**Procrastinar dói, mas mesmo assim você continua fazendo. Por quê? — Transcript & Summary | SozAI**
Source: https://sozai.app/transcript/procrastination-hurts-why-keep-doing/

Entenda por que procrastinamos mesmo sentindo dor e como pequenas mudanças podem ajudar a superar esse ciclo.

## Key Takeaways

- Procrastinação é um mecanismo ligado à tensão e não à preguiça.
- Validar emoções negativas é essencial antes de buscar soluções práticas.
- Dividir grandes metas em pequenos passos torna o progresso mais acessível.
- Aprender a soltar e deixar ir pode trazer liberdade e alívio.
- Compartilhar experiências ajuda a suportar dores emocionais.

## What the video covers

- O vídeo aborda o sentimento de estar perdido e esgotado em uma rotina repetitiva, sem esperança de melhora.
- Destaca a importância da validade emocional, acolhendo emoções negativas antes de buscar soluções.
- Explora o fenômeno do efeito platô, quando o entusiasmo inicial pelos objetivos diminui.
- Usa referências literárias e cinematográficas para ilustrar a sensação de vazio e indecisão.
- Apresenta a estratégia de dividir grandes objetivos em pequenas metas para facilitar o progresso.
- Menciona a teoria Let Them de Mel Robbins, que incentiva a deixar ir o que não está sob controle.
- Enfatiza que a procrastinação não nasce da preguiça, mas da tensão e do medo que geram adiamento.
- Sugere que o ato de compartilhar dores e experiências pode ser um suporte emocional importante.
- Recomenda a celebração dos pequenos avanços como forma de manter a motivação.
- Incentiva o autoconhecimento e a mudança de foco para cuidar do que está ao alcance.

Answers

## Questions about this video

Por que continuamos procrastinando mesmo sabendo que isso nos faz mal?

A procrastinação nasce da tensão e do medo, não da preguiça. Mesmo sabendo dos prejuízos, adiamos porque o primeiro passo parece difícil e gera ansiedade.

Como a validade emocional pode ajudar quem está procrastinando?

A validade emocional consiste em reconhecer e acolher as emoções negativas, o que cria um espaço seguro para entender os sentimentos antes de buscar soluções práticas.

Qual é a estratégia recomendada para superar o efeito platô e a perda de entusiasmo?

Dividir grandes objetivos em pequenas metas concretas e alcançáveis ajuda a manter a motivação e a sensação de progresso, facilitando a continuidade da jornada.

## Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:13

Speaker A

Talvez você, ao clicar nesse vídeo, esteja sentindo um pouco à deriva, perdido.

00:20

Speaker A

Mergulhado em uma rotina repetitiva, aonde os dias se acumulam como livros nunca lidos na estante, e para piorar, com a esperança desbotada, sem acreditar que os dias possam, de fato, melhorar.

00:33

Speaker A

O esgotamento raramente se revela aos gritos, ele, na verdade, vai se instalando aos poucos, em pequenos nuances, como uma luz que vai se apagando devagar até que a sombra seja tudo o que resta.

00:44

Speaker A

Afinal de contas, o cansaço é a prova de quanto se suportou e o fim da força revela o quanto ela foi usada.

00:53

Speaker A

É por isso que hoje, antes de qualquer resposta lógica, eu escolho aqui o gesto humano de te trazer, quem sabe, uma companhia para esse sentimento.

01:06

Speaker A

Ou até o ato de partilha.

01:10

Speaker A

Compartilhar o meu caso.

01:13

Speaker A

Neste caso.

01:15

Speaker A

Porque ninguém precisa de conselhos, não se oferece um manual de instruções a quem tá se engasgando.

01:24

Speaker A

Sufocando.

01:25

Speaker A

Antes de qualquer coisa, oferece-se ar, ajuda.

01:32

Speaker A

Primeiro se acolhe, depois se traz a instrução.

01:38

Speaker A

É a psicologia da validade emocional, reconhecer e compreender em nós e nos outros que todas as emoções, mesmo as desconfortáveis e negativas, têm um propósito e são válidas.

