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Speaker A
Olá, tudo bem? Seja mais uma vez muito bem-vindo a mais um dos nossos episódios dentro do nosso quadro, vai lá, te vai lá na Bíblia. Eu sou o pastor e professor Carlos Augusto Vailate e gostaria de dizer mais uma vez que é um prazer, sempre um grande prazer poder recebê-lo, poder recebê-la aqui no nosso canal do YouTube.
00:23
Speaker A
Bem, se existe um assunto que definitivamente divide as opiniões dos cristãos, esse assunto, com certeza, é o dízimo. Afinal de contas, o dízimo, ou seja, a contribuição dos 10%, é algo que se aplica obrigatoriamente à igreja cristã ou não?
00:51
Speaker A
O dízimo presente no Antigo Testamento, ele possui uma continuidade no Novo Testamento ou possui uma descontinuidade no Novo Testamento?
01:00
Speaker A
E no vídeo de hoje, nós vamos buscar tratar desse importante e ao mesmo tempo controverso, controvertido assunto.
01:40
Speaker A
Mas antes de começar a falar sobre o dízimo, eu quero pedir a você três coisas: primeiro, que você se inscreva no nosso canal; segundo, que você ative o sininho para receber novas notificações; e terceiro, que você compartilhe o nosso conteúdo com um número maior possível de pessoas.
01:57
Speaker A
E além disso, se você também gosta do nosso trabalho e deseja contribuir de alguma forma com ele, você pode fazer isso através do QR Code que aparece na sua tela, você pode também adquirir os nossos livros através do WhatsApp DDD 11 951284642 e pode ainda adquirir os nossos cursos através do meu site carlosvailatticursos.com.br.
02:26
Speaker A
Bem, mas para discorrer sobre o tema de hoje, que é os cristãos devem dar o dízimo, eu dividi a minha fala em cinco partes principais, em cinco blocos ou sessões principais. Em primeiro lugar, nós apresentaremos uma breve definição de dízimo. Em segundo lugar, nós falaremos um pouco sobre o dízimo no contexto do Antigo Oriente Próximo. Em terceiro lugar, nós veremos quais são as principais perspectivas do dízimo ou sobre o dízimo que nós aqui preparamos.
04:12
Speaker A
Em quarto lugar, nós forneceremos os principais argumentos usados por aqueles que defendem a continuidade do dízimo no Novo Testamento, e por fim, em quinto e último lugar, nós apresentaremos os principais argumentos usados por aqueles que defendem a descontinuidade do dízimo no Novo Testamento.
04:52
Speaker A
Bem, mas sem mais delongas, vamos diretamente a cada um desses pontos, destas cinco divisões que nós separamos no vídeo de hoje sobre o dízimo. Em primeiro lugar, vamos começar o nosso estudo, conforme acabamos de prometer, apresentando uma breve definição de dízimo.
05:10
Speaker A
A palavra dízimo vem do hebraico maaser e do grego dekatos, termos estes que significam ambos uma décima parte. Sendo assim, esse é o sentido fundamental da palavra dízimo, ou seja, uma décima parte.
05:32
Speaker A
Mas diante disso, você talvez pergunte: mas por que justamente uma décima parte? Por que não outro tipo de percentual, como, por exemplo, 30%, 50%, 70% ou alguma coisa do gênero?
05:59
Speaker A
Bem, talvez isto se deva ao fato de várias civilizações antigas, como, por exemplo, os egípcios e os chineses, já utilizarem o sistema decimal como base da sua contagem, uma vez que os 10 dedos das mãos favoreciam esse tipo de contagem que agrupava as coisas em conjuntos de 10, ou seja, 10 cavalos, 10 ovelhas, 10 frutas, 10 bois e assim sucessivamente. No caso do Antigo Israel, entre os itens que eram oferecidos como dízimos, podemos citar, por exemplo, grãos, vinho, azeite de oliva, frutas, gado e ovelhas, entre outros e diversos produtos.
07:18
Speaker A
Além disso, não devemos nos esquecer também de que Abraão, ele ofereceu os despojos de uma batalha como dízimo, conforme Gênesis 14, versículos 12 a 20, e em breve nós voltaremos a falar um pouquinho mais sobre esse importante capítulo 14 do livro de Gênesis.
07:50
Speaker A
Mas, em segundo lugar, vamos então falar agora um pouco sobre o dízimo no contexto do Antigo Oriente Próximo. Muitas culturas e povos antigos davam algum tipo de dízimo. Isto significa dizer que Israel não era o único povo a dar o dízimo, mas era apenas mais um dos vários povos, dos diversos povos que entregavam o dízimo na antiguidade, entre as sociedades da antiguidade ou civilizações da antiguidade.
