Capacitação vacina BCG e PPD – 1º dia — Transcript

Capacitação sobre vacina BCG e PPD com foco na técnica, conservação e importância para prevenção da tuberculose em crianças.

Key Takeaways

  • A vacina BCG é fundamental para a prevenção da tuberculose em recém-nascidos.
  • A capacitação visa garantir a técnica adequada, conservação correta e manejo de eventos adversos.
  • O sistema imunológico possui barreiras inespecíficas e específicas que protegem o organismo.
  • Antígenos estimulam a produção de anticorpos, essenciais para a imunidade.
  • Profissionais de enfermagem são peças-chave na vacinação e devem estar bem capacitados.

Summary

  • Início da capacitação com apresentação da coordenadora de imunização do estado, Fernanda.
  • Parabenização aos profissionais de enfermagem pelo seu dia, destacando sua importância na vacinação.
  • Objetivo da capacitação: capacitar profissionais para administração segura da vacina BCG, conservação do imunobiológico e manejo de eventos adversos.
  • Vacina BCG é essencial para prevenir formas graves de tuberculose, protegendo recém-nascidos.
  • Robert, enfermeiro e chefe do Departamento de Imunização de Viçosa, conduz a parte teórica da capacitação.
  • Revisão dos conceitos do sistema imunológico, incluindo barreiras inespecíficas e específicas.
  • Explicação sobre antígenos e sua relação com a resposta imunológica e produção de anticorpos.
  • Descrição das imunoglobulinas e suas funções no sistema imunológico.
  • Importância da técnica correta na aplicação da vacina para garantir o efeito desejado.
  • Informações sobre lista de presença e certificação para os participantes da capacitação.

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Speaker A
Deu certo, gente. Começamos o nosso streaming. Boa tarde a todos.
00:56
Speaker A
Eh, eu me chamo Fernanda, estou como coordenadora de imunização do estado e eu gostaria de começar, né, essa capacitação que vai ocorrer no dia de hoje eh e também no dia de amanhã,
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Speaker A
de forma e a gente vai eh, trabalhar, né, a parte teórica da vacina, né, BCG.
01:24
Speaker A
Eh, mas aí eu não posso deixar de iniciar esse momento parabenizando a enfermagem, né, o nosso dia.
01:49
Speaker A
Eh, e aí assim, não foi nada combinado, mas veio a calhar, né, essa nossa capacitação.
02:17
Speaker A
Então, parabenizar todos da enfermagem, enfermeiros, téc de enfermagem, auxiliares, todos nós trabalhadores, que eu sou enfermeira de formação, eh todos nós que dedicamos o nosso tempo um pouquinho para a enfermagem.
02:40
Speaker A
Andreia, seu áudio está aberto. Marisa, pessoal, por favor, os áudios fechados para não interferir e prejudicar eh a transmissão para os municípios, para os profissionais do município.
03:02
Speaker A
Voltando né agradecendo eh parabenizando, na verdade, todos os profissionais e dizer que, né, essa capacitação, eh, em BCG, a gente eh traz essa capacitação para que a gente possa eh capacitar, né, o maior número de profissionais possíveis da
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Speaker A
assistência, né, que realizam a vacinação. Então, eh, a vacina BCG, ela é importante para que a gente possa eh prevenir as formas graves de tuberculose. Então, consequentemente, proteger nossas crianças já no nascimento, né, já na maternidade e, se
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Speaker A
não possível na maternidade já nos primeiros dias de vida.
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Speaker A
Eh, então essa capacitação ela é importante pra gente garantir a administração segura com a técnica adequada, eh, da gente verificar a conservação, né, do imunobiológico, saber passar a
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Speaker A
orientação para a população, eh, a gente saber realizar o manejo dos eventos adversos, né? Então, é uma vacina que ela eh ela é entre aspas, né, ela tem um efeito que é desejado, né, e que nos diz muito da técnica. Então, sem muitas delongas,
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Speaker A
eu vou chamar o Robert. O Robert eh ele é enfermeiro. Ele vai passar para vocês, né, toda a descrição, eh, profissional dele. Eh, então ele que está nos ajudando aí nessa parte teórica.
04:51
Speaker A
Eh, então, Robert, eu passo a palavra a você, eh, dizer que fique bastante à vontade e agradecer de antemão mais um pedido, né, que nós fizemos, que você atendeu para passar o seu conhecimento para para os outros profissionais, né,
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Speaker A
pros nossos eh profissionais dos 853 municípios e dizer que, eh, quem acompanha pelo YouTube é só fazer as perguntas pelo pelo chat, tá? Que posteriormente a gente vai ter um momento de eh de tirúvidas. Dizer também que haverá
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Speaker A
lista de presença para para os dois dias, tá? Então, para que posteriormente seja certificado, é necessário que acompanhe toda a transmissão hoje e amanhã.
05:36
Speaker A
Eh, e aí nós vamos também eh e aí posteriormente disponibilizar o link, tá? Robert é com você, fica à vontade.
05:52
Speaker A
Muito obrigada. Ei pessoal, Fernanda, boa tarde. Boa tarde a todos que nos acompanham aqui, eh, nessa nessa tarde que eu acho que é interessante pra gente poder relembrar, né, alguns conceitos, relembrar alguns tópicos e também estendo aqui o meu
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Speaker A
parabéns para toda a equipe de enfermagem, que realmente não foi combinado, mas veio muito a calhar. A gente falar de imunização hoje, falar da vacina BCG, eh, no dia dos profissionais aqui de enfermagem, tá? Vou começar o compartilhamento aqui
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Speaker A
da minha tela. Enquanto isso, eu vou eh a gente vai conversando. Robert, só fala um pouquinho da sua trajetória que eu acho importante. É uma uma trajetória dedicada né?
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Speaker A
Isso. Eh, eu sou enfermeiro de formação, sou formado eh pelo Centro Universitário de Viçosa, a Univiçosa, no ano de 2023.
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Speaker A
2024 trabalhei eh em terapia intensiva, fugi um pouco assim da atenção primária, que foi onde eu fiz o meu estágio obrigatório, meu estágio extra, e retornei para a coordenação da sala de vacinas aqui de Viçosa, aqui de Minas mesmo no ano passado. Já tô com as
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Speaker A
meninas tem um tempo, né, participando das capacitações, né, eh, tanto de BCG, né, quanto da hepatite B também. Faço um trabalho parecido aqui em Viçosa, eh, nos hospitais, né, dando capacitação para as equipes de enfermagem, quanto à parte teórica da vacinação da vacina
07:24
Speaker A
BCG, tá? Posso começar?
07:41
Speaker A
Pode sim, fica à vontade. Estão conseguindo ver a tela? Porque quando eu abro some tudo, só precisa colocar no no modo apresentação.
07:54
Speaker A
Isso.
08:12
Speaker A
Foi, né? Ótimo, pessoal. Então, né, como eu falei, eu sou eu tô hoje como chefe do Departamento de Imunização, campanhas e promoção à saúde do trabalhador aqui da Secretaria Municipal de Saúde de Viçosa.
08:28
Speaker A
E aí, pra gente começar, eu gosto sempre de trazer uma revisão de alguns conceitos importantes e dentre eles a gente vai falar sobre o sistema imunológico.
08:38
Speaker A
A gente vai começar lembrando, né, que o sistema imunológico ele é uma série de componentes que eles atuam de maneira coordenada, conferindo assim a capacidade do organismo de se defender contra a entrada e multiplicação de diversos microrganismos. Eu gosto muito
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Speaker A
de associar como se fosse um porteiro, né? A gente quando tem um prédio, tem eh guaritas, diversos pontos focais de entrada, a gente tem que fazer um controle eh de quem entra e quem sai.
09:13
Speaker A
Então, o sistema imunológico é e vamos fazer uma analogia nesse sentido, como um porteiro mesmo do nosso organismo que vai ali filtrando quem entra e quem não pode entrar, né? E aí quando a gente pensa nesse porteiro, ele faz eh
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Speaker A
como se fosse barreiras. E aí a gente entra em dois tipos de barreiras. A primeira que eu chamo a atenção para de vocês são as barreiras inespecíficas, que são aquelas que são desencadeadas independentemente do organismo, né, do tipo de agressão ou
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Speaker A
então sem agressão nenhuma, ela tá ali o tempo todo. Elas são funções que o corpo faz, eh, sem que se pense assim numa importância imunológica.
09:48
Speaker A
E aí, como exemplo de barreira inespecífica, né, do sistema imunológico, a gente tem a pele, que a gente sabe que é o nosso maior órgão, a gente pode associar também com barreira inespecífica, né, a saliva, a lágrimas,
10:09
Speaker A
tosse, urina, coriza. Percebam que são sempre eh partes do nosso organismo, partes do nosso corpo, que indiretamente estão ali, eh, o tempo todo participando do sistema de defesa, né? Acidez estomacal, acidez vaginal, bile, muco.
10:21
Speaker A
Eh, desde que essas funções elas estejam em equilíbrio, né, essas barreiras inespecíficas, elas conseguem impedir então que uma série de infecções eh impedir que essas infecções ocorram.
10:41
Speaker A
Sejam que sem que haja envolvimento aí da imunidade celular ou imunidade humoral, que é mais específica, tá?
10:58
Speaker A
Então assim, antes do anticorpo entrar, a gente tem essas essas barreiras inespecíficas. E aí a gente vai passar agora para as barreiras específicas, que elas são desencadeadas por um estímulo.
11:17
Speaker A
Esse estímulo ele pode ocorrer, né, no contato do nosso organismo com o antígeno, ou seja, algum elemento ou substância capaz de provocar ali a resposta imunológica. Esses antígenos, eles são microrganismos e substâncias que desencadeiam uma resposta imunológica, né? E aí pode estar
11:38
Speaker A
presente em vírus, eh, bactérias, fungos. Então, vamos pensar que o antígeno é o que vai gerar um estímulo que vai associar o nosso microrganismo na produção dos anticorpos. Tá bom?
