Tudo sobre o LCA: Lesão do Ligamento Cruzado Anterior — Transcript

Dr. Felipe Brasil explica o que é a lesão do LCA, suas causas, sintomas, lesões associadas e tratamento do ligamento cruzado anterior.

Key Takeaways

  • O LCA é fundamental para a estabilidade e propriocepção do joelho.
  • A lesão do LCA ocorre principalmente por entorse com trauma indireto e pode causar sintomas evidentes como estalido e inchaço.
  • Lesões associadas são comuns e podem envolver ligamentos colaterais, meniscos e cartilagem.
  • A fraqueza muscular e a sensação de instabilidade (falseio) são consequências importantes da lesão do LCA.
  • O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para a recuperação e prevenção de complicações.

Summary

  • Definição do LCA (ligamento cruzado anterior) e sua função principal de estabilização do joelho.
  • Explicação sobre a propriocepção e o papel dos mecanorreceptores no ligamento.
  • Principais formas de lesão do LCA, destacando o trauma indireto como o mais comum.
  • Lesões associadas ao LCA, incluindo ligamentos colaterais, meniscos, cartilagem e possíveis fraturas.
  • Sintomas típicos da lesão do LCA, como estalido, inchaço, hemartrose, dor, dificuldade de movimentação e fraqueza muscular.
  • Descrição do processo de inibição artrogênica do quadríceps e consequente atrofia muscular após a lesão.
  • Explicação do falseio, sensação de instabilidade do joelho que pode ocorrer após a lesão.
  • Importância do diagnóstico e tratamento adequado para evitar lesões associadas e complicações.
  • Demonstração didática com uso de computador para melhor compreensão do tema.
  • Indicação de vídeo complementar sobre lesão de menisco para aprofundamento.

Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:00
Speaker A
Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu sou o Felipe Brasil, ortopedista especialista em cirurgia do joelho.
00:10
Speaker A
Vou falar agora para você tudo sobre LCA, ligamento cruzado anterior.
00:20
Speaker A
Com certeza você já ouviu falar nesse termo, se você não está com a suspeita dessa lesão, deve ter alguém que você conhece que está com essa suspeita de lesão do LCA.
00:32
Speaker A
Então fica até o final que eu vou falar para vocês o que é o LCA, como é que se dá a lesão, como é que se dá o tratamento, como é que funciona a recuperação pós uma lesão, tá ok?
00:39
Speaker A
Então vamos lá, para você ver o que é o LCA, aqui de frente, estou mostrando para vocês o ligamento cruzado anterior.
00:44
Speaker A
Ele é cruzado porque ele cruza do fêmur até a tíbia, ele fica na região anterior, por isso que é LCA.
00:51
Speaker A
Existe também o LCP, que é o ligamento cruzado posterior.
00:55
Speaker A
Ele fica entre os dois meniscos, eu já falei sobre lesões de menisco para vocês.
01:02
Speaker A
Vocês vão clicar agora aqui no card, vocês podem assistir a aula sobre lesão de menisco.
01:07
Speaker A
Então vamos voltar aqui para lesão do LCA.
01:10
Speaker A
Eu vou pegar aqui o meu computador e vou começar a escrever para vocês para ficar de forma bem didática, tá?
01:17
Speaker A
Então, ligamento cruzado anterior.
01:21
Speaker A
Que é o LCA.
01:23
Speaker A
Primeiramente, quais são as funções do LCA?
01:28
Speaker A
A gente tem a função principal de estabilização.
01:31
Speaker A
Então, a estabilização.
01:33
Speaker A
É exatamente impedir que um osso se movimente de forma anormal em relação ao outro.
01:39
Speaker A
Então, quando eu tenho aqui o LCA rompido, eu vou permitir uma movimentação adicional.
01:47
Speaker A
Principalmente na rotação ou na translação anterior, essa tíbia vai indo para frente.
01:53
Speaker A
E a gente vai falar sobre os sintomas que isso pode causar.
01:56
Speaker A
Outra função importante também é a propriocepção.
02:01
Speaker A
Propriocepção.
02:03
Speaker A
É a sensação espacial de você saber onde você está pisando.
02:08
Speaker A
Então, são alguns mecanorreceptores, que são aqueles receptores neurológicos.
02:13
Speaker A
Que avisam se o seu joelho está numa determinada posição ou em outras.
02:19
Speaker A
Você está parado, se você está em movimento.
02:21
Speaker A
Quando você tem, por exemplo, uma torção do joelho, há um estiramento naquele ligamento que ele já manda o sinal para a musculatura se contrair e proteger o seu joelho.
02:30
Speaker A
Senão aquele ligamento vai terminar rompendo.
02:32
Speaker A
Então, mais ou menos é isso que acontece.
02:35
Speaker A
Ele vai recebendo informações de deformação desse ligamento, esses mecanorreceptores e, baseado nisso, o seu músculo vai se contrair ou se relaxar para proteger o ligamento de uma lesão.
02:43
Speaker A
Não só ligamentar, mas como todo, né, o joelho.
02:47
Speaker A
Lesão do menisco, lesão de cartilagem também vai haver toda essa proteção.
02:51
Speaker A
Formas de lesão.
02:54
Speaker A
A principal forma de lesão é uma entorse, tá?
02:56
Speaker A
Então a gente chama por um trauma indireto.
03:00
Speaker A
Pode ser um trauma direto.
03:02
Speaker A
Que é alguém que cai por cima do joelho.
03:05
Speaker A
Um jogador, por exemplo, dá o famoso carrinho, ele pular, né, na perna de outro paciente.
03:10
Speaker A
De outro colega, mas o mecanismo indireto é o mais comum.
03:13
Speaker A
É quando você sozinho rompe, você pisa de uma forma em que o seu pé fica preso no gramado.
03:20
Speaker A
Vai haver uma rotação desse joelho, muitas vezes o joelho vai um pouco para dentro.
03:25
Speaker A
Que a gente chama geno valgo.
03:27
Speaker A
Há uma rotação também com o pé preso ao solo.
03:32
