Aula ao vivo com Dr. Brunno Moleta — Transcript

Aula sobre ansiedade e depressão com Dr. Brunno Moleta, explicando diferenças, sintomas e tratamentos segundo medicina e psicanálise.

Key Takeaways

  • Ansiedade é uma emoção humana normal, mas o transtorno de ansiedade generalizada é uma condição clínica distinta.
  • Depressão não é apenas tristeza, mas um quadro persistente com sintomas específicos que afetam humor e funcionamento.
  • Ansiedade e depressão são patologias diferentes, embora possam coexistir, não havendo transformação direta de uma em outra.
  • Diagnóstico correto requer observação de sintomas e duração mínima para TAG e depressão.
  • Tratamento pode envolver medicação e apoio psicológico, considerando aspectos médicos e psicanalíticos.

Summary

  • Introdução ao tema da aula: ansiedade não tratada pode virar depressão?
  • Explicação da ansiedade como estado emocional normal e necessário.
  • Diferença entre ansiedade como emoção e transtorno de ansiedade generalizada (TAG).
  • Definição e sintomas do TAG segundo DSM-5 e CID.
  • Explicação sobre depressão, diferenciando tristeza normal de quadro depressivo clínico.
  • Sintomas necessários para diagnóstico de depressão segundo critérios médicos.
  • Discussão sobre a relação entre ansiedade e depressão, mostrando que são patologias distintas.
  • Abordagem da perspectiva psicanalítica sobre ansiedade e depressão.
  • Apresentação de caso clínico para exemplificar sintomas e tratamento.
  • Importância do diagnóstico correto e do tratamento multidisciplinar.

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00:16
Speaker A
Olá, pessoal, tudo bem? Tudo bem com vocês? Vamos chegando aí para nossa aula. Deixa eu tirar só o som da minha aí.
00:31
Speaker A
Tudo bem com vocês? Como nós estamos? Quinta-feira. Vamos começar a nossa aula. Esperar só mais um pouco o pessoal entrar. Já começa a nossa aula sobre esse assunto super popular, super comum da gente ouvir falar, da gente escutar.
00:56
Speaker A
Né? E é muito importante a gente saber diferenciar, saber entender como que funciona, né? Então vamos esperar o pessoal entrar aí. Vamos começar a nossa aula.
01:08
Speaker A
Vou dar um minutinho, tá pessoal? Só pro pessoal entrar aí. A gente já vai começar a nossa aula.
01:17
Speaker A
Enquanto o povo vai entrando aqui, ó. Quem não me segue no YouTube, depois me segue lá, viu?
01:24
Speaker A
Tô começando um canal no YouTube lá, tem alguns vídeos bem legais produzidos lá. Eh, o YouTube é Dr, né, de Doutor Bruno com 2 N, Moleta. Depois pesquisem e me sigam lá, me inscrevam no canal do meu YouTube lá também.
01:49
Speaker A
[limpando a garganta] Vamos lá então, pessoal, pra gente não atrasar também quem tá sendo pontual e honrar quem tá sendo pontual com a aula aí.
02:05
Speaker A
Muito bom. Eliana falou que já tá inscrita lá, ó. Tem alguns vídeos lá. Se inscreve lá, pessoal.
02:13
Speaker A
Então, vamos lá. Nossa aula hoje com assunto super interessante, super comum a gente ouvir falar e a gente muitas vezes não percebe ou passa batido ou não entende, fala às vezes sem ter o devido conhecimento, né? Então hoje o assunto é
02:30
Speaker A
Ansiedade não tratada, ela pode virar depressão? E aí, o que que vocês acham? Comenta aí no chat.
02:38
Speaker A
Vocês acham que a ansiedade não tratada, ela pode virar depressão? E é muito comum essa pergunta, né? Eu gosto de pensar assim, ó, vamos lá, vamos tentar trazer uma visão do que é ansiedade ou do que é
02:53
Speaker A
depressão, né? A ansiedade é como se fosse o organismo, o nosso organismo, dizendo: "Ah, eu acho que ainda eu posso vencer".
03:07
Speaker A
E a depressão é o organismo dizendo: "Eu desisti, né?" Então, na ansiedade é uma busca, consegue por vencer, mas atropelada de maneira desordenada. Já na depressão é quando a pessoa fala que desistiu, né? Então, é, e existe uma imagem popular, né, sobre
03:25
Speaker A
pensar, né, na ansiedade virando depressão. Vou trazer aqui uma imagem popular. É como se a gente tivesse criado uma imagem do quê? A água que vira gelo. Então, a mesma substância.
03:37
Speaker A
Será mesmo que a depressão é a mesma substância? Tipo a água que vira gelo, só que numa temperatura diferente.
03:43
Speaker A
Então, no caso, a ansiedade seria a água e a depressão seria o gelo. Então, basta esfriar para uma virar outra. Só que essa imagem ela não é real, tá, pessoal?
03:55
Speaker A
Essa imagem é falsa. Ansiedade e depressão não são a mesma substância em temperaturas diferentes, né? São patologias diferentes, né? Elas podem se sobrepor, elas podem estar juntas, mas não quer dizer que quem tem ansiedade vai evoluir para depressão, não é sobre
04:13
Speaker A
isso, tá? Não é uma transformação, é outra coisa, né? Então, a gente vai tentar conversar sobre isso nessa noite, nessa aula, entender, né?
04:28
Speaker A
Porque existem substâncias envolvidas iguais, né? Existem às vezes até comportamentos parecidos, mas não são a mesma coisa, né? Então o que que antes da gente começar a falar, né, a gente precisa entender também que a ansiedade, ela é uma emoção humana normal e
04:51
Speaker A
necessária, né? Então, às vezes a gente fica pensando assim, eu estou ansioso, parabéns, você é um ser humano, né?
05:00
Speaker A
Então, a ansiedade é uma emoção, uma forma de comportamento, mano. E ela é necessária, né? Então, pensa uma pessoa que tá fugindo de alguém ou alguém que tá em algum lugar mais tenso, ela vai ter uma ansiedade. Isso é normal. Isso não é
05:15
Speaker A
doença, né? A ansiedade é um estado emocional. Primeira coisa, vamos entender isso. A ansiedade é um estado emocional que é caracterizado pela antecipação de ameaças futuras e também pode estar acompanhada por alterações cognitivas, emocionais, fisiológicas e comportamentais. Então, a
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Speaker A
forma de raciocinar cognitiva, a forma de se comportar, né, as questões fisiológicas, alterações corporais e também do comportamento. Mas eu vou trazer aqui as definições científicas, tá, pessoal? Depois elas vão conversar mais da perspectiva da psicanálise.
