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Reflexão profunda sobre a paternidade, destacando responsabilidade, iniciativa e o papel essencial do pai na vida dos filhos.

Key Takeaways

  • Paternidade vai além da biologia, envolve assumir responsabilidade e exercer função ativa.
  • Iniciativa e responsabilidade são marcas do verdadeiro homem e pai.
  • A ausência paterna funcional gera crises de identidade e dificuldades emocionais nos filhos.
  • O pai deve prover direção, proteção, limites e afirmação para o desenvolvimento saudável da criança.
  • Relações egoístas e superficiais prejudicam a construção de vínculos familiares sólidos.

Summary

  • Discussão sobre a crescente importância do tema paternidade nos últimos 20 anos.
  • Crítica às relações contemporâneas, descritas como egoístas e superficiais, comparadas ao 'amor de peixe'.
  • Diferenciação entre genitor (biológico) e pai (aquele que assume a responsabilidade).
  • Enfatiza que a verdadeira paternidade exige iniciativa e responsabilidade, características essenciais do homem.
  • Funções do pai incluem direção, proteção, limite, segurança e afirmação.
  • Importância da presença ativa do pai para o desenvolvimento emocional e social do filho.
  • Consequências negativas para filhos sem pai funcional, como falta de direção e dificuldades relacionais.
  • Crítica ao pai presente fisicamente, mas ausente emocionalmente e funcionalmente.
  • Ressalta o impacto da ausência paterna na formação da identidade e comportamento do filho.
  • Aponta a sobrecarga da mãe quando o pai não exerce seu papel.

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Speaker A
Quando nós falamos sobre paternidade, é uma palavra muito falada nos dias de hoje: paternidade.
00:09
Speaker A
Penso que não se falou tanto acerca de paternidade como nesses últimos 20 anos, vamos colocar assim, né?
00:17
Speaker A
Mas de 20 anos para cá, eu percebi que esse assunto tem sido intenso. Já saíram, já foram escritos livros, eu já ouvi mensagens, ah, já ouvi essa palavra várias vezes. Tem sido um assunto que está em alta, se
00:33
Speaker A
é que podemos falar assim. E quando pensamos nessa palavra paternidade, que vem de páter, pai, quais seriam as funções de um pai?
00:44
Speaker A
O que, o que é um pai? O que se supõe que seja, o que se supõe que deva fazer, né? Qual é a sua função? Bem, eu gosto muito de começar explicando sobre paternidade em uma relação entre um homem e uma
00:59
Speaker A
mulher, né? E é perceptível que nos dias de hoje as relações estão muito marginalizadas.
01:08
Speaker A
As relações têm sido relações não puras, não santas, não íntegras, não honestas. Não, não, não dignas.
01:21
Speaker A
As relações hoje são muito comerciais. As relações hoje são como amor de peixe. Eu não sei se vocês já ouviram falar sobre o amor de peixe. Um certo rabino viu um rapaz comendo peixe e viu que ele comia com muita veemência. Ele perguntou:
01:35
Speaker A
"Você gosta de peixe?" Ele disse: "Eu amo peixe." Ele falou: "Hum, que interessante. Você ama peixe? Bem, eu penso que você ama você mesmo."
01:46
Speaker A
E o rapaz olhou e achou estranho aquilo que ele estava dizendo. Como assim? Não, eu amo peixe. Ele disse: "Não, você não ama peixe, você ama você mesmo. Você vai até o mercado, você compra o peixe ou você pesca o peixe, entra no mar,
02:00
Speaker A
pesca o peixe, traz o peixe, você, por sua vez, trata o peixe, põe no fogo, prepara o peixe e come.
02:10
Speaker A
Você não ama peixe, você ama você mesmo. Porque se você amasse o peixe, você não mataria, você cuidaria dele." Então, amor de peixe, hoje nós vemos as relações muito associadas ao amor de peixe, então muito egoísta, muito para si,
02:29
Speaker A
independente do outro, de como o outro se sinta, de como está a emoção do outro, o desejo do outro, a vontade do outro, o pensamento, as escolhas, então muito voltado para si. São relações egoístas ao seu belo prazer, para a sua
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Speaker A
autossatisfação, sem se importar muito ou quase nada ou nada com o outro. Amor de peixe.
02:52
Speaker A
Então, hoje nós vemos as relações muito acima, amor de peixe, muito marginalizadas, não puras, não santas, não justas, não honestas, não íntegras, relações promíscuas, relações duvidosas, relações por interesse, relações comerciais, relações amor de peixe, não é? Então,
03:10
Speaker A
para fazer o mal, o cara é quente, sujeito macho, mas para fazer o bem, esse mesmo macho, ele foge.
03:16
Speaker A
Então, para conquistar aquela mulher, ele faz de um tudo. Mas quando ele a conquista, no primeiro jantar ou no segundo jantar, quando ele a possui, ele simplesmente vai embora.
03:29
Speaker A
Então, para fazer o mal, ele é um cara quente, sujeito macho, mas para fazer o bem, esse mesmo macho, ele some. Pois aí vem o meu desafio, que esse macho possa então levantar de sobre essa fêmea e com isso, em um momento de
03:44
Speaker A
consciência, ele venha, através do seu livre arbítrio, exercer a responsabilidade de assumir o que ele fez, inclusive o fruto que está no ventre dela. Então, quando ele, em uma sã consciência, em um momento de consciência, em um momento em que ele
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Speaker A
está em si, através do seu livre arbítrio, ele decide assumir essa responsabilidade, aí então esse macho começa a dar passos de umbridade.
04:10
Speaker A
Quando ele decide assumir essa criança de forma legal e social, quando ele está disposto a adotar esse filho como pai, mesmo sendo pai, socialmente falando, porque biologicamente falando é genitor, mas nós associamos pai com genitor. Esse é o nosso problema. Nós confundimos
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Speaker A
muito o pai com genitor. Nós precisamos entender que genitor é aquele que gera, qualquer cretino pode gerar um filho.
04:39
Speaker A
Gerar é uma coisa. Gerar é fácil, mas você adotar este que você gerou para dele ser pai, que é função, esse é o desafio. E só homens de verdade fazem isso.
04:51
Speaker A
Então, quando, por sua vez, este, em momento de consciência, em momento de lucidez, ele decide em seu livre arbítrio assumir a responsabilidade, registrar essa criança como sendo seu filho e se dispõe com isso a adotá-lo para exercer sua função de pai, aí ele
05:08
Speaker A
vai ter moral para exercer essa função de pai. Aí ele vai ter moral para ser pai dessa criança, porque ele desenvolveu a iniciativa e a responsabilidade. Como é que nós podemos descrever o homem?
05:21
Speaker A
O homem tem duas características que assim não tem como negar que são características do homem. Homem, você identifica com duas características: iniciativa e responsabilidade.
05:35
Speaker A
Então, a iniciativa e responsabilidade são características do homem. Então, se você quer identificar um homem, você tem que observar essas duas coisas: iniciativa e responsabilidade. Quando esse macho, em uma sã consciência, em um momento de lucidez, em seu
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Speaker A
livre arbítrio, decide registrar essa criança como sendo seu, assumindo a responsabilidade, desenvolvendo essa iniciativa de assumi-lo perante a sociedade e adotá-lo como filho para desenvolver essa paternidade, então ele agora sim podemos identificá-lo como homem pela sua iniciativa e
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Speaker A
responsabilidade. Uma vez que ele se torna homem, ele vai ter moral para ser pai. E quais são as funções de um pai?
06:16
Speaker A
Direção, proteção, limite, segurança e afirmação. Alguns gostam de definir como limite, provisão e segurança. Mamãe também pode prover, mas é intrínseco da paternidade a direção, o limite.
06:37
Speaker A
Naturalmente o homem simboliza a segurança, o homem, a proteção e, na minha opinião, principalmente a afirmação. Afirmação, em minha opinião, é a função mais importante de um homem.
06:49
Speaker A
Se um filho cresce sem um pai presente, porque eu conheço órfãos de pais presentes, ausentes, passivos, ativos, falecidos, vivos.
07:02
Speaker A
Presente, ausente. Ele é presente, mas ele é ausente ao mesmo tempo. Por quê? Porque não exerce a função. Ele é uma simbologia paterna, sem ser paterno, sem ser pai, sem exercer a função de pai, simbolicamente, legalmente, socialmente.
07:15
Speaker A
Ele é o pai, ele é aquele candidato registrado legal e socialmente, visto pela sociedade, como aquele que tem que exercer essa paternidade, mas ele não exerce. Então ele é um presente ausente, ele é só uma simbologia paterna, mas também tem o passivo ativo.
07:32
Speaker A
Ele é ativamente passivo. Pai, eu precisava que você me desse um norte. Me dá um norte, pai. Me dá uma direção.
