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Speaker A
Olá, pessoas, tudo bem? Eu sou o professor Carriere, o localizado, e eu vou trabalhar com vocês hoje o assunto de cartografia.
Speaker A
Bom, gente, vamos falar de cartografia? Olha lá, quando a gente fala de cartografia, a gente tá falando das técnicas utilizadas para a elaboração dos mapas.
Speaker A
Quando é que o ser humano passa a se preocupar com isso? Desde que ele chega na superfície terrestre.
Speaker A
Sempre que o ser humano precisou fazer alguma coisa, ele levou em consideração o espaço onde ele tá habitando. Então, por exemplo, aquele ser primitivo, aquele, aquele homem primitivo que caçava, aquele homem primitivo que coletava frutas, ele escrevia, desenhava, né?
Speaker A
Escrever ainda não, mas ele desenhava a rotina dele na parede das cavernas, e quando ele colocava lá, aquela imagem dele caçando um javali, por exemplo, ele colocava o sol, aquilo ali tinha um posicionamento, ele colocava uma planta.
Speaker A
Tudo aquilo já ajudava no processo de organização, então a cartografia não é uma ciência nova.
Speaker A
O que acontece é que ao longo do tempo ela vai passando por um processo evolutivo, como qualquer ciência, certo?
Speaker A
Agora, quando a gente fala das técnicas de elaboração dos mapas, ou seja, a própria cartografia.
Speaker A
A gente precisa entender que ela é uma construção ideológica.
Speaker A
O cartógrafo, como qualquer outra construção científica que o ser humano faz, ele carrega de ideologia o seu trabalho.
Speaker A
Então, ele coloca tudo aquilo que ele vê do mundo, a sua própria visão de mundo.
Speaker A
Então, se ele entende que uma área, ela tem que ser enquadrada como sendo central, porque ela polariza as outras áreas que ele considera a periférica, ele vai colocar essa área no centro do mapa.
Speaker A
E a gente vai ver isso aqui, ó, quando a gente estiver trabalhando com a, os tipos de projeções, que é agora.
Speaker A
Olha lá, então quando a gente fala de tipos de projeções, a gente vai falar da projeção cilíndrica, o próprio nome já diz, cilíndrica.
Speaker A
Eu vou estabelecer, então, um cilindro em volta do globo, então eu envolvo o globo com um cilindro, e ao envolver o globo com esse cilindro.
Speaker A
Eu vou, então, conseguir traçar ou projetar o globo terrestre nessa área plana.
Speaker A
É importante dizer o seguinte, toda e qualquer projeção dessas aqui principais.
Speaker A
Elas vão apresentar distorções, por quê?
Speaker A
Porque eu tô pegando um esferoide elipsoide, que é o planeta Terra, e tô jogando num plano.
Speaker A
Então eu não consigo representar todas as angulações.
Speaker A
Isso gera distorções.
Speaker A
Quando que eu não vou ter distorções?
Speaker A
Eu não vou ter distorções quando eu tiver, por exemplo, uma projeção que a gente vai chamar de afilática.
Speaker A
É aquela projeção escolar, que eles pegam uma projeção e fazem de maneira artificial, arrumam as distorções e aí as distorções desaparecem.
Speaker A
Agora, eu tenho as projeções equidistantes, é, ou, aliás, desculpe, equivalentes, essas projeções equivalentes são aquelas, então, aonde eu mantenho a área, mas eu distorço a forma, certo?
Speaker A
E tem também as projeções conformes, aquelas onde eu mantenho a forma, mas eu distorço as áreas, ok?
Speaker A
Voltando, então, para os tipos de projeções.
Speaker A
A projeção cilíndrica, como eu tinha falado, é o cilindro envolvendo o globo e traçando a partir disso a minha projeção.
Speaker A
Existem dois tipos de projeções cilíndricas: a projeção de Mercator e a projeção de Peters, certo?
Speaker A
Na projeção cilíndrica, as distorções, elas vão ser maiores nas áreas distantes do Equador, ou seja, nas altas latitudes, por quê?
Speaker A
Porque é o local aonde a parede do cilindro se distancia do globo, então as distorções são maiores.
Speaker A
Na projeção de Mercator, que é uma projeção mais antiga, né?
Speaker A
Ah, a gente vai ter a característica eurocêntrica.