05:51
Speaker A
Existem duas, só para vocês entenderem, dentro da área médica, existem dois, vamos dizer assim, dois dicionários pra gente dar diagnóstico, né? Então, uma delas é o DSM-5, que ele define a ansiedade como o quê? Como medo, né? Então, desculpa,
06:11
Speaker A
a ansiedade como antecipação de uma ameaça futura, né? E o medo é uma resposta emocional a ameaça iminente.
06:18
Speaker A
Então, a ansiedade é sobre o futuro, certo? Já no CID, que é aquele código que vai no atestado, sabe? O CID, o que que ele define? Transtorno de ansiedade, né? Os transtornos de ansiedade são vários, mas define como
06:31
Speaker A
condições marcadas por medo excessivo, preocupação persistente e sintomas fisiológicos que causam sofrimento do comportamento do ser humano. E aí dentro da ansiedade tem vários tipos de transtorno da ansiedade, mas o mais comum é o transtorno de ansiedade generalizado, o famoso TAG, certo? Eu tô
06:48
Speaker A
trazendo coisas mais técnicas, tá pessoal? A gente já vai conversar mais profundo. Tô trazendo para clarear na nossa mente o que que é cada patologia.
06:56
Speaker A
Então, a ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada, que é diferente de sentir ansiedade, sentir ansiedade é uma emoção.
07:05
Speaker A
Agora, o TAG é um transtorno de ansiedade generalizada. É diferente, tá, pessoal? Sentir ansiedade, todo mundo sente. Transtorno de ansiedade generalizada não é todo mundo que tem.
07:14
Speaker A
Então, o que que é TAG? O que que é o transtorno de ansiedade generalizada? É uma ansiedade e preocupação excessiva.
07:21
Speaker A
Presta atenção. A duração dessa ansiedade e preocupação excessiva tem que ser no mínimo, presta atenção, seis meses pra gente dar o diagnóstico.
07:30
Speaker A
Então, não adianta a pessoa falar que tá duas semanas ansiosa por alguma coisa que aconteceu e falar que tem transtorno de ansiedade generalizada. Não tem. O TAG é no mínimo 6 meses para dar diagnóstico e a pessoa tem uma dificuldade de
07:43
Speaker A
controlar suas preocupações e a pessoa também tem um prejuízo funcional, ou seja, atrapalha suas atividades como relacionamentos, trabalho e tudo mais. Então o paciente também tem que apresentar pelo menos três dos seguintes sintomas para transtorno de ansiedade generalizada.
08:00
Speaker A
Inquietação, sabe aquela pessoa que não para quieta, que fica agitada? Inquietação, fatigabilidade, que é aquela fadiga, aquele cansaço, aquela pessoa tem um cansaço assim absurdo, ela sempre tá exausta.
08:15
Speaker A
Dificuldade de concentração, ó, presta atenção, a maioria das pessoas tem dificuldade de concentração, não é TDAH, é ansiedade. Dificuldade de concentração é um dos sintomas que pode apresentar no transtorno de ansiedade generalizada.
08:29
Speaker A
Irritabilidade. Pessoa mais irritada, aquela pessoa que responde todo mundo, dá resposta atravessada, sabe? Tensão muscular, a pessoa tá tensa, preocupada o tempo todo e alteração do sono. Então, a pessoa tem que ter no mínimo três dessas, vou repetir, inquietação,
08:43
Speaker A
fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e alteração no sono. Tem que ter no mínimo três, certo? Então, só um panorama bem raso sobre o que que é ansiedade. Agora eu vou trazer um panorama do que que é a
08:55
Speaker A
depressão, segundo os códigos, né? A tristeza também a gente tem que entender que ela é uma experiência humana normal, tá? Não é porque eu tô triste, é o exemplo que eu sempre dou, não é porque eu tô triste que eu tenho depressão.
09:12
Speaker A
Pelo amor de Deus, as pessoas estão confundindo isso. Estar triste pode ser por várias questões, condições, não é?
09:20
Speaker A
Sinônimo, tristeza com depressão, pelo amor de Deus. A depressão é mais do que tristeza. Ela tem uma alteração persistente no humor da pessoa, na energia, na motivação e na capacidade de experimentar o prazer, certo? Então, quais são os sintomas? Vamos lá, para
09:37
Speaker A
dar diagnóstico na medicina, né? Quais são os sintomas da depressão? Tem que ter no mínimo humor deprimido ou perda do prazer, certo? Por no mínimo duas semanas e tem que ter mais cinco desses sintomas, ó. Vo...
09:54
Speaker A
Alteração do sono, alteração de apetite, fadiga, cansaço, sentimento de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de concentração, agitação ou lentificação psicomotora e pensamentos recorrentes de morte e suicídio, certo? Então, tem que ter essas alterações para ser um diagnóstico, tá? Então, segundo a as definições, a
10:21
Speaker A
gente precisa entender que o episódio depressivo é um período caracterizado por humor deprimido ou redução significativa do interesse. A pessoa com depressão não tem interesse e vai ter alguns outros sintomas. Vamos fazer um panorama aqui só pra gente, a gente já
10:36
Speaker A
vai entrar no assunto também da psicanálise, tá? Mas vamos lá. Qual que é a diferença então diagnóstica da ansiedade e depressão? Vamos lá. Vou trazer sintoma por sintoma. A ansiedade é a antecipação do futuro. Então, a pessoa tá antecipando o futuro
10:53
Speaker A
preocupada. Já a depressão é perda da perspectiva do futuro. Conseguiram entender a diferença? Ansiedade, antecipação do futuro, depressão, perda da perspectiva. A pessoa não consegue imaginar o futuro.
11:07
Speaker A
Na ansiedade tem hipervigilância. A pessoa tá atenta, preocupada, tensa o tempo todo. Já na depressão, a pessoa tem assim perda de de atenção.
11:20
Speaker A
O farol baixo, ela tá mais apática. Na ansiedade tem uma agitação, a pessoa tá mais agitada. Na depressão, a pessoa tá mais lentificada.
11:31
Speaker A
Na ansiedade a pessoa tá mais preocupada. Na depressão, a pessoa tá com desesperança. Na ansiedade a pessoa tá com mais tensão, tá tensa.
11:45
Speaker A
Já na depressão é um vazio emocional, certo? Então a pergunta da nossa aula é: será que a ansiedade não tratada ela pode virar depressão?
