HMCP AULA2PT2 — Transcript

Exploração da criança interior e análise transacional para autoconhecimento e cura emocional na vida adulta.

Key Takeaways

  • A criança interior influencia profundamente o comportamento adulto.
  • Reconhecer e amar a criança interior é fundamental para a cura emocional.
  • Análise transacional ajuda a entender as transições entre estados de ego adulto e infantil.
  • Comportamentos infantis não resolvidos podem causar conflitos internos na vida adulta.
  • O autoconhecimento e o diálogo interno com a criança são ferramentas poderosas para o equilíbrio emocional.

Summary

  • Reflexão sobre as memórias e experiências da infância e sua influência na vida adulta.
  • Introdução à análise transacional de Eric Berne, focando no estado de ego infantil.
  • Exemplificação do comportamento adulto que transita para a criança interior espontânea.
  • Importância de reconhecer e dialogar com a criança interior para cura emocional.
  • A criança interior pode estar ferida, com medos e traumas não resolvidos da infância.
  • Comportamentos infantis podem se manifestar na vida adulta quando a criança interior não foi assistida.
  • O adulto pode ser manipulado pela criança interior sem consciência disso, gerando reações inexplicáveis.
  • Desafio proposto para o espectador: entrar em contato e assumir a responsabilidade pela criança interior.
  • Separar o adulto da criança interior permite governar a própria vida e superar traumas.
  • Exemplo prático do medo infantil diante de uma situação ameaçadora para ilustrar mecanismos de defesa.

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Speaker A
O que você viveu na sua infância? Você lembra? Ou você não quer lembrar? Ou você tem resistência em lembrar? Ou você simplesmente fala: "Eu não lembro". Você acha normal não lembrar de toda a sua infância ou de 50% dela?
00:16
Speaker A
Enfim, as crianças aprendem o que vivenciam. Nós precisamos entender que criança é igual a esponja. Bateu, ela absorve, ok? Ela absorve. Então, a criança aprende o que ela vivencia, tá? Então, o que você viveu na sua infância?
00:36
Speaker A
Importante pensar sobre isso. Bem, a teoria da análise transacional, não sei se você já ouviu falar da análise transacional.
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Speaker A
Eh, o psiquiatra Eric Berne é um psiquiatra canadense, enfatiza o estado de ego infantil,
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Speaker A
que se refere à criança espontânea e natural, que todos fomos um dia, espontânea e natural. Um exemplo: um homem de negócios está numa reunião muito séria e aí então ele consegue fechar negócios, ele consegue executar o plano dele e as coisas saem conforme ele
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Speaker A
planejava, ele atinge o objetivo dele. E quando então encerra ali a reunião, conversam, até brindam e aí então partem, ele fica na sua empresa e quando o último sai, fecha a porta, de repente ele pula, ele dá um yes bem grande, ele dá um
01:40
Speaker A
salto, bate os dois calcanhares e ele começa a fazer dancinha e de repente um adulto entra e quando o adulto entra ele começa a se ajeitar e disfarçar. Essa é a análise transacional. Ele estava aqui como adulto e de repente ele
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Speaker A
transacionou de adulto para criança. Esse comportamento infantil é justamente a criança espontânea e natural que existe dentro de todos nós. Quando estou nas minhas palestras, nos meus seminários, sempre gosto de perguntar sobre eh a infância. Quais desenhos você
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Speaker A
assistiu na sua infância? E começam a citar alguns desenhos. De repente a intensidade, eh, os comentários vão se tornando intensos e vai contagiando.
02:26
Speaker A
Daqui a pouco todos estão falando ao mesmo tempo, daqui a pouco todos estão rindo.
02:31
Speaker A
E aí aquela sala de aula ou aquele templo da igreja, aquele grupo de pessoas tão sério de diversas idades, principalmente gente mais madura, de repente se torna uma creche.
02:44
Speaker A
Eles voltam na infância de acordo com as memórias da infância, falam de desenhos, falam de brincadeiras, falam de filmes e de repente aquela sala de seminário, aquele, aquele, aquele ambiente torna-se uma creche, todos falando ao mesmo tempo, rindo que para tomar de volta a
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Speaker A
atenção, acredite, dá trabalho. E aí quando terminam que eu consigo dominar de novo a atenção deles, eu faço a seguinte pergunta: percebeu como essa criança tá bem viva dentro de você? Percebeu como ela é real? Percebeu como ela existe?
03:25
Speaker A
O que você me diz sobre isso? Olha como essa criança está viva dentro de mim, dentro de você. Eles ficam chocados.
03:31
Speaker A
Eles percebem a criança dentro deles. Então, Eric Berne chamou isso de análise transacional. Você transaciona da fase adulta para a fase da infância, né? É muito interessante isso. Fala do estado de ego infantil.
03:48
Speaker A
Então, a análise transacional descreve também os modos pelos quais a criança natural se adapta às pressões e tensões da vida familiar na sua primeira infância, de 0 a 3 anos.
04:05
Speaker A
Então, uma frase que eu gosto muito: não deixe sua criança interior morrer, é ela que te salva e não te deixa pirar com as pressões da vida adulta, né? Então, essa criança interior dentro de nós, o meio mais rápido, o eficiente, participativo
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Speaker A
de você curar a criança dentro de você é você ter um contato direto com essa criança dentro de você.
04:27
Speaker A
Então, por exemplo, você procura um lugar tranquilo, agradável, seguro, que você sinta confortável e aí você, diante do espelho ou não, você cita aquele apelido de infância, como te chamaram, e você fala assim: "Oi, fulaninho, tudo bem?
04:52
Speaker A
Eu sei que você tá aí dentro. Fala para mim como você está." E quando você aborda essa criança e você interage com ela e você afirma que sabe da existência dela, não se impressione se de repente vier emoções, sentimentos, desejos, vontades,
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Speaker A
lembranças, crenças, escolhas. Essa criança dentro de você falando com você, se manifestando. Uma vontade de chorar,
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Speaker A
ou até mesmo uma vontade de rir, uma tristeza essa criança. E é provável que você vai achar essa criança triste, ferida, com medo, escondida.
05:42
Speaker A
E se você quiser, quiser e ousar ser progenitor dessa criança, e se você quiser, quiser amar essa criança com amor do pai e ser progenitor dessa criança, você vai começar a perceber as emoções e os sentimentos, os desejos e vontades, os
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Speaker A
pensamentos e escolhas do adulto se desvinculando da criança. Você vai perceber o adulto distinto em você, a parte da criança distinta em você. Mas quando você não sabe dessa criança que está dentro de você, que são suas memórias de 0 a 12 anos, essa
06:11
Speaker A
criança que não escolheu hemisfério, não escolheu nação, região, estado, cidade, bairro, rua, o tipo de família, essa criança que nesse modelo de família sofreu abusos e traumas e lhe foram infligir as feridas. Essa criança que nunca teve a oportunidade de
06:25
Speaker A
externar seus sentimentos e emoções, desejos e vontades, pensamentos, escolhas e crenças, ela vai inserir nesse adulto.
