Documentário que revela a trágica história do Hospital Colônia de Barbacena, um campo de concentração para doentes mentais no Brasil.
Key Takeaways
- O Hospital Colônia de Barbacena foi um local de extrema violação dos direitos humanos.
- A negligência e maus-tratos foram sistemáticos e causaram a morte de milhares de pacientes.
- O Brasil desconhece amplamente essa parte trágica de sua história psiquiátrica.
- É fundamental promover a humanização e o respeito no tratamento de pessoas com transtornos mentais.
- O documentário serve como denúncia e alerta para evitar a repetição dessas práticas.
What the video covers
- O vídeo aborda a história do Hospital Colônia de Barbacena, conhecido como um dos maiores horrores da psiquiatria brasileira.
- Mostra a transformação do sanatório de luxo para um hospital que se tornou um campo de concentração para pessoas consideradas indesejáveis.
- Relatos de maus-tratos, negligência, superlotação e uso abusivo de eletrochoques são apresentados por testemunhas e profissionais.
- O hospital recebia pacientes sem identificação, muitos enviados por hospitais e pela polícia, sem qualquer cuidado adequado.
- A medicação era rudimentar e aplicada de forma violenta, com ameaças e uso de força policial interna.
- O documentário destaca a falta de conhecimento da população brasileira sobre essa tragédia histórica.
- Há uma comparação da linha de trem que levava os pacientes ao hospital com as linhas usadas pelos nazistas para campos de concentração.
- O filme mostra o impacto emocional e físico sofrido pelos pacientes e a indignação dos profissionais que trabalharam no local.
- Apresenta também a herança vergonhosa deixada pela forma como o Estado e a sociedade trataram pessoas com transtornos mentais.
- Finaliza com reflexões sobre a importância de evitar que tais abusos se repitam e a necessidade de respeito e dignidade no tratamento psiquiátrico.
Chapters
- 00:00Introdução e contexto histórico do Hospital Colônia
- 07:51Sanatório de luxo e comparação com campos nazistas
- 12:20Relatos sobre tratamentos e eletrochoques
- 17:59Condições precárias e negligência no hospital
- 24:43Impacto social e histórico da tragédia
- 29:51Funcionamento inicial e mudanças ao longo do tempo
- 35:48Depoimentos sobre rotina e maus-tratos
- 45:30Reflexões finais e legado da tragédia
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Speaker A
[Música] [Música] O [Música] O [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] Era hora e é só queira e quinta-feira tinha um vagão de louco pra cá, não tinha nada diferente, só no vagão de louco escrito e vagão para louco. E assim não está a banda de fora.
Speaker A
Se inscrito quer dizer que aquilo ali não tinha passageiro, não podia ir lá. Eu trabalho não está sendo chamado de Deus Mourão lá, coitado dele, só chegava à sede da manhã e saía às sete da noite nessa estação. Então os coitados sofriam.
Speaker A
Tínhamos que chorar, o outro pegava uma meta de comida. Nós tínhamos um restaurante que fornecia água aí qualquer um lá às vezes, como era com bom, outra tese coube a um modo muito esquisito com a colina assim na chave.
Speaker A
A polícia judiciária com nunca sai do quarto e assim, mas tinha policial, sabem que era muito bom, muito bom e policial. O dinheiro dele não dava pra ele, comprovou que ele a bóia dele, o clube sem o oitavo que tinha pra isso aí.
Speaker A
Dava gosto de conversar com ele e conversar direitinho xote e cantavam. Muita gente falando que tinha muito nem no quadro da política ou algum enguiço empurrar ver como louco autoridade daqui é pro hospício. Bom, o que eu pensava no seguinte, eles
Speaker A
iriam sofrer, mas era um recurso. Eu acho que é uma missão muito difícil quem cuida de um longo dia 5 mil pacientes. Quando entrei aqui na época, toda quarta-feira chegava um ônibus e tupi de paciente fome thanou tendo
Speaker A
diarreia originado do hospital Raul Soares porque a polícia militar, polícia de rua de Belo Horizonte, não sei qual tipo de tolice pegava todas as pessoas que estavam perambulando rodoviário na enfiada dentro com Soares Raul Soares voltava pra gente aqui sem
Speaker A
nome, sem nada. E aqui tem muito paciente com os hospitais mandavam porque era fácil, o diretor, o médico, todos tinham hospital que a fonte de renda excelente, né? Excelente mesmo, que dois não tinha coisa melhor dar dinheiro e colocar mandava
Speaker A
que estava andando trabalho plantar aquela depósito. Sempre foi depósito, sempre a minha mãe que entrou aqui, ela veio através político à política de uma vaga sendo chegava perto. Por isso que eu quero trabalhar no colony, estava uma casta. Entregaram o diretor
Speaker A
o diretor fazer uma análise. No outro dia estava trabalhando, não tinha que ter profissão de saber ler nem escrever, basta saber distribuir alimentação, lavar os 12 corredor da mães paciente, entendeu? Distribuir a medicação, mas medicação era um comprimido rosa e o azul era o doi.
Speaker A
Fernando Panesso onde a cepa um nome sim, simplesmente explicar pra ela: você faz a ronda, se tiver gritando, batendo, você dos dois juntos. Se tiver cantante oportuno da honrosa sangue. Então era conhecida a medicação na época o pessoal da colônia pela bela.
Speaker A
Cor o final do século 19 em Barbacena marcou um mito que se criou na cidade Brasil, um contorno que aqui havia um clima muito especial, clima serrano. Ele era o oposto daquele momento em que o Rio de Janeiro é tido como uma cidade
Speaker A
insalubre das grandes febres, das grandes epidemias. Então de certa forma a elite do Rio de Janeiro, que é a capital do Brasil, então começa a descobrir em Barbacena um lugar para se tratar. E não é só das doenças respiratórias, das
Speaker A
doenças clínicas, as chamadas doenças nervosas começam a ter espaço no antigo sanatório, que é o ancestral do hospital colônia, o antigo sanatório que funcionava nos prédios que hoje compreendem a assistência dos alienados. Ele era um lugar de muito requinte, com os talheres
Speaker A
de prata, com o menu muito charmoso. Todo infância fez ele tem uma linha de trem exclusiva para atender essa clientela que chega, a mesma linha que depois vai ser comparada com as linhas que os nazistas usavam, o complexo de Auschwitz.