11:54
Speaker A
Deixa eu ver se eu consigo colocar aqui, tá? Melhor esse antígeno, ele então estimula o nosso organismo ali na produção dos das células de defesa. E aí como antígeno a gente pode dar o exemplo, né, da micobactéria tuberculose, vírus influenza, eh vírus
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Speaker A
da febre amarela, Clostridium, vírus ebola. Tudo isso entra na nos antígenos que são desencadeadores das barreiras específicas. E aí quando a gente pensa na resposta, né, que que vai gerar, o que que vai acontecer no meu corpo
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Speaker A
quando esse antígeno entrar, vai formar os anticorpos, que são as imunoglobulinas. Essas imunoglobulinas são proteínas especializadas que se dividem em cinco classes. A gente tem a A, a imunoglobulina D, a M, a G e a E.
12:37
Speaker A
A imunoglobulina do tipo A, ela tá presente ali na secreção como leite materno, muco, lágrima, suor, saliva, eh...
12:49
Speaker A
E aí quando a gente, né, associa toda essa questão da imunoglobulina, do antígeno, a gente chega na imunização, que a imunização ela consiste na produção de anticorpos específicos após a inoluculação do antígeno artificial, né, seja o próprio mesmo, eh, no caso, a
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Speaker A
vacina, nos prazos adequados estabelecidos nos calendários vacinais ou adquirida naturalmente através da infecção pelo microorganismo, que é o que a gente faz diariamente, né? Quando a gente tá vacinando um paciente, a gente sempre não explica que a gente tá ensinando o corpo a se
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Speaker A
proteger de determinados tipos de infecção. A imunização é isso, a gente vai dar o corpo as formas dele se defender. E aí são existem alguns tipos de imunidade. A gente tem a primeira, né, que é a imunização passiva. ela
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Speaker A
ocorre através da via placentária, amamentação, eh, ou pode ser de forma artificial, quando a gente administra imunoglobulina. E aí, quando a gente pensa em imunoglobulina, isso tem duas: homólogas e heterólogas. Homólogas são de origem humana e heterólogas de origem
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Speaker A
animal, que aí vem a a origem da palavra. Eh, quando a gente pensa em soro, o anticorpo ali ele já tá pronto e ele vai ser catabolizado, né? ele é eliminado, ou seja, ele produz ali um efeito de
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Speaker A
proteção, mas não gera memória através dessa proteção. Quando a gente pensa na imunização ativa, eh ela ocorre através da produção de anticorpos específicos pelo organismo após a introdução do agente nocivo por contato resultante da infecção, ou seja, inoculação acidental ou através de
14:37
Speaker A
vacina. Nesse caso de imunização ativa, o nosso corpo ele lembra do que do do antígeno. E aí numa infecção propriamente dita, o corpo vai conseguir eh reagir, conseguir se defender contra aquele tipo específico e aí a maioria das vezes gera ali uma memória duradora.
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Speaker A
Então, esse quadrinho esse exemplifica exatamente isso que eu falei. A gente tem, né, a a imunidade natural e passiva, que o principal exemplo a gente tem a amamentação, né? A mãe quando ela amamenta, ela consegue transmitir alguns anticorpos, algumas proteções para esse
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Speaker A
bebê, a imunidade natural e adquirida, que a gente associa à infecção propriamente dita, e a imunidade adquirida e passiva, que é o administração de soro e imunoglobulina.
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Speaker A
Nesse caso aqui não gera efeito de memória, tá? A imunidade adquirida e ativa, a gente, o nosso principal exemplo, né, é a imunização, que aí através dessa imunização a gente consegue gerar memória em alguns casos.
15:42
Speaker A
E aí chega numa parte interessante que é como que se desenvolveram as vacinas. Quando a gente fala de vacina, eh, é comum, né, a gente associar mais no comecinho do do último século, mas isso vem desde a China, lá no século X contra
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Speaker A
varíula, ou seja, é uma coisa que a gente fala hoje, mas lá no século X já existia, já se falava sobre.
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Speaker A
E aí, eh, foi feito um processo. Esse processo ele era diferente do que a gente tá acostumado. Na época os cientistas, né, eles transformavam cascas de feridas de varíula em um pó, contendo o vírus já inativo e espalhavam nos ferimentos das
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Speaker A
pessoas contaminadas. Então, imagina isso hoje em dia, a gente pegar eh uma ferida de uma de uma pessoa infectada por qualquer tipo de vírus que seja, transformar essa ferida num pó e aí espalhar esse pó no ferimento das
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Speaker A
pessoas contaminadas, né? Isso aí tem um nome, ficou conhecido como varição. É um procedimento muito arcaico, né? A gente não faz assim hoje em dia, graças a Deus. E mas foi como começou essa questão da vacinação. Então, nesse
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Speaker A
método aqui, a gente conseguia também transmitir anticorpos para as pessoas, né, de uma forma não convencional, mas eh foi era o que eles tinham na época. E aí a gente já dá um salto um pouco maior para 1796,
17:13
Speaker A
quando a gente conhece o Edward Jenner. Ele expandiu uma descoberta, essa descoberta e inoculou em Jamie Phillips, de 8 anos. eh o material que era coletado de uma ferida de varíula bovina.
17:28
Speaker A
E aí eh deu uma reação ali local, passou mal, né? O corpo tava reagindo ali à aquilo, mas assim começou. Então esse cara, o Jen Edward Jiner, ele pegou ali uma criança e fez ali um experimento. E aí eh,
17:44
Speaker A
como, né, vinha de uma varíula bovina, eh esse termo vem da vacina, né, vaca. E aí foi eh eh foi prosseguindo os estudos. A gente passa agora para 1885, quando Pastor criou a primeira vacina produzida em laboratório, eh foi a
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Speaker A
vacina contra a cólera aviária em galinhas. E aí ele também conseguiu ali, prevenir a raiva, né, por meio da vacina de pós- exposição, que é o que a gente já tem hoje também. Eh, e foi evoluindo. Aí a gente dá um salto
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Speaker A
muito maior pro que a gente tem hoje, né? No Brasil, o nosso programa de imunização, ele é referência internacional, né? A gente, o nosso programa ele tenta, ele é replicado, né?
18:35
Speaker A
Ele tenta ser replicado em vários países do mundo, eh, graças à magnitude e a e à propriedade que a gente consegue fazer.
18:44
Speaker A
Ele foi instituído ali em 75 e desde 1975 eh só vem crescendo, né? A gente conta com 38.000 salas de vacinação, 50 centros de referência de imunobiológico especial, que é o CRI, né? E o número de imunobiológicos já passou de 48. Agora a
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Speaker A
gente teve aí a inserção de mais alguns, né? A gente teve recentemente a inserção de vacinas contra dengue, tanto a a Taqueda quanto a do Butantã. Tivemos também a inserção do Nercevimab. Então esse número tá crescendo e isso mostra,
19:19
Speaker A
né, a seriedade e a e a propriedade que o PNI tem ao tratar, né, da saúde brasileira.
19:27
Speaker A
E aí a gente fazendo um recorte, a gente consegue perceber que eh graças, né, a graças às vacinas, nosso país ele radicou doenças como varíula, poliomielite, eliminou também sarampo, rubéula, rubéula congênita, a gente teve um controle gigante em relação à
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Speaker A
difiteria coqueluche tétano hepatite B, meringite. Várias doenças que antes eh causavam grande transtorno nosso na nossa sociedade. Hoje a gente tem um controle muito maior em relação à disseminação dessas.
20:02
Speaker A
E aí tudo que tem sucesso, a gente também consegue acompanhar um fenômeno contrário, né? Eh, eu falo sempre aqui em Viçosa que o sucesso do programa de imunização muitas vezes é o seu calcanhar de Aquiles, que aí a gente
20:17
Speaker A
consegue observar fenômenos que antes a gente não observava, que hoje a gente consegue eh eh ver com mais frequência.
20:26
Speaker A
E aí um desses fenômenos que eu chamo atenção para vocês é a hesitação vacinal. Que que é a hesitação vacinal, né? é uma recusa eh um atraso em aceitar vacinas recomendadas, mesmo quando o serviço de vacinação tem disponível. é
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Speaker A
um fenômeno que varia conforme tempo, contexto, histórico e tipo de imunizante. Eh, ela pode ser influenciada por vários fatores. A gente, né, pode ter a confiança nas vacinas, confiança nas instituições, percepção de risco, percepção de acesso também a à gravidade
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Speaker A
das doenças e o contexto socioeconômico e cultural. E aí a gente tem os cinco CS da hesitação vacinal complacência, que é a percepção de riscos sobre doenças imunopreveníveis. Eu falo isso aqui em relação, por exemplo, a a eu sempre faço
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Speaker A
essa pergunta na quando eu dou capacitações. Vocês conhecem alguém que tem poliomielites? Conhece alguém que teve paralisia infantil? Eh, a maioria das vezes, né, a resposta é negativa e as pessoas que respondem, que conhecem, é sempre pessoas de idade mais avançada.
21:35
Speaker A
a gente não vê uma circulação dessas doenças atualmente. E aí o fato de gerações mais novas não conhecerem, não perceberem eh doenças eh circulando na sociedade, a percepção e a necessidade de se vacinar vai diminuindo com o tempo
21:50
Speaker A
também. Eh, a questão da conveniência, que é o acesso ao serviço de vacinação e às vacinas, isso a gente diz respeito muito ao horário de funcionamento das salas de vacina, né? Eu chamo aqui a atenção de vocês para isso também, porque a gente
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Speaker A
tem como público alvo a população e se a população, que é o nosso, né, o nosso objetivo, não consegue acessar o serviço de vacina de vacinação nos horários, né, que o serviço tá funcionando, eh, a ponte não é feita. Então, eh,
22:24
Speaker A
a gente tem que, né, tentar sempre traçar estratégias aqui em Viçosa. Vou dar um um exemplo positivo para vocês do que a gente consegue fazer eh para facilitar o acesso, né, a da população.
22:38
Speaker A
A gente sempre adere aos dias D, aos dias de mobilização nacional. a gente de tempos em tempos elabora dentro do município mesmo outros dias de mobilização para facilitar mesmo o acesso, né? Eh, aos sábados nós temos instituído também aqui o programa Hora
22:54
Speaker A
do Trabalhador, onde nós a cada 15 dias as unidades abrem num horário diferenciado, que é o horário da noite, para facilitar o acesso à população que muitas vezes eh não consegue por conta do trabalho, acessar os serviços de
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Speaker A
saúde. E aí vem um outro ponto também que eu acho que todo mundo tá passando por agora, que é a vacinação escolar, né? Quando a gente faz a vacinação dentro das do ambiente escolar, a gente consegue verificar os cartões, né, das
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Speaker A
crianças e ofertar pro pai que muitas vezes tem uma dificuldade, né, de de ir até a sala de vacinação, que essa vacina, que essa criança seja ali protegida.