Speaker A
A Europa vem no centro do globo.
Speaker A
Além disso, essa projeção é uma projeção conforme, ela prioriza as formas, mas ela distorce a área.
Speaker A
Olha o tamanho da Groenlândia lá em cima, ela tá bem grande, certo?
Speaker A
Então, essa projeção vai aparecer, apresentar esse tipo de distorção.
Speaker A
Eu tenho, posteriormente, a projeção de Peters.
Speaker A
A projeção de Peters, em oposição à projeção de Mercator, é uma projeção terceiro-mundista.
Speaker A
Olha a África onde tá.
Speaker A
A África tá no centro do globo.
Speaker A
Além de ser terceiro-mundista, ela também é uma projeção que a gente vai chamar de equivalente, por quê?
Speaker A
Ela mantém a área, mas ela distorce a forma.
Speaker A
Olha só como deu uma espichada na África e na América, tão vendo aí?
Speaker A
Temos também a projeção cônica.
Speaker A
A projeção cônica, diferentemente da projeção cilíndrica, que mostra os dois hemisférios ao mesmo tempo.
Speaker A
Vai mostrar pra gente, vai ser utilizada, principalmente, para mostrar apenas um hemisfério por vez.
Speaker A
Eu vou traçar um cone, né, então eu vou criar um cone em volta do globo terrestre e vou projetar nesse cone o planeta, o globo, certo?
Speaker A
É importante dizer que nessa projeção, as distorções vão ser maiores próximas da linha do Equador, que é onde a parede do cone começa a se distanciar do globo terrestre.
Speaker A
Temos também a projeção azimutal polar.
Speaker A
Quer um exemplo de projeção azimutal polar?
Speaker A
Mapa da ONU, já caiu em prova.
Speaker A
Já caiu no Enem.
Speaker A
Essa projeção é traçada a partir de um ponto, e aí você vai ter todos os, as áreas do globo radiais, né?
Speaker A
Circulando esse ponto específico, por isso projeção azimutal.
Speaker A
E o mapa, o que que eu vou ter no mapa?
Speaker A
O mapa, como qualquer, ah, carta, ou como qualquer coisa escrita que traga uma mensagem, ele precisa ser lido.
Speaker A
E para fazer a interpretação do mapa, eu vou levar em consideração os seus elementos.
Speaker A
Quando você começa a ler qualquer coisa, você começa pelo título.
Speaker A
O título traz para mim que tipo de informação o mapa vai me mostrar, certo?
Speaker A
Além disso, eu preciso saber como é que eu vou ler esse mapa.
Speaker A
Qual é a posição de leitura desse mapa? Para isso eu tenho o norte.
Speaker A
Normalmente representado, né, por uma rosa dos ventos, ou representado por uma seta indicando qual é o sentido de orientação, qual é a leitura, qual é o sentido de leitura desse mapa.
Speaker A
Depois é a convenção cartográfica.
Speaker A
Imagina que você conheceu alguém que mora do outro lado do mundo, Japão, por exemplo.
Speaker A
E você resolveu visitar essa pessoa porque você se apaixonou e tá indo pra lá.
Speaker A
Só que você não sabe falar japonês, a grande maioria de nós brasileiros não sabemos.
Speaker A
O que que vai acontecer?
Speaker A
Você vai pegar o mapa, quando você chegar no Japão, e você vai precisar se localizar.
Speaker A
Para isso vem as convenções.
Speaker A
São cores e símbolos que possibilitam a leitura do mapa em qualquer língua.
Speaker A
As cores, por exemplo, elas vão ser, ah, fixas.
Speaker A
Você não pode fazer uma rodovia, por exemplo, de azul, por quê? Porque azul é cor para fluxo da água.
Speaker A
Beleza?
Speaker A
Além disso, você tem os símbolos, então, normalmente, o aeroporto representado por um avião.
Speaker A
Restaurante por um garfinho e uma faca.
Speaker A
Agora, se eu não souber automaticamente qual é a convenção, vem a legenda.
Speaker A
A legenda é a explicação escrita da convenção cartográfica.
Speaker A
Por último, nós temos a escala.
Speaker A
A escala, ela vai representar, certo?
Speaker A
Ah, que tipo de, ah, quanto que eu diminuí, diminuí o elemento real, a área real para que ela coubesse no mapa.
