Análise crítica da obra Invencível, destacando sua origem, influências e o contexto da indústria dos quadrinhos nos EUA.
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Key Takeaways
- Invencível é uma obra derivada de conceitos já explorados anteriormente, sem muita originalidade.
- A Image Comics oferece aos criadores direitos sobre seus personagens, diferentemente da Marvel e DC.
- Robert Kirkman é um nome importante na revitalização da Image e no mercado de quadrinhos independente.
- Heróis com falhas e moral complexa são uma tendência recente na cultura pop, influenciada por obras como Watchmen.
- Invencível funciona como um produto pensado para se tornar série, filme ou desenho animado, refletindo a indústria atual.
What the video covers
- Mark Grayson é o protagonista de Invencível, um jovem super-herói filho do poderoso Omniman.
- Invencível é uma obra de Robert Kirkman, publicada pela Image Comics entre 2003 e 2018, com 144 edições.
- A série animada de Invencível começou em 2021 e já conta com três temporadas.
- Robert Kirkman também é conhecido por criar The Walking Dead, lançado no mesmo ano que Invencível.
- A Image Comics foi fundada por desenhistas da Marvel que buscavam manter os direitos sobre seus personagens.
- A editora Image tem fama de bons desenhos, mas roteiros e cronogramas problemáticos.
- Invencível é uma reciclagem de conceitos clássicos de super-heróis, com influências claras de Watchmen e outras obras.
- A obra explora heróis com falhas humanas e moral ambígua, tema que ganhou força na cultura pop recente.
- O vídeo contextualiza Invencível dentro do mercado de quadrinhos e da indústria audiovisual, destacando seu papel como laboratório para franquias.
- Apesar das críticas, Invencível não é considerado uma obra ruim, mas um reflexo das vontades dos autores e do público.
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Speaker A
Ele não é um garoto comum.
Speaker A
Apesar de ter crescido como um típico americano de classe média,
Speaker A
Mark Grayson é filho de Omniman, o mais poderoso super-herói da Terra.
Speaker A
Quando criança, Mark não tinha poderes, mas agora, na puberdade,
Speaker A
finalmente ele tem super força, super velocidade e pode voar.
Speaker A
Ele decide então trilhar os passos do pai, ser também um super-herói.
Speaker A
Só para descobrir que o seu pai é um psicopata desgraçado.
Speaker A
Vamos falar então de um gibizinho que também gerou um desenhinho e um bando de fã chatinho que acha que isso é a maior obra prima já feita.
Speaker A
Caso você seja um completo ignorante, eu vou falar de Invincible.
Speaker A
Já havia gerado polêmica antes, um vídeo que eu fiz para membros no Sarjeta Plus a Mais.
Speaker A
Inclusive, torne-se membro para ter acesso a vídeos 100% exclusivos e o título é A Mediocridade é Invencível.
Speaker A
Esse vídeo chegou até a ser pirateado.
Speaker A
O pessoal estava louco para ver.
Speaker B
Olha o que o inteligente de seu pai comprou para você.
Speaker B
Um filme pirata!
Speaker A
Me pagar?
Speaker A
Não, mas para ver sim.
Speaker A
E desde então, uma galera ficou dizendo: Link, fala mais sobre o Invencível, comenta melhor, não fala só aquele pouquinho.
Speaker A
Tá bom, então vamos falar um tantinho.
Speaker A
Vamos contextualizar caso você esteja perdido.
Speaker A
Invencível é um quadrinho de Robert Kirkman, criado em 2003 e que foi publicado até 2018, teve ao total 144 edições.
Speaker A
O desenho começou com Cory Walker, mas depois acabou sendo mais assumido por Ryan Ottley.
Speaker A
E a animação, pela qual a maioria das pessoas conhece o personagem, começou a sair em 2021 e já tem três temporadas.
Speaker A
Talvez você já tenha ouvido falar do nome de Robert Kirkman antes.
Speaker A
Vou dar uma dica, tem a ver com zumbis.
Speaker A
Sim, ele é o criador de The Walking Dead.
Speaker A
E olha que é doido, Walking Dead também começou a sair em 2003, no mesmo ano em que ele lançava o Invencível,
Speaker A
ele lançava o Walking Dead.
Speaker A
Ou seja, foi o ano da vida dele onde ele criou coisas que depois ele praticamente não precisou mais trabalhar.
Speaker A
Queria eu que os vídeos aqui viralizassem de tal maneira que depois aposentadoria.
Speaker A
Esse vídeo vale comentar um pouquinho mais da carreira do Kirkman.
Speaker A
Ele é um cara que despontou com Battle Pope de 2000, o que já é uma paródia de super-herói.
Speaker A
Porém, ele foi se aproximando da editora Image Comics, inclusive lançando o Invencível por lá,
Speaker A
e em 2008 se tornou sócio.
Speaker A
Essa informação é importante porque não dá para desconsiderar o que é o Invencível,
Speaker A
sem levar em conta onde ele saiu.
Speaker A
A Image Comics foi uma editora que surgiu em 1992, pela reunião de uma série de desenhistas da Marvel,
Speaker A
entre eles Todd McFarlane, Jim Lee, Rob Liefeld, entre outros,
Speaker A
que disseram: Deu, chega, Marvel, eu não quero mais que você seja um dos donos
Speaker A
tão somente dos personagens que eu crio.
Speaker A
Porque caso você não saiba, assim que funciona a DC e a Marvel.
Speaker A
Porque o artista vai lá, cria um vilão para o Homem-Aranha ou um coadjuvante de destaque para os X-Men,
Speaker A
e esse criador não é dono.
Speaker A
Depois esse personagem cresce, vira filme, franquia bilionária,
Speaker A
e o artista morre de fome.
Speaker A
E veja, nem estou usando hipérbole, muitos desses artistas estão na miséria.
Speaker A
Recentemente, Peter David, um dos mais importantes escritores de Hulk, criador do Homem-Aranha 2099, entre outros personagens,
Speaker A
morreu doente e com dívidas médicas.
Speaker A
Então é compreensível que uma galera falou, olha, quer saber, a gente está levando a Marvel nas costas,
Speaker A
vamos criar nossa própria editora com um diferencial.
Speaker A
Nessa nova editora, as pessoas são donas dos seus personagens.
Speaker A
Só que a Image era basicamente uma empresa fundada por desenhistas.
Speaker A
E apesar de alguns personagens terem se destacado, como Spawn ou Savage Dragon,
Speaker A
logo ficou claro que a Image tinha problemas na parte de roteiro.
Speaker A
Os desenhos, OK, memoráveis para os anos 90.
Speaker A
Mas as historinhas...
Speaker A
Outra questão era o cronograma.
Speaker A
Sem um editor casca grossa, os desenhistas faziam quadrinhos quando dava para fazer.
Speaker A
Considerando que ainda estamos falando de um mercado que opera dentro de uma linha industrial,
Speaker A
a Image tinha dificuldade de manter cronogramas.
Speaker A
Distribuir seus gibizinhos e fazer boas histórias.
Speaker A
Então, apesar da iniciativa ter sido louvada e no começo ter dado muito certo,
Speaker A
logo ela foi se arrastando.
Speaker A
Daí que muito do que a gente hoje pensa da Image Comics tem a ver com uma revitalização.
Speaker A
E um dos principais nomes disso é Robert Kirkman.
Speaker A
E tudo isso aqui é importante para entender Invencível, porque ele é basicamente um gibi feito para gerar série,
Speaker A
ou filme, ou desenho animado.
Speaker A
Que foi exatamente o que aconteceu.
Speaker A
Muitos artistas se aproximaram e ainda se aproximam da Image para fazer dos quadrinhos um laboratório de conceitos.
Speaker A
Ali você cria personagens, publica histórias que não foram lá muito caras de fazer,
Speaker A
porque quadrinhos ainda é uma mídia barata.
Speaker A
E se der tudo certo, se você der sorte, a parada se torna uma franquia bilionária.
Speaker A
Com o diferencial que desta vez, o din din cai no seu bolso.
Speaker A
E uma coisa que muitos artistas fizeram foi criar os seus super-heróis.
Speaker A
Já que a DC e a Marvel são donas da brincadeira e eles fazem muito dinheiro,
Speaker A
vai que a gente consiga na rebarba ganhar também.
Speaker A
Artistas independentes então começaram a criar super-heróis de tudo que é tipo.