23:34
Speaker A
Eh, o outro C da hesitação vacinal, a gente tem a confiança, confiança na segurança e eficácia das vacinas e nas autoridades de saúde. A gente nos últimos anos passou por um uma situação muito complicada em relação à vacinação
23:49
Speaker A
de COVID, eh onde todo tudo que a gente já fez, tudo que a gente já aprendeu, tudo que a gente sabe e conhece sobre vacina foi questionado. E aí muito da hesitação vacinal vem disso, da quebra de confiança no que as vacinas podem
24:06
Speaker A
fazer, né? E aí a gente vem também em relação a contexto, eh, que são as crenças né diferentes diferentes crenças socioeconômicas, diferentes crenças culturais em relação à vacinação. Também tem ligação com a hesitação vacinal. E por último, né, a
24:24
Speaker A
comunicação, que são conhecimentos, atitudes, práticas baseadas em fatos verídicos ou não. E aí eu chamo a atenção de vocês em relação às fake news que dominaram e dominam aí as redes quando a gente fala, né, de de fake news, de de fato, de mentira.
24:46
Speaker A
Então, eh, aqui um exemplo, né, essa notícia, ela circulou durante um, né, um período da internet e aí falava, né, por que você jamais deveria vacinar seu filho? E aí traz a foto aqui de uma criança eh contaminada com algum tipo de
25:05
Speaker A
vírus. E aí essa imagem a gente já sabe que é mentira, mas isso nós sabemos porque nós somos profissionais de saúde, a gente, né, acredita nas vacinas e mas a população não, a população acaba caindo nessas fake news. E aí vem outras
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Speaker A
notícias, né? Vacina da dengue é transgênica, altera DNA e causa câncer. Eh, é um veneno OGM, né, que é o organismo geneticamente modificado. Aí vem uma outra, né, enfermeiras de Parati são internadas após receberem vacina chinesa contra Covid. Tudo isso a gente
25:41
Speaker A
são discursos que circulam nas redes sociais que meio que descrebilizam tudo que a gente já fez, tudo que a gente já trabalhou eh nos últimos anos, né?
25:52
Speaker A
Descredibilizam o sucesso do programa de imunização. E aí tudo isso é fake news, tudo isso é mentira. São, né, notícias que circulam aí nas redes.
26:02
Speaker A
Mais uma aqui, ó. Depois de vacinarem 40 milhões de pessoas, descobriram que a vacina da febre amarela é um veneno mortal. né? Eh, esse tudo isso faz parte do movimento antivacina. Esse movimento antivacina ele foi documentado pela primeira vez em 1904 [roncando] e aí ele
26:21
Speaker A
mantém o impacto negativo até os dias atuais, eh, constituindo uma ameaça permanente no sistema público de saúde, com disseminação de formações sem punho científico, por meio de um pseudoativismo eh cada vez aí mais evidente, né? Aqui a gente vê manifestações e pessoas
26:40
Speaker A
falando: "Não queremos vacina chinesa". Eh, outra aqui, não ao passaporte sanitário, meu corpo, minhas regras. Eh, são discursos eh facilmente propagáveis pelas redes. E aí, como como a gente não quer, né, que a pessoa tenha eh essa desconfiança, cabe a nós, profissionais
27:00
Speaker A
de saúde atuar em cima desses cinco Cs, né? fazer com que o acesso seja cada vez, né, eh eh mais equitativo, porque as pessoas que tenham eh necessidades diferentes possuam acesso de acordo com essas necessidades. Garantir, né, eh,
27:19
Speaker A
que o nosso discurso de garantir com que as coisas que a gente fale atinjam as pessoas da forma que deve. Isso eu falo muito na confiança que a gente passa na hora de transmitir uma informação, eh, respeitar contexto, respeitar a crença,
27:35
Speaker A
mas nunca esquecer de que, eh, o PNI ele passa por diversos estudos e se foi instituído, né, que uma criança tem que receber essa vacina determinada faixa etária, determinada idade, que isso tem um motivo. Então, a gente tem que
27:52
Speaker A
transmitir isso pro nosso paciente também e também atuar na comunicação, que aí esse é o nosso trabalho também, né? combater as fake news. Então, a gente sempre tem grupo com os pacientes, grupo com os agentes de saúde e sempre
28:06
Speaker A
que nós vermos algum tipo de notícia negativa, né, em relação à vacinação, que a gente possa procurar os órgãos competentes e verificar se de fato é verdade ou se não passa de uma fake news. E se for fake news, que a gente
28:23
Speaker A
possa ali combatê-la, né? Aí, eh, vem um outro ou trago uma outra notícia aqui. Dessa vez não é uma fake news, mas é um efeito que a fake news traz pra gente. A gente vê que 77% das internações de influenza em 2025
28:41
Speaker A
ocorreram entre pessoas não vacinadas. E aí quando a gente passa, né, a enfrentar esse tipo de situação, mostra que a gente tá perdendo a guerra, né? Então, eh, eu considero uma guerra. Então, a gente tá perdendo essa guerra com a as
28:56
Speaker A
fake news. Eh, internações por gripe aumentaram 85% em maio. Isso aqui é do ano passado, tá gente? Manchete de 2025.
29:05
Speaker A
Eh, mortes chegam a oito por semana. Américas perdem status de região livre do sarampo e doença é altamente transmissível e pode matar. Eh, Brasil lidera desinformação sobre vacina na América Latina, diz um estudo.
29:22
Speaker A
Essa aqui saiu no Jornal Nacional ano passado. Eu lembro que eu escutei: "Brasil volta à lista dos países com mais crianças não imunizadas no mundo".
29:30
Speaker A
Eh, como eu comecei a falar, o nosso programa de imunização já foi referência internacional e hoje a gente veio, né, o nosso país, voltar uma lista de países com mais crianças não imunizadas é uma coisa que assusta, né? Eh, eu enquanto vacinador
29:47
Speaker A
fico extremamente assustado com isso, porque pode ser que a gente veja doenças que já foram controladas, doenças que já foram erradicadas voltarem a circular.
29:59
Speaker A
Brasil pode inventar, enfrentar volta de doenças já erradicadas com queda na vacinação. Eh, Ministério da Saúde confirma nove casos de sarampo em Tocantins. Tudo isso, gente, é manchete, tá? Verídica do ano passado. E aí, se a gente parar para
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Speaker A
olhar esse ano também, a gente tá num caminho parecido, a gente tá com a campanha de gripe vigente aqui, né? Eh, eu tenho muita dificuldade aqui no município de conseguir acessar eh o público alvo, que é o nosso público eh
30:30
Speaker A
de idoso, gestante e criança. E muito muito por causa disso, né? Quando a gente tá nas filas aqui, a gente escuta, não, essa vacina foi feita para matar velho. Eu não tomo COVID, eu só quero tomar vacina da gripe. Tudo isso faz
30:43
Speaker A
parte do efeito que o movimento antivacina tem no nosso cotidiano. E aqui é um estudo que eu que foi feito aqui na Universidade Federal de Viçosa.
30:54
Speaker A
Eu sempre gosto de trazer esse estudo aqui, principalmente quando eu falo com profissionais de saúde, porque eh mostra pra gente o efeito claro do que uma vacinação foi capaz de fazer. Isso aqui, gente, é um gráfico de óbitos na
31:09
Speaker A
pandemia da COVID com em comparação com a o começo da vacinação. A gente chegou um pico aqui de 70.000 óbitos no, né, quase 70.000 1000 óbitos no mês e aí começamos as campanhas de vacinação.
31:23
Speaker A
Esse essa linha aqui em de quadradinho em relação à primeira dose. Essa é a segunda e aqui é a terceira. Notem que conforme a primeira dose da vacina foi sendo aplicada, o número de óbitos começou a cair e assim ele se manteve
31:38
Speaker A
baixo, né, conforme mais pessoas foram vacinadas. Então, sempre que eh questionarem qualquer tipo de efeito da vacina, se se a vacina faz bem, se a vacina não faz bem, utilizem desse desses métodos, né? Esse estudo aqui eu posso disponibilizar para vocês depois,
31:56
Speaker A
é bem interessante de ler. Eh, utiliza disso, utiliza de ciência, né? A gente sempre tem que tá eh no lado certo da força, vamos pensar assim também. Então, eh, a gente tem provas, a gente tem eh propriedade para falar.
32:12
Speaker A
A gente não pode entrar nesse nessa onda, nesse mérito de que as vacinas não funcionam. A gente já tem várias provas de que isso não é verdade, que vacina funciona, vacinas salvam e salvaram milhares de vidas, tá? E aí, né, vamos
32:29
Speaker A
entrar agora na parte importante, né, do que que por que a gente tá aqui hoje. A gente vai começar a falar da vacina BCG.
32:42
Speaker A
Essa vacina da BCG, ela foi, né, foi descoberta lá em 1921, eh, por dois franceses, dois cientistas franceses. E aí ele foi desenvolvido a partir do enfraquecimento de uma bactéria, eh, causadora da versão bovina da doença, né, da tuberculose, que foi
33:01
Speaker A
batizada de bacilo de calmete guerrim. Por isso vem a sigla BCG, né? Eh, ela foi descoberta em 1921, mas a segurança da vacina foi reconhecida apenas em 1948, lá em Paris.
