O que ainda pesa, mas já não te pertence? (áudio) — Transcript

Reflexão sobre o olhar de Jesus e a compaixão para superar julgamentos e cultivar amor e compreensão.

Key Takeaways

  • O olhar de Jesus nos ensina a ver além das falhas e reconhecer a essência divina em cada pessoa.
  • A compaixão e a empatia devem substituir o julgamento e a crítica automática.
  • Aceitar os próprios erros é fundamental para não projetar dureza sobre os outros.
  • Não devemos nos apegar a críticas, calúnias ou desânimos, mas seguir cultivando o bem.
  • A maturidade espiritual se manifesta no amor maduro e na perseverança diante das dificuldades.

Summary

  • Gisela Vallin compartilha um áudio especial de domingo de Páscoa com um texto psicografado por Chico Xavier, escrito por Emmanuel.
  • O texto 'O Olhar de Jesus' destaca a importância de ver além das falhas e reconhecer a essência divina em cada pessoa.
  • Jesus é apresentado como alguém que não julga, mas ama incondicionalmente, vendo potencial e essência crística nos outros.
  • Gisela enfatiza a necessidade de substituir o julgamento por compaixão, empatia e sensibilidade diante das dificuldades alheias.
  • Ela alerta contra a autocrítica excessiva e a culpa, incentivando a aceitação dos próprios erros e limitações.
  • O áudio também aborda a importância de não reduzir ninguém a seus erros ou momentos difíceis.
  • Gisela cita Osho para reforçar que a compaixão é o amor maduro que transforma relacionamentos.
  • Outro texto lido, 'O Pó das Sandálias', orienta a não se apegar a críticas, calúnias ou desânimos, mas seguir cultivando o bem.
  • Sacudir o pó das sandálias simboliza deixar para trás atitudes negativas e seguir com fé e perseverança.
  • A mensagem geral é um convite à maturidade espiritual, amor e compreensão para uma vida mais leve e plena.

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00:00
Speaker A
Olá, pessoal, tudo bem? Tô aqui de novo para conversar com o seu coração e não com o seu cabeção.
00:14
Speaker A
Se você sente afinidade com a minha energia, então, esse áudio é para você.
00:20
Speaker A
Gente, como de costume, esse é o áudio dos domingos às 17 horas, sempre que possível, colocarei áudios aqui no canal como extra.
00:32
Speaker A
Mas os vídeos tradicionais que acontecem há mais de 10 anos, todas as terças-feiras, 11:30 da manhã, continuam normalmente, para quem prefere só me ouvir, agora vocês têm a opção de áudio aqui no YouTube e também nas outras plataformas, aquelas que são exclusivas só para áudios.
00:44
Speaker A
Gente, como hoje é domingo de Páscoa, eu decidi ler um texto belíssimo para vocês.
01:00
Speaker A
É um texto do Emmanuel, psicografado pelo Chico Xavier.
01:10
Speaker A
Tá na obra que se chama Viajor e eu vou ler esse texto e depois vou tecer os meus comentários.
01:20
Speaker A
O texto se chama O Olhar de Jesus e fala daquele olhar que vê além das falhas aparentes e que reconhece a essência divina do outro, né?
01:30
Speaker A
Não reduzindo a pessoa a um erro, mas sim enxergando a pessoa na sua essência crística.
01:36
Speaker A
Então, nesse texto, Emmanuel fala o seguinte:
01:42
Speaker A
Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus.
01:50
Speaker A
A fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argüeiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.
02:01
Speaker A
O mestre divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.
02:09
Speaker A
Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver.
02:20
Speaker A
Restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa de novo a enriquecer-lhe a existência.
02:28
Speaker A
E Maria de Magdala não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora.
02:38
Speaker A
E por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria.
02:46
Speaker A
Nela, plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria mais tarde a mensagem divina da ressurreição.
02:56
Speaker A
Em Zaqueu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indevida.
03:06
Speaker A
E sim, o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse.
03:15
Speaker A
E por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.
03:22
Speaker A
Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido.
03:30
Speaker A
Mas sim, ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho.
03:40
Speaker A
E por isso, transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do evangelho nascente.
03:49
Speaker A
Operoso e fiel, até o martírio e a crucificação.
03:57
Speaker A
Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato.