06:34
Speaker A
Ela vai se tornar intrínseca com esse adulto. Ela vai se misturar com esse adulto e, através do adulto, vai manipular esse adulto para os seus fins, para suas carências. É quando a pessoa olha para você e fala assim: "Nossa, você tem
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Speaker A
comportamento como se você fosse uma criança. Nossa, parece criança." Ou às vezes tem um jeito, parece de criança, parece menino. Eu não sei se você já ouviu essa frase ou você já disse essa frase, mas isso fala da criança dentro
06:57
Speaker A
de você. Certos comportamentos, certas reações, certas reivindicações, certas exigências, não são de adulto, são da criança dentro de você que não foi assistida nas suas necessidades básicas, nas suas necessidades narcísicas saudáveis.
07:17
Speaker A
Então, ela está reivindicando o seu direito de ter suprido as suas exigências, as suas necessidades básicas, as suas necessidades narcísicas saudáveis.
07:29
Speaker A
Como isso não lhe foi dado, ela continua buscando isso através de relacionamentos amorosos, através de comportamentos, através de emoções e sentimentos, através de posturas, através de ações, mas ela está buscando e mesclando com o adulto e, através do adulto, reivindicando e
07:45
Speaker A
buscando suprir essas carências. Enquanto o adulto não tiver um contato com essa criança, ele vai ser atrapalhado por essa criança dentro dele.
07:55
Speaker A
Ele vai ter comportamentos que nem ele entende, que ele vai achar ridículo, mas ele vai continuar repetindo esses comportamentos. É a criança dentro dele.
08:02
Speaker A
Então, a forma mais rápida de você curar é você ter um contato direto com a criança em você. Eu quero te desafiar a você ter um contato direto com uma criança dentro de você.
08:15
Speaker A
Eu quero desafiar você a querer, querer encarar o seu maior desafio, a criança dentro de você.
08:25
Speaker A
O seu maior desafio não é outro senão a criança dentro de você. Se você conseguir ser progenitor dessa criança dentro de você, amar essa criança, você vai separar o adulto da criança, você vai passar a assumir e governar a sua
08:37
Speaker A
vida. Você vai ser capitão do seu navio. E em situações, circunstâncias e adversidades que essa criança sofreu impactos de abuso, traumas e lhe foram infligir as feridas, em situações, circunstâncias e adversidades similares, como e quando adulto você passando, vai ativar as
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Speaker A
memórias dessa criança e você, discernindo com essa criança e não você, você vai dizer para ela: "Calma, tá tudo bem, eu estou aqui com você, eu vou cuidar de você. Isso não vai acontecer novamente."
09:10
Speaker A
Eu vou te dar um exemplo bem básico. Eu sempre gosto muito de dar esse exemplo.
09:15
Speaker A
Suponhamos que você vai à padaria, você é uma criança, você tem aí seus 7, 8 anos de idade, enfim, você vai à padaria. Quando você chega na padaria, você dá de cara com o cão preto. Qual é a imagem que você está
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Speaker A
vendo? Cão preto. O cão preto te ataca. Qual o sentimento? Medo. Qual a reação? Fuga. Um exemplo, alguns paralisam, outros agridem. O medo te prepara para três situações: ou você agride, ou você paralisa, ou você foge.
09:45
Speaker A
São mecanismos de defesa. A imagem, o cão preto. O cão preto te ataca. Senti...
09:54
Speaker A
Qual é o sistema de crença? O sistema é um conjunto de regras. Quais são as regras nesse caso? imagem, sentimento e reação.
10:03
Speaker A
Então, vamos fazer a equação. A equação é: Eu tenho a imagem mais o sentimento mais a reação é igual a todo cachorro preto é problema. Aí eu te pergunto, todo cachorro preto é problema? Não, não é problema.
10:18
Speaker A
Mas toda vez que você hoje, como quando adulto, dá de cara com cão preto, ativa aquela memória, que ativa aquele sentimento e que vai querer ativar aquela reação.
10:27
Speaker A
Só que isso aconteceu quando você era criança. O medo é seu ou é da criança dentro de você?
10:36
Speaker A
Só para você pensar. Assim são outros medos e outros comportamentos. Então, veja bem, isso tudo chama-se material central. O que que é esse material central? O material central é o modo pelo qual nossa experiência interior é organizada.
10:57
Speaker A
Alguém lembra do Divertidamente que a alegria desce por um tubo? Se você não assistiu, assista. Excelente o filme Laboratório dos Psicólogos, muito comentado, tá? Um livro para quem tá estudando saúde mental, ele é ideal, seja na psicanálise, seja a psicologia,
11:14
Speaker A
psiquiatria, perfeito. Ela desce por um tubo enorme, tem um depósito de memórias que são bolas com coloridas. Cada bola tem uma cor. Cada uma cor representa uma memória.
11:24
Speaker A
Esse é o material central. Uma galeria infinita com memórias, uma ao lado da outra, como que bola de boliche.
11:35
Speaker A
Esse é o material central. é um modo pelo qual nossa experiência interior, pelo que vivenciamos no exterior, é organizada, tá? Isso chama de material central. Por isso a importância de perguntar, mãe, como foi a minha infância?
11:53
Speaker A
Como foi a minha gestação, melhor dizendo, como foi a formação dos seus 25% dentro do do ventre materno?
12:03
Speaker A
Depois de 1 ano, a 1 ano e meio mais 25%, de 1 ano e meio a 4 mais 25%, de 4 a 6 15%. Como foi a sua infância até 6 anos de idade? Como foi dos 6 aos 17?
12:13
Speaker A
Como foi sua fase oral, anal, fálica, latente? E depois a fase genital de 13 até o último dia de sua vida?
12:24
Speaker A
Como foi a sua idade da crise da identidade dos 13 a 20? Como foi a sua a sua a sua identidade na fase de 20 a 30, da difusão da identidade? Como foi essa fase de 20 a 30, que é a idade da difusão da
12:41
Speaker A
identidade em que você quer fazer laços de amor, de fidelidade, de lealdade, de honra. Você quer casar com alguém? Você quer constituir uma família? É de 20 a 30. O ápice para a mulher ter um filho em sua força
12:53
Speaker A
é de 15 a 25. Como foi a sua fase de eh generatividade de 30 a 60? É quando você quer marcar uma geração, é quando você quer ensinar, é quando que quer inserir sua digital, é quando você quer e inserir a tua essência no caráter
13:12
Speaker A
de uma geração. É quando você quer formar discípulos, é quando você quer eh forjar o caráter dessa geração, fazer seguidores.
13:21
Speaker A
E como tá sendo a última fase da sua vida? Porque se você não cumprir com essas fases, é provável que você vai chegar na última fase da sua vida carrancudo, com medo da morte, infeliz e frustrado e dizendo: "Não
13:34
Speaker A
tenho neles contentamento." Isso é pior do que morrer, viver uma vida sem propósito. Então, é importante você entender o seu material central para que você possa entender comportamentos, como por exemplo, comportamento de repetição.
13:49
Speaker A
E aqui eu tô apresentando para você uma ferida da infância, comportamentos de repetição. Falamos sobre rejeição, falamos um pouco, bem pouco, bem raso mesmo sobre abandono. O assunto é muito vasto, tá? Teríamos que ter um tempo de gravação só para falar sobre isso, mas
14:06
Speaker A
eu quero te apresentar uma outra ferida da infância, que é o comportamento de repetição. E o comportamento de repetição externa.
14:15
Speaker A
Você já ouviu as frases como tipo: "Eu não acredito que está acontecendo comigo". De novo? Outros falam assim: "Não, de novo não, não é possível.