Speaker A
O exemplo mais marcante é Mark Millar, que criou 300 personagens, cada um mais descartável do que o outro,
Speaker A
entre eles Kick-Ass, inclusive, diga nos comentários se um dia vocês querem que eu comente Kick-Ass aqui.
Speaker A
E o Robert Kirkman, bem, ele também foi um desses.
Speaker A
Inclusive, a parada nem é um pouco discreta, Invencível é basicamente uma reciclagem de uma série de conceitos
Speaker A
bastante clichês de super-heróis.
Speaker A
Nós temos um jovem descobrindo seus poderes na puberdade, tal qual os X-Men,
Speaker A
ou o Superman pós-crise que supostamente teve seus poderes quando já era adolescente.
Speaker A
Ele se chama Mark Grayson e Grayson é o sobrenome do Robin.
Speaker A
Ele tem um pai chamado Omniman, que é basicamente o Superman de bigode.
Speaker A
E inclusive você tem uma Liga da Justiça genérica.
Speaker A
Assim como você também tem aquele grupo jovem igualmente genérico,
Speaker A
que lembra muito os Jovens Titãs ou os Novos Mutantes.
Speaker A
Só que tem uma diferença.
Speaker A
Aqui você tem o Superman malvadão.
Speaker A
Você tem heróis que são vistos não mais como figuras exemplares,
Speaker A
mas seres humanos demasiadamente humanos que podem ser tão cruéis e mesquinhos
Speaker A
quanto qualquer ser humano.
Speaker A
Só que cabe acrescentar aqui um detalhe, né?
Speaker A
Essa ideia tem porra nenhuma de inovadora.
Speaker A
Isso até hoje é uma chupinhação de Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons,
Speaker A
publicado originalmente em 1986.
Speaker A
Sim, Invencível se aproveita de rebarbas conceituais de um quadrinho de quase 20 anos antes dele.
Speaker A
Então que fique bem claro, não tem nada em Invencível de muito original.
Speaker A
É reciclagem da reciclagem da reciclagem de uma indústria que continua reciclando conceitos para ver se pelo menos agora os autores ganham um pouquinho com isso.
Speaker A
Isso não quer dizer que Invencível seja uma completa bosta.
Speaker A
Para usar um termo técnico.
Speaker A
Eu diria mais que é um sintoma de uma série de vontades dos autores, mas também do público.
Speaker A
Porque vamos ser francos, por mais que eu diga, OK, já nos anos 80, o Watchmen fez um barulho no mundo dos quadrinhos,
Speaker A
tratando de super-heróis que podiam ser muito malvados e tal.
Speaker A
Cabe ressaltar que isso ficou muito na bolha quadrinhos.
Speaker A
De modo que heróis mais falhos é uma coisa relativamente recente na cultura pop como um todo.
Speaker A
Cabe recapitular, desde o início dos anos 2000, a gente tem tido um volume crescente de filmes de super-heróis.
Speaker A
Antes até tinha, mas eram blocos.
Speaker A
Final dos anos 70, anos 80, era Superman.
Speaker A
Final dos anos 80, anos 90, era Batman.
Speaker A
Só que daí vem X-Men, Homem-Aranha.
Speaker A
O Batman volta com Christopher Nolan.
Speaker A
O Superman também voltou, mas não chamou tanta atenção.
Speaker A
E aí você tem o universo Marvel.
Speaker A
Aí você também tem a tentativa de universo da DC.
Speaker A
E essa profusão infinita de filmes, séries, desenhos de super-herói e tal,
Speaker A
vai fazer com que também haja espaço para aquelas obras que questionem os próprios super-heróis.
Speaker A
Assim como aconteceu nos quadrinhos.
Speaker A
O exemplo mais emblemático talvez seja a série The Boys, que não por acaso é feita pela Amazon,
Speaker A
a mesma quem faz o Invencível.
Speaker A
E The Boys também é baseado em quadrinhos.
Speaker A
Inclusive, tem um vídeo mais antigo aqui no canal falando dele.
Speaker A
Em resumo, faz poucos anos que a galera começou a ter contato
Speaker A
a esse conceito já tão desgastado dos quadrinhos, que é o dos super-heróis ambíguos.
Speaker A
Ou mais especificamente, dos Superman malvadão.
Speaker A
E assim como o Capitão Pátria é um típico Superman malvadão,
Speaker A
o Omniman também.
Speaker A
Mas com um diferencial, e sim, eu vou elogiar o Invencível.
Speaker A
Porque tem uma sacada no quadrinho que é muito, muito boa.
Speaker A
E isso tem a ver com a própria ideia do Superman malvadão.
Speaker A
Porque aqui entra em cena um conceito muito caro à galera esquerdista,
Speaker A
safada, maconheira.
Speaker A
Eu estou falando de imperialismo.
Speaker A
E para poder explicar isso, eu preciso dar um passo atrás.
Speaker A
Vamos para o longínquo ano de 1964.
Speaker A
E caso você esteja vendo esse vídeo e estava vivo naquele ano, porra, você é velho, hein?
Speaker A
Enfim.
Speaker A
Foi neste ano que saiu a Action Comics 311.
Speaker A
Que caso você não saiba, era uma revista que trazia histórias do Superman.
Speaker A
E nela, nós temos a história Superman, Rei da Terra.
Speaker A
História essa em duas partes que depois vai continuar na Action Comics 312.
Speaker A
Pouca gente conhece esse quadrinho antigo do Homem de Aço.
Speaker A
Porém, ele é bastante importante para o nascimento do conceito do Superman malvadão.
Speaker A
E quer saber, eu tenho certeza que o Robert Kirkman chupinhou essa história.
Speaker A
Vamos repassar ela.
Speaker A
Ela é muito legal.
Speaker A
Clark Kent, como correspondente estrangeiro, está diante de uma nação que quer me parecer uma mistura de Leste Europeu com América Latina genérica.
Speaker A
E que um ditador exige que todos se ajoelhem perante ele.
Speaker A
Clark Kent, como cidadão americano, se recusa.
Speaker A
O que dá problema, claro.
Speaker A
Ele fica meio enfezado e tal.
Speaker A
Vai lá para a Fortaleza da Solidão e fica sabendo que tem um corpo celeste em direção à Terra.
Speaker A
O perigo da ameaça alienígena.
Speaker A
E para piorar, em volta desse corpo celeste, tem criptonita vermelha.
Speaker A
Superman, então, pensa.
Speaker A
Não dá para eu chegar lá perto.
Speaker A
Afinal, com a criptonita vermelha, tudo pode acontecer.
Speaker A
Aqui cabe uma rápida digressão.
Speaker A
Naquele momento dos quadrinhos, não estava claro o que a criptonita vermelha podia fazer.
Speaker A
Aliás, cabe dizer, até hoje não está.
Speaker A
Mas era normal eles explorarem uma série de conceitos malucos, desde o Superman virar bicho,
Speaker A
ou ficar deformado e até mesmo malvadão.
Speaker A
Temendo, então, um contato com a criptonita vermelha, o Superman então resolve experimentar uma espécie de antídoto.
Speaker A
Algo que ele guardou porque não teria como testar, afinal o único criptoniano seria ele para fazer esse teste.
Speaker A
Mas diante da necessidade, Superman resolve ver qual é.
Speaker A
E dá ruim.
Speaker A
Porque sim, o cara pode ser super.
Speaker A
Mas nada garante que ele não faça merda.
Speaker A
Fazendo a prova final para ver se ele finalmente estava imune à criptonita vermelha,
Speaker A
o que deu para ver é que não, ele não estava imune.
Speaker A
E o efeito era dividir Superman com o Clark Kent.
Speaker A
Então a brincadeira aqui é simples.
Speaker A
De um lado você tem o Clark Kent, que ainda pensa como o Superman.
Speaker A
Só que ele não tem superpoderes.
Speaker A
Do outro, você tem o Superman.
Speaker A
Só que agora ele é um tremendo de um filho da puta.
Speaker A
Dá para ver que o terceiro filme do Superman, de 1983, explorou essa brincadeira.
Speaker A
E o bacana dessa história é que o Superman decide que ele vai ser o rei da Terra.
Speaker A
Afinal, todo mundo precisa dele, qualquer merda que acontece, Superman, socorro, socorro.
Speaker A
Aí ele fala, pô, quer saber, já que eu estou cuidando de todo mundo,
Speaker A
então entreguem logo o poder para mim.
Speaker A
Eu vou ser o rei.
Speaker A
E todo mundo se ajoelhe perante o meu poder.
