Documentário Rock de Galpão 15 anos – Pachamama Soul — Transcript

Documentário celebra 15 anos do Rock de Galpão, destacando sua evolução musical e importância cultural no sul do Brasil.

Key Takeaways

  • Rock de Galpão é um projeto cultural e musical fundamental para o sul do Brasil.
  • A banda evoluiu de releituras para um trabalho autoral consolidado.
  • A amizade e o reencontro dos membros são essenciais para a continuidade do grupo.
  • A música autoral incorpora influências regionais e parcerias criativas.
  • A cultura regional é valorizada como base para o desenvolvimento social e artístico.

Summary

  • O vídeo é um documentário que celebra os 15 anos da banda Rock de Galpão.
  • Destaca a importância da banda para a música gaúcha e a cultura regional.
  • Mostra depoimentos dos integrantes sobre a trajetória, amizade e evolução artística.
  • Enfatiza a transição do grupo de releituras para a criação de músicas autorais.
  • Apresenta a colaboração com poetas e músicos parceiros para compor novas canções.
  • Ressalta a união dos ex-integrantes para celebrar a história da banda.
  • Evidencia a mistura do rock com ritmos tradicionais do sul do Brasil.
  • Mostra o impacto emocional e simbólico do reencontro dos músicos.
  • Apresenta o processo de gravação e ensaios das novas músicas autorais.
  • Fala sobre a importância da cultura para a base social e a identidade regional.

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Speaker A
[música] Aqui no sul, o vento corta mais. Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai.
01:16
Speaker A
O vento aqui no sul pode abraçar. [música] Mama. [música] [música] O rock de galpão é a experiência mais linda que eu participo nesse plano, que eu consigo exercitar todos os movimentos para evoluir como ser humano, como artista, como um discípulo da música. Aqui
02:10
Speaker A
[música] eu tenho grandes amigos, grandes artistas e uma grande família. [música] [música] Falando do rock de galpão, para mim é uma consagração. A gente é privilegiado no Brasil, a gente tá fazendo, a gente tá trabalhando com o que a gente gosta, que é
02:44
Speaker A
música. O Rock de Galpão é uma energia muito forte. Quem se permitir ser tocado pelo Rock de Galpão vai entender.
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Speaker A
Fico muito feliz porque, né, dos 15 anos aí eu já tô há quase sete, né, digamos quase na metade do tempo, né, família, né, todo mundo junto sempre. O que mais importa em tudo isso é que a gente foi agregando novos amigos durante
03:04
Speaker A
a trajetória e agora com esse resgate de todos os ex-integrantes da banda, todas as pessoas que participaram, as pessoas importantes, é muito simbólico isso agora, né, para fechar esse ciclo e começar um novo.
03:14
Speaker A
Parece que a gente se viu ontem, pela última vez, e ser convidado assim para estar junto de novo, putz, cara, sei lá o que dizer assim, é amor mesmo, é carinho, saca? Eu me sinto amado pelos caras.
03:24
Speaker A
Muita lembrança boa. Fico com saudade, na verdade. Tenho saudade. E tem uma coisa maravilhosa assim com os guris, que é quando se encontra para tocar tudo funciona.
03:33
Speaker A
Acaba também se tornando uma grande festa, não só no palco, mas também fora do palco, no ensaio, no camarim. É muito legal e acaba se refletindo na música. E agora estão aí completando 15 anos, né,
03:45
Speaker A
mostrando que a música do sul, que tem ritmos bem definidos, pode de uma outra maneira se vestir e agradar a todos, levando cultura, que é uma coisa que qualquer país precisa muito, da cultura, né? Um país sem cultura não tem
03:59
Speaker A
base. Uma grande celebração, né? Ao longo dessa trajetória de 15 anos do Rock de Galpão, o tempo passa e como as coisas são, né? Quem eu sou agora, quem eles são agora, né?
04:08
Speaker A
O momento é o aqui e o agora. É esse aí que tu tem que estar prestando atenção, porque o que passou já foi, cara. Se tu prestou atenção ali no que passou, já foi e curtiu, pá, que bom. E o futuro, cara,
04:20
Speaker A
depende desse aqui agora. Então, se a gente tá tendo oportunidade de aqui agora estar fazendo isso, é porque tá valendo a pena. O futuro tá permitindo que essa história vá um pouquinho mais adiante, né?
04:34
Speaker A
É, só teste vai começar. [música] Ah. [música] [música] [música] Orixá Sarakura lançou quem te viu [ __ ] do pastoreio bolhadeira burbuna prazerou.
05:18
Speaker A
Acho que vi um buzinho por aqui. [música] O Estado das Coisas sempre foi uma banda de boa caneta, como eu falo, sempre escreveram muito bem e acho que, é claro, que no momento isso se perdeu, porque o Rock de Galpão virou um projeto grande
05:44
Speaker A
para todo mundo. Eu tenho mais de 60 releituras do universo música gaúcha. A gente fez esse movimento de reler o cancioneiro por um bom tempo. Aí teve a necessidade do próximo passo, né? Qual seria o próximo passo? Próximo passo
05:59
Speaker A
autoral. [música] [música] Alma de um poema cantador. Milongas e milagres, mirantes e miragens. Muos dançam soltos ao luar.
06:31
Speaker A
É a ordem natural das coisas. A gente não estabelece assim, as coisas vão acontecendo normalmente assim, né? Enquanto a gente era um projeto, não se tinha essa ambição, né? Só tinha que ser no momento certo. E o momento certo, ao meu
06:45
Speaker A
ver, chegou quando a gente assumiu que Rock [música] de Galpão era uma banda. Não sei o que tu acha, Tat? Eu digo pelo som do acordo, entendeu? [música] Frank baixo na terça, baixo na com baixo em só
07:04
Speaker A
cenidos. [música] É o aqui. Isso [música] aí, ó. Aí só melhor. [música] [música] Dá até aquela palminha assim.
07:29
Speaker A
[aplausos] Daqui a pouco tu faz leva ela mais pouca assim no violão e só se a gente tenta sair um pouquinho.
07:36
Speaker A
Isso. [música] [música] E a gente começou a trabalhar música autoral [música], apostar no material deles. Eu acho que é o grande lance. Me sinto muito feliz poder fazer parte aí dessa etapa nova, né?
07:58
Speaker A
E agora a gente tá nessa fase dessas criações, dessas canções novas, né, [música] autorais, com parcerias de outros poetas, enfim, de outros músicos. Tive [música] a colaboração do Luiz Coronel, do Cabude Deco, do Túlio Uurraque, Mar Pirata,
08:13
Speaker A
jacaré não tem pescoço, formiga não tem coceira, careço o fazer da vida, mas que uma brincadeira.
08:28
Speaker A
No pendão verde amarelo, o carmim também cintila. Tremula no azul do pampa a bandeira roupilha. [aplausos] Une as vozes num só canto.
08:46
Speaker A
Todos, todos na mesma canção. Abandona o preconceito e toca um rock de galpão. [música] [música] Tranquilo, tranquilo.
