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Tutorial passo a passo para montar quadro de distribuição monofásico 220V, dimensionar componentes e garantir segurança conforme norma NBR 5410.

Key Takeaways

  • A instalação monofásica 220V permite maior potência com menor corrente, reduzindo custos em cabos e componentes.
  • Segurança é prioridade: sempre trabalhar com circuitos desenergizados e usar componentes adequados conforme norma NBR 5410.
  • Uso correto das curvas dos disjuntores (B para resistivos, C para motores) é essencial para proteção eficiente.
  • DPS deve ser instalado na fase e antes do IDR, e DPS no neutro não é necessário em esquema TN-S se o neutro for equipotencializado com o terra.
  • Dimensionamento correto dos cabos e disjuntores evita sobrecarga e garante a durabilidade da instalação.

Summary

  • Explicação sobre a voltagem 220 volts entre fase e neutro e cidades brasileiras que utilizam essa tensão.
  • Importância de trabalhar com circuitos desenergizados e usar eletrodutos de pelo menos uma polegada para facilitar a passagem dos cabos.
  • Descrição dos componentes do quadro: trilho DIN, barramentos para neutro e terra, e cabos de 10 mm² para alimentação principal.
  • Dimensionamento do disjuntor geral de 50 amperes para proteção dos cabos conforme tabela da NBR 5410.
  • Detalhamento dos disjuntores e cabos para circuitos específicos: ar condicionado, chuveiro, iluminação e tomadas, com explicação das curvas de atuação dos disjuntores.
  • Recomendações para instalação de DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de classe 2 e IDR (interruptor diferencial residual) bipolar para proteção contra choques elétricos.
  • Justificativa para não usar DPS no neutro em esquema TN-S, com base na norma e recomendações de fabricantes, e solução para equipotencializar o neutro com o terra.
  • Instruções para ligação dos cabos no quadro, uso de terminais tubulares para proteção dos fios e cuidados com compressão e seções dos cabos.
  • Dicas práticas para economizar em componentes e garantir segurança e conformidade normativa na instalação elétrica residencial 220V.
  • Indicação de vídeo complementar sobre a posição correta do DPS em relação ao IDR.

