Discussão sobre as profundas transformações no mundo do trabalho, abordando flexibilização, terceirização e precarização no contexto contemporâneo.
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Key Takeaways
- O mundo do trabalho deve ser entendido em uma dimensão ampla, que inclui aspectos sociais, culturais e políticos.
- O modelo industrial tradicional entrou em crise a partir da década de 1970, dando lugar a uma produção mais flexível e informatizada.
- A flexibilização e a terceirização resultam em uma classe trabalhadora mais vulnerável e desprotegida.
- A informalidade, antes exceção, tende a se tornar regra, com impactos negativos nos direitos trabalhistas.
- O desemprego global é utilizado para enfraquecer direitos conquistados historicamente pelos trabalhadores.
What the video covers
- Entrevista com o professor Ricardo Antunes, especialista em relações de trabalho e autor de obras traduzidas internacionalmente.
- Discussão sobre a ampliação do conceito de mundo do trabalho para além do mercado, incluindo ações sindicais e consciência de classe.
- Análise histórica da transição do capitalismo industrial do século XX para um modelo flexível e informatizado.
- Crise estrutural de 1973 como marco para o esgotamento do modelo fordista e taylorista de produção.
- Surgimento da empresa flexível e da classe trabalhadora flexível, marcada pela terceirização e informalidade crescente.
- Impacto da revolução tecnológica e da era cibernética na organização do trabalho e nas relações laborais.
- Discussão sobre o fenômeno do contrato de zero hora e a precarização do trabalho em diferentes setores.
- Enfatiza a perda de direitos trabalhistas conquistados nas décadas anteriores devido ao desemprego global e à flexibilização.
- Relação entre a informalidade crescente e a desproteção social dos trabalhadores.
- Reflexão sobre as consequências sociais, políticas e econômicas dessas transformações para a classe trabalhadora.
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Speaker A
Hoje o programa Diálogo sem Fronteira tem a satisfação de receber o professor Ricardo Antunes.
Speaker A
Seja bem-vindo, professor.
Speaker B
Obrigado, é um prazer.
Speaker A
Professor Ricardo Antunes é titular aqui do Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas.
Speaker A
Ele tem uma inserção internacional muito grande e é um grande estudioso das relações de trabalho, as suas obras foram traduzidas em diversos idiomas.
Speaker A
E o professor tem ministrado, não só no Brasil, mas no estrangeiro, cursos e palestras sobre o grande tema da sua investigação, que é o mundo do trabalho.
Speaker A
Até o livro, justamente, um dos livros mais conhecidos do professor é esse, Adeus ao Trabalho.
Speaker A
Que foi traduzido em diversos idiomas e que é uma referência na área.
Speaker A
Então, o nosso tema de hoje, professor Antunes, é justamente sobre isso.
Speaker A
As transformações do mundo do trabalho.
Speaker B
Claro.
Speaker B
A noção de mercado de trabalho, ela, por certo, é relevante.
Speaker B
Mas ela circunscreve o trabalho ao espaço estrito, digamos assim, da produção, da inserção profissional.
Speaker B
Quando o mundo do trabalho me obriga a pensar não só esta dimensão, não é?
Speaker B
Digamos, o espaço no trabalho, mas todo aquele conjunto de elementos que envolvem a ação da classe trabalhadora.
Speaker B
O mundo do trabalho implica em pensar, por exemplo, as ações sindicais, as formas de resistência, a consciência de classe.
Speaker B
O ideário dos trabalhadores e das trabalhadoras, as formas de ação, de luta.
Speaker B
Portanto, ele é muito mais abrangente, ele nos obriga a pensar num espaço que transcende, digamos assim.
Speaker B
Ao espaço estritamente econômico, que é aquele que, em geral, se atém.
Speaker B
Quando se trata do mercado de trabalho.
Speaker B
A minha pesquisa é sim mais abrangente.
Speaker A
É, exatamente.
Speaker A
Porque a questão central é essa.
Speaker A
Quer dizer, não estamos pensando apenas numa dimensão que seria a dimensão econômica do mercado.
