Eu traí a minha mãe — Transcript

Relato emocional sobre a traição da confiança da mãe, dificuldades financeiras e o impacto da desonestidade familiar.

Key Takeaways

  • A confiança familiar pode ser abalada por decisões erradas, mesmo com boas intenções.
  • Dificuldades financeiras podem levar a comportamentos que geram culpa e arrependimento.
  • A importância da transparência e honestidade nas relações familiares é fundamental para manter a dignidade.
  • A perda de benefícios sociais impacta diretamente a qualidade de vida das famílias.
  • Reconhecer os erros é o primeiro passo para buscar a reparação e a reconciliação.

Summary

  • O narrador descreve a dedicação e amor incondicional da mãe, que sempre esteve ao seu lado.
  • Após a morte do pai, a mãe perdeu o direito à aposentadoria devido a uma fraude documental feita por um advogado.
  • O narrador tentou ajudar financeiramente a família mesmo enfrentando dificuldades pessoais e profissionais.
  • A mãe conseguiu um benefício com ajuda de uma advogada, e o narrador ficou responsável pelo cartão e senha bancária dela.
  • Inicialmente, o narrador usava o dinheiro da mãe para pagar o advogado e ajudar nas contas, mas começou a pegar pequenas quantias para uso próprio.
  • Com o tempo, os valores tomados sem reposição aumentaram, gerando uma dívida com o dinheiro da mãe.
  • O narrador relata o sentimento de culpa e a dificuldade de parar de usar o dinheiro indevidamente.
  • A situação financeira da família piorou, com contas atrasadas e dificuldades para manter as despesas básicas.
  • A mãe, mesmo diante das dificuldades, confiava no narrador e permitia que ele usasse o dinheiro para pagar as contas.
  • O vídeo é um desabafo sobre a perda da dignidade e a complexidade das relações familiares em momentos de crise.