Speaker A
E é exatamente isso que acontece no quadrinho, o Superman com uma coroa que me lembra de um bispo,
Speaker A
exigindo esculturas e louvores a ele próprio.
Speaker A
É óbvio que nesse primeiro momento, o Superman malvadão imagina que as coisas não vão acontecer sem resistência.
Speaker A
A primeira resistência é do próprio Clark Kent, que apesar de não ter superpoderes e ser facilmente matável,
Speaker A
o Superman malvadão tem receio de aniquilá-lo.
Speaker A
Afinal, os dois são um só.
Speaker A
Vai que se eu matar o Clark Kent, eu morro também.
Speaker A
Claro, tem muito furo aqui na história, porque ele poderia aprisionar o Clark Kent.
Speaker A
Mas não, ele só deixa sua contraparte solta.
Speaker A
Do tipo, tá, vaza.
Speaker A
Mas ele se precavê, o Superman malvadão impede que os criptonianos saiam da cidade engarrafada de Kandor.
Speaker A
Ele também destrói os robôs Superman e também dá um jeito de se livrar da arma
Speaker A
que o colocaria na zona fantasma.
Speaker A
Assim como ele fez com o Zod e entre outros.
Speaker A
Superman então vai para a ONU, discursa, fala basicamente, me entreguem tudo.
Speaker A
Chantageia, se comporta como um bully, diz que se não fizerem o que ele imagina,
Speaker A
ele vai, vai, vai aniquilar as pessoas.
Speaker A
E daí ele faz três demonstrações, cada uma num horário marcado.
Speaker A
Na primeira, ele congela o deserto.
Speaker A
Na segunda, ele destrói uma maquete de Nova York que fica numa cidade chinesa e que a China teria feito para imaginar como seria possível atacar Nova York.
Speaker A
Que viagem.
Speaker A
Mas enfim, ele destrói essa pseudo Nova York.
Speaker A
Certo, o pessoal imaginar o seu poder de fogo.
Speaker A
E na terceira exibição, o Superman explode uma bomba nuclear.
Speaker A
Tal qual os Estados Unidos e União Soviética faziam para demonstrar força.
Speaker A
O mundo entra em pânico, temos um ditador, um tirano, um monstro.
Speaker A
Clark Kent com Lois Lane, Jimmy Olsen e Perry White tentam desbancar esse novo Superman.
Speaker A
Só que Clark agora é um mero mortal.
Speaker A
Ele se machuca, ele se fere e no meio de uma batida policial acaba levando tiro.
Speaker A
Porque sim, basicamente agora os Estados Unidos é uma espécie de estado policial,
Speaker A
comandado pelo Superman.
Speaker A
Muito ferido então, Clark acaba sendo resgatado por Lori.
Speaker A
Que caso você não saiba, é uma sereia e você sabe, o Superman só se apaixona com gente que começa por L.
Speaker A
Lois Lane, Lana Lang, Lori.
Speaker A
Lex Luthor.
Speaker A
E diante de suas feridas, Clark faz uma sugestão aos médicos desse império submerso.
Speaker A
Ele quer ter o mesmo poder de um dos seus vilões.
Speaker A
Aqui cabe explicar também.
Speaker A
Um vilão famoso do Superman é Metallo, um bandido de corpo robótico,
Speaker A
e coração de criptonita.
Speaker A
A ideia de Clark então é por um lado, se salvar, afinal de contas ele foi muito ferido, ele só consegue agora ser uma pessoa robô.
Speaker A
Mas tendo o coração de criptonita, além disso, pela radiação ser um combustível,
Speaker A
isso também se torna uma arma.
Speaker A
Bem, então, a batalha final.
Speaker A
Clark Kent, com o coração de criptonita, vai até o Superman, que não consegue ver essa criptonita porque ela está dentro de um compartimento de chumbo no peito do próprio Clark.
Speaker A
A luta é feroz.
Speaker A
Com muita discussãozinha.
Speaker A
E eis a revelação, o Superman malvadão esclarece que ele não é malvadão assim não.
Speaker A
Era um plano.
Speaker A
Vocês lembram que estava vindo algo em direção à Terra e que foi por causa disso que toda a merda começou?
Speaker A
Porque o Superman entendeu que não conseguiria se expor à criptonita vermelha.
Speaker A
Blá blá blá.
Speaker A
Então essa parada que estava vindo à Terra era uma invasão alienígena e o Superman escutou isso.
Speaker A
Só que ele só escutou isso quando ele já estava dividido com o Clark Kent, quando ele já não era mais o próprio Clark.
Speaker A
E ele escutou sinais de rádio onde essa invasão alienígena deixava claro quais eram as suas intenções.
Speaker A
Basicamente destruir a Terra.
Speaker A
E eles fariam três demonstrações de poder, congelar o deserto, destruir uma região na China,
Speaker A
e detonar uma bomba nuclear.
Speaker A
Percebendo que isso causaria pânico mundial, o Superman resolveu assumir ele a função de malvadão.
Speaker A
E quando ele impôs aos líderes mundiais que ele se tornasse o rei da Terra,
Speaker A
no reservado ele avisou, ó galera, é uma mentirinha.
Speaker A
Vamos topar.
Speaker A
Eu sinceramente acho essa explicação uma bela de uma bosta.
Speaker A
Porque se a ideia era não causar pânico, sendo o Superman agora malvadão,
Speaker A
eu tenho a impressão que isso causa ainda mais pânico.
Speaker A
Porque vamos ser francos, ele podia simplesmente tranquilizar as pessoas, ó galera, tá tendo uma invasão alienígena aí.
Speaker A
Mais uma, porque já teve várias.
Speaker A
Eu vou segurar a onda, tá bom?
Speaker A
Mas não, ele preferiu assumir a posição de vilão para evitar um pânico generalizado, causando pânico generalizado.
Speaker A
Mas o problema dessa situação é que o Clark já tinha tasca da criptonita no Superman malvadão,
Speaker A
que não era tão malvadão assim.
Speaker A
Os alienígenas ainda estão a caminho.
Speaker A
Inclusive, numa cápsula que vai ser visível apenas quando entrar na atmosfera.
Speaker A
É o famoso fodeu.
Speaker A
Porém, um quase milagre, Clark Kent e Superman, nesse momento de quase morte, voltam a se reintegrar.
Speaker A
O Superman volta a ser um só.
Speaker A
Ele então parte, ataca os alienígenas, salva a Terra.
Speaker A
E o final é tremendamente ridículo.
Speaker A
Porque ele volta, uma mulherada abraça ele, a Lois Lane até fala, ai como o Clark inventou coisas, o Superman malvadão nem era tão malvadão assim.
Speaker A
E é isso.
Speaker A
Superman salva o dia, rodeado das cocotas.
Speaker A
Quando Mark finalmente ganhou seus poderes, ele acha que está pronto para qualquer coisa.
Speaker A
Mas aí ele cai na real.
Speaker A
Ter poder não é o suficiente.
Speaker A
É preciso aprender a usar.
Speaker A
É aí então que entra a Alura.
Speaker A
A maior escola de tecnologia do Brasil e que pode ser o ponto de virada na sua trajetória profissional.
Speaker A
E a parada é boa, com uma única matrícula, você tem acesso por um ano a todos os cursos da plataforma.
Speaker A
De programação, a ciência de dados, de UX, a gestão.
Speaker A
As formações são completas e abrangentes, tanto para quem quer entrar na área tech,
Speaker A
quanto para quem já está no meio da luta e quer subir de nível.
Speaker A
Na Alura, você mete a mão na massa e aprende fazendo.
Speaker A
Cria projetos reais, participa de desafios.
Speaker A
E ainda conta com o apoio da Luri, a inteligência artificial da plataforma, que tira dúvidas, sugere conteúdos e te ajuda a entender cada parte do caminho.
Speaker A
E com a Luri Vision, dá até para mandar imagens e receber feedback para os seus códigos, gráficos, designs e muito mais.
Speaker A
E se você é daqueles que não curte estudar sozinho, você também pode entrar na maior comunidade tech do Brasil.
Speaker A
Com eventos, mentorias e grupos de estudo no Discord.
Speaker A
Então, se você está pronto para deixar de ser um herói em treinamento e assumir o controle da sua evolução profissional,
Speaker A
aproveite agora os 15% de desconto na matrícula.
Speaker A
E tudo isso apenas usando o link aqui na descrição do vídeo e também no primeiro comentário fixado.
Speaker A
Aproveita, meu jovem herói.
