No entanto, essa, essa dimensão, digamos, universal da subjetividade, que implica a gente poder ter linguagem para poder se expor, se expressar e conhecer a realidade psíquica do outro, ela é apenas, digamos, essa dimensão, eh, universal, que todos temos em comum.
E nesse sentido, a vida subjetiva de que nós temos, e num certo sentido mais profundo, a experiência do mundo, do eu, do outro, do corpo, que cada um de nós tem, é absolutamente singular.
Mas há um outro plano entre um e outro, o plano do particular, do contexto sócio-histórico, no qual nós, ou muitos de nós, temos coisas em comum, diferentemente de outros grupos humanos.
Quando Maomé estava começando a sua pregação, ou ser um sujeito no deserto de Gobi, ou nas montanhas do Himalaia, ou na Grécia antiga, no século de, de Péricles ou de, de Platão.
Por quê? Porque o contexto sócio-histórico em que cada ser humano, eh, emerge, determina em muito o que é a visão dele do mundo, do que existe, do que não existe, do que é certo, do que é errado, do que é bom, do que é ruim.
Então, numa sociedade tradicional, onde o indivíduo ainda não é o valor fundamental, o que rege a vida, o que rege o sentido da existência, é uma dimensão transcendente de onde vêm os significados que são compartilhados.
Eh, o sentido de um conflito pessoal, o sentido de uma tragédia, eh, aquilo que organiza o que deve ser feito, o que não deve ser feito, o que é ruim e o que é bom, o que é puro e o que é impuro, não é tarefa a cargo dos indivíduos.