Análise crítica e reflexiva sobre o mangá e anime Frieren, abordando temas como envelhecimento, narrativa pós-clímax e polêmicas envolvendo a obra.
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Key Takeaways
- Frieren se destaca por iniciar a narrativa após o clímax, o que é raro e complexo em termos narrativos.
- A obra aborda temas profundos como envelhecimento, luto e memória dentro de um contexto de fantasia medieval.
- Apesar da rejeição de parte do público, Frieren possui personagens carismáticos e uma abordagem lírica diferenciada.
- Existe uma polêmica sobre racismo na obra que será discutida no vídeo, mas sem incentivar cancelamento.
- O vídeo utiliza uma linguagem informal e humorística para engajar o público jovem e promover reflexão.
What the video covers
- Discussão sobre o mangá e anime Frieren, lançado em 2020 e com anime produzido pela Madhouse em 2023/2024.
- Frieren é uma fantasia medieval que começa sua narrativa após o clímax da aventura principal, focando em temas como luto, saudade e memória.
- A série traz uma abordagem única ao explorar a vida após a derrota do Rei Demônio, destacando a dificuldade de manter interesse no pós-clímax.
- O vídeo critica o gênero fantasia medieval, mas reconhece o diferencial de Frieren em tratar do envelhecimento e da passagem do tempo.
- Há uma análise da recepção do público, incluindo rejeição por parte de alguns leitores e a carisma dos personagens.
- Discussão sobre a polêmica envolvendo acusações de racismo na obra e na personagem principal, com promessa de aprofundamento no tema.
- O formato do vídeo é informal, com linguagem coloquial e humor, buscando aproximar o público jovem e refletir sobre temas complexos.
- O vídeo também inclui uma recomendação de Surfshark VPN, explicando seus benefícios para segurança e privacidade online.
- O conteúdo destaca a dificuldade narrativa de Frieren por ser uma história pós-clímax e a importância dos flashbacks bucólicos para a construção da trama.
- O vídeo é uma crítica cultural que mistura análise de mídia, humor e reflexões sobre envelhecimento e fantasia.
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Speaker A
Luto, saudade, memória e coisas de velho para o jovem místico poder consumir.
Speaker A
Eu estou falando de almoços de domingo na casa da avó?
Speaker B
Não, eu estou falando de Frieren e a jornada para o além.
Speaker A
Caso você seja um completo ignorante, é bem possível que você seja, porque tem muito ignorante que assiste esse canal.
Speaker A
Porra, começou-se.
Speaker B
Precisa, cara, o pessoal tão te dando views, as pessoas tão te dando like.
Speaker B
Aliás, dá like.
Speaker A
Caso você esteja um pouco desinformado, Frieren é um mangá e anime que está rendendo bastante discussão.
Speaker A
O mangá começou a sair originalmente em 2020, com roteiro de Kanehito Yamada e desenhos de Tsukasa Abe.
Speaker A
E como vocês sabem, para mangá poder ficar popular, precisa de anime.
Speaker A
Porque o vagabundo não lê.
Speaker A
O jovem vagabundo não gosta mais de ler, ele quer o anime, precisa ter o anime, então saiu o anime, queria anime de Frieren, tem anime.
Speaker A
Que é bem bom, né?
Speaker B
É bom.
Speaker A
O anime começou a sair no finalzinho de 2023, virou para 2024 e é feito pela Madhouse, que é um estúdio já bastante consagrado.
Speaker A
E nós vamos falar aqui do anime, né, Thaís?
Speaker B
É, porque a gente também não leu.
Speaker A
Pô, mas agora ficou chato, deu um esporro inteiro também.
Speaker B
Precisa, cara, é para eles saberem e conhecerem a hipocrisia.
Speaker A
Mas a gente pretende ler, tá?
Speaker A
Inclusive a Thaís estava vendo os preços do.
Speaker B
Sim, porque acabou o anime, agora a gente precisa continuar no mangá, que a gente quer, eu quero saber o resto da história.
Speaker A
A gente vai comentar aqui nesse vídeo a primeira temporada de Frieren.
Speaker A
Que são um total de 28 episódios e correspondem até mais ou menos o sétimo volume do mangá.
Speaker A
E sobre o que é Frieren, Thaís?
Speaker B
Frieren vai contar a história da sua protagonista, Frieren.
Speaker B
Vai xingar o fato de ser o mesmo, o nome do mangá, o nome do.
Speaker A
Não, sim, porque é uma merda, né, a gente quer analisar, a gente tem que falar porque o Frieren, o mangá, porque Frieren, a personagem.
Speaker A
Eu odeio, eu odeio, cara, eu odeio fazer vídeo com o nome da porra da série.
Speaker B
Bota para fora.
Speaker A
Sim.
Speaker B
Então tá, Frieren é uma elfa que faz parte de um grupo de heróis que derrotou o Rei Demônio.
Speaker B
E a grande aventura terminou.
Speaker B
E agora?
Speaker B
Como é que a história continua?
Speaker B
Tem história depois do fim da aventura?
Speaker B
E é sobre isso que vai ser Frieren.
Speaker A
É, só isso já foi o que me instigou.
Speaker A
Porque assim, ó, você, franco, eu já falei isso em vários vídeos aqui, isso já até virou meme aqui no canal.
Speaker A
Eu odeio fantasia medieval, tá?
Speaker A
Eu, se eu vejo um elfo na rua, eu cuspo na cara.
Speaker A
Eu, se eu vejo um anão, eu chuto, mas é um anão mágico, tá, pra gente também não correr o risco aqui de.
Speaker B
Ai.
Speaker B
Vamos parar por aí, vamos.
Speaker A
Amanhã tem uma associação aí fazendo nota de repúdio.
Speaker B
Enfim, anão, a criatura, não a pessoa com nanismo, tá?
Speaker A
Da fantasia medieval, no caso.
Speaker A
Tá claro já, né?
Speaker A
E eu não gosto muito dessas fantasias medievais, porque a sensação que eu tenho é que é sempre a mesma história.
Speaker A
Sacou, assim, tipo, OK, eu entendo até que quem gosta.
Speaker A
Justamente gosta, porque é sempre a mesma história.
Speaker A
Então é aquela coisa, assim, se é uma cachaça que você gosta muito, mais cachaça, você vai querer consumir.
Speaker A
Agora, se você não curte aquele negócio, aí mesmo que fica intragável.
Speaker A
Só que o que me pilhou para assistir Frieren, e tem muito a ver com os comentários aqui da galera, é o fato de que a história começa no fim.
Speaker A
E não é assim um grande flashback, que a partir de agora a gente vai ver, inclusive tem até bastante flashback.
Speaker A
Mas não, a história realmente continua a partir do fim.
Speaker B
E esses flashbacks, inclusive, eles não são em cima da ação, não é da das partes mais apoteóticas da aventura que esse grupo viveu.
Speaker B
Não, são momentos muito bucólicos que eles compartilharam.
Speaker A
Ou seja, Frieren é uma série que se dá a partir do pós-clímax.
Speaker A
E isto, do ponto de vista narrativo, é algo complexo de fazer.
Speaker A
Existe o clímax, existe esse ápice em uma trama, justamente para mover as nossas emoções, para nos envolver, para ter uma sensação de que as coisas estão num crescendo.
