Aprenda a escrever um livro envolvente usando a estrutura em três atos, com exemplos práticos e dicas para cativar leitores.
Key Takeaways
- A estrutura em três atos é uma ferramenta antiga e eficaz para contar histórias envolventes.
- A isca no início do livro é crucial para capturar a atenção do leitor imediatamente.
- O protagonista deve ter uma meta clara, uma crença falsa a ser desafiada e um conflito que impulsione a narrativa.
- Cada ato tem funções específicas que ajudam a desenvolver a trama e o personagem de forma coerente.
- Planejar a história com elementos estabelecidos no primeiro ato evita inconsistências e mantém o interesse do leitor.
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- A estrutura em três atos é um elemento fundamental para criar histórias que prendem a atenção dos leitores.
- O primeiro ato, ou introdução, inclui a isca, que deve fisgar o leitor logo no início com uma pergunta instigante.
- Apresentação do protagonista, ambientação e conflito principal são essenciais no primeiro ato.
- O incidente incitante inicia o conflito principal, seguido pelo evento chave, que envolve a resposta ativa do protagonista.
- O segundo ato, ou desenvolvimento, cobre de 25% a 75% da história e é o maior ato, com vários pontos estruturais importantes.
- O primeiro ponto de virada marca a entrada do protagonista no mundo da aventura, sem possibilidade de retorno.
- Durante o segundo ato, o protagonista reage às mudanças e ganha habilidades para o confronto final.
- O ponto medial representa um momento crucial que muda a direção da história e aprofunda o enredo.
- O clímax é o ápice do conflito, onde a tensão atinge seu máximo e a resolução se torna inevitável e surpreendente.
- A estrutura em três atos ajuda escritores a evitar erros comuns e a criar histórias originais e engajantes.
Chapters
- 00:00Introdução à estrutura em três atos e a isca
- 00:47A isca e o início da história
- 01:44Introdução do protagonista, ambientação e conflito
- 02:41Importância dos elementos narrativos e a metáfora da pistola de Tchekhov
- 04:34Incidente incitante e evento chave
- 05:36Primeiro ponto de virada e transição para o segundo ato
- 06:36Desenvolvimento: reações do protagonista e preparação para o conflito
- 07:37Ponto medial e aprofundamento da trama
- 08:40Segunda metade do segundo ato e aumento do risco
- 11:23Clímax e conclusão da estrutura em três atos
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Speaker A
Tem um elemento comum em todas as grandes histórias. Um segredo que faz os leitores chorarem, ficarem tensos e não conseguirem largar um livro. Na verdade, não é um segredo, porque é algo que os humanos têm usado para contar histórias
Speaker A
há mais de 3000 anos. E é a estrutura em três atos. Mas, apesar de não ser um segredo, muitos escritores iniciantes evitam a estrutura em três atos, porque eles têm medo de se limitarem ou escrever uma história igual a todas as
Speaker A
outras. Mas o que acontece é o oposto. Por não entenderem como a estrutura narrativa funciona, os escritores iniciantes cometem sempre os mesmos erros, escrevem livros que não prendem a atenção do leitor. Eu, hoje, eu vou te ensinar a estrutura em três atos de um
Speaker A
jeito didático e profundo, para você poder escrever uma história original e engajante que conquiste vários leitores.
