Proclamação da República - Brasil Escola

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00:00
Speaker A
Em 15 de novembro de 1889, o Brasil deixa de ser uma monarquia e se torna uma república.
00:10
Speaker A
É a nossa celebrada Proclamação da República, mas como isso aconteceu, por que isso aconteceu e o significado de tudo isso que aconteceu?
00:20
Speaker A
É o que nós vamos ver hoje nesse vídeo.
00:26
Speaker A
Tem uma coisa sobre o Brasil que a gente esquece, não tá muito mais no imaginário popular, mas que é muito importante.
00:36
Speaker A
O Brasil já foi uma monarquia, nós tivemos ali imperadores, monarcas, nós fizemos uma monarquia nos trópicos, era uma monarquia entre repúblicas.
00:45
Speaker A
Isso porque nossos vizinhos latino-americanos se livraram lá no início do século XIX, já da metrópole, né, do sistema colonial e também da monarquia, proclamando ali repúblicas independentes e tudo mais.
00:59
Speaker A
O Brasil não, a nossa independência, a nossa emancipação política, melhor dizendo, foi bem diferente.
01:06
Speaker A
Ela foi liderada por um príncipe herdeiro do trono português.
01:13
Speaker A
O nosso famoso Dom Pedro I.
01:18
Speaker A
Pois é, Dom Pedro I governou, foi o primeiro reinado, depois o filho dele, Dom Pedro II, governou muito tempo.
01:29
Speaker A
Governou de 1840 até 1889, 49 anos, né?
01:34
Speaker A
E a filha de Dom Pedro II, a neta de Dom Pedro I, estava ali pronta para fazer um terceiro reinado.
01:42
Speaker A
Para ser a Dona Isabel I.
01:46
Speaker A
Quando nós sabemos, aconteceu esse movimento militar, esse golpe de Estado, que foi a Proclamação da República em novembro de 1889.
01:53
Speaker A
Mas para entender a Proclamação da República, nós temos que voltar um pouco, nós temos que voltar ali na Guerra do Paraguai.
02:00
Speaker A
Esse que foi o mais importante, mais brutal conflito armado latino-americano do século XIX, que se deu de 1864 até 1870.
02:10
Speaker A
E opôs a Tríplice Aliança, formada por Brasil, Argentina e Uruguai, contra o Paraguai.
02:16
Speaker A
O Paraguai saiu derrotado e as forças militares brasileiras, o exército, especialmente, saiu muito fortalecido na opinião pública.
02:23
Speaker A
E eles voltaram querendo participar mais da política, querendo ter suas visões mais bem colocadas.
02:30
Speaker A
Querendo ter voz nos destinos da nação.
02:34
Speaker A
Eram agora heróis da pátria.
02:37
Speaker A
E o exército também se profissionalizou nesse período.
02:43
Speaker A
O que deu mais coesão para o exército brasileiro nas suas demandas.
02:47
Speaker A
Dom Pedro II estava com graves problemas de saúde.
02:53
Speaker A
Estava muito afastado do governo nessa época para tratar das suas questões de saúde.
03:00
Speaker A
E isso fortalecia o discurso dos republicanos.
03:06
Speaker A
Pois é, o movimento republicano surge e se institucionaliza no Brasil.
03:13
Speaker A
Aí no período do final da Guerra do Paraguai, nesse período o movimento republicano ganha muita força.
03:20
Speaker A
Começam a surgir jornais republicanos, a imprensa dá muito espaço.
03:28
Speaker A
E na imprensa os republicanos vão atacar o Dom Pedro II, mas também a sua possível sucessora, a Princesa Isabel.
03:37
Speaker A
Que estava muito à frente do governo nessa época por conta dos problemas de saúde do pai.
03:44
Speaker A
Ela assumia como regente.
03:47
Speaker A
E as elites brasileiras estavam cada vez mais consumindo esses discursos republicanos.
03:54
Speaker A
E essas ideias republicanas e essas críticas a Dom Pedro II eram cada vez mais debatidas em praça pública abertamente.
04:02
Speaker A
E também num lugar muito importante, no chamado Clube Militar.
04:08
Speaker A
Que é o clube ali dos oficiais do exército brasileiro.
