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IA vai substituir os criativos? Rapha Borges, CCO WMcCann | EP 020 - Human Podcast

Rafa Borges discute o impacto da IA na criatividade publicitária e a importância da essência e verdade nas campanhas em 2026.

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Key Takeaways

  • A criatividade humana permanece insubstituível, mesmo com o avanço da IA.
  • O aprendizado contínuo e a humildade intelectual são cruciais para profissionais e líderes.
  • A essência da propaganda está em contar uma verdade única e relevante da marca.
  • Campanhas duradouras são resultado de uma verdade bem contada e consistente ao longo do tempo.
  • A IA deve ser usada como ferramenta para potencializar, não substituir, o processo criativo.

What the video covers

  • Rafa Borges reflete sobre o desaprendizado das bases da propaganda, como a criação de títulos com poder de síntese.
  • Ele destaca a necessidade de união e blindagem da criatividade diante das mudanças tecnológicas e do mercado.
  • Rafa valoriza a humildade intelectual e o aprendizado contínuo, mesmo em posições de liderança.
  • A filosofia da WMcCann sobre 'truth' (verdade) é central para criar campanhas duradouras e relevantes.
  • A verdade bem contada em 2026 envolve um olhar único da marca, relevância e resistência ao tempo.
  • Rafa acredita que a criatividade continuará sendo um pilar essencial, mesmo com a presença da IA e influenciadores.
  • Ele ressalta a importância do aprendizado prático e do desenvolvimento gradual na carreira publicitária.
  • A IA é vista como uma ferramenta que auxilia, mas não substitui a ideia criativa original.
  • A liderança em grandes equipes exige escalabilidade e capacidade de resolver problemas rapidamente.
  • Campanhas icônicas da WMcCann, como Mastercard e L'Oréal, exemplificam a força da verdade bem contada.

Answers

Questions about this video

A inteligência artificial vai substituir os criativos na publicidade?

Não, Rafa Borges acredita que a IA é uma ferramenta que auxilia o processo criativo, mas não substitui a ideia original e a criatividade humana.

O que significa contar uma verdade bem contada em 2026 segundo Rafa Borges?

Significa apresentar um ponto de vista único da marca que seja relevante para as pessoas, criando campanhas duradouras e impossíveis de ignorar.

Qual a importância do aprendizado na carreira publicitária segundo o vídeo?

O aprendizado contínuo e a humildade intelectual são essenciais para o crescimento profissional, especialmente para líderes que precisam gerenciar grandes equipes.

Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:00
Speaker A
Eu acho que a gente tá desaprendendo a fazer as coisas básicas, né? E quando a gente fala isso em propaganda, isso é muito perigoso. Assim, eu falo muito isso pro time de criação. Por que que vocês não fazem mais título? Sabe o
00:10
Speaker A
título que a gente fazia lá pro ADor? É poder de síntese, de ideia. [música] É você pegar uma história inteira e fazer em uma frase. A gente vive agora com tecnologia assim empurrando a gente, tentando imaginar um mundo novo em
00:23
Speaker A
propaganda, porque a gente vai viver um mundo novo que a gente precisa ser blindado, a gente precisa se unir, [música] a gente precisa achar uma diretriz, né? Eu acho do [ __ ] Eu sou entusiasta, né, de tecnologia, mas mexe
00:33
Speaker A
com os dois, né? Usa a facilidade de um pro outro, assim, pensa na essência da ideia, pensa o que que você quer falar e pede para ela fazer, ela vai chegar. Eu não acredito mais nesse lugar romântico do [música] eu preciso me matar pro
00:44
Speaker A
trabalho ser [ __ ] Eu fiz muito isso na minha vida, muito, anos e anos assim fazendo e às vezes fazendo, romantizando, fazendo assim, pô, olha como é que eu sou de aço. Me fez muito mal, assim, veio a conta e é uma coisa
00:56
Speaker A
que não volta. Para mim a melhor campanha é uma campanha que foi para a rua e o time não sangrou. Essa é uma campanha de eficiência, assim.
01:16
Speaker A
Sejam muito bem-vindos ao Ra Podcast, nosso espaço onde a gente traz convidados que a gente admira muito, né, profissionalmente, pessoas que vão trazer aqui conteúdo de branding, de marketing, de tecnologia, de mais uma vez estou aqui com meu parceiro Jean.
01:33
Speaker A
Ô, mais uma vez e hoje com um convidado peso mesmo assim, né, cara? Um cara [ __ ] referência, [ __ ] Ano passado a gente conversou com ele e agora presencialmente é outra coisa, né? O nosso convidado de hoje é
01:45
Speaker A
CCO da Macan, W Macan, criativo, educador, fundador da Tiger, Tiger AI e da Tiger Academy.
01:55
Speaker A
Ele já passou pelas maiores agências do país, Gut, África, UGV, e voltou para casa, onde ele começou a liderar o time de criação, né? No momento em que a publicidade precisa lidar com IA, com performance, com creators, com cultura,
02:08
Speaker A
e uma disputa cada vez mais brutal pela atenção. Então, seja muito bem-vindo, Rafa Borges.
02:15
Speaker A
Cara, obrigado, obrigado pelo convite. Estúdio lindo aqui. Eh, acho que da outra vez a gente fez online, né? Uma coisa meio pandemia, mas, cara, muito feliz de estar aqui e compartilhar aqui conhecimento criativo e um pouco da minha história com vocês.
02:29
Speaker A
Rafa, eh, a gente teve um papo ano passado, né? Foi legal para caramba e de lá para cá muita coisa mudou, né? E você também na tua jornada em um ano, você empreendeu com IA, né? E agora você
02:45
Speaker A
criou novas frentes e agora você retoma para a Macan no papel de CCO. E você entrou na Macan como assistente e agora retoma já num outro papel assim, né, que imagina o papel de executivo, né?
03:02
Speaker A
Que que você acha que mudou no teu olhar, eh, na criação quando você tava lá como assistente no teu papel e comparado ao papel de hoje, assim, o que você tem feito hoje? Cara, é muito louco assim essa história, eh, principalmente
03:17
Speaker A
com a Macan. Assim, foi uma agência que eu comecei, comecei como assistente e esse período como assistente foi o período que eu mais aprendi na minha vida, contando a minha vida inteira assim, porque eu não sabia direito o que
03:30
Speaker A
que era propaganda, sabia que tinha que fazer as coisas direito, mas eu dependia muito das pessoas de ter um coach, alguém para me ensinar, alguém para você sempre tinha esse esse esse lugar de cara, eu tô aberto ao
03:45
Speaker A
aprendizado, né? Tanto que é uma tristeza hoje até não ter mais essa vaga nas agências. Eu quero voltar com a vaga dos assistentes porque eu aprendi tanto, né? E hoje a gente vê a galera entrando, a galera mais nova assim entrando já
03:56
Speaker A
como diretor de arte e tal. Cara, eu demorei, sei lá, uns 5 anos para virar diretor de arte e eu entrei em propaganda muito velho. E eu eu acho que fazendo esse contraponto com o que eu tenho hoje, é exatamente a busca de
04:08
Speaker A
aprender ainda. Hoje eu busco aprender a ser um melhor líder, assim, eu continuo sendo tendo um pouco da nem não tão menino, né, que eu já tinha uns 29 anos quando eu entrei, mas eu eu ainda tenho essa essa busca assim de aprender. Eu
04:21
Speaker A
não tô Humildade intelectual, né? Humildade intelectual. Pô, adorei esse termo, cara. É bom isso.
04:26
Speaker A
É muito bom. Muito bom. Eh, cara, de saber que você não tá pronto e tá tudo bem, não tá pronto. Eh, sentar na cadeira a primeira vez e falar assim: "Pô, o Rafa tem uma experiência, tá? Mas não aqui em como CCO, como líder, né?
04:39
Speaker A
Hoje, eh, lá na criação a gente tem 122 pessoas. Então, assim, você liderar 122 pessoas é um é um é muito complexo, né?
04:48
Speaker A
Você tem que ir fazendo por escala, né? Você tem que botar um bom time de executivo, um bom time de diretores de criação para você ir cuidando das pessoas meio por partes, assim. Você não consegue fazer isso de uma vez só, né?
04:59
Speaker A
Quando você vê, pô, parece que tá tudo bem, do nada pipoca um problema que você não, quanto tempo esse problema tá acontecendo? Não, tá acontecendo há uma uma semana, duas semanas, tá beleza, a gente precisa agir rápido.
05:09
Speaker A
Então são coisas que eu eu acho que assim como o a minha vida de assistente, eu ainda tô aprendendo assim, aprendendo o tempo inteiro. É, e é um esse processo de aprendizado que é importante, né? a galera chegar já com cargo ali sem
05:23
Speaker A
passar por esse aprendizado, às vezes não tem essa sagacidade de visualizar um problema eh antes, né, que só quem viveu aquilo consegue consegue entender de fato. Falando um pouco eh da Macan assim, tem uma frase histórica, né, que
05:36
Speaker A
é truth e que fala muito sobre encontrar uma verdade na marca e contar isso muito bem. Só que hoje o hoje essa verdade ela é contada de várias formas, principalmente com IA, performance, creator, pressão por
05:49
Speaker A
resultado e muita velocidade assim. O que que significa contar uma verdade bem contada em 2026 para você?
05:56
Speaker A
Cara, uma verdade bem contada, eh, eu acho que esse é um conceito da agência, é quase uma filosofia, porque ela tá impressa na parede da agência o tempo inteiro. A gente convive com isso o tempo inteiro.
06:08
Speaker A
Isso desde 1900, isso tem mais de 100, é, tem mais de 100 anos. esse conceito é e e ele é ressignificado, né? O tempo inteiro a gente busca um novo olhar para ele. E eu acho que isso vai passando de
06:21
Speaker A
bastão em bastão. Novas lideranças vão entrando na agência. Imagina quando eu entrei o líder era o Oliveto, né?
06:28
Speaker A
Imagina o o que que já virou, né? A Macan hoje e o que a gente busca hoje junto com a CEO, que a Renata B e tal, e ela é apaixonada por esse conceito, assim, e ela veio de estratégia antes de
06:40
Speaker A
ser CEO, ela era CSO. Eh, então ela tem um ela tem um carinho assim pelo conceito. Às vezes a gente até meio que ah, vamos tentar achar um outro olhar, não, não é isso aqui.
06:51
Speaker A
A gente não pode, isso aqui é a nossa verdade. Uhum. E eu acho isso, eu tô lá se meses, vou fazer seis meses agora, tô pouco tempo, mas eh isso pra gente é muito valioso assim, ter alguém que é quase o
07:04
Speaker A
guardião daquilo, porque as pessoas vão se tornando guardião desse conceito. Hoje em 2026, né, com toda essa tecnologia, né, a gente falar a verdade bem contada continua na essência de como foi produzido, que é você olhar um ponto
07:18
Speaker A
de vista que só aquela marca vai ter, fazer algo relevante pras pessoas. Uhum. E uma coisa que só a Macan faz e faz como nenhuma outra agência faz, campanhas que duram assim décadas.
07:31
Speaker A
Quando a gente vai pro priceless de Mastercard, né, tipo que o dinheiro não pode comprar ou você vale muito de L'Oréal, a gente tá falando de cara de campanhas de 50 anos, assim, de 30 anos atrás.
07:42
Speaker A
Então isso é o a verdade bem contada, né? é algo que é impossível de você ignorar ou impossível de você abrir mão disso. Eh, e a Macan assim, historicamente, até globalmente, ela faz isso como nenhuma outra.
07:56
Speaker A
Que que você acha que uma ideia, uma ideia ainda faz parecer e uma verdade?
08:01
Speaker A
Porque assim, a gente tá no meio de IA, que [ __ ] né? É zero verdadeum e tá no meio de influencer empurrando puble, né? Que também é zero verdade, né? Que que você
08:12
Speaker A
parecer ser true mesmo? Cara, eu acho que a história, a história bem contada, ela ela se torna uma verdade. Eh, uma vez eu assisti uma palestra de, eu não lembro onde eu assistia, mas eu gosto muito de falar isso até eh, enfim,
08:27
Speaker A
quando eu até até já usei isso numa palestra, mas eu não conseguia nem ah dar os créditos porque eu não lembro mesmo quem falou. Mas quando você compara com o baseado em histórias reais, né, quando você tá fazendo um
08:42
Speaker A
filme do Sena, quando você tá fazendo uma história da Disney, quando você tá fazendo um filme biográfico de alguém, aquilo ali também não é real, né? você tá contando uma história que existiu e a Iá nesse nesse nesse meio, né, nesse
08:56
Speaker A
meio do caminho dessa história, ela tem um papel muito claro de contar uma história. Ela não tem um papel de dizer se é verdade ou não. Quem tem o papel de dizer se é verdade ou não somos nós. Aí
09:07
Speaker A
ela só é um instrumento de eu contar uma história, né? Eh, a coisa do Tudo bem que a gente tá falando de cinema, né? do realismo, abrir câmera, não abrir câmera, usar isso aqui. Eh, ela ela ela tem um um outro olhar de sobre a arte,
09:21
Speaker A
né? Ela tem um olhar muito, eu acho que mais valioso quando a gente fala sobre o real ou irreal de a, enfim. Mas eh quando a gente quando a gente fala sobre ideia, eh para mim a ideia ainda é
09:36
Speaker A
contar uma história. Se eu tô discutindo se ela foi contada por IA ou se ela foi contada por uma câmera real ou é a história ruim.
09:46
Speaker A
É história ruim. Não, total. A história é ruim porque a história ela vai passar. Eu vi há pouco tempo uma produção que era, acho que é da Rolex, não sei, um filme super bonito assim, cara. E aquilo me pegou de um jeito que
09:56
Speaker A
eu esqueci que era A. Óbvio que você tem uma texturazinha ainda, né? Ainda mais a gente tem que um olhar mais atento. Mas cara, era uma história tão legal que eu fale assim, cara, pô, passou. Isso aqui é uma uma boa e eu acho que não só para
10:10
Speaker A
grandes histórias, mas se você achar o tom certo, aí ela passa assim, tipo, você vê que é só mais um recurso, né?
