Procrastinar dói, mas mesmo assim você continua fazendo… — Transcript

Entenda por que procrastinamos mesmo sentindo dor e como pequenas mudanças podem ajudar a superar esse ciclo.

Key Takeaways

  • Procrastinação é um mecanismo ligado à tensão e não à preguiça.
  • Validar emoções negativas é essencial antes de buscar soluções práticas.
  • Dividir grandes metas em pequenos passos torna o progresso mais acessível.
  • Aprender a soltar e deixar ir pode trazer liberdade e alívio.
  • Compartilhar experiências ajuda a suportar dores emocionais.

Summary

  • O vídeo aborda o sentimento de estar perdido e esgotado em uma rotina repetitiva, sem esperança de melhora.
  • Destaca a importância da validade emocional, acolhendo emoções negativas antes de buscar soluções.
  • Explora o fenômeno do efeito platô, quando o entusiasmo inicial pelos objetivos diminui.
  • Usa referências literárias e cinematográficas para ilustrar a sensação de vazio e indecisão.
  • Apresenta a estratégia de dividir grandes objetivos em pequenas metas para facilitar o progresso.
  • Menciona a teoria Let Them de Mel Robbins, que incentiva a deixar ir o que não está sob controle.
  • Enfatiza que a procrastinação não nasce da preguiça, mas da tensão e do medo que geram adiamento.
  • Sugere que o ato de compartilhar dores e experiências pode ser um suporte emocional importante.
  • Recomenda a celebração dos pequenos avanços como forma de manter a motivação.
  • Incentiva o autoconhecimento e a mudança de foco para cuidar do que está ao alcance.

