**Proclamação da República - Brasil Escola — Transcript & SRT | SozAI**
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## Questions about this video

Quando o Brasil deixou de ser uma monarquia e se tornou uma república, e como esse evento é conhecido?

O Brasil deixou de ser uma monarquia e se tornou uma república em 15 de novembro de 1889. Esse evento é conhecido como a Proclamação da República.

Qual foi a principal diferença entre a independência do Brasil e a dos seus vizinhos latino-americanos, de acordo com o vídeo?

A independência do Brasil foi diferente porque foi liderada por um príncipe herdeiro do trono português, Dom Pedro I. Enquanto isso, os vizinhos latino-americanos se livraram do sistema colonial e da monarquia no início do século XIX, proclamando repúblicas independentes.

Como a Guerra do Paraguai influenciou o movimento republicano e o exército brasileiro?

A Guerra do Paraguai fortaleceu o exército brasileiro na opinião pública, fazendo com que seus membros quisessem mais participação política. Além disso, o exército se profissionalizou, ganhando mais coesão em suas demandas, e o movimento republicano ganhou força nesse período, com o surgimento de jornais republicanos.

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00:00

Speaker A

Em 15 de novembro de 1889, o Brasil deixa de ser uma monarquia e se torna uma república.

00:10

Speaker A

É a nossa celebrada Proclamação da República, mas como isso aconteceu, por que isso aconteceu e o significado de tudo isso que aconteceu?

00:20

Speaker A

É o que nós vamos ver hoje nesse vídeo.

00:26

Speaker A

Tem uma coisa sobre o Brasil que a gente esquece, não tá muito mais no imaginário popular, mas que é muito importante.

00:36

Speaker A

O Brasil já foi uma monarquia, nós tivemos ali imperadores, monarcas, nós fizemos uma monarquia nos trópicos, era uma monarquia entre repúblicas.

00:45

Speaker A

Isso porque nossos vizinhos latino-americanos se livraram lá no início do século XIX, já da metrópole, né, do sistema colonial e também da monarquia, proclamando ali repúblicas independentes e tudo mais.

00:59

Speaker A

O Brasil não, a nossa independência, a nossa emancipação política, melhor dizendo, foi bem diferente.

01:06

Speaker A

Ela foi liderada por um príncipe herdeiro do trono português.

01:13

Speaker A

O nosso famoso Dom Pedro I.

01:18

Speaker A

Pois é, Dom Pedro I governou, foi o primeiro reinado, depois o filho dele, Dom Pedro II, governou muito tempo.

01:29

Speaker A

Governou de 1840 até 1889, 49 anos, né?

01:34

Speaker A

E a filha de Dom Pedro II, a neta de Dom Pedro I, estava ali pronta para fazer um terceiro reinado.

01:42

Speaker A

Para ser a Dona Isabel I.

01:46

Speaker A

Quando nós sabemos, aconteceu esse movimento militar, esse golpe de Estado, que foi a Proclamação da República em novembro de 1889.

01:53

Speaker A

Mas para entender a Proclamação da República, nós temos que voltar um pouco, nós temos que voltar ali na Guerra do Paraguai.

02:00

Speaker A

Esse que foi o mais importante, mais brutal conflito armado latino-americano do século XIX, que se deu de 1864 até 1870.

02:10

Speaker A

E opôs a Tríplice Aliança, formada por Brasil, Argentina e Uruguai, contra o Paraguai.

02:16

Speaker A

O Paraguai saiu derrotado e as forças militares brasileiras, o exército, especialmente, saiu muito fortalecido na opinião pública.

02:23

Speaker A

E eles voltaram querendo participar mais da política, querendo ter suas visões mais bem colocadas.

02:30

Speaker A

Querendo ter voz nos destinos da nação.

02:34

Speaker A

Eram agora heróis da pátria.

02:37

Speaker A

E o exército também se profissionalizou nesse período.

02:43

Speaker A

O que deu mais coesão para o exército brasileiro nas suas demandas.

02:47

Speaker A

Dom Pedro II estava com graves problemas de saúde.

02:53

Speaker A

Estava muito afastado do governo nessa época para tratar das suas questões de saúde.

03:00

Speaker A

E isso fortalecia o discurso dos republicanos.

03:06

Speaker A

Pois é, o movimento republicano surge e se institucionaliza no Brasil.

03:13

Speaker A

Aí no período do final da Guerra do Paraguai, nesse período o movimento republicano ganha muita força.