10:18
Speaker A
Sim. Tá curtindo o papo? Ó, tem muita coisa pela frente. O papo realmente tá bom. Aproveita que você tá aí, deixa um like, tá? já segue a gente e no final desse papo diz aí o que que você achou
10:28
Speaker A
do episódio de hoje. É, a gente tem um case que a gente sempre passa, que foi assim que saiu o VO3, uma dupla de diretores fez um uma campanha, uma brincadeira com a Liquid Death, né, aquela água.
10:41
Speaker A
E assim, a gente sempre passa um negócio datado que você vê que é IA, mas que ninguém tá nem aí que é IA, porque é engraçado para [ __ ] Então assim, é isso.
10:48
Speaker A
Quando você pega esse lugar, eu acho que fica. Eu acho que pr você ter ideia hoje, eu falo isso muito pro meu time assim, não fica buscando fazer com Iar para você mostrar que você fez com I.
10:58
Speaker A
Ninguém faz uma peça e fala assim: "Eu usei Photoshop, eu usei". Exatamente. Ninguém fica explicando como você chegou. O resultado é o resultado. Eu acredito muito que, e eu falo isso muito pro time, que você eh, eu até uso uma
11:12
Speaker A
analogia muito boa com filme, o filme náufrago, né, do Tom Hanks, ele tem um negócio muito bom ali de quase de filosofia mesmo, cara. Quando o cara cai naquela ilha, cai o avião, o cara não consegue quase sobreviver direito, ele
11:28
Speaker A
não consegue fazer um fogo, não consegue abrir um coco. Eu acho que a gente desapr tá desaprendendo a fazer as coisas básicas, né? E quando a gente fala isso em propaganda, isso é muito perigoso, assim, porque outro dia eu até deparei
11:42
Speaker A
assim com um projeto, com uma equipe que não abriu o Photoshop, cara. Tava tentando resolver no prompt.
11:48
Speaker A
Uhum. Tira isso aqui, bota isso aqui, bota ali, cara. Calma. Abre um Photoshop, bota a tua mão, sabe? E isso para mim assim, volta a aprender a fazer fogo como os incas faziam. Abre o Photoshop, o Às vezes é mais fácil, sabe?
11:59
Speaker A
É, a gente faz muito isso pro time, né? E a gente economiza muito mais tempo, às vezes perde perde energia tentando resolver no prompt, não vai resolver, não vai resolver, sabe? O Photoshop você resolve muito mais rápido e a galera
12:10
Speaker A
Então, mas aí eu acho que entra um é uma geração, cara, que tá já tá vindo com esse Uhum. com essa com esse preset assim, com esse vício de cara, não vou abrir não, não vou mais recortar a imagem, não vou mudar isso aqui, eu
12:22
Speaker A
vou pedir para ele fazer. E e eu acho muito muito triste quando a gente deixa de voltar a fazer coisas básicas, né? Coisas, cara, às vezes você vai fazer uma tipografia, faz a mão, pô.
12:34
Speaker A
Faz a mão. Eu falei isso outro dia para um para um um diretor de arte, cara. faz a mão, pega a textura assim, ó, imprime, vai lá, xeroca, aí pega xerox, tira uma foto, pega a textura do papel, vai dar
12:47
Speaker A
um outro graf, sabe? Não, mas eu consigo fazer aqui com nano banana e tal.
12:52
Speaker A
Eu acho do [ __ ] eu sou entusiasta, né, de tecnologia, mas mescla os dois, né? Usa a facilidade de um pro outro, assim, tem que ser um tem que ser um apoio, né?
13:00
Speaker A
Exato. Lógico, você pode fazer uma campanha inteira ali, mas o princípio, a base de tudo tem que ser, eu acredito que eu acredito nesse processo manual ainda, eh, até desde que seja uma pesquisa completa, né, para você ter uma base
13:15
Speaker A
para começar a criar até realmente fazer um um lettering na mão, escanear, depois refinar na IA, né? Então, pode criar.
13:22
Speaker A
Mas é muito isso, assim, hoje a gente a gente vive num mundo que tá tudo muito rápido. Inclusive você fala muito isso, né? que a marca ela não compete com outras marcas e sim com ela compete com qualquer coisa que prende a sua atenção
13:34
Speaker A
por um por um segundo. E tem até uma frase uma frase sua que eu acho muito forte que é que ninguém liga a TV ou eu abro o celular pensando quero ver a propaganda.
13:42
Speaker A
Tirando Super Bow, né? Tirando tirando super B. É, tirando Super Bow, né? Então é assim, a publicidade já tá no meio eh do cotidiano mesmo. Então como que uma marca sabe eh por exemplo, a hora de entrar numa conversa, eh, principalmente
13:55
Speaker A
a hora de ficar quieta, tipo, ah, isso aqui eu não me envolvo, esse assunto eu não não quero participar. Como, qual como funciona essa decisão? Cara, é muito louco porque eh quando a gente trabalha em propaganda e eu, enfim,
14:08
Speaker A
voltando agora pra agência, fiquei um ano fora e parece que eu fiquei 10 anos, mas quando quando a gente volta, a gente percebe que existem dois mundos. Existe um mundo de quem só olha pra propaganda e existe todo o resto. E esse mundo de
14:21
Speaker A
quem só olha pra propaganda, ele é muito autocentrado, né? É todo mundo que tá ali olhando as notícias, quem fez a ideia, quem não fez. O resto do mundo está só vivendo a vida.
14:30
Speaker A
Uhum. Ninguém tá nem aí pro filme que você fez, paraa ação que você que você bolou. E é e é louco você viver esses dois mundos e tentar trabalhar com esse prisma, né? Hoje eu tento, acho que esse um ano que eu
14:45
Speaker A
fiquei fora, eu olhei o desenho um pouco mais de longe. Eu olhei, eu falei: "Ah, existe um mundo". Porque eu fiquei 20 anos dentro de um dessa bolha, né? Cara, esse um aninho que não foi nada assim, foi muito, mas só empreendendo e com
14:58
Speaker A
outros desafios, eu já olhei um outro tipo de propaganda e hoje eu olho muito mais para esse outro mundo.
15:03
Speaker A
Uhum. Mel, tem melhorado muito esse meu, o acho que esse meu lugar onde eu tô hoje como CO. É claro que, enfim, não não é tão diferente assim, né, do que eu já fazia e tal. E eu nem me acho mais
15:16
Speaker A
especial por isso, não. Mas hoje eu tenho um pouco mais de eh autocrítica, sabe? até com propaganda na escolha de de uma ideia ou outra, se vai fazer sentido ou não vai fazer sentido, se vai fazer sentido pro negócio do cliente
15:29
Speaker A
também. A gente fez um negócio muito legal agora que acho que é respondendo um pouquinho a tua pergunta, é que cara, no meio da Copa do Mundo a gente assistindo Casé TV, presente na Casé TV, sem o cliente pedir nada, a gente viu o
15:42
Speaker A
iFood prometendo que entregar eh tudo que passasse nos comerciais da da Cazia TV de Copa do Mundo.
15:48
Speaker A
E na sequência era o nosso filme vendendo um carro, o Sonic. Aí eu falei: "Porra, calma aí, tu vai tá prometendo tudo, vai entregar um Sonic, cara". E foi uma correria assim, eu liguei pro iFood, eu liguei pro cliente,
16:03
Speaker A
em meia hora a gente tava com o negócio aprovado e falei assim: "Cara, vamos fazer um filme desafiando o iFood".
16:08
Speaker A
Falei assim: "Tu entrega tudo, quero ver tu entregar um Sonic". E aí a gente fez, cara, hoje eu soube que a gente vendeu quatro carros.
16:16
Speaker A
Que loucura. Que loucura, né, cara? Muito [ __ ] isso, cara. muito [ __ ] porque pra gente era só pela ideia assim, ah, vai ser um barulho, ninguém compra um carro pelo iFood, não. Eles fizeram todo o processo. O
16:28
Speaker A
lead saiu do do iFood, a pessoa foi lá, testou o carro e comprou. Então, a venda, de onde veio? Saiu do do aplicativo, né? A gente vai soltar os números ainda agora e tal, porque ainda tá rolando. Mas por que que eu tô
16:40
Speaker A
falando dessa ideia? Porque isso é uma ideia que fala com esse público aqui fora. Ele não tá falando só com o público da bolha de propaganda, ele tá falando com quem tá assistindo a CAS TV, a Copa do Mundo, tá se emocionando com
16:53
Speaker A
aquilo, sendo impactado com propaganda. Uhum. E eu acho que complementando essa frase, eh, o Washington Oliveta, ele falava um negócio que eu que era [ __ ] assim, tipo, a gente é intruso, a gente é chato, a gente tem que ser legal, né?
17:06
Speaker A
Tem que saber chegar, né? Tem que saber chegar igual chegar numa roda de conversa, né? Então você entrando assim, hoje quando a gente tá fazendo, buscando eh como foi a repercussão disso em rede social, a gente vê que a galera curte, sabe? Pô,
17:18
Speaker A
vou pedir um hambúrguer e um carro, sabe? Você você entra de um jeito mais leve assim.
17:23
Speaker A
Mas quando vocês estão lá criando lá a campanha, você já pensa nesse transmídia assim, como que leva da TV ou do YouTube, que seja pra rede social ou pra conversa, pro orgânico? Você chega a pensar nisso? Cara, é mais rápido do que
17:37
Speaker A
a gente imagina, porque tem que ser rápido. É um estalo, assim, se pensar muito, acaba não fazendo. Ou o cliente fica até mais inseguro investir naquilo, né?
17:47
Speaker A
Uhum. Mas pelo fato de ser rápido, não quer dizer que é fácil. Você tem que tá ali, você tem que tá trabalhando, você tem que estar buscando coisa. Se o cliente não tivesse me colocando pressão o tempo inteiro de, "E
17:59
Speaker A
aí, vai ficar só no filme?" "E aí?" Gaar, um abraço para ele, que é meu cliente. Eh, seou, Gustavo é genial assim de provocar, um cara super criativo, mas ele assim não para na intenção de gerar conversa, de gerar conversa. E aí eu não quero
18:13
Speaker A
ficar só no filme não, porque tem tem acho que muita agência, né, que faz ali a campanha, gerou a mídia, né, já lucrou, já fez as coisas ali que tem que fazer, cara, e senta e acabou. Não, vamos mais, vamos tentar
18:27
Speaker A
mais. Eu acho que essa pressão ela ela é para mim ela positiva assim, eu tento não parecer essa pressão pro time assim, eu não eu tento filtrar antes, mas para mim eu fico num lugar meio de que aí perdura, né?
18:41
Speaker A
Exato. Perdura. E alerta sempre sempre ligado assim. Mas acho engraçado, você falou desse olhar de fora que você tava esse um ano agora e aí esse olhar para olhar menos pro que o mercado tá fazendo e mais pro olhar do
18:54
Speaker A
cliente. Eu acho que os times de marketing eles são menos contaminados por essa coisa do publicitário, né, de ficar olhando case e ficar olhando. A gente recebeu esses dias o Godóy que era que saiu do Canva agora e ele falou que
19:07
Speaker A
a as três campanhas, quatro quadro Jacan, né, as campanhas ali de da Xuxa, aquele que fez sucesso para caramba do Canva. foi dentro, foi de dentro de casa, foi de dentro do time de marketing e e eles observando conversa e enfim. E
19:22
Speaker A
eu acho que o publicitário ele é muito envezado nessa coisa de olhar pra case e olhar o que que tá saindo, o que que ganha prêmio.
19:29
Speaker A
Cara, eh, hoje a eu fui para CIS esse ano e eu fui numa outra posição, uma posição que eu nunca tinha ido. Eu sempre fui para Ces para ficar no carnaval, né? Já fui para ganhar, já subi no palco. Eh, já fui
19:47
Speaker A
quando eu ganhei, mas não cheguei a subir no palco. Eh, mas eu sempre fui ali para ficar no barzinho, encontrar os amigos, me divertir. Esse ano eu fui numa cadeira de CCO para fazer negócio, para conversar com o
20:00
Speaker A
veículo, para conversar com os clientes, né, para levar cliente para jantar. Passeio de barco.
20:06
Speaker A
Passeio de barco. É, é um, é mais rico um pouco do que na minha época que era mais duro. Mas o que eu percebi é que é muito mais voltado pro negócio do que paraa criatividade. Criatividade é muito importante, é um festival de
20:20
Speaker A
criatividade, eh, mas ele é uma espuma. É uma espuma muito cara. A base ela precisa funcionar para essa espuma brilhar. Não existe criatividade sem negócio e não existe negócio sem criatividade.
20:35
Speaker A
Eh, o que eu percebi esse ano é uma movimentação de muita, muita, muitos clientes, né? A galera do marketing indo muito mais para Canis, querendo entender mais que processo é esse, como funciona, né? Querendo entender como é que funciona o jurri.
20:53
Speaker A
gente perguntando assim como é que funciona o o que era só assunto de criativo.
20:57
Speaker A
Loucura, né? Então hoje para mim o criativo, ainda mais a galera que ainda tá focado só em ganhar o leão e só olha case, ele precisa entender mais do negócio. Você vai ter muito mais leque, né, na sua
21:09
Speaker A
carreira até quando você entende o por também a mídia existe. Por que que é importante o meta tá no festival? Por que que é importante eh a Record?
21:20
Speaker A
Uhum. aqui do Brasil, no mercado brasileiro, estar no festival e fazer festa e ter relacionamento a eletromídia que eu fui lá, um espaço super legal. Então assim, por que que esse por que que existe isso, né? Então assim, entender isso é tão ou
21:36
Speaker A
até um pouco mais, é porque eu tô nesse lugar, né, de ver um pouco mais importância no negócio, porque tem uma hora que você só entende que a música tá girando e a festa tá acontecendo porque tem que existir um negócio. GM não vai
21:49
Speaker A
investir em propaganda, nem a vai investir em propaganda voltada só para prêmio, mas eu consigo um espaço de fazer prêmio dentro do do crescimento do cliente. E esse que é o desafio. Não é mais a ideia, tudo bem, ideias de causa,
22:04
Speaker A
tá tudo certo, isso sempre vai existir. Mas não é mais sobre isso, é ideia de negócio. A ideia é assim, cara, qual foi o ponteiro?
