vamos primeiro, tá? Mas muito obrigado inicialmente pela tua pergunta ou pela tua presença, meu amigo.
Speaker A
Fundamental para os empreendedores que tenha uma compreensão, né, mínima, né, a respeito do cenário econômico, geopolítica, Brasil e mundo, né, é fundamental para que haja uma, uma que essa compreensão traga, eh, uma diminuição dos riscos na tomada de decisão no dia a dia dos seus.
Speaker A
Isso. Tava trazendo meus alunos de volta pro estado. Você tava chegando ou saindo? Você tava indo indo para Boston, não era?
Speaker A
Negócios. Isso é a tese de estudo aí do Rodrigo, mas o assunto aqui é muito amplo, meu amigo. Muito obrigado pela sua presença. Você tá aqui visitando a terra e destinando aí alguns minutos pra gente bater aqui esse papo. Eu já vou.
Speaker A
de volta levando eles paraos Estados Unidos, nos encontramos lá e conseguimos nos reconectar depois de tantos anos. Eu tava vindo para Miami, um evento mercado financeiro lá.
Speaker A
Engatar aqui a primeira. Você é engenheiro civil? Hum. Mestrado e doutorado em engenharia civil. E como é que aconteceu, Rodrigo, essa migração aí, cara, pro mundo acadêmico dos negócios?
Speaker A
alguma forma, como eu faço sempre onde eu tô, acho que eh eu tenho uma dívida muito grande aqui com o estado, né?
Speaker A
Beleza? Tá. Aí ainda para os Estados Unidos. Conta um pouquinho da tua história aí. Claro, claro. Vamos primeiro, tá? Mas muito obrigado inicialmente pela tua pergunta ou pela tua presença, meu amigo.
Speaker A
ajudar os os cearenses, ajudar o o pessoal do Nordeste também a se desenvolver, a a a a ter seu espaço no mercado.
Speaker A
Que agradeço, convite. Eu que agradeço o convite, a gentileza de você ter me convidado. Nos encontramos no aeroporto, né, depois de tantos anos.
Speaker A
afetadas fortemente por uma influência governamental. Então, esse setor era um laboratório para mim, para estudar essa relação e me inspirou então no no nas minhas pesquisas e no meu desenvolvimento profissional eh na minha carreira a estudar justamente a relação
Speaker A
Isso. Tava trazendo meus alunos de volta pro estado. Você tava chegando ou saindo? Você tava indo para Boston, não era?
Speaker A
O Rodrigo eh tem uma tese que norteia o os estudos e as pesquisas dele lá nos Estados Unidos, na Bentley University em Massachusetts, Star, lá em Boston. Uma área espetacular, né, Rodrigo?
Speaker A
Eu tava voltando de Santa Catarina, onde eu tenho um programa lá com os meus alunos dos Estados Unidos, que eles trabalham com empresas locais de Santa Catarina, desenvolvendo projetos para eles. Então, um programa de, eh, aprendizagem experiential learning, né? Então, tava.
Speaker A
Como é que é lá, Rodrigo? Olha, é como é que tua vida lá, Rodrigo, como você Eu tô um americano suburbano, né? Moro numa casa no subúrbio, cortam grama, então eu já tô aqui com aquele aquele espírito, né, americano. E agora
Speaker A
De volta levando eles para os Estados Unidos, nos encontramos lá e conseguimos nos reconectar depois de tantos anos. Eu tava vindo para Miami, um evento mercado financeiro lá.
Speaker A
Eh, fiquei lá mais de 10 anos. Eu fui muito feliz em São Paulo da EAESP.
Speaker A
Então, legal, hein? Portões do lado do lado. E aí, eh, eu queria agradecer, espero contribuir aí à altura dos convidados que já passaram por aqui nesse programa tão legal e para mim voltar ao Ceará e poder contribuir de.
Speaker A
política, né? Então, era muito feliz na GV e só que eu queria uma carreira internacional. Então eu em 2014 eu morei um ano no no em Boston. Eu era professor convidado do MIT, pesquisador visitante.
Speaker A
Alguma forma, como eu faço sempre onde eu tô, acho que, eh, eu tenho uma dívida muito grande aqui com o estado, né?
Speaker A
dois lados, a ciência política e e administração. E lá eu decidi que não ia voltar mais. apliquei eh pro mercado de trabalho nos Estados Unidos, recebi uma proposta coincidentemente para retornar na mesma área eh numa escola chamada Mary Mc College e fiquei lá 3 4 anos.
Speaker A
Assim, eu estudei escolas públicas no colégio militar de Fortaleza, né? Estudei na Universidade Federal do Ceará. Então, tanto ao Brasil como ao estado, eh, eu tenho esse débito e eu, onde quer que eu vá, seja São Paulo, França, Estados Unidos, eu sempre tento.
Speaker A
Então elas são, é, instituições mundiais, né? Agora você tem uma série de universidades, business cultos são locais que em Boston elas são muito conhecidas, reconhecidas, elas fazem parte da da da do tecido ali eh socioeconômico da região. E a Bentley é
Speaker A
Ajudar os cearenses, ajudar o pessoal do Nordeste também a se desenvolver, a ter seu espaço no mercado.
Speaker A
né? Frio para caramba, né? Isso. 6 horas de de Montreal. Então assim, mas eu eu tô muito feliz. Eh, é um ambiente muito mais previsível para você trabalhar, né? Ah, e como eu falei lá, é o é o Silicon Vale da costa leste
Speaker A
Muito legal, Rodrigo. E eles estão aí também professores em vários lugares do mundo. Então, eu, a engenharia, eu formei engenharia de produção, né? E dentro da engenharia de produção, comecei a estudar estratégia, estratégia de empresas de engenharia que são.