03:20

Speaker A

Começam a surgir jornais republicanos, a imprensa dá muito espaço.

03:28

Speaker A

E na imprensa os republicanos vão atacar o Dom Pedro II, mas também a sua possível sucessora, a Princesa Isabel.

03:37

Speaker A

Que estava muito à frente do governo nessa época por conta dos problemas de saúde do pai.

03:44

Speaker A

Ela assumia como regente.

03:47

Speaker A

E as elites brasileiras estavam cada vez mais consumindo esses discursos republicanos.

03:54

Speaker A

E essas ideias republicanas e essas críticas a Dom Pedro II eram cada vez mais debatidas em praça pública abertamente.

04:02

Speaker A

E também num lugar muito importante, no chamado Clube Militar.

04:08

Speaker A

Que é o clube ali dos oficiais do exército brasileiro.

04:15

Speaker A

Discutindo se eles eram ou não favoráveis à continuação da monarquia.

04:20

Speaker A

Outro elemento fundamental da questão militar, da participação dos militares aí na crise da monarquia.

04:27

Speaker A

É a introdução do positivismo entre os oficiais brasileiros dessa época.

04:34

Speaker A

Positivismo que é essa ideologia de origem francesa, lá criada por Auguste Comte.

04:43

Speaker A

É uma ideologia autoritária, mas ao mesmo tempo defensora da ciência, do progresso.

04:50

Speaker A

O próprio lema é ordem e progresso.

04:55

Speaker A

Que eles colocaram na nossa bandeira, não por acaso, depois da proclamação.

05:00

Speaker A

Eles eram cada vez mais críticos do regime, afinal de contas, o positivismo, ele é republicano.

05:06

Speaker A

E os nossos oficiais tiveram contato com o positivismo nesse período, especialmente por meio das ideias do trabalho do professor e coronel do exército Benjamin Constant.

05:16

Speaker A

Ele era um professor destacado, dava aulas na Academia Militar.

05:23

Speaker A

E o positivismo por meio dele foi caindo nas graças dos oficiais brasileiros.

05:30

Speaker A

Outro elemento fundamental para entender a crise e depois a derrocada da monarquia, a Proclamação da República.

05:37

Speaker A

É a participação dos cafeicultores paulistas nesse processo.

05:43

Speaker A

A cafeicultura paulista, ela vem do extravasamento da cafeicultura fluminense.

05:50

Speaker A

O café, desde 1840, era a atividade econômica mais importante do país.

05:57

Speaker A

Nosso principal produto de exportação.

06:00

Speaker A

Nosso centro dinâmico.

06:02

Speaker A

E era o café ali do Rio de Janeiro, café fluminense.

06:07

Speaker A

Esse café vai crescendo, né, as plantações, elas vão chegar até São Paulo.

06:15

Speaker A

Em São Paulo, a partir dos anos 60, elas vão se extravasar ali para o oeste paulista.

06:24

Speaker A

E o oeste paulista, nas últimas décadas do Império, se torna a região mais dinâmica economicamente do país.

06:31

Speaker A

É aí que surge uma nova elite com uma mentalidade própria.

06:36

Speaker A

É a chamada burguesia cafeeira.

06:40

Speaker A

Para diferenciar essa nova elite cafeeira, com sua própria mentalidade e suas demandas, daquela elite cafeeira antiga, lá do Rio de Janeiro.

06:49

Speaker A

Essa elite antiga era chamada de Barões do Café.

06:53

Speaker A

Os Barões do Café eram muito ligados ao imperador, à monarquia, muitos tinham títulos de nobreza dados pelo monarca.

07:01

Speaker A

Daí o nome Barões do Café.

07:04

Speaker A

A burguesia cafeeira paulista não.

07:10

Speaker A

Eles eram distantes física e em termos de valores da monarquia.

07:17

Speaker A

Eles estavam interessados em lucro, em aumentar a produção, em eficiência, em exportação.

07:25

Speaker A

E eles viam que a monarquia não dava muita bola para eles.

07:31

Speaker A

Eles não eram muito ouvidos no Rio de Janeiro.

07:36

Speaker A

Na capital do Império, então.

07:38

Speaker A

É aí que eles vão se tornar, a burguesia cafeeira paulista, abertamente republicanos.

07:49

Speaker A

Vão passar a defender nos anos 70 o fim da monarquia e a implantação de uma república.