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Speaker A
Imagine uma pessoa que faria tudo por você. Uma pessoa que nunca te abandonaria. Mesmo você seguindo o caminho mais perdido, ela continuaria ao seu lado. Uma pessoa que te ofereceria tudo sem esperar nada em troca. Uma pessoa que daria até a própria vida por você. A primeira pessoa
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Speaker A
que vem na minha cabeça é a minha mãe. Então agora imagine você agir de forma desleal com essa pessoa, trair a confiança dela. Já imaginou isso? Eu também nunca tinha imaginado fazer isso, mas eu traí a confiança da minha mãe. E isso significa "cabeça estragada"!
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Speaker A
Significa a perda da dignidade. Significa você fazer tudo e qualquer coisa por aquilo que está justamente te fazendo mal, que está justamente acabando com a sua vida. Desde que eu comecei a trabalhar em São Paulo, mesmo morando fora de casa,
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Speaker A
eu sempre procurei ajudar, dar uma contribuição para a minha família aqui em Americana, para a minha mãe. Às vezes eu estava sem dinheiro, mas eu tinha o cheque especial, então eu acabava pegando dinheiro do cheque especial, mas eu fazia questão de ajudar em casa, minha mãe. Quando o meu pai faleceu,
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Speaker A
ele deixou uma aposentadoria, mas teve um rolo. Quando ele ainda estava vivo, um advogado acabou falando que a minha mãe tinha direito a um benefício. Ele fez seu trabalho e a minha mãe começou a ganhar esse dinheiro. Só que depois que meu pai faleceu, que ela tinha que optar
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Speaker A
pelo benefício dela ou pela aposentadoria do meu pai, nós fomos descobrir que o advogado tinha fraudado documentos. No processo tinha uma declaração da minha mãe dizendo que ela era separada do meu pai. Então a minha mãe acabou perdendo o direito sobre a aposentadoria do meu pai, e nem o benefício
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Speaker A
que ela tinha, acabou não tendo mais direito. Porque tinha dois irmãos meus que moravam em casa, então ela não tinha esse direito. Ou seja, a minha mãe acabou ficando sem direito nenhum...
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Speaker A
Olha que situação! Minha mãe perder a aposentadoria do meu pai! Minha mãe tinha um gasto grande com remédios e meus dois irmãos, que moravam junto, com trabalhos informais, não ganhavam quase nada. A aposentadoria seria a forma da minha mãe continuar vivendo com dignidade, mas a minha mãe perdeu o direito.
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Speaker A
Então, enquanto pude, fui ajudando, mesmo tendo que entrar, às vezes, no cheque especial. Mas eu fazia questão de ajudar. Quando eu saí do meu trabalho e fui para Florianópolis, enquanto eu tinha dinheiro no banco, eu continuei ajudando em casa. Só que, como já falei, chegou um momento lá que eu perdi tudo, e aí eu
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Speaker A
parei de ajudar em casa. Então eu voltei, vim morar na casa da minha mãe e quando cheguei estava na pandemia, né? A minha mãe não estava recebendo benefício nenhum; os meus irmãos estavam com empregos informais. Às vezes ganhava, às vezes não ganhava... Então quando eu voltei, a minha
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Speaker A
família estava passando por dificuldades. Até que eu comecei a fazer alguns trabalhos, então eu comecei a dar dinheiro em casa, né? Então a gente foi passando... Eu arrumei trabalho, só que depois eu acabei saindo... Depois arrumei outro... Então nesses momentos que eu ficava sem trabalho,
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Speaker A
a situação complicava lá em casa. Até que a minha irmã conversou com uma advogada, e ela, vendo a situação, falou que ia tentar conseguir o benefício pra minha mãe. Ela deu uma entrada nos documentos e conseguiu! A gente teve que pagar um salário pra advogada e a minha mãe começou a receber
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Speaker A
o benefício. Quando a minha mãe foi começar a receber esse benefício, eu que fui com ela no banco. Então eu que cadastrei a conta dela, e eu que fiquei com o cartão do banco. Eu que sabia a senha
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Speaker A
dela para sacar o dinheiro e a confiança em mim era indiscutível, né? Porque eu sempre fui uma pessoa honesta. Eu sempre procurei ajudar, então eu tinha esse crédito, vamos dizer assim. Então todo mês, quando saía o pagamento dela, eu ia lá e sacava R$ 900, que era o valor líquido que sobrava. Eu sacava
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Speaker A
esse dinheiro, entregava para ela e deixava no banco o resto do dinheiro, até o vencimento do advogado. Então quando chegava no dia do vencimento, eu ia lá e pagava o valor do advogado, que era mensal. Nunca passou pela minha cabeça eu pegar um dinheiro da minha mãe! Mas conforme o tempo foi passando, eu comecei a
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Speaker A
manejar um pouco o dinheiro dela. Quando ela recebia, eu dava o dinheiro para ela e ficava aquele dinheiro do advogado no banco, né? Então eu comecei de vez em quando pegar um pouquinho daquele dinheiro de lá, até chegar no vencimento. E aí quando chegava no vencimento eu dava um jeito
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Speaker A
de repor aquele dinheiro. E aí eu pagava o advogado. Então foi assim que eu comecei a pegar um pouco do dinheiro da minha mãe sem ela saber. Então, durante um período, eu arrumei um trabalho bom numa agência boa da região. Eu comecei a dar um valor bom em casa e a minha mãe, por um
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Speaker A
período, começou a não sacar o dinheiro do banco porque não estava sendo necessário. Então o dinheiro foi ficando lá. Só que, conforme foi passando o tempo, eu acabei perdendo esse emprego e fui ficando sem dinheiro. Assim, eu comecei a pegar de vez em quando uns R$ 30,00,
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Speaker A
