HMCP AULA1PT2 — Transcript

Reflexão sobre a importância do amor próprio, estabelecimento de limites e saúde emocional para amar o próximo e evitar esgotamento.

Key Takeaways

  • Amar a si mesmo é pré-requisito para amar o próximo de forma saudável.
  • Estabelecer e respeitar limites pessoais é fundamental para a saúde emocional.
  • A falta de limites pode levar a sérios problemas psicológicos como burnout e síndrome do pânico.
  • Educação sobre limites desde a infância ajuda no desenvolvimento de respeito próprio e alheio.
  • Buscar reconhecimento através do excesso de fazer pode indicar baixa autoestima e problemas emocionais.

Summary

  • A maior obra do Senhor é o indivíduo, destacando a importância do amor próprio para amar o próximo.
  • Amar o próximo sem se amar é codependência, não amor verdadeiro.
  • A negligência do autocuidado afeta a saúde emocional, mental e física.
  • A importância dos limites pessoais, especialmente na infância, para respeitar a si mesmo e aos outros.
  • Exemplo prático de estabelecimento de limites com a criança usando uma corda para delimitar espaço pessoal.
  • Limites são protetivos e essenciais para evitar invasões de privacidade e abusos.
  • A falta de limites pode levar a esgotamento emocional, burnout e transtornos mentais.
  • Pessoas sem limites claros podem acabar em tratamentos psicológicos ou psiquiátricos.
  • A expressão 'pau para toda obra' é vista como sinal de baixa autoestima e busca frustrada por reconhecimento.
  • Educar sobre limites é fundamental para o desenvolvimento saudável e prevenção de problemas emocionais.

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Speaker A
Qual é a maior obra do Senhor na sua opinião? Você pode me dizer assim: "Bem, a maior obra do Senhor é as almas, obra do Senhor, a igreja, mãe obra do Senhor, aos povos não alcançar." Não, a maior obra do Senhor é
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Speaker A
você. É possível amar o próximo se amar a si mesmo? Em caso de pressurização, máscaras de oxigênio cairão. Coloque primeiro em você, depois na criança. Mas isso que nós ouvimos da comissária de bordo.
00:40
Speaker A
Primeiro você, depois a criança. Como é que eu posso amar o próximo se eu não me amo? Mas Luí, eu faço qualquer coisa pela pessoa. Não, isso é codependência, querido. Isso é vício no outro.
00:53
Speaker A
Isso não é amor. Porque se você não cuida de você, você não cuida da sua saúde emocional, você não cuida da sua saúde mental, você não cuida da sua higiene pessoal, você nem lembra a última vez que você cortou a unha, de
01:04
Speaker A
repente sua unha tá enorme e a dos seus pés tá parecendo de bruxo, você já não sente a água batendo na sua pele. Você já não discerne os sons das coisas, a origem dos sons, você já
01:17
Speaker A
não discerne nem aprecia o cheiro das coisas. Você já não discerne, nem percebe as imagens, a definição das coisas. Você já não consegue nem mesmo lembrar como foi o seu dia. Eu acordei, fiz isso, isso, isso. Minha gente
01:27
Speaker A
pessoal, tomei café, meditação, morei, falei com minha esposa, meu filho chegou, tal. Você não consegue fazer um levantamento do seu dia.
01:36
Speaker A
Você não aprecia mais, você não degusta o alimento. Você não sabe qual foi a última vez que você teve um hobby, você não sabe qual foi a última vez que você dormiu bem. Você não sabe qual foi a última vez que você comprou uma
01:46
Speaker A
roupa de qualidade para você, que você foi ao cinema, comer uma pipoca. Você não sabe qual foi a última vez que você tirou folga, férias. Talvez você nem sabe o que é isso.
01:58
Speaker A
E você vem me dizer que você se ama, que você ama o próximo, você nem se ama. Como é que você vai amar o próximo? Não tem condições.
02:11
Speaker A
Então, um pouquinho de limites dentro dessa segunda infância. Os jogos de regras são importantes, pois nessa fase a criança consegue entender e respeitar essas regras. E isso é visto como facilitador para o limite, o limite dela e o limite
02:29
Speaker A
do outro. Então isso é muito importante, o limite. Recentemente eu fiz uma dinâmica com o meu filho. Presta bem atenção nisso que eu vou te falar.
02:41
Speaker A
Eu peguei uma corda e dei para ele e falei para ele: faça um círculo. E ele colou a corda bem rente aos seus pés.
02:50
Speaker A
Pedi para minha esposa tomar uma distância e vir na sua direção e ele teria que dizer stop para que ela pudesse parar.
02:58
Speaker A
E quando ela veio na direção dele, ele disse: "Stop". Ela parou bem próximo a ele, já invadindo seu espaço pessoal e perguntei: "Tá bom para você?" E ele olhou para mim e falou assim: "Tá." Eu digo, "Mas ela não tá muito em
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Speaker A
cima de você?" Ele falou assim: "Está". Eu digo, "Mas tá bom para você?" Ele falou assim: "Não, ela precisa afastar um pouquinho." Diga, "Então pede para ela afastar" e ele pediu.
03:20
Speaker A
"A corda que você colocou bem rente aos seus pés, tá confortável para você?" Ele olhou e falou assim: "Tá, tem certeza?" Ele olhou, pensou: "É, eu queria afastar um pouco." Eu digo, "Então você pode afastar." E aí então expliquei para ele sobre
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Speaker A
espaço pessoal, expliquei para ele sobre limites. Eu disse: "Filho, se você não deixar claro para as pessoas sobre os seus limites", depois de ter explicado para ele o que era limite, as pessoas não vão discernir, não vão perceber, não
03:52
Speaker A
irão saber e elas irão invadir os seus limites que você nunca falou, que você nunca percebeu, que você nunca valorizou, que você nem sabia o que era.
04:03
Speaker A
Tem pessoas que não sabem o que é limite. Tem pessoas que não têm o significado de limite, tem pessoas que não têm limite para si e para outros.
04:12
Speaker A
E tem pessoas que não declaram, estabelecem seus limites. Quando outra invade, ela reclama. Mas tem um detalhe, ela nunca deixou claro seus limites, nunca os estabeleceu, não sabe sobre eles e nem o que eles significam, que é totalmente protetivo.
04:27
Speaker A
O limite é para mim primeiro e depois para o outro. Eu preciso de limites para mim. Eu preciso pôr limite para mim, eu preciso de limites, preciso dar limite para a minha esposa, limite pro meu filho, limite para o outro.
04:41
Speaker A
Então o limite é protetivo. Agora, quando eu não estabeleço limites, quando eu não entendo o limite, quando eu não sei o significado do limite e eu não declaro esses limites, eu vou ser invadido.
