Aula Livre com Rogério Pereira: Em tempos de IA, quem c… — Transcript

Rogério Pereira discute o impacto da IA no design e produto, integrando pensamento sistêmico e futuro das experiências criativas.

Key Takeaways

  • A IA está transformando o processo de design, exigindo adaptação e integração entre áreas.
  • Pensamento sistêmico é fundamental para criar produtos que façam sentido e sejam eficazes.
  • Design e produto devem ser vistos como uma única disciplina integrada para melhores resultados.
  • Profissionais precisam desenvolver resiliência e criatividade para enfrentar desafios complexos.
  • O futuro do design envolve coordenação e colaboração com sistemas de IA para potencializar a criação.

Summary

  • Rogério Pereira apresenta sua trajetória profissional e experiência em design e produto.
  • Discussão sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no processo de design e criação de produtos.
  • Reflexão sobre a integração entre design, produto e negócios no contexto atual.
  • Importância do pensamento sistêmico para a construção de produtos mais inteligentes e eficientes.
  • Análise do cenário atual do uso de IA em design, incluindo desafios e oportunidades.
  • Debate sobre a evolução do papel do designer e do processo de design diante da automação e IA.
  • Enfoque na multidisciplinaridade e diversidade de projetos para diferentes setores.
  • Considerações sobre a necessidade de adaptação dos profissionais à nova realidade tecnológica.
  • Importância da resiliência e criatividade para resolver problemas complexos, especialmente em projetos governamentais.
  • Perspectivas futuras para a atuação de designers como coordenadores da inteligência artificial.

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Speaker A
[música] Pessoal, primeiro boa noite aí para todo mundo. Obrigado aí quem pegou um tempinho para participar aqui desse bate-papo.
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Speaker A
Eh, vou me apresentar um pouquinho aqui, fazer um pouco a introdução do papo de hoje. Acho que
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Speaker A
a ideia é: quem nunca falou de AI nos últimos três meses, se meses, o ano, né?
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Speaker A
Tem falado desse tema bastante recorrente. E aí o que eu vou trazer aqui hoje é aqueles disclaimers, né, de as notas de rodapé. Não é o ponto de vista que eu tenho percebido, um ponto de vista não só meu, mas com
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Speaker A
base no que eu tenho acompanhado e entendido. Não reflete necessariamente a opinião da Escola Aprender Design, mas é a opinião de um dos professores que está aqui também atuando na escola, principalmente no início desse curso do
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Speaker A
base. Aí depois, vocês podem, enfim, aprofundar um pouco do curso, quem tiver interesse em fazer o curso. Enfim.
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Speaker A
Eh, então vou começar daqui como a Jéssica falou, eu gosto de durante a aula a gente e também quem quiser fazer pergunta pelo chat, quem quiser abrir o microfone também, dá algumas pausas para a gente também vocês
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Speaker A
fazerem pergunta, tirarem dúvidas ou trazer ponto de vista que complemente meu ponto de vista aqui, não é? Eu trazer a minha verdade, mas trazer o que eu tenho acompanhado e também eu vi também o que vocês têm acompanhado até
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Speaker A
as próprias angústias, né? Tá todo mundo nesse momento de: ai, quem não está tipo, cara, o que está acontecendo? Como é que vai ser o processo de trabalho? Como é que vai ser? Como é que designers, desenvolvedores e
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Speaker A
designers desenvolvedores de pessoas de produtos se integram e trabalham de maneira mais inteligente? Então, vou fazer aqui uma apresentação rápida minha, da minha história, fazer uma introdução do contexto que a gente está vivendo, trazer esse tema polêmico aí, né? Se o nosso
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Speaker A
processo de design está morto, como é que ele está agora, por que que a gente de repente vem fazendo um processo que de repente não está fazendo mais sentido. Eh, trazer um pouco do cenário, como é que está o uso de AI em design. Vocês, quem está
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Speaker A
mais atento deve estar acompanhando aqui um pouco das pesquisas, sejam pesquisas globais ou pesquisas internacionais. Falar um pouquinho do que eu acho para onde a gente está indo como, né, principalmente como criadores de produto. Aqui eu estou falando
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Speaker A
só, não só como designer, mas pessoas que fazem produtos, né? Então o negócio está ficando cada vez mais integrado. E aí tem um conceito que eu gosto muito, que eu trago muito na aula do Aprender Design, que é essa ideia do pensamento
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Speaker A
sistêmico, né? Eh, como a Jéssica falou, a primeira etapa do curso ali é muito falando sobre pensar, né? E aí quando a gente elaborou o curso lá atrás, a gente já via um comportamento no mercado.
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Speaker A
Muita gente, cara, ficando muito fera nas ferramentas, ficando muito fera na construção, na execução, mas a gente percebia que faltava uma escola que ajudasse as pessoas a pensarem de maneira mais lógica quando estão construindo produto. Acho que eh talvez
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Speaker A
esse seja o futuro que está se apontando, mas ao mesmo tempo também isso, o pensar bons produtos faz parte desse, desde quando a gente começou a criar lá atrás, né? A gente não faz uma coisa que não
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Speaker A
tenha lógica, não faz tanto sentido. Mas vamos lá, vamos fazer aqui, fazer uma apresentação rápida. Como a Jéssica falou, sou o Rogério, eh, Rogério Pereira. Eh, minha vida além do trabalho como designer, como pessoa de produto, né? Convido um pouco o pessoal.
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Speaker A
Sou casado com a Marquélia, tenho um filho de já 19 anos, né? As pessoas ficam surpresas, mas eu tenho muitos cabelos brancos, então não dá para ficar tão surpresa assim. Já tem 19 anos já. E gosto de gatos, né? Tem um gato que tem
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Speaker A
11 anos, eu tinha dois gatos, infelizmente faleceu, mas gosto de pet e principalmente gatos, porque gatos têm uma autonomia que os cachorros não têm. Tenho nada contra cachorro, mas gosto mais de gatos, tá?
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Speaker A
[roncando] Eh, e aí contar um pouco da minha trajetória profissional, só para vocês entenderem a minha lógica de pensamento. Tô vendo, tô vendo Márcio Rosa aqui de Brasília. Tomara que esteja em Brasília. Saudades. Estarei aí em
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Speaker A
julho, passando alguns dias com a família. Mas eu comecei a, sou natural de Brasília, comecei a minha carreira em Brasília basicamente ali em 2006, fiquei entre 2006 e 2013 trabalhando no mercado de Brasília, principalmente atendendo pong, né,
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Speaker A
projeto para o governo. E aí eu brinco que acho que foi aí que eu aprendi a ter resiliência para resolver problema complexo graças a essa experiência, cara. Quem já atendeu projeto governamental sabe o que eu estou falando, cara. É muito mais difícil, é
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Speaker A
muito mais complexo, você tem que ser mais resiliente, você tem que ser mais criativo, você tem que ser mais inteligente possível para você conseguir fazer bons projetos para governo, dado a dinâmica que é diferente da iniciativa privada, né? Então, foi
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Speaker A
nessa época, inclusive conheci o Márcio que está aqui dentro da aula. Márcio, obrigado pela presença aí.
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Speaker A
Eh, e cara, 2014 eu tomei uma decisão bastante difícil. Eu saí de onde eu nasci, comecei minha carreira, onde minha família está para trabalhar no Rio. Fui morar no Rio, meu filho tinha 6 anos na época. E eu
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Speaker A
fui ter uma experiência num estúdio de design estratégico global que se chama Hild, tem nos Estados Unidos, teve aqui no Brasil entre 2014 e 2017. E aí foi nesse lugar onde eu consegui ter uma multidisciplinaridade,
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Speaker A
diversidade de projetos com diferentes segmentos, desde projeto para segmento de entretenimento, até segmentos do setor financeiro. Então, a diversidade de temas aqui nessa época foi muito legal. Eu acho que foi o lugar onde eu mais absorvi o que a gente
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Speaker A
chama de processo de design hoje, pesquisa, discovery, toda essa parte que a gente faz bastante antes de começar a desenhar o produto, começar a definir o produto. Então, foi bem interessante nessa época. Eh, e aí em
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Speaker A
2018 eu venho para São Paulo, onde eu tive a oportunidade de trabalhar na consultoria, que é a Accenture, alguns de vocês devem conhecer, que talvez seja a maior consultoria de serviços, estratégia do mundo, super grande. E aí
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Speaker A
eu acho que aqui nessa fase foi onde eu comecei a unir design com o negócio, né?
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Speaker A
Porque quando você está dentro da consultoria, não é você fazer design per se, só entregar bons produtos, produtos bem resolvidos. Se aquilo não se conecta com a proposta de valor do negócio, aquilo não resolve problema de verdade. Então, acho que nessa época eu
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Speaker A
comecei a ter uma conexão com o mundo real do business, né? Na época da Accenture foi muito legal, mas eu estava mais distante das empresas por estar dentro da consultoria.
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Speaker A
E aí agora, recentemente, desde 2021, eu estou atualmente morando em São Paulo, já na minha [limpando a garganta] segunda fase de São Paulo, e atualmente eu lidero tanto o time de produto quanto design, né? Aqui na Even, para quem não
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Speaker A
conhece a Even, Even é uma instituição financeira para brasileiros investirem e usarem seu dinheiro de forma global. Então, foi fundada em 2018, chegou em 2021 para fundar o time de design. Há um ano e meio comecei a
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Speaker A
olhar para o time de produto também. E algumas pessoas até me perguntam: "Roger, por que você também aceitou esse desafio de olhar para o time de produto?" E aí sempre que eu reflito sobre isso é, cara, eu nunca
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Speaker A
separei design de produto, né? Por isso que eu gosto do nome product design, porque design e produto não são coisas separadas, apesar de a gente até ter na indústria hoje carreiras separadas, né?
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Speaker A
A gente tem cargos separados. Aqui eu tenho time de produto, tenho time de design, mas cada vez mais é unificar esse pensamento. Tem pessoas com habilidades mais de negócio, tem pessoas com habilidades mais de UX, pessoas com habilidades mais de video design.
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Speaker A
Então, todo mundo no final do dia está construindo o produto, tá? Então, acho que é um...
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Speaker A
na época, era uma mesinha e tentando botar essa essa coisa, né, para fora. Eh, quem quiser ler o livro, cara, fique à vontade para ler. Obviamente tem muita coisa já que eu discordo do desse Rogério de 2018, desse processo que eu
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Speaker A
conhecia, mas ao mesmo tempo tem uma essência legal, tem umas coisas bem legais em termos de processo, de discover.
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Speaker A
Eh, na época eu acho que eu tive o prazer de estar trabalhando com talvez uns uma empresa onde as metodologias brasileiras aqui estavam bem modernas, então foi muito legal para entender um pouco do do processo. Então, quem quiser dar uma
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Speaker A
foliada, fique à vontade. Não é nenhum Bertseller, não ganho não ganha quase nada de dinheiro com isso, mas recomendo quem tiver afim de dar uma foliada, tá?
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Speaker A
[roncando] Eh, e aí eu, apesar de ter essa essa história no design, eu e não me considerar um grande escritor, gosto de escrever, eu sou insistente, assim, brinco que a galera fala que me acompanha fala: "Puta, eh, gosto dos
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Speaker A
teus textos, eu fico feliz quando eu ouço alguém falando ou falando que eu curti um texto meu". E aí, cara, eu sou insistente, gosto de escrever essa, eu tenho essa newsletter na no substeck.