01:47

Speaker A

Então, eu espero que esse vídeo sirva nesse sentido, antes de qualquer técnica ou solução.

01:55

Speaker A

Mas claro que eu trarei técnicas e soluções e possíveis soluções.

02:00

Speaker A

Não teremos coisas pela metade nesse canal.

02:04

Speaker A

Tá bom?

02:04

Speaker A

Enfim, fique confortável, pegue o seu café e que sejamos por instantes companhia um para o outro.

02:12

Speaker A

Porque há dores que só se suportam quando alguém nos diz: eu também já caminhei por esses caminhos.

02:20

Speaker A

Todos nós temos dores que nos vigiam, não é mesmo?

02:25

Speaker A

E por que não compartilhá-las?

02:27

Speaker A

A vida pega como cólera ou rio e abre um túnel sangrento por onde nos vigiam os olhos de uma imensa família de dores.

02:36

Speaker A

Isso é Pablo Neruda.

02:38

Speaker A

Sou fã.

02:39

Speaker A

Em outras palavras, sejam bem-vindos a mais um Papinho Furado.

02:44

Speaker A

Estão gostando dos temas dos Papinhos Furados?

02:47

Speaker A

Eu tô tentando dar uma inovada.

02:50

Speaker A

Chega de falar só de amor, né?

02:54

Speaker A

Você já teve a sensação de que tá tudo bem?

02:58

Speaker A

Até começar a não estar mais?

03:00

Speaker A

Você tá lá no meio dos seus afazeres, cumprindo rotinas, riscando tarefas e, de repente, como se algo tivesse se deslocado silenciosamente dentro de você.

03:09

Speaker A

Tudo perde um pouco do brilho.

03:11

Speaker A

Às vezes, a causa é muito mínima, um desentendimento bobo.

03:16

Speaker A

Uma mensagem não respondida, um prazo se aproximando.

03:20

Speaker A

Eu lembrei da faca e do queijo do Fernando Sabino.

03:23

Speaker A

É uma citação muito bonita.

03:25

Speaker A

O homem pegou a faca, olhou para o queijo e então hesitou, era um momento simples, mas ali residia toda a sua indecisão perante a vida.

03:33

Speaker A

Ele pensou na mulher que o deixou, nos amigos que sumiram, nos planos que nunca deram certo.

03:41

Speaker A

O queijo era apenas um queijo, mas naquela noite silenciosa, parecia simbolizar o que havia de mais solitário no mundo.

03:49

Speaker A

Fernando Sabino.

03:50

Speaker A

O simples ato de cortar um queijo pode ser o estopim.

03:55

Speaker A

Como foi para o Fernando.

03:57

Speaker A

A pergunta que fica é:

04:00

Speaker A

Existe uma forma de escapar disso?

04:02

Speaker A

A ciência diz que sim.

04:05

Speaker A

Mas não exatamente fugir.

04:07

Speaker A

O que nós podemos fazer é entender esse mecanismo das motivações.

04:13

Speaker A

E reposicionar nossa bússola.

04:16

Speaker A

À medida que nós vamos nos aproximando dos nossos objetivos.

04:22

Speaker A

Algo muito curioso começa a acontecer.

04:26

Speaker A

Não sei se você já notou.

04:28

Speaker A

Nós perdemos o entusiasmo inicial.

04:31

Speaker A

Já percebeu?

04:32

Speaker A

E aí começa o famoso efeito platô, aquela fase em que o caminho deixa de ser novidade.

04:39

Speaker A

E tá longe de ser uma conquista.

04:42

Speaker A

É o meio da jornada.

04:43

Speaker A

Recentemente eu assisti Encontros e Desencontros, filmão.

04:48

Speaker A

Lost in Translation.

04:50

Speaker A

Esse vazio morno dos intervalos da vida, eu acho que a Sofia Coppola, diretora do filme, conseguiu traduzir muito bem.

04:57

Speaker A

Porque o personagem do Bill Murray, ele não tá perdido em Tóquio, ele tá perdido dentro de si mesmo.