04:04
Speaker A
Mas sim, o colaborador traído pela própria ilusão.
04:13
Speaker A
E embora, sabendo-o fascinado pelas honrarias terrestres, sacrifica-se até o fim.
04:24
Speaker A
Aceitando a flagelação e a morte, para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos.
04:34
Speaker A
Soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.
04:43
Speaker A
Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos.
04:52
Speaker A
E a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências.
05:03
Speaker A
Porque, então, teremos atingido o grande entendimento.
05:10
Speaker A
Que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal.
05:20
Speaker A
Um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.
05:29
Speaker A
Nossa, eu acho esse texto muito forte, eu tô muito impactada só de ler o texto de tão profundo, né?
05:36
Speaker A
Porque o olhar de Jesus é de alguém que vê além das aparências, né?
05:43
Speaker A
Que não julga, que vê uma alma ferida precisando de acolhimento.
05:49
Speaker A
É sempre um convite muito profundo a gente aprender a desenvolver o olhar de Jesus.
05:57
Speaker A
Pra gente trocar aquele julgamento automático que a maioria de nós tem de apontar os erros do outro, de falar do outro, de criticar o outro.
06:07
Speaker A
Trocar isso pela compaixão, pela sensibilidade, pela empatia.
06:12
Speaker A
Porque por trás de um comportamento muito difícil, tem sempre uma dor ali.
06:19
Speaker A
Alguma coisa que a gente não consegue ver quando a gente julga.
06:25
Speaker A
Né, então, Jesus quando olhava, por exemplo, no caso de Zaqueu, né?
06:33
Speaker A
Ele viu um espírito que se perdeu, mas que podia se reencontrar.
06:40
Speaker A
Em Simão Pedro, ele viu um discípulo que estava em construção.
06:46
Speaker A
Né, enfim, tem vários exemplos aqui.
06:50
Speaker A
Que mostram que ele amava incondicionalmente, ele não julgava.
06:55
Speaker A
Ele não reduzia o outro a um erro.
06:59
Speaker A
E muitas vezes a gente mesmo, né, às vezes a gente tem um olhar muito duro conosco, quando a gente erra.
07:09
Speaker A
Muitas vezes a gente não aceita que errou, a gente se identifica tanto com o nosso erro que a gente fica anos e anos e anos com culpa, se punindo.
07:18
Speaker A
Né, a gente fica se criticando ou criticando outras pessoas por não aceitarmos o erro dos outros.
07:28
Speaker A
Mas quem somos nós, né, para não aceitar o erro do outro?
07:33
Speaker A
Sendo que a gente mesmo é cheio de erros, de falhas, de limitações.
07:40
Speaker A
E o olhar de Jesus é um olhar que tem muito a nos ensinar.
07:45
Speaker A
Porque é um olhar de amor, é um olhar de compaixão, de compreensão.
07:51
Speaker A
Então, nesse texto, ele é muito profundo, ele é muito relevante.
08:01
Speaker A
Porque ele não, ele nos ensina, na verdade, a não reduzir ninguém a um momento, a uma situação específica.
08:10
Speaker A
A um erro específico.
08:12
Speaker A
Ninguém é um erro.
08:17
Speaker A
A pessoa pode ter errado naquele momento, mas a pessoa não se resume a isso, né?
08:23
Speaker A
E por mais que uma pessoa erre, por mais que ela tenha limitações, ela tem uma essência crística dentro dela.
08:31
Speaker A
Evidentemente que com isso, gente, eu não tô dizendo para a gente se submeter a um vínculo indigno que nos faz mal.
08:41
Speaker A
Mas sim, para quando surgir o julgamento interno ou externo, a gente poder se perguntar.
08:50
Speaker A
O que que essa pessoa pode se tornar?
08:56
Speaker A
Ao invés de eu focar só naquilo que ela tá sendo agora.
09:01
Speaker A
Né, quando a gente consegue se deslocar dessa postura mais crítica e caminhar para um amor que atingiu a maturidade.
09:10
Speaker A
Desenvolvendo a compaixão, parafraseando Osho, né, Osho dizia que a compaixão é o amor que atingiu a maturidade.
09:16
Speaker A
Isso transforma muito os nossos relacionamentos.
09:22
Speaker A
Inclusive, tem um livro muito bonito que se chama Perante Jesus.