11:59
Speaker A
pode perceber que tem diferença, diagnóstico tem diferença, mas a resposta é curta e é não exatamente, tá? Não quer dizer que toda ansiedade não tratada vai evoluir paraa depressão, não. Não é todo mundo assim, tá? A ansiedade e depressão são
12:20
Speaker A
transtornos distintos. Do ponto de vista técnico, a ansiedade não se transforma da maneira biologicamente em depressão, mas a ansiedade crônica aumenta a chance de ter transtorno depressivo.
12:32
Speaker A
Entenderam? Não quer dizer que é um trilho que vai seguindo de trem, sabe? Então eu tenho ansiedade e vai evoluir pra depressão. Não, mas quem tem ansiedade, como tem alterações mentais, tem alterações de estruturas cerebrais, tem mais chance de ter depressão. Não
12:47
Speaker A
quer dizer que vai ter, mas tem mais chance. Deu para entender essa diferença? Comentem aí, pessoal.
12:53
Speaker A
Qualquer dúvida, pergunta, eu vou tentando eh ajudar aí conforme no decorrer da aula. Então, como que acontece isso? Vamos lá.
13:04
Speaker A
Vamos lá. O indivíduo que vive em estado de alerta na ansiedade, pensa comigo, a ansiedade, eu sempre gosto de pensar da perspectiva da ansiedade que o quê? É que como se fosse uma luta e fuga. A pessoa tá fugindo de alguém. Então, a
13:16
Speaker A
pessoa fugindo de alguém, ela tá o quê? em estado de alerta o tempo todo, ela tá ligada, né? Então, a pessoa ligada o tempo todo, ela vai apresentar o quê? Na ansiedade, geralmente vai ter privação de sono, ou seja, vai ter insônia, vai
13:28
Speaker A
ter uma exaustão emocional, aquela cansaça, não quer falar com ninguém, não quer ver ninguém, desgaste físico, canseira física mesmo, redução da qualidade de vida, perda do prazer, sensação de potência. Com o tempo, esse corpo ele tá sofrendo um esforço
13:44
Speaker A
contínuo, certo? Então pensa comigo, ela tá cansada, exausta, não tá dormindo direito, não tem prazer, sensação de impotência, com esse tempo, com esse esforço contínuo, vai levar um esgotamento, certo? Então, a gente deve suspeitar de uma depressão associada como se fosse
14:04
Speaker A
eh a evolução para depressão, mas não evolução, quando tem depressão junto com a ansiedade, quando, ó, presta atenção, então o paciente tá ansioso, preocupado, antecipa no futuro, exausto, cansado, e aí o que que acontece?
14:18
Speaker A
O paciente ele começa a apresentar perda de interesse, ele não começa mais ter esperança, então tem uma desesperança, tem uma redução energia, a pessoa fica mais, sabe, parece que diminuiu a velocidade, sabe?
14:31
Speaker A
no YouTube aí diminui a velocidade, parece que a pessoa diminui a velocidade. Um dos principais sintomas, isolamento social, a pessoa tá ansiosa, preocupada, de repente ela começa a se isolar, começa a se sentir incapaz, perdeu o propósito. Então
14:48
Speaker A
esses são sinais de alerta que a pessoa pode estar evoluindo também para um quadro depressivo, certo? Eu vi que tinha uma pergunta aqui, deixa eu ver.
14:58
Speaker A
Existem temperamentos mais propensos para TAG? Sim, existem, mas a tag ela pode apresentar em qualquer tipo de temperamento, né? Eh, a os temperamentos eles têm mais a característica de como a gente se comporta, não necessariamente da tag, né, mas como a gente comporta
15:13
Speaker A
diante da do transtorno de ansiedade. O que que a a visão da psicanálise freudiana fala disso, né? Então, vamos lá pra área de vocês. Vamos lá.
15:25
Speaker A
Enquanto a a psiquiatria, né, a medicina, ela pergunta quais sintomas estão presentes, a psicanálise pergunta o quê?
15:34
Speaker A
Qual o significado desse sofrimento pro sujeito? Vocês conseguem perceber a diferença? E que uma soma a outra?
15:41
Speaker A
Então, a psiquiatria fala o quê? A medicina, quais sintomas estão presentes e a psicanálise? Qual é o significado desse sofrimento para essa pessoa?
15:53
Speaker A
O que que Freud compreende com a ansiedade? Que que Freud falava da ansiedade? O Freud, ele falava que a ansiedade é um sinal perigo psíquico. Então a psiquê tá com um sinal de perigo. Então existe uma existência de conflitos inconscientes e
16:10
Speaker A
funciona como mecanismo de alerta do ego. Então o ego está sendo alertado que o teu inconsciente está em conflito, tá tenso.
16:22
Speaker A
E aí a ansiedade revela algo que precisa ser elaborado, certo? Então, é algo que precisa ser elaborado.
16:32
Speaker A
Deixa eu só que meu YouTube aqui saiu só para eu ver as perguntas. Acho que voltou agora.
16:41
Speaker A
Ã, vamos lá. Voltou. Então, Freud traz essa questão da ansiedade, certo? A ansiedade é o inconsciente, um conflito no inconsciente, que é o mecanismo do corpo apresentar um alerta pro ego.
17:04
Speaker A
Isso revela algo que precisa ser elaborado, precisa ser a acessado, visto, né? E na obra Luto e Melancolia de Freud, ela diferencia o luto da melancolia. No luto, o sujeito reconhece a perda e gradualmente reorganiza seus investimentos. eh afetivos. Na
17:22
Speaker A
melancolia há uma identificação inconsciente com objeto perdido. Então, culpa excessiva, perda da autoestima, empobrecimento do ego.
17:32
Speaker A
Certo? Ó lá, ó. Exatamente assim. Perdi meu primo se meses para depressão. Antes disso ele estava isolado de uma forma, ó. É isso mesmo, pessoal. A Joice falou isso, ó, que o primo eh dela tava isolado e eh apresentou essa questão. Então,
17:52
Speaker A
quando a gente fala sobre eh ansiedade, nós sabemos que nós estamos falando eh de uma população que uma a cada quatro pessoas apresenta, certo? Uma a cada quatro pessoas apresenta ansiedade.
18:13
Speaker A
Então, a ansiedade e o que que eu quero trazer nessa aula, né, para vocês conseguirem observar e entender eh na conduta de vocês.