09:14
Speaker A
Salve, meu amigo, como vão as coisas por aí? E te garanto assim, cara, que quem assistir isso aí vai se perder assim entre o que é autoral e o que não é. É uma banda que não tá fazendo isso por, ah, porque é uma
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Speaker A
oportunidade de pegar um mercado novo, não é uma vontade. Todo mundo ali foi meio forjado na música gaúcha.
09:40
Speaker A
Dois trinta [música] só. Então, [música] [música] chegaram de madrugada, cancelaram a umbigada. Jesu já [música] vem.
10:06
Speaker A
Chegaram de madrugada, cancelaram a umbigada, pregando aquela moral. Mas de novo, vai. E também tem um movimento muito especial que vai acontecer, convidar o meu filho para cantar comigo.
10:50
Speaker A
A gente fez uma música juntos, né? Eu e o pai dele falou: "Ó, vamos tocar essa música lá".
10:54
Speaker A
Thiago Braão, baita música, pai da letrista. Acho que essa é a primeira assim parceria nossa de letra, né? Ela nasceu de uma forma bem espontânea, assim, a gente estava em casa e a música veio, veio descendo assim, veio pedindo
11:07
Speaker A
espaço e aí agora tá aí já, né? Sim, vocês estão gravando e vai ter ensaio [música] depois. É, nós terminamos de gravar oito músicas [música] amado.
11:25
Speaker A
[música] [música] Vamos por esses campos às vezes aos prantos o sol. [música] O mundo desenha na pele de algum lugar.
11:48
Speaker A
Eu fui como se fosse um aluno que se formou musicalmente assim através [música] desse convívio com eles. É uma gratidão que eu não sei nem como manifestar assim, mas que eu acho que vale a pena por estar agora podendo
12:00
Speaker A
subir no palco com eles, né? Um simbolismo legal assim para mim. O vento beijando no [música] mar, as cores escando azul, orando por do sol, sentindo o corpo nu, o tempo desenha [música] na pele de algum amor a coro cheio [música]
12:31
Speaker A
da América do Sul. É muito bom estar com os caras de novo. Eles me deram o que eu mais tenho de importante na vida, que foi o início [música] da minha carreira, que foi a época mais divertida, como eu disse, e
12:47
Speaker A
que eu posso voltar porque eu sei que a porta tá aberta. E acredito que agora entrar com o autoral é o momento perfeito para [música] isso, porque eles sabem escrever assim também, eles não são só uma banda de rock. E eu tô
12:59
Speaker A
super orgulhoso de estar envolvido também nisso, né, cara? Eu tô em casa. [música] Tem mais um pouquinho.
13:07
Speaker A
Seão, aí como se fosse uma guitarra. [música] A linha tá linda. Eu tava pensando em tu usar tuas percussas mesmo. [música] [música] que toma o tempo e quem ao vento [música] no espelho das aguadas.
13:50
Speaker A
Então a gente tem mais de 15 canções [música] para esse movimento autoral, que também não é parar de fazer isso para fazer aquilo, né? É só agregando.
13:58
Speaker A
A gente tá criando também cultura da nossa forma, com a nossa fala agora. Tá sendo muito bacana isso aí, muito interessante, né? Acho [música] que vai ser um diferencial assim na timeline do Rock de Galpão.
14:11
Speaker A
Pergunto que toma o tempo e que [música] o encontro da tradicional gaita dos gaúchos com a batida do rock. Deu para imaginar esse som?
14:43
Speaker A
O encontro do pop regionalismo volta com o projeto Rock de Galpão. E para abrir o estúdio 36, Rock de Galpão.
14:52
Speaker A
Encontro impossível acontece. Impossível? Não. Esperado até pela afinidade, pela amizade, [música] pelo talento. Estado das Coisas e Netofagus.
15:12
Speaker A
[música] [música] O rock de galpão nasce com a produção do que seria o último tr
15:27
Speaker A
E a gente viajou muito, muito. E aí de um tempo a gente começou a tocar no Dado tambor, né? E quando a Dado Beer fez uma troca de endereço, o Dato convidou alguns artistas, se eu não me engano, os
15:40
Speaker A
artistas eram o Frejá, a Paula Ter e o Renato Borget. Pouca gente sabe, mas eu sou músico por causa do Borget. Eu nunca consegui tocar acord, nunca consegui tocar gaita a ponto, né? Mas eh virei músico, quis ser
15:52
Speaker A
músico desde criança por causa do Borgete. É um instrumentista maravilhoso que todo mundo gosta, que a banda adorava. Eu sei que ficou eu tocando com o estado das coisas.
16:01
Speaker A
E foi o que aconteceu. A gente fez Wis [música] here do Pink Floyd, meio que improvisado na hora ali e tocamos. Bá, foi muito sucesso.
16:13
Speaker A
[música] E depois a gente fez Milonga para as missões, já querendo dar uma cara para essa cara que que a música tem no projeto hoje. E realmente foi o momento mais lindo da reinauguração da Dad Beer no Burbon Country.
16:40
Speaker A
E o que eu vejo dessa ideia do do Thiago, da turma do VC de Galpão, é simplesmente eles expressam esse sentimento de origem do Rio Grande do Sul através da música pop, o rock, mas com esse regionalismo que é que é que
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Speaker A
tem na origem de todos. Então acho isso muito legal, é é muito verdadeiro, senão não funcionava, senão nós nem estaríamos, eu acho tocando juntos também de alguma forma. Eu eu sabia que ali tinha alguma mágica. Foi uma noite muito
17:05
Speaker A
legal, muito especial. Pá, a partir dali o pessoal falava sempre, né, da daquele encontro.
17:11
Speaker A
O Renato curtiu a banda. A gente fez um convite para ele para gravar no disco Entre o olho e a Garganta, gravado em 2003. A música colorada [música] do Mar Barbarai apareceu barril, o Renato topou e aquilo ali era uma faísca do que
17:24
Speaker A
poderia [música] ser esse rocket galpão e o Mário Barbará, que é um dos compositores, adorou a canção.
17:31
Speaker A
Era no [música] tempo das revolução, das guerra braba de irmão contra irmão, dos lenços branco contra os lenços do colorado, dos mercenários [música] contratado a patacão.
17:45
Speaker A
Era no tempo que os morto votava. e governava o Silva até nas [música] eleição.
17:52
Speaker A
Era no tempo dos combates. E na sequência o dado convida o Neto Fagundes para dar uma canja.
17:58
Speaker A
Eu recebi um convite para fazer uma quinta-feira no dado do tambor. Eu não conhecia a gorizada da estado das coisas, né? E aí eu dou uma canja com eles nesse dia. Já rolou uma coisa bacana assim também rolou uma alquimia muito forte assim. E
18:11
Speaker A
aí eu tinha o meu irmão, o Paulinho Fagundes e o Leandro Rodrigues, esses dois convidados com a banda. A gente começa a fazer a quinta-feira no dado do tambor chamado Quinta Gaúcha. E toda semana tinham convidados, né? A gente
18:24
Speaker A
tocou com basicamente acho que toda música gaúcha que aceitava fazer parte desse projeto, a gente poôde fazer esse show.
