Como Criar Um Idioma de Fantasia da Maneira Certa | Worldbuilding Conlang

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Speaker A
Nesse podcast vamos falar de um tema muito pedido por você.
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Speaker A
Como criar um idioma fictício eficiente da maneira certa para o seu mundo.
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Speaker A
Então, se você adora os idiomas élficos da Terra Média e quer ver como criar idioma para o seu mundo, escute esse podcast até o final porque vamos dar muitas dicas para isso e para você não fazer cagada.
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Speaker A
Eu sou o Gako e não aguento mais ouvir o Zawa sussurrar a tabela IPA aleatoriamente.
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Speaker A
Isso que dá ter um irmão linguista.
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Speaker B
E eu sou o Zawa e a minha vogal favorita é a anterior fechada arredondada.
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Speaker A
E estamos sempre aqui para você, trazendo dicas de criações de mundos e RPG de mesa, porque você está hoje aqui no Eartcast World Building.
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Speaker A
O seu podcast número um de criação de mundos.
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Speaker A
Então não perca tempo, se você quer receber cada vez mais dicas de criação de mundo, RPG de mesa, escrita criativa, para ficar cada vez mais fodão nesses temas e criar coisas épicas, se inscreva no canal e ative o sininho para todo vídeo, podcast, coisas novas aqui no canal.
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Speaker A
O YouTube entregar para você e você está sempre atualizado nesse mundo de World Building, RPG escrita, receber sempre dicas fodonas toda vez que sair aqui.
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Speaker A
Toda semana tem coisa nova aqui no canal e já senta o dedo no like se você curte esse conteúdo e quer que a gente faça mais conteúdo desse tipo aqui para você.
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Speaker A
Então senta lá o dedo no like.
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Speaker A
E você que está escutando esse podcast, você curte ver lives ou podcasts de RPG?
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Speaker A
Então dá uma olhada no projeto do FredCast RPG.
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Speaker A
Na descrição a gente vai deixar o canal do YouTube dele e o Instagram.
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Speaker A
Ele também tem o canal roxo, mas por conta do YouTube a gente não vai deixar o link, mas você sabe do que eu estou falando.
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Speaker A
Então saca só um teaser do RPG deles.
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Speaker C
No reino decrépito de Valum, entre o paraíso e o abismo, um grupo busca redenção pelos seus pecados.
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Speaker C
Para quitarem suas dívidas, eles devem ajudar Valum em suas questões mais profundas.
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Speaker C
Os jogadores farão o que for necessário para enfim descansarem e fugir da sombra eterna de dor e agonia, chamada Abismo.
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Speaker A
O FredCast RPG faz lives quinzenais toda sexta-feira às 19.
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Speaker A
Segue eles lá no Instagram também.
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Speaker A
E no canal roxo eles falam também sobre RPG e técnicas de World Building e criações de histórias.
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Speaker A
Todas as lives são gravadas e estão no canal deles do YouTube.
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Speaker A
FredCast RPG.
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Speaker A
Links na descrição.
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Speaker A
E para quem tá boiando, conlang é o idioma fictício.
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Speaker A
Então, por que fazer uma conlang?
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Speaker A
Para que que a gente vai criar idiomas fictícios?
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Speaker B
Para dar imersão no livro, no mundo do cara, no mundo da, do seu livro que você quer criar.
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Speaker B
Porque quando alguém vai ler um livro de fantasia, como é um outro mundo, a pessoa também vai esperar que seja outras línguas.
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Speaker B
Os personagens normalmente eles não vão falar a língua daqui do planeta Terra.
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Speaker B
Depende também da obra, isso para algumas pessoas isso está tudo bem, para outros leitores quebra a imersão quando eles percebem que a língua é da Terra.
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Speaker B
Mas mesmo assim, a conlang, né, as palavras fantasiosas, tipo nomes de fantasia, dá toda mais imersão para mostrar que aquilo é um mundo de fantasia e que, e que você realmente é transportado para aquele mundo quando você vai ler.
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Speaker A
Então, aqui um exemplo rápido aí para você que já assistiu e leu o Senhor dos Anéis, o Silmarillion, Minas Tirith, que fica em Gondor, Torre da Vigília, se eu não me engano, aquela cidade branca, parece um bolo, né, em plataformas, pelo menos lá no, no filme.