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00:13
Speaker A
Talvez você, ao clicar nesse vídeo, esteja sentindo um pouco à deriva, perdido.
00:20
Speaker A
Mergulhado em uma rotina repetitiva, aonde os dias se acumulam como livros nunca lidos na estante, e para piorar, com a esperança desbotada, sem acreditar que os dias possam, de fato, melhorar.
00:33
Speaker A
O esgotamento raramente se revela aos gritos, ele, na verdade, vai se instalando aos poucos, em pequenos nuances, como uma luz que vai se apagando devagar até que a sombra seja tudo o que resta.
00:44
Speaker A
Afinal de contas, o cansaço é a prova de quanto se suportou e o fim da força revela o quanto ela foi usada.
00:53
Speaker A
É por isso que hoje, antes de qualquer resposta lógica, eu escolho aqui o gesto humano de te trazer, quem sabe, uma companhia para esse sentimento.
01:06
Speaker A
Ou até o ato de partilha.
01:10
Speaker A
Compartilhar o meu caso.
01:13
Speaker A
Neste caso.
01:15
Speaker A
Porque ninguém precisa de conselhos, não se oferece um manual de instruções a quem tá se engasgando.
01:24
Speaker A
Sufocando.
01:25
Speaker A
Antes de qualquer coisa, oferece-se ar, ajuda.
01:32
Speaker A
Primeiro se acolhe, depois se traz a instrução.
01:38
Speaker A
É a psicologia da validade emocional, reconhecer e compreender em nós e nos outros que todas as emoções, mesmo as desconfortáveis e negativas, têm um propósito e são válidas.
01:47
Speaker A
Então, eu espero que esse vídeo sirva nesse sentido, antes de qualquer técnica ou solução.
01:55
Speaker A
Mas claro que eu trarei técnicas e soluções e possíveis soluções.
02:00
Speaker A
Não teremos coisas pela metade nesse canal.
02:04
Speaker A
Tá bom?
02:04
Speaker A
Enfim, fique confortável, pegue o seu café e que sejamos por instantes companhia um para o outro.
02:12
Speaker A
Porque há dores que só se suportam quando alguém nos diz: eu também já caminhei por esses caminhos.
02:20
Speaker A
Todos nós temos dores que nos vigiam, não é mesmo?
02:25
Speaker A
E por que não compartilhá-las?
02:27
Speaker A
A vida pega como cólera ou rio e abre um túnel sangrento por onde nos vigiam os olhos de uma imensa família de dores.
02:36
Speaker A
Isso é Pablo Neruda.
02:38
Speaker A
Sou fã.
02:39
Speaker A
Em outras palavras, sejam bem-vindos a mais um Papinho Furado.
02:44
Speaker A
Estão gostando dos temas dos Papinhos Furados?
02:47
Speaker A
Eu tô tentando dar uma inovada.
02:50
Speaker A
Chega de falar só de amor, né?
02:54
Speaker A
Você já teve a sensação de que tá tudo bem?
02:58
Speaker A
Até começar a não estar mais?
03:00
Speaker A
Você tá lá no meio dos seus afazeres, cumprindo rotinas, riscando tarefas e, de repente, como se algo tivesse se deslocado silenciosamente dentro de você.
03:09
Speaker A
Tudo perde um pouco do brilho.
03:11
Speaker A
Às vezes, a causa é muito mínima, um desentendimento bobo.
03:16
Speaker A
Uma mensagem não respondida, um prazo se aproximando.
03:20
Speaker A
Eu lembrei da faca e do queijo do Fernando Sabino.
03:23
Speaker A
É uma citação muito bonita.
03:25
Speaker A
O homem pegou a faca, olhou para o queijo e então hesitou, era um momento simples, mas ali residia toda a sua indecisão perante a vida.
03:33
Speaker A
Ele pensou na mulher que o deixou, nos amigos que sumiram, nos planos que nunca deram certo.
03:41
Speaker A
O queijo era apenas um queijo, mas naquela noite silenciosa, parecia simbolizar o que havia de mais solitário no mundo.
03:49
Speaker A
Fernando Sabino.
03:50
Speaker A
O simples ato de cortar um queijo pode ser o estopim.
03:55
Speaker A
Como foi para o Fernando.