04:15
Speaker A
Discutindo se eles eram ou não favoráveis à continuação da monarquia.
04:20
Speaker A
Outro elemento fundamental da questão militar, da participação dos militares aí na crise da monarquia.
04:27
Speaker A
É a introdução do positivismo entre os oficiais brasileiros dessa época.
04:34
Speaker A
Positivismo que é essa ideologia de origem francesa, lá criada por Auguste Comte.
04:43
Speaker A
É uma ideologia autoritária, mas ao mesmo tempo defensora da ciência, do progresso.
04:50
Speaker A
O próprio lema é ordem e progresso.
04:55
Speaker A
Que eles colocaram na nossa bandeira, não por acaso, depois da proclamação.
05:00
Speaker A
Eles eram cada vez mais críticos do regime, afinal de contas, o positivismo, ele é republicano.
05:06
Speaker A
E os nossos oficiais tiveram contato com o positivismo nesse período, especialmente por meio das ideias do trabalho do professor e coronel do exército Benjamin Constant.
05:16
Speaker A
Ele era um professor destacado, dava aulas na Academia Militar.
05:23
Speaker A
E o positivismo por meio dele foi caindo nas graças dos oficiais brasileiros.
05:30
Speaker A
Outro elemento fundamental para entender a crise e depois a derrocada da monarquia, a Proclamação da República.
05:37
Speaker A
É a participação dos cafeicultores paulistas nesse processo.
05:43
Speaker A
A cafeicultura paulista, ela vem do extravasamento da cafeicultura fluminense.
05:50
Speaker A
O café, desde 1840, era a atividade econômica mais importante do país.
05:57
Speaker A
Nosso principal produto de exportação.
06:00
Speaker A
Nosso centro dinâmico.
06:02
Speaker A
E era o café ali do Rio de Janeiro, café fluminense.
06:07
Speaker A
Esse café vai crescendo, né, as plantações, elas vão chegar até São Paulo.
06:15
Speaker A
Em São Paulo, a partir dos anos 60, elas vão se extravasar ali para o oeste paulista.
06:24
Speaker A
E o oeste paulista, nas últimas décadas do Império, se torna a região mais dinâmica economicamente do país.
06:31
Speaker A
É aí que surge uma nova elite com uma mentalidade própria.
06:36
Speaker A
É a chamada burguesia cafeeira.
06:40
Speaker A
Para diferenciar essa nova elite cafeeira, com sua própria mentalidade e suas demandas, daquela elite cafeeira antiga, lá do Rio de Janeiro.
06:49
Speaker A
Essa elite antiga era chamada de Barões do Café.
06:53
Speaker A
Os Barões do Café eram muito ligados ao imperador, à monarquia, muitos tinham títulos de nobreza dados pelo monarca.
07:01
Speaker A
Daí o nome Barões do Café.
07:04
Speaker A
A burguesia cafeeira paulista não.
07:10
Speaker A
Eles eram distantes física e em termos de valores da monarquia.
07:17
Speaker A
Eles estavam interessados em lucro, em aumentar a produção, em eficiência, em exportação.
07:25
Speaker A
E eles viam que a monarquia não dava muita bola para eles.
07:31
Speaker A
Eles não eram muito ouvidos no Rio de Janeiro.
07:36
Speaker A
Na capital do Império, então.
07:38
Speaker A
É aí que eles vão se tornar, a burguesia cafeeira paulista, abertamente republicanos.
07:49
Speaker A
Vão passar a defender nos anos 70 o fim da monarquia e a implantação de uma república.
07:55
Speaker A
É quando eles fundam em 1873 o Partido Republicano Paulista, PRP.
08:02
Speaker A
Importantíssimo nesse processo e que vai ser o partido mais importante, mais poderoso, mais relevante do Brasil na sua primeira república.
08:10
Speaker A
Não à toa.
08:11
Speaker A
Os republicanos paulistas do PRP não tinham as mesmas ideias e nem os mesmos valores dos republicanos positivistas do exército.
08:20
Speaker A
E nem mesmo daqueles republicanos mais tradicionais, históricos, mais intelectualizados do Rio de Janeiro.