22:11
Speaker A
Converteu GM, vendeu o carro no iFood, sabe? As pessoas perguntam isso, querem perguntar isso, né? Então, eh, para mim hoje o a criação ela, pelo menos no meu lugar, não dá para falar que toda a criação, mas no
22:27
Speaker A
meu lugar ela tem que estar muito mais perto do da galera do marketing, entender também o que que passa na cabeça deles, né? Eu eh tô fazendo agora um tour com todos os clientes com uma apresentação de canes. E não é apresentação de canes
22:41
Speaker A
para ficar lá apertando play no case, ó, olha que legal, ganho o GP. Não, olha todos esses cases aqui sobre o seu negócio, né? A gente fez isso com GM. Eu peguei todos os cases sobre o mundo automotivo. Legal. A
22:55
Speaker A
Nestle tudo sobre chocolate, né? A gente vai fazer com Sear agora tudo sobre comida.
23:00
Speaker A
Legal. Para eles entenderem que dá para colocar criatividade e efetividade junto, né? E eu explico sempre pelo olhar do negócio.
23:08
Speaker A
Tem uma categoria nova hoje que para mim ela a categoria que sintetiza esse negócio do market, que é a categoria de brand creative.
23:16
Speaker A
que é a categoria que vai premiar as grandes corporações com cases de todas as várias agências. Por exemplo, quem ganhou esse ano foi aí quando você olha o porquê sobre a efetividade de cases efetivos de agências diferentes, caramba,
23:34
Speaker A
por exemplo, África, Gut e tal, estão dentro desse case, né? E aí eles, olha como a gente é grande no festival, olha como esses cases criativos tá trazendo o cliente para dentro. É como se você vendesse um um
23:47
Speaker A
uma trilha de ideias, sabe? Olha como é que tá tudo conectado aí. Não é sobre uma agência só, um criativo só, é sobre negócios, é sobre o resultado de tudo isso quebve acaba acaba tangibilizando, né?
24:00
Speaker A
Aproveitando que a gente tá falando de can, que que falaram de A esse ano?
24:03
Speaker A
Porque ano passado foi aquela coisa maluca lá, né? Foi, cara, muito doido. Eh, porque eu fui muito focado e com uma expectativa muito alta de ver, né, essas mudanças e tal. E eu fui nas palestras assim, aí no primeiro dia eu fui open
24:17
Speaker A
and. Cara, eu tive uma sensação diferente do ano passado, que era uma coisa meio de encantamento, né, de ah, é até clichê hoje já, né, falar, ah, mas a criatividade não vai acabar, tal, tal, tal. Hoje a gente nem sabe, né? Não dá
24:32
Speaker A
nem para afirmar nada assim. Eu eu sou o defensor que a criatividade não vai acabar, a criatividade dentro do negócio, né? A criatividade ainda vai ser um pilar eh um pilar de muita força dentro do negócio. Mas esse ano eu tive
24:44
Speaker A
a sensação do convencimento. Eh, eu sentia as bigtechs tentando me convencer de que sabe, tipo, usa a gente, é [ __ ] é isso aqui e tal, tal, eles estão carudos mesmo.
24:56
Speaker A
É porque eu acho que a galera viu o limite delas também, né? Eu acho que do ano passado para cá a gente a gente usou, muita gente usou o close, né, pôra chegando e tal, você, enfim, fazendo 1000 coisas, mas aí você também foi
25:11
Speaker A
vendo as limitações, [ __ ] ele não entrega um detalhezinho aqui, ele não entrega uma coisinha aqui que ia salvar a minha vida. E a gente foi aprendendo com isso. E aí a gente começou a questionar, pô, mas será que
25:25
Speaker A
vai substituir mesmo? Vai me substituir? Uhum. Eu senti que a galera foi perdendo um pouco medo e aí a gente entrou nesse ano do convencimento. Vocês estão tentando convencer a gente que vocês não vão tomar nosso lugar. E é assustador,
25:37
Speaker A
né? Porque eu não sei se eles vão eh continuar com essa provocação, porque não sei se vocês lembram, mas a a as grandes notícias eram: "Acabou a propaganda, acabou o market agora, cadê?" Aham.
25:51
Speaker A
Não acabou. É porque veio como algo revolucionário que realmente é revolucionário, super revolucionário, mas realmente as o primeiro impacto que tentaram colocar no mercado é que, cara, vai substituir todo mundo. Eh, ninguém mais vai precisar pensar, não vai precisar mais disso, não
26:07
Speaker A
vai precisar daquilo. E a verdade é que tem essas limitações, inclusive na geração de imagem, né, a gente tem várias limitações, movimento, acting, várias coisas que, cara, ainda não entrega e que ainda precisa muitas vezes abrir câmera e e rodar, sabe? A base
26:21
Speaker A
mais ainda, né, que é a parte de criação. É muito, [ __ ] muito base. Mais ainda, cara. Não dá pr para chegar numa ideia.
26:30
Speaker A
Eu tô falando dessa do iPhood porque é bem recente, mas não dá para você pedir para Iá pensar numa ideia de iFood vender um Sonic.
26:37
Speaker A
Uhum. Porque ela não vai não existe contexto. Existe contexto. É, não tem. Tem. É a mesma. Vai puxando sobre a ideia que eu acho que é legal. Handshake. Ano passado a gente falou sobre constituição, Mercado Livre. Inclusive, a galera que tá vendo aí, ó, o episódio
26:52
Speaker A
que a gente fez contigo, tá ainda no YouTube, vocês podem ver. E a gente fala sobre esse case que é animal. E handshake é outra ideia que aí provavelmente também não ia chegar, né?
27:02
Speaker A
Não ia, cara. Handshake foi uma ideia quando eu trabalhava na Gut ainda para Mercado Livre e eu adoro falar essa ideia. Eh, até porque o time que trabalhou todo mundo, né? Enfim, a G na época o time de Mercado Livre era um
27:14
Speaker A
time muito muito unido, assim, muito sólido, não só de criação, mas de todas as áreas, planejamento, atendimento.
27:20
Speaker A
Isso Argentina, não, aqui mesmo. Aqui eh eu gosto muito de falar porque case é um case de negócio, é um case de mudar o ponteiro do cliente e é um case de Black Friday. Cara, no meio da Black Friday, a
27:34
Speaker A
gente tinha lá um um projeto com a Globo, eh, de buscar uma ideia criativa para, né, sobressair a Black Friday. Ela nasce de um lugar onde, cara, isso aqui é uma guerra. Esse momento para um marketplace é uma guerra. Tô disputando
27:50
Speaker A
com Magalu, tô disputando com, enfim, que que a gente pode trazer de criatividade e vamos fazer essa parceria com a de mídia, com a Globo. Então, houve um investimento de mídia, né?
28:00
Speaker A
aconteceu esse investimento. Esse investimento chegou paraa nossa mesa como um, né, como um briefing eh pautado em resolver. Isso aqui é um problema que a gente tem que resolver. E cara, o acho que até as meninas que chegaram na
28:14
Speaker A
ideia, né, Paulinha, Mel, elas elas tiveram uma sensibilidade de marca muito muito legal pela simplicidade assim de pô, vamos transformar o aperto de mão em cupom desconto. Toda vez que alguém apertar a mão na programação da Globo, vai aparecer um um cupom. E aí a gente
28:31
Speaker A
foi, né, fez essa campanha crescer, assim, ela demorou, acho que todo o processo de Black Friday, uns 4 meses no ar. E e o que é, acho que, né, essa coroação de um Grand Prix e tal, né, de mídia, ela parte
28:47
Speaker A
muito desse lugar de fazer parte do negócio, de trazer resultado, de ser a categoria de mídia, sabe, de eh ela não saiu. Eu até outro dia eu tava tomando um café com Brooks, que é o CCO da Gut. E e é muito louco porque
29:02
Speaker A
essa ideia nesse ano a gente tava com tanta ideia maneira, tanta ideia maneira que a gente não acreditava que era ela que ia ser o Grand Prix do ano. A gente tinha placa gandula, né, que devolvia a bola pro jogo, constituição, no segundo
29:15
Speaker A
ano, né, de constituição. A gente tinha uma ideia para museu da diversidade com a Linik. Eh, a Gust estava com outras, isso só de Mercado Livre, mas a G estava com cara só a gente chama de cavalo, assim, cavalo corredor para brigar pelos
29:28
Speaker A
prêmios, né? E a gente vê que foi uma surpresa muito boa, assim, cara. Ela ela entra quase no subinconsciente de quem tá assistindo, né? Porque entra meio meio discreto ali.
29:39
Speaker A
Todo mundo, as pessoas à vezes nem nem percebem aquele momento, mas são são atingidas por ela, né? Então entra muito nessa questão de de chegar primeiro em quem tá sentado no sofá e de fato tá assistindo sem invadir diretamente, né,
29:52
Speaker A
cara? Isso que é muito legal mesmo. É. E o Mercado Livre acho que e tem esse poder como marca. que é uma marca que eu adoro, assim, adorei trabalhar, trabalhei quase 3 anos assim com a marca.
30:02
Speaker A
Por ser uma marca de varejo, ela não perdeu essência criativa, assim, isso que é muito legal. Mercado Livre hoje é a maior prova de que criatividade faz diferença.
30:10
Speaker A
Porque se tu botar um caminão de dinheiro para gerar lead, para levar pro teu site, tu vai ter resultado, tá tudo certo. Mas como é que você tem mais resultado do que as outras? O que que o que que desempata, né? Porque se todo
30:21
Speaker A
mundo for para mesmo mesmo lugar, vai empatar, né? Você vai ter um número que igual, todo mundo vai ter igual, né? Se eu botar muito dinheiro no Google, muito dinheiro na Globo, eu vou ter esse número. O que desempata é criatividade.
30:33
Speaker A
Sim. E eu quero desempatar, né? Tipo, eu, se eu fosse um CMO, eu quero desempatar, eu quero ganhar sempre. Então, Mercado Livre acredita nisso, investe nisso, eh, investe em conversa de marca, né?
30:45
Speaker A
Investe em eh o nome Mercado Livre se fortalecer pela criatividade também. E não é toa que, cara, três GPIs, quatro GPS seguidos, cara, muito consecutivos.
30:58
Speaker A
Bizarro. Esse ano de novo, de novo. Eu vi. Bizarro. E a gente tava falando de Sonic, mas tem a a Tracker também com o caramelo, cara, que é animal. Essa é muito gosto muito.
31:08
Speaker A
É uma loucura também. E como que você faz para para que uma ideia como essa que nasce de um meme ou não é nem um meme, né, mas um um símbolo cultural quase esse nesse caso, né? Como que você faz para isso
31:20
Speaker A
não ficar datado assim e perdurar? Sim, é, Caramelo. Eh, eu sempre gostei da ideia. Eu não tava na Macã ainda. Ela era na na época era Dani Ribeiro que ela seou. Ah, ela conduziu de uma forma brilhante. Foi uma, assim, quando eu
31:35
Speaker A
cheguei era uma das ideias que estavam fazendo mais barulho. Ah, sempre teve essa passagem, né, de bastão, de CO e tal.
31:43
Speaker A
Uhum. Apesar de eu não conhecer a Dani pessoalmente, eh, mas eu sempre tive muito carinho para essa ideia, assim, todo lugar que eu acho que meu primeiro mês, assim, eu tinha que levar caramelo, explicar a caramelo e já era uma coisa
31:54
Speaker A
que parecia meio, eu já fazia parte desse, desse desse rolê. O que eu acho interessante de caramelo é porque eh ela nasce de um problema que às vezes é invisível para as pessoas, né? Por isso que eu sempre vi valor nessa ideia. Eh,
32:08
Speaker A
hoje a gente eh vive num país onde existe um preconceito e não tem outra palavra, eu até tento achar outra palavra, mas um preconceito com cores na hora de comprar carro. E é um preconceito versus medo, versus ah, eu
32:22
Speaker A
não quero um carro muito chamativo, ah, eu não quero um carro que depois é difícil eu vender, né? Quem falou que quando a gente quando a gente sai, né, tipo aquelas fotos antigas ou imagens antigas em São Paulo na década de 80,
32:36
Speaker A
tudo era colorido, né? Você via variante, você via fuscas amarelas, até a geladeira era azul, pô.
32:40
Speaker A
Era azul. Por que que a gente foi perdendo isso? Para que? Exato. Tipo, a geladeira um bom exemplo. Eu vou revender uma geladeira, né? Tipo, ninguém vai revender uma geladeira. E o carro tem esse esse olhar do medo, né,
32:53
Speaker A
da cor e tal. E acho que a campanha de caramelo ela parte desse problema invisível assim de como dentro da categoria eu coloco uma cor como evidência para chamar atenção e aí sim eu pego emprestado um um ícone cultural,
33:07
Speaker A
né? Então, toda essa história assim, ela é muito bem amarrada e eu acho um dos melhores cases da macância.
33:13
Speaker A
E é um, não vou dizer que é uma fórmula, mas é um caminho legal, né, de explorar, tipo, como a gente falou naquele dia lá, paneis malditos, coisas que vão, cara, cultura sempre é a o combustível de de criação publicitária, é cultura. A
33:28
Speaker A
criação publicitária, ela não parte nunca de um lugar do zero, de uma folha em branco, de um artista que pega uma tela e vai pintar. Eu já escutei gente falar que sim, mas eu não acredito. Para mim é sobre a tua bagagem e o que você
33:43
Speaker A
tem como cultura pessoal. Às vezes agora com a GM, a GM acredita muito nisso. A gente acabou de entrar na conversa dentro da série Brasil 70, né? A gente fez, cara, um spino-off para falar do Sonic e é quase uma promo de pessoas que
33:57
Speaker A
vendem o carro, que a história contava sobre isso. Hoje a gente estava lá na Premiere assistindo e tal, e é uma história muito bem contada e com craft impecável assim. Por quê? Porque a GM acredita que não é mais a propaganda
34:10
Speaker A
tradicional. Eu preciso entrar na cultura da pessoa. Eu preciso que a pessoa que assista a série, ela seja impactada com esse conteúdo com um entretenimento.
34:18
Speaker A
Se emocione, se emocione, entre nesse, nesse lugar. se identifique, né? Putz, eu venderia o carro para ir pra Copa, sabe? Quando vem esses estalos, você cria uma conexão também visível, mas ela fica, ela tá ali, né? Eh, então acho que Caramelo,
34:36
Speaker A
né? Brasil 70 são iniciativas da da GM até junto com a Netflix, né? Porque os dois projetos são juntos com a Netflix.
