**46 Polinização — Transcript & Summary | SozAI**
Source: https://sozai.app/transcript/pollination-explained/

Aula sobre polinização: evolução das plantas, mecanismos de polinização e o papel das abelhas sem ferrão (meliponíneos) na agricultura, com estudos de caso e ameaças aos polinizadores.

## Key Takeaways

- A polinização depende de processos evolutivos das plantas e não ocorre em todas as espécies da mesma forma.
- Abelhas nativas sem ferrão podem aumentar a produtividade de diversas culturas agrícolas.
- A conservação de vegetação nativa e de corredores ecológicos é essencial para os polinizadores.
- O uso indiscriminado de inseticidas afeta também polinizadores e outros insetos benéficos.

## What the video covers

- Introdução com avisos administrativos sobre reposição de aula devido ao dia do servidor público.
- Apresentação da professora Marja Milano, bióloga com mestrado em ecologia, e do professor Sig como mediador.
- Contextualização evolutiva: das algas verdes às briófitas, pteridófitas e gimnospermas até as angiospermas.
- Explicação da evolução do grão de pólen como novidade evolutiva que dispensa a água na reprodução.
- Diversidade de arranjos florais, incluindo flores com gineceu e androceu na mesma flor.
- Serviços ecossistêmicos prestados pelos polinizadores, com foco no serviço de polinização.
- Estudos de caso sobre polinização por abelhas nativas em culturas como acerola, algodão, maracujá e tomate.
- Plantas atrativas e manutenção de vegetação nativa para sustentar populações de abelhas.
- Importância das abelhas sem ferrão para além do mel, incluindo espécies arbóreas e produção de frutos e sementes.
- Ameaças aos polinizadores, como o efeito de inseticidas em lepidópteros não-alvo, e boas práticas agrícolas.

## Chapters

1. 00:00 Abertura e avisos administrativos
2. 05:30 Apresentação dos palestrantes
3. 10:00 Evolução das plantas terrestres
4. 16:40 Gimnospermas e grão de pólen
5. 26:40 Arranjos florais e tipos de polinização
6. 45:00 Estudos de caso com culturas agrícolas
7. 85:00 Abelhas sem ferrão e importância ecológica
8. 106:40 Ameaças aos polinizadores e boas práticas

Answers

## Questions about this video

Por que as plantas dependem de polinizadores?

A reprodução sexuada das angiospermas exige a transferência de pólen entre flores, processo que pode ser feito por animais como abelhas. Esse serviço garante a formação de sementes e frutos. O vídeo explica essa relação a partir da evolução vegetal.

Quais culturas agrícolas se beneficiam das abelhas nativas?

O vídeo cita estudos com acerola, algodão, maracujá e tomate, entre outras. Esses trabalhos mostram o benefício da polinização por abelhas nativas na produção. A apresentadora destaca a existência de pesquisas específicas para cada cultura.

Como o uso de inseticidas pode afetar os polinizadores?

Inseticidas aplicados contra pragas podem atingir espécies não-alvo, como borboletas e outros lepidópteros. Esse efeito pode prejudicar a polinização e a biodiversidade. O vídeo aponta esse risco ao tratar das ameaças aos polinizadores.

## Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:02

Speaker A

Estamos maratonando aí, né? Maratonando aqui no curso. Olha só, dois dias seguidos, terça e quarta.

00:09

Speaker A

Vocês não estão cansados não? Ah, pois é, mas é isso. Fim de ano chegando e a gente tá aí, né? Na reta final do curso.

00:20

Speaker A

Quero desejar as boas-vindas a vocês mais uma vez e hoje nós temos um tema bem interessantíssimo, que é, digamos assim, a é razão da nossa gente ter as nossas abelhas, que é a questão da polinização. Lembrando que elas não

00:36

Speaker A

são as únicas, né, a polinizarem, mas são as de mais destaque. Então, a gente vai falar hoje sobre isso, sobre esse mundo da polinização, eh, como isso acontece, enfim, para vocês terem uma ideia desse processo biológico, ecológico e assim por diante,

00:57

Speaker A

né? E, lembrando também, né, que nós teremos, eu preciso passar esse aviso aí para vocês também, né? Nós teremos, aliás, hoje, né? Hoje é dia do servidor público, sou um deles, né?

