Última aula da disciplina sobre produção do conhecimento científico e tecnologias emergentes, focando em validade, ética e avaliação crítica da pesquisa.
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Key Takeaways
- A produção do conhecimento científico exige rigor, ética e revisão constante.
- Avaliar a confiabilidade de uma pesquisa envolve verificar coerência entre problema, objetivos, método e resultados.
- Organização e planejamento são fundamentais para o sucesso nas entregas acadêmicas.
- Reconhecer as limitações das pesquisas é essencial para uma análise crítica e ética.
- A redação científica deve ser clara, sintética e respeitar as normas de citação.
What the video covers
- Início do último encontro da disciplina com orientações sobre frequência e entregas de avaliações.
- Discussão sobre a produção do conhecimento científico e como a ciência organiza e valida esse conhecimento.
- Importância da organização e planejamento para a entrega das avaliações e agendamento das atividades.
- Reflexão sobre o papel do estudante como produtor de conhecimento e a necessidade de prática e revisão constante.
- Análise dos critérios que garantem a confiabilidade e validade de uma pesquisa científica, incluindo coerência entre problema, objetivos e metodologia.
- Discussão sobre limitações comuns em pesquisas, como amostras pequenas e generalizações inadequadas.
- Exemplos práticos para entender a ética na ciência e a importância da transparência e reconhecimento dos limites da investigação.
- Orientações sobre a redação científica, incluindo a elaboração de resumos e o uso correto de citações diretas e indiretas.
- Revisão dos elementos essenciais para formular um problema de pesquisa bem delimitado e sua influência no desenvolvimento do estudo.
- Encerramento com incentivo à formulação de perguntas qualificadas e à reflexão crítica sobre produções científicas.
Chapters
- 00:00Boas-vindas e orientações iniciais
- 06:15Apresentação da aula e atualização de slides
- 10:53Discussão sobre validade e ética na ciência
- 16:08Reflexão sobre o papel do produtor de conhecimento
- 21:13Critérios para avaliação crítica da pesquisa
- 26:13Limitações e fragilidades em pesquisas científicas
- 31:57Importância da transparência e reconhecimento dos limites
- 42:11Elementos para garantir a confiabilidade da pesquisa
- 46:54Orientações para redação e citações científicas
- 52:45Formulação do problema de pesquisa e encerramento
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Speaker A
Boa noite, pessoal. Boa noite. Boa noite. Boa noite. Sejam muito bem-vindos. Estamos iniciando o nosso último encontro da disciplina de Produção do Conhecimento Científico e Tecnologias Emergentes.
Speaker A
Então, sejam muito bem-vindos. uma noite de bastante conhecimento, né? E iniciando a nossa noite, então o código de entrada já está disponível para vocês aí no chat, é o 297 para que vocês possam fazer o registro da frequência de vocês pelo AVA ou pelo Leo
Speaker A
Então, sejam muito bem-vindos. Uma noite de bastante conhecimento, né? E iniciando a nossa noite, então o código de entrada já está disponível para vocês aí no chat, é o 297 para que vocês possam fazer o registro da frequência de vocês pelo AVA ou pelo Leo app, como for da preferência de vocês, pessoal.
Speaker A
Então, hoje se encerra os nossos encontros ao vivo, né, mas ficam aí algumas demandas a serem encerradas, né, por parte de vocês, que são as entregas das avaliações. Então, vocês têm avaliações aí já fando o prazo, né? E é
Speaker A
Eh, apenas um recadinho muito importante, né? Eh, que na verdade é um lembrete sobre as avaliações de vocês.
Speaker A
importante não deixar para a última hora, né? Eh, uma vez que você deixa paraa última hora, vai acumulando outras demandas e aí faz as pressas e acaba se prejudicando, né? Então, tem aí o desafio profissional que tem mais alguns
Speaker A
Então, hoje se encerram os nossos encontros ao vivo, né, mas ficam aí algumas demandas a serem encerradas, né, por parte de vocês, que são as entregas das avaliações. Então, vocês têm avaliações aí já ficando o prazo, né? E é
Speaker A
hora também, né? Então, de modo geral, esse é o recado de hoje, né? Uma atenção muito especial na questão das avaliações de vocês, tá certo? No mais, é isso.
Speaker A
importante que vocês se organizem, né, verifiquem no AVA de vocês se está tudo certo, se falta fazer uma, se falta fazer avaliação ainda, né, e se encaminhar para a finalização eh da disciplina, tá, pessoal? Então, é muito
Speaker A
Beleza, gente, boa noite. Tô só apresentando aqui a nossa nossa aula. Delí. demorando um pouco aqui atualizar se vocês tiverem alguma atualização do meu slide.
Speaker A
importante não deixar para a última hora, né? Eh, uma vez que você deixa para a última hora, vai acumulando outras demandas e aí faz as pressas e acaba se prejudicando, né? Então, tem aí o desafio profissional que tem mais alguns
Speaker A
quer saber, né? Legal. Vamos lá. Vamos começando, né? Começando para a gente não perder muito tempo.
Speaker A
dias para finalizar e entregar. E vocês também têm a avaliação quatro que precisa de eh agendamento, né? Então, é importante que vocês verifiquem se o agendamento já está OK. Se você ainda não fez, realize, não deixe pra última
Speaker A
Vocês tão com muita dúvida em relação a esse tema. Esse é um tema mais amplo, né, mais básico em relação à base de dos cursos.
Speaker A
hora também, né? Então, de modo geral, esse é o recado de hoje, né? Uma atenção muito especial na questão das avaliações de vocês, tá certo? No mais, é isso.
Speaker A
Beleza, gente? Eh, vamos começar aqui, então. Vamos andando e qualquer coisa a gente vai eh entrando aí no caminho dessa dessa dessas dúvidas, caso vocês tenham que eu possa sanar aqui nessa aula. Durante a nossa aula, a gente vai chegar aqui ao
Speaker A
Desejo vocês uma excelente aula. Boa aula, professora. Seja muito bem-vinda. Boa noite, pessoal. Só um segundo, já tô organizando aqui. Vou pedir dois minutinhos, certo?
Speaker A
Vocês viram que a gente falou muito sobre produção do conhecimento científico, como que a gente faz ciência, eh como que no caso a ciência é produzida, como que ela é válida. Hoje a gente tem um um exemplo muito interessante para isso,
Speaker A
Beleza, gente, boa noite. Tô só apresentando aqui a nossa nossa aula. Delí. Demorando um pouco aqui atualizar se vocês tiverem alguma atualização do meu slide.
Speaker A
Então, a gente já descobriu, já discutiu aqui como que o conhecimento é construído, como que a ciência organiza esse conhecimento. E agora no nosso último encontro a gente acompanhou de maneira muito detalhada como que uma dúvida pode se transformar numa pesquisa
Speaker A
Demorando a apresentar agora vai. Beleza, gente. Boa noite. Como vocês estão? Como vocês estão se sentindo também em relação a essa disciplina?
Speaker A
confiar num num estudo sobre vacina? Qual é a nessa, quais são os critérios que são utilizados para aqueles estudos serem validados certo?
Speaker A
Quer saber, né? Legal. Vamos lá. Vamos começando, né? Começando para a gente não perder muito tempo.
Speaker A
forma que ela é escrita, apesar de também apresentarem problemas na maneira como foram produzidos.
Speaker A
Pessoal, hoje a gente vai entrar na nossa quarta aula de Produção de Conhecimento Científico e Tecnologias Emergentes.
Speaker A
Eu tô. Ah, não, na verdade, ainda tô no primeiro slide. Ah, tá. OK. Obrigado.
Speaker A
Vocês tão com muita dúvida em relação a esse tema. Esse é um tema mais amplo, né, mais básico em relação à base dos cursos.
Speaker A
né? Então, como é que você se sente hoje como produtor de conhecimento? Aqui, voltando paraa nossa aula, eh, que que vocês pensam sobre produção de conhecimento? Se você se colocar nesse papel, você se sente confiante porque consegue compreender a lógica de uma
Speaker A
Eh, entendo. Emily, fique à vontade para também caso precise tirar essas dúvidas antes, né, com o professor, professor mediador também, tá certo?
Speaker A
reconhece que produzir conhecimento exige muita prática e muita revisão. Eu concordo em a gente estar em construção, né? Eh, acho que para se sentir muito confiante em em produzir uma pesquisa, a gente tem que ter uma uma uma
Speaker A
Beleza, gente? Eh, vamos começar aqui, então. Vamos andando e qualquer coisa a gente vai eh entrando aí no caminho dessa dessas dúvidas, caso vocês tenham que eu possa sanar aqui nessa aula. Durante a nossa aula, a gente vai chegar aqui ao
Speaker A
Massa, gente. É isso aí. Hoje a gente vai falar mais sobre isso pra gente se tornar um pouquinho mais confiante também, né, em relação a isso. Acho que a gente também tem que reconhecer que é uma profissão, né, fazer pesquisa é uma
Speaker A
nosso último encontro. Hoje é a nossa última aula. Eh, olhando para tudo que a gente veio construindo até aqui, né?