Speaker A
Porque com a Lura, você ganha mais do que conhecimento.
Speaker A
Ganha orientação.
Speaker A
O que faz toda a diferença quando você tem um pai alienígena que não é bem o que parece.
Speaker A
Bom, enfim, esse é outro papo.
Speaker A
Agora, de volta para o vídeo.
Speaker A
Essa história do Superman, Rei da Terra, foi escrita por Robert Bernstein.
Speaker A
Um quadrinista não muito lembrado.
Speaker A
Mas criador de personagens como o próprio Metallo.
Speaker A
Mas também o General Zod.
Speaker A
E o que é doido é que nesse mesmo ano de 64, aconteceu uma outra coisa importante.
Speaker A
No caso, um golpe de Estado no Brasil, financiado pelos Estados Unidos.
Speaker A
Não.
Speaker A
Outra coisa também importante.
Speaker A
No caso, a criação do personagem Ultraman.
Speaker A
E aqui não confundir com aquele outro famoso Ultraman Tokusatsu.
Speaker A
Que eu até poderia falar dele aqui no canal.
Speaker A
Diga nos comentários se vocês querem que eu ainda fale de Ultraman aqui.
Speaker A
Enfim, o Ultraman do universo Superman vai aparecer em Liga da Justiça 29.
Speaker A
Que vai explorar a ideia da Terra 3.
Speaker A
Naquele momento, a DC já tinha histórias ligadas ao multiverso.
Speaker A
A Terra 1 tinha a Liga da Justiça.
Speaker A
A Terra 2 tinha a Sociedade da Justiça.
Speaker A
Daí eles foram ver se na Terra 3 também tinha um grupo de heróis e tal.
Speaker A
E se depararam com o Sindicato do Crime.
Speaker A
Eu acho fantástico que quando são heróis é Liga ou Sociedade.
Speaker A
Quando é vilão, é Sindicato.
Speaker A
Malditos sindicalistas.
Speaker A
E o Sindicato do Crime é basicamente uma versão malvadona da Liga da Justiça.
Speaker A
Todos os outros super-heróis também têm sua contraparte maligna.
Speaker A
Mas quem se destaca é, claro, o Ultraman.
Speaker A
Esse sim, um assumido Superman malvadão.
Speaker A
Então notem, no ano de 64, a gente teve dois episódios bastante importantes ligados ao conceito do Superman malvadão.
Speaker A
E se você olha desde o enredo até mesmo visual, você vai ver que o Robert Kirkman com o seu Invencível,
Speaker A
é um chupador safado.
Speaker A
Mas eu já disse aqui que tem algo em Invencível que é muito bom.
Speaker A
Que vai além inclusive das suas referências anteriores.
Speaker A
Mas para poder explicar direitinho, eu tenho que repassar a história e eu não vou falar de toda a história.
Speaker A
Eu vou me ater no primeiro grande arco de um Invencível, da edição 1 a 13.
Speaker A
Que é basicamente o que acontece na primeira temporada da animação.
Speaker A
E eu vou me focar no quadrinho mesmo.
Speaker A
Mas vocês vão ver aqui uma série de paralelos com o desenho.
Speaker A
Mas antes de eu arranjar hate de fã que acha que desenho pode ser adulto só porque ele é violento,
Speaker A
peço que você curta o vídeo se estiver curtindo, se inscreva caso seja novo por aqui.
Speaker A
Compartilhe.
Speaker A
Esse canal só existe graças aos apoiadores, tem recompensas bem legais, como lives aqui comigo, grupo de estudos,
Speaker A
grupo no Telegram.
Speaker A
E sorteio de gibi.
Speaker A
Inclusive, o próximo encontro do grupo de estudos vai ser para falar do quadrinho Aurora nas Sombras.
Speaker A
Uma obra bem, bem horrorosa.
Speaker A
Então, eu vou deixar o link do nosso apoio na plataforma Catarse na descrição do vídeo.
Speaker A
E no primeiro comentário fixado.
Speaker A
E considere ser membro por R$ 6,90 e ter acesso à Sarjeta Flix.
Speaker A
Com lives exclusivas a cada 15 dias e versões sem restrições dos conteúdos aqui publicados.
Speaker A
Talvez seja o caso deste.
Speaker A
E seja também Sarjeta Plus a Mais e tenha acesso a vídeos 100% exclusivos.
Speaker A
O último foi sobre uma moça chamada Odile, que saiu por aí dando pipoco em safado,
Speaker A
que ela achava parecido com o crocodilo.
Speaker A
Vamos por mim.
Speaker A
Faz sentido.
Speaker A
Mas vamos embora, como eu já havia dito, Mark Grayson é um jovem filho de Omniman.
Speaker A
O seu pai se chama Nolan Grayson.
Speaker A
E a sua mãe, Debbie Grayson.
Speaker A
E uma coisa que é bacana no quadrinho é essa dinâmica familiar.
Speaker A
Mark sabe que o pai dele é um super-herói.
Speaker A
Desde criança ele sabe disso.
Speaker A
E eles têm uma vida típica de classe média.
Speaker A
Com a diferença que eles ficam vendo notícias do pai na televisão.
Speaker A
Estou imaginando aqui que a brincadeira era fazer referência ao pai ser um jornalista ou um político.
Speaker A
Alguém que já está sempre exposto à mídia e que você acaba vendo na televisão.
Speaker A
Só que a diferença aqui é que o pai de Mark é o Omniman.
Speaker A
Portanto, ele aparece enfrentando vilões monstruosos.
Speaker A
Em desafios absurdos.
Speaker A
A mãe, Debbie, não tem superpoderes.
Speaker A
E dá para ver que ela leva toda essa situação já com uma certa resignação.
Speaker A
Ela está acostumada com o marido todo dia sofrendo um risco.
Speaker A
Mas segue o dia.
Speaker A
Mark se frustra um pouco por não ter superpoderes.
Speaker A
Ele trabalha numa hamburgueria.
Speaker A
E um dia, do nada, indo jogar o lixo na lixeira,
Speaker A
ele acaba enviando para o espaço.
Speaker A
Sim, ele do nada passou a ter super força.
Speaker A
Inclusive, uma das cenas bonitinhas é ele curtindo voar.
Speaker A
Uma coisa que ele sempre queria ter feito.
Speaker A
Ele viu o pai dele voando.
Speaker A
E agora Mark pode voar.
Speaker A
Inclusive, no desenho até exploram ele tendo dificuldade para pousar.
Speaker A
No quadrinho não tem tanto disso.
Speaker A
O pai fica feliz, afinal, caramba, meu filhão agora também tem superpoderes.
Speaker A
E ele resolve levar Mark para um alfaiate.
Speaker A
Que é quem faz os uniformes dos super-heróis.
Speaker A
É a partir daqui então que vai surgir o uniforme do Invencível.
Speaker A
Um nome que o Mark também tem uma certa dificuldade em bolar.
Speaker A
Uma coisa que o quadrinho procura retratar logo nesse começo é a personalidade do Mark.
Speaker A
Mesmo antes dele ter superpoderes, ele tentava ser alguém super-heroico.
Speaker A
Enfrentava colegas que faziam bullying, mesmo ele tomando um pau.
Speaker A
Porque afinal de contas o Mark era miudinho.
Speaker A
Esse é um detalhe importante aqui.
Speaker A
Mark tenta ser a todo momento a idealização que ele tem do pai.
Speaker A
E é por isso que depois, quando ele perde isso, o impacto é grande.
Speaker A
Mas vamos continuar aqui na história.
Speaker A
A gente descobre que quando Mark era criança, o pai dele, o Omniman,
Speaker A
explicou que ele é do planeta Viltrum.
Speaker A
E se trata de um planeta benevolente.
Speaker A
Um monte de gente de roupa branca e bigode que decidiu partilhar ciência e tecnologia com todas as outras espécies inteligentes da galáxia.
Speaker A
Mas isso era feito com planetas que já estivessem em um certo ponto de avanço.
Speaker A
Afinal de contas, o contato com uma espécie alienígena não seria algo simples.
Speaker A
E a Terra ficou de fora.
Speaker A
Ela era considerada um tanto atrasada.
Speaker A
Porém, Nolan se ofereceu para ele sozinho ficar na Terra.
Speaker A
Algo que o comando Viltrumita viu com ressalvas, porque a Terra é muito distante,
Speaker A
eles não iam conseguir monitorar e tal.
Speaker A
Mas Nolan falou, não, deixa eu me aclimatar, deixa eu ficar por lá.