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Speaker A
Para quem não conhece, tá com uma plataforma de newsletter que tem aquela coisa legal, gostosa do e-mail, né?
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Speaker A
Chega no teu e-mail antiga, né? Saca? Não é mais aquele negócio, você tem que lá atrás, recebe o teu email. Então eu acho bem da hora o modelo de negócio deles. E aí eu escrevo toda semana nesse nesse substeck, onde eu falo, cara de
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Speaker A
vários temas, desde liderança, coisas mais filosóficas, design, eh produto, tudo que eu gosto de falar, algumas coisas que eu tô lendo e gosto de pensar. Então aí é um pouco da minha cabeça, tá? já tem 116 artigos, eu
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Speaker A
comecei uns 2, 3 anos. Então, adoro. Eh, esse é um projeto pessoal, não tem nada a ver com a minha carreira aqui dentro da e adoro esse projeto. Então, quem quiser também assinar e receber também fica super fica super à vontade,
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Speaker A
recomendo. Eh, e também para quem tá tá chegando aqui a primeira vez, eh, essa não é a primeira aula livre que eu dou aqui no Aprendes design. Já fiz dei uma aula livre há dois anos atrás. Então aqui tem o link também para quem quiser
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Speaker A
ver. Era uma aula que eu tava falando sobre como iniciar a carreira, como iniciar na carreira de product design digital. Então falei um pouco como é que tava o mercado, cara. Diferenciente trabalhar em agência, trabalhar em consultoria, né? Um pouco da da das
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Speaker A
minhas experiências ali. Então acho que a gente encerra essa parte de apresentação. Vamos começar sobre o tema. Então vamos começar a discutir aqui o tema de hoje, né? né? Eh, o tema de hoje é e o título pode parecer
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Speaker A
polêmico, mas não tem nada de polêmico. É mais uma reflexão eh que eu tenho feito e que eu tenho meio que percebido como tá acontecendo no mercado. E aí fica super à vontade. A Jéssica vai me ajudando, quem tiver também fazendo
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Speaker A
trazendo alguma pergunta que a gente possa interromper aqui. É, cara, tem um um pensamento que eu tenho tenho feito, é claro, aí é a inteligência artificial, eu fui eu fui um evento do do Google ano passado e era
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Speaker A
um dos líderes do do Gemnife. Foi bem legal. A gente conheceu inclusive a site do Google, eu nunca tinha ido lá. Então foi uma experiência muito legal conhecer onde o Google foi fundado, aquele aquele ambiente meio universitário, bem gostoso
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Speaker A
assim para quem para quem gosta. E aí um do um dos líderes do Gemini, surpresa positiva. Primeiro que o cara é brasileiro, estudou na UnB, Márcio, um cara assim, tipo, estou na UnB, líder de de engenharia do de Mini, assim, eu
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Speaker A
fiquei chocado, o cara foi foi eh consultou do Nadela na Microsoft, então ele viu a acontecer assim. Então ele falou duas frases que me marcou muito. Uma ele falou que ele é um engenheiro com 25 anos de história. Ele
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Speaker A
falou assim: "Cara, sou um engenheiro com 25 anos de história e eu não tenho noção onde a gente vai chegar. Eu não tenho noção onde a gente vai chegar.
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Speaker A
Assim, é muito louco o que acontece todos os dias. Eh, saiu até a matéria depois. A a meta foi lá e contratou ele com a peso de jogador de futebol.
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Speaker A
levou ele por conta do ser um cara super influente. Só que ele falou uma outra coisa que eu achei muito legal, assim, eu achei que o cara ia falar super de tecnologia porque era um engenheiro, ele falou: "Cara, ai, eh, a gente tem que
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Speaker A
pensar nela como eh tem um tem um elemento no ser humano que é dado. O ser humano é preguiçoso por natureza. A gente não, a gente não gosta de apertar botão, a gente não gosta de fazer, de ficar navegando por menus, né, tendo
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Speaker A
aquela complexidade toda. A gente faz porque é necessário, que a gente aprendeu. Então, tudo que a gente olhar para resolver aquilo que o ser humano é por natureza preguiçoso, o ser humano tem preguiça de fazer muita coisa, né?
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Speaker A
Então, como é que a gente olha para resolver esses problemas que que de repente a pessoa não quer fazer ou ela aprendeu a fazer, né? Então, eh, tem esse dilema, né?
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Speaker A
tá tornando a execução cada vez mais barata. E quando eu tô colocando barato, entre parênteses, é muito parênteses. Se vocês estão acompanhando o movimento, eh, a o Uber usou todo o budget do ano com token em três meses, gastou toda a
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Speaker A
grana de engenharia com três meses. Então, assim, tem um lugar também meio perigoso, né? Quanto que tá ficando barata essa execução, né? A galera tem falado muito, nossa, estão demitindo pessoas porque a vai substituir. Já tem cálculos em alguns lugares onde aí o a
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Speaker A
implementação de tá ficando mais cara do que as quantidades de pessoas que vocês tinham, né? Então tem tem muita coisa acontecendo eh maluca. Então assim, se ela tá se tornando barata, né, ou talvez mais fácil de executar, qual
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Speaker A
passa a ser o nosso trabalho como designer de produtos digitais, né, se a gente tiver nesse lugar. Então, é importante a gente entender, né, como é que a gente como é que a gente lida eh com esse problema. Então, o que a gente
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Speaker A
tem percebido é que cada vez mais eh, enquanto algumas pessoas estão mais preocupadas, eu tô bastante empolgado com esse momento, porque, cara, lembra assim, obviamente eu sou de outra fase de talvez a maioria das pessoas estão na sala, como eu fazia
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Speaker A
um uma interface, eu ficava apavorado porque eu não sabia desenvolver e eu não tinha nenhum ou amigo desenvolvedor fala: "Puta, vamos fazer esse projeto comigo, eu tô com uma [ __ ] de uma ideia, protô ti um negócio legal". E olha o
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Speaker A
momento que a gente chegou, momento que a gente consegue ter uma ideia e a gente através de uma caixa de texto a gente conseguir produzir essa ideia. Isso para mim, cara, é é muito legal o que tá acontecendo. Então, a gente não pode se
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Speaker A
assustar com a possibilidade de aumentar a nossa capacidade criativa, a nossa capacidade de botar as ideias no mundo.
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Speaker A
Só que aí tem a gente começa a ter responsabilidades. Então, tem várias ferramentas, tem o Lobb, tem e o Raplets que eu já usei, tem várias aqui, não vou falar, o objetivo aqui não é falar sobre as as ferramentas, mas as possibilidades
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Speaker A
são são grandes. O que me preocupa, claro, é todo mundo vai ter acesso, né?
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Speaker A
Nem todo mundo vai ter acesso facilitado, as empresas vão ter dificuldades. Tava brincando com um amigo meu que eu fui ter o Photoshop pago, cara, já era, já tava há muito tempo na indústria, porque, cara, não tinha grana para poder pagar um, um, né,
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Speaker A
pagar uma conta do Photoshop para aprender a ferramenta. Foi a alternativa que eu encontrei na naquele momento era dar o meu jeitinho para poder aprender o que eu queria aprender. E vai ser um pouco difícil também, né? as empresas
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Speaker A
tão tão passando por por esse momento. Então, talvez a maior transformação que tá acontecendo no mercado de design, de de produto, não seja eh só IA e criar telas, talvez seja a eliminar parte do trabalho que a gente costumava chamar de
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Speaker A
processo. E aqui, cara, eu vou meter e eu vou falar um pouquinho de processo, eh, porque eu também já fui amante do processo, tá? Eu já também gostei do de aprender, nossa, como é que faz um processo de cart, como é que faz um
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Speaker A
processo de prototipação XYZ, como é que faz uma pesquisa XY Z. Só que o que a gente tem que refletir aqui é que tá mudando como é que a gente eh chega em resultados que a gente demorava um pouco
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Speaker A
para chegar, né? Então a maior transformação não seja só essa parte de vamos, pô, fica mais fácil criar tela, mas será que ela consegue ajudar a gente no processo de design? Eh, e aqui é o o que eu quero trazer de de pensamento é
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Speaker A
que, cara, não vai existir o processo perfeito que faz a grande entrega, né? No final, o que vai importar é o quanto que a gente consegue conexar conectar eh várias coisas ao mesmo tempo para poder entregar alguma coisa de valor.
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Speaker A
Então, a gente entra nesse. Alguém quer fazer alguma pergunta até aqui? Posso seguir? Tem alguma pergunta no chat? Por enquanto não. Tudo certo.
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Speaker A
Beleza. Vou seguir. Mas quem quiser fazer pergunta levanta a mãozinha também, fica à vontade, tá? Não tem problema não. A gente deixa um pouquinho mais pro final.
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Speaker A
Então tem tem um um um tema que foi saiu recentemente enfim algum algumas pessoas falaram bastante, é igual, né, quem vai quem é mais antigo vai lembrar. O design tem que codar, não sei, talvez.
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Speaker A
Depende, né? Eu trabalhei com grandes designers que sabiam codar e cara, não tem problema você como designer querer aprender codar. É errado, não é?
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Speaker A
Precisa, talvez, talvez não. Então vai depender. Então acho que eh eu tenho um pensamento que eu não gosto de de colocar a gente como design dentro das caixinhas. Por que não eu posso fazer isso? Por que não eu posso criar o criar
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Speaker A
a regra de negócio? Por que não posso prototipar? Quando eu tô falando prototipar, eu tô falando para qualquer um, não é só o design que tem um título de design que pode prototipar, né?
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Speaker A
Porque não a pessoa de negócio pode prototipar, não tem o menor problema, depende como a gente trata aquilo, quais são os cuidados que a gente tem. Eh, então esse eh, a Genuen, que é a design lead do cloud, nada mais, né, conectado
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Speaker A
design do cloud, que é o cloud, é ferramenta ah que talvez esteja mais em voga, passou o chat GPT eh em uso, foi onde as empresas cresceu, cara.
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Speaker A
Absurdamente. Ela fez uma entrevista pro Lend Podcast. É bem legal esse podcast, inclusive eu recomendo. Quem nunca escutou, todos os podcast são bem legais, assim, sai uma galera bem legal, galera de produto, design, eh, vários temas. Ela deu um um uma entrevista pro
19:06
Speaker A
Len ali falando um pouquinho sobre o processo de design tá morto. Claro que normalmente quando a gente vê o título, fala: "Nossa, como assim o processo design tá morto? E agora? Que que eu faço? Fodeu. Eh, deu problema? não vou
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Speaker A
ter mais emprego, cara. Não é isso. Assim, o que ela, a crítica que ela faz é bem eh pertinente, porque assim, não adianta a gente se apegar ao processo que a gente fazia até então, sabe? Se a se se as possibilidades de construção
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Speaker A
elas estão aí, por que que a gente precisa fazer o mesmo processo? Por que que a gente não não se abre para testar o mesmo processo, né? Eh, para testar um processo que que talvez faça mais sentido, né? E aí quando eu olho pro
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Speaker A
processo, esse é o processo que talvez esteja lá no meu livro. Por isso que talvez vocês, quem leu ou quem leria encontraria um pouco desse processo que talvez a gente possa até olhar ele de uma maneira mais linear. Então, [ __ ]
20:01
Speaker A
e aí depois eu comecei a ficar com com a birra do processo, porque na cabeça de muitas pessoas parecia que era linear.