Speaker A
Então é uma história para a doux ao. Ela começa com o requinte de um espaço de luxo para pessoas ricas, que depois foi adquirido pelo governo do estado de Minas Gerais e ao longo do século 20 se transformou no terrível hospital falou de
Speaker A
Barbassa. Quando eu tive acesso às fotos feitas dentro desse hospital em 1961 pelo Luiz Alfredo, eu fiquei tão impactada que eu não vi nenhuma daquelas fosse um hospital. Todas aquelas imagens que remetiam campos de concentração e o fato de a minha geração
Speaker A
não saber nada sobre essa história me deixou muito indignada. Como é que uma história como essa, como é que é uma das maiores tragédias do Brasil acontecem diante dos nossos olhos e a gente não sabe nada sobre isso? Eu descobri que o Brasil desconhece uma
Speaker A
das suas piores tragédias. A gente tinha que botar o paciente no lençol e voltou lá nome procedência. Às vezes passava 3, 4 em cima, às vezes quando eu peguei plantão também achava, levava, você achava que acharmos defunto lá morrendo assim. Outras a outro garoto
Speaker A
Matheus, outro que plantam de passar cinco paciente morto, trazia vela na bolsa, trabalha 24 horas. Aí eu havia venda para o tá na moda paciente com o rei da noite. Um fizemos enfermaria lá embaixo no fundo Crispim de um corte sobrando lá, defendeu uma
Speaker A
enfermaria. Ele pra ver salvar alguma coisa, né? A gente trazia leite de casa, fazia leite em pó, tentava colocar na boca, mas eu estava em um estado muito ruim mesmo de tank mês. Houve uma canja branca ralada CD servia canecas de alumínio.
Speaker A
Aí foi enganador, foi bolinha e acabaram até chegar no ponto que pela quantidade paciente morreu por falta de alimentação. A enfermagem que não tinha nada, né? Tinha nada, tinha aquela bacia, ele o chamava de bacia perder que servia a
Speaker A
seringa que seria pra todo mundo aqui uma injeção chamado bené, leva a um complexo B, enfiava um acidente em que cabia na seringa 10 acordo benéfico, tudo uma agulha desta mãe e aplicando paciente, paciente. Gosto de descartar antigamente não era
Speaker A
era isso que tinha lá embaixo do apartamento B. Tinha um funcionário que ele era guarda emprestado da polícia civil e ele ficava com a arma que ele achava que era a polícia de dentro. Então muitas vezes ele puxou a arma pra
Speaker A
mim, ele puxava o paciente, ele os remédios, sobretudo dentro uma caixa de papelão. Ele olhava pra casa do paciente: é esse que eu vou dar aqui, que eu vou dar esse aqui, que eu vou dar esse. Paciente não quisesse, ele ameaçava com a
Speaker A
arma. Não era um médico. A três pavilhões, eles chegavam na portaria do pavilhão, chamava os funcionários e aplicava nem a medicação para se aplicar. Tinha pavilhão igual o príncipe, quer horror dos horrores, 400 pacientes homens de uma grade fechando tudo, violento, sem
Speaker A
medicação. E se você entrar lá, estipulado em cima de todo mundo. Nessa época não havia comprimido via, não é da rua, e o xarope que o do farmacêutico fazia, nem o eletrochoque que é muito usado e aquelas muito agressiva, muito
Speaker A
violento, que não tinha resposta, que não tinha as medicações que tem hoje em dia. Da neta choque que é o sinal, fez muito eletroshopping bastante, não tinha outra coisa muito. Você é deprimido, recuperava, mas achei que não dava com anestesia na
Speaker A
época, mas eu fiz bastante. É, eu vou torcer carros fazendo uma boa semana, mas os pacientes segurados direitinho, acalmava o paciente, estava Karen pra eles e eu pude no mínimo da eletroshopping muito. E a gente conhece na cama mais de 40 pacientes.
Speaker A
Sabe, eu ficar com tristeza porque eles bilhão viu outro tema as coisas, né? Mas a gente mandava fazer uma oração, conversava com eles e tudo. Eu costumava por 55, o médico vinha e passava a montagem. Aí é um aparelho quadrado assim com 22
Speaker A
mil assim de pouco na testa, aqui na fonte. Aí se ligava o aparelho na parelha, na eletricidade. Aí já passava a, à vontade, já o tanto que o médico mandou. A esse time tem uma base linha com um pouquinho
Speaker A
de água de sal. Se passar por um choque pegar, então ele dava que aquele, aquela crise é forte sim. Sair a gente foi um pano na boca, a filha tinha as bruxinhas já ficava pronta. Ele inspira, já estava tudo pronto e botava a
Speaker A
mochila na boca para morder a língua e segurava duas pessoas segura porque ela debatia muito. Eu tinha pavor, mas você aplicava entrou só, eu não ficava, ajudava na segurava, né? Bom, era por finalidade, é terapêutica, mas de repente pode se às vezes aqui onde o
Speaker A
previsto, mas o paciente às vezes fazia umas travessuras nem a ver se é tomar vaia choque tiver com esse teatro. Foi quando eu vi as.
Speaker A
outro as impressões eram os piores possíveis porque o cheiro né a pobreza a soco existia uma fala e não existia todos eram andarilhos projetos e andarilho a coisa interessante na pessoa ficar andando em volta de si mesmo na
Speaker A
horas e horas e tudo isso era natural tudo isso fazia parte [Música] uma das coisas mais impressionantes dessa história é a situação dos meninos de oliveira exatamente porque eles tinham ao contrário dos pacientes do hospital colônia eles tinham algum tipo
Speaker A
de deficiência física ou mental e os pais sentiam vergonha desses filhos e encaminhar esses filhos para um depósito de crianças chamadas paulo oliveira e aí quando esse tal feche esses meninos eles acabam mudando de depósito e acabam sendo encaminhados então para o hospital
Speaker A
colônia no início da década de 70 e veio mais de 100 crianças que 140 crianças pra cá não manchem menos três funcionários quando pega o filho é seu assim disse que a gente não pega conseguia pegar até duas três pessoas
Speaker A
todas com alguma deficiência física nem falar é isso que eu tinha aqui tinha um pavilhão de criança fm ficava eu ficava lá yamaha e sl pna algodão ampa to the assim é a totvs aí falei a força de ser
Speaker A
um braço que não conseguir do e muito apegado kanas era ela também acaba na água na serra capanha firmeza você dá uns design assunto finge anos pai do tio sam em casa só não tem paulo e meu pai do tio o que e onde é pequeno
Speaker A
é assim eu fui lembrando vir mais manhã morreu qual é neném é a morreu sem ver com 12 também está há quantos anos não sei maior do que a minha mãe tá na cidade enquanto ela tem problema de tuberculose
Speaker A
na época tinha cura a doença erradicada ea morreu e depois que ela morresse ficou com quem caminha madrid fazem muita bagunça não carteiro que esse pessoal que a tomar pra gente botava na cabeça ligá-lo ainda aquele estalo aí a pessoa se instalar com a fifa a
Speaker A
intensidade de focos passava para a linha quase né meio triste contato isso sabe aonde eu também né eu bené de 500 mega água que é que tem eu fui ternana fhemig uma eu tô me ver atuando em total o bebê morrer foi é do
Speaker A
mt havana vêm back 90 mi teva 90 e lá pois é nasce ela também não tinha febre pois ninguém vê na favela pelada e sem roupa sem nada e voa dedicadamente à toa eu não faço e nem aqui nada nem nada
Speaker A