Speaker A
Então, é um movimento complexo que vai acontecer e causar o impacto dessa região aqui com de lá.
03:38
Speaker A
Ou seja, onde está a parte óssea, ela vai pegar no ligamento e vai romper ele.
03:44
Speaker A
O ligamento não vai suportar realmente essa, digamos, essa transmissão de energia do osso para o próprio ligamento.
03:50
Speaker A
E como eu falei também, o trauma direto.
03:52
Speaker A
Que o trauma direto, ele é menos comum do que o trauma indireto.
03:57
Speaker A
Vamos falar também aqui das lesões associadas.
04:00
Speaker A
Então, seria exatamente o quê, o que mais pode romper no joelho.
04:04
Speaker A
Quando você tem uma lesão do ligamento.
04:06
Speaker A
O joelho, ele não tolera esse tipo de rotação.
04:11
Speaker A
Se você extrapola a capacidade máxima do joelho, você vai poder ter lesão, por exemplo, de ligamento colateral medial.
04:18
Speaker A
Ligamento colateral lateral.
04:22
Speaker A
Dos meniscos.
04:25
Speaker A
Que são os amortecedores.
04:27
Speaker A
E propriamente da cartilagem também.
04:31
Speaker A
Então, eu vou adicionar aqui.
04:34
Speaker A
LCM, LCL.
04:36
Speaker A
Que é o colateral lateral e o LCM é o colateral medial.
04:41
Speaker A
Meniscos.
04:43
Speaker A
E cartilagem.
04:45
Speaker A
Sabendo que pode acontecer até fraturas também, tá?
04:50
Speaker A
Então, muitas vezes acontece uma fratura impactada que a gente chama.
04:56
Speaker A
Que é o osso ficar um pouco amassado devido a essa deformidade que acontece na hora da torção.
05:02
Speaker A
Vamos agora falar dos sintomas, né?
05:04
Speaker A
Quais são os principais sintomas de uma lesão do ligamento?
05:07
Speaker A
Então, uma que é muito comum é um estalido.
05:09
Speaker A
Nem todo mundo vai sentir.
05:11
Speaker A
Mas o estalido é realmente quando o ligamento rompe.
05:16
Speaker A
Você sente como se fosse algo estourando.
05:19
Speaker A
O pessoal chama popularmente, ah, o meu ligamento estourou.
05:21
Speaker A
É porque ele rompeu, é como se fosse uma corda realmente rompendo.
05:23
Speaker A
Alguns pacientes dizem claramente isso daí para a gente.
05:27
Speaker A
Inchaço e derrame.
05:29
Speaker A
Então, inchaço.
05:35
Speaker A
Que muitas vezes vem acompanhado do derrame, que nesse caso é uma hemartrose.
05:38
Speaker A
O que é que é hemartrose?
05:40
Speaker A
É um derrame de sangue dentro do joelho.
05:42
Speaker A
Lembre-se que o joelho, ele tem a parte ligamentar que é vascularizada por artérias.
05:47
Speaker A
Então, essas pequenas artérias do joelho, quando há ruptura do ligamento, elas começam a extravasar sangue para sua articulação.
05:55
Speaker A
Por isso que o joelho começa, pouco depois, a ficar inchado.
06:00
Speaker A
Você vai sentir que o seu joelho vai ficar realmente com um volume aumentado.
06:05
Speaker A
Tem paciente que fica com o joelho realmente bem volumoso, que fica até assustado de tanto volume, de tanto inchaço que está apresentando aquela articulação.
06:11
Speaker A
Isso nada mais é do que o sangue dentro da sua articulação.
06:15
Speaker A
A dor não pode faltar.
06:17
Speaker A
É muito raro uma pessoa que rompe o ligamento e não tem dor.
06:20
Speaker A
O próprio evento traumático da torção causa muita dor, porque causa inflamação, causa lesão.
06:27
Speaker A
Muitas vezes causa até, como eu falei, pequenas fraturas ali no osso.
06:32
Speaker A
Outro.
06:35
Speaker A
Muito comum é a dificuldade de movimentar.
06:38
Speaker A
Então, se você está com dor, se você está com inchaço.
06:41
Speaker A
Você vai ter o quê, dificuldade de movimentação do joelho.
06:43
Speaker A
E isso, com o passar do tempo, pode dar alguma certa rigidez.
06:47
Speaker A
Seu joelho começa a perder aquela capacidade de movimentar-se como antes.
06:50
Speaker A
Muitas vezes você caminha, né?
06:52
Speaker A
Com uma marcha claudicante.
06:54
Speaker A