Speaker A
De modo que uma série que comece no pós, isso, ela já parece que parte de um certo desinteresse nosso.
Speaker A
Ah, a história já fechou, resolveu, azar.
Speaker A
Daí que o desafio é duplo, porque é preciso desenvolver uma história nesse pós-clímax.
Speaker A
E ainda por cima nos manter interessado em personagens que a gente nem conheceu, porque a aventura principal a gente não assistiu.
Speaker B
Sim, é como se a gente começasse a história pelo e eles viveram felizes para sempre, sendo que a gente nem sabe quem são os personagens.
Speaker A
E é justamente por esse ponto de partida que Frieren se torna interessante.
Speaker B
Embora isso também é um motivo de muita rejeição entre o entre o público, porque eu fui ver comentários na internet.
Speaker B
Muita gente largou o mangá porque não conseguiu se sentir cativado.
Speaker A
É, inclusive o editor aqui do canal, o Kaubi, falou que não pegou ele.
Speaker A
Porque ele é um insensível, um imbecil, um babaca, um trouxa, um, puta, ele vai ter que editar isso, cara.
Speaker A
Ele tem o direito de não gostar do que ele não gosta.
Speaker A
Só que tem muito mais.
Speaker A
Frieren não é só isso.
Speaker A
Tem personagens bastante carismáticos, tem uma série de temas muito delicados, como luto, saudade, memória.
Speaker A
Dá até para brincar que Frieren é fantasia medieval da terceira idade para o jovem assistir.
Speaker B
Ah.
Speaker A
É aquela historinha que o jovem olha para dizer, ah, quando eu envelhecer, literalmente eu.
Speaker A
Não, seu arrombado, você não vai envelhecer que nem uma elfa maga bela.
Speaker A
Você vai ficar velho, você vai ficar cheio de dor no corpo, vai aparecer umas manchas, uns furúnculos, você vai ter umas verrugas nuns lugares muito estranhos.
Speaker A
Que às vezes até dificulta na hora de limpar.
Speaker B
Uns pelos muito inconvenientes.
Speaker A
É a coisa que a gente ouviu dizer.
Speaker A
É a coisa que a gente vê nossos avós falando, né, eu já nem vou vivo.
Speaker A
Mas enfim, a gente escuta.
Speaker B
Olha, os pelos em lugares inconvenientes.
Speaker A
Tá, não, deixa quieto, Thaís.
Speaker A
Mas falando sério, uma ficção feita basicamente para o público jovem, mas que serve ao mesmo tempo para ter uma reflexão sobre o que é envelhecer.
Speaker A
Por tudo isso, Frieren é interessante.
Speaker A
E tem também uma polêmica que a gente vai resolver aqui, porque eu nem sei onde ela começou.
Speaker A
Mas ela tá migrando entre redes sociais.
Speaker B
Que é se Frieren é uma obra racista ou se a personagem ela é racista.
Speaker B
Tem, dá pra gente conversar sobre isso.
Speaker A
Sim, nós vamos aqui dizer para você se vale a pena cancelar Frieren ou não.
Speaker A
Não, a gente não vai dizer isso, é idiota.
Speaker A
Mas você entendeu.
Speaker A
A gente vai entrar nessa polêmica, sim.
Speaker A
Mas para poder aprofundar aqui, a gente vai ter que repassar um pouco a história, embora não esperem da gente aqui um.
Speaker B
Capítulo a capítulo, porque não, não dá, não dá para contar assim.
Speaker B
Principalmente o primeiro arco de Frieren não dá para contar de maneira assim estruturada.
Speaker A
Justamente por ser essa coisa pós-climática, Frieren é muito lírico.
Speaker A
Frieren, a série, não o personagem, eu odeio isso.
Speaker A
Frieren, a série, é lírica.
Speaker A
Assim sendo, a gente, para poder falar, também tem que ir de maneira não linear, indo mais por um guia de sensações do que necessariamente de ações.
Speaker A
E já que estamos falando de velhice, vamos falar também de você que está ficando velho com medo de pegar um vírus com GIF de bom dia.
Speaker A
Você já ouviu a palavra da Surfshark VPN?
Speaker A
É uma ferramenta de rede privada que traz segurança e privacidade ao esconder as atividades online dos usuários.
Speaker A
Uma VPN serve para criptografar as informações transmitidas, tornando elas inacessíveis a possíveis espiões.
Speaker A
E ocultando a localização do dispositivo.
Speaker A
Isso é bem útil na hora de digitar a senha do banco em um Wi-Fi público, seja em restaurante, aeroporto ou na casa daquela sua avó que virou roteador de Spyware.
Speaker A
A Surfshark VPN também serve para você acessar conteúdos restritos geograficamente.
Speaker A
Como o catálogo de filmes da Netflix de diferentes países e também serve para você descolar aquelas ofertas exclusivas em sites como a Amazon, a AliExpress.
Speaker A
E, independentemente da localização do usuário.
Speaker A
O que pode ser bem útil, sejamos francos.
Speaker A
A Surfshark tem suporte 24 horas, inclusive aos finais de semana.
Speaker A
Avisos de segurança dos sites que você acessa.
Speaker A
Política rigorosa contra retenção de dados.
Speaker A
E funcionalidades adicionais, como o Surfshark Alert, Surfshark Antivirus e Surfshark Search.
Speaker A
E se você não gostar do serviço, tem a garantia do reembolso em 30 dias.
Speaker A
E agora vem o bem bom.
Speaker A
Utilizando o cupom SARJETA, você garante 4 meses extra de uso.
Speaker A
Sim, 4 meses na maciota.
Speaker A
O link, assim como o cupom, estão aqui na descrição do vídeo.
Speaker A
É só clicar.
Speaker A
É o máximo que você precisa fazer.
Speaker A
Então, proteja-se, Criss, meu filho.
Speaker A
Mas não vai usar a Surfshark para ser malcriado na internet.
Speaker A
Seu bobinho.
Speaker B
Mas antes da gente continuar com esses papos de velho, peço que você curta o vídeo se estiver curtindo.
Speaker B
Se inscreva caso seja novo por aqui e compartilha.
Speaker A
Esse canal só consegue ficar ofendendo o seu público, embora é com amor, muito amor.
Speaker A
Graças aos apoiadores, tem recompensas bem legais, como lives aqui comigo, grupo de estudo, grupo no Telegram, sorteio de gibis e conteúdo exclusivo.
Speaker A
Inclusive, nosso próximo conto do grupo de estudos vai ser sobre o mangá Homunculus.
Speaker A
Então, vou deixar o link do nosso apoio na descrição do vídeo no primeiro comentário fixado.
Speaker B
E considere também ser membro aqui pelo YouTube por 6,90 ao mês e ter acesso à Sarjetaflix.
Speaker B
Uma coletânea de vídeos exclusivos e lives com os apoiadores a cada 15 dias, mais ou menos.
Speaker A
Vamos lá, vamos voltar para Frieren.
Speaker A
Como é uma história muito de personagem, acho que vamos, vamos apresentar os personagens.
Speaker A
Vamos lá.
Speaker A
Quem é a Frieren?
Speaker B
Então, a Frieren é uma elfa maga com mais de 1000 anos de idade, supõe-se.
Speaker B
E que vive por aí, assim, meio à toa, estudando magia, coletando feitiços, até que um dia ela é abordada por, pelo herói Himmel.