18:25
Speaker A
A ansiedade, ela vai apresentar alterações do comportamento, do funcionamento do corpo humano. Nós temos que entender que se a pessoa ela não dorme direito, não tem como ela ter uma qualidade de vida boa. Como que a pessoa vai ser
18:45
Speaker A
feliz se ela não descansa? Existem condições naturais do ser humano, a respiração, dormir, comer. Se a pessoa não come direito, que é um dos sintomas da ansiedade, perda do apetite, ou come errado, come exagerado, se a pessoa não dorme direito,
19:02
Speaker A
tem insônia. Se a pessoa na ansiedade ela não fica tá pineica com sensação de falta de ar, então a pessoa não tá tendo as coisas básicas da vida, como que nós não vamos ter mais chance de apresentar um quadro
19:19
Speaker A
depressivo? É claro que nós vamos apresentar um quadro depressivo. É claro que a longo prazo nós vamos, só que eu quero, o que eu que quero que vocês entenda pra gente não falar de maneira errada, porque aqui nós sabemos que nós queremos ter
19:33
Speaker A
consciência daquilo que e é realmente científico. Nós só não podemos usar o termo de falar assim que a ansiedade evoluiu paraa depressão, tá? O que eu quero que vocês entendam dessa aula e a principal coisa dessa aula é que a ansiedade não evolui paraa
19:53
Speaker A
depressão. A ansiedade facilita o desenvolvimento de depressão, certo? Deixa eu ver algumas perguntas aqui. Como psicanalistas, podemos sugerir que o cliente faça dosagem de vitamina B12, D, ferro? Sugerir que eles façam reposição das vitaminas?
20:09
Speaker A
Daniela, eh, vocês podem sugerir sim, mas a conduta de prescrição é sempre recomendada aos médicos, né? Vocês podem sugerir, e é muito bom sugerir, né? Mas é é a prescrição ela cabe ao médico, né?
20:26
Speaker A
Então é importante procurar o médico, por isso que a gente caminha juntos, né? Porque às vezes tem complicações por excesso de vitaminas, excesso de ferro e aí isso pode complicar e aí não sabe, como não foi estudado a parte
20:39
Speaker A
medicamentosa na psicanálise, eh talvez não vai saber corrigir. Então o que eu sempre penso assim, eu só prescrevo aquilo que eu sei corrigir, né? Então pensa comigo, só você só pode prescrever aquilo que você dá conta de corrigir se
20:53
Speaker A
der errado. Então eu acho válido. Tem que ser pesquisado essas questões com toda certeza, mas cuidado com as prescrições, tá pessoal? Cuidado com prescrever, porque aí pode se complicar, né?
21:06
Speaker A
Depressão pode trazer o lado espiritual junto. Acabei de ter uma luta terrível dormindo. Depressão.
21:14
Speaker A
Sim, a gente, quem é cristão acredita e sim, eu acredito que pode ter uma questão espiritual, mas não somente espiritual, mas também alteração de neurotransmissores, estudas cerebrais, por isso precisa da medicação.
21:27
Speaker A
Certo? Eu falo para procurar no médico e fazer exames. É isso mesmo, tá? É isso mesmo, Maria.
21:34
Speaker A
Marilene, porque se, né, não tem o porquê vocês eh começarem prescrever e às vezes perder a credibilidade de vocês com algum erro, né? Então vocês são muito boas e bons, né, os homens e as mulheres, em fazer a
21:52
Speaker A
terapia, em e ajudar a pessoa a ressignificar algumas emoções, alguns comportamentos, né, elaborar algumas coisas que estão no inconsciente. Então, não tem por a gente acessar lugares que não são nossos. Eu acho uma primícia isso do ser humano. Nós temos que
22:05
Speaker A
acessar lugares que são nossos, né? Então, eh, isso é fundamental. A ansiedade pode desenvolver uma laberintite.
22:15
Speaker A
A ansiedade pode gerar na pessoa a sensação de tontura e pode gerar na pessoa uma sensação de perda de equilíbrio, né? E pode facilitar o quadro do laberintite, né? Então, que na verdade esse termo labirintite não é bem
22:30
Speaker A
esse termo, mas popularmente a gente chama laberintite, né? vertigem postural paroxína benigna, né? Labirintite, a inflamação do labirinto não é muito comum, a gente usa popularmente laberintite, né? O que diferencia uma pessoa do surto psicótico para uma possessão? Como diferenciar? Eu falo que
22:48
Speaker A
a gente só diferencia a pessoa do surto psicótico uma possessão caminhando junto. Daí é o nosso anseio como ser humano e a nossa ansiedade bem do que nós estamos falando, é a gente olhar pra pessoa e já querer ter uma resposta,
23:00
Speaker A
caminhar entender discernir né se isso é uma possessão, se isso é um surto psicótico. Tem que entender a história do paciente, já teve outras coisas iguais, como ele tá se comportando e aí a gente vai conseguindo diferenciar. É
23:10
Speaker A
só ouvindo, acompanhando e estando junto que a gente consegue diferenciar, né? tá entendendo todo o contexto da pessoa, certo? Como tratamos a a ansiedade na psicanálise? Boa, boa pergunta, Rosimeir. Vamos lá. É o que eu falei para vocês sobre Freud, né? O que que
23:29
Speaker A
Freud fala? Eu vou repetir isso aqui. Como que Freud, o que que ele fala sobre a ansiedade da psicanálise? Ele fala, vou repetir aquilo que eu já falei, ele fala que é um sinal de perigo psíquico, né? Então, o que que Freud
23:45
Speaker A
fala? tem um conflito no teu inconsciente. Teu inconsciente está em conflito. E a ansiedade, segundo Freud, é o mecanismo de alerta do ego. Então, a ansiedade é lembrando, você fala assim, ó, tem alguma coisa errada no teu inconsciente.
24:01
Speaker A
Então, a ansiedade é uma revelação pro ego, ou seja, a ansiedade revela algo que precisa ser elaborado. Você tem que ajudar a pessoa na psicanálise. Pessoa com ansiedade. tem que ajudar a pessoa a entender o motivo dessa ansiedade dela e o que causou,
24:18
Speaker A
qual estrutura, qual coisa causou no inconsciente dela um mecanismo de conflito que gerou a ansiedade. Então, o papel do psicanalista dentro da ansiedade é acessar qual estrutura ou qual questão tá gerando conflito no inconsciente. Certo?
24:38
Speaker A
Tá. Eh, parou. Tá todo mundo me vendo aqui? parou a transmissão, tá tudo normal?