03:57
Speaker A
A pergunta que fica é:
04:00
Speaker A
Existe uma forma de escapar disso?
04:02
Speaker A
A ciência diz que sim.
04:05
Speaker A
Mas não exatamente fugir.
04:07
Speaker A
O que nós podemos fazer é entender esse mecanismo das motivações.
04:13
Speaker A
E reposicionar nossa bússola.
04:16
Speaker A
À medida que nós vamos nos aproximando dos nossos objetivos.
04:22
Speaker A
Algo muito curioso começa a acontecer.
04:26
Speaker A
Não sei se você já notou.
04:28
Speaker A
Nós perdemos o entusiasmo inicial.
04:31
Speaker A
Já percebeu?
04:32
Speaker A
E aí começa o famoso efeito platô, aquela fase em que o caminho deixa de ser novidade.
04:39
Speaker A
E tá longe de ser uma conquista.
04:42
Speaker A
É o meio da jornada.
04:43
Speaker A
Recentemente eu assisti Encontros e Desencontros, filmão.
04:48
Speaker A
Lost in Translation.
04:50
Speaker A
Esse vazio morno dos intervalos da vida, eu acho que a Sofia Coppola, diretora do filme, conseguiu traduzir muito bem.
04:57
Speaker A
Porque o personagem do Bill Murray, ele não tá perdido em Tóquio, ele tá perdido dentro de si mesmo.
05:06
Speaker A
Ele tá em um lugar onde tudo é novidade.
05:10
Speaker A
Mas nada é, de fato, sentido.
05:12
Speaker A
Entende?
05:13
Speaker A
Eu acredito que, como ele, muitos de nós seguimos sorrindo, trabalhando, postando, respondendo e-mails.
05:23
Speaker A
Enquanto por dentro estamos em suspensão, esperando que alguma coisa externa nos convença de que vale a pena seguir.
05:30
Speaker A
O domingo à noite também é um exemplo disso, desse estranho território entre o fim e o início.
05:36
Speaker A
A noite de domingo é sempre uma passagem.
05:39
Speaker A
Já percebeu?
05:40
Speaker A
Não dá para descansar direito porque a gente pensa na segunda-feira e não se pensa em trabalhar porque ainda é domingo.
05:47
Speaker A
Então, é uma zona cinzenta.
05:49
Speaker A
A verdade é que os começos de tudo são sempre apaixonantes.
05:54
Speaker A
O começo nos salva do tédio.
05:56
Speaker A
Só que viver de começo não dá.
05:58
Speaker A
Então, existe solução para isso?
06:00
Speaker A
O que eu posso dizer que funcionou e muito para mim, e que está respaldado pela ciência, é quebrar esse abismo em pequenos passos.
06:09
Speaker A
Já dizia Clarice:
06:11
Speaker A
Estou triste, o passo é grande demais para as minhas pernas, no entanto, compridas.
06:17
Speaker A
Então, para que o passo que você tenha que dar não seja tão grande, pegue o seu grande objetivo e traduza-o em pequenas metas.
06:26
Speaker A
Mais alcançáveis, simples, concretas.
06:28
Speaker A
Se o seu objetivo é ler um livro difícil, que tal estipular ler três páginas por dia?
06:34
Speaker A
E grifar uma frase.
06:36
Speaker A
O que nos assusta, muitas vezes, é o tamanho do problema.
06:41
Speaker A
E não a natureza dele.
06:43
Speaker A
Não é porque é grande que é difícil de resolver.
06:47
Speaker A
Comece a celebrar o pequeno, o silencioso.
06:52
Speaker A
Porque, às vezes, o próximo passo não precisa ser gigante.
06:56
Speaker A
Precisa apenas ser o próximo.
06:58
Speaker A
É curioso como a vida parece mudar justamente quando mudamos o foco.
07:04
Speaker A
Quando deixamos de tentar controlar o incontrolável e quando começamos a cuidar do que está ao alcance das nossas mãos.
07:11
Speaker A
Esses dias eu li algo que ressoou muito com esse pensamento.
07:18
Speaker A
Foi no novo lançamento da Mel Robbins que chegou aqui para mim em primeira mão da editora Record.
07:24
Speaker A
Olha que chique, hein?
07:25
Speaker A
Isso aqui é a versão confidencial, mas eles me enviaram também a versão comercial.