09:31
Speaker A
Também de Chico Xavier, psicografando Emmanuel, é um livro que tem muitos textos belíssimos.
09:40
Speaker A
Mas para complementar o que eu falei agora há pouco.
09:45
Speaker A
Gostaria de ler um texto que ele fala o seguinte:
09:51
Speaker A
O texto se chama O Pó das Sandálias.
09:54
Speaker A
Então ele fala assim, quando o Senhor nos recomendou sacudíssemos o pó das sandálias.
10:05
Speaker A
Ao nos retirarmos, retirarmos nos lugares em que a nossa cooperação fraternal ainda não se mostrasse suscetível de ambientação e reconhecimento.
10:15
Speaker A
Não nos induziu à indiferença, ao relaxamento ou à dureza espiritual.
10:22
Speaker A
E que o amor próprio, quando destrutivo em nossa personalidade, nos impele a resoluções e atitudes negativas.
10:32
Speaker A
Que de nenhum modo se coadunam com o programa cristão que fomos chamados a desenvolver.
10:40
Speaker A
O pó das sandálias é a preocupação doentia de recebermos o incenso das considerações sociais.
10:49
Speaker A
A tristeza improdutiva diante da calúnia ou da perversidade.
10:57
Speaker A
A dilaceração inútil perante a ignorância dos outros.
11:05
Speaker A
O anseio por resultados das nossas ações mais elogiáveis no campo imediatista da vida.
11:14
Speaker A
A revolta contraproducente junto às sombras do mal.
11:21
Speaker A
A indisciplina ante as ordenações transitórias do mundo.
11:28
Speaker A
O desânimo à frente das dificuldades.
11:34
Speaker A
O desalento entre os obstáculos naturais do caminho.
11:40
Speaker A
A exigência de compreensão alheia no capítulo de nossas manifestações pessoais.
11:48
Speaker A
Os melindres da suposta superioridade em que, muitas vezes, nos enganamos no próprio íntimo.
11:55
Speaker A
A desistência da boa luta ou a deserção perante a dor.
12:03
Speaker A
Semelhantes estados espirituais simbolizam o pó das sandálias que nos cabe alijar sem delonga.
12:12
Speaker A
Nos mínimos desequilíbrios entre a vida e nós outros.
12:20
Speaker A
Esqueçamos tudo o que nos incline ao resvaladouro da inutilidade e marchemos para adiante.
12:30
Speaker A
Grande é o campo da terra e até que a ventania e a tempestade possam remover os tropeços de muita paisagem empedrada e escura.
12:41
Speaker A
Na gleba do planeta, prossigamos semeando o bem, cultivando-o e defendendo-o.
12:50
Speaker A
Em todos os setores de nossa tarefa, convictos de que a plantação da luz.
12:59
Speaker A
Produzirá os resultados da felicidade e da perfeição para a vida imortal.
13:07
Speaker A
Gente, esse texto, ele é extremamente profundo.
13:14
Speaker A
Porque ele traz uma orientação espiritual muito prática, né, como se fosse um manual interno de uma postura que a gente deve ter diante da vida.
13:23
Speaker A
Então, sacudir o pó das sandálias, como fala o texto, não é ser indiferente, não é rejeitar o outro.
13:31
Speaker A
Mas sim, não carregar dentro de si aquilo que desequilibra a alma.
13:40
Speaker A
Então, por isso que quando Jesus orienta, né, sobre sacudir o pó das sandálias.
13:47
Speaker A
Isso não tem a ver com rejeitar um, o outro, ou, ah, vou embora porque eu não fui aceito.
13:55
Speaker A
Mas sim, para a gente não levar conosco aquilo que não pertence à nossa essência, porque o pó é aquilo que gruda na gente, mas não é a gente, né?
14:06
Speaker A
Então, o pó, ele não é o outro.
14:10
Speaker A
É aquilo que a gente às vezes acaba cultivando e segurando, às vezes por culpa, por medo.
14:20
Speaker A
Né, por melindre, por uma tristeza improdutiva, pela preocupação em ser reconhecido.
14:29
Speaker A
Então, o pó é aquele desânimo ou aquela exigência de compreensão.
14:35
Speaker A
No fundo, o pó, simbolicamente, ele representa o ego ferido.
14:43
Speaker A
Quando a gente tá com o ego ferido, a gente fica carregando esse pó conosco.