07:41
Speaker A
O que eu posso fazer em relação a isso? Não. Pergunta a tua mãe. Pai, ah, até onde o senhor acha que eu posso ir? Até onde você acha que eu posso ir, senhor? Para você depende da tua intimidade com o teu pai.
07:55
Speaker A
Não pergunta a tua mãe. Pai, eu queria saber isso de você, porque eu vou me sentir seguro se você me falar isso. Vou me sentir protegido se você fizer isso.
08:05
Speaker A
Não é? Pergunta a tua mãe. Pai, o que você pensa acerca disso e disso e disso? Está buscando uma afirmação. Pergunta a tua mãe. Então ele terceiriza a função que é dele, a função paterna. Ele terceiriza.
08:21
Speaker A
Isso sobrecarrega essa mulher que já tem as suas funções, como mulher, como mãe, como esposa, como sacerdotisa, como auxiliadora, idônea, sábia. Ele sobrecarrega ela. Então, ele é um ativamente passivo, ele pode ser um falecido vivo.
08:40
Speaker A
Então, assim, ele é aquela pessoa que assim, ele é totalmente inerte, né? Então, quando nós paramos para pensar, existem esses tipos de órfãos. Então, se um filho não tem um pai funcional, presente, que lhe dê direção, ele vai crescer com
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Speaker A
a seguinte crise ou o seguinte conflito: por onde vou, como vou e quando vou. Ele vai ter uma série de dificuldades em fazer um plano a curto, médio e longo prazo.
09:11
Speaker A
Ele vai ter dificuldade em se relacionar com outros homens. Ele vai se tornar uma pessoa irritadiça, ele vai ter dificuldades com conflito.
09:21
Speaker A
Ele vai se sentir sempre perdido, à parte, não incluso, não aceito. Ele tem uma forte tendência a ir com a multidão, empolgado.
09:29
Speaker A
Ele vai parecer um menino que quer fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas não consegue fazer nenhuma.
09:35
Speaker A
Então, ele vai se sentir com...
09:44
Speaker A
Então não tem ele, ele não tem uma base, ele não tem um norte, ele não tem raízes, ele não tem ao que se apegar, ele ele não tem ele não tem uma firmeza.
09:56
Speaker A
Isso é um conflito doloroso na vida daquele que não tem um pai presente. Eu lembro que na na faculdade foi feita uma pergunta por um dos nossos professores e a pergunta que ele fez foi que ele fez foi: "Alguém aqui sabe qual abuso tipo
10:10
Speaker A
A?" E quando ele fez essa pergunta eu parei e pensei: "Eu não sabia que existiam classificações de abuso e lá eu descobri. E eu pensei de imediato abuso sexual." E ele respondeu: "Ausência paterna".
10:26
Speaker A
Eu fiquei chocado. Eu fiquei chocado. Eh, eu fiquei atônico, eu fiquei pensativo. Eu nunca imaginei que ausência paterna era aquelas caras com abuso tipo A, ou seja, o pior abuso na vida de uma criança, pior do que o abuso
10:42
Speaker A
sexual. Não ter um governo, não ter um referencial, não tem um diferencial, não ter o protetor, não ter aquele que lhe dá a segurança, não ter a direção, não tem o limite, vai afetar o destino.
10:52
Speaker A
É como andar errante. Ou seja, é como mendigo que anda de norte a sul, de leste a oeste, que não tem onde parar, não tem onde se acolher, não tem onde ser acolhido, não tem um lugar que ele possa sentir pertencente,
11:04
Speaker A
aceito, não tem onde possa reclinar a sua cabeça ao relento. sem um homem, sem essa figura paterna, ele se sente totalmente perdido. Se um pai falhar em pôr limite na vida de um filho, ele vai ter problemas com limite.
11:18
Speaker A
Ele vai estar o nome delinquente. O que o que é delinquente? O que que é o delinquente? O delinquente é aquele que não conhece limites. Ele vai ter sérios problemas com o sinal vermelho.
11:28
Speaker A
Ele vai ter sérios problemas em respeitar os sinais de trânsito. Ele vai ter sérios problemas em entender que o direito dele acaba quando do outro começa. Ele vai ter sérios problemas em respeitar o espaço do outro. Isso se ele
11:39
Speaker A
for extrovertido, ele tende a ser agressivo, porque ele acredita que ele precisa ter o que ele quer na hora que ele quer e como quer. E quando não tem, ele se sente frustrado, ainda mais se ele foi um menino mimado
11:50
Speaker A
pela mamãe, ou seja, super protegido. E esse pai foi ausente por não lhe pôr limite.
11:57
Speaker A
Então ele tende a ser um transgressor, a não respeitar os princípios, a não respeitar as leis, a ser impaciente, a não respeitar a ética.
12:05
Speaker A
Ele vai ter sérias dificuldades com isso. Se ele for introvertido, ele vai ser invadido. Ele vai se permitir invadir, ele vai se permitir abusar. vai se permitir explorar, vai ter dificuldade de dizer não, ele vai ser conformado, ele vai ser explorado.
12:19
Speaker A
Infelizmente, se um pai falhar em comunicar segurança e proteção para esse filho, ele vai crescer com a sensação de insegurança e desproteção.
12:28
Speaker A
Ele vai buscar meios para conquistar uma segurança. Então ele vai buscar isso de uma arma que ele possa impor ou literalmente falando ou usar como arma a sua inteligência para se sobrepor, se destacar e uma vez que ele
12:45
Speaker A
conquistar uma posição e posição te dá poder, mas unção também do caráter, sobrepujar outras pessoas que vão precisar dele pela sua capacidade, pelos seus dons, pela sua inteligência, pelos seus valores, ele vai buscar uma posição onde ele possa conquistar
13:00
Speaker A
essa segurança que ele acred acredita que vai ter. Ou também se um pai ele falhar em afirmar a identidade de um filho, ele vai se tornar um indigente.
13:13
Speaker A
Um indigente espiritual, um indigente social, um indigente de sua família, um indigente ministerial, um indigente financeiro, profissional, enfim, ele não vai saber quem ele é. Ele não vai saber qual a sua essência, com a sua expressão. Ele vai ter dificuldade
13:28
Speaker A
com a sua dignidade, integridade e liberdade. Ele vai ter dificuldade em em saber sobre o o que o caracteriza, o que o expressa, o que o define, o que o afirma. Ele vai ter dificuldade com isso.
13:47
Speaker A
Ele vai ser um um ele é como um homem invisível. Ele não vai se sentir percebido. Ele não vai se fazer perceber. destacar sem que ele precisa usar de manipulações, mas simplesmente porque ele é.
14:00
Speaker A
Então ele vai ser um forte codependente ou tendente a a ser um um codependente.
14:06
Speaker A
Então, essas são as cinco principais funções de um pai. Agora, eu conheço órfã de pais presentes, ausentes, passivos, ativos, falecidos e vivos. Eu conheço pais que nunca foram genitores, conheço genitores que nunca foram pais e conheço os genitores que são pais. E eu
14:25
Speaker A
penso que você tenha me entendido. Há uma grande diferença entre genitor e pai. Eu lembro que uma certa época da minha vida eu tive muitas dificuldades com isso. Por quê? Porque eu perdi o meu pai e eu tinha 7 anos de idade, ou melhor,
14:40
Speaker A
meus genitores. Hoje eu tenho um pai que é o meu padrasto. Uma palavra que, infelizmente, se tornou pejorativa por causa do comportamento de alguns não homens, mas machos.
14:50
Speaker A
O macho, ele denegriu a imagem paterna quando ele é uma oportunidade, uma chance, tem a honra e o ele tem a honra e ele tem um privilégio. Mas por mas por não discernir essa honra e esse privilégio em representar a paternidade do
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Speaker A
Altíssimo para a vida daqueles filhos a quem lhe foi dado por presente, ele acaba denegrindo, distorcendo, marginalizando a figura paterna.
15:18
Speaker A
O padrasto é uma segunda oportunidade, ele é uma segunda chance, ele é uma uma representação, ele é uma substituição.
15:32
Speaker A
quando aquele pai faleceu, por exemplo, então ele tem a honra, o privilégio, a oportunidade de ser essa figura paterna para aqueles filhos que ele tem a oportunidade de adotar e ser pai deles sem ser genitor.
15:48
Speaker A
Então, houve um momento em que eu falei com o senhor e disse assim: "Senhor, o Senhor prometeu que nunca me deixaria órfão." Está escrito, "Não vos deixarei órfãos".
16:02
Speaker A
O senhor prometeu isso para mim, mas eu perdi o meu pai aos 7 anos de idade.
16:07
Speaker A
E foi interessante que eu estava eu estava muito irado. Eu não estava bem emocionalmente.
16:17
Speaker A
E a sensação que eu tenho, eu disse para ele, é que em algum momento parece que assim o senhor perdeu como que o governo.
16:25
Speaker A
Sei que tu és o todooderoso, mas parece que em algum momento o senhor perdeu o governo, perdeu o domínio.