Speaker B
Que convida ela para participar do grupo que vai à caça do Rei Demônio.
Speaker A
Uma coisa que é bacana na caracterização da Frieren é que ela é delicada.
Speaker A
Ela é uma menina miudinha.
Speaker B
É, até então a gente, a gente demora para descobrir que a Frieren é uma elfa tão antiga, a princípio a gente não tem essa informação, então a gente até fica bastante surpreso, porque ela tem uma caracterização muito de menininha mesmo.
Speaker A
Contudo, alguns traços estão ali para demarcar.
Speaker A
Os cabelos brancos, que geralmente é um signo de velhice, embora é mostrado que mesmo quando ela era jovem, ela já tinha cabelos brancos, mas enfim, cabelo branco é um signo de velhice.
Speaker A
E tem também essa expressão tanto impassível dela.
Speaker B
Sim, em termos de personalidade, a Frieren, ela é muito blasé.
Speaker B
Pelo fato dela ser uma elfa, ela tem uma certa dificuldade de entender as emoções humanas, pelo fato dela também ser muito velha, ela tem uma dificuldade de entender o a passagem de tempo para os humanos.
Speaker B
Tanto que o esse grupo de heróis, eles passam 10 anos nessa jornada.
Speaker B
E para ela é algo que passou muito rápido.
Speaker B
Né, e isso, inclusive, afeta a capacidade dela de estabelecer conexões com outras pessoas.
Speaker A
E aqui já começa o ponto que eu acho que funciona como alegoria da velhice.
Speaker A
Todo mundo aqui ou é velho ou conhece alguém que é velho.
Speaker A
E uma coisa que eu acho fascinante sobre envelhecer é o fato de que a gente passa a ter preocupações que são de outra ordem.
Speaker A
Às vezes uma coisa que para nós é mega preocupante, o velho fala, ah, relaxa.
Speaker B
Daqui a pouco se resolve.
Speaker A
Isso aí é dois, três meses.
Speaker A
Isso aí é, ah, no máximo é um, dois, três anos.
Speaker A
Eu lembro que quando um certo imbecil aí estava para se eleger, meu pai falou assim, ah, é só 4 anos, depois esse cara sai.
Speaker B
Ah.
Speaker A
Por outro lado, o velho tem as suas frescuras.
Speaker A
Velho é cheio de mania.
Speaker A
Velho é cheio de cacareco, aliás, isso é uma coisa que caracteriza muito o velho.
Speaker A
Cacareco.
Speaker A
Na casa do velho tem um monte de coisinha penduricalho, a gente tá notando aqui a gente, a gente, conforme a gente vai envelhecendo, mais essas estantes tem frescura, tem bobagenzinha, tem coisa que a gente nem sabe para que que serve.
Speaker A
Às vezes tem um catálogo de roupa de 3 anos atrás, estava ali enfiado no meio dos ninhos.
Speaker A
Por que que aquilo ali tá ali?
Speaker B
Ah, tu estragou a minha próxima frase.
Speaker A
Qual é que era?
Speaker B
Que esses cacarecos, na verdade, são memórias, né?
Speaker A
Sim, mas é esse ponto que eu queria chegar.
Speaker A
E a Frieren, ela coleciona memórias.
Speaker A
Ela coleciona cacarecos, aliás, a vida dela é para ir atrás de cacarecos.
Speaker A
Até porque o grande desafio que era vencer o Rei Demônio, foi, então assim, também não há mais um grande perigo.
Speaker A
Eles vivem um tempo de paz.
Speaker B
E aí o que que ela resolve que vai fazer após a grande aventura, ela vai continuar, ela vai voltar a zanzar por aí coletando coisinhas.
Speaker A
Os grimórios, que são os feitiços que ela vai atrás, funciona quase como a coleção fútil de seja lá o que for.
Speaker A
É coleção de latinha, é coleção de livro.
Speaker A
É coleção de carrinho do Hot Wheels, que imaginando a Frieren colecionando Hot Wheels.
Speaker B
Ah.
Speaker A
E esse estado blasé da Frieren já está no próprio nome, Frieren do alemão quer dizer estar frio, estar gélido.
Speaker A
Então ela é uma mulher fria que está em busca de algo que a aqueça no sentido, obviamente, sentimental.
Speaker A
Não sei se mais para frente do mangá tem algo aí romântico, mas enfim.
Speaker A
Nesse primeiro momento aqui é no aspecto sentimental.
Speaker A
Vamos falar um pouco do grupo de heróis que ela fazia parte, porque basicamente a história toda vai, vai e volta nessa aventura que ela teve contra o Rei Demônio.
Speaker A
Era basicamente um quarteto.
Speaker B
A própria Frieren, o herói Himmel, que era o crushzinho dela.
Speaker A
Embora ela descobriu isso muito tardiamente, aliás, boa parte do dilema tem a ver com isso.
Speaker A
Ela descobriu que ela estava apaixonada por ele muito tempo depois, porque para ela o tempo passa de outra forma.
Speaker A
Então, quando ela se deu conta, já havia passado.
Speaker A
Ele já estava muito velho.
Speaker A
Ela chegou aí no funeral dele.
Speaker B
O clérigo Heiter.
Speaker A
Clérigo defeituoso, que inclusive virou um jargão.
Speaker A
Tá, todo mundo aí fazendo, as juventude, ela é terrível.
Speaker A
As juventude é uma coisa louca.
Speaker A
Eles estão tudo aí agora fazendo perfil no Twitter de clérigo defeituoso.
Speaker B
Será que tá rolando isso?
Speaker A
Eu vi um ou dois.
Speaker B
Eu não tô em nenhum ainda.
Speaker A
E o anão, que é o guerreiro Eisen.
Speaker B
Então, a história vai começar com eles voltando da aventura, eles vão ser receber os parabéns do rei, recompensas e tal.
Speaker B
E no nesse dia, que é no dia da despedida deles, eles vão assistir uma chuva de meteoros, muito bonita, e aí eles decidem se reencontrar dali 50 anos, que é quando vai ter mais uma vez uma chuva de meteoros.
Speaker A
Inclusive, para Frieren é muito tranquilo, é, daqui a 50 anos eu volto.
Speaker A
E eu lembro que me chamou a atenção o sorrisinho do Himmel, dos outros ali do tipo.
Speaker A
Pô, 50 anos, vocês não têm noção.
Speaker A
É muito tempo.
Speaker B
E aí, tá, eles se reencontram novamente dali 50 anos e o Himmel é um velhinho, pequenininho, enrugadinho.
Speaker B
E a Frieren tem até um, ela fica meio chocada, né?
Speaker A
Sim, ela se dá conta do óbvio, que 50 anos para os seres humanos é muito tempo.
Speaker B
E logo depois desse encontro, o Himmel morre de velhice, o que deixa a Frieren muito, muito tocada, a gente tem uma cena assim, que ela chora copiosamente.
Speaker B
Porque ela sente que ela não conhecia o Himmel de verdade.
Speaker B
Mesmo eles tendo passado 10 anos juntos e por causa disso, a partir de então, ela faz o juramento para si mesma de que ela vai tentar estabelecer melhores conexões com os humanos que ela conhecer pelo caminho.
Speaker A
Nessa toada, ela acaba reencontrando o Heiter, que também tá muito velho.
Speaker B
Também um tempo depois.