07:30
Speaker A
Eu li na confidencial, né?
07:32
Speaker A
Porque eu sou chique, galera.
07:34
Speaker A
A Mel Robbins é a criadora da teoria Let Them.
07:40
Speaker A
Que talvez você já tenha ouvido por aí pelos cantos da internet.
07:46
Speaker A
E ouvido até de mim em algum vídeo antigo.
07:49
Speaker A
Lembra?
07:50
Speaker A
Let Them é aquela ideia de parar de tentar segurar o que não quer ser segurado, o que quer partir.
07:59
Speaker A
De parar de se debater contra o que tá fora do seu controle.
08:03
Speaker A
Nesse novo livro, ela aprofunda tudo isso, fala sobre rupturas, sobre a dor de deixar ir.
08:11
Speaker A
Sobre a coragem de se priorizar e, acima de tudo, sobre esse silêncio que fica.
08:18
Speaker A
Que pode significar liberdade e não abandono.
08:21
Speaker A
Se você tá nesse momento de transição ou sentindo o peso de carregar o que não mais te pertence.
08:29
Speaker A
Talvez essa seja uma boa leitura para você.
08:34
Speaker A
Vale muito a pena conferir.
08:36
Speaker A
O link tá aqui embaixo na descrição, se você quiser dar uma olhada com carinho.
08:41
Speaker A
E no primeiro comentário fixado também.
08:43
Speaker A
E, às vezes, de fato, o que a gente precisa não é resolver tudo.
08:49
Speaker A
É aprender a soltar.
08:51
Speaker A
É aprender a deixar para lá.
08:54
Speaker A
Não foi, não tava no script, hein?
08:56
Speaker A
Eles enviaram também uns brindes muito legais.
09:00
Speaker A
Aqui uns panfletinhos.
09:02
Speaker A
Um marca-página.
09:03
Speaker A
E essa gaiolinha, liberte-se, que vai servir de decoração.
09:09
Speaker A
Um marca-texto.
09:10
Speaker A
E aqui, eu já abri, é um espelho.
09:14
Speaker A
Para você se olhar.
09:15
Speaker A
Para você enxergar o que você pode se tornar quando você olha para você.
09:20
Speaker A
O que eu vejo, eu posso ser.
09:22
Speaker A
E o que eu sou, eu posso ver.
09:23
Speaker A
E aí você vai.
09:25
Speaker A
E aí é uma coisa louca.
09:26
Speaker A
Ó.
09:28
Speaker A
Não toca nela.
09:30
Speaker A
Deixa ela dançar, entendeu?
09:33
Speaker A
Pelo amor de Deus.
09:34
Speaker A
Pelo amor de Deus.
09:36
Speaker A
Por isso se declara e se declama um poema.
09:40
Speaker A
Para guardá-lo.
09:43
Speaker A
Pelo amor de Deus.
09:44
Speaker A
Pelo amor de Deus.
09:47
Speaker A
Por isso se declara e se declama um poema.
09:51
Speaker A
Para guardá-lo.
09:52
Speaker A
Por isso, melhor se guarda o voo de um pássaro do que um pássaro sem voos.
09:56
Speaker A
Esse poema é um pouco maior.
09:58
Speaker A
Mas eu quis trazer só esse pedacinho.
10:00
Speaker A
Talvez você se pergunte, até com uma certa angústia.
10:05
Speaker A
Por que é tão difícil começar?
10:07
Speaker A
Por que é tão árduo dar o primeiro passo em direção daquilo que você já decidiu conscientemente que precisa ser feito?
10:13
Speaker A
E mais, por que, mesmo sabendo que adiar só nos faz mal.
10:18
Speaker A
Nós insistimos em adiar?
10:20
Speaker A
Essa é a natureza, a anatomia da procrastinação.
10:26
Speaker A
E que, ao contrário do que parece e do que pensam, esse ciclo não nasce da preguiça.
10:33
Speaker A
A preguiça é o cansaço que te faz se acomodar, relaxar.
10:38
Speaker A
E a procrastinação é a tensão que te faz se preocupar demais.
10:43
Speaker A
E não conseguir descansar.
10:45
Speaker A
A primeira é a apatia e a segunda é a ansiedade.
10:48
Speaker A
A nossa querida amígdala, região do nosso cérebro associada às respostas emocionais, interpreta algumas tarefas como ameaçadoras.
10:58
Speaker A
Então, você entra em um estado primitivo de luta ou fuga ou congelamento.
11:02
Speaker A