01:12

Speaker A

E a minha colega de hoje também. A gente tá, ah, comemorando hoje o dia do servidor público, mas a gente está em aula normal, tudo normal, né?

01:23

Speaker A

Porque esse dia vai ser transferido aqui no nosso campus para o dia 3 de novembro, tá?

01:32

Speaker A

Então, por essa razão, lá na terça-feira, dia 3 de novembro, não haverá aula, nem de manhã, nem de tarde, nem de noite, certo?

01:43

Speaker A

Então, essa aula do dia 3 de novembro foi passada para 4 de novembro, ou seja, na quarta-feira que vem, então, nós vamos ter aí duas semanas seguidas com aula na quarta-feira. Depois retorna, né, ao período, eh, normal. de terça, mas por

02:04

Speaker A

causa desse ajuste que foi feito aqui. Então pode-se fazer um emendar o feriado aí um dia mais que os outros digamos né.

02:14

Speaker A

É, então a a escola aqui optou por fazer por causa da das nossas demandas aqui de internato e etc e tal, então é é melhor fazer dessa maneira tá.

02:27

Speaker A

Ah, bom vamos ao que nos interessa aqui né, eu vou apresentar minha colega que é a Marja.

02:38

Speaker A

Mas travou aqui. Não quer chamar Marja olha só. Eu estou aqui, vocês estão me vendo me ouvindo não?

02:54

Speaker A

É, mas ela não está respondendo aqui. Eu não mudei nada aqui não. Nas configurações.

03:06

Speaker A

Não cliquei em nada. Quer que eu saio e entro de volta Sig? Ah, bom.

03:14

Speaker A

É eu vou ver se eu me remover se você aparece. Não não consigo me remover. [risadas] Então eu vou sair e vou entrar de volta tá?

03:27

Speaker A

Tá bom. É está travado aqui né, ela não está respondendo a nada dica de nada, é eu não posso terminar a transmissão se não é se não se perde o link entendeu?

04:01

Speaker A

Então e ela não tá nem conseguindo sair. Né? Sei o que deu. Eu vou fazer, eu vou tentar eu sair também e tentar voltar, ok?

04:18

Speaker A

Eu vou voltar na mesma transmissão daí. Bom, eu estou aqui. E e o slide adicionado. Ah!

05:00

Speaker A

Estou aqui. Será [risadas] que deu certo? Eu acho que sim. Eu também saí, né, porque ele simplesmente travou aqui.

05:08

Speaker A

Nunca me aconteceu o pessoal tá me vendo? Oi? Será que eles estão me vendo?

05:14

Speaker A

Ah, vocês estão vendo ela, né, gente? Sim sim. Apareceu. Bom, então, o meu boa noite para você.

05:21

Speaker A

Eu vou pedir, então, para que você faça a sua apresentação inicial aí. Boa noite, pessoal.

05:29

Speaker A

Boa noite, Sig. Obrigada, né, pelo convite para participar do curso. É, um prazer estar aqui. Geralmente essas aulas são são muito gratificantes.

05:39

Speaker A

Eu já participei em outros momentos e eu sei que a a turma é muito dedicada, muito interessada. Dá uma alegria, né, gente, que é professor, é, estar com o pessoal que tá tão interessado assim, né?

05:51

Speaker A

E hoje, como vocês falaram antes, que é o dia do servidor público, a gente fica mais mais contente ainda.

05:57

Speaker A

Então, boa noite para todo mundo. É, eu não sei como é que eu faço para se já tá em apresentação ou se é você que coloca Sig?

06:06

Speaker A

Você que coloca. Então, tá certo. Eh, então, pessoal, a gente tá aqui hoje reunido para falar de polinização e polinizadores né?

06:16

Speaker A

Eh, vocês fiquem à vontade para ir colocando, eh, questões no chat. Eu vou me apresentar um pouquinho, né?

06:23

Speaker A

Então, eu sou a Marja Milano, eu sou colega, né, do do campus, eh, do Instituto Federal Catarinense aqui de Rio do Sul. Trabalho junto com o professor Sig.