eu falei de fácil na teoria é brincar de fazer partilhar a um vídeo amy kuna vende-la pingava vent é meu pai vai manter o euro meu pai entendo e melhorar ninguém vive também é que nem a ninguém eu tô com seu dando meu pai teu hoje
Speaker A
[Música] [Música] o interessante eu estou sentindo aqui o retorno do pi até é talvez seja alguma coisa depende da opção consciente né mas devia ser uma portaria eu não tenho memória mais de 35 anos né essas coisas elas têm uma memória muito
Speaker A
elas estão guardadas num espaço muito escondido na mente da gente entende elas elas têm uma relação muito com dor com sensibilidade eu fiquei que por volta de 4 horas com grupo de médicos aqui né aqui não dessa criança será talvez fosse a coisa das
Speaker A
crianças mas não tinha esse essa cerca de forma que as crianças estavam elas estavam a criar aquilo que normalmente é mais elas ficavam que tina nunno movimentava tem uma foto de uma que está bem na posição fetal que eu fiz na foto eu fiz
Speaker A
por cima é uma situação de defesa e que a única maneira de defender a situação que estava ela de apertar o corpo as mãos tinha um menininho também que esse foi muito forte também eu não lembro o que foi que eu fiz a
Speaker A
foto que ele eu lembro que hora que eu cheguei perto e levantou os bracinhos quer ser meu pai pois a mãozinha assim choro ea foto é uma das fotos que se utiliza muitas pessoas quando vê o choro dele é
Speaker A
procurando um painel em que lugar ele né era criança minha família interno eu criança assim a oliveira eu de dei água trilhas assim não tinha remédio levar um médico aí me tornou a direção tinha aquela de ação grossa de tamanho assim toda aquela
Speaker A
de assombração na gente de peguei na choque que avisou tomar e paciente e morrendo tadinha sim já passou fome também isso já propriedade em propriedade ms cativo nós ea lá no mato para pegar o cap díli chu cheia de formiga para voltar em coxim em
Speaker A
coxim em coxim era um colchão assim de planta manda fazer recomenda assim assim e botar na campanha do nome do bicho tudo morre dentro a gente come mordendo a gente come uma ordem a gente ninguém apareceu mas eu tenho saudade ea família só
Speaker A
recomeça família só aí já só eu como a minha mãe aceitou ea na rua assim se mãe do copo d'água aí ele falou assim não que a eta dedicasse não é que só um copo d'água aí ela não concordava tvs que o público
Speaker A
deixe numa quarta saudade não é conforme eu não posso fazer nada não tem nada pra mim em nada não posso entrar na moda estudo afinal se não gostei da minha família é como se a memória deles afetiva tivesse parado no momento do abandono
Speaker A
eles estão é que tiver sido congelado ele no momento do abandono quando os pais deixam eles ele nunca mais voltam quando sobreviventes puderam falar é impressionante o impacto que isso teve é dentro do brasil quanto as pessoas se
Speaker A
sentiram envergonhados pelo tratamento que durante décadas e décadas foi oferecido para pessoas consideradas indesejáveis sociais a forma indigna que o estado brasileiro ea sociedade brasileira trata é e tratou se as pessoas é uma herança que nos envergonha nesse espaço aqui é um trajecto nosso de
Speaker A
menino né nossa atravessava é entremear locomotiva e come com o menino não tem nada na cabeça bairro vamos la femme que vamos assistência chamar a assistência da época como a assistência a vão passar para os doentes vamos subir no muro
Speaker A
trabalhando né hoje assim dá até do nal mas era muita gente mesmo com se se juntasse muitos frangos né muitos frangos muito paciente tinha uns normal tinha uns tela normal e se ficavam dentro do recipiente lá nesse quadrado
Speaker A
esse era um bate bem mesmo tinha sentido de nada mas tinha o seu normal apae temos que é normal começar com a gente assim só que desvia de longe né às vezes vinha de longe ea família lá cunha que marcava por aqui morria e aí a
Speaker A
perto né entrava e e ia para o campo da bola então ela não a nossa o nosso dia a dia né na rua memória hoje tinha um rapaz que ele era internado e tinha a mesma ruas alguns doentes que quem fazia
Speaker A
papo na cozinha de casa uma trava se de uma de de ferro e os doentes ali às vezes ele passava na rua da minha casa então mas pedia pavel lado a informação feitos de fundo é abrir mão de um defunto fechada né ele subir que
Speaker A
aqueles de fundo e tal e tinha dia que nós corri atrás também da carrocinha e nós e até no cemitério para vir jogar o defunto mas um buraco durante gravação 567 pronto tabu sem caixão senado da cassação não entendeu
Speaker A
então pra nossa comum né igual hoje tv carro na rua e fica admirada e hoje é onde é um dos cemitérios que só que está desativado [Música] se você cavar que você vai encontrar ossos e ossos ainda cemitério era uma
Speaker A
cultura de que as pessoas não poderiam ser sepultados junto dos chamados nome com mel suicidas assim como os negros e também os loucos tinha que ter um local para sepultamento pouco depois da criação do hospital e à nossa 3r já se fazia sepultamento no
Speaker A
cemitério do cascalho depois cemitério da paz foi dado o nó e severo é criado praticamente junto com a criação do hospital e os corpos vinham num caixão improvisado e que julgar me levava o caso de volta era enterrado tanto você
Speaker A
não estamos aqui sobre ossos nem deu seja pelo volume de pessoas que foram sepultados aqui que então vamos a qualquer momento você vai encontrar ossos humanos aqui no hospital onde se tem relato que na época de frio chegava
Speaker A
a morrer 60 pacientes porque eles atuavam protegendo o outro a 1 se de proteger debaixo que morreu asfixiado chegou um ponto que o hospital tim cook teve que criar duas enfermarias de intercorrência clínica uma no departamento ae o departamento b que eu
Speaker A
apelidei sem antecâmara da morte aí eu ainda diretor chega a a os moradores vizinhos começaram a queixar do do cheiro seja assim então percebemos que a terra já não estava absorvendo a quantidade de mortos então nós resolvemos encerrar o contrato
Speaker A
e não mais permitir o sepultamento de pessoas aqui nessa instituição é muito estranho você imagina um hospital já tinha acoplado a ele um cemitério porque a expectativa do hospital não era curar eu levar essa vida até onde fosse possível para
Speaker A
finalmente sepultado no primeiro momento do hospital as coisas funcionaram de uma forma diferente ele cumpriu o papel baseado na medicina francesa pelo menos até a década de 30 é onde eu sempre afirma que a partir do estado novo o regime forte
Speaker A
né as coisas começam a complicar dentro da instituição a família quando internava ela não queria saber né tem história né é de famílias que internavam que mudaram de endereço ou de cidade para não receber ou não ter comunicado
Speaker A
suas senhas não morria você não tinha como às vezes comunicar com a família quando comunicaram à família não tinha condições de vir buscar álcool muitas vezes era sede das faculdades [Música] o mec quer descobrir que o nace criei
Speaker A
comandei tude hospital que a enteada de dias de hospícios todas tal connor mais do que o hospital mesmo qualquer a função de relações públicas relações for o atendimento aos familiares que ela está só eu mas os detentos né