04:54
Speaker A
Mas eu posso chamar o outro de abusador, mas eu sou abusável porque não estabeleço limites para mim. Eu não criei limites, não estabeleci, não sei o que significa e nem tampouco deixei claro quais eram os limites,
05:09
Speaker A
o que dá direito ao outro de entrar, porque ele não sabe qual o limite. Onde é a porta? Não vi porta, vi que tava sem porta, entrei. A porta é o limite. Um exemplo. E o que eu percebi? Que nós
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Speaker A
estávamos entrando no banheiro quando ele estava tomando banho. Quando nós estávamos entrando no banheiro sem pedir licença, sem bater na porta, simplesmente abríamos a porta e entrávamos.
05:30
Speaker A
Isso é invasão de privacidade. Isso é falta de respeito. Isso é não respeitar o limite do outro. Isso é abuso. E eu não podia fazer isso e nem minha esposa.
05:38
Speaker A
A mesma coisa no quarto dele ou pegar alguma coisa que é dele ou não comunicar ou não participar. Quando eu pego algo que é dele e que eu não lembro que é dele, às vezes eu fiz só o teste, ele
05:50
Speaker A
olhou para mim e pergunta. Ele olha para mim e pergunta: "Você pediu?" Eu digo: "Não, você me perdoa? Posso pegar?" Pode.
06:01
Speaker A
Então ele vai crescer deixando claro quais são os seus limites. Ele vai crescer deixando claro o limite dele para o outro. Ele entendeu que é limite para ele e para o outro.
06:14
Speaker A
Então, é muito importante nessa fase de 4 a 6 anos explicar sobre limites, respeitar o limite da criança, deixar claro o limite da criança para que ela não avance o limite, transponha o limite, não seja um transgressor, para
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Speaker A
que ela não passe um sinal vermelho, para que ela não seja impaciente, para que ela não dê o jeitinho brasileiro, para que ela não venha dar o golpe, para que ela não venha se corromper, ela precisa respeitar o tempo e o modo, os
06:40
Speaker A
tempos e as estações, ela precisa respeitar limites para si e para os outros. Não, pera aí, esse é meu limite, eu agora vou descansar. Mas quando eu não conheço os meus limites, eu vou trabalhando e vou trabalhando e
06:54
Speaker A
vou trabalhando. Daqui a pouco, sabe o que vai acontecer? Eu vou sofrer uma estafa. Bem, essa é uma palavra que não se usa mais, né? Hoje é uma palavra mais bonita, chamada burnout, que eu chamo de esgotamento psicológico,
07:05
Speaker A
físico, mental, emocional. Burnout, ou seja, queimado. Quando fazer todo o possível ainda não é suficiente.
07:18
Speaker A
Então, o que são essas pessoas que hoje estão de burnout ou estafa? O que são essas pessoas que estão esgotadas mental, emocionalmente? O que são as pessoas que estão com síndrome do pânico? Pessoas que não conhecem os seus
07:31
Speaker A
limites, não os estabeleceram, não sabem que eles existem, não sabem delimitá-los. Pessoas que não demarcam o seu território, pessoas que não estabelecem os limites, pessoas que não sabem sobre limites, pessoas que não se põem limites, são limitados, limitados.
07:54
Speaker A
Então, essas pessoas vão acabar numa boa clínica de psicanálise. E aí você pode falar comigo, tá? Tô fazendo baixada lá em psicanálise e trabalho com terapia familiar. Vão acabar numa clínica de psicologia, vão acabar numa psiquiatria, podem acabar num manicômio,
08:13
Speaker A
podem acabar como inválidos pelo INSS, podem desenvolver vários transtornos mentais, porque são pessoas que nunca colocaram limites, mas foram pessoas que não foram educadas por seus pais sobre limites.
08:31
Speaker A
Eu não gosto da expressão pau para toda obra. Eu desconfio daquele que é pau para toda obra. Eu desconfio daquele que tá sempre disposto a fazer tudo, o famoso pau para toda obra.
08:42
Speaker A
É uma tentativa frustrada de uma mente escrava, frustrada, de baixa autoestima, de um ser que está buscando mérito, afirmação e reconhecimento através do fazer. Igual irmão do filho pródigo, o órfão de dentro, porque o pródigo é o ó
08:57
Speaker A
fora. Existe os órfãos que ficam, os órfãos que saem, o introvertido, extrovertido, um com tendência ao homicídio e o outro é ao suicídio.
09:06
Speaker A
Extremos da mesma vara. Quem é você? Limites é o que nós precisamos. O profeta Casus, em um das suas canções diz que o tempo não para. O tempo não para, mas eu preciso parar.
09:25
Speaker A
Eu preciso parar para descansar. Eu preciso parar para me alimentar. Eu preciso parar para dormir. Eu preciso parar para fazer uma academia.
09:37
Speaker A
Eu preciso parar para não fazer nada. Eu preciso parar para praticar um esporte. Eu preciso parar para um hobby. Eu preciso parar. Eu preciso de limites. E ao sétimo dia descansou. O limite tá na Bíblia, viu? Ao sétimo dia ele
09:54
Speaker A
descansou, ou seja, deu o limite. Não é preciso ser expert em psicologia para saber que a maioria das doenças da alma provém de um único de uma única fonte. Lares adoecidos. Repito, não é preciso ser expert em psicologia para
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Speaker A
saber que a maioria das doenças da alma provém de uma única fonte, lares adoecidos.
10:19
Speaker A
Aion Emeric é o autor dessa frase, psicólogo, escritor, autor de vários livros. Sugiro, faça seus cursos, leia seus livros, siga-o nas suas redes sociais. Uma frase muito bem colocada e um fato, famílias de hematomas. A maioria de nós viemos de
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Speaker A
famílias disfuncionais, a maioria de nós viemos de famílias de amatomas. E nós aprendemos três coisas numa família disfuncional. Não sinta, não confie e não fale.
10:54
Speaker A
Mas as escrituras vem totalmente contra esses três mandamentos da família de Amadomas, quando diz: "Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para que sejais curados".
11:07
Speaker A
Então, veja bem, quando vou até você e confesso, eu estou quebrando o primeiro mandamento do não fale.
11:16
Speaker A
Quando vou até você e abro meu coração, eu tô quebrando segundo mandamento do não sinta. Quando vou até você, abre o meu coração, me expõe me mostro vulnerável, eu tô indo contra o terceiro mandamento, não confie.
11:30
Speaker A
Há um grande psicanalista, um homem admirado, um homem respeitado, seguido, onde muitos se autointitula psicanalista de acordo com a a o seu nome.
11:46
Speaker A
E esse homem foi um grande discípulo do Freud. Esse homem ressignificou a psicanálise. Esse homem mesmo deixou bem claro para os seus discípulos: "Eu sou freediano." Vocês podem ser lacanos, mas eu sou freediano.
12:02
Speaker A
Esse homem disse uma frase que marcou minha vida. Ele disse assim: "Doenças são palavras não ditas".