20:09
Speaker A
Roger, eu tenho que fazer pesquisa primeiro, depois eu só faço wireframe quando tiver a síntese do conhecimento da pesquisa, depois eu prototipo para depois testar com o cliente, com com o usuário. Eu desde o início eu já comecei
20:22
Speaker A
a questionar esse processo, né? Às vezes eu tava trabalhando com um time e a gente sentava no demon do projeto e a galera me perguntava, sempre pergunta o mais velho da sala, é [ __ ] assim, ser líder é difícil. E aí, que que a gente
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Speaker A
faz? Qual o primeiro passo? Cara, vocês conhecem o produto? Vocês usam o produto? Usam. Então, desenha tu tá na tua cabeça que você gostaria que fosse melhor. Isso é um processo. Você pode começar pelo desenho, pelo que tá na tua
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Speaker A
cabeça, porque que acredita que você é que é bom, né? Então não tem e esse processo linear. Eh, mas se a gente fosse considerar que esse processo é eh lineado, a gente conseguir fazer pesquisa, sintetizar o nosso conhecimento, fazer o reframe, fazer
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Speaker A
protótipo teste desenvolvimento eh eu tenho percebido que um novo processo é o que tá mais na minha cabeça, que ele pode ser assim, eu tenho problema, eu posso trocar uma ideia legal com Lovable ou com Figma de qualquer coisa e
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Speaker A
eu já posso sair com um protótipo super funcional, cara, e convidar D um cliente para fazer um teste. Olha que do [ __ ] Quanto tempo que a gente passava fazendo tudo isso para botar o cliente na frente, a
21:31
Speaker A
gente testar e falar: "Putxa, esse produto faz tido? Não faz tido". Então isso aqui a gente eh ganha um valor que é o que o que tá maior aqui de valor, galera, não é o processo, é o aprendizado que tá aqui
21:45
Speaker A
por último. Esse é o maior valor que a gente ganha dentro de um processo novo.
21:50
Speaker A
Então o que que eu tô querendo dizer com isso? Quanto mais rápido o aprendizado, melhor a gente elimina aquilo que não faz sentido, né? Melhor a gente tira da frente aquilo que não faz sentido, né?
22:01
Speaker A
Eh, eu lembro quando eu fui fui trabalhar na na H eh, em 2014, e aí é aquela pergunta meio inocente quando você chega num lugar novo, né, cara, por que que a gente faz produtos muito bons aqui? Aí eu lembro que uma pessoa que
22:16
Speaker A
trabalhava comigo foi um negócio que eu achei muito legal. falar que que a gente a gente a gente testa muito, a gente experimenta muito, então a gente elimina aquilo que não funciona rápido, né?
22:24
Speaker A
Porque às vezes a gente tem a nossa ideia, a gente prototipa, a gente se apega e vai e vai e e vai até o final.
22:29
Speaker A
Quanto mais a gente experimenta rápido, mais a gente aprende mais, mais a gente elimina aquilo que não faz sentido, né?
22:37
Speaker A
Então eu tenho pensado um pouco sobre o processo ser um pouco assim. Alguém tem algum comentário sobre eh tá vivendo algum processo parecido com esse ou entendeu que tem um benefício maior, entendeu que tem um risco maior, que
22:52
Speaker A
queira compartilhar, queira abrir aí o microfone e compartilhar ou experiência recente? Falei: "Puta, cara, isso aqui adiantou muito a minha proposta de valor, adiantou muito eu botar o produto no ar. Se tiver alguém aí queria ouvir, eu queria falar um pouquinho.
23:09
Speaker A
Tão me ouvindo? Fala, fala, Aline. Oi, prazer. Tudo bem? Tudo bem. Eh, eu eu tô num mundo diferente do gráfico. Eu tenho uma um estudo de design focado no mercado de casamentos.
23:21
Speaker A
Eh, então é bem específico, mas o grande questão do meu negócio é que hoje, eh, eu preciso ensinar o meu cliente o processo, né? Então, se eu é um pouco mais complicado, porque a gente tá falando aqui de um de um uma teoria eh
23:38
Speaker A
em que a gente tá falando para designers, né, que entendem, que fizeram uma graduação, que estudaram sobre aquilo. Agora, imagina no mundo da IA, né, em que é muito fácil pegar aqui o o qualquer ferramenta e gerar uma imagem.
23:52
Speaker A
E eu consegui explicar pro cliente que aquilo não é adequado para um evento que é social, que não tem uma questão mercadológica em cima daquilo, eh, e que teve todo um processo para eu chegar em uma outra coisa que tava na minha cabeça
24:06
Speaker A
e que talvez não tá na cabeça dele. E então, e eu acho que essa teoria que você tá remontando, né, de do aprendizado, fez muito sentido aqui pr pra na minha cabeça, porque realmente não importa quem quem é a pessoa, né, se
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Speaker A
a pessoa estudou para aquilo ou não, mas se a gente tira da frente realmente o que não faz sentido para ela, a gente tá aprendendo mais rápido e resolvendo mais rápido aquele problema. Eh, então trazendo assim, não só pro para quem é
24:36
Speaker A
profissional, mas eu acho que o cliente também tá tá dentro desse ecossistema novo, né, de como a gente faz para explicar pro cliente como usar IA para que a gente chegue no melhor resultado de design.
24:47
Speaker A
Legal, muito maneiro seu ponto de vista. É, é você acelera também a velocidade de quem conhece menos daquele processo, né?
24:53
Speaker A
Porque você bota essa pessoa mais rápida na conversa. Acho que isso é muito legal.
24:58
Speaker A
[roncando] Fala, Douglas. Time, vou falar pouco. Eh, uma eh hoje no CD do Nob, né, o Itan ele compartilhou uma coisa muito interessante sobre os designers, tá estarem fazendo mais coisas de engenheiros e de negócios e os engenheiros est fazendo mais coisas de
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Speaker A
designers e também voltado a negócio. Vejo que com essa [limpando a garganta] evolução em relação aí, todo o gargalo que a gente tinha, que era um processo um pouco moroso pra gente poder validar ou então enxergar lá na ponta, meio que tá desaparecendo aos
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Speaker A
poucos. Então, as áreas estão se aproximando mais e consequentemente nós como designers, eh, a gente tá eliminando todo aquele processo que não que era uma carga cognitiva que a gente tinha que gerar até montar eh opções para poder
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Speaker A
tá testando mais rápido e e errando mais rápido. Então, é esse corte assim que aí a dá pra gente acho que é muito vantajoso.
26:04
Speaker A
Atualmente estou aprendendo a lidar com isso. Eu confesso que apegada a processos, né? Eh, com fazendo meu cheque, entre aspas, mas acho que com a ideia do do nível de possibilidades ali que eu aprendi durante o curso, né, na do base,
26:21
Speaker A
é, eh, conciliado com a IA, acho que eu vejo 1 milhão mais de oportunidades agora com a IA ali me auxiliando do que antes. Só legal ligado ao processo.
26:35
Speaker A
Sim. É, e tem e tem outro elemento também que eu acho que é legal assim da gente continuar aqui, é que eh por as pessoas não conhecerem e a gente ter que gastar um tempo grande no processo, gera um elemento que é
26:48
Speaker A
desconfiança, até você gerar confiança da qualidade daquilo que você tá trazendo paraa mesa paraa discussão, sacou? Então você fica quase que tipo, é o que a gente brincava, a gente ficava muito tempo no calabolço para trazer um negócio para as pessoas conseguirem
27:00
Speaker A
entender e aí fala: "Puta, faz sentido, né? Depois esses caras são legais, eles trazem as coisas bem, faz sentido, né? E aí isso esse tempo diminuiu, o cara assim, sei lá, você tem uma discussão, você rapidamente traz várias pessoas que
27:13
Speaker A
de repente não são da da da área, as pessoas conseguem entender, porque eu brinco que designers tem os maiores poderes dentro dos ambientes corporativos, que é conseguir ilustrar as conversas. Eh, brinc fal, eu sou mais um ilustrador de conversas do que um
27:25
Speaker A
design de produto. Ilustra as conversas que vão fazer os produtos fazerem sentido. Então, muito massa.
27:32
Speaker A
Sim, sim. a gente também diminuir aquela questão de tipo, putz, eu gastei horas trabalhando nisso. Então agora aquela aquela questão de é ideia 50 centavos a base faz mais sentido agora, porque você pode ter uma ideia, testar e fazer isso repetindo às
27:47
Speaker A
vezes. Eh, então vamos continuar aqui então. Acho que até conectado com o que Ah, Mariana quer falar antes da gente continuar. Oi, Rogério, boa noite. Eu tenho uma dúvida até sobre o slide anterior que você que você mostrou.
28:04
Speaker A
Eh, eu recentemente eu fiz um processo muito parecido com esse e eu tive uma questão que quando eu fui mostrar esse protótipo pro, eu sou PD, né? né? Então, quando eu fui mostrar esse protótipo pro time de negócio,
28:18
Speaker A
eh, eles ficaram muito focados na não em como eu tava resolvendo o problema, não como eu tava propondo a resolução do problema, mas na questão, por exemplo, ah, não tem o DS, os componentes, isso não tá. Então, eles focaram muito, como eles não têm
28:34
Speaker A
uma visão e às vezes de design, como a gente consegue às vezes abstrar algumas coisas, eles precisam ver, né?
28:41
Speaker A
Eh, eu percebo isso. Então, o protótipo funcional ele ajuda nisso, né, com a IA, mas eles acabam focando às vezes em algumas coisas que não são relevantes naquele momento pra gente tirar os aprendizados, sabe? E aí eu eu fico
28:54
Speaker A
muito conflituosa em relação a isso. Acho que até é o meu ponto. É, Mari, esse tema que você tá trazendo não é novo, assim, eu sempre vivi, né, quando na época que eu levava, por exemplo, wire frames pros clientes, os
29:05
Speaker A
clientes falavam: "Pô, mas tá tão preto e branco, por que que não tem vida, né?" né? Então assim, eh, eu acho que aí é é a nossa capacidade de de conseguir setar a expectativa do que a gente tá
29:17
Speaker A
discutindo naquele momento, sabe? Acho que a gente tem que ter esse cuidado assim, eh, de cara que que a gente tá conversando aqui hoje e e tudo mais para que em cada momento a gente vai tomando, eh, dando lente para aquilo que importa
29:29
Speaker A
naquele momento. Então, cara, a tá discutindo regra de negócio, mesmo que seja ilustrativo, vamos discutir regra de negócio. A gente tá discutindo eh tom de voz, vamos discutir tom, a gente tá discutindo eh fluidez da experiência.
29:42
Speaker A
Então, assim, eu acho que é o segredo de fato é a expectativa, tá? Eu sempre faço muito isso, cara. Que que a gente tá discutindo? Eu tenho uma brincadeira tão o pessoal fica zoando aqui. Toda reunião começa. O que que a gente vai discutir?