06:33

Speaker A

Sou professora de biologia. Eh, eu tenho um mestrado em ecologia, mas eu nunca trabalhei diretamente com as abelhas, né? Então, eu acho importante dizer isso.

06:43

Speaker A

Eh, mas eu acho que a minha participação no curso é mais porque eu, eh, gosto, sou uma pessoa curiosa.

06:50

Speaker A

Eh, e espero, né, conseguir passar para vocês, eh, informações interessantes e e todas elas com com fontes, né, que eu que eu verifiquei.

06:59

Speaker A

Mas eu já adianto que eu também não sou uma especialista nesse tema. Então, talvez algumas perguntas que vocês tragam, eh, eu não tenha condições de responder agora, mas eu fico aqui já aqui já à disposição, né, para pesquisar, para responder vocês por

07:12

Speaker A

e-mail. Então, no final da apresentação vai estar ali meu contato e vocês fiquem à vontade, né, para para a gente continuar conversando, né, se alguma que surgir alguma questão que eu não consiga responder hoje. Tá bom?

07:25

Speaker A

Então, né, eu sei que vocês, provavelmente, a maioria de vocês entende mais de abelha do que de do que eu.

07:31

Speaker A

Eh, mas talvez o que o que a gente vai entender aqui são alguns processos, eh, das plantas, né, que dependem da dos polinizadores. Então, talvez muitas pessoas não tenham muito conhecimento sobre esses processos que acontecem na perspectiva das plantas em relação aos

07:47

Speaker A

seus polinizadores. Vamos lá, então, eu vou começar a apresentação, tá bom? Eh, então, a intenção da aula de hoje é a gente passar mais ou menos por esses quatro tópicos, né, entender melhor do ponto de vista da biologia, da ecologia

08:04

Speaker A

e da evolução o o de polinização. Depois a gente vai, né, falar um pouco mais sobre as abelhas sem ferrão especificamente, né, como é que elas atuam como polinizadores e qual que é a importância delas, né, nessa função.

08:18

Speaker A

É, eu vou trazer para vocês vários estudos de caso, né, dessa relação de abelhas com plantas cultivadas, então eu pesquisei, vou trazer alguma bibliografia e depois vou deixar com o professor Sigui para ele poder compartilhar com todo mundo.

08:32

Speaker A

E por fim a gente vai falar um pouco das ameaças aos polinizadores e também de algumas práticas e boas práticas, né, que que principalmente a gente consegue adotar no âmbito da agricultura.

08:43

Speaker A

Então a gente, a intenção é passar por esses quatro tópicos na aula de hoje, tá bom?

08:49

Speaker A

É, para a gente falar de polinização, eu eu trouxe aqui, né, a a a primeira parte falando um pouquinho da evolução das plantas, né? Porque quando a gente fala de polinização, a gente tá falando de um processo que acontece nas plantas, mas

09:02

Speaker A

que não acontece em todas as plantas. Então, é, eu trouxe aqui para a gente iniciar a aula essa figura que representa a evolução das plantas terrestres é e dos quatro principais grupos de plantas que vivem hoje na Terra, né?

09:17

Speaker A

Então a gente tem aqui na base, esse é um cladograma, né, uma árvore filogenética, na base aqui, se vocês forem ver, né, a uma alga verde ancestral, então a gente tem, né, hoje estabelecido que todas as plantas que

09:29

Speaker A

vivem no ambiente terrestre é descendem de uma alga verde, né? Porque elas têm clorofila, fazem fotossíntese, mas então o primeiro grande desafio para a evolução das plantas foi se adaptar ao ambiente terrestre, né? E aí a gente tem o

09:45

Speaker A

primeiro grupo, o grupo mais primi, mais primitivo e que tá vivo até hoje, que é o grupo das briófitas, que a gente chama de musgos, né? Que são aquelas plantas bem pequenininhas, que tão restritas assim a ambientes muito úmidos, né?

09:57

Speaker A

Vocês devem ter visto, todo mundo, naquelas pedras perto de riacho, perto de cachoeira ou num solo muito úmido.