16:31
Speaker A
algo foge do teu controle. Eu consigo então nascer e como que passei por um portal ou achei uma brecha aonde os teus olhos não me alcançaram. Em algum momento eu consegui chegar aqui porque eu tenho a sensação que não foi a
16:50
Speaker A
sua vontade o meu nascimento. Mas por que que eu disse isso? Porque eu nasci numa condição muito difícil. Eu eu fui filha do uterino, o meu pai era casado e minha mãe, por sua vez, foi amante do meu pai,
17:07
Speaker A
infelizmente. E eu nasço nessa condição de filha tuterino. E ele falece com 33 anos de idade. Eu tinha apenas 7 anos de idade. Isso foi a primeira, a pior e mais trágica perda da minha vida.
17:27
Speaker A
E eu estava dizendo isso para ele. Eu digo: "Olha, eu não entendo". E depois que eu falei tudo que eu precisava falar, houve um momento em que assim eu me acalmei um pouco e eu vi a sua voz como que a brisa dentro de mim
17:43
Speaker A
afirmar o seguinte: "Eu tenho um governo e o domínio de todas as coisas e você sabe disso.
17:50
Speaker A
E em nenhum momento eu perdi esse governo, esse domínio. O seu nascimento foi sim a minha vontade, caso contrário você nem nasceria.
17:59
Speaker A
Só não foi a minha vontade a forma irresponsável como você foi gerado. E todo homem que ao longo da sua vida eu levantei, que te deu direção, que te estabelece limites, que te gerou segurança, que te protegeu, que te afirmou em um curto,
18:15
Speaker A
médio longo prazo de tempo, esses homens, por sua vez, foram pais na sua vida para que se cumprisse, que eu não te deixaria órfa.
18:30
Speaker A
Então foi quando o Senhor falou para mim: "Em nenhum momento eu perdi o governo em sua vida. Em nenhum momento eu perdi o governo em nenhum momento perdi o domínio. Eu tenho um domínio de todas as coisas. Eu governo sobre todas
18:41
Speaker A
as coisas. A única coisa que não foi minha vontade não foi o seu nascimento. O seu nascimento foi a minha vontade. Caso contrário, você nem nasceria.
18:51
Speaker A
Só não foi a minha vontade a forma irresponsável como você foi gerado. E todo homem que ao longo da sua vida te deu direção e ou te estabeleceu te estabeleceu limites e ou te deu segurança e ou te deu proteção e ou te
19:07
Speaker A
afirmou esses homens ao longo da sua vida, em um curto, médio, longo prazo de tempo, esses homens foram pais, foram figuras paternas, onde através deles eu me manifestei junto com eles como pais sobre você, para que se cumplisse o que eu te
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Speaker A
prometi que eu não te deixaria órfão. Olha, quando eu ouvi isso, isso para mim foi libertador, foi chave, porque eu pude entender que pai não é genitor. Gente, vamos pôr uma coisa na cabeça. Pai não é genitor. O genitor,
19:37
Speaker A
ele tem uma oportunidade de ser, de desenvolver essa paternidade que é funcional. Ele não é pai, ele é genitor.
19:44
Speaker A
Agora, uma vez que ele é genitor, que ele gera um filho, ele tem a oportunidade de adotar esse filho para exercer essa função paterna. Mas se ele não fizer isso, um outro vai fazer.
19:58
Speaker A
O pai vai levantar homens. Aí eu pude lembrar de homens que foram marcantes, significativos na minha vida. Homens que em momentos que eu precisei me deram direção outros limites, outros segurança, outros afirmação, outros proteção em um curto, médio,
20:12
Speaker A
longo prazo de tempo. Então eu pude ver a paternidade do Senhor independente do genitor. E ainda que o genitor exercer, ainda que o genitor exerça a função paterna, o Senhor ainda assim, como é pai e pai sobre todos, ele pode, através
20:28
Speaker A
de outros homens, em momentos em que você precise, que o seu pai não está lá, ele pode exercer, manifestar essa paternidade através deos homens em momentos críticos da sua vida em que você precisa que o seu pai não tá lá por
20:41
Speaker A
perto. Então, quando eu entendi isso, toda aquela minha incerteza, toda aquela minha sensação de isolado, de esquecido, de desprezado, de algo solto, não agregado, não pertencente, não incluso, não aceito, sem raízes, sumiu, porque isso é consequência da ausência
21:03
Speaker A
paterna. É um outro assunto que futuramente eu quero gravar, tá, aqui para vocês, é a ausência paterna. Ela é devastadora, ela é destrutiva. Eu penso que a ausência paterna, ela talvez seja uma uma outra face da orfandade. Com
21:21
Speaker A
certeza. Ela é destrutiva, ela é ácida. A pior injustiça que pode acontecer na vida de um filho é ter um pai ausente de alguma certa forma. Outra grande injustiça, em minha opinião, é gerar um filho fora da aliança do casamento.
21:37
Speaker A
Outro assunto que nós podemos futuramente também abordar aqui, as consequências de um filho gerado fora da aliança do casamento. Eu quero, eu, eu, e eu tenho um seminário que fala sobre a maldição do filho bastardo e eu tive que retirar
21:50
Speaker A
esse seminário para reeditá-lo, inová-lo, atualizá-lo e eu quero apresentá-lo futuramente como nação bastarda, porque hoje 50% da nossa população não tem sua certidão de identidade e não tem sua certidão de nascimento e cédula de identidade, o sobrenome dos seus
22:06
Speaker A
genitores. Isso fala de não pertencimento, não governo, não raiz, não essência, não origem, não destino.
22:17
Speaker A
É andar perdido, é andar numa floresta sem uma bússola. É horrível a sensação. Se você teve um pai ausente, você entende o que eu estou te dizendo. Então isso para mim foi muito revelador, isso foi muito chave.
22:30
Speaker A
Então, veja bem, tem um vídeo que eu vou colocar aqui para vocês, A vida em 4 minutos, que fala sobre aquela corrida, a primeira e a maior maratona da sua vida, a sua oportunidade de passar por um portal chamado mulher e
22:53
Speaker A
nascer e crescer e reproduzir, envelhecer e morrer. o que é um ciclo natural, mas principalmente cumprir com sua missão chamada propósito, que é a corrida ao útero, que é a corrida ao útero, não, perdão, que a corrida ao óvulo. Quando a
23:09
Speaker A
criança ela está no vent no ventre materno, 25% do seu cérebro está sendo formado.
23:17
Speaker A
A mãe é como se ela fosse uma antena externa, aonde a TV que está dentro capta o sinal e transmite.
23:30
Speaker A
A criança está dentro dessa casa, como se a criança fosse essa TV. A criança está dentro da casa, ou seja, está dentro do útero, está dentro do corpo materno. E essa mãe é como se fosse essa antena.
23:42
Speaker A
Ora, veja bem, tudo que nós ouvimos, tudo que nós vemos, tudo que você vive hoje, tudo que você ouviu, toda a sorte de cheiro que você sentiu, tudo que você pôs na sua boca e provou em seu paladar,
23:55
Speaker A
tudo que você toca ou tudo que te toca gera emoções, sentimentos, desejos, vontades, lembranças, te faz escolhas, te leva a fazer escolhas, te leva a desenvolver crenças.
24:09
Speaker A
Então, imagine uma criança dentro do ventre materno, tendo 25% do seu cérebro sendo desenvolvido através de fontes emocionais recebidas por ele, pela sua mãe, através do cordão bilical.
24:26
Speaker A
simbiose, a famosa simbiose, a criança conectada à mãe pelo cordão umbilical, a simbiose, tudo que a mãe através dos seus cinco sentidos testemunha, tudo que ela vê, tudo que ela ouve, tudo que ela sente de cheiro, tudo que ela prova no seu paladar, tudo
24:42
Speaker A
que ela toca, tudo que a toca, toda sorte de circunstâncias, situações, adversidades, vai gerar uma carga de emoção. vai gerar cargas de emoções e sentimentos, desejos e vontades, pensamentos, vai levarla a fazer escolhas, vai levar a desenvolver crenças e tudo essa crença vai receber e
24:58
Speaker A
vai como que uma gamassa que vai colando um tijolo no outro como cimento, tá? Vai construindo, vai estruturando o cérebro em 25%.
25:09
Speaker A
A grande pergunta que talvez você nunca fez a sua mãe, mãe, como foi a minha gestação?
25:15
Speaker A
Essa é a primeira e maior pergunta da sua vida. No ventre materno, 25% do cérebro é formado. De 1 ano a 1 e meio mais 25%.
25:24
Speaker A
De 1 ano e meio a 4 + 25%, de 4 a 6, 15% fechou 90.
25:32
Speaker A
Até 6 anos de idade, 90% do seu cérebro foi formado. Que aconteceu com você até 6 anos de idade?
25:41
Speaker A
O cérebro vai fechar a totalidade da sua formação aos 17 anos de idade, mas só vai amadurecer aos 25 anos.