18:30
Speaker A
Era essa a proposta, era pegar e fazer as as releituras das músicas muito conhecidas, das músicas tradicionais. E lá pelas tantas o projeto começou a ficar bom de tocar assim. E aí o Thiago e aí a galera vislumbrou uma uma coisa
18:47
Speaker A
que poderia rolar ali, ó. Tem um troço mais sério aqui. Só que para sair do da Bear a gente precisava ter um outro nome.
18:54
Speaker A
Até que o Bagre, né, a história conhecida por todo mundo, veio e deu um nome.
18:58
Speaker A
No intervalo eu tô na Copa do Bar lá e perguntei para ele o que ele tava achando e ele disse para mim: "Olha, Thiago, quando um tango é bem tocado, uma milonga é bem tocada, qualquer música que é que é de coração assim, que
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Speaker A
é de verdade, é bom de ouvir. Até esse rock de galpão que vocês estão fazendo aí." Eu disse que aquilo mais parecia assim um rock deão e o Thiago gostou do título que eu dei pro grupo que acabou até adotando.
19:27
Speaker A
Tava todo mundo com a mania. Falei: "Ó, galera, acabamos de ser batizado, tá aqui o nosso padrinho e o nome desse projeto é o Rock de Galpão.
19:35
Speaker A
Eu entrei no no exatamente no início do Rock de Galpão, né? E aí a gente começou a realmente botar o pé na estrada e levar a coisa mais a sério ainda, né? [música] [música] [música] [música] Foram seis meses de quinta gaúcha. Eu
20:12
Speaker A
pensei assim: "Pô, tá na hora da gente gravar um disco." O Tavares tinha recém saído da banda e o Rafa entrou no lugar dele né?
20:18
Speaker A
Eu tava em casa, recebi um telefonema do coelho. Eu tava atento porque eu tenho uma irmã que mora em Caxias, não é? Eu já conheci o Rafa assim de de ouvir, né? E ele não me conhecia. Me parece que tem a ver com
20:31
Speaker A
a forma dele tocar, que pode se encaixar muito bem na saída de um grande músico, como Tavares, entrada de um outro grande músico né?
20:37
Speaker A
Para tocar com o Neto Fagundes. Pá p pa papá. Eu digo, mas Neto Fagundes, dig, cara, não sei tocar música gaúcha, né?
20:43
Speaker A
Aí fiquei com aquele negócio na cabeça, cara, eu sou roqueiro. E aí ele me explicou toda a situação que era com a com a estátua das coisas. E logo que o Tavares saiu da banda, o Coelho, que era
20:52
Speaker A
o baxista original da banda, também saiu da banda. Foi uma coisa muito saudável assim a minha saída e não teve nenhum impedimento e nem nem nenhum momento eu também sugeria algo do tipo que vou levar junto isso aqui não vamos vida que
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Speaker A
segue vamos adiante. E na época eu tocava com o Rafa em Caxias num trabalho dele num trio que ele tinha de rocabille lá uns outros trabalhos que eu fazia com ele e como o baixista aqui tava saindo também ele me indicou. Ele disse: "Ah,
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Speaker A
tem o cara que toca comigo lá em Caxias, tem o Gustavo, né?" Aí acabei vindo junto com o Rafa. Quando eu entrei na banda, o repertório do CD já tava definido e a gente tava ensaiindo para gravar. E aí eu consegui entrar em
21:29
Speaker A
estúdio, os caras acharam legal e quando eu vi eu tava gravando e a gente fez o disco lá que tem o disquinho, né? Rocket Galpão, estado das coisas, Neto Fagundes, Rocket Galpão, cara. E aquilo foi um sucesso.
21:46
Speaker A
[música] [música] Era uma vez um potrinho vai. Era uma vez um [ __ ] só.
22:09
Speaker A
Quando [música] o potrinho, vesse potro [ __ ] continuou pequenininho e cada vez mais só.
22:23
Speaker A
Foi uma vez uma carreira grande, o corredor era o [ __ ] só. [música] O e o raio professora raia [música] se fizeram e o [ __ ] só.
22:53
Speaker A
E vocês gravaram esse CD aqui, um CD que se chama Rock de Galpão. Rock de Galpão, que é muito legal. Rock de Galpão, que uniu Neto Fagundes e a banda Estado das Coisas.
23:01
Speaker A
Os dois são tradicionais, os dois são modernos. só podia dar o que deu, sobretudo a gente gravou esse disco uma vez e foi muito legal assim porque a gente começou a tocar mais e aí depois na época eu eu era
23:17
Speaker A
freelancer, eu fazia um monte de outras coisas e acabei não assumindo o compromisso aqui. Gravei o CD, saí e o Davilex entrou em cena com muita categoria.
23:27
Speaker A
Cara, eu tenho uma história muito bonita com Rock Calpão. Recebo uma ligação ali. Ah, eu sou o Thiago Ferraz, cara. Agora a gente abriu vaga para baixista que tu não quer fazer um teste com nós? E a partir daquilo ali eu fiz o teste com
23:38
Speaker A
mais alguns baixistas e eu fui aprovado. Daí eu entrei na banda, a gente gravou esse disco, deu certo, a gente começou a gravar músicas para o para o próximo disco. Então a gente convidou o Borguete, gravou Guri, gravou
23:49
Speaker A
Manhãs do Sul do Mundo e aí essa música saiu, a gente começou a gravar essas canções e o Neto chegou no estúdio para tá, o que que tu quer, Thiago? Não vem aqui que tá tudo pronto. Pronto o quê?
23:58
Speaker A
As músicas novas do segundo disco do Rocket Galpão. Aí o Não, tem que ser um DVD. Então, de CD, cara, eu sabia tudo.
24:05
Speaker A
DVD eu não sabia nada, porque DVD, né, é imagem, é equipe. Meu Deus, cara, DVD, que jeito, cara. Tomei um susto porque os o universo naquela época dos números era, sei lá, 10 vezes mais caro do que fazer um CD. Aí vou falar com o IK. E o
24:24
Speaker A
IK, eu tive apenas um encontro com ele, assim, que foi no quando a gente gravou o disco da Estado das Coisas no estúdio do Marcelo Corsete, Porto Alegre. E nesse dia tava o IK e o Nico. Vou falar
24:36
Speaker A
com o Ick anos depois. E aí eu levei as, sei lá, o que que eu levei, acho que era CD com imagem assim para mostrar para ele. E ele olhou para mim assim: "Nossa, mas isso aqui é arte,
24:49
Speaker A
isso aqui é uma revolução". Não, eu tô. E eu digo: "Tá, mas e que tu tá e quanto que é isso aí?" Não, não. Se tudo der certo vai ser uma maravilha. Se der tudo errado, a gente se encontra na fila do
25:03
Speaker A
Serasa. Mas a gente precisa fazer isso aqui, meu. Quando tu toma uma resposta assim de um cara do gabarito do I, tu pensa, né? Pô, tô no caminho certo. É isso mesmo.