14:50
Speaker A
Que só vai alimentando o sofrimento do ego.
14:55
Speaker A
O melindre, o desânimo, a tristeza, a necessidade extrema de ser visto, de ser reconhecido, né?
15:01
Speaker A
Por isso que mais importante do que aquilo que acontece conosco.
15:07
Speaker A
É sempre a nossa postura interna diante de tudo que acontece.
15:14
Speaker A
Então, quando eu tenho muita necessidade de ser validada ou de ser compreendida, de ser reconhecida, quando eu tenho muita dificuldade de aceitar a frustração.
15:23
Speaker A
No fundo, esse amor próprio, entre aspas, não é bem o amor próprio, né?
15:30
Speaker A
É uma necessidade de validação do próprio ego.
15:34
Speaker A
Que a pessoa, ela quer muito ser olhada.
15:40
Speaker A
Ela não sabe se olhar com os olhos de Deus.
15:44
Speaker A
Ela não aprendeu a olhar para dentro.
15:48
Speaker A
Então, esse texto, ele fala muito desses estados que parecem pequenos.
15:55
Speaker A
Mas que acabam drenando a nossa energia.
16:00
Speaker A
O melindre, o desânimo, o desalento, a expectativa de resultado imediato, a revolta.
16:09
Speaker A
Tudo isso acumulado acaba nos paralisando.
16:14
Speaker A
Então, o pó, ele não destrói tudo de uma vez, mas ele vai se acumulando nas sandálias.
16:22
Speaker A
Até que a gente não consiga mais caminhar.
16:26
Speaker A
Por isso que a gente tem que tirar o pó das sandálias.
16:30
Speaker A
Né, justamente para não se identificar com aquilo que não é nosso.
16:37
Speaker A
Com aquilo que a gente não é em essência.
16:41
Speaker A
Não alimentando dramas internos, né?
16:47
Speaker A
Não justificando estados emocionais que nos enfraquecem.
16:53
Speaker A
Não nos apegando ao sofrimento.
16:55
Speaker A
Isso é responsabilidade espiritual.
16:58
Speaker A
Porque a maioria de nós, a gente fica preso nesses sentimentos sombrios.
17:07
Speaker A
E às vezes a gente se queixa, a gente tem a sensação de que a nossa vida não anda, de que nada acontece, de que nada flui.
17:17
Speaker A
Porque, na verdade, a gente tá apegado ao pó das sandálias.
17:22
Speaker A
A gente tá cultivando esses sentimentos densos dentro da gente.
17:30
Speaker A
Seja achando que o mundo está contra nós, seja alimentando revolta, sentimento de vingança, de competição, de comparação.
17:39
Speaker A
Seja melindroso por algo que alguém fez conosco no passado e a gente não perdoou.
17:46
Speaker A
E aí a gente vai cultivando esses sentimentos densos, né?
17:51
Speaker A
E com isso a gente vai entrando numa lama psíquica que fomos nós mesmos que criamos para nós.
17:58
Speaker A
Às vezes ao longo de muitas existências.
18:01
Speaker A
A gente vai se apegando a essa lama.
18:07
Speaker A
Como se aquilo representasse quem a gente é de fato.
18:10
Speaker A
Mas como eu sempre falo para vocês e já falei isso em outros vídeos, em outros áudios, a gente precisa aprender.
18:21
Speaker A
Né, não só com esse ensinamento do Cristo.
18:25
Speaker A
Mas também com o ensinamento de Buda sobre a questão da gente aprender a ser o lótus no meio da lama.
18:31
Speaker A
Então, de fato, esse mundo tem muita lama, tem muito caos.
18:38
Speaker A
Tem muita gente fazendo coisa errada, inclusive nós mesmos.
18:41
Speaker A
Tem muita energia densa.
18:44
Speaker A
Mas o nosso treino é justamente aprender a ser luz no meio do caos.
18:50
Speaker A
Aprender a ser o lótus no meio da lama.
18:54
Speaker A
Assim como a flor de lótus floresce na lama, o nosso treino.
19:00
Speaker A
É justamente aprender pelo contraste.
19:04
Speaker A
Por isso que a gente nasce num mundo de dualidade.
19:08
Speaker A
Porque se não fosse a sombra, a gente não teria o incentivo necessário para desenvolver a luz.