34:45
Speaker A
Exatamente. Para entrar num outro lugar dentro da propaganda, sair um pouquinho do tradicional. Isso, cara, para mim é um, [ __ ] é ouro. É, é engraçado porque a gente tava, o Jan tava comigo, né? O J agora tá em todos
34:58
Speaker A
os podcasts. A gente fez com Vaão adoro. Faz, cara, ele é muito fera, né? Muito [ __ ] E aí foi do [ __ ] porque a gente falou sobre jingle e aí, pô, quando por que que pararam de usar jingle? Ah, já é
35:12
Speaker A
Natal. E para e aí começaram a usar músicas e refeitas, né? Cov, ele falou exatamente isso para se aproximar da emoção. O cara, pô, ele e aí apelo cultural, fala: "Puta, eu amo essa música, sabe?" Uhum.
35:24
Speaker A
Cara, tem um tem uma história muito boa que é uma uma música que a Maria Betânia gravou e ela foi um jingle do Duda Mendonça, que era um jingle para motel e é um dos grandes clássicos da Maria Betânia e era um dingo mesmo assim
35:41
Speaker A
para vender o motel, saou a marca no final. sempre o Nissan também, o Nissan também a gente placou o o IR Carnaval, era um jingle, né?
35:52
Speaker A
Quando a gente tava lá no Rio lá e pelo menos eu quando tava lá na publicidade contigo lá, Paulo Castro, eh, a gente tinha muito essa pira de jingle naquela época, né?
36:01
Speaker A
Tinha, tinha. É louco, né? Porque eu ainda acho uma mídia muito efetiva, mas nos festivais eu vejo cada vez mais ele morrendo e perdendo valor. Hoje nem é mais a categoria de rádio, hoje é a categoria de som.
36:16
Speaker A
Hum uhum. Não, não existe mais ter ideia para um jingle e é só um uma gravação, sabe? Um Parece que a acho que ficou tão fácil fazer um jingle, né? que os a premiação não vê mais valor assim, eu acho triste.
36:32
Speaker A
Eu também acho. Também acho. Mas uma coisa só que o Vaão falou que eu vejo muito sentido que ele falou que assim, a gente é muito apegado a Dingo naquela época por causa da mídia de massa. Só tinha a Globo enfiando lá
36:45
Speaker A
já é Natal na L de Magazine e vários outros, né? Eu dou esse como exemplo porque Uhum.
36:49
Speaker A
Mas porque a gente era obrigado a ouvir aquilo. É. E tinha muita questão do rádio também, né? que era um que era um era onde as pessoas consumiam muita muita campanha, muita publicidade. Hoje, cara, poucas assim, tem o rádio, mas a pessoa
37:01
Speaker A
tá mais ali com o YouTube aberto, com a parada, a parte mais visual, né?
37:05
Speaker A
Então aí também intensifica a queda do Dingo essa parada. É, mas dentro do carro, para mim a mudança foi o Spotify até.
37:14
Speaker A
Aham. Porque, cara, é justo. Eu eu ainda assim, eu andando de carro, eu ainda tenho o prazer de escutar um rádio, de ser ser meio Ahã.
37:24
Speaker A
Não é, é, eu gosto da sensação de de eu não escolher a música às vezes, sabe? De ser surpreendido assim.
37:30
Speaker A
Uhum. Tipo, pum, qual é aí um comentário do radialista, sabe? Ou ou é porque até o podcast tirou um pouco esse lugar, né, da discussão do rádio, de você ter a hora certa você escutar e tal.
37:42
Speaker A
Uhum. Mas eu acho que foi isso que foi achatando um pouco essa mídia, sabe? Ela foi virando, cara. Hoje acho que o a maior parte das pessoas entram no carro, já plugam a sua música e beleza, tô aqui.
37:55
Speaker A
Até o aleatório do Spotify é o teu algoritmo te guiando, então não tem essa sensação do rádio, né, que ele passa, cara. Mas rádio ainda tem uma audiência principalmente para pros trabalhadores de de carro, taxista, Uber, é uma audiência ainda bem relevante
38:10
Speaker A
assim, só acho que falta até da parte dos clientes assim ver mais valor assim, sabe? Eh, que é difícil, né? Você quando você desenha um plano de mídia, você encaixar mais dinheiro numa mídia que não tá aqui na tua mão,
38:26
Speaker A
mas tá mais barato, imagino, né? Bem mais, bem mais. Podia virar case, né? Sim, sim.
38:32
Speaker A
Óbvio, tem que iniciar o público para quem ouve hoje, né? É, pra gente, GM, a gente tá muito presente, até porque, enfim, o carro, né? Então, taxistas, a gente tem planos de mídia, mas tem marca que é irrelevante assim,
38:46
Speaker A
por exemplo, o próprio Mercado Livre, você pode ter ativações ali eh pra rádio, mas vai ter muito mais investimento aqui, porque aqui você faz a venda, né? É, no clique, você um clique, você a pessoa já comprou, então
39:01
Speaker A
pro Mercado Livre vai ter muito mais investimento ali, né? Você converte muito mais rápido.
39:05
Speaker A
É, é louco essa coisa do lead, né? Que todo mundo fala lead e tal, como virou, cara, virou a conversa hoje no marketing, né? Quantos lead? 40 lead.
39:13
Speaker A
Ah, esse aqui deu 80.000, isso aqui deu. É, é doido, porque virou matemática mesmo o negócio.
39:18
Speaker A
E eu eu criativo, né? Ficou lá no meio assim meio pô, e aí galera, vamos fazer aí uma ideia, por favor? vai captar [risadas] isso aí. Exato.
39:28
Speaker A
Exatamente. É, eu acho que foi um pensamento de growth assim que foi implementado assim, acho que de um jeito até substituindo, né, essa grande virada dos CMOs, né, antigamente tinham CMOs eh muito antigos nas marcas, conheciam as marcas, eram
39:42
Speaker A
quase representantes das marcas, né? Hoje se C semol troca muito rápido assim, às vezes fica 2 anos, 3 anos, aí muda, porque agora vai entrar um CMO de piar que vai mudar e vai crescer lead e vai sabe?
39:55
Speaker A
É meio rápido demais assim para mim. É, mas faz diferença no no fundo acaba fazendo pr pra marca. Eu de novo o Godói lá com os cases do Canva. [ __ ] é impressionante assim de ter saído de dentro e ele com a
40:07
Speaker A
cabeça de Grove e trazer a conversa no já no pensamento de vou trazer conversa, então vou trazer a Graciane Barbosa vendendo ovo de luxo.
40:16
Speaker A
É legal para caramba essa ideia. É, então é é legal até porque parte desse universo popular, né?
40:22
Speaker A
É exato. Sim, né? A gente teve o podcast o ano passado, de lá para cá, modelos de A evoluíram para caramba. Então, modelos, principalmente de imagem e vídeo, desde o nosso último papo, pô, a imagem tá mais consistente, né? Você tem mais
40:36
Speaker A
controle, vídeo tá mais realista, física tá melhor. Que que você acha que de lá para cá não mudou na criação?
40:46
Speaker A
Cara, eu acho que o poder da ideia não acho que não mudou e não vai mudar. É você ainda sentar para resolver um problema e achar a melhor ideia, a IA, ela não vai te ajudar. Eu acho que posso
41:00
Speaker A
estar queimando minha língua com o futuro, mas eu acho que ela não vai chegar num nível de informação tão grande que vai substituir uma sensibilidade, sabe? Um um tino. E eu você olhar e falar: "Cara, isso aqui eh junto com isso daqui vai fazer esse
41:16
Speaker A
lugar." É a tal da intuição que a gente tá falando mais cedo, né? A intuição de você sentir que vai dar bom. Eu eu eu vejo a EA muito é uma ferramenta fantástica, assim, tudo de EA é muito
41:27
Speaker A
[ __ ] Eh, mas acho que para coisas específicas assim, execução, eh, o processo criativo, não, ele te ajuda até a organizar. Por exemplo, se eu for num cliente hoje, é claro, peço licença, posso gravar, eu gravo, pô, e
41:44
Speaker A
depois eu tenho tudo ali, né, organizado para mim, os principais pontos. Isso é maravilhoso.
41:48
Speaker A
Uhum. Né? Só que ao mesmo tempo pode virar só um lixo digital também se eu não usar aqui. Às vezes o bom e velho papel, né, você anotar as frases de efeito que você tem ali, vai te ajudar muito mais na
42:00
Speaker A
hora de ter ideia. Mas eu sinto que o processo criativo mesmo, assim, é hora de você sentar para ter ideia. Você não tem ideia com, você pode até trocar com ela quando você já chegou em algum lugar.
42:09
Speaker A
É isso que você falou hoje, né? Eu faço isso direto, refutar, refutar a ideia, porque ela pode te dar síntese ali de algo para você trabalhar em cima. você trabalha fora da AI e aí você refuta usando a tentando encontrar
42:23
Speaker A
alguma falha, alguma coisa que pode te auxiliar ali, né? Mas, cara, criar um projeto, o criativo ainda é muito importante, não tem o que fazer, né?
42:32
Speaker A
E eu gosto até de pedir para ela formas de objeção. Como é que você derruba essa ideia? Como você não Isso é muito legal, porque ela é muito legal contigo, né?
42:41
Speaker A
Nossa, Rafa, que ideia incrível. Essa ideia tem a cara de canes. Não, não tem.
42:46
Speaker A
[risadas] É, com esse filme você vai ganhar o Grand Prix. É, não tem. E eu gosto até de provocar assim, cara, derruba essa ideia, acha os defeitos dessa ideia que é legal você trabalhar com essas obções assim, né?
42:58
Speaker A
Até na hora de apresentar, de contar pro cliente. É. E e dali pode sair site bom, pode, pode. Eu acho que principalmente quando ela ela tenta derrubar as coisas, assim, é o melhor jeito de trabalhar a ideia com IA é pedir para ela derrubar a
43:12
Speaker A
ideia. É, é do que você ficar com tapinha nas costas digital dela ali, sabe? Tipo, não, você incrível, que ideia maravilhosa, que sabe, não, não, não quero, quero que você seja má.
43:24
Speaker A
É, [risadas] cara, acho que no começo a gente escutava, a gente recebia esse carinho assim, até ficava, nossa, que legal, né? Mas hoje em dia ela começa com esse carinho, a gente já fala, cara, parou por aí.
43:33
Speaker A
É, [risadas] é. E a gente tem ouvido muito de, a gente tem recebido diretor de criação, né? E a gente ouve ainda aquela história de eh redator gerando imagem, né, começando a explorar. E você fala muito do poder da redação até diretores de
43:52
Speaker A
arte né? Super. Aonde que tá esse valor pro diretor de arte em escrever melhor?
43:59
Speaker A
Sempre falo que a ideia ah inteligência artificial ela nunca vai te entregar. Até falo isso meus alunos e tal. A ideia em si, ela não vai te entregar. Quando você tiver ideia ela vai te ajudar a escrever. Não tem como você falar que a
44:12
Speaker A
pessoa, um redator que falar assim, cara, a Iá não vai conseguir fazer um título quando você tiver ideia, infelizmente ele tá mentindo, porque ela faz, ela faz e faz muito. Eu vou pedir para ela 50, 60, 70 títulos, ela vai
44:27
Speaker A
entregar. Só que eu já tive a ideia. É isso que as pessoas confundem. Se você vai prompar lá, cara, criem um título para vender cerveja, vai ficar uma merda. Agora pensa no que que você quer. Pensa na essência da ideia. Pensa o que que você
44:41
Speaker A
quer falar e pede para ela fazer. Ela vai chegar e vai chegar de um jeito assustador. E a gente nem tá falando de agente, a gente tá falando do uso cru.
44:50
Speaker A
Uhum. Quando você bota gente que é base de conhecimento, por exemplo, você pode estudar hoje todos os títulos feitos até hoje, Clube de Criação, baixar, subir um PDF, colocar lá e entender o padrão e pedir para ela criar em cima daquilo.
45:05
Speaker A
Ela vai conseguir melhor ainda. Ela vai tá copiando o título, não. Ela vai tá pegando a tua ideia e fazendo essa essência.
45:12
Speaker A
Uhum. Você vai precisa usar isso sempre? Óbvio que não, né? Mas tem hora que salva a vida.
45:18
Speaker A
Mas isso pro diretor de arte também. principalmente com o diretor de arte, porque às vezes o diretor de arte ele não tem muita, isso é era o meu caso assim, porque é minha escola de direção de arte, você não tem muito contato com
45:30
Speaker A
sentar e escrever, né, como os redatores tiveram de ficar tentando fazer o jogo de palavra funcionar. E é lindo isso, isso é arte, pô. Tem muito diretor de diretor de arte que é bom escrever. Eu sempre me considerei um diretor de arte que
45:44
Speaker A
escrevia bem, queria fazer filme, entendia roteiro. Eu sempre fiz curso de direção de arte. Você falou do Paulo Caixo, até lembrei porque ele me deu um uma bolsa na SPM de redação e eu sendo eh diretor de arte, eu só escolhi ser
45:56
Speaker A
diretor de arte porque na época pagava um pouco mais [risadas] e eu precisava e eu precisava de dinheiro. Mas eu, para mim, a propaganda é a base dela sempre foi redação, assim, sempre foi escrever mesmo, títulos, eh, eh, banco de
46:10
Speaker A
títulos, né, muito, eu tinha, sempre tive bancos de títulos muito eh consistentes assim de grandes redatores e tal para estudar mesmo. Hoje você consegue fazer a máquina ser uma espécie de braço para isso. Vai acabar o redator, vai não, não vai acabar, não é
46:25
Speaker A
sobre isso. Mas a gente tá discutindo até hoje, eu falo muito isso pro time de criação, por que que vocês não fazem mais título? Eu cobro até o a galera falando você vê um post hoje de uma marca no Instagram, é um título que tem
46:40
Speaker A
que tá ali, sabe? O título que a gente fazia lá pro outdoor, pro Eu eu tenho que explicar isso. Por que que vocês estão sendo cartesianos? Não, vocês têm que ter título. É poder de síntese, de ideia. É você pegar uma história inteira
46:54
Speaker A
e fazer em uma frase. Isso é difícil para caramba você fazer. É lá na época da SPM lá eles falavam que, não lembro se foi o Ricardinho, alguém falou que é escrever a arte de cortar palavras.
