DESTA PARA MELHOR #21 | Jel | A solução está na calma — Transcript

Diogo Faro discute o papel do deboche, populismo e utopia na política e cultura portuguesa, refletindo sobre a esquerda e a luta social.

Key Takeaways

  • O deboche é uma forma poderosa de resistência cultural e política.
  • O populismo é uma estratégia comunicativa eficaz, não necessariamente uma ideologia.
  • A esquerda precisa simplificar sua mensagem para reconquistar seu público.
  • A perda do ideal utópico deixou um vazio que muitos tentam preencher com espiritualidade.
  • A cultura da luta e o humor são elementos centrais na identidade política portuguesa.

Summary

  • Diogo Faro reflete sobre a importância do deboche como forma de resistência política e cultural.
  • Analisa o paradoxo dos 'homens da luta' e sua identificação com manifestações de direita.
  • Discute a eficácia do populismo como estratégia de comunicação, tanto à esquerda quanto à direita.
  • Aponta falhas da esquerda em comunicar mensagens simples e eficazes para seu público.
  • Comenta a perda do ideal utópico da esquerda e a busca atual por utopias espirituais.
  • Relata experiências pessoais e histórias ligadas ao humor, música e cultura popular portuguesa.
  • Menciona a influência de figuras como Zé Mário Branco e a relação com a cultura da luta.
  • Fala sobre a desconexão entre líderes políticos e reivindicações legítimas da população.
  • Destaca a importância de abordar temas do cotidiano e da vida real para engajamento político.
  • Reflete sobre a transformação da política e cultura em Portugal nas últimas décadas.

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Speaker A
[Música] [Risadas] E, portanto, é um exemplo. Às vezes, as pessoas dizem: "Não conheço os seus ídolos e local." Não é, mas não conheço. Às vezes, uma pessoa muito famosa que tu admira, porque depois vais iludir, e tem razão.
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Speaker A
Eu já tive uma experiência dessas, assim como pessoal, como um gajo admira. Já, mano, olha, por exemplo, que o Zé Mário Branco, mas ele não gostava nada do que eu fazia, verbalizou. Ainda mais chata, pai, e não deixa de gostar.
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Speaker A
Mas percebo, claro que eu percebo. Eu estava lá numa luta séria. A cantiga é uma arma. Aquilo é uma coisa e [__] assim, o cara [Risadas]. O nível da luta, infelizmente, sabia fazer, né? Mas honesta que a gente podia fazer, né?
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Speaker A
E bem, e bem, é para assim. Aquilo era muito pia, né? A gente vivia muito pia. Os personagens eram muito pia, né? Foi absolutamente marcante. Era não só no humor, porque depois extravasou, foi muito mais do que o outro, mas...
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Speaker A
Que eu recordo com, ó pá, com mais prazer era mesmo o lado debochado daquilo que era. A gente imagina um pobre, uma coisa [Risadas]. Quero fazer a luta, mandamos o barro a essa geração toda, geração que nos inspirava, né?
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Speaker A
Zé Mários, Faustos, a todos. Esquece, não, não queremos nada. Vou perguntar ali, vou mandar esse episódio e depois queremos nada com você, séria, pá. Então, tá certo. Claro, usa na volta, na década, para fora do país, não é? Uma introdução num livro qualquer.
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Speaker A
Mas nunca mais me esqueci que dizia uma cena que era o deboche. Acho que é isto: o deboche é a última trincheira da resistência. Ok, isso eu ainda fiquei muito com essa frase, porque realmente o deboche é
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Speaker A
uma grande trincheira. O deboche é os últimos, estás a ver? É aqueles mesmo que já tão a perceber, mas existem. Não, o deboche é meu e eu vou gozar com você. Eu identifico muito com isso e queria falar dos homens da luta, mas
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Speaker A
eu já vou aí. Toda a gente pede aos homens da luta neste momento, faz favor, dava jeito. Era à direita, porque pareceu jeito. Pessoal, tudo chega. Tá pouco tempo, tive num podcast com um amigo meu também. Ele
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Speaker A
disse isto: chega que pede os homens da luta agora. Eles percebem. Bem, tás a ver? Os homens da luta com o seu paradoxo são porque a direita sempre foi um bocado fraca na rua, de uma certa maneira. Os homens da luta como
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Speaker A
de uma, como um bocado de gozavam com a esquerda, de uma certa maneira, não é? Embora usassem toda a iconografia, mas de certa maneira era uma, era um estilo de manifestação de rua que o pessoal de direita
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Speaker A
extremamente identifica. Não, não. Os líderes, líderes são mentirosos, corruptos, estão lá para enganar a reivindicações legítimas. Yahoo tem dúvida, em dúvida, eu também. Eu não acredito a falar com isso, com um amigo meu. Problema na, em meu ver, é o crescimento
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Speaker A
tem a ver com um certo pudor de muita gente em abordar certos temas que eles não têm e temos que preocupam as pessoas. Temas do dia a dia das pessoas, assuntos que se passam na rua das pessoas, no prédio das pessoas, muitas
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Speaker A
vezes na casa das pessoas, no transporte público, as pessoas frequentam, ou seja, coisas da vida real. Não estamos a falar de biologia, né? Colorido em tocar e que eles não têm melhoria de nenhum em tocar, e isso, isso
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Speaker A
atrai muito. É tal qual. É sempre uma maneira populista, muitas vezes não toca conceito, mas com eficácia. Mas consegue tanto aqui como uma infância tem acontecido muito digital e Reino Unido, etc. É muito classe trabalhadora que se
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Speaker A
sente abandonada muitas vezes por centrão, que é o que tem acontecido. É o centrão quadrada, diminuir o estado social, etc., acabar com trabalhos, e as pessoas às vezes. O populismo não é ideologia. O populismo é uma estratégia de comunicação. Tu podes
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Speaker A
ser populista de esquerda ou para polícia, e o populismo, essa forma de comunicação, é muito eficiente. Percebes? Porque tá desenhada para ser assim popular, é para ser popular, é parecer e ficar junto à população uma mensagem clara rapidamente.
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Speaker A
Eu disse, acho que a esquerda peca muito. Eu também acho, acho que é um problema, os problemas é a esquerda com falha, com todas as falhas que tem. Tenta ser mais verdadeira, ver complexidade dos assuntos e depois não sabe transformar isso de
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Speaker A
uma forma simples e uma mensagem mais eficaz para o seu público. Atualmente, esquerda e a esquerda ao longo da história, o grande trunfo da esquerda, não só a nível político, nem mesmo filosófico, até estético, era utopia, progresso. Quando, quando a gente fala do
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Speaker A
das forças progressistas, que é uma cena que se identifica com a esquerda, esse progresso era um caminho do mutopia que podiam ser alcançável. A esquerda fica um bocado, fica ela também perdida, não é? Porque perdemos a progredir para onde?