19:15
Speaker A
Se tudo fosse luz, a gente não poderia muscular a consciência.
19:19
Speaker A
Né, como fala o mentor amigo, a gente nasce num planeta.
19:25
Speaker A
De consciências tão diferentes, tão heterogêneas.
19:31
Speaker A
Justamente para aprender com o contraste.
19:34
Speaker A
Com os opostos.
19:37
Speaker A
Então, se não houvesse sombra, por que que eu iria me sentir estimulado a desenvolver a luz?
19:43
Speaker A
Então, é graças à sombra.
19:45
Speaker A
Graças ao mal que eu aprendo a desenvolver a luz.
19:48
Speaker A
Que eu aprendo a desenvolver a bondade, a fraternidade, a cooperação.
19:52
Speaker A
Então, existe um propósito para o mal existir.
19:56
Speaker A
Jesus dizia, né, o mal há de haver.
20:00
Speaker A
Mas ai daquele que o praticar.
20:03
Speaker A
Algo assim.
20:05
Speaker A
Não sei, não é ipsis litteris essa frase.
20:07
Speaker A
Mas a ideia é essa, né?
20:10
Speaker A
Então, o mal faz parte desse mundo.
20:13
Speaker A
Mas ai daquele que o praticar.
20:16
Speaker A
A pessoa que se deixa levar por uma conduta sombria.
20:22
Speaker A
Obviamente que ela está construindo aquilo para ela.
20:27
Speaker A
Ela está focando naquilo.
20:30
Speaker A
Ela está alimentando aquele pó nas sandálias, né?
20:33
Speaker A
Ela está alimentando o mal.
20:37
Speaker A
Então, gente, o grande treino, né, o grande desafio de estar nesse mundo.
20:44
Speaker A
É a gente poder passar por momentos difíceis.
20:50
Speaker A
É a gente poder lidar com pessoas difíceis.
20:54
Speaker A
Com pessoas que erram.
20:56
Speaker A
É poder lidar com os nossos próprios erros.
21:00
Speaker A
Mas sempre conscientes de que a gente não é o erro, de que a gente não é a sombra, a gente não é a treva.
21:08
Speaker A
Não é porque num momento específico da sua vida você estava mais entreva que você é treva.
21:16
Speaker A
Ninguém é treva, ninguém é sombra.
21:19
Speaker A
A gente tem sombras, a gente tem momentos difíceis.
21:24
Speaker A
Mas a gente não se resume a isso.
21:27
Speaker A
Em essência, na essência crística, na essência divina.
21:32
Speaker A
Somos todos espíritos puros.
21:35
Speaker A
Só que a gente vem, né, passar aqui por esse plano.
21:41
Speaker A
Para desenvolver a consciência, para fazer essa musculação.
21:45
Speaker A
Então, a gente fica aqui imerso na matéria densa.
21:50
Speaker A
Tendo que lidar com dor, com dificuldade, com medo.
21:56
Speaker A
Com raivas guardadas, ciúmes, inveja.
22:00
Speaker A
Enfim, a gente tem que aprender a trabalhar o nosso lado sombra.
22:06
Speaker A
Mas sem culpa, né?
22:09
Speaker A
Porque sombra todo mundo tem.
22:13
Speaker A
Senão não estaria encarnado num planeta de provas e expiações.
22:17
Speaker A
O grande problema é quando a gente se identifica com a sombra.
22:21
Speaker A
Quando a gente acha que é a sombra.
22:24
Speaker A
Mas ter sombra, momentaneamente, todo mundo tem.
22:29
Speaker A
E quando a gente aprende a aceitá-las.
22:33
Speaker A
Isso não é um conformismo, né?
22:36
Speaker A
Mas quando a gente aprende a aceitar, OK, eu tenho tal e tal sombra.
22:42
Speaker A
Eu tô aqui para evoluir.
22:45
Speaker A
Eu vou integrar essas sombras à minha consciência.
22:50
Speaker A
Com autoconhecimento, com meditação, com oração, com terapia.
22:56
Speaker A
Vou trabalhar essas sombras.
22:59
Speaker A
Não vou me culpar por tê-las.
23:02
Speaker A
Mas vou me trabalhar para poder expandir a consciência.
23:07
Speaker A
Esse é o nosso grande treino aqui.
23:10
Speaker A
Não é sentir culpa por ter sombra.