Speaker A
Mas o professor está mostrando essa, esse, esses aspectos culturais, sociais, políticos.
Speaker A
Do trabalho, né?
Speaker A
Então, aí, nesse contexto, né, nesse âmbito.
Speaker A
Sabendo que é disso que estamos falando.
Speaker A
É, transformações, estamos falando em transformações do mercado.
Speaker A
Do, do mundo do trabalho.
Speaker A
Então, o que eu perguntaria agora é como o professor vê esse processo no longo prazo?
Speaker A
Porque é lógico, nós temos aí uma mudança de uma sociedade industrial.
Speaker A
Alguns chamam, né, de sociedade industrial, como sociedade pós-industrial.
Speaker A
Como uma sociedade moderna para uma pós-moderna.
Speaker A
Quer dizer, são diferentes maneiras de, de, de tratar dessa questão de, de uma, um certo tipo de organização.
Speaker A
É, do trabalho, muito centrado na, na, na empresa, na, na, na linha de montagem, coisas desse tipo.
Speaker A
E numa sociedade que cada vez mais se torna, é, como robotizada, com a introdução de métodos de, de.
Speaker A
Aliás, a diminuição da indústria também, né?
Speaker A
A diminuição percentual da indústria.
Speaker A
Crescimento dos serviços.
Speaker A
Então, gostaria que o professor falasse um pouco de, como vê esse contexto.
Speaker B
Claro.
Speaker B
Veja, a tua, são várias questões que você levanta.
Speaker B
Eu vou dar uma ideia central, depois a gente pode aprofundar aqui.
Speaker B
Ali alguns pontos.
Speaker B
Quer dizer, fundamentalmente, o capitalismo que nós tivemos no século XX, magistralmente, eh, estampada pelo Chaplin nos tempos modernos.
Speaker B
Era o capitalismo da grande indústria, do mundo maquínico, da maquinaria, da classe trabalhadora masculina.
Speaker B
Predominantemente masculina, da classe trabalhadora, digamos, da grande fábrica.
Speaker B
Esse era o, disso gerou.
Speaker B
Os italianos chamavam do operário massa, a classe trabalhadora.
Speaker B
O sindicato de, da indústria taylorista e fordista, não é?
Speaker B
E este modo de produção vigente no século XX, a partir entre 68.
Speaker B
1968 e mais especialmente 1973, ele deu sinais muito profundos de esgotamento.
Speaker B
Não é? Fundamentalmente, se pode lembrar que a, a indústria automobilística, já que ele era o protótipo desse tipo de, de fábrica, né?
Speaker B
Se você tem pátios lotados de carros produzidos, você tem que vendê-los.
Speaker B
No momento de crise, a retração do mercado, os carros ficam, os pátios ficam lotados.
Speaker B
E as fábricas tiveram grandes prejuízos.
Speaker B
Para dar um exemplo muito simples.
Speaker B
E a partir daí, dada a crise de 73.
Speaker B
Que foi muito profunda.
Speaker B
Foi uma crise estrutural muito profunda.
Speaker A
Do petróleo.
Speaker B
A gente na época chamava.
Speaker A
Mas ele é mais fundo.
Speaker B
O petróleo foi uma expressão.
Speaker A
Foi uma expressão.
Speaker B
Fenomênica dela, né?
Speaker B
Na verdade, era preciso criar, não é, pelas empresas, um novo tipo de produção que, por um lado, se apropriasse do maquinário informacional.
Speaker B
Nós já estávamos vivendo a chamada, entre aspas, revolução tecnológica.
Speaker B
A era cibernética, a era do computador.
Speaker B
E não era mais necessário que uma empresa fosse imensa, a Volkswagen do Brasil chegou a ter, eh, entre, enfim, da década de 70.
Speaker B
Início da década de 80, nas suas várias unidades no Brasil, mais de 40 mil trabalhadores.
Speaker B
A cidade, em São Bernardo, chamava-se, era uma cidade operária.
Speaker B
Tinha prefeitura, rua, delegacia, dentro da fábrica.
