HMCP AULA4 — Transcript

Análise das memórias traumáticas e comportamentos agressivos originados em famílias disfuncionais e ausência paterna.

Key Takeaways

  • Ambientes familiares disfuncionais causam traumas profundos na infância.
  • Violência e abuso na infância geram comportamentos agressivos na vida adulta.
  • Ausência paterna afeta a segurança emocional e o desenvolvimento social do indivíduo.
  • Feridas maternas podem levar a vícios e comportamentos autodestrutivos.
  • Pessoas feridas que alcançam poder podem causar sofrimento coletivo.

Summary

  • Descrição de uma infância em uma kitnet com ambiente familiar disfuncional e abusivo.
  • Impacto psicológico de uma criança exposta a relações sexuais dos pais e violência doméstica.
  • Memórias traumáticas envolvendo pai alcoólatra, agressivo e mãe cuidadora em situação de dependência.
  • Discussão sobre feridas maternas e suas consequências, como alcoolismo e vícios.
  • Desenvolvimento de comportamento ofensivo e agressivo em crianças vítimas de violência física, psicológica e emocional.
  • Exemplo de ausência paterna em filho gerado fora do casamento e suas consequências emocionais e sociais.
  • Relação entre ausência paterna, insegurança, isolamento e falta de pertencimento na vida adulta.
  • Impacto da violência paterna na infância e o desenvolvimento de medo, ódio e busca por poder na vida adulta.
  • Ilustração bíblica dos filhos de Gideão para exemplificar consequências do autoritarismo e violência.
  • Reflexão sobre como traumas infantis influenciam comportamentos e dinâmicas sociais e históricas.

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Speaker A
Era apenas uma kitnet. Haviam dois cômodos nessa kitnet: o quarto e a sala, e o banheiro era do lado de fora. Havia uma família de três pessoas, um casal e um filho.
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Speaker A
A criança dormia sobre uma rede que estava sobre a cama dos pais. Ele viu os seus pais algumas vezes ter relação, ouvia a relação. Isso é totalmente abusivo e ofensivo.
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Speaker A
Então, a criança acaba fazendo parte daquela relação sexual de uma forma indireta. E isso fere a memória da criança. Isso causa danos à memória de uma criança e pode levá-lo para caminhos difíceis.
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Speaker A
Essa criança, ele por sua vez tem em grande memória 80% das memórias que ele tem desse homem da sua vida, saber o seu pai, o primeiro homem da sua vida, as memórias que ele tem desse homem ou ele
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Speaker A
em um cerimonial, ritualístico, religioso, com vestimentas brancas, com colares no pescoço, com torço na cabeça, haviam artigos africanos, uma mesa muito farta, pessoas estranhas. Esse homem, às vezes, ele estava além da sua altura normal e às vezes a quem da sua altura
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Speaker A
normal. Às vezes falando com uma voz muito grossa e às vezes falando com uma voz de criança chupando o dedo.
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Speaker A
Ao lado dele uma mulher esguia de cabelos compridos e um colar também de cor amarelada em seu pescoço. O acompanhara. Essa era a sua amante, na verdade. Esse homem era casado e essa mulher era sua amante. E eles tiveram um
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Speaker A
filho. Quando não, as memórias que ele tem do seu pai é ele chegando em casa, malmente equilibrado, sujo, machucado, malmente falando ou sendo trazido por um amigo, entre aspas, quando não a própria esposa amante iria buscá-lo.
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Speaker A
O trazia para casa, trocava-lhe a roupa, dava-lhe banho, botava vestimentas limpas e novas e eu colocava para dormir. Então, eu não sei se você consegue imaginar o impacto psicológico e o quadro social dessa família, essa mulher indo buscar
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Speaker A
esse homem machucado, passivo, que muitas vezes ela não sabia se ele havia morrido, se ele estava no hospital ou se, por vez, ele estava em algum lugar onde ele não podia de maneira nenhuma. Às vezes caiu no buraco
02:26
Speaker A
ou estava preso em alguma coisa e não conseguia se locomover ou até mesmo poderia estar morto. E ela buscar esse homem e o trazia para casa e eu levava ao banheiro, tirava suas vestes, dava-lhe banho, tratava as feridas, botava roupa
02:39
Speaker A
limpa, dava de comer e depois eu colocava para dormir. Isso lembra muito uma criança que é totalmente dependente da sua mãe.
02:49
Speaker A
Uma criança que por sua vez depende da mãe para comer, para lhe dar banho, para lhe fazer sua higiene pessoal. Isso fala de feridas maternas. O que geralmente as pessoas buscam na bebida, no cigarro, o fumar, o beber, o consumir
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Speaker A
drogas, dentre outros, tá buscando consolo. Então, o alcoolismo, por exemplo, é uma questão de ferida materna, mas podemos depois falar sobre isso.
03:19
Speaker A
Voltemos ao garoto que, por sua vez, estava testemunhando essa família. Essas são as suas primeiras memórias de vida.
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Speaker A
Ele cresce, ele vive essa infância dentro desse contexto familiar. Esse era o seu tipo de família. Essa era a sua cultura familiar. Esse era o quadro familiar disfuncional que ele tinha.
03:42
Speaker A
Ele tinha recém-chegado no planeta Terra, estava com seus 6, 7 anos de idade.
03:49
Speaker A
Então, desde o ventre materno, que com certeza sua gravidez foi conturbada, até os seus 6, 7 anos de idade, ele testemunhou essas cenas por anos do seu pai e da sua mãe.
04:01
Speaker A
O seu pai, por muitas vezes, usou de violência física, psicológica e verbal contra esse garoto. O seu pai chegou a ponto de lhe socar o rosto. Seu pai chegou ao ponto de lhe bater forte no rosto, bater na sua face, a ponto dele
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Speaker A
rodar e cair no chão, algumas vezes até desmaiar do impacto, tanto do soco como do cair ao chão ao bater a cabeça.
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Speaker A
Algumas vezes acordava com sua mãe, gritando com ele: "Corre agora para a casa da sua avó, porque o seu pai quer te pegar". Aí ele não entendia essa agressividade, essa fúria do seu pai contra ele, que muitas vezes o
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Speaker A
despertara com o seu grito chamando seu nome. Diversas vezes isso aconteceu até que uma certa feita, esse homem, líder e sacerdote da sua religião, consagrou seu filho, o sujeitou a situações difíceis.
04:57
Speaker A
Essa criança, ela sofre um abuso espiritual, psicológico, físico e emocional. Essa criança teve muito de cortisol, teve muito de adrenalina e ele desenvolve um vício em adrenalina.
05:12
Speaker A
Muitas foram as suas memórias. Grande parte das memórias que ele tem do seu pai são essas.
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Speaker A
Esse garoto desenvolve um comportamento ofensivo, agressivo. E é sobre isso que eu quero falar com você.
05:26
Speaker A
Nesse momento, essa ferida da infância, já falamos sobre codependência e hoje nós vamos falar aqui agora nós vamos falar sobre o comportamento ofensivo agressivo.
05:37
Speaker A
O comportamento ofensivo agressivo, ele é proveniente de uma criança que é vítima da violência psicológica, física e emocional por parte daquele que está cuidando dele, educando, seja pai, seja mãe, seja cuidador.
05:58
Speaker A
Um outro exemplo que eu quero aqui dar para vocês, um exemplo clássico. Uma certa feita, um homem rico, um homem de grande pompa, esse homem era judeu.
06:11
Speaker A
E esse homem ele sai em uma noite dessas para te contrair, para se divertir.
06:17
Speaker A
E por sua vez ele relaciona com a certa mulher que ele conheceu. Ele engravidou.
06:26
Speaker A
E essa mulher, esse homem era um abastado judeu. Essa mulher lhe deu um filho.
06:34
Speaker A
E esse filho ele cresce. E ele cresce sendo vítima da ausência paterna, sendo vítima da não conexão com a sua figura paterna.
06:46
Speaker A
Esse homem, ele cresce com essa figura de ausência paterna, sem direção, sem limite, inseguro, desprotegido, não afirmado. E esse homem torna-se um adulto, não se sentindo parte, não se sentindo aceito, incluso, pertencente.
07:02
Speaker A
Esse homem, ele tende a se isolar. Esse homem ele tende a buscar lugares inóspitos.
07:11
Speaker A
E isso geralmente acontece com todo aquele que é gerado fora da aliança do casamento. Em outro momento eu quero falar sobre isso de forma detalhada com você, as implicações e as influências psicológicas, emocionais e espirituais daquele que é
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Speaker A
gerado fora da aliança do casamento. Esse abastado judeu que sai numa noitada dessas e enquanto uma mulher e relaciona com ela e gera um filho. E esse filho cresce sem saber exatamente quem era o seu pai até depois descobrir quem era
07:39
Speaker A
esse pai e esse pai não querer conta com esse filho. Ele depois acaba também casando esse filho e ele já era um filho.
07:49
Speaker A
Esse homem era um abastado judeu, mas ele não dá suporte. Ele não reconhece esse filho. Ele não dá o devido suporte.
07:56
Speaker A
Ele não exerce paternidade. Ele apenas o gerou. Ele não exerce paternidade para com esse filho. Não cumpre com a sua função de pai. Não lhe dá direção, não lhe põe limite, não lhe gera segurança, não lhe protege, não lhe afirma.
08:09
Speaker A
E ele cresce sem essa figura paterna presente. Uma das injustiças que eu mais considero é um filho que, por sua vez, foi gerado de forma irresponsável desse pai. Não reconhece esse filho.
08:23
Speaker A
Esse homem ele cresce, ele se torna um homem adulto, ele casa e ele gera um filho. Mas ele era altamente violento com esse filho. Ele era tão violento com esse filho que esse filho quando via esse filho desmaiava. Esse filho fazia o
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Speaker A
um, ele fazia o dois nas calças, se escondia atrás da sua mãe, pedindo socorro.
08:45
Speaker A
Tamanho era o medo que ele tinha desse pai. Esse garoto, ele cresceu odiando o seu pai. Esse garoto, ele cresceu, ele se alistou. Esse garoto, ele conseguiu galgar posições no militarismo.
09:05
Speaker A
Esse garoto tornou-se muito influente e ele conseguiu uma posição que lhe deu poder. E quando uma pessoa machucada, ele consegue uma posição que lhe dá poder, é certo que o povo irá gemer.
09:19
Speaker A
Quando nós estudamos sobre os filhos de Gideão, em que nós temos, dentre tantos filhos dele, um que matou a todos e busca reinar sobre o povo.
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Speaker A
A ilustração que foi dada por um dos filhos sobreviventes foi o espinheiro que governou sobre as demais árvores.
09:39
Speaker A
Então, quando o ímpio lhe governa, o povo sofre, o povo geme. E nós estamos vivendo isso.
09:46
Speaker A
Na história da humanidade, nós vemos impérios que dominaram de forma autoritarista. Esse homem, ele consegue uma posição que lhe deixou na história.
10:02
Speaker A
O seu nome e
10:18
Speaker A
E esse garoto que cresceu e tornou-se essa pessoa influente foi o Hitler. Eu não sei se você sabia disso, mas esse judeu abastado que sai uma noitada dessas e se envolvem com a mulher, ele gera um filho e esse filho
10:34
Speaker A
cresce desconectado da sua figura paterna que foi se abastar o judeu. Quando adulto, ele também casa-se e gera um filho. E ele maltrata esse filho. Ele acaba externando para esse filho toda a injustiça que ele sofreu do seu pai.
10:49
Speaker A
E esse filho tornou-se o Hitler, que matou 6 milhões de judeus. Agora, quem será que matou 6 milhões de judeus? O menino Hitler ou o adulto Hitler? O adulto que você é hoje é consequência da criança que você foi
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Speaker A
ontem. No comportamento ofensivo, agressivo, a criança quando ela é vítima da violência, e no primeiro caso que eu contei para vocês, esse menino fui eu.
11:21
Speaker A
Esse menino foi eu, onde esse pai era líder religioso de uma de uma das religiões de grande expressão no Brasil.
11:29
Speaker A
Ele foi esse líder religioso com suas vestimentas sacerdotais, com essa mulher ao seu lado ajudando. Eu fui essa criança que morei nessa kitnet com dois cômodos, a sala e o quarto e o banheiro do lado de fora.