25:16
Speaker A
E ele já tinha um disco gravado. E aí eu escutei o disco e eh sugeri que se eu pudesse mexer nas músicas, eh mexer nas nos arranjos especialmente, eu eu vi uma possibilidade muito legal assim de interagir com eles na essência, né, do
25:36
Speaker A
espetáculo, do do conteúdo deles e eles liberaram. Então eu comecei a trabalhar nos arranjos com eles.
25:45
Speaker A
A mão mágica da jogada tá no Ike Gomes, no seu violino, com a sua contribuição musical. [música] Ouve o canto gaúches brasileiro desta terra que eu amei.
26:04
Speaker A
Meu, que experiência divina ser dirigido pelo Rick Gomes. E e veio muita coisa boa assim, porque eles são músicos extraordinários, né? A gente tinha 15 dias desse dia que o IK ia no primeiro ensaio até a gravação DVD
26:22
Speaker A
e começamos a interagir nos ensaios e a criar uma química muito boa, né? Uma química de uma linguagem de world music.
26:32
Speaker A
Amigo, boleia a perna. Puxe banco e vá sentando. Encoste a palha na orelha e o [ __ ] [música] vá picando. Enquanto a chaleira chia, o amargo você vando.
26:48
Speaker A
[música] Enquanto a chaleira chia o amargo você vando. Foi bom você ter chegado. Eu tinha que lhe falar. Um gaúcho apaixonado precisa [música] desabafar.
27:05
Speaker A
Ele misturou na dose certa o neto e o estado das coisas e deu [música] a cara do Gomes e chamou isso de hiperpampa.
27:14
Speaker A
Há alguns anos atrás, o Pampa era aquela região muito distante das capitais, né? E muito isolado. Lá na Pampa era uma coisa que era difícil de se saber o que que tinha lá, sabe? Era difícil de se chegar no centro do país. A informação
27:32
Speaker A
não chegava até lá. E e o hiperpampa é isso, é é o pampa que se expande, é o pampa que se abre para o mundo, é o pampa hiperconectado, né? É aquele peão que tá lá no no no meio do de uma
27:50
Speaker A
fazenda de Uruguaiana e olha a estação espacial passando e pode acompanhar no telefone dele a passagem dos astronautas passando lá no Pampa, né? Talvez ele não se dê conta ainda, mas ele pode fazer isso.
28:04
Speaker A
A fronteira é uma coisa do homem. O homem botou ali fronteira, entendeu? Mas a natureza ela não ela não reconhece aquilo ali. A natureza é a mesma. Ali naquela região de fronteira ela é a mesma. As pessoas se expressam de uma
28:20
Speaker A
forma única. O folclore é aquilo, é a natureza que canta através da natureza humana. E a gente sabe que a arte é maior que a guerra.
28:31
Speaker A
A, nos movimentos artísticos, nos espetáculos, nos concertos, as pessoas vibram por estarem vivas e por participar daquela harmonia musical criativa. Isso é o top da vida.
28:47
Speaker A
A arte é mais forte do que a guerra. Eu sou crente na divindade e morro quando Deus quiser. [música] Mas amigo, se eu lhe disser até perigo a verdade naquela barbaridade de chinaredo fugindo, de grito e balas unindo
29:08
Speaker A
o gaiteiro aliva tudo tocava um solto clinudo, já quase meio dormindo. [música] [música] a parte artística funcionando. O ik, tipo, a gente escutou, mexeu três músicas num dia, daí no outro dia eram outras três, no outro dia eram outras
29:37
Speaker A
três. A gente nunca tocou esse show inteiro. Então eu tinha que me resguardar como cantor, que eu já tava apavorado, e resolver coisas como produtor de coisas que eu nunca tinha feito, né? Quando falaram assim, ó, tem que ter uma terceira mesa para captar o
29:52
Speaker A
áudio separado pro ixe, cara, que que é isso? Liguei pro Ricardo Vidal. de galpão. Acho que é uma proposta muito maneira de levar levar as músicas que foram consagradas durante uma vários anos no estado, que criou todo um
30:07
Speaker A
movimento muito importante, esse movimento nacionalista, movimento nativista e com uma linguagem jovem, porque as coisas evoluem, as pessoas têm outras visões musicais e tal.
30:22
Speaker A
outra maneira de ver ter uma leitura diferente sobre mesma história. Naquele dia eu tive eh o presente assim de trabalhar com um cara que me influenciou muito depois e me influenciei até hoje que é o Ricardo Vidal. Ele foi produtor e técnico de pé
30:39
Speaker A
do RA durante 25 anos, né? Então o cara que tem uma experiência assim única assim no Brasil. Ele é o maior engenheiro de áudio do Brasil, de show ao vivo. Com certeza. Isso é unânime essa essa opinião, sabe? entre todos os
30:51
Speaker A
técnicos, meu compadre, a situação é essa da assim, ó, tu vai falar com o fulano de tal, disse que fui eu que mandei e esse cara vai te dar a mesa que tu precisa. E foi bem isso que aconteceu. E aí daqui a
31:03
Speaker A
pouco ele me liga assim, olha só, tô liberado, tô pegando o avião e tô indo para fazer o DVD com vocês? [música] Uma [música] bocinta [música] o céu de vinho para morar sozinho.
31:36
Speaker A
O teatro era assim, ó. Ele tava liberado das 9 da noite do dia anterior até, né, às 9 da noite, ou seja, 24 horas depois, todo o cenário tinha que tá pronto, a iluminação, a passagem de som, tinha que tá tudo OK porque tinha
31:51
Speaker A
que gravar. Cheguei lá e o Vidal olhou assim, bá, aquele monte de gente, cada um fazendo uma coisa e ele olhou para mim assim: "Ô, meu compadre, eu posso assumir aqui, por favor, né, cara? Para mim tava tudo funcionando, mas e aí ele
32:04
Speaker A
só um pouquinho. Então daí ele foi, eu nunca esqueço disso, cara. Eu tenho a imagem disso. Ele parou todo mundo e disse assim: "Olha só, pessoal, a partir de agora eu tô no comando, tá? Se tudo der certo, o mérito é nosso. Se alguma
32:19
Speaker A
coisa der errado, a culpa foi minha. Isso aí assim, ó, serviu, serve pra minha vida." E foi um projeto que ficou muito legal com cenário assim, era uma coisa grande assim, não foi super fácil porque a gente, pô, quem sabe isso,
32:34
Speaker A
aquilo, pu já tá, o outro já vem com outra ideia já, pá tá no outro.
32:38
Speaker A
Cara, acho tá na hora da gente ficar nervoso. [música] Foi legal assim [música] porque ninguém sabia colocar o produto na prateleira certa, sabe? Então isso aqui é rock, isso aqui é é música [música] gaúcha. O que que é isso aqui? Quando tempo
33:01
Speaker A
sol, o vento forte cerverá [música] raçando que no chão. Negro [música] do campo aoraa vai correr.
33:17
Speaker A
Quem vai [música] embora tem que saber. Ten que saber. [música] E esse e esse DVD ele realmente ele nos [música] botou numa outra projeção, porque o Wick diz assim, ó, teatro, feira, vocês vão para um outro universo.