05:06

Speaker A

Ele tá em um lugar onde tudo é novidade.

05:10

Speaker A

Mas nada é, de fato, sentido.

05:12

Speaker A

Entende?

05:13

Speaker A

Eu acredito que, como ele, muitos de nós seguimos sorrindo, trabalhando, postando, respondendo e-mails.

05:23

Speaker A

Enquanto por dentro estamos em suspensão, esperando que alguma coisa externa nos convença de que vale a pena seguir.

05:30

Speaker A

O domingo à noite também é um exemplo disso, desse estranho território entre o fim e o início.

05:36

Speaker A

A noite de domingo é sempre uma passagem.

05:39

Speaker A

Já percebeu?

05:40

Speaker A

Não dá para descansar direito porque a gente pensa na segunda-feira e não se pensa em trabalhar porque ainda é domingo.

05:47

Speaker A

Então, é uma zona cinzenta.

05:49

Speaker A

A verdade é que os começos de tudo são sempre apaixonantes.

05:54

Speaker A

O começo nos salva do tédio.

05:56

Speaker A

Só que viver de começo não dá.

05:58

Speaker A

Então, existe solução para isso?

06:00

Speaker A

O que eu posso dizer que funcionou e muito para mim, e que está respaldado pela ciência, é quebrar esse abismo em pequenos passos.

06:09

Speaker A

Já dizia Clarice:

06:11

Speaker A

Estou triste, o passo é grande demais para as minhas pernas, no entanto, compridas.

06:17

Speaker A

Então, para que o passo que você tenha que dar não seja tão grande, pegue o seu grande objetivo e traduza-o em pequenas metas.

06:26

Speaker A

Mais alcançáveis, simples, concretas.

06:28

Speaker A

Se o seu objetivo é ler um livro difícil, que tal estipular ler três páginas por dia?

06:34

Speaker A

E grifar uma frase.

06:36

Speaker A

O que nos assusta, muitas vezes, é o tamanho do problema.

06:41

Speaker A

E não a natureza dele.

06:43

Speaker A

Não é porque é grande que é difícil de resolver.

06:47

Speaker A

Comece a celebrar o pequeno, o silencioso.

06:52

Speaker A

Porque, às vezes, o próximo passo não precisa ser gigante.

06:56

Speaker A

Precisa apenas ser o próximo.

06:58

Speaker A

É curioso como a vida parece mudar justamente quando mudamos o foco.

07:04

Speaker A

Quando deixamos de tentar controlar o incontrolável e quando começamos a cuidar do que está ao alcance das nossas mãos.

07:11

Speaker A

Esses dias eu li algo que ressoou muito com esse pensamento.

07:18

Speaker A

Foi no novo lançamento da Mel Robbins que chegou aqui para mim em primeira mão da editora Record.

07:24

Speaker A

Olha que chique, hein?

07:25

Speaker A

Isso aqui é a versão confidencial, mas eles me enviaram também a versão comercial.

07:30

Speaker A

Eu li na confidencial, né?

07:32

Speaker A

Porque eu sou chique, galera.

07:34

Speaker A

A Mel Robbins é a criadora da teoria Let Them.

07:40

Speaker A

Que talvez você já tenha ouvido por aí pelos cantos da internet.

07:46

Speaker A

E ouvido até de mim em algum vídeo antigo.

07:49

Speaker A

Lembra?

07:50

Speaker A

Let Them é aquela ideia de parar de tentar segurar o que não quer ser segurado, o que quer partir.

07:59

Speaker A

De parar de se debater contra o que tá fora do seu controle.

08:03

Speaker A

Nesse novo livro, ela aprofunda tudo isso, fala sobre rupturas, sobre a dor de deixar ir.

08:11

Speaker A

Sobre a coragem de se priorizar e, acima de tudo, sobre esse silêncio que fica.

08:18

Speaker A

Que pode significar liberdade e não abandono.

08:21

Speaker A

Se você tá nesse momento de transição ou sentindo o peso de carregar o que não mais te pertence.