Speaker B
É importante deixar claro que tem passagens de tempo entre esses reencontros.
Speaker A
E são grandes, né?
Speaker A
São passagens de tempo de meses ou de anos.
Speaker A
E o Heiter tá criando uma menina, que é a Fern.
Speaker A
Que nesse momento é uma criança, mas já mostra uma grande aptidão para magia.
Speaker A
E aí que o Heiter mais ou menos dá uma embalada ali na Frieren para ela passar um tempo com eles.
Speaker A
Ele pede para que ela decifre um grimório X, mas no fundo o grimório é falso.
Speaker A
O Heiter enganou ela.
Speaker A
Que era só para Frieren passar mais tempo e se afeiçoar com a Fern.
Speaker B
E começar a ensinar magia para ela.
Speaker A
Mais do que isso, assumir mesmo o cuidado, né, porque a preocupação do Heiter, que é uma preocupação também de pais ou de cuidadores, como um todo.
Speaker A
Às vezes avós que criam os seus os netos é de que, bom, quem é que vai cuidar quando eu não tiver mais aqui?
Speaker A
Ela ainda é uma criança, eu preciso que alguém cuide, eu preciso de alguém de confiança.
Speaker A
Eu confio na Frieren, mas a Frieren para fazer isso, ela tem que pelo menos topar.
Speaker A
Se afeiçoar minimamente por um ser humano, coisa que para ela é difícil.
Speaker A
Mas dá certo, né?
Speaker B
Dá certo e as duas acabam ficando bem amiguinhas.
Speaker B
Porque também o interessante é que esse grupo de amigos não só se, tipo, o Heiter, ele se preocupa não só com o que vai acontecer com a, com a Fern, mas ele demonstra uma preocupação com o que vai acontecer com a, com a própria Frieren.
Speaker B
Depois que eles se forem.
Speaker B
Daí que vem esse intuito deles estabelecerem novas conexões para ela, porque é algo que para ela é muito difícil.
Speaker B
Porque isso também vai acontecer com o Eisen, que manda o Stark para ser o novo guerreiro dessa nova, desse novo grupo que a Frieren acidentalmente acaba formando.
Speaker A
E aqui vocês já sacaram, se antes havia um quarteto, agora a gente tem um trio.
Speaker A
Que até depois, volta e meia, tem um personagem ou outro colando junto, mas a gente vai ficar nesse trio, que é a Frieren, a Fern, que agora já é uma adolescente.
Speaker A
E o Stark, que também tem mais ou menos a mesma idade ali da Fern, então são dois adolescentes, um aprendendo a gostar do outro de um jeito esquisito.
Speaker A
Porque a Fern é mega travadona, o Stark é desajeitado, meio bobalhão.
Speaker A
E a Frieren fica ali meio como avó deles, mas uma avó que, como um bom velho, também tem traços infantis.
Speaker A
Tem coisas que são muito de criança.
Speaker B
Sim, ela também é cheia das manias dela, o que deixa a Fern bastante irritada em alguns momentos.
Speaker B
E ela tem essas coisas meio bobinhas, do tipo, a Frieren gosta de dormir bastante.
Speaker B
A Frieren perde a noção do tempo quando tá atrás dos cacarecos dela.
Speaker B
Ela se coloca em risco para conseguir uma coisinha que ela nem sabe se interessa.
Speaker B
Então, é uma piada recorrente ela sendo pega por algum mímico.
Speaker B
Que são esses baús que são, na verdade, bichos vivos que te devoram.
Speaker B
Enfim, muitas vezes acontece dela ficar ali presa, porque ela tá atrás de alguma coisa que parece ser tão importante, tão relevante.
Speaker B
Mas é porque ela não consegue resistir de talvez ter achado mais uma coisinha ali que é legalzinha.
Speaker B
Ou seja, tem um aspecto de futilidade nela, mas não no sentido pejorativo, do tipo, ai, pessoa fútil, que raiva.
Speaker B
Não, futilidade banal, essa coisa até gostosa da nossa vida de a gente se dedicar.
Speaker B
De, de se voltar para coisas que são simples, que só fazem relevância para nós, no nosso prazer cotidiano por coisas pequenas.
Speaker B
Contudo, uma nova jornada começa.
Speaker B
Frieren agora tem um outro objetivo.
Speaker B
A Frieren descobre que existe um feitiço que possibilita ao executor de transportar para o além.
Speaker B
Então, ela decide que quer ir para o além para falar com o Himmel mais uma vez.
Speaker B
E aqui já entra esse tópico muito importante da saudade, mas também de uma saudade da velhice.
Speaker B
Ou seja, uma saudade daqueles com quem você viveu, que o tempo já passou.
Speaker B
E que você não está necessariamente querendo morrer.
Speaker B
Mas você quer mais uma vez poder trocar aquela palavra com a pessoa que já partiu.
Speaker B
Porque isso é uma coisa que, inclusive, vai aparecer ao longo do anime.
Speaker B
Pessoas que morreram há muito tempo, que foram muito importantes para nós, uma coisa que também machuca, tem a ver com o fato de que a gente vai esquecendo.
Speaker B
A gente vai esquecendo do timbre da voz.
Speaker B
A gente vai esquecendo de traços.
Speaker B
A gente vai esquecendo de momentos.
Speaker B
Então, aquela pessoa que você sabe que foi muito importante, mas cada vez mais ela vai ficando uma névoa na tua memória.
Speaker B
Inclusive, uma das passagens que eu acho mais bonita é quando eles param ali numa cidade que tem um anão, um antigo guardião ali daquela cidade.
Speaker B
E ele sofre porque ele vive naquela cidade, é ali onde ficava a amada dele.
Speaker B
Só que ele não lembra mais dela.
Speaker B
Ele não lembra nem mais porque ele está ali, ele só sente que ele precisa estar ali e proteger aquele vilarejo.
Speaker B
E aí depois a gente vai descobrir que ele protege aquele vilarejo porque era o vilarejo que a esposa amava.
Speaker B
Mas ele não consegue mais nem lembrar do rosto dela.
Speaker B
Embora depois ali tem um momento de catarse que ele tem um lapso de memória e ele volta a lembrar um pouco do, de como é que ela era.
Speaker B
Então, nota como esse tema da memória vai aparecer o tempo inteiro em Frieren.
Speaker B
O tempo inteiro.
Speaker B
É sempre muito sobre como processar o que já aconteceu conosco.
Speaker B
Como processar o que é importante para nós.
Speaker B
E essa jornada que eles vão fazer para ela, para ela poder falar com o Himmel mais uma vez, eles estimam que vai durar uns 10 anos.
Speaker B
E claro, no meio disso, vão passar por uma série de outras cidades, vai acontecer um monte de coisa.
Speaker B
Novas aventuras vão surgindo.
Speaker B
É praticamente um road movie.
Speaker B
Até essa lógica de jornada, tem Senhor dos Anéis, né?
Speaker B
Eles tudo indo lá para Mordor.
Speaker B
Enfim, eles estão indo para algum lugar, tem que fazer os personagens se mexer.
Speaker B
Então, eles estão indo para algum lugar.
Speaker B
Uma coisa que eu acho interessante na série Frieren, mas também na personagem e em todos os outros ali que compõem a história.
Speaker B
É o quanto que temas germânicos aparecem até mesmo do ponto de vista filosófico.