29:55
Speaker A
O que que a gente não vai discutir? Que eu odeio entrar na reunião sem com expectativa quebrada, entendeu? [ __ ] já imaginei que a gente ia falar sobre fluxo X. Não, não era sobre Flux X. A gente não expectativa vai falar sobre
30:06
Speaker A
isso e a gente não vai falar sobre isso hoje. Beleza? Deve ser certa expectativa. Funciona 100%, Marian. Não.
30:13
Speaker A
Seres humanos são seres humanos. As pessoas esquecem. Elas têm elas têm memória seletiva também, entendeu? Mas eu acho que é isso, é conseguir setar a expectativa para a discussão. Não sei se eu te respondi, tá?
30:26
Speaker A
Eh, boa. Legal. Valeu. Boa. Continuando aqui, então, acho que conectado um pouco que o Douglas falou, que que que a gente começa a ter de movimento? Antigamente o gargala era produzir. Foi o que o Douglas falou, cara, demorava pouco para produzir,
30:41
Speaker A
nossa, muito tempo, gera desconfiança e tudo mais. Mas vê, tem um novo gargalo agora, galera, que é pensar, né? Porque produzir virou muito rápido, a gente pode cair na armadilha de não ter um pensamento profundo.
30:57
Speaker A
Eh, aí as pessoas perguntam: "Pô, mas isso é o desafio do design do futuro ou o desafio do designer allol?" é o desafio do design sempre, mas às vezes a gente se confundiu que nosso papel era só criar telinhas bonitas. A gente tinha
31:08
Speaker A
que ter um pensamento eh super profundo ali dentro do produto. O que parece ser um problema do design do presente/ra futuro ainda é um problema do design do passado, tá? Então, só para deixar vocês um pouco mais confusos, essa é a ideia
31:23
Speaker A
mesmo. Então, assim, pensar que tá inclusive conectado, né? Quando eu comecei a montar o curso junto com com o Gustavo aqui no Aprender Design, eu falei: "Cara, eu quero trazer isso, quero trazer a complexidade que é fazer produto digital, né? Eh, não é tipo
31:40
Speaker A
eh se não sei se tem alguém do iFood aqui, o designer que trabalha lá no iFood, que de repente trabalha para na parte de entrega, se ele estiver preocupado só com só com o cliente final, você acha que ele vai fazer um
31:53
Speaker A
bom produto? Ele tem que atender o restaurante, ele tem que atender o entregador, né? Tem que ter entender todo o ecossistema que tá dentro do do processo ali. Então o o desafio que ainda perdidura dentro do processo de A
32:06
Speaker A
é a gente conseguir ter um bom pensamento né? E aí eu vou trazer um pouco só do cenário como é que tá. Eh, desculpa quem já teve acesso à pesquisa e deu uma lida na na pesquisa. Eh, mas eu queria trazer
32:20
Speaker A
aqui eh para vocês como é que tá o cenário. Eu peguei uma pesquisa de referência do de um lugar que eu gosto, só para trazer como é que tá um pouco o caos de experimentação de rei, né, assim, não tá a gente até aqui na na
32:34
Speaker A
impressão de trabalho na Even, cara, tá todo mundo testando, tá todo mundo experimentando, então o momento tá caótico e é para ser caótico mesmo. O desafio vai ser quando a gente começar a se organizar e entender quais são as
32:46
Speaker A
ferramentas, quais são a as ferramentas pro uso correto também, porque tá tá uma loucura, né? né? Às vezes a galera usa cloud para fazer as coisas mais simples.
32:55
Speaker A
De repente você pode ter um, sei lá, um Gemini que faz uma aquele trabalho mais simples. Então a gente tem que tomar eh ciência também do que que tem de ferramenta e como é que tá o uso de
33:05
Speaker A
ferramenta. Então eh tem essa galera que eh desse site que a galera fez essa pesquisa o ano passado e tem essa pesquisa esse ano também. Acho que vale a pena vocês acessarem. Primeiro que o site é muito lindo. Eu nunca vi um site
33:19
Speaker A
de pesquisa com resultado de pesquisa, super lindo de navegar, gostoso, cara. Eh, o conteúdo bem montado, a navegação bem montada. Então, tem um baita bom gosto que tem desse produto. Mas eles fizeram uma pesquisa esse ano e o ano
33:32
Speaker A
passado também, eu não lembro se eles fizeram em 2024, não vou recordar, mas eu acompanhei nos dois últimos anos, que mostra como é que nós designers estão estamos evoluindo em relação ao uso de ferramentas.
33:46
Speaker A
eh a nossa parte de craft, né, que é o nosso ofício de fase design e como é que os times estão tão colaborando, se integrando e utilizando dentro da empresa. Então, eu trouxe aqui alguns dados para compartilhar com vocês, mas
34:00
Speaker A
acho que vale a pena ler a pesquisa na íntegra. Eu demorei mais ou menos uns 45 minutos a 1 hora para ler a pesquisa toda com calma e tal. Então, quem quiser eh ler, eu super recomendo a leitura,
34:14
Speaker A
tá? Deixa eu só. Beleza. E aí, aqui só para trazer algumas curiosidades da pesquisa que eu achei bem interessante para compartilhar, é que eh, cara, o negócio já tá dado. Quem quem tava com aquele medo, nossa, não vou usar e ai como
34:29
Speaker A
assim sou saudosista, eh, vou fazer tudo, né? nenhum trabalho. Eu vou testar as possibilidades. A gente eh tem casos, eu já ouvi também casos tanto aqui na empresa quanto em outro lugar, casos de engenheiros que se recusam a a codar com
34:47
Speaker A
AI. Assim, tipo, isso é sério, tipo, se recusa porque de repente gosta da essência, etc e tudo mais. Eu respeito a opinião, mas cara tem tem eh vários tipos de comportamento dado, né? as pessoas ainda estão entendendo.
35:04
Speaker A
É, é normal a gente ter esse momento meio eh de confusão mental, vamos dizer assim, né? Todo todo boom acontece isso.
35:12
Speaker A
Aconteceu quando teve o boom da Iex no Brasil, todo mundo queria ser IX, [ __ ] vou fazer um curso de pesquisa, vou ser um IX. Que que é que é IX? Nem sei mais ou menos o que que é, mas eu
35:21
Speaker A
vou fazer um curso e eu vou virar. Teve o bom da da pandemia, onde o mercado cresceu muito, teve muita vaga, muita oportunidade e agora a gente tá vendo bom dai, galera. Então assim, quem quiser escolher essa carreira, é isso. E
35:36
Speaker A
a nossa carreira é legal por conta disso. Tá tempo inteiro mudando. Eh, então aqui nessa pesquisa tá 91% dos designers já usam EI pelo menos uma vez por semana só. E aí é engraçado, ó, o ano passado era 54%, então viu que o
35:49
Speaker A
negócio tá andando, a desconfiança foi diminuindo. Eh, mas tem uma coisa legal que é o número que que mais me interessou aqui, que é a média de ferramentas pro design saltou de três para sete.
36:02
Speaker A
Então assim, quer dizer que, cara, a gente tá testando tudo que aparece. Quem tem condição de testar na empresa, testa na empresa.
36:10
Speaker A
Quem tem condição de assinar, eu já eu inclusive eu tenho que ver quanto que eu tô gastando com a, né? Tipo, cara, eh, o Cloud é GPT, eu vi que eu tava com os dois assinados, sabe? Então, assim, a
36:22
Speaker A
gente meio vai testando ou de repente assina uma ferramenta de de criação de imagem e tudo mais. Então eu acho que é normal, tá, pessoal, esse momento de experimentação mais caótico, eh, que vai acontecer um momento de consolidação,
36:37
Speaker A
né? Vai acontecer um momento de consideração pelo bem ou pelo mal. Pelo bem, eh, ferramentas que fazem sentido vão se posicionar pelo mal, vai ficar muito custoso e as empresas vão, as empresas e as pessoas vão ter que tomar
36:48
Speaker A
decisão. Não vai dar para ter duas, três ferramentas ao mesmo tempo. Então, acredito que a gente vai partir um pouco para esse caminho, tá? Eh, e outra outra outro dado interessante também que eu acho que é legal, que só
37:04
Speaker A
ver aqui porque tá dando um delayzinho, né? Ah, tá. Eh, uma outra coisa interessante que eu que eu tenho visto e acompanhado é que já é uma realidade também designers eh fazerem o código através da EI, claro, e tá começando
37:21
Speaker A
cada vez mais acontecer de designers conseguirem ter a capacidade de botar alguma coisa em produção. Por isso, isso é um é um avanço legal. tem tem que tomar cuidado. A gente ganha o super poder como designers também, mas a gente
37:33
Speaker A
tem que tomar cuidado com segurança da informação, eh, com questões mais sistêmicas, né, que aumentou o poder, aumentou responsabilidade. Então aqui, por exemplo, na empresa, a gente já tá estudando, cara, como é que eu consigo fazer com que o designers do nosso time
37:50
Speaker A
consiga colocar em produção, claro, conectado com o time de engenharia, seguindo um processo que tá respeitando os processos de segurança da empresa, mas fazer ajustes pequenos num produto.
38:00
Speaker A
O produto já tá no ar, de repente um designer do time descobre lá, [ __ ] eu acho que deveria ser melhor esse fluxo, deveria ser melhor essa redação, deveria ser melhor esse processo. Por que não? A pergunta que eu faço para vocês é por
38:12
Speaker A
que não? Acho que é essa essa é a parte legal que tá acontecendo com esse momento de a gente a gente poder imaginar que, cara, tá tudo bem. Eu como designer consegui colocar alguma coisa de produção. A gente consegue colocar
38:28
Speaker A
cois projetos pessoais usando AI, mas dentro das empresas existe um uma uma um cuidado que precisa ter no processo normal, que é a mesma coisa que eu falo, por que não engenheiro vir prototipar se eu já tenho meu design system conectado
38:42
Speaker A
com a minha eh com todo conectado de maneira inteligente dentro usando AI, por que não uma pessoa de produto ou por que não uma pessoa de negócio poder prototipar uma uma ideia e discutir?
38:53
Speaker A
Então, a gente tem que tá aberto a esse tipo de de discussão. Claro que a gente vai chegar em vários caminhos importantes que eu vou ainda abordar aqui tá?
39:05
Speaker A
Eh, então, qual que é o o racional aqui? é que a inteligência artificial ela não vai substituir o design que sabe o que está fazendo, ela vai acelerar não só o design, qualquer criativo eh que sabe o que tá
39:24
Speaker A
fazendo vai acelerar. O o Jemini, por exemplo, fez uma campanha, inclusive em Nova York, que eu achei muito legal, que eles estavam estimulando pequenos produtores musicais a usar o Gemini para acelerar o seu processo de composição e produção
39:38
Speaker A
musical. Olha que Olha que legal você conectar a AI para ajudar pessoas que que ten uma ideia fazer eh aquilo acontecer, porque de repente hoje ela tem mais recursos, né? Então assim, eu vejo o EAI quase com a extensão da nossa
39:58
Speaker A
capacidade produtiva e criativa, tá? Então, eh, saber o que a gente tá fazendo com aquela ferramenta vai só acelerar o nosso potencial. Então, por isso que eu acho que esse lugar é o lugar onde a gente tem que tá tem que tá olhando. Eh,
40:15
Speaker A
e sim, tem o risco de deixar para trás quem sempre dependeu do processo, né? Porque de repente ainda não tem um fundamento da construção tão desenvolvido.