12:13
Speaker A
Repito, doenças são palavras não ditas. Já parou para pensar nisso? Quantas coisas, quantas emoções, quantos sentimentos que você quis falar e nunca falou? Quantos desejos e quantas vontades você teve e nunca expressou?
12:30
Speaker A
Quantos pensamentos e escolhas você fez e você nunca declarou? Quantas coisas você não vem engolindo há anos?
12:39
Speaker A
E aí você vai engolindo angústia, vai engolindo angústia, vai engolindo angústia. Daqui a pouco você desenvolve uma doença psicossomática.
12:46
Speaker A
Por você não verbalizar, por você não vomitar, por você não externar, sai na carne.
12:54
Speaker A
E aí você continua engolindo angústias, continua engolindo angústias, continua engolindo angústias. Daqui a pouco você vai ter um acting out, passagem ao ato.
13:10
Speaker A
É quando a pessoa ela não aguenta, vai numa escola, mata várias crianças, mata professores, depois se mata.
13:18
Speaker A
Chegou uma hora que transbordou o copo, chama-se de actit, passagem ao alto. Ela acumulou tanta angústia e chegou a hora que a gota transbordou o copo. É quando a moça fala assim pro rapaz: "Olha, eu não quero mais você".
13:33
Speaker A
Ele fala assim: "Ah, você não me quer não?" Então você não vai ter nem eu e nem ninguém. Clique, cle e bum. Ele mata a pessoa e depois se mata. Já vi falar desses casos.
13:45
Speaker A
Lacan disse isso. Doenças são palavras não ditas. Só que teve um rei em Israel que falou isso antes de Lacã. E o que Lacã falou está na Bíblia.
14:02
Speaker A
Houve um rei Israel onde faltava séculos para Lacanas, talvez milênios. Esse rei disse: "Enquanto me calei, secaram-se os meus ossos". Davi disse isso antes de Lacã falar. Davi já disse isso.
14:25
Speaker A
Palavras têm poder. O verbo se faz carne. O poder da morte da vida está na ponta da língua. Você precisa abrir a sua boca e falar.
14:35
Speaker A
Ou você fala ou vai desenvolver uma enfermidade que é diferente de doença. A doença você toma um remédio e cura.
14:43
Speaker A
A enfermidade você toma um remédio há mais de 10 anos e não cura, controla.
14:48
Speaker A
Isso é enfermidade. Bruxismo, fibromialgia ou histeria. encefaleia, lupus vitiligo câncer, arteriosclerose, sinusite, rinite, dentre outras, doenças psicossomática.
15:08
Speaker A
Por não externar, você acaba desenvolvendo a enfermidade, sai na sua carne. Se você não botar para fora, o seu corpo vai botar. Se você se e se e se você continuar engolindo suas angústias, vai chegar a hora que você
15:21
Speaker A
vai chegar ao extremo e vai cometer atos desastrosos. O que você prefere? A origem disso, a família funcional de onde eu e você viemos, que nos ensinou três mandamentos. Não sinta, não confie e não fale que é totalmente contra as
15:37
Speaker A
escrituras. Então, mandar a criança entupir, mandar a criança engolir o choro, ameaçar de dar um tapa em sua boca com a sandália com a palma da mão, mandando ela engolir o choro, entupir.
15:55
Speaker A
Deixa eu te falar, esse abuso. E você tá fazendo isso porque você foi vítima também. Você tá replicando o abuso que você sofreu, porque você está preso na sua vergonha tóxica, que é o útero de todos os traumas, feridas da infância e
16:06
Speaker A
abusos. Se tratar sua vergonha tóxica, vai tratar todos os seus problemas. O fantástico mundo dos vícios vem de uma vergonha tóxica, que é a porta. A porta para o fantástico mundo dos vícios, que é um vazio psíquico.
16:21
Speaker A
Engole, entope. Chora para você ver. Chora agora. Isso não se faz. As vezes em que foi necessário eu disciplinar meus filhos com vara, sem ira. Três.
16:39
Speaker A
Em nome padre, te filho espírito santo. Uma coisa que eu deixei claro, pode orar com respeito. Desabafe.
16:49
Speaker A
Esses dias eu fui chamar atenção no meu filho. Ele quis gritar, botou a mão na boca.
16:54
Speaker A
Dis: "Tira a mão da boca. Tire a mão da boca". Você pode chorar, você pode gritar, você pode desabafar com respeito.
17:07
Speaker A
Eu não vou mandar meu filho engolir aquilo que é para sair. Não se engole vômito. Vômito se põe para fora. Eu não vou mandar meu filho engolir. Não vou mandar meu filho entupir quando ele tem um direito de pôr para fora.
17:24
Speaker A
Quando ele precisa pôr para fora. Não se engole vômito. Não se engole coisas ruins.
17:34
Speaker A
Ele precisa desabafar. Algumas vezes eu cheguei a pegar uma almofada e falei assim: "Você quer socar almofada de tão irado que ele tá?" Eu falo assim: "Eu quero ele socar almofada e começar a berrar.
17:46
Speaker A
E quando eternal perguntar: "Você tá melhor? Tô. Botar meu filho para fazer terapia. Meu filho precisa fazer terapia. Não é porque ele é maluco não. Eu faço terapia, minha esposa faz terapia, eu sou terapeuta e meu filho vai fazer terapia. Mas ele
18:01
Speaker A
só tem 8 anos de idade, Luiz. Sim, por isso mesmo, para que lá na frente ele se torne um adulto incomparavelmente a mim. Se torne adulto incomparável a mim em termos de saúde.
18:13
Speaker A
Ele tem uma saúde emocional, mental, física e espiritual incomparável à minha. Porque se eu começasse a fazer terapeutas desde a minha infância, eu não teria sofrido tantos transtornos e danos e perdas. Como eu sofri?
18:30
Speaker A
Eu procuro sempre ouvir o meu filho, mas quando eu mando ele engolir, a crença não explode, ela implode.
18:37
Speaker A
A crença não vomita, ela engole. Ela fica com mal-estar, ela desequilibra, ela adoece. Se algum dia você fez isso, eu vou te dar um conselho. Chama seus filhos, reconheça, confesse, peça perdão, se humilhe, se arrependa, restitua-os.
19:01
Speaker A
E se algum dia os seus pais fez isso com você, a motivação deles foram boas, mas o princípio estava errado. Perdoe-os, porque uma coisa certa, eles também foram vítimas. Então, nós somos vítimas das vítimas da vítimas. Então, o que que
19:11
Speaker A
nós vamos fazer? Com a luz que você tá recebendo através dessa aula, desse curso, você tem a oportunidade de mudar, de virar a chave, de fazer uma nova história. Para que ser o mesmo e repetir a mesma história?
19:23
Speaker A
Para que repetir a mesma história? Seja você autor da sua história. Faça diferente. Conte uma nova história, faça uma nova versão. Redima.