11:43
Speaker A
Eu tinha tanto medo do meu pai, mas tanto medo do meu pai, que eu só sentia a vontade quando ele estava presente em casa de ficar sentado num banco de madeira de cabeça baixa. Eu só levantava desse banco de madeira para ir ao
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Speaker A
banheiro quando eu não estava aguentando mais. Lembro de muitas vezes meu pai me chamar. E do nada ele me bater com tapas e com socos. Dentre algumas vezes eu cheguei a desmaiar. Lembro de tapas que ele me deu. Um garoto de se para 7 anos
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Speaker A
de idade com homem de 1,80 embriagado. Os tapas que ele me deu, lembro de tapas que ele me deu na face que eu rodava e caía no chão. Eu lembro quas ele me socou no meio da testa, eu
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Speaker A
só vi um clarão. Depois eu entendi. Eu desmaiei. Não entendi o ódio do meu pai por mim.
12:24
Speaker A
Porque não tem outra forma de explicar. não ser um ódio. Até que depois eu entendi que o porquê desse ódio.
12:34
Speaker A
O que me foi contado era que o meu avô, o pai dele era delegado e ele tinha 11 filhos.
12:41
Speaker A
E o meu avô, ele levava a delegacia para dentro de casa. E meu avô acabava externando as suas toxinas, as suas feridas da infância, os seus traumas e abusos inconscientemente, como autoritarismo, de acordo com a posição que ele tinha, ele acabava não
12:57
Speaker A
separando as suas as coisas, levava o trabalho, a delegacia para dentro de casa e ele acabava infligindo abusos físicos e psicológicos em seus filhos, aonde o meu pai foi uma dessas vítimas.
13:08
Speaker A
O que chegou aos meus ouvidos por pessoas chegadas ao meu pai foi que uma vez o meu avô bateu em sua cabeça a ponto de lhe abrir a cabeça.
13:19
Speaker A
Aí eu entendi que o meu pai desenvolveu um comportamento ofensivo agressivo e pelo meu pai também não ser resolvido nas suas feridas da infância e pelo meu pai também não ter sido resolvido nos traumas. Pelo meu pai nunca ter falado
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Speaker A
sobre as emoções e os sentimentos, sobre os desejos e vontades, sobre as lembranças e crenças, por ele nunca ter aberto o seu coração, por ele ter engolido essas angústias. por ele nunca ter se permitido acessar nesses traumas para ser tratado,
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Speaker A
para ser curado, para ser restaurado, para ser redimido nas suas feridas da infância, nas nos seus traumas e nos abusos psicológicos, físicos e emocionais que ele sofreu. Ele acabou externando isso. O nome disso chama-se comportamento de repetição externa. E
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Speaker A
nós não vamos falar sobre essa ferida da infância também. As pessoas violentas, elas são as maiores responsáveis pela destruição no mundo.
14:11
Speaker A
Pessoas que sofreram. Você já observou os lutadores? Vamos pegar aqui. Por muitas vezes eu assisti e testemunhos, relatos, entrevistas de lutadores de UFC.
14:26
Speaker A
Não, olha, irmão, é o seguinte. Eu tô nessa vida aí porque assim, eu encontrei uma oportunidade na academia do Fulano de tal. Ele me deu um suporte aí, entendeu? Meu pai foi embora. Ou outros dizem: "Meu pai faleceu, outros dizem:
14:37
Speaker A
"Meu pai abandonou minha mãe". Outros falam: "Não sei nem quem é meu pai". Outros até nem conseguem falar, começa a chorar.
14:44
Speaker A
Então eu encontrei aí uma oportunidade aí na academia de fulano de tal, comecei a lutar e aí eu consegui um contrato aí no UFC, comecei então com isso a vencer na vida e aí eu dei uma qualidade de
14:54
Speaker A
vida para minha mãe, comprei uma casa para ela. Geralmente a história se resume nisso.
15:02
Speaker A
figura de autoridade masculina paterna ausente, ou por abandono, ou por divórcio, ou porque simplesmente assim, eh, talvez a mãe nem saiba quem é um pai, ou então simplesmente ele nega a assumir, ou por causa do trabalho, mas geralmente as histórias são as
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Speaker A
mesmas, só bos personagens, mas a temática é a mesma. orfandade. E aí ele é o filho mais velho e ele acaba se tornando o herói da família e ele se vê na responsabilidade de ter que assumir a mãe e os irmãos.
15:46
Speaker A
E aí ele encontra a oportunidade. Quando esse cidadão ele entra num queijo ou entra no ring, a criança dentro dele, através do adulto nele vai enxergar a figura paterna.
15:58
Speaker A
Se você estudar a história do Mike Tyson, quando o treinador do Mike Tyson encontrou, ele já tinha oito passagens pela polícia.
16:05
Speaker A
Mike Tyson não sabia que era o pai dele. Mike Tyson, a entrevista que eu testemunhei dele, ele chorava dizendo o seguinte: quando ele pensava entrar no ring, ele começava a chorar porque ele não queria aquilo.
16:22
Speaker A
E o entrevistador Chalaro falou assim: "Mas Mike, você é Mike Tyson, você é o maior lutador da história".
16:29
Speaker A
Depois de Mohammed Ali, você é um dos maiores lutadores que que um dos maiores pugilistas que nós já tivemos. Ele falou assim: "É, eu sei, mas quando eu ia lutar, eu chorava antes de entrar no ring." Ele disse: "Mike, mas por que?" Ele
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Speaker A
falou assim: "Eu não queria aquilo". Mas quando entrava no ring, eu me transformava. E aí o apresentador, o entrevistador perguntou para ele, mas e hoje como está ele falou assim: "Hoje eu tenho um controle, mas ele está dentro de mim.
17:04
Speaker A
Se eu não controlá-lo, ele me domina." Ele não sabia quem era o seu pai.
17:13
Speaker A
Ele foi vítima de violência emocional, psicológica e física. Já tinha oito passagens pela polícia só na infância. Isso fala de 0 a 12 anos a infância.
17:27
Speaker A
Oito passagens pela polícia ainda quando criança. Um treinador de box o viu e percebeu nele com seu olho clínico um potencial e investiu recrutando ele para um mundo dos esportes na área do box e Mike T se tornou uma potência. Então
17:53
Speaker A
esse treinador pega saira dele e canaliza pro esporte, foi canalizado, foi externalizado. Aí você começa a entender porque ele se tornam um dos maiores pugilistas da história.
18:10
Speaker A
Mas as suas dores nunca foram tratadas, suas feridas da infância, os abusos, os traumas nunca foram tratados.
18:18
Speaker A
É o é o que ele fala de algo dentro dele que ele precisa controlar, essa ira incontida. Uma das coisas que eu quero falar futuramente com vocês é sobre mitos da ira. Nós temos um conceito errado sobre ira e nós
18:34
Speaker A
precisamos falar de ira para você entender sobre ira. E não só sobre ira, mas sobre outras emoções, como vergonha, como medo, como responsabilidade, como angústia, como tristeza.
18:48
Speaker A
Nós precisamos falar sobre as nossas emoções, principalmente as básicas, e respeitar e aceitar e administrar essas emoções. Nós não fomos educados a isso.
18:58
Speaker A
Reprimimo nós fomos reprimidos e reprimimos as emoções de nossos filhos. Porque também nós somos reprimidos em nossas emoções. E as nossas emoções elas merecem ser validadas, as nossas emoções elas merecem ser vividas. Nós precisamos aprender a lidar com as nossas emoções,
19:15
Speaker A
viver as nossas emoções, lidar com as nossas emoções e não entender como coisas não boas, como por exemplo, homem não chora, chorar é para fraco.
19:28
Speaker A
Não baixe sua cabeça, não chore, seja forte, engole o choro, entope. Você tem que ser forte.
19:38
Speaker A
Então, essas coisas não ajudam. Isso não é verdade. As emoções são presentes do Eterno para nós e elas merecem ser vivenciadas.
19:50
Speaker A
Eu desenvolvi um comportamento ofensivo agressivo. Hitler, ele vivenciou violência física, psicológica e emocional a ponto de fazer o um e o dois nas calças, se esconder atrás da mãe, às vezes desmaiar de tanto medo e pedir socorro. Michael Jackson
20:07
Speaker A
nem se fala. Nas minhas aulas sobre Rizes da orfandade, eu falo sobre Michael Jackson.
20:16
Speaker A
Ele tinha medo do pai a ponto de vomitar. Eu não sei se você sabe o que que é isso e eu espero que você não saiba, mas um dia esse homem vai se tornar pai.
20:29
Speaker A
E agora? Como é que fica isso? Ele vai se tornar um pai. Será que ele vai estar pronto para ser pai?
20:45
Speaker A
Será que Ritel estava pronto para ser pai? Será que o pai do Ritel estava pronto para ser pai?
20:53
Speaker A
Eu poderia citar aqui para vocês vários exemplos de grandes líderes que tiveram pais ausentes.
21:06
Speaker A
Mas em um outro momento eu quero falar sobre isso com vocês. Mas este homem um dia ele vai se tornar pai, pelo menos legalmente, socialmente falando, ele vai se tornar pai. E as pessoas violentas, repito, eles não se
21:23
Speaker A
sentem responsáveis por sua violência. São os maiores responsáveis pela destruição na face da Terra, mas eles não se sentem responsáveis pela destruição que causa e pela violência que praticam.
21:40
Speaker A
Se você vai conversar com uma pessoa que ele usa de violência física contra a sua esposa, ela fala assim: "Não, ela me obrigou".
21:47
Speaker A
Se você for conversar com um um leão de cháara, se você for conversar com um segurança, se você for conversar com qualquer pessoa, não que eh todo segurança seja eh desequilibrado, não é isso.
22:04
Speaker A
Mas se você for conversar com qualquer pessoa que trabalha na área de segurança, se você e e são pessoas violentas, são profissões que é necessário usar de violência se por um acaso houver uma ameaça para com aqueles que estão lá
22:19
Speaker A
dentro. ou se há um problema lá dentro, é importante que esse segurança, e o nome já fala segurança, é para comunicar segurança.
22:29
Speaker A
Mas observe, toda pessoa que usa, que é violenta, ela não se sente responsável pela violência que causou.
22:41
Speaker A
Toda pessoa que tem um comportamento ofensivo, agressivo, toda pessoa que é violência, que é violenta fisicamente, toda pessoa que usa de violência, que vive da violência, que pratica violência, toda pessoa, eu não sei se você já ouviu, eu não sei se na sua rua, no seu
22:55
Speaker A
bairro, na sua cidade tem dois irmãos gêmeos chamado pavio curto e nem pavio tem.
23:02
Speaker A
Aqui tem pavio curto e e nem pavio tem. Veja se na sua cidade existe esses dois irmãos.
23:10
Speaker A
São gêmeos. Um chama-se pavio curto e outro chama-se nem pavio tem. Quando você senta para conversar com pavio curto e nem pavio tem, faça a seguinte pergunta: Quais vergonhas e injustiças você sofreu na sua infância? Senta que lá vem história.
23:26
Speaker A
Senta que lá vem história. Por trás de toda pessoa agressiva, por por trás de toda pessoa que tem um comportamento ofensivo, agressivo, por trás de toda pessoa violenta, você vai encontrar uma criança que foi severamente machucada, uma criança que sofreu abuso
23:45
Speaker A
psicológico físico e emocional. Como essa criança não tinha quem protegê-lo, primeira coisa que ele faz, ele entra numa academia, ele busca aprender um esporte com a proposta de se defender. Não está errado, mas a verdade por trás desse homem,
24:06
Speaker A
muito bem definir em sua musculatura, com a expressão pesada, rígida, com essa expressão intimidadora, tem um garotinho lá dentro muito medroso.
24:19
Speaker A
Quando você começa a conversar com uma pessoa dessa e quando você começa a entrar na sua história e chega na sua infância, você vai achar um garoto assustado, escondido, desconfiado e ferido.
24:36
Speaker A
Então, a academia que promove a prática do esporte faz com que através do esporte ele venha garantir sua própria segurança, onde ele faz um voto secreto.
24:47
Speaker A
Ninguém jamais vai me abusar fisicamente novamente. Eu nunca mais vou apanhar na escola. Eu nunca mais vou apanhar do meu pai.
24:58
Speaker A
Ninguém nunca mais vai me bater. Então, quando esse cidadão ele entra no ring, eu não tô dizendo que todo atleta, seja de box, de o Maiti, de o Gilgito, de UFC, seja lá do que for, quando ele entra, eu não tô dizendo que isso é uma
25:11
Speaker A
regra, que todo e qualquer atleta ao entrar num queijo ou num rengue, ou seja onde for, no tatame, ele vai se tornar essa pessoa.
25:22
Speaker A
Nós temos aí um grande número. Eu sugiro que você faça um levantamento de quem você quiser, seja de gente famosa, não famosa, no mundo dos esportes. Olha a infância dessas pessoas.