Speaker B
Nasce uma empresa flexível, enxuta, esparramada mundialmente.
Speaker B
E conectada por um sistema informacional digital.
Speaker B
Isto obrigou, e esta é a questão de fundo, é isso que eu venho trabalhando no Adeus ao Trabalho e nos Sentidos do Trabalho.
Speaker B
Para os meus dois livros que, para minha felicidade, entraram no debate internacional com força, não é?
Speaker A
Esse, o sentido do trabalho acaba de sair em inglês, né?
Speaker B
Isso.
Speaker B
Isso.
Speaker B
E saiu em inglês.
Speaker B
Em vários países, inclusive, na, tive a felicidade de tê-lo publicado, além de Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, na Índia.
Speaker B
Entende, que para mim, eu nunca imaginei que pudesse conhecer a Índia.
Speaker B
Ainda ter um livro lá publicado.
Speaker B
Fundamentalmente, o que se passa?
Speaker B
É uma empresa flexível, cuja produção será do produto A, B, C, D ou E.
Speaker B
Isto vale para uma escola ou para um hospital.
Speaker B
Feitas as devidas mutações, né, depois posso exemplificar.
Speaker B
E nesta empresa flexível, os capitais, as empresas querem uma classe trabalhadora flexível.
Speaker B
Uma classe trabalhadora que você emprega e desemprega de acordo com a oscilação do mercado.
Speaker B
Nasce, então, o fenômeno terrível da terceirização.
Speaker B
E a minha tese, Pedro, que eu apresento nesses dois livros, porque eu tô, nesses dois livros, eu tô dialogando com a literatura europeia, norte-americana e japonesa.
Speaker B
Fundamentalmente, é esse o meu debate, não é?
Speaker B
É que não é que você tá tendo um processo de eliminação do trabalho, você tá tendo uma mudança muito profunda no que eu chamo.
Speaker B
Na, da nova morfologia do trabalho.
Speaker B
A partir de agora, por exemplo, a informalidade, né, que era exceção 30 anos atrás.
Speaker B
Tende a ser a regra.
Speaker B
Nós estamos vendo no Brasil de hoje a implantação, para não falar, esse vem da Inglaterra, na Inglaterra, existe uma coisa chamada contrato de zero hora.
Speaker B
Zero hours contract.
Speaker B
Quer dizer, você fica trabalhando esperando com o seu telefone celular.
Speaker B
Um dia, dois dias, se no terceiro dia você recebe uma chamada, você atende aquele trabalho, faz em uma hora, volta.
Speaker B
E você recebe por uma hora, não pelas 70 horas que você tá, ou 72 horas que você tá disponível.
Speaker B
Não é? Nós, nós temos esse sistema de, de contrato de zero hora.
Speaker B
Ou do chamado Uber no Brasil, funcionando não só mais no, para, para tele, para, tem médicos que atendem chamadas telefônicas.
Speaker B
Dão uma consulta.
Speaker B
Como se fosse um, um carro, eh, do Uber, que hoje dia esse debate todo.
Speaker B
Isto cria uma classe trabalhadora sem direitos.
Speaker B
Desprotegida, desregulamentada, à margem da seguridade social.
Speaker B
As consequências disso são profundas, e é por isso que o desemprego, entre outras coisas, que o desemprego global é muito grande.
Speaker B
E os capitais estão usando essa era de desemprego global, eh, portanto, um desemprego de amplitude mundial.
Speaker B
Para destruir os direitos do trabalho que foram conquistados nos anos 30, 40, 50, 60 do século passado.
Speaker B
A informalidade deixa de ser a regra, a exceção, para tendencialmente tornar-se a regra.
Speaker B
E com ela vem terceirização, flexibilidade.
Speaker B
Tá certo? Eh, eh, precarização, que em geral, ainda que de modo diferenciado.
Speaker B
Pode ser diferente a precarização do trabalho de um médico ou de um jornalista.
Speaker B
De uma trabalhadora de serviços ou de limpeza, como nós temos na universidade.
Speaker B
Não é? E isto ataca muito, digamos assim, aqueles direitos da classe trabalhadora.