25:51
Speaker A
Que que aconteceu até os seus 17 anos? Que que aconteceu até os seus 25 anos?
25:58
Speaker A
Então, suponhamos que você, suponhamos, você um dia esteve no ventre materno, uma criança, vamos colocar assim, uma criança está no ventre materno, a década é de 80. Na década de 80, década de 80, a adultério era crime.
26:22
Speaker A
Década de 80, nós nós tínhamos na escola educação moral e cívica. Talvez você nunca ouviu falar de educação moral e cívica. A não ser que você tenha, a não ser que seja, a não ser que você faça parte da minha geração, a não ser que
26:33
Speaker A
você tenha aproximadamente a minha idade, mas você que é da minha geração, você vai lembrar. Mas você que não foi da minha geração, talvez até aproximada, você lembre, ou talvez não. Mas a escola tinha matérias como estudos sociais,
26:48
Speaker A
OSPB, educação moral e cívica. Gente, que saudade. Você entrava na escola, cantava o hino nacional, você não podia brincar na sala de aula, senão você era expulso.
27:02
Speaker A
Professor entrava, você ficava de pé. Não era escola cívico-militar. Não precisava ser escola cívico-militar. uma questão de honra, de respeito, de integridade, de temor.
27:17
Speaker A
Era uma questão de caráter, era uma questão de princípios, era uma questão de moral, era uma questão de entender hierarquia, respeitar o hierárquico, sujeição, submissão, princípios, respeito honra.
27:36
Speaker A
Então, a dimensão era outra. Malmite se ouvia falar em divórcio, o máximo um desquite.
27:44
Speaker A
Fulano tá desquitado. O desquitado ele não era muito bem visto. O desquitado era uma oportunidade para que causava pudesse pensar, pensar, pensar e possivelmente retomar esse casamento. O casamento era uma coisa que ela eravada muito a sério.
27:57
Speaker A
O casamento era um sonho. O casamento era algo muito almejado. O casamento não era banal.
28:06
Speaker A
O casamento eh era uma coisa que uma vez que casou, precisamos ir até o último dia de nossas vidas, era levado muito a sério. Perdeu, o casamento foi banalizado, perdeu seu significado.
28:20
Speaker A
Ao longo das décadas, o casamento foi perdendo o seu significado, perdendo a sua simbologia, perdendo a sua definição, foi se tornando banal, foi se tornando simbólico, foi se tornando uma coisa eh eh eh foi tornando algo qualquer, gente. Casamento. O nome já fala
28:40
Speaker A
casamento. Não é um contrato, ainda que legalmente, ele precisa ser estabelecido, precisa, precisa-se de autoridades para ser reconhecido.
28:56
Speaker A
Como é que um casamento pode dar certo? Com quatro princípios, com quatro leis. Você precisa da bção dos seus pais. Você precisa dar bênção seus pastores e os seus pastores não têm direito nenhum de anular esse casamento ou não permitir ou
29:11
Speaker A
não abençoar, até porque os seus pais que são a autoridade sobre sua vida, já abençoaram. Ele pode fazer algumas ressalvas, conversar com os pais, mas ele não pode não abençoar, a não ser que esse casamento para contos princípios da
29:24
Speaker A
palavra do Senhor, mas ele não pode assumir a autoridade que é dos pais. Bção dos pais, bção dos pastores, a bênção do juiz que diz assim lhe dou fé. Aquele juiz é uma figura que por sua vez formada, reconhecida por
29:41
Speaker A
suas notas, por seus esforços, por seus estudos, por seu investimento, graduada e que, por sua vez, uma autoridade reconhecida com seu diploma, essa pode, em nome da lei, representando a lei, declarar que assine da fé em todo o
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Speaker A
território nacional. Aí vem a bênção de Deus. Casamento é algo sagrado. Casamento é bíblico.
30:04
Speaker A
Casamento é algo eh eh o casamento ele ele ele é muito mais do que um cerimonial ritualístico, religioso.
30:16
Speaker A
Ele é a formação de uma família, de um clã. Ele é a formação eh de uma expressão, né, de uma linhagem.
30:28
Speaker A
Então assim, é uma coisa muito séria. O casamento é uma coisa tão séria que ele representa o Cristo e a igreja como noiva.
30:38
Speaker A
A antiga aliança, o Senhor deixa claro que ele detesta o divórcio. Então o casamento, infelizmente, ele foi assim perdendo.
30:46
Speaker A
A as pessoas foram deixando de reconhecer a dignidade, a seriedade, a a a relevância.
31:00
Speaker A
a essência, a representação do casamento, o que realmente ele é, a importância. E foi eh as pessoas foram abrindo mão de tudo que o casamento representa e representa o caráter de Cristo e representa o caráter da noiva. A igreja
31:20
Speaker A
representa uma aliança e a quebra de aliança gera maldição. Eu aqui não estou dizendo que você que se divorciou você está errado. Cada caso é um caso, mas percebamos que hoje o número de divórcio tá equivalente ao número de casamentos. O casamento se
31:34
Speaker A
tornou banal. Hoje as pessoas casam como se fosse um casal que tá começando um relacionamento e de repente fala assim: "Olha, acho que eu não tô mais interessado em você, acho que eu não tô mais afim. Eu acho melhor você ir para
31:44
Speaker A
um lado ou ir pro outro". Gente, casamento, tá, é pra gente altruísta e não egoísta.
31:53
Speaker A
Só para que eu fique claro, isso é pela relação. Casamento é pra gente altruísta e não egoísta.
32:04
Speaker A
O casamento é para o outro. é para que o outro seja feliz. Então, se esse pensamento é mútuo, nós temos um equilíbrio.
32:12
Speaker A
É a famosa mão de amiga. É um pelo outro, é pelo bem da relação. É uma história.
32:19
Speaker A
Você só não casa com a pessoa, mas você casa com a espiritualidade dela. Você casa com a família primitiva dela, você casa com o ministério dela, você casa o financeiro, você casa o profissional, você casa o sexual, você casa o social.
32:34
Speaker A
Casamento em tudo. Quando você casa com a pessoa, você casa com cachorro, com papagaio, com periquito, com os sogros, com com os cunhados. Você casa com todo mundo, não adianta.
32:46
Speaker A
Aí, então nós temos agora uma nova família se formando que multiplicou-se na terra. Isso é sagrado, isso é bendito, isso é tudo.
32:59
Speaker A
Então, ali nasce um novo tipo de família. Você não escolheu e nem escolhe hemisfério, nação região estado cidade bairro, rua, pais, tipo de família.
33:20
Speaker A
Como eu disse, a década é de 80. E uma mulher está grávida de uma criança e ela tem uma gestação assim muito difícil. Como eu disse, adultério naquela época era crime. Tínhamos na escola SPB, estudos sociais, educação moral e cívica, cantava-se o nacional,
33:39
Speaker A
respeitava-se os mais velhos, dava-se o lugar quando o idoso entrava no no coletivo, não se atrava a voz para alguém mais velho, se pedia bênção para os pais.
33:54
Speaker A
Então era uma época muito diferente. Divócio não se ouvia falar, como eu disse, de skit e não era muito bem visto.
34:05
Speaker A
E não ser virgem era um absurdo. Hoje ser virgem é uma piada. É impressionante a inversão moral. Impressionante como o caos, a degradação moral, a decadência moral, espiritual que se estende pelo social e afeta as famílias avançou.
34:28
Speaker A
É impressionante isso. Então, imagine essa mulher nessa época aonde toda a honra da família era depositado na no íem da menina.
34:43
Speaker A
A C diz que o im da mulher tem a forma de um anel. E é engraçado que o pênis do homem é como fosse um dedo. Entrou, casou. A relação sexual é um casamento. Não se faz pacto sem derramamento de sangue.
34:56
Speaker A
Nessa fricção entre as genitárias, a microcortes se estabelece um pacto de sangue. Então, toda a honra da família era depositado no hem da menina. Eu acho injusto isso.
35:11
Speaker A
Não se pode depositar. A honra não se pode simbolizar, não se pode concretizar, não se pode resumir a honra de uma família na época ao íem da moça.
35:23
Speaker A
Se uma moça perdia a virgindade, a família podia processar. O rapaz que tirou sua virgindidade obrigavam a casar.
35:34
Speaker A
E se por um acaso o pai não quisesse obrigá-la a casar, maculou o nome da família, a honra da família, a dignidade, a integridade, a liberdade. Famílias mudavam de rua, mudavam de bairro, mudavam de cidade, mudavam de estado, mudavam até de nação.
35:48
Speaker A
Era um escândalo não ter virgindade, não ser virgem. a crítica, a maledicência, as blasfêmias, as pragas, as imprecações, as palavras dolosas, as maldições que eram ditas contra aquela moça e aquela família, não era bem vista, se não tinha
36:08
Speaker A
virgindade, era vista como prostituta. Então, nós percebemos assim um excesso de moral, não havia um equilíbrio e tudo isso nas costas da moça virgem.