Speaker A
e eu tinha um relacionamento de coisas da na secretaria iraque na ala feminina aqui em baixa os toda lá de masculina mittal é a família me procurava eu ficava chamava das enfermeiras que é o pensamento que o pavilhão terá pessoa da
Speaker A
família também internada nessa minha função existia se pessoas que interessa em visitar sabe mas em muitos casos por exemplo que as pessoas não te nava indo coisa tanto é que felicia comunicavam o falecimento eles não não se manifestar
Speaker A
como é a procura pra cada peça sua faculdade era enorme né então eu atendi as faculdades que precisava então roriz havia cá pra cima pegava cobertor 4 eu e mais três pacientes quando o cobertor em uma maca e jimmy tinha não apanha lá em cima uma
Speaker A
digna aos coca cola tudo assim me chama assim como procedência com todo o espaço estava morto lá já esperando e buscar aí chega a minha vez não tinha quando só o próprio oscar levando aquele jeito mesmo a gente ouve a cair até daquela casa no
Speaker A
qual pede assim não era ele jogando lá estava com uma lona e mora ninguém eu tinha um relacionamento se comunicar com os familiares a modelos não se manifestavam interesse veículo se calcar dava coisa né quando tinha cada vaga disponível
Speaker A
agentes e dia para se cuidar e esses cadáveres eles eram cedidos ou era vendido não era cedido na vendidos na hora a gente viu documentos inclusive livros de registo que têm o preço de cada peça anatômica preço só sabe alguma
Speaker A
coisa sobre isso nossa eu não sei não é que 60 dos pacientes não eu só recebi o diretor diretor eu passava por clare do que o preparador eu me a secretária fazer nada de nada de dia [Música] a faculdade de medicina de valêncio
Speaker A
fiável já o seu nome que essa letra sul oferece aqui é essa letra do senhor é [Música] essa questão da venda dos corpos que é fato já no final dos anos 70 ele é o exacerbar são uma sequência de um desses
Speaker A
caminhos que esse lugar vai ter ao longo da sua história quanto menos o hospital ele fica e mais precisão e mais reclusão e mais depósito de gente mais margem para essas coisas que hoje a gente percebe como absurdos sda para acontecer
Speaker A
eu paguei muito bonito temos padrão mais antigo da do hospital balbino antônio carlos né é um colonial de de respeito que não é qualquer um que faz a grande saída muito perfeito isso aqui é hoje é onde está funcionando
Speaker A
a cozinha foi tirado o telhado e reformado para cozinha estão montando a ferraz para fazer encheu concreto um é o joão pretto pacientes são próxima a esse aqui da possível confronto com o paciente esse é o paciente que tomava
Speaker A
conta do esporte lá é possível que um paciente que inclusive ele morava em um quarto dedo de um chuveiro dele sociedade esse carro ele natan tranquilo eu vivi muito de no hospital por que contar com a minha família lá dentro eu
Speaker A
ia muito né andava lá dentro tinha regalias dentro então estava não começava com o paciente está a dissipar-se ente ele para mim era normal porque os paciente eles não agredi ninguém ao paciente educada conversa ele precisava de um afecto
Speaker A
nessa conversar com os pacientes do hospital coluna na época fizeram eles viam paulo maria fazer porque julgo eu freqüentava escolher o horário porque meu pai era um chefe daquela pa eles tinham os que até dormia à noite porque tem que refazer o fogo no forno
Speaker A
né que é surdo para quem mal de outro então eles perdas aqui olhar meus pacientes do tempo vivia lá dentro lá tinha 280 300 paciente era do ex funcionário que trabalhava à noite inteira olhando eles quiserem não era
Speaker A
uma coisa do outro mundo paciente pegar um um cobertor ou e arrancar capital mas colchão para dormir eles membros o colchão descostura davos ponto entendo que o paciente como diz o estou forte no brasil o paciente a paciente psiquiátrico
Speaker A
ele precisa fundir o cigarro e comida quem comandava vezes assim como adaptar eu entrava no pátio para tirar paciente para trabalhar mas de 69 pra cá eu entrava lá porque já era o chefe de obra então eu tirar ó em troca de um pão mas
Speaker A
cigarro e eu saía para trabalhar até garrafa na minha mão pra sair os pacientes da colônia os homens que era bom sair para prestar serviço ao município sam calçar a rua canal rua prefeito sabe e muitos diretor do
Speaker A
hospital levava paciente também para ajudar nas construções na casa deles estava fazendo elevar esse paciente para ser pedreiro servente de pedreiro mas eu não tinha pra ganha tá te ama com 18 de mordomia de sair do pátio e ganham max
Speaker A
já que o passado que não se casaria pegar o pacote isso aí eu mesmo quando eu voltar a mexer no ramo essa casa outros seis para trabalhar aqui estou para aqui comigo eu tenho chão ali com os cacos de azulejo
Speaker A
fui paciente que acrescentou tudo isso aí agilidade dele e é um parceiro psiquiatra né isso aí é o carinho que você tem com eles faz faz coisas que nem acredita que o paciente f e nozinho deus me perdoe
Speaker A
falei um cachorro muito bom ele atende gol cinco rapazes pra mim é tão real assim você pode chegar lá colonos e chegaram a paz e não real agora hoje é mais um não porque acho que não está tendo e dois que estão pedindo
Speaker A
tanto o réu é as pessoas internadas aqui que trabalhava para a prefeitura gratuitamente e aqueles que saiu para o mato para ajudar funcionários ficavam outras pessoas porque ficava andando no pacto o dia inteiro em vez de fux contratar pessoas usava os coitados pra
Speaker A
fazer esse trabalho não eram remunerados também acre eu não sei até que ponto você vai poder falar que tais produtos a minha parte eu dizia pra tirar o e do paço para fazer terapia é long z eles fizeram o pavilhão dias está lá
Speaker A
atesta e eles vibravam ele ia sair parciais eu acho que o próprio funcionário que tirar ele não pode parar e apresentá se tratar no trabalho dele agora se alguém pegar o funcionário passei a levar para trabalhar na casa
Speaker A
dele sem pagar será então eu saí eu não conheço eu nunca nunca e usar isso e nunca não ia deixar ninguém fazer isso como os meus pacientes que está com 1 cada pavilhão de uma irmã que cuidava quebra se espalha pelas minhas pacientes
Speaker A
para fora quatro horas da manhã a limpar a casa o negócio é manter a casa limpa aí é suficiente por parte daquela fiéis todas a a irmã de caridade que na época uma outra ajudava gente era um gosto outros
Speaker A
atrapalhavam gente tá mas a limpeza no pavilhão que elas estavam ela limpíssimo desde que o paciente fica todo o telhado dentro dos quartos arrumou poças coxa branca de que ninguém podia entrar ela rezava o terço dos pacientes acho que essa função de lá rezar
Speaker A
orientar a deus a gente precisasse de alguma coisa elas é que tinha que fazer licitação para buscar um morteiro fado e estava ali um certo tempo de manhã de tarde e já não via mais ela elas explorava muito as pacientes a fazer
Speaker A