Speaker A
A proposta desse encontro é revisar e consolidar também os conhecimentos das aulas anteriores, que a gente já viu por meio aí de situações interativas, reflexão crítica, uso colaborativo do saber científico. Durante essa aula, a gente vai retomar os aspectos
Speaker A
Vocês viram que a gente falou muito sobre produção do conhecimento científico, como que a gente faz ciência, eh como que no caso a ciência é produzida, como que ela é válida. Hoje a gente tem um um exemplo muito interessante para isso,
Speaker A
esses elementos vão vão aparece aparecerão articulados porque uma pesquisa não são não é só confiável pela presença isolada de um deles, né?
Speaker A
certo? Pra gente acompanhar essa questão da validade, da ética, da ciência produzida no nosso no nosso país, não necessariamente, mas no mundo inclusive.
Speaker A
a pergunta proposta, enfim, os dados sustentam o que o que tá sendo concluído, as fontes foram utilizadas de maneira adequada, os limites da investigação foram reconhecidos.
Speaker A
Então, a gente já descobriu, já discutiu aqui como que o conhecimento é construído, como que a ciência organiza esse conhecimento. E agora no nosso último encontro a gente acompanhou de maneira muito detalhada como que uma dúvida pode se transformar numa pesquisa
Speaker A
ser uma uma questão mais o mais rigoroso possível. Então, vamos lá. Quando a gente veio aqui no no mapa da nossa jornada, né, da nossa eh disciplina, do nosso módulo, quando a gente reuniu toda essa trajetória, a gente conseguiu enxergar
Speaker A
científica mesmo. Então, a gente precisa avançar para uma questão que atravessa tudo isso. Depois de que uma pesquisa foi realizada e que os resultados foram todos apresentados, como é que a gente pode saber que aquele conhecimento merece confiança? Por que que eu devo
Speaker A
passou pela para compreender a ciência, reconhecer que o conhecimento científico tem suas características, suas características próprias, né?
Speaker A
confiar num num estudo sobre vacina? Qual é a nessa, quais são os critérios que são utilizados para aqueles estudos serem validados, certo?
Speaker A
de uma pergunta, depois a gente chegou nos objetivos, metodologia, etc. E agora a gente chega no último movimento, que é transformar de fato a realidade.
Speaker A
Essa é uma pergunta bem importante, porque na vida acadêmica e profissional vocês estão constantemente diante de informações apresentadas como científicas, certo? Algumas vão ser muito bem fundamentadas, outras terão limitações importantes e algumas vão poder também aparecer parecer extremamente convincentes na
Speaker A
pergunta que nos acompanha hoje nessa aula é: O que faz o conhecimento produzido merecer confiança? O que que faz a gente acreditar no conhecimento científico?
Speaker A
forma que ela é escrita, apesar de também apresentarem problemas na maneira como foram produzidos.
Speaker A
Um artigo científico que já foi escrito, submetido numa revista, avaliado, publicado. Ainda assim ele pode estar errado. Quando a gente vê uma informação publicada em uma revista, ela passou, né, ter uma tendência a ela ter, a você associar naturalmente a à verdade. A
Speaker A
Eh, o nosso trabalho hoje vai ser justamente desenvolver um olhar mais criterioso. Oi, professora, desculpa interromper. Eh, a professora tá passando os slides ou não?
Speaker A
num portal de notícia que eu sei que no geral tem uma busca de veracidade em cima daquilo, mas não funciona como também um post no Instagram. Na verdade, uma publicação científica passa por uma série de revisões, uma série de pessoas,
Speaker A
Eu tô. Ah, não, na verdade, ainda tô no primeiro slide. Ah, tá. OK. Obrigado.
Speaker A
Então assim, ela de fato representa uma etapa muito importante para a comunicação daqueles daquele estudo, mas ela não transforma o resultado daquilo numa verdade completamente definitiva. O conhecimento ele permanece sujeito à análise, à verificação, a revisão. Então assim, aquilo que eu falei para vocês na
Speaker A
Então, hoje a gente vai desenvolver esse olhar mais criterioso, como eu tava falando, a gente vai sair um pouco da posição de quem só constrói uma pesquisa e também assumir uma posição de analisar criticamente uma pesquisa científica.
Speaker A
todas essas essas revisões, né, no caso, Porém, o que a gente tá conversando hoje, eh, não é que não é real, não é nada disso, mas a gente vai avaliar de uma forma um pouco mais crítica, certo?
Speaker A
Né? Então, como é que você se sente hoje como produtor de conhecimento? Aqui, voltando para a nossa aula, eh, que que vocês pensam sobre produção de conhecimento? Se você se colocar nesse papel, você se sente confiante porque consegue compreender a lógica de uma
Speaker A
como a pesquisa foi conduzida, a qualidade das evidências apresentadas, os limites das conclusões. Então, pensem aí e reflitam. Quero saber de vocês, se um artigo foi publicado em uma revista reconhecida, isso seria suficiente para vocês confiarem automaticamente nas suas
Speaker A
pesquisa, organizar as ideias, né? Compartilhem aí comigo no chat se vocês tiverem dispostos. Curioso, ainda tem muita dúvida, mas quer aprofundar a compreensão em pesquisa, inseguro, compreende alguns elementos, mas tem dificuldade para reunir em um trabalho também. Em construção,
Speaker A
real, Andrew Wakefield, e a falsa ligação entre vacinas e autismo. Não sei se vocês ouviram falar nesse caso, esse caso ficou famoso e por um acaso essa essa aula tá muito bem atualizada porque a gente tá vivendo um pouco do retorno
Speaker A
reconhece que produzir conhecimento exige muita prática e muita revisão. Eu concordo em a gente estar em construção, né? Eh, acho que para se sentir muito confiante em produzir uma pesquisa, a gente tem que ter uma uma uma
Speaker A
Aqui uma das revistas científicas mais conhecidas internacionalmente. Essa investigação sugeria uma associação entre a vacina tripo viral utilizada contra o sarampo, né, que a gente costuma tomar quando é bem bebê, né, se eu não me engano, cachumba e ruba, e
Speaker A
construção de fato, né? Uma estratégia. Legal, gente. Beleza. É isso aí. Confiante. Muita dúvida em construção.
Speaker A
relação ao conhecimento da sociedade. Eh, e essa ganhou, né, visibilidade na mídia e famílias, profissionais passaram a questionar a segurança da vacinação.
Speaker A
Massa, gente. É isso aí. Hoje a gente vai falar mais sobre isso pra gente se tornar um pouquinho mais confiante também, né, em relação a isso. Acho que a gente também tem que reconhecer que é uma profissão, né, fazer pesquisa é uma
Speaker A
Então ele passa a circular entre profissionais de de pessoas, famílias, meios de comunicação, entre a sociedade de fato. E a forma como esse resultado é produzido e divulgado pode também influenciar os comportamentos e certas decisões das pessoas. Então, por
Speaker A
profissão que requer também muita eh muita vida, muito background, essas coisas. Eh, então vamos lá.
Speaker A
Famílias e profissionais passaram a questionar a segurança da vacina. Então, até então, eu não quero que a gente julgue o estudo nesse momento, olhando para aquilo que a gente já sabe sobre o caso.
Speaker A
A proposta desse encontro é revisar e consolidar também os conhecimentos das aulas anteriores, que a gente já viu por meio aí de situações interativas, reflexão crítica, uso colaborativo do saber científico. Durante essa aula, a gente vai retomar os aspectos
Speaker A
leitura do do conhecimento científico, na leitura científica. Aquilo que foi observado e aquilo que passou a ser interpretado. A partir dessas observações, os dados apresentados, eles envolviam uma amostra de somente 12 crianças. É um n muito baixo. Foram descritas
Speaker A
metodológicos, as escritas acadêmicas, citações, as formas de fazer citações, as formas de referenciar, de ética, de evidências e integridade científica.
Speaker A
Isso de forma isolada ainda não demonstra que o a um evento causou causou o outro, né? A vacina causou esses eventos que rolaram aí com essas crianças. Esse é justamente um ponto muito fundamental quando a gente avalia evidências científicas. Uma ocorrência
Speaker A
Esses elementos vão aparecer articulados porque uma pesquisa não é só confiável pela presença isolada de um deles, né?
Speaker A
Ao mesmo tempo, aquilo que foi a público, né, foi interpretado como uma possível associação entre vacina e autismo. Então observem a distância que começa a aparecer entre essas duas partes. De um lado, a gente tem observações realizadas em 12
Speaker A
Eh, somente pela junção daquilo tudo. Quero que vocês terminem esse encontro conseguindo fazer perguntas mais qualificadas diante de uma produção científica, certo? Problema tá bem formulado. Os objetivos alcançam o que tá sendo investigado. O método consegue responder
Speaker A
vocês pensem, que vocês reflitam. Uma observação realizada com 12 participantes, 12 pessoas no mundo inteiro, certo? O N é ridículo de baixo.
Speaker A
a pergunta proposta, enfim, os dados sustentam o que tá sendo concluído, as fontes foram utilizadas de maneira adequada, os limites da investigação foram reconhecidos.
Speaker A
saúde pública no mundo. Não é, né? Não quero, não quero me meter no pensamento ainda, mas calma, não precisamos responder agora. Apenas pensando no número 12, pensem também no tamanho da decisão que é tomada a partir desses dados, né?
Speaker A
Eh, enfim, essa capacidade de fazer essas perguntas é muito importante, né? É a mais importante, apenas do que memorizar uma norma, uma regra, que a gente já viu que tem várias, né, em relação à metodologia científica, mas também tem várias para
Speaker A
Então, tá, se 12 pessoas disseram que aconteceu isso eh quando tomaram a vacina, o que é que eu faço agora?