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Speaker A
Perdeu-se esse sentido do utopia, né? Eu já tenho ideia, tudo muito prática, tudo tem que ser tipo o objetivo. Na maior parte das pessoas é uma equipa individualista de ter mais dinheiro e mais sucesso, e eu defino sucesso em ter
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Speaker A
mais bens materiais, e ficou muito demasiado. Então, utopia espiritual também vejo muito isso. Vejo muita gente que quer, que não se identifica com esses, com esse modo de vida egoísta e procura essa utopia num nível espiritual.
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Speaker A
Os gadrens, o homem sagrado. Eu tenho amigos que fazem isso, ou seja, que estão à procura ali. Não, claro, exatamente, que eu acho que te digo que eu acho que devem ter o seu, devem ter o seu alga, seu
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Speaker A
favor. Um dia tem que experimentar, mas que dá essa, esse sentido da agregação, não é? Que estamos ali por um ideal, mesmo que seja um ideal espiritual, mas perdeu-se aquele ideal terreno. Não só vais experimentar como: "Ah, nós tivemos
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Speaker A
juntos no passar." Tu ficas com uma paixão platônica com Alex. Alex, Alex, pode explicar às pessoas o que é? Nós choramos, a gente este ano que está a falar, uma mulher bonita e magnética, cabelo enorme com rastas, estrangeira. Ah,
11:03
Speaker A
e ela dava assim um género de aconselhamento espiritual às pessoas, fazia, ou seja, improvisava canções, tinha um pianista a mestrado, já pedia de lá seis, e ela improvisava, no caso, improvisava assim uma canção e depois apanhar todas as chorar, porque ela
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Speaker A
realmente era eficaz naquilo. E ali coisa em televisão, e depois as pessoas tinham que pagar, mas ela depois dizia assim: "Ai, mas eu... Ai, don't like, mano." Tchau, Minecraft. Tinha lá uma, tipo, uma assistente com uma máquina. Ela não gostava de tocar, era assim, ela
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Speaker A
não gostava do toque aí. E nós depois começamos a gozar com isso. Ele é Porsche, nós a falar, mas assim, nós já que elevo, é rica e anda pelo mundo todo a viajar. [__] A grande dela é ela embarques em vício clássico.
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Speaker A
Das canções era a centenas de euros personalizadas, ou seja, não tenho nada contra as pessoas ganharem dinheiro. Claro, claro, energia. Ele disse esse dinheiro tenho que dar mais energia, conta diretamente na caixa no Coffee Chumbo em casa. Um dia espero que venhas a ser guru e eu
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Speaker A
faço. Tu tens, tu tens, porque não precisa ser o grande grupo português, é só agora a ganhar uma alergia. [Música] Depois podemos ir a voltar a pular a política, podemos falar de comédias, mas aqui uma coisa que é importante, e uma
13:27
Speaker A
coisa que tem muito perguntar, que é: nos anos 70, o teu irmão viu ou não os José Si? Ó pá, isso foi, é uma cena. Isso é uma história muito engraçada. Eu ri muito a saber que isto era uma coisa.
13:42
Speaker A
Deu problema, mas não é feminino normal. É uma peça incrível. E então, uma vez, muito miúdo, a minha mãe tinha uma loja nas Amoreiras, quando as Amoreiras, e um dia tava com a minha mãe no parque estacionamento das Amoreiras, logo no início
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Speaker A
que aquilo abriu, e à nossa frente estava um carro que ia sair do parque, mas a pessoa que estava dentro do carro tinha se esquecido de pagar o bilhete para aquilo. Era uma cena nova, é natural, a pessoa não sabia, ou seja, tava ali a
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Speaker A
tentar o objetivo, não abria, e às tantas pessoas sabem o carro e aos sido para trás, tudo para trás, ou seja, eu acho que tiveram que ir para trás, pode ser de pagar o coisa, pá, e a gente chegamos a
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Speaker A
casa. Enquanto estávamos essa história e viríamos muito, e o meu irmão meteu na cabeça que também lá estava, lá estava, e não estavas a perceber, e havia, e a minha mãe às vezes não tem moço a dizer que eu falava,
14:39
Speaker A
cantava tipo velho do jeito que tu faz hoje, falas com ele, e ele, ele não está sério. Meu irmão, a sério que eu conheço natural da comédi...