08:29

Speaker A

Talvez essa seja uma boa leitura para você.

08:34

Speaker A

Vale muito a pena conferir.

08:36

Speaker A

O link tá aqui embaixo na descrição, se você quiser dar uma olhada com carinho.

08:41

Speaker A

E no primeiro comentário fixado também.

08:43

Speaker A

E, às vezes, de fato, o que a gente precisa não é resolver tudo.

08:49

Speaker A

É aprender a soltar.

08:51

Speaker A

É aprender a deixar para lá.

08:54

Speaker A

Não foi, não tava no script, hein?

08:56

Speaker A

Eles enviaram também uns brindes muito legais.

09:00

Speaker A

Aqui uns panfletinhos.

09:02

Speaker A

Um marca-página.

09:03

Speaker A

E essa gaiolinha, liberte-se, que vai servir de decoração.

09:09

Speaker A

Um marca-texto.

09:10

Speaker A

E aqui, eu já abri, é um espelho.

09:14

Speaker A

Para você se olhar.

09:15

Speaker A

Para você enxergar o que você pode se tornar quando você olha para você.

09:20

Speaker A

O que eu vejo, eu posso ser.

09:22

Speaker A

E o que eu sou, eu posso ver.

09:23

Speaker A

E aí você vai.

09:25

Speaker A

E aí é uma coisa louca.

09:26

Speaker A

Ó.

09:28

Speaker A

Não toca nela.

09:30

Speaker A

Deixa ela dançar, entendeu?

09:33

Speaker A

Pelo amor de Deus.

09:34

Speaker A

Pelo amor de Deus.

09:36

Speaker A

Por isso se declara e se declama um poema.

09:40

Speaker A

Para guardá-lo.

09:43

Speaker A

Pelo amor de Deus.

09:44

Speaker A

Pelo amor de Deus.

09:47

Speaker A

Por isso se declara e se declama um poema.

09:51

Speaker A

Para guardá-lo.

09:52

Speaker A

Por isso, melhor se guarda o voo de um pássaro do que um pássaro sem voos.

09:56

Speaker A

Esse poema é um pouco maior.

09:58

Speaker A

Mas eu quis trazer só esse pedacinho.

10:00

Speaker A

Talvez você se pergunte, até com uma certa angústia.

10:05

Speaker A

Por que é tão difícil começar?

10:07

Speaker A

Por que é tão árduo dar o primeiro passo em direção daquilo que você já decidiu conscientemente que precisa ser feito?

10:13

Speaker A

E mais, por que, mesmo sabendo que adiar só nos faz mal.

10:18

Speaker A

Nós insistimos em adiar?

10:20

Speaker A

Essa é a natureza, a anatomia da procrastinação.

10:26

Speaker A

E que, ao contrário do que parece e do que pensam, esse ciclo não nasce da preguiça.

10:33

Speaker A

A preguiça é o cansaço que te faz se acomodar, relaxar.

10:38

Speaker A

E a procrastinação é a tensão que te faz se preocupar demais.

10:43

Speaker A

E não conseguir descansar.

10:45

Speaker A

A primeira é a apatia e a segunda é a ansiedade.

10:48

Speaker A

A nossa querida amígdala, região do nosso cérebro associada às respostas emocionais, interpreta algumas tarefas como ameaçadoras.

10:58

Speaker A

Então, você entra em um estado primitivo de luta ou fuga ou congelamento.

11:02

Speaker A

Assim, nós passamos a não estar mais diante de uma tarefa comum.

11:08

Speaker A

Nós estamos agora diante de um campo minado emocional.

11:12

Speaker A

Por isso é tão comum adiar o que importa para nós.

11:16

Speaker A

Mas essa exposição também nos lembra do risco de falhar, de sermos julgados.

11:22

Speaker A

De não estarmos à altura das nossas expectativas.

11:26

Speaker A

Muitas vezes, é exatamente o excesso de autocobrança que nos paralisa.