Speaker B
Um filósofo que eu acho que aparece de maneira atravessada na história de Frieren é Leibniz.
Speaker B
É um filósofo importante porque ele faz um deslocamento interessante entre ser e ter.
Speaker B
Leibniz não pensa muito a partir do ser, do que nós somos.
Speaker B
Mas a partir do que nós temos.
Speaker B
E aqui, por favor, não caímos nessa lógica capitalista.
Speaker B
Ter no sentido de comprar coisas e tal.
Speaker B
Não, não é isso.
Speaker B
É ter memórias.
Speaker B
É ter perspectivas.
Speaker B
Ter relações que compõem quem nós somos.
Speaker B
E, cara, Frieren é o tempo inteiro isso.
Speaker B
A jornada dela é sobre o que que a Frieren, agora a personagem, o que que a Frieren tem.
Speaker B
Ela própria não sabe dizer a si mesma o que que ela tem.
Speaker B
Ela nem sabe direito o que que ela sente pelos outros.
Speaker B
Qual é, qual é o sentimento que ela tem pelos outros?
Speaker B
Daí que se tu for parar para pensar, todas as histórias são variações dessa mesma pergunta.
Speaker B
O que eu tenho e o que eu sou a partir do que eu tenho.
Speaker B
É por isso que a história, ela vai ter várias passagens deles se presenteando, dando presentinhos de aniversário, comprando coisinhas que lembram um ao outro.
Speaker B
Que de novo é uma lógica de cacareco, porque não são presentes mega sofisticados, caros, até são coisas simples, porque eles podem carregar consigo mesmo.
Speaker B
Mas são presentinhos que são muito cheios de significado.
Speaker B
Ou seja, mais uma vez essa ênfase no ter, mas um ter que é da ordem do afeto.
Speaker B
Não é simplesmente um acúmulo de coisas ou algo assim.
Speaker B
E às vezes pode ser até ter uma experiência, quando a Frieren leva a Fern para comer doce numa confeitaria.
Speaker B
E aí a Fern fica deliciada, porque elas não têm muita grana, então não é sempre que elas se dão esses luxos.
Speaker B
Ainda nesse tópico aí das futilidades, das futilidades belas, tem uma passagem em que a Frieren, ela vai atrás de uma flor.
Speaker B
Que seria a flor favorita do do Himmel, para poder criar um campo de flores dessa flor em torno de uma das estátuas do Himmel que tem espalhadas pelo continente.
Speaker B
Aliás, o Himmel é um demarcador, inclusive, cronológico na história, né?
Speaker B
Tantos anos da morte do herói Himmel e pá, pá, pá.
Speaker B
Outros personagens que também são importantes nesse universo aí da Frieren é a mestra dela, que se chama Flame.
Speaker B
E que foi mestra da Frieren 1000 anos atrás.
Speaker B
A Flame era humana.
Speaker B
E é uma coisa até que a Thaís me chamou a atenção assim, que quando vêm as memórias da Frieren na época com a Flame, você daí tem uma mudança na indumentária.
Speaker B
Ah, sim.
Speaker B
Porque a gente vê essa, a, o tempo presente da Frieren, a indumentária dela é toda assim, mais medieval, século XIX e tal, uma misturadinha nesse sentido.
Speaker B
Enquanto a gente olha lá para os tempos antigos, que é o, o tempo que a Frieren dividiu com a Flame, a mestra dela, é toda uma indumentária que remete à antiguidade.
Speaker B
Tu vai ver as pessoas usando lenços na cabeça, uma coisa assim, meio árabe, Jerusalém, Grécia antiga, tudo misturado.
Speaker B
E a Flame, por sua vez, teve uma mestra.
Speaker B
Que essa também era uma elfa, que se chama Zire.
Speaker B
E que tá viva até hoje e que não gosta da Frieren.
Speaker B
E vai ser a Zire que vai organizar o exame de magos, que vai ser o final ali da primeira temporada.
Speaker B
O clímax é que tem clímax em Frieren.
Speaker B
Esse exame, na verdade, é uma certificação, né, que é promovida pela organização de magos do continente, uma coisa assim.
Speaker B
E serve para poder testar e classificar os magos de primeira classe, ou seja, os magos mais poderosos do continente.
Speaker B
E isso te dá uma licença especial para atravessar uma parte do território que é muito perigosa.
Speaker B
Então, o grupo só pode atravessar esse território se tiver junto um mago de primeira classe.
Speaker B
Coisa para a qual a Frieren sempre cagou solenemente.
Speaker B
Mas a Fern, que é toda certinha, resolve fazer o exame, traz a Frieren junto para fazer o exame, porque ela é mais poderosa.
Speaker B
Então, eles pensam, a gente precisa passar esse território.
Speaker B
Vamos botar a Frieren para fazer esse exame.
Speaker B
Ela vai passar e tá tudo bem.
Speaker B
É a partir desse exame que a gente tem uma série de outros personagens coadjuvantes.
Speaker B
Eu não sei o quanto que eles vão ser recorrentes ou não.
Speaker B
Acho que alguns vão voltar.
Speaker B
Mas uma que me chamou muito a atenção, e eu tenho notado que mais gente também se fixou nessa personagem, que é a Ubel.
Speaker B
Porque tem uma coisa que eles explicam muito ali na história.
Speaker B
É que magia é muito imaginação.
Speaker B
Ou seja, você consegue fazer as coisas se você imagina que elas são possíveis.
Speaker B
E é literalmente criar imagens mesmo, criar imagens mentais.
Speaker B
Tu precisa visualizar a magia para ela acontecer.
Speaker B
E isso é uma coisa que é uma regrinha daquele universo.
Speaker B
Que, obviamente, a gente começa a pensar em como é que a gente pode distorcer essa regra.
Speaker B
Ou como é que ela não dá conta de tudo.
Speaker B
Isso é normal em qualquer brincadeira de ficção.
Speaker B
Tá, a regra desse universo é essa, para ser um mago, você tem que imaginar.
Speaker B
E a sua imaginação tem que ser forte.
Speaker B
E aí você começa a pensar no seguinte, tá, uma pessoa sem escrúpulos.
Speaker B
Uma pessoa que não tem limites nas suas fantasias mais obscuras, será que ela é muito poderosa?
Speaker B
E a série, a série Frieren mostra que sim.
Speaker B
Ao que tudo indica, a Ubel é uma maga poderosa, simplesmente porque ela é uma psicopata.
Speaker B
Inclusive, tem uma passagem em que a Ubel vai se encontrar com uma maga lá do, da organização, que é super poderosa e tal.
Speaker B
E ela consegue meio que vencer, embora elas não estão necessariamente numa batalha, ela consegue dominar essa outra maga, porque ela simplesmente consegue se imaginar vencendo ela.
Speaker B
Ela consegue levar a imaginação dela a um outro nível.
Speaker B
Uma outra regrinha desse universo que a gente não falou aqui é que existe uma energia mágica.
Speaker B
Uma espécie de energia cósmica, mística, sei lá, que é mana.
Speaker B
Esse nome mana não é novidade, porque ele é comum em jogos de RPG, é a vida mágica e que tu gasta conforme tu vai fazendo os feitiçinhos nos jogos de RPG.
Speaker B
Eu não jogo RPG.