Speaker A
Deixa eu conhecer aquele povo.
Speaker A
E com essas informações, a gente consegue estabelecer um contato.
Speaker A
Tudo na bondade.
Speaker A
Tudo na boa intenção.
Speaker A
Só que não.
Speaker A
Mas enfim, foi com essa versão que o Mark cresceu.
Speaker A
Aos poucos então, Mark, agora o Invencível, vai tendo o prazer de enfrentar vilões ao lado do seu pai.
Speaker A
Inclusive, ele acaba perdendo o seu pai, que é capturado por um vilão e levado para uma dimensão paralela.
Speaker A
Para eles ali na Terra, isso vai durar um, poucas semanas.
Speaker A
Já para o próprio Omniman, ele vai ter ficado lá oito meses.
Speaker A
E nesse paralelo, o que o Invencível está sem a figura do pai,
Speaker A
ele acaba se aproximando de outros heróis.
Speaker A
No caso, da Tropa Jovem.
Speaker A
Que traz personagens como o Robô.
Speaker A
Cujo poder é ser tipo um robô.
Speaker A
O Rex Explosão.
Speaker A
Explosão.
Speaker A
Chacabum, com a dança do verão.
Speaker A
A Dupli-Kate, que consegue fazer cópias de si mesma.
Speaker A
E a Eve Atômica.
Speaker A
Que, cara, eu não tenho que ficar explicando esses poderes.
Speaker A
São muito idiotas.
Speaker A
A Eve, ou Samantha, vai acabar se aproximando de Mark, rolando ali um affair.
Speaker A
Mark também tem um grande amigo, William.
Speaker A
Que eu ainda estou curioso para ver o que é que vai dar dele nesse quadrinho,
Speaker A
porque ele é chato para cacete.
Speaker A
E vai ser ao lado da Tropa Jovem que o Invencível vai lidar com o seu primeiro grande mistério.
Speaker A
No caso, uma série de colegas dele que estão aparecendo com bombas amarradas no corpo e explodindo em lugares aleatórios.
Speaker A
Esses alunos não estão explodindo as coisas voluntariamente.
Speaker A
São vítimas.
Speaker A
E aí depois descobre que era o seu professor de física, ele tinha perdido o filho na mão de bullies.
Speaker A
E ele resolveu sair por aí explodindo outros bullies.
Speaker A
Ou alunos mal-educados.
Speaker A
Ou gente que inclusive não sabe nem direito a tabuada.
Speaker A
Não importa.
Speaker A
Falou em terra plana, o cara explode.
Speaker A
Olhando para como as coisas estão hoje, não sei bem dizer se ele era um vilão na história.
Speaker A
Enfim.
Speaker A
Seguindo aqui a parada, o Omniman voltando de outra dimensão e as coisas de volta no lugar.
Speaker A
O papai pede para o filho ir trocar uma ideia lá com um alienígena que volta a me aparecer.
Speaker A
E sempre dá confusão.
Speaker A
É para correr com ele.
Speaker A
Essa missão é legal porque é a primeira vez que o Invencível viaja para o espaço.
Speaker A
E lá ele se depara com o Allen, que aqui o nome é o mais preguiçoso possível.
Speaker A
Trocadilho com alien.
Speaker A
Sério, o Kirkman, sinceramente, não leva muito a sério o que ele está fazendo.
Speaker A
E ele descobre que esse alienígena faz parte da coalizão dos planetas e ele é um avaliador de campeões.
Speaker A
Ele viaja para diferentes planetas, vê se lá tem um grande protetor e ele descobre isso na base da porrada.
Speaker A
E uma vez vendo que aquele planeta está bem protegido, cumprida a missão.
Speaker A
Só que o Mark fala, olha, em vez de a gente lutar, a gente poderia entender o que está acontecendo.
Speaker A
Porque basicamente meu pai mandou bater em você.
Speaker A
E eu não sei direito quem você é.
Speaker A
É nessa então que surge dali uma amizade improvável.
Speaker A
Allen é praticamente um diplomata que resolve as coisas no sopapo.
Speaker A
E que não quer o mal da Terra.
Speaker A
Pelo contrário, quer só garantir que ela esteja protegida.
Speaker A
Coisa que o pai do Mark, o Omniman, nunca tinha percebido.
Speaker A
Curioso, né?
Speaker A
Curioso.
Speaker A
E o mais interessante é que enquanto Mark, o Invencível, estava lá batendo no alienígena,
Speaker A
o pai dele estava em casa macetando a mãe dele.
Speaker A
Porque o homem é super.
Speaker A
Em tudo.
Speaker A
Dale bigode na nuca.
Speaker A
Tem algumas convenções do universo super-heróis que o Invencível tira sarro.
Speaker A
E eu acho que funciona.
Speaker A
Quando, por exemplo, o Mark sai correndo, se disfarça de Invencível, aí para na frente do melhor amigo dele, o William.
Speaker A
E fala, pois bem, eu sou o Invencível.
Speaker A
E blá blá blá.
Speaker A
Daí o William interrompe e fala, caralho, Mark.
Speaker A
Por que que você está vestido assim?
Speaker A
Essa altura da história, assim como a gente já viu a Tropa Jovem,
Speaker A
agora nós vamos ver os Guardiões Globais.
Speaker A
Que é basicamente a Liga da Justiça.
Speaker A
A paródia do Batman para mim é a mais divertida, porque ela acontece na tal da cidade noturna.
Speaker A
Uma cidade que por um acidente nunca tem a luz do dia.
Speaker A
É sempre tenebrosa e perigótica.
Speaker A
O céu é vermelho.
Speaker A
E o seu herói é o Asa Negra.
Speaker A
A gente também tem contato com a Mulher Marcial.
Speaker A
E no quadrinho dá para ver que no estilo eles fazem muita homenagem aos desenhos do Jack Kirby.
Speaker A
Inclusive, se utilizando das famosas bolhas kirbianas.
Speaker A
São esses pontinhos usados para marcar energia nos quadrinhos.
Speaker A
E bem, a Mulher Marcial é a Mulher Maravilha.
Speaker A
Tem também o Vento Vermelho.
Speaker A
Que é o Flash.
Speaker A
O Vulto Verde.
Speaker A
Que é o Lanterna Verde.
Speaker A
Com a diferença que aqui, em vez de ele ter um anel, ele põe um negócio na boca e ele começa a vomitar.
Speaker A
Bem nojento.
Speaker A
Bem gratuito e tal.
Speaker A
Mas OK.
Speaker A
Tem o Marciano.
Speaker A
E aqui o nome nem muda.
Speaker A
É o Marciano da Liga da Justiça.
Speaker A
E tem o Aquários, que é o Aquaman.
Speaker A
Com a diferença que agora aqui ele é realmente um peixe.
Speaker A
Outro herói importante é o Imortal.
Speaker A
Que é o único que não tem uma alusão direta à Liga da Justiça.
Speaker A
E o poder dele é ser imortal.
Speaker A
Embora ele também seja super forte, ele voa e tal.
Speaker A
Esse depois vai ser colocado à prova do quadrinho.
Speaker A
Porque arrancam a cabeça dele.
Speaker A
Põe de volta.
Speaker A
Arrancam a barriga dele.
Speaker A
Ele se regenera.
Speaker A
E assim vai.
Speaker A
Nesse sentido, o desenho foi mais cuidadoso para apresentar esses Guardiões Globais.
Speaker A
A gente viu eles com um pouco mais de cuidado para poder se importar.
Speaker A
E aí chega a ser irônico, porque no desenho, no primeiro episódio,
Speaker A
que a gente tem a famosa revelação.
Speaker A
Já no quadrinho, isso vai acontecer só no episódio 7.
Speaker A
E eu estou falando de quando o Omniman mata toda a Liga da Justiça.
Speaker A
Ou mata todos os Guardiões Globais.
Speaker A
Que no quadrinho mesmo, a gente só os conhece para ver eles morrer.
Speaker A
E a cena é breve até.
Speaker A
No desenho não.
Speaker A
No desenho eles resolvem explorar o gore.
Speaker A
Seja como for, em termos de enredo, a informação aqui é que o Omniman é alguém que não é bem o que a gente imagina.
Speaker A
Por que que ele matou os Guardiões Globais?
Speaker A
E tudo o que é mostrado ali é que os Guardiões Globais eram pessoas boas mesmo.
Speaker A
Então, tem algo errado.
Speaker A
O que é que está, o que é que está pegando?