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Speaker A
comédia deste puto das coisas mais fixes de fazer é estar a ver televisão pode ser um problema qualquer com o teu irmão ele já não consigo estar Calado e tá sempre comentar tudo as atitudes se for uma novela As atitudes foram um programa
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Speaker A
e hoje está muito barulho depois recomendamos as coisas já vi pá é isto não ele é um natural é a pessoa que eu conheço mais natural pá comédia e eu sei disso porque ou seja conheço desde aquele na China e é assim deste puto é
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Speaker A
muito engraçado Meu irmão é um é um natural imita e faz a observação e tudo tudo tudo e eu lembro muito engraçado tu tens muito mal perder como é que quero jogar aqui com ele jogar jogos de computador e o pai dava
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Speaker A
grande escavazadas sobretudo no jogo que era o kikof quero um jogo de futebol e eu ficava a [ __ ] Maria Ele marca três ou quatro a zero claro [Risadas] aquela cidade dominar o próprio irmão eu tenho por aqui o teu irmão a tua
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Speaker A
virgem então o microfone com os gajos da rua mais mais lixados que era um gajo que era o Joel que era o Mosca e é quadrilha dele bem começa a inventar uma cena que o meu pai tinha um
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Speaker A
vídeo tinha uma casa de vídeo de pornô e se eles me pagassem qualquer coisa eu conseguia sacar sete pá e os gajos Pagaram a casa é pá e depois andava a fugir dele o que eu pensei o que eu pensei sempre
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Speaker A
foi este gajo tenta enganar os gajos mais mansos na rua tás a ver é fabulosa mesmo ele não tá explicado a história toda ou seja tu disse é verdade ou seja um inventei para esses gajos como o pai tinha a casa que tu tava era
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Speaker A
para eles não me baterem um dia porque eles apanharam na rua era o Mosca e o Careca eram fodidos portanto mosca teve vários tempos depois quando crescer ou seja seguiu uma carreira mas já era mal em mim já eram os dois maus
18:18
Speaker A
eram mais velhos que eu em maior que eu e um dia apanharam-me e e eu vos senti que eles vinham numa filária E então Saquei aquele pá pessoal aqui um tem uma coisa nada é pá apanharam maus mano
18:32
Speaker A
vinham um vinham fazer merda tu vias no naquela energia E então eu saquei essa do bolso pá meu pai tem a casa é que tu tava era Se vocês me deram algum dinheiro Ou seja eu tinha que fazer aquilo que viveu não
18:50
Speaker A
podia estar desandar tinha que aparecer eu andei meses a fugir deles até que um deles Me apanharam uma espinhas e depois tipo aquilo na altura saiu para não levar ali pronto tirei um trufo era a [ __ ] toda
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Speaker A
a gente estava era né Toda a gente queria ver e tentar e eu ainda pronto ainda me safei ganhei ali um tempo mas depois chega já fiquei careca a sério e como é que era aquilo hã do Qual vocês
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Speaker A
se inspiraram-me fazer o Rocio já era outra geração lá na história não oh pá cauãs Eh pá eu não tenho muito tempo em comparação porque não não cresci no outro lado nenhum né aquilo era Ou seja eu hoje consigo perceber que
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Speaker A
era bastante limitado que a gente tinha era muito era muito mais afastado de Lisboa não era era era e era um subúrbio de classe média baixa da maioria de pessoas que trabalhavam em Lisboa um Subúrbio mal desenhado não havia
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Speaker A
espaços verdes ou seja tem ali as zonas que não não havia nada que era tipo Campo mas como ninguém raramente ia para lá e era assim uma um Subúrbio bastante Urbano com pronto com muitas muita Malta nova Ou seja eu sou de 74 78 portanto
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Speaker A
ali naquela geração havia muitos Miúdos e a gente crescia na rua né basicamente crescíamos na rua e depois foi como como muitos Seguros e isto depois ali no no nos anos 80 90 aquilo foi esse lado fortemente pela pela droga né E
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Speaker A
esse calota que foi uma das grandes inspirações para o meu personagem para o Russo era tipo um era tipo o príncipe dos agarrados tem medo era mais maluco e ele e ele ingressou comigo a gente paravamos todos mais ou menos na
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Speaker A
mesma Zona ou seja era o que havia não é só longe de jogos e ele ingressou comigo Eu também tinha uma mota dava jeito comprar cenas para ele estás a ver isto depois chegou aos ouvidos do do do meu
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Speaker A
pai e e e ele ficou muito assustado porque pensava que eu era agarrado porque as pessoas viam com o calote que era o maior agarrado pessoal mas ele depois partilhava muita histórias comigo histórias do seu ponto de vista e tal e que depois veio a
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Speaker A
inspirar muito esse meu personagem o Russo né que era o que era o agarrado ou seja o calota não era um agarrado cheiroso havia muita agarrado e cheiroso não é assim orgulhoso o calote era um agarrado cruzava no casaco o primeiro
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Speaker A
lema antidroga do estado do Governo que eram os cartazes pretos com uma caveiras nos anos 80 diziam droga vírgula loucura vírgula morte droga logo cura morte e uma caveira nunca casaco estás a ver era o lema de vida dela certa camisola do
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Speaker A
clube e eu disse Varia muito com ele e ele gostava era um gajo que gostava de partilhar histórias e também estamos a falar que eu tinha aí 16 anos e ele tinha aí 30 anos já quase 40 anos ou
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Speaker A
seja era da primeira geração e que me ensinou muitas coisas Ou seja eu sempre considerei embora embora eu no meu trabalho tenha falado muitas cenas de droga e tal Eu nunca fiz um um eu não Considero que o meu
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Speaker A
trabalho seja hã apologista do uso de drogas Antes pelo contrário eu acho que o meu personagem é bastante pedagógico até é bastante pedagógica e hoje em dia eu tenho a minha filha minha filha tá com 11 anos e os colegas agora que a
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Speaker A
internet começam a descobrir isso adora um Russo e o reco e eu não tenho problema nenhum com a minha filha veja o Russo e o reto Eu considero o Russo e o rack antes cômicos eu considero os antidroga e o
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Speaker A
calota ensinou-me ali um ou seja o a droga quando chegou a Portugal ali no sobretudo no princípio dos anos 80 da droga até muito até pelo lado da cultura da música etc aqueles os os imóveis da vida e tal esses heróis todos
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Speaker A