O que é que é marcha claudicante?
06:56
Speaker A
É a pessoa que fica tentando andar e não consegue andar de forma natural.
07:00
Speaker A
A pessoa fica claudicante.
07:03
Speaker A
Ela fica com aquela dificuldade realmente de pisar e de andar.
07:07
Speaker A
Fraqueza muscular.
07:09
Speaker A
É extremamente comum também.
07:11
Speaker A
Lembre-se que o músculo, ele precisa atuar.
07:14
Speaker A
Quando a gente tem realmente uma articulação normal.
07:16
Speaker A
Quando você tem uma lesão articular, há um processo de inibição artrogênica do quadríceps.
07:20
Speaker A
Ou seja, são mandados sinais para o músculo para ele parar de se contrair, porque se ele se contrair, vai causar dor no paciente.
07:27
Speaker A
Então, para evitar essa exposição, o músculo começa a ser inibido.
07:33
Speaker A
Ele não pode mais contrair como antigamente, como antes da lesão.
07:36
Speaker A
E se o músculo não tem realmente esse estímulo, o que é que vai acontecendo?
07:41
Speaker A
Ele vai atrofiando.
07:42
Speaker A
Então, você começa a ver, muitas vezes, que a perna está ficando mais fina.
07:47
Speaker A
A coxa, a panturrilha também, então esse é um processo de inibição que gera atrofia muscular.
07:52
Speaker A
Claro que isso não vai acontecer no primeiro dia, mas depois ali de alguns dias.
07:56
Speaker A
Ainda na primeira semana, você já vê que a musculatura está bem mais atrófica.
08:01
Speaker A
E o falseio.
08:03
Speaker A
O que é que é o falseio?
08:05
Speaker A
É a sensação de instabilidade, ou seja, do joelho deslocar-se.
08:08
Speaker A
Isso dificilmente vai acontecer logo após a lesão, porque você está ali andando com dificuldade.
08:14
Speaker A
Você está pisando ali, muitas vezes, até com uma muleta.
08:16
Speaker A
Mas, com o passar do tempo, quando esses sinais irritativos vão embora, quando o joelho começa a desinchar, a ficar menos inflamado.
08:23
Speaker A
Você volta a ter o movimento, geralmente, completo.
08:27
Speaker A
Você acha que o ligamento não está rompido.
08:30
Speaker A
Se você não é da área, ou se você não foi em busca de um atendimento médico.
08:34
Speaker A
E aí você vai se expor, às vezes, no esporte.
08:37
Speaker A
O que é que vai acontecer?
08:39
Speaker A
O joelho vai rapidamente sair do lugar.
08:41
Speaker A
E nessa nova saída, né, que é o falseio, a gente pode ter lesões associadas.
08:47
Speaker A
Aí a gente vai ter, muitas vezes, uma lesão em rampa.
08:50
Speaker A
Que eu falo nesse vídeo sobre lesão de menisco que eu já citei para vocês.
08:53
Speaker A
Pode ter uma lesão também de cartilagem.
08:56
Speaker A
Então, é muito arriscado você ter uma lesão do LCA e não ter o diagnóstico.
09:02
Speaker A
Você não saber que tem aquela lesão ali no seu joelho.
09:05
Speaker A
Vamos falar agora de tratamento.
09:07
Speaker A
Então.
09:10
Speaker A
O tratamento aqui é que realmente.
09:13
Speaker A
Há muitas discordâncias, né?
09:15
Speaker A
Entre o conservador e o cirúrgico.
09:19
Speaker A
Será que toda lesão do LCA é cirúrgica?
09:21
Speaker A
Nem todas as lesões.
09:22
Speaker A
Uma das coisas que a gente tem sempre que explicar para o paciente é que, no final das contas.
09:28
Speaker A
É ele quem vai definir se ele vai querer fazer o procedimento cirúrgico ou não.
09:33
Speaker A
Claro que a gente tem que guiar esse paciente.
09:36
Speaker A
Falar dos prós e dos contras.
09:39
Speaker A
Então, aquele paciente que teve uma lesão do LCA, que fica tendo falseios, ou seja, a sensação do joelho sair do lugar, esse paciente é um paciente cirúrgico.
09:47
Speaker A
É aquele paciente que tentou o fortalecimento e que o joelho não respondeu de uma forma em que pudesse estabilizar a articulação.
09:54
Speaker A
Sem ter o ligamento, com a ausência do ligamento.
09:58
Speaker A
Ou seja, você fez toda a parte muscular, seu joelho continua instável.
