PROGRAMA DO BARRÓ - CRISTINAS

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00:07
Speaker A
Começou, gente, mais um programa do Barró e não é que elas vieram mesmo para o nosso especial de 10 anos.
00:19
Speaker A
Desculpa, foi tanta correria que eu nem trouxe o bolo, né, nem que fosse um fake, né, aqueles aniversário de ter deixado aqui.
00:30
Speaker A
10 anos do programa e é claro que as Cristinas iam estar aqui, com certeza, sejam muito bem-vindas, muito obrigado.
00:34
Speaker A
Que, espera aí, não fala, você, eu vou adivinhar.
00:36
Speaker A
Eu acho que eu vou errar.
00:37
Speaker A
É a Cristina e a Cristina, não é isso? Ou é o contrário?
00:40
Speaker C
Mentira, é o contrário.
00:41
Speaker A
Eu sabia, tá me zoando.
00:42
Speaker A
É o contrário, Cristina e Cristiane.
00:45
Speaker A
Vocês ficam assim mesmo já para?
00:46
Speaker B
Cristina e Cristiane.
00:47
Speaker C
Não, acho que foi.
00:48
Speaker B
Ah, mas pode ser as Cris, aí você chama de Cris.
00:50
Speaker A
Para, tá fazendo de novo para me confundir de novo.
00:53
Speaker A
Deixa eu ver.
00:54
Speaker B
As Cris.
00:54
Speaker A
Pronto, as Cristinas.
00:56
Speaker A
Eu achei o máximo o nome, já começa por aí.
00:58
Speaker B
Você gostou?
00:58
Speaker A
Com certeza, que aí ninguém vai com dúvida, é só umas Cristinas.
00:01
Speaker B
As Cristinas.
00:01
Speaker C
Foi exatamente por isso.
00:02
Speaker B
Todo mundo chamava nós das Cristinas, aí eu falava, ah, vamos.
00:05
Speaker A
Exatamente, e não são gêmeas, já deixando bem claro.
00:08
Speaker B
Não.
00:09
Speaker A
Que todo mundo deve perguntar isso.
00:10
Speaker B
Apesar de parecer bastante, o cabelo, né, é.
00:13
Speaker A
É.
00:13
Speaker B
É.
00:14
Speaker A
Tô brincando.
00:15
Speaker A
Mas já perguntaram isso várias vezes, de certeza.
00:17
Speaker B
Já, muito.
00:18
Speaker B
As pessoas falam, vocês são gêmeas?
00:20
Speaker B
Eu falo, gente, mas.
00:21
Speaker C
Mas acho que é por causa do meu nariz, gente, é o tamanho do nariz da Tiane.
00:23
Speaker B
Pelo amor de Deus.
00:25
Speaker A
Mas, claro, nem sempre é gêmeas, são idênticas, né?
00:29
Speaker A
Mas vocês estarem tão juntas, pensam que às vezes isso, né?
00:32
Speaker B
Verdade, às vezes.
00:33
Speaker C
Não, eu sou três anos mais velha que a Tiane.
00:35
Speaker A
Três anos mais velha. Olha isso, não precisa falar a idade, né?
00:37
Speaker C
Ela é a nona, a gente é sete irmãos, né?
00:41
Speaker A
Sete?
00:41
Speaker C
Somos sete, aí a Tiane é a última, a raspa do tacho.
00:44
Speaker A
Meu Deus, são sete irmãos, mas todo mundo envolvido.
00:46
Speaker A
Agora eu gostei dessa coisa, sabe quem não tem padrão? Eu também vou fingir que não li o release, que eu não fiz nada.
00:52
Speaker A
Mas vocês também têm, têm esses irmãos envolvidos com música ou não?
00:56
Speaker A
Vocês foram as diferentonas?
00:57
Speaker C
Não, é, o nosso pai, inclusive, a gente, é, se interessou pela música por causa do, do nosso pai, e o nosso irmão Christian, ele, ele se envolveu com música muito antes de nós duas.
00:01
Speaker C
Só que ele era do gospel, aí depois ele migrou para o sertanejo. Hoje ele é do sertanejo, mas ele já, já, já teve carreira no gospel, sabe? Já gravou música, clipe e tudo.
00:10
Speaker C
E aí a gente meio que tinha essa referência já dele, do nosso pai.
00:14
Speaker B
É, do nosso pai e o irmão do nosso pai também, que.
00:16
Speaker B
Inclusive, o irmão do nosso pai e nosso pai fizeram dupla, né?
00:20
Speaker B
Era dupla, né?
00:22
Speaker B
E eles faziam um show de verdade, né?
00:24
Speaker C
Faziam, na época.
00:25
Speaker A
Você chegou a fazer?
00:26
Speaker B
Fique em paz.
00:27
Speaker B
Mas, inclusive, né, eu tava, eu tava em falar, é um prazer estar aqui com você, porque a gente, né, tem.