crochê trabalho manual então essas pacientes trabalhava pra é separado e trabalhava só para sair mas não fazia nada para ninguém que o dormitório escolhido era o primeiro dormitório de silva quer mais limpa ali só ficava elas e elas recebiam pra isso
Speaker A
os pacientes a não é muito raramente sabe mas há sim um bolo que fazia na casa delas que levava lá pela assim pra ela provavelmente essa irmã helena coelho era mais velha era economia é que trabalhava no almoxarifado
Speaker A
então todo lugar sabe porque é que essas corrupção mesmo a gente está vendo hoje é tão vinha carne e segunda e o dono da casa recebia como o primeiro mas não deixava de dividir com elas claro os principais trabalhos do repórter
Speaker A
quando ele vai contar uma história principalmente uma história tão trágica como essa é identificar as responsabilidades ea primeira coisa que eu quis fazer quando eu entrei dentro do hospital e quando eu comecei a ouvir os sobreviventes que pela primeira vez
Speaker A
foram procurados que pela primeira vez ganharam voz é eu queria que alguém me dissesse de quem é a culpa e eu fiz essa pergunta centenas de vezes para centenas de pessoas que ouvi e eu não conseguia chegar a uma conclusão isso me
Speaker A
incomodava muito até que um dia uma das entrevistadas uma das personagens do livro me disse assim a culpa a culpa coletiva é de todos nós é de toda a sociedade porque todo mundo participou disso que essa resposta ela é
Speaker A
uma resposta que que importante porque não dá pra em nome da justiça a gente cometer a injustiça de falar de um só nome foram oito décadas de violação de direitos oito décadas de maus tratos de tortura de fome e de frio oito décadas em que
Speaker A
passaram por lá milhares de pessoas à cidade de barbacena convive com essa tragédia os funcionários conviveram com isso as famílias deixaram os seus parentes lá então assim os médicos participaram de alguma forma são muitas pessoas envolvidas para que uma tragédia dessa
Speaker A
ela ela existe ela aconteça durante 80 anos é preciso que haja uma missão coletiva é lógico que a gente nunca vai poder tirar a responsabilidade do estado brasileiro porque o estado brasileiro era o responsável por cuidar daquelas pessoas em estado falhou todos falharam
Speaker A
com essas pessoas todos falharam com 60 mil vítimas do colônia me lembro da minha infância foi na febem é de lá eu fui patronato na zona rural de barbacena lá eram freiras e lá patronato que eu passei a minha infância
Speaker A
lá tinha um amigo acho que o pai dele todo domingo ano de 11 6 chegava lá para visitar o shopping ele era lavrador então se eu vejo o pai deixou em todos os domingos e meu pai minha mãe chegar
Speaker A
que ser diferente teve inicia muito comigo [Música] [Música] minha mãe me disse que foi aqui de pufes separar dela [Música] assim que ganhou joão bosco ramos e conversar e ouvir também começar a cuidar das crianças cuidar de joão bosco
Speaker A
milan no domingo tá na hora do almoço da adhons da irmã as da época chegou os minha maior daqui futuro lá pro o píer grosso eu venho fama de um gol também foi a prof eu venho sempre podia ter mandado menina
Speaker A
ela acima dos autores da ação e até e com ela se não tem direito de falar assim comigo eu não podia madame para a senha sem sua autorização que quem manda menino só eu está muito tá muito esperada comigo
Speaker A
quando um choque melo aí pegou me pegou porque vai ter duas lado me arrastar arrastar para passar no shop in shop in shop manter esse aí ela virou falou comigo sim ok você não vota que mais não porque se você votar aqui
Speaker A
outra vez o senhor tá aqui no pátio nunca mais eu saí da febem não tinha pra onde não tinha como me manter o que quer manter o amor e no quartel pelo menos até o ano de 99 ou seja 12 anos mora em quartel
Speaker A
eu não tinha natal e ano novo não tive que não tiver família pra eu poder passar com ele quando minha mãe morreu espanhol no mundo aí tem que sair pra começar a trabalhar né eu tinha dez pra pés pra idesp 11
Speaker A
anos né foi gente me levou pro vai trabalhar lá vem o sinop na cabeça tio ele era advogando que você vê ele com o meu patrão eu na casa dele empregada uma criança com a criança quer dizer ele foi
Speaker A
na mobil brotou portunidade comigo né nunca eu pensei a pensar e na minha vida que eu tivesse coragem de fazer isso comigo ele é um advogado e uma cinta empregadinha doméstico e de 53 anos fala em nome da paz e meu pai era embaixo
Speaker A
dela for 'tantan' aí foi que ele me agarrou a abstração sumiu né o corpo começou a crescer na tabela de 3 mesmo três meses depois que aconteceu o que ele fez é onde eu ando onde eu me pôs
Speaker A
onde eu me levou o negócio estava tramado né vim para aqui para ficar atendendo nosso do do hospital e doente mental uma coisa que nem nem nunca tinha visto na minha vida eu pensei que um dia eu entrei lá
Speaker A
eu pensei que eu ia sair de lá que eu não ia ficar na [Música] o que mais crítica quando eu descobri a minha história eu vi procurei a família traz explicações a forma que eu fui recebida você está fazendo aqui não vale a pena
Speaker A
mexer nessa história procurar isso ela não podia ficar comigo ela não teve escolha muitos se colocar no lugar dos meus pais adotivos mas ninguém foi capaz de se colocar no lugar da minha mãe para o êxito do evento geral e no domingo entre
Speaker A
55 dia 2 numa retal e não paulo ela saiu né muito paciente ninguém dava conta de olhar né haiti é paciente que engravidava quando chegar a outros de fora grávida né ela saiu encontrar nova namorada a iata tinha paciente
Speaker A
relacionava com outro paciente então os pacientes que casaram contas pacientes não tinha paciente que relacionava com o outro tinha um filho não queria novas dava mesmo não queria nem saber chamas que não que não queriam dar mas não
Speaker A
podia ficar aqui porque tinha uma irmã de caridade belo horizonte que levava os filhos nascidos aqui pra febem de belo horizonte eu achava se uma agressão cravos foi levado agora funcionários muitas pegadas têm muito funcionário pegou a criança que
Speaker A
criou e deixávamos as pessoas dele a sua ele era o terror que todo mundo né é muito difícil agredir todo mundo ela passou por vários lugares o último lugar que ficou foi nos modos residenciais que nã o paciente tranqüilo
Speaker A
e tudo e ela adaptou melhor lá mas teve uma filha né que foi pega por uma funcionária aqui e nesse ínterim teve muito né muitos problemas entre a mãe a mãe que adotou além disso ele entende essa menina que
Speaker A
nasceu eu levo assim que foi mais problemática mas sofreu que aquele a filha dela né ea a moça que pegou ela no brasil não levar a sueli que não tinha condição de fazer muita final diferente de meio de outras pessoas né eu eu
Speaker A
descobri por acaso uma contradição da minha mãe né começou por aí que eu questionando sobre a 10 como eu tinha nascido ela disse que foi parto normal e eu lembrei que anos atrás ela havia falado que era uma
Speaker A
cesárea que mãe que se engana sobre isso e descobrir que eu não era filha dela que eu tinha sido adotada e que minha mãe é chamava sul ele estava no hospital e depois eu conversei com a funcionária funcionário também assustada e ela