36:22
Speaker A
E para gravar a situação, essa moça que já não era virgem estava grávida, piorou.
36:29
Speaker A
E quem é esse pai? Esse pai nada mais era do que um homem casado. Piorou ainda.
36:36
Speaker A
Temos agravante por cima de agravante, não era mais virgem, estava grávida, outra agravante. E o pai da criança, por sua vez, era um homem casado. Porque quando ela chegou para citar para ele, olha, estou grávida. Ele falou assim:
36:46
Speaker A
"Grávida? Como assim? Estou grávida. Não, não pode ser. Como assim é meu? Qual o impacto psicológico de uma mulher que ouve de um homem? A seguinte pergunta: é meu?
37:01
Speaker A
Claro que existem casos e casos, mas naquela época, com impacto psicológico, soava injusto. Ele acendia uma ira, afetava sua, afetava uma a sua dignidade, gerava uma indignação, gerava uma ira, era humilhante. Ela se sentia traída, ela se sentia explorada, porque de
37:24
Speaker A
repente aquele mesmo homem se rebelava como nunca outrora e afirmava: "Esse filho não é meu".
37:31
Speaker A
E aí um joga no outro a responsabilidade, você não tomou remédio, não tomei, você não usou camisinha naquele dia. E aí um fica empurrando pro outro até que o maior homem da vida dessa criança que está para nascer, ele dá sentença de morte e
37:41
Speaker A
execução aborda. Eu não posso. Eu sou casado, eu tenho nome, eu tenho uma família, eu tenho um status.
37:49
Speaker A
Mas só agora que ele percebeu isso, só agora que ele pensou nisso, só agora que ele lembrou disso, que ele é um pai de família, que ele é casado, que ele tem um nome, que ele tem uma família,
38:00
Speaker A
que ele tem filhos, que ele tem um status, que ele tem um nome Azelar. Só agora que ele pensou nisso, agora é tarde. Mas esse da sentença de morte e execução. Veja bem, a maior autoridade sobre a minha vida e a sua
38:12
Speaker A
vida não é o presidente da República, não é o STF, não é o STE.
38:19
Speaker A
Não é ministros, não são os ministros, não é o secretário de estado, de governo, da presidência, não é embaixador, embaixad, não é o diplomata, não é o deputado, prefeito, vereador, governador, senador, não é polícia militar, civil ou a a
38:39
Speaker A
federal, marinha exército, aeronáutica. Não é o pastor, nem apóstolo, nem profeta, nem evangelista, nem mestre, não é o diretor da escola.
38:48
Speaker A
A maior autoridade sobre a minha vida e a sua vida, chama-se pai e mãe. E digo mais, 90% do que essa raça fala, crente ou não, é a boca de Deus falando comigo e com você. 90%.
39:00
Speaker A
Palavras tm poder. O verbo se faz carne. O poder da morte da vida está na ponta da língua. O maior homem, o sacerdote, o senhor e pai dessa criança que tá dentro da barriga dessa mulher. Este, por sua vez, invoca a
39:14
Speaker A
morte sobre esse filho, dando sentença de morte e execução, aborta. Naquela época, década de 80, a moral em alta, conservadorismo em alta.
39:31
Speaker A
A qualidade do ensino nem se compara com a de hoje. Quem fez até a quarta, quinta série, naquela época, hoje tem muito mais estudo do que os jovens de hoje que tem ensino médio.
39:48
Speaker A
Adutéria era crime, divórcio não se falava. Kit, não era bem visto. Falava assim uma vez ou outra, em desquit, virgindade em alta, conservadorismo.
40:01
Speaker A
Éramos felizes e não sabíamos. Mas me surge essa mulher que não estava mais, não era mais virgem, estava grávida e de um homem que por sua vez era casado.
40:14
Speaker A
O impacto psicológico, emocional, familiar social foi muito grande. Os avós são os primeiros a falar: "Não é meu neto". Os tios falam: "Castigo de Deus".
40:28
Speaker A
A criança começa a ser apedrejada antes de nascer totalmente nascente, até que então a criança começa a sofrer golpes de rejeição abandono traição, injustiça e humilhação. já no ventre materno, onde 25% do seu cérebro está sendo formado.
40:57
Speaker A
Essa mulher foi minha mãe, essa criança fui eu, esse homem foi meu pai. E nós fomos morar numa kitnete com dois cômodos e o banheiro do lado de fora. Ele abandonou sua esposa pela amante com o filho.
41:22
Speaker A
E assim começa a minha história. Às vezes ele ia embora, voltava pra esposa, ficava com ela um tempo, depois voltava paraa minha mãe, ficava conosco um tempo, depois ia embora, ficava com a esposa um tempo e as filhas, minhas
41:32
Speaker A
irmãs, depois voltava, ficava comigo, minha mãe, até que uma vez que ele estava lá com ela, eu adoeci severamente. Minha mãe acreditou que eu ia morrer pelo meu estado e minha mãe registrou, me registrou apenas com o sobrenome dela. E
41:46
Speaker A
aí eu entro nessa multidão de 50% que não tm sua certidão de nascimento e identidade o sobrenome dos seus pais.
41:56
Speaker A
Recentemente saiu uma herança. Eu tava distante, fiquei sabendo tudo pelo pelo grupo da dos parentes e saiu a distribuição da herança que eu nem fiquei sabendo e não chegou nada para mim.
42:19
Speaker A
Biblicamente falando, o gerado fora não herda. Eu poderia recorrer, sim. Poderia reivindicar sim. Mas você quer saber? Eu procurei ouvir o meu pai e sabe o que ele me disse?
42:35
Speaker A
Não. Não seria uma boa herança para mim. Não seria significativa. Não me traria e nem me faria nenhum bem.
42:46
Speaker A
E outra coisa, não vale nem a pena. E ele disse: "Você precisa começar de você um novo legado, uma nova história.
42:55
Speaker A
E é isso que eu estou fazendo." Então, quando eu começo a pensar em um ser que não escolhe hemisfério, não escolhe nação, não escolhe região, não escolhe cidade, não escolhe estado, não escolhe bairro, não escolhe rua e nenhum tipo de família simplesmente
43:11
Speaker A
nasce, assim foi e você. Não escolhemos cor de cabelo, tipo de cabelo, cor de pele, características hereditárias, físicas, o que damos de bom e de ruim.
43:25
Speaker A
Simplesmente nascemos nessa família que pode ser uma família caótica ou de regras ou de vínculos, que é a família ideal que o senhor planejou para nós. Ou pode ser uma família super protetora, ou pode ser uma família aglutinada.
43:39
Speaker A
cinco tipos de família básico. Sem te falar, podia te dar aqui 10 exemplos de tipos de família, principalmente nos dias de hoje. E você nasce em algum desse modelo de família, torna-se parte dessa família e essa família tem uma
43:51
Speaker A
cultura. Essa palavra cultura vem de culto. Culto se só se presta a um determinado Deus. Se você quer descobrir o Deus de uma família, de uma rua, de um bairro, de uma cidade, de um estado, de uma região, de uma nação, olha a
44:02
Speaker A
cultura. Lembrando que cultura não está acima das escrituras. Lembrando que para nós termos um avivamento é necessário um reabibmento.
44:14
Speaker A
E se eu passo uma semana e medito apenas uma ou duas vezes na semana, há uma grande probabilidade de eu ser carnal.
44:22
Speaker A
Nessa família que tem uma cultura, você se torna parte dessa família, torna-se cultura dessa família. Você se acultura e pratica essa cultura. E nessa mesma família você vai sofrer abusos, você vai sofrer traumas.
44:37
Speaker A
lhe serão infligido a feridas que se você não tratá-las, essas feridas têm o poder de estarem comprometendo, contaminando prejudicando a sua vida até hoje.
44:50
Speaker A
O adulto que você é hoje é consequência da criança que você foi ontem. Como foi a sua gestação? Você nasceu de 4 meses, 5, 6, 7, 8, nove? Por que quatro? Porque eu já ouvi falar de crianças que
45:02
Speaker A
nasceram de quatro. É um milagre. em Corumbá, uma pastora me falou que o filho dela nasceu de 4 meses chamado Davi. Lembra até hoje o nome do rapaz.
45:15
Speaker A
Nunca viu Davi. Talvez até o Davi veja essa aula. Mas como foi a sua gestação?
45:28
Speaker A
A maior pergunta da sua vida. Talvez a pergunta que você nunca fez, a resposta que você tem direito e nunca veio, como foi sua gestação? Você nasceu de parto normal, cesáreo, natural, humanizado? Como foi o seu tipo de
45:44
Speaker A
parto? Qualquer um poderia dizer nos dias de hoje assim: "Ah, Luís, eu fui um acidente".