07:55

Speaker A

É quando eles fundam em 1873 o Partido Republicano Paulista, PRP.

08:02

Speaker A

Importantíssimo nesse processo e que vai ser o partido mais importante, mais poderoso, mais relevante do Brasil na sua primeira república.

08:10

Speaker A

Não à toa.

08:11

Speaker A

Os republicanos paulistas do PRP não tinham as mesmas ideias e nem os mesmos valores dos republicanos positivistas do exército.

08:20

Speaker A

E nem mesmo daqueles republicanos mais tradicionais, históricos, mais intelectualizados do Rio de Janeiro.

08:27

Speaker A

Mas todos esses republicanos na hora lá da Proclamação da República vão se unir e vão apoiar o novo regime.

08:33

Speaker A

Vão dar uma base de sustentação social para o novo regime implantado pelos militares em novembro de 89.

08:40

Speaker A

Além dessas questões maiores, como o papel dos cafeicultores paulistas no fim da monarquia.

08:47

Speaker A

O papel dos militares positivistas e da questão militar no final dessa monarquia também.

08:54

Speaker A

Nós também temos as questões menores que também influenciaram.

08:58

Speaker A

Entre elas, eu destaco duas.

09:02

Speaker A

A primeira, a chamada questão maçônico-religiosa, ou só questão religiosa.

09:10

Speaker A

Que vai tirar da monarquia, do regime, do imperador, uma base de sustentação importante, que era a Igreja Católica.

09:18

Speaker A

Outra questão foi justamente a abolição da escravidão.

09:22

Speaker A

A Lei Áurea e os reflexos, os efeitos disso na base de sustentação conservadora, escravista do imperador.

09:30

Speaker A

Especialmente os Barões do Café.

09:33

Speaker A

Então vamos lá.

09:35

Speaker A

A primeira questão, a tal da questão maçônico-religiosa, ou questão religiosa apenas.

09:43

Speaker A

Ela tem a ver com o que estava acontecendo na Itália nessa época.

09:49

Speaker A

A Itália estava passando por um processo de unificação.

09:53

Speaker A

Que se completa em 1871, o Papa Católico lá em Roma ficou muito indignado.

10:00

Speaker A

Com ter perdido seus territórios.

10:03

Speaker A

É o Papa Pio IX.

10:05

Speaker A

E ele vai nesse contexto aí, punir a maçonaria, os maçons, os membros da maçonaria no mundo inteiro.

10:12

Speaker A

Porque os líderes da unificação italiana eram maçons.

10:17

Speaker A

O Giuseppe Garibaldi e o Camilo Benso de Cavour.

10:20

Speaker A

Essa punição, ela não vai poder ser internalizada no Brasil.

10:27

Speaker A

Por quê?

10:30

Speaker A

O Brasil não era um Estado laico.

10:33

Speaker A

Nós tínhamos uma religião oficial, que era o catolicismo, pela Constituição do Brasil de 1824.

10:40

Speaker A

Aqui era a instituição do padroado.

10:43

Speaker A

E o chefe da igreja no Brasil, pela Constituição e até pela lei da igreja, que é uma coisa que vem da idade média, o padroado, a monarquia portuguesa.

10:52

Speaker A

O chefe da igreja aqui era o imperador.

10:56

Speaker A

E o imperador geralmente internalizava, dava o seu beneplácito a todas as bulas papais.

11:05

Speaker A

No caso dessas punições que impediam os maçons de participar de algumas instituições católicas.

11:12

Speaker A

O imperador não vai internalizar.

11:17

Speaker A

Tá, mas por que que Dom Pedro II não queria internalizar?

11:22

Speaker A

Ou seja, dar o seu beneplácito para essa bula do Pio IX, né, com os maçons.

11:25

Speaker A

Porque as elites políticas brasileiras, elas eram formadas em grande parte por maçons.

11:32

Speaker A

Pessoas destacadas da nossa política.

11:37

Speaker A

Por exemplo, o famoso Duque de Caxias, o patrono do exército.

11:43

Speaker A

Que foi comandante das tropas brasileiras na Guerra do Paraguai.

11:48

Speaker A

Herói de guerra.

11:49

Speaker A

Duque de Caxias, né, gente?

11:50

Speaker A

Uma das maiores lideranças do Partido Conservador, era maçom, era inclusive, tinha sido grão-mestre da maçonaria brasileira e tudo mais.