08:27
Speaker A
Mas todos esses republicanos na hora lá da Proclamação da República vão se unir e vão apoiar o novo regime.
08:33
Speaker A
Vão dar uma base de sustentação social para o novo regime implantado pelos militares em novembro de 89.
08:40
Speaker A
Além dessas questões maiores, como o papel dos cafeicultores paulistas no fim da monarquia.
08:47
Speaker A
O papel dos militares positivistas e da questão militar no final dessa monarquia também.
08:54
Speaker A
Nós também temos as questões menores que também influenciaram.
08:58
Speaker A
Entre elas, eu destaco duas.
09:02
Speaker A
A primeira, a chamada questão maçônico-religiosa, ou só questão religiosa.
09:10
Speaker A
Que vai tirar da monarquia, do regime, do imperador, uma base de sustentação importante, que era a Igreja Católica.
09:18
Speaker A
Outra questão foi justamente a abolição da escravidão.
09:22
Speaker A
A Lei Áurea e os reflexos, os efeitos disso na base de sustentação conservadora, escravista do imperador.
09:30
Speaker A
Especialmente os Barões do Café.
09:33
Speaker A
Então vamos lá.
09:35
Speaker A
A primeira questão, a tal da questão maçônico-religiosa, ou questão religiosa apenas.
09:43
Speaker A
Ela tem a ver com o que estava acontecendo na Itália nessa época.
09:49
Speaker A
A Itália estava passando por um processo de unificação.
09:53
Speaker A
Que se completa em 1871, o Papa Católico lá em Roma ficou muito indignado.
10:00
Speaker A
Com ter perdido seus territórios.
10:03
Speaker A
É o Papa Pio IX.
10:05
Speaker A
E ele vai nesse contexto aí, punir a maçonaria, os maçons, os membros da maçonaria no mundo inteiro.
10:12
Speaker A
Porque os líderes da unificação italiana eram maçons.
10:17
Speaker A
O Giuseppe Garibaldi e o Camilo Benso de Cavour.
10:20
Speaker A
Essa punição, ela não vai poder ser internalizada no Brasil.
10:27
Speaker A
Por quê?
10:30
Speaker A
O Brasil não era um Estado laico.
10:33
Speaker A
Nós tínhamos uma religião oficial, que era o catolicismo, pela Constituição do Brasil de 1824.
10:40
Speaker A
Aqui era a instituição do padroado.
10:43
Speaker A
E o chefe da igreja no Brasil, pela Constituição e até pela lei da igreja, que é uma coisa que vem da idade média, o padroado, a monarquia portuguesa.
10:52
Speaker A
O chefe da igreja aqui era o imperador.
10:56
Speaker A
E o imperador geralmente internalizava, dava o seu beneplácito a todas as bulas papais.
11:05
Speaker A
No caso dessas punições que impediam os maçons de participar de algumas instituições católicas.
11:12
Speaker A
O imperador não vai internalizar.
11:17
Speaker A
Tá, mas por que que Dom Pedro II não queria internalizar?
11:22
Speaker A
Ou seja, dar o seu beneplácito para essa bula do Pio IX, né, com os maçons.
11:25
Speaker A
Porque as elites políticas brasileiras, elas eram formadas em grande parte por maçons.
11:32
Speaker A
Pessoas destacadas da nossa política.
11:37
Speaker A
Por exemplo, o famoso Duque de Caxias, o patrono do exército.
11:43
Speaker A
Que foi comandante das tropas brasileiras na Guerra do Paraguai.
11:48
Speaker A
Herói de guerra.
11:49
Speaker A
Duque de Caxias, né, gente?
11:50
Speaker A
Uma das maiores lideranças do Partido Conservador, era maçom, era inclusive, tinha sido grão-mestre da maçonaria brasileira e tudo mais.
11:56
Speaker A
Do outro lado, um partido liberal, nós tínhamos o Visconde do Rio Branco.
12:02
Speaker A
Que foi primeiro-ministro, que era uma pessoa muito destacada, muito importante, também era maçom.
12:10
Speaker A
Barão de Mauá, o famoso Barão de Mauá.
12:14
Speaker A
Que a essa altura era Visconde de Mauá, a pessoa mais rica do Brasil a essa altura ainda, se não me engano.