33:39
Speaker A
E foi difícil segurar essa onda porque a gente ficou um tempo, a galera procurando, mas os preços não batiam mais. A gente entrou num nível de pra gente ir tem que ter equipe, técnico de som, técnico de luz, hold manager e a
33:52
Speaker A
gente nunca mais abriu mão disso para que a gente tivesse essa qualidade, né? Meu cigarro de para joguei com o meu laço no fundo do poço. Prometi a São Pedro não jogar a sorte [música] no jogo do osso. Me disambilho, vendi o tor de
34:08
Speaker A
linda meio bagal para buscar a morena que tinha ido embora pra capital. Bem dizia o compadre que a felicidade [música] é que tem passarinho.
34:19
Speaker A
Mal reponta a invernada ela pode apressar e abandon. Sabe o sucesso que a gente achava que ia ter aconteceu. Só que o lance da agenda com com o Neto começou a virar um problema, porque a gente não conseguia
34:32
Speaker A
fazer show. Eu eu não consigo mais estar na estrada junto com o Rock de Galpão, mas ele vai estar sempre comigo. E para ir adiante a gente se reuniu lá na casa do Thiago, cara, eu quero fazer isso, eu
34:42
Speaker A
quero continuar fazendo isso porque eu gostei muito e tal. Então, ou seja, a principal semente foi jogada para dentro do coração do Thiago que liderava a estado das coisas ali.
34:51
Speaker A
Falei: "Ô, Neto, preciso que tu então vire nossa participação especial, só que a gente precisa formatar diferente porque a gente vai seguir relendo a música.
35:03
Speaker A
que a gente transformou aqui e que tu é um dos caras que ajudou a criar, pô, na hora não. Beleza, tô com vocês. E aí surge a possibilidade de do rock de galpão ao vivo nas missões, né?
35:39
Speaker A
O gaúcho desde piar vai aprendendo a ser valente, não ter medo, ter coragem. E manotaços. Então, aí já no segundo a gente já tinha um domínio do que estava fazendo. Então, o conceito do hiperpampa eh ele se estabeleceu,
36:03
Speaker A
né? Se concretizou de verdade. Já tava acontecendo os shows do DVD um e o Maia entrou com a com a arte, né? de Maia é o cara que tem que estar junto com nós. Você recebe uma energia de um
36:14
Speaker A
público, que é coisa que o artista plástico não experimenta. Um teatro cheio e você tá pintando ali na hora como um músico. O Neto convidado para cantar uma canção, porque ele é ele tá ali, né? Ele tem que tá.
36:27
Speaker A
Neto Fagundes, um dos mais importantes nomes do regionalismo riograndense, parceiro de fundação do projeto Rock de Galpão, se agrega agora ao projeto como um convidado para lá de especial. Quem canta refresca a alma.
36:42
Speaker A
Cantar adorça ao viver. Assim eu vivo [música] cantando para aliviar meu parecer. [música] Em cima do palco, a gente criou uma grande amizade. A gente foi criando uma atmosfera de pessoas que gostavam disso.
37:08
Speaker A
Então, a a estado das coisas daí vira a banda que é responsável pelo projeto também. Ali eu consegui começar a ter uma noção da proporção que aquilo podia tomar. Olha onde é que a gente tá, olha o que a gente tá fazendo,
37:23
Speaker A
olha o repertório que a gente tá trabalhando, que a gente tá executando. Eu fui pro Rio de Janeiro fazer o passaporte de um dos meus filhos e lá eu conheci o Repolho, que é um grande percussionista de Recife, que acompanhou Gilberto Gila,
37:41
Speaker A
Gilberto Xmonte, trouxe esse dardo afro para dentro do trabalho brasileiro. Fiquei muito encantado pelo trabalho que eles vem desenvolvendo assim de preservação e de resgate da cultura do Rio Grande, dessa da cultura gaúcha, da música dos pampas, assim, dessa coisa da
37:58
Speaker A
música das fronteiras, né? Porque é um trabalho tanto cultural quanto musical de muita importância.
38:06
Speaker A
Eu vou muito no em Santo Antônio da Patrulha no Tio Gui tio Gui é um cara que para mim era como um pai assim, sabe? Um ou irmão mais velho. Pai é uma mistura assim, sabe? E o lugar é lindo
38:17
Speaker A
assim. E eu falei: "O Tigu, um dia eu vou trazer a banda aí pra gente fazer uma imersão. Thaagu as porteiras estão sempre abertas para ti, estão escancaradas". É assim que ele faz.
38:26
Speaker A
Essa proposta do Thago de a gente passar uma semana numa fazenda internados fazendo os arranjos, ensaios. De lá foi muito bonito, foi especial assim a porque foi tudo muito rápido o processo para produzir ele. A gente fez uma
38:41
Speaker A
imersão, foi coisa de uma semana. Aí o nós começamos a imersão, depois o Wick Gomes, que tava produzindo a parte musical e artística, chegou e deu uma virou tudo de cabeça para baixo e de repente tinha que estar com as músicas
38:55
Speaker A
na cabeças decoradas em pouco tempo, assim, sei lá, três, qu dias e sair gravando o DVD. Nós fomos pra Barranca também, foi maravilhoso porque foi um encontro ali do Bombolegueiro, do Ernesto Fagundes com a Faia. O toque dos
39:09
Speaker A
tambores é o primeiro sistema de comunicação entre as tribos. E aqui diante da natureza, a alfaia das tribos do norte e o bomboleiro das tribos do sul falam a mesma língua.
39:28
Speaker A
Festival da Barranca. A gente tem que levar o Rock de Galpão lá lá naquele pessoal que é a música gaúcho, porque eles têm que abençoar isso aí.
39:39
Speaker A
Estamos no ano de 2014 e há 43 anos se reúnem na Barranca do Rio Uruguai, em São Borja, compositores, pajadores, cantores e apaixonados pelo folclore para celebrar a vida durante a semana santa. a gentileza deles entre eles. A
39:59
Speaker A
cuia, a cuia, o chimarrão, isso é uma coisa que só entende quem tá aqui. É coisa do aquerenciado.
40:05
Speaker A
É uma coisa que ou você nasce aqui ou você se entrega culturalmente pra história. เฮ [música] [música] [música] [música] [música] Fizemos uma reunião lá nas missões evocando o espírito dos guaranis.
40:49
Speaker A
Uma coisa artística muito bacana, muito profunda, uma entrega de alma. Agora a ideia é a seguinte, nós vamos gravar em abril nesses oito dias. É uma imersão, a gente começa Santo Antônio, vai a a São Borja na Barranca, grava o
41:02
Speaker A
show na segunda em abril. Ah, mas esse show tinha que ser na frente da da catedral de Santo o Thiago me chama porque ele tava com um projeto de realizar um DVD do projeto Rock de Galpão. Então eu tava com essa
41:14
Speaker A
ideia do DVD na cabeça e eu tinha realizado um belo de um trabalho audiovisual nas regiões das missões.