47:04
Speaker A
Escrever arte de cortar palavras. Mas essa síntese, né, que o que eu acho que é do [ __ ] assim, cara, é para mim hoje é eh você buscar um título e o título clássico mesmo é o jeito de você trabalhar criatividade em
47:20
Speaker A
propaganda. Quer estudar propaganda? Senta, pega uma folha, faz essa máquina aqui que é tua cabeça pensar 10 títulos para um problema. Eu garanto que se sair cinco bons, você já já vai sentar numa cadeira, numa cadeira boa assim. Eu eu é
47:38
Speaker A
eu tô contratando. Se me provar assim, eh porque a gente tá vindo numa geração, a gente tá falando aqui de de imagem e tal, da galera que não abre mais o Photoshop e também uma geração de COP.
47:51
Speaker A
Uhum. que não são mais redatores e redoras, sacou? Eh, me manda mais 20 aí.
47:56
Speaker A
Não, não faz. Não tem de de não tratar um roteiro só pela ideia, tratar o roteiro com Hook, desenvolvimento CTA.
48:06
Speaker A
Uhum. É isso que eu sei fazer. Aham. E nesse lugar, a inteligência artificial tá fazendo e fazendo bem quando você imputa uma ideia.
48:15
Speaker A
É por isso que essa coisa do perder o emprego e tal, para mim, ele, eu não tenho medo porque a inteligência artificial já faz algumas coisas. se ela vai tirar muitos empregos, eh, vai ter um lugar ainda de pessoas que
48:31
Speaker A
vão usar inteligência artificial imputando ideias ou trabalhando ideias próprias assim e de e trazer um jeito torto, né, que eu acho que um jeito torto é isso. E a Vaão também fala sobre isso, né? Tipo, aí a não vai chegar no jeito
48:43
Speaker A
torto, cara. O Vaão tem um negócio, cara, que eu eu adoro vaão até, cara, na época ele fazia propaganda. Eu tive o prazer de fazer filme com ele.
48:53
Speaker A
O cara é um gênio. Um gênio, assim, um dos dos melhores caras de áudio que eu já vi, assim, de som, de sensibilidade, tu contar um roteiro, o cara, pô, vamos botar uma tuba, sabe?
49:05
Speaker A
Ele, pô, VAL é muito [ __ ] assim, eu fiz um filme de vivo com ele assim, que eu eu olho pra trilha, eu não consigo nem ver o filme, sabe?
49:14
Speaker A
ele contando sobre os processos criativos dele para é acho que é deve ser o mesma maneira que ele cria, assim, a mesma simplicidade mais profundidade, sabe?
49:23
Speaker A
É, cara, e ele tem um conteúdo dele que ele fala sobre eh você a inteligência artificial é você pegar uma caixa de Lego e fazer exatamente o que tá ali, né? O que tá programado. Isso é inteligência artificial. Criatividade é
49:39
Speaker A
quando você pega as peças e monta algo novo, algo que não tá ali no padrão, né?
49:45
Speaker A
Você vai juntando uma na outra e tal. E isso a inteligência artificial não consegue fazer, né? Essa quebra de padrão e tal. Eu vejo muitos vídeos dele até por por essa questão eh que ele traz da IA também não ser
49:57
Speaker A
dá para fazer um paralelo total. A Exato. Ele fica ali no meio termo. Ele fala como ele usa, ele fala também, [ __ ] o que que é horrível você cara. E eu acho, eu, eu assim, eu, eu
50:09
Speaker A
sou, o defensor ainda do audiovisual pra propaganda de você, você optar por só por grana, sabe? Você não tem que optar por grana, você tem que optar pelo problema que você tem. Ah, eu tenho pouca grana, beleza, talvez inteligência
50:23
Speaker A
artificial resolva, talvez. Pô, mas você tem grana, você não precisa baratear só para você achatar uma indústria, sabe? Para você mostrar.
50:34
Speaker A
Vai vir a conta. Se todo mundo for pro mesmo caminho, vem a conta. As pessoas vão olhar para uma marca e vão falar assim: "Puta, já tô cansado já de ver se é aí vai faltar o torto." É, vai faltar o ruído. Vai faltar o
50:47
Speaker A
ruído. Só pra gente fechar essa coisa do título, tem um método, tem alguma coisa, um processo para chegar num título bom assim? Existe isso, cara? Como o foi o Ricardinho, né, que falou, eu acho genial. É, é cortar, é
51:01
Speaker A
tir tirando e ir fazendo sentido. Assim, eu não sou redor, acho que os redatores conseguem explicar isso de uma forma, mas para mim o meu o meu método sempre foi escrever o máximo que eu puder, contar um problema, quero criar o Sonic,
51:19
Speaker A
eh, um carro que não sai da cabeça das pessoas. Eu pego esse bolo de palavras e vou tentando encaixar uma história nela.
51:27
Speaker A
E às vezes é um é uma é uma sagacidadezinha. Eh, o Brooks vai vir aqui, vai vir aqui, né? Ele tem uma história, eu tenho uma história com ele muito boa, assim, que eu tava dirigindo e não é um título, é
51:40
Speaker A
um conceito, mas eu liguei para ele e falei assim: "Cara, eu acho que eu achei eh o conceito ah um conceito tipo desce redondo, só que para Porto Seguro, imagina. Era uma piada, óbvio, que desce redonda era maravilhoso,
51:55
Speaker A
[ __ ] Mas, mas eu falei, cara, eh, todo cuidado é Porto, [ __ ] E o Brooks, cara, Brooks pilha muito com isso. Ele, cara, vamos levar isso, isso é [ __ ] não sei o que e tal. A gente fez
52:09
Speaker A
uma apresentação, eu nem entendi a conta, eles levaram, cara, tá lá até hoje, velho. Todo cuidado é Porto. E por que que isso é o é a síntese? Porque tem muita história nessa frase, né? Você tá saindo de um lugar, todo cuidado é
52:21
Speaker A
pouco, que é uma coisa popular. Você encaixa a marca de um jeito muito genuíno, que é todo o cuidado do porto, e você ao mesmo tempo tá criando uma plataforma de cuidado que é uma seguradora, né? Tudo eu posso falar de cuidado. Eu
52:33
Speaker A
cuido da sua casa, eu cuido do seu carro, eu cuido da da sua vida, eu cuido da saúde dos seus filhos, eu cuido, enfim, é um univer Uhum.
52:42
Speaker A
Então, esse lugar que eu eu brinco, eu demorei 20 anos para chegar nessa frase, porque ela não é uma coisa que foi na estrada, sabe? Tipo, ah, um estalo, não, você tem que pensar nisso, porque, pô, como é que você vira esse? Porque
52:56
Speaker A
ele pode virar uma plataforma muito grande de cuidado e cuidado é segurador, todo cuidado é porto. Eu eu tiro do populado, todo cuidado é pouco. Então, assim, toda essa construção, eu acho que eh essa busca ela parte de uma massa de
53:09
Speaker A
texto, uma massa de coisas que você quer contar. Uhum. E aí você vai tirando coisas e vai tentando achar. Para mim, eu gosto mais quando é no popular, assim, propaganda é é cultura popular.
53:22
Speaker A
Exato. Voltamos voltamos sempre nisso assim, na importância de você tá observando em volta, conversando com pessoas, olhando de fora uma conversa na mesa de num bar e dentro de um táxi, né?
53:33
Speaker A
A importância disso para você absorver esses detalhes, né? Exato, cara. Tem um eh o Fábio Fernandes, você falou dele, [ __ ] eu tenho poucos ídolos assim e os ídolos eh são muito dessa época, pô. Marcelo Serpa, Marcelo Serpa é meu herói, assim,
53:49
Speaker A
não, os dois eles tá trinca, eles são uns cavalos. É. E cara, Fábio Fernandes também, assim da minha geração, cara, tudo que a Finasca fazia era muito [ __ ] assim, cresci na minha carreira vendo Finasca e até hoje, assim, eu tenho anuário que eu
54:01
Speaker A
fico olhando lá de novo. Mas ele falou, é, acho que ele falou, eu vi isso numa entrevista dele quando ele tava na praia no Rio e depois da escola, o sucesso, né, um vendedor ambulante passando assim, vendendo cerveja e o cara
54:15
Speaker A
falando: "Eu tenho da quadrada e eu tenho da redonda". Ele falou que naquele momento ali ele ele ele teve ele teve orgulho do do que ele tava fazendo, né?
54:24
Speaker A
Porque você entra na cultura popular, né, das pessoas. Você vê um vendedor de praia e tal que escutou um comercial de televisão botando esse pit ali no Eu não sei. Número um é dele também.
54:34
Speaker A
Número um é número um é África, é Nizan. Ah tá. É aí é essa galera fazia umas coisas, cara. maluco que é isso, é até hoje. Então essa galera que eu tava falando do Tom Hanks, essa galera sabe sabe fazer fogo, essa
54:51
Speaker A
galera sabe abrir um coco. E eu acho que é é nessa galera que eu sempre estudei, no Marcelo Serpa, na direção de arte, nos textos do Nizan, nos textos do do Fábio Fernandes, Posto Oliveto, sacou? Essa galera que
55:06
Speaker A
se eu fosse dar uma dica para quem tá começando, e eu dou essa dica para quem tá começando, estuda a base, estuda essa galera. Não tem uma aula que eu não volte atrás para falar de início de propaganda, que eu não falo dessa
55:16
Speaker A
galera. Olha esse roteiro. Eu tenho decorado pelo menos uns cinco anuários, que era o recurso que a gente década de 90 foi loucura.
55:23
Speaker A
Loucura cara. Eu tenho decorado, sabia? A página. Ah, não, esse anúncio aqui tá aqui, ó. Abri a página.
55:28
Speaker A
Isso é estudar. Eu lembro que o anuário era caro, né? A gente no Rio lá, não tinha dinheiro para comprar um pastel com caldo de cana.
55:36
Speaker A
Cara, quando chegava o anuário, aí era aquele, né? Tipo, ficava ali na agência, todo mundo buscando para ver. Eu roubava emprestado. Às vezes à noite eu botava na mochila, cara. Estudava assim direto, anotava, não tinha foto, né? Ia falar,
55:51
Speaker A
tirava foto, mas nem tinha. anotava, fechava, botava na mochila de novo, de manhã chegava cedo, deixava lá no mesmo lugar, até na mesma posição, cara, ninguém viu.
55:59
Speaker A
Mas era o jeito que tinha assim de não tinha recurso. Eh, acho que nessa época lá da staff não tinha nem internet, né, direito assim, não era, ah, vou buscar uma referência, não tinha, era livro, né? Eu tava começando a época de, mas
56:13
Speaker A
era muito incipiente, assim, os bons diretores de arte da época eram a galera com recurso para comprar livro.
56:19
Speaker A
Eh, tinha um personagem no Rio que vendia livro. É. E aí olhava aí buscava referência ali, tirava, mas dava até mais importância, né, cara?
56:26
Speaker A
Porque não tinha esse enchurrado de informação, de referência que a gente tem hoje. É porque hoje a gente vê muita coisa, mas que que a gente absorve desse monte de coisa, sabe?
56:37
Speaker A
E é uma escola, cara. é uma escola porque [ __ ] aí você vê Brastemp, é as coisas que cara também tem um saudosismo, não sei quê, mas [ __ ] é não é cara, eu eu sempre tive assim os
56:51
Speaker A
os meus preferidos da propaganda antiga assim e nem acho que nem era da época que eu era publicitário, que eu caí em em publicitário, foi que fez a gente querer ser, né? É, mas eu Ah, propaganda faz aquele filme
57:06
Speaker A
que eu era moleque e assistia, sabe? Do o ursinho Parmalat ou o cachorrinho da Cofap.
57:14
Speaker A
É, cara, a gente parava para ver aquilo, é, da de Brama, a gente parava para ver aquilo como se tivesse assistindo um, cara, um um filme, um filme, filme mesmo assim de entretenimento né?
57:24
Speaker A
Funciona hoje e isso esse o que o que funcionava lá funciona hoje, cara? Eu acho que funciona, mas funciona menos porque você não tem atenção eh 100% das pessoas como eram antigamente.
57:38
Speaker A
Antigamente era televisão e a família reunida, né? E o tio, o tio que não gostava de propaganda, ele levantava para fumar um cigarro ou até fumava na frente das crianças, né? Que anos 90 era ali mesmo. [limpando a garganta]
57:52
Speaker A
Mas eh quem gostava daquilo até ficava assim: "Nossa, adoro essa propaganda". Se emocionava com a propaganda. Então, uma uma brast da vida que você foi se desdobrando lá, não é não é uma brast hoje, porque hoje eu vejo muita coisa
58:03
Speaker A
como celebridade, beleza? Eles se apoiam no cara famosa e tal. Eu acho que não funciona eh pelo menos você transformar coisas no em bordões populares assim, porque [ __ ] isso sem brastempirou uma piada assim, você usava para tudo, né?
58:21
Speaker A
É, eh, o desce redondo você usava para tudo. Hoje eu acho muito difícil você emplacar um negócio que que vire popular mesmo. Uhum.
58:28
Speaker A
Porque é muito doido. A gente fala muito de nicho hoje, né? Ah, o meu nicho é esse, o meu nicho é esse. Cara, a gente vive num planeta nichado. A gente vive num planeta que eh tem a sua comunidade
58:39
Speaker A
ali do Gil Gits em rede social, que ela tá nem aí para propaganda. Uhum.
58:44
Speaker A
Tipo, quê? Que que é isso aí, velho? de propaganda, de filme, ainda mais quando a gente tem uma geração, que a nossa geração é a última, né, pelo menos eu que sou mais velho, eh, que viveu esses dois mundos, né, de
58:57
Speaker A
o analógico com com digital. A nova geração, então, ela nem tem isso como referência. Então, para ela, a propaganda é é nada mesmo.