Speaker A
Junto com outras grandes, como a Babson, que a gente conhece muito de empreendedorismo, que é nossa vizinha concorrente. Ah, e então tô muito feliz lá. Acho que eu tenho a oportunidade de colocar em prática as minhas ideias, né?
Speaker A
Afetadas fortemente por uma influência governamental. Então, esse setor era um laboratório para mim, para estudar essa relação e me inspirou então no nas minhas pesquisas e no meu desenvolvimento profissional, eh, na minha carreira a estudar justamente a relação.
Speaker A
do cenário geopolítico nas decisões empresariais. A gente vai para um rápido intervalo, daqui a gente volta, daqui a pouco a gente volta para entender em detalhes tudo isso. Segura aí.
Speaker A
Entre estratégia empresarial e o ambiente político, coisa que no Brasil ainda não, formalmente na academia de gestão não se estudava.
Speaker A
uma coisa e me distrair, Rodrigo, porque tem muita pauta pra gente falar. A gente tem que falar sobre educação também, uma coisa que eu tava tratando aqui em off, né? essa nova educação com advento aí da inteligência artificial, essa relação do
Speaker A
O Rodrigo, eh, tem uma tese que norteia os estudos e as pesquisas dele lá nos Estados Unidos, na Bentley University em Massachusetts, Star, lá em Boston. Uma área espetacular, né, Rodrigo?
Speaker A
internacionais lá na Bentley University. Rodrigo, eh, eu acho muito legal te registrar que você teve aqui em Fortaleza para receber uma homenagem da ANPAD, tá? Que é a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa. É a inichação. A gente tem que
Speaker A
Ah, sei lá, lá meu meu happy place, entendeu? Você tem o MIT, são as mais conhecidas apenas, né? Você tem, você tem as maiores escolas do mundo, é um ajuntamento ali naquela região.
Speaker A
realizado em Fortaleza, na UNIF, né, foi, né, de 23 a 25 foi, né, tá sendo realizado entre 23 e 25 de setembro e você foi homenageado muito justamente. Parabéns, um dos homenageados. Parabéns. Então, por isso ele tá aqui no Ceará e conseguiu essa
Speaker A
Como é que é lá, Rodrigo? Olha, como é que tua vida lá, Rodrigo, como você? Eu tô um americano suburbano, né? Moro numa casa no subúrbio, corto grama, então eu já tô aqui com aquele espírito, né, americano. E agora.
Speaker A
social. Por que que esse ambiente político e social é tão importante na tomada de decisão das empresas, Rodrigo? Então, sempre foi importante. Eu acho que recentemente ele ele ele teve uma um papel mais formal no processo de decisão
Speaker A
Profissionalmente para mim é excelente. Eu, eu antes de ir para lá era professor da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.
Speaker A
pouco da história. Eh, a administração ela é uma ciência recente, né? Então, ah, na década de 60, quando essa essa principalmente a administração estratégica começou a a aparecer mais fortemente, os Estados Unidos a gente tinha Guerra Fria, né? A gente tinha aí
Speaker A
Eh, fiquei lá mais de 10 anos. Eu fui muito feliz em São Paulo da EAESP.
Speaker A
Então, a o que se o que se sabia sobre business government society, negócios, governo e sociedade, o governo saiu da história, né? Então, eh, por uma questão ideológica, por uma questão de soft power dos Estados Unidos para não
Speaker A
Em que área lá, Rodrigo? Eu era líder, líder da linha de pesquisa em estratégia empresarial pro mestrado e doutorado, né? Então, lecionava essas disciplinas, criei a, fui dos pioneiros a criar uma linha de pesquisa em e disciplinas relacionadas à estratégia e.
Speaker A
power, eh, para você difundir a ideia do capitalismo sendo melhor do que o comunismo ou socialismo, porque governo é uma coisa de é uma anomalia, né?
Speaker A
Política, né? Então, era muito feliz na GV e só que eu queria uma carreira internacional. Então eu, em 2014, eu morei um ano no, no em Boston. Eu era professor convidado do MIT, pesquisador visitante.
Speaker A
Harvard Business School, são dos grandes oligopolistas, né, dos também chamados de Rober Barons dos Estados Unidos.
Speaker A
Nessa disciplina, mais ou menos assim, né? Assunto departamento, no departamento, no departamento de ciência política, então que é do lado da Business School, da Sloan. Então assim, eu, eu consigo ver os dois lados, né? Então eu transito nesses.
Speaker A
investimento muito grande eh em lobby, em doação para campanha, né, relações pessoais dessas grandes empresas globais, né? Então isso é importante que isso entre eh como uma coisa formal, principalmente aqui no Brasil, né? No Brasil a gente tem muita questão de
Speaker A
Dois lados, a ciência política e administração. E lá eu decidi que não ia voltar mais. Apliquei, eh, pro mercado de trabalho nos Estados Unidos, recebi uma proposta coincidentemente para retornar na mesma área, eh, numa escola chamada Mary Mc College e fiquei lá 3, 4 anos.
Speaker A
pesquisas que eu fiz foi em relação a a entender melhor essa essa essa relação entre empresa e governo, né? Então, tem vários papers aqui, um um deles eh aí são as conexões políticas são desenvolvidas, por exemplo, por conselheiros eh que tiveram atuação no
Speaker A
Depois a Bentley University me fez uma proposta e eu, eu mudei para Bentley. Tô lá há 4 anos. E a Bentley assim, você, a gente sabe MIT, Harvard são as, né, as principais, Boston University também.