11:32

Speaker A

Quanto mais você teme falhar, mais você exige de si mesmo a perfeição.

11:38

Speaker A

E menos você começa.

11:40

Speaker A

Uma metáfora visual e emocional que eu acho que se encaixa aqui nesse tema da procrastinação como um ato de autodestruição.

11:49

Speaker A

É a obra Saturno Devorando seu Filho.

11:52

Speaker A

De Francisco de Goya.

11:54

Speaker A

É uma obra que pode ilustrar muito bem esse impulso sombrio que talvez exista dentro de nós, que nos faz preferir devorar a possibilidade de sucesso.

12:07

Speaker A

Do que correr o risco de falhar.

12:10

Speaker A

O Deus do tempo, temendo ser destronado, perder o trono para os seus próprios descendentes.

12:20

Speaker A

Devora aquilo que ele mesmo gerou.

12:25

Speaker A

É exatamente isso que, muitas vezes, fazemos com os nossos projetos.

12:30

Speaker A

Os matamos antes que eles cresçam.

12:33

Speaker A

Não por crueldade, mas por medo.

12:35

Speaker A

Por isso que eu uso essa técnica que eu aplico todos os dias, inclusive, porque todo dia eu procrastino.

12:43

Speaker A

E é impressionante perceber que depois que eu entrei para a faculdade de psicologia.

12:50

Speaker A

Eu me trato como se fosse um ratinho de laboratório.

12:54

Speaker A

Todas as técnicas e reforços positivos.

12:59

Speaker A

Eu quero aplicar em mim mesmo.

13:01

Speaker A

Maluko.

13:02

Speaker A

Maluko.

13:03

Speaker A

Maluko.

13:04

Speaker A

Rapaz, não tinha ninguém na minha casa.

13:06

Speaker A

Ao transformar uma tarefa em uma ação menor, o cérebro reduz a resposta à ameaça.

13:14

Speaker A

Ao invés de você dizer, eu preciso estudar três horas para aquela prova.

13:21

Speaker A

Diga, eu vou abrir o livro e ler uma página.

13:24

Speaker A

Ou, eu vou me sentar na frente do computador.

13:27

Speaker A

E abrir o arquivo.

13:28

Speaker A

Essa pequena ação, por mais que pareça mínima, é o que inicia o movimento.

13:34

Speaker A

E uma vez que o cérebro começa, ele entra no chamado efeito de inércia comportamental.

13:40

Speaker A

Que é a tendência de continuar o que começou, de manter o comportamento atual.

13:46

Speaker A

Mesmo diante de novas informações.

13:48

Speaker A

Essa tendência pode trazer malefícios também, pode ser olhada com um olhar negativo.

13:55

Speaker A

Por exemplo, quando alguém se mantém em um emprego insatisfatório.

14:01

Speaker A

Em um emprego ruim.

14:03

Speaker A

Por medo de tentar algo novo.

14:05

Speaker A

O efeito Zeigarnik da psicologia comportamental, se eu não me engano, também se aplica aqui.

14:12

Speaker A

Que é aquele incômodo de deixar algo inacabado nos faz continuar.

14:17

Speaker A

Só de você pensar que ele tá pela metade.

14:20

Speaker A

Você quer acabar.

14:21

Speaker A

Então, quando você começar a procrastinar, lembra dessa regrinha aqui que eu criei para mim.

14:28

Speaker A

Um passo minúsculo diminui o medo.

14:33

Speaker A

Aciona a dopamina.

14:36

Speaker A

E te faz seguir em frente.

14:38

Speaker A

Que a vontade não se esgote por não ter onde descansar.

14:42

Speaker A

Talvez, é bom esclarecer isso também.

14:44

Speaker A

O que nos falta não seja a força de vontade.

14:50

Speaker A

Mas um lugar onde a força de vontade possa repousar.

14:54

Speaker A

O que me faz lembrar daquela pintura do Paul Gauguin.

15:00

Speaker A

Que eu acho que é dele.

15:01

Speaker A

A semente de Aroe, Aroe.