Speaker B
Mas é, mana não é novidade, eles só pegaram e transferiram.
Speaker B
Se aproveitaram do conceito.
Speaker B
Tá certo a informação.
Speaker B
Porém, o diferencial da Frieren é que ela consegue disfarçar a mana dela a ponto dela conseguir passar quase sem ser detectada por outros seres mágicos.
Speaker B
Inclusive, demônios.
Speaker B
Então, todo mundo é meio que subestima ela, porque, ah, se a mana dela, a mana dela parece ser fraquinha e tal, e.
Speaker B
Inclusive, ela ensina a Fern a fazer a mesma coisa, né?
Speaker B
Sim, embora a Fern não é tão boa em esconder a mana dela como a Frieren, né?
Speaker B
Aliás, mais uma coisa de velhice agora que tá me vindo na cabeça.
Speaker B
Porque esse ensinamento da Frieren para a Fern de, não, disfarça, não ostenta tanto, não exibe tanto.
Speaker B
Fica mais nos feitiços clássicos.
Speaker B
Também são uma discussão que aparece muito, né?
Speaker B
A Frieren sempre fala para a Fern, não, fique nos clássicos, os modernos aí, talvez não sejam tão bons assim.
Speaker B
Que é uma coisa também que a gente ouve um velho falando para ti, né?
Speaker B
Não, não, isso aí, isso é frescura, isso é frescura.
Speaker B
Fica, isso aqui sempre deu certo, funciona assim há não sei quanto tempo.
Speaker B
Fica, fica no básico.
Speaker B
Enfim, tudo isso ao longo da série é mostrado que é eficiente.
Speaker B
A Fern escapa de uma série de problemas, justamente porque no fundo ela é uma criança criada por uma mulher muito velha.
Speaker B
Que dá para ela uma base que é muito sólida, que é muito clássica.
Speaker B
Os outros magos com quem a Fern vai, vai se deparar, eles tiram muito sarro dela de que ela usa feitiços muito rudimentares.
Speaker B
Mas aí a Fern vai lá e vence todo mundo.
Speaker B
Aqui eu acho que tem uma coisa muito japonesa, né, essa valorização do conhecimento antigo.
Speaker B
Dos mais velhos, daqueles que são os guardiões do conhecimento, são aqueles que detêm o que nós somos.
Speaker B
Mais uma vez essa relação ter e ser, que também tá ligado ao pensamento japonês.
Speaker B
Tá ligado ao xintoísmo.
Speaker B
Outras figuras que aparecem, que também são figuras, vamos dizer, anticlimáticas, que mantém, que sustentam muito esse espírito da série.
Speaker B
É o Craft, é o, o elfo maromba.
Speaker B
O elfo maromba.
Speaker B
Que ao que tudo indica, também já foi um grande guerreiro e hoje também vive meio que.
Speaker B
Ele é um monge hoje.
Speaker B
Mas ali eu acho que é muito para apresentar um, pra gente poder entender um pouco melhor isso, essa falta de sentimentos, essa coisa meio blasé da Frieren.
Speaker B
Que não é uma coisa de personagem, é porque ela é uma elfa.
Speaker B
E elfos têm uma psique diferente.
Speaker B
Porque o Craft também é um pouco, um pouco blasé.
Speaker B
E sim, aquela coisa excessivamente focada, né?
Speaker B
Porque até engraçado, eles chegam numa cabana no meio do gelo e o Craft só não tá congelando porque ele tá fazendo exercícios físicos diariamente.
Speaker B
E o tempo inteiro, né, por isso que ele tá marombaço ali.
Speaker B
Tá trincadão, tá fibrado.
Speaker B
O Craft.
Speaker B
Gostosão.
Speaker B
E ele também tem muita dificuldade de estabelecer laços.
Speaker B
Então, eu acho que é mais para entender isso e o que não é da Frieren é, porque ela é uma elfa.
Speaker B
E uma coisa que a gente até já comentou, mas repito aqui.
Speaker B
Que é muito marcante na série.
Speaker B
É o quanto que qualquer coisinha são semanas.
Speaker B
São meses.
Speaker B
Então, por exemplo, eles ficam ali isolados nessa cabana com o elfo maromba.
Speaker B
Ah, uns seis meses, né?
Speaker B
Por aí.
Speaker B
Então, por meses, eles convivem com esse cara.
Speaker B
Por meses, esse cara se torna um companheiro.
Speaker B
Se torna uma pessoa íntima.
Speaker B
Mais uma vez, tem essa coisa dessas intimidades que a gente cria.
Speaker B
Que a gente constrói e depois elas se perdem com o tempo.
Speaker B
A gente passa por isso na nossa vida, caramba.
Speaker B
Às vezes, colegas de trabalho que foram pessoas tão íntimas para ti, tu mudou de emprego, acabou aquela intimidade.
Speaker B
Colega de escola, colega de universidade.
Speaker B
Pessoas que circunstancialmente foram muito próximas de ti e passou.
Speaker B
E é legal isso, como que a série foca demais nisso.
Speaker B
A se parar para pensar, é isso que eles estão o tempo todo.
Speaker B
Jogando na nossa cara.
Speaker B
E outra figura também importante é o novo clérigo defeituoso, que é o Zain.
Speaker B
O Zain, quando criança, tinha um amigo que tinha como sonho ser um aventureiro, né?
Speaker B
Mas aí aconteceu que o Zain acabou ficando para trás, ele não conseguiu partir em aventura juntos.
Speaker B
E aí agora ele encontra com o grupo da Frieren, ele tem a oportunidade de junto com eles.
Speaker B
O Zain, assim, é um homem de lá, seus 30 anos.
Speaker B
Bastante.
Speaker B
Eu ia falar sóbrio, mas ele é um bêbado.
Speaker B
Ah.
Speaker B
É sóbrio de personalidade.
Speaker B
Pois é, porque ele adora também se enfiar, igual o, o Heiter, ele adora encher a cara.
Speaker B
Que é aquela coisa assim, se tu é um clérigo e tu não pode gastar a tua libido em certas coisas.
Speaker B
Tu gasta em outras.
Speaker B
É por isso que.
Speaker B
Mas não diz que não pode.
Speaker B
Tanto que tem essa piada de que ele adora pegar 1000 filhas.
Speaker B
Mas ele não consegue.
Speaker B
E justamente por ele não conseguir.
Speaker B
Ele enche a cara.
Speaker B
Olha, ele queria tanto uma coroa.
Speaker B
Porque tem essa piada de que eles vão, eles vão lá e falam, já que ele gosta de mulher velha, vamos botar a Frieren para seduzir ele.
Speaker B
Só que a Frieren tem cara de criança.
Speaker B
É, daí ele não curte.
Speaker B
Ele quer uma, uma coroa gostosa.
Speaker B
Aliás, isso eu acho um barato sobre os japoneses, né, eles têm uma liberdade para falar disso, né?
Speaker B
Eles estão ali no meio da conversa, eles falam assim, não, mas eu queria pegar uma coroa gostosa.
Speaker B
Ah, é mesmo, é mesmo.
Speaker B
E já puxa o assunto para outra coisa.
Speaker B
Não, e assim, do nada no anime, eles estão lá andando e tal, acontecendo as coisas.
Speaker B
E de repente, o Zai, ai, eu joguei agora, a gente não achou nenhum filezinho.