Speaker A
negócios, né? Eh, você tem eh o lado positivo seria o acesso a recursos, aumento na internacionalização, né? H incrível que pareça, a gente condena não muito doação paraa campanha, mas o que a gente viu estudando eh o que aconteceu
Speaker A
Então elas são, é, instituições mundiais, né? Agora você tem uma série de universidades, business schools são locais que em Boston elas são muito conhecidas, reconhecidas, elas fazem parte da do tecido ali, eh, socioeconômico da região. E a Bentley é.
Speaker A
mais clara, né? O que acontece em relações pessoais pro mercado, isso fica muito invisível, né? Então, a tanto é, talvez depois que que a a doação paraa campanha foi proibida em 2015, né? Você tem um aumento na doação dos sócios, né?
Speaker A
Uma delas, né? Região New England ali, né? De New England. É excelente, assim, academicamente é uma das melhores regiões dos Estados Unidos para você morar. Tem o frio, né? Mas a gente se acostuma, é lá no norte, lá pertinho do Canadá,
Speaker A
seja, de ownership indireto. E você tem um aumento muito grande, você tem uma coordenação maior política, né, e uma dispersão eh pro número de de recipientes desse dinheiro. Então, é algo que está aí, faz parte do dia a
Speaker A
né? Frio para caramba, né? Isso. 6 horas de Montreal. Então assim, mas eu, eu tô muito feliz. Eh, é um ambiente muito mais previsível para você trabalhar, né? Ah, e como eu falei lá, é o é o Silicon Valley da costa leste.
Speaker A
Rodrigo, analisando o cenário econômico global, né, a gente vê no pós-pandemia um mundo mais protecionista, os países estão mais fechados, né, e geopoliticamente meio que mais fragmentados.
Speaker A
Dos Estados Unidos, principalmente parte de ciências da vida, biofarmácia, empreendedorismo muito forte. E a Bentley faz parte de tudo isso, né?
Speaker A
Acho que depois que o muro de Berlim caiu, os Estados Unidos ficou como, né, o grande polo aí concentrando a maior parte do comércio, a maior parte da da questão de segurança, né? Depois da do ataque das Torres Gêmeas, isso começou a
Speaker A
Junto com outras grandes, como a Babson, que a gente conhece muito de empreendedorismo, que é nossa vizinha concorrente. Ah, e então tô muito feliz lá. Acho que eu tenho a oportunidade de colocar em prática as minhas ideias, né?
Speaker A
a nova administração, né, a administração americana, eh, com a a política externa deles e a política comercial de eh tarifas, né, a a sanções, enfim. E mas não só uma política clara, mas uma política imprevisível, né? Então, essa
Speaker A
Muito importante conhecer essa saga do Rodrigo, esse cearense que saiu daqui já há muitos anos, tá fazendo uma carreira aí internacional já super consolidada no mundo acadêmico empresarial, aonde a tese dele, e a gente vai já detalhar isso aqui, são as influências.
Speaker A
Então, por exemplo, a gente fez um estudo eh com consumidores canadenses sobre a propensão de boicotar empresas americanas, né, por conta do do da percepção hoje dos Estados Unidos no Canadá, que é muito ruim, né? Porque o Trump queria anexar os Estados Unidos, a
Speaker A
Do cenário geopolítico nas decisões empresariais. A gente vai para um rápido intervalo, daqui a gente volta, daqui a pouco a gente volta para entender em detalhes tudo isso. Segura aí.
Speaker A
governo e pela sociedade. a gente fez um experimento online, né, com esses com esses eh esses eh consumidores, né, em um experimento, ele dá uma cientifica turma adere a essa pesquisa, eles respondem, existe essa colaboração, é, é um protocolo, você tem uma uma base
Speaker A
De volta com o segundo bloco do nosso Inovação em Negócios, recebendo Rodrigo Bandeira de Melo, né, que é professor da Bentley University em Boston, Massachusetts, e ele é professor da área de estratégia e negócios internacionais lá na Bentley. Tá, que eu tô pensando aqui.
Speaker A
Exato. Amostragem verificada, né? né, e a causa, né, também importante. Então, por exemplo, o que que a gente viu é que dessas empresas eles quando os consumidores sabem que ela tem, por exemplo, investimentos sociais, né, responsabilidade social, investimentos
Speaker A
Uma coisa e me distrair, Rodrigo, porque tem muita pauta pra gente falar. A gente tem que falar sobre educação também, uma coisa que eu tava tratando aqui em off, né? Essa nova educação com advento aí da inteligência artificial, essa relação do.
Speaker A
Então, o investimento social, ele serve como, digamos, um seguro para essa ataque na legitimidade da empresa no país. Eh, agora, se a empresa responde com o investimento social após a crise, isso é visto de maneira negativa. Então, então assim, a a prescrição é que você
Speaker A
Aluno em sala de aula, enfim, a ge.
Speaker A
visto no país destino, né? Essas empresas respondem mais fortemente com lobing. Elas contratam lobistas externos ah para poder fazer lobing para diminuir essa pressão do governo, né? E elas mudam a estratégia de campanha. Então você, se o o governo republicano é quem
Speaker A
tá me dando dor de cabeça, eu mudo as minhas doações pros democratas. Então, sinalizo que eu que eu tô descontente com isso.