Speaker A
confirmou que ela tinha falecido mesmo e que isso tinha ocorrido há um ano rodar e azulão para a onu 14 bebê no chão lá vem a boiada e irritou ao arroz fluir teve ao tentar o que mais atrai veio
Speaker A
matavam pareia e cola que colava balão e mais atrás vem a curva mesa banana podre em rima da meda e mais atrás de uma funcionária então a unta mais um ensinaria nunca imaginava que um dia então esse local que traz recordações
Speaker A
tristes a quina teve minha mãe foi seu pai quem manda lá pra cá não sei se foi no nunca garantiu que o menino tinha 15 anos sabe não posso falar que eu não sei como ela tava lendo o livro nasceu prá cá é o
Speaker A
bernardo meu filho de oito anos chegou para mostrar e filho aqui acha que sua bisavó você leva a foto dela como ela fez a participar disso não filho ela não participou disso ela esteve lá e vi uma foto de uma célula
Speaker A
não é porque ela estava lá para dizer olha que ela era louca não é mas ele se prende os loucos porque aqueles prende um filho porque ele pensava diferente vi um mundo diferente nessa entendeu é não nem o filho nenhum
Speaker A
aquilo que o dormitório coisas que só os indigentes né mas que não era né talvez só tinha 9 57 e 58 eu havia data ele a gente consegue organizar a presença do né a quem serve pra quem seria sistema de
Speaker A
matrículas loucos vigentes preta preta também a pagar pouco não dá pra achar um teste com um mês calmo muito virgínia pai aqui amigo aí entrou em junho de 56 casada é também aquela roda e meu pai dela não exigisse a minha
Speaker A
reputação nome a despedida da herval da esposa paciente jorge severino vovó foi back to black que todos a votar vem então usava carro e não eu pediu né a alteração do nome que constava a leonor correia de castro em alterar não
Speaker A
né eu lhe ocorreu ao meio dia e ainda havia pedido de aval da esposa pacientes são jorge da mina de aumento foi cruel não foi e foi deus de mim é essa é você quem não sabe que a mãe não escondeu
Speaker A
isso de mim eu dormia na rua amigo tinha mãe 19 anos né [Aplausos] [Música] em 1961 são quantos anos 50 e 51 se as pessoas tivessem desaparecido nascido mato foram seis horas eu queria ter ficado seis dias mas eu acho que não conseguiria produzir
Speaker A
muito mais do que isso já havia se havia coisas piores eu não sei é como se fosse um pesadelo que eu tivesse vindo até às 6 horas a emoção a ficha caiu o índice seguintes agora só profissionalismo [Música]
Speaker A
[Música] estamos no local os vestígios com arquitetura com as mesmas condições técnicas da época [Música] aqui ó aqui ó essa parte aquela leon com a porta aqui ó aquela parte ali ea janela ea porta mas aqui pra lá
Speaker A
[Música] [Música] realmente fizemos uma foto ainda no local quase intacto só esse investimento faz parte da nossa história chegamos no local é dos últimos quando terminar isso aqui não restará mais de presença física nenhuma época nós de tudo que ouvi em 20 anos de profissão
Speaker A
nada se compara a isso as chamadas coisas que eu fiz que marcar no mais é isso agora por favor aquela mesma época aqui ó das é esse aqui ó significado muito diferentes havendo eu entrei porque era uma grade a condição dele é
Speaker A
dizem que era de violência no entanto aqui também é das mulheres elas aberta elas rio na porta é a mesma o discurso básico a pulsar maioria delas não tinha era distúrbios é um ser neurológico alguma podia ter alguma coisa que a
Speaker A
fisionomia morre mas essa senhora é essa aqui é aqui e olha o tanto que estava aqui já é degradação total nessa é a foto que eu falo que esse momento aqui pra mim foi crucial as pessoas numa bandô no total né
Speaker A
essa equipe foi muito forte e presta atenção naquilo que eu falei das mãos e dos pés a perda da mobilidade do contato com o chão com o que a mãe pega de mobilidade pedra um negócio aqui olha olha você lê
Speaker A
as mãos tem que ser recolhido porque não têm o que fazer contato aqui ah ah ah do do afeto da troca de carinho as mãozinhas delas aqui esse aqui é a vergonha é o que eu sentia que ele é ficar completamente vergonha
Speaker A
da situação que estava uma coisa que é interessante a maioria era negro aqui já tinha a cor negra já era uma discriminação aqui ó a pessoa que eu falo que que perdeu tudo e sequer sol bandon poder e
Speaker A
seu é como se ela tivesse me cobrou faz alguma coisa mas que se podia fazer pior isso aqui também ao rosto de pavor do menino que olhando pra lugar nenhum você pode imaginar você no lugar como filho como como criança sem uma resposta
Speaker A
a boneca está aqui mas é a mulher que tal gemada napoleão como é que fotografa pessoas que perderam sua condição humana né como fotografar pessoas de perder a condição humana é isso é um negócio como quer fotografar em 181 as perguntas
Speaker A
são feitas para mim é nos enchem de corra com perguntas para exatamente quebrar a sua lógica que desenhará entendo a resposta dessa pergunta é não pergunta você tem que chegar nem sei como que é isso aí a resposta ela não
Speaker A
pode ser lógica então como é que a fotografar um ser humano sem condição humana e tem que conviver com isso para ter essa experiência entendeu que muitas vezes a resposta o negócio é quase que um silêncio silêncio de respeito às
Speaker A
pessoas que não tiveram um retorno para a vida né essa desumanização foi institucionalizada naquela época esse número de 60 mil pessoas tiveram a morte é antecipada uma instituição e por uma ciência e se propõe a fazer escala em vivas é por coisas melhorarem ser uma
Speaker A
coisa muito sério né eu não sei a âmbito da condição do ser humano e que isso pode é significa esse 1 a 1 a palavra que falou é uma tragédia alguma coisa que era pra fazê las está numa situação melhor destruiu essas
Speaker A
pessoas todo mundo emocionado é que foi um erro é de forte desde o zucotti de fato de serem três gerações né verdade três sócios sua mostra ele sofreu desde a concepção aqui pois é só aqui com a turma toda se juntaram na porta e foi
Speaker A
esse grupo fechado assim e ela de porta do banco e como é que foi assim quando você chegar a primeira vez assim que vocês viram com foi um pacto feito nela eu tinha visto as fotos ao eu não
Speaker A
conhecia o o cruzeiro as fotos do seu filho não conhecia o garoto na época não tinha visto as fotos dele na escola e tecnologia houve eu vi umas fotos com que ela tinha feito clandestinamente também fossem fotos roubadas cédulas
Speaker A
roubadas assim eu vendo as fotos de luiz alfredo e que busca se você ver que as pessoas se colocam para a câmera do grupo de homens que se colocam assim da posição ele acho que aquelas não eram pouso não é uma colocação aqui surgiria
Speaker A
que foi um bailado foi uma coisa eles me olhava e não me viu é isso que eu sentia todos os olhares se dirigiu a um certo ponto mas eram vazios você veio pra cá nem com a cara e com a
Speaker A
coragem nem vou sem rosto sem professor equipe de cinco pessoas quando a gente vê aqui naquela visita que viviam juntos né se eu sou o monaco quando eu voltei para lá e percebi que tinha abertura para fazer para fazer o filme não tem cinco