aquilo para ali para para muitas Juventude é o incluído e essa Malta que ali cresceu pá aquilo perante o que um gajo tinha aquilo era era algum refersom na tua vida era era uma rebeldia tudo mais drogas era era seis de algum modo
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Speaker A
Rebelde Ah pá isso levou muita muita desgraça muita tempo não sabia que excitar heroína não era fumar um chato é era essa parte do cubo e não sei quê depois davas uma vez no fim dos 15 minutos formação às vezes quando se fala eu uma
24:29
Speaker A
vez estava na revolta dos pastéis de nata foi logo teus primeiros coisas que eu fiz na televisão e estava lá o Fernando Negrão do PSD e o tema Desses desse programa era a cena dali do liberalização das drogas e o Fernando a
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Speaker A
gravar para lá que aquele discurso reações do não não perigoso etc e isso foi um dos grandes problemas nos anos 80 muita gente se agarrou a urina desta maneira que eu vou contar em Lisboa havia muitos bairros ah de
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Speaker A
barracas e esses bairros eram normalmente os sítios onde defendia a droga okay e E ontem vendi-o a chis onde se vendia a erva basicamente as drogas que havia na altura era tipo assim enxerga a cocaína era uma droga
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Speaker A
considerada tipo de risco era uma droga que tipo gostava muitas vezes o dobro do que estava a heroína e comprimidos coisas de farmácia mas basicamente as drogas de de barraca por assim dizer era era o Axis e depois durante uns meses desapareceu a
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Speaker A
x não havia x meses ok e muita gente se agarrou a heroína durante essa seca do axixe isso contou-me calota para tu versus a proibição meter uma cena como a droga ou qualquer outra substância na mão de cartéis mafiosos dá nisso claro ou seja
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Speaker A
s foi uma cena era um dos mesmos que me tinham acho isto lá que me tinham eu iria e eles queriam que as pessoas que se ganhassem a ilumina muita Malta fumava acho isto de repente desaparece o axixe olha não
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Speaker A
há x- vamos levar um bocadinho de urina e aqueles bocadinhos as duas três quatro cinco seis 10 vezes que levavas era o suficiente para te agarrados e claro estamos a falar milhares que se agarraram foi uma epidemia e depois
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Speaker A
parou de ser tão grave com o trabalho do João goulão quando quando houve disponibilização das drogas Portugal é um exemplo Mundial que salvou milhares de vidas quando passaste as pessoas como doente e não como criminosa quando começa a tratar pessoas mas agora
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Speaker A
tal outra vez de falta a ilumina esse tipo de drogas que são muito pesadas é como comer e ainda volta na pobreza não é volta volta no período em que em que o povo está a pior e está
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Speaker A
mais que estudado as pessoas que que acaba as pessoas que que atualmente ou sempre conseguiram heroína não é para propósitos lúdicos ninguém dá nunca uma festa é para esquecer que está vivo é porque são traumas horríveis a ou
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Speaker A
porque já vivem na rua ou porque foram usados sexualmente são coisas horríveis a estudar em todos os livros que há de psiquiatras sobre isto também isso também mas depois também há um bocadinho um nome que é nos últimos anos as drogas tipo de
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Speaker A
eleição sobretudo da Malta mais nova são estimulantes drogas tipo MDMA cocaína sobretudo e a heroína depois ajuda muito quando essas drogas vêm abaixo há muito pessoal que também se começa a agarrar a Irina porque por exemplo imagina tão um fim de
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Speaker A
semana toda Pois é aquela merda vem abaixo começa a dar aquelas ansiedade e depois vão dar ali um bocadinho de cavalo para acalmar e há muita Malta que está agarrar assim também e Kate a mim também mas o aroe na mesma
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Speaker A
mas acho que é mais perigosa do pessoal e consulta em os vossos farmacêuticos os nossos filhos aqueles que têm filhos não não é tática do medo não Vai resultar não vai afastar as pessoas da droga é mais informação
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Speaker A
dos maiores e das maiores malucos e malucas que eu conheci em relação a essa às cenas da droga e não só da droga mas drogas alcoólatras sexo logo em geral era pessoal que era muito controlado pelos pais não deixavam sair controladíssimo e
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Speaker A
depois quando apanhavam uma aberta pois Pedras Mas é isso mas pedagogia mais informação menos menos menos medo embora sempre fossemos pessoas curiosas e experimentadeiras mas mas o meu pai foi alguém que sempre teve conversas muito abertas conosco em
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Speaker A
relação a esse sistemas e e conversas honestas dizer Epá há coisa há muita gente dependente disso porque é bom não é porque é mau isso de uma certa maneira Abrir aos olhos né e olhar para as consequências olhar olha estás a ver vais por esse
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Speaker A
caminho Vais ter ali e tirar aquela capa do que que tu és diferente dos outros não és diferentes estás bem alimentado ou precisas inteligente ou seja às vezes até é pior portanto isso eu agradeço muito ao meu pai ter tido ter sido sempre muito
30:08
Speaker A
honesto e muita dor no momento eu para mim a minha grande defesa enquanto crescia porque eu era curioso e continua a ser curioso e a curiosidade não tem nada de mal mas mas a curiosidade deve ser sempre acompanhada
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Speaker A
de informação sempre foi uma grande defesa para mim na vida toda de de ser curioso ou ao ponto ok gostava de fazer viajaram até ali gostava de meter e sabe deixa-me lá investigar um bocadinho o que é que é isto né E isso ajudou muito
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Speaker A
ajudou muito a ter cuidado né olha e tem pessoas importantes também da família como é que foi aquilo de uma funerária não perdi escondido eu sempre gostei um bocadinho de desaparecer sempre foi uma cena que eu tenho desde miúdo não
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Speaker A
um bocadinho as pessoas com medo desaparecimento se alguma maneira tava com a minha avó no cemitério do Alto São João ela tinha lá e de meter flores à campo do pai dela do meu bisavô e de repente o Nuno onde é que tá o Nuno
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Speaker A
onde é que tá o Nuno desapareceu tudo ali a minha procura de onde é que eu tava tava metido numa gaveta daquelas gavetas foi fixe com os seus avós Teve uma grande referência para vocês né era eu fui criado com Com estes meus
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Speaker A
pais eles eram pessoas muito muito travertidas muitos históricas que tinham muito ganhava em louvor o silêncio era caro mas gostava muito passear gostavam muito de visitar museus e castelos e levavam muito e eram muito comunistas comunista religioso é um comunista eu eu tenho uma grande