14:24
Speaker A
Não, eu não acredito que mais uma vez tá acontecendo comigo. Você já ouviu essas frases ou você já falou essas frases?
14:33
Speaker A
Não lembra-se em Timóteo que o Senhor fala assim: "Procura apresentar-te a Deus como obreiro aprovado, que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." É quando você sofre uma reprovação e aí você dá uma volta como que em um
14:49
Speaker A
círculo. Daqui a pouco você chega naquele ponto onde você reprovou, você reprova de novo. Esse da outra volta, chega naquele ponto, reprova de novo.
15:00
Speaker A
Então, ao longo da sua vida, você vai revivendo traumas. Você vai repetindo os mesmos traumas, comportamento de repetição.
15:10
Speaker A
Você está repetindo aquilo pelo qual você já passou. Então, se você está repetindo, é porque você está sendo reprovado. Reviver um trauma é tentar entender o trauma que você não entendeu. É uma tentativa de achar o ponto, a causa, o porquê.
15:27
Speaker A
O que leva você a repetir um trauma, a reviver um trauma. é você não se desvencilhar do passado. E o único medo de você se desvencilhar do passado é lamentá-lo.
15:35
Speaker A
Se você não quer repetir o passado no futuro, você precisa lamentar o seu passado.
15:41
Speaker A
Lamente o seu passado e você vai se desvencilhar dele. É como alguém que participa, é como alguém que testemunha acidente, uma tragédia, mas ela foca só como que um acidente é um carro, por exemplo, e ela foca só em um ponto de todo o cenário.
15:59
Speaker A
E ela fala assim: "Puxa, ela não usou cinto de segurança". A pessoa do seu lado tá olhando todo o cenário, detalhe por detalhe, e depois que vocês saem dali, o teu colega começa a fazer comentários e você fala assim:
16:12
Speaker A
"Não, mas eu não vi isso". Ele fala: "Como você não viu? Você tava de frente comigo?" Não, não vi. Olha, mas tinha isso, isso, isso e isso ele falou assim: "Cara, eu não lembro, eu não vi".
16:20
Speaker A
O nome disso é falta de percepção. O que que é a falta de percepção?
16:24
Speaker A
Ou melhor, o que que é a percepção? Não é a visão de um todo. É quando você está diante um quadro, você analisa todo o quadro, de uma ponta a outra, de cima para baixo, de dentro para fora
16:35
Speaker A
e de fora para dentro, o contraste com a parede, a imagem, que tipo de pintura é aquela, se surreal, se abstatra ou seja lá o que for, qual é o tipo de tinta, é óleo, é acrílica, enfim, que que comunica a imagem, qual é a
16:50
Speaker A
mensagem que ela passa, que que ela representa? Mas se você encostar o seu nariz na imagem, você irá enxergar apenas um ponto e embaçado.
17:02
Speaker A
Essa é a falta de percepção. Então, quando se repete um trauma, é uma tentativa de enxergar aquilo que não se enxergou, de entender o que não foi entendido.
17:11
Speaker A
Enquanto você não enxergar, enquanto você não identificar, enquanto você não perceber, enquanto você não lamentar o seu passado, enquanto você não se perdoar, não falar sobre o assunto, não reviver o trauma, não se ressignificá-lo, há uma grande probabilidade de você repeti-lo.
17:26
Speaker A
Então, essa é a repetição do comportamento. Mas existe a repetição de comportamento, ou melhor, comportamento de repetição externa.
17:34
Speaker A
Essa é a repetição de comportamento, tá? Você tá revivendo o mesmo trauma. Tá? Então são comportamentos repetitivos, porém existe o comportamento de repetição externa. Como assim? Qual a diferença?
17:54
Speaker A
O comportamento de repetição é você está revivendo traumas do passado. O comportamento de repetição externa é quando você externa no outro aquilo que fizeram com você. Você está ali, aprendendo a ler, escrever e sua mãe totalmente impaciente, com os nervos da
18:11
Speaker A
flor da pele, sem marido, vivendo de favor na casa dos pais, só um exemplo, tá? São vários casos.
18:21
Speaker A
Ou então com marido, viver na sua própria casa, mas ela por sua vez não é nada, nada paciente. Então o que que ela faz? Ela altera a voz com você. Ela bate na mesa, ela te bate porque você tá com
18:30
Speaker A
dificuldade de soletrar. Você estava com dificuldade de ler, você tava com dificuldade de separar as sílabas e ela chama você de burro, ela chama você de estúpido. Ou seu pai faz isso.
18:43
Speaker A
Lá na frente há uma grande probabilidade de você repetir isso com o seu filho.
18:47
Speaker A
Por quê? Porque o seu ficou preso no trauma. Porque você nunca externou os sentimentos e as emoções, os pensamentos, as escolhas, as crenças, os desejos e vontades. Quando você viveu aquele trauma, você ficou preso nele porque você não externou tudo que você
19:02
Speaker A
vivenciou em termos de emoções e sentimentos, desejos e vontades, lembranças e crenças e escolhas. Você nunca discorreu sobre aquilo, ficou guardado dentro de você. Você ficou preso nesse trauma, você nunca liberou perdão paraa sua mãe ou pro seu pai ou
19:14
Speaker A
para quem fez isso contra você. O Bruno Betelém, um grande psiquiatra, não mais entre nós. Bruno Betelém, esse homem, ele, por sua vez, ele chama isso de identificação com abusador. Margarete Mitó do absurdo, verdades ou mentira, o que você falar
19:39
Speaker A
para uma criança, ela vai receber como verdade. bote na sua cabeça, porque chega uma hora que a criança ela percebe que ela atrapalha o fantástico mundo dos adultos.
19:48
Speaker A
Então, um adulto que por sua vez não tem saúde emocional, não tem maturidade, não sabe interagir com a criança e a criança dentro desse adulto machucado, ao qual esse adulto nunca teve com ela contato, acaba se identificando com a criança que
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Speaker A
tá fora dela. Então essa criança interior dentro desse adulto imaturo, mal resolvido ou não resolvido, que nunca entrou em contato com a sua criança, com suas memórias de infância, está preso nos seus traumas, vai acabar refletindo nessa criança que tá fora
20:16
Speaker A
dele, diante dele, as suas feridas. Então, a criança é reprimida pelo que ela sente.
20:23
Speaker A
Então, uma criança, verdade ou mentira, ela recebe do adulto como verdade o que ele está falando. Seja verdade ou mentira, ela vai receber como verdade.
20:31
Speaker A
Ela vai dar crédito, ela vai acreditar. no adulto. Então, ela nega a si mesmo para não perder o adulto. Ela deixa de ser ela mesma espontânea maravilha exploradora criativa ingênua doce dependente, interdependente.
20:56
Speaker A
Ela deixa de ser essa criança totalmente vulnerável. E aí ela recebe, ela recebe desse adulto como que um script que é dado para o ator, esse personagem. Então ela deixa de ser ela mesma, ela anula a si mesma, ela ela
21:19
Speaker A
então entra em divórcio com o seu eu autêntico, se separa do eu do seu eu autêntico, anula o seu eu autêntico para ser aquilo que o adulto impôs para ela ser.