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00:00
Speaker A
E aí, rapaziada, tudo bom? Nesse vídeo eu vou mostrar o passo a passo de como montar um quadro de distribuição monofásico 220 volts.
00:18
Speaker A
Dimensionar os componentes dos circuitos desse quadro e esclarecer alguns pontos importantes.
00:23
Speaker A
É, isso mesmo, eu não esqueci de vocês que são atendidos por 220 volts.
00:25
Speaker A
Quando digo 220, é entre fase e neutro, não confundam com 220 fase e fase.
00:28
Speaker A
Pesquisei aqui e vi que tem muitas cidades atendidas por 220 volts: Goiânia, Brasília, Maceió, Florianópolis, Santos, Palmas, para minha surpresa Uberlândia.
00:39
Speaker A
Eu sou de Minas e não sabia disso, enfim, são muitas cidades no Brasil atendidas por essa voltagem.
00:43
Speaker A
Antes de começarmos, é sempre bom lembrar, trabalhe com circuitos desenergizados, segurança em primeiro lugar, sempre.
00:51
Speaker A
Dito isso, vamos lá.
00:53
Speaker A
O primeiro ponto importante que ajuda demais o eletricista e a qualidade da instalação é usar eletrodutos de pelo menos uma polegada.
01:01
Speaker A
Eletrodutos de 3/4 é uma luta para passar cabos de seção maior.
01:06
Speaker A
Então já fica a dica.
01:09
Speaker A
Nesse quadro teremos um trilho DIN para os componentes de proteção.
01:13
Speaker A
E dois barramentos, o da direita para os cabos do neutro e o da esquerda para os cabos de proteção que é o terra.
01:20
Speaker A
Os cabos que vêm do medidor da concessionária têm 10 milímetros de seção.
01:26
Speaker A
Compostos por fase na cor preta, o neutro azul e o terra verde.
01:31
Speaker A
Cabos de 10 milímetros a dois condutores carregados embutidos em alvenaria, conduzem até 57 amperes, conforme tabela 36, coluna B1 da NBR 5410.
01:40
Speaker A
Então usaremos um disjuntor geral de 50 amperes para proteção dos cabos.
01:45
Speaker A
Se você acha que se deu mal por morar numa cidade atendida por essa voltagem, fico feliz em dizer que você está enganado.
01:50
Speaker A
É uma benção disfarçada.
01:52
Speaker A
Vocês economizam muito em componentes de proteção, cabos, eletrodutos, conectores e até no próprio quadro.
01:59
Speaker A
Para vocês terem uma noção, 50 amperes a 220 volts são 11.000 watts para dimensionarmos os circuitos.
02:04
Speaker A
Isso é muita coisa.
02:06
Speaker A
Se fosse a mesma situação a 127 volts, teríamos somente 6.350 watts.
02:12
Speaker A
Para ser equivalente, uma instalação de 127 teria que ser no mínimo bifásica para comparar com essa de 220 volts monofásica.
02:19
Speaker A
Teremos seis circuitos e como aqui é Brasil e é bem quente, começo com o circuito do ar condicionado.
02:23
Speaker A
Que tem 12.000 BTUs.
02:25
Speaker A
O disjuntor de proteção seria de 16 amperes curva C.
02:30
Speaker A
Essa curva C tolera corrente instantânea de 5 a 10 vezes a corrente nominal.
02:36
Speaker A
Disjuntores com essa curva de atuação são usados em equipamentos com motor de indução.
02:40
Speaker A
Para o motor sair da inércia, ele demanda uma corrente muito alta da rede, a famosa corrente de partida.
02:46
Speaker A
A seção dos cabos será de 2,5.
02:48
Speaker A
Pessoal, eu sei que é tentador usar cabos de 1,5 nos circuitos de força atendidos por 220 volts.
02:53
Speaker A
Mas a norma não faz essa distinção de tensão.
02:57
Speaker A
Tomadas é no mínimo 2,5, tanto para 127 quanto para 220 volts.
03:02
Speaker A
Comenta aí vocês que moram nesses lugares, os cabos das tomadas da casa de vocês são de quantos milímetros?
03:07
Speaker A
Já ouvi falar até que tem gente que usa cabos de caixa de som nas tomadas, é mole?
03:11
Speaker A
Circuito do chuveiro.
03:13
Speaker A
Esse chuveiro é de 5.500 watts, que em 220 volts na posição inverno consome 25 amperes da rede.
03:19
Speaker A
Usaremos um disjuntor de 32 amperes, curva B, que tolera de 3 a 5 vezes a corrente nominal.
03:24
Speaker A
Essa curva é usada para equipamentos resistivos.
03:28
Speaker A
E o cabo seriam de 4 milímetros.
03:31
Speaker A
Fica a dica para vocês, passou de 30 amperes, usem cabos de 6 milímetros.
03:36
Speaker A
Aí vem a pergunta, dá para ter dois chuveiros numa instalação monofásica 220 volts?
03:41
Speaker A
Até dá, mas devemos nos atentar à potência máxima que a instalação suporta, que é de 11.000 watts, como acabamos de ver.
