Vídeo aula sobre o mito do Anel de Giges, explorando conceitos de justiça, ética e filosofia de Platão em A República.
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Key Takeaways
- O mito do Anel de Giges questiona se as pessoas agiriam moralmente se pudessem agir sem serem vistas ou punidas.
- Para Platão, a justiça é um ideal absoluto e imutável, diferente da visão relativista dos sofistas.
- A ética e a moralidade não dependem apenas do julgamento social, mas de um conceito universal do que é certo e errado.
- A história serve como uma reflexão sobre a natureza humana e a importância da justiça na organização social.
- O diálogo entre Sócrates e Glauco é uma estratégia para explorar diferentes perspectivas filosóficas sobre a justiça.
What the video covers
- Apresentação do mito do Anel de Giges contado por Sócrates a Glauco em A República de Platão.
- Discussão sobre a justiça e a ética a partir da história de Giges, que encontra um anel que o torna invisível.
- Explanação sobre a alegoria como ferramenta filosófica usada por Platão para discutir a natureza da justiça.
- Análise da tese platônica sobre a existência do certo e errado, independente das convenções sociais.
- Contraste entre a visão platônica da justiça como ideal imutável e a visão sofista que a vê como relativa.
- Reflexão sobre a moralidade e o comportamento humano quando não há possibilidade de julgamento social.
- Contextualização da obra A República como uma utopia política que aborda também ética e organização social.
- Menção à relação entre o mito do Anel de Giges e outras alegorias platônicas, como a alegoria da caverna.
- Incentivo ao engajamento com o canal Brasil Escola e divulgação de outros materiais educativos disponíveis.
- Reforço da importância do estudo da filosofia para entender conceitos fundamentais da justiça e ética.
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Speaker A
Fala galera, tudo bem com vocês? Eu sou o Francisco Porfírio, professor de filosofia, estamos começando aqui mais uma vídeo aula e hoje nós vamos falar sobre o mito do anel de Giges.
Speaker A
A história do anel de Giges contada por Sócrates a Glauco, né, em um dos diálogos platônicos que estão escritos no livro A República de Platão.
Speaker A
É um texto que fala sobre a justiça, né, ele aponta uma teoria da justiça de Platão e também um pouco sobre a ética e sobre a ação dos homens.
Speaker A
A partir de uma historinha que Sócrates vai contar de um tal de Giges que achou um anel poderoso uma vez. Primeiro, a gente tem que colocar aqui um pontapé inicial, dar um pontapé inicial aqui.
Speaker A
Essa historinha do mito do anel de Giges, né, é mais uma das alegorias propostas por Sócrates, né, ou melhor, por Platão na voz de Sócrates, um personagem dos diálogos platônicos.
Speaker A
É, está escrito ali no livro dois de A República. A República é aquele, aquela grande obra de Platão que tem a finalidade de falar sobre política, sobre a organização perfeita da cidade perfeita.
Speaker A
Por isso é considerada a primeira utopia política do Ocidente, mas que acaba falando sobre várias outras outras coisas ligadas a essa administração da cidade.
Speaker A
É no livro sétimo de A República que nós temos, por exemplo, a alegoria da caverna, né, e vocês podem acessar aqui uma vídeo aula sobre a alegoria da caverna que é bem interessante, tá, pessoal?
Speaker A
Mas voltando aqui ao anel de Giges, é uma história que vai falar basicamente sobre justiça.
Speaker A
Quando Sócrates conta a Glauco, né, a historinha do tal do Giges. O Giges, um dia, né, numa, percebendo ali em uma cratera, um grande buraco, uma espécie de gigante morto ou adormecido.
Speaker A
Ele encontrou perto desse gigante um anel, e ele tomou para si esse anel.
Speaker A
Um dia, em uma das reuniões ali da cidade, ele percebeu uma coisa, sem querer, ele rodou o anel com a pedra para dentro da sua mão, voltada para a palma da sua mão.
Speaker A
E percebeu que com isso ele ficava invisível aos olhos de quem estava ali participando, as pessoas não percebiam a presença dele.
Speaker A
E aí, voltando a pedra novamente para fora, ele voltava a aparecer para aquelas pessoas.
Speaker A
Toda a discussão centra-se na conduta de Giges. Ora, a tendência e que Glauco coloca.
Speaker A
Muito bem, quando Sócrates o pergunta é que, se uma pessoa tivesse esse poder de desaparecer, ela poderia fazer o que ela bem quisesse.
Speaker A
Se ela tivesse esse poder de não ser notada, ela poderia agir inclusive em uma conduta que nós consideramos errada.
Speaker A
Né, e aí a questão que entra acerca da justiça e da ética, consequentemente da ética é: existe um dever moral ou existe apenas uma moralidade que se faz enquanto eu posso ser julgado pelos meus atos?
Speaker A
Porque, afinal de contas, Giges poderia, né, utilizando o seu poder ali da invisibilidade, fazer várias coisas que sequer jamais seriam descobertas.
Speaker A
A tese platônica é de que existe o certo e o errado, ele ainda não está falando sobre o dever, por exemplo, que é algo que vai ser discutido dentro da ética por Immanuel Kant no século XVIII.
Speaker A
Ele está falando sobre o que é correto, ou seja, o que é o certo, o que é o bem, existe o bem e existe o mal nessa teoria do conhecimento platônica.
Speaker A
E isso recai sobre a moral, existe o certo e o errado, o que pode e o que não pode, e isso se faz em qualquer situação.
Speaker A
Porque para Platão existe um mundo das ideias, que é aquele mundo das ideias perfeitas, imutáveis e eternas, né?
Speaker A
Então, o a ação de Giges aqui, ela se insere dentro disso, ele sendo capaz de ser percebido pelos outros ou não.
Speaker A
Quando Sócrates faz ali, conta, né, a alegoria de Giges para Glauco, ele faz uma manobra retórica para que Glauco percebesse ali e fosse levado a responder, né, que a justiça ela depende das convenções sociais.
Speaker A
Né, para que Glauco assumisse ali a posição sofística, na qual ele em parte representa ali, que era o seguinte, eh, as ações de Giges, elas só teriam efeito, né, se de algum modo ali ele fosse julgado pelo, pelo seu comportamento.
Speaker A
Né, então, excluída essa capacidade de perceber ele enquanto um agente moral danoso, a gente entende aqui que a justiça ela se faz por convenções que vão depender, que vão variar.
Speaker A
E isso varia na tese dos sofistas de acordo com o local, por exemplo. Para Platão não, a justiça ela se faz por um bem, por um ideal, por uma ideia.
Speaker A
Existe o ideal de justiça que independe de qualquer situação ligada ao lugar, ao local, às convenções ou ao tempo, ou seja, a mentalidade daquelas pessoas.
Speaker A
É algo que simplesmente é do jeito que é em qualquer situação.
Speaker A
Galera, por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da nossa vídeo aula, curtam, compartilhem à vontade.
Speaker A
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Speaker A
Vocês podem acessar buscando Brasil Escola nesses serviços de streaming e nós temos também o nosso site brasilescola.com.br com textos aqui sobre todos os conteúdos, sobre todas as áreas escolares.
Speaker A
E temos lá também atualidades, datas comemorativas, né, biografias, um conteúdo bem bacana.
Speaker A
Fica a dica para vocês, valeu e até a próxima.
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