41:21
Speaker A
Conheci essa igreja maravilhosa Santo Ângelo. E um uma vez comentei com o Thiago: "Thago, tu é missioneiro? Tu é o cara para fazer uma gravação lá?" Cara, para mim uma coisa super marcante foi quando eu voltei ali no na gravação do
41:34
Speaker A
segundo DVD, porque quando eu voltei, eu peguei já a gravação na frente do da catedral ali em Santo e já cheguei e já disse: "Bal, o negócio tá tá tá gigante, né?" Então para mim foi uma coisa super
41:44
Speaker A
marcante, né? E não importa se não tem ladar de cola, [música] eu quero agora se tiar no meus beledos com meu cavalo galopando o campo fora. O meu destino [música] é um destoque, mas eu chego aonde eu ouço a voz acordeiona.
42:01
Speaker A
Já escuto o gaiteiro puxando o fle, vou animando a galderhada [música] no buixo, enquanto eu seguro detonando hardcore. Vai coral.
42:16
Speaker A
A gente passou pela Barranca, né, festival de de compositores e depois e gravamos o DVD lá. Então, teve aquela coisa da tensão, mas ao mesmo tempo aquela aquele frio na barriga bom que foi incrível também pelo cenário, foi mapeado o show, vendo vídeos de
42:34
Speaker A
produções que aconteciam, especialmente na Europa, onde pegavam aqueles prédios históricos que faziam projeções mapeadas, pensei assim: "Poxa, que legal se a gente pudesse fazer isso aqui." E pra minha surpresa, um dia eu assisto um vídeo no YouTube que era um aniversário
42:50
Speaker A
de Porto Alegre, onde realizaram uma projeção mapeada nas paredes do mercado público, que esse pessoal era aqui de Porto Alegre, pessoal da Tratum. E aí a gente procurou eles e o Thiago com esse grande poder de realização dele
43:04
Speaker A
conseguiu viabilizar o projeto. E com isso nós conseguimos fazer naquela época a primeira projeção, mapeada registrada num DVD musical. Eu arrisco dizer que é a primeira do Brasil e mesmo da América Latina gravação de um DVD musical, projeção mapeada numa grande edificação.
43:25
Speaker A
Toda a parte visual tá muito bonita, com vários convidados aí tinha Mário Barbará. Tô muito feliz da da moçada aí tá cantando minhas músicas aí, né? Tomara que grave mais algumas.
43:37
Speaker A
Mas o que [música] for nunca mais será. [música] [música] E hoje é uma coisa que eu tenho muito orgulho, realmente de fazer parte dessa família, que é o Rock de Galpão e tá preparando esse DVD com tanto carinho.
44:24
Speaker A
Espero que realmente vocês contam isso aí que a gente tá fazendo. [música] Um cenário lindo, fantástico, maravilhoso, consagrador, né? Porque o povo missioneiro é extremamente culto.
44:38
Speaker A
Eles acataram, aplaudiram, lotaram a praça. Tinha 10.000 pessoas na frente e saímos de lá todos realizados.
45:07
Speaker A
todo o conceito do hiperpampa que o que o IK denominou, né, se formatou ali de um de forma muito forte. E aí saiu aquele DVD que foi apoteótico assim, que foi uma coisa que todo mundo comprou, todo mundo ouviu e a gente conseguiu
45:24
Speaker A
virar. Aí ficou a estado das coisas em Rock de Galpão. Os homens de preto trazendo a boiada, perdido cantando dando gagada.
45:35
Speaker A
O gato coitado não pensa em nada, só para [música] direita jáada. Deus, [música] Deus, Deus, Deus, Deus.
45:43
Speaker A
Receber. [música] [música] Os homem de preto trazendo a boiada, vem rindo, cantando, dando gargalhada.
46:31
Speaker A
[música] Depois que a gente realizou a gravação desse DVD, surgiu a oportunidade de fazer um livro. o livro contando a história do Rocket Galpão até então e saiu esse livro Rocket Galpão, volume 2 das Missões. A gente reuniu as fotos da
46:47
Speaker A
Andreia Hilgert, do Eduardo Rocha, que foi o diretor artístico, né, desse livro, Giovan Vieira, a Eloía Verbook, que a tem a foto da capa, é dela, e o Rick Barbo, é um livro bacana que tem toda a história clicada por esses
47:04
Speaker A
fotógrafos, além de lindos textos colaborativos de jornalistas, músicos, poetas e apaixonados por essa querência.
47:11
Speaker A
E aí acontece um movimento bem importante que é vamos virar rock de galpão. Isso foi uma decisão muito, muito importante de todos, né? Eu levei essa sugestão e a galera achou que sim.
47:25
Speaker A
Eu acho que foi o movimento certo na hora certa. Eu acho que que ele veio quando realmente a gente resolveu dar tipo 100% de atenção para para esse projeto, o Rock de Galpão virar banda Rock de Galpão, não um projeto, né? É um
47:39
Speaker A
processo meio natural assim das coisas, né? a gente não estabelece assim, ó, dia tal nós vamos, eu acho que a coisa vai se acomodando assim, né?
47:46
Speaker A
É, vamos adormecer. Gratidão o Estado das Coisas por ter juntado essa turma aqui, por ser essa engrenagem que fortaleceu esse movimento. Aí a gente virou o Rocket Galpão e partiu pro terceiro DVD, que era reler o sul do
48:04
Speaker A
Brasil e um pouquinho dos da da Argentina. [música] [música] compo [música] andando laun [música] Cantare, cantare a querido. Cantarei, cantarei. [música] [música] Roque de Galpão. 10 anos da estrada, meu. Não é pouca coisa. Tem muita história para contar ainda, tem muita
48:55
Speaker A
pesquisa para fazer. É um projeto que fala do legado da música feita no sul do Brasil, da nossa querência. Isso é o rock de Galpão. Isso é o hiperpampa. A gente tá aí para fazer muita coisa bacana ainda pela música produzida no
49:11
Speaker A
sul do país e do mundo. E é só um capítulo de um grande [música] livro que ainda tem muita coisa por vida. E esses 10 anos foi só o primeiro passo. Roque de sempre.
49:21
Speaker A
[música] Onde [música] [música] a terra começar, vento negro gentil onde a terra. Vento negro.
50:03
Speaker A
E aí a gente fez essa etapa com a mesma formação. Rafa Schuler, o Paulinho Cardoso, Diablo Júnior, Guilherme Gu, Mestre Col, Gustavo Viegas eu.
50:14
Speaker A
Então, no último DVD que participei só como convidado, o Thiago tem esse poder de agregar as pessoas, é um cara muito agregador né?
50:24
Speaker A
[música] aos que me apontam o dedo. [música] Aqui virou um caldeirão de criatividade de da música universal baseada no folclore gaúcho, né, no folclore brasileiro do sul, né? Então é realmente um privilégio estar entre esses músicos e fazer parte
50:55
Speaker A
desta criação aqui que é o Rock de Gal. A gente fez integração com muitos artistas também, muitas parcerias. Hto Gessger, que é um cara que eu escuto desde que eu era pirralho nas passagens de som escondido. Que pampessa que eu
51:26
Speaker A
recebo agora com a missão de cultivar raízes se dessa pampa que me fala isso.