Speaker A
Se você não me conhece, meu nome é Olívia Lober e eu sou escritora e professora de escrita criativa. E se você quiser receber um guia completo dessa estrutura para você preencher com seu próprio manuscrito, é só se inscrever no link aqui embaixo. A gente
Speaker A
vai começar no primeiro ato, que também é chamado de introdução. Nosso primeiro ponto estrutural é a isca. O leitor é como um peixe muito inteligente e ele não vai se render para a sedução dessa história, a não ser que você apresente
Speaker A
uma isca irresistível. A isca acontece no início do seu livro, idealmente na primeira frase ou primeira página. E ela é basicamente uma pergunta: o que que vai acontecer? Alguém certamente havia caluniado Joseph K, pois uma manhã ele foi detido sem ter feito mal algum. Quem
Speaker A
foi que caluniou Joseph K? E o que que vai acontecer com ele? Será que ele vai conseguir provar que ele é inocente? A gente quer saber. A pergunta da isca pode ser respondida já no próximo parágrafo ou só no final do livro, mas
Speaker A
ela precisa fisgar o leitor, manter ele lendo. No exemplo que eu vou usar ao longo do vídeo de hoje, o livro Jogos Vorazes, acontece logo no final do primeiro parágrafo. Quando acordo, o outro lado da cama está frio. Meus dedos
Speaker A
se esticam à procura do calor de Prim, mas só encontram a coberta áspera do colchão. Ela deve ter tido sonhos ruins e pulou para a cama da nossa mãe. É claro que foi isso. Hoje é o dia da
Speaker A
colheita. O leitor se pergunta imediatamente: o que é a colheita e por que a colheita é uma coisa ruim? Depois a gente vai para a introdução, que é o primeiro ato inteiro. Então ela abrange tanto a isca quanto todos os outros
Speaker A
pontos estruturais do primeiro ato. Ela é o começo da história e é quando a gente introduz o protagonista, a ambientação e o conflito. Começando pelo protagonista, a gente vai introduzir seu nome, sua idade, sua aparência, sua meta e a
Speaker A
importância dessa meta para ele, quem ele é, né? Sua personalidade, suas crenças, principalmente a sua crença falsa que vai ser desafiada ao longo da história, a lição que ele vai aprender.
Speaker A
Você vai mostrar tudo isso, de preferência, numa cena, num momento concreto no início do seu livro que mostre a essência do seu personagem, o que faz o seu personagem ser ele mesmo e não nenhum outro. No nosso exemplo, a
Speaker A
Katniss tem 16 anos e tudo que ela quer é proteger a sua família, né? E para isso ela sustenta a família dela caçando. A gente também vai introduzir a ambientação, onde a história se passa, o ano, a estação, data, qualquer senso
Speaker A
temporal, com quem o personagem interage, o objetivo do protagonista na cena, por que o leitor tem que se importar e a relação do narrador com o personagem. Qual é a relação dele com o protagonista e como é a voz dele e o tom
Speaker A
que ele traz para o livro. Exemplo, o livro se passa em Panem, um país distópico dividido em 12 distritos que são controlados pela capital. Katniss, ela interage com a família dela, com o melhor amigo dela e com o Peeta e também
Speaker A
com as pessoas que vão ajudar ela nos jogos, né? Seus mentores e seus estilistas. E o objetivo da primeira cena, né, da Katniss caçando, é mostrar que ela é que sustenta a sua família e que tudo que ela quer é proteger a irmã.
Speaker A
E a Katniss é a narradora em primeira pessoa, então tudo vai ser do ponto de vista dela. E a gente também vai introduzir o conflito. Então, o conflito principal e o risco, né? O que que tá em jogo, o que que pode dar errado, as
Speaker A
consequências de tudo que vai acontecer. Além de elementos importantes que você vai precisar para construir a sua história. Se no primeiro ato você tem uma pistola pendurada na parede, então no próximo ato ela deve ser disparada.
Speaker A
Do contrário, não coloque ela lá. Isso é uma metáfora do escritor Anton Tchekhov para dizer que todos os elementos que você usar numa história para resolver conflitos devem ser apresentados e estabelecidos antes. A história que você cria nos próximos atos só pode ser
Speaker A
construída a partir das partes que você mostrou aos leitores no ato. No nosso exemplo, o conflito principal são os jogos. Tem o maior risco possível, né? O risco de morte. E esse conflito serve de obstáculo direto para a meta da Katniss,
Speaker A
que é proteger sua família. Se ela morrer nos jogos, a família dela vai morrer de fome. A introdução é, então, tudo desde a isca até o primeiro ponto de virada. Mas antes do primeiro ponto de virada, a gente tem o incidente
Speaker A
incitante, que é o primeiro dominó da fila de dominós que vai bater no próximo, que vai bater no próximo, que vai bater no próximo e que vai fazer a história andar. É quando o conflito principal da história começa. No nosso
Speaker A
exemplo, a irmã da Katniss é sorteada para os Jogos Vorazes durante a colheita. [Limpando a garganta] Primrose Everdeen.
