Transcrição e Tradução: síntese de proteínas COMPLETO (Mais Biologia, com Roger Maia)

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Speaker A
A beleza.
00:02
Speaker A
A beleza está por aí e muito dela eu encontro nos olhos das pessoas.
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Speaker A
Mesmo sem querer, os olhos dizem muitas coisas.
00:10
Speaker A
Sejam azuis, verdes, castanhos, negros, são nos olhos que as expressões e sentimentos são visíveis.
00:17
Speaker A
Neles também eu encontro história, visto que a história de um povo também pode ser contada pela cor dos seus olhos.
00:25
Speaker A
Mas por que existem tantas cores de olhos na espécie humana? Essas diferenças todas estão associadas à quantidade de produção de melanina.
00:34
Speaker A
Uma proteína que dá a cor marrom aos olhos, pele e cabelos.
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Speaker A
Mas como essa proteína é produzida?
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Speaker A
Assim como qualquer outra proteína, elas são produzidas com base na informação que está contida nos nossos genes.
00:46
Speaker A
Um gene é um trecho específico do nosso DNA com a informação necessária para produzir algo.
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Speaker A
O nosso DNA é enorme e contém toda a informação necessária para a produção de pessoas como eu e você.
00:59
Speaker A
Existem regiões que não produzem nada, são regiões não codantes, e existem regiões que produzem sim alguma coisa, esses são os nossos genes, as regiões que produzem algo. É como se o nosso DNA fosse um imenso computador, só que o código que ele usa não é do tipo binário de um computador, zero ou um, na verdade ele é quaternário, usa adenina, timina, citosina e guanina, A T C G.
01:49
Speaker A
Mas o DNA também possui desvantagens, podemos dizer que ele é enorme e por isso não consegue sair do núcleo para ir para o citoplasma, que é o local onde as proteínas são produzidas de fato.
02:03
Speaker A
Mas então, como a informação contida no DNA vira uma proteína?
02:19
Speaker A
Para que isso ocorra, dois processos deverão acontecer: a transcrição, que é a leitura no núcleo do gene e produção de um RNA com a mensagem para a produção de uma proteína.
02:30
Speaker A
E a tradução, que é a leitura no citoplasma desse RNA mensageiro e a produção de uma proteína.
02:39
Speaker A
E é justamente o objetivo desse vídeo, explicar síntese proteica, transcrição e tradução.
02:45
Speaker A
na síntese de proteínas.
02:46
Speaker A
Caso o nosso corpo necessite de uma proteína específica, haverá no DNA um gene com a informação necessária para a produção dessa proteína.
03:35
Speaker A
Dessa forma, entra em ação uma enzima chamada RNA polimerase. Ela abre o DNA na região do gene responsável pela síntese de melanina.
03:46
Speaker A
E começa o processo de transcrição. A transcrição consiste então na leitura do DNA e produção de uma cópia de RNA específica, que contém a mensagem para a produção de uma proteína.
04:03
Speaker A
Para isso, chamaremos esse RNA de RNA mensageiro.
04:08
Speaker A
O RNA possui algumas características peculiares.
04:12
Speaker A
Ele não é formado por um nucleotídeo específico que o DNA possui, que é a timina.
04:15
Speaker A
Em seu lugar haverá uracila.
04:17
Speaker A
Além disso, o RNA possui fita simples, enquanto que o DNA é formado por fita dupla. Fora isso, o RNA é bem menor que o DNA e por isso consegue passar pelos poros do núcleo.
05:06
Speaker A
O RNA pode ainda sofrer um processamento antes de sair, chamado de splicing.
05:12
Speaker A
Esse processo é um fatiamento desse RNA em regiões que são realmente necessárias para a produção de proteína, chamadas de exons, e por isso vão para fora.
05:29
Speaker A
Ex, para fora, né, para fora do núcleo, e de regiões que não irão para fora do núcleo, mas ficarão dentro do núcleo.
05:33
Speaker A
O nome dado a essas estruturas é de introns. Os introns são muito importantes para separar os exons, de forma que os exons podem ser organizados de diversas maneiras, produzindo inclusive diferentes tipos de proteína de acordo com cada combinação.
05:46
Speaker A
É como se com um gene pudéssemos produzir mais de um tipo de proteína diferente.
05:55
Speaker A
Mas esse não é o assunto principal do vídeo.
05:57
Speaker A
Então, voltemos aos exons. Os exons vão sair do núcleo e vão realmente compor o RNA mensageiro. E ao sair do núcleo, né, o RNA mensageiro vai levar a informação da produção de proteínas para uma estrutura celular formada também por proteínas e por um outro tipo de RNA.
06:56
Speaker A
Que é o RNA ribossomal. Eu tô falando dos ribossomos.
07:00
Speaker A
Os ribossomos são estruturas formadas por proteína e RNA ribossomal.
07:06
Speaker A
Um ribossomo, ele é composto de duas subunidades, tá, uma subunidade menor, que é chamada de subunidade 30S, e uma subunidade maior, que é chamada de 50S.
07:18
Speaker A
E ainda, em sua estrutura, os ribossomos possuem regiões específicas, possuem um sítio chamado de sítio A, onde os aminoácidos entram nos ribossomos.
07:30
Speaker A
Então, A de aminoácidos, possuem também um sítio P, onde os aminoácidos se ligam, formando uma cadeia polipeptídica, né, P peptídeo, né, para não esquecer, e possuem um sítio E, que é um sítio de saída, exit, saída.