24:45
Speaker A
Alguém tem uma dúvida, pergunta? Então, beleza, pessoal. Muito bom. Então, eh, a gente trouxe aqui de maneira geral, lembrando, vou repetir para fixar bem, não quer, eh, não é uma obrigação da pessoa que tem ansiedade evoluir. Não é uma consequência, não. Não é um trilho
25:04
Speaker A
de trem que a pessoa passou pela ansiedade, vai passar pela depressão, não. Mas tem mais chance. Por quê?
25:08
Speaker A
porque altera o comportamento da pessoa, altera o padrão de sono, de comida, de relacionamento e tudo mais. Isso pode facilitar e vai facilitar a abertura do quadro depressivo, mas não quer dizer que a depressão, a ansiedade não tratada
25:21
Speaker A
vai obrigatoriamente evoluir eh paraa depressão. Certo? Eu queria trazer um caso clínico. A gente vai a gente vai a p do uma pessoa com depressão pode correr o risco de ter um infarto?
25:36
Speaker A
Geralmente a pessoa com ansiedade, a ansiedade ou a depressão tem alterações em noradrenalina e tudo mais que pode dar as dores, né, cardíacas igual ao infarto.
25:47
Speaker A
Eh, mas não é um indicativo de gravidade de infarto, tá, pessoal? Eh, então não é um indicativo, ah, depressão vai dar infarto, é um fator de risco, não. Pode evoluir para doenças cardíacas e tudo mais, mas não é essa questão principal.
26:03
Speaker A
Vamos lá para um caso clínico. Vamos pensar numa numa história aqui. Depois eu continuo respondendo perguntas.
26:11
Speaker A
Até que tudo bem, pessoal? Eu tô tentando fazer uma aula bem mais em conversa pra gente entender, para fixar na nossa mente. Quis trazer o que que é depressão, o que que é ansiedade.
26:21
Speaker A
Você que perdeu, volta a assistir lá, tá? Eh, Eliane, eu já falei os sintomas da depressão no começo da aula, dá para voltar aqui, tá? No final eu faço uma revisão, tá bom?
26:33
Speaker A
Vamos lá. Caso clínico. Caso clínico. Pensa uma pessoa eh de 41 anos, masculino, homem, né?
26:43
Speaker A
Casado, empresário, pai de dois filhos. Ele chegou no consultório, né, na na terapia falando que olha o que ele fala.
26:51
Speaker A
Minha mente nunca para e agora eu perdi a vontade de tudo. Então ele falou que a mente dele não parava. Ele tinha excesso de pensamento, não parava de pensar sempre pensando no futuro, como que ele ia suprir a
27:02
Speaker A
família, como que ele ia dar conta do futuro, se ele não ia perder o emprego.
27:06
Speaker A
Então a mente dele não parava. Aí agora do nada ele perdeu a vontade de tudo. Que que ele relata? Ele relata o início dos sintomas aproximadamente 6 anos. Então faz 6 anos. Lembra que um diagnóstico da ansiedade é o quanto
27:20
Speaker A
tempo para dar diagnóstico? Seis. Seis. O quê? 6 meses de sintomas, certo? Então, o paciente ele tem sintomas ansiosos próximos mais de 6 anos após assumir a gestão da empresa da família.
27:40
Speaker A
Inicialmente, ele apresentava preocupação excessiva relacionada ao trabalho finanças desempenho profissional. Ele tinha dificuldade em relaxar, né?
27:49
Speaker A
Necessidade constante de controle e sensação persistente de que algo ruim acontecer. a pessoa tinha sempre a a sensação de que alguma coisa ruim ia acontecer e não relaxava. Preocupação excessiva com a empresa, com eh o financeiro, com o desempenho dele, né?
28:06
Speaker A
Então ele tava sempre com sensão que algo algo ruim ia acontecer. Nos primeiros anos ele mantinha uma alta produtividade, ele tava bem, só que ele começou a apresentar o quê? insônia inicial, ou seja, ele tava na cama, ficava fritando igual um peixe, não
28:17
Speaker A
conseguia dormir, tava mais irritado, tava dando resposta sem pensar, eh, tava com tensão, sempre tenso, sempre com dor aqui no ombro, na musculatura, sempre cansado, parece que tava exausto sempre, dificuldade de concentrar, começou a perder o foco.
28:32
Speaker A
Relata que isso aumentou, né, progressivamente, sua carga de trabalho, reduziu momentos de lazer, ou seja, já tava ruim, aí ele começou a trabalhar mais, diminuir momentos de lazer.
28:44
Speaker A
eh, e passou a permanecer conectado ao trabalho durante finais de semanas e férias, ou seja, nem final de semana ele tinha nem férias. Daí nos últimos 12 meses, ou seja, no último ano, houve uma piora significativa dos sintomas. O que
28:57
Speaker A
que ele Olha a transformação, lembra que eu falei para você ficar atenta? Eh, ó, tem só antes ali tem uma pergunta, mas se a psicanalista não dá diagnóstico? Não, você tem que est se você não d diagnóstico, mas tem que est
29:09
Speaker A
atento aos sinais de sintomas que você vai conseguir ter uma noção para encaminhar. Mas continuando lá, nos últimos 12 meses houve uma piora significativa dos sintomas. Então ele tava ansioso, tenso, tal, sem dormir direito, preocupado, irritado. E aí,
29:24
Speaker A
olha o que aconteceu. Ele começou a perder o interesse por atividades que eram prazerosas, ou seja, a anedonia, a perda do prazer. O nome disso é anedonia, isolamento social, lembra que eu falei? Começou a se isolar.
29:37
Speaker A
começou a reduzir a produtividade, não dar mais conta de fazer o que ele fazia.
29:41
Speaker A
Um sentimento de não dar de incapacidade, ah, não sou capaz. Um cansaço intenso, desesperança perdoa esperança diminui o libido, ó, na depressão é muito comum libido e sensação frequente de fracasso.
29:58
Speaker A
Parece que ele não dá conta de nada, ele não é suficiente. Aquele sentimento de insuficiência, certo? refere que nos últimos três meses começou a pensar, não importa o que eu faça, nada parece suficiente. Olha a frase disso.
30:12
Speaker A
Nada parece, não importa o que eu faço, nada parece. E quanto tempo para se dar diagnóstico de depressão? Lembra? Tem ter cinco dos sintomas lá, no mínimo duas semanas, né? maior parte do tempo, quase todo dia.
30:25
Speaker A
Na conversa com esse paciente, ele nega ideia ação suicida, mas relata pensamentos recorrentes de que a família estaria melhor sem as suas preocupações constantes.