Speaker A
Depois a gente vai ter o evento chave, que é quando o protagonista engaja com o incidente incitante. Ou seja, é o que puxa o personagem para dentro da história. O incidente incitante e o evento chave são dois lados da mesma
Speaker A
moeda. O incidente incitante é algo passivo e externo e o evento chave é a resposta ativa e pessoal do protagonista. Então, no nosso exemplo, o evento chave é a Katniss se voluntariando para ser tributo no lugar da irmã dela.
Speaker A
Eu me ofereço. Eu me ofereço. Eu me ofereço como tributo. O que nos leva à transição ao segundo ato, que é o desenvolvimento. O segundo ato vai de 25% até 75% da história. Ele é o maior ato de todos e por isso é o que tem mais
Speaker A
pontos estruturais, né? O famoso meio da história. Ele começa com o primeiro ponto de virada, que acontece em aproximadamente 25% e ele muda todo o rumo da história.
Speaker A
E ele também é chamado de ponto de não retorno, porque agora não tem mais volta. O protagonista entra no mundo de aventura da história e agora não tem mais como desfazer o que ele fez. E o primeiro ponto de virada precisa ser uma
Speaker A
escolha ativa do protagonista. O protagonista não pode ser empurrado. No nosso exemplo, o primeiro ponto de virada é a Katniss no trem saindo do mundo que ela conhece, o Distrito 12, indo para o mundo desconhecido dos Jogos Vorazes da Capital. E, apesar de ela não
Speaker A
querer estar ali, foi ela que se voluntariou para salvar a irmã. Então, ela que escolheu estar ali. Depois a gente tem a primeira metade do segundo ato, que vai de 25% até 50%. Ela é um ponto estrutural bem longo de várias
Speaker A
cenas. Aqui a gente tem a reação do protagonista ao primeiro ponto de virada. É o personagem tentando reganhar o equilíbrio, tentando encontrar um novo jeito de lidar com o seu novo mundo e com a força antagonista. Eu sou uma
Speaker A
péssima [música] filha. Eu vou voltar. Eu não vou voltar nunca mais. Eu sou um ser humano horrível. E aí a gente tem reações que causam outras reações que causam outras reações, levando a gente até o meio do livro, que
Speaker A
é o ponto medial. Essas reações têm que ser dominós que movem o enredo para frente, entrelaçando a trama e fazendo o leitor querer saber o que vai acontecer depois. É aqui que o protagonista vai ganhar as habilidades necessárias para a
Speaker A
batalha no último ato. Não, mas vamos devagar, com calma, tá? Vamos lá, vamos lá. Vocês são [música] três, não, quatro.
Speaker A
[música] Batalha metafórica ou não. Aqui a gente também tem um aprofundamento d
Speaker A
[música] E a gente tem pistas e prenúncios de coisas importantes que vão acontecer na segunda metade do livro. Avisto um aglomerado de arbustos de amoras e saio correndo para colher a fruta, para sugar o suco adocicado de sua polpa. O que eu
Speaker A
imaginava que fosse uma amora possuía um formato levemente diferente. E quando abro uma delas, o interior é da cor de sangue. Não reconheço essas amoras. Pode ser que elas sejam comestíveis, mas para mim isso deve ser algum truque maligno
Speaker A
dos idealizadores dos jogos. Até a estrutura de plantas do centro de treinamento fez questão de alertar para a gente evitar amoras, a menos que a gente tivesse 100% de certeza que elas não eram tóxicas. No nosso exemplo, a
Speaker A
primeira metade do segundo ato é toda a preparação para os jogos, desde o treinamento, as provas, as entrevistas, até o início dos jogos em si. No meio de tudo isso, a gente tem o primeiro ponto de pressão, que acontece mais ou menos
Speaker A
37,5% da história. Ele basicamente é a força antagonista mostrando as caras. O antagonista flexiona os músculos e impressiona os leitores e o protagonista. Caso a gente tenha mais de uma força antagonista, aqui quem aparece normalmente é a força antagonista
Speaker A
secundária. Quem são eles? Não gostam de mim? Quem são eles? Também não gostam de mim?