21:31
Speaker A
Verdades ou mentira? Repito, que o adulto falar para criança, ela recebe como verdade. Então ela cata, ela sujeita e ela passa a viver um personagem que não é ela. Ela deixa de ser autêntica, ela deixa de ser espontânea para ser aquilo que o adulto
21:42
Speaker A
quer, para não perder o adulto, para agradar o adulto. Então ela passa a assumir a identidade do seu abusador, seja psicológico, seja físico, seja emocional e sexual.
21:56
Speaker A
E aí você passa a beber quem você não é. E aí você passa a desejar o desejo do outro para que você seja desejada quando você não sabe o que na verdade você deseja.
22:09
Speaker A
E aí, então lá na frente esse essa criança torna-se um adulto, ele vai acabar fazendo também no filho dele a uma grande probabilidade.
22:19
Speaker A
Não é uma regra de fazer nos seus filhos a mesma coisa que foi feito com ele.
22:25
Speaker A
Então, se a mãe lhe chamou de burro e de estúpido porque tava com dificuldade de ler e escrever, há uma grande probabilidade dele fazer o mesmo conceito. Cara, você é burro, você é estúpido.
22:35
Speaker A
Ele vai se pegar no ímpeto, falando ou fazendo as mesmas coisas que fizeram com ele, ou um pouco mais ou um pouco menos.
22:46
Speaker A
O nome disso é comportamento de repetição externa. O que foi feito com ele, ele faz no outro. Tipo, fizeram comigo, agora vou fazer com outros.
22:56
Speaker A
exemplo, é a lei da vingança. Mas também nós temos outros tipos de comportamento. E é importante que para compreender como a criança interior ferida repete, com os seus atos as carências não atendidas na infância e o trauma não resolvido, precisamos
23:14
Speaker A
saber que as emoções são as principais forças motivadoras da nossa vida. Repito, para compreender como a criança interior ferida repete com os seus atos as carências não atendidas da infância, aí o adotente e o trauma não resolvido.
23:30
Speaker A
Precisamos saber que as emoções são as principais forças motivadoras da nossa vida. Entenda uma coisa, as emoções elas são presentes do eterno para nós e elas são amorais. O que que significa amorais, Luiz? Significa que é uma folha
23:45
Speaker A
em branco. Você que dá forma. Por exemplo, a ira de Caim foi um presente do Senhor para Caim. O problema é que Caim pecou com a sua ira.
23:56
Speaker A
Mas como eu disse para vocês alguns segundos atrás, chega uma hora que a criança percebe que ela confunde vontade com dos adultos.
24:03
Speaker A
Então, se a criança está triste, ela ela é questionada: "O que que você tá triste? Qual o seu problema?
24:08
Speaker A
Você tá preocupado com o quê? Você não faz nada. Tá preocupado com a conta que você vai pagar? Tá preocupado com a comida que você vai botar na mesa?
24:17
Speaker A
Por que que você tá triste? Qual o seu problema? Você não faz nada, só estuda e brinca.
24:24
Speaker A
Se a criança tá com fale baixo, qual o seu problema? Você quer apanhar? Se a criança, por um acaso, ela tem medo, toma vergonha na sua cara, vai lá e mata aquele bicho. Toma vergonha na sua cara, agora entra naquele quarto
24:36
Speaker A
escuro e vai dormir. Quando é natural, até uma certa idade, até os 6, se anos de idade, a criança tem medo de escura.
24:45
Speaker A
Se a criança por um aco sente vergonha quando alguém se aproxima dela e fala com ela, ela é chamada de bicho mato.
24:50
Speaker A
Fala com ele. É um bicho mato. Desculpa, viu? É assim, é bicho mato. Você tá humilhando a criança.
24:56
Speaker A
Então a criança não pode sentir tristeza, não pode sentir raiva, a criança não pode sentir vergonha, a criança não pode sentir ira.
25:04
Speaker A
E se ela tá depressiva, é frescura. Porque na minha época não tinha isso. Isso era tirado na vara na sua época.
25:12
Speaker A
Mas por que você se tornou um adulto tão problemático? Porque você nunca teve contato com a sua criança interior.
25:23
Speaker A
E se você não tivesse problemas, você não estaria nem assistindo essa aula. Você nunca pediria ajuda?
25:33
Speaker A
Você estreia muito bem, não é verdade? Então, então a criança é reprimida nas suas emoções. O que que é criança? A criança chega à seguinte conclusão. O que que a criança vai pensar? Bem, sentir ira não é legal. Sentir tristeza também não.
25:48
Speaker A
Sentir eh ira não é legal. Sentir tristeza também não. Sentir medo também não. Sentir vergonha também não. Ou seja, ter emoções não é uma coisa boa. Homem não chora.
26:00
Speaker A
Não é isso que provavelmente você, homem que está me assistindo, ouviu? Chorar é paraa Mariquinha. É sério isso?
26:09
Speaker A
Então acho que Jesus foi o mariquinha. E e se chorar é para fracos, Jesus foi o maior deles.
26:21
Speaker A
Então não chora. Chora é para fraco. Chorar é para menininha, mariquinha. Um dia eu ouvi minha avó falar isso comigo. Era criança. Parece uma mariquema que eu tava chorando. Eu não estava bem de saúde. Isso marcou minha vida.
26:36
Speaker A
Falar sobre isso não significa que eu não estou resolvido. São coisas que eu já tratei há muitos anos, mas a cicatriz fica, a memória fica. A questão não é esquecer, mas é lembrar sem dor. Essa é uma evidência de cura, a famosa cicatriz
26:50
Speaker A
que tá marca, mas não dói. Então uma criança, ela se isenta das suas emoções, ela reprime suas emoções e ela vai acabar suprimindo, buscando um prazer para externar suas emoções. Aí entra o fantástico mundo do vício que veio com a vergonha tóxica de ser
27:10
Speaker A
reprimida nas suas emoções. Mandar engolir, entupir, calar. Isso não se faz, gente. Isso é abuso.
27:19
Speaker A
Você precisa viver as suas emoções. Você tem um direito de viver as suas emoções.
27:24
Speaker A
Viva as suas emoções. Sinta suas emoções. Encare suas emoções. Entenda as suas emoções. Entenda a origem das suas emoções. Expresse as suas emoções com lágrimas e palavras. Defina-as.
27:39
Speaker A
Elas são do eterno para sua vida. Você não é um psicopata, que eu saiba.
27:47
Speaker A
Você não é um zumbi. Você não é um verme cinza. Que que é isso? Verme cinza. Luiz, você tá falando. Sabe aquele filme Ultimato Born?
27:59
Speaker A
é o soldado que foi treinado para não ter emoções. Então, somente ser executor de comandos, chamado de verme cinza.
28:08
Speaker A
E eles existem, tá? Só para que você saiba, é assassinar a alma de uma criança.
28:20
Speaker A
Porque tantos transtornos psicológicos, tantos transtornos mentais, tantos desequilíbrios emocionais, porque tanta a procura por saúde mental? Porque tamanha procura, principalmente nesses últimos 10 anos, pro psicanalista, psiquiatra, psicólogo.
28:45
Speaker A
Gente, terapia é preventivo, viu? É para prevenir. É melhor prevenir do que remediar, porque o remédio muitas vezes tá gerando dependência. E tem um detalhe, não sei se você sabe, mas remédio, ele não cura, ele remedia.
29:06
Speaker A
Então, para compreender, repito, como a criança interior ferida repete os seus atos as carências não atendidas da infância e o trauma não resolvido, precisamos saber que as emoções são as principais forças motivadoras da nossa vida.