59:06
Speaker A
É o skip, né? É o Fala, passa, passa, passa. Acho que a essas novas gerações, elas têm consciência que a propaganda paga aquilo ali, paga o show dela, paga TV. né? Patrocina alguma coisa, patrocina um time de futebol, mas ela não tem consciência que
59:21
Speaker A
aquilo ali faz parte da cultura dela, né? As marcas tentam ser, e é louco falar isso porque eu trabalho com marca assim, mas eu também tenho que ser realista, né? Eu não posso chegar pro meu cliente e falar assim: "Putz, como
59:34
Speaker A
você falou, agora a galera acordou para qual é o próximo filme de de Nestley?
59:40
Speaker A
Qual é o próximo filme de Seara? Qual é o próximo de GM? Ninguém acorda com a expectativa de assistir.
59:45
Speaker A
Aham. O próximo, o grande lançamento publicitário de uma marca. Ninguém, cara. Só publicitário. Só publicitário. Por isso que essa bolha existe, né? A gente fica ali, [ __ ] legal, ó, legal. Isso aqui vendeu, isso aqui. O cliente ele vai na necessidade
59:59
Speaker A
de vender e vende. E o público vive. O público vive. O público não não tá esperando nada, né? Então acho que é é por isso que essas ideias hoje fora do convencional elas são as que mais me agradam hoje em propaganda, assim.
60:16
Speaker A
Eh, não é mais só sobre o filme, né? A gente faz uma produção hoje, aí bota o filme, pô, é legal e tal, tem o seu papel, mas é isso, isso se esbarra um pouco na todo o mercado audiovisual, né? A gente
60:30
Speaker A
tem visto isso, principalmente esse ano, parece que as produções caíram muito, né? E aí as pessoas tão culpando IA, mas não é IA, é o dinheiro que saiu da do [ __ ] filmão da TV para ir pro conteúdo.
60:43
Speaker A
É do influencer tá tá indo para vários influenciadores e é não é I não é não deixou de filmar de botar 5 minutos no filme para ir para Iar não é isso não, cara. eh influenciadora. Eu acho que
60:57
Speaker A
hoje faz parte de pacote, de falar e tal, mas eh o Marcelo Capa fala muito isso, assim, que quando ele percebeu que o fim da propaganda ia ser meio isso, né, essa galera ia começar a criar o conteúdo.
61:11
Speaker A
Ah, foi foi um lugar meio de choque assim para todo mundo. Ninguém acreditava meio que boa parte da grana ia para esse lugar, né, de influência, ia para esse lugar de, cara, eu vou me filmar aqui, [ __ ] agência hoje a
61:28
Speaker A
busca da agência é se tornar relevante, né, com com bons profissionais, com uma boa operação de mídia, com negócios e tal, estratégia, isso é ser relevante, porque se depender de alguns clientes e eu vejo gente podcasts até falando: "Ah, a agência
61:44
Speaker A
morreu agência cara Tem que assim, ou você trabalhar em agência e ser muito puto com propaganda, ou você nunca ter pisado numa agência. A estrutura de pensamento de construção de marca de agência é um negócio muito fascinante cara.
61:58
Speaker A
É, [ __ ] você tem 120 no teu time. Fui na Lula semana passada, tinha uns 70 lá.
62:03
Speaker A
É, cara, é um negócio muito fascinante de troca, de potência criativa, sabe? A galera, tem gente que olha de fora e fala assim: "Ah, não, isso aí não, isso aí vai morrer, cara. Mas eu escuto Vai morrer desde que eu pisei.
62:15
Speaker A
Quando eu entrei em propaganda, eu escuto assim, vai morrer. Eu até agora tô esperando se iceberg chegar aí e bater no barco.
62:21
Speaker A
É. E com a IA a gente a gente continua escutando e vai continuar escutando e nunca vai morrer porque, cara, é, tem a estrutura e temativo.
62:29
Speaker A
É isso mesmo. A grana tá saindo do da mega produção para ir para conteúdo.
62:33
Speaker A
Cara, eu acho que ela tá saindo, ela tá fazendo movimentação de mídia. O que o que acho que hoje move a produção do audiovisual continua sendo mídia.
62:44
Speaker A
Eh, quando você, a Globo, ela teve um papel fundamental no audiovisual para a propaganda no Brasil, porque a Globo aumentou o sarrafo do craft, que a gente chama hoje, mas aumentou o sarrafo da qualidade. Quando você tem uma uma
62:59
Speaker A
emissora que tem uma programação com qualidade, ainda mais, eu tô falando de anos 90, ah, o break ele precisava ter o nível daquela qualidade das novelas. Imagina, tá assistindo uma novela com uma câmera já de última geração, eu tô falando de
63:15
Speaker A
30, 40 anos atrás, pô, como é que você vai botar um filme que não equivale à aquilo? Como é que você vai entrar na conversa? Então, o audiovisual paraa propaganda, ele foi meio se equiparando ao que a Globo tava
63:25
Speaker A
entregando durante muitos anos e a Globo é ditava, né? Tanto que os 30 segundos, cara, é pautado no horário do break da Globo.
63:35
Speaker A
Verdade. Sacou? Por que que eu não posso fazer um filme de 38 segundos, 42?
63:41
Speaker A
57. Interessante isso, porque el ele tem a pausa da da grade, seguia a grade, né? Então assim, o formato ele foi hoje, se eu gravar um conteúdo, vocês gravando um conteúdo aqui, vocês botam o tempo que vocês quiserem. A marca pode botar o
63:53
Speaker A
tempo que quiser, sacou? Não importa, mas ah, entrega mais 1 minuto ou 1 minuto e meio, 1 minuto e do Globo não é 30, acabou, não tem 30 ou um. E aí você faz um filme longo, né? E eu acho hoje,
64:07
Speaker A
né, com Casé TV, com mídias diferentes, com social para caramba, tem campanha que às vezes é só para social. Eh, foi meio o cliente foi meio eh, diminuindo um pouco a exigência alguns clientes, né?
64:25
Speaker A
É, OK. Até porque, cara, aí vem TikTok, aí fala assim: "Não, o TikTok ele entrega mais quando é mal filmado, quando é mais, quanto mais cru, melhor." Aí, aí aí acaba. Entendeu?
64:36
Speaker A
É, eu acredito muito que são ondas. Tem uma onda que até eu fazendo conteúdo assim, tipo, às vezes eu percebo que eh quando eu tô no celular entrega mais.
64:45
Speaker A
É, ia te perguntar isso. O teu é super bem filmado, o teu tem luz bonita, você tá sempre bonito. Você é um elogio falando de você [risadas] aqui.
64:52
Speaker A
Não, [ __ ] mas é real, [ __ ] Quem não conhece vai ver lá no Instagram, tem, [ __ ] tem uma luz bonita, você tá bonito, o fundo é bonito. E aí, você já fez esse teste?
65:01
Speaker A
Já fiz, cara. E não sempre, mas tem conteúdo que eu falo a mesma coisa, mas com texto diferente e eu faço para testar mesmo, boto com celular gravando aqui e tal, entrega muito mais assim que é bizarro isso é muito louco.
65:18
Speaker A
E e cara e teve muita coisa que eu fiz, mesmo não gostando da estética, até para testar mesmo, até para pô, deixa eu testar isso aqui, porque eu eu gosto do daquilo ali, da cara da câmera boa, da
65:31
Speaker A
luz certinha. fico um tempão ajustando a luz, sabe? Eu boto quentinho no fundo, sabe? Eu deixo um ambiente como se fosse a minha sala, assim, às vezes não entrega.
65:40
Speaker A
E no fundo o objetivo é de entregar, distribuir. É, quanto mais para mim hoje assim que acho que não é nem a questão de de vender nada e tal, mas eu gosto do de compartilhar o conhecimento mesmo, assim eu
65:56
Speaker A
tem que ter alcance, né? É, eu, cara, eu acho que tem um é louco assim, é, mas tem um papel fundamental hoje com novas gerações, assim, de, é claro que eu não quero levantar bandeira de nada, porque eu sou só eu sou só um instrumento que
66:13
Speaker A
eu falo das coisas de mercado assim, cara. Mas eu escuto relatos assim, a galera falou assim, cara, não, mas é, tu tem, a gente tá falando disso hoje também com a Maia, né, mais cedo, tu tem uma importância porque tem
66:23
Speaker A
muita gente falando merda tendo alcance. C. Então é importante isso aqui, esse podcast, entendeu? É importante, né? A gente que mal bem tá vivendo uma coisa mais de perto, você tem 20 anos de carreira, já viveu tudo, Grand Prix, bá
66:38
Speaker A
bá pô CCO. Então assim, é importante ouvir de você, entendeu? É. E cara, tem um negócio que a galera, eu sempre escutei o o mercado, né? Po, até uma coisa meio, o mercado é um é um, né? é um homem branco com unhas grandes
66:55
Speaker A
assim. Eh, mas eu eu sempre vi pouca gente eh fazendo pouco pelo mercado, assim, eh pessoas óbvio que assim, grandes nomes e tal, mas era todo mundo meio autocentrado, olhando pro próprio umbigo ou defendendo o próprio trabalho.
67:12
Speaker A
Ninguém tava muito aim de compartilhar, sabe? Eu acho que eu fui bem corajoso, que na época ainda tava em agência, assim, eh, antes de de estar nessa cadeira. cara, de falar de ideias de outras agências e falar: "Olha
67:25
Speaker A
como isso é foda". Uhum. E tentar, sabe, imaginar um processo criativo em cima disso. Eh, e é louco isso porque vira um negócio que é quase um na época, pô, mas tá louco, você tá na você tá na África aí, você tá falando
67:40
Speaker A
falando da MAP. Falei, mas qual o problema? A ideia não é boa, sabe? Parece que é um crime. Uhum.
67:47
Speaker A
Um um é um crime gigante assim a gente olhar. Só que para mim eu vejo completamente diferente. Para mim eu acho que isso fomenta o mercado.
67:55
Speaker A
É uma forma de você mesmo absorver e aprender com aquela ideia. Exato. Não. E cara, você aplaudir um colega seu, aplaudir até uma agência que tá na indústria que você tá, apesar de concorrente, né, cara? Isso faz o
68:07
Speaker A
mercado ficar mais saudável. Uhum. Né? Isso faz o mercado ter mais trocas e trocas mais profundas e inteligentes e menos ego, né?
68:15
Speaker A
E menos ego, porque [ __ ] e e assim e e tirar um proveito melhor, né? Tipo defender o mercado. A gente vive agora com tecnologia assim, né?
68:24
Speaker A
meio empurrando a gente, eh, tentando imaginar um um mundo novo em propaganda, porque a gente vai viver um mundo novo, bem diferente desses que a gente tá contando aqui, que a gente precisa se blindar, a gente precisa se unir, a
68:37
Speaker A
gente precisa achar uma diretriz, né, para onde o mercado vai, né, para onde é a criatividade, criatividade é o diferencial, então vamos defender a criatividade, sabe? Mas fica esse jogo ainda meio é é estranho para mim. Eu eh nesse
68:54
Speaker A
meu sabático eh de um ano, eu olhei o mercado com um pouco de bod assim, sabe?
69:01
Speaker A
Eh, de olhar e falar: "Pô, tem tanta coisa maneira assim que fora, sabe?" Eh, enfim, mas agora eu voltei tentando trazer um pouco dessa dessa cabeça assim.
69:10
Speaker A
É, acho que o diferencial tá aí. É, é realmente você já percebeu como que tá o terreno, já viu que tá meio chato esses pontos, pô. e trazer o diferencial, trazer a criatividade, trazer, tentar resgatar essa essência, né? Acho que é
69:23
Speaker A
aí que é que muda tudo, pelo menos para você e pro teu trabalho. E aí, e aí você passa esse ano fora, emerge IA, lança Tiger, né? Lança a Tiger Academy. E aí eu tenho duas questões, né? Uma, como que você faz
69:38
Speaker A
para trazer IA agora para um grupo, [ __ ] de mais de 100 anos, né? Cara, uma agência gigante que tem já suas premissas. Como que você faz para trazer isso para dentro, cara? É, é, é muito louco, porque quando você tá
69:53
Speaker A
nessa cadeira, você entende que você tem muito recurso na mão. E quando você fala que você tem muito recurso, não é só de gente, assim, é, cara, é um transatlântico mesmo, assim, sabendo exatamente para onde o mercado tá indo.
70:07
Speaker A
Hoje eu tento mostrar pro meu time que é sobre o tempo. a gente vai entregar um bom trabalho de uma forma mais rápida e vai vão ter alguns trabalhos que a inteligência artificial vai entregar pra gente pensar em trabalhos mais
70:22
Speaker A
profundos. Então, o que eu tento colocar lá hoje não uma revolução de ferramentas, é vamos achar as ferramentas certas. a gente tem ferramenta própria, mas não só isso, vamos achar a aplicação certa, porque às vezes a gente perde
70:36
Speaker A
muito tempo fazendo coisa mecânica e braçal, que não precisa desse zelo todo. Quando é zelo, parece que a gente tá sendo meio negligente, né, com a entrega, não? Eh, dá pra gente fazer um volume muito maior para um determinado
70:51
Speaker A
tipo de trabalho ou até com um processo de trabalho. Por exemplo, eu tento muito colocar na cabeça dos próprios eh criativos, cara, receber o briefing.
71:01
Speaker A
Trabalhe o briefing na IA, resuma, puxe cois, não é nem criar, é bota Iá para trabalhar em cima de problema, sacou? para você tirar o melhor recurso, para você ter o seu melhor, eh, a sua melhor síntese daquele
71:18
Speaker A
problema. Isso faz no processo, isso não vai pra rua, né? Isso é otimização, né?
71:23
Speaker A
É, hoje eu uso o IA para organizar feedback para mim. Uhum. É como se eu falasse de uma pessoa o tempo inteiro, deixo lá arquivado, depois ela organiza para mim. Quando eu dou um feedback e eu levo feedback muito
71:36
Speaker A
a sério, eu dou um feedback formal e entrego documento de melhoria pra pessoa. Uhum.