08:43
Speaker A
O dízimo era dado, por exemplo, pelos egípcios, pelos sírios, pelos lídios, pelos babilônios e pelos assírios, e também era conhecido na antiga cidade de Ugarit.
09:03
Speaker A
E já que estamos falando sobre o dízimo no contexto do Antigo Oriente Próximo, o dicionário de Assírio do Instituto Oriental da Universidade de Chicago, ele faz várias referências ao dízimo, por exemplo, na antiga Mesopotâmia. Vamos ver três dessas referências, ainda que rapidamente. A primeira referência cita algo como o Deus Sol, Shamash, exige o dízimo. Uma segunda referência diz que quatro minas de prata é o dízimo dos deuses Bel, Nabu e Nergal. E, por fim, uma terceira referência diz: com relação aos anciãos da cidade, a quem o rei convocou para pagar o dízimo. Essas referências ao dízimo, presentes na antiga Mesopotâmia, que, aliás, é importante lembrar, era a região de onde Abraão veio, elas são muito interessantes porque elas nos ensinam que, no Antigo Oriente Próximo, o dízimo era dado tanto para as divindades como era dado também para o rei.
10:48
Speaker A
E, possivelmente, o dízimo que Abraão deu a Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, conforme Gênesis 14:18, possivelmente o dízimo de Abraão obedecesse, de algum modo, a essa cultura sobre o dízimo existente na antiga Mesopotâmia. Mas, caminhando um pouco mais no nosso estudo, em terceiro lugar, vejamos quais são as principais perspectivas sobre o dízimo. Eu selecionei aqui três perspectivas principais, entre outras variações possíveis que também poderiam ser aqui mencionadas, que são a perspectiva aliancista, a perspectiva dispensacionalista e a perspectiva teonomista.
11:57
Speaker A
Vamos ver brevemente cada uma delas. Em primeiro lugar, vejamos a perspectiva aliancista. O aliancismo, que também é conhecido como teologia da aliança ou teologia do pacto, por ser uma teologia que vê uma maior continuidade entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento, e por dividir a lei mosaica em três partes, ou seja, lei civil, lei cerimonial e lei moral, contribuiu para que alguns dos seus proponentes, alguns dos seus defensores, considerassem o dízimo, por exemplo, como parte da lei moral. Então, a adesão a esse pressuposto interpretativo significa, portanto, na prática, que os cristãos devem dar o dízimo nos dias de hoje, ou deveriam dar o dízimo nos dias de hoje.
13:58
Speaker A
É claro que nem todos os teólogos aliancistas, devemos esclarecer, concordam com isso, mas vários deles defendem esse tipo de ideia ou algo semelhante ao que estamos aqui expondo nesse vídeo. Além disso, devemos dizer também que o fato de parte dos defensores da perspectiva aliancista defender o dízimo como um aspecto da lei moral, não significa que apenas essa perspectiva aliancista defenda a obrigatoriedade do dízimo por parte dos cristãos, e esse é um dado deveras importante.
15:25
Speaker A
Mas, em segundo lugar, lancemos agora um breve olhar sobre a perspectiva dispensacionalista. O dispensacionalismo clássico, diferentemente do aliancismo, defende uma teologia que vê uma maior descontinuidade entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. E, sendo assim, uma vez que o dispensacionalismo clássico estabelece uma clara distinção entre Israel e a Igreja, e entre a lei e a graça também, então os dízimos, por pertencerem ao Antigo Testamento e antiga aliança, eles são entendidos por uma parcela dos intérpretes dispensacionalistas, não por todos, como não obrigatórios para os cristãos no contexto da nova aliança.
16:41
Speaker A
Porém, um importante esclarecimento deve ser feito aqui. Como o dispensacionalismo possui outras ramificações, como, por exemplo, o dispensacionalismo revisado e o dispensacionalismo progressivo, então é evidente que nem todas as vertentes ou ramificações do dispensacionalismo compreendem esse assunto sobre o dízimo da mesma forma.
17:49
Speaker A
Alguns entenderão de um jeito e, portanto, outros de outras ramificações poderão entender de forma diversa esse assunto sobre o dízimo. Por fim, em terceiro e último lugar, vamos dar uma rápida olhada sobre a perspectiva teonomista. A palavra teonomia, ela vem de duas palavras gregas, vem de Theos, que significa Deus, e vem de Nomos, que significa lei. Portanto, teonomia significa simplesmente lei de Deus.
