CARTOGRAFIA | Resumo de Geografia para o Enem — Transcript

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00:00
Speaker A
Olá, pessoas, tudo bem? Eu sou o professor Carriere, o localizado, e eu vou trabalhar com vocês hoje o assunto de cartografia.
00:12
Speaker A
Bom, gente, vamos falar de cartografia? Olha lá, quando a gente fala de cartografia, a gente tá falando das técnicas utilizadas para a elaboração dos mapas.
00:19
Speaker A
Quando é que o ser humano passa a se preocupar com isso? Desde que ele chega na superfície terrestre.
00:30
Speaker A
Sempre que o ser humano precisou fazer alguma coisa, ele levou em consideração o espaço onde ele tá habitando. Então, por exemplo, aquele ser primitivo, aquele, aquele homem primitivo que caçava, aquele homem primitivo que coletava frutas, ele escrevia, desenhava, né?
00:43
Speaker A
Escrever ainda não, mas ele desenhava a rotina dele na parede das cavernas, e quando ele colocava lá, aquela imagem dele caçando um javali, por exemplo, ele colocava o sol, aquilo ali tinha um posicionamento, ele colocava uma planta.
00:54
Speaker A
Tudo aquilo já ajudava no processo de organização, então a cartografia não é uma ciência nova.
01:01
Speaker A
O que acontece é que ao longo do tempo ela vai passando por um processo evolutivo, como qualquer ciência, certo?
01:10
Speaker A
Agora, quando a gente fala das técnicas de elaboração dos mapas, ou seja, a própria cartografia.
01:20
Speaker A
A gente precisa entender que ela é uma construção ideológica.
01:30
Speaker A
O cartógrafo, como qualquer outra construção científica que o ser humano faz, ele carrega de ideologia o seu trabalho.
01:40
Speaker A
Então, ele coloca tudo aquilo que ele vê do mundo, a sua própria visão de mundo.
01:50
Speaker A
Então, se ele entende que uma área, ela tem que ser enquadrada como sendo central, porque ela polariza as outras áreas que ele considera a periférica, ele vai colocar essa área no centro do mapa.
02:10
Speaker A
E a gente vai ver isso aqui, ó, quando a gente estiver trabalhando com a, os tipos de projeções, que é agora.
02:19
Speaker A
Olha lá, então quando a gente fala de tipos de projeções, a gente vai falar da projeção cilíndrica, o próprio nome já diz, cilíndrica.
02:29
Speaker A
Eu vou estabelecer, então, um cilindro em volta do globo, então eu envolvo o globo com um cilindro, e ao envolver o globo com esse cilindro.
02:44
Speaker A
Eu vou, então, conseguir traçar ou projetar o globo terrestre nessa área plana.
02:54
Speaker A
É importante dizer o seguinte, toda e qualquer projeção dessas aqui principais.
03:02
Speaker A
Elas vão apresentar distorções, por quê?
03:10
Speaker A
Porque eu tô pegando um esferoide elipsoide, que é o planeta Terra, e tô jogando num plano.
03:22
Speaker A
Então eu não consigo representar todas as angulações.
03:28
Speaker A
Isso gera distorções.
03:30
Speaker A
Quando que eu não vou ter distorções?
03:34
Speaker A
Eu não vou ter distorções quando eu tiver, por exemplo, uma projeção que a gente vai chamar de afilática.
03:50
Speaker A
É aquela projeção escolar, que eles pegam uma projeção e fazem de maneira artificial, arrumam as distorções e aí as distorções desaparecem.
04:00
Speaker A
Agora, eu tenho as projeções equidistantes, é, ou, aliás, desculpe, equivalentes, essas projeções equivalentes são aquelas, então, aonde eu mantenho a área, mas eu distorço a forma, certo?
04:14
Speaker A
E tem também as projeções conformes, aquelas onde eu mantenho a forma, mas eu distorço as áreas, ok?
04:24
Speaker A
Voltando, então, para os tipos de projeções.
04:30
Speaker A
A projeção cilíndrica, como eu tinha falado, é o cilindro envolvendo o globo e traçando a partir disso a minha projeção.
04:40
Speaker A
Existem dois tipos de projeções cilíndricas: a projeção de Mercator e a projeção de Peters, certo?
04:47
Speaker A
Na projeção cilíndrica, as distorções, elas vão ser maiores nas áreas distantes do Equador, ou seja, nas altas latitudes, por quê?
05:00
Speaker A
Porque é o local aonde a parede do cilindro se distancia do globo, então as distorções são maiores.
05:09
Speaker A
Na projeção de Mercator, que é uma projeção mais antiga, né?
05:16
Speaker A
Ah, a gente vai ter a característica eurocêntrica.
05:22
Speaker A
A Europa vem no centro do globo.
05:25
Speaker A
Além disso, essa projeção é uma projeção conforme, ela prioriza as formas, mas ela distorce a área.
05:39