03:47
Speaker A
Então, se for colocar dois chuveiros, eu recomendo que não tenham potência maior do que 4.600 watts cada um.
03:53
Speaker A
Disjuntor de 10 amperes curva B para iluminação, cabos de 1,5.
03:57
Speaker A
Disjuntor de 16 amperes curva B para uma tomada de atendimento dedicada a um equipamento com corrente maior do que 10 amperes.
04:03
Speaker A
É a famosa tomada de 20 amperes.
04:06
Speaker A
Acho até difícil existir um equipamento que consome mais de 10 amperes em 220 volts, além do chuveiro.
04:12
Speaker A
E os cabos serão de 2,5 também.
04:15
Speaker A
Por fim, um disjuntor de 16 amperes curva B para as tomadas de uso geral do restante da casa.
04:20
Speaker A
Além do disjuntor de 50 amperes, teremos mais dois componentes de proteção geral.
04:25
Speaker A
Um deles é o DPS para proteção dos equipamentos contra sobretensão na rede.
04:30
Speaker A
Vai ser um só mesmo e vai ser para fase.
04:33
Speaker A
O neutro não vai ter e vocês vão entender o porquê.
04:38
Speaker A
Esse DPS é de classe 2, que é instalado no QDC, que é o quadro de distribuição.
04:43
Speaker A
275 volts, no mínimo 1,1 vezes a tensão entre fase e neutro, definido pela norma.
04:47
Speaker A
Não usem o de 175 volts, tá pessoal, ele não vai dar certo aí.
04:51
Speaker A
Tem que ser o de 275 mesmo.
04:54
Speaker A
E 20 kA, que é indicado para residências em áreas urbanas.
04:59
Speaker A
Se você mora em uma área rural, use DPS de no mínimo 40 kA.
05:04
Speaker A
Isso é necessário porque na zona rural a sobretensão por descargas atmosféricas geralmente é maior.
05:10
Speaker A
O outro componente é um IDR bipolar para detecção de corrente de fuga e proteção das pessoas contra choques.
05:14
Speaker A
Principalmente em áreas molhadas ou que possam ser molhadas.
05:19
Speaker A
Ele é de classe A, que é usado em corrente alternada, 63 amperes de corrente nominal.
05:24
Speaker A
E sensibilidade de 30 mA de corrente de fuga, que é o mais usual.
05:28
Speaker A
Recentemente eu fiz um vídeo a respeito da posição do DPS em relação ao IDR.
05:33
Speaker A
Sempre instale o DPS antes do IDR, ou seja, a montante.
05:37
Speaker A
Eu vou deixar esse vídeo na tela final desse vídeo aqui para vocês verem depois.
05:42
Speaker A
Bom, e por que que eu não vou usar um DPS para o neutro?
05:46
Speaker A
No item 6.3.5.2.2 da norma, informa que deve haver um DPS para o neutro em três possibilidades de esquema de aterramento.
05:54
Speaker A
TT e IT, que não é o nosso caso.
05:58
Speaker A
E linha que entra na edificação já em esquema TN-S.
06:02
Speaker A
Ou seja, mesmo que o neutro esteja aterrado, se ele entrou na edificação separado do cabo de proteção.
06:09
Speaker A
Então, há necessidade sim de DPS para o neutro.
06:15
Speaker A
Eu não me contentei só com o item da norma, eu dei uma olhada no site de alguns fabricantes de DPS.
06:20
Speaker A
E vi em um deles a informação de que não é necessário colocar o DPS da marca deles no neutro, se o quadro de distribuição que ele foi instalado estiver a 10 metros do BEP ou do último ponto onde o neutro tenha sido aterrado.
06:31
Speaker A
Tem um vídeo meu que eu recebi muitos comentários de que no esquema TN-S não precisava de DPS para o neutro.
06:38
Speaker A
Mas vocês viram que tanto a norma quanto os fabricantes demandam sim o uso em determinadas circunstâncias.
06:44
Speaker A
Para contornar toda essa situação, basta equipotencializar o neutro no cabo de proteção, aí no próprio quadro mesmo.
06:52
Speaker A
Usando o próprio barramento do terra ou com o conector split bolt.
06:57
Speaker A
Fazendo isso, você não vai ficar em desacordo com a norma, vai economizar na compra de mais um DPS.
07:03
Speaker A
Vai ganhar espaço no quadro de distribuição e o melhor, não tem necessidade de manutenção, colocou, tá protegido para sempre.
07:11
Speaker A
Bom, vamos para a ligação dos cabos.
07:13
Speaker A
O terra vai ser ligado diretamente no barramento.
07:17
Speaker A
Mas antes, nós vamos usar um terminal tubular na extremidade desse cabo.
07:22
Speaker A
Isso é necessário, pois o cabo será fixado em contato direto com o parafuso do borne do barramento.
07:29
Speaker A
E sem o terminal, o parafuso fere os filamentos do cabo.
07:34
Speaker A
Se for fio rígido, não precisa.
07:37
Speaker A