12:21
Speaker A
Porque depois ele vai à falência, né, gente?
12:22
Speaker A
Era o empresário do Império, era maçom.
12:26
Speaker A
Enfim, essa tradição nas elites políticas brasileiras do Império, maçônica, vinha da independência.
12:35
Speaker A
Dom Pedro I, pai de Dom Pedro II, era maçom, o próprio José Bonifácio de Andrada.
12:43
Speaker A
Que é o patriarca da independência, o maior idealizador da independência, também era maçom.
12:49
Speaker A
Então, Dom Pedro II não quis internalizar essa bula que punia os maçons brasileiros.
12:56
Speaker A
É aí que nós vamos ter reações importantes vindo da igreja.
13:00
Speaker A
A mais importante dessas reações vindo da igreja brasileira foi do bispo Dom Vital de Olinda.
13:08
Speaker A
Ele vai internalizar a bula do Papa, descumprindo o padroado, ou seja, ficando contra as ordens do imperador.
13:17
Speaker A
E vai ser punido por isso.
13:20
Speaker A
Ele chega a ser preso.
13:21
Speaker A
Olha que coisa.
13:22
Speaker A
Isso gerou uma grande comoção, um bispo católico já idoso sendo preso.
13:28
Speaker A
Rapidamente essa prisão foi relaxada, foi suspensa, mas o estrago já estava feito.
13:33
Speaker A
Essa questão vai dar pano para manga e vai afastar a Igreja Católica.
13:40
Speaker A
Que é uma base importantíssima da monarquia, os conservadores da Igreja Católica.
13:46
Speaker A
Da sustentação, do apoio à monarquia brasileira.
13:49
Speaker A
Outro ponto que ajuda a minar a base de sustentação do imperador, da monarquia.
13:55
Speaker A
Que já estava muito frágil.
13:58
Speaker A
É a Lei Áurea, gente, a abolição da escravidão lá com em 1888 e tudo mais.
14:03
Speaker A
Pois é.
14:05
Speaker A
Não era um ponto consensual, longe disso.
14:08
Speaker A
As elites escravistas brasileiras ficaram absolutamente indignadas.
14:12
Speaker A
Não apenas com a abolição da escravidão, mas com o fato de elas não terem sido indenizadas.
14:20
Speaker A
Por aquilo que eles consideravam capital investido em escravizados.
14:25
Speaker A
Especialmente os Barões do Café Fluminenses, que já era uma elite decadente economicamente.
14:33
Speaker A
E contava com essa indenização para tentar se sustentar ali economicamente.
14:38
Speaker A
Essa indenização, claro que não veio.
14:40
Speaker A
Quem deveria ter sido indenizado são os escravizados, os ex-escravizados, agora libertos.
14:45
Speaker A
Porque eles é que foram expropriados do seu trabalho.
14:48
Speaker A
E isso ajudou a minar uma última base de sustentação do imperador, que eram os Barões do Café.
14:56
Speaker A
Que pararam de defender, como sempre fizeram em outros tempos, o imperador e a monarquia.
15:01
Speaker A
A coroa agora estava exposta.
15:06
Speaker A
Sem as bases de sustentação tradicionais, que era a Igreja Católica, por conta da questão religiosa, e os Barões do Café, por conta da abolição da escravidão.
15:17
Speaker A
E com inimigos poderosíssimos dentro do exército, gente, né, os positivistas, a questão militar.
15:24
Speaker A
E também na elite econômica mais dinâmica do país, que era a burguesia cafeeira e seu Partido Republicano Paulista.
15:32
Speaker A
A coroa não tinha mais base suficiente de sustentação.
15:37
Speaker A
Agora bastava uma crise palaciana para dar cabo do regime.
15:42
Speaker A
Essa crise palaciana cedeu tendo como protagonista Marechal Deodoro da Fonseca, um militar.
15:50
Speaker A
Marechal Deodoro da Fonseca, que ironicamente se dizia monarquista.
15:55
Speaker A
Olha que coisa.
15:56
Speaker A
E amigo do imperador.
15:58
Speaker A
Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro, que estava inclusive doente.