10:03
Speaker A
Então, aí é cirurgia.
10:04
Speaker A
Paciente que é atleta, principalmente que envolve rotações, futebol, voleibol, mudança de direção.
10:10
Speaker A
É improvável que um atleta vai conseguir voltar ao nível que ele tinha antes com a lesão do ligamento.
10:15
Speaker A
Então, nesses casos, a gente também recomenda a cirurgia.
10:17
Speaker A
A gente não recomenda cirurgia quando a pessoa é mais idosa, uma pessoa muito sedentária.
10:24
Speaker A
É aquela pessoa que não pratica atividade física, o joelho não está tendo falseio.
10:30
Speaker A
A pessoa não se expõe a ponto daquele joelho se deslocar.
10:34
Speaker A
Então, esse paciente pode ter um manejo conservador, que seria aquele paciente que vai fazer apenas uma reabilitação muscular.
10:40
Speaker A
Que vai começar com fisioterapeuta e depois vai para o profissional de educação física, o personal.
10:46
Speaker A
Que é voltado para esse tipo de lesão.
10:50
Speaker A
Alguns pacientes, eles querem tentar o conservador antes de se convencer se precisa ou não da cirurgia.
10:55
Speaker A
Muitas vezes, eles vão para uma reexposição.
10:59
Speaker A
Claro que essa exposição, ela tem que ser controlada.
11:02
Speaker A
Você não pode colocar um paciente com uma lesão completa do LCA, por exemplo, para jogar o futebol sem ter feito todos os testes.
11:11
Speaker A
Sem ter passado por testes funcionais também.
11:14
Speaker A
Então, é muito importante o paciente saber que ele está andando ali sem o ligamento.
11:22
Speaker A
Eu sempre dou o exemplo que é como se você estivesse no carro andando sem um cinto de segurança.
11:27
Speaker A
Se você não bater o carro, você nunca vai sentir a ausência daquele cinto de segurança.
11:34
Speaker A
Mas no dia que for colocada a prova, que realmente você precisar.
11:40
Speaker A
O ligamento vai ter que estar ali para estar auxiliando você, tá bom?
11:45
Speaker A
Uma vez definido que vai fazer a cirurgia de reconstrução.
11:48
Speaker A
Que o paciente realmente é um candidato, é um paciente que é jovem, é um paciente que tem falseio.
11:53
Speaker A
É um paciente que tem um nível de atividade física considerável.
11:58
Speaker A
Então, esse paciente realmente tem que passar pelo processo cirúrgico.
12:01
Speaker A
A gente vai explicar de onde é que a gente vai tirar o tendão para colocar no lugar do ligamento.
12:06
Speaker A
Lembre que o ligamento é como se fosse uma cordinha que rompeu.
12:10
Speaker A
E eu tenho que pegar uma outra cordinha de algum lugar e colocar aqui.
12:14
Speaker A
Então, eu tenho algumas opções de enxerto.
12:16
Speaker A
A gente tem os enxertos flexores, grácil e semitendíneo, que fica nessa região mais interna aqui.
12:22
Speaker A
Que são bastante utilizados.
12:25
Speaker A
Tem o enxerto de tendão patelar, que é o terço central aqui do tendão patelar.
12:30
Speaker A
Pode ser utilizado o terço central do tendão do quadríceps.
12:34
Speaker A
Uma coisa mais atual, fibular.
12:36
Speaker A
Né, aqui não mostra o tornozelo, mas existem tendões lá no tornozelo que estão começando a ser utilizados.
12:42
Speaker A
Né, e parece que estão apresentando realmente bons resultados, como está muito no início ainda desse uso.
12:48
Speaker A
Ainda não dá para chegar a uma conclusão exata.
12:50
Speaker A
E tem também a opção do aloenxerto.
12:51
Speaker A
Que é o enxerto de banco de tecido, que é de um cadáver.
12:55
Speaker A
Que ele é preparado para retirar aquelas células sanguíneas do doador e possivelmente bactérias, vírus, são feitos vários testes, exatamente para reduzir o grau de contaminação desse paciente, tá?
13:05
Speaker A
Então, tipos de enxerto.
13:10
Speaker A
Só relembrando.
13:12
Speaker A
Flexores.
13:15
Speaker A
A gente vai ter.
13:18
Speaker A
Tendão patelar.
13:21
Speaker A
Tendão quadríceps.
13:24
Speaker A