Speaker A
O lobby nos Estados Unidos é uma prática comum, é uma prática regulamentada. Regulamentada. Inclusive aqui no Brasil tem essa tem esse recall negativo, né?
Speaker A
É, então desde a década de 90 que se tem uma regulamentação de lobby lá transitando, né, ainda com Marco Maciel, depois tiveram outras, acho que a última é de 2000 e pouco, mas ainda é uma prática não regulamentada, apesar de que
Speaker A
a formação dos profissionais de relações governamentais no Brasil tá muito bem feita, muito profissional. Então a estão já foi aquela época da mala do Hoje você tem técnicas, ferramentas de análise de riscos, análise de cenários, né? Análise da de quanto que a empresa tá exposta a
Speaker A
essas essas questões, porque a palavra da vez é construir resiliência, né? É interessante regulamentar porque cria o cria a lei, cria a regra, né? criar regra é o que é que pode e o que é que não pode.
Speaker A
É exato. É, vamos fazer assim, a gente vai pro último intervalo, daqui a pouco a gente volta com essa conversa muito boa com o Rodrigo Bandeira de Melo, que é professor de estratégia e negócios internacionais na Bentley University em
Speaker A
Massachusetts, nos Estados Unidos. Segura aí que a gente volta já. De volta com o terceiro e último bloco aqui do nosso inovação e negócio de hoje especial, recebendo professor, né, Dr.
Speaker A
Rodrigo Bandeira de Melo. Rodrigo, que é professor de estratégia e negócios internacionais na Bentley University em Massachusetts, nos Estados Unidos. A gente tá falando sobre inteligência artificial, geopolítica e o novo ambiente de negócios. Rodrigo, vamos aqui direto ao
Speaker A
ponto eh que a gente tem que falar de tecnologia, de inteligência artificial. E eu gosto muito de estudar economia, eu sou economista, Rodrigo, e me chama muita atenção, não sei se faz sentido para você, a completa modificação de interação
Speaker A
entre os entes econômicos, cara. o modo como pessoas interagem com consumidores, com empresas, com oferta, com demanda, com governos.
Speaker A
Uhum. Então, pessoas entre si, socialmente falando, rede social. Então, a gente tá aí na quarta revolução industrial, né? O ganho de produtividade pelo advento da inteligência artificial, Rodrigo, é absurdo e é um assunto muito quente. As empresas, eu vejo uma uma certa cobrança
Speaker A
e pressão das próprias empresas em querer investir nisso. Isso tem sido feito muitas vezes de forma assoberbada para dar uma satisfação a um conselho.
Speaker A
Enfim cara é um assunto muito novo, muito quente. E eu queria falar contigo sobre IA, cara.
Speaker A
Uhum. Como é que você tá vendo aí eh eh essa realidade, tá? Em se falando de cenário econômico no comportamento das empresas.
Speaker A
Legal. Vamos dividir em partes. Acho que a primeira parte é a questão da IA. Ah, como é que ela muda os processos de trabalho, né? nossos processos cognitivos, né? Então, dentro da da área de educação, eh, e eu acho também dentro
Speaker A
das empresas, tá todo mundo tentando entender como é que funciona esse negócio, né? Na área de educação, acho que é o principal, assim, a porta de entrada e tem um BAC muito grande na forma como essa geração aprende, né?
Speaker A
Então, hoje na Bentley eles levam isso muito a sério. Então, a gente já tá trabalhando com propostas de para educar a geração que se chama geração alfa, né?
Speaker A
Que é que vem depois da geração Z. A geração Z aqui hoje tá na na universidade. A geração Alfa tem 13 anos aí, 14, que daqui a 4, 5 anos vai vai entrar na universidade e esse pessoal todo vão ser os líders os líderes
Speaker A
tomando decisão estratégicas. Então a gente tem que entender como é que funciona a cabeça desse pessoal. Eh, e um recente estudo do MIT que saiu mostra eh que os alunos agora estão num processo de rendição cognitiva, né? O
Speaker A
cognitive surrender, né? Então, ou seja, ao menor ao menor desafio para pensar já manda uma pergunta para Iá para resolver o problema. Então, como é que a gente faz, né? O que que vai sobrar para nós como decisores? Não, que o que que vai
Speaker A
ser valorizado, né? Num determinado momento a gente se toma decisões estratégicas. Eh, o que que define uma boa de uma má estratégia, né? Dado que a tecnologia é a mesma e as pessoas vão estar operando dentro dessas plataformas
Speaker A
aí. Então hoje as empresas e a a Bentley ela ela foca muito nisso, se essa parte analítica, né, a parte de hard skills, isso aí já tá resolvido ou vai ser resolvido. Acho que o ponto de de distinção são o que a gente chamava de
Speaker A
soft skills ou então de agora se chama de power skills, né? Os as habilidades duradoras. Então é o que que é? É você ser capaz de por criatividade, intuição, ser capaz de se comunicar, resolver conflitos. Então, hoje os cursos de
Speaker A
formação de líderes, eles estão focando muito nessa nessas na formação dessas habilidades, né? Ah, com trabalhos em grupo, por exemplo, com conversas tete a tete com o professor. Mas assim, é tudo experimental, tá todo mundo tentando entender como é que funciona e a a o
Speaker A
impacto da IA nessas relações no processo de tomado de decisão estratégica, né? Então, voltando a a à outra parte da tua pergunta, é no que diz respeito a Muito interessante esse esse teu ponto.
Speaker A
Perdão, Rodrigo, acho que não pode deixar passar batido, que eu perguntei do ambiente nas empresas e você colocou na educação, é, que é o que vai se refletir nas empresas daqui a pouco.