25:37
Speaker A
Então, buscar a arte marcial, porém não somente muitos buscam outros meios, é uma forma de proteger a criança que um dia foi vítima de abuso psicológico, físico e emocional.
25:51
Speaker A
Eu tinha uma ira dentro de mim contida. tamanha que assim, quando eu tava irado, eu não elevava minha voz com os meus filhos, eu urrava.
26:09
Speaker A
No dia em que eu soube da morte do meu pai, meu avô me trouxe a notícia.
26:16
Speaker A
Eu presenti sua morte quando ele morreu. Passei mal, segundo relatos da minha mãe. Mas quando meu avô vi me dar a notícia, eu pulei de alegria e eu gritei bem alto: "Ô, avô, agora eu vou poder brincar." E eu saí correndo e disse: "Eu tenho
26:33
Speaker A
memória". E eu brinquei. Eu brinquei aquela manhã inteira. Meu avô não entendeu nada, ficou assustado, ficou chocado com aquilo.
26:46
Speaker A
A pergunta que eu te faço é: filho ou escravo, genitor ou pai? Genitora ou mãe, casa ou lar?
26:56
Speaker A
Educado ou criado, surrado ou disciplinado, medo ou respeito, escravo ou filho. Qual será que era a minha condição? Vida ou sobrevida?
27:08
Speaker A
Eu queria que você pensasse nisso. Eu gosto sempre de perguntar o seguinte: você que tá aí na sua casa, nesse exato momento me assistindo, me responda uma coisa. É claro que eu não vou ouvir.
27:24
Speaker A
Então, responda para você mesmo. Você teve o cabelo puxado? Você teve a orelha puxada?
27:35
Speaker A
Você teve o rosto socado? Ah, você já tomou tapa no rosto? Não se bate rosto e filho, gente. É humilhante.
27:48
Speaker A
Você para um acaso tomou sacojamento de corpo, sabe quando o pai ou a mãe pega você e dá aquela balançada assim, ó, para ver se o cérebro volta pro lugar?
27:56
Speaker A
Você foi beliscado. Você por um acaso apanhou de cinto? Não. Ah, cinto não. Ok.
28:14
Speaker A
Apanho de corda. Corda de nylon. Ah cisal. Eh, você já apanhou com aqueles fios que a sua mãe coloca lá no quintal ou na área de serviço para secar as roupas de nylon?
28:37
Speaker A
Você tomou cabada de vassoura? Você apanhou de Havaiana? Quem não apanhou de Havaiana, né? Eu odeio Havaiana.
28:47
Speaker A
Fico muito grato. Mas assim, não esconda suas havaianas de mim. Por favor, não me dê aana de presente.
28:54
Speaker A
Respeite quem gosta. Diz que não solta as tiras. Mentira solta. Quem não deforma, mentira, deforma. Que não tem cheiro. Mentira. Fede pr caramba. Usei muita vaina na minha infância. Solta as tiras deforma entende? Eu já usei a vaina tanto, mas
29:08
Speaker A
tanto, que chegou a fazer assim um buraco no no no calcanhar. Quando eu tirava a sandália do pé, tava uma mancha no meu calcanhar do barro do chão, formava um círculo certinho assim, ó.
29:19
Speaker A
Você deve est dando risada, né? Porque você também deve ter passado por isso. Ou então aquele pregozinho embaixo, aí ficava apertado o pé.
29:29
Speaker A
Pois é. Ou então o dedão, por ser mais pesado e botar mais pressão, quando pisamos o pé, ele acaba afundando mais um lado e vai comendo aquele lado da baiana. Pois bem, você ri, mas é trágico.
29:43
Speaker A
Então olha que situação, né? Do que mais você apanhou, né? Então vai lá no Instagram, põe lá nos comentários, Luiz, eu apanhei disso e disso e disso.
29:54
Speaker A
Põe lá nos comentários lá no Instagram, Luiz, eu apanhei disso. Eu apanhei. Às vezes você apanha de coisas que eu nem sei. Palmatória você já apanhou. Eu apanhei.
30:04
Speaker A
A pior chorra da minha vida. Palmatória. Sem falar da violência do meu pai. Por um acaso você ah, você tomou panelada, por um acaso você apanhou de tamanco.
30:22
Speaker A
Taman é antigo, né? Mas você apanhou de tamanco, né? Por um acaso você foi beliscar lá comida e aí a sua mãe acabou queimando você porque você foi dar uma beliscada?
30:32
Speaker A
Eu conheço pessoas que foi, eu tava na Jocong Goiânia uma certa feita dando aula quando o rapaz ele me contou que ele foi amarrado numa árvore e a sua mãe apedrejou ele. Ele tem uma cicatriz no meio dos olhos. É isso
30:45
Speaker A
mesmo? Você tá assustado me olhando? Verdade gente. Um outro, ele disse assim para mim: "Olha, eu eu apanhei com pênis de boi." Eu digo: "Desculpa, eu não entendi. Você pode repetir? Eu acho que eu não entendi direito." Ele falou assim: "Não, eu
30:58
Speaker A
apanhei com pênis de boi". Olha, pênis de boi. E lá em Goiana eu vi falar que a polícia de lá anda com um dentro do da viatura.
31:11
Speaker A
E gente, em Brasília, uma vez eu conheci esse pênis de boa e aquele troço não quebra nem sonho. Desse tamanho, você enverga ele até aqui assim, ele não quebra.
31:21
Speaker A
O bicho é flexível, é duro. Eu fico imaginando aquele troço ali no lombo do cabúclo.
31:27
Speaker A
Eu acho que a pessoa faz um ou dois nas calças viu? Aí eu lembrei do rapaz que disse que apanhou com aquele troço.
31:37
Speaker A
Por um acaso você ficou de joelhos no milho, no feijão, no arroz. Por um acaso você teve a sua cara enfiada na latrina porque esqueceu de dar descarga e o seu pai deu descarga com sua cara na latrina cheia de fees.
31:54
Speaker A
Gente, eu tô te contando histórias aqui, tá? de pessoas que me relataram. Eu tive cabelo puxado, tive orelha puxada, tapas no rosto, soco na cara, apanhei de cinto, apanhei de sandália baiana, tomei sacolejamento de corpo, beliscões, a mão seca mesmo nas minhas costas
32:25
Speaker A
de tamanco. Então, quando eu paro para pensar nessas formas de disciplina, gente, disciplina, disciplinar fala em é ensinar, fala em instruir, ok?
32:44
Speaker A
Então, disciplinar é isso, é instruir. Disciplinar é isso, é ensinar. Agora, você pode usar meios para ensinar. Você pode usar uma conversa, você pode usar um conselho, você pode usar uma exortação, você pode botar a criança para pensar um
33:00
Speaker A
pouco, você pode pedir para ela ficar sentada algum tempinho ali, você pode também, OK, tirar os prazeres dela.
33:11
Speaker A
você tirar o prazer da criança. Gente, quando eu tirei o prazer dos meus filhos, aquilo que eles mais gostavam de fazer, mas eles choravam que parece que apanharam de uma ferramenta não conveniente.
33:28
Speaker A
E você pode também disciplinar literalmente com a vara, mas não tá escrito puxão de cabelo, não tá escrito puxão de orelha, não tá escrito tapa no rosto, não tá escrito soco no rosto, não tá escrito ficar preso no quarto
33:43
Speaker A
trancado, no escuro, não tá escrito ficar sentado por horas a ponto de adormecer no lugar que estava sentado.
34:02
Speaker A
Não tá escrito lá na Bíblia sobre você é dar paulada, usar a corda, o fio, de você usar corda de nylon, corda de cisal, cinto palmatória queimar com ferro quente.
34:27
Speaker A
Não tá escrito isso. D nas pernas até as pernas começar a tremer. Dar nos pés, na sola dos pés, botar de joelho, humilhar, meter a cara da criança no no no vaso sanitário, porque ela esqueceu de dar descarga. Isso é abuso.
34:51
Speaker A
Isso não é disciplina. Não confunda disciplina com surra. Você pode disciplinar conversando, você pode se disciplinar eh eh eh instruindo, você pode disciplinar conselhando, você pode ensinar eh disciplinar exortando, você pode disciplinar tirando os prazeres, você pode disciplinar botando ele
35:15
Speaker A
sentado por um tempinho ali, uns 5 minutos, 7 minutos para ele pensar. Você pode disciplinar com a vara, dar três varadinha em nome espírito santo. Amém.
35:28
Speaker A
De preferência, sem ira. Eu desafio você a disciplinar, disciplinar e não surrar seus filhos com vara sem ira.
35:40
Speaker A
Sabe quando eu consegui isso? Quando eu perdoei o meu pai pelos abusos espiritual. Meu pai abusou de mim espiritualmente, emocionalmente fisicamente e psicologicamente.
35:57
Speaker A
No dia em que ele morreu, celebrei a morte dele. E quando eu perdoei, eu podia chorar o seu falecimento.
36:07
Speaker A
Eu pude chorar o meu luto. Foi quando então eu pude viver o meu luto, chorar o meu luto e lamentar a sua morte. Eu entendi o porque que o meu pai ele abusou de mim psicologicamente, fisicamente emocionalmente e psicologicamente.
36:32
Speaker A
Só que eu fui entender isso anos depois. Só que eu fui entender isso adulto. A minha mãe dizia que meu pai tinha um grande carinho por mim. A minha, a minha mãe me disse que meu pai me amava, tinha
36:42
Speaker A
muito cuidado para comigo e tinha um grande carinho por mim. Mas como é que eu podia acreditar que meu pai tinha um grande carinho por mim?
36:51
Speaker A
Quando como é que eu podia acreditar que meu pai tinha um grande amor por mim e cuidado comigo?
36:55
Speaker A
Se o ambiente onde eu morava, além de não ser um ambiente saudável, porque eu não sei se era um ambiente de culto a sua religião e ao seu e aos seus deuses, ou se era uma um lar.
37:13
Speaker A
Hoje, como isso é a diferença entre lá e em casa, eu posso ousar afirmar para você o seguinte: lar não era, era uma casa.
37:21
Speaker A
A nossa condição social, a nossa condição social e financeira não era boa, era muito pobre.
37:33
Speaker A
Não vou dizer miserável, mas muito pobre. Uma kittinete, dois cômodos morando nessa kitnete, dois cômodos, onde eu dormia sobre uma rede e a rede estava sobre a cama dos meus pais. E como disse, eu os vi ns, eu os vi terem
37:47
Speaker A
relações, feriu minha memória, isso me prejudicou, isso gerou danos para mim. Um ambiente aonde eu vi o meu pai chegar ou embriagado, malmente se equilibrando nas suas pernas, machucado, sujo, quando não há amigos indo levá-lo ou minha mãe
38:02
Speaker A
indo buscar, ele tirava a roupa, dava-lhe banho, tratava as feridas, botava roupa limpa, dava de comer e botava ele para dormir.
38:09
Speaker A
Repito, isso fala de feridas maternas. Um homem estável, homem que perde poder, posição dinheiro condição status influência e cai numa condição crítica, deixando sua esposa e filhas, minhas irmãs, indo morar com a sua amante.
38:30
Speaker A
Às vezes o meu pai voltava paraa sua esposa e filhas, depois voltava paraa minha mãe e para mim, paraa sua esposa e minhas irmãs, depois paraa sua, paraa minha mãe e para mim.
38:44
Speaker A
E também dizem que eu tenho uma outra irmã que eu nem conheço. Minhas duas irmãs que eu conheço. Amo minhas irmãs.
38:49
Speaker A
Infelizmente não crescemos juntos. crescemos em lugares distantes a respeito, as amo. Independente dessas questões que não é nossa, é deles.
39:06
Speaker A
Mas 80% das memórias que eu tenho do meu pai, infelizmente, foi essa. Então, eu não tinha lá, eu tinha uma casa, eu não fui educado, eu fui criado, eu não fui disciplinado, eu fui surrado, eu não tinha um pai, eu tinha um
39:19
Speaker A
genitor, eu não tinha uma mãe, eu tinha uma genitora. Depois a minha mãe se torna mãe.
39:24
Speaker A
Eu não fui assistido nas minhas necessidades narcísicas saudáveis e nem nas minhas necessidades básicas.
39:33
Speaker A
Isso por si só já é abuso. Me tornei um sobrevivente num ambiente tóxico difícil numa condição social e financeira disfuncional, não saudável, tóxica e pobre.
39:52
Speaker A
Quando ele morreu, eu tinha sete de idade, ele tinha 33. E nós fomos morar na casa da minha avó.