15:05

Speaker A

Alguma coisa assim.

15:06

Speaker A

Por mais que pareça simples, né, mostra uma mulher sentada, repousando.

15:12

Speaker A

É muito simples, mas em tudo ali eu enxergo a paciência.

15:16

Speaker A

O repouso, o descanso ancestral.

15:19

Speaker A

Existem, sim, as motivações intrínsecas e extrínsecas.

15:23

Speaker A

Mas, no fim, a verdade última é simples e até científica.

15:28

Speaker A

Você vai continuar fazendo aquilo que você gosta de fazer.

15:35

Speaker A

Ou aquilo que faz você gostar de quem você está se tornando ao fazer.

15:40

Speaker A

É mais fácil você voltar para a academia quando o ambiente te acolhe.

15:45

Speaker A

É mais fácil ser constante quando você para de se julgar tanto por oscilar.

15:50

Speaker A

Todos nós oscilamos, galera, todos nós nos perdemos em algum momento.

15:55

Speaker A

Perder-se também é caminho.

15:58

Speaker A

Já dizia Clarice, né?

15:59

Speaker A

Até os mais experientes erram.

16:01

Speaker A

A gente tropeça no próprio pé quando caminha.

16:04

Speaker A

Isso que a gente caminha desde que aprendeu a caminhar, que é, é, há muito tempo.

16:10

Speaker A

E a gente tropeça.

16:11

Speaker A

A gente, a gente é profissional em caminhar.

16:13

Speaker A

E a gente tropeça no pé.

16:14

Speaker A

Às vezes, inclusive, desistir é o que nos permite continuar.

16:18

Speaker A

É o que nós estamos precisando para conseguir continuar.

16:21

Speaker A

Talvez o medo seja só isso mesmo, um chamado sussurrado para que você comece.

16:27

Speaker A

Mesmo sem garantia, mesmo sem nada.

16:30

Speaker A

Corro perigo como toda pessoa que vive, e a única coisa que me espera é exatamente o inesperado.

16:36

Speaker A

Clarice Lispector.

16:37

Speaker A

É bom lembrar que se a gente tá lidando com muito.

16:42

Speaker A

Tá tudo bem fazer um pouco menos.

16:44

Speaker A

E antes de pensar que a gente é uma pessoa difícil.

16:49

Speaker A

É bom lembrar que a gente é uma pessoa.

16:51

Speaker A

Muito obrigado pela sua companhia mais uma vez nesse vídeo.

16:55

Speaker A

Sei que eu enrolo demais e talvez eu não traga respostas óbvias.

17:00

Speaker A

E não muito práticas.

17:03

Speaker A

Mas.

17:06

Speaker A

Acho que a vida é isso aí, né?

17:07

Speaker A

Enfeitar tudo para que a gente se esqueça que dificilmente sentiremos algo de novo.

17:14

Speaker A

Não quero terminar o vídeo com esse baixo astral, não.

17:16

Speaker A

Chega de coisas para baixo no rock and roll.

17:18

Speaker A

Para.

17:20

Speaker A

Sentiremos muito.

17:22

Speaker A

E que bom.

17:24

Speaker A

Fui.

17:30

Speaker A

Cena pós-crédito agora.

17:32

Speaker A

Quem ficou até agora, digita um.

17:34

Speaker A

Eu quero ver.

17:35

Speaker A

Galera, para os íntimos.

17:37

Speaker A

Que ficam até o final, eu tô pensando em disponibilizar a minha planilha.

17:42

Speaker A

Das frases de Clarice.

17:44

Speaker A

E também das todas as frases literárias que eu mais gosto, que eu vou catalogando aqui, né?

17:50

Speaker A

Então, tem muita coisa.

17:51

Speaker A

Olha só.

17:54

Speaker A

Muita coisa.

17:56

Speaker A

E, claro, tem outros escritores aqui, né?

18:00

Speaker A

Dostoiévski, Fernando Pessoa.

18:01

Speaker A

Eu tô pensando em disponibilizar para os membros.