Speaker A
dias montei a equipe não pode perder essa porta fecha a gente percebeu que tinha que fazer algo que o momento tinha possibilidade não podia perder ela é aquela hora enviamos um coletivo de jesus estarmos juntos ambos víamos os foi um grupo
Speaker A
grande que veio passamos um dia que deu um giro no hospital d aquilo o irã voltou se para escrever as matérias eu voltei com a cabeça do filme de armau por segmentação na época liberou né eu não sabia que aconteceu e liberou ea
Speaker A
gente pouco depois a gente publicou uma matéria dizendo que estava aberto os portões aqui do hospital tem preço nada se aproximava do que a gente viu aqui eu vivo os parte da quantidade de pessoas paxeio sabiam das mulheres dos
Speaker A
homens as crônicas se tem uma coisa que pra mim ficou guardado pra sempre com você e não tá no filme porque o filme não tenha cheiro de um cheiro permanente em que eu acho que eh eh do sofrimento o
Speaker A
sofrimento tem um cheiro a então esses cheiros embu quando eu vejo o filme a 0 com o time lembra o cheiro acho que é uma dimensão que que você só tem quando você está dentro dela é a maior parte das lembranças eram parte
Speaker A
das mulheres e uma delas chegou pra mim e falou assim é eu sempre quis e som é fotografando a gente quando a gente morreu sem saber em quem morreu ea vontade delas de aparecer e tudo é muito grande então você
Speaker A
percebia se que era uma forma de dizer olha eu estou aqui tô vivo eu tô aqui eu dizia sempre foi a cara é é como repórter em a letra muito feliz pois aquela dificuldade em entender que escrevia né eu queria aproveitar então
Speaker A
tal papel eu já me senti nenhum eu tava um profissional o repto tinha anotar tudo até o sentimento nessa era cheiros aqui eu tinha cheiro e tristeza ottawa o nome porque não tinha sentido nenhum eu estava em operação tabanga
Speaker A
técnica média eu me senti mesmo quando eu vi o filme em nome da razão né nós médicos banco tudo junto quando ouviu ao vivo ele aquilo aí que vemos o acumulado nossa fiquei em pânico agora o que eu sentia se aí relembrando
Speaker A
agora sim é o sentimento de um sentimento era de que a gente estava cometendo aqui dentro uma transgressão a gente tava transgredindo a gente tava quebrando normas que a norma daqui é o isolamento é o silêncio e essa é essa
Speaker A
omissão ea sua missão principalmente pelo silêncio eu acho que é o que está na base desse contrato social de instituições como essa é que é a sociedade será conivente com aquilo ali e eu sinto especialmente que no momento
Speaker A
que nós fizemos quer dizer 7980 gente debaixo de uma ditadura militar josé era uma metáfora esse direta do que acontecia no brasil de silenciamento nem gerenciamento ea gente estava entrando quer dizer eu acho que até como tranqüilo é o título da matéria dele é
Speaker A
os porões da loucura é perfeito assim é é perfeito porque naquela época a gente falava no brasil nos porões da tortura da ditadura nos porões da ditadura os porões da tortura que fizeram o que era voz corrente eu sinto que naquele
Speaker A
momento é a gente está participando de uma revolução nós estavam sendo agentes de uma revolução que estava acontecendo aos olhos nossos a nossa vista ele e que de fato e modificar isso aqui pra sempre a primeira coisa mais importante que
Speaker A
aconteceu que eu achei que foi importante foi a reação do próprio meio psiquiatra né as pessoas quando elas estão tratando dos doentes mentais ela está andando mas elas acham que aquilo que elas não tinha consciência disso então essas pessoas
Speaker A
essas pessoas e criticar o trabalho dela se revoltado então o pessoal trabalhar nos hospitais sindicato ele não foi acusado de buscar a bárbara não eles ver como eles praticavam um ato trabalho [Música] o excedente de carné então o que aconteceu no primeiro
Speaker A
momento eles estavam revoltados recebi muita crítica é ter um pólo meu trabalho e tenho planos o que houve e depois eles viram o tamanho da atrocidade que ele estava envolvido isso que fez o que aconteceu há reboques icatú que partiu deles mesmo eles
Speaker A
ficaram revoltados eu acho que a gente ajudou a a proporcionar esse cenário eu tomo sejam enviados no dia ninguém né essa ausência deles aqui é essa é a mudança [Música] em 70 3 afi a fundação educacional de assistência psiquiátrica resolveram dar
Speaker A
uma reforma aqui dentro e por funcionários que não tinha só quartas então eu fui a belo horizonte fiz psicotécnico um monte de gente eu fui a única que passei como enfermeira eu tenho uma visão técnica e comercial uma casa né
Speaker A
a hotelaria da casa vão dar condições para que gente formada agente capacitado eu fiz muito aqui tinha umas folhas que a funcionar às guardas escrever alguma coisa porque o norman davies médio escrever outros pavilhões não tinha nada ea gente começou a fazer a sua beleza de
Speaker A
algum papel escrito por médico que as próprias guardas ac pediu pra fazer então nós conseguimos fazer tirar retrato com muita dificuldade porque elas não queriam tirar né não está acostumado com pessoas de fora mas a gente conseguiu fazer a sopa de letras e
Speaker A
fomos fazendo no hospital todo eu comecei dando um curso básico de enfermagens sem ter nada né um certificado nada e era em peso vinha todo mundo pois muitos funcionários foram fazer a sua formação profissional sair o auxiliar o curso técnico nós
Speaker A
abrimos as primeiras técnicas cidade de barbacena vieram pra cá nós somos contratados como acadêmicos para dar plantão da instituição porque o hospital não tinha plantonista tinha dois mil pacientes aqui mas não tinham médico de plantão aí nós somos os primeiros
Speaker A
plantonistas do hospital aí surge a presença de batalha visita de batalha [Música] e ele com essas instituições psiquiátricas onde ele chama isso aqui de um campo de concentração ele vem faz a crítica e bazar passa a ser um símbolo
Speaker A
passa a ser uma bandeira da nossa luta por mudanças do modelo assistencial [Música] a reforma se que há fundamentalmente é uma mudança de modelo a um modelo que é centralizado no grande hospital psiquiátrico e é o modelo está lá levo
Speaker A
paciente até o serviço no caso da rede ao contrário se visse que vai até o paciente é algo como uma malha de serviços que se espalha pelo estado todo como essas pessoas fazem ressalvas e ressocialização desses pacientes nos
Speaker A
modos residenciais foi 120 pacientes ali a gente ensinou a usar desodorante fazer o inha sabe colocar button quem viu se viu pela primeira vez chorava gritava e batia pra alma sabe ficou toda feliz de ver no espelho a
Speaker A
gente levar você e você que está aqui a outra não é outra é você mesmo sabe gente ia mostrando que aprender a comer com colher com garfo foi naquele mottola que sai depois para ficar assim eu chego aqui 92 o hospital como que ele
Speaker A
estava ele estava passando por uma modificação que eu acho de pensamento então se ele ainda tinha muita característica de hospício a grande dificuldade que aí eu posso falar um pouco do que eu venho nesses anos todos trabalhando é a questão nesses espaços a