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Speaker A
Ela é, tem esse nome, ela tinha um outro nome que eu não lembro agora, mas esse nome ficou ali porque ela está ali na fronteira com Mordor e ela serve ali para monitorar ali toda a parada dos orcs, do Sauron.
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Speaker A
Então ela está bem ali na fronteira, tanto que a última guerra no Retorno do Rei é pau a pau Mordor com Minas Tirith ali.
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Speaker A
E nisso, é, imagina assim, você vai lá, o Gandalf com o Legolas fala, temos que ir para a Torre da Vigília, está ligado?
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Speaker A
Então fica uma parada muito esquisita, entendeu?
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Speaker A
Você for ver todo o universo do Senhor dos Anéis, tem todas as línguas, os nomes e tudo tem um por trás.
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Speaker A
Não é tipo no meu RPG que eu dou, eu invento um monte de nome de fantasia que depois que eu vou dar algum significado, ou pego umas coisas do inglês também para misturar.
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Speaker A
Mas lá tem muita propriedade, Tolkien ele era linguista também, estudava muita língua e tudo mais e ele criou várias coisas nos idiomas baseado em vários ali que ele sabia.
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Speaker A
E nisso, agregou muito mais imersão e fantasia para o mundo ali da Terra Média, do Senhor dos Anéis.
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Speaker B
Sim, esse lance de não usar o nome para lugares, o nome da Terra no nosso idioma, também depende, porque assim, você usar um nome que é de conlang para lugares, dá uma sensação mais de algo estrangeiro.
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Speaker B
Mas pode ser sim uma boa ideia você usar nomes traduzidos, por exemplo, no livro do, da saga do assassino da Robin Hobb.
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Speaker B
Tem lá Torre do Cervo, tem Forja, Vale de Freira, que eu não sei o que que é, mas é alguma palavra em português, mas eu não lembro o que é.
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Speaker B
Mas isso dá uma sensação mais de que você já sabe mais ou menos o que que é aquele lugar e ainda assim dá uma imersão.
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Speaker B
Mas, por exemplo, quando em outro reino, que é nas montanhas, chama Jump, que é um negócio de conlang.
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Speaker A
Isso é interessante porque são ainda nomes RPGs de fantasia, só que BR.
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Speaker B
Sim.
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Speaker A
Sim.
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Speaker A
É Forja, o que que você espera que seja Forja?
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Speaker B
Sim.
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Speaker A
Agora você vai, um livro contemporâneo se passando em Nova York, vamos para Forja, que porra é essa?
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Speaker A
Sei lá, uma coisa que ia se pensar, porque ainda dá para dar bastante imersão, né?
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Speaker B
Sim, dá.
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Speaker B
Com e dá um contexto mais para o local que você sabe o que esperar.
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Speaker A
Terras bárbaras.
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Speaker B
Sim, já tem.
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Speaker A
Caverna do Dragão, não entre lá, senão você nunca mais vai sair, você sabe do que eu estou falando.
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Speaker B
Outra coisa também que a conlang ajuda, se você tem vários idiomas no seu mundo aí, você, o nome dos locais ou de personagens também são, você vê que o nome é diferente um do outro, dá uma puta sensação de diversidade, que o seu mundo é mais completo, porque, por exemplo, é, o nome Pedro versus o nome John.
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Speaker B
Está na cara que Pedro e John são de nações diferentes, entendeu?
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Speaker B
Se você tem dois personagens que têm nomes que dá para ver que não são parecidos, a forma como ele é construído, ou locais, você abre um mapa e tem lá, sei lá, Ruder Arcanox, é o nome de um local, eu sei que eu peguei de um da Guerra da Destruição, Gako, mas tanto faz, é que me veio na cabeça agora.
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Speaker A
Aham.
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Speaker B
Daí você tem lá, as terras de Ruder Arcanox, e daí você tem aqui, é, Shuang Hing Hong.
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Speaker A
Aham.
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Speaker B
Entendeu?
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Speaker B
Você já pensa, ah, são duas nações diferentes.
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Speaker B
Também dá para ter essa sensação de completude e diversidade no mundo, que é uma pegada bem legal.
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Speaker A
Sim, você faz, você faz várias conlangs ali com uma pegada bem diferente, uma mais árabe, outra mais chinesa, uma mais russa e isso vai também da sensação de diversas culturas e nações e povos diferentes ali dentro do seu mundo.