18:54
Speaker A
A teonomia, devemos aqui dar uma brevíssima definição, a teonomia é a crença de que as leis morais e civis presentes no Antigo Testamento, elas devem funcionar como padrão que rege a sociedade moderna, tanto na esfera privada como, por exemplo, também na esfera pública. Então, como o dízimo é visto como parte das leis morais e civis do Antigo Testamento, logo, o dízimo continua, então, sendo o princípio de contribuição estabelecido por Deus que deve ser mantido no Novo Testamento e também nos nossos dias.
20:28
Speaker A
Pois bem, tendo visto estas três perspectivas sobre o dízimo, ainda que de forma muito sucinta e muito breve, vamos ver, então, na sequência, quais são os principais argumentos usados por aqueles que defendem a continuidade do dízimo no Novo Testamento e que, portanto, defendem a obrigatoriedade da entrega do dízimo por parte dos cristãos. Entre esses argumentos, eu destaquei três argumentos principais que eu gostaria de compartilhar com você a partir de agora.
22:02
Speaker A
Bem, o primeiro argumento em favor da continuidade do dízimo no Novo Testamento é o seguinte: o dízimo é uma ordem, dizem os defensores do dízimo a partir do Novo Testamento para os cristãos e até os dias de hoje. Eles dizem: o dízimo é uma ordem e não uma sugestão que Deus dá ao seu povo. Bem, mas nesse caso, eu faria a seguinte pergunta a quem formulou esse argumento: Deus ordenou o dízimo para qual povo? A qual povo você está se referindo? Você está se referindo ao povo de Israel? Você está se referindo à Igreja? Ou você está se referindo ainda tanto a Israel quanto à Igreja?
23:25
Speaker A
Como eu voltaria a falar sobre esse assunto mais adiante e com outros detalhes, então, por ora, eu não vou dar maiores detalhes sobre esse ponto aqui nesse primeiro argumento. Mas isso nos leva a um segundo argumento. Existe também um segundo argumento em favor da continuidade do dízimo no Novo Testamento, argumento este que é muito usado pelos defensores do dízimo na Nova Aliança e, inclusive, até os nossos dias. E o argumento é este: como o dízimo existe antes da lei, ou seja, o dízimo, ele foi dado por Abraão em Gênesis 14, versículos 18 a 20, e por Jacó em Gênesis 28, versículos 18 a 22, como o dízimo também existe durante a lei, isto é, o dízimo está presente na Torá, nos profetas e nos escritos, e como o dízimo igualmente existe após a lei, em outras palavras, o dízimo está presente também no Novo Testamento, então, o dízimo deve ser dado pelos cristãos hoje. Esse é o argumento.
25:37
Speaker A
Ora, com base nessa mesma lógica, então, nós também deveríamos guardar o sábado. Porque, como o sábado existe antes da lei, ou seja, o sábado, ele foi observado pelos israelitas no episódio do envio do maná em Êxodo 16, versículos 11 a 31, como o sábado também existe durante a lei, isto é, a guarda do sábado está presente na Torá, nos profetas e nos escritos, e como o sábado igualmente existe após a lei, em outras palavras, o sábado está presente no Novo Testamento, então, seguindo esse raciocínio, o sábado também deve ou deveria ser guardado pelos cristãos hoje.
26:56
Speaker A
A propósito, nesse ponto, cabe fazermos aqui uma importante, mas breve consideração. É curioso observar que muitos que usam esse argumento da presença do dízimo antes, durante e após a lei para validar a obrigatoriedade do dízimo hoje, é interessante ver que essas pessoas, muitas vezes, não usam essa mesma lógica para validar a obrigatoriedade da guarda do sábado. Ou seja, percebe-se aqui um argumento um tanto quanto seletivo e de conveniência. Em outros termos, essa argumentação, se ela vale para o dízimo, por que que ela não valeria para o sábado também?
28:37
Speaker A
Lembrando que eu não sou adventista e não sou defensor da guarda do sábado por parte do cristão. É importante deixarmos esse ponto aqui também claro. Mas isso nos conduz a um terceiro argumento em favor da descontinuidade do dízimo no Novo Testamento. E o argumento usado é este: a Bíblia apenas descreve a entrega do dízimo por parte de Abraão e de Jacó. A Bíblia não prescreve em momento algum a entrega do dízimo nesses dois casos.