33:19
Speaker A
Eh, eu sempre brinco muito com isso, porque a BCG aí é uma marquinha que é um atestado de brasileiro. Todo mundo, né, a maioria das pessoas se olhar aí no seu braço direito, vai conseguir ver a marquinha da BCG, né, que é a cicatriz
33:33
Speaker A
que se forma após aplicação dessa dessa vacina. E todo brasileiro tem, né? Antigamente eram feitas duas doses, hoje em dia não. Hoje em dia apenas uma. Mas se você quer atestar que a pessoa é brasileira mesmo, dá uma olhadinha aí se
33:50
Speaker A
tem a BCG, tá bom? Eh, brincadeira, brincadeiras à parte. Ela, a, a vacina BCG, ela previne formas graves e disseminadas da tuberculose, tanto a miliar quanto a meninja. Ela também tá indicada para contatos domiciliares de pacientes que, né, tiveram ranceníase
34:09
Speaker A
palcibacilares ou multibacilares, desde que não apresente aí sinais e sintomas da doença. Essa vacina da BCG, ela tem um efeito protetor que vai reduzir a morbidade e demonstrar, né, eh, em caso da que a pessoa tiver o adoecimento,
34:28
Speaker A
manifestações clínicas mais leves. Eh, muita gente fala disso também. Ah, eu me vacinei, mas eh eu acabei pegando a doença. A gente tem que, né, que conscientizar a população acerca disso também. Por muitas vezes as vacinas elas não impedem que a gente, né, contraia a
34:47
Speaker A
doença, mas ela vai reduzir ali morbidade e reduzir também manifestações clínicas, né? A gente não vai desenvolver a forma grave da doença, que no exemplo aqui da vacina da BCG é o caso né?
35:00
Speaker A
Eh, ela hoje em dia a vacina é feita, né, em dose única, né, quando a criança nasce, eh, conforme o calendário nacional de vacinação. Então, eh, de rotina a gente aplica, né, entre crianças de zero a 4 anos, 11 meses e 29
35:19
Speaker A
dias. e em casos excepcionais na proteção contra a rancene. Eu chamo atenção aqui para preferencialmente na maternidade porque a gente tem a vacinação contra hepatite B e devemos ali aproveitar a oportunidade também para fazer a vacina da BCG nesses recém-nascidos, tá? Eh,
35:43
Speaker A
hoje, né, acredito que a maioria do estado esteja utilizando aí o laboratório da da Índia.
35:50
Speaker A
do sérum da Índia, né? E qual que é o volume que eu vou fazer desse desse frasco?
35:58
Speaker A
Eh, em crianças, eh, abaixo de 1 ano, eu vou estar fazendo 0,05. Eh, é uma quantidade bem pequenininha mesmo. E a partir de 1 ano de idade, né, crianças, adolescentes e adultos, no caso aí de de caso de contatos da
36:13
Speaker A
ranise, a gente faz a partir de 0,1. Então, qual que é a rotina da vacina VCG? Qual que é a idade? Crianças de zero, né, até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
36:27
Speaker A
Em casos especiais, né, como a tuberculose, a gente também pode estar aplicando e só que é um volume diferente, tá bom? Eh, contraindicação, quando que eu não posso fazer a vacina da BCG? Eh, a partir dos 5 anos, nenhuma
36:44
Speaker A
pessoa deve ali ser vacinada. exceto contatos domiciliares, né, de pessoas com arranceníase, pessoa com imunodeficiência primária ou adquirida, paciente em tratamento com córticoesteroide e tem dose elevada por um período superior a duas semanas. eh, recém-nascido de mãe que utilizou ali
37:05
Speaker A
durante os dois últimos trimestres droga imunomoduladora e imunossupressora que possa atravessar a barreira placentária, recém-nascido contato de pessoa com tuberculose, eh pessoas com neoplasias malignas, gravidez, eh recém-nascido, né, seja a termo ou então prematuro com peso inferior a 2000
37:29
Speaker A
g, 2 kg, devido à escassez de tecido cutâneo, né? Eh, a gente tem que adiar a vacinação até que a criança atinja aqui esses 2 kg, tá bom? Eh, condições clínicas como doença febril aguda grave, então a gente sabe que isso
37:46
Speaker A
aqui é para toda a vacina, né? Qualquer pessoa que esteja numa condição febril aguda, a gente não pode fazer a vacinação. Isso para toda a vacina. eh infecção de pele generalizada, hospitalizado com comprometimento geral, a gente vai adiar também a vacinação até
38:02
Speaker A
a resolução do quadro clínico. Eh, em relação à via, a vacina, ela é aplicada via intradérmica, eh, em dose única, né, como eu falei já. Eh, em relação ao armazenamento, ele tem que ser armazenado entre 2 e 8º.
38:24
Speaker A
Eh, o preparo, como que o profissional vai fazer para preparar essa vacina? Antes de mais nada, tem que paramentar com óculos de proteção. Como já disse, né, anteriormente, o frasco da vacina, ele contém bactéria atenuada, que é uma
38:39
Speaker A
bactéria enfraquecida. E aí essa bactéria, vamos pensar pessoa imuno imunodeficiente, ela pode causar, né, pode desenvolver a doença na pessoa.
38:48
Speaker A
Então, sempre paramentar com óculos de proteção. A gente vai aspirar o diluente porque essa vacina ela vem na apresentação o diluente e o poliofilizado.
38:59
Speaker A
Então, aspirar todo o conteúdo do diluente com a seringa, a agulha, deixando ele reservado e protegido.
39:05
Speaker A
bater levemente com o dedo na ampola ou frasco ampola que contém o pó para que ele se deposite no fundo. Isso é porque muitas vezes o pó ele pode acabar se compactando nas paredes do frasco. Então bater levemente, né, no no na no
39:20
Speaker A
frasquinho ali para que ele se acomode no fundo. É, após isso, injetar o diluente lentamente pelas paredes, né, é, do frasco que contém esse poliofilizado, umedecendo ele, eh, e fazer o movimento circular. Após isso, né, eh, aspirar o
39:43
Speaker A
volume que vai ser administrado, verificando sempre a dosagem correta e guardar o frasco da vacina dentro da caixa térmica ou da câmara, dependendo do caso aí. Após a abertura, esse frasco da Índia, do sérum da Índia, ele tem a
39:58
Speaker A
validade de 6 horas. Então, sempre que a gente abre um frasco, né, a gente tem que ter o cuidado de anotar no rótulo ali o horário que foi aberto para que essa dose ela seja descartada, né, em caso de sobras, tá joia? Eh, sempre
40:15
Speaker A
lembrar de manter na temperatura adequada de 2,8º. Eh, essa vacina ela é administrada por pela via intradérmica na região do músculo deideo, no nível da inserção inferior na face externa superior do braço direito. Eh, parece um palavrão, né? Mas é bem na bem
40:35
Speaker A
no deutide, né? Eh, caso haja impossibilidade, né, de fazer nesse local, a gente vai registrar o local de vacinação que foi possível fazer no comprovante de vacinação.
40:48
Speaker A
Eh, na utilização da via intradérmica, a vacina ela é introduzida na derme, que é a camada superficial da pele, cujo aporte sanguíneo é reduzido, o que gera para nós, né, da forma que a gente precisa, que a vacina tenha uma absorção
41:02
Speaker A
mais lenta desse imuno biológico. É, de novo, eu chamo atenção pro volume. É, menores de 1 ano a gente faz 0,05 e a partir de 1 ano de idade a gente faz 0,1. Lembrando que o volume máximo, né,
41:17
Speaker A
que a via intradérmica aceita é 0,1 ml. Tá bom? Aqui eu trago comparativo em relação às vias de de administração de vacinas.
41:30
Speaker A
Temos a intramuscular, subcutânea e intradérmica. Eh, e aqui a angulação que a agulha e a seringa vão entrar na pele.
41:38
Speaker A
Intramuscular sempre entra a 90º, subcutânea 45 e intradérmica de 10 a 15º. Tá bom? Vou dar um zoom para vocês conseguirem observar melhor que a gente tem a epiderme e a derme. Como a vacina é intradérmica, ela vai na camada da
41:56
Speaker A
derme, tá? é bem superficial mesmo. Eh, é interessante, né, que após a aplicação intradérmica se forme aquela pápula que é aquela bolinha que muita gente fala. Essa pápulazinha aqui eh é o indicativo que a que a vacina foi na via correta. Aí você fala:
42:17
Speaker A
"Nossa, Robert, eu apliquei via intradérmica, mas não formou a bolinha, eu tenho que refazer?" Não, pessoal, é uma vez aplicada, a gente não tem indicação de revacinar a criança, não, tá? E eu chamo atenção aqui também em relação ao bizel. O bizel
42:34
Speaker A
da agulha tem sempre que tá para cima. Então, uma vez que eu fiz a inserção na pele da criança ali, o bizel para cima, tá bom? Bizel desapareceu na na pele, já posso começar a inserção do líquido, tá?
42:49
Speaker A
Eh, e aí, como eu falei, imediatamente após a injeção, né, da vacina BCG, vai aparecer uma pápula de aspecto esbranquiçado, semelhante a uma casca de laranja, tá bom?
43:02
Speaker A
Eh, importante, a gente não pode fazer nenhum tipo de compressão mecânica sobre essa pápula, porque ela vai desaparecer com o tempo. Então, a gente é só respeita mesmo que eh essa lesão ela vai surgir. Então, é sempre importante
43:20
Speaker A
orientar ali os pais e responsáveis, né, sobre evolução normal da lesão, que já é esperado que isso aconteça, que surja ali uma lesão. E é importante falar com os pais que não pode cobrir essa lesão, né, que vai e resultar da evolução da
43:38
Speaker A
lesão vacinal. Não pode fazer nenhum tipo de compressa, ele sempre vai ter que ser limpo, né, com água e sabão. E não pode ser colocado nenhum tipo de pomada, nenhum tipo de medicamento para fazer ali o curativo.
43:53
Speaker A
Eh, algumas crianças, gente, não vão desenvolver a cicatriz vacinal. Isso porque o organismo é cada organismo é independente. Então às vezes o organismo da criança não reagiu, não evoluiu para que desenvolva a cicatriz vacinal. Nessa situação, por exemplo, da criança não desenvolver a a
44:15
Speaker A
cicatriz, a revacinação não é indicada, tá bom? Como que essa cicatriz, como é que essa lesão evolui?
44:23
Speaker A
de três a quatro semanas, né, após a administração, vai surgir um nódulo, um carocinho no local. De qu a 5 semanas, esse nódulo evolui aí para uma pústula, para uma ferida com pulso, que vai evoluir para uma úlcera, né, que é a
44:39
Speaker A
feridinha aberta de 4 a 10 mm de diâmetro. De 6 a 12 semanas vai informar a crosta, que é a feridinha com casca do processo cicatricial, tá bom?