Speaker A
Olha o tamanho da Groenlândia lá em cima, ela tá bem grande, certo?
05:43
Speaker A
Então, essa projeção vai aparecer, apresentar esse tipo de distorção.
05:49
Speaker A
Eu tenho, posteriormente, a projeção de Peters.
05:53
Speaker A
A projeção de Peters, em oposição à projeção de Mercator, é uma projeção terceiro-mundista.
06:00
Speaker A
Olha a África onde tá.
06:03
Speaker A
A África tá no centro do globo.
06:05
Speaker A
Além de ser terceiro-mundista, ela também é uma projeção que a gente vai chamar de equivalente, por quê?
06:16
Speaker A
Ela mantém a área, mas ela distorce a forma.
06:21
Speaker A
Olha só como deu uma espichada na África e na América, tão vendo aí?
06:27
Speaker A
Temos também a projeção cônica.
06:30
Speaker A
A projeção cônica, diferentemente da projeção cilíndrica, que mostra os dois hemisférios ao mesmo tempo.
06:40
Speaker A
Vai mostrar pra gente, vai ser utilizada, principalmente, para mostrar apenas um hemisfério por vez.
06:48
Speaker A
Eu vou traçar um cone, né, então eu vou criar um cone em volta do globo terrestre e vou projetar nesse cone o planeta, o globo, certo?
06:58
Speaker A
É importante dizer que nessa projeção, as distorções vão ser maiores próximas da linha do Equador, que é onde a parede do cone começa a se distanciar do globo terrestre.
07:10
Speaker A
Temos também a projeção azimutal polar.
07:13
Speaker A
Quer um exemplo de projeção azimutal polar?
07:18
Speaker A
Mapa da ONU, já caiu em prova.
07:21
Speaker A
Já caiu no Enem.
07:23
Speaker A
Essa projeção é traçada a partir de um ponto, e aí você vai ter todos os, as áreas do globo radiais, né?
07:33
Speaker A
Circulando esse ponto específico, por isso projeção azimutal.
07:38
Speaker A
E o mapa, o que que eu vou ter no mapa?
07:41
Speaker A
O mapa, como qualquer, ah, carta, ou como qualquer coisa escrita que traga uma mensagem, ele precisa ser lido.
07:50
Speaker A
E para fazer a interpretação do mapa, eu vou levar em consideração os seus elementos.
07:56
Speaker A
Quando você começa a ler qualquer coisa, você começa pelo título.
08:01
Speaker A
O título traz para mim que tipo de informação o mapa vai me mostrar, certo?
08:09
Speaker A
Além disso, eu preciso saber como é que eu vou ler esse mapa.
08:14
Speaker A
Qual é a posição de leitura desse mapa? Para isso eu tenho o norte.
08:20
Speaker A
Normalmente representado, né, por uma rosa dos ventos, ou representado por uma seta indicando qual é o sentido de orientação, qual é a leitura, qual é o sentido de leitura desse mapa.
08:32
Speaker A
Depois é a convenção cartográfica.
08:35
Speaker A
Imagina que você conheceu alguém que mora do outro lado do mundo, Japão, por exemplo.
08:45
Speaker A
E você resolveu visitar essa pessoa porque você se apaixonou e tá indo pra lá.
08:52
Speaker A
Só que você não sabe falar japonês, a grande maioria de nós brasileiros não sabemos.
08:58
Speaker A
O que que vai acontecer?
09:00
Speaker A
Você vai pegar o mapa, quando você chegar no Japão, e você vai precisar se localizar.
09:08
Speaker A
Para isso vem as convenções.
09:13
Speaker A
São cores e símbolos que possibilitam a leitura do mapa em qualquer língua.
09:20
Speaker A
As cores, por exemplo, elas vão ser, ah, fixas.
09:24
Speaker A
Você não pode fazer uma rodovia, por exemplo, de azul, por quê? Porque azul é cor para fluxo da água.
09:31
Speaker A
Beleza?
09:32
Speaker A
Além disso, você tem os símbolos, então, normalmente, o aeroporto representado por um avião.
09:39
Speaker A
Restaurante por um garfinho e uma faca.
09:41
Speaker A
Agora, se eu não souber automaticamente qual é a convenção, vem a legenda.
09:48
Speaker A
A legenda é a explicação escrita da convenção cartográfica.
09:53
Speaker A
Por último, nós temos a escala.
09:56
Speaker A
A escala, ela vai representar, certo?
10:02
Speaker A
Ah, que tipo de, ah, quanto que eu diminuí, diminuí o elemento real, a área real para que ela coubesse no mapa.
10:10
Speaker A
É como se eu tivesse dividindo essa área para que ela coubesse no mapa.
10:15
Speaker A
E aí eu tenho dois tipos de escala.
10:20
Speaker A
Eu tenho uma escala gráfica.
10:24
Speaker A
Essa escala gráfica é uma beleza.
10:27
Speaker A
Se cair na prova, é a melhor para cair na prova, por quê? Porque ela já traz, normalmente, as medidas reais.
10:34
Speaker A
As medidas que eu preciso saber.
10:37
Speaker A
Então, cada 1 cm no mapa, olha aqui, 0 a 250 km.
10:45