Speaker B
Num contexto que em 2008 se agudiza com a crise global de 2008 para cá.
Speaker B
As taxas europeias, norte-americanas e japonesas são de estancamento.
Speaker B
Quando o crescimento é pequeno, quando o decréscimo é grande, e quem é mais penalizada? A juventude não tem trabalho.
Speaker A
É, agora, é, justamente.
Speaker A
É, como que o professor, eh, nesse contexto geral.
Speaker A
É, a questão dos sindicatos, né?
Speaker A
Porque há uma diminuição nos países mais ricos.
Speaker A
Uma diminuição constante dos sindicalizados nas diversos países, mesmo nos países com, um país como a França, que é um país com uma tradição forte.
Speaker A
Mas também o número de, de, de sindicalizados é percentualmente é muito pequeno.
Speaker A
E é resultado desse processo que o professor está mencionando.
Speaker A
Porque, né?
Speaker A
É, então, eu pergunto, como que fica, por um lado, essa, essa, esse, por um lado, é o enfraquecimento do sindicato.
Speaker A
Mas, por outro lado, nós temos movimentos, eh, principalmente com relação a essa juventude desempregada.
Speaker A
É, que, eh, eh, tem uma, uma, uma, quase como, alguns chamam até uma espécie de revolução política.
Speaker A
Porque temos partidos como Podemos, na Espanha, que, eh, do nada, digamos assim.
Speaker A
É, a partir dessa crise de 2008 que o professor mencionou, nós temos um, um, um partido que, eh.
Speaker A
O terceiro partido e, ao mesmo tempo, com, na juventude, não é?
Speaker A
Claro.
Speaker A
Então, como que o professor vê esse contexto?
Speaker B
Claro.
Speaker B
Claro.
Speaker B
A primeira coisa.
Speaker B
Muito importante, Pedro, é o seguinte.
Speaker B
É, os sindicatos sofreram um, um, digamos, um golpe dúplice.
Speaker B
Um duplo, um golpe muito duplo.
Speaker B
O neoliberalismo já deixava claro no seu ideário, Hayek, Friedman, de que o, os sindicatos atrapalham as relações capital-trabalho.
Speaker B
Ou o sindicato é negocial, ou o sindicato reivindicativo e de classe.
Speaker B
Esse deve ser eliminado da cena mundial.
Speaker B
Então, esse é o primeiro problema.
Speaker B
E não foi fácil, o meu livro Sentidos do Trabalho, eu estudei, fiquei um ano dando aula e pesquisando na universidade inglesa.
Speaker B
Eu pude ver o neoliberalismo ali, no seu sentido mais brutal.
Speaker B
E uma das coisas que o neoliberalismo inglês fez, nos Estados Unidos também.
Speaker B
Em outros países também, foi um ataque muito duro aos sindicatos.
Speaker B
Num contexto onde o mundo da empresa e da produção se ampliou profundamente.
Speaker B
Terceirizados, feminização do mundo do trabalho.
Speaker B
Juventude, imigrantes.
Speaker B
Tudo isso quebrou aquele operário, homem, masculino, portanto.
Speaker B
É, regulamentado que garantia os sindicatos do século XX.
Speaker A
Que era o que garantia uma força, né?
Speaker B
Mas, ao mesmo tempo, você tem uma massa, por exemplo.
Speaker B
De trabalhadores jovens, você tem na Europa hoje.
Speaker B
Uma juventude de 24, 25, 26 anos, graduada, pós-graduada, que não tem emprego.
Speaker B
E que tem um nível de escolaridade, de formação, ele olha o pai com 40 e poucos anos desempregado, economista.
Speaker B
A mãe, eh, cientista social, socióloga, ou contadora, ou administradora, também com essa idade, 40, 45 anos desempregada.
Speaker B
Ele diz, por que que eu vou me estudar se eu não tenho futuro do emprego?
Speaker B
E isto gera, quer dizer, a nova morfologia do trabalho, Pedro.
Speaker B
Ela nos obriga a pensar uma nova morfologia das formas de representação do trabalho.