45:54
Speaker A
Quando eu leio Jeremias, capítulo 1, versículo 5, eu não acredito em acidentes. Quando eu leio o Salmo 139, versículo 14 a 15, eu não acredito em acidente. Mas meus pais não me queriam, problema deles, mas o Senhor te quis.
46:06
Speaker A
O Pai te quis. Eles, infelizmente, não entenderam, não discerniram, talvez por falta de luz, por ignorância, por estar em trevas.
46:16
Speaker A
por estarem com as mentes entenebrecidas pelo tipo familiar, pela cultura familiar, pelas dores, traumas, feridas da infância. Eles não estavam abertos nem prontos paraa paternidade, o que não significa que não seriam pais, o que não significa que eles não te
46:34
Speaker A
desejaram, mas no momento não queriam, no momento não desejavam. Mas não importa, o pai desejou você, o pai quis você e você veio porque a verdade, a vontade dele é soberana.
46:49
Speaker A
E você veio. E você veio por quê? Porque antes mesmo de você nascer, ele te conheceu. Opa. E quando você estava na frente, no ventre materno, ele te escolheu, te separou para cumprir com a missão, com chamado e
47:04
Speaker A
com propósito. Então eu fico me perguntando, quem não será você? Porque antes de você não houve pessoa igual, depois de você não haverá pessoa igual e fora de você não há outro. Você é único, você tem uma única digital. Eu
47:14
Speaker A
fico pensando, quem não é você? Eu anseio, eu eu desespero com a riqueza que é você, a unção que você tem, a patente que você tem, o poder que você tem, os dons que você eh foi atribuídos, presenteado com dons.
47:35
Speaker A
Então eu fico pensando, quem não é você? Quando você nasceu, houve um sinal e você é esse sinal na terra. Coisas aconteceram no mundo inteiro.
47:48
Speaker A
Quando eu nasci, no ano em que eu nasci, a Etiópia deixou de ser o império. Isso é o marco.
47:57
Speaker A
Um dos países da África que nunca foi colonizado por europeus, apesar que a Itália tentou, mas não conseguiu.
48:05
Speaker A
Acidente. Acredita mesmo que você foi um acidente? Eu não chamo você de acidente, eu chamo você de resposta divina, providência.
48:21
Speaker A
Eu chamo de você de vontade do Senhor, vontade do Pai, enviado do Pai. Houve uma resistência que entendebrece a mente dos seus pais, levando-os a afirmar de que não te queriam quando nem pensaram e talvez até inconscientemente assim afirmaram
48:41
Speaker A
que não te criam quando na verdade eles te criam. Só não sabiam ou não no momento desejaram.
48:50
Speaker A
Mas o Senhor, o Pai Ele te quis ele me quis. Então eu não sou um acidente. Será que você é um acidente?
48:58
Speaker A
Será que eu e você somos um acidente? Acredita mesmo que uma criança ela pode ser um acidente? Tomemos, por exemplo, do bebê não desejado, aquele que chega, como se costuma dizer, por acidente.
49:11
Speaker A
Acredita mesmo nisso? Tem pessoas que acreditam em coincidência. Eu não acredito em coincidência, mas suponhamos que ela exista. E se ela fosse uma mulher e fosse a única mulher no mundo, eu não casaria com ela. Por quê? Porque não
49:25
Speaker A
acredito nela. Eu não acredito na sua existência. Eu acredito em providência. Eu acredito em resposta. Eu acredito que tudo está matematicamente ligado, tudo está interligado, tudo está eh eh afirmado, tudo está muito bem planejado, tudo está muito bem costurado, como
49:51
Speaker A
costumamos dizer, tudo muito bem amarrado. Não existe coincidência, mas eu respeito se você acredita.
49:58
Speaker A
Então, de acordo com o tipo de família que você teve e a cultura familiar que você teve, como você enxerga o mundo?
50:10
Speaker A
Qual é a sua cosmovisão acerca do mundo? Nossa primeira visão do mundo é feita através dos olhos de uma criança pequena que permanece conosco durante toda a vida. Por mais adultos e poderosos que possamos ser exteriormente, todos nós
50:25
Speaker A
temos uma criança dentro de nós. E você pode me perguntar: "Como assim, Luiz? Todos nós temos uma criança dentro de nós. Eu estou grávida?" Não sei se você é casada, possa ser que você esteja, ou se você não é casada, também
50:40
Speaker A
possa ser que você esteja, como minha mãe diz, esteve, mas pode ser que não.
50:45
Speaker A
Como assim, Luiz? Eu sou homem, eu não, eu tô grávido. Não, a ciência não dá liberdade para isso. É comprovado cientificamente que é impossível o homem, por sua vez, estar grávido. Mas independente, você também está grávido, porque todos nós, independente de ser
50:58
Speaker A
macho ou fêmea, temos uma criança dentro de nós. E quem é essa criança dentro de nós? As nossas memórias de infância de 0 a 12 anos de idade.
51:08
Speaker A
Como foi sua infância? Esquecida? Sua infância foi de quê? De chuva? Como foi a sua infância de fantasia?
51:20
Speaker A
Qual o seu tipo de infância? Estou desenvolvendo até sobre isso. Tipos de infância. Qual foi o seu tipo de infância?
51:31
Speaker A
Então, qual é a sua visão do mundo? Vamos lá. Você tá aí atrás da câmera e você tá bem confortável, aparentemente, talvez. Não sei. Se você estiver sozinho, você está sentindo mais confortável, mais seguro, mais à vontade. Se você estiver com
51:51
Speaker A
outros, nem tanto. Mas eu quero te desafiar você fechar os seus olhos por alguns segundos e eu vou te dizer uma palavra. E só vai funcionar se você fechar os olhos. Não adianta.
52:04
Speaker A
Feche seus olhos por alguns segundos. Eu vou te dizer uma palavra e a palavra que eu vou te falar é: "Pai, pode abrir seus olhos".
52:17
Speaker A
Qual foi a primeira imagem que você viu? Qual foi a primeira imagem que veio à sua mente?
52:32
Speaker A
De acordo com o que você viu? Eu quero te apresentar a visão, a forma com a qual você enxerga a paternidade do Altíssimo.
52:46
Speaker A
Essa é a verdadeira, primeira e principal visão que você tem na figura de autoridade masculina, da paternidade que inconscientemente você transfere para o Pai.
53:02
Speaker A
De acordo com o que você viu, isso explica a forma como você se relaciona, porque a forma como eu vejo é a forma como eu vou me relacionar.
53:15
Speaker A
Então você começa a entender o porque que muitos o chamam de Deus. E é tão fácil chamar de Deus e não de Pai. Outra coisa que eu não consigo acreditar porque não está, eu julgo conhecer um pouco ao meu pai
53:33
Speaker A
e o pouco eu conheço a quem chamamos de Deus, eu não consigo acreditar que ele me usa. Fique à vontade.
53:46
Speaker A
Para você tudo bem. Não estou dizendo que é pecado você falar que ele te usa. Fique à vontade. Você é livre. fale o que você quiser.
53:56
Speaker A
Mas esse objeto, quando eu terminar de usá-lo, quando ele não mais tiver vida útil, o que que eu vou fazer com ele?
54:07
Speaker A
Eu vou jogar no lixo. Vai chegar um tempo que essa mesa, ela vai estar tão desgastada de uso que eu vou ter que reaproveitar a madeira, jogar fora para que ela venha degradar.
54:24
Speaker A
Esse microfone vai chegar um momento em que assim ele pode dar um problema, leva pro conserto, dá problema, dá problema, agora que não tem mais jeito, que que eu vou fazer?
54:33
Speaker A
Vou jogar no lixo ou para quem queira aproveitar as peças, seja lá o que for, a estrutura dele que seria para alguma coisa.
54:41
Speaker A
A camisa que eu tô usando. Então, usar está voltado para objetos. Aí você pode me perguntar: "Tá, Luiz, mas como é que eu falo? Então ele me usou, não, ele me ungiu.
54:57
Speaker A
Em nenhum momento eu te desafie você caçar nas escrituras algum momento em que Yeshua fez a seguinte afirmação: "O pai me usou. Eu e o Pai, nós somos um".
55:13
Speaker A
Olha o que ele diz: "Eu, o Pai, nós somos um". Tudo que eu falo, eu falo da parte do meu pai.
55:18
Speaker A
Não sou eu que testifico de mim, mas é o meu pai que testifica de mim. Porque aquele que testifica de si, esse pois é mentiroso.
55:27
Speaker A
Então tudo que eu faço, eu faço da parte do meu pai, a vontade do meu pai em nenhum momento.
55:36
Speaker A
Eu pelo menos não sei, né? Hoje temos muitas versões de Bíblia, eu tenho medo disso, mas eu gosto daquelas Bíblias antigas da década de 70, 80, que tinha uns palavrão como concupscência, coisas da natureza, iniquidade, uns nomes esquisitos, sabe? Que assim, na época já
55:51
Speaker A
tínhamos preguiça e olha e olha que éramos uma uma geração mais estudada, tínhamos preguiça de buscar etimologia da palavra ou até mesmo comprar alguns gestionários bíblicos e estudar a respeito ou fazer um bom instituto teológico, não é?