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Speaker A
eu tenho uma grande relação emocional com o Partido Comunista muito mais do que filosófica política uma relação emocional por causa de de ter crescido como o avô e ter crescido no meio dessa econografia comunista e o meu ovo era um
32:43
Speaker A
comunista religioso era uma religião era a Bíblia todas as semanas saía e que dizia o fiel como é que havia de pensar mas mas havia havia uma alegria no meu avô e nas outras pessoas quando por exemplo iam para a festa de lavante
33:02
Speaker A
Tás manifestações para os comícios à sua Pereira Gomes que era a sério eu fiquei a conhecer o Albert ein chegou lá eu tinha um dois anos eu tinha na primeira festa lá no Facebook eu ia tava lá nesse sítios
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Speaker A
era alguém ou seja tu quando Tás eu era muito miúdo Nessa altura tás a ver e mas eu não tava que havia uma grande referência quando por exemplo o meu vô ia muito assopra Gomes Uma Ovelha militante do PCP e e quando quando o
33:34
Speaker A
alvar tinha algo passava havia uma reverência toda a gente havia um sentido de de reverência tu sentias o Carisma daquela pessoa a passar eu como 1200 e é isso né E então um avô ia me apresento ao jogo
33:50
Speaker A
e havia ali um calor era alguém que eu eu disse recorde bem era alguém que fosse ao meu avô fosse a quem fosse ele falava e ao teu Neto ou seja havia ali um sentido humano que depois da lei da biografia tu notas que
34:08
Speaker A
ou seja também por outro lado era uma pessoa muito fria e calculista ou seja depois descobre com a história né mas havia ali naquele seio uma não sei como mista um sentimento de família acho que família é mesmo termo
34:29
Speaker A
que fazia acontecer e que eu vi fazia acontecer por exemplo a minha avó minha avó era muito muito a primeira e única vez que eu vi a minha avó emocionada do género cantar e a chorar foi uma vez na festa do Avante
34:49
Speaker A
com com uma música Não lembro qual a gaivota onde aquelas músicas e isso a mim com o miúdo batia muito ou seja eu de repente quando marcado a imagem a tua voz chorar com a música as manifestações depois havia havia
35:07
Speaker A
muitos Miúdos havia coisas para fazer eu lembro que era uma festa e por exemplo a gente ia para as manifestações para o 25 de Abril etc havia sido os pós-meia despertarem havia coisas para fazer que fazia ter ali uma certa proximidade e eu
35:20
Speaker A
lembro de cenas a sério eu feliz mente tenho uma boa memória eu lembro de uma festa do Avante isto ser tipo no Alto da Ajuda para aí festas lá então e com cinco seis anos e eu e o meu primo eu
35:33
Speaker A
tenho um primo que era da minha idade que eu uns dias de diferença e a gente descobrimos na festa do Avante um grande um grande entretenimento naquele ano então era ok era um gajo que lá tava que tinha assim uma caixa de
35:45
Speaker A
madeira com tipo um género de de como é que habitacos pequenos todos à volta com números cada habitar com um número e tu apostavas num número e depois ele lançava uma ratazana estava lá pela minha filha ele lançava um rato para o
36:06
Speaker A
meio daqui no no no caso o que entrasse o rato ganhava era um género de jogo Ei o meu primo descobrindo aquele over todo o rato o rato levando tudo estás a ver ou seja estas coisas aconteceu na
36:21
Speaker A
festa de lava ou seja o jogo Nossa sério isso que eu vou guardar para sempre aquela reta Ok para nós foi uma festa né mas há o sentimento de uma over é um gajo bué da televisão ou seja aquilo era uma mentalidade que
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Speaker A
tinha que vinha desde miúdo do facto teria começado a trabalhar logo muito novo aos 12 ou 13 anos na cuff no Barreiro ou seja alguém telhado pela vida e o o PCP o comunismo aquela ideologia da avalia um sentido de vida
36:59
Speaker A
mas tornava completamente maniqueísta como eu vou só havia dois tipos de pessoas Olha acho camarada era filho da [ __ ] não havia menster camarada Isto é filho da [ __ ] esta é assim é camarada esta filha da [ __ ] estás a ver era assim
37:13
Speaker A
e isso vinha do ou seja vinha de um modo de vida porque eu contava por exemplo no Barreto ou eras do barreirense ou eras da cufo horas do das dos Franceses que era lá uma sociedade Olhas dos penicheios ou
37:28
Speaker A
era as camaradas ou eras filho da [ __ ] ou seja colegas do partido ou eras legionário e era assim a vida e ele cresceu assim era muito ring é o meu vô e um purificador do caraças uma hora um
37:40
Speaker A
purificador eu lembro-me eu vou entrar numa igreja no norte e a minha avó mandava ir com o [ __ ] mas ele entrava tipo de calções e não sei o quê comigo chegava ali onde tu coiso onde está a
37:51
Speaker A
água bentava na água benta começava a lavar os tomates não acredito júri-te estás a ver o que é que você estavas ai tipo não pode estar não posso dizer plantava para o Cristo Ele não está calções [ __ ] purifica
38:08
Speaker A
É sério e eu ali a aprender né mas depois Chegava à festa do Avante e estava em casa pá e era assim uma cena da legenda eu lembro dos anos 80 já a festa dava em Loures e na altura havia muitos e metals era
38:26
Speaker A
uma altura que o metal estava forte o meu ovo e um evento na rua vi um heavy metal mesmo heavy metal na festa jovem e depois vai fazer lembrar coisas engraçadas era uma altura onde tu andava muito a bola
38:46
Speaker A
hum Eh pá eu lembro de ir pra praia ali em frente ao teatra à comuna estavam dezenas de pessoal não leva à boloya e depois para cá e não sei quê E eu lembro que uma vez a gente vinha da Costa para
39:02
Speaker A
a festa do Avante e nem em Lisboa e o meu avô abrandava quem é que vai para a festa vou só dar a blush se fosse para festa mas nós já quatro no carro e ele ainda mais já a família toda apertada mas pronto
39:17
Speaker A
era festa bons tempos boas tempos só mudar aqui um bocadinho de assunto e Bom assunto que diz muito também faz parte de comédia o público espera um solo teu esperamos todos que vocês um sol depois logo falar acho que temos
39:41
Speaker A
visto movimento mas o desenvolvimento da comédia e no sentido deste resume sobre o Politicamente correto censura versus liberdade de expressão eu acho que vivemos numa altura podemos dizer mais coisas do que nunca mas cada um tem a sua auto sensor
40:08
Speaker A
faz um bocado de confusão por exemplo dizer deve ser pele é cancelado quando eu ganho 100 milhões de euros para fazer um solo e depois é ou seja ele usou a sua liberdade de expressão eu gosto muito dele atenção acho que ele fez umas
40:23
Speaker A
piadas eu não concordo e são transfóbicas ou não é isso é isso que eu digo sempre eu não agora ele usou liberdade de expressão para fazer as piadas quer e houve outras pessoas que usaram sua liberdade de expressão para criticar e para mim não
40:47
Speaker A
sei faz-me confusão é é que chama logo cancelamento e com dor de cancelamento é uma pessoa que ganhou 100 milhões de dólares para fazer quatro espetáculos ou são Face foi 80 pois eu percebo esse ponto de vista é assim é um bocado
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Speaker A