51:35
Speaker A
Foi um grande prazer participar desse novo trabalho do rock de galpão. Os guris são excelentes músicos e tem uma visão muito interessante sobre a mistura de sons regionais com rock and roll. E [música] diz a todos que agarrem um
51:47
Speaker A
punhal de puro aço. [música] Cortem o meu coração e cada um leva um pedaço. [música] Cortem o meu coração e cada um leva um pedaço.
52:12
Speaker A
Leva um pedaço. Cada um leva um pedaço. Meu grande [música] sincero abraço. Meu grande sincero abraço. [música] Um abraça [música] [música] Neto Fagundes está de volta aqui conosco também a Gutia Ramil.
52:48
Speaker A
Para mim é uma honra poder fazer parte desse momento. Vi brincar um pouco, melhor cantar músicas aí que também tem a ver com a trajetória da minha família, né? Com ó com referência para mim.
52:59
Speaker A
Americana [música] pátria morena. Quero temer e canto livre em tu amanecer [música] o Eu sou muito orgulhoso, torço muito e sempre que eu posso eu tô junto, principalmente para comemorarmos 10 anos dessa história tão bacana de amizade, de
53:24
Speaker A
respeito, de carinho, de viagens. Eu [música] chorei baixinho, andei [música] rasinho de sofrer, mas [música] me levantei, me comandei, nem [música] lembro.
53:50
Speaker A
O grande Gilberto Monteiro, compositor da Bilonga para as missões. [música] Eu me sinto honrado, muito honrado de estar participando dessa turma maravilhosa, grandes músicos, né, que vem numa luta incessante assim, firme, né? E então é muito gratificante participar nesse momento, né, em prol da
54:25
Speaker A
cultura, arte mundial. Sou descendente debanês, estudo bastante a questão da percussão oriental. Começamos a juntar essa essa essa linguagem mais world music. Conseguimos trazer um ícone da da música oriental lá que foi o Rossan Runy.
54:55
Speaker A
Participou de muitas gravações assim de primeira linha, uma delas com led Zepling. E aí ele vindo para o Brasil dar aulas de música árabe, encontrando o Guilherme Gul. sempre o Guilherme convidou ele para participar e ele veio, participou grande
55:12
Speaker A
figura, adorou o trabalho, adorava o Brasil. Eu uma grande honra para mim de tocar música com Rock de Gapão, porque a primeira vez eu toco com um grupo brasileiro. Eu gosto da música deles porque eu conheço a a batarista de
55:31
Speaker A
banda, Guilherme Gul. Eu gostava música, mas não sabia que vou amar um grupo de músicos profissionais e bem dedicado e bem expertica deles.
55:50
Speaker A
[música] [música] A gente conheceu João Trisca no Paraná, também é violeiro da música regional.
56:19
Speaker A
[música] [música] Hoje tô aqui com Roque de Galão em Curitiba, na minha terra natal. Tô muito feliz de estar aqui participando do DVD de 10 anos dessa banda maravilhosa de músicos que faz uma conexão entre a música regional e universal.
56:40
Speaker A
A saudade vem [música] atrás. Vou buscar aquela linda moreninha que é [música] para eu viver em paz.
56:50
Speaker A
Buscar aquela linda moreninha que [música] é para eu viver em paz. Aí meio que pesquisou para nós, ó, aqui do Paraná tem o João Lopes que tem a música O Bicho do Paraná que é um rock aqui que canta todo, todo o estado
57:09
Speaker A
canta, se identifica com a música. Cortar o meu cabelo [música] só para dar o que falar.
57:19
Speaker A
Eu não sou um gato de panel. [música] Me sinto muito mais feliz ainda porque comemorando os 10 anos de carreira desta banda incrível aqui do sul do Brasil, Rock de Galpão, me deixa assim super à vontade para poder cantar com eles hoje
57:38
Speaker A
aqui. Bicho do Paraná. [música] Panema, sou bicho do Paraná. Sou bicho do Paraná. [música] Aí me di por conta assim, tu vê, né?
57:55
Speaker A
Paraná é ali. Daí a gente vê a necessidade de fazer esse serviço, de lincar mais o sul, de que mais gente podia conhecer essa música, de que mais gente precisava ouvir, não só aqui no Rio do Sul, como
58:08
Speaker A
no fora. Aí Santa Catarina tem o rancho de amor à ilha do poeta Zinin. Ele era do samba. A gente pegou uma banda chamada Rédia Solta, que é mais do universo da música feita no Sul aqui para representar e cantar
58:25
Speaker A
junto essa música do do poeta. Um pedacinho de terra [música] perdido no mar. Pedacinho de terra perdido no mar.
58:35
Speaker A
Um pedacinho [música] de terra, beleza sem paz. Jamais a [música] natureza reuniu tanta beleza. Jamais algum poeta teve tanto para cantar.
58:51
Speaker A
Um pedacinho [música] de terra. Beleza, sabe? umas coisas linda. Tem a do Daniel Luciena, amanhã sul do Mundo. [música] Vou fugir dessa metrópole à libertação e seguir algum [música] caminho que me leve ao sul.
59:14
Speaker A
E nas manhãs do sul do mundo, pelos campos, estradas [música] e rios. Semea meu canto em campos [música] de cereais.
59:47
Speaker A
contar [música] e a gente vai pra Argentina e onde eu tenho um primo meu Có, estamos ao vivo aqui em B.
60:09
Speaker A
Muito feliz de receber aqui em Buenos Aires e que o Roque de Galpão possa fazer essa verdadeira união de Brasil e Argentina nos países latino-americanos.
60:19
Speaker A
[música] [música] Cara, a gente vai no peito e na raça, meu. Meu primo conseguiu hospedagem no Cerni, o show foi num teatro em San Isídro e foi muito lindo isso, sabe? Tu tem que ser muito afim, cara. A tua turma tem
60:47
Speaker A
que ser muito corajosa, tem que ser muito decidida, focada em querer seguir, né? Aí teve a participação do Franco Luciani, que é um harmonicista, toca bomboleiro cantor compositor.
61:13
Speaker A
[música] y toda la banda porqueesentan esto que amamos que es nuestra tierra es nuestra región Valéria Lind, que é uma cantora super reconhecida Argentina, Uruguai, Chile, Espanha, México, né? Conheci ela, mostrei o Rock che põ quero cantar com
61:57
Speaker A
vocês e cantou. Can Alfons eleg [música] org compiren con ellos resato la esencia raíces folclore la fusi del folclore latinoamericano entre Argentina y Brasil estamos tan cerca y a veces tan lejos entonces la música comunica entrela muy feliz de haber podido participar de
62:44
Speaker A
noche tan hubo que nica, alegr [música] Todas la mano [música] la sangre [música] canta que Calpão ele tem essa pesquisa.