Speaker A
A gente acompanha depois o funeral dos Guardiões Globais.
Speaker A
Aqui uma referência de novo ao Watchmen.
Speaker A
A quadrinização nem esconde.
Speaker A
Inclusive, tu tem ali um investigador que é igual ao Rorschach de Watchmen, só que ele é o detetive demoníaco.
Speaker A
Também aparece o Savage Dragon.
Speaker A
Um crossoverzinho ali da Image.
Speaker A
E o Omniman, nessa altura toda, está um tanto distante.
Speaker A
Inclusive, a esposa, Debbie, fala, olha, eu já te vi de luto outras vezes.
Speaker A
Desta vez, tu está tão somente estranha.
Speaker A
E a gente sabe por quê, né?
Speaker A
Seguindo o baile.
Speaker A
Veio o aniversário do Mark, o Invencível.
Speaker A
E ao mesmo tempo, a gente vê que o Omniman está tentando ensaiar uma conversa.
Speaker A
Do tipo, olha, filha, a gente precisa conversar.
Speaker A
Eu tenho que te contar uma coisa.
Speaker A
Eu tenho que te contar uma coisa.
Speaker A
Mas esse momento nunca chega.
Speaker A
Porém, a verdade vai vir de um jeito ou de outro.
Speaker A
Porque os Gêmeos Demolidores, que é um conceito de vilão muito divertido,
Speaker A
porque eles se comportam como irmãos, mas um é clone do outro.
Speaker A
E eles ficam brigando para ver quem é o clone do outro.
Speaker A
Ou seja, cada um argumenta que ele é o original.
Speaker A
E eles dividem bem por causa disso.
Speaker A
OK, sacada legal.
Speaker A
Que talvez até tenha outra referência nos quadrinhos.
Speaker A
Mas essa eu não consegui pescar.
Speaker A
Seja como for, os Gêmeos Demolidores.
Speaker A
De olho no corpo do Imortal, de suas propriedades superpoderosas e tal.
Speaker A
Acabam meio que sem querer ressuscitando o Imortal.
Speaker A
Que eles acreditavam que estaria sob controle.
Speaker A
Mas não estava.
Speaker A
O Imortal sai loucaço e tal.
Speaker A
E lembrando que foi assassinado pelo Omniman.
Speaker A
Então é desse jeito que a verdade vem à tona.
Speaker A
O Imortal retorna, ataca o Omniman.
Speaker A
Eles lutam desenfreadamente.
Speaker A
A mídia só compreende de longe aqueles dois seres superpoderosos.
Speaker A
Que eram amigos dando porrada um no outro.
Speaker A
O Invencível resolve se aproximar para ver qual é.
Speaker A
E acaba testemunhando o pai dele dando um gancho no Imortal.
Speaker A
Só que no caso, atravessando o braço pela barriga do outro herói.
Speaker A
É a partir daqui então que o Omniman resolve falar a verdade.
Speaker A
O seu passado como Viltrumita não é exatamente o que ele havia contado.
Speaker A
Viltrum era um planeta beligerante.
Speaker A
E que, por meio de uma série de guerras internas, levou adiante um projeto eugenista.
Speaker A
Prevalecendo apenas aqueles que são mais fortes.
Speaker A
Encerrada essa disputa interna, a partir dessa suposta raça superior,
Speaker A
eles decidiram então expandir território.
Speaker A
Indo até diferentes planetas habitados e impondo o seu modo de ver.
Speaker A
A ideia era simples, se um planeta topasse aceitar a dominação Viltrumita,
Speaker A
a maioria seria poupado.
Speaker A
E tecnologia seria emprestada.
Speaker A
Porém, se um planeta resolvesse resistir, todos seriam dizimados.
Speaker A
Nolan Grayson era um funcionário desses projetos expansionistas.
Speaker A
E ele foi recrutado no momento em que o Império Viltrumita resolvia mudar a estratégia.
Speaker A
Eles viram que cada vez ficava mais difícil ter que ficar ocupando planetas distantes com destacamentos muito grandes.
Speaker A
Então o plano é mudar.
Speaker A
Eles iam mandar um Viltrumita infiltrado, que ia ficar 500 anos em um planeta qualquer.
Speaker A
Lá ia conhecer melhor o povo.
Speaker A
E ia se aclimatar.
Speaker A
E a partir desse conhecimento, aí sim, abriria passagem para a invasão.
Speaker A
E foi nessa então que Nolan chegou na Terra.
Speaker A
Diferentemente do Superman, ele não chegou criança.
Speaker A
E se deparou com um planeta que era muito frágil, que tinha muitas ameaças.
Speaker A
Inclusive, muitas outras ameaças alienígenas.
Speaker A
Foi nessa então que ele acabou assumindo uma alcunha de super-herói.
Speaker A
Omniman.
Speaker A
E conheceu Debbie no caminho por quem se afeiçoou.
Speaker A
Porém, agora que Mark passou a ter superpoderes, agora que o Invencível também é alguém superpoderoso,
Speaker A
Nolan lembrou que precisa dar prosseguimento ao plano.
Speaker A
Agora que tem um filho, o domínio sobre o planeta pode começar de modo a preparar tudo para a chegada do império.
Speaker A
É óbvio que o Mark fica chocado.
Speaker A
E fala, não, pai.
Speaker A
Isso tudo é muito errado.
Speaker A
Você não pode simplesmente oprimir as pessoas.
Speaker A
Dominá-las.
Speaker A
E se elas resistirem?
Speaker A
Daí o pai, o Omniman, explica, ora, se eles resistirem, a gente mata.
Speaker A
Aí o Mark retruca, e se a mãe resistir?
Speaker A
E o Omniman fala, a sua mãe é tipo um pet para mim.
Speaker A
É só um bichinho que eu gosto.
Speaker A
Não é uma coisa muito legal para você falar da mãe de alguém.
Speaker A
É óbvio que isso vai culminar numa batalha mega sangrenta.
Speaker A
Que na animação é muito lembrada.
Speaker A
Porém, para além da porradaria e maça velho, o que eu acho bacana em Invencível,
Speaker A
e aqui vem a principal sacada, pelo menos desse começo aqui do quadrinho, desse começo da história,
Speaker A
é a associação de imperialismo à política externa dos Estados Unidos.
Speaker A
Porque assim, por um lado, Viltrum é um 50 tons de nazismo.
Speaker A
Que é um clichê também típico de quadrinho de super-herói.
Speaker A
Você quer mostrar figuras mega malvadas.
Speaker A
Qual é o estereótipo mais simples?
Speaker A
Os nazistas.
Speaker A
Então tem a pegada eugenista, defesa de uma raça superior, o expansionismo.
Speaker A
E o bigode, porque sim, aquele bigode não é por acaso.
Speaker A
Associem a ideia de um super-homem com um bigode e você vai lembrar de um filósofo que eu nunca falo aqui.
Speaker A
No caso, Nietzsche.
Speaker A
E o seu conceito de super-homem, Übermensch.
Speaker A
Que não tem nada a ver com o Superman dos quadrinhos.
Speaker A
Tampouco com o do Omniman.
Speaker A
Para Nietzsche, o super-homem é uma potência afirmativa, alguém que faz valer as suas vontades.
Speaker A
Mas que faz isso de uma maneira que não seja reativa.
Speaker A
Ou seja, que não se coloque como refém das vontades alheias.
Speaker A
Ou mesmo do ressentimento que os outros despertam.
Speaker A
Dito de outra forma, o super-homem nietzschiano é alguém que às vezes até pode acabar passando por cima dos outros.
Speaker A
Mas assim o faz apenas tentando encontrar o seu próprio caminho.
Speaker A
No caso do Omniman, ele basicamente é mais um sujeito dentro de uma mentalidade rebanho.
Speaker A
Que é justamente tudo aquilo que Nietzsche critica e que seria o oposto do super-homem.
Speaker A
Porque por mais que Nolan Grayson considere os seres humanos como seres inferiores,
Speaker A
ele resolve abrir mão do amor que ele tem pelo filho em nome de um cumprimento com a nação.
Speaker A
Que é basicamente uma tarefa burocrática.
Speaker A
Dito de outra forma, então, o Omniman é uma pessoa que se apequena,
Speaker A
mesmo diante de seus poderes.
Speaker A
E é isso que o Invencível joga na cara dele.
Speaker A
É isso que o filho cospe no pai.
Speaker A
Só que tem um outro detalhe aqui.
Speaker A
Que é o componente trágico.