Speaker A
ser uma questão mais o mais rigoroso possível. Então, vamos lá. Quando a gente veio aqui no mapa da nossa jornada, né, da nossa eh disciplina, do nosso módulo, quando a gente reuniu toda essa trajetória, a gente conseguiu enxergar
Speaker A
qualquer recomendação, mudança de recomendação. Que é que vocês acham? C é isso aí. Agora que algumas justificativas, né, a gente já pensou, quem escolheu o A, o que fez essa? Alguém escolheu a não, ninguém escolheu a que nunca quem
Speaker A
esses quatro movimentos. O primeiro foi aprender que a gente entendeu como é que a capacidade de produzir conhecimento depende da forma como a gente desenvolve as competências, a forma como cada um entende, cada um aprende. Depois a gente
Speaker A
Guardem essa escolha de vocês. O exercício fica mais interessante a partir daqui, porque agora a gente vai abrir a pesquisa e olhar com mais atenção o que é que aconteceu de fato.
Speaker A
passou pela para compreender a ciência, reconhecer que o conhecimento científico tem suas ca...
Speaker A
Isso limita muito, né, aquilo que a gente pode concluir a partir dos resultados. Uma observação realizada em um grupo tão pequeno não pode ser automaticamente extrapolada para populações maiores, né? Também não havia um grupo de comparação adequado, não
Speaker A
tinha um que a gente chama de controle. Quando a gente usa essa palavra, é que normalmente a gente tem um grupo que aconteceu eh os eventos, as coisas diferentes, né? E tem um outro grupo idêntico ou o mais parecido possível que
Speaker A
não aconteceu nada. Então, o que é que tinha de diferente entre eles? Não existia esse grupo de comparação, certo? Eh, não tem não tinha como eh fazer nenhum tipo de comparação. Toda vida que se faz um um estudo, assim, a
Speaker A
maioria, principalmente em tecnologia, a gente usa o básico e o com mudança. Se for, por exemplo, um estudo de alimentos, um estudo com alimentos em que eu quero saber qual é o não, se o gosto de um pão sem glúten bom,
Speaker A
por exemplo, eu avalio o pão com glúten e o pão sem glúten bom. O normal, o geral é esse aqui. É o pão com com glúten, o pão que a gente come todos os dias. Agora, esse aqui chega a ser tão
Speaker A
bom quanto esse. Então, quando eu tenho um, nesse exemplo, pão com glúten básico, ele é o meu controle. Nesse caso desse desse desse estudo aqui, não existia nenhum tipo de controle. Então, não existia um grupo, um grupo de
Speaker A
comparação. Esse é um problema especialmente importante quando existe uma tentativa de estabelecer causalidade, porque a gente precisa saber o que acontece. também entre pessoas que não foram expostas às condições investigadas nesse estudo ou que apresentam características diferentes. A generalização aqui dos
Speaker A
resultados se torna muito limitada, extremamente limitada. Então, além disso, existia uma fragilidade muito importante na ligação entre aquilo que havia sido observado e a confusão que passou a circular. tinha uma limitação no que eu foi observado e na conclusão que foi tirada desse
Speaker A
estudo. E outra coisa também muito importante é que pesquisas posteriores também não reproduziram a mesma associação. Então, no geral, pesquisas eh são fundamentadas, né? as coisas vão ficando cada vez mais fundamentadas quando elas vão sendo repetidas, né, de forma eh e
Speaker A
assim parecida e vão tendo resultados cada vez mais parecidos. Então, qual dessas limitações aqui interfere mais diretamente na capacidade de afirmar que existe uma relação causal, né? A, no caso aqui, a ausência, a inexistência de um grupo de comparação correto,
Speaker A
adequado, é crítica. para qualquer tentativa de estabelecer uma relação causal, né? Então, por o principal problema dessa relação causal é manter um controle, porque observar que dois acontecimentos ocorreram próximos no tempo não permite essa conclusão que um provocou o outro. o
Speaker A
tamanho também reduzido dessa amostra dessas pessoas, eh, e a impossibilidade de gerar da de generalização, né? Porque eu só tenho 12 pessoas, como é que eu vou generalizar? Também enfraquece muito essa evidência aqui que ele afirma.
Speaker A
é um bom exemplo aqui de como é que várias limitações da metodologia podem atuar de forma simultânea. Então tem um monte de erro, né, como convenhamos, a força de uma conclusão também depende da força do caminho que foi utilizado para
Speaker A
chegar nessa conclusão. E aí ainda a gente não analisou todos os problemas desse caso, tá? Até aqui a gente só viu a metodologia.
Speaker A
Agora vamos para outro lugar que é a confiabilidade científica. Viu todas as as fragilidades da metodologia, mas também tem uma dimensão, né, uma segunda dimensão desse caso que muda ainda mais a forma como a gente avalia a confiabilidade da
Speaker A
pesquisa, que é a integridade científica. Eu tava lendo a a o chat de fato, devia ter ao menos sem criança, mas acho que globalmente precisava ter ainda mais um estudo global, né? Com isso. A as investigações que aconteceram
Speaker A
posteriormente mostraram que tinha, né, as investigações em relação a ao trabalho, havia conflitos de interesse que não tinham sido informados de forma adequada. Quando você vai submeter um trabalho, você tem que assinar uma declaração de que não há conflito de
Speaker A
interesse entre ninguém eh dos estudos ou nada que foi utilizado dentro do estudo. Mas nesse caso aqui ele afirmou que não havia, mas havia. E o autor tinha envolvimento financeiro relacionado a ações contra fabricantes de vacinas. Então esse tipo de
Speaker A
informação precisa ser declarada porque ele pode influenciar ou criar possibilidade de influência sobre escolhas realizadas aí durante a investigação e sobre também a interpretação dos resultados. se ele tinha ações financeiras, eh, envolvimento financeiro com quem fabricava, eh, contra fabricantes de
Speaker A
vacinas, no caso, ele, a intenção, né, ele tinha uma tendência a não querer que as vacinas fossem fabricadas e isso não foi informado em lugar nenhum né?
Speaker A
Eh, e aí durante essa investigação foi descoberto isso tudo, né? Também foi identificado inconsistências e manipulação na apresentação dos dados empíricos lá, além de problemas éticos também relacionados à condução da investigação clínica, né?
Speaker A
Então isso tudo somado a ausência da transparência sobre os fatores que podiam também interferir na na interpretação das coisas que foram encontradas. vocês verem aqui, é uma junção de falta de ética, no caso. Então aqui eu quero chamar atenção paraa
Speaker A
diferença entre aquilo que a gente acaba de analisar e as limitações metodológicas anteriores. Além de ter sido um estudo com metodologia fraca, tinha muito conflito de interesse. É isso. Resumindo, estudo pode apresentar limitações na metodologia, tudo bem, sem
Speaker A
que exista uma conduta ruim, né? Eu posso ter limitação na minha metodologia no sentido de poxa, eu não tenho um equipamento para fazer tal coisa, mas eu vou reunir todos os dados que eu tenho e eu não consigo apresentar esse
Speaker A
[roncando] específico aqui porque a minha metodologia eu não tenho recurso para fazer ele, mas eu tenho para outras análises e eu posso juntar dados baseado naquilo que eu tenho de fato. Então isso tá beleza? É uma metodologia poderia ser
Speaker A
fortalecida, sim, mas não é uma conduta errada. Diferente desse caso aqui, uma amostra pode também ser pequena, né? No caso com a dele, uma desenho experimental pode não permitir também determinada generalização. Pesquisador precisa reconhecer esses limites aí com de com
Speaker A
clareza. muitas vezes até escrever, ah, eu reconheço que o N é baixo, mas fiz de tal forma para que eh reconhecendo que esse N é baixo, mas são pessoas mais capacitadas, por exemplo, né? No caso aqui não, né? É, é
Speaker A
baixo, realmente, são pessoas aleatórias. Mas eu fui fazer a análise de uma cachaça certa vez e eu só tinha 15 pessoas para fazer análise, mas eram 15 pessoas treinadas com certificado.
Speaker A
Então assim, eram pessoas profissionais em análise daquilo ali. Por que que eu tô falando isso? Porque geralmente se forem consumidores, se forem pessoas que não são treinadas, a gente usa 100 pessoas, mas eu só tinha 15. Mas o meu
Speaker A
painel era muito específico, era mais treinado. Então tudo bem, eu tinha a limitação de ter menos pessoas, mas a minha metodologia era bem desenhada, entende? Aqui a gente entra em uma outra dimensão, né? Nada. Quando os conflitos não são declarados, os dados são
Speaker A
apresentados de forma também inadequada, informações relevantes são omitidas. A gente fala de integridade científica. a falta da integridade científica.
Speaker A
E é por isso que a ideia que a gente apresenta aqui é tão importante. O método frágil compromete os resultados.
