Pois é, durante anos eu prescrevi iodo Kelp para pacientes com doença de Hashimoto, problemas de próstata e de mama, achando que eu tava arrasando por ser um produto natural, extraído a partir de um alimento com alta concentração de nutrientes.
E esse vídeo é sobre isso, então fica até o final para você entender o que que os meus estudos me revelaram e o que que eles mudaram na minha prática médica.
Só que eu não gostava de usar o Lugol na maioria dos pacientes por causa dos dados da doutora Isabela Wentz, que eu já vou apresentar um pouco mais à frente nesse vídeo.
Porque o que eu vou te mostrar pode mudar completamente sua saúde tireoidiana, sua energia e se você é mulher, sua proteção contra problemas mamários e ovarianos.
Estudos europeus recentes de 2023 da Agência Europeia de Segurança Alimentar, analisaram algas marinhas comerciais e encontraram uma variação de iodo em Kelp de 5 a 5.600 microgramas por grama.
Um estudo de 2024 testou suplementos de Kelp orgânico nos Estados Unidos e encontrou níveis de arsênio e cádmio que ultrapassavam os limites de segurança.
As boas farmácias magistrais ou de manipulação, diante disso, aplicam o chamado fator de correção, justamente para garantir que o paciente receba sempre a quantidade exata de iodo prescrita na receita.
Somando esses dois fatores, variação de concentração e presença, mesmo que mínima de metais pesados, eu cheguei à conclusão de que isso não é bom o suficiente.
Aquele lote pode ter pouco iodo e você não atinge a dose, ou pode até ter muito e você ultrapassa, ou pode ter contaminação por metais pesados que você nem tá medindo.
E essa absorção varia enormemente entre pessoas, dependendo do estado intestinal, de outras substâncias presentes, da forma química específica do iodo daquele lote.
Essa forma é essencial na produção de T3 e T4, já o iodo molecular, o I2, é a forma que mama, próstata, ovários captam por difusão facilitada, sem precisar desse transportador, e aqui que tá o pulo do gato.
E tem mais, estudo clínico randomizado de 2019, publicado no periódico Nutrients, mostrou que mulheres com câncer de mama que receberam iodo molecular 5 mg por dia, junto com quimioterapia, tiveram resposta patológica completa de 36% contra 18% do grupo só com quimioterapia.
Dose precisa, sem depender de variabilidade de alga, biodisponibilidade acima de 90%, síntese química pura, zero risco de metais pesados, padronização clara e cada cápsula é idêntica à anterior.
As duas formas cobrindo tireoide e tecidos extratireoidianos, variabilidade zero porque é síntese química, contaminantes zero e proteção mamária máxima porque o iodo molecular tá presente.
Porque Lugol tem as duas formas, proporção validada cientificamente, dose ajustável em gotas, custo baixíssimo e monografia estabelecida há quase 200 anos.
Quando você prescreve Kelp, você tá confiando que a farmácia de manipulação ou magistral, ou mesmo o fabricante, testou o teor de iodo daquele lote específico.
Controle de qualidade estabelecido, cada lote testado, rastreabilidade completa, é previsível, é reprodutível e em medicina previsibilidade é segurança.
Mas quando você coloca na balança biodisponibilidade, controle de qualidade, segurança, reprodutibilidade clínica e eficácia baseado nas duas formas de iodo, os dados apontam para outra direção e dados superam tradição.
E se você tem exames mostrando deficiência, se tem sintomas de hipotireoidismo, se é mulher preocupada com saúde mamária e ovariana, você precisa das duas formas de iodo.
Se seu médico não conhece a diferença entre iodo molecular e iodeto, ou não sabe dos problemas de variabilidade e contaminação do Kelp, mostra os estudos ou comenta com ele de maneira respeitosa.
Compartilho os exatos protocolos que eu uso na minha clínica, casos de reversão que pareciam impossíveis, combinações off label que funcionam, fornecedores confiáveis, interpretação avançada de exames.