40:01
Speaker A
E a minha avó, com toda a sua severidade, por ser descendente italiana sobrevivente da guerra, a minha avó, ela por sua vez me conduz ao evangelho.
40:15
Speaker A
Eu sou muito grato porque hoje eu estou aqui. No dia em que eu perdoei meu pai, a orfandade em mim, o órf me morreu e o filho em mim nasceu. No dia em que eu perdoei meu pai, eu chorei todo o luto e
40:30
Speaker A
passei pelo luto que estava atrasado, que não foi vivido. Eu pude viver a dor. Eu pude passar pela dor, eu pude encarar a minha dor. Eu pude entender a causa da minha dor. Eu pude expressar a minha dor com lágrimas
40:45
Speaker A
e palavras. Eu pude defini-la. Eu pude abrir mão dela para o Espírito Santo. Eu perdoei o meu Pai. E naquele dia eu recebi ao Pai, ao Senhor, como meu Pai.
40:54
Speaker A
Foi quando então pude chorar a minha dor, eu pude viver o meu luto. Aí sim eu pude dar para os meus filhos o que eu nunca recebi.
41:04
Speaker A
Eu lembro que assim eu tinha uma série, eu eu fiz todo ele faz um voto secreto.
41:08
Speaker A
Eu jamais farei com os meus filhos o que meu pai fez comigo. Eu fiz esse voto.
41:11
Speaker A
Talvez você fez também. Todo ófaz um voto secreto. Jamais vou fazer com os meus filhos o que o meu pai fez comigo. A mesma medida que você mede será medido. Nós julgamos as pessoas por nós mesmos. O meu pai foi vítima da
41:24
Speaker A
vítima e eu também fui vítima. Não justifica o que ele fez. Alguns dizem que o amor acaba, outros dizem que o amor não acaba. Eu quero dizer que o amor não acaba, porque o amor é eterno. Capítulo 4, versículo de
41:39
Speaker A
Primeira João diz que Deus é amor e o amor é eterno. Meu pai morreu, mas o meu amor por ele continua.
41:49
Speaker A
Meu pai morreu para mim, mas não pro senhor. Não vou julgar onde meu pai está ou deixa de estar, não cabe a mim.
41:59
Speaker A
Eu lembro que em 2005 eu fiz um seminário nesse justo lugar onde eu estou hoje, Jocum Almirante Tamandaré. Em 2005, eu fiz uma escola, um seminário chamado Escola Integral de Formação de Libertadores, uma escola de aconselhamento no campo da
42:17
Speaker A
libertação. E houve um ato profético de homens se posicionarem à frente do público, dos alunos e o desafio era levantar e dar um abraço nesse homem. E eu vi um homem parecido com meu pai.
42:32
Speaker A
E naturalmente a maioria de nós nos vemos assim, nos sentimos influenciados, persuadidos pela grande massa, pela grande maioria. Isso é natural.
42:46
Speaker A
E eu disse: "Não, não vou levantar, não vou dar um abraço, porque isso já tá resolvido, não precisa." Eu vi uma voz dentro de mim dizendo: "Vai lá e dá um abraço". Eu digo: "Não, isso é coisa da minha cabeça, já tá
42:59
Speaker A
resolvido, já perdoei o meu pai". Aí de novo aquela voz, como a brisa vai lá e dá um abraço, eu disse: "Não, não precisa".
43:08
Speaker A
E aquela pessoa tava lá de frente, ninguém tinha ido abraçá-lo, ou melhor, naquele momento não tinha ninguém abraçando ele e de novo a voz disse ao meu coração, vai lá e dá um abraço e eu digo, olha, quer saber, eu
43:22
Speaker A
vou acabar com isso. Levantei e dei um abraço. Quando eu dei um abraço nele, eu senti saudades do meu pai.
43:31
Speaker A
E eu disse: "Pai, que saudade! Explica para mim como é que você sente saudade de uma pessoa dessa.
43:40
Speaker A
É quando você perdoa. Quando você perdoa, você desfoca da dor. Perdão não é sentimento, é decisão. De quantos minutos você precisa para perdoar o momento? Já fiz essa pergunta aqui, faço de novo. Gosto dela.
43:57
Speaker A
Quando eu decidi perdoar o meu pai, o meu coração rompeu. O coração de pedra foi quebrado. O coração que estava escurecido foi transformado.
44:08
Speaker A
O Senhor me deu um coração de carne e tirou de pedra. Eu não chorava, gente.
44:13
Speaker A
Eu não chorava. Eu voltei a chorar no dia que eu perdoei meu pai. E quando eu comecei a chorar, eu parei para pensar.
44:23
Speaker A
tentando lembrar qual foi a última vez que eu havia chorado. E eu acho que eu chorei quando eu saí do cemitério.
44:32
Speaker A
Eu penso que eu chorei muito mais sentindo a dor da minha mãe do que a minha própria dor.
44:37
Speaker A
Porque para mim foi muito mais um livramento, uma liberdade do que uma perda. No dia que eu perdoei meu pai, eu não só vivi o meu luto e chorei a minha dor, como eu pude sentir saudades dele. E eu
44:54
Speaker A
pude enxergar não a minha dor, mas eu pude enxergar o homem nele, a humanidade dele.
45:01
Speaker A
Pode enxergar os valores, pude enxergar os dons, pude enxergar o homem, a imagem semelhança do Criador.
45:09
Speaker A
E eu lamentei um desperdício, 33 anos, um homem muito talentoso. Ao olhar para mim, você tá vendo meu pai, com exceção dos lábios, porque minha mãe é descendente italiano e o meu pai é descendente africano com traços grossos. E nem todo africano tem traços
45:25
Speaker A
grossos, depende da tribo. Mas do meu pai eu não tenho a testa, nem os lábios, mas o resto tenho. Muita coisa puxei do meu pai. Eu me sinto honrado por isso e sou grato ao Senhor por isso.
45:39
Speaker A
Lamento, comecei a sentir sua falta, desejar sua presença. Eu me surpreendi quando eu dei abraço naquele homem, disse: "Pai, que saudade!" Eu lembro que eu estava em Corumbá e quando eu terminei de dar um seminário, após dar o meu testemunho e
45:57
Speaker A
eu tô falando aqui muito por cima, tá gente? Não tô entrando em detalhes, só quando eu estou com alunos presentes, eu gosto de falar detalhadamente do meu testemunho.
46:09
Speaker A
Quando terminamos o seminário, eu fiz um um momento ali profético, comecei a ministrar ministrar o público e levantou um homem.
46:20
Speaker A
Esse homem, ele tinha a cor do meu pai, a altura do meu pai, eh a calva e ele veio na minha direção.
46:30
Speaker A
Ele deu aquele sorriso, parecia muito o sorriso do meu pai, ele me deu um abraço e ali eu pude perceber que se o meu pai estivesse vivo, ele estaria feliz com o que eu estava fazendo.
46:44
Speaker A
Ali eu tive uma afirmação paterna do pai naquele homem que parecia muito com meu pai.
46:52
Speaker A
Ali foi uma outra evidência de que eu estava curado das minhas feridas da infância em relação ao meu pai.
47:01
Speaker A
Hoje para mim chamar uma pessoa de vagabundo, safado, sem vergonha, cachorro não presta, não vale nada. Vai demorar um pouco. Sabe por quê, gente?
47:06
Speaker A
Não escolhemos hemisfério, não escolhemos nação, região, estado, cidade bairro rua. Não escolhemos o tipo de família e cada família tem a sua cultura.
47:18
Speaker A
Existem tipos de família como super protetora, caótica, de vínculos, de regras e também aglutinada.
47:28
Speaker A
E você é parte dessa família, torna-se parte da da família, você pratica a cultura, torna-se cultura dessa família, se acultura com essa família e lá você sofre as feridas da infância que l são infligidas, traumas e abusos.
47:44
Speaker A
Seja gravíssimo, grave, seja leve, mas também muita coisa boa acontece. Não precisa ser experto em psicologia para entender que o o mal da sociedade são famílias disfuncionais.
48:01
Speaker A
O que você tá fazendo com seu filho? Você que está me assistindo nesse exato momento, você foi educado ou disciplinado?
48:09
Speaker A
Você, ou melhor, você foi educado ou criado, você foi disciplinado ou surrado, você aprendeu ter medo ou respeito, você tiver uma casa ou um lar, você tem um genitor ou pai, um genitor ou ou uma mãe, você é homem ou macho? Você é fêmea ou
48:27
Speaker A
mulher? O que você fez com seus filhos? Você os surrou os disciplinou? Você foi surrado ou disciplinado? surrada ou disciplinada.
48:44
Speaker A
Agora, a motivação de nossos pais foram boas. Talvez o princípio foi errado ou o princípio certo é motivação errada.
48:55
Speaker A
Motivação certa é princípio errado gera morte. Princípio certo, motivação errada gera morte. Princípio certo, motivação certa gera vida.
49:02
Speaker A
Mas eu vou te dar um conselho. Não ofereça uma graça inferior que você recebeu. Você não merecia ser perdoado, foi. Você não merecia ser salvo, foi.
49:11
Speaker A
E repito a pergunta: de quantos minutos você precisa para perdoar o momento? Não existe cópia para os nossos pais.
49:21
Speaker A
Eles amadurecem. E será que você não está repetindo as mesmas coisas, gente? para não socar a cara dos meus filhos, para não dar tapa no rosto deles, eu socava as paredes.
49:35
Speaker A
Eu dava tapa nas paredes, eu não gritava, eu rava. Eu lembro que uma vez eu dei um grito tão forte. Isso há mais de 20 anos atrás, bem mais de 20, há uns 23, 24 anos atrás, eu tinha esse comportamento.
49:52
Speaker A
Eu lembro que uma vez eu dei um grito tão alto, e outra coisa, eu servi 5 anos no exército e tem muito abuso de autoridade.
50:00
Speaker A
E assim como meu avô, eu levei o exército para dentro de casa. Eu lembro que eu dei um grito tão alto que o meu filho na época tinha uns dois aninhos. Ele botou as duas mãos nos ouvidos e aquilo me marcou.
50:19
Speaker A
Eu nunca soquei o rosto deles, nunca dei tapa no rosto deles, nunca puxei cabelo, nunca xinguei os meus filhos. Você pode, vocês podem perguntar para eles.
50:30
Speaker A
Nunca falei palavrão diante deles, nunca puxei o cabelo, nunca puxei a orelha, nunca dei tapa no rosto, nunca soquei.
50:45
Speaker A
Mas eu vou dizer uma coisa para vocês. Quando eu pegava de cinto, eu me excedia.
50:50
Speaker A
Não me rule disso, muito pelo contrário. Eu lembro que depois que eu perdoei o meu pai, eu adetei o seguinte método. Primeiro eu converso, na segunda eu exorto, na terceira eu dou uma disciplina, na quarta eu dou um ultimato, na quinta
51:10
Speaker A
eu uso a vara. E assim eu fazia. Primeiro eu conversava, depois eu preparava, não ameaçava, eu preparava, exortava.
51:20
Speaker A
Na terceira eu tirava os prazeres, eu dava uma disciplina. Na quarta eu dava um ultimato, na quinta vinha o juízo.
51:29
Speaker A
Eu lembro que algumas vezes eu usei sempre a vara. Depois que eu perdi meu pai, passei a usar tão somente a vara. eram três varadas, mas algumas vezes eu me peguei chorando junto com eles.
51:43
Speaker A
E aí eu penso que a disciplina valeu. Graças a Deus eu eu consegui viver a promessa que o Senhor converte maldição em bção, onde abundou o pecado, superabundou a graça.
51:58
Speaker A
Então hoje quando eu paro para observar certas pessoas, quando eu penso no tipo de família, como eu disse, a gente não escolhe hemisfério, não escolhe nação, região, bairro, cidade, estado, a gente não escolhe nada disso.
52:11
Speaker A
Você escolheu o hemisfério, você escolheu oriente ou ocidente, você escolheu a nação, a região, o estado, a cidade, o bairro, a rua? Não. O tipo de família? Não.
52:22
Speaker A
As características hereditárias, não. O que você herdou espiritualmente e o que você vai herdar materialmente, que é de bom e de ruim. também não.
52:31
Speaker A
Simplesmente você foi inserido. Mas por trás desse ser chamado pai, mãe tem uma história.
52:38
Speaker A
E aí eu gosto muito de te fazer uma dinâmica de grupo na minha escola.
52:44
Speaker A
Eu gosto de fazer a seguinte pergunta: você conhece os seus pais? E se você quer conhecer essa dinâmica, vem fazer a nossa escola.