19:34
Speaker A
Busque redimir. Busque reverter. Busque converter. Busque mudar. Busque transformar. queira querer e veja os resultados disso.
19:48
Speaker A
OK? Nós vamos dar uma pausa agora, daqui a pouco nós voltamos. Tem uma frase que eu gostaria de falar para você e a frase é o seguinte: se as feridas do teu próximo não lhe causam dor, a sua doença
20:00
Speaker A
é pior do que a dele. Autor desconhecido. Isso fala de uma apatia ou uma psicopatia.
20:10
Speaker A
Só fala de uma indiferença. Se as feridas do teu próximo não lhe causam dor, a sua doença é pior do que a dele. Óbvio, pode ser uma psicopatia, pode ser uma indiferença, pode ser uma apatia.
20:27
Speaker A
Indiferença é uma palavra assim bem interessante, né? Eu sempre gosto de perguntar para as pessoas acerca do contrário do amor. Na sua opinião, o que é o contrário do amor? E muitas pessoas falam: "É o ódio." E eu falo: "Não, não é o ódio,
20:49
Speaker A
é indiferença." Duas pessoas se reencontram e de repente começa a discutir uma com a outra.
20:59
Speaker A
Ah, mas você foi para tal local e é, mas você não permaneceu aqui. Você que foi.
21:04
Speaker A
Não, mas na verdade elas estão apenas com saudades uma da outra. E por acharem justas, uma tem separada da outra, uma tenta colocar no outro a responsabilidade do afastamento, da distância, mas a verdade estão apenas com saudades uma da outra. Então, o ódio pelo menos é
21:24
Speaker A
um sentimento. A indiferência é sentimento nenhum. Então, o contrário do amor nunca será o ódio, mas sim diferença. Que que é indiferença, Luiz? O que que você acha de fulano de tal? Fulano de tal, olha, então, para mim nem fede, nem cheira. Se fulano
21:45
Speaker A
não fede e nem cheira, então fulano não existe. Eu matei fulano dentro de mim.
21:53
Speaker A
E se eu matei fulano dentro de mim, há uma grande probabilidade de eu ter me tornado um cemitério ambulante, porque eu tenho pessoas mortas dentro de mim. Eu tenho um cemitério particular, eu tenho pessoas mortas dentro de mim
22:08
Speaker A
que eu carrego comigo. Eu sou um cemitério ambulante, então também tô com mau cheiro, então também estou morto. Isso explica o por que eu não sinto nem fed e nem cheira. É como se fosse um zumbi que vive pelo instinto.
22:26
Speaker A
De quantos minutos você precisa para perdoar o momento? Responda para você mesmo no seu tempo.
22:38
Speaker A
OK. Eu queria te falar um pouquinho sobre as peridas da rejeição. A ciência diz que a rejeição ela dói mais do que a somatória de todas as dores do corpo, do alto da cabeça, a planta dos pés interno e externamente.
23:01
Speaker A
Todos nós somos amados. Todos nós nascemos para mais sermos amados. Se está em nosso DNA, não adianta.
23:07
Speaker A
Porque que nos gerou foi o amor. E a rejeção, ela é a pior. É o rei de todas as feridas.
23:21
Speaker A
É a principal de todas, a pior de todas as feridas, a rejeição. Is tem uma coisa que o ser humano não suporta, porque é equivalente ao inferno, um lugar frio, vazio e escuro e que cheira mal.
23:36
Speaker A
A etimologia da palavra genena tártaro, ela é representada por um túmulo, um lugar frio, vazio, escuro que cheira mal. Por isso que Jesus falou assim: "Não vos darei outro sinal nome de Jonas." Jonas passou três dias num lugar
23:47
Speaker A
frio, vazio, escuro, que cheirava mal dentro do ventre do grande do grande peixe. Quando Jesus morre, vai à sepultura, ele desce ao inferno e lá passa três dias. E com certeza lá era um lugar frio e escuro que cheirava mal.
24:02
Speaker A
e foi tomar as chaves da morte do inferno, da mão do inimigo, que nem a chave mais tem de casa. E ao terceiro dia ele ressuscita. Então, a rejeição é como jogar a pessoa no inferno, um lugar frio, vazio escuro que cheira
24:14
Speaker A
mal. Ela não se sentir aceita, pertencente amada acolhida desejada. Isso é horrível. É a pior de todas as feridas.
24:23
Speaker A
Se você absorver 50% Se você absorver 50% da ferida da rejeição, você pode desenvolver um corpo esquelético.
24:35
Speaker A
Pessoas que absorvem 50% da ferida da rejeição, elas não desenvolvem, no caso feminino seios e nem quadril e nem pernas. Elas não desenvolvem musculatura. Sua musculatura não desenvolve, não se tornam robustas.
24:52
Speaker A
não desenvolve. Eu lembro que quando chegou a época do silicone, aquela febre do silicone, silicone, silicone silicone e uma garota dando uma entrevista após colocar silicone, ela falou assim: "Bem, o que me levou a colocar silicone é que
25:09
Speaker A
eu cansei de caminhando pelas ruas, passando em meus homens, eles faziam piada comigo e diziam: "Olha só, ela nada de frente, nada de costa".
25:21
Speaker A
me sentindo humilhada e jogando injusto, me sentindo rejeitada ou melhor, abandonada. Eu resolvi colocar o silicone e hoje isso mudou totalmente minha vida.
25:41
Speaker A
Alguém lembra da Olívia Palito? Você lembra da Olívia Palito? Olivia Palito é um exemplo clássico, cômico da infância de uma pessoa que absorveu 50% da ferida da rejeição. Você não percebe seios na Olívia Palito, você não percebe quadril
26:00
Speaker A
na Olívia Palito, você não percebe pernas grossas na Olívia Palito. Então parece que a a Olívia Palito, e o nome já fala Olívia Palito, aparenta ter bulimia.
26:12
Speaker A
E se você absorver 50% da ferida da rejeição, você vai desenvolver bulemia e ou anorexia ou ambos. Você pode se tornar uma pessoa desnutrida, você não engorda, você não se fortalece, você não se torna robusto, você se torna uma pessoa fugitiva.
26:31
Speaker A
Ou seja, a dor da rejeição é tão grande que o corpo da pessoa quer sumir.
26:37
Speaker A
Há um tempo atrás, eu tive aqui na minha escola um rapaz escritor, filho de pastor inteligentíssimo.
26:46
Speaker A
que esse rapaz com um corpo similar, bem magrinho silencioso observador. Eu lembro que houve um momento que nós fizemos uma dinâmica de grupo e de repente o pessoal levantou, começou a chamar um, começou a chamar outro e foram fazendo pequenos grupos.
27:07
Speaker A
Ele ficou no meio da sala sozinho, sem se mexer. Então alguém lembrou e citou o nome dele. Gente, falta o fulano. Vem fulano.
27:16
Speaker A
Foi quando ele levantou, pegou sua cadeira e foi. Mas por ele, ele ficava ali no meio da sala de aula sozinho.