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Speaker B
Sim.
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Speaker B
Mas daí tem um problema nisso, que é criar um idioma inteiro.
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Speaker B
Nunca crie um idioma inteiro.
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Speaker A
E por que que a gente, por que, por que não criar um idioma inteiro?
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Speaker A
Por que nunca criar o idioma inteiro?
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Speaker B
Porque é o seguinte, um idioma é um bagulho complexo para caramba e que leva bastante tempo e você pode acabar se perdendo.
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Speaker B
Porque assim, é divertido e isso, na verdade, é viciante, cara.
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Speaker B
É viciante.
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Speaker B
É meio que um desafio e meio que um quebra-cabeça que você vai montando.
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Speaker B
Então você tem um, você fica num estado de fluxo, de desafio com diversão e com progresso também, cada coisinha que você vai colocando na sua conlang, você está havendo um progresso se formando, a língua se formando.
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Speaker B
E daí você pode ficar viciado em criar conlang e depois criar outra e essas coisas assim e é um processo, dá para ser até infinito.
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Speaker B
Dá para você, para você criar quantas palavras você quiser.
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Speaker B
Isso até aconteceu comigo, que eu estava enrolando criando língua em vez de fazer outras coisas.
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Speaker A
É, eu lembro de você ainda na época da escola, esses cadernos tudo com alfabeto diferente, língua diferente, alfa silabário, não sei o que.
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Speaker A
O cara estava ali, né, tipo, ah, sei lá, educação física, o cacete, deixa eu criar línguas aqui, foda-se.
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Speaker B
Mas aí, esse ponto de que é viciante, entra no próximo ponto do porquê não criar.
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Speaker B
Porque essa ilusão de progresso vai fazer você procrastinar.
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Speaker B
Você, em vez de realmente criar o que é importante para o seu mundo, para o seu RPG, para o seu livro, escrever o seu livro, criar as aventuras, você vai ficar fazendo língua.
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Speaker B
Você vai pensar, ah, não, mas eu estou fazendo um World Building, eu estou fazendo algo para o livro, eu estou criando uma língua fictícia.
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Speaker A
É, isso aí Tolkien, que é o criador do Senhor dos Anéis, etc, tem bastante, é, é, outro, é, conteúdo falando que, obviamente, ele era linguista e a vida inteira estudando língua e criando e tudo mais, Hobb, etc.
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Speaker A
É uma vida inteira fazendo isso.
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Speaker A
E o Senhor dos Anéis também teve bastante enrolação para ele escrever e platôs que ele teve, teve uma parte do, antes do Balrog no, no Fellowship of the Ring, esqueci agora o nome em português, mas ele, é, aquela parte que eles ficam presos, se eu não me engano, antes dos orcs virem, o Tolkien deu uma travada ali, começou a enrolar para escrever o resto.
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Speaker A
Então, é, imagina assim, você precisa ir desenvolvendo as suas coisas, seu mundo, né, ir para frente com as suas criações, com os seus projetos.
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Speaker A
E muitas vezes o idioma, se você quiser fazer tudo certinho, né, criar um Dothraki, que.
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Speaker B
Dothraki.
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Speaker A
Daí, eu não sei nem pronunciar essa porra dos Khalishi, Khal Drogo da vida.
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Speaker A
Que nem é Khal Drogo, como é que é?
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Speaker B
Khal Drogo.
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Speaker A
É, está vendo, o Zawa manja de pronunciar a língua do jeito certo, né?
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Speaker A
Tabela IPA, o cacete a quatro.
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Speaker A
E nisso, o, se eu não me engano, na Crônicas de Gelo e Fogo não, o cara não escreve em outra língua, isso foi criado pelo produtor da HBO.
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Speaker B
Isso a gente vai falar isso daí mais para frente.
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Speaker A
Só que então, pensa o seguinte, não fica muito tempo criando um, um idioma fictício, cria ali para o essencial, porque vai demandar muito do seu tempo para criar outras coisas que são mais importantes para a história ou para outras coisas e para RPG principalmente, se você está mestrando, para não ser um foco, porque no final isso é um bônus, né?
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Speaker B
Sim, a conlang é a cereja do bolo e esse bolo nem cereja precisa ter.
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Speaker B
É praticamente isso que é uma conlang aí para se você quer ser um autor de fantasia, quer se focar na história que é o bolo.