52:55
Speaker A
Vai ser uma honra e privilégio receber. Então fico pensando, e o Hitler, como será que foi a família de Leonel Bragenev, Mussolini, Stalin Hitler?
53:14
Speaker A
Como será que foi a família desses homens? Como será que foi a família desses grandes estadores de hoje?
53:29
Speaker A
Como será que foi? Já parou para pensar nisso? E um dia esses homens se tornam pais. O psiquiatra Bruno Betelém criou uma frase para esse processo.
53:46
Speaker A
Mas que processo você tá falando? Você não fala de processo. Quando uma criança ela é vítima de abuso, seja psicológico, seja físico, seja emocional, seja sexual, a criança, por sua vez, ela anula a sua identidade e absorve identidade do seu
54:08
Speaker A
abusador. A carga de violência é tamanha que ela não consegue lidar com aquela carga.
54:17
Speaker A
Então ela anula sua identidade para sobreviver e passa a assumir a identidade do seu abusador.
54:27
Speaker A
Verdades ou mentira? O que você falar para uma criança, ele vai receber como verdade.
54:32
Speaker A
Verdades ou mentira? O que você falar para uma criança, ele vai receber como verdade. Chega uma hora em que a criança ela percebe que ela consegue incomodar o fantástico como um dos adultos.
54:46
Speaker A
Não porque ela percebe por si só, porque o que ela faz, ela joga aqui, não tem nada, nenhum problema, nada demais, mas é que esse adulto comunica para ela que ela tá incomodando e a reprime na sua ira,
54:59
Speaker A
e a reprime na sua vergonha, e a reprime na sua tristeza e a reprime nas suas angústias.
55:14
Speaker A
Se a criança está irada, repreende a criança, manda ela baixar o tom de voz, calar a boca, senão ela apanha. Se a criança tá triste, por que que você tá triste? Qual o problema? É você que coloca comida e é na mesa? Você tá
55:25
Speaker A
preocupado com o que você vai comer amanhã? Se a criança sente vergonha, chama de bicho do mato. Se a criança Então, a criança parece que não pode sentir tristeza nem raiva, a criança não pode sentir vergonha.
55:39
Speaker A
Então elas começam a entender que ter emoções não é uma coisa boa. E aí esse adulto começa a dizer para essa criança o que ela deve fazer, como fazer, quando fazer, não lhe dá opções, tem coisas.
55:55
Speaker A
É claro que nós devemos instruir nossos filhos, orientar nossos filhos, direcionar nossos filhos, mas as as escrituras afirmam que devemos ensiná-los em todo tempo, seja na estrada, seja em casa, seja onde for, em todo tempo. Ensina a criança, ensina a
56:09
Speaker A
criança, não é o adulto, o caminho que deve andar. É ensinar assim, reprimir as emoções.
56:18
Speaker A
Não, não ouse disciplinar, ou melhor, não ouse surrar os seus filhos. disciplíneos com vara, vara ensino, vara conselho, vara repreensão e vara literalmente vara. Mas o mesmo Provérbios que diz que é para disciplinar com vara, o mesmo livro, você quer entender sobre
56:36
Speaker A
disciplina, vai ler Provérbios. Disciplina é educar, disciplina é instruir. Disciplina é ensinar, disciplina é corrigir.
56:47
Speaker A
Você pode corrigir conversando, você pode corrigir ensinando, você pode corrigir repreendendo, você pode corrigir tirando os prazeros.
56:53
Speaker A
Você pode corrigir também usando a vara, porque chega a hora que filho desafia o pai, porque ele quer ter certeza que aquele pai realmente é capaz e poderoso suficiente para protegê-lo.
57:08
Speaker A
E quando um filho, ele chama muita atenção, é porque ele não tá se sentindo amado. Perceba que depois que você o disciplina, ele fica tranquilo, calmo, manso, vira um anjo, porque ele sabe que ele já pagou a etapa dele, ele já pagou
57:20
Speaker A
a punição dele, ele já pagou pela transgressão dele, ele pagou pelos erros dele, então não deve mais nada. Eu disciplino meu filho de 8 anos, não demora muito, ele vem, ele fica chamando minha atenção, ele chega perto de mim, ele me abraça
57:40
Speaker A
e ele pergunta: "Pas tá com ra de mim?" Eu lembro que em janeiro desse ano eu fiz algo com o Samuel que eu me arrependi.
57:53
Speaker A
O Samuel, ele tava com estímulo do nosso neto e o Samuel chamou tanta atenção, mas tanta atenção, conversei com Samuel, exortei Samuel, disciplinei Samuel, Samuel, fica sentadinho aí.
58:07
Speaker A
Por várias vezes conversei com Samuel e Samuel aprontando, aprontando. Chegou a hora que eu não aguentei. Eu disse: "Ó, meu filho, agora você vai apanhar".
58:15
Speaker A
E eu não tinha uma vara por perto e eu peguei a sandália mesmo, só que a sandália era um pouco grossa e eu dei três na bunda dele. Mas quando eu terminei de dar essas três chineladas na bunda dele, simplesmente eu fui para um
58:26
Speaker A
canto e eu comecei a chorar porque eu percebi que eu agi no momento de ira e eu usei um objeto que não era para ser usado e com aquilo eu me senti mal. Mas o que mais me quebrou
58:42
Speaker A
foi depois de uns 20 minutos. Ele trazer um copo de água para mim e perguntar: "Pai, você tá bem?
58:50
Speaker A
Isso me arrebentou e ele tocar no meu ombro e começava a fazer carinho. Se você bate no seu filho e você sente o prazer, talvez tem alguma coisa errada com você.
59:08
Speaker A
Se ao chegar em casa o seu filho, ele não sente prazer, alegria e satisfação e segurança, ele pode ser um órfão de pai vivo ou de mãe viva.
59:17
Speaker A
Porque não é só pai que bate de forma grosseira e violenta, não. E mãe também, viu?
59:25
Speaker A
Se o seu filho, ao você chegar em casa, não se alegra, não sente prazer, não te recebe, não sente satisfação, fica timidado, fica inseguro, ele tem medo de você e não respeita. Eu já falei diversas vezes pro meu filho, eu não
59:38
Speaker A
preciso do seu medo, eu preciso do seu respeito. Não confunda medo com respeito, porque um dia esse filho vai se tornar pai, que tipo de pai ele vai se tornar?
59:50
Speaker A
Então, a criança ela não aguenta essa descarga. Então, o que ela faz? ela acredita que ela está errada e que o adulto, dizendo a verdade ou não, ela vai entender e acreditar que o que ele tá dizendo é verdade. E para não perder o
60:04
Speaker A
adulto e para não se sentir rejeitada e ou abandonada, ela acredita no adulto porque é um adulto. E verdades ou mentira, o que ela o que o adulto fala, ela recebe como verdade. Então ela anula a si mesmo
60:22
Speaker A
e assume a identidade do seu abusador, seja psicológico, seja emocional, seja físico, seja sexual.
60:33
Speaker A
Então é aí que você divorcia do seu eu deixa de ser você para ser algo que foi imposto por um adulto que não entendeu que você um dia foi uma criança com fase anal, com fase oral, com fase fálica,
60:50
Speaker A
latente, com a personalidade, com o perfil geracional, com um perfil de comportamento que tem uma linguagem de amor.
61:00
Speaker A
que acabou repetindo em você o que ele também sofreu. E aí você deixa de ser você para ser aquilo que o adulto impõe para você. E se você não é respeitado nas suas necessidades narcísicas, se elas não são
61:11
Speaker A
correspondidas, necessidades narcísicas saudáveis, nem nas suas necessidades básicas, se você não se sente incluso, amado, aceito pertencente desejado na sua linguagem de amor.
61:29
Speaker A
Então, a criança ela entende que ela está errada, ela deixa de ser ela mesma ali. E ela se divorcia do seu autêntico dela, deixa de ser ela mesma e passa a assumir um personagem como que dado por um script
61:45
Speaker A
pelo adulto diante dela que ele corrigiu ou lhe ameaçou, lhe repreendeu simplesmente por ser ela, ser quem é.
61:56
Speaker A
Gente, tem coisas que criança não sabe. Tempo de espaço. Criança não tem noção de espaço. Criança não tem noção de tempo. Criança não tem noção de perigo.
62:06
Speaker A
Então, a sua autoridade tem que estabelecer na infância. Tem coisas que você vai ter que realmente estabelecer, porque não tem noção perigo espaço tempo.
62:19
Speaker A
Mas tem coisas que você precisa e deve respeitar a criança para que você não quebre o espírito da criança e ele se torne uma criança para mente escrava, passiva, que só executa, para que ela não se torne um servo inútil. Somos servos inúteis
62:44
Speaker A
porque só fazemos aquilo que nos mandam. Não tem coisa mais inútil do que ser útil. E onde está a iniciativa?
62:53
Speaker A
Essa é a questão. Então isso fala de identificação com abusador. Alice Miller, uma grande terapeuta, chamou de lógica do absurdo.
63:08
Speaker A
Perceba se dentro de uma de uma casa um ambiente é de violência química, física, emocional ou sexual, essa criança ela vai acabar buscando o exterior e não o interior. Ela vai acabar se anulando e vai acabar recebendo a identidade
63:31
Speaker A
imposta pelo seu abusador. Perceba que você está repetindo coisas que você aprendeu com seus pais.
63:41
Speaker A
Você nunca parou para pensar, mas você tem o mesmo comportamento em algumas coisas. Tem pessoas que têm comportamentos repetitivos e nunca percebeu em grande proporção, em médio ou curta ou pequena proporção.
63:54
Speaker A
Coisas que você simplesmente nunca para pensar. Você só tá repetindo. Mas quando é que você vai pensar, não, mas pera aí, para que que eu faço isso mesmo?
64:03
Speaker A
Vou te dar um exemplo. Um jovem perguntou pra sua esposa: "Meu bem, por que que você corta a borda da pizza para pôr no forno?" Não, minha mãe fazia isso.
64:19
Speaker A
"Sogra, por que você cortava a borda da pizza para pôr no forno?" "Não, minha mãe fazia isso. Vó, por que que você cortava a borda da pizza para pôr no forno?" Não, minha filha, porque naquela época o forno era tão
64:30
Speaker A
pequenininho, então se não cortasse a borda não encaixava. Por isso que eu cortava a borda.
64:37
Speaker A
Só que a mãe repetiu isso e a neta repetiu isso simplesmente porque a avó fazia, mas nunca se perguntou por quê.
64:49
Speaker A
É quando muitas vezes a criança vai falar alguma coisa e você fala assim: "Não me responda, não me questione".
64:54
Speaker A
Ué, mas desde quando questionar, perguntar é rebelião? É aí que as pessoas confundem discordância.
65:04
Speaker A
Se eu discordo de você, você entende como rebelião, como se eu tô me levantando contra você. E não é, não é. Então, as pessoas mais violentas são as pessoas, os maiores responsáveis pela destruição na face da terra foram
65:18
Speaker A
pessoas violentas, que foram vítimas de violência na infância, que não se sentem responsáveis. pela violência que causa. Se você hoje encontrar um homem que acabou de quebrar o maxilar de um outro homem, ele vai dizer assim: "Ele me provocou,
65:32
Speaker A
ele me obrigou a fazer isso com ele." Ele não vai dizer assim: "Não, eu sou responsável ter feito isso com ele." Ele vai dizer que a pessoa foi responsável, que a pessoa o obrigou, que a pessoa impulsionou ele a fazer
65:43
Speaker A
aquilo. Ele não assume a responsabilidade. Essa é uma das características. Agora, por um acaso, você conhece alguém assim?
65:57
Speaker A
Houve um congresso, houve um congresso, eh, congresso um congresso para um seminário em Nova York sobre traumas de infância, traumas de infâncias e não só traumas de infância, trauma em si. E teve uma temática que foi voltada mais para as
66:16
Speaker A
questões da infância. E uma terapeuta levantou a mão e ela falou assim: "A minha mãe, ela foi vítima do nazismo.
66:26
Speaker A
Minha mãe, ela ela foi prisioneira de guerra, ela sobreviveu. E por diversas vezes a minha mãe relatou que os nazistas chamavam de porca judia e a cuspiu na sua face." E ela diz que muitas vezes quando a mãe
66:46
Speaker A
dela se irritava com ela, a mãe dela usava as mesmas palavras e cuspia no rosto dela.
66:53
Speaker A
A mãe dela assumiu a identidade dos seus abusadores. Ela passou muito tempo nos campos de concentração, acabou repetindo. Como eu disse, isso é uma ferida da infância chamada de comportamento de repetição externa.