71:41
Speaker A
Falo pontos que você brilhou, pontos que você precisa melhorar. e a pessoa leva aquilo ali e entende que é algo profissional, não é algo pessoal, é algo de melhoria para ela, é algo de crescimento para ela. E aí é perfeita
71:53
Speaker A
para isso, para gerar resultado com isso. Então é ou folhas de time, enfim, você pode ficar montando, né, cenários de time diferente. É claro que você usa a inteligência artificial da própria agência, que é você tem um lugar de
72:08
Speaker A
segurança, mas você consegue desenhar cenários, né? Ah, se eu mexer esse time aqui com essa folha salarial, quanto é que eu posso dar de aumento paraa galera? Cara, a IA é incrível para desenhar planos, planos de gestão.
72:22
Speaker A
Você tá nesse papel agora? Eu tô nesse papel. Executivo. É, tem que tem que olhar, você tem que jogar com os recursos que você tem.
72:29
Speaker A
Aham. E ser responsável com os recursos, né? Porque eu acho que eh para um líder hoje não dá mais para tu sentar nessa cadeira e achar que você vai ter todo o dinheiro do mundo para trazer Neymar, o o Messi, o Cristiano Ronaldo
72:44
Speaker A
para sentar e sua vida tá resolvida. Não, você tem que ter gente de base, você tem que ensinar pessoas, você tem que montar um time mais júnior, eh, e fazer esse time júnior se sentir como um time sénior. Então, todo esse jogo
72:58
Speaker A
também, né, de recurso financeiro, ele faz parte do trabalho. Cuidado, burnout. Burnout, exatamente. Eu acho que burnout tem uma coisa muito interessante, assim, eu fui diagnosticado eh na pandemia com Burnout. Eu achava frescura, achava que não existia. Eh, mas eu fui
73:16
Speaker A
diagnosticado e me assusta muito assim hoje quando as pessoas usam quando não é um burnout ou quando elas acham que é um burnout. Eh, burnout não necessariamente tá ligado a excesso de trabalho, a volume de trabalho.
73:29
Speaker A
Às vezes ele tá ligado só à falta de perspectiva assim, [ __ ] não sei para onde, o que que eu tô fazendo aqui.
73:34
Speaker A
Aí você fica o tempo inteiro, você vem trabalhar, você não sabe o que você tá fazendo, pô, para onde eu tô indo? Será que eu vou ter um aumento? Será que eu não vou ter? Será que eu vou perder esse
73:42
Speaker A
emprego? Então eu acho que hoje um papel de liderança também é dar perspectiva pras pessoas, dizer para onde o navio tá indo. Isso deixa acalma pessoas, né?
73:51
Speaker A
Quando você sente que alguém tá meio meio aflito com alguma coisa, e eu falo isso muito pros executivos também, cara, vai lá, se antecipa, chama para conversar, tá acontecendo alguma coisa?
74:04
Speaker A
Putz, cara, não sei. Eu acho que minha vida tá meio parada, tô querendo sair daqui. Sempre esse discurso.
74:10
Speaker A
Tô querendo mudar de emprego, tô querendo calma. Talvez você só não saiba para onde a gente tá indo, porque de repente se você souber para onde a gente tá indo, também é o lugar que você tá querendo ir.
74:19
Speaker A
Uhum. E a gente nem sabe, mas a gente tá indo pro mesmo lugar. Só que eu preciso dizer isso como líder, né? Preciso o tempo inteiro falar isso. Eu tô fazendo um trabalho com a criação agora que eu
74:29
Speaker A
sempre quis que fizesse. Tudo que eu faço foi o que eu sempre quis que fizessem quando eu era que, cara, falar toda semana, uma hora com a criação inteira. Hoje a gente tem escritório em Brasília, no Rio, em São Paulo. Eh, tem
74:41
Speaker A
um número muito grande de pessoas. uma hora, toda terça-feira a gente fala eh online para uma galera, presencial para outra, mas esse lugar eu falo para onde a agência tá indo criativamente ou de negócio. Eh, é claro que tem coisas
74:59
Speaker A
que a gente não precisa abrir para todo mundo, mas todo mundo precisa saber para onde a gente tá indo.
75:03
Speaker A
E é isso que para mim causa barnout nas pessoas, a falta de a falta desse diálogo, né? a falta do diálogo, porque a volumetria de trabalho, eh, sem a perspectiva, aí é um negócio muito mais absurdo.
75:16
Speaker A
Eu ia falar isso, alinhamento de perspectiva de Mas se você tem perspectiva e volume de trabalho, você sabe que aquilo ali é passageiro, você sabe que aquilo ali tem um objetivo. Eh, apesar de eu segurar muito a onda da galera de trabalhar até
75:29
Speaker A
tarde ou trabalhar final de semana, hoje eu vejo pessoas até querendo melhorar o trabalho, né? Tipo, não ficando até 10 da noite e tal, mas veio você fica uma hora mais assim porque não vou dar um capricho aqui. Sempre quando eu saio da
75:41
Speaker A
gente sou a última a sair, como se fosse o navio mesmo, é [risadas] desligando.
75:45
Speaker A
Eu tento ser o último a sair assim porque até tô com muita coisa para resolver e tal, mas quando eu vejo um grupinho, eu vou lá e a galera sabe disso. Eu tô lá com a mochilinha de embora e aí tá que essa hora por quê? Tá
75:57
Speaker A
fazendo o quê? Uhum. Não me dá orgulho ver a galera até mais tarde, depois não, não, tô dando um gás aqui porque amanhã tem que entregar e tal, mas quem pediu? Ah, não, planejamento pediu uma ajuda num deck ou
76:10
Speaker A
a área de negócio pediu mais uma ideia e tal. Tá, mas você quer tá aqui que eu posso ligar e daí tu você consegue ter a visão de, cara, ninguém vai morrer por isso, né?
76:20
Speaker A
Ninguém vai morrer por isso. E aí não, não, a gente quer dar um gajo porque a gente tá com umas ideias legal para caramba também. A gente não quer que o deck fique meio feio e tal. Aí você vê que a galera quer, tá ligado? A
76:30
Speaker A
galera quer mesmo. Aí dis galera, mas ó, não não fica até tarde não, vai embora, descansa, vai fazer outra coisa. É o que eu tento colocar como norte, assim, é, a gente trabalha com prazo curto, né?
76:41
Speaker A
A gente sabe disso, a gente tem que respeitar prazos, mas [ __ ] que pariu, a agência é [ __ ] né, cara? A gente já teve, [ __ ] [ __ ] teve um ano que a gente já com a Rilma, cara, Natal,
76:54
Speaker A
atendimento chorando, nosso atendimento chorando, porque tem que entregar, tem que entregar. A campanha saiu em abril e a pessoa perdeu o Natal e ficou chorando e foi um estresse. E a campanha saiu em abril. É, cara, eh, a isso é muito mais
77:10
Speaker A
pro nosso mercado do que pro mercado lá fora. Lá fora as coisas são mais eh previsíveis assim. Ah, tanto que eu eu converso muito com tem muitos amigos que estão nos Estados Unidos, estão na Europa e tal, falo: "Cara, às vezes você
77:25
Speaker A
pega um projeto aqui há um ano, o teu trabalho é conversar sobre projeto e melhorando ele e fazendo e tal". É claro que tem momentos ali que tem uma pressão. Americana trabalha muito também.
77:35
Speaker A
Uhum. Mas como o Brasil não, só que o Brasil ele força muito as produtoras, né? Aperta todo mundo em fornecedor e é uma cultura mesmo assim. E é cultura eh muito por conta de oportunidade de mídia.
77:48
Speaker A
É que você fica, cara, eu preciso ter isso aqui na mão porque eu vou ter mídia e se eu não tenho mídia, eu não tenho faturamento.
77:55
Speaker A
Então faz parte um pouco do negócio também sabe? Mas eu vejo hoje as produtoras assim botando limite, sabe? Cara, isso aqui eu preciso de mais cinco dias, tá?
78:06
Speaker A
Eh, senão não, eu não vou não vou entregar um negócio de qualidade. Como já chegou demanda sexta-feira à noite, pô, vocês conseguem apresentar amanhã de manhã, sábado de manhã? Não, [ __ ] cara, não dá mais com IA, né? Com você
78:16
Speaker A
deve ser um negócio achando que é meia hora faz. E com a IA tem a questão também do do criativo. Se o se o o a pessoa que tá colocou a mão na massa ali, o creator, né, tá criando e tá com a cabeça, cara,
78:28
Speaker A
porque tá tá cansado, tá exausto, teve que tal trabalhar até de madrugada. Não vai ter resultado legal, né? Porque é muito técnico, é muito detalhezinho.
78:36
Speaker A
Então, pô, precisa est com a cabeça em dia, né, cara? Tem jeito. Eu falei que ia puxar duas perguntas, né, nesse teu iato do desse um ano. A outra ia falar sobre Tiger, né? E aí eu vi que você se posicionou como Brandch.
78:50
Speaker A
Achei animal isso. O que que é a Tiger como Brandch? Cara, é louco porque quando eu saí eh de agência e já tava com desenho da Tiger na minha cabeça, eu foi que eu falei sobre estudar, assim, eu sempre acho que fiz as coisas na
79:06
Speaker A
minha vida estudando o tempo inteiro e vamos trocar o pneu do carro com ele andando.
79:09
Speaker A
Uhum. Eh, e a Tiger eu, eu ela nasceu como uma agência porque era o lugar mais fácil para mim, sei fazer e tal, tinha alguns projetos com alguns clientes e beleza, vamos tocar. No meio do caminho, eu descobri um negócio muito louco. O mundo
79:23
Speaker A
não precisava de mais uma agência de propaganda e não precisava mesmo. E aí foi quando, né, eu achei os sócios certos e tal, a gente foi redesenhando ela. E esse conceito de brandtech eh caiu como uma luva pra gente, porque era
79:37
Speaker A
exatamente o que a gente estava fazendo. É como se a gente trabalhasse ali nos bastidores eh criativos, né, de dos nossos clientes, de criar processos pro cliente também usar. Então assim, quando a gente fala de agente específico, né,
79:51
Speaker A
ou de assistentes até, eh, a gente começou a criar ecossistemas assim pro próprio cliente falar: "Beleza, eu consigo fazer, eu eu tenho uma ferramenta aqui para mim e se eu não conseguir chegar a fazer, eu tenho uma a
80:04
Speaker A
Tiger que tem a criação ali para poder fazer". Mas o nosso maior case hoje é a Nizai, que foi um desafio que Nizan Guanajas fez pra gente de consigo fazer uma inteligência artificial, eh, pensar como pensar como eu penso, com meu recurso, o
80:19
Speaker A
meu recurso exclusivo, a minha base de conhecimento que ninguém tem. Falei: "Pô, vamos aí, é isso que a gente quer fazer".
80:27
Speaker A
Uhum. E, cara, a gente tá trabalhando desde fevereiro na ferramenta. A gente vai lançar agora em setembro.
80:33
Speaker A
Pronto, tá? Não lançou ainda, né? Não, a gente tá agora em testes, né? Porque a gente tá numa busca da perfeição dela, assim, de da entrega específica.
80:42
Speaker A
E ela, cara, tá, o último teste que a gente fez tava redondaço, assim. Uhum.
80:46
Speaker A
Eh, a gente vai ter esse lançamento. E a gente descobriu que é isso que a gente sabe fazer. Hoje a gente tem muito mais gente trabalhando tecnologia, né, com os parceiros, um dos sócios aí de tecnologia, eh, do que criativo em si.
80:59
Speaker A
Então tem conversa que eu fico até meio tentando trazer ideia assim, mas já não é mais o esse lugar. Eh, e é claro, né, é um projeto paralelo, né, junto com agora que eu aceitei a W Macan, mas é um
81:12
Speaker A
projeto que ele continua vivo, ele ele consegue viver na paralela ali, eh, crescendo cada vez mais. A gente completou um ano essa semana.
81:20
Speaker A
Que legal. E e é louco, né? Se imaginar um ano, tão pouco tempo, mas cara, tanta coisa que já aconteceu. Então eu fico muito feliz assim também muito esperançoso.
81:29
Speaker A
Se for fazer um coquetel, chama a gente um lançamentozinho. A gente vai fazer, a gente vai fazer.
81:33
Speaker A
Merece, né? Vamos pros finalmente. Bora. A gente fez isso ano passado, eu vou repetir. Bate bola agora. Presencial é diferente né?
81:40
Speaker A
Boa. Boa. Qual app ou ferramenta de A que você mais usa no seu dia a dia?
81:45
Speaker A
Cara, muito louco, né? Mas o chatt. Uhum. Eu não tenho vergonha nenhuma de falar, eu uso eu todas, eu, eu pago o, o tudo mais caro.
81:56
Speaker A
Uhum. Porque eu uso bastante assim e eu também quero usar o máximo de recurso que eu posso. Eh, uso o Cloud, eu uso o Gemini para caramba, mas o chatpt ele ele tá presente na minha vida.
82:09
Speaker A
Boa. Acho que é a mesma resposta do ano passado. Essa aí se manter. É, é no é no eu até fiquei um tempo assim longe dele e tal, na época do Gemini. Eh, que Gemini tava, né, com 2.5
82:19
Speaker A
ali e tal, tava entregando bem legal com gens e tal. Uhum. Mas não sei, tem alguma coisa no É, no produto, mas você usa até tarefas mais complexas assim, ou mais pro cotidiano, uma coisa mais básica, ou tá
82:32
Speaker A
em tudo mesmo, cara. Usa em tudo, tudo. Eh, hoje eu uso inteligência artificial em todos os processos, inclusive para mandar mensagens no WhatsApp.
82:41
Speaker A
Uhum. Eu escrevo texto primeiro no Meta AI para ele organizar para mim, ainda mais quando é coisa de trabalho assim, né? Uhum.
82:50
Speaker A
E eu copio e colo ali até para ter uma revisão ou gravo áudio e boto ela para transcrever e escrever bonitinho, mas da desde a coisa mais claro que muito mais voltado ao trabalho, né?
83:02
Speaker A
Mas desde a coisa mais simples a coisas mais complexas. Ó, aquela pergunta que é a pergunta, né, de milhões. Que que você acha que a Iá nunca vai ser capaz de fazer? E ano passado você respondeu ser criativo, né?
83:16
Speaker A
Criatividade mantém isso, cara? Sim, mantenho. Ter ideia. Eu posso até trocar por ter ideia.
83:23
Speaker A
Boa. Aí pode ter pode ter as ideias dela rasas, mas são rasas. Ideia profunda.