Speaker A
A falta de integridade compromete a pesquisa como um todo. Então, um método frágil, uma metodologia pobre, digamos assim, simples, ela compromete os resultados, mas a gente vai trabalhar, muitas vezes, pode até conseguir trabalhar com o que tem, mas a falta de
Speaker A
integridade, ela compromete a pesquisa toda. Então não adianta, eu posso ter feito o a melhor pesquisa do mundo. Se eu não falei sinceramente que não existe, não fui transparente com os conflitos de interesse, toda a minha pesquisa vai por água abaixo, né? Da
Speaker A
mesma forma que ainda bem essa aqui foi. E quando essas fragilidades foram investigadas, o caso teve um desfecho bem formal dentro da própria comunidade científica. Aí em 2010, após as investigações, a revista, né, The Lancet retratou o artigo, tirou ele do ar,
Speaker A
afirmou que o estudo não tinha base científica, então ele foi retirado formalmente da literatura e não existe mais. Então depois o Wakefield, que foi o autor, ele perdeu a licença médica. Ele era médico, perdeu a licença por má conduta
Speaker A
profissional. Paralelamente, pesquisas também posteriores, eh, que foram realizadas com os desenhos, um desenho metodológico mais robusto, com a metodologia melhor e populações maiores, mais gente, não confirmaram essa associação que ele confirmou entre a vacina triplace viral e o autismo. Então, esse ponto mostra
Speaker A
uma característica muito importante da ciência que a gente discutiu até agora, né? A publicação de um estudo não encerra o processo científico. É isso que a gente também precisa ter em mente, né? Não necessariamente é suficiente um estudo só para validar uma
Speaker A
informação, certo? É isso. Eh, resultados continuam sujeitos à verificação, comparação com novas evidências e também a revisão.
Speaker A
Porém, um estudo bem feito tem muita validade científica. De qualquer forma, ele precisa ser apoiado por estudos que vêm depois, certo? Com um resultado semelhante.
Speaker A
Então, quando novas investigações mostram que determinada conclusão não se sustenta, o conhecimento precisa obrigatoriamente ser corrigido. A retratação é, nesse caso aqui, é justamente um dos do mecanismos que são mais utilizados pela comunidade científica para avisar que uma
Speaker A
publicação apresenta problemas muito graves, não deve continuar sendo usada como evidência válida. Porém, tem um problema adicional, né?
Speaker A
Tenho mais uma questão em relação a isso. Retirar um artigo da literatura não significa também que vai retirar totalmente essa informação da sociedade.
Speaker A
Isso é um dos problemas maiores, né? é mais simples retirar ele da literatura do que da do da sociedade, das da informação do dia a dia. No caso aqui, mesmo depois da retratação da produção de estudos que não confirmaram essa
Speaker A
associação, e é um estudo antigo, tá? de 98, 99, a ideia que essa vacina poderia estar relacionada ao autismo continuou totalmente circulando. Até que até hoje, na verdade, tem pessoas que acham que esse estudo é válido, só que não. A
Speaker A
desinformação já tinha sido ultrapassada, o o ambiente acadêmico, né, o ambiente médico, o ambiente acadêmico, o ambiente farmacêutico.
Speaker A
e tinha chegado essas famílias a profissionais, a sociedade, né? A desconfiança aí em relação a essa vacina contribui pra redução da adesão à vacinação e pra permanência de um de discursos aí desinformativos, né?
Speaker A
Eh, e é aqui que a ética e a comunicação científica se encontram quando esses resultados são apresentados de uma maneira muito exagerada. precipitada, sem respeito aos limites das evidências, né? Porque no caso aqui ele fazia uma conclusão exagerada,
Speaker A
além dos limites das evidências que ele tinha, além de ter uma metodologia pobre e etc, ele afirmava com toda a certeza e isso acontece por causa disso. E só que isso, esses resultados que ele apresentou iam muito além da pesquisa
Speaker A
dele né? No caso aí quando você, né, não tem os limites, não respeita os limites, as consequências disso tudo podem ultrapassar completamente o estudo original. Então, que que uma informação incorreta né reflitam pode continuar produzindo defeitos sociais mesmo depois de sido
Speaker A
cientificamente refutada, né? Uma possível explicação para isso justamente é a diferença entre produzir uma correção científica e desfazer uma crença que já circulou completamente.
Speaker A
Eh, a informação inicial, né, que existiu pode ter alcançado milhares de pessoas, ter sido repetida inúmeras vezes e incorporada numa percepção anterior. A retratação, por outro lado, nesse caso, dificilmente vai alcançar a mesma o mesmo público, produzir a mesma repercussão, dá muito
Speaker A
trabalho, né? Ah, era verdade isso, agora não é mais. Aí para chegar o o a retratação depois de ter feito o caos e a bagunça, é muito mais complicado, né?
Speaker A
Eh, esse caso aqui ajuda a gente aqui também a compreender que comunicar a ciência envolve responsabilidade sobre esses efeitos, né, daquilo que a gente coloca em circulação como verdade, né, envolve muita responsabilidade, no caso, produzir uma ciência de respeito,
Speaker A
né? Então, agora que a gente já entendeu o caso de forma muito completa, eu vou voltar aqui. Qual o aspecto que comprometeu mais a confiabilidade dessa publicação?
Speaker A
Que que vocês acham, né? Pode ser a amostra inadequada, a metodologia que foi insuficiente, conflito de interesse, a falta de transparência, divulgação precipitada, as consequências sociais que ela causou. Podem escolher mais de uma coisa, mas eu quero que vocês pensem
Speaker A
numa justificativa, né, em relação a cada um. Não basta dizer que foram todos os todos foram importantes, sabe? Tentem pensar assim, como é que uma fragilidade pode favorecer a próxima, né, numa sequência?
Speaker A
Essa é uma conexão de de ponto muito central. A amostra reduzida, no caso, limita a força das conclusões. A metodologia, que foi insuficiente, também enfraquece a capacidade de estabelecer essa causalidade que ele afirmou. O conflito de interesse, a
Speaker A
falta de transparência também compromete a confiança no modo como aquilo foi conduzido, né? Tanto a confiança nisso como no na própria pessoa, né? no próprio pesquisador. Tanto que ele foi completamente excluído de do do ambiente de trabalho. Ele não não tem como, né,
Speaker A
acreditar no em algo que foi produzido por essa pessoa. Uma conclusão eh divulgada com força maior do que as evidências também permite e amplia o problema para fora da pesquisa, né? Os erros eles não ocorrem de forma isolada,
Speaker A
mas eles formam uma cadeia de fragilidade. Exatamente, Sara. Uma coisa leva a outra, né? Como se fosse um um castelo de cartas, vai tudo se derrubando.
Speaker A
Então, o caso ele permite que a gente organize cinco elementos que sustentam a confiabilidade da pesquisa. O primeiro é a coerência entre problemas e objetivos, né? O problema e o objetivo, eles têm que ser coerentes. Um tira do outro, né?
Speaker A
Um vem do outro. A investigação precisa saber exatamente o que ela pretende responder. Se a se uma pergunta ela é mal feita, os objetivos podem apontar outra coisa, uma outra direção. Então, todo o resto do estudo já começa
Speaker A
totalmente comprometido. O segundo é a metodologia adequada. No caso, esse método tem que permitir alcançar os objetivos que foram formulados anteriormente, né, a partir da pergunta.
Speaker A
Esses objetivos têm que ser todos respondidos na conclusão também. Terceiro pilar são as evidências consistentes. As conclusões, nesse caso, elas precisam corresponder estritamente aos dados encontados. Se eu respondo um algo que o meu dado não falou, eu não tô
Speaker A
sendo coerente, entende? Eh, se eu não avaliei, eu não consegui avaliar em relação a cheiro doce num brigadeiro. Eu não pedi isso na metodologia. Como é que eu posso avisar que o dizer que as pessoas disseram que tinha cheiro doce se eu não perguntei na
Speaker A
minha metodologia? Ah, mas eu sei que tem. Eu tô sentindo que tem e eu sou a pessoa que tô escrevendo. Não adianta. Eu tenho que ter resposta para cada coisa que eu falei que existia.
Speaker A
Quarto pilar muito importante, é a ética e integridade. Os conflitos, as limitações, os procedimentos, eles têm que ser ditos com total transparência.
Speaker A
Se você foi financiado pela empresa que você tá avaliando aquela levedura, você tem que falar que foi certo. Eh, por quê? Porque isso pode render, né, eh, perguntas, eh, influência. Ah, eu tô dizendo que aquele aquele aquele biscoito que eu avaliei é muito gostoso,
Speaker A
tá? Mas quem quem me deu dinheiro para fazer essa pesquisa foi a Balduco, a dona do biscoito. Então tenho que falar que foi. Não é proibido que tenha sido, mas eu financiado de qualquer forma. Mas eu tenho que avisar que foi que foi
Speaker A
feito, porque a hora que eu disser que ele tá bom, alguém pode desconfiar. Tá bom. Por quê?
Speaker A
Ah, então vou lá na metodologia e ver o que que as pessoas falaram. Certo?
Speaker A
Eh, e o quinto pilar é a comunicação responsável, né? Nesse caso aqui, os resultados não devem ser ampliados ou divulgados além do que as evidências permitem. É isso. Eh, eu não posso falar que tem cheiro doce, uma coisa que eu não
Speaker A
avaliei que tinha. Então, eu não tô falando, eu tô eu tô indo além do meu limite nessa, nessa pesquisa. Aquela pesquisa não responde isso, né? Então, a confiabilidade científica resulta da relação mútua entre todas essas etapas da pesquisa.