27:23
Speaker A
O que ele desejava não ser percebido é o que nós chamamos de moita. Há um tempo atrás, eu estava dando aula para alunos da faculdade, de várias faculdades de Florianópolis.
27:36
Speaker A
Existia uma aluna que ela estava no último, na última fila, na última linha de cadeiras na sala e ela tava por trás de um amigo, de um colega e ela olhava precisamente a sua nuca.
27:52
Speaker A
Ela não desiava nem pra direita, nem pra esquerda para me ver. Ela ficava fixa olhando pra nuca desse amigo.
27:59
Speaker A
E eu percebi nela uma timidez extravagante, extrema, excessiva. Eu vi nela uma pessoa que tentara se esconder, que não queria que fosse percebida ou citada ou chamar atenção para participar da aula dando uma opinião.
28:18
Speaker A
E são essas pessoas que quando chega o intervalo, elas te procuram de uma forma sutil.
28:25
Speaker A
Elas aparecem do nada, você nem percebe quando elas chegam. Elas falam geralmente um pouco baixo, que se tiver muitas pessoas no ambiente, você não consegue ouvir a sua voz e pede para ela falar um pouco mais alto e timidamente elas fazem uma pergunta
28:41
Speaker A
com um braço atrás das costas, com a mão suportando o outro braço. E aí o professor ouve aquela pergunta, acha interessante aquela dúvida e fala o seguinte: "Quando nós voltarmos paraa sala de aula, eu gostaria que você me fizesse
28:56
Speaker A
essa pergunta, porque é uma excelente pergunta sua e é uma dúvida que eu preciso tirar, inclusive quero falar sobre esse assunto que eu havia esquecido e quero dar uma ênfase nisso.
29:06
Speaker A
Preciso falar sobre algo relacionado a isso que você trouxe." E quando, voltando paraa sala de aula, a pergunta que eu te faço é: acha mesmo que ele vai perguntar o professor?
29:17
Speaker A
Não é o tipo de pessoa que quando chega no final de um curso que o diretor vai entregar o diploma ou certificado, olha para ele e pergunta: "Mas você é dessas? Você é dessa turma?
29:32
Speaker A
É o que no exército chamam de moita, soldado moita, aquele que busca se camuflar em meio aos outros, malmente fala, malmente se expressa, ele se torna uma pessoa esquecida. Eh, pessoas assim foram pessoas que sofreram rejeição a ponto de
29:48
Speaker A
absorver em 50%. Refletem isso no comportamento, na postura, refletem isso nas palavras, refletem isso na forma de se alimentar.
30:00
Speaker A
É o que nós podemos chamar de fugitivo. Eis algumas definições que os que o dicionário nos fornece para a palavra rejeitar. Não sei se você já chegou a estudar sobre essa palavra, mas eu achei por interessante, achei importante
30:16
Speaker A
trazer algumas definições. Então, eis algumas definições que o dicionário nos fornece para a palavra rejeitar.
30:23
Speaker A
significa repelir, afastar, recusar, pôr de lado, largar, não acolher, não assimilar, excluir. Assim se sente uma pessoa rejeitada. Eu não sei se algum dia você foi rejeitado ou está sendo rejeitado ou se sente rejeitado, mas essa é a definição e é
30:49
Speaker A
muito dura. Então, expressões de quem rejeita. Toda pessoa que se sente rejeitada e toda pessoa que foi rejeitada, ela passa a rejeitar inconsciente, conscientemente.
31:02
Speaker A
E essas pessoas elas têm um vocabulário peculiar de pessoas que têm a ferida da rejeição em um grau de 50%. Expressões de quem rejeita e de quem abandona.
31:14
Speaker A
Pessoas que foram rejeitadas e absorveram 50% dessa ferida. E essa ferida, ela tem uma lesão profunda. São pessoas que geralmente tem a seguinte expressão: eu não quero.
31:28
Speaker A
Pessoas que têm 50% da perida da rejeição fala: "Eu não quero, eu não quero, eu não quero". E pessoas que absorveram 50% da ferida do abandono, que é a segunda pior ferida da infância, elas têm a seguinte expressão: "Eu não
31:42
Speaker A
posso." Tudo delas é: "Eu não posso. Eu não posso e eu não posso". se declarando impotente para o rejeitado fala: "Eu não quero". Eu abandono falo: "Eu não posso". A pessoa que absorve 50% da ferida da do abandono
31:58
Speaker A
são pessoas que tm um corpo flácido. Vocês lembram do salsicha? Aquele corpo caído, a coluna envergada, expressão de derrotado derrotista coluna envergado, não é ereto, não.
32:14
Speaker A
Olha, o queixo não tá numa linha reta, não tem o corpo ereto, a coluna não está reta.
32:21
Speaker A
envergada a cabeça um pouco inclinada. O seu andar é como se tivesse um peso enorme nas costas e por mais que ela malhe, o corpo não define, não desenvolve, ele volta rapidamente a ficar flácido.
32:35
Speaker A
São pessoas que desenvolveram 50% da ferida do abandono. O pior sentimento que pode existir na vida de alguém é o sentimento de abandono. A pior ferida que pode existir na vida de uma pessoa da rejeição. O abandono é a segunda pior ferida. Agora,
32:51
Speaker A
você só se sente abandonado pela pessoa do sexo oposto e rejeitado pela pessoa do mesmo século, segundo uma das linhas da psicologia.
33:00
Speaker A
Por mais que o ato de uma pessoa que tem o mesmo sexo que você seja de abandono, a ferida é de rejeição. O ato foi de abandono, mas a ferida que você vai sofrer é de rejeição.
33:11
Speaker A
E por mais que uma pessoa, ela por sua vez tem o ato de te rejeitar, mas se ela é do sexo oposto, você vai se sentir abandonado. Então você só se sente abandonado pela pessoa do sexo oposto e rejeitado pela pessoa
33:26
Speaker A
do mesmo sexo. Ok? Então a expressão de quem tem 50% da ferida de rejeição, toda pessoa que se sente rejeitada e que rejeita consciente ou inconscientemente, ela tem a seguinte expressão: "Não quero, enquanto que a pessoa que tem a
33:41
Speaker A
ferida do abandono diz: "Eu não posso". Qual das duas você mais percebe que fala?
33:50
Speaker A
Pare para observar no dia quantas vezes você fala: "Eu não posso" ou "Eu não quero".
33:55
Speaker A
Rejeição é a pior de todas as feridas. Então, a ferida da rejeição é vivida com o genitor do mesmo sexo, conforme falei, e do abandono com a pessoa do sexo oposto. O genitor do mesmo sexo tem como função nos ensinar a amar,
34:12
Speaker A
a nos amar e a dar amor. Repito, o genitor do mesmo sexo tem como função nos ensinar a amar, a nos amar e a dar amor. Então, se você não aprendeu a amar, a dar amor e se amar, é porque o genitor do mesmo sexo
34:31
Speaker A
que o seu falhou. Então, como é possível amar o próximo se eu não me amo?