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Speaker B
E é esse outro ponto, que a conlang ela não é realmente importante para a história e nem tanto para o World Building em si.
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Speaker B
Então, por exemplo, vamos pegar aqui algumas obras que nunca tiveram conlang, mas que realmente foram as best-seller.
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Speaker B
Mas, primeiro, o Tolkien, que ele realmente criou o idioma quase completo dele, ele criou a família genealógica de idiomas, ele.
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Speaker A
Ele criou uns três, pelo menos, acho.
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Speaker B
Acho que até mais, viu, ele também criou a protolíngua, tipo, ele fez a evolução, fez vários sotaques da língua.
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Speaker B
Tipo assim, ele, ele era um linguista e ele amava mesmo o idioma, era o que ele amava fazer no World Building dele.
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Speaker A
Historiador também, né?
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Speaker B
Não lembro se ele era historiador, mas ele era linguista.
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Speaker B
Tipo assim, ele criou primeiro a língua dele, do elfo, depois ele criou o mundo e depois a história, entendeu?
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Speaker B
Ele não criou o mundo e daí que criou uma língua, foi totalmente o inverso do que, do que o pessoal normalmente faz.
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Speaker B
Então, você não precisa copiar ele para pensar que, ah, tem que criar uma língua inteira para deixar meu mundo imersivo.
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Speaker A
Minha, minha memória é tão boa que eu li duas vezes a porra do Silmarillion e não consigo lembrar o nome da, dos elfos, da família deles, das raças.
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Speaker B
Quenya.
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Speaker A
Quenya, né?
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Speaker B
É.
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Speaker A
Agora então, a Crônicas de Gelo e Fogo, George Martin, Game of Thrones.
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Speaker A
O livro, ele não criou a língua inteira.
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Speaker A
O livro tem algumas palavras, mas.
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Speaker A
Deve ter mais em, é, Valyrian.
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Speaker B
Não, é Valyrian.
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Speaker A
Puta que pariu.
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Speaker A
Não sei pronunciar, todo mundo pronuncia errado, vem o Zawa e fala certo as coisas.
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Speaker A
Você não sabe falar português, essa língua ser brasileiro, seu herege.
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Speaker B
Mas eu estou falando em português.
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Speaker A
Ora, ora.
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Speaker B
Português também é de.
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Speaker A
Fui trollado.
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Speaker B
No japonês, T mais U não é tu, é tsu, entendeu?
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Speaker B
Então, com isso aí também dá para você mudar a aparência das palavras da sua língua.
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Speaker B
Isso tudo focando aí na parte visual do bagulho, no, nos sons da língua, o que o cara vai ler.
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Speaker B
Se você for usar alguma frase ou algum nome que tem mais de uma palavra, que é tipo uma frase no seu livro, daí pode ser uma boa você ir na parte de sintaxe, que é como que a frase é construída.
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Speaker B
Se você vai ter preposição, como no brasileiro, ou se vai ser posposição, como no português, no japonês.
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Speaker B
Por exemplo, no brasileiro é, eu vou à loja.
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Speaker B
A loja é uma preposição, a.
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Speaker B
Já no japonês, é, Miseniiku.
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Speaker B
Ni, ele vem antes de, ele vem depois de Misê, então ele é uma posposição.
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Speaker B
O A vem antes da loja, entendeu?
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Speaker B
Uma preposição.
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Speaker A
É só para avisar antes que alguém comece a falar bosta no comentário, tá, é piada, né?
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Speaker A
A gente fala aqui no Brasil, se fala brasileiro, porque eu acho meio bosta, né, um país do tamanho de uma Europa, ficar roubando o nome da língua dos portugueses, né, porra?
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Speaker A
Aí não dá, mas enfim, é só zoeira nossa, tá, só para, só para você saber, enfim.
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Speaker B
Aí você decide também se você vai tacar outros detalhes visuais na pronúncia da língua também, como, por exemplo, a harmonia vocálica, como no finlandês, em que as vogais da sua língua tem que obedecer a uma regra de pronúncia de acordo com as primeiras vogais que vieram.
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Speaker B
Por exemplo, é, o, em finlandês, Huve Paiva, Paiva, algo assim.
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Speaker B
É, são todas vogais anteriores.
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Speaker B
Já Haulta, são todas vogais posteriores, essa é a harmonia vocálica do finlandês, mas tem outras também.