Assim, nós passamos a não estar mais diante de uma tarefa comum.
11:08
Speaker A
Nós estamos agora diante de um campo minado emocional.
11:12
Speaker A
Por isso é tão comum adiar o que importa para nós.
11:16
Speaker A
Mas essa exposição também nos lembra do risco de falhar, de sermos julgados.
11:22
Speaker A
De não estarmos à altura das nossas expectativas.
11:26
Speaker A
Muitas vezes, é exatamente o excesso de autocobrança que nos paralisa.
11:32
Speaker A
Quanto mais você teme falhar, mais você exige de si mesmo a perfeição.
11:38
Speaker A
E menos você começa.
11:40
Speaker A
Uma metáfora visual e emocional que eu acho que se encaixa aqui nesse tema da procrastinação como um ato de autodestruição.
11:49
Speaker A
É a obra Saturno Devorando seu Filho.
11:52
Speaker A
De Francisco de Goya.
11:54
Speaker A
É uma obra que pode ilustrar muito bem esse impulso sombrio que talvez exista dentro de nós, que nos faz preferir devorar a possibilidade de sucesso.
12:07
Speaker A
Do que correr o risco de falhar.
12:10
Speaker A
O Deus do tempo, temendo ser destronado, perder o trono para os seus próprios descendentes.
12:20
Speaker A
Devora aquilo que ele mesmo gerou.
12:25
Speaker A
É exatamente isso que, muitas vezes, fazemos com os nossos projetos.
12:30
Speaker A
Os matamos antes que eles cresçam.
12:33
Speaker A
Não por crueldade, mas por medo.
12:35
Speaker A
Por isso que eu uso essa técnica que eu aplico todos os dias, inclusive, porque todo dia eu procrastino.
12:43
Speaker A
E é impressionante perceber que depois que eu entrei para a faculdade de psicologia.
12:50
Speaker A
Eu me trato como se fosse um ratinho de laboratório.
12:54
Speaker A
Todas as técnicas e reforços positivos.
12:59
Speaker A
Eu quero aplicar em mim mesmo.
13:01
Speaker A
Maluko.
13:02
Speaker A
Maluko.
13:03
Speaker A
Maluko.
13:04
Speaker A
Rapaz, não tinha ninguém na minha casa.
13:06
Speaker A
Ao transformar uma tarefa em uma ação menor, o cérebro reduz a resposta à ameaça.
13:14
Speaker A
Ao invés de você dizer, eu preciso estudar três horas para aquela prova.
13:21
Speaker A
Diga, eu vou abrir o livro e ler uma página.
13:24
Speaker A
Ou, eu vou me sentar na frente do computador.
13:27
Speaker A
E abrir o arquivo.
13:28
Speaker A
Essa pequena ação, por mais que pareça mínima, é o que inicia o movimento.
13:34
Speaker A
E uma vez que o cérebro começa, ele entra no chamado efeito de inércia comportamental.
13:40
Speaker A
Que é a tendência de continuar o que começou, de manter o comportamento atual.
13:46
Speaker A
Mesmo diante de novas informações.
13:48
Speaker A
Essa tendência pode trazer malefícios também, pode ser olhada com um olhar negativo.
13:55
Speaker A
Por exemplo, quando alguém se mantém em um emprego insatisfatório.
14:01
Speaker A
Em um emprego ruim.
14:03
Speaker A
Por medo de tentar algo novo.
14:05
Speaker A
O efeito Zeigarnik da psicologia comportamental, se eu não me engano, também se aplica aqui.
14:12
Speaker A
Que é aquele incômodo de deixar algo inacabado nos faz continuar.
14:17
Speaker A
Só de você pensar que ele tá pela metade.
14:20
Speaker A
Você quer acabar.
14:21
Speaker A
Então, quando você começar a procrastinar, lembra dessa regrinha aqui que eu criei para mim.
14:28
Speaker A
Um passo minúsculo diminui o medo.
14:33
Speaker A
Aciona a dopamina.
14:36
Speaker A
E te faz seguir em frente.
14:38
Speaker A
Que a vontade não se esgote por não ter onde descansar.
14:42
Speaker A
Talvez, é bom esclarecer isso também.
14:44
Speaker A
O que nos falta não seja a força de vontade.
14:50
Speaker A
Mas um lugar onde a força de vontade possa repousar.
14:54
Speaker A
