Speaker A
Olá, gente. Eu sou Luís Araújo, sou natural da cidade de João Pessoa, Paraíba. Aos 3 anos de idade, fui morar na cidade de Salvador, Bahia. Morei 19 anos em Salvador, Bahia. Lá pude conhecer a minha esposa. Casamos, temos três filhos. Minha filha está com 29 anos, a Luana. Mora atualmente em Salvador, casada e nos presenteou com o netinho esse ano. O Lucas, 27 anos, tá casado há 1 ano e meio, se eu não me engano, mora no interior de Santa Catarina, em Taió. E nós temos um temporão, né, assim como chamam aqui, temporão ou raspa do tacho, o Luiz Samuel com 8 anos de idade. Então essa é a minha família, a família Araújo. Nós já estamos em Jocum há 21 anos. Em Jocum. A minha esposa, ela fez a sua no ano de 2000 e em 2003 eu entrei em Jocum para fazer minha TED e permanecemos até hoje em Jovens com a missão. Nós começamos a nossa carreira missionária em Salvador, Bahia, aonde lá eu pude fazer MET em 2003 até 2005. E em 2005 eu tive a oportunidade de chegar em Almirante Tamandaré, no Paraná, pela primeira vez, primeira vez na região sul, primeira vez na Jocum Almirante, aonde eu vim fazer uma escola chamada Efall, escola integral de formação de libertadores. Então, foi um tempo muito rico, de muito aprendizado, de transformação. E após essa escola, retornando para casa, o Senhor me deu uma visão e uma palavra acerca desse lugar. Foi quando eu tive a convicção do meu retorno para esse lugar. E no ano de 2006, no dia 17 de fevereiro, aqui chegamos e chovia bastante e então já estamos aqui há 18 anos. Então, nesse tempo aqui tem sido um tempo de muito crescimento e aprendizado. Nós estamos, nós somos chamados para três áreas na sociedade. O nosso campo missionário na sociedade é educação, a saúde e a família. Nós temos um chamado para as nações, mas em termos de áreas da sociedade, essas são as nossas áreas: educação, saúde emocional e família. Nisso eu procurei me periciar, início eu procurei me aperfeiçoar, nisso eu procurei crescer e começamos a fazer algumas matérias aqui na nossa faculdade de aconselhamento e saúde. Hoje a nossa base, além de base missionária, ela também é uma faculdade de aconselhamento de saúde, é um campus da Universidade das Nações. Então aqui eu pude estudar, pude me especializar, pude me tornar perito, pude fazer estudos de caso, viajei para algumas nações como África do Sul, Moçambique, Cabo Verde, Paraguai, fiz estudos de caso, fiz pesquisas, procurei me aperfeiçoar. Atualmente, eu trabalho com terapia familiar, trabalhei com aconselhamento pastoral durante um bom tempo aqui, trabalhei também com personalidade humana e hoje eu trabalho com terapia familiar. Nós, no ano de 2013, fundamos a escola Casa do Pai. Essa escola é uma escola que tem como propósito alcançar as famílias. O lema da nossa escola está em João 14:18. Não vos deixarei órfãs. Então, o nosso maior objetivo é a reconciliação das gerações. Por quê? Porque eu acredito que o avivamento ele não está em uma onda, ele não está em uma visão, ele não está em um segredo, ele não está em uma fórmula. O avivamento está dentro de mim, está dentro de você que está me assistindo nesse exato momento. O avivamento ele consiste na reconciliação entre pais e filhos e filhos e pais. A reconciliação das gerações. O segredo do avivamento está aí. E essa é a proposta da nossa escola, é a reconciliação das gerações. O lema João 14:18. Não vos deixarei órfãos. Então essa é a nossa missão, porque nós cremos que esse é o segredo do avivamento, a reconciliação entre pais e filhos e filhas e pais. E nessa, eh, nessa temporada que nós vamos estar, eh, falando aqui sobre esse assunto, nesse tempo, eu quero trazer um assunto bem interessante, que é justamente o Feridas da Infância, um assunto muito importante, um assunto que hoje é carro-chefe dos meus seminários e palestras, mas eu quero falar desse assunto com muita qualidade com você. O adulto que você é hoje é consequência da criança que você foi ontem. Então, se você parar para observar durante esse tempo de aula em que você vai estar