Speaker A
Então, como é que a academia, como é que o meio estudantil, educacional no mundo inteiro tá lidando com isso? Muito legal. Esse é o ponto.
Speaker A
Você sabe, você sabe qual é uma das, você sabe qual é uma das principais atributos buscados pelos empregadores lá nos Estados Unidos? Um dos principais, entusiasmo.
Speaker A
Então assim, a universidade vai ser capaz de gerar líderes que tenham entusiasmo. Então é uma geração completamente diferente. Eu já tô há 30 anos nessa, eu já vi passar várias. Eu ensinei da geração X, milênio, geração Z e vou ensinar a geração alfa. Então isso
Speaker A
muda completamente e muda o processo obviamente de tomada de de decisão estratégica nas empresas. Então, então muito bacana esse ponto do IA da IA na educação. Muito legal.
Speaker A
Educação e a empresas. Então, voltando para as empresas assim, você tem ainda os estudos mostram que o retorno, Roy, o retorno sobre o investimento ainda tá muito mix bag, né?
Speaker A
Ou seja, não tem ainda eh claramente uma diretriz ou que você mencionou ganidade, mas também dá tem muitos resultados que são mix, né? Você tem o AI washing, que seria você mostrar que tá fazendo alguma coisa para satisfazer os acionistas,
Speaker A
para satisfazer os seus stakeholders, mas na realidade não tá sendo incorporado né? Ótimo termo. E a é, então você tem eh, ou seja, como como que a a IA pode realmente afetar o core business da empresa, né? os processos de
Speaker A
geração, entrega e apropriação de valor, se apoderar dessa possibilidade de produtividade. Exato. Que que que pode ser gerada, né?
Speaker A
Que pode ser gerada, não só de produtividade, mas também de transformação, né? De você mudar a forma como você gera valor, como você cria valor. Ah, então assim, isso, né? O que fazer, né? você é o gestor, você olha
Speaker A
ali a você tem vários provedores de IA, como é que você faz esse processo para implementar a IA e realmente fazer uma transformação digital, né? Então existem essa parte tecnológica, mas eu acho que é importante a gente ressaltar a parte
Speaker A
que tá por trás de tudo isso, que é a questão geopolítica que envolvem essas escolhas, né? Ou seja, as suas escolhas já são condicionadas a um outro fator que vem por detrás, que é a geopolítica.
Speaker A
E principalmente você for multinacional, isso impacta fortemente, porque hoje hoje você tem a supply chain, a cadeia de suprimentos da IA como arma de eh de foreign policy, de política externa, né, dos países. E aí você tem hoje uma
Speaker A
polarização entre Estados Unidos e China, a Europa correndo atrás, né? os Estados Unidos com modelo fechado, um modelo de de altamente de fronteira, né, muito superior aos demais e a China correndo atrás. Esse modelo fechado, eh, você tem, então, os Estados Unidos
Speaker A
bloqueando exportação de chips Nvidia paraa China, né? Você tem sanções de exportação, sanções às empresas chinesas de usarem e você tem eh um modelo chinês que é o modelo aberto, né, de pesos abertos, de código aberto que que é
Speaker A
montado em cima de um stack de hardware que é não é da Nvidia, mas é da HWi, né?
Speaker A
E você tem os outros modelos como Deepsek, Quen, eh, que seriam os rivais do, eh, dos nossos chatpt e Gron, né?
Speaker A
Perdão. Então, há uma corrida nesse sentido. Quem que vai ser o, qual padrão vai dominar a China, pelo por conta que ela tá eh, no tem toda essa a dominação dela, a hegemonia industrial, então ela tem um modelo de baixo custo que permite
Speaker A
você uma eh integrar melhor, né, o o mundo real com o mundo virtual. E os Estados Unidos é um modelo então de de restrição, né, e de escolha. Então, perdão. Então, hoje a tanto a União Europeia como aqui as América Latina
Speaker A
sofre uma pressão dos Estados Unidos para adotar o padrão americano e não o padrão chinês, né? Então você fica com esse conflito. E os países emergentes hoje são uma boa, eu ia te perguntar isso, não quis te interromper. E os países emergentes,
Speaker A
como é que eles ficam no meio? Porque veja bem, se você se você é uma empresa multinacional, você entra na China por questões regulamentais e por questões de mercado, você adopta o padrão chinês, mesmo sendo uma empresa europeia ou americana. Então você adota
Speaker A
uma base eh HW com um modelo local que permite integração a outras plataformas locais na China, né? Você não vai usar chatt ou ou ou ou Gronk ou ou cloud, né?