[Música] não quer dizer que essa que essa cultura de cancelamento Ou aquelas sete tentativa não exista certo agora eu acho que te vivemos numa altura de grande liberdade e sobretudo o o por livreto plataformas onde se pode ah onde
41:21
Speaker A
podemos mostrar o nosso conteúdo ajudar isso pá eu ainda sou de uma altura e ele foi um privilegiado nisso Onde por exemplo na comédia ó pá estavas na televisão ou não existias Claro e eu tive sorte de estar Ok mas só que era um
41:36
Speaker A
privilegiado gente isso já não é assim agora aqui há aqui várias questões que é por um lado há uma há uma Há Uma Geração Nova ou alguma fatia do público que expressa a sua indignação portanto perante certo tipo de piadas e que pode até tentar
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Speaker A
fazer influência para que as pessoas que fazem essas piadas serem canceladas dos canais onde trabalham das plataformas onde onde tem as suas partes isso é real Ok por outro lado para quem faz comédia Às vezes a criação desse movimento que é
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Speaker A
contra a sua piada também funciona como uma forma de promover o seu trabalho Ok portanto estamos aqui perante uma relação simbiótica Na minha opinião por um lado aos comediantes que pá e é assim há uma coisa que dá muito gosto de
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Speaker A
fazer uma piada sobre um tema que não se pode tocar até muito tentador muitas vezes a comédia é dizer a cena errada na hora certa né não se pode fazer sobre isso então deixa-me cá mandar a minha a minha ela
42:53
Speaker A
acha prática continua a poder sobre tudo pode a questão o objeto do o objeto das piadas a dizer assim não não podes fazer sobre isto não podes fazer sobre isto não podes fazer sobre isto e isto é um bocadinho jante
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Speaker A
senso de social essa censura social sempre insistiu por exemplo tu nos anos tipo 40 50 60 tu tinhas adotes de pretos no jornais Ok tu diz o jornal tinha já notado fiquei com o preto foi para ponto sobre o tejo com uma pedra tava ao
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Speaker A
tornozelo e com violino porque disseram que ele tinha que era para a música isto é uma piada isto é uma piada onde tu podes mudar o preto por nos deu ou pelo [ __ ] ou pela loira ou seja a
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Speaker A
construção da piada tá feita de maneira a tu podias meter o que tu quiseres como objeto dessa piada e é uma piada né com o objetivo de rir mas com o objetivo de marcar alguém agora como é dizer eu acho que algo quem não
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Speaker A
aceita uma piada sobre si próprio não pode estar muito bem consigo mesmo isto também é algo e eu e eu é assim mesmo contra mas comediantes não é contra mas mas há muitos comediantes que não gostam de races
44:39
Speaker A
muitos e muito famosos não gostam ou seja gostam de ter o poder dizer a piada e tem o direito é isso mas tipo é pá mas espera lá ser o ser o alvo da piadas a perceber e muitas vezes ah muitas
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Speaker A
vezes são esses que eu vejo indignar esse contracena welk mas eu eu noto cá um bocadinho era aquilo que eu estava a dizer aqui uma relação assim biótica que dá jeito aos dois lados por um lado aquele que não aqui não se pode
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Speaker A
fazer piada sobre isto não sei qual é a quererem impor um tema mas depois o outro não quer mas eu faço o que eu quero ou seja e é não é que os dois nesta brincadeira serve aos dois eu para
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Speaker A
mim isso não me interessa muito eu acho é o seguinte historicamente eu não quero que os outros é preciso que o pessoal sabe exatamente o que tens dito isto começou a décadas basta uma investigação rápida o freddick o senador muito amigo do link
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Speaker A
abolicionista famoso teve uma frase qualquer coisa sobre os comediantes que na altura em 1848 foi antes da abolição da escravatura nos Estados Unidos chamou Felice felicete aos comediantes fazia um Black Face e foi em 1948 e os esfoliantes reagiram
46:00
Speaker A
já não se pode fazer nada não sei não é isso mas pode dizer nada por causa é assim tu quando sabes que alguém vai ficar me humildade se tu tocar naquele tema tu como diante para mim é uma
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Speaker A
atração tocar nesse tema Ai eu não gosto dele Ai não queres ai não posso então é para aqui que eu vou e eu isso eu acho eu acho que isso é um direito sem sem diminuir minorias é pá
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Speaker A
é um é um ponto de vista é um ponto de vista porque eh eu posso fazer esse esforço e muitas vezes fácil assim e e ao longo da minha carreira tentei sempre fazer Ou seja eu quero tocar neste tema deixa-me lá arranjar
46:52
Speaker A
aqui uma abordagem para eu tocar neste tema de maneira Ah pá não sei a base porque tu tens o nosso é que há um lado preguiçoso pra mim é uma questão do bom e Malta é uma pessoa muitas vezes de preguiça
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Speaker A
mesmo não é não se podia fazer piadas sobre pessoas estranhas é pobre é todos fazem é ter calma diria mais violentada e agredida discriminada etc e depois o ângulo quase todos que escolhem Ah e os pronomes eu agora identifico como
47:27
Speaker A
dinossauro pelo menos pela honra a tua profissão como como nós artistas e comediantes não se cancela ninguém mas só [ __ ] esforça-te um bocadinho mas isso tem que ser um bocadinho às vezes um um uma cena de de pares até e de e de e de coisas
47:52
Speaker A
assim é pá por isso é é pá é básico mas entretanto as pessoas podem ter direito a fazer isso pá eu eu Para mim o direito de agosto é assim e eu agora até nos stand up estou a fazer eu tenho ali um
48:04
Speaker A
bit onde eu falo todas essas todas as preferências sexuais Okay Não não vou estar aqui a explicar o bitch porque senão depois também ninguém vai ninguém quer viver mas tanto nisso como outras coisas eu gosto de ser eu ridículo
48:22
Speaker A
eu para mim a abordagem que eu gosto de ter e que eu gosto de ver mais do que uma abordagem moralista de de quem aponta e comenta o que está a fazer não eu o ridículo sou eu que estou no ridículo
48:43
Speaker A
e pegando nisso adaptando a mim sedeu centro da piada ou seja ou a piada ser em sobre mim eu acho que isso é assim é o que eu gosto de ver agora não Hoje em dia a comédia e eu acompanhei muito e sem Portugal
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Speaker A
sobre tudo por estar ligado à escolha da igreja dos palcos também e dos festivais etc Hoje em dia a cena da comédia o centro do negócio da comédia é mais não sei se sempre foi assim mas hoje em dia é muito
49:18
Speaker A
assim é mais é empatia do que a graça É aquele ditado popular do mais engraçado portanto Muitas vezes os comediantes que têm mais sucesso e que tem mais público é alguém que tem uma relação se tem uma relação empática com o seu público o
49:39
Speaker A