67:18
Speaker A
Outra coisa também que pode causar esse comportamento ofensivo, agressivo, tá? É aquele tipo de educação que os pais dão, mas é na negociata.
67:31
Speaker A
Então os pais chegam no acordo com os filhos. Olha, eu brancou tudo para você, são indulgências. Eu banco tudo para você, mas você me deve obediência.
67:41
Speaker A
Então o filho faz aquele papel de tirar boas notas, mas a motivação de tirar boas notas não é pelo desempenho dele, não é para mérito seu, não é para conquistas suas, não. Ele faz por uma negociata. A motivação é vou ganhar algo. Ele não
67:55
Speaker A
faz. É como você tirar a nota 10 na escola. Você tirou 10. OK? Aí você vai estudar para tirar 10 novamente, mas não é para para que você possa provar para os outros que você é o melhor, um CDF, é assim que falam, o
68:11
Speaker A
melhor da sala de aula. Não, você vai buscar tirar 10 novamente para você não cair na mediocridade.
68:17
Speaker A
Essa tem que ser a motivação, porque melhor você não é, pior também não é.
68:21
Speaker A
você é o único. Então, existem pais que negociam com os filhos. Então eles se empenham não por descobrir, não para explorar o potencial, não para explorar os valores, não para o crescimento intelectual, não para para para eles eh fortalecerem
68:50
Speaker A
e descobrirem esse potencial dentro deles, não para conquistarem. A motivação é outra, é um acordo.
68:59
Speaker A
Então os pais fazem tudo que eles querem. Então tudo que eles querem, se eles tirarem boas notas, então a gente percebe a negociata.
69:11
Speaker A
Se esses filhos quando se tornam adultos, se eles não tiverem o que eles querem, como querem, a hora que querem, eles vão se tornar pessoas agressivas, porque eles acreditam que todos têm obrigação de fazerem o que eles querem
69:23
Speaker A
na hora que querem, quando querem, porque simplesmente se julgam os melhores. Isso é arrogância. Uma outra coisa que pode desenvolver um comportamento ofensivo agressivo, é abuso sexual. Pessoas foram abusadas sexualmente, elas têm uma forte tendência a desenvolver um comportamento
69:38
Speaker A
ofensivo agressivo. OK? Agora vamos falar um pouquinho sobre distúrbio narcisistas. É uma outra ferida da infância, tá? Então, quero falar um pouquinho com você sobre os distúrbios narcisistas. Toda criança, ela merece ser amada incondicionalmente.
69:56
Speaker A
O amor do Pai para nós é incondicional. Só as promessas que são condicionais, mas o amor é incondicional.
70:04
Speaker A
Então, toda criança, ela merece e deve ser amada incondicionalmente. Uma das coisas que eu sempre gosto de falar pro meu filho é: nada do que você faça vai diminuir ou aumentar o amor que eu sinto por você.
70:18
Speaker A
Nada do que você faça vai mudar o amor que eu tenho por você para que ele entenda que ele é amado incondicionalmente, simplesmente pelo fato, é meu filho. OK? Então assim, cada um de nós foi nós antes de ser eu,
70:37
Speaker A
porque a criança ela não se vê eu, ela se vê nós. Então a criança ela tem a necessidade de ter os pais o tempo todo. As crianças precisam dos pais o tempo todo, mas nem sempre, nem sempre os pais não podem dar atenção o tempo
70:50
Speaker A
todo. Elas precisam dos pais o tempo todo, mas infelizmente não tem como dar essa atenção o tempo todo para eles.
70:59
Speaker A
Mas é importante dar atenção em todo o tempo que é possível. Então, a criança, ela se sente uma com a casa, ela se sente uma com a família, ela se sente uma principalmente com a mãe, ela se sente uma.
71:15
Speaker A
Até que vai chegar um momento em que ela vai perceber que ela é um ser individual.
71:20
Speaker A
é quando ela vai começar a entender sobre o eu. Então, todos nós fomos nós antes de ser eu. Então, toda criança, ela precisa dos pais o tempo todo.
71:33
Speaker A
E hoje eu fico pensando em crianças que com meses já estão numa creche. Como será essa geração que cresce fora de um contexto familiar, que cresce sem o contato dos olhos?
71:50
Speaker A
Se é um contato da pele, se é um contato da voz, se é um contato do cheiro, se é um contato físico, como não será essas crianças lá na frente?
72:06
Speaker A
Já parou para pensar nisso? Os danos que isso pode vir a causar. Uma coisa é você deixar um filho na creche por uma necessidade, porque realmente é inevitável.
72:18
Speaker A
Dependente da situação, da circunstância, OK? Eu fui menino de crédito, não gostei da experiência, mas em nome de conquista, status, poder, sucesso dinheiro você vai pegar todo esse sucesso que você tem e vai investir para resgatar o seu filho, porque lá na frente você vai
72:33
Speaker A
perceber os danos e nenhum sucesso vale em cima da família. Nenhum sucesso vale. Mas ok. Deixa eu te falar aqui algumas características de distúrbios narcisistas.
72:47
Speaker A
Então eu listei aqui alguns que eu quero citar para você, tá? Então primeira coisa, estão sempre procurando o amante perfeito que vai satisfazer todas as suas carências.
72:57
Speaker A
Por quê? simples, porque ele não absorveu, não recebeu, não teve convicção, não se sentiu seguro no ambiente ao qual ele nasceu, no ambiente ao qual ele fazia parte, no ambiente em que ele estava, na família ao qual ele fazia parte, inserido como
73:16
Speaker A
componente dela. Ele não se sentiu amado. Ele não se sentiu correspondido, não se sentiu incluso, aceito, desejado, pertencente afirmado.
73:28
Speaker A
Ele tem uma carência. As suas necessidades básicas, talvez não foram supridas. Se você deixa a crença muito tempo com a fralda cheia, eu quero te falar que você é abuso.
73:40
Speaker A
Ela se sente esquecida, gente. O pior dos sentimentos pra humanidade, esquecimento. A criança que é esquecida na escola, ela tem uma sensação de que assim, ela tem uma uma sensação de não de não de não relevante, de não importante,
74:03
Speaker A
de não valorizada, de não respeitada, de não querida, de não amada. Isso fere de forma profunda a estima.
74:16
Speaker A
É uma violência isso. A estima dela cai demais porque simplesmente ela foi esquecida. É o pior sentimento paraa humanidade ser esquecido. E o pior sentimento para o homem é impotência. E o pior sentimento, e o segundo pior sentimento para o
74:31
Speaker A
homem, a falta de respeito. E paraa mulher é a insegurança. Mas para ambos os sexos, o esquecimento é o pior dos sentimentos.
74:41
Speaker A
Eu não sei se algum dia você foi esquecido, mas essa criança que por sua vez se ela não se ela não se ela não foi correspondida, se ela passou muito tempo, por exemplo, com a fralda cheia ou pesada, entende? Se passou muito
74:58
Speaker A
tempo com fome, se ela não foi atendida em suas necessidades básicas, se ela não foi suprida e afirmada nas suas necessidades narcisas saudáveis, ela vai desenvolver certos desequilíbrios.
75:14
Speaker A
E um deles é justamente esse. Quando tornam-se adulto, estão sempre procurando o amante perfeito que vai te satisfazer todas as suas carências. Não vai.
75:23
Speaker A
Aí você vê pessoas no segundo casamento, no terceiro casamento, no quarto casamento, no quinto casamento. Daqui a pouco nem casa mais, vamos morar junto, daqui a pouco nem mora junto e vamos ficar e pronto.
75:35
Speaker A
Eu não estou aqui para julgar você que está no segundo, terceiro, quarto casamento. Eu não conheço sua história.
75:40
Speaker A
Eu não sei o porquê você chegou a a a esse ponto. Eu não sei porque você casou pela segunda, terceira, quarta, quinta vez. Não me interessa. Não é o caso. Eu não, eu não posso julgar você. Não quero
75:52
Speaker A
julgar você. Essa não é a proposta do seminário, entende? Muito pelo contrário, nós estamos aqui para te ajudar da forma que podemos e como podemos, OK? Mas muitas vezes você pode estar procurando num outro aquilo que só o seu pai, sua mãe pode dar.
76:10
Speaker A
Como eu já disse, todo homem tem um modelo de mulher dentro dele, a saber, a mulher da sua vida, ou seja, sua mãe.
76:17
Speaker A
A psicologia afirma uma psicóloga canadense chamada Ctnia Botroyot ganhou um prêmio por isso, que ela conseguiu comprovar que homens se casam com mulheres similares à suas mães, algumas até fisicamente falando. Assim também as mulheres casam-se com homens similares
76:33
Speaker A
aos seus pais, algumas até fisicamente falando. E essas mulheres, essas mulheres tiveram suas necessidades básicas correspondidas, supridas, as suas necessidades narcísicas supridas, se teve esse pai que foi presente, se teve esses pais presentes, entende? Se foram pessoas que se
76:56
Speaker A
sentiram afirmadas, acolhidas, amadas, aceitas inclusas pertencentes se foram essas pessoas que tiveram sua linguagem, suas linguagens de amor correspondidas, respeitadas no perfil de comportamento, respeitadas no seu perfil geracional, no seu perfil comportamental, essas pessoas não vão buscar nos seus cônjuges,
77:17
Speaker A
inconscientemente o suprir de carências que só o seu pai e sua mãe vai poder dar.
77:24
Speaker A
Aí essa mulher ela casa hoje com homem. Então assim, inconscientemente, porque a adulta e o adulto que você é hoje é consequência da criança que você foi ontem, você por sua vez inconscientemente identifica naquela pessoa características familiares, no caso do homem, características
77:46
Speaker A
familiares da mulher da sua vida, a primeira mulher da sua vida, saber da sua mãe. E aí então essa criança faminta, essa criança carente em sua linguagem de amor, carente dessa mãe, carente de suas necessidades narcísicas que não foram supridas, que
78:05
Speaker A
não foram maturadas ou que ficou em fragmentos que não foi completa, em suas necessidades básicas, acaba procurando naquela mulher inconscientemente a carência afetiva. tanto materna como paterna.
78:24
Speaker A
No caso dos homens, a materna, no caso das mulheres, a paterna. Só que aí vem aquela paixão, se apaixonam, se interessam, interagem, relacionam, mas aí chega o momento em que aquela criança que tá dentro dela, que ela adulta e ele é adulto, nem sabe que
78:42
Speaker A
existe essa criança e essa criança suas suas memórias de 0 a 12 anos, com suas fases de infância que não foram respeitadas, que não foram afirmadas, que não foram correspondidas, que não foram acompanhadas, necessidades narcisas saudáveis, necessidades fundamentais básicas, as sete famosas
79:02
Speaker A
necessidades básicas da criança. Então, o que acontece? Essa criança faminta, carente, reivindicando seus direitos, agora, através do adulto, busca naquele possível parceiro aquilo que os seus cônjuges, ou melhor, os seus pais não supriram.
79:23
Speaker A
Quando a criança dentro do adulto percebe que aquela pessoa não é o seu pai ou sua mãe, de repente aquela paixão acaba, de repente aquela pessoa não se torna mais interessante, não se torna mais atraente, não se torna mais envolvente,
79:39
Speaker A
não era bem aquilo que eu queria. Aí então começamos a chegar assim de conclusão, não, isso foi uma empolgação, foi um apaixonite, olha, não era bem isso, não, olha. E aí saímos de um relacionamento e entramos em outro. A
79:51
Speaker A
mesma coisa. Saímos aí, vamos pulando de relacionamento em relacionamento e cada vez mais vai ficando difícil ter um casamento sólido, estável, saudável, com raízes permanente duradouro.
80:06
Speaker A
Aí ficamos pulando de relação em relação como como macaco de galho em galho, buscando uma segurança, buscando suprir uma carência que homem nenhum, mulher nenhuma, a não ser o pai e o pai, o espírito santo e a mãe vão poder suprir.
80:22
Speaker A
É necessário ressignificar o passado. É necessário lamentar o passado, ressignificar os traumas, fechar as feridas, tratar os abusos, para que paremos de buscar no outro carências egoístas que nenhum deles vai poder suprer.
80:39
Speaker A
Isso tem sido a causa de muitas pessoas já estar no segundo, terceiro e quarto casamento. É claro que isso não é uma regra, mas aqui está uma característica de um distúrbio narcisista. Repito, estão sempre procurando o amante perfeito que
80:51
Speaker A
vai satisfazer todas as suas carências. Aí entra no relacionamento, você entender que o relacionamento tem que ser altruísta e não egoísta.