34:41
Speaker A
Então, preciso restaurar o meu relacionamento, tratar minhas feridas da infância com o genitor do mesmo sexo.
34:51
Speaker A
O genitor do sexo oposto nos ensina a receber amor. Vou repetir para você. O genitor do mesmo sexo tem como função nos ensinar a amar, a nos amar e a dar amor. O genitor do sexo oposto nos ensina a receber o amor.
35:09
Speaker A
E se você não sabe receber o amor, assim como sabe receber presentes, assim como não sabe receber elogios, assim como não se acha digna de receber nada, de ser bem acolhido, bem tratado, de receber presentes e etc, etc.,
35:22
Speaker A
É uma grande probabilidade que entre você e a pessoa do sexo oposto, o genitor do sexo oposto, há um problema que precisa ser reparado.
35:31
Speaker A
Isso afeta muito sua dignidade, sua estima, sua integridade, sua liberdade. Se o genitor do sexo oposto faleu com você ensinar receber amor, isso também tem que ser reparado.
35:46
Speaker A
A palavra nulidade. Então, a palavra nulidade e suas variantes estão bastante presentes em seu vocabulário quando ele fala de si ou dos outros. Eu estou falando da pessoa que tem a ferida da rejeição. Nós estamos falando do fugitivo.
36:01
Speaker A
Por que fugitivo? Porque ele quer fugir. Ele é tão magro que ele não quer se destacar. Ele não quer aparecer. O corpo que assumiu. O corpo fala inteligente, não mente. Ele malmente fala, fala baixo. Geralmente são pessoas introvertidas e ainda que extrovertidas,
36:16
Speaker A
são pessoas que não falam muito, né? É o exemplo que eu dei. Então, a palavra nulidade, entre aspas, e suas variantes estão bastante presente no vocabulário de uma pessoa que tem a ferida da rejeição, quando ela fala de si ou fala de outras
36:35
Speaker A
pessoas. Exemplo, meu chefe me dizia que eu era insignificante, então eu fui embora. Insignificante, ou seja, eu não tenho significância, não tenho valor, eu sou nulo.
36:47
Speaker A
Outro exemplo, minha mãe é inútil em tudo que se refere às tarefas domésticas. Inútil é aquilo que não tem utilidade, não presta, é nulo. Uma outra frase que é um exemplo, meu pai sempre foi um zero à esquerda. Para que serve o
37:01
Speaker A
zero à esquerda? Para nada. Meu pai sempre foi um zero à esquerda para minha mãe, assim como o meu marido é comigo. Não a censuro, censuro por ter ido embora.
37:17
Speaker A
São três frases que eu citei para você, que são três exemplos de frases que estão no vocabulário, na linguagem de pessoas que têm feridas de rejeição, todas relacionadas à nulidade, a nulo, algo que é nulo, não tem significância, não tem
37:37
Speaker A
utilidade, é um zero à esquerda, não tem proveito, né? É uma vaidade. Também utiliza uma palavra nada.
37:50
Speaker A
Uma outra palavra que é muito usada nas pessoas que têm rejeição, que tem a ferida da rejeição, é a palavra nada.
38:01
Speaker A
Então, também utiliza a palavra nada no mesmo sentido de nulidade. Utilizam a palavra nada no mesmo sentido de nulo, de nulidade, né? Alguns exemplos. Sei que não vale nada, que os outros são mais interessantes do que eu.
38:19
Speaker A
Sei que não vale nada, nulidade e que os outros são mais importantes do que eu.
38:25
Speaker A
Então, ela tem uma visão de ser a quem, de estar a quem. uma baixa autoestima. Um segundo exemplo, pouco importa o que eu faça, nunca dá em nada.
38:39
Speaker A
De novo, a palavra nada relacionada à nulidade, uma variação de nulidade. Tenho sempre que recomeçar. Aí ela dá uma sentença para ela. Eu tenho o quê?
38:48
Speaker A
Imperativo sempre sem espaço de de de sem pausa, né? sem folga, sempre ininterrupto, tenho que recomeçar uma sentença.
39:03
Speaker A
Terceiro exemplo, faça o que quiser. Isso não me afeta em nada. É o mecanismo de defesa.
39:09
Speaker A
Ou seja, para mim tanto faz como tanto fez. Tudo que você falar para mim não dá em nada, porque ela se sente e crê ser um nada.
39:18
Speaker A
É uma indiferença para consigo. Ela não aprecia a sua existência. Ela se anula, ela se acha o nada.
39:30
Speaker A
Frases infelizes de pessoas que têm a ferida da rejeição. Então, uma situação muito comum de acontecer é a da criança que diz que quer sair de casa e a quem um dos pais diz: "Boa ideia, pode ir, assim ficaremos livres de você".
39:48
Speaker A
Essa é uma infeliz, grave frase que uma criança pode ouvir dita por um pai infeliz.
39:59
Speaker A
Se algum dia você ouviu isso, o meu conselho é decida perdoar e nutrir o perdão em relação a quem te disse, seja seu pai ou sua mãe. E o que o seu pai e sua mãe falou, apesar que a boca fala
40:09
Speaker A
que o coração está cheio, porque o coração dessa pessoa foi contaminado por seus pais, que provavelmente também disseram a mesma coisa. E aí nós temos uma transferência de feridas de pais para filhos.
40:23
Speaker A
Então quando a criança diz que quer sair de casa, é porque essa casa não é um lar.
40:29
Speaker A
No lar você é credeo, desejado, honrado, respeitado, esperado, sente sua falta. Você se sente pertencente, com autoridade, com poder e influência.
40:37
Speaker A
Isso é um lar. Você percebe que tem uma posição e tem um poder, é um aconchego, é gostoso, é agradável, é terapêutico.
40:45
Speaker A
A casa não, a casa é fria. Você malmente come, malmente você bebe. Não é porque não tem comida ou bebida.
40:52
Speaker A
Tem comida e tem bebida, mas você não sente prazer em comer e beber naquele lugar.
41:00
Speaker A
Você não sente prazer, então você não quer comer e beber. Você chega e você já quer ir direto para o seu quarto e aí você pega o único caminho que leva direto ao seu quarto e de preferência você quer que ninguém
41:14
Speaker A
te perceba que você chegou e você pisa de forma sutil, como que um ninja quando entra em uma casa sem fazer barulho apressadamente e você fica mal quando alguém te percebe e você entra no seu quarto. E se o
41:30
Speaker A
quarto fosse o seu, ok? Mas se você divide o quarto com outra pessoa que é o seu irmão ou irmãos ou irmã e se suas coisas não estão no lugar que você deixou e você for reclamar, você será
41:41
Speaker A
depreciado por isso como tipo egoísta. O quarto é só seu. Qual o problema? Porque não pode pegar nas suas coisas e etc, etc.