00:30
Speaker C
Cara.
00:30
Speaker B
Deu tudo certo, mas eu fiquei muito feliz.
00:32
Speaker C
Não, eu também fiquei.
00:33
Speaker A
Eu fiquei, eu que fiquei feliz.
00:34
Speaker B
Obrigada pelo convite.
00:35
Speaker A
Não, vamos para a exclusividade, eu acho que eu vou ter que lavar os banheiros da casa de vocês, vou ter que pagar esse momento.
00:40
Speaker A
Que é isso?
00:41
Speaker B
Tá doido?
00:41
Speaker A
Elas aqui hoje.
00:42
Speaker A
Que legal, vocês tiveram referência, então, dentro da própria casa.
00:46
Speaker A
Eu acho que quando é assim, é mais legal para você ter essa coisa do aprendizado, é uma escola, praticamente, né, com, eu acredito, para vocês isso.
00:53
Speaker C
Sim, foi uma escola.
00:54
Speaker C
Nosso pai, tudo que a gente aprendeu ali, o pontapé inicial foi ele que deu, né, de, de incentivar a gente, comprar nosso primeiro violão, sabe?
00:01
Speaker C
Então, a gente tem essa referência e esse apoio dele desde o início.
00:07
Speaker C
Ah, no início lá, ele ficou meio assim, será que elas quer isso mesmo?
00:12
Speaker C
E aí depois que ele viu que realmente a gente queria, aí ele foi lá, comprou um violão para nós, falou, vai, começou a ensinar nós a tocar violão.
00:17
Speaker A
Cara, que sensacional isso.
00:19
Speaker B
E eu, é, e quando a Cristina começou a aprender, a Cristina ainda tinha mais um pé na, na música do que eu, né?
00:27
Speaker C
Comecei a cantar na igreja.
00:28
Speaker B
Na igreja, a Cristina cantava, só que eu, tipo assim, ah, eu era, sei lá, eu tinha o quê, sete anos de idade?
00:33
Speaker B
Então, nesse, nesse tempo eu nem pensava em nada.
00:35
Speaker A
Sim, enquanto ela já estava, você estava com 10, ela estava com sete.
00:38
Speaker C
É, e parece que não é uma diferença tão grande, mas quando você é criança, é, né?
00:44
Speaker C
Por exemplo, se você, se, se ela tinha nove e eu tenho três anos mais que ela, eu já, tipo, já tô quase adolescente e ela criança.
00:49
Speaker B
É, outras coisas, né? Não quer brincar das mesmas coisas que eu, não quer fazer as mesmas coisas.
00:53
Speaker C
Não brincava mais, né?
00:54
Speaker B
Não brincava mais, era outro rolê.
00:56
Speaker B
E aí, é, eu, eu tive esse interesse pela, assim, é claro, a música sempre esteve dentro de casa, né?
00:01
Speaker B
O nosso pai, quando ele, ele morou em Portugal por um tempo, né? E quando ele voltou de Portugal, ele trouxe, é, foi a época que eu, que eu comecei a me recordar de, de música, assim, sabe?
00:10
Speaker B
De, de ver a música presente, assim, para mim, porque como eu era pequena, eu não lembro do, dos meus cinco anos, por exemplo.
00:15
Speaker B
Que era a época que o nosso pai cantava para a gente, tal. Ele foi para Portugal, quando ele voltou de Portugal.
00:20
Speaker B
Foi a época que eu, que eu lembro da música mais presente, assim, na, na nossa vida, porque ele, ele trouxe uma viola de lá, né?
00:28
Speaker B
E ele, ele cantava muito. Então, todas, todas as noites a gente se reunia na sala.
00:33
Speaker B
A gente sentava na sala e ficava todo mundo cantando, ele tocando e a gente cantando junto, e, e todo mundo cantava, a família inteira.
00:40
Speaker B
E sempre teve isso, né?
00:42
Speaker B
A gente, sentar na sala e cantar.
00:44
Speaker A
Até final de ano também, tipo, festas de final de ano, então, juntava a família, todo mundo assim também.
00:48
Speaker C
Cara, pior que não.
00:49
Speaker C
Porque a, a, dentro da nossa casa, era, era muito, todo mundo, cada um fazendo uma coisa que gostava.
00:57
Speaker C
Por exemplo, o meu pai, é, sempre, quando ele voltou de Portugal, ele já tinha se convertido, era evangélico e tal.
00:01
Speaker C
E a minha, a nossa mãe é católica. Então, tipo, os dois viviam um universo totalmente diferente. Então, por exemplo, o final de ano, tinha festa, minha mãe gostava de ir, as festas que a gente ia com ela, e o meu pai já ia para a igreja.
00:10
Speaker C
Então, a gente não vivia muito isso.
00:12
Speaker A
Mas no, no dia a dia mesmo, a gente tinha.
00:14
Speaker B
É, uma união mesmo de família, no domingo, alguma coisa, já tinha isso.