30:12
Speaker A
Um dos princípios fundamentais da hermenêutica bíblica, que é aquela área da teologia que fornece as regras e princípios de interpretação das escrituras, é que o intérprete da Bíblia, ele deve distinguir entre aquilo que é descritivo e aquilo que é prescritivo. Ora, o fato de Gênesis simplesmente descrever Abraão e Jacó dando o dízimo, respectivamente, em Gênesis 14, 18 a 20, e em Gênesis 28, versículos 18 a 22, esse simples fato não significa que Gênesis esteja prescrevendo a entrega do dízimo.
30:39
Speaker A
Se fosse assim, então, o fato de Gênesis simplesmente descrever Abraão como uma pessoa rica em termos de gado, de prata e de ouro, conforme Gênesis 13:2, significaria que todas as pessoas também deveriam ser ricas em termos de gado, prata e ouro, o que seria um verdadeiro absurdo. Mas o segundo argumento em favor da descontinuidade do dízimo no Novo Testamento é este: a Bíblia não menciona um único tipo de dízimo. Na verdade, a Bíblia menciona mais de um tipo de dízimo, algo que nem todos os cristãos sabem.
31:39
Speaker A
Sendo assim, se o dízimo é obrigatório em um caso, como alguns defendem, então ele também deveria ser igualmente obrigatório em todos os outros casos, em todos os demais casos. Porém, nenhum cristão que eu conheço entrega na igreja todos os dízimos que existem. Você conhece alguém? Se conhece, eu gostaria de ser apresentado a essa pessoa, porque eu nunca vi, de uma forma ou de outra, tal tipo de cristão na igreja.
32:33
Speaker A
Bem, mas o terceiro argumento em favor da descontinuidade do dízimo que nós gostaríamos de dividir com você no vídeo de hoje, no contexto do Novo Testamento, é o seguinte: a lei do dízimo, ao ser estabelecida de modo formal, obrigatório e sistemático somente durante a época de Moisés, e ao ser ordenado ao povo de Israel, conforme Levítico 27, versículos 30 a 34, ela não se aplica, portanto, aos cristãos, visto que os cristãos não estão sob a antiga aliança, mas sim sob a nova aliança.
34:17
Speaker A
Aqui, entre os diversos textos bíblicos que nós poderíamos citar, eu gostaria de mencionar dois textos em particular que se encontram em Hebreus, na Epístola aos Hebreus, a qual nós já citamos brevemente minutos atrás. O primeiro texto é Hebreus 7, versículos 11 a 12, que diz: de sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico, porque sob ele o povo recebeu a lei, que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
35:46
Speaker A
Versículo 12: porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. E o outro texto que eu gostaria de mencionar é Hebreus 8:13, que diz: ao chamar de nova a essa aliança, ele tornou antiquada a primeira. E o que se torna antiquado e envelhecido está a ponto de desaparecer. Bem, tendo em mente esses dois textos bíblicos, ou seja, Hebreus 7, versículos 11 a 12, e Hebreus 8:13, que acabamos de citar, bem como seus respectivos contextos bíblicos, é claro, eu gostaria de fazer duas importantes considerações aqui.
37:09
Speaker A
Primeira consideração: o pertencimento de Jesus a uma ordem sacerdotal diferente e superior à ordem de Arão, que é a ordem de Melquisedeque, conforme Hebreus 7, versículos 11 e 17, faz com que a mudança da lei seja necessária, conforme Hebreus 7:12. Isso significa dizer que a lei mosaica, que estava inseparavelmente ligada ao sacerdócio levítico, com seus rituais, cerimoniais, regras e mecanismos de sustento, que incluía o dízimo, ela sofreu uma mudança.
38:49
Speaker A
Segunda consideração: a superioridade da Nova Aliança em Cristo, em comparação à Antiga Aliança mosaica, significa que a Antiga Aliança, mais uma vez, com seus rituais, cerimoniais, regras e mecanismos de sustento, incluindo o dízimo, se tornou obsoleta, antiquada e envelhecida, conforme Hebreus 8:13, que acabamos de ler. Sendo assim, uma vez que a lei mosaica e o sacerdócio levítico foram substituídos pela Nova Aliança e pelo sacerdócio de Cristo, então, o mecanismo de sustento desse antigo sistema, ou seja, o dízimo levítico e mosaico, também se tornou obsoleto.