O que me faz lembrar daquela pintura do Paul Gauguin.
15:00
Speaker A
Que eu acho que é dele.
15:01
Speaker A
A semente de Aroe, Aroe.
15:05
Speaker A
Alguma coisa assim.
15:06
Speaker A
Por mais que pareça simples, né, mostra uma mulher sentada, repousando.
15:12
Speaker A
É muito simples, mas em tudo ali eu enxergo a paciência.
15:16
Speaker A
O repouso, o descanso ancestral.
15:19
Speaker A
Existem, sim, as motivações intrínsecas e extrínsecas.
15:23
Speaker A
Mas, no fim, a verdade última é simples e até científica.
15:28
Speaker A
Você vai continuar fazendo aquilo que você gosta de fazer.
15:35
Speaker A
Ou aquilo que faz você gostar de quem você está se tornando ao fazer.
15:40
Speaker A
É mais fácil você voltar para a academia quando o ambiente te acolhe.
15:45
Speaker A
É mais fácil ser constante quando você para de se julgar tanto por oscilar.
15:50
Speaker A
Todos nós oscilamos, galera, todos nós nos perdemos em algum momento.
15:55
Speaker A
Perder-se também é caminho.
15:58
Speaker A
Já dizia Clarice, né?
15:59
Speaker A
Até os mais experientes erram.
16:01
Speaker A
A gente tropeça no próprio pé quando caminha.
16:04
Speaker A
Isso que a gente caminha desde que aprendeu a caminhar, que é, é, há muito tempo.
16:10
Speaker A
E a gente tropeça.
16:11
Speaker A
A gente, a gente é profissional em caminhar.
16:13
Speaker A
E a gente tropeça no pé.
16:14
Speaker A
Às vezes, inclusive, desistir é o que nos permite continuar.
16:18
Speaker A
É o que nós estamos precisando para conseguir continuar.
16:21
Speaker A
Talvez o medo seja só isso mesmo, um chamado sussurrado para que você comece.
16:27
Speaker A
Mesmo sem garantia, mesmo sem nada.
16:30
Speaker A
Corro perigo como toda pessoa que vive, e a única coisa que me espera é exatamente o inesperado.
16:36
Speaker A
Clarice Lispector.
16:37
Speaker A
É bom lembrar que se a gente tá lidando com muito.
16:42
Speaker A
Tá tudo bem fazer um pouco menos.
16:44
Speaker A
E antes de pensar que a gente é uma pessoa difícil.
16:49
Speaker A
É bom lembrar que a gente é uma pessoa.
16:51
Speaker A
Muito obrigado pela sua companhia mais uma vez nesse vídeo.
16:55
Speaker A
Sei que eu enrolo demais e talvez eu não traga respostas óbvias.
17:00
Speaker A
E não muito práticas.
17:03
Speaker A
Mas.
17:06
Speaker A
Acho que a vida é isso aí, né?
17:07
Speaker A
Enfeitar tudo para que a gente se esqueça que dificilmente sentiremos algo de novo.
17:14
Speaker A
Não quero terminar o vídeo com esse baixo astral, não.
17:16
Speaker A
Chega de coisas para baixo no rock and roll.
17:18
Speaker A
Para.
17:20
Speaker A
Sentiremos muito.
17:22
Speaker A
E que bom.
17:24
Speaker A
Fui.
17:30
Speaker A
Cena pós-crédito agora.
17:32
Speaker A
Quem ficou até agora, digita um.
17:34
Speaker A
Eu quero ver.
17:35
Speaker A
Galera, para os íntimos.
17:37
Speaker A
Que ficam até o final, eu tô pensando em disponibilizar a minha planilha.
17:42
Speaker A
Das frases de Clarice.
17:44
Speaker A
E também das todas as frases literárias que eu mais gosto, que eu vou catalogando aqui, né?
17:50
Speaker A
Então, tem muita coisa.
17:51
Speaker A
Olha só.
17:54
Speaker A
Muita coisa.
17:56
Speaker A
E, claro, tem outros escritores aqui, né?
18:00
Speaker A
Dostoiévski, Fernando Pessoa.
18:01
Speaker A
Eu tô pensando em disponibilizar para os membros.
18:06
Speaker A
É, eu sei, galera.
18:07
Speaker A
Ah, por que que tu não manda para todo mundo?
18:10
Speaker A
Porque isso aqui leva muito tempo para fazer.
18:13
Speaker A
E eu preciso oferecer algo para os membros, né?
18:17
Speaker A
Então, é justo, não?
18:18
Speaker A