Speaker A
Afinal de contas, toda a matança começou porque Mark virou um super-herói.
Speaker A
O pai dele não teria dado início a tudo isso se o filho não fosse forte o suficiente.
Speaker A
Então, tem um aspecto quase de culpa.
Speaker A
O que é tão diluído no quadrinho, não é explorado.
Speaker A
E mais uma daquelas ideias boas que ficam pelo caminho.
Speaker A
Porém, a principal, e essa o quadrinho consegue dar conta, pelo menos em alguma dose,
Speaker A
é que a crítica a Viltrum não fica só no nazismo genérico.
Speaker A
Aqui fica bastante evidente o quanto que Viltrum é os Estados Unidos.
Speaker A
Ou mais especificamente, a sua política exterior.
Speaker A
Não esqueçamos, no mesmo ano em que saiu o Invencível, os Estados Unidos deram início à Guerra do Iraque.
Speaker A
A guerra que era para levar democracia para o Iraque, porque lá haviam armas de destruição em massa.
Speaker A
Essas mesmas armas nunca foram encontradas.
Speaker A
E a democracia tão pouco.
Speaker A
Ao longo do século XX e início do XXI, os Estados Unidos invadiram centenas de países, interferiram na política desses mesmos países.
Speaker A
No caso do Brasil, garantiram um golpe de Estado em 1964.
Speaker A
O mesmo ano da historinha do Superman.
Speaker A
E tudo isso com a desculpa de levar democracia, garantir o mundo livre.
Speaker A
E meio que deixando como se fosse uma coisa muito boa, você permitir que eles façam bases militares no seu território.
Speaker A
E em troca, eles te dão algum tipo de benefício.
Speaker A
Empresta um avião.
Speaker A
Com um míssil de segunda mão.
Speaker A
Pode ser seu.
Speaker A
Abre as pernas e a gente dá o desconto aí na sobretaxa que a gente sempre fez.
Speaker A
Essa postura imperialista dos Estados Unidos, a sua política externa que sempre foi muito violenta e criticada.
Speaker A
E que, ironicamente, quando se trata de partido republicano ou democrata, é quase que sempre a mesma coisa.
Speaker A
Enfim, essa política cada vez mais é óbvia.
Speaker A
Porque agora, pelo menos, eu acho que é um avanço.
Speaker A
A gente não vê mais os Estados Unidos dizendo que eles estão levando democracia.
Speaker A
Eles querem apenas poder mesmo.
Speaker A
Querem tratar todas as outras nações como o seu quintal.
Speaker A
E tudo isso acontece porque os americanos têm um forte senso de auto excepcionalidade.
Speaker A
A América, ela é diferente de todos os outros lugares.
Speaker A
Isso foi algo que foi criado pela mídia, pela indústria cultural deles.
Speaker A
E todo cidadão americano tende a acreditar nessa bobagem.
Speaker A
Por isso, se vocês forem ver, o Trumpismo meio que escancara essa pseudo excepcionalidade.
Speaker A
Pelo menos para uma parcela do eleitorado.
Speaker A
Que olha para o Trump e fala, caramba, mas isso aqui é muito parecido com um típico ditador latino-americano.
Speaker A
E aí a gente vai descobrir que não é só os latino-americanos.
Speaker A
São os americanos.
Speaker A
Assim, no geral.
Speaker A
Caudilhismo não tem só do México para baixo.
Speaker A
Dito de outra forma, então, não tem nada que garanta que os Estados Unidos sejam especiais.
Speaker A
Pelo contrário, é um país com problemas muito parecidos com vários outros.
Speaker A
E que, por mais que tenha a sua singularidade, como qualquer nação tem,
Speaker A
nada, absolutamente nada os faz melhor.
Speaker A
A única coisa que sustenta esse discurso é o uso da força.
Speaker A
Você é supostamente excepcional porque você deu uma porrada na pessoa para ela dizer,
Speaker A
tá bom, você é excepcional.
Speaker A
Essa violência imperialista, portanto, é a principal face dos Estados Unidos.
Speaker A
É a principal face de Viltrum.
Speaker A
E se até então, o Omniman parecia super-heroico, era porque ele impedia que outras invasões chegassem.
Speaker A
Outras raças alienígenas tivessem interesse na Terra.
Speaker A
Porque ele queria invadir.
Speaker A
Assim como os Estados Unidos com sua política externa interfere em todos os países do mundo.
Speaker A
Dizendo que quer proteger.
Speaker A
Quando, na verdade, ele quer apenas controlar.
Speaker A
Repito.
Speaker A
Agora, pelo menos, isso está escancarado.
Speaker A
Então, de uma maneira muito sutil, o Invencível traz um antiamericanismo de fundo.
Speaker A
Ou pelo menos uma crítica da política externa dos Estados Unidos.
Speaker A
Mas também é um negócio sutil.
Speaker A
Bastante sutil, porque mesmo sendo um quadrinho mais independente, pelo menos até onde eu tenho lido,
Speaker A
Invencível ainda é bastante cagão.
Speaker A
É um quadrinho feito para poder virar filme.
Speaker A
Para poder virar série.
Speaker A
Para poder virar desenho, como virou.
Speaker A
Então, toda a crítica ácida é só até um pedaço, nada vai muito a fundo para não desagradar boa parte do público.
Speaker A
Repito, covarde.
Speaker A
Mas também não posso ser injusto.
Speaker A
Não li tudo até o final.
Speaker A
Vai que depois isso acontece, daí eu retiro o que eu disse.
Speaker A
Para fechar aqui esse embate do Invencível com o Omniman, quando o pai está prestes a matar o filho e ele fala que pode matar tranquilamente,
Speaker A
porque ele pode ter outra prole.
Speaker A
Afinal, ele vê filho como algo que ele pode fazer tranquilamente.
Speaker A
E ele tem tempo para isso.
Speaker A
Porém, mesmo assim, rola um afeto.
Speaker A
Quando o Omniman está lá espancando o Invencível, o seu próprio filho.
Speaker A
Ele diz, o que você espera, Mark, ter no futuro?
Speaker A
Você vai viver por séculos, o que é que você acha que vai ter daqui a 500 anos?
Speaker A
Todos os seus amigos vão estar mortos, todas as pessoas que você gostava não vão mais existir.
Speaker A
Quem você vai ter daqui a 500 anos?
Speaker A
E Mark, muito ferido, responde, você, pai.
Speaker A
Eu vou ter você daqui a 500 anos.
Speaker A
É nessa então que o Omniman para e parte para o espaço.
Speaker A
A Terra agora, então, está desamparada.
Speaker A
O Omniman foi exposto como um vilão.
Speaker A
É preciso montar os novos Guardiões Globais.
Speaker A
E é nessa que os integrantes da Tropa Jovem entram na jogada.
Speaker A
E a gente conhece aqui o Cecil Stedman.
Speaker A
Uma figura ligada ao Estado profundo dos Estados Unidos.
Speaker A
Uma instância superior ao Pentágono.
Speaker A
E é por isso que eu falo que a crítica se perde, porque no final das contas,
Speaker A
o Omniman, que é essa clara face da política externa americana,
Speaker A
vai ser combatido pelo Estado americano.
Speaker A
Ou seja, você dá uma volta na crítica para no final reafirmar o mesmo problema.
Speaker A
Que eu repito.
Speaker A
Pode ser que isso depois seja também posto em questão.
Speaker A
Diga nos comentários para quem já assistiu as outras temporadas.
Speaker A
Ou leu mais dos quadrinhos.
Speaker A
Se isso realmente acontece.
Speaker A
Mas eu risco dizer, sem ter lido toda a série ainda, e pretendo ler,
Speaker A
que uma série de conceitos e sacadas legais vão ficar pelo caminho.
Speaker A
Porque a ideia de um projeto como o Invencível é ser exatamente isso.
Speaker A
Apontar várias direções para que quem for adaptar, escolha uma ênfase.
Speaker A
Seja aqui ou acolá.
Speaker A
Por isso que nesse sentido, enquanto quadrinho mesmo, Invencível é bastante medíocre.
Speaker A
E eu digo medíocre porque ele é gostoso de ler.
Speaker A
Ele é bastante simples.
Speaker A
Ele é uma mensal.
Speaker A
Descartável.
Speaker A
Você lê, acha legal e joga fora.
Speaker A
E que propositalmente se utiliza de uma quadrinização que é muito storyboardizada.
Speaker A
O que que isso quer dizer?