Mas quem usa fio rígido hoje em dia, né?
07:40
Speaker A
O neutro será ligado no IDR.
07:43
Speaker A
Uma observação, o borne correspondente ao neutro no IDR tem a letra N.
07:47
Speaker A
Isso facilita a identificação.
07:51
Speaker A
A fase passa primeiro pelo disjuntor geral e será ligada no DPS e jampeada para o IDR.
07:57
Speaker A
Para fazer esse jump, você pode usar um pedaço de cabo, desde que ele tenha a mesma seção dos cabos de alimentação principal.
08:04
Speaker A
Que no nosso caso é 10 milímetros.
08:07
Speaker A
No borne onde serão ligados os dois cabos, é necessária a compressão de um terminal tubular duplo.
08:12
Speaker A
Caso queira usar um barramento ao invés de cabos, será necessário um com quatro terminais.
08:18
Speaker A
E vai ter que cortar o terminal que seria ligado no borne destinado ao neutro no IDR.
08:24
Speaker A
No nosso caso, nós vamos usar cabo mesmo.
08:27
Speaker A
O cabo que vai no outro borne do DPS deve ser ligado no barramento do terra e deve ser de no mínimo 4 milímetros de seção.
08:33
Speaker A
E não pode ter mais do que 50 centímetros de comprimento, isso é definido pela norma no item 6.3.5.2.9.
08:39
Speaker A
O neutro, após passar pelo IDR, será ligado no barramento dele.
08:44
Speaker A
Lembrando que ainda deve ser um cabo de 10 milímetros.
08:48
Speaker A
E a fase será ligada nos disjuntores por um barramento do tipo pente de 63 ou 80 amperes e oito terminais.
08:54
Speaker A
Esse barramento vai fazer a distribuição dessa fase nos disjuntores.
08:59
Speaker A
Para quem não conhece, pessoal, o barramento é simplesmente um condutor.
09:02
Speaker A
Coloque os disjuntores e fixe o barramento.
09:06
Speaker A
Use isolador nesse terminal que não foi usado.
09:09
Speaker A
Ele não pode ficar aí de fora sem proteção.
09:12
Speaker A
O quadro está montado, basta distribuir os cabos dos circuitos, os de 4 milímetros do chuveiro.
09:16
Speaker A
Se possível, levem os cabos do chuveiro sem compartilhar o eletroduto com outros cabos.
09:23
Speaker A
Isso ajuda muito, pois não precisaremos considerar o fator de agrupamento de cabos para cálculo e dimensionamento desses condutores.
09:30
Speaker A
Os de 2,5 das do circuito de tomadas de uso geral da cozinha e da lavanderia.
09:34
Speaker A
Pessoal, eu usei o circuito exclusivo para cozinha e lavanderia porque é exigência da norma.
09:38
Speaker A
Consta no item 9.5.3.2.
09:41
Speaker A
De 2,5 da tomada de 20 amperes.
09:44
Speaker A
Nesse caso, é ideal compartilhar esse mesmo eletroduto aí, porque o destino desses cabos é o mesmo, né, que é a cozinha e a lavanderia.
09:50
Speaker A
De 2,5 para o ar condicionado.
09:53
Speaker A
De 2,5 das tomadas de uso geral do restante da casa e de 1,5 para iluminação, que não possui cabo de proteção.
09:59
Speaker A
Bom, finalizamos a montagem do quadro e a distribuição dos cabos, pessoal.
10:03
Speaker A
Se você for novo na área elétrica ou for novo aqui no canal, tem um vídeo que eu explico detalhadamente elétrica básica, elétrica para iniciantes.
10:10
Speaker A
Vou deixar aqui na tela final.
10:13
Speaker A
Valeu, pessoal, até mais.
Topics:quadro de distribuição220 voltsNBR 5410disjuntorDPSIDRinstalação elétrica residencialdimensionamento de cabossegurança elétricacurva de disjuntor

Frequently Asked Questions

Por que não é necessário usar DPS no neutro em uma instalação monofásica 220V com esquema TN-S?

Segundo a norma NBR 5410 e fabricantes, o DPS no neutro não é necessário se o quadro de distribuição estiver a até 10 metros do ponto de aterramento do neutro e este estiver equipotencializado com o terra, evitando assim a necessidade de um DPS adicional.

Qual a importância de usar eletrodutos de pelo menos uma polegada na instalação do quadro de distribuição?

Eletrodutos de uma polegada facilitam a passagem dos cabos de maior seção, evitando dificuldades e garantindo melhor qualidade e segurança na instalação elétrica.

Como escolher a curva correta do disjuntor para diferentes circuitos?

Disjuntores curva C são indicados para circuitos com motores, como ar condicionado, pois toleram correntes de partida elevadas. Disjuntores curva B são usados para cargas resistivas, como chuveiros e iluminação, por terem menor tolerância a correntes instantâneas.

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