81:01
Speaker A
Uma outra característica do distúrbio narcisista tornam-se viciados. Os vícios são a tentativa de preencher um vazio psíquico.
81:11
Speaker A
E todo vício ele vem de uma vergonha tóxica. O exemplo, os exemplos principais desses vícios são do sexo e do amor.
81:27
Speaker A
E aí você começa a entender como é que está a humanidade, como é que está a nação brasileira, como é que está as gerações. Aí você começa a entender o porque tantos casamentos e o divórcio na mesma proporção de casamentos em
81:39
Speaker A
porcentagem, aonde 90% das pessoas que se divorciam reconhecem e confessam: "Eu deveria ter tentado". e não desisti do meu casamento.
81:52
Speaker A
Adultos infantis que vem de atrofias maternas, buscando nos seus cônjuges o amor do pai e ou da mãe, que só o pai e o pai, o espírito santo e a mãe podem suprir reivindicações da infância que não foram
82:09
Speaker A
supridas como necessidades físicas saudáveis e necessidades básicas. que não foram respeitados nas suas fases oral fálica latente, que não foram respeitadas no seu processo de maturação, que não se sentiram inclusas, pertencentes aceitas amadas afirmadas, mas foram vítimas de abusos psicológico,
82:42
Speaker A
físico e emocional. em meio a uma família disfuncional. Uma outra característica do distúrbio narcisista, procuram a autoestima nas coisas materiais e no dinheiro.
83:00
Speaker A
Pessoas que, por sua vez, procuram se afirmar nos bens que têm, no dinheiro que tem, no salário, na posição, no poder, nos bens materiais.
83:18
Speaker A
Então assim, no currículo, então se as pessoas eh eh gente são características de distúrbios narcisistas, tá? Deixa eu repetir aqui para você, ó. Primeiro, estão sempre procurando o amante perfeito que vai satisfazer todas as suas carências.
83:33
Speaker A
Primeira carac primeira característica de um distúrbio narcisista. Segundo, tornam-se viciados. Abre parêntese. Os vícios são a tentativa de preencher um vazio psíquico. Fecha a parêntese. O exemplo ou os exemplos principais são o vício do sexo e do amor. Aí começamos a entender essas
83:50
Speaker A
relações livres. Aí começamos a entender o tal do ficante para depois ser promovido a namorado. E tem um ficante plátino, tem um ficante golden, tem um ficante topázio, tem um ficante bronze, não sei se você sabe disso. Tem esses
84:05
Speaker A
ficantes. E nesse ficar a pessoa não vai ficar em lugar nenhum. Quanto mais relação sexual uma mulher tem, mais garantia de ela não conseguir se estabelecer no casamento.
84:20
Speaker A
Eu já ouvi casos de homens. Um um cara casou com a moça virgem, com um mês ele pediu divórcio. Sabe o que que ela ligou? Ela não sabe fazer. Ué, por que que esse estúpido não ensina?
84:34
Speaker A
É porque ele não queria uma esposa, ele queria uma prostituta, ele queria uma fornicária, ele criou uma mulher sem caráter, sem moral.
84:47
Speaker A
É isso que ele queria. Ele queria uma degenerada. Era isso que que ele queria. Teve uma mulher que casou com um rapaz e ela o deixou depois de um mês também. Sabe o que que ela ligou? Eu não consigo ser
85:01
Speaker A
mulher de um homem só. Aí nós temos algo chamado ligação de almas. Aí nós temos algo chamado identidade fragmentada.
85:20
Speaker A
Eu poderia entrar nesse assunto com vocês mas não vai encaixar bem com o que nós estamos falando hoje, mas eu quero futuramente falar sobre isso com vocês, sobre ligação de almas.
85:32
Speaker A
falar sobre identidade fragmentada, falar sobre códigos, porque em toda a relação sexual o homem deixa o código dele na mulher.
85:45
Speaker A
Falar sobre essas questões que são muito importantes e explica muita coisa. Uma outra característica, procura autoestima nas coisas materiais e no dinheiro. É o iPhone 15.
85:59
Speaker A
Nada conta que tem iPhone 15. Então assim, se você pode ter um iPhone 15 e se o iPhone 15 é necessário, se o iPhone 15 é necessário para o que você faz, para o teu, para a tua vida
86:14
Speaker A
profissional, se é fundamental, é importante, necessário, você tem que ter um iPhone 15. Mas você tem um iPhone 15, ou seja lá 30, ou seja lá só para mostrar que você tem um iPhone, você tem um problema de disturbo
86:32
Speaker A
narcisista. É, se você não entender que tudo que você tem vem dos céus, porque está escrito, muitas pessoas falam o seguinte: "Olha, Luiz, é mais assim, ó, uma coisa que você tem que entender é que assim, ó, nada cai do céu. Eu concordo, entre
86:51
Speaker A
aspas, porque a chuva cai do céu e é boa. Meteoro cai do céu não é bom. Alguém caiu do céu e não foi bom. A única coisa que cai de céu, que eu gosto e que eu concordo que é bom é a chuva.
87:06
Speaker A
Mas as escrituras afirmam que não tem nada que o homem não tenha que não tenha vindo dos céus. E agora o que que você me diz?
87:14
Speaker A
Porque se eu for nessa falácia de que nada cai do céu, vou acreditar que é tudo mérito meu e não é.
87:19
Speaker A
E Yesua deixou bem claro o seguinte: sem mim nada podem fazer. Ele é dono do ouro e da prata. Toda a prata é dele e todo o ouro é dele.
87:29
Speaker A
Apesar de existir Deus Fortuna ou Mamã, então parece que o dono Douro da Prata aposentou e assumiu agora o cargo um tal de mamom.
87:40
Speaker A
Então parece que eu confio muito mais em Mamon. Acredito muito mais em Mamon. Por quê? Mamã, ele disse para mim o seguinte, eh, quando eu acredito, quando eu acredito na na na Sabe quando é que eu acredito em mamão?
87:55
Speaker A
Eu acredito em mamão quando digo o seguinte: "Não, o filho é caro." Eu acredito na bolsa de valores, eu acredito na inflação, eu acredito na cena, na mega cena, no baú, na raspadinha, na loto, no jogo do bicho, na sorte. Eu acredito
88:11
Speaker A
no sortilégio. É quando eu acredito no tráfico de drogas, é quando eu acredito eh eh eh eh no investimento no tráfego, seja humano, sexual, de órgãos.
88:27
Speaker A
Eu acredito no devorador. É quando eu empresto com juros, então o meu dinheiro tá no altar de mamã.
88:39
Speaker A
Então, acredito nisso, na inflação, na bolsa de valores, na alta do dólar, na distorção, na corrupção, no jeitinho brasileiro.
88:50
Speaker A
Então, se eu não entender e crer e viver em meio essa corrupção financeira do sistema, de que ele é senhor sobre todas as coisas, que ele é donouro da prata e que tudo que eu tenho vem dos céus,
89:05
Speaker A
e se eu acredito que é o dinheiro que me faz ser, então eu tenho um distúrbio narcisista.
89:15
Speaker A
Se eu acredito que eu sou pelo que eu tenho, eu tenho um disturbo narcisista.
89:20
Speaker A
Então, facilmente eu vou ser escravo do dinheiro, eu vou ser corruptível e aí eu vou amar o dinheiro e aí está a raiz de todos os males da minha vida.
89:31
Speaker A
Então, a grande probabilidade de não possuir os céus, porque é muito mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Isso fala daquela porta estreita que o camelo que para entrar ele tem que andar de joelhos e sem nada
89:45
Speaker A
sobre ele do que o rico entrar no reino. Com isso, não estou dizendo que o rico não vai entrar no reino e que a riqueza não vem do Senhor. Ter dinheiro é muito bom. dá uma segurança fantástica.
90:04
Speaker A
Precisamos aprender lidar com o dinheiro, respeitar o dinheiro, o poder invisível do dinheiro. Precisamos aprender a guardar dinheiro.
90:11
Speaker A
Precisamos também aprender a doar. Precisamos também aprender a ofertar. Precisamos aprender a ensinar o dinheiro, a fazer o dinheiro trabalhar para nós. Precisamos aprender a não eh eh comprar com juros, não eh usar cartão de crédito.
90:26
Speaker A
Precisamos aprender tudo isso. Não é fácil. Porque a nação brasileira não foi criada para ser uma nação rica com, ou melhor, de pessoas ricas, apesar de ser uma nação rica que tem tudo para ser a nação não só mais poderosa, como a mais rica
90:40
Speaker A
do mundo, ser país de primeiro mundo, mas foi uma nação que foi criada para que o povo seja pobre.
90:49
Speaker A
E a pobreza não tá na ausência ou na presença de dinheiro, mas na mente.
90:55
Speaker A
Ou seja, não pense, só execute, seja um alienado essa questão. Então, se eu acredito que eu sou o que eu faço, eu posso ter um disturbo narcisista.
91:12
Speaker A
Se eu acredito que eu sou o meu currículo, se eu acredito que eu sou pelo carro que eu tenho, pela casa que eu tenho, pela posição que eu tenho, pelo dinheiro que eu tenho, há uma grande probabilidade de eu ter um
91:27
Speaker A
distúrbo narciso. Se eu não entender que isso é consequência de quem eu sou, então eu tenho um problema de distúrbio narcisista. Veja bem, uma coisa que eu ouvi, eu não sei você, talvez você não, mas de onde eu vim, eu ouvi uma frase da
91:42
Speaker A
minha mãe. A minha mãe, a mulher assim, a primeira mulher da minha vida. Aprendi a respeitar as mulheres, admirar as mulheres através da minha mãe.
91:55
Speaker A
Uma mulher persistente, perseverante, faz aniversário hoje, persistente, perseverante, determinada, tem vontade de viver. uma mulher que tem um coração eh desbravador, uma mulher que não tem medo de ir aonde o Senhor lhe direcionar.
92:13
Speaker A
Então assim, admiro muito essa mulher, mas essa mulher ela me ensinou algo que ela também aprendeu.
92:22
Speaker A
Você precisa estudar para ser alguém. Eu ouvi isso. De onde eu vim, ouvi isso.
92:27
Speaker A
Não sei você. Ah, com certeza. Aí onde você mora, você nunca ouviu isso. Na sua infância nunca ouviu isso. Eu acho que isso é uma coisa peculiar da minha cidade. Então, veja bem, você tem que estudar para ser
92:39
Speaker A
alguém. Veja bem, quando você nasce, você já nasce com seus dons. Você nasce com e são inatos. Você nasce com dons pessoais, dom, dom para dança, dom para interpretação, dom para oratória, dom para pintura em tela, dom para desenho.
92:54
Speaker A
A criatividade você é alta, entende? Então você tem um dom. Esses dons você já nasceu com eles. São inatos.
93:06
Speaker A
Dom para ensinar, dom para escrita. E aí quando você recebe Jesus como Senhor e Salvador único e suficiente, você vai descobrir em meio a dependente da sua denominação, o teste dos dons. Ou você faz isso no no curso de teologia ou
93:25
Speaker A
no Instituto Teológico, que deveria ser dentro da igreja. teste dos dons na sua igreja local. E aí você descobre os seus dons e aí você descobre que você tem um dom de mestre, o dom para ensino, mas você
93:38
Speaker A
lembra que esse é um dom que você tinha desde desde a mais sua tenra idade? Você percebe um um dom para ensinar, você percebe uma facilidade, você percebe uma simplicidade, você percebe um domínio para ensinar e para explicar até de
93:53
Speaker A
coisas que você nem estudou, mas que você tem uma dinâmica, você tem uma facilidade para ensinar sobre explicar sobre algumas coisas.
94:01
Speaker A
Você pega ráp, você absorve, você discerne, você percebe e você rapidamente aprende. Você tem memória fotográfica e não você tem até o dom para fotografia, domenho.
94:19
Speaker A
Então, quando você percebe isso, você lembra, pera aí, mas eu tenho um dom para ensinar, é um dom pessoal.
94:29
Speaker A
Agora faz sentido o porque que eu tenho um dom de mestre, que é um dom ministerial. Qual faculdade eu vou fazer?
94:36
Speaker A
Pedagogia. Só um exemplo, tá? O seu dom aponta a profissão que você pode fazer, que está relacionado ao campo missionário, que são áreas de influência da sociedade. Nesse caso, a pessoa tem um dom de ensino e aí ela descobre que
94:57
Speaker A
tem um dom de mestre, ministerialmente falando. Então, se eu tenho um dom para ensinar, se o meu dom ministerial é de mestre, eu vou fazer uma pedagogia. Só um exemplo, gente, tá? Repito só um exemplo.