29:20
Speaker A
Isso gera os comportamentos de repetição externa. eu faço no outro que fizeram comigo. Mas é engraçado que um dia você prometeu e aí entra o voto secreto do órfão. Todo órfão faz um voto secreto. Eu jamais farei com os meus filhos o que o meu pai
29:33
Speaker A
e ou minha mãe fez ou os meus pais fizeram comigo e vocês pega fazendo a mesma coisa. Não, Lu, você tá enganado.
29:39
Speaker A
Eu nunca toquei um dedo nos meus filhos. OK, você tem razão. Existem esses que nem sequer toca um dedo quando eles só faltar no teu couro arrancado.
29:49
Speaker A
Mas sabe por você não toca um dedo nos seus filhos? Não é porque você não quer, não é porque você quer protegê-los, é porque você quer se proteger, porque você pegar uma vara e não a mão e não a panelada, e não o cascudo, e não
30:05
Speaker A
puxão de orelha, e não e eh a puxada de cabelo e não tapa na boca e não tapa no rosto e não soco no rosto e não o soco nas costas ou no peito, e não o cinto, e
30:16
Speaker A
não a havaiana, e não a palmatória, e não o fio de nylon. ou de ferro e não acorda de cisal ou de nylon e não beriscão e não sacojamento de corpo para ver se o cérebro ajusta e não o chute e não colocar de joelho no
30:43
Speaker A
milho ou no feijão, no arroz e não colocar ele com o corpo inclinado pra frente com a testa, sustentando o peso do corpo.
30:52
Speaker A
e não encher na cara dele da privada porque ele esqueceu da descarga e não queimar ele porque ele foi lá e biriscou a panela e não deixar sem comer ou forçá-lo a comer porque ele pediu mais um pouco.
31:05
Speaker A
Gente, isso é abuso. Quem sofreu isso foram os escravos no passado. Isso não é disciplina, isso é a surra. Isso não é disciplina, isso é abuso. Disciplina é instruir, é ensinar, é orientar, é aconselhar.
31:18
Speaker A
Isso é a vara, que também é literalmente a vara. Quando as outras varas, como o ensino, a instrução, a correção, a repreensão, não deu certo, conversar, não deu certo, exortar, não deu certo.
31:31
Speaker A
Tirar os prazeres como disciplina, não deu certo. Colocar no cantinho para pensar os 5 minutos, não deu certo.
31:38
Speaker A
Então, observe que seu filho tá tentando chamar sua atenção e você não tá ouvindo. O maior problema entre pais e filhos e filhas e pais, qual é a brecha das gerações? é que os pais não sabem falar a linguagem dos filhos, não sabe
31:48
Speaker A
sua linguagem de amor, não sabe seu perfil de comportamento, não sabe o seu perfil geracional e os filhos em contrapartida, não dão orelhão. Quando é que filho se rebela? Você sabe quando é que filho se rebela?
32:00
Speaker A
Quando ele faz 13 anos, Luiz, negativo. Isso é lenda. É quando ele não se sente amado.
32:09
Speaker A
Mas Luí, eu dou casa, dou comida, dou roupa, dou educação. Meu querido, isso não significa que você o ama. Você sabe que você o ama, você acredita que você o ama e venderam para você esse peixe que da casa comida, roupa e educação é amar.
32:23
Speaker A
Ele pode olhar para você e dizer o seguinte: "O Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA diz que eu tenho direito à casa, comida, roupa e educação, necessidades primárias, secundárias e terciárias supridas.
32:31
Speaker A
Então, Eca me ama. E aí, que você vai dizer? Você vai ficar confuso. Um dia um pai me chamou e falou assim: "Luí, eu não entendo. Eu tenho três filhas. Uma delas diz que eu nunca amei.
32:47
Speaker A
Sério? Sério, Luiz? O que eu dei para uma, eu dei paraa outra e paraa outra na justa medida.
32:56
Speaker A
E eu lhe disse: "Bem, eu penso que talvez esse tenha sido o problema. Como assim, Luiz?" Não entendi. Eu dei justamente em justa medida para que uma eu não pudesse afirmar que eu dei mais para uma do que para a outra, para não
33:06
Speaker A
comunicar uma injustiça, para não ser acusado de injusto ou gostar mais de uma do que de outra. E foi justamente isso que eu ouvi. Eu digo: "Pois é, mas eu penso que essa foi sua falha, então não entendi."
33:16
Speaker A
E eu lhe disse, a minha avó, ela tinha uma ilustração na minha infância que marcou minha vida.
33:21
Speaker A
Ela olhava para mim, espalmava a mão e perguntava com a mão aberta: "São iguais?" E eu lhe respondia: "Não, estão na mesma palma, saem da mesma madre, mas são diferentes.
33:36
Speaker A
Cada filho tem a sua identidade, cada filho tem a sua linguagem de amor, cada filho tem o seu perfil de comportamento." No dia em que eu entendi isso, eu tive tempo de aproveitar essas ferramentas no que eu, no dia em que eu descobri o perfil
33:56
Speaker A
de comportamento dos meus filhos, no dia em que eu descobri a linguagem de amor, eu pude então falar para o meu filho e para a minha filha, na época não tínhamos o Samuel, a linguagem de amor, de acordo com o perfil de comportamento
34:10
Speaker A
deles. Depois de muitos anos, eu descobria o perfil geracional. Os meus dois primeiros filhos são geração Y. Eles não vêm hierarquia vertical, eles vem hierarquia horizontal.
34:23
Speaker A
Então eles chamam meus pais. Enquanto chamo meus pais de senhor e senhora, eles chamam de você.
34:32
Speaker A
Se eu chamasse minha mãe de você, eu vi uma mão crescente vindo na minha direção, na direção da minha boca.
34:38
Speaker A
Eles chamam os meus pais, os avós deles de você e os avós tranquilo, achando isso o máximo. A minha sogra, ela é chamada por um apelido que a minha filha, que foi a primeira neta, deu para ela. Nome da minha sogra Emília. Ela é
34:50
Speaker A
chamada de Mima. E minha sogra achei isso o máximo. E os outros netos que foram vindo foram repetindo o Mima e Mima ficou. E nasceu Mima.
35:00
Speaker A
Olha que interessante. Nasceu Mima e Mima ficou. Então, quando eu entendi o perfil de comportamento e a linguagem de amor dos meus filhos, eu procurei falar com cada um de acordo com o seu perfil de comportamento, de acordo com a sua linguagem de amor e o
35:17
Speaker A
seu perfil geracional. Eu nunca ouvi nenhum dos dois reclamarem que eu amava mais a um do que o outro.
35:27
Speaker A
Mas quando os pais não conhecem o perfil geracional, não conhece a linguagem de amor, não conhece o perfil de comportamento, nós vamos ter problemas similares aos que estão na Bíblia, como entre Caim, Abel, Esaí e Jacó, José, os
35:38
Speaker A
irmãos, o pródigo e o seu irmão. O que eles tinham em comum? Lutaram pelo amor de homem de suas vidas, a saber, seus pais. Existe predileção de filhos?