30:36
Speaker A
Então, é muito comum isso. Vocês devem pegar muito pacientes ou ouvir histórias de pacientes assim que até não tem vontade de se matar suicídio, mas ela tem pensamentos recorrentes o tempo todo e que sua família estaria melhor sem
30:51
Speaker A
ele. Já ouviu alguém falar isso? Qual que é a história? Eu vou trazer aqui uma namnese para vocês entenderem, tá? Peguei o contexto geral. Qual que é a história pessoal dele, então a história de vida dele no sentido
31:03
Speaker A
patológico, né? Eh, e também da acompanhamento. Ele fala que teve uma infância marcada por exigências elevadas, ou seja, sempre a família, os próximos exigiam muito dele, sempre cobrando desempenho. O pai era muito rígido, crítico e emocionalmente distante.
31:21
Speaker A
E ele aprendeu desde cedo que o seu valor estava associado ao desempenho e aos resultados. Olha que triste. E é o que nós vivemos hoje, gente.
31:29
Speaker A
As pessoas estão cobrando e definindo as pessoas pelo seu resultado. Isso, e eu vou falar um termo forte, mas é a desgraça da nossa sociedade, porque nós começamos a acreditar, e até no meu livro vai est muito sobre isso, que eu
31:41
Speaker A
vou lançar lá na conferência, eh, fala muito sobre isso, uma sociedade que começou a acreditar que é pelo que faz e não pela sua essência. Então nós começamos a acreditar que nós somos o produto que nós produzimos. Se eu
31:58
Speaker A
produzo, eu sou alguém. Se eu não produzo, eu não sou ninguém. Que ideia é essa? É por isso que nós estamos tão ansiosos.
32:05
Speaker A
Por isso que nós estamos tão ansiosos. Então, desde cedo acho que o valor tá no resultado, né? Qual que é a história familiar desse paciente?
32:14
Speaker A
A mãe tem histórico de de episódio depressivo. Opa. Então, lembra que o fator genético ele pode facilitar, não quer dizer, gente, não quer dizer, tá, que quem tem mãe e pai com depressão vai ter depressão, mas facilita. Tem maior
32:30
Speaker A
chance de ter. Então, a mãe com depressão, irmão com tratamento de ansiedade, claro, pelo que eu entendi aqui, a família tem um relato disfuncional. O pai cobrando exigência, sempre falando que eles eram o que eles podiam produzir e o pai com traços de
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Speaker A
personalidade obsessiva. Certo? Então, olha a história familiar, como que ele tava, como que tava o estado mental desse paciente na consulta. Ele tava orientado, ele tava vigi tava acordado, tava colaborativo, ele falava, mas ele tava com o contato
33:01
Speaker A
visual mais reduzido. Sabe aquela pessoa que não olha tanto no olho, tá sempre mais cabis baixo, o humor dele tava deprimido, mais ansioso, o afeto constrito, pensamento ruminativo, ou seja, ficava voltando no mesmo conteúdo de preocupação excessiva, autocrítica.
33:16
Speaker A
Preocupação excessiva, autocrítica, ruminando aquilo mesmo, né? Eh, a psicomotricidade, a forma de pensar ele agir mais lentificada.
33:25
Speaker A
E aí o juízo crítico dele tava preservado, insite preservado, né? Então, quais são as hipóteses diagnósticas para esse paciente? O que que vocês falariam que ele tem olhando essa história? Diz aí que que vocês acham que ele teria? Eu
33:41
Speaker A
vou esperar vocês responder. Tá cheio de pergunta aí. Não vou não vou parar, senão eu perco perco o fio da meada aqui.
33:48
Speaker A
Mas o que que vocês acham que que é o diagnóstico dele? Então, obviamente, o diagnóstico dele, eh, as hipóteses diagnósticas, né, um quadro de ansiedade generalizada, porque ele tem um quadro crônico, 6 anos, né, apresentando sintomas que fecham o
34:03
Speaker A
diagnóstico e agora ele tá um ano apresentando sintomas depressivos com uma evolução. Então, provavelmente ele tem um transtorno misto que é diferente, tá? Existe um transtorno misto ansioso depressivo, provavelmente ele tenha esse transtorno que é o transtorno misto
34:18
Speaker A
ansioso depressivo, se eu não me engano F41.2 do C, se eu não me engano, é esse código.
34:25
Speaker A
Então eh esse paciente ele apresenta um quadro de ansiedade crônica associado ao episódio depressivo.
34:32
Speaker A
Só que a ansiedade ela não se transformou em depressão, só que a ansiedade, o estado, o estado prolongado de hipervigilância e eh a privação do sono, a exaustão emocional, a redução progressiva da qualidade de vida aumentou a chance de
34:45
Speaker A
ter depressão, certo? Então, é mais ou menos isso da psicanálise, o que que Freud falaria desse quadro, né? Que que Freud falaria disso, né? Então, a gente vê que é um sujeito cuja autoestima está fortemente vinculada ao desempenho, né? A ansiedade
35:03
Speaker A
apresenta uma tentativa constante de evitar o fracasso. Então, é uma é um sinal de que o corpo não quer fracassar, que o corpo não quer rejeição e a perda de valor pessoal. Quando os recursos psíquicos eles vão se tornando
35:16
Speaker A
insuficientes para sustentar esse funcionamento, ocorre um retraimento libidional e o o ego fica pobre surgindo sintomas depressivos, né? Então o libido retrai e o ego fica pobre. Aí surge os sintomas depressivos. É isso que a que a a psicanálise fala, né? que
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Speaker A
na depressão, a depressão na psicanálise é esse e é o o libido retraído e o e o ego empobrecido. Aí vai surgir os sintomas depressivos, é consequência disso dentro da psicanálise, né?
35:50
Speaker A
Qual que é o manejo pra gente cuidar, né, desse paciente? Primeiro, psicoeducação. Psicoeducação, todos os profissionais de saúde mental precisam fazer, que é orientar ele. Ó, você esses sintomas, esses sinais que você tá apresentando, eh, não são sinais de sintomas normais.
36:11
Speaker A
Você precisa da ajuda. Então, orientar o que que ele tá enfrentando, que isso não é normal. Tem muito paciente que a gente acha que ele sabe o que ele tá passando.