44:53
Speaker A
E aí eu chamo atenção agora para quando que a gente vai revacinar. Acabei de falar aqui, se a criança não apresentar lesão, né, vacinal, não é indicativo da gente revacinar. E aí a gente vai revacinar na faixa etária preconizada,
45:08
Speaker A
né eh quando a dose ela for considerada inválida. E aí, quando que eu vou considerar essa dose inválida? eh situações que no ato da vacinação, por exemplo, eu usei uma vacina vencida, eu abri um frasco de vacina 8 horas da
45:26
Speaker A
manhã e aí 5 horas da tarde já passou o prazo de validade, né, do frasco aberto.
45:32
Speaker A
Não, não me atentei, a sala de vacina estava muito tumultuada e eu acabei aplicando essa vacina na criança. É vacina vencida, eh, dose subterapêutica, né? fui aplicar a vacina na criança e aí extravazou todo o líquido ou então eu
45:49
Speaker A
não administrei a dose completa, né? a seringa soltou da agulha, enfim, aconteceu qualquer tipo de problema que a a o conteúdo, né, o 0,05 não foi injetado na derérme da criança. Então, nessas situações, a gente faz um monitoramento dessa criança vacinada por
46:08
Speaker A
3 meses. E aí, após esse período, na ausência de cicatriz vacinal, a gente recomenda a revacinação, tá? Lembrando que crianças na faixa etária, tá joia?
46:21
Speaker A
Eh, começo a chamar a atenção de vocês agora também para outras coisas que podem ocorrer, que são manifestações locais e regionais eh mais frequentes. Uma manifestação muito comum é uma úlcera com diâmetro maior que 1 cm. Então, é uma úlcera grande,
46:41
Speaker A
profunda, que vai aparecer, né, no local da aplicação e que não chega na fase cicatricial após 12 semanas. é aquela feridinha que fica arrastada. Ela ocorre com mais frequência nos seis primeiro, nos seis primeiros meses e em uma a cada
46:57
Speaker A
2.500 crianças vacinadas. Que que eu faço se isso acontecer na minha sala de vacinas? Primeiro notificar no ESUS, investigar e acompanhar. [roncando] Caso não cicatrize, né, a gente tem a o protocolo de usar a isonia 10 mg a cada
47:14
Speaker A
quilo por dia, chegando aí até 400 mg. e [limpando a garganta] aguardar a regressão completa da lesão. A gente mantém o acompanhamento até 3 meses da suspensão da isonia e garante sempre limpeza local, evitar também qualquer tipo de medicamento tópico, ou seja, não
47:32
Speaker A
passar nenhum tipo de pomada. Eh, um outro a outra manifestação que pode acontecer são a formação de abessos cutâneos frios, que eles são eh eh abessos frios em dolores e tardios.
47:48
Speaker A
eh aparece em torno do local de aplicação da vacina, aparece uma área de flutuação, eh, ou não, depende do tempo de evolução, ela pode também fisturizar.
47:59
Speaker A
Isso ocorre, gente, nos três primeiros meses após a vacinação e a frequência também é um a cada 2.500 crianças vacinadas. Qual que é a conduta nesse caso? Eu vou sempre notificar, investigar, né, observar ali, buscar histórico, buscar prontuário dessa
48:17
Speaker A
criança e acompanhar essa essa evolução. E também como, né, como solução, a gente tem aqui a isonia 10 mg por kg a cada dia, até atingir uma dose máxima aí de 400 mg por dia. Isso a gente vai
48:33
Speaker A
aguardar até regressão completa da lesão. Nós mantemos, gente, o acompanhamento até 3 meses da suspensão da isonia. Também outra manifestação, né, aqui a gente falou do abcesso cutâneo frio, nós temos também abcesso cutâneo quente.
48:51
Speaker A
Esse abcesso cutâneo quente, eles são quentes, vermelhos e dolorosos. No entorno do local de aplicação, eles podem aparecer sinais de flutuação e fistulização. E aí, nesse caso, a gente percebe que houve contaminação por germes biogênicos. Então, aconteceu-lhe uma contaminação por outro tipo de
49:11
Speaker A
germe, por outro tipo de microorganismo. Isso vai acontecer precocemente, ou seja, até o 15º dia após vacinação. Isso vai eh acontecer, se for o caso, tá?
49:24
Speaker A
Também a frequência é um a cada 2.500 vacinados. Eh, que que a gente tem que fazer?
49:37
Speaker A
Notificar, investigar e acompanhar, tá bom? Eh, considerar o uso de antimicrobiânico sistêmico para processo infeccioso agudo, pensando aí na contaminação por germes, tá? eh, inespecíficos da pele.
49:53
Speaker A
Outra manifestação que pode acontecer é a formação de granulomas. Esses granulomas são lesões de aspecto ferrucoso que vão aparecer durante a evolução da cicatriz. Isso ocorre, gente, nos três primeiros meses após vacinação. Não tem uma frequência conhecida, tá? Que que a gente tem que
50:12
Speaker A
fazer caso isso aconteça? notificar, investigar também e acompanhar. Imagina que não cicatrizou, então a gente entra também com isoneazida, né, até a regressão completa da lesão.
50:26
Speaker A
Mantemos aí o acompanhamento até os 3 meses eh da suspensão da isonia, tá joia?
50:35
Speaker A
Outra manifestação também que pode estar acontecendo é a linfadenopatia regional não supurada maior que 3 cm. Isso são linfonodos, né, eh, hipertrofiados com mais de 3 cm, eh, que evidencia suporação, flutuação ou fistulização. Em geral, isso ocorre nos três primeiros
50:55
Speaker A
meses também, com a frequência de um a cada 2.500 vacinados. que a gente tem que fazer nesses casos também é notificar, acompanhar, eh orientar ali o retorno da da família, pois não pois pode não ocorrer, né, a supuração, não
51:12
Speaker A
funcionar essa esse linfonodo e não administrar também a isoniaazida, tá bom? Eh, outra manifestação é a linfadenopatia regional supurada, que são linfonodos hipertrofiados, axilares, supra ou infraclaviculares, inicialmente endurecidos. Eles podem chegar aí mais ou menos de 3 cm de
51:37
Speaker A
diâmetro, eh, seguindo a formação do obscesso com amolecimento central, que pode sofrer andenagem espontânea, originando ali um trajeto sinusal residual, que é a fístola. Tá?
51:50
Speaker A
[roncando] Isso em geral acontece nos primeiros três meses após vacinação. E aí a conduta e a frequência também é um a cada 2.500 vacinados. Nesse caso, pessoal, nós temos que notificar, investigar e acompanhar. E aí, esses ganglos, eles não podem ser incisados. a
52:08
Speaker A
gente não pode fazer excerese, né, que é que é abertura e usar a isonia até o desaparecimento da supuração e diminuição do ganglio, tá? Mantemos também acompanhamento até 3 meses da suspensão da isoneiaazida.
52:27
Speaker A
Outra manifestação que pode acontecer também é a reação que quelide. Essa reação quelide, ela trata-se de um processo de cicatrização anormal.
52:38
Speaker A
independente da presença de bacilos vacinais no local. Então, é, pensa numa evolução eh totalmente diferente do que já era esperado. E aí isso acontece após a cicatrização, não tem uma frequência conhecida, não se sabe eh qual que é a frequência que isso
52:57
Speaker A
acontece. E a conduta é uma conduta expectante, então necessário aí avaliar com eh especialista.
53:06
Speaker A
A reação lupoide eh é muito rara, tá? Ela surge após cicatrização da da úlcera, formando grandes placas com características glupoides. Ela é mais tardia e é muito mais rara. Então é menos de um em 10 milhões de vacinados, tá? é muito raro
53:26
Speaker A
mesmo. Então, nesse caso, nós temos que, né, notificar, investigar também e acompanhar a evolução. E aí a a o a indicação é diferente. Nesse caso, a gente entra com isoniazida, rifampina e entabutol, né, por 2 meses, seguido de
53:46
Speaker A
isoniazida, rifampina por 4 meses. Então isso aqui é muito raro, gente, muito raro mesmo, tá? Eh, agora a gente tá entrando numa, né, a gente já falou das reações que podem acontecer e aí eventos adversos após vacina BCG, né? Ela pode
54:05
Speaker A
causar eventos adversos locais, regionais ou sistêmicos, como a gente falou e que pode acontecer decorrente do tipo de cepa utilizada, da quantidade de bacias administrada, técnica de aplicação e presença também de imunodeficiência primária ou adquirida. Então, que que a
54:27
Speaker A
gente tem que fazer em caso de exav, né? O que que é o exav? Que que significa a sigla exav? Exave significa eventos supostamente atribuíveis à vacinação ou imunização. É qualquer evento de saúde, né, sinal, sintoma, achado laboratorial
54:45
Speaker A
anormal ou doença desfavorável indesejada que ocorre após imunização ou vacinação. Não necessariamente vai ter relação com a vacinação, mas como ocorreu após, a gente tem que notificar também, tá? Eh, como eu falei, a causalidade entre o evento e a vacinação
55:04
Speaker A
se determinará ali após investigação do caso. Então, a gente sempre notifica e investiga, né, os eventos ou qualquer coisa que aconteça após a vacinação. E aí o exav ele tem uma classificação.
55:19
Speaker A
Nós temos exaves graves quando leva aí o indivíduo ao óbito, eh quando ela oferece perigo pra vida da pessoa vacinada, quando ela requer ali vacinação, uma hospitalização, perdão, ou prolonga uma hospitalização eh recente e causa deficiência ou incapacidade persistente
55:45
Speaker A
ou significativa. Eh, o exab grave também ele é suspeito de causar anomalia congênita ou ópito fetal. É uma suspeito também de provocar aborto. Então vamos pensar aqui, por exemplo, né? Caso essas situações ocorram após uma vacinação e a gente
56:06
Speaker A
tenha conhecimento disso, nós devemos sempre notificar, tá? Não necessariamente vai ter relação com a vacinação, mas isso só é determinado após investigação.