público identifica-se com o que eles estão a dizer pelo ponto de vista que eles estão a dizer pela maneira como eles estão a dizer e há essa relação de Ok este pensa como eu este pensa como eu portanto
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Speaker A
qualquer arte mas mas o que o crescimento público a evolução das redes sociais tem acompanhado muito porque porque a comédia é mesmo uma essa arte empática essa arte da proximidade essa arte de de tu conseguirres que a pessoa te faça rir
50:19
Speaker A
ou expressão sorriso que te queria uma grande proximidade com essa pessoa constantemente portanto hoje em dia tu vês os maiores comediantes são estrelas das redes sociais seja aos Twitter seja o Spot faixas aos YouTubes as pessoas querem o riso né e o riso
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Speaker A
democratizou-se Claro ainda bem ainda bem isso tu queres ver um apanhado Queres ver um gajo que é mais racista que não é um gajo que é mais maciça tens isso tudo e eu acho isso bem mas sobre um lado empático mas muitas vezes e eu
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Speaker A
isso eu para mim é o que eu prefiro eu gosto do que mediante que se expõe e que dispõe ao ridículo mas eles foram ridículo acho difícil eu concordo e acho que acho que é feito também serração [Música]
51:17
Speaker A
para vos mostrar o que eu faço de ridículo Claro e é sempre depois também alta identificação porque as pessoas também veem Ah pois é também pensa assim ou também aconteceu isso não sei quê e voltamos à empecto não é mas isso há
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Speaker A
muito e é um bocadinho a escola do que vem tipo do de um comédia tipo Jorge Carlinhos Jorge Carlos que fez muitas escola e fez muita escola nessa espera que é assim mas mas é um comediante barra quase comentador social
51:51
Speaker A
Ok eu gosto do joscano não é dos meus favoritos mas gosto bastante mas que fez muita escola nesse nesse tipo de comédia atual uma comédia muito cínica de análise de analisa a sociedade estás a perceber eu prefiro falando de um comediante mais antigo
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Speaker A
um comediante tipo Richard trier que é um comediante que que é diferente na abordagem percebes tá ali ele no meio da situação mais do que estar a comentar o que este faz ou que este Pensa ou que este diz ou desse comentário social um
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Speaker A
ator social né Eu prefiro esse lado mas hoje em dia é uma indústria fortíssima e com com um crescimento brutal porque as ferramentas Todos nós temos no nosso bolso a ferramenta no crescimento das mulheres da proibido Ou seja eu acho que este este discurso
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Speaker A
Huawei Eu acho que é o que é um bocadinho estéreo porque ou até cá quem faz rir é pá eu acho que é um ataque estéril porque porque mostra mais insegurança e intolerância do que outra coisa e o
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Speaker A
que eu note muitas vezes também é isso que é a pessoa tipo Ai não podes brincar com isto não podes brincar com aquilo é uma atitude que eu não que eu acho que é uma atitude intolerante de uma certa
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Speaker A
maneira porque quem também consigo própria pato porque cara se brincas com com com como eu sou sou eu acho individualmente este faz uma piada sobre mim Mas eu sou mendigo não estou a dar atenção compreendentes certo É mas e se eu acho
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Speaker A
que mau gosto O melhor é mesmo dar desprezo eu não na minha Encarnação de ti tenho um dos meus grandes chama-se cagar e andar que eu acho que é uma uma coisa diferente do que socialmente às vezes é cagar e andar porque eu não
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Speaker A
disse tipo eu vejo também muitos comediantes que fazem uma cena que é e se calhar que é imagina expõem o ódio que levam-se escreveu sobre mim bem enfiar-me filha da [ __ ] eu mato Ou seja eu eu isso não
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Speaker A
não apaga para mim eu não vejo um grande valor mas eu assim epá [ __ ] eu para mim eu não vou estar a expor quem manda mais porque isto depois é um ciclo vicioso É verdade também já pensei no
54:48
Speaker A
coisa eu eu no outro dia por exemplo eu eu tirando as vezes que estou contigo realmente não tenho muito mal os personagens é um personagem que bastante transversal na medida em que em que tem muito a simpatia de homens de mulheres velhos e novos e
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Speaker A
crianças e tal Porque porque ali mano sal grosso e boa disposição e calma e não sei quê e uma coisa que eu aprendi porque já fiz outros personagens principalmente na luta personagens que mexem em energia tu recebes um bocadinho aquilo que tu
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Speaker A
mandas nesta vida na nossa vida de como diante de artista né tu recebes o que tu mandas e eu como por exemplo neste nestes últimos anos Como manda essa imagem do gajo que estava em disposto bem com a
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Speaker A
vida que ele é curtir tu percebes isso tu também estás a mandar essa cena depois tu recebes isso também estás a ver e que não age ilusões agora para resumir esta razão eu sou contra a censura isso para mim é um dos dos pilares dos
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Speaker A
meus valores e ser contra a censura significa que eu também tenho que tolerar que haja muita gente que pensa diferente de mim Claro mas ninguém mas a questão não pode ser isso não podes pensar isto não podes falar sobre mas quem é que
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Speaker A
proibiu mesmo isso é que para mim isso eu sou contracensura e eu oito defender todos os comediantes de fazer quedas racistas há aqui uma questão mas há aqui uma questão Alguém está a ser realmente há aqui uma questão censurado há aqui
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Speaker A
uma questão hoje em dia nós existimos com artistas na na rede social é uma ferramenta para 99% dos Artistas uma ferramenta de trabalho é a ferramenta cor com a qual nós chegamos ó as pessoas que gostam de nós que supostamente são o nosso público
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Speaker A
né E a gente não se pode esquecer que essas redes sociais são privadas OK são públicas a rede social não é tipo a rua e digo qualquer quem eu vou ficar não rede social é um espaço privado Onde eu
57:17
Speaker A
posso ser corrido e onde já me aconteceu a mim se calhar aqui a todos já me aconteceu às vezes meter lá um conteúdo e dizer não desculpa Tu não podes meter isto e arbitrário claro isso E aí há um emprego real de
57:34
Speaker A
censuras por exemplo no meu caso que estou fora da televisão Ou seja eu o meio de escalar as pessoas ou é o YouTube ou Instagram é o Twitter ou Facebook tudo privado de repente eu eu deixo-te poder estar
57:53
Speaker A
nesse sítios eu tenho um problema sério e eu acho que isto é um problema é uma questão que se mete aos governos aos Estados sobretudo na defesa da liberdade de expressão e da responsabilização porque a liberdade vem com responsabilidade
58:08