18:06

Speaker A

É, eu sei, galera.

18:07

Speaker A

Ah, por que que tu não manda para todo mundo?

18:10

Speaker A

Porque isso aqui leva muito tempo para fazer.

18:13

Speaker A

E eu preciso oferecer algo para os membros, né?

18:17

Speaker A

Então, é justo, não?

18:18

Speaker A

Eu tô sendo muito mercenário em pensar nisso?

18:21

Speaker A

Por favor, comentem, eu gostaria de saber.

18:23

Speaker A

Eu quero também disponibilizar, talvez, algumas playlists lá para os membros.

18:27

Speaker A

Eu tô fazendo isso porque não teve vídeo nos últimos dois meses para os membros.

18:33

Speaker A

Que eu tô cheio de trabalho, cheio de publicidade para fazer.

18:37

Speaker A

E aí não me sobra tempo para pensar lá nos membros.

18:41

Speaker A

Mas, a partir de semana que vem, eu vou já começar a dar essa atenção, porque, querendo ou não, é uma coisa que eu gosto de fazer.

18:49

Speaker A

De ter essa intimidade, de criar essa comunidade.

18:53

Speaker A

Uma última coisa que eu gostaria de falar é que eu tô bastante motivado para os próximos vídeos.

18:58

Speaker A

Depois dessa viagem, que, inclusive, foi incrível.

19:02

Speaker A

Voltei renovado, gente.

19:03

Speaker A

Que sensação, é, de liberdade, assim, que você tem lá no, no aeroporto.

19:10

Speaker A

Tá ali só com você e aí você vai ter que lidar com tudo aquilo.

19:16

Speaker A

E você vai ter que resolver tudo.

19:17

Speaker A

Mudou o portão de embarque, o voo atrasou, tem que despachar bagagem.

19:21

Speaker A

Eu vou começar a andar de avião agora.

19:23

Speaker A

Então, não existe só o Rio de Janeiro.

19:26

Speaker A

Existe o mundo.

19:28

Speaker A

Imagina os vídeos.

19:30

Speaker A

Não vou nem falar.

19:31

Speaker A

Imagina os vlogs.

19:32

Speaker A

Galera.

19:34

Speaker A

Tô aqui passando sufoco na Indonésia.

19:39

Speaker A

Socorro.

19:40

Speaker A

O que que eu faço?

19:41

Speaker A

Não sabia que não podia comer javali.

19:43

Speaker A

Tô animado.

19:44

Speaker A

Ah.

19:45

Speaker A

Vai começar também as minhas aulas.

19:48

Speaker A

Infelizmente e felizmente.

19:50

Speaker A

Na verdade, já começou, né?

19:51

Speaker A

Começou essa semana, só que eu não vou nessa semana, porque é a primeira semana.

19:56

Speaker A

E eu tenho um monte de coisa para fazer.

19:58

Speaker A

Então, e vou gravar também o primeiro vlog das aulas.

20:02

Speaker A

Né?

20:03

Speaker A

O volta às aulas.

20:04

Speaker A

Então, agora deixa eu finalizar esse vídeo.

20:06

Speaker A

Porque eu preciso começar a editar o vídeo, né?

20:08

Speaker A

Ninguém tem pena do youtuber, né?

20:09

Speaker A

Ninguém tem pena do estudante.

20:10

Speaker A

Mas tá tudo bem.

20:11

Speaker A

Tá tudo bem.

20:12

Speaker A

Ah, Diogo, não gostou?

20:14

Speaker A

Vai bater uma laje.

20:15

Speaker A

Tá bom.

20:17

Speaker A

Tá bom.

20:18

Speaker A

Essa piada não, não cabe mais, tá?

20:21

Speaker A

Beijo.

20:22

Speaker A

A todos que ficaram até o final.

20:24

Speaker A

Ó.

20:28

Speaker A

Nessa camisetinha da, não.

20:29

Speaker A

Fui.

Topics: procrastinação motivação validade emocional pequenas metas Mel Robbins Let Them autoconhecimento superação psicologia rotina


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