00:17
Speaker C
Era uma coisa muito espontânea, assim, de, de, nosso pai pegava o violão, começava a cantar, a gente chegava, encostava, cantava junto.
00:22
Speaker C
Era muito espontâneo, assim.
00:24
Speaker C
Então, foi uma coisa que a gente viveu por, por muito tempo, assim, é, foi um costume que a gente teve até.
00:30
Speaker C
Mas até a gente ter o interesse de, de, de falar assim, nossa, eu vou pegar o violão, quero viver disso.
00:36
Speaker C
Levou muito tempo, sei lá, o quê, 10 anos?
00:38
Speaker B
Não, bastante tempo.
00:39
Speaker C
Não, foi muito tempo, assim, eu, eu comecei a cantar sozinha, tipo, eu já cantava na igreja, mas aí, depois eu ia na igreja muito por, por causa do meu pai.
00:44
Speaker C
Porque ele ia e a gente ia junto.
00:47
Speaker C
Mas depois que eu comecei a pegar um entendimento, né, do que eu queria ser, aí eu parei de ir na igreja, porque não, não fazia sentido aquilo para mim naquela, naquela época.
00:55
Speaker C
E aí eu comecei a, tipo, querer, querer cantar, e eu gostava muito de cantar MPB, eu não cantava sertanejo.
00:59
Speaker A
MPB.
00:00
Speaker A
Foi diferente.
00:01
Speaker B
Não, foi mesmo.
00:01
Speaker C
Quando eu comecei a, tipo, quando eu aprendi a fazer as minhas, os meus primeiros acordes, assim, no violão, eu já comecei a compor junto.
00:07
Speaker A
Gente, mas que criança desenvolvida é essa que já fazia essas coisas?
00:09
Speaker C
Não sei, gente, eu acho que eu tava com a mente muito desocupada, de verdade, eu tava com a mente muito desocupada, aí acho que eu pensei assim, eu preciso fazer alguma coisa.
00:15
Speaker C
Aí comecei a compor.
00:17
Speaker C
Era boa as composição?
00:18
Speaker C
Não.
00:18
Speaker B
Eu não acho ruim de tudo, assim.
00:20
Speaker A
Mas você já fazia, já estava treinando.
00:22
Speaker C
Já, já fazia.
00:22
Speaker B
É, tipo, umas coisas românticas, assim.
00:24
Speaker C
É, tipo assim, muito romântica, romântica, assim, de sangrar os ouvidos, sabe, assim?
00:28
Speaker A
Ai, você já vinha fazendo sofrência há um tempo, tá vendo?
00:30
Speaker C
Não era novidade, né?
00:31
Speaker A
Não era novidade, já sofrência, já vinha fazendo, aí, hoje tem novidade, tem música sofrência, ela já fazia.
00:34
Speaker C
Sim, e incrível isso.
00:35
Speaker C
Porque, tipo, falando disso agora, eu me recordo que quando eu comecei a compor, eu queria muito compor MPB, eu falava, eu quero, eu quero compor uma música assim.
00:43
Speaker A
Nossa, você era exigente, você ia fazer isso.
00:45
Speaker C
Sim, eu queria compor Elis Regina, não sei o quê. Só que não saía nada.
00:51
Speaker C
Aí, tipo assim, aí eu, aí eu ia escrever sertanejo, saía, tipo, música voltada para a sofrência, aí saía.
00:55
Speaker C
Aí foi nessa que eu comecei a migrar para o sertanejo, porque, tipo, eu não tava conseguindo desenvolver naquela área que eu queria, que era MPB.
00:58
Speaker C
Só que eu, até hoje eu gosto muito de MPB, não como antes, antes eu era, tipo, muito MPB, eu não gostava muito de sertanejo.
00:01
Speaker C
E aí eu migrei para o sertanejo, e foi aí que eu acho que a Cristiane começou a, tipo, meio que também querer cantar, não sei o quê.
00:08
Speaker B
Foi.
00:08
Speaker A
Olha, que legal. Que que é isso? Que que é isso?
00:11
Speaker C
Aí, o que que aconteceu? Chegou lá, o nosso irmão Christian, ele sempre achou que, tipo, a gente tinha potencial.
00:15
Speaker C
E aí ele falou assim, vai lá e canta uma música com ela, falou com a Cristiane.
00:18
Speaker C
Aí a Cristiane foi, e a gente cantou uma música junta.
00:22
Speaker C
Aí parece que a Cristiane já entrou na segunda voz.
00:25
Speaker B
Foi.
00:25
Speaker A
Olha, que legal. Que que é isso? Que que é isso? Que que é isso?
00:29
Speaker C
Aí, a partir desse dia aí, a gente já começou a cantar junta, nunca mais parou.
00:33
Speaker A
Olha.
00:34
Speaker A
E a nossa produção trouxe esse rapaz aqui hoje, pode entrar.
00:37
Speaker C
Ah, sim.

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