Speaker B
E eu gosto de um filé bem passadinho, bem passadinho.
Speaker B
Gostosão, acho que só no arco dele é que, de certa maneira, a Frieren traz ele junto.
Speaker B
Meio que para reproduzir a própria memória que ela tem do Heiter.
Speaker B
Uhum.
Speaker B
Só que ela saca que o Zain não é o Heiter e o Zain tem um outro trajeto.
Speaker B
Então, ele fica ali junto com o grupo.
Speaker B
Inclusive, eles têm umas aventuras bem legais.
Speaker B
Mas depois o Zain se separa e segue o seu próprio caminho.
Speaker B
Aí dá até uma peninha quando ele sai da, da história, porque ele, eles acabam estabelecendo uma dinâmica muito, muito interessante.
Speaker B
Porque o Zain vira, tipo, a gente tem a Frieren que é uma velha, a gente tem o Zain como adulto.
Speaker B
E ele vai ajudar a lidar com aqueles dois adolescentes que não sabem lidar um com o outro.
Speaker B
Que ficam brigando o tempo inteiro.
Speaker B
Tanto para essa narrativa anticlimática que a série Frieren procura explorar, tem alguns momentos ao longo da série que isso é endossado mais uma vez.
Speaker B
Ou seja, a história começa depois que a aventura acaba, e você fica pensando, ah, vem uma nova aventura, vem um novo perigo.
Speaker B
E várias vezes eles te dão esse gostinho.
Speaker B
Para logo em seguida tirar de ti.
Speaker B
Tu sente assim, nossa, agora vem um baita de um perigo.
Speaker B
Agora a história engrena.
Speaker B
E não, não.
Speaker B
Tremendamente anticlimáticas.
Speaker B
No bom sentido, de novo.
Speaker B
Isso não é para desmerecer.
Speaker B
Aqui eu tô reforçando a genialidade do, do trabalho.
Speaker B
Uma é quando a Frieren, junto com a Fern, ainda não tinha o Stark na história, se depara com um demônio qual, que ela foi lá ao encontro dele de propósito.
Speaker B
Ela volta lá, porque no primeiro, no primeiro encontro, ela não conseguiu vencer ele, então ela meio que trancou ele em forma de pedra.
Speaker B
Só que ela sabia que em 80 anos esse feitiço ia ser, ia expirar e ela ia ter que derrotar ele de vez.
Speaker B
Só que ela fez isso porque ela precisava que magias mais poderosas fossem desenvolvidas.
Speaker B
Para ela poder usar contra ele.
Speaker B
É, e daí quando a gente pensa assim, que aquele demônio usão, que era o demônio da corrupção.
Speaker B
Pô, um troço mega poderoso, um dos principais ali em volta do Rei Demônio, quando a gente acha que, nossa, isso vai ser uma baita de uma aventura.
Speaker B
É super fácil.
Speaker B
A Frieren derrota ele assim, sem muito trampo, porque passou 80 anos.
Speaker B
Novos feitiços surgiram.
Speaker B
Aquele demônio virou antiquado dentro daquilo que ele usava.
Speaker B
E foi fácil.
Speaker B
Então, ah.
Speaker B
A magia que tornava o qual tão poderoso, ela se tornou obsoleta.
Speaker B
Houve tempo suficiente para que a humanidade conseguisse estudar essa magia e desenvolver boas defesas.
Speaker B
Então, é isso, deu, pronto, acabou.
Speaker B
Outro também que é anticlimático é a lendária espada do herói.
Speaker B
Que aqui é uma típica Excalibur, né?
Speaker B
Uma espada presa na pedra.
Speaker B
E que as lendas dizem que o Himmel conseguiu pegar essa espada e foi com essa espada que ele derrotou o Rei Demônio.
Speaker B
Só que o Stark descobre que a espada ainda está lá.
Speaker B
As lendas que diziam que o Himmel detinha a espada lendária.
Speaker B
Pois bem, eram mentiras.
Speaker B
Eram só lendas.
Speaker B
Himmel conseguiu vencer o Rei Demônio, junto ali com o grupo, junto com a Frieren, sem precisar dessa espada lendária.
Speaker B
Então, mais uma vez, vem essa coisa assim anticlimática agora em termos de mito do herói.
Speaker B
Pô, o cara que conseguiu a espada tal, ele era muito poderoso, mas ele nem conseguiu a espada tal.
Speaker B
E isso na história é uma lição para o Stark, mas também uma lição para nós que estamos assistindo.
Speaker B
Esses personagens são grandiosos, esses personagens conseguiram conquistar muita coisa.
Speaker B
Não tanto a partir de determinados marcos de sucesso, que aqui é simbolizado pela espada do herói, mas por coisas que eles próprios conquistaram entre si.
Speaker B
Pela amizade, pelo vínculo, pelo companheirismo.
Speaker B
Ou seja, dito de outra forma, eles são grandiosos por serem banais.
Speaker B
E agora vamos começar com a treta.
Speaker B
Frieren é racista?
Speaker B
Para começar respondendo isso, vamos contextualizar onde é que começa essa conversa.
Speaker B
No mundo de Frieren, tem demônios, demônios são criaturas que são pura mana.
Speaker B
E eles mimetizam o comportamento humano.
Speaker B
Inclusive, a gente conhece eles na história, quando a gente vê um destacamento ali de demônios tentando fazer uma espécie de trégua.
Speaker B
Diplomática.
Speaker B
É uma missão diplomática com os humanos.
Speaker B
E a Frieren, quando vê eles, fala, vocês estão malucos.
Speaker B
Com demônios a gente não negocia.
Speaker B
Demônio a gente mata.
Speaker B
É, inclusive, é bem intensa, a Frieren vê um demônio e imediatamente ela saca o cajado dela e já tá pronta para atacar.
Speaker B
Ela não, nem pergunta, ela nem fala oi.
Speaker B
E enquanto os mais jovens, inclusive a Fern, começa a dizer, caramba, como a Frieren é intolerante, até de certa maneira, aquela coisa também do nosso dia a dia.
Speaker B
Pô, como velho intolerante.
Speaker B
Como velho implicante.
Speaker B
Só que a Frieren tá, nesse caso, certa, a gente descobre que os demônios, eles são incapazes de ter sentimentos humanos, eles simplesmente emulam sentimentos humanos para se aproximar e poder nos atacar.
Speaker B
Inclusive, uma história que é colocada ali como flashback, que é bastante pesada, era de uma criança demônio que falava mamãe, mamãe.
Speaker B
Foi criada, então, como humana, e um dia matou os seus pais, porque ela só imitava as outras crianças.
Speaker B
Ela não tinha sentimento de filho e pai.
Speaker B
Ela não, simplesmente não conseguia ter esse sentimento.
Speaker B
Ela era um demônio.
Speaker B
E isso é algo que chama a atenção, porque, claro, tem mangá, anime de tudo.
Speaker B
Mas uma coisa relativamente comum de a gente encontrar em mangás/animes, vamos fazer um paralelo aqui meio tosco, sei lá, Dragon Ball, é a constatação de que aqueles que são malvados não são tão malvados assim.
Speaker B
Que existe um ponto onde aquela pessoa pode se tornar um aliado, um parceiro.
Speaker B
Sim, tanto que é super comum o tropo, os inimigos depois amigos, né?
Speaker B
Depois aliados.