me assistindo, você vai começar a compreender e entender alguns comportamentos, posturas, perfis, condutas. Você vai entender muita coisa. Por que de certos sentimentos e emoções? Por que de certos desejos e vontades? Por que de certos pensamentos, escolhas e crenças, não é? Então, assim, isso está muito relacionado à nossa infância. Eu lembro que há um tempo atrás eu estava, eh, na PIBA aqui em Curitiba, eu estava ministrando justamente esse assunto e eu lembro de uma mulher afrodescendente, uma jovem devia ter em média de seus 30 e poucos anos. E quando eu falava sobre essa criança dentro de nós, sobre as feridas da infância, sobre as raízes, sobre as nossas raízes da infância, ela falou assim: "Eu não quero saber dessas raízes." E eu lhe perguntei: "Mas como assim você não quer saber as suas raízes?" Ela falou assim: "Para quê? Para que eu venha entristecer? Para que eu venha chorar? Para que eu venha sentir dor? Não, não quero saber dessas raízes." E eu achei interessante como que um protesto da parte dela. E na hora o Espírito Santo me trouxe uma pergunta aparentemente boba, uma ilustração. E lhe perguntei: "Você já viu uma árvore?" Óbvio, lógico que você já viu uma árvore linda, grande, formosa, eh, eh, uma árvore assim centenária, vamos assim dizer. E ela disse: "Sim, já vi." Eu disse: "Perfeito." E você, por um acaso, vê as suas raízes?" Ela fala assim: "Não, entendo muito bem." Por quê? Porque elas estão bem aprofundadas na terra. Elas estão enterradas, elas estão arraigadas, elas estão aprofundadas. Mas o que faz uma árvore nessa proporção, nessa largura, nessa dimensão? Uma árvore centenária. O que faz uma árvore como essa tombar com a força de um vento? Podemos entender que o vento foi muito forte, mas por que que não derrubou outras coisas que têm o mesmo poder de uma árvore? Podemos acreditar que sim, foi o vento forte, mas também podemos ter a seguinte percepção: será que essas raízes estavam saudáveis? E quando eu lhe fiz essa pergunta, ela baixou a cabeça e começou a chorar. Por isso a importância de checarmos nossas raízes. É agradável? Não. Vamos ter que cavar, vamos ter que descer, vamos ter que retornar, vamos ter que ir a fundo. É como cavar um buraco. Quanto mais cavamos, mais agonizante se torna, mais calorento se torna, mais desagradável se torna, mais sufocante se torna. Mas quando checamos as nossas raízes e de acordo com o seu estado, vamos começar então a perceber a importância da nossa saúde emocional e como estamos hoje como e quando adulto, se queremos saúde emocional, se queremos eh saúde mental, se queremos estabilidade, se queremos eh uma vida abundante, emocionalmente falando, precisamos checar nossas raízes para que não venhamos a morrer precocemente, para que não venhamos a desenvolver doenças psicossomáticas, autoimunes, para que não venhamos a sobreviver, mas tenhamos uma vida abundante, tenhamos uma vida de qualidade, tenhamos uma vida satisfatória, tenhamos uma vida saudável. Precisamos checar as nossas raízes e as nossas raízes da infância. Então, quero estar falando com você sobre isso. O adulto que você é hoje é consequência da criança que você foi ontem. Então, Jeremias capítulo 1, versículo 5, é um versículo que eu gosto muito. Eu quero ler aqui para você. E diz assim: "Antes de formá-lo no ventre, eu o escolhi. Antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações." Não sei se você já leu, você já deve ter lido, meditado, você já deve ter pregado, você já deve ter eh ouvido uma mensagem acerca de Jeremias, capítulo 1, versículo 5. Enfim, talvez seja o lema na sua vida, talvez seja a palavra que o Senhor te deu, eh, pro dia em que você nasceu ou para algum evento que você viveu, enfim. Mas essa palavra ela é muito interessante, como toda a palavra é muito interessante. Mas quando eu paro para pensar em Jeremias 5, antes de formá-lo no ventre, eu escolhi. Só um momento. Antes de formá-lo no ventre, antes de formá-lo no ventre, eu não existia. Eu escolhi. Então você foi escolhido em meio a nes esp...