63:13
Speaker A
A música ela não tem fronteiras, então é se agregar entre todo mundo que é o o lance bacana da coisa, né? Tenho muito orgulho desse projeto [música] que la guerra non se indiferente.
63:31
Speaker A
Es un mostro grande [música] inocencia de la glória a Dios. guerra [música] diferente. Esse oro aí a gente grava esse esse movimento e teve a necessidade do próximo passo, né? Qual seria o próximo passo? Próximo passo autoral.
64:05
Speaker A
Então acho que esse novo ciclo que vem daqui para diante é o trabalho autoral, que eu aposto muito que vai dar muito certo assim e espero que a gente continue trabalhando junto. Aí o grupo segue e eu sigo muito feliz junto. Foram
64:15
Speaker A
muitos anos juntos. Então, ah, faz um bem da nada, né? Poder tocar com eles de novo depois de tanto tempo assim.
64:21
Speaker A
É uma família de irmãos queridos que eu que eu tenho assim guardado um momento da minha vida que fui muito feliz. Mil Graças, Thiago Ferrara, estado das coisas, Roca de Galpão. Conte comigo.
64:32
Speaker A
Vida longa para esse projeto. Que continue e cada vez mais armazenando parceiros aí. Por isso que dá certo. É, tem essa verdade e tem esse respeito pela pela linguagem, tanto pela linguagem regional quanto pela linguagem do rock.
64:44
Speaker A
Foi uma faculdade que eu fiz. andando com esses meninos, né? Eu fico bem bem contente, bem emocionado.
64:50
Speaker A
É uma diversão, é uma alegria, mas é responsabilidade também de contar essa história através da fotografia e misturando e entregando aquele som da banda pr pra plateia, né? Isso é é muito prazeroso para mim, né?
65:00
Speaker A
É um orgulho fazer parte dessa turma, dessa equipe, dessa família, né? Eu cresci ouvindo Rock de Galpão.
65:06
Speaker A
Eu me sinto muito feliz porque eu mergulhei, né, de cabeça no no no projeto em si.
65:11
Speaker A
É um pouco engraçado, né? Porque é muito tempo do mesmo time junto, né? a gente pode contar um com o outro sempre um apoia o outro e tem muito respeito e tem muito carinho aí, fora todos os outros
65:22
Speaker A
músicos que participaram tanto da Estado como do Rock de Galpão, né, até chegar nessa formação que é hoje, né, que estão sempre contribuindo com a gente, que é que isso é o bacana também. Toda a equipe que tá trabalhando
65:33
Speaker A
praticamente todo esse esses 15 anos, tá? Todo mundo vivo, cara. Obrigado, papai do céu. É isso que eu quero, é compartilhar com esses caras enquanto a gente ainda tá tá aqui, né? E essa entrega, cara, isso é o sucesso. São são
65:50
Speaker A
é toda essa história aí que eu contei que tem vai tá todo mundo em cima do palco aí. Tudo que a gente homenageou, eh, as pessoas que partiram nesses 15 anos, cara, elas vão estar em cima, pode ter certeza, elas vão tá em cima do
66:06
Speaker A
palco com a gente, curtindo, nos nos fortalecendo pra gente entregar assim a cultura aqui do sul. [música] Aqui no sul o [música] vento corta.
66:51
Speaker A
Mais e joga [música] na fogueira os temporais. [música] Histórias de amor, de guerra [música] e de paz.
67:09
Speaker A
Memórias que a vida leva e traz. O vento aqui no sul pode abraçar. Tudo que o tempo nos deixou, [música] raízes ganham asas, sementes [música] viram flor.
67:38
Speaker A
A alma de um poema cantador. Fogas e milagres, [música] mirantes e miragens, moinhos dançam soltos ao luar.
67:59
Speaker A
Místicos, [música] mistérios, mágicas misturas. E a pampa se desenha no ol. Mama. [música] Aqui no sul o vento corta mais e joga na fogueira os temporais.
68:53
Speaker A
Histórias [música] de amor, de guerra e de paz. Memórias que [música] a vida leva e traz.
69:08
Speaker A
O vento aqui pode abraçar [música] tudo que o tempo nos deixou. Raízes ganham asas [música] e sementes viram flor.
69:29
Speaker A
A alma de um [música] poema cantador. Milongas [música] e milagres, mirantes e miragens. Minhos dançam soltos ao luar.
69:51
Speaker A
Místicos mistérios mágicas, [música] misturas. E a pampa se desenha no olhar. [música] A pampa se desenha no olhar.
70:11
Speaker A
A pampa se desenha no olhar para te amar [música] mais. Ai ai ai ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai. He ja.
71:01
Speaker A
Era [música] [aplausos] uma vez. Um potrinho [música] baio. Era uma vez [música] um [ __ ] só.
71:44
Speaker A
Quando [música] o potrinho, desse potro [ __ ] continuou [música] pequenininho e cada vez mais só.
71:58
Speaker A
Foi uma vez uma carreira [música] grande, o corredor [música] era um [ __ ] só.
72:14
Speaker A
[música] Raio, meu cigarro de para joguei com meu laço no bolo do poço. Prometi a São Pedro [música] não jogar a sorte no jogo do osso. Me disambilho, vendi o tor de meio [música] bagal para buscar a morena que
72:31
Speaker A
tinha ido embora pra capital. Bem dizia o compadre que a felicidade [música] é que tem passarinho.
72:39
Speaker A
A revolta a invernada ela pode apressar e abandonar o ninho. Os homens de preto trazendo a boiada vem rindo cantando dando gaiada.
72:50
Speaker A
[música] O gato coitado não pensa nem nada, só prel da direita jáada. Deus, [música] Deus, Deus, Deus, Deus.
73:01
Speaker A
V. [música] Os homem de preto trazendo a boiada, vem rindo, cantando, dando gargalhada. Nunca mais será mais o que for, [música] nunca mais será.
73:48
Speaker A
[música] [música] [música] E diz a todos [música] que agarrem um punhal de puro aço.
74:24
Speaker A
[música] Cem o meu coração e cada um levo um pedaço. [música] Cortem o meu coração e cada um leva um pedaço.
74:42
Speaker A
Leva um pedaço. Cada um leva um pedaço. Meu grande sincero [música] abraço, meu grande [música] sincero abraço.
75:02
Speaker A
Um abraça [música] choros. [música] la guerra non seente. [música]
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Frequently Asked Questions

Qual é o foco principal do documentário Rock de Galpão 15 anos?

O documentário foca na celebração dos 15 anos da banda Rock de Galpão, destacando sua trajetória, evolução musical e importância cultural para a região sul do Brasil.

Como o Rock de Galpão evoluiu musicalmente ao longo dos anos?

A banda começou com releituras do cancioneiro gaúcho e depois passou a produzir músicas autorais, incorporando parcerias com poetas e músicos para criar um som único que mistura rock e ritmos regionais.

Qual a importância do reencontro dos ex-integrantes para a banda?

O reencontro dos ex-integrantes é simbólico e emocional, reforçando os laços de amizade e fortalecendo a continuidade do projeto, além de celebrar a história e o legado do Rock de Galpão.

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