Speaker A
Em vez de você ter layouts muito rebuscados ou uma condução rítmica que só é possível em quadrinhos.
Speaker A
O exemplo que eu sempre dou aqui é o Watchmen.
Speaker A
Por que que o filme de Watchmen é uma grande bosta?
Speaker A
Porque o Watchmen tem uma estrutura de nove quadros por página.
Speaker A
Que ele quebra quando ele quer produzir uma mudança na história.
Speaker A
Essa monotonia rítmica, a partir da quadrinização,
Speaker A
é uma coisa muito difícil de adaptar.
Speaker A
Exigiria um diretor muito criativo, alguém que conseguiria pensar num ritmo diferenciado.
Speaker A
Que não fosse um típico quadrinho de super-herói.
Speaker A
Só que foi na mão do Zack Snyder.
Speaker A
E bom, então não teve um diretor diferenciado, né?
Speaker A
O lance aqui em Invencível é que não tem esse problema.
Speaker A
Ele já é todo quadrinizado para ser um storyboard.
Speaker A
Para ser pensado já por enquadramentos cinematográficos.
Speaker A
E uma rítmica que é facilmente transposta para o audiovisual.
Speaker A
Se isso é muito bom para o bolso do Robert Kirkman,
Speaker A
isso não é lá tão bom para produzir quadrinhos excelentes.
Speaker A
No final das contas, o que você tem é um gibizinho simples.
Speaker A
Que é gostoso.
Speaker A
Mas ainda é muito simples.
Speaker A
Em alguns momentos, muito simplório.
Speaker A
Um decalque de terceiro ou quarto de tudo aquilo que os quadrinhos super-heróis já produziram.
Speaker A
E consegue marcar um gol aqui, outro lá.
Speaker A
A partir de conceitos que podem ser bastante interessantes.
Speaker A
Mas que até onde eu tenho lido, sempre fica meio que no caminho.
Speaker A
Aliás, sobre a quadrinização.
Speaker A
Tem uma página do próprio quadrinho que tira muito sarro disso.
Speaker A
Que é quando o Mark vai encontrar um quadrinista que ele é muito fã.
Speaker A
E ele explica a reprodução de quadros para preencher a página de um quadrinho.
Speaker A
Ou seja, você mostra várias vezes o rosto do mesmo personagem.
Speaker A
Para demarcar uma pausa.
Speaker A
Mas é basicamente para também poder fazer um Ctrl C e Ctrl V.
Speaker A
Não tem que desenhar mais nada.
Speaker A
E aqui tem um diálogo com o Mark perguntando se o quadrinista não acha esse recurso ruim.
Speaker A
E ele responde que não.
Speaker A
Tudo isso a partir de vários quadros sendo repetidos.
Speaker A
Cabe dizer que esse recurso por si só não é um recurso ruim.
Speaker A
Alguns quadrinistas geniais já se utilizaram disso.
Speaker A
Um muito famoso é o Alberto Breccia.
Speaker A
Na sua adaptação de O Coração Delator de Edgar Allan Poe.
Speaker A
E também tem a série Alias.
Speaker A
Que traz o personagem Jessica Jones.
Speaker A
E que eu acho que também usa isso muito bem.
Speaker A
Porém, aqui em Invencível, vamos ser francos.
Speaker A
É meio preguiçoso.
Speaker A
Quanto à animação da Amazon, vale aqui comentar rapidamente.
Speaker A
Que houve boas escolhas de adaptação.
Speaker A
A primeira, eu diria que está no estilo.
Speaker A
Deu para ver que a galera disse assim, olha, vamos considerar o nosso público.
Speaker A
Vamos mexer um pouco a nostalgia deles.
Speaker A
Porque afinal de contas, é uma história de super-heróis, certo?
Speaker A
Mas também é uma produção revisionista, que vai pegar o próprio gênero e levar para o lado do Superman malvadão e tal.
Speaker A
Daí então que deu para ver que eles resolveram pegar um estilo de animação.
Speaker A
Que lembrava muito as animações da Warner, que fizeram muito sucesso ali no final dos anos 90.
Speaker A
Início dos anos 2000.
Speaker A
Eu estou falando do desenho do Batman.
Speaker A
The Animated Series.
Speaker A
Mas principalmente o desenho da Liga da Justiça.
Speaker A
Do Batman do Futuro.
Speaker A
Do Projeto Zeta.
Speaker A
Entre tantos outros que aqui no Brasil a galera assistiu no SBT.
Speaker A
E se vocês forem ver, esse desenho novo do Invencível tem uma gramática, uma rítmica.
Speaker A
Muito parecida com esses desenhos dos anos 2000.
Speaker A
Talvez seja por isso que esse desenho mexa com a memória afetiva de uma galera aí que está com seus 20 e poucos anos.
Speaker A
30 e poucos anos.
Speaker A
Já para mim, um quarentão, eu olho e digo, hum, tá bom.
Speaker A
Outra opção também que a animação tomou foi de aumentar o gore.
Speaker A
Deixar ainda mais violento.
Speaker A
E aqui, basicamente, foi a Amazon seguindo a receita do que já estava dando certo com The Boys.
Speaker A
Essa altura, porém, eu tenho a sensação que histórias de super-herói já saturaram e muito.
Speaker A
E principalmente as dos super-heróis malvadões.
Speaker A
Não é à toa que o filme do Superman agora que está saindo, no momento que eu estou gravando esse vídeo,
Speaker A
eu vou assistir hoje o Superman.
Speaker A
Mas eu já sei que é uma versão mais positiva do personagem.
Speaker A
Não é mais o Superman malvadão.
Speaker A
Coisa que até mesmo o Zack Snyder procurou explorar.
Speaker A
Meio que esse conceito cansou.
Speaker A
Só que os gêneros super-heróis como um todo ainda também buscam se revitalizar.
Speaker A
Não acho que ele esteja diante da sua morte.
Speaker A
E vai continuar tendo muito filme de super-heróis.
Speaker A
É certeza.
Speaker A
Quanto ao Invencível, bem, eu preciso descobrir como é que a história continua.
Speaker A
Eu quero ver se ela se engrandece.
Speaker A
Ou se apequena.
Speaker A
Se for como foi em The Walking Dead, o que basicamente vai acontecer,
Speaker A
é o Kirkman perdendo a mão no meio do processo.
Speaker A
Aliás, diga nos comentários também se vocês querem que eu ainda fale de Walking Dead aqui.
Speaker A
E eu ia me focar nos quadrinhos, porque eu quero ter série lá também.
Speaker A
Vocês podem ver, eu não sou um grande fã do Kirkman.
Speaker A
Mas eu também gosto dele.
Speaker A
De vez em quando.
Speaker A
Invencível está saindo agora no Brasil, sim, só agora.
Speaker A
Mas está saindo em edições de capa mole.
Speaker A
Não estão tão caras.
Speaker A
E cada uma traz em torno de quatro ou cinco histórias.
Speaker A
Eu recomendo bastante, caso você queira ler os quadrinhos.
Speaker A
E como eu disse.
Speaker A
É uma leitura gostosinha.
Speaker A
Você lê rápido.
Speaker A
No momento você está lendo legal.
Speaker A
Depois, quando você se lembra, você fala, tá, meio qualquer coisa, né?
Speaker A
Mas enfim.
Speaker A
A experiência do momento é boa.
Speaker A
Então, vão atrás, sejam em lojas de quadrinhos, livrarias.
Speaker A
Mas se forem na Amazon, usem o nosso link aqui.
Speaker A
Que ajuda bastante.
Speaker A
E digam aí se vocês querem que eu continue falando de Invencível ou de The Walking Dead.
Speaker A
Ou desses quadrinhos storyboard.
Speaker A
Ou de outras histórias de super-heróis malvadão.
Speaker A
Ou, ao contrário de tudo isso.
Speaker A
Eu posso falar também de bons quadrinhos.
Speaker A
OK, agora eu fui filha da puta.
Speaker A
E já que eu falei de Superman malvadão, veja o nosso vídeo da Supergirl malvadona.
Speaker A
Porque sim, mulher também pode ser bastante cretina.
Speaker A
E essa é a história, faz parte da cronologia.
Speaker A
Não é um universo alternativo.
Speaker A
Supergirl pode matar.
Speaker A
No mais, sigam a gente nas nossas outras redes sociais.
Speaker A
TikTok, Bluesky, Instagram.
Speaker A
Obrigado por assistir.
Speaker A
Valeu, pessoal.
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