Eu tô sendo muito mercenário em pensar nisso?
18:21
Speaker A
Por favor, comentem, eu gostaria de saber.
18:23
Speaker A
Eu quero também disponibilizar, talvez, algumas playlists lá para os membros.
18:27
Speaker A
Eu tô fazendo isso porque não teve vídeo nos últimos dois meses para os membros.
18:33
Speaker A
Que eu tô cheio de trabalho, cheio de publicidade para fazer.
18:37
Speaker A
E aí não me sobra tempo para pensar lá nos membros.
18:41
Speaker A
Mas, a partir de semana que vem, eu vou já começar a dar essa atenção, porque, querendo ou não, é uma coisa que eu gosto de fazer.
18:49
Speaker A
De ter essa intimidade, de criar essa comunidade.
18:53
Speaker A
Uma última coisa que eu gostaria de falar é que eu tô bastante motivado para os próximos vídeos.
18:58
Speaker A
Depois dessa viagem, que, inclusive, foi incrível.
19:02
Speaker A
Voltei renovado, gente.
19:03
Speaker A
Que sensação, é, de liberdade, assim, que você tem lá no, no aeroporto.
19:10
Speaker A
Tá ali só com você e aí você vai ter que lidar com tudo aquilo.
19:16
Speaker A
E você vai ter que resolver tudo.
19:17
Speaker A
Mudou o portão de embarque, o voo atrasou, tem que despachar bagagem.
19:21
Speaker A
Eu vou começar a andar de avião agora.
19:23
Speaker A
Então, não existe só o Rio de Janeiro.
19:26
Speaker A
Existe o mundo.
19:28
Speaker A
Imagina os vídeos.
19:30
Speaker A
Não vou nem falar.
19:31
Speaker A
Imagina os vlogs.
19:32
Speaker A
Galera.
19:34
Speaker A
Tô aqui passando sufoco na Indonésia.
19:39
Speaker A
Socorro.
19:40
Speaker A
O que que eu faço?
19:41
Speaker A
Não sabia que não podia comer javali.
19:43
Speaker A
Tô animado.
19:44
Speaker A
Ah.
19:45
Speaker A
Vai começar também as minhas aulas.
19:48
Speaker A
Infelizmente e felizmente.
19:50
Speaker A
Na verdade, já começou, né?
19:51
Speaker A
Começou essa semana, só que eu não vou nessa semana, porque é a primeira semana.
19:56
Speaker A
E eu tenho um monte de coisa para fazer.
19:58
Speaker A
Então, e vou gravar também o primeiro vlog das aulas.
20:02
Speaker A
Né?
20:03
Speaker A
O volta às aulas.
20:04
Speaker A
Então, agora deixa eu finalizar esse vídeo.
20:06
Speaker A
Porque eu preciso começar a editar o vídeo, né?
20:08
Speaker A
Ninguém tem pena do youtuber, né?
20:09
Speaker A
Ninguém tem pena do estudante.
20:10
Speaker A
Mas tá tudo bem.
20:11
Speaker A
Tá tudo bem.
20:12
Speaker A
Ah, Diogo, não gostou?
20:14
Speaker A
Vai bater uma laje.
20:15
Speaker A
Tá bom.
20:17
Speaker A
Tá bom.
20:18
Speaker A
Essa piada não, não cabe mais, tá?
20:21
Speaker A
Beijo.
20:22
Speaker A
A todos que ficaram até o final.
20:24
Speaker A
Ó.
20:28
Speaker A
Nessa camisetinha da, não.
20:29
Speaker A
Fui.
Topics:procrastinaçãomotivaçãovalidade emocionalpequenas metasMel RobbinsLet Themautoconhecimentosuperaçãopsicologiarotina

Frequently Asked Questions

Por que continuamos procrastinando mesmo sabendo que isso nos faz mal?

A procrastinação nasce da tensão e do medo, não da preguiça. Mesmo sabendo dos prejuízos, adiamos porque o primeiro passo parece difícil e gera ansiedade.

Como a validade emocional pode ajudar quem está procrastinando?

A validade emocional consiste em reconhecer e acolher as emoções negativas, o que cria um espaço seguro para entender os sentimentos antes de buscar soluções práticas.

Qual é a estratégia recomendada para superar o efeito platô e a perda de entusiasmo?

Dividir grandes objetivos em pequenas metas concretas e alcançáveis ajuda a manter a motivação e a sensação de progresso, facilitando a continuidade da jornada.

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