Speaker A
É como se eu tivesse dividindo essa área para que ela coubesse no mapa.
Speaker A
E aí eu tenho dois tipos de escala.
Speaker A
Eu tenho uma escala gráfica.
Speaker A
Essa escala gráfica é uma beleza.
Speaker A
Se cair na prova, é a melhor para cair na prova, por quê? Porque ela já traz, normalmente, as medidas reais.
Speaker A
As medidas que eu preciso saber.
Speaker A
Então, cada 1 cm no mapa, olha aqui, 0 a 250 km.
Speaker A
Ou seja, cada centímetro no mapa equivale a 250 km reais, ok?
Speaker A
Olha lá, 2 cm no mapa, 500 km reais, 3 cm no mapa, 750 km reais.
Speaker A
Mole, mole, facinho, facinho, mais mole que isso, só sopa de marisco, certo?
Speaker A
A escala numérica, ela traz um pouquinho de dificuldade, porque ela vai ser sempre representada em centímetros, ok?
Speaker A
Então, o que que acontece?
Speaker A
É sempre 1 cm do mapa para tantos centímetros reais.
Speaker A
Ela tá mostrando a mesma coisa que a escala numérica, só que em centímetros.
Speaker A
Então eu preciso converter isso.
Speaker A
1 cm no mapa equivale a 25 milhões de centímetros reais.
Speaker A
Fazendo a tabelinha de conversão.
Speaker A
Que aí fica fácil de fazer a prova.
Speaker A
Beleza?
Speaker A
Bom, e aí a gente tem a escala grande e a escala pequena.
Speaker A
Presta atenção aqui, ó.
Speaker A
A escala grande, ela vai representar para mim o seguinte: eu precisei reduzir menos o mapa.
Speaker A
Eu vou dar um exemplo bem legal para vocês agora.
Speaker A
A Camila, que tá operando a câmera, ela vai aproximar um pouco o meu rosto.
Speaker A
Olha lá.
Speaker A
Vocês estão vendo mais ou menos Carriere, agora vocês estão vendo menos Carriere.
Speaker A
Mas vocês estão vendo mais detalhe de Carriere, ela aproximou.
Speaker A
Então, olha só, tá vendo menos área de mim, mas tá vendo mais detalhe.
Speaker A
Tão vendo aqui essa espinha bem feia na minha testa?
Speaker A
Beleza?
Speaker A
Agora ela vai distanciar, distanciei, Camila, faz favor.
Speaker A
Agora, vocês estão vendo mais Carriere, certo?
Speaker A
Mas vocês já não conseguem enxergar com tanta clareza a minha espinha.
Speaker A
Ou seja, a área que eu demonstro vai ser inversamente proporcional aos detalhes que eu apresento.
Speaker A
Na escala grande, eu vou ter um denominador sendo um número pequeno, porque eu vou reduzir menos vezes a área para que ela caiba no mapa.
Speaker A
Portanto, eu vou representar uma área menor, uma planta, por exemplo, um mapa de uma cidade.
Speaker A
Com isso, eu vou ganhar em detalhes, eu vou conseguir enxergar na planta, por exemplo, onde que eu vou colocar uma janela, onde que eu vou colocar uma porta.
Speaker A
Mas eu vou perder em área.
Speaker A
Eu não vou mostrar uma área tão grande.
Speaker A
Já na escala pequena, é o inverso, o denominador é um número grande, que eu preciso diminuir ao máximo a área para que ela caiba nesse mapa.
Speaker A
E aqui eu vou apresentar o quê?
Speaker A
Um, uma área maior, mas o nível de detalhamento é bem menor.
Speaker A
Fechou, pessoal?
Speaker A
Bom, com isso a gente tá encerrando a nossa aula de cartografia.
Speaker A
Vou deixar aquela dica de novo.
Speaker A
Quer saber mais sobre esse assunto?
Speaker A
Entram lá na nossa página, no curso Enem gratuito, e lá você vai ter todo uma organização para os seus estudos.
Speaker A
O texto sobre essa aula e, obviamente, a vídeo aula.
Speaker A
E depois um simulado para ver se você aprendeu de verdade, beleza, galerinha?
Speaker A
Voltamos no próximo vídeo e sei que vocês vão estar também.
Speaker A
Um grande abraço e bons estudos, tchau!