40:09
Speaker A
E, desse modo, ele não é obrigatório para os cristãos. Além disso, como o dízimo levítico tinha finalidades específicas, a saber, o sustento dos levitas, a manutenção do templo e ajuda aos pobres, o que, evidentemente, envolve a entrega do dízimo trienal sobre o qual já falamos antes, e uma vez também que o templo de Jerusalém foi destruído em 70 depois de Cristo, e o sacerdócio levítico não existe mais, portanto, a estrutura judaica que exigia o dízimo deixou igualmente de funcionar.
41:29
Speaker A
Logo, a lei do dízimo não faz mais sentido nos dias de hoje. Bem, mas diante de tudo o que nós dissemos até aqui, eu gostaria de dar uma palavra final sobre as contribuições financeiras.
42:10
Speaker A
O fato de o Novo Testamento não tratar o dízimo como uma contribuição obrigatória para os cristãos e, portanto, para a Igreja Cristã, é claro, não significa que seja errado um cristão dar o dízimo. Significa apenas que o Novo Testamento não ordena, não obriga e nem proíbe, é verdade, que cristãos deem o dízimo. Esse assunto simplesmente é secundário à fé cristã, o que não significa, contudo, que ele não seja um assunto importante.
43:19
Speaker A
É evidente que as contribuições financeiras para o sustento da Igreja, dos obreiros e dos trabalhos sociais é algo muito importante, é algo relevante. Mas se esse é o caso, como, então, nós cristãos devemos lidar com a questão das contribuições financeiras, das coletas e das ofertas? Ou, dito ainda de outra forma, como as contribuições devem ser feitas a partir das orientações neotestamentárias?
45:05
Speaker A
Bem, segundo o Novo Testamento, as contribuições devem obedecer a, pelo menos, cinco diretrizes, entre outras que poderíamos citar, mas nós vamos aqui nos resumir a citar, pelo menos, cinco destas principais que julgamos principais e presentes no Novo Testamento. Em primeiro lugar, as contribuições devem ser feitas com generosidade.
45:44
Speaker A
Em Romanos 12:8, Romanos, capítulo 12, versículo 8, o apóstolo Paulo, ao discorrer sobre os diversos dons que Deus deu à sua Igreja, diz o seguinte: o que reparte, faça-o com liberalidade, ou com generosidade. E a palavra generosidade, obviamente, pressupõe uma contribuição que, certamente, vai muito além de 10%, que é, por exemplo, o percentual do dízimo na antiga aliança.
46:44
Speaker A
Em segundo lugar, as contribuições devem beneficiar os santos. Em 1º Coríntios 16, capítulo 16 e versículo 1, Paulo, o apóstolo Paulo, ao levantar uma oferta para ajudar os irmãos da Igreja de Jerusalém, que passavam por dificuldades naquela ocasião, ele escreve o seguinte: ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia.
47:29
Speaker A
Em outros termos, as contribuições, elas devem resultar de algum modo em benefícios para os santos, ou seja, para os crentes. Em terceiro lugar, as contribuições devem obedecer ao princípio da proporcionalidade. Em 1º Coríntios, capítulo 16 e versículo 2, o apóstolo Paulo, ainda no contexto do levantamento da oferta para a Igreja de Jerusalém, destinada à Igreja de Jerusalém, Paulo traz a seguinte diretriz: no primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.
48:42
Speaker A
Dito de outro modo, quem tem mais posses, dê mais. E quem tem menos posses, dê menos. É isso que o apóstolo Paulo está ensinando aqui. Em quarto lugar, as contribuições devem ser voluntárias e devem ser doadas com alegria. Em 2º Coríntios 9:7, o apóstolo Paulo, ao se referir ao serviço que se faz aos santos, ele dá a seguinte orientação: abre aspas, cada um contribua segundo o propósito no seu coração, não com tristeza ou por necessidade. Porque, Paulo, Deus ama o que dá com alegria.
50:00
Speaker A
Dito de outra maneira, as contribuições não devem ser encaradas como um fardo pesado a ser carregado, mas como o resultado de um coração repleto de alegria e de gratidão a Deus. Por fim, em quinto e último lugar, as contribuições devem auxiliar no sustento dos líderes cristãos, especialmente daqueles líderes que estão incumbidos da tarefa da pregação e do ensino do evangelho.
50:53
Speaker A
O apóstolo Paulo ensina essa verdade em alguns textos bíblicos neotestamentários. E aqui, vamos citar as três passagens bíblicas mais conhecidas a esse respeito. Comecemos por 1º Coríntios, capítulo 9, versículos 7 a 14. Em 1º Coríntios 9, versículos 7 a 14, Paulo diz: quem já ouviu falar de algum soldado que pagou as suas próprias despesas no exército?