08:24
Speaker A
A subunidade menor do ribossomo se associa ao RNA mensageiro e começa a lê-lo.
08:30
Speaker A
Só que a leitura não será feita nucleotídeo por nucleotídeo. Ao contrário, essa leitura é feita de três em três, em formas de trincas, e cada uma dessas trincas é chamada de códon.
08:42
Speaker A
O ribossomo caminhará pelo RNA mensageiro até achar uma sequência do tipo AUG. Essa trinca consiste numa sequência, né, que dará a partida para a produção de proteínas. Ela trará a adição de metionina.
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Speaker A
Em seguida, ocorrerá a leitura do RNA mensageiro códon por códon. Mas como cada aminoácido chegará corretamente ao ribossomo, de acordo com cada sequência do códon?
09:08
Speaker A
Aí vem uma novidade. Existe um terceiro RNA presente em alta quantidade no citoplasma, que é chamado de RNA transportador.
09:20
Speaker A
E o símbolo que a gente dá é RNA com T minúsculo.
09:23
Speaker A
Ele possui um formato característico, né, e carrega em sua extremidade um aminoácido específico, e na sua base possui também um código complementar ao do códon. E aí, por ser complementar, a gente chama de anticódon. E o RNA transportador possui apenas uma função, que é a de se ligar à sequência correspondente do RNA mensageiro e assim trazer o aminoácido correto para se encaixar na sequência da proteína.
10:15
Speaker A
Então, nesse caso, se o RNA mensageiro começa com AUG, o anticódon do RNA transportador será UAC e trará o aminoácido metionina, que é o de iniciação.
10:39
Speaker A
Não se preocupem, gente, já existe uma tabela com toda essa informação já codificada, onde tem as trincas de RNA mensageiro.
10:53
Speaker A
E as proteínas correspondentes. E o interessante é que esse código é chamado de código degenerado, porque existem 64 tipos de possibilidades de códons. Entretanto, só existem 20 tipos de aminoácidos na natureza. Logicamente, haverá mais de um códon associado a um único aminoácido.
11:55
Speaker A
Por isso que a gente diz que o código genético, ele é degenerado.
11:58
Speaker A
Mas então, vamos prosseguir para a sequência. Após a leitura do códon de iniciação, a subunidade maior chegará ao ribossomo e iniciará o alongamento da proteína.
12:05
Speaker A
Nesse exemplo, a próxima sequência será UUA. Ao olharmos na tabela, a gente vai saber que no RNA mensageiro, tendo a informação UUA, haverá um RNA transportador que trará o aminoácido leucina.
12:18
Speaker A
E qual seria a sequência do anticódon? Seria, no caso, AAU.
12:23
Speaker A
Em seguida, ocorrerá uma ligação peptídica entre os aminoácidos do sítio A e P. Assim, o RNA transportador do sítio P ficará sem aminoácido e sairá pelo sítio E, enquanto que o ribossomo caminha sobre o RNA mensageiro.
12:38
Speaker A
Depois a gente vai ter CUC.
12:42
Speaker A
Ao olharmos na tabela, também terá um RNA transportador que trará o aminoácido leucina.
12:50
Speaker A
Só que percebam que a sequência é diferente. Por isso, como a gente falou, né, é um código degenerado. Várias sequências diferentes podem ocasionalmente trazer o mesmo aminoácido.
13:02
Speaker A
Continuando. Depois de CUC, teremos ACU.
13:07
Speaker A
Ao olharmos na tabela, a gente vai ver que ACU está correspondente, né, a um RNA transportador que vai trazer treonina.
13:17
Speaker A
E depois teremos aí AUU.
13:21
Speaker A
AUU está na tabela associado a isoleucina.
13:28
Speaker A
Depois de AUU, teremos aí UGA.
13:32
Speaker A
Ao olharmos na tabela, a gente vai perceber que não tem nenhum RNA transportador associado. Na verdade, temos aqui, ó, um códon de parada, um stop códon.
13:49
Speaker A
Nesse momento, o sequenciamento da proteína para.
13:54
Speaker A
Na verdade, a gente produziu um pequeno peptídeo com esse exemplo.
13:57
Speaker A
A adição de aminoácidos a uma proteína se encerrará com o encontro de três tipos de códons considerados códons de terminação: UAA, UGA e UAG.
14:17
Speaker A
Após isso, a proteína está com a sua sequência de aminoácidos pronta e começa a se enovelar.
14:22
Speaker A
Então, a síntese de proteínas é isso. Ocorre a ação de duas etapas separadas: transcrição, que produz no núcleo o RNA mensageiro,
14:36
Speaker A
e a tradução, que ocorre no citoplasma e produz as proteínas.
14:42
Speaker A
Eu espero que eu tenha auxiliado vocês a entender o processo de síntese de proteínas.
14:53
Speaker A
Se vocês gostaram, por favor, deixem um like nesse vídeo. É por meio do like que esse vídeo, ele é visto por mais pessoas e isso contribui muito para o crescimento desse canal.
15:04
Speaker A
Por favor, também compartilhem esse vídeo a outras pessoas, se inscrevam aqui e para ajudar vocês, eu deixei uma lista de exercícios sobre esse tema.
15:17
Speaker A
Vai lá, dá uma conferida, tenta fazer esses exercícios.
15:21
Speaker A
E no mais é só isso, gente. Um abração, tudo de bom para vocês e bons estudos.

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