56:19
Speaker A
E exav não grave é aquele exave que não oferece perigo à vida do indivíduo vacinado, que não desapareça sem um tratamento ou apenas um tratamento ali sintomático.
56:31
Speaker A
Não necessite de hospitalização e não cause deficiência ou outros transtornos a longo prazo. E a gente tem essa diferenciação do que é um exave grave e do que é um exave não grave. E aí diferente também a gente tem aqui os
56:44
Speaker A
erros de imunização, que aí são eventos causados pelo manuseio, prescrição ou administração incorreta de vacinas, né?
56:53
Speaker A
E como que a gente evita isso? Eh, treinamento de equipe, fornecimento de equipamento insumo adequado para vacinação e supervisão também dos serviços. Eh, recentemente observamos aí alguns erros acontecendo. Esses erros também foram notificados e estão passando por investigação através do do
57:14
Speaker A
ESUS. Tá joia? Eh, aqui a gente tem um fluxograma em relação ao exav. Eh, a gente pensa em UBS, pronto atendimento, UPA, consultório, ele tem ali a suspeita da ESAV. Então, o que que ele tem que fazer? É notificar e
57:37
Speaker A
classificar entre não grave, grave e erro de imunização, dependendo do contexto, tá? Eh, se for um evento adverso, né, um um exav não grave, a gente registra ali o agravante.
57:54
Speaker A
Em casos graves, iniciamos a investigação em até 48 horas, tá? Isso aí o município. Nós temos que anexar documentação, completar prontuários, laudos, exames. Em relação ao estado, né, que compete ao estado? análise e classificação de causalidade. E aí a
58:14
Speaker A
gente pensa já em nível central e nível federal, que vai analisar e classificar a relação de causalidade e validar ali eh esse exav, tá? E aí o fluxo pode voltar também, tá? Com necessidade de complementação dos dados que aí pode
58:29
Speaker A
voltar pro estado ou pro município, tá? Então, a gente sempre pensa em qualquer alteração de saúde que ocorra nos primeiros 30 dias após a vacinação.
58:39
Speaker A
Porém, um surgimento de um evento após 30 dias não exclui aí uma possível associação de vacina. Quando a gente pensa que eh cada organismo reage de uma forma diferente, tá? sempre lembrar, gente, investigação eh é a etapa que é
58:56
Speaker A
responsável pela coleta de informações. E aí é isso que vai permitir, né, a discussão aí e conclusão em para poder relacionar o evento com a vacina, tá?
59:08
Speaker A
Eh, em relação ao acolhimento, né, e abordagem nas salas de vacinas, eh, a gente vai pensar primeiro no que o acolhimento ele é um modo de operar processos de trabalho em saúde, de forma a atender a todos que procuram esse
59:26
Speaker A
serviço de saúde, ouvindo pedidos e assumindo no serviço uma postura capaz de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas ao usuário, tá? Eh, que que que que significa isso, gente? Eh, prestar um atendimento com resolutividade e responsabilização, orientando, né, quando for o caso
59:46
Speaker A
paciente, família, em relação a outros serviços de saúde para continuidade da assistência, eh, garantindo que ocorram articulações entre esses serviços. Eu sempre falo com as pessoal aqui, com minhas equipes da sala de vacina que não deixa o paciente, né, o cliente sair
60:05
Speaker A
insatisfeito, sair sem uma resposta, porque nós o nosso papel também enquanto vacinador é dar informação. A gente pode não saber de tudo, mas a gente tem que saber procurar onde que a pessoa vai conseguir tal acesso, né? Então,
60:21
Speaker A
pensando, por exemplo, nesses exemplos que eu dei em relação, né, o que pode acontecer com a vacina BCG, é já ter de prontidão aí buscar no município de vocês onde que pode ser feita essas indicações de atendimento. Então, é
60:36
Speaker A
acolher de fato a família, acolher de fato o recém-nascido, trazer ele para dentro da rede de atenção à saúde, tá bom?
60:45
Speaker A
E aí para esse acolhimento ser um acolhimento efetivo, que que a gente tem que fazer sempre, né? Manter ali o ambiente tranquilo, o ambiente confortável, assegurar ali uma privacidade para que essa seja possível estabelecer uma relação de confiança com
61:02
Speaker A
o responsável pela criança. E aí a gente vai entrar naquele tópico de ressaltar benefícios da vacina, tá?
61:10
Speaker A
chamam atenção para informar o responsável pela criança, né, o imunobiológico que vai ser administrado, o procedimento que vai ser realizado e a sua importância. Nesse segundo item, a gente tem a chance aqui também de evitar que erros de imunização
61:32
Speaker A
aconteçam, tá? Porque uma vez que a gente informa ao familiar ou ao responsável ou ao usuário o que ele vai tá recebendo, né, qual o tipo de vacina que ele vai receber e qual a via que a gente vai fazer, seja intramuscular,
61:48
Speaker A
seja subcutânea, qual o local que a gente vai fazer, a gente tá eh checando mais uma vez eh a informação. E aí é nesses momentos que a gente consegue eh filtrar e evitar que erros de imunização aconteçam tá?
62:03
Speaker A
No acolhimento também é possível que a gente esclareça dúvidas e responda as perguntas que forem feitas, né? Caso aí a, né, como eu falei, a gente pode não saber de tudo, mas a gente tem que saber buscar, né? caso seja necessário, então
62:19
Speaker A
a gente chama ali a supervisão da sala de vacina para contribuir no acolhimento, caso eh a gente perceba que as perguntas fiquem mais difícil ou a gente não tá dando eh conta de responder tudo, tá bom?
62:34
Speaker A
Eh, importante ainda no acolhimento verificar se a criança já tem ali cadastro no sistema de informação. E aí, caso não tenha, a gente faz o cadastro de acordo com o que é padronizado na sala de vacina, né? cada município aí eh
62:48
Speaker A
pode utilizar um sistema de diferente. Muitos usam o PEC da atenção primária, eu sei que municípios usam também sistemas próprios. Então, verificar o tipo de sistema que é utilizado e fazer o cadastro de acordo com o que é
63:02
Speaker A
padronizado aí, tá? Eh, a gente faz também avaliação do histórico de vacinação e verifica quais vacinas devem ser administradas.
63:11
Speaker A
E aí eu chamo atenção, como a gente tá falando da BCG, né? Eh, eh, algumas maternidades, né, já fazem a BCG, eh, já ofertam esse serviço antes da criança ter alta. Então, se a criança chega na nossa sala de vacinas, né, no município,
63:26
Speaker A
é importante ver se essa vacina já não foi aplicada anteriormente, tá? Eh, se já tivesse sido feita, a gente apras, tá bom? eh perguntar também estado de saúde da criança, eh por esse estado de saúde vai, né, favorecer a indicação e
63:47
Speaker A
contraindicação da administração de imunobiológico. Como eu falei, né, em caso de doenças febreis, a gente não tem indicação de fazer nenhum tipo de vacina. E a gente segue também paraa orientação, né, eh, do responsável pela criança sobre a importância da vacinação
64:03
Speaker A
e da conclusão do esquema recomendado de acordo com o calendário de vacinação. Isso, pessoal, eu tô falando por eh muitas vacinas têm o esquema de mais de uma dose. Eh, então a a criança, né, a proteção e o esquema só fica completo
64:20
Speaker A
quando a última dose é aplicada. Então é importante orientar isso os pais, deixar os pais bem cientes disso, de que às vezes uma dose só não faz a proteção da criança. É necessário eh que eles retornem periodicamente para isso ser
64:35
Speaker A
feito, tá bom? Eh, como que eu faço aí então esse registro? Importante registrar cartão espelho e caderneta de vacinas e sistema de informação vigente. Cartão espelho.
64:48
Speaker A
Por quê, gente? Eh, eu falo isso aqui direto no município. Nós passamos por sistemas de informação que têm estabilidade e não é justificativa a gente deixar de atender um um uma pessoa, deixar de receber eh um paciente. Aqui em Viçosa a
65:07
Speaker A
gente tem muita zona rural, então eu sempre deixo a equipe ciente disso. Não é justificativa a gente deixar de fazer uma vacina porque não tem sistema para registrar. Nós podemos fazer pelo cartão espelho também e aí quando o sistema
65:22
Speaker A
tiver disponível a gente faz o registro no sistema de informação, tá? Então a gente tem cartão espelho, a gente tem a caderneta de vacina da criança e o sistema de informação. Esses três eixos devem ser realizado a o registro da
65:36
Speaker A
vacina, tá? E aí que que a gente tem que chamar, que que a gente chama atenção na hora de registrar a vacina? Que que é importante a anotar, né? a gente anota a data, obviamente, o lote, a validade, o
65:51
Speaker A
laboratório que produziu e a identificação do profissional que administrou aí essa vacina, tá? Tudo isso aí eh é importante na hora de registrar, tá? Então, pensando aí que um acolhimento bem feito, né, quando a gente chama esses pais para perto da
66:07
Speaker A
gente, né, explica aí eh indicação, contraindicação, o que que pode acontecer, né, se a criança deixar de se vacinar, se a gente faz um registro eh correto, tanto em cartão espelho quanto no cartão de vacina da criança, sistemas
66:24
Speaker A
de informação, se a gente sabe preparar uma vacina, né, que que tem que ser feito, né, eh, É, qual o volume que eu vou aspirar? Quanto tempo que esse frasco vale após abertura? Qual a temperatura que eu vou
66:38
Speaker A
usar, né? Qual a temperatura que eu vou armazenar esse frasco? E se eu sei também qual a via que eu vou fazer a a ABCG, né, que é intradérmica, que eu sei também que é 0,05 ml. E [roncando] se eu
66:52
Speaker A
sei orientar o pai, né, ou a mãe o que fazer após a vacinação, né, caso a cicatriz vacinal, né, caso a lesão ela não evolua da forma esperada, eu tô apto a fazer a vacina da BCG, tá bom? E aí,
67:07
Speaker A
pessoal, era isso que eu tinha para falar com vocês, né? vamos estar sempre aí eh mantendo atualizado, eh usando os nossos recursos, né, que a gente tem principalmente aí pensando em manual de normas e procedimentos. Nós temos instrução normativa vigente. Então, se a
67:25
Speaker A
gente teve dúvida, eh, a informação pode ser consultada ali também, né? ali também não, a informação deve ser consultada. Ali temos as referências, né, tanto de regional, as referências municipais também para dar suporte aí e não justifica a gente fazer eh
67:44
Speaker A
administrar alguma vacina na quando a gente tiver dúvida, tá? Na dúvida sempre pergunte OK?