10:04

Speaker A

Essas plantas elas não são assim plenamente adaptadas ao ambiente terrestre, porque a reprodução delas depende da água, né? Elas liberam ali as as células reprodutivas, os gametas na água, né? Então, a reprodução sexuada delas ainda depende da água.

10:20

Speaker A

Eh, as pteridófitas, que são as samambaias, os xaxins, também tem uma ainda uma dependência, né, da água para se reproduzir, que são esse segundo grupo aqui. Elas já conseguem ter um crescimento maior no ambiente terrestre, elas já tem lá dentro delas, né, um

10:36

Speaker A

mecanismo para conduzir a seiva, né, um transporte mais eficiente, que consegue transportar a água, né, das raízes para as folhas e alcançar maior altura na terra, contra a gravidade, mas elas ainda dependem da água para se reproduzir.

10:52

Speaker A

Quando a gente chega aqui nos dois últimos grupos, ó, as gimnospermas são as plantas coníferas, a gente chama, né?

10:57

Speaker A

São os pinheiros, araucária. Eh, essas plantas aqui tem uma novidade evolutiva chamada grão de pólen.

11:05

Speaker A

Então, essa foi uma grande novidade evolutiva para as plantas conseguirem, eh, habitar a terra, porque fez com que a reprodução delas se tornasse independente da água, né? E a gente sabe, né, que na se a gente vai pensar

11:18

Speaker A

na evolução do planeta Terra também, teve um período lá que essas plantas, eh, dominaram muito o ambiente terrestre, né? Estavam amplamente distribuídas pela Terra.

11:27

Speaker A

Mas, a reprodução delas, ainda que tivesse o grão de pólen, era muito, muito dependente, nesse caso, do vento.

11:35

Speaker A

Então, elas tem que, eh, produzir grão de pólen em grande quantidade, liberar esse grão de pólen no vento e, assim, é uma questão quase que de sorte, né, porque o grão de pólen, que seria, no caso, eh, o gameta masculino, mais ou

11:50

Speaker A

menos parecido com o espermatozoide, né, nos mamíferos, tem que chegar na planta que tem o gameta feminino, que seria o óvulo, e polinizar. Então, pelo vento isso, ela tem que produzir muito grão de pólen para que alguns consigam, né, polinizar

12:06

Speaker A

a planta feminina da mesma da mesma espécie. Então, surge o último grupo de plantas, que é o que a gente vai chamar de angiospermas, que são as plantas que têm flor e fruto.

12:17

Speaker A

E aí, surge essa grande novidade chamada flor, e a flor, né, se torna um um órgão especializado para reprodução das plantas e que teve, né, no papel do desenvolvimento, uma grande parceria com os insetos, né, e com outros animais,

12:35

Speaker A

mas principalmente com os insetos. Então, nesse caso, a planta passou a investir, né, em eh energia, vamos dizer assim em eh favorecer a atração desses animais, que vão prestar esse serviço de polinização, e aí ela economiza energia na produção de pólen, porque ela produz

12:55

Speaker A

bem menos pólen, e ao mesmo tempo, ela tem uma garantia muito maior de que esse pólen vai chegar onde ele precisa, porque esse parceiro animal, seja ele um inseto, né, na maioria das vezes, às vezes é um uma

13:07

Speaker A

ave, né, às vezes é até um lagarto, um lagarto, algum outro bichinho, né, geralmente ele vai visitar várias flores da mesma espécie, então ele vai fazer um serviço de entrega, assim, especialista, né? Então, esse último grupo de plantas,

13:22

Speaker A

depois que ele surgiu, né, na na face da Terra, por conta dessa grande parceria com os animais, se tornou o grupo de plantas mais abundante, né? Ele teve uma vantagem evolutiva muito grande, né, uma adaptação a diversos ambientes

13:38

Speaker A

da Terra, né, e essa coevolução com os animais, então, foi o ponto chave, né, que os especialistas trazem como a grande novidade evolutiva e a grande vantagem da adaptação que essas plantas que têm flor, né, passaram a contar com

13:52

Speaker A

essa parceria dos animais para fazer a polinização. Então, a gente vai aqui ver um pouquinho mais eh sobre o que que é polinização agora, né? Então, quando a gente está falando de polinização na aula de hoje, só para deixar, né, bem claro o nosso

14:06

Speaker A

recorte, a gente vai estar falando das plantas angiospermas, que são essas plantas que têm flor e fruto.