Speaker B
Então, muitas vezes, os sindicatos se mostram incapacitados e tem que mudar, eu participei de várias atividades na Europa.
Speaker B
Com sindicatos europeus fazendo assembleias com imigrantes, quando frequentemente o sindicato europeu se fecha para o imigrante.
Speaker B
Porque ele vê o imigrante, um dos meus, o Adeus ao Trabalho.
Speaker B
O meu livro, numa edição galega, que, que eu lancei na Galícia há 12, 15 anos atrás.
Speaker B
Foi uma assembleia com presença de imigrantes, entende?
Speaker B
Latino-americanos, que povoavam o mundo espanhol pelas facilidades, inclusive, da língua.
Speaker B
Então, nós temos, nós estamos percebendo que muitos sindicatos estão revendo e se revigorando e renascendo.
Speaker B
Também foi assim.
Speaker B
Veja, você é historiador, eh, sabe bem disso.
Speaker B
Do século XIX para o século XX, houve uma mudança muito profunda.
Speaker B
E o sindicalismo de ofício do século XIX, né, quase ainda um herdeiro dos artesãos e das manufaturas.
Speaker B
Ele se tornaram sindicatos de massa.
Speaker B
Hoje nós estamos vendo os sindicatos verticais e hierarquizados de uma indústria taylorista e fordista, eles têm que entender o que que é a indústria flexível.
Speaker B
Toyotista do nosso tempo.
Speaker B
O sindicato tem que ter um outro tipo.
Speaker B
E há experiências nesse sentido.
Speaker B
Agora, é, foi um terremoto.
Speaker B
Que se abateu sobre o mundo do trabalho.
Speaker B
O mundo do trabalho no século XXI é muito diferente do mundo do trabalho.
Speaker B
Em geral, pior.
Speaker B
É importante dizer isso, não é?
Speaker B
Eh, como num outro programa, nós podemos aprofundar essas dimensões.
Speaker B
Basta dizer isso, que a formalidade está sendo corroída pela informalidade.
Speaker B
Eu não conheço nenhum, na minha pesquisa de 40 anos, eu nunca pesquisei uma trabalhadora terceirizada.
Speaker B
Ou um trabalhador terceirizado que eu perguntasse para ele, você tá feliz como terceirizado ou terceirizada?
Speaker B
Ou você preferia ser um trabalhador estável?
Speaker B
Nunca eu encontrei, eles que ele confia no pesquisador, sabe que eu não sou um agente da empresa.
Speaker B
Ele nunca diz, não, eu tô satisfeitíssimo aqui, é bom não ter direitos, é bom ficar rodando, é bom não ter férias.
Speaker B
É bom não ter condição de, não ter sindicato para representar.
Speaker B
Não, porque é uma situação que beira, como eu disse recentemente aqui no Jornal da Unicamp.
Speaker B
A escravidão moderna, a escravidão do século XXI.
Speaker A
Olha.
Speaker B
Que é repulsiva.
Speaker A
Ah, bom, professor Ricardo, eu queria agradecer muito sua participação no programa, porque.
Speaker A
É, muitas vezes as pessoas veem esses fenômenos, como, por exemplo, a terceirização, ou outras formas de, eh, subordinação das pessoas.
Speaker A
De maneira quase que naturalizada, como se isso fosse da ordem natural do mundo.
Speaker A
Quando, na verdade, são situações históricas.
Speaker A
É, concretas que não são necessárias.
Speaker A
Claro.
Speaker A
Nós podemos mudá-las.
Speaker A
Claro.
Speaker A
Então, queria agradecer muito, professor Ricardo, por participar do programa de hoje.
Speaker B
Obrigado, foi um prazer, estamos à disposição, por suposto.
Speaker B
Um abraço.
Speaker A
É, eu lembro que este e todos os outros programas Diálogo sem Fronteira estão disponíveis para download no site da RTV Unicamp.
Speaker A
Também no canal YouTube da RTV Unicamp.
Speaker A
E com isso, eu convido a todos ao próximo programa Diálogo sem Fronteira.
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