16:06
Speaker A
Saiu da cama para liderar esse movimento.
16:10
Speaker A
Ele vai levar algumas centenas de soldados pelas ruas do Rio de Janeiro.
16:17
Speaker A
Sem reação das forças, porque as forças estavam comprometidas com esse movimento.
16:22
Speaker A
A princípio, ao que tudo indica, segundo algumas fontes históricas, para apenas dissolver o gabinete do Visconde de Ouro Preto.
16:30
Speaker A
Que era o primeiro-ministro nessa época.
16:32
Speaker A
Uma antiga e conhecida animosidade, né, inimizade do Deodoro da Fonseca e da cúpula do exército.
16:39
Speaker A
Mas as coisas foram caminhando.
16:42
Speaker A
O movimento republicano já estava ali do lado, apoiando.
16:45
Speaker A
Aí você tem os paulistas.
16:47
Speaker A
Os positivistas, Benjamin Constant.
16:50
Speaker A
Os republicanistas históricos.
16:53
Speaker A
A coisa rapidamente ganha corpo.
16:55
Speaker A
E a proclamação é consolidada.
16:58
Speaker A
Sobre o que aconteceu nesse dia, o próprio Marechal Deodoro.
17:03
Speaker A
Que foi nosso primeiro presidente da República e tal.
17:07
Speaker A
Ele deu um depoimento dizendo o seguinte, um pouco depois.
17:11
Speaker A
Os principais culpados de tudo isso, se referindo à Proclamação da República.
17:19
Speaker A
Foram o Conde D'Eu, que era o marido da Princesa Isabel.
17:26
Speaker A
E o Visconde de Ouro Preto, que era o primeiro-ministro.
17:30
Speaker A
O último, fazendo referência ao Visconde de Ouro Preto, o primeiro-ministro.
17:36
Speaker A
Por perseguir o exército.
17:39
Speaker A
Olha a questão da animosidade.
17:41
Speaker A
E o primeiro, fazendo referência ao Conde D'Eu.
17:45
Speaker A
Por consentir nessa perseguição.
17:48
Speaker A
A Proclamação da República trouxe consigo uma série de aspirações.
17:54
Speaker A
De sonhos, de modernidade.
17:58
Speaker A
Progresso e tudo mais.
18:00
Speaker A
Algumas dessas aspirações foram realizadas.
18:04
Speaker A
Por exemplo, a instituição do Estado laico.
18:08
Speaker A
O Brasil era uma monarquia que não tinha Estado laico, né?
18:11
Speaker A
Mas outras não.
18:13
Speaker A
Na primeira república, nós temos ali o auge, por exemplo, do coronelismo.
18:20
Speaker A
Ela é chamada por vários nomes, essa primeira república, com nomes que denotam essas mazelas que ficaram no ar.
18:27
Speaker A
Por exemplo, a chamada de República dos Coronéis, República dos Oligarcas, ou República Oligárquica.
18:34
Speaker A
República do Café com Leite, denotando ali a importância desproporcional de Minas Gerais e São Paulo nesse período.
18:42
Speaker A
Enfim.
18:44
Speaker A
A República Velha, como alguns chamam também.
18:48
Speaker A
Não marcou ali um período de grande mudança.
18:52
Speaker A
Continuou sendo bastante conservadora.
18:54
Speaker A
E a questão da justiça social, da democratização do acesso a recursos, à educação, tudo isso ficou muito no ar, né, gente?
19:02
Speaker A
Em um certo, em certa medida até hoje.
19:04
Speaker A
E nós temos ali a Revolta da Vacina na primeira república.
19:09
Speaker A
Que mostra essas questões sociais.
19:12
Speaker A
Nós temos também a Revolta da Chibata.
19:14
Speaker A
Nós temos também a Guerra de Canudos.
19:16
Speaker A
Enfim.
19:18
Speaker A
A República foi chamada por Rui Barbosa, que foi uma das principais lideranças nesse período, foi o cara que inclusive idealizou nossa Constituição Republicana e tudo mais.
19:28
Speaker A
Foi chamado de a República que não foi.
19:30
Speaker A
Enfim, até hoje nós estamos esperando uma república realmente inclusiva e que tenha justiça social.

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