40:30
Speaker A
Então um pouco disso que o Douglas comentou ali, [ __ ] eu tô com pouca dificuldade que eu sou apegada ao processo, etc. E aí, Douglas, eu fiquei sempre, eu fiquei pensando nisso, eu falei: "Puta, o processo serve para
40:43
Speaker A
organizar um pensamento ou serve para terceirizar às vezes nossa falta de, sabe, de profundidade? E às vezes pode ser isso, cara. E tá tudo bem normal, principalmente quando a gente tá começando a carreira, eu lembro que eu tinha esse, nossa, não, deixa eu usar
40:58
Speaker A
aqui o processo de ex que o J New desenhou, se eu seguir vai dar tudo certo. Não, que não me garante se eu usar o processo, se eu não desenvolver meu racional, se eu não desenvolver meu pensamento crítico, se eu não
41:09
Speaker A
desenvolver minhas habilidades eh de narrativa, de curadoria, etc. Então o que a gente tem que pensar que como designer, o nosso fundamento tá forte, a gente tá estudando o nosso fundamento como designers, como pensadores e tudo mais.
41:26
Speaker A
É isso que vai, isso que vai continuar dando relevância para nossas carreiras, porque no final do dia o ferramental, cara, é super gostoso. Adoro sentar e prototipar artesanalmente. Adoro sentar e escrever. Eu não escrevo usando AI. Z AI para processos que fazem sentido,
41:42
Speaker A
porque eu não quero substituir o processo sentar e escrever o que tá na minha cabeça, né? Porque é é um processo criativo. E design também é um processo de você tá pensando uma solução de forma criativa. Só que a gente tem que ter a
41:55
Speaker A
capacidade de falar: "Puta, qual o momento que que eu uso? Qual o momento que eu acelero a conversa? Qual o momento que eu valido uma uma hipótese rápida? Qual o momento que eu t mais possibilidades? qual momento que a ai
42:06
Speaker A
critica o meu pensamento criativo, o meu pensamento estratégico dentro daquela solução, né? Eh, então aqui acho que tem essa esse esse lugar onde a gente pode se apropriar e fazer com que a gente consiga ter pertencimento dentro desse processo, tá?
42:24
Speaker A
Eh, e aí tem esse conceito. Eh, eu tinha visto esse conceito em algum lugar, eu gostei, eu tomei emprestado. Inclusive, eu escrevi um artigo, eh, dentro do meu substac falando um pouco disso, né, desse dessa ideia do do
42:40
Speaker A
desenhar não só a interação, mas desenhar a intenção que eu quero ter. Porque que é uma viagem, basicamente a viagem seguinte, eh, hoje, hoje a gente navega dentro dos aplicativos, dentro do site, a gente vai lá e a gente, né, a
42:57
Speaker A
gente interage, que é a palavra interação. A gente vai lá, a gente busca alguma coisa, a gente usa o nosso poder cognitivo para como se a gente tivesse conversando com alguém. Ah, eu queria buscar um produto, queria fazer tal
43:09
Speaker A
coisa, eu clico no botão. Só que eu tô imaginando que o futuro ele vai proporcionar a interação de uma maneira um pouco diferente.
43:19
Speaker A
Por quê? Porque esse processo que a gente faz hoje de navegação, navegar e e fazer, onde a gente tá usando nossos recursos cognitivos, por que que a gente precisa fazer? Por que que o sistema não faz pela gente, sendo que a gente pode
43:31
Speaker A
conversar com o sistema? Então, o nosso papel eh como designer passa a ser não só escolher como a uma tela vai paraa outra, como o fluxo acontece, mas passa a ser, cara, qual que é a história, qual que é a narrativa, qual que é a intenção
43:49
Speaker A
que eu tenho com essa, com essa jornada, com esse fluxo, com esse serviço que eu tô tendo, né? Então, eh, é um caminho que eu imagino para onde a gente vai. E aí a gente continua tendo um poder, a
44:02
Speaker A
gente continua ganhando ainda uma mais camada de de de responsabilidade. Então eu gosto muito de pensar nessa lógica aqui. Quando a gente olha pro para pro essa pro design per si, quando a gente olha paraa execução, a gente tá
44:16
Speaker A
pensando, cara, como eu desenho a melhor tela? Como desenho a melhor tela? Eh, como é que eu organizo? Como é que é a lógica dessa tela, quais são as informações? como é que ela pode estar organizada.
44:31
Speaker A
Quando a gente vai aumentando o contexto pro design de experiência, no início era só desenhar telas, né? A gente até brinca que eu odiava quando alguém fala: "Ah, não, tem um menino ali que desenha as telas". Aí fala: "Puta,
44:43
Speaker A
mano, sério, vamos lá, vamos desenhar as telas". Você desenhava, você executava. Aí você passa a ter um pouco mais de importância que você vira o design de experiência, que é como desenhar a melhor experiência dentro daquelas telas. Nossa, vai ficando mais
44:55
Speaker A
importante. Você até o espaço na mesa lá que a gente tem tanto pediu. E tem o momento que a gente chega, que é o design de intenção, que é qual comportamento eu quero gerar com aquilo que eu tô entregando. Então, olha que
45:11
Speaker A
legal, nossa, a nossa carreira ela não tá se diluindo, na verdade, ela tá, cara, ela tá ampliando o potencial que a gente tem. Claro que a gente tem que adquirir outras habilidades eh para poder continuar fazendo parte dessa
45:27
Speaker A
dessa dessa trajetória que é muito legal. Lembrando que tipo [limpando a garganta] design digital, cara, no Brasil tem talvez 30 anos, né?
45:36
Speaker A
Então assim, design muito novo, a gente tá tá todo mundo entendendo, né? Uma arquitetura que tem mais de 100 anos que todo mundo já sabe quais são os princípios, quais são os principais parâmetros e tudo mais.
45:48
Speaker A
Então, o design de intenção passa a a gente conseguir eh pensar em coisas que era o que a gente de repente não pensava por por est dentro de um contexto às vezes mais encachotado. A gente vai só ampliando o nosso eh o nosso valor e a
46:06
Speaker A
nossa eh proposta aqui, né? Eh, e aí o que eu acho que é negável que, cara, Pai vai gerar interfaces pra gente, tá muito legal, gera no nível de qualidade que é absurdo, né? Claro que a EAI ela
46:25
Speaker A
ela é estatística to totalmente. Ela vai pegar todas as boas práticas de tudo de quant lugar e montar uma coisa lógica de acordo com o teu prompt, de acordo com o teu pedido, de acordo com a tua orientação, de acordo com a tua eh com o
46:39
Speaker A
teu pensamento ali. É, mas aí tem umas coisas que são legais quando a gente tá desenhando produto que não é só camada de interface, é que se a gente não ocupar o espaço eh humano conectado com a interface, a gente não
46:55
Speaker A
consegue resolver eh coisas que são mais profundas. Então, por exemplo, se a gente deixar sói, a gente tem dificuldade de entender qual que é o problema que a gente quer resolver, qual que é o comportamento que a gente
47:09
Speaker A
quer eh incentivar, qual que é o tradeoff que faz sentido dentro das decisões que a gente tem. E o mais importante que eu tenho achado mais difícil, vendo, acompanhando o que tá acontecendo aqui com o time em todos os
47:23
Speaker A
lugares, é o que a gente não deve construir, porque entende que como ficou mais fácil construir, não aumenta a possibilidade de construir coisas.
47:33
Speaker A
A decisão agora mais difícil vai ser o que eu não devo fazer, porque o mar de possibilidades tá tá tá na mão. Então assim, essa pergunta para mim é de 1 milhão de dos, cara. Por que que eu não devo construir? porque não
47:45
Speaker A
faz sentido. Não faz sentido paraa minha história, não faz sentido pro meu cliente, não faz sentido pro meu contexto. Então, tem uma série de complexidades aqui que são super importantes da gente colocar eh dentro dessa equação.
48:01
Speaker A
Eh, então o design ele começa a a a trabalhar e atuar de maneira mais próxima, que eu tenho chamado nesses quatro itens aqui, direção para onde o produto pode ir, né? qual que é a direção criativa, né? Até pegando
48:16
Speaker A
emprestado um pouco do termo do de diretor criativo de agências de publicidade, qual que é a intenção que eu quero com aquele com aquele processo?
48:25
Speaker A
Qual que é a narrativa que eu quero que aconteça? Então, a gente começa a a pensar, cara, quase como roteiristas de experiência. Eu acho isso muito da hora.
48:37
Speaker A
talvez possa ser um pouco mais assustador no início, mas se a gente refletir de maneira eh pé no chão, isso a gente sempre teve que fazer.
48:48
Speaker A
Se a gente não tava fazendo, é porque de repente a gente não tinha entendido que esse espaço era um espaço que a gente poderia ocupar. E é natural, a carreira é nova, tá pessoal? No início eu achava que eu era o criador de tela. Depois que
48:58
Speaker A
eu comecei a entendendo, cara, o que eu faço não é isso, que eu faço é é uma história, é a marca sendo representada, o que eu faço é muito importante, mesmo que as pessoas não entenda que é muito
49:07
Speaker A
importante, que era eu era só o o teleiro que tava fazendo ali eh botando alguma coisa em eh em produção. E esse lado estratégico que eu acho que é super importante, as pessoas confundem o estratégico.
49:23
Speaker A
Eh, eh, eu brinco que as pessoas acham que o estratégico e e a execução são coisas que estão super distantes. Na verdade, não. Na verdade, a tua execução pode ser a estratégia da tua companhia, da tua empresa. A grande execução de um
49:39
Speaker A
sistema de atendimento pode ser a melhor estratégia para tu ser reconhecido como a melhor empresa que que que atende os clientes. Então, estratégia ela não é não é diferença de prioridade. Ela é uma escolha que você faz porque faz sentido
49:54
Speaker A
pro valor que você quer capturar, sacou? Então assim, qual é você pensar na tua estratégia com o produto é super super relevante. Então esses quatro itens de direção intenção narrativa estratégia parece ser uma coisa do futuro, pessoal, mas na minha visão não. A minha visão é
50:11
Speaker A
é aí aí só faz a gente cair nesse lugar que eu acho legal. [ __ ] legal, aumentei minha capacidade, mas o meu pensamento, a minha narrativa, a minha intenção e minha direção do produto, cara, continua sendo importante. Eu acho que ela só tá
50:26
Speaker A
ajudando a reforçar esse momento. Então, particularmente tô muito feliz com esse momento. Vou dar até um depoimento pro pessoal aqui. Eu já tô liderando time de design já tem um tempinho. Obviamente, conforme você vai aumentando o o a tua o
50:43
Speaker A
teu tempo na no mercado, obviamente hoje eu tô menos no dia a dia desenhando produto ali, desenhando a tela final.
50:51
Speaker A
Tem tem para fazer isso, mas o momento que é aí trás me proporciona eu voltar a fazer aquilo que era o que meu que eu mais era feliz quando tava começando a minha carreira, que era tá ali prototipando, eh, pensando, cuidando da
51:07
Speaker A
daquela criança que tava sendo criada. E agora, cara, tá me permitindo voltar a fazer isso, mesmo com as milhares de agendas e responsabilidades que eu tenho com a pessoa que lidera o time de produto. Isso é muito legal, né? Não tem
51:22
Speaker A
mais, não preciso ter fronteira eh para poder fazer tanto meus projetos pessoais como os meus como projetos dentro da dentro da aqui da EVNA, tá?