56:04
Speaker A
Mas assim, em nenhum momento eu eu li Jesus afirmando: "O pai me usou, mas o Pai me ungiu. Eu e o Pai somos um.
56:14
Speaker A
O Pai está comigo. Coisas dessa natureza. E Jesus tirava um tempo para ter com o Pai.
56:20
Speaker A
Mas usar, usar está para objetos, mas para o órfão usar é o máximo. Usar é um prêmio. Usar é uma honra, é um privilégio. É indefinível, indescritível. Ele me usou.
56:31
Speaker A
Eu penso e creio que quem usa é o inimigo. E quando ele usa e te usa e reusa e vê que você não tem mais jeito, que você não é reciclável, que você não presta mais para nada, ele te mata.
56:45
Speaker A
Mas o pai ele não te usa, ele te unge e com você ele atua.
56:50
Speaker A
Mas o Alfa não acredita nisso. Mas justamente eu já ouvi expressões ridículas como tipo eu o cocô do cavalo do bandido. Você Eu não sou o cocô do cavalo do bandido. Sou filho do Altíssimo. Eu sou um príncipe. Eu sou um
57:05
Speaker A
principado. Eu sou herdeiro cocriador. Eu estou assentado junto com o meu irmão nos lugares celestes governando. Eu sou um homem de governo. Sou pai, sou sacerdote, sou filho, sou homem. Eu não sou o cocô do cavalo do bandido. Se você
57:17
Speaker A
acredita nisso, o problema é seu. É porque você tem uma mente escrava, uma baixa autoestima e você é um órfão.
57:25
Speaker A
Eu já vi mais ridículo ainda. Eu era o mosquito do cocô do cavalo do bandido.
57:33
Speaker A
Criação, imagem da semelhança do meu pai. Você não é. Porque fees não é imagem da sem não.
57:40
Speaker A
Luiz é só uma expressão. Pois é, mas não é uma expressão digna. está quem da dignidade, integridade e liberdade humana.
57:48
Speaker A
É ridículo. É uma falsa humilhação, uma falsa humildade. Em nenhum momento Yeshua fala sobre isso.
57:59
Speaker A
Ele não usurpou ser igual ao seu pai. Em nenhum momento ele se autoentitula e se autodefine a si, mas sim como filho do homem.
58:13
Speaker A
mas sim como filho do Altíssimo. É assim que ele se intitula. Percebe a nossa dificuldade com a paternidade?
58:26
Speaker A
Percebe essa dificuldade no relacionamento com a paternidade? Mas por que isso? O que você enxergou denuncia a forma como você enxerga o mundo?
58:39
Speaker A
Quando você ouviu a palavra, pai, eu quero, eu quero te ouvir. Eu quero, eu quero ler sobre o que você viu, Luiz. Quando eu fechei os olhos, quando eu sempre dou, estou dando uma palestra, um seminário, escuto as pessoas falando
59:02
Speaker A
assim, e é engraçado que algumas se manifestam na hora, a maioria fica calada com medo de se manifestar. Isso já é um indicativo de uma orfandade. Mas depois que termina a palestra, várias pessoas me procuram e falam assim:
59:12
Speaker A
"Quando você falou, qual a primeira imagem? Quando você, qual a primeira imagem que virá a sua mente? O que você viu quando ouviu a palavra pai?" As pessoas me trazem cada testemunho que é interessante, é chocante, é surpreendente,
59:30
Speaker A
exótico. Essa é a forma como você enxerga o mundo e é inconsciente e você nunca parou para perceber isso.
59:39
Speaker A
Então sua visão pode estar muito distorcida acerca do mundo, acerca da família, acerca da paternidade.
59:48
Speaker A
Então vamos falar um pouquinho sobre a primeira infância. hã, a criança de 0 a 3 anos de idade, né? Então, vamos falar um pouquinho sobre isso. Ah, é interessante que assim, ah, de 0 a 3 anos de idade, nós
60:03
Speaker A
temos um desenvolvimento físico e cognitivo na primeira infância, tá? 0 a 3 anos. Então, é um período de colheita, entre aspas, por parte da criança extremamente importante para que ela possa realizar suas ações posteriormente, tá? O que eu
60:19
Speaker A
tô lendo aqui para vocês são os meus slides do meu seminário que eu faço presencialmente, OK? Então, a primeira infância, ela é justamente isso, de 0 a 3 anos, onde tem um desenvolvimento físico e cognitivo nessa primeira infância de 0 a3. Então,
60:36
Speaker A
é um período de colheita por parte da criança extremamente importante, tá? Para que ela possa realizar suas ações posteriormente, tá?
60:46
Speaker A
Então, dentro disso, existem possibilidades dela buscar o que quer e tentar expressar o que ela deseja.
60:53
Speaker A
Olha que coisa interessante. Eu tô com Netinho agora de meses, mas assim é impressionante como é ele, ele já quer expressar algumas palavras, ele já balbucia, não é? Ele ele sorri, ele balbucia, ele fica como que assim no ímpeto,
61:11
Speaker A
como que querendo ficar de pé, querendo pegar, querendo falar. e ele fica naquele anseio, mas ele não consegue o cognitivo dele já começando a desenvolver. É muito interessante.
61:24
Speaker A
Então, dentro disso, existem possibilidades de ela buscar o que quer e tentar expressar o que deseja. Isso é muito notório nele, seja por meio das palavras, que é a linguagem verbal, ou de ações, linguagem não verbal, como por
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Speaker A
exemplo, a expressão corporal dele. Ele assim, ele já eh ele levanta o quadril como como se quisesse ficar de pé.
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Speaker A
Então é uma linguagem corporal, como se quis já querendo se movimentar, não mais querendo ficar só deitado, mas querendo já explorar o mundo. Isso é muito interessante. Desenvolvimento afetivo e social na primeira infância. Então nesse instante é comum a criança enfrentar o
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Speaker A
outro. Então existe aquele choque entre as crianças, né? Isso é muito natural que aconteça, tá? Não é porque o seu filho é briguento, briguenta, não. Isso é uma coisa muito natural que acontece, faz parte do desenvolvimento da primeira
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Speaker A
infância. Temos também o desenvolvimento físico e cognitivo na segunda infância. Então, nessa fase, há um aprimoramento dos elementos básicos psicomotores, esquema corporal, lateralidade com relação ao espaço e ao tempo. OK? também a compreensão, o respeito às regras e o
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Speaker A
freio inibitório. Aí nós já temos de 3 a 6 anos de idade. É quando já começa a acontecer isso. Desenvolvimento físico e cognitivo na segunda infância, ela precisa de um tempo para desenvolver o freio inibitório.
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Speaker A
E ela só consegue desenvolver esse freio se tiver a possibilidade do contato, tá? Que vem por meio do brincar. Por isso a importância eh de deixar a criança brincar. A relevância, mas é brincar, não é ficar olhando a tela. Gente,
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Speaker A
você daria cocaína pro seu filho cheirar? Eu penso que não. O tempo que o seu faz, que o tempo que o seu filho passa diante de uma tela de celular ou de tablet ou de TV é equivalente a uma dose de cocaína que você cheira.
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Speaker A
altamente viciante. Você reúne um grupo de jovens na fase da crise da identidade de 13 a 20. Vamos botar aí de 13 a 15 anos, 16 até 17. Você tira o celular deles no primeiro dia, eles choram, afligem,
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Speaker A
agonizam, inquietam, não dormem, reclamam. Não sabem o que fazer. Alguns pedem para ir embora.
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Speaker A
Segundo dia, você já percebe que isso vai amenizando. No terceiro dia, eles esquecem totalmente de celular e já estão interagindo como na época da minha infância, uns com os outros.
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Speaker A
Já existe instituições para desintoxicação de celular. Não sei se você sabe disso. Há um tempo atrás eu vi um vídeo de uma menina que fez um escândalo, que foi assim: teve que ativar eh os agentes de bordo, comissária, equipe de bordo para
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Speaker A
dar um suporte com essa mãe, com essa filha, porque a mãe tirou o celular da filha, mas ninguém conseguiu dar jeito.
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Speaker A
Essa mãe se viu obrigada a dar o celular de volta para essa criança. Aqui em Santa Catarina, um um uma criança, uma uma criança não, um adolescente, né, vamos assim dizer.
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Speaker A
Eu não acredito em adolescente. Para mim, não existe um adolescente na Bíblia. É de menino a homem, de menina a mulher. A partir dos 13 anos de idade, tornou-se já um um adulto. Nasceu um novo adulto dentro da sua casa. Tinha
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Speaker A
por média de 13 a 14 anos quando matou a mãe e o pai porque lhe negaram o celular. Gente, isso aconteceu. É só você procurar no Google, você vai achar, ok? Então, olha o poder que isso tem.