Speaker A
muita Malta que qualquer direitos mas com direito a dizer não é que é a criação do minha internet publica um espaço público é questão de lembrar de expressão e do que é censurado ou não por entidades privadas não só censura também que eu promovem
58:28
Speaker A
aquilo que os algoritmos Põe mais nas timelines etc isso tens que ver com a quantidade Isto é um problema de hoje e eu vou te contar um caso comigo com a quantidade de informação que entra numa rede tipo Facebook ou Instagram
58:46
Speaker A
não há capacidade humana de filtrar os conteúdos Só através de máquinas e de Inteligência Artificial e isso já tá a ser usado neles com os seus auriculos etc é que eles conseguem fazer de certa maneira um filtro dos conteúdos que lá
58:59
Speaker A
estão E isto é uma cena que exemplo o discurso dódio o etc não há seres humanos suficientes ou seja até podia haver mas isso poesia causar ali um rombo financeiro que as redes não aguentavam estar a filtrar tudo o que é
59:10
Speaker A
pois portanto começam-se a criar algo bonito mas softwares inteligência artificial para começar a controlar aquilo que entra no nas redes eu aconselho há pouco tempo uma uma cena que para mim abriu um bocado os olhos em relação a perigos que podem vir reais
59:27
Speaker A
mais do que o opinião de um ou outro mas reais em relação a censura eu fiz um dos skates que eu que eu sou mais famoso por ter feito é um skate do Carlinhos o macho Isto é gay um um personagem que é
59:38
Speaker A
abertamente machista personagem e eu no outro dia andava ali a ver no meu arquivo e assim ah vou meter isto no Instagram no Facebook pá tá aqui em qualidade aquilo que está na net tá assim mas eles portanto vou meter aqui
59:51
Speaker A
nas minhas redes Instagram Instagram Facebook YouTube não sei quem não sei mais só sobreviveu no YouTube no Instagram no Facebook ele vai com discurso de ódio realmente eu percebo porque é que ele vai com desconto a primeira frase do
60:11
Speaker A
skate é assim eu sou machista para minha mulher é inferior ao homem por isso é que eu só com homens é completamente ele é aquilo Claro não há não tem acamada de comédia não tem como adiantado a fazer ou seja Isto
60:29
Speaker A
sim é um perigo de cancelamento porque na comédia muitas vezes era o que eu estava a dizer a cena é errada faz parte da comédia Claro e a comédia ia ser uma arte tão popular e então maravilhosa que dá esta abertura
60:48
Speaker A
a todas deu poder dizer as cenas mais absurdas né e não eu para mim a mulher foi homem porque é que eu só com homem e tem várias camadas Claros que eu já tive também que tirados em cover
61:03
Speaker A
tipos Dead ou seja para o Guerra Não é onde ou seja isto para a guerra mas não pode ser para alguém claro essa camada de ironia que daí acho que muitas vezes esse discurso podes não podes é perigoso é perigoso porque depois
61:19
Speaker A
mete-se uma rede onde onde fica tudo onde não passa nada ou tu tens como uma uma uma uma comédia completamente é higienizada para resumir eu acho que a única maneira a única mesmo de ver um qualquer filtro é mesmo um género
61:43
Speaker A
de censura de pares vai ser surda evolução não não às vezes é só ter medo da datado não tem mas a pessoa diz assim pá mas eu quero fazer mas tu fazes é isso é isso claro isso eu sou vamos vamos acabar com medo
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Speaker A
olha Trouxe dois livros que eu li recentemente um é este rapaz 1971 neverbal moment né Eu já li vários vários livros deste deste autor Eu gosto muito de música Eu Gosto muito ler sobre música e esta é dos livros mais fixe que eu que eu li
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Speaker A
sobre música é uma análise do ano de 1971 que segundo esta autora é o Roxy goldenir o ano Dourado rock e ele faz uma análise mês a mês do que é que se passou nesse ano desde do do período
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Speaker A
e a morte de Morrison dos Rolling Stones no sul de França Eh pá mas escreve de uma maneira muito interessante muito com muito sentido humor e com muita história tipo e é aconselho muita quem gosta de de música e a quem gosta de saber às vezes
63:26
Speaker A
essas essas pequenas coisas que se passam daquilo que nós ouvimos 1961 gostei muito e depois outro dos meus grandes das minhas grandes paixões em termos de leitura é história eu gosto muito de ler sobre história e agora tou a ler ainda este
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Speaker A
livro estou aqui como vês Ainda não Ainda estou bastante no princípio mas que tou a gostar muito é um livro da ler devagar imprensa nacional coordenado pela Fátima sai e Mello Ferreira Isabel do Carmen Miriam Open Pereira três
64:00
Speaker A
senhoras e é a história da reuniões revoltas e revoluções ao longo da história e é e Estou a gostar muito eu gosto muito de história e gosto e gosto destes momentos da história onde onde muitas vezes a coisa aquece marcante
64:16
Speaker A
marcantes e que e que e que depois influenciam o futuro que são são tipo pontos de viragem e eu acho que nós estamos numa altura dessas e eu gosto muito de ler do passado para também entender melhor o presente muito bem
64:32
Speaker A
agora mostra-me lá eu vou surgir que é que estás a vender reacionário público mesmo muito bem apesar de ser reacionário é conservador machista não sei o quê pouco produzista pelo contrário só purificador eu adoro os livros dele acho
65:01
Speaker A
que é mesmo muito bem hoje uma grande referência da nossa vida conferencial e esse é o primeiro dele esta primeira dele é e conta é como é que ele começa a cozinha jovem e o terceiro e com apoio da nossa
65:25
Speaker A
patinadora quem vote agradecer a o volto a oferecer o humor [Música] Dom Porque como não sabes fazer comédia ver se aprendes alguma coisa estávamos jeito [Música] para melhor como é que vamos desta para melhor vamos com muita calma
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Speaker A
muita calma Obrigado aí pelo convite sabe porque eu gosto muito de seguidores faça-me o contrário Vamos aumentar os jogadores eu não tenho esperança já sei que vou fazer as coisas próximas duas semanas vou perder seguidores portanto eu tenho muito obrigado a equipa e até o
66:13
Speaker A
próximo episódio [Música] [Música]
Topics:debochepopulismoesquerdautopiapolítica portuguesahomens da lutaDiogo Farocultura popularresistênciacomunicação política

Frequently Asked Questions

O que Diogo Faro entende por 'deboche' no contexto político?

Diogo Faro vê o deboche como a última trincheira da resistência, uma forma de zombar e resistir contra sistemas opressivos, mantendo um espaço de crítica e irreverência.

Como o vídeo aborda o papel dos 'homens da luta' na política portuguesa?

O vídeo discute o paradoxo dos 'homens da luta', que apesar de usarem iconografia de esquerda, muitas vezes se identificam com manifestações de direita, refletindo uma complexa relação política e cultural.

Qual é a crítica feita à esquerda em relação à comunicação política?

A crítica principal é que a esquerda tende a complicar suas mensagens, falhando em transmitir ideias complexas de forma simples e eficaz, o que dificulta a conexão com o público geral.

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