51:32
Speaker A
Eh, e aí eu vou fechar aqui no penúltimo tema antes da gente, alguém quer tirar alguma dúvida? Quer trazer algum algum ponto aqui?
51:40
Speaker A
complementar alguma coisa que eu falei, discordar também. Fique à vontade, tá, professor? Não tô aqui como nenhum dono de verdade nenhuma.
51:50
Speaker A
Acho que eu vou falar bem rapidinho. Boa noite. Eh, eu acho que a IA é muito interessante. Eu acho que acelera todo esse processo e aí uma opinião minha e o medo mesmo, tá? Eu acho que vai deixar
52:03
Speaker A
de formar muita gente boa assim, no sentido de não ter repertório, sabe? Então, quando a gente vai fazer um um pronto, quando a gente vai tentar fazer uma interface, a gente sabe, por exemplo, onde buscar, quais são as
52:16
Speaker A
referências, o que a gente tá visualizando. Então, eu acho que deixar esse pedaço de repertório, eu acho que é uma perda muito grande assim para júnior, para quem tá começando. E aí é um um medo do que vai virar mesmo, sabe?
52:31
Speaker A
Ah, faz. Eu também compartilho, tá, mas do mesmo medo, porque eu acho que se a pessoa perde alguns fundamentos, ela perde o senso crítico de julgamento, de curadoria, né? Eh, e e isso que você tá falando, tem, eu acho
52:48
Speaker A
que tem muita relação que eu tava vendo uma pesquisa que eu achei muito maneira assim, né? uma pesquisadora lá do Vale, fez uma pesquisa com pessoas usando algumas tarefas com EA e pessoas sem usando tarefas de maneira mais
53:00
Speaker A
cognitiva. Eh, ela criou um conceito que eu achei da hora que ela chamou de de débito cognitivo que as pessoas estão tendo. Por exemplo, hoje a gente, eu, por exemplo, eu não presto mais atenção muito nos lugares quando eu tô
53:13
Speaker A
dirigindo, por eu tô terceirizando aquilo pro ou calculadora, que a gente não usa muito tempo, eh, calcular na cabeça porque a gente tá terceirizando.
53:23
Speaker A
Então, vai acontecer também muitas atividades, se a pessoa não tiver fazendo, indo pra academia fazer design, [risadas] saca? Tipo, ir pra academia fazer, que é exercitar a memória da daquela atividade, você vai realmente perdendo o fundamento. Eu também tenho esse medo de
53:40
Speaker A
quem tá quem tá adentrando agora na carreira, né? Tem que tomar mais esse cuidado mesmo.
53:47
Speaker A
Eh, só para complementar, eh, interessante o que o Rosa falou, que eu não lembrei o primeiro nome, desculpa.
53:56
Speaker A
Eh, o tem tem um professor de de um curso aí, não vou falar, mas bem conhecido. Ele tem um artigo muito interessante falando sobre os designers que estão entrando deveriam utilizar menos IA, tipo, para justamente aprender os fundamentos. O artigo é bem
54:16
Speaker A
bem interessante ali, paraas pessoas que estão entrando no mercado eh firmar os fundamentos. Eu acredito que futuramente, depois que todo o hype, digamos assim, passar e aí [roncando] a for mais casual assim no dia a dia, vai existir um movimento que
54:33
Speaker A
eu já tô vendo surgir no LinkedIn, que é aquele lance do cara de AI e o cara que consegue realmente construir uma experiência, porque bom gosto é relativo, mas eu acho que é uma experiência bem feita e que nem um
54:47
Speaker A
design bem feito, você acaba não percebendo, mas um hum mas o O valor fica ali implícito, querendo ou não.
54:56
Speaker A
Sim, [limpando a garganta] sim. Vai sentido. Boa. Eh, vou vou pegar aqui e aí a gente abre um finalzinho para para perguntas. tem uma no na matéria que eu dou no curso, eh, eu trago o a matéria focada nesse conceito aqui do pensamento
55:14
Speaker A
sistêmico. Eh, eu acho que esse pensamento sistêmico tem até um livro, depois eu posso botar aqui no chat aqui que é acho bem interessante que ele conecta essa ideia do pensamento sistêmico, ela vai do não só a gente
55:30
Speaker A
fazer xd, porque assim, por que que eu tô falando isso? Porque a gente passou um tempão se apegado a ser o grande defensor do usuário. Isso era legal. Era e é legal.
55:43
Speaker A
Só que a gente entrou num túnel bem perigoso que a gente ficava defendendo o usuário sem entender todos os outros contextos ao redor, sacou? Isso, cara, de maninha super super perigosa, porque aí a gente começa a entrar, olha os olha
55:57
Speaker A
lá os românticos, olha lá os advogados do usuário, mas não entendeu contexto de negócio, não entendeu contexto regulatório, não entendeu eh tendências eh tecnológicas, não entendeu tendências comportamentais. E cara, se você não entendeu tudo isso, eh, fica difícil
56:13
Speaker A
você conseguir ter uma discussão com os outros atores que vão fazer o produto acontecer.
56:18
Speaker A
Então, a ideia do pensamento sistêmico que eu tava quebrando é, galera, fazer o UX não é só usar, olhar para o usuário final do produto. Você tem todo um ecossistema do lado para que você construir um bom produto para um usuário
56:31
Speaker A
final, você precisa entender eh tudo que tá ao redor para fazer sentido, tá? E eu acho que aí entra entra um pouco o nosso papel humano para fazer isso acontecer.
56:43
Speaker A
Claro que a pode acelerar esse processo, né? Então essa ideia do do pensamento sistêmico é beleza. Quanto mais barata fica a execução, mais valiosa torna a nossa capacidade de entender o ecossistema ao redor.
56:59
Speaker A
E aí aí sozinho não vai entender e com a nossa interpretação humana. Ela pode acelerar, ela pode acelerar a busca de contexto, ela pode acelerar a busca de informação, a entendimento de determinadas regras de negócio. Mas a leitura de cenário aqui, ela, cara, um
57:16
Speaker A
potencial humano ainda não tão explorado, na minha opinião, entendeu? Então, o nosso trabalho no sentido de fazer produto é a gente tem várias coisinhas do lado que é entender o modelo de negócio, né, cara?
57:34
Speaker A
Como é que é os modelos de negócio, né? Aprender design bate muito nisso, cara.
57:37
Speaker A
Tem cursos de eh de estratégia que fala para você entender, cara, como é que o teu produto ganha dinheiro. Não adianta a gente trazer uma ideia muito menambulante e a galera de negócio falar: "Pô, Douglas, valeu, né?" Mas
57:51
Speaker A
assim, da onde a gente vai, como é que a gente vai pagar essa conta? Como é que a gente vai pagar esse almoço? Não tem almoço grátis, galera. a gente faz, a gente faz é produto para gerar receita,
58:01
Speaker A
para gerar retorno para negócio, para pagar os nossos salários. É assim que funciona a roda. Então, a gente entendeu o modelo de negócio é fundamental. Claro que a gente pode ajudar a questionar, ajudar a construir o modelo de negócio,
58:13
Speaker A
ajudar a evoluir. Quais são os incentivos dentro do modelo de negócio, dentro da empresa? Como é que essa empresa eh incentiva eh os resultados? como é que é o o o desenvolvimento das pessoas conseguirem ofertar aquele produto, né? Então assim,
58:30
Speaker A
eu trabalho, por exemplo, numa empresa de assessoria financeira, eu preciso saber quais são os incentivos do meu time de gestão eh de assessoria, quais são os incentivos para ele ofertar mais o produto, por que que ele não tá
58:42
Speaker A
ofertando mais, como é que funciona, que que eu preciso melhorar na experiência para ele ofertar mais, né? Quais são as questões culturais dessa empresa eh que a gente precisa entender?
58:53
Speaker A
aonde ela se posiciona, como é que como é que são as parcerias delas, como é que são os stakeholders que a gente atua, os diretos, indiretos, eh, como é que eu entendo o que que é o stakeholder que é
59:08
Speaker A
diretamente impactado por aquilo que eu faço e quais são os interesses dele para esse projeto? Faz parte, né? Sei que essa parte aqui não é a parte mais glamorosa e nem gostosa de fazer produto, mas cara, sem isso a gente não
59:20
Speaker A
faz bons produtos. né? Quais são os comportamentos que a gente precisa entender? E quando eu falo de entender comportamento, é não só entender o comportamento do usuário, entender o comportamento de quem vai te ajudar a colocar aquilo de
59:32
Speaker A
pé, quem vai te quem vai influenciar aquele processo acontecer, né? Eh, então, cara, pegando aqui o meu contexto, por exemplo, só para dar de exemplo para vocês, o NI consegue desenhar uma tela de investimentos? Você d comando para consegue. Concorda? Vai
59:51
Speaker A
lá. do comando facadas a tela de investimento de fundos de ações internacionais para mim aqui com algumas boas práticas que eu posso trazer para ela usando o meu design systemariana que comentou: "Put, se não tiver no meu DS
60:03
Speaker A
deu ruim, eu vou levar esse porro da bá a galera nem vai olhar pro restante, né, Mariana?" tipo, eh, aí consegue fazer uma uma tela de vestimento, mas como é que a gente junto com a AI entende algumas coisas que estão
60:21
Speaker A
intrínsecas ao negócio? Como é que eu resolvo o medo de investir em dólar brasileiros?
60:27
Speaker A
Ah, aí não resolve só, entendeu? A gente precisa estar imerso dentro do contexto. A gente precisa tá imerso dentro da indústria, a gente precisa estudar a indústria. Como é que eu resolvo a relação entre assessor e um cliente?
60:40
Speaker A
como é que eu gero confiança dentro dessa relação? Como é que eu trabalho eh os incentivos tanto pro assessor quanto pro cliente ganhar confiança. Tem um outro elemento também que aí cada mastanamb aí, mas a gente também deve
60:54
Speaker A
ter um bright regulatório. Eh, cara, toda indústria tem regulatório, galera. Eu trabalho se lá investimentos internacionais, eu trabalho com regulador americano. Então, o regulador americano ele caro, ele tem as boas práticas. de como a gente deve trabalhar os investimentos. Eu não posso
61:13
Speaker A
fazer isso, não posso fazer aquilo, tem regras. Eu preciso estar imerso, preciso entender isso. Claro que a EI hoje pode ajudar. Isso que eu tô fazendo é ilegal.
61:21
Speaker A
Segundo regulador americano. Pode se ele conhecer o ecosistema, então ele acelera, mas a gente precisa saber fazer as perguntas porque a gente tá dentro do contexto.
61:33
Speaker A
Como é que eu entendo quais são os objetivos de negócio daquele daquele produto? Então, entende que a a EA ela é ferramental para essa nossa capacidade de entender todo o processo sistêmico que tá ao lado. É isso. A gente como
61:48
Speaker A
humano, como a nossa leitura humana da combinação dessas informações, eh, hoje ficou muito mais fácil a sintetizar, a criar conexão, a questionar aquele aquele posicionamento estratégico. Ficou muito mais fácil. Eu adoro [ __ ] eu pego um bilhão de formação e começa a dar uma
62:06
Speaker A
viajada. Mas se eu não tiver o conhecimento desses contextos aqui, não tiver a sensibilidade desse contexto, não vou conseguir resolver o problema de maneira sistêmica.