Speaker A
gente conseguir trabalhar com o sujeito porque a questão coletiva é muito forte a instituição é muito rígida dentro de rotinas eu tenho experiências lindas experiências lindas aqui as pessoas não sabiam não sabiam se não sabiam como que vinha at é a fruta abacaxis e picado ano
Speaker A
como era praxe tem história linda das pessoas primeiras pessoas a residência terapêutica como começar a frequentar mercadinho sabe assim porque isso tem laranja assim ele pela picada né assim a coisa que é isso sim coisa pra nós que é tão simples
Speaker A
porque é tão assim tutelado nem que a gente faz tudo pela pessoa né e tem o caso de algumas algumas pacientes que são até muito conhecidas e tem algumas estão até na hoje em residência terapêutica é que eu acho assim que é
Speaker A
uma vitória tendo em vista o quadro que apresentava quando morava aqui dentro é então saber que tudo é possível ae eu já viajei um guia de avião brasil para entender de casa também terminam aí olha se eu quero ficar na janela
Speaker A
aí eu fiquei na janela para o desenvolvimento ele fazer aí é subir lá pro céu para igual a zero lá aí falando aí depois ele chamou o mé chama a menina que caminha elzinha para tirar o retrato com ela aí eu fiquei
Speaker A
junto com ele lá dirigindo avião que a obra retrata lá comigo aí depois sentei lá só pode não atingir novo e fiquei lá dentro subi entrava na no vitor de porto está na rua e depois de falar assim da que
Speaker A
limita a chegando aí depois da chamda gazinho arriba achava aip aí todo gente de fora que ia tudo aí a gente descia eu gostei mais do dobro de mando bilhão e do piloto ai ai [Música] o senhor representa hoje uma instituição
Speaker A
que tenha essa herança o senhor acha que nós podemos falar em culpa do estado ou indivíduo histórica que o estado tem com essas pessoas é com os remanescentes certamente na o estado na medida é que mesmo que ele é bom que
Speaker A
seja feito esse registro o estado ele agiu em consonância em sintonia com a com os conceitos com a instituição da psiquiatria com a medicina com o sanitarismo é não agiu contra os preceitos sanitários contra os usuário organizar mento da instituição médica
Speaker A
nem do judiciário da época então ele foi um instrumento digamos passil então é do estado mas é de nós todos eu acho que isso se repartem fazer tem que avançar até porque a política do estado é desinstitucionalização média
Speaker A
tem muitos anos que a gente está trabalhando nessa lógica né conseguimos fechar vários hospícios nesse país mas que não tem recuando recuando na política de saúde mental na política nacional de saúde mental gente não tem visto recuasse ninguém fala em abrir
Speaker A
leitos é é a integração à escola inclusiva o tratamento ambulatorial o apoio familiar o foco deve ser esse né isso alcança todo alcança é é a educação alcança assistência social e alcança a medicina ou mudou muito nesse sentido
Speaker A
que hoje realmente as pessoas tenha o tratamento com dignidade à vida hoje é digna aqui eu costumo dizer que se nós ainda tivéssemos mesma realidade nós estaríamos hoje com milhares e milhares e milhares porque ainda permanece a tensão no senado eu eu eu posso me ver
Speaker A
livre dessa pessoa aquela comunidade pode expulsar aquela pessoa do seu convívio aquela família pode se desincumbir aquela pessoa que ela ela de alguma maneira incomoda eu mando para barbacena dizer isso eu acho que essa é a raiz né
Speaker A
é a noção é a a idéia de que é possível uma instituição que se agrega as pessoas a sociedade ainda tem muito de higienistas e o discurso da periculosidade e lhe dá suporte a esse gene mesmo né eles é eles usam a
Speaker A
agressividade para cometer violência nós enfrentamos hoje um problema grave que a da judicialização das internações por ordens judiciais sobretudo e na sua imensa maioria pacientes usuários de drogas os dependentes químicos quer dizer essa por essa via você pode ressuscitar não uma situação
Speaker A
como essa mas no fundo no fundo uma certa de instituição da humanidade de alguns pacientes a gente tenta sempre lutando para que essas coisas não se reproduzam não nesta intensidade não nessa intensidade porque isso aqui realmente eu acho que eu acho
Speaker A
que nós avançamos acho que a sociedade não tolerará jamais milhares de pessoas nessa condição a vigilância ela tem que ser permanente pego a casa foi criada pra eles nem tanto que são quatro rapazes e três moças no começo foi difícil até pra mim quando
Speaker A
a gente vê que o chão tinha só fezes né o lava nossa meu deus me dá coragem né os primeiros dias eram difíceis mesmo i was one de fusão dá pra entender essa essa linguagem que é um que não é uma linguagem verbal mas
Speaker A
que você vê no corpo né eu acho que foi mais através de olhar para eles e entender né por exemplo às vezes o clube lutava numa posição eu falava não o be não estar se sentindo incomodado nisso aqui vamos
Speaker A
trocar vamos deixar né que não têm rigidez eu falo agentes vão desculpar mas quem trabalha quem não tenha idéia de nada não por exemplo que andará anda que levantar levanta quando é conseguimos fazer a identidade cada um cpf
Speaker A
cada um virou cidadão se tornou hoje perante a sociedade para nós ele já era mas são registrados e os silvy aquele menino loirinho que tinha uma opção de moscas né em cima dele quando ele ele estava daquele jeito passar alguém fala essa
Speaker A
menina tem mais que morrer mas a menina que é esse menino que é um galã de cinema porque ele é louco cabelo era mais bonita hoje ele eu envelheci mas eles também então o cabelo era todo lourinho falei esse é um menino que é um
Speaker A
galã de cinema a estava lindo mesa e todo mundo ficou impressionado com a vanda lúcia né a banda você está naquele filme helvécio ratton quando era pequenininha junto com sylvinho vai [Música] eu acho que na medida que incomoda você
Speaker A
você mostra que existe uma outra possibilidade que as pessoas conseguiram também sobrevive aquele terror nem conseguiram e eu acho que tem que admitir que houve tudo isso mesmo né pessoas poderiam não está pensando em maldade mas não sei às
Speaker A
vezes elas eram maldosas também né porque o doente ele não tinha voz né o que a gente entendeu mesmo nosso né nós também não fala mas a gente dá a voz pra eles a família achei bonito né porque eu nunca
Speaker A
imaginava que uma mãe de verdade e ter sete filhos e bem deficientes né e que a gente acreditava que poderia modificar pra mim foi na minha vida de irmã de caridade religiosa foi bonito demais eu poder ficar com a cor a tela deles né
Speaker A
de vez em quando alguém bate na porta até o diretor do raul jungmann eu posso colocar o rapaz que está lá não né infelizmente não e não não porque a gente não fez pra pra ficar aumentando as camas
Speaker A
o que eu falo dia que eu for para o céu essa câmara vai ser tirada um espaço vai ficar vazio assim até que forem todos [Música] [Música] [Música] [Música] é [Música] [Música]
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