Existem regiões que não produzem nada, são regiões não codantes, e existem regiões que produzem sim alguma coisa, esses são os nossos genes, as regiões que produzem algo. É como se o nosso DNA fosse um imenso computador, só que o código que ele usa não é do tipo binário de um computador, zero ou um, na verdade ele é quaternário, usa adenina, timina, citosina e guanina, A T C G.
Mas o DNA também possui desvantagens, podemos dizer que ele é enorme e por isso não consegue sair do núcleo para ir para o citoplasma, que é o local onde as proteínas são produzidas de fato.
Para que isso ocorra, dois processos deverão acontecer: a transcrição, que é a leitura no núcleo do gene e produção de um RNA com a mensagem para a produção de uma proteína.
E começa o processo de transcrição. A transcrição consiste então na leitura do DNA e produção de uma cópia de RNA específica, que contém a mensagem para a produção de uma proteína.
Além disso, o RNA possui fita simples, enquanto que o DNA é formado por fita dupla. Fora isso, o RNA é bem menor que o DNA e por isso consegue passar pelos poros do núcleo.
Esse processo é um fatiamento desse RNA em regiões que são realmente necessárias para a produção de proteína, chamadas de exons, e por isso vão para fora.
O nome dado a essas estruturas é de introns. Os introns são muito importantes para separar os exons, de forma que os exons podem ser organizados de diversas maneiras, produzindo inclusive diferentes tipos de proteína de acordo com cada combinação.
Então, voltemos aos exons. Os exons vão sair do núcleo e vão realmente compor o RNA mensageiro. E ao sair do núcleo, né, o RNA mensageiro vai levar a informação da produção de proteínas para uma estrutura celular formada também por proteínas e por um outro tipo de RNA.
Um ribossomo, ele é composto de duas subunidades, tá, uma subunidade menor, que é chamada de subunidade 30S, e uma subunidade maior, que é chamada de 50S.
Então, A de aminoácidos, possuem também um sítio P, onde os aminoácidos se ligam, formando uma cadeia polipeptídica, né, P peptídeo, né, para não esquecer, e possuem um sítio E, que é um sítio de saída, exit, saída.
Só que a leitura não será feita nucleotídeo por nucleotídeo. Ao contrário, essa leitura é feita de três em três, em formas de trincas, e cada uma dessas trincas é chamada de códon.
O ribossomo caminhará pelo RNA mensageiro até achar uma sequência do tipo AUG. Essa trinca consiste numa sequência, né, que dará a partida para a produção de proteínas. Ela trará a adição de metionina.
Em seguida, ocorrerá a leitura do RNA mensageiro códon por códon. Mas como cada aminoácido chegará corretamente ao ribossomo, de acordo com cada sequência do códon?
Ele possui um formato característico, né, e carrega em sua extremidade um aminoácido específico, e na sua base possui também um código complementar ao do códon. E aí, por ser complementar, a gente chama de anticódon. E o RNA transportador possui apenas uma função, que é a de se ligar à sequência correspondente do RNA mensageiro e assim trazer o aminoácido correto para se encaixar na sequência da proteína.
E as proteínas correspondentes. E o interessante é que esse código é chamado de código degenerado, porque existem 64 tipos de possibilidades de códons. Entretanto, só existem 20 tipos de aminoácidos na natureza. Logicamente, haverá mais de um códon associado a um único aminoácido.
Mas então, vamos prosseguir para a sequência. Após a leitura do códon de iniciação, a subunidade maior chegará ao ribossomo e iniciará o alongamento da proteína.
Nesse exemplo, a próxima sequência será UUA. Ao olharmos na tabela, a gente vai saber que no RNA mensageiro, tendo a informação UUA, haverá um RNA transportador que trará o aminoácido leucina.
Em seguida, ocorrerá uma ligação peptídica entre os aminoácidos do sítio A e P. Assim, o RNA transportador do sítio P ficará sem aminoácido e sairá pelo sítio E, enquanto que o ribossomo caminha sobre o RNA mensageiro.
Só que percebam que a sequência é diferente. Por isso, como a gente falou, né, é um código degenerado. Várias sequências diferentes podem ocasionalmente trazer o mesmo aminoácido.
Ao olharmos na tabela, a gente vai perceber que não tem nenhum RNA transportador associado. Na verdade, temos aqui, ó, um códon de parada, um stop códon.
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