36:17
Speaker A
Às vezes não, eles nem sabem, ele nem consegue entender. Tá tão apático, depressivo, que não entende. Então, orientar esse paciente, falar: "Ó, isso aqui é isso aqui, esse sintoma é disso, tal". Eh, precisa de terapia, precisa acompanhar esse paciente, entender da
36:30
Speaker A
onde vem, o que que tá acontecendo, por que esse esse ego punitivo, né? Por que que ele tem essa punição, essa essa autocobrança e ressignificar isso, né?
36:42
Speaker A
Então precisa nesse caso de medicação, provavelmente, né, para ajudar a equilibrar até devolver uma consciência.
36:50
Speaker A
Precisa reestruturar a rotina dele, não dá para ele continuar trabalhando. Aí os pacientes vêm desse maneira e quer continuar trabalhando, a gente trabalha.
36:56
Speaker A
Não dá. Nós somos seres humanos. Tem que reestruturar a rotina, tem que ter uma higiene do sono e tem que fortalecer a rede de apoio para que as pessoas mostrem para ele que as pessoas não estão interessadas só no que ele produz,
37:08
Speaker A
mas em quem ele é. Esse fortalecimento da rede de apoio é essencial, gente. Vocês como terapeutas precisam ajudar a fortalecer a rede de apoio dos seus pacientes, porque às vezes a a cobrança, né, e [limpando a garganta] essa
37:21
Speaker A
autocobrança que o paciente tem só vai ser resolvido quando a família ajudar ele a entender que não é pelo resultado, né? Então, iniciar uma medicação, talvez uma medicação tranquila, né? Um inibidor seletivo de recaptação na serotonina, [roncando] né? E como que esse paciente
37:37
Speaker A
evoluiu? Após 4 meses de acompanhamento, né? Ele apresentou melhor melhora da qualidade de sono, redução da preocupação excessiva, retomada gradual de atividades que geram prazer, então melhorou a a anedonia, né? Eh, melhorar, melhora energia, diminuição da autocrítica e aumento a capacidade de
37:56
Speaker A
identificar limites pessoais. É sobre isso, gente. Hoje nós estamos adoecidos porque nós não conseguimos entender limites pessoais. Eu até postei no meu Instagram hoje lá um vídeo, porque hoje meu dia uma loucura hoje meu dia. Hoje eu acordei 5 horas da manhã, treinei 6
38:09
Speaker A
horas, estudei por 1 hora, tomei um café, fui fazer live com a Ângela, participei da live com a Ângela, depois da live com a Ângela, eu tive a manhã toda no instituto reunião, resolvendo coisas, depois saí, tinha um almoço,
38:24
Speaker A
almocei, vim pro consultório, atendi, tô dando aula e daqui eu vou sair, eu tenho outro compromisso à noite da minha igreja.
38:30
Speaker A
E aí se a gente for parar para olhar, falar assim: "Nossa, é isso que é vida, isso que é produtividade". Quem disse?
38:36
Speaker A
Talvez na estação de vida tua não é isso. Nem parar e entender os nossos limites. É uma mentira essa sociedade do desempenho que a gente vive, né? é uma sociedade eh de coach, onde a gente talvez tá falando, não tô criticando
38:53
Speaker A
coach, pare muito bom, mas tem uns coach que não fala nada com nada, que eles eh começam a a falar: "Você tem que acordar 5 da manhã, você tem que nada.
39:03
Speaker A
Quem tem que é escravo, nós não temos que nada, nós temos que primeiro olhar para nós, entender. E aí eu quero ou não quero a expressão do que eu sou." É claro que nós não vamos ficar pático, mas a gente tem o movimento e
39:16
Speaker A
entender, né? Qual movimento da minha vida, qual estação eu tô, qual ferramenta eu tenho e a partir de quem eu sou, qual movimento eu faço. Talvez um dia agitado como esse, ano que vem eu não vou ter e tá tudo certo. Não é por
39:26
Speaker A
isso que eu diminuí minha produtividade. Não. Produtividade é entregar o que eu sou, não é o que eu consigo fazer. A gente tá confundindo produtividade com excesso de de formação e aí a gente fica doente igual esse caso. Então a gente
39:39
Speaker A
precisa identificar os nossos limites pessoais, senão a gente vai adoecer. E essa foi uma coisa que ele fez, né?
39:47
Speaker A
Então, a gente precisa entender, e eu quero discutir com vocês assim, quais são os sintomas e sinais mais eh, né, que coexistem, né, nessa nessa questão, principalmente a questão do isolamento social, da alteração do apetite, alteração do sono, né? Quais os riscos
40:04
Speaker A
que contribuíram paraa evolução desse paciente? Excesso de trabalho, autocobrança, o desempenho, né? Eh, então a gente precisa entender que o que difere, né, a tristeza da depressão, que é o tempo, sinais eh persistentes, né, a quantidade de sinais, sintomas, porque
40:25
Speaker A
tristeza, meu amigo, todo mundo tem, minha amiga e meu amigo, entendam isso. Tristeza, todo mundo tem, tem que ter, faz parte de quem é o ser humano. para de rotular as pessoas só pelo um sintoma que elas estavam apresentando. Eu sempre falo
40:41
Speaker A
isso. Quem me escuta sempre até de saco cheio de ouvir falar isso. Para de dar rótulo pras pessoas, não rotule pessoas.
40:48
Speaker A
Não é porque a pessoa tá passando por um momento ansioso ou depressivo que ela tem ansiedade ou ela tem depressão. Nós temos que parar de falar coisas só por rótulo. A gente tem um ano, que crise que nós temos de querer sair falando pr
41:00
Speaker A
as pessoas que ela tem, em vez de ouvir, de cuidar e caminhar junto. Você parar com isso.
41:05
Speaker A
Diagnóstico, eh, nunca foi para rotular as pessoas, foi para ter uma comunicação mais fácil.
41:12
Speaker A
E aí a gente tá rotulando todo mundo, dando diagnóstico para todo mundo sem conviver com as pessoas. pelo amor de Deus, isso não dá, né? Então, eh, a gente precisa concluir o quê? Que a ansiedade não tratada não se transforma
41:25
Speaker A
automaticamente em depressão, mas a exposição prolongada a um estado de alerta, preocupação, desgaste emocional aumenta de maneira significativa o risco de transtorno depressivo.
41:36
Speaker A
Então, a psiquiatria nos ajuda a compreender os sinais e sintomas suas bases diagnósticas. Já a psicanálise nos ajuda a compreender o significado do sofrimento certo?
41:46
Speaker A
E aí nós precisamos integrar essas duas questões, certo? Então, eh, entender o sinais de sintomas, entender a origem, o inconsciente, eh, nos ajuda a entender e ajudar nosso paciente. Porque lembra que eu sempre falo, nosso principal objetivo, como
42:03
Speaker A
quem cuida da saúde mental, é ouvir o nosso paciente e ajudar ele a caminhar.