Tendão fibular.
13:27
Speaker A
Vai ter o aloenxerto.
13:29
Speaker A
Que é de banco de tecidos.
13:32
Speaker A
Que não é uma realidade do nosso país.
13:36
Speaker A
A gente tem poucos bancos de tecidos no nosso país.
13:40
Speaker A
Nos Estados Unidos, eles usam bastante.
13:43
Speaker A
Tem vantagens e desvantagens cada enxerto desse.
13:46
Speaker A
Então, por exemplo, o enxerto de flexores, eles são um pouco mais elásticos.
13:53
Speaker A
Em mulher, ele dá um pouco mais de lassidão depois que você faz todo o processo de reabilitação.
13:59
Speaker A
O joelho pode ficar um pouquinho mais folgado.
14:03
Speaker A
Pacientes que fazem com tendão patelar e se ajoelham, esses pacientes vão ter um pouco mais de dificuldade.
14:09
Speaker A
Porque a cicatriz fica bem na frente.
14:11
Speaker A
Por outro lado, eles são mais rígidos, eles não vão dar aquela frouxidão.
14:15
Speaker A
Então, se é um paciente que tem mais frouxidão articular.
14:20
Speaker A
Ele é mais interessante o quadríceps também.
14:22
Speaker A
O quadríceps é o mais forte de todos.
14:24
Speaker A
Então, muitos cirurgiões gostam de deixar como uma carta na manga, aquele trunfo, caso algum dos outros ligamentos não tenha dado certo.
14:31
Speaker A
E tenha tido uma relesão.
14:32
Speaker A
Claro que ninguém vai colocar um ligamento achando que ele é fraco.
14:34
Speaker A
Mas, muitas vezes, o quadríceps, ele fica reservado ali para esses casos, tá?
14:41
Speaker A
O paciente que usa o aloenxerto.
14:45
Speaker A
É muito difícil, né, muito raro, são poucas descrições de alguma contaminação.
14:52
Speaker A
Mas a gente sempre tem que ficar atento a isso.
14:56
Speaker A
E a qualidade do tecido é um pouco menor, já que ele passou por todo um processo de preparo.
15:00
Speaker A
É diferente daquele tendão novinho ali do próprio paciente, que está com boa vitalidade.
15:05
Speaker A
Então, acaba que a resistência é um pouquinho menor, tá certo?
15:09
Speaker A
Vamos falar agora um pouco do pós-operatório.
15:11
Speaker A
Como é que é esse pós-operatório?
15:15
Speaker A
O pós-operatório vai depender muito se tem lesão associada ou não.
15:18
Speaker A
Por exemplo, um paciente que tem uma lesão de menisco associado, que vai passar por uma sutura meniscal, esse paciente vai ter que ficar de muletas, às vezes, até dois meses ali pós-cirúrgico.
15:27
Speaker A
E ele não vai poder estar flexionando além de 90 graus nas primeiras quatro semanas.
15:32
Speaker A
Então, isso é quando tem um paciente, por exemplo, com uma lesão de menisco que precisou de uma sutura.
15:37
Speaker A
Um paciente que tem uma lesão de cartilagem que precisou também de algum procedimento ali, uma mosaicoplastia, uma membrana de colágeno, esse paciente também vai passar por essas restrições.
15:46
Speaker A
Tanto de carga, em torno de dois meses, como eu falei, quanto de movimento, dependendo do local da lesão.
15:52
Speaker A
Vai ter que ficar com uma órtese.
15:54
Speaker A
Isso daí, realmente, vai atrasar mais a recuperação desse paciente.
15:58
Speaker A
Agora, se a lesão é exclusivamente do LCA, realmente a gente vai conseguir estar tirando essas muletas de forma bem mais precoce.
16:04
Speaker A
Tem paciente que, com duas, três semanas, já consegue ter um bom controle muscular e tirar essas muletas.
16:08
Speaker A
Tem paciente que já vai passando ali dos 90 graus ali antes do primeiro mês.
16:13
Speaker A
Então, são pacientes que eles conseguem evoluir de forma mais rápida.
16:18
Speaker A
A gente tem as fases de tratamento do pós-operatório do LCA.
16:21
Speaker A
Claro que as primeiras semanas é aquela para tirar o edema, para melhorar mais a dor.
16:28
Speaker A
Para acordar o seu músculo, já que ele vai estar atrofiado, ele vai estar bem adormecido.
16:33
Speaker A
Que é o músculo inibido, como eu falei.
16:35
Speaker A