Speaker A
Ou seja, cada centímetro no mapa equivale a 250 km reais, ok?
10:51
Speaker A
Olha lá, 2 cm no mapa, 500 km reais, 3 cm no mapa, 750 km reais.
10:58
Speaker A
Mole, mole, facinho, facinho, mais mole que isso, só sopa de marisco, certo?
11:02
Speaker A
A escala numérica, ela traz um pouquinho de dificuldade, porque ela vai ser sempre representada em centímetros, ok?
11:10
Speaker A
Então, o que que acontece?
11:14
Speaker A
É sempre 1 cm do mapa para tantos centímetros reais.
11:22
Speaker A
Ela tá mostrando a mesma coisa que a escala numérica, só que em centímetros.
11:28
Speaker A
Então eu preciso converter isso.
11:30
Speaker A
1 cm no mapa equivale a 25 milhões de centímetros reais.
11:37
Speaker A
Fazendo a tabelinha de conversão.
11:40
Speaker A
Que aí fica fácil de fazer a prova.
11:42
Speaker A
Beleza?
11:43
Speaker A
Bom, e aí a gente tem a escala grande e a escala pequena.
11:47
Speaker A
Presta atenção aqui, ó.
11:49
Speaker A
A escala grande, ela vai representar para mim o seguinte: eu precisei reduzir menos o mapa.
11:55
Speaker A
Eu vou dar um exemplo bem legal para vocês agora.
12:00
Speaker A
A Camila, que tá operando a câmera, ela vai aproximar um pouco o meu rosto.
12:05
Speaker A
Olha lá.
12:06
Speaker A
Vocês estão vendo mais ou menos Carriere, agora vocês estão vendo menos Carriere.
12:11
Speaker A
Mas vocês estão vendo mais detalhe de Carriere, ela aproximou.
12:17
Speaker A
Então, olha só, tá vendo menos área de mim, mas tá vendo mais detalhe.
12:23
Speaker A
Tão vendo aqui essa espinha bem feia na minha testa?
12:26
Speaker A
Beleza?
12:27
Speaker A
Agora ela vai distanciar, distanciei, Camila, faz favor.
12:30
Speaker A
Agora, vocês estão vendo mais Carriere, certo?
12:32
Speaker A
Mas vocês já não conseguem enxergar com tanta clareza a minha espinha.
12:37
Speaker A
Ou seja, a área que eu demonstro vai ser inversamente proporcional aos detalhes que eu apresento.
12:44
Speaker A
Na escala grande, eu vou ter um denominador sendo um número pequeno, porque eu vou reduzir menos vezes a área para que ela caiba no mapa.
12:52
Speaker A
Portanto, eu vou representar uma área menor, uma planta, por exemplo, um mapa de uma cidade.
12:58
Speaker A
Com isso, eu vou ganhar em detalhes, eu vou conseguir enxergar na planta, por exemplo, onde que eu vou colocar uma janela, onde que eu vou colocar uma porta.
13:07
Speaker A
Mas eu vou perder em área.
13:10
Speaker A
Eu não vou mostrar uma área tão grande.
13:12
Speaker A
Já na escala pequena, é o inverso, o denominador é um número grande, que eu preciso diminuir ao máximo a área para que ela caiba nesse mapa.
13:21
Speaker A
E aqui eu vou apresentar o quê?
13:25
Speaker A
Um, uma área maior, mas o nível de detalhamento é bem menor.
13:30
Speaker A
Fechou, pessoal?
13:31
Speaker A
Bom, com isso a gente tá encerrando a nossa aula de cartografia.
13:35
Speaker A
Vou deixar aquela dica de novo.
13:38
Speaker A
Quer saber mais sobre esse assunto?
13:40
Speaker A
Entram lá na nossa página, no curso Enem gratuito, e lá você vai ter todo uma organização para os seus estudos.
13:50
Speaker A
O texto sobre essa aula e, obviamente, a vídeo aula.
13:54
Speaker A
E depois um simulado para ver se você aprendeu de verdade, beleza, galerinha?
13:59
Speaker A
Voltamos no próximo vídeo e sei que vocês vão estar também.
14:02
Speaker A
Um grande abraço e bons estudos, tchau!

Frequently Asked Questions

O que é cartografia, de acordo com o professor Carriere?

Segundo o professor Carriere, cartografia são as técnicas utilizadas para a elaboração de mapas. É uma ciência que existe desde que o ser humano começou a habitar a superfície terrestre e a se preocupar em representar o espaço.

Por que a cartografia é considerada uma construção ideológica?

A cartografia é uma construção ideológica porque o cartógrafo, ao elaborar um mapa, carrega seu trabalho com sua própria visão de mundo. Ele pode, por exemplo, colocar uma área que considera central no centro do mapa, refletindo sua percepção de polarização.

Por que todas as projeções cartográficas apresentam distorções?

Todas as projeções cartográficas apresentam distorções porque elas tentam representar um esferoide elipsoide (o planeta Terra) em um plano. Essa transição de uma forma tridimensional para uma bidimensional inevitavelmente gera distorções nas angulações e proporções.

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