35:47
Speaker A
Infelizmente existe, mas isso não é maioria. Então, uma grande probabilidade de seu pai não está sabendo falar sua linguagem de amor ou não soube ou não sabe, isso não significa que ele não a ama. Agora, de três ou quatro filhos que ele tem, um
36:01
Speaker A
ou dois falam a mesma linguagem que a dele, o que dá impressão para os demais que eles se gostam mais, que o pai gosta mais daqueles do que dos outros. Isso não é verdade.
36:12
Speaker A
Agora, será que os seus pais se sentem amados por você? Será que você sabe qual a linguagem de amor dos seus pais?
36:23
Speaker A
Vamos pensar um pouco. Vamos falar sobre a raiva, uma emoção fantástica. Então, nossa raiva nos movimenta para defesa. Raiva gera movimento. A raiva é uma expressão de protesto. Quando você está com raiva, você tá comunicando protesto, reivindicação.
36:45
Speaker A
A raiva, ela tem duas raízes. Ela vem de vergonhas e injustiça. Então, quando você, se você no dia de hoje se irou, é porque você julgou alguma coisa ou injusta ou vergonhosa, ou ambas.
36:59
Speaker A
Então, a raiva ela te faz movimentar. Se alguém fala mal do teu cristianismo e você não fica com raiva, tem alguma coisa errada com o teu cristianismo, tem alguma coisa errada com a tua fé, tem alguma coisa errada com você.
37:17
Speaker A
Quando estamos zangados, tomamos uma posição e ficamos loucos para lutar. É um mecanismo de defesa.
37:28
Speaker A
Quando você dá uma bronca em alguém, quando você tá muito erado, você dá uma bronca em alguém, a pessoa toma o choque, para, te ouve e ela fala assim: "Puxa vida, e eu não tive intenção, mas faz sentido.
37:41
Speaker A
Eu sem intenção acabei eh fazendo mal para essa pessoa e você vai lá e você reflete e pede perdão." Então, a raiva que que a pessoa externa contra você é como um tratamento de choque, desperta, você chama a sua
37:55
Speaker A
atenção. E particularmente eu gosto muito de ouvir as pessoas com raiva. Sabe por quê? Porque elas são sinceras.
38:07
Speaker A
Eu percebi que quando elas falam com raiva comigo, quando elas estão com raiva de mim e que elas falam, elas falam a verdade. Elas são sinceras.
38:16
Speaker A
Depois a raiva passa, se arrepende e dizem: "Bem, não foi isso que eu queria dizer." Sim, foi raiva. Com essa raiva nos protegemos e lutamos por nossos direitos. O medo é uma outra emoção muito interessante.
38:31
Speaker A
Existem três tipos de medo. O medo irracional, você nem raciocina tem medo. O medo extremista de tudo, você tem medo. E o medo natural, preciso olhar para a direita ou para a esquerda porque eu posso ser atropelado. Esse medo é
38:41
Speaker A
protetivo e saudável. Todo o medo está no passado, com exceção do natural. Todo medo está no passado. O medo de lagartixa, o medo de barato, o medo de sapo, o medo do escuro, o medo seja lá do que for, perceba que todo medo que
38:57
Speaker A
você tem, ele está no passado e não no presente. Repito, o medo te prepara para três coisas: agredir, fugir ou paralisar.
39:09
Speaker A
Ter medo é acreditar. Medo e fé é a mesma coisa. É bíblico. Jó disse: "Aquilo que eu mais temia me sobreveio." Uma frase para você pensar. Do que adianta ter medo da vida e das pessoas? Lembrando que e citando que vida e pessoa são
39:29
Speaker A
meros sujeitos. Exemplos: adianta ter medo da vida e das pessoas se elas são reflexo do que eu acredito?
39:39
Speaker A
Pensou na frase? Entendeu? Não vou repetir. Presta atenção. Do que adianta ter medo da vida e das pessoas? Lembrando que medo e pessoas são apenas exemplos, porque você pode colocar outro sujeito aí. Do que adianta ter medo de dirigir?
40:00
Speaker A
Do que adianta ter medo de fazer um concurso, do que adianta ter medo de errar, dentre outros tantos medos? Do que adianta ter medo da vida e das pessoas?
40:10
Speaker A
Se elas são reflexo do que eu acredito, o que que é o medo? Reflexo do que você acredita.
40:18
Speaker A
Você está me dizendo, então, que o medo que eu tenho de o medo que eu tenho de ser reprovado é porque eu acredito? Sim.
40:28
Speaker A
Exatamente. Você tá me dizendo que o medo que eu tenho de ser assaltado é porque eu acredito sim.
40:37
Speaker A
Fé e medo é a mesma coisa, só que o medo é uma fé negativa. Contrária, é como uma moeda de dupla face, tipo cara e coroa.
40:48
Speaker A
O medo tem um poder de trazer do inexistente para o existente, do sobrenatural para o natural, do invisível para o visível, dos céus paraa terra.
40:57
Speaker A
Jó disse, tá na Bíblia, aquilo que eu mais temei me sobreveio. Medo é fé o contrário.
41:05
Speaker A
O medo tá no passado. Ter medo é acreditar. Tem até um livro, inclusive de suspense que a temática é essa. Eu não lembro agora exatamente o nome do medo, mas o subtítulo é isso, ter medo e acreditar.
41:18
Speaker A
E é verdade. E é verdade. Então pense sobre isso. As escrituras afirmam: "Não temas 365, não, 366 dias. 366 vezes uma por dia até quando é absesto. Não temas.
41:43
Speaker A
Então, medo é isso. Então, o medo nos move para fugirmos do perigo. Esse é saudável.
41:51
Speaker A
Uma outra emoção é a tristeza. Nossas lágrimas são purificadoras e nos ajudam a resolver a tristeza. Por isso que chorar é prazeroso. Por isso que chorar faz bem, porque você põe para fora.
42:05
Speaker A
Então, nossas lágrimas são purificadores e nos ajuda a resolver a tristeza. Eu quero compartilhar com você agora uma outra ferida da infância que chama-se codependência.
42:18
Speaker A
Eu não sei se você já ouviu falar essa expressão codependência. É provável que você já ouviu muito mais falar e até mesmo já citou essa frase, ou melhor, esse título ou esse nome, a dependência emocional.
42:31
Speaker A
Existe o dependente e o codependente, tá? Um não vive sem o outro, é tipo y yang.
42:38
Speaker A
Um está intrsecando o outro, um está relacionado ao outro, um está ligado ao outro. Então, a codependência, a primeira vez em que eu ouvi sobre codependência foi em 2010. Eu não sei se eu não estava atento, eu não sei se eu
42:51
Speaker A
estava aberto, eu não sei se eu estava bem, mas eu tomei essa aula, não sei se o professor ou a professora, nem lembro se foi um professor ou professora, não sei se não soube abordar de forma que me convenceu. Talvez a didática não
43:05
Speaker A
foi tão interessante assim para mim, mas não não não me surpreendeu, né? Em 2020, há 4 anos atrás, eu fiz uma matéria na faculdade de aconselhamento de saúde e eu tive aula sobre codependência e foi passado inclusive um livro para
43:28
Speaker A
nós. E quando eu tive essa aula e li o livro, eu fiquei assustado. Eu fiquei muito assustado. Fiquei traumatizado, fiquei surpreso, fiquei chocado com a codependência. O que é a codependência?
43:47
Speaker A
suas características, suas tendências. Eu fiquei assim, estarrecido. Essa é a palavra estarrecido. Foi como eu fiquei.