23:15
Speaker A
Não é sentir culpa por ter cometido um erro.
23:18
Speaker A
Mas é tomar consciência.
23:21
Speaker A
Porque a partir do momento que a gente toma consciência.
23:26
Speaker A
A gente começa a fazer diferente.
23:29
Speaker A
Né, então, sacudir o pó das sandálias é não transformar as experiências num peso.
23:36
Speaker A
É não transformar as emoções numa prisão.
23:41
Speaker A
É não transformar o outro numa justificativa para o nosso desequilíbrio interno.
23:47
Speaker A
Mas é continuar caminhando de uma maneira mais leve.
23:51
Speaker A
Aprendendo a aceitar as sombras.
23:55
Speaker A
Sem se identificar com elas.
23:58
Speaker A
Sabendo que a gente precisa melhorar.
24:01
Speaker A
Que precisa expandir a consciência.
24:04
Speaker A
Mas é aprendendo a não nos resumirmos aos nossos erros.
24:10
Speaker A
E nem a resumir o outro.
24:15
Speaker A
Né, só a um erro ou a vários erros que ele cometeu.
24:20
Speaker A
Então, é sempre importante a gente se perguntar.
24:25
Speaker A
Que que eu tô carregando hoje que já poderia ter sido deixado no caminho?
24:31
Speaker A
Essa pergunta é muito profunda, né?
24:34
Speaker A
Que que eu tô carregando hoje que já poderia ter sido deixado no caminho?
24:40
Speaker A
Que valor eu tô carregando hoje, que medo, que raiva, que culpa?
24:46
Speaker A
Que sentimento negativo eu tô carregando hoje que eu já poderia ter abandonado?
24:53
Speaker A
Mas eu me apeguei aquilo como se fosse uma muleta existencial.
24:58
Speaker A
E eu fico carregando comigo aquele medo, aquela raiva, aquele melindre, aquele inconformismo.
25:05
Speaker A
E muitas vezes, quando eu me dou conta, eu só preciso soltar.
25:10
Speaker A
É só uma questão de eu soltar.
25:13
Speaker A
De eu deixar aquilo no passado.
25:16
Speaker A
De eu aceitar a realidade.
25:20
Speaker A
E de começar a ver as coisas de uma forma diferente.
25:24
Speaker A
Me abrindo para a presença de Deus na minha vida.
25:29
Speaker A
Me conectando com a fonte criadora.
25:33
Speaker A
E me permitindo me abastecer da luz, do amor, da alegria do Pai Celestial, da fonte criadora.
25:41
Speaker A
Então, quando a gente solta esse pó das sandálias.
25:46
Speaker A
Quando a gente aprende a se desidentificar do falso eu, que é o ego.
25:52
Speaker A
Quando a gente aprende a parar de se culpar ou a parar de projetar os nossos problemas no outro.
25:58
Speaker A
E aprende a levar a vida com mais leveza, com mais alegria.
26:01
Speaker A
Tudo flui melhor.
26:03
Speaker A
Muita coisa que estava parada, que estava bloqueada na nossa vida.
26:08
Speaker A
Começa a andar, começa a fluir.
26:11
Speaker A
Porque a gente mudou a nossa sintonia.
26:15
Speaker A
A gente mudou a nossa frequência.
26:18
Speaker A
A gente parou de alimentar a raiva, o medo, a culpa, a comparação, a inveja.
26:25
Speaker A
A gente aceitou a realidade.
26:28
Speaker A
A gente agradeceu.
26:30
Speaker A
A gente, ao invés de ficar lambendo as nossas próprias feridas, a gente pôs a mão na massa e foi fazer caridade.
26:36
Speaker A
Foi se doar, foi ajudar.
26:41
Speaker A
Quando a gente faz isso.
26:45
Speaker A
A nossa frequência muda.
26:48
Speaker A
A nossa vibração, a nossa sintonia.
26:51
Speaker A
O nosso olhar perante a realidade muda.
26:55
Speaker A
E às vezes coisas que eram muito pesadas, muito duras, muito áridas, muito difíceis.
27:01
Speaker A
Aos pouquinhos vão ficando um pouco mais leves.
27:06
Speaker A
E a gente vai encontrando soluções não lineares que a gente nem sabia que poderiam existir.
27:13
Speaker A
Mas isso veio dessa mudança da postura interna, dessa mudança de foco.