de repente eu pegava uns R$ 50,00... Com a intenção de repor, né? Então às vezes eu repunha, só que começou a passar o tempo, eu fui ficando cada vez mais sem dinheiro... Começou a ficar algum desses valores sem eu repor.
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Speaker A
Então eu peguei, sei lá, uns R$ 50, só que eu acabei não repondo. Então isso foi ficando um débito ali até que chegou no ano passado. Eu tava trabalhando, o meu cartão do banco tava dando problema no chip, então às vezes a gente ia sacar, ele dava problema, não sacava. Então a minha
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Speaker A
mãe foi internada e eu fiquei com o cartão dela e como eu tinha dinheiro ainda no banco lá, quando precisava sacar para não ter problema no saque, eu comecei a pegar dinheiro dela, só que ainda eu tava repondo. Então quando eu recebia, eu ia repondo até chegar no último emprego que eu peguei.
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Speaker A
Quando eu fui demitido dele, eu peguei uma grana. Eu tinha o plano de alugar um carro, né? Então eu peguei aquela grana que eu tinha lá, eu coloquei num banco, eu investi no CDB e aquilo ali era uma garantia para eu ter um cartão de crédito para eu poder alugar o carro e comecei a usar o cartão de
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Speaker A
crédito, fui gastando, eu fui usando e como para eu sacar aquele dinheiro levava dois dias, então eu comecei a usar o dinheiro da minha mãe sem ela saber, pegava R$ 50 aqui, às vezes pegava R$ 70, R$ 30.
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Speaker A
Então aí minha mãe foi internada, comecei a pegar dinheiro para comprar algumas coisas básicas com a intenção de que eu ia repor depois, porque eu tinha o dinheiro lá aplicado no CDB, só que eu comecei a usar cada vez mais. Então era uma coisa que eu sabia que tava fazendo errado, eu sentia culpa por aquilo, só que depois que a gente faz a primeira vez, meus amigos, depois que a gente aceita que a gente escolhe fazer uma coisa ruim, a tendência é a gente fazer cada vez mais aquilo ali. Quanto mais eu fazia, mais eu sentia culpado e quanto mais culpado eu sentia,
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Speaker A
mais eu fazia. Fui gastando todo aquele limite que eu tinha lá, chegou numa hora que eu não tinha mais dinheiro para alugar um carro e eu peguei e saquei aquele dinheiro lá, paguei algumas coisas, já que eu tinha que pagar o dinheiro que tinha ficado em casa dela lá, eu usei ele também. Então
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Speaker A
quando ela foi voltar para casa, eu saquei aquele dinheiro, repus o dinheiro que tinha em casa que eu tinha gastado, só que eu não consegui mais repor o dinheiro que eu tinha pego lá no banco. A gente tava passando por dificuldade, a gente tava sem dinheiro, os meus irmãos também, como
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Speaker A
eu falei, com trabalhos informais. Até que chegou num ponto que as contas começaram a ser cortadas e chegou no final do ano passado, a minha mãe, vendo aquilo ali, ela pegou e falou assim: "Não pega o dinheiro meu lá e vamos pagar todas as contas." Paguei algumas contas que estavam atrasadas,
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Speaker A
não teve problema nenhum. No fim do ano passado as contas de novo estavam atrasadas e minha mãe falou novamente: "Pega meu dinheiro lá e vai pagar as contas." Só que meu irmão foi pagar a conta e ele pagou uma conta de luz e uma conta de água e o cartão não pas...
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Speaker A
não teve problema nenhum no fim do ano passado as contas de novo estavam atrasada e minha mãe falou novamente Pega meu dinheiro lá e vai pagar as contas só que meu irmão foi pagar a conta e ele pagou uma conta de luz e uma conta de água e o cartão não passou mais então ele chegou lá e falou
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Speaker A
que não tava passando o cartão e quando eu fui ver realmente tinha acabado o dinheiro da minha mãe e a minha mãe pegou e falou né falou nossa não é possível que tenha acabado né Que que aconteceu e eu fui fazer as contas né eu peguei todos os extratos lá e eu vi que eu tinha gastado em mais
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Speaker A
de um ano né mais de R 1.00 dela E aí aquilo ali já me deu aquela puta angústia aquela culpa né porque eu sabia que eu tinha pego e agora eu tinha visto que tinha sido demais porque agora não tinha
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Speaker A
mais R Real lá então no final do ano passado a gente passou por dificuldade em pleno dezembro a gente acabou passando sem dinheiro nenhum então às vezes chegava na sexta-feira assim que a gente tinha era acostumada a fazer um churrasquinho e não tinha dinheiro a minha mãe às vezes falava
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Speaker A
né Nossa mas como que foi acabar o dinheiro lá né então eu acabei explicando meus amigos eu cheguei a falar três vezes pra minha mãe eu contei a verdade então eu falei assim mama eu peguei o dinheiro da senhora com a intenção de repor eu tava repondo ele só que eu Eu acabei gastando
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Speaker A
o meu dinheiro todo e eu não consegui repor mais o dinheiro pra senhora então eu confesso pra senhora Eu peguei o dinheiro escondido da senhora ela sabia né que eu tinha pego aquele dinheiro que eu tinha usado muitas vezes para usar droga só que mesmo assim ela não me acusou de nada ela
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Speaker A
não falou nada para mim Ela só falava às vezes né paciência agora a gente não vai ter dinheiro né mas aquilo ali me doía muito toda vez que surgia esse assunto toda vez que a gente tava precisando de alguma coisa sim me vinha na cabeça aquilo que eu tinha feito com a minha mãe né traído a
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Speaker A
confiança dela traído a confiança de todo mundo por uma coisa que justamente Estava acabando com a minha vida justamente por causa da droga eu tinha feito aquilo ali aquilo ali foi me causando cada vez mais angústia e tudo isso juntando né aquela forma que eu tava vivendo né e dormia o