43:58
Speaker A
E eu quero falar um pouco para vocês sobre a codependência. Eu quero definir a codependência como uma perda da identidade. E hoje nós temos um sério problema que não começa com essa última geração, ou melhor, não começa com as
44:12
Speaker A
últimas gerações, mas o maior ataque do inimigo, do sistema e suas e seus tentáculos contra nós, a começar contra o Cristo quando estava no deserto em jejum e sozinho. é na identidade, como por exemplo, se tu és filho de Deus, transforma essas pedras
44:32
Speaker A
em pães. Ora, ele sabia quem ele era. Ele não precisava provar nada para ninguém, porque ele estava satisfeito, convencido de quem ele era. Então, quando eu e você sabemos quem somos, estamos satisfeitos que quem somos, sentimos prazer em quem somos,
44:47
Speaker A
sabemos que não precisamos provar nada para ninguém. E é por isso que ele não caiu em tentação. O que indica que quando eu ca em tentação é uma grande probabilidade de eu não saber quem eu sou.
44:56
Speaker A
Porque quando eu sei que é um som, não preciso provar nada para ninguém. E nós percebemos que do deserto da cruz, Jesus sofre ataque na sua identidade. Se és filho de Deus, então por que não desces daí? Se és eh o Salvador, se és o
45:10
Speaker A
filho de Deus, salva-te a ti mesmo. Então, vimos o quê? Indiretas. Nós ouvimos indiretas, não ouvimos diretas, ouvimos piadas, sarcasmos, ironias sinismos expressões ferinas, provocantes, mas em nenhum momento Jesus ele revida a esses ataques, a essas insinuações, a essas
45:32
Speaker A
provocações. Mas quando eu não sei quem eu sou, vou querer provar para todos ou para quem duvidar de mim, da minha identidade.
45:42
Speaker A
Quando alguém do da minha identidade me provoca para provar algo, quando eu não sei quem eu sou, eu vou estar disposto a provar para o outro quem eu não sou, porque eu não sei quem sou e vou viver
45:53
Speaker A
sem saber quem sou, fazendo o que não sou, sendo o que não sou. E é provável que eu vou viver como indigente e vou morrer sem saber quem eu era. Vou ser conhecido e chamado por quem nunca fui.
46:10
Speaker A
Isso é indigência espiritual. Isso é pior do que morrer, não saber quem é e com isso não saber sua missão chamada de propósito, o destino para o qual você foi desenhado.
46:21
Speaker A
Isso é horrível. A codependência é uma faceta disso. A codependência é uma perda da identidade. Porque eu passo a viver a identidade do outro. Eu faço da minha vida a vida do outro. Eu busco os sentimentos e emoções do outro, os
46:37
Speaker A
desejos e vontades do outro, os pensamentos e crenças do outro como meus. O que o outro decidir, tá bom? O que o outro pensar, tá bom? O que o outro sentir, está bom. Se ele estiver bem, se ele estiver bem, eu tô bem.
46:53
Speaker A
Se ele estiver mal ou ele estiver mal, eu estou mal. Então, o meu sentimento e emoção é o do outro. O meu desejo e vontade é do outro, os meus pensamentos é do outro e a minha escolha é do outro.
47:05
Speaker A
E eu testifico isso diariamente com a seguinte frase: "Tanto faz". Pode ser. você escolhe.
47:14
Speaker A
Então, eu não tenho, parece que eu não tenho direito a viver, a expressar os meus sentimentos, as minhas emoções, os meus desejos, as minhas vontades, os meus pensamentos, as minhas escolhas, as minhas crenças, ser quem sou. Então o
47:31
Speaker A
condependente, ele vive literalmente à custa dos outros, vampirando a vida do outro, as emoções do outro, sendo do outro, buscando do outro a sua vida e fazer do outro a sua vida. Uma frase que é muito simples, muito interessante, cômica
47:50
Speaker A
e talvez clichê, uma frase que é ideal para um codependente ouvir, vai cuidar da tua vida.
48:04
Speaker A
É isso que o codependente precisa ouvir, é isso que ele precisa praticar. Ele está preso ao outro.
48:13
Speaker A
Tem uma frase, tem um trecho na canção da cantora Joana. Eh, pessoal da minha da minha geração sabe de quem estou falando. Quando ela diz assim: "Um ficou viciado no outro.
48:25
Speaker A
Um ficou viciado no outro. Esse viciado no outro é justamente com a dependência. De repente você vai voltar. É vício no outro. Paixão é vício no outro.
48:40
Speaker A
Está amarrado ao outro. Exemplo, eu só fos se fulana for. O profeta Roberto Carlos cantou uma uma canção similar à profeta Joana. Profeta Roberto Carlos cantou uma canção em uma das suas canções, ele disse assim: "A gente já não está mais na base do solv.
49:01
Speaker A
A gente já não está mais na base do só vou se você for". Então assim, isso fala de condependência. Eu só vou se fulano for.
49:15
Speaker A
Eu só vou estar se fulano estiver. Então, chega um momento em que assim, quando você vai para um lugar, você lembra da pessoa e você quer comprar um presente paraa pessoa. Que você compra para você, você compra pra pessoa. O que
49:33
Speaker A
você experimenta, você quer que a pessoa experimente. Então você já não consegue se ver a parte.
49:41
Speaker A
Parece a criança que que que acredita ser um com a mãe assim um codependente.
49:50
Speaker A
Um pouquinho mais sobre codependência. Então, como é que a codependência ela nasce ela cresce?
49:56
Speaker A
Como é que ela nasce? Como é que ela cresce? É uma família totalmente disfuncional.
50:05
Speaker A
Então vamos dar um exemplo aqui de como começa um codependente. Ele não começa só dessa maneira. Existe nes creia, existe nes maneiras, nes raízes, nes causas para codependência.
50:22
Speaker A
Um exemplo é o alcoolismo. Como o alcoolismo representa uma ameaça de vida para todos os membros da família, eles se adaptam tornando-se cronicamente alertas, ou seja, supervigilantes.
50:37
Speaker A
Eles se tornam cronicamente alertas, supervigilantes. Quando o ambiente familiar é de violência, abre parêntese. Química, emocional, física ou sexual. Fecha parêntese. A criança passa a focalizar apenas o exterior.
50:54
Speaker A
Repito, quando o ambiente familiar é de violência, abre parêntese química, emocional, física ou sexual, fecha parêntese, a criança passa a focar apenas o exterior, né? Quando a pessoa ela tem a realidade do alcoolismo, que representa uma ameaça, tá, para todos os membros da
51:13
Speaker A
família, elas se adaptam, tornando-se cronicamente supervigilante. Essa tensão tem que ser, por natureza algo temporário, nunca crônico.
51:24
Speaker A
E quando torna-se crônico, a pessoa deixa de ter contato com as suas próprias emoções, porque ela tá pensando onde é que o ele está, onde está, como está, que que será que aconteceu, será que morreu, será que tá machucado? Será que foi para
51:37
Speaker A
hospital, será que tá desmaiado? E será, será que não estão batendo nele? Então isso vai perdurando por um tempo, vai até que se torna crônica. Chegou a hora que a pessoa não consegue mais pensar em si, pensar em suas emoções, pensar em
51:51
Speaker A
seus sentimentos, pensar em seus desejos, pensar em suas vontades, pensar em suas escolhas, pensar em suas crenças, ela vai tão somente e tão somente pensando na outra a ponto de esquecer que ela tem uma vida e a vida do outro torna-se a vida dela e
52:08
Speaker A
assim todos os da casa. Então isso é um excelente exemplo de codependência. Então, como eu disse, ela perde a capacidade de gerar autoestima. Com o tempo, ela perde a capacidade de gerar autoestima que vem do seu interior.