27:20
Speaker A
Dessa mudança de frequência.
27:23
Speaker A
A gente parou de reclamar e começou a agradecer.
27:27
Speaker A
Parou de amaldiçoar e começou a abençoar.
27:30
Speaker A
Parou de se comparar com o outro.
27:34
Speaker A
E passou a se comparar com a gente mesmo, percebendo todas as conquistas que a gente já teve na vida.
27:40
Speaker A
Gente, se a gente observar a nossa vida.
27:42
Speaker A
Eu tenho certeza, todo mundo que tá me ouvindo aqui, com certeza você já passou por muitas dores.
27:50
Speaker A
Por momentos difíceis, por lutos, por perdas.
27:53
Speaker A
Por momentos de raiva, de incompreensão, de indignação, de inveja, de ciúmes.
28:00
Speaker A
Seja humano como eu.
28:02
Speaker A
Você tem um lado sombra.
28:04
Speaker A
Então, com certeza você já passou por muitos momentos duros, desafiadores.
28:10
Speaker A
E eu tenho certeza que muitas vezes você achou que não teria solução.
28:17
Speaker A
Que você não ia conseguir dar conta.
28:20
Speaker A
Sei lá, desde um problema aparentemente pequeno, quando você era criança.
28:25
Speaker A
Às vezes uma prova que você tinha na escola, que você achou que não ia dar conta.
28:30
Speaker A
Um problema que você tinha com amiguinho.
28:34
Speaker A
Que você achou que não saberia lidar.
28:38
Speaker A
Né, vergonha de apresentar trabalho em pública.
28:41
Speaker A
Em público, por exemplo, talvez você tivesse esse receio na escola.
28:45
Speaker A
E de repente você foi lá, fez e conseguiu.
28:48
Speaker A
Medo que você tinha de não passar de ano.
28:51
Speaker A
Né, ou depois, na adolescência, problemas de relacionamento.
28:56
Speaker A
Problema com namorados.
28:59
Speaker A
Né, questões com amizades.
29:02
Speaker A
Questões com os pais, às vezes seus pais se separaram.
29:06
Speaker A
E você enfrentou um luto terrível, você teve que lidar com a doença dos seus pais.
29:11
Speaker A
Ou com um luto muito difícil na família.
29:17
Speaker A
Quando você estava vivendo aquela dor, parecia uma coisa que não ia acabar nunca.
29:22
Speaker A
Parecia o fim do mundo.
29:24
Speaker A
Mas se hoje você olhar para trás, você vai ver que você superou.
29:28
Speaker A
Que você teve força para lidar.
29:31
Speaker A
E na hora, às vezes, você nem sabia de onde você ia tirar a força.
29:35
Speaker A
Mas essa força apareceu.
29:38
Speaker A
E aí você consegue se lembrar.
29:41
Speaker A
Dessa situação hoje com orgulho.
29:46
Speaker A
Porque na hora que estava acontecendo, dava a impressão que você não ia conseguir lidar com aquilo.
29:52
Speaker A
Mas você conseguiu.
29:53
Speaker A
Você superou.
29:56
Speaker A
Se você observar a sua história.
30:00
Speaker A
Você vai ver quantas dores você viveu e você superou.
30:07
Speaker A
Quantos medos você teve que você superou.
30:10
Speaker A
Quantas situações que você achou que não teriam solução.
30:14
Speaker A
E houve solução.
30:17
Speaker A
Né, quantos problemas você teve que você conseguiu dar um jeito.
30:21
Speaker A
Então, se a gente observar a nossa história de vida e todo mundo aqui num planeta de provas e expiações.
30:27
Speaker A
Em maior ou menor grau, já teve que lidar com a dor.
30:30
Speaker A
Com certeza, porque a dor faz parte de um planeta como esse.
30:33
Speaker A
Eu tenho certeza que se você olhar para sua história com carinho, você vai se surpreender consigo mesmo muitas vezes.
30:40
Speaker A
Por reconhecer, por perceber uma força que existe em você.
30:46
Speaker A
Uma capacidade de resiliência, de superação.
30:50
Speaker A
Que você nunca imaginou que você teria.
30:55
Speaker A
E quando você olha para sua história com orgulho.
31:00
Speaker A
Né, sabendo focar na luz.