68:00
Speaker A
Robert, muito obrigada, né, por esse momento no dia de hoje. Relembrando o pessoal, né, que amanhã a gente continua com conteúdo, correto? Então assim, é uma continuação do conteúdo, tá pessoal?
68:15
Speaker A
Vocês que estão aí nos municípios, eh amanhã novamente às 14 horas, a partir das 14 horas, nós voltamos com o Robert, tá? Eh, então a gente vai iniciar a as perguntas, tá?
68:34
Speaker A
Eh, só tô olhando aqui sobre a lista de presença, mas enquanto isso, eu só quero pedir para quem fez a pergunta, a seguinte pergunta para que possa refazer lá pra gente eh lá no chat, porque chegou uma pergunta eh a seguinte. pergunta: "Qual
69:05
Speaker A
respaldo tem para vacinar uma escola de crianças até 11 anos?" Essa pergunta está sendo referente a vacina BCG ou está sendo referente à vacinação no contexto das escolas, né? Então, ou seja, as vacinas elegíveis para o o público eh escolar. Eu só vou pedir essa
69:26
Speaker A
gentileza, a equipe vai estar, né, eh, olhando lá o o chat e aí a gente vai paraas outras perguntas, tá? Eh, Robert, chegaram várias perguntas no mesmo sentido, no mesmo contexto, tá?
69:49
Speaker A
Então, eh, as pessoas que fizeram, né, a pergunta, eh, e a gente vai fazer, a gente compilou para fazer no geral. Então, Robert, como eh você tinha, né, já falado aí do pessoal em relação a ofertar a vacina PCG, então tem ocorrido
70:09
Speaker A
uma prática principalmente nas nas maternidades privadas, de se realizar a vacina BCG após o resultado do teste do pezinho. Então, como você já, né, principalmente agora no final, você orientou, né, que a gente tem instrução normativa, eh, que nos diz sobre todos esses
70:32
Speaker A
procedimentos. Eh, e aí eu queria então que você comentasse pro pro pessoal, tá? chegaram várias várias perguntas nesse sentido da indicação da vacina BCG após o resultado do teste do pezinho.
70:50
Speaker A
Então, pessoal, eh essa pergunta já me aconteceu aqui em Viçosa algumas vezes, principalmente da, né, dos pediatras aí da rede particular. Isso ocorre eh, graças ao teste do pezinho mesmo, né?
71:03
Speaker A
Ele tá ficando ampliado, né? Então, recentemente a gente passou por mais uma ampliação e dentre as doenças que são detectadas, a gente tem uma doença que é eh a doença genética, na qual o sistema de defesa da criança ele fica
71:19
Speaker A
debilitado. E aí, como a gente faz a vacina eh com o vírus atenuado, essa vacina ela pode desenvolver na criança ali a doença. Então assim, é uma doença genética rara, eh é muito difícil de acontecer, mas hoje a gente tem a
71:39
Speaker A
possibilidade do diagnóstico dessa doença, né, no teste do pezinho que é ofertado pela NUPAT, coisa que até pouco tempo atrás não acontecia. E aí quando essa eu fui questionado em relação a isso, eu busquei as informações que a
71:53
Speaker A
gente tinha eh, né, disponível e não tinha nenhuma contraindicação de fazê, de deixar de fazer essa vacinação na maternidade, né, até o dia de hoje. Até hoje não foi publicado nenhuma recomendação adiamento dessa vacinação, tá bom? Então a gente permanece aí vacinando nas
72:14
Speaker A
maternidades, apesar dessa possibilidade tá? É, e o próprio ministério, né, ele não soltou eh nenhuma informação diferente, então, né, a gente tem essas indicações, as contraindicações, enfim, tudo na instrução normativa. Então, o Ministério da Saúde pelo Programa Nacional de
72:43
Speaker A
Hunizações, ele nos diz que é para sim fazer a vacinação, né, logo ao nascer até no máximo os 30 dias ou, né, de acordo com com a idade de até 4 anos, 11 meses, 29 dias.
72:59
Speaker A
Então, assim, realizar a vacinação, tá, pessoal? Eh, a gente não tem nenhuma orientação diferente em relação ao Ministério da Saúde, né, que que é o grande norteador dessas ações, né, que a gente faz de vacinação.
73:16
Speaker A
Uma coisa que eu sempre falo, Fernando, é que o ministério ele pensa no macro, né? Então, ele pensa a nível nacional.
73:24
Speaker A
Eh, se até então não foi publicado, né, nenhuma orientação, a gente continua seguindo eh o que a gente tem vigente.
73:32
Speaker A
Pode ser que mude daqui um tempo, realmente pode ser que essa recomendação mude, mas até o dia de hoje a gente mantém a a seguindo, né, o que o ministério nos recomenda.
73:46
Speaker A
Isso, isso mesmo. Pessoal, já vou continuar com as perguntas, mas só dizer a vocês que a lista a o link da lista de presença, ele já vai subir, tá? Então eu peço que para quem tem interesse no certificado, vai
74:03
Speaker A
fazer todo o processo dessa capacitação, que é hoje, amanhã com a parte teórica e posteriormente a força estadual eh vai fazer a parte prática em loco, eh que faça o preenchimento para que depois possa receber o certificado, tá?
74:21
Speaker A
Lembrando que eh essa aula e a de amanhã vai ficar disponível no canal do YouTube da ACES. Eh, porém a certificação, ela vai ser emitida para quem concluir tanto a parte teórica quanto a parte prática, tá? Então, agora nós vamos para
74:43
Speaker A
paraas próximas perguntas. Eh, eh, Robert, até qual idade e 12 contato de rancenese eh pode tomar a vacina?
75:04
Speaker A
Não entendi. Repite, por favor. Até qual idade 12 contato ranceníase toma vacina? Eu até abri aqui o protocolo para tô lendo exatamente como fizeram a pergunta. Tá.
75:19
Speaker A
Tá. Até qual idade? Idoso. Contato ranceníase toma vacina. Então assim, entendi que é uma pessoa idosa que é contato de ranceníase.
75:41
Speaker A
Mas eu acho que a gente pode, a pessoa que fez essa pergunta, né, será que poderia refazê-la lá no chat, por favor? Fica melhor assim, né, Robert? É, fica melhor que eu não consegui entender, tá?
76:01
Speaker A
Eh, então vamos paraa próxima. Se não der a pápula, a criança não foi imunizada?
76:09
Speaker A
Não, gente, a questão da pápula, como eu falei, né? Cada organismo vai reagir de uma forma. Então assim, a gente só vai reconsiderar a questão da revacinação quando a gente tiver uma dose que foi considerada inválida. E aí, que que é
76:26
Speaker A
essa dose considerada inválida, né? Eh, é aquela dose que eu percebi que eu administrei uma vacina vencida, por exemplo, como o exemplo que eu dei, né?
76:38
Speaker A
O frasco ele tem a validade de 6 horas após abertura. E aí eu administrei essa vacina após essas 6 horas. Eh, ou então eh é um frasco que realmente venceu por validade de fabricação. Não me atentei e acabei fazendo. Aí nesse caso eu eu faço
76:53
Speaker A
a revacinação. Ou então dose inválida também é quando o líquido, né, o 0,05 ml, ele acaba extravazando ou em sua totalidade ou então grande parte dele.
77:06
Speaker A
Só que essa revacinação, ela vai ser feita após 3 meses. Então eu vou observar essa criança por 3 meses e ver se ela vai ali desenvolver a cicatriz.
77:17
Speaker A
Se essa criança que teve, né, a dose considerada inválida não desenvolveu a cicatriz vacinal, aí sim a gente revacina. Fora isso, não tem indicação de revacinar caso a cicatriz não surja.
77:29
Speaker A
A gente tem que pensar muito, como eu falei, né, eh o que a gente espera que aconteça eh na administração intradérmica. Então, às vezes pode ter feito um pouco mais profundo, tercido subcutâneo, por exemplo. E a evolução é
77:43
Speaker A
diferente, né, do intradérmico do subcutâneo. Eh, a gente preconiza para ser feito intradérmico pela velocidade de absorção que a gente espera. Cada via, ela tem uma velocidade de absorção diferente. Então, como a gente quer que a absorção da BC BCG seja uma absorção
78:04
Speaker A
mais lenta, a gente sempre preconiza para fazer via intradérmica, tá? Então assim, o fato de não aparecer a cicatriz não é indicativo apenas para revacinar, não, tá? Não é só isso que a gente olha.
78:23
Speaker A
Ótimo. Obrigada. A próxima pergunta. Boa tarde. Por que algumas crianças, raridade evoluem com granuloma ou rubor acompanhada de bolhas?
78:35
Speaker A
é o organismo. Cada organismo ele tem uma uma eh uma forma de reagir diferente. Então, assim, são eventos que a gente já conhece que vão acontecer, como eu mostrei, né, as taxas de frequência de algum deles. Alguns a gente conhece,
78:53
Speaker A
outros a gente tem uma taxa de ocorrência de um a cada eh 2.500. Então assim, são coisas que a gente já espera ocorrer variando de acordo com cada organismo, né? Cada organismo reage de uma forma diferente. Uns vão gerar
79:08
Speaker A
granuloma, outros vão ter a a a evolução normal, né, da da cicatriz e outros aí vão aparecer essa esse vermelhidão ao redor.
79:20
Speaker A
Importante sempre notificar, né, quando a gente perceber algo diferente do que a gente já espera.
79:29
Speaker A
Uma situação que apareceu, criança hoje com 5 anos. Mãe relata que extravazou, não apareceu a cicatriz. Tem algum exame para conferir?
79:42
Speaker A
A criança hoje com 5 anos. Mãe relata que extravazou, não apareceu a cicatriz. Tem algum exame para conferir?
79:55
Speaker A
Para conferir se a vacina foi feita? provavelmente e se se não que foi feita, se conferiu a imunidade. Ah, acredito que seja.