52:25
Speaker A
Sem uma vida interior saudável, a pessoa exilada de si mesma, ela procura satisfação no exterior. Quando esse ambiente é de violência, abre parêntese química física emocional sexual fecha parêntese. Então, a criança passa para o carô exterior, né?
52:44
Speaker A
Então isso é a codependência, um sintoma da criança interior ferida, né? O comportamento codependente indica que as carências da infância não foram atendidas e que a criança não sabe quem é. Vou dar um exemplo. A namorada de Maximilian termina um relacionamento de
53:00
Speaker A
6 meses. Quando isso acontece, ele pensa em suicídio, acredita que o seu valor depende do seu relacionamento com ela.
53:14
Speaker A
Um rapaz chega pra sua eh namorada e ele compartilha com ela sobre a sua insatisfação no trabalho.
53:28
Speaker A
Nessa noite ela não dorme preocupada com os sentimentos dele e não os dela. O marido convida a esposa para jantar.
53:40
Speaker A
Então ele como gentleman, ele deixa que ela faça a programação e ela diz: "Tanto faz". Frase típica de codependente: "Tanto faz, OK? Já que tanto faz, já que você não quer fazer o programa, já que tanto faz, eu faço."
53:57
Speaker A
Então ele eleva a churrascaria depois para ver o filme à volta do assassino do Machado.
54:02
Speaker A
Confesso que não é uma programação muito fácil para uma mulher. V filme de terror com negócio de romance complicado. Ela passa duas semanas emburrada com ele. Quando ele pergunta qual é o problema, ela fala: "Nada.
54:20
Speaker A
Todos concordam em afirmar que ela é um amor de pessoa, mas na verdade é tudo fingimento. Ela não conhece o seu verdadeiro eu.
54:31
Speaker A
Não sabe o que quer porque não sabe quem ela é. Então, alguns exemplos para você entender sobre o poder da codependência.
54:43
Speaker A
Você quer ver um exemplo? A mulher, ela chega na clínica da na clínica psicológica, ela vai fazer uma terapia como a psicóloga. Ela fala assim: Eu não sei o que fazer, doutora.
55:29
Speaker A
Não sei mais o que fazer. Chega em casa sujo, rasgado. Chega em casa michado de cocô.
55:48
Speaker A
Uma angústia. Me sinto arrasada, humilhada. Aí tem que pegar ele, chega em casa machucado. Às vezes os amigos vêm trazer os amigos sem dinheiro, sujo, mal se colocando em pé, às vezes fica bravo, quer quebrar tudo dentro de casa,
56:08
Speaker A
não põe comida dentro de casa, os meninos fica assustado. Meus pais ficam dizendo, viu que eu falei para você que não era para você casar?
56:18
Speaker A
Não sei o que que eu faço. Aí eu pego ele e levo ele pro banheiro, tira a roupa dele suja, rasgada, dou banho, trato as feridas, dou de comida para ele e bota ele para dormir.
56:32
Speaker A
Mas eu vou divorciar. Não aguento mais. Não aguento mais sair. Mas tadinho, quem que vai cuidar dele, né?
56:47
Speaker A
Gente, fala sério, isso é codependência. E vou te falar mais. A minha mãe não chegou a chorar sim, mas ela fazia tudo isso quando meu pai chegava em casa à queda.
57:07
Speaker A
Sujo, rasgado, sem dinheiro, machucado. Ela ia buscar quando não os amigos iam levar. Ela tinha que levar ele para tomar banho, tirava roupa, dava banho, tratava as feridas, botava roupa limpa, botava ele para comer. Eu lembro de uma vez ele
57:23
Speaker A
querendo com a cara no prato e sopa. Ela puxou a cabeça dele assim para não morrer afogado.
57:31
Speaker A
Botava ele para dormir. É a criança. É a criança. Mas sabe o que que eu percebo? Ela não consegue viver sem ele.
57:41
Speaker A
Isso não é amor, isso é codependência. Isso é vício do outro. Um ficou viciado no outro. É isso que acontece.
57:51
Speaker A
De repente você vai voltar. Vai e volta. Vai e volta. É para sanfona. Isso não é amor, gente. Isso é codependência. Isso é uma enfermidade.
58:05
Speaker A
Mas fique tranquilo. Isso tem cura com terapia, tem tratamento, processo de reeducação. Eu tenho nes pacientes que têm codependência.
58:16
Speaker A
Eu tenho um paciente que ele ficou tão irado com o livro que ele leu sobre conência, mas tão irado que ele jogou o livro no fogo.
58:24
Speaker A
Ele falou assim: "Cara, você me perdoa, mas joguei aquele livro no fogo". Eu disse: "Amigo, tudo bem, o livro é seu, o prejuízo foi seu. Agora sim, você não jogou o livro no fogo, você jogou esse velho homem codependente no fogo."
58:36
Speaker A
Aí ele arreglou o olho, porque você se viu, o livro te denunciou, te desnudou, te espelhou.
58:44
Speaker A
Quando você viu o homem que você era, você sentiu vergonha. Você teve tanta versão, você odiou tanto esse homem que você jogou o livro no fogo. Você jogou o velho homem no fogo. É diferente.
58:56
Speaker A
Depois ele comprou o livro novamente para reler caso ele tivesse recaídas. Eu tenho pacientes que deixou de fazer terapia comigo porque leu o livro.
59:07
Speaker A
Pessoas tão viciadas nesse comportamento que não se viram fora desse comportamento. Doentes não sabem lidar com saudáveis. Escravos não sabem lidar com livres. Quem é você?
59:19
Speaker A
Doente ou saudável? Escravo ou livre? Órfano ou filho? Sua é a decisão. Com a dependência. É isso.
59:33
Speaker A
E eu quero encerrar essa aula, eh, desejando que você possa viver uma transformação na sua vida.
59:47
Speaker A
Não foi para isso que o Senhor te chamou. OK? Até a próxima aula. Te espero lá.
Topics:criança interioranálise transacionalEric Berneautoconhecimentocura emocionalestado de egotraumas infantiscomportamento adultomemórias da infânciapsicologia

Frequently Asked Questions

O que é análise transacional segundo o vídeo?

Análise transacional, segundo o vídeo, é uma teoria do psiquiatra Eric Berne que descreve os estados de ego, incluindo o estado infantil espontâneo, e como as pessoas transitam entre esses estados em diferentes situações.

Por que é importante reconhecer a criança interior?

Reconhecer a criança interior é importante porque ela carrega memórias, emoções e traumas da infância que influenciam o comportamento adulto. Ter contato com essa criança permite curar feridas emocionais e governar melhor a própria vida.

Como o adulto pode interagir com a criança interior para promover a cura?

O adulto pode interagir com a criança interior buscando um lugar seguro para dialogar, reconhecendo suas emoções e necessidades, e assumindo o papel de progenitor amoroso para cuidar e proteger essa criança, promovendo assim a cura emocional.

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