Speaker A
Agora, prof, acabou? Hum-hum. Dois detalhes são muito importantes, um deles está no quadro. Procariotos não possuem íntrons. Quem que é procarioto mesmo, prof? Bactéria. Bactéria tem um genoma muito menor do que o nosso. É um anel de DNA, pouquíssimas informações comparado com as informações que a gente tem, por exemplo, num ser humano. Então, o que que a bactéria faz? Ela vai ter mecanismos que cortam o próprio gene, que cortam o próprio DNA. Como a gente tem um DNA muito grande, com muita informação lixo ali no meio, é difícil manipular. Para bactéria não. Então, por exemplo, se lá no DNA da bactéria se acopla um DNA viral, a bactéria vai lá e corta aquele gene rapidinho, tira fora. Inclusive, essas maquinarias de corte que a bactéria tem são utilizadas pra gente editar genes. Quando a gente descobriu isso, e a gente vai ter uma aula sobre esse processo, quando a gente descobriu isso de maneira mais apropriada, a gente percebeu que esses, essas enzimas bacterianas podem ser utilizadas pra gente cortar os genes aonde a gente bem quer. Então, o que que acontece? Como a bactéria corta o gene direto, tira as porções que a gente não quer, então ela não fabrica RNAs brutos. Ela já fabrica o RNA pronto. Não precisa cortar depois num processo de splicing. Beleza? Então, anota. Procariotos não possuem porções de íntrons no seu RNA. Que mais, prof? Uma outra coisa que se descobriu e que foi muito interessante, que inclusive já foi cobrado no Enem, tá? Vai aparecer aqui para vocês a imagem, é que às vezes, em determinados genes, um gene fabrica um RNA mensageiro e esse RNA mensageiro pode ser lapidado de formas diferentes para formar proteínas diferentes. Então, a partir de uma única informação genética, você pode ter proteínas diferentes. Por quê? Vamos imaginar que isso aqui não é uma coisa de descarte, não é viral, mas isso faz com que a gente tenha proteínas diferentes. Imagine, por exemplo, que se eu utilizar toda essa sequência aqui e jogar ela para fora, eu vou fabricar uma proteína X. Agora, se eu tirar só o primeiro íntron e manter o restante e jogar lá para fora, eu vou ter uma proteína Y. Agora, se eu pegar e manter esse íntron e descartar esse aqui, eu já vou ter uma proteína Z. São proteínas diferentes sendo formadas pela mesma informação genética, dependendo daquilo que eu tiro, dependendo daquilo que eu mantenho. Entende? Isso a gente chama de splicing alternativo. Não está no quadro, eu quero que você anote. Que que é o splicing alternativo? É você pegar uma mesma informação genética e utilizá-la para fazer proteínas diferentes a partir de splicing, a partir de cortes e manutenções. Massa, né? Fala sério, que legal esse assunto. Eu espero que você tenha gostado, fica aí que eu tenho um recado final para você.