95:10
Speaker A
Vou fazer pedagogia, não vou fazer publicidade. Cara, eu tenho um dom para comunicação, tenho um dom para pintura em tela, para pra fotografia, pro teatro, pra dança, pra interpretação. Então, de acordo com seus dons, cara, pera aí, eu vou fazer
95:24
Speaker A
psicologia, não, pera aí, eu vou fazer pedagogia, não vou fazer publicidade. Então, o teu dom, ele já te direciona, ele já sinaliza para você, ele já indica para você, ele já evidencia quais profissões você pode exercer e vai apontar para o teu campo de
95:45
Speaker A
atuação, que é o teu campo missionário, que são áreas de influência da sociedade. Então, se eu se eu tenho um dom de ensino e eu descubro que eu tenho um dom de mestre, a profissão que eu posso fazer na
95:55
Speaker A
faculdade de pedagogia, qual é a minha área? Qual é o meu campo missionário? Educação.
96:03
Speaker A
Então você não precisa estudar para ser alguém, porque você já nasceu alguém, porque quem te gerou foi o grande Eu sou. E o grande Eu sou não faz ninguém, porque ninguém não existe.
96:15
Speaker A
Filho, puxa pai. Se o pai me fez, eu puxei ao meu pai. Eu sou imagem da sua semelhança. Ele depositou em mim os seus dons, porque os dons são dele.
96:26
Speaker A
Eu vim dele. Eu tenho o espírito dele em mim. Eu sou imagem da sua semelhança, com a missão chamada um propósito.
96:34
Speaker A
E ele depositou em mim dons que me qualificam, que são constituições de quem eu sou na minha essência.
96:43
Speaker A
E esses dons, eles me promovem para cumprir e me apontam e me evidenciam e me indicam minha missão chamada de proposta em um determinada área da sociedade, que é o meu campo missionário. O meu, por exemplo, a educação, à saúde e a família,
96:59
Speaker A
seja no Brasil ou seja onde ele me enviar. Então você não nasce em ninguém porque ninguém não existe.
97:09
Speaker A
E você não se torna alguém pelo que você faz. Você já nasceu alguém? Os estudos só vai potencializar quem você já é.
97:20
Speaker A
Essa é a grande diferença. Mas se você acredita que você é pelo que você tem, então primeira coisa, você é muito pobre, ou melhor, você é miserável intelectualmente emocionalmente e você tem uma forte tendência a se apegada aos bens materiais, a ser
97:42
Speaker A
sovina, que tem um sovina, o Tiopatinhas, por exemplo, um solvinismo. Então assim, vai se tornar um acumulador, vai se tornar sovina, vai se tornar refém do dinheiro, escravo do dinheiro, vai amar o dinheiro.
97:59
Speaker A
E quanto mais você puder buscar status, poder, acumular riquezas, mais você vai fazer porque você tem medo de não ser querido, amado, desejado, incluso, aceito, poderoso. Inclusive, se você não puder conquistar, comprar amor, pessoas.
98:18
Speaker A
Uma vez eu vi aquele chorão, sabe aquele cantor chorando, ele falou assim, ó, muitos de vocês, ele pede uma pausa, pede para eh focar a luz nele, baixar o sonho, ele fala assim: "Muitos de vocês não tem a vida
98:29
Speaker A
que eu tenho. Eu tenho uma vida louca. Eu amanheço hoje aqui, amanhã eu tô em outro lugar, depois tô em outro lugar.
98:37
Speaker A
Mas a maioria de vocês não tem o que eu tenho. Mas a maioria de vocês tem o que eu não tenho.
98:42
Speaker A
A maioria de vocês não tem o que eu tenho. Essa vida louca. Uma banda de sucesso, dinheiro. O dinheiro compra tudo, com exceção de algumas coisas. Aí ele corrige.
98:53
Speaker A
O dinheiro compra muita coisa. Aí ele já fala diferente. O dinheiro compra muita coisa. O dinheiro compra eh pessoas. O dinheiro compra bens.
99:05
Speaker A
O dinheiro compra sexo, o dinheiro compra muitas coisas, mas a maioria de vocês tem algo que eu não tenho. Um pai, uma mãe e uma casa.
99:13
Speaker A
Se você tem um pai, se você tem uma mãe, se você tem uma cama para dormir, se você tem comida na mesa, se você tem um lar, você é a pessoa mais feliz do mundo.
99:22
Speaker A
Aí ele fala que ele perdeu o pai dele e que ele não entendia a perda do pai dele, que ele lamentava a perda do pai dele. Depois que o pai dele morreu, passado poucos anos, acho que uns dois,
99:33
Speaker A
tr anos, ele morreu também. Chorão morreu de angústia e tristeza pela perda do homem da sua vida, com que ele tinha reconciliado recentemente e buscou ter um relacionamento que não tinha muitos anos. E esse pai ele parte.
99:49
Speaker A
Se você tem pai e ou mãe vivos, eu acho melhor você cuidar deles porque não tem cópia.
99:56
Speaker A
Não importa o que eles fizeram, não justifica, mas explica. A motivação foi certa, mas o princípio foi errado.
100:05
Speaker A
A motivação foi certa, mas o princípio foi errado. Ou o princípio foi certo, motivação errada. Isso gera morte. Com isso, não estou falando, ah, o meu pai abusou de mim sexualmente. Isso foi certo? Não, não foi. Não tô falando
100:15
Speaker A
disso. Não foi certo e nem justifica. Foi errado, foi edo, foi grotesco, passivo de punição e tem que responder por isso.
100:32
Speaker A
Mas eu quero te falar por trás, eu quero te falar uma coisa que eh eh eu aprendi na faculdade.
100:41
Speaker A
Aprendi em meio a pesquisas que por trás de todo abusado existe um abusado, seja psicológico, físico, emocional ou sexual.
100:51
Speaker A
Porque se você parar para observar, muitos de nós estamos repetindo coisas que os nossos pais fizeram e nossos filhos.
100:59
Speaker A
Então, não estou falando exatamente dessas coisas. Eu tô falando que o seguinte, os nossos pais erraram conosco. Não tô falando de questões de abuso, de de caráter moral, não tô falando de abuso sexual. Eu tô falando o seguinte, os nossos pais, eles
101:10
Speaker A
erraram conosco. Muitas vezes, ao nos disciplinar com vara, se excederam, usaram ferramentas que não deveriam ser usadas. Foram abusivos, foram excessivos, foram invasivos.
101:24
Speaker A
Você simplesmente abrir a porta do banheiro do seu filho e entrar sem bater na porta e perguntar para ele: "Posso entrar?" Esse abuso você não está respeitando a privacidade dele.
101:37
Speaker A
Como a super proteção também abuso e mãe é muito boa nisso. Então assim, se você tem os seus pais, cuide deles porque não tem cópia.
101:50
Speaker A
Aproveite enquanto estão vivos. Decida não sinta de perdoá-los. Decida não sinta de amá-los. Amor e perdão são duas coisas que você nunca vai sentir, porque não são sentimentos, são decisões.
102:02
Speaker A
Você não merecia ser perdoador e foi. Você não merecia ser salvo, foi. Você não pode oferecer uma graça inferior a que você recebeu.
102:10
Speaker A
Lembre-se do credor incompassivo. E eu penso que muitos estão chorando e rangendo os dentes, sendo torturados por verdugos, que não é ir pro inferno, mas fala de uma vida aqui na terra em que a pessoa ela vive rangendo os dentes de
102:25
Speaker A
amargura. rangendo os dentes de ódio, rangendo os dentes de dores por enfermidades, tantas angústias por falta de um perdão, que inclusive uma das enfermidades causadas pela falta de perdão é o câncer.
102:37
Speaker A
sem falar do vitiligo, sem falar do bruxismo, sem falar do lupus, sem falar da fibromialgia ou histeria, sem falar da diabetes, sem falar da encefaleia, sem falar da insônia e tantas outras.
102:54
Speaker A
Enfermidades são doenças psicossoma por causa de uma falta de perdão. Mas você não sabe o que ele fez comigo.
103:02
Speaker A
OK, não sei. Quem sabe é você. Eu sei o que meu pai fez comigo, mas um dia eu decidi perdoar o meu pai.
103:12
Speaker A
Eu não senti, eu decidi. É diferente. Sua escolha. Uma outra característica de um distúrbio narcisista.
103:25
Speaker A
Tornam-se atores ou atletas porque precisam da adulação e da admiração constante de uma audiência.
103:35
Speaker A
Olha que coisa. Estamos em destaque. E uma última característica de um distúrbio narcisista. Usa os próprios filhos para satisfazer suas necessidades narcísicas.
103:46
Speaker A
Abre aspas. Na sua fantasia jamais serão abandonados pelos filhos e serão sempre respeitados e admirados por eles.
103:54
Speaker A
Abandonados não que literalmente os filhos irão abandonar, mas dependente dessa relação que tiveram com os pais.
104:00
Speaker A
Se os filhos, por sua vez, foram abandonados por esses pais, esses pais podem lá na frente colher o que semearam serem abandonados por esses filhos ou se sentirem abandonados por esses filhos.
104:12
Speaker A
Mas o fato dos filhos seguirem as suas vidas pode soar como um sinônimo de abandono para aquele que tem um distúrbio narcisista.
104:20
Speaker A
E não é abandono. Então, repito, na sua fantasia, jamais serão abandonados, entre aspas, pelos filhos, e serão sempre respeitados e admirados por eles.
104:31
Speaker A
Tentam obter dos filhos o amor e admiração especial que não tiveram dos próprios pais. Uma tentativa de compensar. Deixa eu repetir para vocês. Os distúrbios narcisistas estão sempre procurando o amante perfeito que vai satisfazer todas as suas carências. Tornam-se viciados. Abre
104:51
Speaker A
parêntese. Os vícios são a tentativa de preencher um vazio psíquico que começa com uma grande vergonha tóxica.
104:58
Speaker A
Fecha a parêntese. Os exemplos principais são o vício do sexo e do amor. Procuram autoestima. Terceira característica nas coisas materiais e no dinheiro. Quarta característica, tornam-se atores ou atletas porque precisam da adulação e da admiração constante de uma audiência. Quinta e
105:14
Speaker A
última. Usa os próprios filhos para satisfazer suas necessidades narcísicas. Abre parêntese. Na sua fantasia jamais serão abandonados pelos filhos e serão sempre respeitados e admirados por eles.
105:24
Speaker A
Fecha parêntese. Tentam obter dos filhos o amor e a admiração especial que não tiveram dos próprios pais.
105:33
Speaker A
Eu pago só faculdade, mas só se você fizer x faculdade. Então, quer se promover em cima do filho, quer se realizar em cima dos filhos, quer encher o seu ego em cima dos filhos para poder afirmar que eu
105:49
Speaker A
tenho um filho que é formado em tal área. Não quer saber se o filho se sente feliz ou não com aquilo, quer que siga a mesma linha, a mesma carreira dentro da mesma área de influência da sociedade. saúde,
106:02
Speaker A
por exemplo, por um acaso você se identificou com algum desses distúrbios narcisistas? Vai lá no nosso insta, coloca lá nos comentários, tá bom? Eu quero saber a tua opinião. Se por acaso você se identificou com alguns desses gestúrbios
106:18
Speaker A
narcisistas, você percebe que você tem características codependente, você percebe que você tem eh comportamento ofensivo, agressivo, você percebe que tem essas características, você percebe ter característica de de narcisismo. Por um acaso, você se identificou com algum distúrbio narcisista? Foi lá nos
106:36
Speaker A
comentários, vai lá no nosso Insta, coloca lá os comentários, tá? Eu quero ver lá os teus comentários, quero interagir com você, quero tirar tuas dúvidas também, tá? Vai ser muito bom, OK?
Topics:trauma infantilviolência domésticaausência paternacomportamento agressivoferidas maternasmemórias traumáticasabuso infantilpsicologia familiardependência emocionalimpacto psicológico

Frequently Asked Questions

Qual é o impacto da exposição da criança à relação sexual dos pais?

A criança acaba participando de forma indireta, o que é abusivo e ofensivo, causando danos profundos à sua memória e podendo levá-la a caminhos difíceis.

Como a ausência paterna afeta o desenvolvimento da criança?

A ausência paterna gera insegurança, falta de direção, isolamento e sensação de não pertencimento, afetando negativamente o desenvolvimento emocional e social do indivíduo.

De que forma a violência na infância influencia o comportamento adulto?

A violência física, psicológica e emocional sofrida na infância pode levar ao desenvolvimento de comportamentos ofensivos e agressivos na vida adulta, refletindo traumas não resolvidos.

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