41:49
Speaker A
Na casa você malmente você não se sente amado querido desejado honrado recebido, pertencente, incluso aceito.
41:56
Speaker A
Não te esperam. Talvez se encontrei a comida quentinha, provavelmente não. Não fala sua linguagem amor, você não se sente amado e você não vê a hora de acordar e sair novamente. E quando você pensa em ir para casa, você suspira.
42:16
Speaker A
Isso é uma casa e não lar. Há uma grande diferença entre uma coisa e outra.
42:22
Speaker A
Então você ouviu de um pai. Boa ideia. Pode ir. Assim ficaremos livres de você.
42:28
Speaker A
Você sente o quê? Um estorvo. Você sente o mal. Então, para que o ambiente não fique ruim, você tem a brilhante ideia de fugir e você vai buscar uma fuga de uma certa forma, seja interna ou externa, seja
42:46
Speaker A
literalmente saindo de casa ou ficando trancado no seu quarto com a cara na TV, no videogame ou no celular ou nas redes sociais ou seja lá onde for. mecanismos de defesa, ou melhor, mecanismo de fuga.
43:04
Speaker A
Uma outra palavra que também é muito forte na boca da pessoa que sofre a ferida da rejeição é inexistente.
43:10
Speaker A
A palavra inexistente também faz parte do vocabulário do fugitivo, ou seja, da pessoa que tem a ferida da rejeição.
43:18
Speaker A
Exemplo, a pergunta: como vai sua vida sexual? Um fugitivo, ou seja, essa é a nomenclatura que damos para a pessoa que tem a profunda ferida da rejeção, responderá: "Iexistente." Como vai sua vida sexual inexistente quando a maioria das pessoas diria
43:38
Speaker A
simplesmente não vai bem. Por exemplo, a pergunta: Como são suas relações com o fulano?
43:47
Speaker A
Pergunta simples. Outra, ele também vai dizer a mesma coisa. inexistente, quando simplesmente poderia dizer assim: "Não, não vai bem".
43:59
Speaker A
Eles também utilizam a palavra, eles também utilizam a palavra sumir. É uma outra palavra muito comum na boca de todo aquele que tem a ferida profunda de rejeição. Ele utiliza também a palavra sumir. Dirá, por exemplo, meu pai chamava a minha mãe
44:14
Speaker A
de vagabunda e eu queria sumir. Eu quero sumir. Se eu pudesse, eu sumia. deu vontade de sumir ou eu queria que meus pais sumissem. Essa palavra também é muito comum na boca de uma pessoa que tem a ferida da rejeição.
44:33
Speaker A
Tomemos o exemplo de uma garotinha que pede à mãe que a ajude com seus deveres escolares e ouve uma resposta: "Peça seu pai, não vê que estou ocupado demais e que ele não está fazendo nada?" Sentindo-se rejeitada, sua primeira
44:46
Speaker A
reação é pensar: "Sou uma pessoa desinteressante, é por isso que minha mãe não quer me ajudar". Em seguida, ela irá procurar um lugar para ficar sozinha.
44:57
Speaker A
Então aqui também tem um outro exemplo bem interessante, né? aonde não se para para dar um tempo de qualidade para a criança.
45:11
Speaker A
Tanto que ele pode inclusive pensar que esse comportamento é normal e que os outros não estão frequentemente no mundo da lua como ele. Dispersem suas ideias.
45:20
Speaker A
Podemos ouvir dizer às vezes preciso juntar os meus cacos. É uma outra frase de que tem a ferida da rejeição.
45:33
Speaker A
Características de uma pessoa fugitiva. Características de uma pessoa que tem a ferida profunda da rejeição.
45:40
Speaker A
Lamentavelmente essa pessoa confunde fazer com ser. Você conhece alguém assim? Você conhece no seu rol de contatos amigos e ou colegas conhecidos, pessoas que tm essas frases de nulidade?
45:59
Speaker A
Não presto. Você conhece pessoas que frequentemente falam: "Não posso ou não quero, né?" Conhece essas pessoas que tm essas frases como tipo: "Eu sou um zer à esquerda inútil não presto".
46:15
Speaker A
Você conhece pessoas assim que eh lamentavelmente confunde o fazer com o ser? Acredita que o fazer é mais importante do que ser? Se é que ela sabe o que é ser e quem ela é? Você conhece alguém assim?
46:30
Speaker A
Responde para você mesmo ou depois você pode colocar nos comentários qual o medo do fugitivo?
46:42
Speaker A
Qual o medo da pessoa que tem a ferida da rejeição? O medo de entrar em pânico também faz com que os escapistas, os fugitivos, no caso, perca a memória em diversas situações.
46:53
Speaker A
Quando eles sentem medo, eles perdem a memória. Olha que coisa interessante. O apagão é uma, é como se fingir de morto.
47:02
Speaker A
É como gambá que se finge morto quando tem medo. É uma fuga. É interessante observar que nossas feridas afetam igualmente nossos hábitos alimentares.
47:12
Speaker A
No caso, a pessoa que tem a ferida da rejeição, ela não quer comer e ela só come bobagens e ela leva uma vida magrinha. Aí ela ouve uma expressão que também não ajuda.
47:25
Speaker A
O bicho é tão ruim que não engorda. Você não pode falar isso. Não é que a pessoa é tão ruim. Não existe pessoas ruins e tão ruins que impedem que elas engordem. Existem pessoas tão profundamente machocadas com a rejeição que não engordam. Aí sim, aí
47:43
Speaker A
você acertou. Porque eu conheço muita gente gorda, inclusive na elite e nos dias de hoje, que estão perversas, estão cada vez mais gordas. Entendeu?
48:00
Speaker A
Algumas enfermidades e doenças que podem se manifestar na pessoa que tem a ferida da rejeição. Primeiro, diarreia, desidrata.
48:13
Speaker A
A pessoa quando tá com diarreia parece que ela emagrece mais. Perda de líquido, arritmia. Segundo, terceiro câncer devastador.
48:27
Speaker A
Dos maiores causadores de óbito no mundo, a pessoa morre. E perceba que uma pessoa quando está com câncer, ela fica muito magra.
48:36
Speaker A
Quarto, problemas respiratórios. Aré vida, não quer viver. Cinco, alergias. E sexto, vômito. Perda de líquido também.
48:47
Speaker A
Essas são algumas doenças e enfermidades. Já expliquei para você a diferença entre uma coisa e outra.
48:52
Speaker A
Doença e enfermidades que toda pessoa que tem a ferida da rejeição desenvolve. Então, o fugitivo ou a pessoa que tem a ferida da rejeição pode exprimir sua vontade de vomitar, entre aspas, uma pessoa dizendo: "Você me dá nojo". Já
49:11
Speaker A
ouviu frases como essa? Você já disse frases como essa? ou isso me dá nojo. Pessoas que usam essa essas frases não é simplesmente porque elas estão em alta, são muito eh eh ditas, mas são frases de pessoas que
49:28
Speaker A
têm profundas feridas de rejeição. Isso me dá nojo ou você me dá nojo? Ela fala com expressão de indignação. Você me dá nojo.