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Speaker A
Então é importante deixar a criança brincar, mas é brincar com brinquedos, brincar com a outra criança para desenvolver o freio inibitório, por exemplo, desenvolver o seu cognitivo, desenvolver o psicomotor, lateralidade, começar a desenvolver tudo isso. Então, é importante que ela faça isso
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Speaker A
interagindo com brinquedos didáticos, de acordo com sua faixa etária e com outras crianças também. Então ela precisa de um tempo para desenvolver o freio inibitório. Ela só consegue desenvolver esse freio se tiver a possibilidade do contato que vem do brincar correr atrás
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Speaker A
da outra. O freio inibitório é desenvolvido assim, aquela velha brincadeira. E olha a importância dessa brincadeira do esconde esconde, do pega pega, do pique esconde, como chama, ou do bater lata. Então assim, principalmente do pega pega.
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Speaker A
Na minha época era o pulc ladrão, eh, pega pega, pcondde, batelata, enfim, essas brincadeiras, especificamente essas, olha a importâncias que ela tem, desenvolve o freio inibitório, tá? Parar no momento em que tem que parar e correr no tempo que tem que correr.
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Speaker A
Então isso vai, olha como a importância dessa brincadeira para desenvolver o freio inibitório na criança, né? Então, a importância de deixar a criança brincar, mas brincar de uma forma saudável.
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Speaker A
A criança de 4 a 6 anos, aí entra eh eh eu falei para você de três a seis é de quatro a 6 anos, perdão, aí entra a segunda infância. Muitas vezes a escola fica presa a no fazer a atividade e não
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Speaker A
deixa tempo para a criança brincar. fazer a atividade é muito importante também, é fundamental para a saúde mental da criança, para um senso de ordem, é muito importante para o senso de responsabilidade, mas é importante também o equilíbrio entre as atividades
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Speaker A
e o brincar. O brincar é importante tanto quanto. Na minha época, na minha infância, o brincar foi associado a com fazer nada.
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Speaker A
Algumas vezes eu tenho certeza que os da minha geração e nós façamos isso para os nossos filhos que vão passando para os nossos netos, a a a ideia é mais ou menos essa. Hoje nem tanto, mas assim, você não faz nada, eu
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Speaker A
não sei se você já ouviu essa expressão, você não faz nada. Que que você faz aqui dentro? Você não faz nada. Você só brinca e estuda. Só brinca e estuda.
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Speaker A
Então uma criança começa a ouvir aquela mensagem subliminar, essa PNL, só brinca e estuda, mas não faz nada. Então brincar, vamos fazer uma equação.
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Speaker A
Brincar, mas não fazer nada e estudar e brincar é igual a não fazer nada.
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Speaker A
Então assim, não é significante, não é relevante estudar, não é significante, não é importante brincar. Aí eu me torno viciado em trabalho, porque o trabalho dignifica, concordo, mas eu me torno workaholic, um viciado em trabalho.
68:31
Speaker A
Então eu não tiro um tempo de qualidade para mim para não fazer nada. Gente, não fazer nada é importante, viu?
68:39
Speaker A
Não fazer nada é importante, porque eu não fazer nada me tira do vício do fazer tudo e fazer constantemente e fazer ininterruptamente e sempre tá preocupado em fazer alguma coisa, porque eu tenho uma sensação que não fazer nada
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Speaker A
é tempo para perder quando não é tempo para você, para você parar a sua mente, desativar, parar, não trabalhar, não preocupar, não ansiar, não se tornar ansioso, melhor dizendo.
69:09
Speaker A
Se você tirar um dia de folga em que você deita numa rede, toma um suco de laranja e fica olhando pro tempo com aquele sol maravilhoso ou aquele templo nublado, alguns gostam do tempo nublado, como eu, ou aquele tempo fresco, que tem até
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Speaker A
aquele sol, mas não tá tão quente, um tempo fresco. Mas se você está pensando no trabalho, olhando as mensagens no WhatsApp de pessoas que estão se queixando de suas vidas, o seu dia vai se tornar um tédio.
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Speaker A
Então o que é esse tédio? É quando você tira um dia de folga, mas a sua mente continua trabalhando.
69:44
Speaker A
Tdio é isso. Então você fisicamente está descansando, mas mentalmente não. Só a mente não desligou. Então a gente precisa fazer o quê? Paraa mente desligar? Não fazer nada.
69:54
Speaker A
Algumas pessoas se queixam, eh, eh, eh, algumas pessoas reclamam porque eu não final de semana eu não pego esse celular e não pego mesmo.
70:07
Speaker A
E você vai reclamar e você vai se quechar, mas eu não vou pegar. Eu já vi várias reclamações. Uma vez eu vi um rapaz falar algo para mim que eu fiquei olhando bem para ele, falou assim: "Você é péssimo em comunicação".
70:17
Speaker A
Ele falou assim: "De uma forma dura: "Você é péssima, sua comunicação é péssima. Como é que é uma pessoa pública como você tem uma comunicação dessa? É péssima a sua, a sua comunicação? Eu parei, eu olhei bem para ele, respirei e
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Speaker A
falei assim: "Olha, eu vou pensar no que você está me dizendo. Nunca parei para pensar nisso, que a minha educa minha comunicação é péssima. Pode ser, pode ser que você tenha razão. No momento eu discordo, mas eu vou pensar,
70:39
Speaker A
tá? essa sua colocação. Muito grato por ela. E depois eu percebi que essa minha comunicação péssima, ela tá muito relacionada a uma demanda que hoje eu tenho que responder.
70:49
Speaker A
E é por isso que eu não gosto daqueles dois pauzinhos azuis que você quando lê a mensagem fica azul e a pessoa percebe que você leu. Porque se a pessoa percebe que você leu e você não respondeu porque
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Speaker A
naquele exato momento você tem uma prioridade ou tem algo mais importante, e não que essa pessoa não seja importante, mas existe uma prioridade e existe uma necessidade que vem depois da prioridade.
71:12
Speaker A
E talvez o momento ali você está concluindo uma tarefa e não tem como você responder com qualidade e não dar qualquer resposta, que inclusive e eh a a caixinha de mensagens da opções daqui a pouco te ligo ou e etc, etc e acaba
71:26
Speaker A
você esquecendo de dar retorno para aquela pessoa e fica só aquela frase: "Daqui a pouco eu te ligo".
71:31
Speaker A
Ou no ou seja lá qual for, não vai ficar bem para você. Então eu prefiro não responder naquela hora e responder depois, dependente de quem seja, com qualidade.
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Speaker A
E eu entendi que a minha péssima comunicação é porque no final de semana eu também não atendo. Porque assim, se eu continuo atendendo no final de semana, quando eu já atendo toda semana, eu vou me pegar com uma síndrome do
71:56
Speaker A
pânico, eu vou me pegar com uma depressão, vou me pegar com uma tristeza, vou me pegar com esgotamento, desgaste, eu vou me pegar irritadiço, eu vou me pegar estressado, vai começar a inflamar minha pele, eu vou me pegar chorando só quando eu
72:10
Speaker A
pensar em olhar pro para o celular. Então assim, eu prefiro não responder e ser taxado como péssimo na comunicação do que uma pessoa doente que é boa na comunicação.
72:22
Speaker A
Eu prefiro estar aqui diante de você saudável do que estar diante de você doente, sem moral nenhuma, para falar sobre saúd emocional, como por exemplo.
72:31
Speaker A
Então eu vou continuar sendo péssimo. Não é que eu estou desdenhando você, porque para mim você é uma pessoa muito importante, porque você é única. Você não é melhor que ninguém, nem pior que ninguém. Você é especial. Eu te respeito
72:41
Speaker A
muito, mas no devido tempo, no momento oportuno, eu vou te responder com certeza. Não vou deixar de te responder.
72:49
Speaker A
Mas se para você eu sou péssimo na comunicação, eu vou te afirmar o seguinte: eu vou continuar sendo para minha saúde, para a minha família, para o meu bem-estar espiritual, emocional e físico.
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Speaker A
OK? Então é isso que eu queria te dizer. O que é prioridade para você?
Topics:paternidaderesponsabilidade paternafunção do paiiniciativaamor de peixeausência paternarelações familiaresdesenvolvimento infantildireção e proteçãoEscola Casa do Pai

Frequently Asked Questions

Qual a diferença entre genitor e pai segundo o vídeo?

Genitor é quem gera biologicamente a criança, mas pai é aquele que assume a responsabilidade legal, social e emocional de criar e cuidar do filho.

Quais são as principais funções de um pai mencionadas no vídeo?

As funções principais do pai são direção, proteção, limite, segurança e afirmação, sendo a afirmação destacada como a mais importante.

O que acontece com uma criança que cresce sem um pai funcional?

Ela pode enfrentar crises de identidade, falta de direção, dificuldades em relacionamentos, tendência a seguir a multidão e problemas com conflitos.

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