52:00
Speaker A
Ou qual é o fazendeiro que não come das uvas da sua própria plantação? Ou qual é o pastor que não toma do leite do seu gado?
52:21
Speaker A
Não pensem que eu me apoio somente nesses exemplos da vida diária.
52:32
Speaker A
Pois a lei diz a mesma coisa, versículo 9.
52:42
Speaker A
Na lei de Moisés está escrito assim: não amarre a boca do boi quando ele estiver pisando o trigo. Por acaso Deus está interessado nos bois? Ou foi a nosso respeito que ele disse isso? É claro que isso está escrito em nosso favor. Tanto a pessoa que planta como a que colhe, fazem o seu trabalho na esperança de receber a sua parte na colheita. Se temos semeado entre vocês a semente espiritual, Paulo argumenta, por exemplo, a pregação do evangelho, o ensino do evangelho e assim por diante, será demais se recebermos de vocês alguma recompensa material?
53:49
Speaker A
Versículo 12: se outros têm o direito de esperar isso de vocês, será que nós, que pregamos e ensinamos o evangelho, né, dentro do argumento de Paulo, será que nós não temos muito mais direito do que eles?
54:16
Speaker A
No entanto, nós não temos usado desse direito, embora seja legítimo, Paulo diz.
54:32
Speaker A
Nós não temos usado desse direito nesse contexto. Pelo contrário, temos aguentado tudo para não atrapalhar o evangelho de Cristo.
54:50
Speaker A
E aí, nos versículos 13 e 14, Paulo conclui: certamente vocês sabem que os que trabalham no templo e do templo que recebem os seus alimentos. E sabem também que os que oferecem sacrifícios no altar, recebem uma parte da carne dos animais que são sacrificados ali.
55:41
Speaker A
Versículo 14: assim o Senhor mandou também que aqueles que anunciam o evangelho, vivam do trabalho de anunciar o evangelho, ou seja, também tem o seu sustento da pregação, do anúncio, da proclamação do evangelho.
56:10
Speaker A
Depois, um segundo texto que nós gostaríamos de mencionar ocorre em 1ª Timóteo 5, versículos 17 e 18. Em 1ª Timóteo 5, versículos 17 e 18, Paulo diz o seguinte: os presbíteros que fazem um bom trabalho na igreja, merecem pagamento em dobro, especialmente os que se esforçam na pregação do evangelho e no ensino cristão.
56:50
Speaker A
Pois as escrituras sagradas dizem, aqui é o fundamento, a razão do argumento de Paulo, versículo 18: pois as escrituras sagradas dizem: não amarre a boca do boi quando ele estiver pisando o trigo. E dizem ainda: o trabalhador merece o seu salário.
57:40
Speaker A
Por fim, em Gálatas 6:6, capítulo 6 e versículo 6, o apóstolo Paulo diz: a pessoa que está aprendendo o evangelho de Cristo, deve repartir todas as suas coisas boas com quem a estiver ensinando.
58:20
Speaker A
E aqui,
58:22
Speaker A
a expressão coisas boas vem do grego agathois, que significa bens, riquezas, benefícios, ou seja, as pessoas na igreja que são instruídas no evangelho, ou ensinadas no evangelho, elas devem repartir os seus bens ou riquezas com quem as está ensinando, conforme Paulo em Gálatas, capítulo 6 e versículo 6.
58:49
Speaker A
Bem,
58:50
Speaker A
é isso. Eu espero que esse breve estudo sobre o dízimo, no qual nós também aproveitamos para falar alguma coisa sobre as ofertas, tenha abençoado de algum modo, de alguma maneira a sua vida.
59:10
Speaker A
Não se esqueça de que você pode abençoar o nosso trabalho adquirindo os nossos livros
59:19
Speaker A
através do WhatsApp 11, DDD 11 951284642.
59:30
Speaker A
E também pode fazê-lo adquirindo os nossos cursos através do site carlosvailatticursos.com.br.
59:40
Speaker A
Além disso, você também pode apoiar o nosso trabalho
59:47
Speaker A
através do QR Code que está aqui embaixo na sua tela.
59:54
Speaker A
Muito obrigado, quero mais uma vez agradecê-lo.
60:00
Speaker A
Muito obrigado por estar conosco, por estar comigo até o final desse estudo.
60:09
Speaker A
Que Deus te abençoe e até o nosso próximo vídeo,
60:14
Speaker A
querendo ele.

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