Speaker A
Você vai usar os modelos chinêses. Mas e aí você então você tem doméstica na no seu mercado, nos outros mercados, você tem outra plataforma. Então assim, a a escala global dessas plataformas elas não vão existir. Você vai ter uma
Speaker A
duplicação de recursos, duplicação de custos, né, rodando dois dois ecossistemas. Isso aumenta a exposição ao risco, né? E e aumenta também o escrutínio, porque se você, perdão, se você tá muito embeded, né, se você tá muito vinculado, por exemplo, ao gover a
Speaker A
um governo, vamos supor chinês e o governo americano vê isso como rival, os seus o seu escrutino regulamentar, regulamentório ah ah, nos Estados Unidos, em outros lugares, aumenta, porque há uma suspeita. Bom, você tá você tá transacionando dados lá na China
Speaker A
e você tem essa plataforma aqui nos Estados Unidos. Então tem um receio de espionagem, tem um receio de proteção de dados, existe um receio de eh de soberania dos dados, né? Então, empresas que são muito eh embeded, né, muito
Speaker A
enraizadas ou ou colaborando com esses países que são vistos pelos Estados Unidos como rivais, essas empresas vão ter custos regulamentais regulamentórios maiores, né? O país emergente oferece uma resiliência maior, uma um buffer, né? Porque aqui nós, como no Brasil, nós
Speaker A
estamos sofrendo pressão dos dois lados, né? Que o Brasil se enquadra na nos país emergentes. Eu não tô incluindo a China, né? Então, então apesar do Estados Unidos ter essa pressão aqui, você permite ter esses dois modelos. Então, isso constrói
Speaker A
dentro do das empresas globais uma resiliência, entendeu? Melhor a mitigação do risco. Ô, Rodrigo, deixa eu te perguntar aqui, deixa eu te perguntar aqui uma coisa.
Speaker A
Eh, tem sido muito comum manifestações que a, em minha visão, eu fico surpreso e eu fico tentando entender o que é que tá por trás disso. Eu até anotei aqui, você tem figuras como o Sunman, que é o
Speaker A
CEO da Open Ai, o Willam Musk, tá certo? Dois dos maiores players globais, inteligência artificial. Eu acho que ontem lá na conferência das Nações Unidas em Nova York, que tá tendo nesse momento, você teve uma manifestação muito do CEO da
Speaker A
Antropic, que eu até esqueci o nome dele perdão o Amodei. Amodei. Teve a manifestação meio que em conjunto do Amodei, que é o CO Down Tropic, com o Sunman, que é um grande concorrente, que uma é spinoff da outra,
Speaker A
uma são assim e eles se manifestaram publicamente na ONU ontem declarando essa história de uma discussão ética, não sei se é ética, Rodrigo, o termo, mas de uma preocupação de todo mundo aonde é que vai chegar isso.
Speaker A
Claro, né? de que forma isso vai interagir nas relações humanas de um modo geral, tá? E eu fico querendo entender o que é que eu acho que uma delas vai fazer o IPO agora em breve, acho que é a Antropic.
Speaker A
Será que é por causa dessa guerra comercial, desse de modelo com a China? Mas o fato é que existe, o meu ponto é o seguinte, existe um questionamento de até que ponto o desenvolvimento assustador, no bom sentido, né, da
Speaker A
inteligência artificial vai interferir no humano, cara. É, vocês olham isso lá, isso é isso é assim discutido o que é que você sociologicamente é a primeira vez na história da humanidade que a gente faz algo com as mãos, constrói algo que foge
Speaker A
do nosso controle, né? Então a EAI vai, se não tiver explica paraas pessoas o que risco é que essas pessoas estão se referindo.
Speaker A
Recentemente um modelo da do chat GPT, ele como a gente fala em inglês, é wetrogue, né? Ele saiu do ambiente confinado e fez ataques cibernéticos, né? Então parece coisa de filme, né? Quem assistiu aí o de volta, como é que é o albeck, o
Speaker A
do é de volta para o futuro. É. É, é o Terminator, né? Ah, sim.
Speaker A
É ele. Então, assim, essas coisas estão acontecendo agora. Você tem modelos que saem do controle fechado do laboratório, vão para vão pra internet e dali eles invadem sistemas. Então, se como hoje tá tudo muito conectado, o risco ele é ele
Speaker A
é real. E é isso que esses caras estão dizendo aí, né? Agora, vale ressaltar o seguinte, o jabuti não sobe árvore, né?
Speaker A
Se você vê um jabuti na árvore, alguém botou lá, entende? Alguém botou lá. Por que que ele tá falando da is que ele tá falando isso?
Speaker A
É, então é por conta dessa questão geopolítica. Então você tem interesses no sentido de, ah, vamos de repente fazer isso daí para a gente ter uma barganha melhor com o governo ou até fazer com que o chinês a
Speaker A
gente colabore com chinês para poder reduzir a velocidade dele de desenvolvimento, né? Então, o fato é de que esses CEOs eles são muito poderosos, eles têm status hoje quase de diplomatas. Olha, o o Xinping tá tá nos Estados Unidos com o Trump e quem foi
Speaker A
convidado? Os poucos foram convidados, eles, né? E os dois governos já negaram: "Não, nós não vamos não vamos reduzir o pé do acelerador, tirar o pé do acelerador, vamos continuar". Entendeu?
Speaker A
Então você tem um modelo estatal chinês que dita essa esse esse ritmo e o modelo americano que é um modelo de mercado, mas essa administração ela ela interfere na vida dessas empresas muito fortemente, né? Ah, então os dois não
Speaker A
vão tirar o pé do acelerador, né? Só que tem um algo que a gente não tá tá olhando direito, que que é o gargalo da infraestrutura para isso, né? Então assim, por exemplo, os data centers hoje nos Estados Unidos é o que tem é é
Speaker A
assim, é é a bola da vez nas eleições que vão acontecer agora em novembro.
Speaker A
Então, todas as comunidades eh que são possíveis targets desses data centers, porque tem terra e energia, já tão se adiantando e montando regras para evitar esses data centers de entrarem ou fazer de uma forma que não seja tão maléfico a
Speaker A
comunidade do entorno. Então assim, eh, a tanto que os Estados Unidos agora tá exportando o datac porque tá muito difícil fazerá, apesar de que eles são trator e vão, né, passam por cima projetos de 200 bilhões de dólares, 500
Speaker A
bilhões de dólares. Então, o que tá previsto nos próximos anos, nos próximos anos de construção de data center nos Estados Unidos, é o maior projeto de infraestrutura americano depois do da expansão das Highways na década de 70. É
Speaker A
a coisa de trilhões de dólares. Isso é muito importante você falar em data center, Rodrigo, pra gente explicar paraas pessoas o seguinte.