Speaker B
É, uma coisa que a gente vê muito, principalmente em Battle Shonen, é o adversário se tornando aliado, né, para enfrentar um novo inimigo.
Speaker B
E às vezes esse novo inimigo, que tá na condição agora de adversário, que depois passa a se tornar aliado, então, uma coisa muito típica é essa distinção entre adversário e inimigo.
Speaker B
E que, por sua vez, são posições fluidas.
Speaker B
No caso de Frieren, pelo menos até onde a gente assistiu, né, que é o primeira temporada do anime, demônio é demônio e fim, cara, fim.
Speaker B
Demônio mata.
Speaker B
E aí, galera, e aí a treta começou.
Speaker B
Porque muita gente começou a ver nisso uma alegoria sobre conflitos raciais.
Speaker B
Estão forçando a barra?
Speaker B
Em alguma dose, tão.
Speaker B
Porém, por outro lado, sobrevive aí uma série de tropos que são sim racistas.
Speaker B
É como a existência de textos, logo do período do início da colonização, até o século XIX.
Speaker B
Até início do século XX.
Speaker B
Que constatam que outros povos, indígenas, africanos e tal, são inerentemente maus, ou infantis, ou sem alma, ou estúpidos.
Speaker B
Ou seja, há uma estigmatização bastante forte e categórica do outro.
Speaker B
Isso é bastante comum na questão do racismo, você tem textos do século XIX que dizem o seguinte.
Speaker B
Não adianta você colocar um homem negro numa roupa elegante e tal, porque ele ainda é um animal vestido de ser humano.
Speaker B
Então, se vocês forem ver, Frieren meio que resgata esses tropos.
Speaker B
Muda ali para os demônios.
Speaker B
E reafirma um personagem que é a velha, que detém esse saber, que pode ser considerado preconceituoso, mas o preconceito está certo.
Speaker B
No contexto de Frieren, o preconceito é mostrado como algo que está certo.
Speaker B
Demônios, realmente, não podem ser pessoas.
Speaker B
Acho que isso acabou incomodando muita gente na internet.
Speaker B
Essa, essa coisa assim, tão preto no branco.
Speaker B
Tão humano, elfos, anões de um lado e demônios do outro, né?
Speaker B
Assim, qualquer possibilidade de diálogo.
Speaker B
Então, assim, estritamente, é uma lógica de raças, é uma lógica de distinção de raças.
Speaker B
Uma dessas raças, que são os demônios, pois bem, ela não, não rola.
Speaker B
Essa raça a gente tem que matar e fim.
Speaker B
E considerando que hoje a gente tem pensado tanto em ficções que consigam alegorizar.
Speaker B
Uma tentativa da gente estabelecer contatos, estabelecer laços com o diferente.
Speaker B
Algo que, inclusive, em Frieren, isso é tão reforçado a partir de outros personagens.
Speaker B
Por tudo isso, essa irredutibilidade da essência maligna dos demônios acaba se tornando um algo que chama a atenção.
Speaker B
Mas quero repetir aqui.
Speaker B
Frieren bebe em tropos racistas, demarca uma racialidade no seu universo.
Speaker B
Mas não necessariamente é uma obra racista, pelo menos não no sentido racista, quando a gente pensa em relação estritamente a preconceito com pessoas negras.
Speaker B
Ainda que também cabe lembrar.
Speaker B
Não tem um único personagem negro na série.
Speaker B
Mas aí tá pra gente entender que é uma série feita por japoneses.
Speaker B
Brincando de idade média europeia, né?
Speaker B
E também tem que levar em conta o que que pode acontecer a partir de agora.
Speaker B
Às vezes, essas coisas que a gente está falando vão ser questionadas, vão ter, vão ser tensionadas ao longo do mangá/anime.
Speaker B
Isso também é uma coisa complicada na internet.
Speaker B
O pessoal julga muito rápido histórias que sequer chegaram ao fim.
Speaker B
Aí fica esse negócio delicado.
Speaker B
Fica essa questão tensa aí de pano de fundo em Frieren.
Speaker B
Não dá para negar isso.
Speaker B
Enfim, tomara que venha mais uma temporada do anime.
Speaker B
Eu tô aqui sofrendo.
Speaker B
Porque eu fui ver os mangás para comprar, metade tá esgotado, porque eu quero continuar lendo.
Speaker B
E eu não sei por onde continuar.
Speaker B
Eu fui ler fanfic para poder satisfazer a minha ânsia de consumir mais.
Speaker B
Mas o fandom é recente, não tem muita coisa ainda.
Speaker B
Enfim, estou sofrendo.
Speaker B
Eu preciso de mais Frieren, por favor.
Speaker B
Só fanfic geralmente tem a chipada, né?
Speaker B
Um com o outro e tal.
Speaker B
Alguém tá se pegando nessa tua fanfic.
Speaker B
A Frieren e o Himmel é padrão já.
Speaker B
Mas tem descrição assim.
Speaker B
Tem.
Speaker B
É, o negócio é assim, é bem gráfico.
Speaker B
Gráfico.
Speaker B
Eles têm desenho junto.
Speaker B
Às vezes.
Speaker B
Ah, tá.
Speaker B
Quer dizer que é explícito.
Speaker B
É explícito.
Speaker B
Que que o Himmel faz com a Frieren?
Speaker B
O que que a Frieren faz com o Himmel?
Speaker B
Quais são as posições preferidas da Frieren?
Speaker B
Tu quer que o vídeo monetize?
Speaker B
Mas o fandom é recente.
Speaker B
Tem pouca coisa boa, entendeu?
Speaker B
Mas tem fanfic do Himmel fazendo cavalinho de mão.
Speaker B
Ah.
Speaker B
Tem fanfic do Himmel mostrando já a espada lendária.
Speaker B
Ele mostrou já a espada lendária dele.
Speaker B
Que, né?
Speaker B
Não tem.
Speaker B
Não tem.
Speaker B
Acabou o vídeo, chega.
Speaker B
Eu não aguento mais.
Speaker B
Esse vídeo tá correndo o risco de ser desmonetizado.
Speaker B
Não, chega.
Speaker B
Mas, ó, se você for atrás do mangá, usa o nosso link aqui da Amazon, que ajuda bastante.
Speaker B
Claro, vai em outros lugares também.
Speaker B
Vai em loja de quadrinho.
Speaker B
Vai em banca.
Speaker B
Mas se for na Amazon, usa o nosso link.
Speaker B
E vão lá brigar com a Panini para ela reimprimir logo, e aí depois que a Panini reimprimir, vocês voltam aqui e usam o link, tá bom?
Speaker B
Usa o link.
Speaker B
Usa o link.
Speaker B
Usa o link.
Speaker B
E para continuar assim nesse clima de fantasia medieval, mas te bateu uma fominha assim.
Speaker B
Quer querendo ver umas receitinhas novas.
Speaker B
Vai ver o vídeo do Angel Mesh, que é fantasia medieval com gastronomia especulativa.
Speaker B
Bem legal.
Speaker B
Para te deixar com água na boca.
Speaker B
Hum, carninha de dragão.
Speaker B
Delícia.
Speaker B
E siga a gente nas nossas outras redes sociais, TikTok, Twitter, Instagram.
Speaker B
Obrigado por assistir.
Speaker B
Valeu, pessoal.
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