Speaker A
Quem é ele? Para resumir, no momento ninguém aqui gosta de mim. A força antagonista não precisa ser uma pessoa necessariamente. Ela pode ser a auto sabotagem do próprio protagonista, a ambientação, a briga com um aliado, entre outras coisas. Mas aqui aos poucos
Speaker A
o protagonista precisa ir entendendo o conflito um pouco melhor. E esse ponto estrutural vai desencadear o próximo 1/8 da história até o ponto medial. No nosso exemplo, o primeiro ponto de pressão é o começo dos jogos em si. E aí a gente tem
Speaker A
o ponto medial, que acontece aproximadamente em 50% do livro. O ponto medial é o auge das reações que aconteceram ao longo da primeira metade do segundo ato. E é o que desencadeia as ações que vão acontecer na segunda
Speaker A
metade do segundo ato. Ele também serve de ponto de virada, ou seja, ele muda completamente o rumo da história, impedindo que o seu livro fique arrastado. E ele tem que ser o resultado lógico de todas as cenas anteriores, mas
Speaker A
também tem que ser diferente de tudo que veio antes, para ele poder mudar a história de rumo. E o ponto medial tem duas características principais.
Speaker A
Primeira é que é no ponto medial que o protagonista para de ser passivo, ou seja, só responde ao enredo, passa a ser ativo, fazer as próprias escolhas, tomar as próprias ações.
Speaker A
E a segunda é que é no ponto medial que o protagonista aprende uma parcela da lição que ele tem que aprender no livro.
Speaker A
Ou seja, ele enxerga algo que ele não enxergava antes. Isso pode parecer contraditório, né? O protagonista tem que aprender a lição no final e não no meio, mas não, a lição é revelada para ele aqui e a partir de agora ele vai
Speaker A
tentar colocar ela em prática e vai falhar várias vezes até ele acertar no final ou não, dependendo da história que você quer contar. Porque a mudança do seu protagonista não pode acontecer abruptamente toda no final da história.
Speaker A
Ela tem que ser gradual e o ponto medial é essencial nessa transformação. Em Jogos Vorazes, o ponto medial é quando a Katniss está prestes a morrer de sede, desidratada, ela está há mais de um dia inteiro sem água e ela pensa que ela vai
Speaker A
morrer, ela perde completamente a esperança. E aí ela encontra água e nesse momento ela começa a ter esperança, ela começa a achar que ela pode vencer e ela começa a tomar ações mais ativas para isso. Eu sei que são
Speaker A
muitas informações, então se você quiser receber um guia completo com todas essas explicações, mais exemplos e ainda também uma lista de erros comuns de escritores iniciantes e como consertar, é só clicar no link aqui embaixo. E aí a
Speaker A
gente entra na segunda metade do segundo ato. Vai de 50% até 75% da história.
Speaker A
Depois do ponto medial, agora o protagonista está ativo, então a gente já começa com uma reação ativa do protagonista ao ponto medial. E agora que você vai estabelecer todos os dominós que vão se derrubando em cadeia até o segundo ponto de virada, que é a
Speaker A
entrada para o terceiro ato. Você vai construir o caminho para o clímax colocando todas as peças que faltam. No nosso exemplo, a Katniss, ela provoca os tributos que estão perseguindo ela e ataca eles com um ninho de vespas
Speaker A
venenosas. Depois ela faz uma aliança com a Rue, destrói a pilha de comida dos tributos do mal, mata que mata a Rue e quando ela escutou o aviso da capital de que podem ter dois vencedores, né, se eles forem do mesmo distrito, ela
Speaker A
procura e faz uma aliança com o Peeta. Depois a gente tem o segundo ponto de pressão, que acontece mais ou menos na marca de 62.5% e ele é igual ao primeiro, mas com mais tensão. É a força antagonista mostrando
Speaker A
as caras de novo, só que mais. Então o protagonista aqui tem que estar mais em risco. Se antes foi a força antagonista secundária, aqui é a força antagonista principal. No nosso exemplo, o ponto de pressão é a morte da Rue, a primeira
Speaker A
aliada de Katniss nos jogos. Essa cena tem um peso emocional muito grande para Katniss e, por consequência, para o leitor também. E aí a gente vai entrar no terceiro ato, que é a resolução, que vai de 72% da história até 100% da
Speaker A
história. Aqui a gente vai reunir o elenco de personagens e as peças importantes para o clímax, para o final.