31:04
Speaker A
Observando todas as conquistas que você já teve, todos os desafios que você já superou.
31:11
Speaker A
Às vezes, às vezes esses desafios não eram materiais, mas eram desafios internos.
31:20
Speaker A
De repente, uma depressão que você superou.
31:24
Speaker A
Né, algum, alguma dificuldade emocional que você teve.
31:30
Speaker A
Um luto que você achou que nunca iria superar e você conseguiu superar.
31:34
Speaker A
Você teve forças para sair daquilo.
31:37
Speaker A
Então, quando você observa a sua história, você vai se surpreender consigo mesmo muitas vezes.
31:43
Speaker A
Por reconhecer, por perceber uma força que existe em você.
31:48
Speaker A
Uma capacidade de resiliência, de superação.
31:52
Speaker A
Que você nunca imaginou que você teria.
31:56
Speaker A
E quando você olha para sua história com orgulho.
32:01
Speaker A
Né, sabendo focar na luz.
32:04
Speaker A
Observando todas as conquistas que você já teve, todos os desafios que você já superou.
32:11
Speaker A
Às vezes, às vezes esses desafios não eram materiais, mas eram desafios internos.
32:18
Speaker A
De repente, uma depressão que você superou.
32:21
Speaker A
Né, algum, alguma dificuldade emocional que você teve.
32:27
Speaker A
Um luto que você achou que nunca iria superar e você conseguiu superar.
32:31
Speaker A
Você teve forças para sair daquilo.
32:34
Speaker A
Então, esse é o meu recadinho de hoje.
32:39
Speaker A
Eu espero muito que o seu domingo seja abençoado.
32:45
Speaker A
Que todos tenham uma Páscoa muito abençoada com essa energia de renovação.
32:51
Speaker A
Né, desejo, se você não estiver me ouvindo no domingo, que você tenha uma semana também muito iluminada.
32:59
Speaker A
Com muito amor, muita leveza, muita alegria.
33:03
Speaker A
Muita conexão com os planos superiores de luz.
33:08
Speaker A
Através de bons pensamentos e bons sentimentos.
33:12
Speaker A
E relembro, para quem tiver interesse, que eu tenho o meu clube de assinaturas.
33:18
Speaker A
Que é o Clube da Gisela Valim.
33:21
Speaker A
Nesse clube eu já tenho mais de 150 vídeos inéditos de autoconhecimento, astrologia, relacionamentos, espiritualidade.
33:30
Speaker A
Desenvolvimento pessoal.
33:31
Speaker A
Então, se for do seu interesse, se você sente afinidade com a minha energia.
33:35
Speaker A
E quer ficar mais próximo de mim, você pode se inscrever no meu clube.
33:40
Speaker A
O link para inscrição tá aqui embaixo na descrição do vídeo.
33:45
Speaker A
Então é isso, gente.
33:48
Speaker A
Um lindo dia a todos, com muitas alegrias.
33:52
Speaker A
Desejo que você consiga cada dia mais focar na luz.
34:00
Speaker A
Agradecer toda a luz que existe na sua vida.
34:04
Speaker A
E entender que as sombras são passageiras.
34:08
Speaker A
Elas não resumem quem você é.
34:12
Speaker A
Então, até os próximos vídeos e até os próximos áudios.
34:16
Speaker A
Tchau, tchau.
Topics:olhar de Jesuscompaixãoempatiaamor incondicionalpsicografiaChico XavierEmmanuelPáscoacrescimento espiritualautoaceitação

Frequently Asked Questions

Qual é a mensagem principal do texto 'O Olhar de Jesus' apresentado no vídeo?

A mensagem principal é que devemos aprender a ver além dos erros e falhas aparentes das pessoas, reconhecendo a essência divina e exercitando a compaixão em vez do julgamento.

O que significa 'sacudir o pó das sandálias' segundo o texto citado no áudio?

Significa deixar para trás atitudes negativas como a preocupação excessiva com críticas, calúnias, desânimo e a necessidade de reconhecimento social, seguindo com fé e perseverança no caminho do bem.

Como o vídeo sugere que devemos lidar com nossos próprios erros e limitações?

O vídeo sugere que devemos aceitar nossos erros com compaixão e não nos punir excessivamente, evitando a autocrítica dura e reconhecendo que todos somos imperfeitos e em constante aprendizado.

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