Speaker A
Aqui no Ceará tem sido divulgado investimentos bilionários, centenas de bilhões em data center. E as pessoas às vezes me perguntam: "Data center fica muito vago." O que ocorre é o seguinte, me corre eh se eu tinha enganado, Rodrigo, nessas
Speaker A
interações que a gente tem com chat GPT, com cloud, com internet, com tecnologia, perguntas e respostas em rede social, parece muito simples, mas isso é uma transferência de dados. Existe um hardwares, máquinas de armazenamento gigantescas no ambiente físico mesmo,
Speaker A
galpões que armazenam e manuseiam esses dados para lá e para cá. São os data centers que são investimentos trilharários que tá gociando aqui no Ceará, né, assim, para poder suportar o crescimento de demanda é da IA. Faz sentido, Rodrigo?
Speaker A
Faz sentido. E agora você essa discussão tá quente nos Estados Unidos também, é total. É um dos pontos principais da campanha. Eh, então você tem, principalmente por conta dos data centers que são chamados de hyper scales, né, são os grandes, né, ah, que
Speaker A
são os capazes agora de suportar essa demanda futura, não só para uma IA, mas para uma IA generalizada, que ele chama general artificial intelligence, que aí que vai levar assim ao cubo o que a gente já tem hoje. E esses essa
Speaker A
infraestrutura ela é muito importante, só que ela tem um impacto local muito grande. Então, a a já tem uma série de problemas, já ocorrem problemas hoje de viabilização desses data centers, tanto que eh os Estados Unidos tem muitos que estão indo
Speaker A
paraa Austrália, né? Ah, e outros países que ainda estão mais receptivos, mas nos Estados Unidos tem uma resistência muito grande a isso. Então, tudo isso faz parte, né, desses caras tentarem resolver esse problema dos CEOs, né? E o
Speaker A
interessante que assim, a resistência a esses CEOs nos Estados Unidos ainda é grande, né? né? Ou seja, pelo tamanho e o poder que eles têm, você tem estudantes universitários vaiando esses caras quando eles dão palestra lá, né?
Speaker A
Apesar deles usarem os alunos, mas eles vaiam porque o a concentração de poder, então assim, uma das formas deles tirarem os holofotes de frente deles, isso é um paper que eu fiz, uma pesquisa que nós fizemos, é falar pelo algoritmo,
Speaker A
né? né? Então nós, eh, eu e mais um aluno de doutorado, nós eh testamos seis eh dos Estados Unidos para ver o viés político delas, né? Então, ah, nós primeiros nós mapeamos eh a inclinação política dos CEOs dele, olhando os posts
Speaker A
que eles fizeram no Twitter, no X, e nós classificamos quem é mais de direita, quem é mais de esquerda, né? E daí nós eh eh fizemos queries na IA de cada um deles, né? Eh perguntando sobre 16 eixos
Speaker A
políticos, imigração, controle de armas, né? Coisas bem eh são chamados eh políticos, né? E vimos a resposta, né?
Speaker A
Então assim, para quem pros para quem para quem tem o CEO mais à direita, a resposta que a IAT dá é mais à direita.
Speaker A
Para quem tem mais à esquerda é mais à esquerda. E esse efeito é maior quando eu pergunto um que é saliente para o CEO, entendeu? Então mostra aí uma uma correlação muito forte entre o que o CEO acredita politicamente e o que a gente
Speaker A
tá consumindo pela IA sem saber, né? Porque isso vem, ele não vai escritóri, isso é uma resposta de direito. Você tem por uma análise do conteúdo da resposta, a gente consegue quantificar que se é mais à direita ou mais à esquerda, né?
Speaker A
Então, a e esse tipo de interferência que ocorre por meio da contratação de engenheiros e e e pessoas que treinam esses algoritmos, né, você tem essa influência pela. Então, assim, e em termos de political advocacy, que a gente chama, os CEOs dessas empresas são
Speaker A
muito poderosos. Eles não só fazem a questão essa pressão direta, mas a pressão indireta mais latente por meio dos seus algoritmos, né, Rodrigo, não dá pra gente não fazer indo aqui pro final do nosso programa. É, eh, é muito ruim, tem muita coisa para te
Speaker A
falar ainda, mas a gente não pode deixar de fazer em algum momento exercícios futuros, cara. Assim, é claro que do jeito que a coisa tá indo é impossível prever, mas assim, é tipo, tá em os lençóis, vamos parar onde, Rodrigo?
Speaker A
Como é que você eventualmente pensa o seu grupo de estudos lá super qualificado na Bentley University, Estados Unidos? Nós vamos para onde?
Speaker A
Como é que você vê isso daqui há 5, 10 anos Rodrigo? 5, 10 anos. Boa pergunta, né?
Speaker A
Boa pergunta, né? É, eu diria assim, do ponto de vista estratégico, eh, cada vez mais, mais do que nunca agora nesses nessas nessa década, estratégia empresarial, que seria, né, você desenvolver uma estratégia que lhe dê vantagem competitiva, né? Então, mais do
Speaker A
que você ficar atento a a questões de mercado, o que que seus concorrentes estão fazendo, para onde a tecnologia vai, a vantagem competitiva vem de você entender a estrutura de poder, né? né?