14:13

Speaker A

Porque essas plantas anteriores, que já têm grão de pólen, que são as os pinheiros, a polinização deles ocorre só pelo vento. Eles não precisam do serviço, né, da parceria com os animais.

14:24

Speaker A

São plantas que não tem flor. Então, a gente vai falar hoje da polinização prestada pelas abelhas e as abelhas trabalham realmente para essas plantas que tem flor e fruto.

14:35

Speaker A

É, então aqui, né, no segundo slide, para a gente entender um pouquinho melhor, o que que é a flor nesse processo reprodutivo da planta, tá? Então, a flor, aqui tem um um desenho, né, esquemático, ela vai ser esse esse órgão

14:48

Speaker A

reprodutivo que tem uma série de de subpartes aqui, né? Esse conjunto aqui do meio, eu não sei se vocês enxergam a minha flecha, eu acho que não.

14:57

Speaker A

Né, esse conjunto que está em verdinho aqui do meio, ele a gente vai poder chamar ele de órgão feminino, né, a parte a parte reprodutiva feminina de uma flor, né?

15:07

Speaker A

Então, se vocês olharem ali do lado está chamado de gineceu, esse que é é essa é a porção feminina, né? E ali dentro, ali embaixo, que tem essas bolinhas mais ou menos em tom de bege, é onde está o óvulo, né? Chama

15:20

Speaker A

óvulo, é é o gameta feminino, assim como é o óvulo dos mamíferos também, né?

15:26

Speaker A

Em volta dessa dessa parte chamada gineceu, que é o órgão sexual feminino, a gente vai ter essas o androceu, né, que tem que estão aparecendo com essas bolinhas é amarelinhas em volta.

15:38

Speaker A

Então, aqui a gente vai ter o órgão sexual masculino, que é onde é produzido o grão de pólen, né? Então, no androceu, nas anteras, que são a parte de cima aqui do androceu, vai ser liberado o grão de pólen

15:51

Speaker A

e o que é preciso acontecer para ter a fecundação é que o grão de pólen produzido no androceu chegue no gineceu, né, da flor, da mesma flor ou de outra flor, preferencialmente, para ter uma uma reprodução cruzada, né, para fazer,

16:08

Speaker A

depois ele vai liberar o tubo polínico e vai fazer a fecundação do óvulo, né?

16:13

Speaker A

[limpando a garganta] Agora, a os arranjos florais são são diversos na natureza. Então, a gente tem flores que na mesma flor tem a parte feminina da planta, que é o gineceu, e tem a parte feminina masculina da planta, androceu, na mesma flor.

16:29

Speaker A

A gente tem plantas que a gente vai ter flores separadas e algumas flores, como tá desenhado aqui mais à direita, né?

16:37

Speaker A

Concentram só os órgãos sexuais masculinos, então só o androceu, e outras flores, como é o caso de baixo, né? Tem só o gineceu. E isso às vezes está reunido numa mesma planta.

16:48

Speaker A

E a gente também tem plantas na natureza que, inclusive, os indivíduos possuem apenas flores femininas e outros indivíduos possuem apenas flores masculinas. Então, vocês já devem ter ouvido falar isso, né? Às vezes a gente fala assim: "Ah, essa planta é uma

17:02

Speaker A

planta fêmea e não tá dando fruto porque não tem nenhuma planta macho por perto", né? É nesse sentido de de que tem algumas espécies que tem reúnem só flores masculinas e outros indivíduos só flores femininas.

17:15

Speaker A

Às vezes as flores reúnem as duas partes, mas mesmo que elas reúnam as duas partes, ou a mesma planta reúna flores dos dois tipos, na natureza tende a ser, né? Preferível que exista a fecundação cruzada.