42:08
Speaker A
Você não é salvador de ninguém. Não queira ser o salvador das pessoas. Eu não sou, você não é. O remédio, não é salvador de ninguém. Nós somos facilitadores do processo. A cura tá quando a pessoa começar a viver uma vida
42:19
Speaker A
a partir de quem ela é e não das obrigações, não através dos seus medos, não através das suas culpas, eh não através de outras pessoas. A cura tá quando a pessoa começar a viver a partir de quem ela é e não do que ela achou que
42:33
Speaker A
ela é ou do que fizeram com ela. Então pare de tentar ser um salvador de pessoas, mas seja alguém que caminha com pessoas.
42:42
Speaker A
é totalmente diferente, certo? Então, quando o sujeito passa tempo demais tentando sobreviver a ameaça do futuro, ele perde a capacidade de investir emocionalmente no presente.
42:54
Speaker A
Forte essa frase, né? Queria deixar essa frase para vocês. Vou repetir ela. Quando um sujeito passa tempo demais tentando sobreviver as ameaças do futuro, pode perder a capacidade de investir emocionalmente no presente.
43:18
Speaker A
Vou repetir ela de novo para que fique isso aqui. Isso aqui é para resumir a nossa aula. Quando uma pessoa passa tempo demais tentando sobreviver as ameaças do futuro que ele mesmo criou, segurança, medo do futuro, pode perder a
43:32
Speaker A
capacidade de investir emocionalmente no presente. É por isso que basta cada dia seu próprio mal. Por isso que nós temos que viver o hoje. O futuro, você pode ter uma direção. Nossa, eu quero chegar em tal lugar, ótimo. Mas hoje o que que
43:44
Speaker A
eu preciso fazer? as pessoas não é não é também desistir, ah, não tenho imagem do futuro. Isso é isso também é um sintoma da depressão. Eu eu tenho objetivo a chegar, mas hoje o que que eu posso fazer? Porque nós temos objetivo a
43:56
Speaker A
chegada e nós ficamos ansiosos com objetivo pensando o que que eu vou fazer lá na frente, não faz o de hoje, né?
44:01
Speaker A
Então eh cuidado com isso. Ó, eu acabei de ver uma pergunta aqui sobre eh a ansiedade em criança, né? Vocês perguntaram aí. Eu vou até achar aqui, ó, porque eu até salvei a eh a notícia.
44:17
Speaker A
Olha que triste, gente. Aqui, ó, saiu hoje essa pesquisa aqui, ó. [roncando] Ansiedade infantil sobe 250% e se torna segundo maior transtorno em crianças nos Estados Unidos.
44:34
Speaker A
Olha que loucura. Aumentaram 70% nas consultas. Gente, aumentou muito. Então, nós estamos num país ansioso que se não cuidar, se não ressignificar essa ansiedade, se não começar a viver o presente sem a preocupação no futuro, existe uma grande chance da gente
44:58
Speaker A
evoluir para evoluir, não, perdão, para abrir um quadro também depressivo. Certo, gente? Eu acho que a aula era essa. Hoje é um conteúdo leve, né? Eh, mas é mais pra gente entender essa pergunta que fica.
45:12
Speaker A
Às vezes a gente passa uma informação errada. A ansiedade não e ela não vira depressão, mas ela abre caminho, ela facilita abrir um quadro depressivo, certo?
45:23
Speaker A
Então, espero que vocês tenham gostado da nossa aula. Eh, posso ficar mais alguns minutinhos aqui conversando. Vou deixar falar aqui, ó. Tem 366 pessoas assis assistindo.
45:34
Speaker A
Segue meu Instagram, meu Instagram também, mas segue meu canal no YouTube aí, pessoal. É Dr. DR Bruno com 2N Moleta. Dr. Bruno Moleta, Dr. Bruno Moleta, tem bastante vídeo lá, eu vou começar a postar mais conteúdo. Me segue
45:49
Speaker A
no no YouTube aí, viu? E é isso, pessoal. Bom demais ter vocês aqui. Bom demais ver vocês com sede de conhecimento, de aprendizado, né? Não se preocupa, né? O psicanalista tem esse anseio muitas vezes de querer dar diagnóstico, de se preocupa com
46:03
Speaker A
diagnóstico, eh, assim, se preocupa em ouvir o paciente e ajudar e ressignificar o por que ele tá sentindo isso, porque esse é o papel, né, terapeuta, eh, é ressignificar algumas emoções, alguns comportamentos, ajudar a entender eh o que que tá acontecendo com
46:19
Speaker A
essa pessoa, certo? Meu insta, meu insta é Bruno com 2N moleta. Bruno com 2N moleta.
46:27
Speaker A
Certo, gente? Tenha uma ótima noite, uma noite abençoada. Que Deus abençoe vocês. Espero que vocês tenham aprendido.
46:34
Speaker A
Qualquer dúvida, pergunta, a gente vai caminhando junto. Eh, e contem comigo aí. Espero que vocês tenham estejam revelando suas virtudes, entregando. Lembrando sempre que tudo que vocês fazem, vocês podem expressar quem vocês são. E a minha frase de
46:51
Speaker A
sempre que você não é um problema a ser resolvido. Você é uma virtude a ser revelada. Entregue suas virtudes, entregue o que você é, entregue o que você carrega. Pare de querer ser um resolvedor de problemas, senão você vai
47:02
Speaker A
ficar ansioso. Seja um alguém que revela suas virtudes e qualidades, porque você tem, você precisa entender e expressar isso, gente. Fica com Deus, até a próxima. Ciaau! Ciao.
Topics:ansiedadedepressãotranstorno de ansiedade generalizadaTAGpsicanáliseDSM-5CIDsaúde mentaltratamento psicológicoDr. Brunno Moleta

Frequently Asked Questions

A ansiedade não tratada pode virar depressão?

Não necessariamente. Ansiedade e depressão são patologias diferentes que podem coexistir, mas uma não se transforma diretamente na outra.

Qual a diferença entre sentir ansiedade e ter transtorno de ansiedade generalizada?

Sentir ansiedade é uma emoção normal, enquanto o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é uma condição clínica que dura pelo menos seis meses e causa prejuízo funcional.

Quais são os principais sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?

Inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e alteração do sono, sendo necessário apresentar pelo menos três desses sintomas.

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