Speaker A
Até essa hora agora a gente a gente analisou um caso que já foi conhecido, né? E a gente observou como é que diferentes fragilidades podem comprometer uma pesquisa toda. Agora a gente vai mudar a nossa posição dentro da aula. Vocês aqui vocês vão receber,
Speaker A
né? Finjam que vocês receberam um manuscrito, vocês são revisores de revista, receberam um manuscrito fictício que tá sendo avaliado antes da publicação. O tema é relevante, mas a gente tem prováveis problemas na construção, na fundamentação, eh, e no no no contexto como um todo. E
Speaker A
aqui a nossa tarefa vai ser fazer a revisão crítica desse trabalho. Então vamos localizar os problemas estruturais normativos, depois pensar em possíveis correções, possíveis adequações e ao longo desse processo fazer uma pergunta que precisa sempre tá dentro da gente a hora que a gente for
Speaker A
avaliar uma coisa, uma um trabalho científico. A falha que encontramos compromete apenas a escrita ou compromete a própria pesquisa?
Speaker A
Eh, se eu avalio o que é aquela falha, só um ajuste na escrita, uma citação, uma fundamentação um pouco maior de outras pesquisas para mostrar que aquilo é real, é suficiente, então eu posso até aceitar o artigo para revisão. Ah,
Speaker A
revise tais coisas se texa que pode melhorar um pouco a sua fundamentação, a forma como você explica. Eu sei que provavelmente você tem esse dado, então coloque aqui.
Speaker A
Mas se você encontra uma falha na metodologia, a não foi feito como deveria ser feito, não foi feito nem em duplicata, nem muito menos em triplicata. Isso compromete a própria pesquisa, então vai vai ser rejeitado. Seu trabalho, não tem como
Speaker A
ser publicado. Entende a diferença das coisas? Então essa distinção é muito importante, né? Erro de referência pode pode corrigir, mas um problema que não resolve somente reescrevendo um parágrafo, por acaso você tem que precisar de precisaria de mais dados, de
Speaker A
um novo dado e aquilo ali totalmente não vai ser aceito. Eh, então ela precisa ser remanejada, reconduzida certo?
Speaker A
Então vamos lá. Diante do da gente tá aqui o trabalho que vai ser analisado, eh, o título proposto é uso noturno de telas qualidade e qualidade do sono entre estudantes universitários.
Speaker A
Antes de procurar um erro, eh, quero que vocês façam uma leitura inicial, né? Pelo título, a gente consegue identificar alguns elementos importantes. O tema, no caso, envolve o uso de dispositivos eletrônicos no período da noite. A população são
Speaker A
estudantes universitários. aqui o propósito declarado é também analisar possíveis relações com a qualidade do sono, né, desse uso de de telas noturno.
Speaker A
E o trabalho foi apresentado como uma revisão bibliográfica, que significa que ele essa pessoa pegou todos os trabalhos falando sobre isso e juntou.
Speaker A
Então pensem que informações específicas a gente esperaria encontrar em um trabalho com esse título, né? Se o foco que tá aqui no uso de noturno de telas e na qualidade do sono, faz sentido encontrar uma discussão muito ampla
Speaker A
sobre qualquer tecnologia digital, qualquer em relação a isso, ou precisa a gente encontrar evidências relacionadas diretamente à exposição noturna, ao sono, a estudantes, né? Então essa primeira leitura, ela já mostra aqui uma coisa importante sobre revisão científica, né? Antes da gente entrar em
Speaker A
detalhes, o título cria uma expectativa sobre aquilo que a gente vai ver, né, que a gente vai ler. E a partir daqui a gente vai verificar essa estrutura.
Speaker A
Começando aqui pelo primeiro critério, coerência entre o problema, o objetivo e a metodologia. Eles estão direcionados pra mesma coisa, pra mesma investigação, né? Aqui a gente tem problema como os itelas interferem na vida de estudantes universitários.
Speaker A
O objetivo seria analisar os efeitos da tecnologia na sociedade contemporânea e a metodologia seria leitura de artigos sobre sono, redes sociais, tecnologias digitais. Eles estão direcionando pra mesma coisa. Aqui a gente tem três problemas diferentes, mas eles estão
Speaker A
relacionados, né? Primeiro, tá na própria pergunta da pesquisa. Ela é muito ampla. Quando a gente utiliza uma expressão como interfere na vida, a gente abre muitas possibilidades.
Speaker A
Atividade física. Que que interfere? Atividade física. Sono, saúde, mental, né? O tema inicial é especificamente o uso do noturno de telas e a qualidade de sono. Mas essa delimitação sumiu, né? tá muito amplo. O objetivo aqui geral apresenta uma uma fragilidade
Speaker A
ainda maior nesse caso, que é analisar os efeitos da tecnologia na sociedade contemporânea, que tá totalmente desalinhado com a investigação que foi proposta. a gente sai de um grupo específico, que é são os estudantes universitários, de uma exposição
Speaker A
específica, que é o do uso de telas e de um desfecho específico, que é a qualidade do sono para uma questão extremamente ampla sobre tecnologia e sociedade.
Speaker A
Tá muito desalinhado, mesmo que esse objetivo seja válido para uma outra pesquisa, não é necessariamente para essa. Já a metodologia só fala que vai ser realizada a leitura de artigo sobre o sono. Essa descrição é vaga, não mostra um método muito claro. Como é que
Speaker A
você vai fazer essa leitura, né? A ideia é responder isso. O ponto mais importante é que essas três fragilidades não devem ser vistas de forma isolada, certo? Quando o problema é muito amplo, o objetivo perde o foco, a metodologia também toma um caminho que
Speaker A
não é delimitado, né? Então agora vamos reorganizar esses três, esses três problemas, né? E vamos ver como é que a estrutura mudaria.
Speaker A
Vejam, quando a gente reestrutura essa relação, né? O aí o problema passa a perguntar: Quais relações são descritas na literatura entre o uso noturno de telas e a qualidade do sono dos estudantes universitários, né? Aí o objetivo, já a formulação do objetivo
Speaker A
também muda. Vira analisar as evidências científicas sobre a relação entre os noturno de telas e a qualidade do sono dos estudantes universitários. Veja como tá muito mais específico. E a metodologia ela complementa, né, essa sequência quando ela indica que a
Speaker A
revisão bibliográfica dos estudos sobre exposição a telas, né, vai ser feito sobre e sobre exposição noturna e telas e qualidade do sono universitários. Então, não só fala que vai ler metodologia, né, revisão bibliográfica, ela fala sobre exatamente o que vai ser visto. Então,
Speaker A
agora existe uma continuidade entre essas três partes. Não tem elementos caminhando em muitas direções, né? Isso é uma regra bem simples aqui. A regra de ouro, problema pergunta, o objetivo indica e a metodologia apresenta um caminho, certo? Então, com a essa
Speaker A
estrutura principal bem coerente, que é a primeira coisa que deve ser analisada numa correção de trabalho científico, a gente vai entrar na escrita, certo? Que é que, ops, leiam aqui essa inspeção do do resumo, né? A este artigo fala sobre
Speaker A
o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos por estudantes. Primeiro apresentaremos alguns conceitos sobre tecnologia, depois falaremos sobre o sono, sobre sono e mostraremos exemplos encontrados em artigo. Por fim, concluímos que o uso excessivo de telas faz mal e pode ser reduzido. O que é que
Speaker A
precisa ser corrigido nesse nesse trecho, né? Pensem aí, reflitam aí. A gente pode, vocês podem escrever no chat se vocês quiserem.
Speaker A
Vejam que observar mais do que a gramática ou a escolha das palavras, né? Vejam também, perguntem se eu consigo descobrir qual foi o objetivo nessa nesse resumo. Eu sei como é que a pesquisa foi realizada? Tem algum resultado apresentado?
Speaker A
Conclusão tá sustentada por alguma informação? A linguagem tá adequada a um resumo científico. Primeiro eu começo da linguagem, né?
Speaker A
Vamos lá. O que que precisa ser corrigido? Guardem aí o que é que vocês identificaram, porque a gente vai ver o diagnóstico completo.
Speaker A
Tem vários problemas em poucas línguas, tá? O objetivo, a princípio, não tá claramente formulado. Quando o texto diz que o artigo fala sobre determinado assunto, mas isso não informa qual foi a investigação que ele fez. Fala sobre como só fala sobre, né? A metodologia
Speaker A
também não tá descrita, né? Dizer que vão ser mostrados somente exemplos encontrados em artigos não explica como é que esse artigo foi buscado, como é que ele foi selecionado, como é que foi analisado. O outro problema é que os
Speaker A
resultados foram substituídos por uma opinião genérica, né? Faz mal. Não, a gente não sabe o que os estudos analisaram de fato, né? Não, não foi efetivamente dito o que encontraram. E aí em seguida vem uma conclusão muito ampla dizendo
Speaker A
que o uso de telas faz mal e precisa ser reduzido mesmo sem nenhum dado apresentado que sustenta essa informação. Tá pobre, né? Esse resumo e mal escrito. Ainda também tem o uso da primeira pessoa. Apresentaremos, eh falaremos concluímos
Speaker A
eh, [limpando a garganta] poxa, além de uma expressão imprecisa também, como o faz mal. né? Faz mal em relação a quê, né? Pouco compatível com a precisão esperada de uma comunicação científica, né? Tem que ser um pouquinho mais
Speaker A
preciso, mais correto. O resumo nesse caso, ele também funciona como um tipo de anúncio que vai que o texto vai fazer. Então, primeiro isso, depois aquilo, por fim, outra coisa. Eh, tem que dizer um um pouco do é
Speaker A
literalmente um resumo do trabalho em tudo, só que um resumo amplo, né? Resumo científico, ele precisa sintetizar e não funcionar como um roteiro de leitura. Tipo assim, primeiro eu vou falar disso, depois vai vir isso, depois isso. Não, ele é um resumo mesmo. Então
Speaker A
ele precisa dizer parte da metodologia totalmente resumida, eh parte dos objetivos de forma muito resumida e a conclusão também de forma muito resumida. E um pouquinho de introdução, uma introdução que você faz, vamos falar sobre o nível de resumo, né? Introdução
Speaker A
que você usa duas páginas inteiras eh para falar sobre, no resumo você usa duas linhas.