80:08
Speaker A
Aí eu acho que entraria a questão do PPD, não é? Aí é uma, como se diz o outro? É o aí é uma pergunta pros universitários, né, da PB.
80:26
Speaker A
Eh, agora tem uma outra pergunta que é como que registra a vacinação quando indicada conforme as normativas.
80:34
Speaker A
Então, assim, aí eu vou tomar liberdade, tá, Robert? Para para responder, que na verdade a gente o registro é feito como dose B, tá? Tipo de dose B.
80:54
Speaker A
Então é nesse é nesse sentido, né? As normativas de informação, né? Isso. As normativas diz rotina tipo de dose de quer falar alguma besteira. A Aline me corrige aqui.
81:19
Speaker A
Vamos ver aqui. Próxima pergunta. Eh, Robert, a próxima pergunta é: caso a criança nasça sem eh os membros superiores, como será realizada a BCG?
81:52
Speaker A
a gente segue, né, em relação à via intradérmica mesmo. Aí a gente pode padronizar um local. O importante é registrar onde foi feita essa vacinação, registrar na caderneta, no prontuário e a gente segue eh na via disponível, no
82:08
Speaker A
local disponível, né? Vamos pensar que a criança às vezes não tem os dois braços, como foi a pergunta. A gente segue pro membro que a gente tem disponível, que é na perna. E aí isso vale para qualquer vacino. A gente tem um local padronizado
82:20
Speaker A
de vacinação que a gente sempre, né, preconça por fazer para identificação posterior, mas por diversas situações esse membro às vezes não pode estar disponível, né? Até na apresentação eu falei às vezes de eh manifestação dermatológica que às vezes impossibilita
82:38
Speaker A
da gente fazer. Então, eh, o mais certo nessas situações é a gente fazer no local disponível, no membro disponível, eh no membro que a pessoa possua, vamos colocar assim melhor, e registrar eh na caderneta e no sistemas de informação
82:55
Speaker A
onde foi realizada a aplicação e o motivo que levou essa aplicação fora do padrão.
83:06
Speaker A
Ótimo. Vamos voltar aqui na questão do contato de ranceníase. Eh então lendo para vocês, tá, pessoal?
83:20
Speaker A
Eh, recomendação da vacina BCG como imunoprofilaxia de rancenes. Então recomenda-se e a imunoprofilxia com a vacina BCG aos contatos domiciliares de pessoas acometidas de ranceníase falibacilar ou multibacilar, examinados e sem presença de dos sintomas da doença a partir de um
83:44
Speaker A
ano de idade, não vacinados ou que receberam apenas uma dose da vacina BCG. De acordo com o protocolo clínico e diretrizes eh terapêuticas da ranenese, são considerados contatos domiciliares de pessoas acometidas por rancene. Toda e qualquer pessoa que resida ou tenha
84:04
Speaker A
resido, que conviva ou tenha convivido com o doente de rancenese no âmbito eh domiciliar, nos últimos 5 anos anteriores ao diagnóstico da doença, podendo ser familiar ou não. Em casos de períodos muito curtos de convivência domiciliar, a relevância da vacinação
84:25
Speaker A
deve ser definida por critério médico. A vacinação é realizada de forma seletiva e respeitando o intervalo de 6 meses da dose anterior, caso eh caso haja.
84:38
Speaker A
Considerar na faixa etária o histórico vacinal, observando as precauções e as contraindicações da vacina. São recomendações para menores de um ano de idade, não vacinado, aproveitar a oportunidade para vacinar dose única. Caso tenha histórico vacinal, não há recomendação
84:57
Speaker A
de nova dose. Para crianças, a partir de um ano de idade, não vacinado, na incerteza de vacinação anterior ou sem a cicatriz vacinal, administrar uma dose da vacina.
85:10
Speaker A
comprovadamente vacinado com uma dose, administrar outra dose da vacina com intervalo mínimo de 6 meses entre as doses, aplicando mais ou menos 1 cm acima da cicatriz eh existente, comprovadamente vacinado com duas doses, não administrar nenhuma outra dose da vacina. Eh,
85:37
Speaker A
e aí assim não existe limite de idade, tá, para se realizar a vacina BCG em contatos de ranceníase.
85:46
Speaker A
Eh, e aí a ausência da vacina da E aí, pessoal, quem tá nos ajudando aqui é a Camila da Regional BH. Ausência de cicatriz vacinal da BCG por si só não é indicação para fazer o PPD. Então, acredito que é sobre aquela pergunta eh
86:07
Speaker A
Robert da que extravazou, né? Então, ajuda aí na pergunta dessa do extravazamento que foi feito aqui pra gente, tá? Eh, e aí compartilhando também aqui a questão eh de experiência em relação às crianças sem os membros superiores, eh uma boa região de escolha é a infra
86:38
Speaker A
infraescapular, tá, pessoal? Compartilhando com vocês a experiência dos nossos colegas. Deixa, só voltando naquela questão da criança eh hoje com 5 anos que a mãe relatou extravazamento, eh a gente tem que ver também eh se a gente não tem essa
87:05
Speaker A
esse registro de de exames, enfim, é mais um um local pra gente poder eh fazer uma consulta, pessoal. É só uma questão técnica porque eu tô lendo.
87:34
Speaker A
Acho que tá tendo problema pessoal com a com a lista de presença. É isto.
88:11
Speaker A
Pessoal, parece que a lista não tá aparecendo para vocês, né, no YouTube. Um segundo pra gente tentar resolver aqui.
88:34
Speaker A
Robert você quer dar mais alguma alguma questão pra gente enquanto o pessoal resolve a lista de presença.
88:54
Speaker A
Não, acho que era isso mesmo, agradecer, né, a atenção de todos nessa nessa tarde. Eh, e volto a falar, gente, eh, na dúvida, a gente sempre tem aí os manuais, né, instrução normativa, que é o que guia o que a gente pode e o que a
89:12
Speaker A
gente não pode fazer. Eu chamo atenção também, não sei se é de conhecimento de todos, que a gente tem aquele portal do vigilância em saúde também, que aí ele faz um compilado eh de todo o que é nota
89:23
Speaker A
técnica, manual, coisas que a gente usa no cotidiano, que nessas questões de dúvidas assim a gente sempre consulta para, né, traçar aí a conduta mais adequada na hora de de fazer a vacinação e fazer qualquer procedimento, né? que
89:43
Speaker A
seja isso, Robert, eh, a gente, né, todos os municípios eles têm uma uma referência regional, além dos nos manuais, tem o site do Ministério, né, que tem a parte de vacinação e já tem um link lá com a
90:10
Speaker A
com a direto paraa instrução normativa, né, Então, eh, a gente até brinca assim, seria bom ter um, mas ao mesmo tempo a gente fala uma impressa, né? Mas ao mesmo tempo a gente fala assim, não. Por quê? Porque pode ter atualização e você
90:25
Speaker A
ficar com aquela antiga, né? Então, assim, já tá lá no site do ministério, já abre e já já consulta. E aí, bem lembrado, tem o nosso portal. Eh, aí lá no nosso portal, além dos materiais, nós temos também eh
90:42
Speaker A
os painéis temáticos, né? Então, os painéis temáticos eles trazem sobre cobertura vacinal e aí os municípios conseguem fazer essa verificação, a regional, a macro, enfim, tem o o de classificação de risco febre amarela, classe móvel. Então assim, eh, o portal
91:03
Speaker A
ele é bem rico, não só na questão de de imunização, como também, né, das de toda a parte nossa de vigilância, a gente consegue fazer essa essa os profissionais, né, conseguem fazer essa consulta de todo de todo o conteúdo. E
91:21
Speaker A
além disso, né, a gente eh pessoal, a lista foi pro chat. Será que vocês aí eh conseguem colocar pra gente eh se se apareceu e vocês estão conseguindo preencher?
91:49
Speaker A
A gente tá olhando com a TI, tá? Que a gente não perca aí esse esse momento.
92:03
Speaker A
Então assim, é importante esse essa consulta. Estamos aí dizer a vocês também, né, agora quando a força for pro território, eh, aproveitar né gente, aqui, ó, eh, estão me dando o retorno que a lista tá OK, tá dando para
92:42
Speaker A
preencher. Tá? Então, quem esteve conosco, por favor, faça o preenchimento para que possa haver a emissão do do certificado, tá? Eh, e aí eu gostaria de, ah, projetou aqui, né, o portal. Eh, obrigada, Robert.
93:06
Speaker A
Eh, e aí que vocês aproveitem, né, não só esse momento que nós estamos tendo aqui com Robert, mas também quando, né, as equipes da força forem aí pros territórios. Então, aproveite bastante do pessoal, tá? Eh, a gente não é detentor de saber 100%, mas
93:27
Speaker A
aquilo que a gente não souber a gente volta, né? a gente pesquisa para para ajudar vocês aí nesse sentido.
93:36
Speaker A
Eh, dizer que a que a imunização como todo, né, do estado tá à disposição eh para que a gente possa ir caminhando aí não só quanto a BCG, mas com, né, em qualquer outra outra vacina que tá aí
93:51
Speaker A
disponível no calendário. Eh, então eu acredito que a gente possa dar por encerrado o dia de hoje, visto que a gente não tem mais perguntas, tá?
94:02
Speaker A
Então, eh, e aí a gente para a transmissão nesse momento. Agradecer a todos e até amanhã no mesmo horário às 14 horas. Obrigada.
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Frequently Asked Questions

Qual o objetivo principal da capacitação sobre a vacina BCG?

O objetivo é capacitar profissionais de saúde para a administração segura da vacina BCG, garantir a conservação adequada do imunobiológico e orientar sobre o manejo de eventos adversos.

Por que a vacina BCG é importante para recém-nascidos?

A vacina BCG é importante para prevenir as formas graves de tuberculose, protegendo as crianças desde o nascimento, preferencialmente já na maternidade ou nos primeiros dias de vida.

Quais são as barreiras do sistema imunológico mencionadas na capacitação?

São mencionadas as barreiras inespecíficas, como pele, saliva e acidez estomacal, que atuam continuamente, e as barreiras específicas, que são desencadeadas por antígenos e envolvem a produção de anticorpos.

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