11:56

Speaker A

Do outro lado, um partido liberal, nós tínhamos o Visconde do Rio Branco.

12:02

Speaker A

Que foi primeiro-ministro, que era uma pessoa muito destacada, muito importante, também era maçom.

12:10

Speaker A

Barão de Mauá, o famoso Barão de Mauá.

12:14

Speaker A

Que a essa altura era Visconde de Mauá, a pessoa mais rica do Brasil a essa altura ainda, se não me engano.

12:21

Speaker A

Porque depois ele vai à falência, né, gente?

12:22

Speaker A

Era o empresário do Império, era maçom.

12:26

Speaker A

Enfim, essa tradição nas elites políticas brasileiras do Império, maçônica, vinha da independência.

12:35

Speaker A

Dom Pedro I, pai de Dom Pedro II, era maçom, o próprio José Bonifácio de Andrada.

12:43

Speaker A

Que é o patriarca da independência, o maior idealizador da independência, também era maçom.

12:49

Speaker A

Então, Dom Pedro II não quis internalizar essa bula que punia os maçons brasileiros.

12:56

Speaker A

É aí que nós vamos ter reações importantes vindo da igreja.

13:00

Speaker A

A mais importante dessas reações vindo da igreja brasileira foi do bispo Dom Vital de Olinda.

13:08

Speaker A

Ele vai internalizar a bula do Papa, descumprindo o padroado, ou seja, ficando contra as ordens do imperador.

13:17

Speaker A

E vai ser punido por isso.

13:20

Speaker A

Ele chega a ser preso.

13:21

Speaker A

Olha que coisa.

13:22

Speaker A

Isso gerou uma grande comoção, um bispo católico já idoso sendo preso.

13:28

Speaker A

Rapidamente essa prisão foi relaxada, foi suspensa, mas o estrago já estava feito.

13:33

Speaker A

Essa questão vai dar pano para manga e vai afastar a Igreja Católica.

13:40

Speaker A

Que é uma base importantíssima da monarquia, os conservadores da Igreja Católica.

13:46

Speaker A

Da sustentação, do apoio à monarquia brasileira.

13:49

Speaker A

Outro ponto que ajuda a minar a base de sustentação do imperador, da monarquia.

13:55

Speaker A

Que já estava muito frágil.

13:58

Speaker A

É a Lei Áurea, gente, a abolição da escravidão lá com em 1888 e tudo mais.

14:03

Speaker A

Pois é.

14:05

Speaker A

Não era um ponto consensual, longe disso.

14:08

Speaker A

As elites escravistas brasileiras ficaram absolutamente indignadas.

14:12

Speaker A

Não apenas com a abolição da escravidão, mas com o fato de elas não terem sido indenizadas.

14:20

Speaker A

Por aquilo que eles consideravam capital investido em escravizados.

14:25

Speaker A

Especialmente os Barões do Café Fluminenses, que já era uma elite decadente economicamente.

14:33

Speaker A

E contava com essa indenização para tentar se sustentar ali economicamente.

14:38

Speaker A

Essa indenização, claro que não veio.

14:40

Speaker A

Quem deveria ter sido indenizado são os escravizados, os ex-escravizados, agora libertos.

14:45

Speaker A

Porque eles é que foram expropriados do seu trabalho.

14:48

Speaker A

E isso ajudou a minar uma última base de sustentação do imperador, que eram os Barões do Café.

14:56

Speaker A

Que pararam de defender, como sempre fizeram em outros tempos, o imperador e a monarquia.

15:01

Speaker A

A coroa agora estava exposta.

15:06

Speaker A

Sem as bases de sustentação tradicionais, que era a Igreja Católica, por conta da questão religiosa, e os Barões do Café, por conta da abolição da escravidão.

15:17

Speaker A

E com inimigos poderosíssimos dentro do exército, gente, né, os positivistas, a questão militar.

15:24

Speaker A

E também na elite econômica mais dinâmica do país, que era a burguesia cafeeira e seu Partido Republicano Paulista.

15:32

Speaker A

A coroa não tinha mais base suficiente de sustentação.

15:37

Speaker A

Agora bastava uma crise palaciana para dar cabo do regime.

15:42

Speaker A

Essa crise palaciana cedeu tendo como protagonista Marechal Deodoro da Fonseca, um militar.

15:50

Speaker A

Marechal Deodoro da Fonseca, que ironicamente se dizia monarquista.

