Análise da queda de 11 bilhões da Nike após apostar no D2C e abandonar varejistas, abrindo espaço para concorrentes.
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Key Takeaways
- Cortar parcerias com varejistas pode prejudicar a presença da marca no mercado.
- A transição para o modelo D2C deve ser bem planejada para evitar perda de mercado.
- Marcas concorrentes podem aproveitar falhas estratégicas para ganhar espaço.
- Construir presença física e mental no consumidor é crucial para marcas globais.
- Decisões focadas apenas em margens imediatas podem comprometer o valor a longo prazo.
What the video covers
- Nike perdeu 11 bilhões de dólares em valor de mercado em um único dia, sem escândalos ou crise global.
- Fundada em 1964 por Phil Knight e Bill Bowerman, a Nike cresceu com estratégias ousadas, como o Air Jordan e o slogan 'Just do it'.
- A Nike dominou até 50% do mercado global e se tornou a maior marca esportiva do mundo.
- Em 2020, a empresa decidiu cortar parcerias com varejistas e focar em vendas diretas via aplicativo e lojas próprias (D2C).
- Essa estratégia aumentou margens e bônus para diretores, mas resultou em queda nas vendas e valor da empresa.
- A ausência da Nike nas prateleiras permitiu que concorrentes como Lululemon, On Shoes, Hoka e Sketchers ganhassem espaço.
- A transição mal executada para o digital, excesso de estoque e demanda fraca, especialmente na China, agravaram a situação.
- A Nike perdeu espaço físico e mental junto ao consumidor ao abrir mão das lojas especializadas.
- O vídeo questiona se essa crise representa o começo do fim da Nike ou se a marca conseguirá se recuperar.
- Fernando Miranda analisa estratégias de negócios e convida o público a se inscrever para mais conteúdos.
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Speaker A
Será que é o fim da Nike? A Nike tá entrando em colapso.
Speaker A
Perdeu 11 bilhões de dólares em um único dia.
Speaker A
Não, ela não teve nenhum escândalo e a gente não tá em nenhuma crise global.
Speaker A
Volta para o começo, em 1964, dois caras se encontram num hotel em Portland com exatamente mil dólares no bolso.
Speaker A
Eles fecham um acordo com um aperto de mão e iam criar a maior marca esportiva do mundo.
Speaker A
Um desses caras era Phil Knight, um contador recém-formado que vendia tênis importado do Japão no porta-malas do seu carro.
Speaker A
O outro era Bill Bowerman, treinador olímpico, obcecado em criar o tênis perfeito.
Speaker A
Chamaram a empresa de Blue Ribbon Sports e 7 anos depois, precisavam de um nome e um logotipo para essa marca que estava crescendo.
Speaker A
Pegaram o nome menos pior que estava disponível para registro: Nike.
Speaker A
Em homenagem à deusa da vitória Nike.
Speaker A
Contrataram uma estudante para criar a logo.
Speaker A
Quando o Phil viu o Swoosh, não amou, mas aceitou.
Speaker A
A Nike tinha marca, tinha produto, mas ainda não tinha uma alma.
Speaker A
Diz a lenda que a primeira decisão de Phil foi criar uma meta ousada.
Speaker A
A meta? Esmagar a Adidas.
Speaker A
Sim, isso era uma meta aberta e comunicada para todos os funcionários.
Speaker A
Para isso, eles iam precisar de algo que a Adidas não tinha.
Speaker A
Esse algo tinha nome e 2 metros de altura.
Speaker A
Michael Jordan.
Speaker A
O Air Jordan é criado com o objetivo de vender 3 milhões de dólares.
Speaker A
Mas no primeiro ano, vende mais de 120 milhões.
Speaker A
Em 88, eles criam o slogan Just do it.
Speaker A
A origem? Inspirada nas últimas palavras de um condenado à morte que disse Let's do it.
Speaker A
O marqueteiro da época adorou a frase e transformou ela em um dos melhores slogans da história.
Speaker A
A Nike cresceu tanto que chega a 50% do mercado do mundo.
Speaker A
Nas décadas seguintes, a empresa se torna uma marca global e a maior do planeta.
Speaker A
A Nike ficou tão grande, tão poderosa que começou a pensar.
Speaker A
Eu não preciso de mais ninguém.
Speaker A
Em 2020, a diretoria decide que não precisava mais dos varejistas.
Speaker A
Cortaram parcerias com milhares de lojas e apostaram tudo nas vendas diretas pelo seu próprio aplicativo e nas lojas próprias.
Speaker A
O famoso D2C, Direct-to-Consumer.
Speaker A
As margens subiram e os diretores embolsaram bônus milionários.
Speaker A
Qual que é o problema? A prateleira da loja não vai ficar vazia.
Speaker A
Outras marcas foram sendo colocadas no lugar e as vendas começaram a cair.
Speaker A
E com isso, o valor da empresa.
Speaker A
Esse mês, a Nike divulgou seus resultados trimestrais e perdeu outros 10 bilhões em valor de mercado.
Speaker A
A queda não veio só de uma decisão.
Speaker A
É a combinação de excesso de estoque, demanda mais fraca, especialmente da China, e novos concorrentes ganhando espaço.
Speaker A
Essa transição mal executada para o digital tá cobrando seu preço.
Speaker A
Quem são os concorrentes? Lululemon, On Shoes, Hoka e Sketchers.
Speaker A
A lição aqui?
Speaker A
A Nike levou décadas construindo presença em lojas especializadas em todo o planeta e achou que podia substituir tudo isso por um app.
Speaker A
Quando abriu mão das lojas, ela abriu mão de território e de espaço mental na cabeça do consumidor.
Speaker A
E deu abertura para a concorrência.
Speaker A
E aí fica a pergunta, será esse o começo do fim da Nike?
Speaker A
Ou será que ela vai conseguir recuperar o seu espaço?
Speaker A
Meu nome é Fernando Miranda e eu analiso as melhores estratégias de negócio do mundo todos os dias.
Speaker A
Então, você se inscreve para não perder a próxima!
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