17:31

Speaker A

Né? Que os gametas masculinos, né? O grão de pólen, vão lá polinizar outras flores que não a mesma flor, né? Da mesma do mesmo indivíduo. Porque isso vai trazendo mais diversidade genética pras plantas, né? E a gente sabe que na

17:44

Speaker A

natureza que a diversidade genética é muito importante. Assim como a gente sabe que na reprodução animal também é, né?

17:52

Speaker A

Então, na reprodução animal, né? As pessoas têm mais percepção disso que é que é um problema quando a gente tem, por exemplo, eh animais de criação que começam a intercruzar irmãos, irmãos com a mãe, né? Filhotes com a mãe, filhotes

18:05

Speaker A

com o pai, irmãos entre si. A gente sabe que essa proximidade genética traz problemas. Pras plantas acontece a mesma coisa. Então, é importante que a gente tenha essa fecundação cruzada que a gente fala. Ou seja, que o grão de pólen

18:19

Speaker A

de um indivíduo vá ser carregado para polinizar por as flores de outros indivíduos, né? Para que fazer essa diversidade genética acontecer.

18:29

Speaker A

Né? Então, na perspectiva da planta, a polinização é a fecundação, né? Pelo grão de pólen do óvulo.

18:38

Speaker A

Então, aqui eu vou colocar aqui, né? A uma figurinha. Mas eu acho que era era um vídeo, mas agora como eu carreguei no no programa, os vídeos não tão passando. Ficou tudo ficou estático.

18:51

Speaker A

Era para aparecer aqui o videozinho do grão de pólen saindo aqui da antera e chegando, né? Na fecundação do óvulo.

18:59

Speaker A

Mas então agora eu descobri que os vídeos nesse formato não passam. Tudo bem, não tem problema. Mas então acho que ficou claro, né? Que que é a polinização para a planta é a transferência do grão de pólen da

19:11

Speaker A

estrutura masculina para fecundação da estrutura feminina da flor. É, quando isso acontece, a gente vai ter então a a formação de frutos, né? Então, os frutos, né? Eles sempre vão se originar, os frutos verdadeiros, desse processo de polinização. Então, aqui,

19:30

Speaker A

né? Tem nessa figura, mais a a esquerda, começa com a figura da da flor, né?

19:36

Speaker A

Então, a gente vê que lá na base do órgão sexual feminino está o óvulo e em volta do óvulo está o ovário.

19:44

Speaker A

Então, quando o grão de pólen chega ali e poliniza esse é, tá chamando de ovo nessa figura, né?

19:50

Speaker A

Esse ovo. Depois que ele foi fecundado, esse óvulo vai se desenvolvendo para gerar a semente. Então, a semente é, né? Essa essa célula óvulo fecundada, né? Pelo gameta masculino, se torna a semente da planta. É o embrião, né? É o filhote da

20:07

Speaker A

planta, é o embrião da planta, tá na semente. E o ovário, que é essa parte da flor que tava em volta do óvulo, ele vai receber estímulo para se desenvolver em fruto para proteger essa semente. Então, toda vez que a gente vê um fruto que tem

20:23

Speaker A

sementes dentro, ele se desenvolveu a partir de uma flor que foi fecundada pelo processo de polinização, né? E aí a gente vai ter uma segunda etapa de parceria e de coevolução entre os animais e as plantas, por quê? Os frutos

20:38

Speaker A

também são uma estrutura, né, que foi feita para, eh, premiar os animais também para prestarem um serviço de dispersão agora, né? Que significa o quê? Se eu sou uma planta mãe, eu não quero que os meus filhotes nasçam todos

20:52

Speaker A

em volta de mim, né? Porque se todos os meus filhotes nascerem em volta de mim, eh, se vier um fogo, morre todo mundo, no todos os meus descendentes. Eu também vou ter uma competição por nutrientes com os meus filhotes que estão aqui em

21:05

Speaker A

volta de mim. Então, para planta é muito importante que os frutos dela sejam dispersados, sejam carregados para longe. Isso aumenta as possibilidades, né, dessa informação genética permanecer na natureza.

21:18

Speaker A

Então, a dispersão dos frutos é um segundo momento de, eh, coevolução entre as plantas angiospermas e os animais.

21:28

Speaker A

Mas a gente vai focar hoje nesse primeiro serviço, que é o serviço de polinização.