15:55

Speaker A

Olha que coisa.

15:56

Speaker A

E amigo do imperador.

15:58

Speaker A

Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro, que estava inclusive doente.

16:06

Speaker A

Saiu da cama para liderar esse movimento.

16:10

Speaker A

Ele vai levar algumas centenas de soldados pelas ruas do Rio de Janeiro.

16:17

Speaker A

Sem reação das forças, porque as forças estavam comprometidas com esse movimento.

16:22

Speaker A

A princípio, ao que tudo indica, segundo algumas fontes históricas, para apenas dissolver o gabinete do Visconde de Ouro Preto.

16:30

Speaker A

Que era o primeiro-ministro nessa época.

16:32

Speaker A

Uma antiga e conhecida animosidade, né, inimizade do Deodoro da Fonseca e da cúpula do exército.

16:39

Speaker A

Mas as coisas foram caminhando.

16:42

Speaker A

O movimento republicano já estava ali do lado, apoiando.

16:45

Speaker A

Aí você tem os paulistas.

16:47

Speaker A

Os positivistas, Benjamin Constant.

16:50

Speaker A

Os republicanistas históricos.

16:53

Speaker A

A coisa rapidamente ganha corpo.

16:55

Speaker A

E a proclamação é consolidada.

16:58

Speaker A

Sobre o que aconteceu nesse dia, o próprio Marechal Deodoro.

17:03

Speaker A

Que foi nosso primeiro presidente da República e tal.

17:07

Speaker A

Ele deu um depoimento dizendo o seguinte, um pouco depois.

17:11

Speaker A

Os principais culpados de tudo isso, se referindo à Proclamação da República.

17:19

Speaker A

Foram o Conde D'Eu, que era o marido da Princesa Isabel.

17:26

Speaker A

E o Visconde de Ouro Preto, que era o primeiro-ministro.

17:30

Speaker A

O último, fazendo referência ao Visconde de Ouro Preto, o primeiro-ministro.

17:36

Speaker A

Por perseguir o exército.

17:39

Speaker A

Olha a questão da animosidade.

17:41

Speaker A

E o primeiro, fazendo referência ao Conde D'Eu.

17:45

Speaker A

Por consentir nessa perseguição.

17:48

Speaker A

A Proclamação da República trouxe consigo uma série de aspirações.

17:54

Speaker A

De sonhos, de modernidade.

17:58

Speaker A

Progresso e tudo mais.

18:00

Speaker A

Algumas dessas aspirações foram realizadas.

18:04

Speaker A

Por exemplo, a instituição do Estado laico.

18:08

Speaker A

O Brasil era uma monarquia que não tinha Estado laico, né?

18:11

Speaker A

Mas outras não.

18:13

Speaker A

Na primeira república, nós temos ali o auge, por exemplo, do coronelismo.

18:20

Speaker A

Ela é chamada por vários nomes, essa primeira república, com nomes que denotam essas mazelas que ficaram no ar.

18:27

Speaker A

Por exemplo, a chamada de República dos Coronéis, República dos Oligarcas, ou República Oligárquica.

18:34

Speaker A

República do Café com Leite, denotando ali a importância desproporcional de Minas Gerais e São Paulo nesse período.

18:42

Speaker A

Enfim.

18:44

Speaker A

A República Velha, como alguns chamam também.

18:48

Speaker A

Não marcou ali um período de grande mudança.

18:52

Speaker A

Continuou sendo bastante conservadora.

18:54

Speaker A

E a questão da justiça social, da democratização do acesso a recursos, à educação, tudo isso ficou muito no ar, né, gente?

19:02

Speaker A

Em um certo, em certa medida até hoje.

19:04

Speaker A

E nós temos ali a Revolta da Vacina na primeira república.

19:09

Speaker A

Que mostra essas questões sociais.

19:12

Speaker A

Nós temos também a Revolta da Chibata.

19:14

Speaker A

Nós temos também a Guerra de Canudos.

19:16

Speaker A

Enfim.

19:18

Speaker A

A República foi chamada por Rui Barbosa, que foi uma das principais lideranças nesse período, foi o cara que inclusive idealizou nossa Constituição Republicana e tudo mais.

19:28

Speaker A

Foi chamado de a República que não foi.

19:30

Speaker A

Enfim, até hoje nós estamos esperando uma república realmente inclusiva e que tenha justiça social.

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