Speaker A
Então, quais são a os agentes que vão ditar as regras do jogo, que vão afetar as suas escolhas estratégicas? E se você é um um um gestor estratégico, você tem que pensar o seguinte: não é como meu produto vai vencer o do concorrente no
Speaker A
meu mercado, mas é como eu consigo montar uma configuração organizacional que seja resiliente a diferentes alternativas de poder, né? Quando eu digo poderes, é essa geopolítica, né?
Speaker A
quem afeta eh a as possíveis escolhas que nós estamos tomando, porque as escolhas de mercado elas são condicionadas pelas regras do jogo.
Speaker A
Então, acho que no futuro eh eu vejo a vantagem competitiva sendo derivada muito, não só da parte de mercado, mas também muito da parte das estruturas de poder, né? Do ponto de vista individual, essa eu acho que é a grande incógnita,
Speaker A
né? Porque o que é que vai sobrar pra gente, né? a com essa rendição cognitiva, se a EAI vai resolver meu problema de marketing. Eu tava conversando com um amigo que é presidente de uma universidade eh no sul
Speaker A
do estado, ele falou: "Olha, eh eu contrato esse provedor aqui, ele tem um robocol, ele liga pros meus pros meus marketing leads, ele ele faz tudo sozinho. Eu não preciso ter mais as pessoas de marketing para fazer para
Speaker A
mim. Esse agente ele resolve tudo e até muito melhor do que eu. Então assim, comercialmente, inclusive até no closing, até no fechamento do negócio, ele faz e a faz. Então assim, eu acho que esse tipo de eh atuação vai começar
Speaker A
é marginal, não faz parte do core, que seria o core dele seria você ter um tirar o professor e colocar o IA para dar aula para você ver a parte core dele, né? E a fazendo pesquisa. Então assim, onde que nós vamos parar? Eu acho
Speaker A
que cada vez mais toda essa parte analítica de descoberta vai continuar lá, vai ser resolvida. O o a IA vai fazer o heavy lifting desse negócio, né?
Speaker A
Aí a pergunta é o que é que sobra pra gente né? Vai sobrar o quê? Intuição, criatividade, relações pessoais, entendeu?
Speaker A
Equilíbrio emocional, equilíbrio emocional, resiliência, né? Entusiasmo. É, aliás, é isso que a gente tenta ensinar pros alunos hoje na Bentley, né? Então assim, eu como professor já foi o tempo que eu vinha lá, tinha os meus slides, eu dava aula.
Speaker A
Hoje, como você falou aqui em off comigo, eu sou um cara que vai facilitar, né, a a a descoberta desse pessoal. Então, muitos muitos projetos de experiential learning, né? Então, a alunos fazendo trabalho com empresas, né, tete a tete, ali, o professor com
Speaker A
contato muito próximo deles, né, acho que esse esse desenvolvimento dessas habilidades é quem vai definir a gente como pessoa e como profissional mais para frente, né? Então, assim, eu tenho essa visão eh um pouco otimista, né? a visão pessimista, que realmente que
Speaker A
seria uma visão mais eh catastrófica, escatológica, que o mundo vai se acabar, esse negócio vai apertar um botão lá, vai acabar uma bomba atômica. Eu acho que eu acho que a gente não, a gente é inteligente o suficiente para não chegar
Speaker A
nesse ponto, chegar nesse ponto. O problema isso, né? Problema, o problema é que se a corrida geopolítica, né, acelerar e um querer suplantar o outro, pode ser uma corrida por precipício, como que como já se tem documentado hoje, né?
Speaker A
o o qual é o endgame desse negócio, né? Então, assim, eu não quero terminar com uma nota assim muito apocalíptica, mas eh eu tenho uma visão mais otimista. Eu acho que da mesma forma que que outras ferramentas que vieram aí nos ajudaram
Speaker A
de trabalhos burocráticos para que a nossa mente fique mais aberta a coisas mais elevadas, né, digamos assim, cognitivamente elevadas, eu levo a crer que num equilíbrio aí a gente vá conseguir eh desenvolver coisas muito melhores do que os nossos antepassados,
Speaker A
né? Eh, eu achei muito legal o ponto, eu acho que dentre várias coisas que a gente falou aqui, de suma importância, o ponto de como é que o sistema educacional global no Brasil, né, nossa terra, nosso país, vai se posicionar para preparar as
Speaker A
pessoas exatamente para essa realidade, não é nem para o futuro, para essa realidade atual, né, com advento de tecnologia e inteligência. artificial, mudando completamente a forma com que as pessoas interagem entre si. Rodrigo, muito obrigado pela sua presença. Eh, tô
Speaker A
frustrado, a pauta é muito extensa, de muita qualidade, mas foi um prazer muito grande ter aqui com você, meu amigo.
Speaker A
Eu que agradeço sempre, como eu falei para você, é relaxante poder falar isso aqui na minha na minha língua, na minha casa, né, e com pessoas com que eu prezo bastante, amigos de infância, como como você, da. Obrigado.
Speaker A
Prazer, né, Na Rava est aqui com você, meu amigo, de verdade, uma conversa ótima com Rodrigo Bandeira de Melo, que é professor de estratégia e negócios internacionais na Betley University em Massachusetts, nos Estados Unidos. A gente falou sobre inteligência
Speaker A
artificial, geopolítica e o novo ambiente de negócios. Um grande abraço a todos. Até o nosso próximo programa, se Deus quiser.
Speaker A
Yeah.
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