Depois, a gente vai para ganho de funcionalidade.
16:38
Speaker A
Você voltar a movimentar o membro, você voltar a contrair de forma correta a musculatura.
16:45
Speaker A
Você voltar a andar como você andava antes.
16:48
Speaker A
E depois a gente vai para outra fase, que seria a do fortalecimento.
16:53
Speaker A
Deixou de ser apenas um estímulo e começou a ser um fortalecimento mais vigoroso.
16:56
Speaker A
Para você começar a ganhar mais resistência, mais estabilidade, para você ganhar mais trofismo muscular.
17:02
Speaker A
Já que, no começo, o músculo murchou.
17:05
Speaker A
E depois aquele músculo vai sendo ganho novamente.
17:08
Speaker A
A última fase seria a de retorno ao esporte.
17:11
Speaker A
Então, vai ter que ter um treinamento bem específico para o seu esporte.
17:16
Speaker A
O terapeuta que vai estar lhe acompanhando nessa jornada, ele vai ter que te treinar para aquele determinado esporte que você tanto quer retornar.
17:22
Speaker A
Em resumo, a lesão do LCA, ela é extremamente comum, principalmente nos jovens, nos desportistas.
17:28
Speaker A
Ela pode ser tratada tanto de forma conservadora quanto de forma cirúrgica.
17:32
Speaker A
Se for na forma cirúrgica, o médico deve explicar qual tipo de enxerto vai utilizar, qual tipo de implante vai realizar.
17:39
Speaker A
Vai utilizar também e como vai ser a jornada da reabilitação.
17:46
Speaker A
É muito importante que você entenda o que ocasionou isso.
17:50
Speaker A
E como você vai realmente fazer para voltar até o seu objetivo final.
17:54
Speaker A
Cada pessoa vai ter um objetivo, um tipo de atividade, um tipo de exposição.
18:00
Speaker A
E hoje, a cirurgia do LCA, ela é extremamente segura e eficaz, tá certo?
18:05
Speaker A
Se você gostou, dá o like.
18:08
Speaker A
Comenta alguma coisa aqui abaixo.
18:11
Speaker A
Eu vou ler todos esses comentários.
18:13
Speaker A
Se você quiser me acompanhar também no Instagram, é dr.felipebrasil.
18:18
Speaker A
Lá vocês vão ver que todos os dias eu posto alguma coisa.
18:22
Speaker A
Esse meu canal aqui do YouTube, se você quiser se inscrever, você vai ficar recebendo notificação de vídeo novo.
18:28
Speaker A
E vai estar acompanhando também vários outros vídeos que eu tenho, inclusive, mostrando cirurgias também.
18:33
Speaker A
Se você quer ver esses procedimentos, vai lá maratonar o canal que você vai ver muita coisa interessante, tá bom?
18:38
Speaker A
Eu sou o Felipe Brasil, ortopedista, especialista em cirurgia do joelho aqui de Fortaleza, no Ceará.
18:44
Speaker A
E foi um prazer estar fazendo esse vídeo aqui para vocês.
18:48
Speaker A
Espero que, realmente, ele tenha lhe ajudado.
18:50
Speaker A
Um abraço e muita saúde.
Topics:LCAlesão do ligamento cruzado anteriorjoelhotrauma no joelhocirurgia do joelholesão ligamentarmeniscopropriocepçãofalseiotratamento LCA

Frequently Asked Questions

O que é o ligamento cruzado anterior (LCA) e qual sua função?

O LCA é um ligamento do joelho que cruza do fêmur até a tíbia, responsável pela estabilização do joelho e pela propriocepção, que ajuda a controlar a posição e movimento da articulação.

Quais são os sintomas mais comuns de uma lesão do LCA?

Os sintomas incluem estalido no momento da lesão, inchaço com derrame de sangue no joelho (hemartrose), dor intensa, dificuldade para movimentar o joelho, fraqueza muscular e sensação de instabilidade chamada falseio.

Quais lesões podem ocorrer associadas à ruptura do LCA?

Além da ruptura do LCA, podem ocorrer lesões nos ligamentos colateral medial e lateral, nos meniscos, na cartilagem e até fraturas ósseas devido ao impacto e à instabilidade do joelho.

Get More with the Söz AI App

Transcribe recordings, audio files, and YouTube videos — with AI summaries, speaker detection, and unlimited transcriptions.

Or transcribe another YouTube video here →