83:30
Speaker A
Eu acho que a gente sempre vai tá vai, ainda mais quando a gente fala de propaganda, né? A gente tem que cavar mais. A Iá ainda tá nesse Quando a gente cava, a gente joga um pouco de areia,
83:41
Speaker A
né? A Iá tá nessa areia aqui. Ela não tá no final. É, cara, falando de de ideia, de ideia [ __ ] uma campanha brasileira recente que você queria ter feito uma campanha brasileira eh GP de Mercado Livre do Código de Barras
83:59
Speaker A
no no É, foi bom. Ficou bom, cara. Ideia simples, ideia que todo mundo sabia que poderia virar alguma coisa.
84:05
Speaker A
Funcionou mesmo? Sim, funcionou, cara. Funcionou por por alguns por algumas razões. Primeiro, Ces, esse ano tudo funcionou, porque Ces esse ano foi muito rigoroso.
84:16
Speaker A
Sim. teve que ter, o resultado teve que ser provado, eh, mas funcionou por um motivo muito maior. O Mercado Livre tem um estádio de futebol [roncando] que é o Pacaembu. Se você tentar fazer isso no Maracanã, você não vai conseguir fazer.
84:32
Speaker A
E a dificuldade de fazer uma ideia dessa, e ela funciona, é simples, né? Hoje qualquer coisa vira num QR code, qualquer coisa vira num código de barra se você programar. Então não é sobre a dificuldade na execução do gramado e
84:45
Speaker A
tal, mas você ter essa quase um eclipse eh de planeta solar que te coloca como uma conta criativa, um estádio de futebol na mão e uma ideia boa, aí o negócio fica fica grande.
85:02
Speaker A
Legal. Uma campanha que todo criativo deveria estudar. Dve skets. Qual? Dove skets. Ah, ok. [roncando] é uma campanha de mais de 10, bem mais 12 anos. Eh, e a Dovisat tem um tem um tem uma coisa de um briefing muito simples e verdadeiro,
85:23
Speaker A
uma execução espetacular, mas não só isso, uma mudança de pensamento de de formato de propaganda. Dovete foi o primeiro grande experimento da propaganda. Ela saiu do lugar do filme, do outdoor, do anúncio, do rádio, do spot e ela e ela se transformou num
85:41
Speaker A
experimento real. E isso para mim foi uma virada de chave, assim, estudar a partir de dove skets, eh, você vai entender essa essa virada de chave.
85:52
Speaker A
Boa, muito boa, cara. Uma marca brasileira ou internacional que você admira pela identidade visual ou pelo posicionamento?
86:01
Speaker A
Apple. Apple é muito [ __ ] e foi provou de novo categoria design, ganhou o Grand Prix.
86:08
Speaker A
Aham. Com a vinheta, cara. Um jeito que que os caras fizeram, né? Ainda mais no mundo como hoje, onde é problema oportuno, né?
86:16
Speaker A
Foi exato. Mas eu acho que a Applea tá indo nesse lugar, né? Do do feito à mão, do do poder do design. Eh, eu acho que é o poder do processo.
86:29
Speaker A
Uhum. O processo virou o premium hoje. É porque tá tudo tão fácil você chegar num resultado tão espetacular que o processo vira um negócio interessantíssimo.
86:39
Speaker A
Assim, se você olhar o case de Apple pra vinheta, né, que ganhou o Grand Prix Design, ele é um making off.
86:46
Speaker A
Uhum. É os caras projetando como se fosse um estúdio aqui, colocando lá luz e tal.
86:52
Speaker A
Isso que gerou o valor. Mas não só isso, a Apple, ela tem uma inteligência de canais que eu acho que toda marca deveria copiar, porque assim, quando a Apple lança faz um grande lançamento de um produto e é sempre um grande lançamento,
87:08
Speaker A
por exemplo, o Airpods, o novo, eh, a Apple fez um filme de 6 minutos, que é um clipe do Pedro Pascal.
87:15
Speaker A
Uhum. dançando com umas bailarinas na rua e tal, milhões e milhões de dólares. E esse filme 6 minutos, é claro que vai para um Super Ball ou vai para o Super Bom, um formato mais curto, mas você vai
87:26
Speaker A
ver no YouTube o formato de 6 minutos e você vai no Instagram, tem o making off, tem erro de gravação, tem ensaio, tem o que as pessoas querem ver ali. As pessoas não querem ver o filme lá, canal, né? E eu acho isso muito
87:39
Speaker A
corajoso. As marcas hoje fazem um filme, gastam dinheiro e acham que por por gastar muito dinheiro num filme de TV, elas têm que botar guela baixo em 9 por 16.
87:48
Speaker A
9 por 16. Só que públo nem foi filmado para ser 9x1 público. E o público não quer, velho. Isso é isso é pior até.
87:56
Speaker A
O público faz assim, não quer. Você tem que botar mídia, sabe? E a Apple, ela brilhantemente não faz isso. O que que tá de interessante nessa gravação de milhões e milhões de dólares? Tá isso aqui, ó. Essa parte
88:08
Speaker A
aqui, tudo que tá bonito aqui pro Instagram é mais interessante isso aqui, né? A galera trabalhando, né? Os ensaios, a galera quer ver o processo premium e a Apple faz isso brilhantemente.
88:21
Speaker A
Só dica boa, hein? Muito, muito, boa. Bom demais. Ó, aí falando em dica, uma dica para quem tá montando o portfólio hoje.
88:30
Speaker A
Primeiro trabalho, o trabalho que abre o portfólio é o trabalho com maior cuidado que tem que ter. Segunda, apresentação, design. Ah, sou diretor de arte, tem um pouco hoje você tem muita ferramenta que já tem templates. Pronto, escolha o
88:46
Speaker A
melhor, mas não neglengencie a apresentação. Como vai est o seu nome? Onde você vai estar trabalhando?
88:53
Speaker A
Foca no trabalho. Um bom portfólio hoje não é frufru. Outro dia eu recebi um portfólio que tinha uma foto no fundo com universo, com planetas e o trabalho nem era tão bom.
89:05
Speaker A
Uhum. É, e o feedback que eu dei foi esse, cara. Investe o peso. Eh, fundo branco, cara, clean, bonito.
89:12
Speaker A
Uhum. Eh, eu uso vocês muito como referência, que eu adoro trabalho o Instagram de vocês, design. Eu falei: "Cara, isso aqui, ó, e bota um bom trabalho, abre o portfólio com bom trabalho." Excelente dica. Então vamos falar de
89:27
Speaker A
erro, um erro comum de quem está começando na criação. Querer subir no o o alto da montanha, o pico de helicóptero, [risadas] é o grande eu de quem tá começando. A galera eh esquece que é um processo. Ele pode até ser um processo
89:44
Speaker A
rápido, mas ele é um processo e é dia após dia. E ele é com ansiedade, às vezes é com um pouquinho de dor, porque tudo na vida tem, né? ansiedade, dor.
89:55
Speaker A
Ah, é claro que a gente busca a felicidade, mas dizer felicidade é uma coisa muito etérea. Às vezes você não vai encontrar ela no trabalho, mas o trabalho, de uma certa maneira vai fazer parte da tua vida e você tem que estar
90:06
Speaker A
ali com ele. Eh, eu vi gerações até de criativos que chegaram no topo do Evereste de helicóptero e quando chega lá não consegue ficar. O bom de você escalar uma montanha ou você ter um processo no seu trabalho é você ganhar
90:22
Speaker A
musculatura. errar, aprender com o teu erro, tomar esporro, se ambientar, né? Exato. Eh, suar a mão quando você vai apresentar uma campanha, sabe? Eu eu adoro ver quem, sem botar pressão, mas quem tá apresentando pela primeira vez.
90:38
Speaker A
Às vezes eu faço umas roletas russa assim, vamos lá comigo lá no cliente, você que vai apresentar hoje. E a galera fica assim meio e eu tento conversar, cara, isso faz parte. Seu trabalho também é apresentar, seu trabalho é
90:48
Speaker A
defender as suas ideias. Quanto antes você fizer, melhor, né? Eh, total. Então esse aprendizado é o que vai te dando musculatura. Quando você chegar em algum topo da montanha, aí você vai estar muito mais forte e vai curtir a vista de outro jeito.
91:04
Speaker A
Vamos lá. Eh, uma habilidade que todo diretor de arte deveria desenvolver. 2026, cara, é buscar referência fora de propaganda e fora da IA, né?
91:16
Speaker A
Fora da IA. Parece louco isso, mas a galera fica buscando referência em lugares onde não não vai agregar no trabalho, ir no cinema, em em exposição, museu, comprar uma revista de moda, que eu adoro fazer isso, cara. Eu estudo em
91:35
Speaker A
revista de moda, sabe? compra umas revistas assim que não tem nada de propaganda para ver ali como é que foi feita uma diagramação, peso das coisas, hierarquia, estilo de foto. Você não é um bom diretor de arte se você eh não
91:50
Speaker A
estudar o mundo externo, assim, o que que tá rolando do lado de fora? Você tem que você tem que ler o jornal de novo.
91:57
Speaker A
Type, type, eh, é esse tipo de estudo anuário, tudo bem, você pode buscar coisas na propaganda, mas não só. Acho que cinema, cara, a gente tá vivendo agora só filme for Odisseia, sabe?
92:12
Speaker A
Eh, eu acho que é é é colocar isso num num é claro que é prazeroso, né? Para mim é pelo menos é prazeroso, mas colocar isso como se fosse um trabalho mesmo, sabe? Tipo, eu vou saindo daqui, final do expediente, vou
92:28
Speaker A
pro cinema. Hum. Pô, e falando nisso, então, eh, uma dica de podcast, livro, série, canal do YouTube ou perfil nas redes que te impactou recentemente?
92:40
Speaker A
Cara, Rilmas, claro, podcast lindo aqui, um cenário maravilhoso, só gente boa aqui. Eu escuto muito podcast de política, assim, que eu gosto. Eh, calma, eh, o próprio Fo de Teresina também, que eu eu acho que é bom a gente
92:57
Speaker A
estar informado também. Mas o Work, que é o podcast que fala muito sobre o mercado, é um podcast em inglês, né? Eu uso muito até para uma forma de Uhum. de estudar ou ou buscar mais referência também em outra língua. Mas,
93:14
Speaker A
cara, tem coisas muito legais sobre o que aconteceu no festival e o que acontece no mercado lá fora. Estudar no mercado lá fora te te coloca num passo à frente. E eu não tô falando que você vai ficar um profissional melhor se você
93:27
Speaker A
estudar um mercado gringo, mas se você ficar só aqui, você vai ficar meio com informação atrasada, né? Porque você precisa nivelar o que você tem daqui com que tá rolando lá fora.
93:37
Speaker A
Uhum. Tudo bem que eu trabalho numa agência global, né? Então pede muito isso. Eu preciso saber o que que as Macã estão fazendo e qual é o propósito disso. Mas eu acho que isso também é um bom uma boa fonte de estudo para quem tá
93:48
Speaker A
começando até. Cara, como é que é o mercado europeu com isso, sabe? Como é que tá o mercado dos Estados Unidos? Que que é o Super Ball além do filme, né?
93:58
Speaker A
Como é que é compra de mídia? Quem quem faz isso? Então, entender sobre esse mercado lá fora e tal é entender a máquina como um todo.
94:05
Speaker A
Total que tipo de produto que tá sendo e exposto assim num super ball. É legal isso né?
94:11
Speaker A
Uma coisa que o mercado publicitário precisa parar de romantizar, trabalhar até tarde, trabalhar final de semana e principalmente virar à noite por conta de trabalho. Imagina, né? Eu falo isso porque eu não vou falar de nenhuma agência ou outra assim, porque
94:27
Speaker A
isso pode acontecer eh isso acontece em várias agências. Mas cara, imagina você perder uma noite de sono pro trabalho.
94:35
Speaker A
Eh, nos últimos anos, eu fiz muito isso na minha vida, muito anos e anos assim fazendo e às vezes fazendo, romantizando, fazendo assim, pô, olha como é que eu sou de aço, né? Às vezes ficando, sei lá, 30 horas na agência.
94:48
Speaker A
Eh, me fez muito mal, assim, veio a conta e é uma coisa que não volta. Você perder uma noite de sono. Você pode perder uma noite de sono. Eu vou ser pai agora. Sei que eu vou perder a noite de
94:59
Speaker A
sono. É. Vai. Então, não é muito sobre isso, mas você perder esse tempo pelo preciosismo do trabalho, eu não acredito mais nesse lugar romântico do eu preciso me matar pro trabalho ser [ __ ] Cara, no outro dia é outra campanha. Para mim a
95:18
Speaker A
melhor campanha é uma campanha que foi pra rua e o time não sangrou. Essa é uma campanha de eficiência, assim, total uma porrada de corte hoje, hein?
95:28
Speaker A
[risadas] Vamos finalizar. Papo foi bom demais, cara. Eu eu eu falo para [ __ ] né? Não sei se eu não. Galera vai para mim assim, cara.
95:38
Speaker A
Aulas, né? Aulas, tá? É, acho que a galera vai amar pirar assim. Muito conteúdo importante, muita dica legal, isso que isso que é válido, sabe? É o que a galera vai absorver daqui.
95:49
Speaker A
Tem um negócio também, tá? A gente faz isso aqui pra gente, né, cara? A gente faz isso aqui pra gente, pra gente trocar ideia, a gente conhecer. E é legal demais, cara. Legal demais. Mas acho que é um espaço [ __ ] assim, não só
96:00
Speaker A
pela pelo beleza do estúdio, mas é um espaço mais livre assim para falar, não é uma coisa meio amarrada, sabe?
96:07
Speaker A
Fechou. Obrigado, cara. Valeu. Valeu. Valeu demais. Espero que tenha curtido. Não tem como não ter curtido, né? Aulas, como diria aqui o Jean.
96:15
Speaker A
Então, aproveita que você tá aí, já deixa um like, já segue a gente. Se você não segue, ó, dá um follow aí. Se você tá no Spotify, se você tá no YouTube, segue a gente, porque toda semana a
96:26
Speaker A
gente tá trazendo convidados, né, de peso aqui. E deixa um comentário do que que você achou do episódio de hoje.
96:34
Speaker A
É isso aí, galera. Bom demais. Valeu. Obrigado, galera. He.
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