Speaker A
A gente amarra os subenredos e usa todos os elementos que a gente estabeleceu ao longo do livro. A gente tem o conflito final entre o protagonista e o antagonista e o protagonista precisa superar os seus demônios internos e
Speaker A
completar sua transformação ou não, dependendo da história que você quer contar. E aí tudo acaba com uma resolução. Então vamos lá, a gente começa o terceiro ato com o segundo ponto de virada, que acontece em mais ou menos 75% da história. E é o
Speaker A
acontecimento que leva o protagonista para o fundo do poço e que desencadeia o clímax. Para quem quiser uma estrutura mais completa aqui, eu recomendo dar uma olhada na chamada escaleta Save the Cat da Jessica Brody ou do Blake Snyder. É
Speaker A
nesse fundo do poço que o protagonista finalmente internaliza a lição que ele tem que aprender para conseguir enfrentar a força antagonista. É aqui que as últimas instâncias da transformação do personagem acontecem. E agora que o seu protagonista aprendeu a
Speaker A
lição e se transformou, ele tem que fazer a única coisa que falta na sua jornada, que é provar que ele realmente mudou e testar se essa mudança foi efetiva. No nosso exemplo, a Katniss e o Peeta são atacados por mutantes da
Speaker A
Capital que parecem lobos e cada monstro tem as características dos tributos mortos. Isso reforça a crueldade da Capital, né, ao obrigar eles a matarem de novo todos os que já morreram e também a lembrarem quem eles já mataram.
Speaker A
E, consequentemente, isso reforça a raiva da Katniss pela Capital e a vontade dela de ser rebelde, de viver ou morrer do jeito dela, né, e não do jeito deles. O que nos leva ao clímax, que é onde o protagonista usa tudo o que ele
Speaker A
aprendeu na batalha final contra o antagonista. E, como diz Aristóteles, o final perfeito é inesperado e inevitável. O clímax precisa ser amarrado com o restante da história, inevitável, mas também interessante e surpreendente, inesperado. No clímax, o conflito é levado ao seu máximo até ser
Speaker A
resolvido. No nosso exemplo, a Katniss e o Peeta lutam contra o último tributo e também contra os mutantes da capital e os dois finalmente sobrevivem a toda a carnificina, mas quando eles acham que venceram, a capital dá um aviso de que a
Speaker A
regra de que podia ter dois vencedores foi revogada e eles vão ter que matar um ao outro. A Katniss então tem a ideia dos dois comerem ao mesmo tempo as amoras venenosas e se matarem, mas a capital volta atrás e declara os dois
Speaker A
vencedores dos Jogos Vorazes. Final inevitável, mas inesperado. E aí a gente tem a resolução, que vai do final do clímax até a última página. E a calmaria depois da tempestade, né? Um momento de respiro. É quando a gente vê como a
Speaker A
história mudou o protagonista. E serve também para dar aquela sensação de que a vida daqueles personagens continua mesmo depois que a história acaba. No nosso exemplo, a Katniss e o Peeta voltam para o Distrito 12, mas eles sabem que a
Speaker A
capital não ficou nada feliz com o ato rebelde deles das amoras e eles sabem que vem aí uma retaliação. E essa é a estrutura em três atos. Lembrando que você pode se inscrever no link aqui embaixo para receber um guia completo
Speaker A
desse vídeo com todas as explicações, com mais exemplos, com uma lista de erros comuns e como consertar. E se esse vídeo foi útil para você, isso é uma palhinha do que eu ensino no meu programa de escrita. E se você quiser
Speaker A
aprender a escrever cenas engajantes e imersivas para o seu leitor também não conseguir largar o seu livro, é só clicar nesse vídeo aqui e eu te vejo lá.
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