62:16
Speaker A
Eh, então essa combinação é o que é o que não é o que a gente tem que se aproveitar. pode fazer uma tela de de investimento, pode, mas se a gente não ajudar a dar todos esses contextos para
62:28
Speaker A
fazer a melhor tela de investimento paraa even pro cliente que a gente atende, a gente não consegue resolver o problema de maneira única, de maneira clara e só do jeito que a EVN poderia resolver. Então, entende que tem vários
62:41
Speaker A
outros aspectos sistêmicos aqui, né? Então, o trabalho do design passa a ser enxergar eh as conexões.
62:51
Speaker A
Aqui normalmente no curso eu só falo de usuário, negócio e mercado, que é o normalmente que eu falo para montar um ponto de vista, tem usuário, negócio e mercado, mas olha as outras coisas estão redor. Tem o usuário, tem o produto, tem
63:02
Speaker A
o negócio, tem o mercado, tem a tecnologia, tem o regul, tem o regulador, né? tem a regulação acontecendo. Então, tudo isso faz parte da equação do nosso trabalho, né? Eh, então, de novo, voltando ao início do racional, acelera a execução,
63:19
Speaker A
acelera a execução, mas tem todo um um ecossistema, tanto de fundamento que eu comentei aqui, como de fazer tudo isso aqui fazer sentido no final pra gente tomar as decisões de intenção que a gente tem. É, então acho que essa essa
63:37
Speaker A
parte para mim é a parte mais gostosa do trabalho do sentido de [ __ ] que eu tô fazendo faz um faz muito sentido porque eu consegui conectar todas essas lógicas aqui para contar uma histórico com a intenção que
63:51
Speaker A
eu quero entregar, eh, que tira um pouco daquele estigma de design só fazem tela, por isso que eles não terão mais trabalho, não é isso?
64:01
Speaker A
Se a gente tá se colocando nesse lugar só de fazer fazendo só tela, de fato, a gente não vai ter mais trabalho, porque se a se a EA tá substituindo, entende o meu o racional? Então assim, não é isso,
64:13
Speaker A
não é fazer a tela. A tela é importante, eh, é fundamental com todo o restante que tá tá tá composto aqui, né? Eh, algum alguma pergunta aqui que vocês querem fazer? Eu vou fazer um fechamento aqui mais de conclusão e algumas algumas
64:31
Speaker A
dicas que eu queria trazer para vocês. Acho que eu posso falar um pouquinho também que eu acho que eh todo esse processo de a e como como desenvolve, eu acho que é mais uma opinião também pessoal, é entender como que tá a
64:51
Speaker A
maturidade de A dentro de onde vocês estão, né? Então, dependendo, vocês estão fazendo um processo onde tá muito recente e aí ex traz um pouco, igual a a amiga comentou ali, de interface, de design system, etc. Então, talvez o produto
65:08
Speaker A
mesmo, a empresa como um todo, tá numa maturidade menor do que você tá propondo.
65:13
Speaker A
Então, quando você consegue trabalhar para atingir vários níveis de maturidade, de produto, de consistência, acho que isso é é um ponto mais chatinho também, igual regulação ali que o Rogério comentou, mas que que é bem interessante.
65:28
Speaker A
É, faz sentido porque aí você não queima etapa, né, Márcio? tem que tomar cuidado de eh, pô, é, é, e isso que o Márcio falou, é fundamental, porque assim, galera, às vezes tem uma coisa que não vai encaixar
65:38
Speaker A
naquela peça por conta daquele momento da empresa. Já aconteceu várias coisas aqui, sei lá, vou dar um exemplo mais bobo. A gente, eu recentemente montei um time de dados aqui na EV dentro da minha estrutura de [limpando a garganta] produto. Se eu
65:52
Speaker A
tivesse montado esse tipo de dados há um dois anos atrás, ele não teria gerado valor, dado o momento, dado a cultura que aquela que que o negócio tava atravessando. Só que a gente montou no momento onde fato a empresa começou a
66:06
Speaker A
entender o valor dessa estrutura, entendeu? Então isso que o Mar falou é fundamental. Assim, não adianta, tipo, ah, a gente imaginar, sei lá, que empresas mais modernas no Brasil, sei lá, talvez no Bank, quintandar, iFood, que tenha mais infraestrutura, tenha
66:23
Speaker A
mais investimentos, eh, de repente aquilo vai funcionar. Mas o o segredo é de fato assim, [ __ ] eu posso ter o Nubank como referência ou alguma empresa como referência, mas como é que eu chego lá através de passos para que essas
66:35
Speaker A
pessoas consigam entender onde eu vou chegar, senão a gente queima etapa, né? a gente tira, quebra o laço de confiança né?
66:44
Speaker A
Eh, boa. Vou fechar aqui. Aí, enfim, a gente abre aí para perguntas finais, quem quiser trocar ideia também. Super aberto. E aí que, cara, mais conclusão mesmo. Então, assim, eh, a ideia é que de fechamento aqui, que esse design do
67:01
Speaker A
futuro ele não vai ser somente avaliado pela pela capacidade de gerar, de criar e ter faces, né? Eh, e aí eu brin como eu falei lá no início, não é só o design do futuro. Acho que se em algum momento a gente caiu naquele
67:16
Speaker A
lugar, tá tudo bem, faz parte, mas eh vamos cara levantar a cabeça e é esse lugar que a gente tem que se colocar. A gente é criadores de narrativa, a gente é criadores de história, a gente criadores de experiências com marcas.
67:29
Speaker A
Não é só botar botões na tela e falar: "Puta, compri meu papel aqui". É, é muito mais e é muito mais divertido. Eh, a gente tem que levantar a cabeça, falar: "Puta, eh, estamos vivendo um momento muito legal, como acho que o
67:42
Speaker A
Márcio comentou e outras pessoas comentaram que, claro, tem que ter esse cuidado. [ __ ] tô começando agora, como é que tá os meus fundamentos, quais são as minhas referências? O que que eu preciso tá ainda exercitando mesmo nesse momento
67:55
Speaker A
onde as coisas tão diferentes quando tava um tempo atrás? Vai ser cíclico, né? Há, sei lá, 10, 15 anos atrás a gente usava o Photoshop. Agora o Photoshop vai est no museu, cara. Assim, tá até brincando com o amigo meu, cara.
68:06
Speaker A
O Photoshop deve est no museu, assim, era ferramenta que quando eu comecei minha carreira, a gente usava para fazer interface. Mas deve tá passando por isso também, né, mano? Fazer interface com Photoshop, tu olha assim, fala: "Porra, faz sentido fazer, faz sentido fazer a
68:19
Speaker A
gente fazer Photoshop que era uma ferramenta de tratamento de imagem, galera. Assim, a vida foi muito mais difícil, agora tá muito legal, então aproveitem nesse momento, se divirtam assim". Eh, então assim, o o que também não significa eh e é uma coisa que eu
68:36
Speaker A
gosto de deixar muito clara, é aí proporciona fazer telas e significa que é menos importante. Não, não significa.
68:45
Speaker A
Significa que a gente tem que ter um critério, tem que ter um julgamento, tem que ter um um escolhas muito mais eh redondas, né? Porque a gente cai numa armadilha. Ah, não, pro Tei faz agora essa a parte mais importante, menos
68:58
Speaker A
importante de trabalho. Não, não, não, não, não é isso. Não caiam nesse, não voltem para um lugar que é um lugar ruim. Continua a construção, a produção sendo fundamental. Ela tem uma outra técnica, ela tem um outro jeito de fazer. Eh,
69:14
Speaker A
então a gente tem que continuar evoluindo em formular problema, tomar boas decisões, conectar os sistemas de uma maneira fácil sentido, seu direcionador, né, gerar essa direção que a gente quer. E aí um trabalho que eu tenho eu tenho
69:34
Speaker A
pensado bastante é a gente vai ser, cara, quase que coordenadores e diretores criativos da inteligência artificial humana, sacou? É isso que a gente vai fazer. a gente vai coordenar.
69:45
Speaker A
Eh, eu brinco é tipo, é como se a gente começ começasse a ter empresas sobre nossa responsabilidade, né? Começar a ter tipo como se fosse uma minha agência, minha estúdio sobre nossa responsabilidade. Eu vi um vídeo do tava
69:59
Speaker A
vendo uma palestra no SXS SW lá no no YouTube, a galera tava mostrando makeof, eu vi o vídeo do senhor, 60 e poucos anos, encontrou a galera no restaurante, o cara produziu um filme, tem quase 70 anos. Ele tinha um roteiro na cabeça e
70:14
Speaker A
ele conseguiu construir um filme, galera, assim, é muito massa isso. É um senhor de 60 e poucos anos, onde, cara, com a com as ideias que ele tinha, com ferrar metal disponível, ele construiu construiu um um curtametragzinho muito
70:27
Speaker A
legal. Ver se acha esse vídeo, compartilho com vocês, muito legal assim. Então, foi [ __ ] olha que da hora assim, eh, o cara que o cara tinha um estúdio eh na mão, né? Então, eh, o poder é muito [ __ ] Então, assim, para
70:43
Speaker A
resumir, a IAI não tá não tá diminuindo a importância do design, ela tá acelerando o gargalo que a gente tinha no passado, que o Douglas comentou. nosso gargalo, ela não tá reduzindo a importância, tá acelerando o o o gargalo de execução e ela tá
70:59
Speaker A
aumentando ou revivendo ou renascendo a importância do pensamento que a gente tem em cima e que a gente tá construindo. Então essas coisas não estão separadas, igual lá quando a gente faz a brincadeira do forma e função, né?
71:11
Speaker A
Eu gosto de falar função e forma porque para mim a função vem primeiro, a forma vem depois. Essas duas coisas, os os melhores produtos que a gente usa tem essas duas coisas combinadas, forma função. Ela faz muito sentido. Ela tem uma forma que é
71:26
Speaker A
encantadora, né? Ela tem um jeito, [ __ ] que é é tão bem pensada, é tão especial que pra gente faz faz muito sentido, tá? Então eu acho que para fechar é isso, assim, a execução ela tá sendo cometizada, então
71:41
Speaker A
cara todos terão acesso à essas mesmas ferramentas. a vantagem competitiva está migrando da produção para o julgamento. Então isso que eu falei, cara, a gente tem que aumentar a nossa capacidade de julgar e de questionar aquilo que é importante.