Speaker A
Então, é um resumo, mas tá todo definido, certo? Em é em relação ao ao texto todo.
Speaker A
Então, veja uma coisa e ainda também aqui falta as palavraschaves, viu? No resumo que também tem que ter.
Speaker A
Então, veja uma coisa bem importante. Alguns desses problemas são claramente da escrita, mas também outros começam a tocar uma capacidade de compreender o estudo.
Speaker A
Se o objetivo, método, resultado, conclusão não aparece de um jeito adequado, o leitor aqui tem dificuldade de avaliar o que foi feito, né? Então, vamos para uma uma versão revisada. A primeira parte apresenta, né, o objetivo, né, assim, resumidamente, o estudo
Speaker A
analisou as evidências científicas sobre a relação entre o uso noturno de dispositivos eletrônicos e qualidade de sono de estudantes universitários.
Speaker A
Eh, em seguida a gente aparece a metodologia. Foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos que investigaram tempo de exposição, horário de utilização, indicadores relacionados ao sono. E depois a gente tem resultados. Os estudos analisados associaram maior exposição noturna a
Speaker A
telas e e alterações no horário de adormecer, menor duração de sono e pior percepção da sua qualidade. E depois a gente tem uma linha de conclusão. Os resultados indicam a necessidade de orientar o uso consciente desses dispositivos no período da noite. Fora
Speaker A
as palavraschavem. dispositivos eletrônicos sono estudantes universitários. Então, a diferença está na função do resumo. Agora, ele, né, mostra ao leitor, permite que o leitor compreenda muito rápido o que é que foi investigado, como foi feito, o que é que foi encontrado, a
Speaker A
conclusão que chegou. Então, essa é uma boa forma de revisar um resumo. Em vez de perguntar se ele tá bem escrito, veja aí se você consegue localizar essas partes, né? objetivo, metodologia, eh resultados e conclusão. Se você conseguir delimitar, o resumo foi bem
Speaker A
feito. Eh, beleza. Agora a gente faz a inspeção ops inspeção de citação, citação indireta.
Speaker A
Nesse caso aqui, vamos para um outro ponto muito frequente na escrita acadêmica, que é a citação indireta.
Speaker A
A gente tem a seguinte afirmação: uso de dispositivos eletrônicos durante a noite prejudica o sono porque mantém o cérebro ativo, dificulta o relaxamento necessário para dormir. Eh, e seguido da indicação, Silva 2022, página 34. A pergunta aqui agora é mais exigente,
Speaker A
certo? Quero que vocês evitem olhar apenas pra forma da referência. O que é que precisa ser verificado antes da gente considerar uma citação adequada pro artigo, né? Eh, não somente a forma que tá escrita. Indicação do autor, ela
Speaker A
tem que tá presente, beleza? O ano também, mas a gente tem uma página. Isso é suficiente?
Speaker A
Tá suficiente isso aqui? Lembrando que é uma citação indireta. Então você tá usando eh escrevendo com as suas palavras uma parte do estudo de Silva 2022. Não é uma citação idêntica a a forma como ele escreveu. Pensem no que caracteriza uma
Speaker A
um essa citação indireta, né? A gente precisa saber se essa ideia foi compreendida e realmente reescrita, se corresponde ao sentido apresentado pelo autor no trabalho original dele, se a redação não acrescentou informações que eu esse estudo não apresentava, se isso
Speaker A
tá realmente correto. Então, dessa vez, nessa expressão que não é somente eh normativa, né, que não busca somente a forma certa de escrever, a gente precisa ver também a fidelidade dessa paráfrase que foi utilizada, se tá correto, né? Então, para critérios
Speaker A
dessa validação, quando ele foi reescrever a ideia, ficou perfeitamente compreendida e reescrita com as próprias palavras. Então isso isso é um critério.
Speaker A
Eh, depois mesmo depois dessa reconstrução, a origem intelectual continua pertencendo ao autor consultado. Então, a autoria e o ano precisam ser informados. A gente tinha aquilo ali.
Speaker A
A página pode ser incluída, mas não é obrigatório nesse tipo de citação, porque a gente já viu que ela é indireta, então não preciso ter necessariamente a página.
Speaker A
Então, a presença da página nesse exemplo não era só assim por si só um problema principal tá?
Speaker A
O outro critério muito importante é que trocar algumas palavras isoladas por sinônimo não constrói uma paráfrase correta, adequada, não é só isso, né? Se a estrutura, a construção do texto permanecem praticamente iguais às da fonte, o pesquisador não realizou uma
Speaker A
uma reescrita verdadeira, né? Ele não reescreveu corretamente. Tem um cuidado talvez mais importante, que é a paráfrase não pode ampliar o sentido do texto original, certo? Isso porque aí já você vai tá inventando coisa que a pessoa não falou.
Speaker A
E quando a gente escreve uma ideia, a gente precisa preservar tudo que essa evidência sustentou, certo? Então esse é um ponto bem relevante paraa comunicação científica. A gente pode citar muito correto eh o autor e ainda assim interpretar a informação de um jeito
Speaker A
inadequado, né? A fidelidade a essa fonte que você pesquisou não depende somente de colocar a referência no fim da frase. Ah, fulano falou outra coisa.
Speaker A
Beleza, mas eu vi esses critérios, eu tô correto na minha citação, eu tô falando exatamente o que o autor tá descrevendo.
Speaker A
Eu tô escrevendo com as minhas palavras, mas eu tô comentando exatamente a mesma coisa. É isso que você tem que avaliar.
Speaker A
Então aqui na versão revisada, a exposição a dispositivos eletrônicos no período noturno pode interferir em comportamentos relacionados ao início e à duração do sono entre estudantes universitários. Silva 2022, veja que já tirou aqui a página, certo?
Speaker A
Então o que que foi corrigido? A redação totalmente reconstruída, uma paráfrase de fato, a linguagem mais cautelosa e científica, evitando o determinismo do texto original, a manutenção correta da autoria sem a necessidade da página, retirada da relação causal biológico,
Speaker A
mantém o cérebro ativo que não estava suficientemente demonstrada pela fonte. Então, eu não posso inventar novas verdades que não foram ditas naquela referência que eu tô usando.
Speaker A
Já a gente quando for fazer, né, vamos para uma situação diferente que no caso no da citação indireta.
Speaker A
Nesse caso aqui o pesquisador decidiu reproduzir exatamente as palavras do autor. Então eu tenho uma citação direta certo?
Speaker A
Então, veja uma frase com atenção. Segundo Souza, o uso de telas durante a noite modifica os hábitos. Quais foram os elementos que precisam ser urgentemente corrigidos nessa frase, né?
Speaker A
Façam a primeira inspeção. Na citação direta tem um cuidado maior aqui em relação a comparada à indireta, né? Como a gente tá afirmando que aquelas foram ex as exatas palavras que o autor falou, a gente precisa deixar isso muito claro
Speaker A
para quem lê. E a forma de apresentação precisa ser diferente daquilo que foi escrito, né? Precisa ser distinguir realmente aquilo que foi escrito. Então aqui vamos para os diagnósticos dos erros.
Speaker A
Aspas estão em toda a frase, elas têm que vir para cá depois da citação, certo? incluindo a expressão introdutória. Segundo Souza, não, eu só coloco aspas na coisa que eu vou copiar exatamente da forma como tava escrito no
Speaker A
texto original. Sobrenome integrado na na na frase em caixa alta. Isso tá errado. É só a primeira letra que é encaixa alta. Volta uma vírgula aqui.
Speaker A
Não tem o número da página porque agora como é uma citação direta, eu preciso de um número da página.
Speaker A
Pontuação também tá errada entre a introdução e a citação em si tá errada. O texto citado precisa permanecer exatamente como na fonte. Então, talvez esteja um pouco diferente. Já aqui na revisada, ó, segundo Souza, eu já coloquei as letras no formato correto,
Speaker A
coloquei o número da página e as aspas aqui, eh, somente no lugar que que deveria ser, né, que é exatamente a mesma frase copiada.
Speaker A
integrada, ano e página, trecho literal, exclusivamente entre aspas, e a reprodução exata das palavras do autor.
Speaker A
Já se for uma citação direta longa, eh, a gente tem essa daqui que a gente encontra um trecho desse manuscrito, Almeida 2020, que é que tá inadequado, né?
Speaker A
Considerando que a gente tem uma citação mais de mais de três linhas, vejam aqui que a gente tem outras outras regras quando é uma citação um pouco mais longa né?
Speaker A
Então vamos para o diagnóstico. Então uso indevido de aspas, uma citação muito grande, ela não usa aspas, só se ela for curta, mas de três linhas, tá?