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Speaker B
Você vai ter aglutinação na sua língua, que é um monte de palavra junta e forma uma palavra gigante de uma vez, como no finlandês, você vê lá a palavra com mais de 10 letras e é frequente isso no finlandês.
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Speaker B
Vai ter gênero gramatical?
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Speaker B
No brasileiro tem masculino, feminino, no latim tinha masculino, feminino, neutro, no, no alto Valyrian tem lunar, solar, terrestre e aquático.
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Speaker B
Não precisa se limitar a masculino e feminino, gente.
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Speaker A
Isso aí, homem e mulher é coisa de antepassado de Sócrates.
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Speaker B
O negócio é ter gênero de lunar, solar, terrestre, aquático, né, Gako?
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Speaker A
Mas já deve ter.
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Speaker B
É, é o High Valyrian, pô.
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Speaker B
Também tem outros tipos de gênero, tipo, animado, inanimado e outras coisas assim.
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Speaker B
E aí você usa essas coisas aí, essas regras, elas vão deixar a sua conlang bem mais natural do que ser um monte de sílaba aleatória que você juntou para formar um nome de fantasia, que daí vai ter chance de ser tudo parecido e não, não ter meio que uma personalidade, não vai ser único.
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Speaker A
Isso aí é uma coisa que eu falo no meu vídeo de como criar nomes de fantasia para o RPG, mas você também para escrita, é, que eu falo numa parte, o card está aqui, está aqui no card na descrição, o vídeo, que eu falo sobre dar um, um tempero para o, para a língua, para o nome que você está falando, tanto, tanto faz ser um local ou uma pessoa, um ser, um animal, que tem peso.
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Speaker A
Aquele lance que eu falo de, como se a pronúncia fosse coisas fortes, marteladas, pode remeter a um orc, bárbaro.
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Speaker B
Nesse também pode fazer isso também.
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Speaker B
Mas eu estou falando aqui é mais para quem quer realmente criar conlang, porque você pode correr o risco de criar uns nomes de fantasia que seja bem parecido, mesmo.
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Speaker A
Não falo colocar isso na conlang, como um tempero a mais.
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Speaker A
Você já faz toda a conlang.
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Speaker B
Mas também pode.
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Speaker A
Aham.
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Speaker B
Pode ser também.
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Speaker B
E, enfim, você vai usar daí a conlang, você foca principalmente em nome de personagem, porque normalmente personagem, normalmente não tem tradução.
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Speaker B
Vai ser do jeito que você escrever lá, daí fica bem legal.
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Speaker B
E em nome de lugar, se você quiser, porque também, como a gente disse, você pode traduzir o nome dos seus lugares também.
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Speaker B
Isso já vai dar uma sensação de mundo diverso e mundo profundo, entendeu, usando só nesses dois, nesses dois jeitos.
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Speaker A
E quando você cria uma conlang inteira?
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Speaker B
Para criar uma conlang inteira, tipo, tudo bem se você estiver fazendo World Building por hobby mesmo, é, porque o que eu estou falando aqui de não criar um idioma inteiro é para quem quer, o, a criação de mundo é para livros, entendeu?
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Speaker B
É para o RPG, não é para criar mundo só por criar mundos.
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Speaker A
Aham.
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Speaker A
É para usar logo, usar, colocar suas obras ali na prateleira da Nobel, cheirosa.
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Speaker B
Isso, e não ficar procrastinando e criando o mundo em vez de escrever a história.
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Speaker B
E ou se a sua conlang for realmente mesmo importante para a história, que você até que vai ter que ensinar o leitor talvez um pouco dela, daí é uma boa talvez você se aprofundar mais na conlang e ela ser importante para a trama, ser usada pelos personagens.
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Speaker B
Ou se você tem realmente uma paixão por criar idiomas, cara, mas lembra que não é para você ficar procrastinando.
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Speaker B
O ruim fica quando você usa conlang como uma desculpa para não escrever, achando que você está fazendo alguma coisa, mas na verdade não está.
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Speaker A
É uma espécie de auto sabotagem.
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Speaker B
Isso.
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Speaker A
Então comenta aí para a gente, você já criou um idioma?
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Speaker A
Conta mais dele para a gente aí nos comentários.
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Speaker A
E para você que gosta do nosso conteúdo, no link da descrição está o nosso apoia-se, confere lá.

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