71:54
Speaker A
Eh, e o pensamento sistêmico ele não é mais opcional, né? No curso faço bastante eh eh levanto um pouco essa bola porque não é opcional. a gente tá com a faca e o queijo na mão para continuar eh construindo eh eh essa
72:11
Speaker A
lógica pra gente eh também não ficar com conflito sobre as possibilidades. Eu acho que as possibilidades elas estão em elas são melhores, né? Acho que o Douglas comentou ali, ah, sobre o hype da EAI, cara, não vai passar, vai ter
72:24
Speaker A
vai ficar o hype e a gente tem que se adaptar. É isso. A gente não tem que esperar o final do hype, a gente tem que aprender como é que a gente trabalha eh com esse hype que pode ser eh pode ser eh longua, né,
72:39
Speaker A
assim. Então, e as perguntas que a gente tem que fazer é, cara, como é que a gente tá construindo, o que a gente deve construir e porquê, né? Então acho que eu acho que termino aqui. Eu trouxe algumas dicas legais,
72:52
Speaker A
tem vários conteúdos legais, mas eu tenho gostado bastante do que o Itan lá que é o Cank tem postado. Eh, tem feito uns posts bem interessantes no Kedin. Eu separei três que eu gosto muito, que tem muita relação com que eu tô falando. Tem
73:05
Speaker A
esse daqui que ele fala sobre essa questão do nosso poder de questionamento e julgamento, né, de daquilo que faz sentido, daquilo que de fato entrega valor. Acho que é legal depois vocês darem a lida. Infelizmente quem tem pouco de dificuldade tá em inglês, mas
73:21
Speaker A
hoje também com a gente consegue traduzir. É fácil. Eh, tem esse outro que eu gosto muito que é que ele fala cara sobre o nosso poder de conseguir entender o que que é bom e que é ruim.
73:36
Speaker A
Isso aqui é muito legal, né? Porque é isso que o Márcio comentou. Cara, eu tenho ei quais são as minhas referências? que que eu sigo, né? Que que é bom? O que que é separo? O que que é ruim? Por que que é bom, né? Que que
73:51
Speaker A
tem de essência dentro do bom, né? Porque o cuidado que a gente tem que tomar, ah, cara, eu acho feio, o fulano acha bonito. Não, não é isso. Tudo tem um tem tem essência ali. Então, eh, eh, e isso que ele fala, acredito muito que
74:05
Speaker A
é cara, o gosto não é o que não pode, né? Não é o que não muda dentro desse processo, né? Então, a essência do fundamento, vocês percebem que fica que fica voltando, né, nosso poder de julgamento, o nosso gosto que não pode mudar porque
74:20
Speaker A
é mais fácil fazer. E tem esse outro artigo que eu gosto muito, que ele fala sobre as dimensões de um produto que é muito legal, produto que as pessoas amam. Então, essas três coisas elas não mudam dentro do
74:34
Speaker A
fundamento que a gente tem que aprender. E aí para mim é igual martelo, cara.
74:38
Speaker A
ferramenta não é não é não é o princípio, né? Então, eh, eu acho que é isso, galera. Queria ouvir vocês aí mais um pouquinho. Quem quiser ainda conversar um pouco comigo, deixar o espaço aberto aí.
75:02
Speaker A
Perguntas, não perguntas. [roncando] Oi, boa noite. Eu tenho uma pergunta. [limpando a garganta] Eh, hoje nesse mundo, né, você comentou que a a produtividade, né, tá virando commodity. Então, a nossa profissão que antes era vista como só fazer talinhas,
75:25
Speaker A
que as pessoas já achavam que era fácil, hoje elas tendem a achar ainda mais fácil, né? porque todo mundo consegue fazer em 5 minutos um protótipo e muitas vezes também confundem essa facilidade para construir um protótipo como automaticamente se tornar um um
75:43
Speaker A
processo ou a construção de uma solução mais rápida, né? Então, em vez de eu levar um mês, eu deveria levar 2 horas, porque eu consigo construir um protótipo em 2 horas. Como que a gente consegue defender dentro desse ponto de vista de
75:59
Speaker A
eu preciso pensar a solução, construir o meu racional, usar o meu pensamento crítico, conhecer o negócio para essas pessoas que não conseguem necessariamente compreender a importância dessa parte do processo, como é algo que talvez leve mais tempo de amadurecimento, seja mais complexo,
76:14
Speaker A
realmente, sem esse apelo, entre aspas, visual que o protótipo ajudava a gente a defender antes.
76:23
Speaker A
Sim. Boa. Não, ótima pergunta, Ing. Acho que tem vários lugares que a gente pode chegar assim, eu acho que uma brincadeira que eu faço é assim, o iPhone não tornou todo mundo bons fotógrafos.
76:34
Speaker A
Na maioria das vezes a galera tira péssimas fotos, né, assim. Eh, então depende do qual o que que a gente tá querendo resolver. Assim, a gente tem, o que a gente tem que tomar cuidado é que uma vez que ficou fácil produzir e a
76:47
Speaker A
gente pode terceirizar tudo para questões mais estatísticas, pode ficar tudo igual. Sacou? Então, o que que a gente quer? Como é que a gente se diferencia no meio da multidão? Eu brinco que é assim, por exemplo, quando você pega marcas de luxo, como é que as
77:02
Speaker A
marcas de l se se diferenciam? Porque a bolsa é desenhada pela Ingrid Santana, [limpando a garganta] a designer Ingrid Santana, que tem um [ __ ] de um craft, que tem um [ __ ] de uma escolha de material, sacou? Claro que
77:17
Speaker A
vai ter o lado sorvete salvou baunilha, tá tudo bem. Tem nada de errado ter o sorvete salvou baunilha. Mas só ve só bobanilha vai se diferenciar, saca? Eh, então não tem resposta certa, errada aqui.
77:32
Speaker A
Depende aonde a gente quer chegar, porque o o a minha pergunta que eu tenho feito é: "Puta, vai ficar todo mundo igual?" O design system já fez pouco isso com a indústria, tá?
77:43
Speaker A
Todo mundo falou: "Vamos fazer os design system sem fazer um system você ter design bem acabado, você tem design bem refinado, sacou? Então a gente tem que tomar cuidado de não chegar num lugar onde ficou tudo igual e eu não consigo
77:56
Speaker A
me diferenciar no meio da multidão. Para se diferenciar no meio da multidão tem que ter aspectos artesanais, aspectos que te diferencia. Cara, quem é a Ingrid? Quem é, qual a identidade da Ingrid? Como é que a In se diferencia,
78:09
Speaker A
sacou? Então assim, eh, é um processo de construção, mas é um processo de saber que que eu quero com isso. Quero competir, quero ser mais um, quero ser o único, quero ter propriedade sobre isso, quero ser o líder desse segmento, quero
78:25
Speaker A
ser o dono desse segmento, sacou? Então, acho que a diferenciação ela vai est nesse lugar. Aí eu não tenho uma resposta, tá? Se eu tivesse eu nem estaria aqui, estaria em outro lugar, [risadas] entendeu? Então, mas é é um pouco é um
78:39
Speaker A
pouco do que eu penso, tá? Acho que vai ser vai ser essa tua pergunta é ótima, difícil de responder, mas espero que tenha pelo menos bagunçado um pouco a tua cabeça aí.
78:47
Speaker A
Com certeza. Valeu. [risadas] Eh, aliás, eu acho que a Engedy foi da minha turma, se eu não se eu não me engano, da turma.
79:00
Speaker A
Ah, boa do design. Bom, acho que, mas enfim, uma coisa até que conecta com um pouco que o Márcio puxou aqui, eh, em questão da mão do chefe, do design ali, eh, quando a gente tá trabalhando com I, é mais uma pergunta
79:15
Speaker A
mesmo, como você consegue lidar ali no dia a dia de tipo a gente é muito, a gente tem muito essa questão de saber parar quando tá itirando. E quando a gente tá utilizando o IA, como que a gente sabe ali, tipo, beleza, a gente já
79:31
Speaker A
conseguiu o que precisava da IA e bora continuar o nosso processo. Como que você avalia isso? Se ele liderando alguém ou seja utilizando no dia a dia?
79:42
Speaker A
Ah, cara, eu eu acho que para mim não tem separação, entendeu? Assim, no final no final não importa quais são os recursos que você estão utilizando, se o resultado é bom, entendeu? Por isso que o lance do processo é assim, não tem a
79:56
Speaker A
parte de usar e agora uso um outro jeito, não tem isso, entendeu? Tem assim, tem momentos de eh de eu brinco que Z nunca acaba, Z nunca tá pronto.
80:08
Speaker A
Essa é a primeira coisa, tipo, para mim, não, nunca tá pronto. Você acorda outro dia, fala: "Put, isso aqui poderia ser melhor, isso aqui poderia ser melhor, isso aqui poderia ser melhor". é infinito. Obviamente você tem que tomar
80:17
Speaker A
decisões dentro de ciclos para que você aprenda, melhore, aprenda e melhore. Então o tem que tomar cuidado é com essa gestão. Mas eu acho, Douglas, que eu não vejo essa separação. Ai, para de usar ai não usai. Eh,
80:32
Speaker A
se você chegar com resultado bake, cara, não importa você usar o cloud misturado com Figma make, com, entendeu?
80:39
Speaker A
O que importa é como você vai fazer essa amaranhada acontecer para um resultado interessante assim.
80:44
Speaker A
Então, eh, eu cheguei num lugar que é, eu sofri muito para chegar num lugar, não sei se tem outras pessoas que lideram o time aqui, que é, eu foi difícil para mim, eu não me meto no processo, eu quero saber do resultado.
80:58
Speaker A
Se o resultado for bom, desumera, entendeu? Porque se eu meto no, se eu meto no processo da IND, como ela trabalha, cara, a IND, de repente vai trazer um jeito diferente. Eu vou meter no processo dela, eu não quero que ela
81:08
Speaker A
siga o meu, entendeu? Então é isso que eu tenho, eu tenho me policiado fazer. Acho que eu cheguei num momento mais tranquilo de não fazer, de se meter no processo. Então, eh, complementando, então, eh, assim como a gente utilizando o processo de iteração,
81:28
Speaker A
quando você chega numa resposta ali que provavelmente não seria outra, seria tipo seu output final, né? Tipo, beleza, a gente segue, a gente segue esse caminho porque acho que não, não seria de outra forma, digamos assim.
81:45
Speaker A
É, é exato. Acho que você tem que tomar a decisão de de macros assim, não ficar satisfeito que tá pronto, entendeu? Acho que é um pouco disso.
81:56
Speaker A
Beleza. Obrigado, Rogério. Imagina. Imagina. Pessoal, mais alguém? Boa. Acho que era isso. Queria agradecer vocês. Obrigado pelo tempo ter me aguentado aqui, escutado esse tempo.
82:17
Speaker A
super feliz estar aqui com vocês e espero ter contribuído aí, enfim, de alguma forma cabecinha de vocês.
Topics:inteligência artificialdesign de produtopensamento sistêmicoexperiência do usuáriotransformação digitalinovaçãomultidisciplinaridaderesiliênciaprocesso de designfuturo do trabalho

Frequently Asked Questions

Qual é o principal impacto da inteligência artificial no processo de design segundo Rogério Pereira?

A IA está transformando o processo de design ao automatizar tarefas e exigir que designers integrem pensamento sistêmico e multidisciplinaridade para criar produtos mais inteligentes e eficientes.

Como Rogério Pereira define a relação entre design e produto?

Ele acredita que design e produto são inseparáveis e devem ser tratados como uma única disciplina integrada, onde o design contribui diretamente para o valor do negócio e a criação de produtos eficazes.

Quais habilidades Rogério destaca como essenciais para designers no contexto atual?

Resiliência, criatividade, pensamento sistêmico e a capacidade de coordenar e colaborar com sistemas de inteligência artificial são habilidades essenciais para os designers se adaptarem às mudanças do mercado.

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