Speaker A
uma ausência total de destaque em bloco. Lembra que quando a citação direta ela é maior, ela precisa estar recuada no cantinho, então ela tem que ter um destaque maior no texto. Então a falta do recu padronizada, a fonte
Speaker A
espaçamentos iguais aos do texto principal, ela tem que tá recuada com uma fonte diferente, um espaçamento diferente para ficar muito óbvio que ela é uma citação direta. Ausência da indicação obrigatória de página, né? eh integração inadequada e abrupta ao
Speaker A
parágrafo principal. Isso tudo demonstra a mesma mesmo problema, falta de recuro. Ela tem que tá assim, com recu de 4 cm da margem. Eh, segundo Almeida, ele não pode estar dentro do mesmo parágrafo, né? Porque isso daqui já significa que
Speaker A
não é algo que ele escreveu, né? Porque eu tô falando que foi Segundo Almeida. O que ele realmente escreveu foi isso aqui, uma fonte de um tamanho menor, espaciamento simples, ausência de aspas, indicação da autoria e ano bem
Speaker A
explícitas. Então agora paraa última inspeção dessa etapa, que seria a referência que aparece lá no final, a referência completa.
Speaker A
Vejam com atenção que precisa ser revisado. Silva João, Sônio e Tecnologia Digitais, São Paulo, beleza? 2022. Para esse tipo de referência, que é aquela que você escreve o nome do trabalho todo, eh tem uma estrutura própria. Cada elemento
Speaker A
ajuda o leitor a identificar uma precisão da fonte que foi utilizada. Então, a princípio, você vai escrever o nome daquele autor em caixa alta, o sobrenome, no caso. Depois, quando for um livro, destaca o título da obra, destaca de que forma? Pode ser
Speaker A
por exemplo, pode ser em itálico, por exemplo. Quando for artigo, destaca o nome da revista. Nesse caso aqui, a BNT usando o eu falo itálico quando for em outras regras, tá?
Speaker A
Terceira, né? Terceira situação. A próxima coisa, indicação da edição. Se foi aplicável, qual foi a edição? Número qual.
Speaker A
Depois o local da publicação, depois a editora que foi responsável, o ano da publicação e a correspondência exata como o texto, com o texto.
Speaker A
Correspondência exata é um link do artigo possível, né, que você consegue colar no seu navegador e encontrar.
Speaker A
Aí lá vai a visão, a versão revisada. Silva João ou Silva J em algumas em algumas regras. Eh, sono e tecnologias digitais, aqui o título em destaque, a edição, a cidade que foi publicada e a editora acadêmica que foi quem publicou.
Speaker A
Eh, e o ano 2022, um diagnóstico preciso e referência correta permitem o leitor. Nesse caso, isso aqui permite o leitor identificar se foi, né, inequivocamente a autoria. Então, permite que eu saiba quem foi que fez. Eh, localiza essa obra
Speaker A
sem ter nenhuma ambiguidade, sem ter e achar que eu tô encontrando a obra errada. verifica a fidelidade da fonte, dá continuidade à investigação e ao processo científico. Então, tem tudo isso em relação ao por que se existe tanta tanta, né, tanta regra.
Speaker A
Até aqui a gente trabalhou quase como uma equipe de inspeção, né? Vocês perceberam? Então, a gente foi verificando a coerência da estrutura, revisando o resumo, analisando diferentes formas de citação e chegando e chegamos às nossas referências. Todos esses momentos tinha uma pergunta muito
Speaker A
objetiva, orientando o nosso a nossa visão, tá correto? A gente até agora perguntou, tá correto, né? Agora a gente precisa mudar a natureza dessa análise.
Speaker A
A gente tem que perguntar, é confiável saber se um resumo tá estruturado adequadamente, se uma citação respeita a norma, se uma referência contém os elementos que são necessários, continua sendo muito importante. Mas isso ainda não responde a uma questão muito central
Speaker A
dessa aula. É agora que a gente pergunta, é confiável, né? como a gente comentou, essas essa mudança aí nos obriga a sair da forma e voltar paraa ciência que sustenta o texto do a gente sai do formato que ela é e volta pra
Speaker A
ciência. Agora a gente olha pra coerência, pro método que foi usado, paraas evidências, paraa integridade, paraa responsabilidade.
Speaker A
Um trabalho pode ser muito bem escrito, visualmente organizado, cheio de as normas todas corretas, mas pode esconder umas fragilidades importantes, né, que a gente já viu que acontece na maneira como essa pesquisa foi construída, né? Então, uma pesquisa
Speaker A
perguntando para vocês, né, pode ser perfeitamente apresentada e ainda assim apresentar fragilidades científicas. Então, pensem nessa nessa reflão sobre isso, nessa resposta. Pera aí.
Speaker A
Vamos imaginar aqui eh aquilo que a gente já praticou, né? A gente corrigiu o resumo, ajustou as citações, organizou as referências, melhorou a clareza da escrita.
Speaker A
Isso basta para tornar o trabalho confiável? Quero que vocês respondam ou no chat ou reflitam primeiro sem olhar para isso como uma questão de formatação. Pensem em todo o processo da pesquisa que a gente estudou na aula anterior. O que que acontece se o texto
Speaker A
tiver impecável, mas aquilo que foi feito para produzir os resultados tiver algum problema, né?
Speaker A
Alguns problemas desses eles vêm da forma como a pesquisa é comunicada. Uma forma inadequada no resumo pode ser corrigida numa boa, não tem problema. Um erro na formatação pode ser ajeitado, corrigido citações incoerentes, eh referências incompletas, tudo isso pode corrigir, mas tem uma
Speaker A
categoria do problema que é a essência da investigação. Um problema de pesquisa mal feito, mal delimitado, mal explorado, interfere desde o início do que vai ser investigado. O problema a gente já viu que é o primeiro. Primeira coisa que a gente coloca na mesa é o
Speaker A
problema. Se ele for mal delimitado, todo o resto tá comprometido. Os objetivos incompatíveis com estudo também comprometem. Uma metodologia inadequada pode impedir, nesse caso, que a pergunta que a gente fez seja respondida.
Speaker A
Então, enquanto uma amostra insuficiente ou uns dados frágeis, né, como o nosso exemplo mostrou, reduzem a força daquilo que pode ser concluído, diminuem a força, né? Então, também precisa considerar as conclusões que vão ultrapassar os resultados, os conflitos de interesse que não foram
Speaker A
informados. A gente eh precisa comentar eh exaustivamente sobre isso, né? e falhas éticas que acontecem para caramba. Nenhuma dessas situações é resolvida somente corrigindo a escrita, certo? Eh, depois que o estudo acabou, não adianta. Eu, ah, aqui tem conflito de interesse, muda o texto,
Speaker A
não dá para corrigir, né? Então, op, meu slide deu deu bugou, né? era para aparecer isso aqui. Então, a gente tem problemas que exigem rever a pesquisa, né, os conflitos de interesse, tudo isso que a gente já falou. Escrita permite
Speaker A
comunicar a pesquisa. A confiabilidade dessa pesquisa depende de toda a investigação, como ela foi construída, né? Então, agora eu quero tornar essa análise até um pouco mais difícil. A gente tem quatro problemas possíveis.
Speaker A
Uma pergunta pouco clara faz com que a pesquisa eh não consiga delimitar exatamente aquilo que ela pretende responder. Então, o problema A, problema B, uma metodologia inadequada pode significar que o caminho escolhido não deixa alcançar os objetivos daquele
Speaker A
trabalho. Uma conclusão exagerada vem quando o pesquisador fala que mais do que os seus resultados permitem dizer e uma comunicação incorreta dificulta a identificação das fontes, das citações, das referências. Então eu tô comunicando de forma errada para o
Speaker A
meu leitor. Qual é a a por exemplo uma citação que eu tô usando, qual é desses problemas o mais grave? O que que vocês acham? Me contem aí no chat.
Speaker A
Se uma conclusão exagerada, é realmente uma pergunta um pouco delimitada nesse caso pode produzir os objetivos frágeis.
Speaker A
Um método inadequado vem com evidências que não sejam suficientes, né? Né? São várias. Cada gravidade de cada falha, nesse caso aqui, depende do contexto, mas a produção científica, ela precisa ser compreendida como uma estrutura bem articulada, né? Como
Speaker A
sempre aquilo, cada coisa depende uma da outra. Uma fragilidade em alguma etapa pode repercutir sobre as outras, sobre as seguintes, né? Por isso que a gente fala tanto num projeto completo.
Speaker A
Então, um texto academicamente impecável pode ser confiável. Vamos lá botar essa ideia à prova.
Speaker A
Eh, a gente tem de um lado um trabalho que segue todas as normas, vem com citações corretas, referências completas e do outro a gente sabe que a amostra utilizada foi inadequada, que o método não responde o problema, que as
Speaker A
conclusões extrapolam aquilo que os os resultados permitiriam. Então, como vocês avaliariam essa produção? Alternativa A considera o trabalho confiável, né, porque tá corretamente apresentado.
Speaker A
A B propõe que ela seja parcialmente confiável, entendendo que a forma podia ser compensar algumas limitações.
Speaker A
Alternativa C, considera a produção menos confiável, porque a correção não resolve as falhas científicas. Então, o que que vocês acham?