49:37
Speaker A
Isso me dá nojo. São geralmente frases de pessoas que têm profundas feridas de rejeição.
49:46
Speaker A
É interessante que as escrituras afirmam que o Senhor fala o seguinte: "Eis que não é nem frio".
49:53
Speaker A
falando em uma das suas cartas à sete igrejas, não lembre-se Filadélfia, uma das igrejas ele fala: "Eis que nem, apesar dele falar que tem visto as suas obras e descreve os seus bons feitos, mas disse: "Eis que tem algo contra ti
50:07
Speaker A
que tu, né, que tu não és nem frio e nem quente, és morno e por isso estou a ponto de vomitar-te". Ou seja, estou a ponto de te rejeitar.
50:17
Speaker A
Rejeitar é vomitar alguém. Eis que não é nem Eis que não és nem frio e nem e nem morno. Perdão. Eis que não és nem frio e nem quente, és morno.
50:29
Speaker A
Por isso estou a ponto de vomitar-te. Por isso que estou a ponto de te rejeitar, porque você não se decide.
50:35
Speaker A
Você não é nem uma coisa, nem outra, nem si, nem não. Nem frio, nem quente, nem bção, nem maldição, nem luz, nem trevas.
50:43
Speaker A
Cristo Barrabá. Arrependa-se ou morra. Resumindo, enfermidades de toda pessoa que tem um problema de rejeição, ou seja, o fuditivo ausência segundo a enfermidade coma, nem tá morta e nem tá viva, tá em coma.
51:05
Speaker A
Percebeu? É como água fri quente, é morno. Agorafobia, hipoglicemia ou diabetes, que é uma enfermidade, inclusive a diabetes não é doença, é uma enfermidade. É quando a pessoa ela perdeu doce pela vida, então ela passa a comer muito doce e o amor é
51:21
Speaker A
doce e por ela ter profundas feridas de rejeição porque ela não se sente amada, depressão, a pulsão de vida vai caindo, ela entra numa pulção de morte, vai morrendo gradativamente e psicose.
51:38
Speaker A
Essas são as enfermidades que toda pessoa que tem feridas profundas de rejeição apresenta. Apocalipse capítulo 3, versículo 15 e 16, para aqui trazer exatamente qual o versículo em que o Senhor fala sobre isso, sobre o vomitar. E diz assim:
51:57
Speaker A
"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera foras frio ou quente? Assim porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te ei da minha boca, ou seja, te rejeitarei." Apocalipse capítulo 3, versículo 15 e
52:10
Speaker A
16, caso você queira meditar, né? Então, criticamos nos outros tudo que nós mesmos fazemos e não queremos enxergar. E esse é o pior tipo de cego.
52:23
Speaker A
Ok? está dentro do ego cego. Que que é o ego cego? Nós temos quatro tipos de ego.
52:30
Speaker A
O ego aberto, quem tá fora vê e quem tá dentro v. Eu, por exemplo, eu estou vendo a cor da minha calça, a cor da minha camisa. E você que tá me vendo também está vendo. Esse é o ego aberto.
52:39
Speaker A
Quem está fora tá vendo. Quem está dentro está vendo. Depois vem o ego cego. Quem tá fora vê, mas quem tá dentro não vê. É como você tentar ver a testa. Eu nunca consegui. Eu não sei você. Você consegue ver sua testa? Eu
52:51
Speaker A
não consigo ver a minha. Quem tá dentro não vê, mas quem tá fora vê. Coisas que estão dentro do ego cego.
53:01
Speaker A
O orgulho, por exemplo, o orgulhoso não se ver orgulhoso, não se sente orgulhoso, não percebe que é orgulhoso.
53:08
Speaker A
E aí a pessoa chega para você e fala assim: "Mas escuta, você não acha que isso é orgulho? Quem orgulho? Eu?" Claro que não. Eu nasci na cidade de humildes.
53:17
Speaker A
Como eu posso ser uma pessoa orgulhosa? Eu não sou orgulhoso. Eu tenho orgulho da minha humildade.
53:25
Speaker A
Ela não enxerga que é orgulhosa. Vou dar um exemplo bem prático para você, igual a Maiton, só sabe quem tá na frente.
53:31
Speaker A
Depois vem o ego fechado. O ego fechado. Quem tá dentro vê, mas quem tá fora não vê. oposto do cego e depois vem o mega oculto. Quem tá fora e quem tá dentro não vê, gente. E lá está o inconsciente.
53:47
Speaker A
E lá está a formação do aparelho psíquico. É lá que estão os traumas, é lá que estão os abusos, é lá que estão as feridas mais dolorosas e profundas que um dia nós jogamos na gaveta e trancamos, recalcamos, não queremos reviver a dor,
54:01
Speaker A
jogamos no esquecimento, porém temos fragmentos, sonhos, piadas, que chamamos de chistes, esquecimentos, atos falhos, confundir nomes ou não lembrar de nomes.
54:19
Speaker A
São manifestações do inconsciente, querendo trazer à tona coisas que foram tão dolorosas que não queremos lembrar.
54:27
Speaker A
Eu tenho um monte, uma série, um vasto acervo de exemplos que eu poderia dar para você.
54:35
Speaker A
Mas nós vamos parar por hoje. Quero agradecer sua atenção, seu tempo, seu investimento. Muito obrigado por você que está aí, que tem fome e sede de justiça.
54:47
Speaker A
Para você que tem, para você que quer luz, lâmpada para os meus pés e a tua palavra e luz para meu caminho. Então assim, você é responsável por toda essa luz que você tá recebendo aí. Feliz é você que quer andar na luz. Se andarmos
55:00
Speaker A
na luz, como na luz ele está, temos paz uns com os outros e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. Quero deixar essa palavra com você. Que o Pai te abençoe e até a próxima aula. Até
55:10
Speaker A
mais.
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Frequently Asked Questions

Por que o amor próprio é considerado a maior obra do Senhor segundo o vídeo?

Porque amar a si mesmo é essencial para amar o próximo de forma verdadeira e saudável, evitando a codependência e promovendo o autocuidado emocional e mental.

Como o vídeo explica a importância dos limites pessoais na infância?

O vídeo mostra que ensinar limites às crianças ajuda a respeitar o espaço próprio e dos outros, prevenindo invasões, abusos e promovendo o respeito mútuo.

Quais são as consequências da falta de limites segundo o vídeo?

A falta de limites pode levar ao esgotamento emocional, burnout, transtornos mentais, dependência emocional e até necessidade de tratamento psicológico ou psiquiátrico.

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