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Speaker A
dia inteiro aquela sujeira em casa aquela bagunça Chegava à noite eu lá usava droga e a minha mãe vendo tudo aquilo ali e além disso eu com essa a culpa de ter gastado o dinheiro dela aquilo ali me corroía por dentro só que eu não tinha o que fazer eu não tinha trabalho então o tempo foi
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Speaker A
passando ela foi se conformando com aquilo quando chegou agora nesses últimos tempos que ela que ela ficou internada a minha mãe estava muito confusa assim então ela falava às vezes coisas sem sentido então eu quando eu passei junto com ela lá às vezes ela falava né para mim assim ela ficava
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Speaker A
desconfiada que a gente ia dar remédio para ela e ela começou a falar F assim olha e você não tá querendo fazer mal para mim né ela falou assim eu não confio em você não mas isso não era por
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Speaker A
causa de mim meus amigos era por causa do estado de saúde dela ela falava isso para todos os meus irmãos só que quando ela falou isso que ela não confiava em mim esse pensamento essa lembrança minha do que eu tinha feito começou a vir na minha cabeça e aquilo ali começou a formar uma
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Speaker A
culpa muito grande na minha cabeça eu comecei a achar que ela tava lembrando daquilo ali até que um dia a a minha irmã ficou com ela lá ela começou a falar assim que a pessoa que tava com ela lá antes ela gostava muito da pessoa mais do que aquela pessoa gostava dela e ela falou pra
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Speaker A
minha irmã né que aquela pessoa tinha roubado ela né então quando minha irmã falou isso já caiu como uma carapuça para mim eu comecei a achar que a minha mãe tava falando aquilo ali de mim de que eu tinha roubado ela e aquilo ali começou a formar um remorço muito grande na
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Speaker A
minha cabeça minha mãe lá né Muito doente e eu fui falar com a minha irmã e a minha irmã já de cara já descartou falou L Larga a mão larga de bobagem Você acha que a minha que a mãe ia falar
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Speaker A
isso você o queridinho delas a mãe nunca ligou para isso não a mãe nunca fala nada sobre isso mas eu me sentia culpado então eu comecei a querer me culpar com aquilo ali só que ao mesmo tempo eu
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Speaker A
comecei a pensar né Eu falei assim é Não realmente né eu ajudei muito tempo em casa a mãe Jamais pensaria uma coisa dessa né jamais guardaria uma coisa dessa então eu comecei a a me convencer de que realmente a minha mãe não tava falando de mim naquele momento mas isso meus amigos é uma coisa
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Speaker A
assim que quando a gente resolve mudar de vida quando eu parei de usar a droga né então a gente acha que tudo vai tá se resolvido é só a gente parar com aquilo ali vai se resolver mas não mas
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Speaker A
a gente ainda vai ter que lidar com muita coisa que vão ser consequências daquilo que a gente fez né eu parei com a droga Então essa lembrança essa coisa que eu fiz vai poder me atormentar ou quando eu paro com a droga eu vou fazer um exame lá eu vou poder descobrir que eu tô com uma doença
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Speaker A
uma doença de repente grave que foi causada por aquilo a gente ainda vai ter que lidar com muita coisa que são consequências daquilo ali além dos Desafios futuros né dos Desafios que a gente vai ter que enfrentar com a nossa nova vida né Eu acredito que a minha mãe perdoou eu
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Speaker A
mas se eu não tivesse nesse momento com a cabeça boa se eu não tivesse começado a consertar minha cabeça eu acredito que esse remorço essa culpa minha poderia chegar num estado insuportável hoje então a conclusão que eu quero dizer hoje do meu relato é que quando a gente aceita uma coisa
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Speaker A
ruim quando a gente escolhe uma coisa ruim a tendência é aquilo ali Se inverter na nossa vida vai ocupar cada vez mais os espaços das coisas boas e a gente vai chegar num ponto em que a gente vai fazer tudo e qualquer coisa por aquela coisa que tá destruindo a nossa vida vai
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Speaker A
fazer tudo por aquela coisa ruim para cada vez a gente sofrer mais a gente tem que buscar cada vez mais sofrer a gente tem que buscar cada vez mais ser infeliz Quando a nossa cabeça estraga a gente perde toda a nossa dignidade a gente pode chegar nesse ponto de furtar de roubar de trair
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Speaker A
a confiança de trair a lealdade das pessoas que a gente mais ama isso é cabeça estragada meus amigos é a perda da dignidade é a gente fazer tudo e qualquer coisa por aquilo que tá justamente nos prejudicando por aquilo que tá a acabando com a nossa vida não era eu era a minha cabeça
Topics:traiçãoconfiançamãedificuldades financeirasbenefício socialfraudeculpafamíliahonestidadedesabafo

Frequently Asked Questions

Por que a mãe do narrador perdeu a aposentadoria do pai?

A mãe perdeu a aposentadoria porque um advogado fraudou documentos no processo, incluindo uma declaração falsa de que ela era separada do pai, o que resultou na perda do direito ao benefício.

Como o narrador começou a usar o dinheiro da mãe indevidamente?

Inicialmente, ele usava o dinheiro para pagar o advogado e ajudar nas contas, mas depois começou a pegar pequenas quantias para uso próprio, com a intenção de repor, o que nem sempre aconteceu.

Qual foi o impacto emocional para o narrador ao usar o dinheiro da mãe?

Ele sentiu muita culpa e percebeu que, quanto mais usava o dinheiro indevidamente, mais difícil era parar, criando um ciclo de culpa e comportamento errado.

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