Speaker A
No caso, né, como a gente tá com pouco tempo, a gente vai, vamos adiantando. A resposta mais coerente nesse caso é a C, né? Vocês concordam? Normas, citações, referências organizam tomam transparência na apresentação do trabalho. Então, é uma situação pouco
Speaker A
confiável. Eh, mas não conseguem corrigir tudo, né, retrospectivamente, uma amostra inádequada, uma metodologia que não responde o problema. Então é uma situação pouco confiável. Essa distinção é fundamental pra gente evitar que a qualidade acadêmica seja confundida somente com a o rigor do da situação
Speaker A
acadêmica, né? Ele o texto ele pode estar super bem escrito, muito tecnicamente correto e construído, mas não sustentar uma investigação muito frágil certo?
Speaker A
Então agora vamos inverter a situação. Se o caminho fosse inverso, uma boa pesquisa pode ser mal comunicada?
Speaker A
Veja que uma pesquisa tem uma pergunta relevante, a metodologia adequada, os resultados consistentes e tal, mas o texto vem com citações incompletas, referência incorreta, umas conclusões pouco claras. Então, um texto mal escrito. Aqui vem várias questões importantes. Conhecimento deixa de ser
Speaker A
de ter valor por conta disso. Leitor consegue verificar quais foram as fontes. A ausência da clareza vai gerar interpretações incorretas? Talvez. Essa resposta aqui.
Speaker A
A comunicação inadequada também compromete a confiança. Qual é o parecer de vocês? Nesse caso aqui, aqui uma pesquisa pode ter uma base científica consistente, mas sua comunicação inadequada dificulta a avaliação, a reprodução e a utilização dos resultados.
Speaker A
Forma e conteúdo não são equivalentes, mas precisam funcionar de maneira adequada. Então aqui uma diz que uma boa pesquisa mal comunicada pode ter seu alcance muito baixo, muito reduzido, ser interpretado de um jeito errado, né? de maneira equivocada se tornar muito mais
Speaker A
difícil de verificar. Então, que também é um problema, né? No caso, precisa ser feita a a análise da pesquisa e a reconstrução daquele texto ali também.
Speaker A
Só que, né, vamos caminhando pros finalmentes. A responsabilidade ela termina quando o trabalho é publicado? Essa pergunta para vocês faz sentido?
Speaker A
A discussão sobre comunicação leva a gente para uma outra dimensão, a responsabilidade de quem produz esse conhecimento.
Speaker A
Publicação coloca uma informação para circular, certo? Ela pode alcançar, provavelmente inicialmente a comunidade científica, depois os profissionais de áreas diferentes, serviço, ai eu ia, vixe, eu ia espirrar, desculpe.
Speaker A
Serviços, outras instituições e dependendo do tema, no caso, chega à sociedade, a parcelas amplas da sociedade. Então, por isso que as perguntas que aqui a gente apresentou precisam ser consideradas todas em conjunto. O pesquisador tem responsabilidade sobre pela maneira como
Speaker A
seus resultados é divulgado? Se ele descobrir um erro depois da publicação, ele precisa corrigir aquilo. Ele deve considerar os impactos sociais de uma interpretação equivocada, que é uma interpretação pode produzir, sim, né? No caso de o Wakefield, daquele cara do da
Speaker A
vacina, a gente analisou no início da aula, ajuda a responder essas questões aqui. O problema não tava restrito às fragilidades metodológicas da da do trabalho dele.
Speaker A
A maneira como a conclusão extrapolou as evidências também contribuiu para aquela aquela informação que ele falou continuasse produzindo consequências muito depois da retratação. Então, publicar o conhecimento é assumir uma responsabilidade daquilo que vai ser colocado em em circulação.
Speaker A
Essa responsabilidade não termina quando o trabalho é entregue, quando ele é publicado. Ela acompanha também aquilo que a gente coloca em circulação. Exige disposição para reconhecer os limites. Nossa, o os trabalhos foram feitos por pessoas humanas. Eh, OK, acontece ter erros e
Speaker A
tudo, mas eles precisam ser reconhecidos e corrigidos e comunicar os os resultados também na medida que as evidências permitem sustentar aqueles resultados. Não posso exagerar, né?
Speaker A
Depois de toda essa análise, a gente consegue voltar paraa pergunta central dessa aula. O que é que tornou uma produção científica merecedora de confiança? A confiança, nesse caso científica não nasce de um detalhe só correto. Ela é construída pela coerência
Speaker A
e a interdependência de todo o processo. Então integridade né, a coerência mantém o problema, os objetivos, tudo muito coerente.
Speaker A
A forma que o método foi feito, que define um caminho correto. A evidência também estabelece até onde esses resultados conseguiram chegar.
Speaker A
integridade nesse caso que exige uma transparência nos nos procedimentos, limites, as fontes, né? não, você não pode mentir naquilo que você tá fazendo.
Speaker A
A responsabilidade também, nesse caso aqui, também é mais um um do um dos pilares da confiabilidade, acompanha a forma como o conhecimento é comunicado, como é que ele colocado em circulação.
Speaker A
Então, essas peças elas parecem aparecem todas conectadas porque nenhuma delas ela funciona somente de um jeito isolado, certo? Confiança não nasce de um detalhe simples, né? de um detalhe correto. Veja bem aqui, construída pela coerência, interdependência de todo o processo.
Speaker A
Tudo muito conectado. Antes de você considerar uma pesquisa confiável, se pergunte, se pergunte sobre o problema, se ele é relevante, se ele é delimitado, pode ser investigado nas condições disponíveis, pergunte-se sobre o método, se ele permite chegar as respostas da
Speaker A
pergunta. Eu sei que pode ser que seja uma coisa muito específica, que não necessariamente você precise eh tem base para responder isso, mas você tem base para ser uma pessoa crítica em relação a isso. As escolhas foram feitas com
Speaker A
clareza. Outro pesquisador conseguiu ver esse mesmo caminho, seguir esse mesmo caminho e ter essas mesmas respostas.
Speaker A
Se pergunta sobre as evidências, sobre os dados, sobre as limitações, se aquilo foi reconhecida. reconhecido, né? Se tem explicações alternativas, se pergunta sobre a forma como foi comunicado, sobre as fontes, se elas existem, se as fontes existem. Às vezes a assim,
Speaker A
eh, de forma não ética, muitas pessoas inventam fontes para as vezes sustentar aquele argumento.
Speaker A
As ideias dos outros autores, se elas foram reconhecidas, se os resultados foram comunicados de forma não exagerada e sim direta.
Speaker A
E aí a gente tem depois dessa disciplina, qual foi o compromisso que você levou paraa sua formação?
Speaker A
Você vai se questionar antes de aceitar, vai investigar antes de concluir, vai produzir conhecimento com método, comunicar com integridade. Boa, Pedro, valeu por ter dado esse print. Esse print é interessante demais.
Speaker A
Eh, vai reconhecer os limites das evidências. Essas respostas elas não são excludentes, né? Então, não necessariamente você precisa escolher uma. Elas representam posturas diferentes que foram construídas ao longo dessa disciplina. Se vocês quiserem compartilhar comigo, eu sei que
Speaker A
falta só um minuto pra gente finalizar a nossa aula. Eu agradeço muito pela presença de vocês, pela presença nessas quatro aulas.
Speaker A
Eh, obrigada, obrigada por estarem aqui participando, né? Participando é muito importante. Eu agradeço muito. Boa noite, pessoal. passo a palavra para o professor, eh, para ele finalizar a nossa aula e até espero ver vocês mais vezes.
Speaker A
Então é isso, pessoal, encerramos o nosso encontro. Obrigado professora Luía, por todo conhecimento, né, ao longo dessas semanas que passamos juntos. Foi um prazer dividir a sala de aula, né, que possamos ter outras oportunidades. Obrigado a cada um de
Speaker A
vocês que participou com a gente, né? eh, que mais do que só estar aqui participou, né, ativamente no chat. Isso faz toda a diferença na nossos encontros e dizer para vocês, né, eh, que se a gente não tiver uma nova oportunidade de
Speaker A
estarmos juntos, quero deixar aqui os meus votos de muito sucesso na vida de vocês, na vida pessoal, na vida profissional, né, na muito sucesso na jornada acadêmica que vocês estão realizando aqui na Uniav. Saibam que podem contar sempre com a gente, né?
Speaker A
estaremos aqui eh sempre torcendo muito por vocês. Nada nos orgulha mais do que fazer parte, né, de vocês na jornada acadêmica estão subindo uma escadinha, né? Eh, e a cada disciplina nós, professores, vamos lá e colocamos um tijolinho nessa escada, né? Um
Speaker A
degrauzinho a mais. Então, eh, é muito importante, muito motivo de orgulho ver vocês subindo, né? E esses degrais.
Speaker A
Então, muito sucesso, pessoal. Bons estudos, né? Fiquem atentos aos prazos. Desafio profissional, eu sei que é um tema um pouco que mexe com vocês, mas a dica é, peguem um momento com tempo, com calma, né? Eh, leiam o
Speaker A
desafio profissional, né? linha por linha, com calma, entendam o que tá sendo abordado ali. Lembrem que o desafio profissional é uma forma de fazer com que vocês vivam experiências práticas, né? Aquilo que o mercado de trabalho vai vai eh exigir de vocês lá
Speaker A
na frente, né? Então, leiam com muita atenção e tenho certeza que vocês vão conseguir realizar o desafio, porque vocês t muito muito muita capacidade para isso, tá?
Speaker A
No mais é isso, pessoal. Bons estudos, bom descanso e até a próxima. Tchau, tchau.
Speaker A
Até a próxima, pessoal. Boa noite. Tchau. Ciao
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