21:34

Speaker A

Então, é, quando a gente fala de, de insetos e plantas angiospermas e a gente foca aqui na questão da coevolução, é importante trazer para vocês até a questão de tempo, né? Então, a gente tem a, as primeiras plantas com flores

21:48

Speaker A

surgindo mais ou menos há 130 milhões de anos, né? Que são as plantas angiospermas.

21:53

Speaker A

E, provavelmente, o que os estudos indicam é que elas eram inicialmente polinizadas por besouros.

21:59

Speaker A

Eh, e aí, logo depois, a gente vai ter o surgimento das abelhas. Então, mais ou menos há 100, 125 milhões de anos atrás.

22:09

Speaker A

Quais são as hipóteses mais bem, né, aceitas? Os insetos já existiam na face da Terra, mas com o surgimento das flores, né, surgiram assim recursos novos que podiam ser aproveitados, né? E as plantas inicialmente estavam sendo polinizadas por besouros, mas as vespas

22:30

Speaker A

já existiam e elas se alimentavam mais de outros insetos, né? Elas eram mais carnívoras.

22:35

Speaker A

E aí provavelmente a origem das abelhas então foi, né, a partir de vespas que foram se modificando para realmente aproveitar esses recursos novos da natureza que eram os recursos florais.

22:47

Speaker A

Né? Então aí a gente vai ter realmente uma parceria muito íntima da evolução das abelhas com as flores.

22:55

Speaker A

A partir, né, de 125 milhões de anos atrás. Eu trouxe aqui duas imagens de fósseis, né, que são considerados, né, talvez os primeiros fósseis que a gente tem, os mais antigos que a gente tem registro, em cima de de flores

23:08

Speaker A

e embaixo de uma abelha, né, preservada em âmbar. É, e daí nessa parceria, né, que foi então evolutivamente, ao longo de milhões de anos, se estabelecendo, a gente viu que tanto, né, a a existência das abelhas passou a influenciar o

23:25

Speaker A

desenvolvimento das plantas angiospermas na sua diversificação, como, né, a necessidade de reprodução das plantas também passou a é, influenciar o desenvolvimento das abelhas, né? Isso que a gente chama de coevolução, é quando, né, esses seres vão evoluindo estruturas que se encaixam

23:44

Speaker A

uma na outra, né, ao longo do tempo e vai vão criando, é, relações muito íntimas, né, de dependência também um em relação ao outro.

23:55

Speaker A

Então a gente chama esse tipo de relação, né, que existe na atualidade de mutualismo, mas a gente vê que esse mutualismo foi influenciando a evolução tanto das plantas com flor como da desenvolvimento dos insetos ao longo, né, do tempo evolutivo.

24:09

Speaker A

Então, nas plantas o que a gente percebe é que, né, as plantas passaram a desenvolver nas flores cores vibrantes, algumas cores invisíveis ao olho humano, mas muito visíveis para os insetos, né, em tons de ultravioleta, o investimento em aroma,

24:25

Speaker A

é, recompensas nutritivas, então assim, se eu sou uma planta e quero que um inseto vá me visitar, eu vou investir, né, em colocar açúcar, em colocar alguma coisa energética para esse inseto vir ou, às vezes, algumas plantas produzem

24:40

Speaker A

substâncias viciantes também para as abelhas, né, eh, como se fosse nicotinoides que a gente fala ou algumas substâncias parecidas com cafeína para as plantas, né, para as abelhas viciarem e ficarem retornando sempre nelas.

24:55

Speaker A

Então, tem várias estruturas que as plantas foram desenvolvendo para, né, se vincular a esses insetos.

25:02

Speaker A

Por outro lado, né, as abelhas também foram se modificando para isso. Então, a gente tem um grande desenvolvimento dos olhos, eu nem coloquei aqui, né, mas, então, olhos realmente muito adaptados para enxergar tudo isso que as plantas estão desenvolvendo.

25:15

Speaker A

Eh, o corpo peludo, né, que é diferente de outros insetos, mas que faz com que elas consigam realmente, né, quando passam pelo pólen, juntar pólen ali.

25:25

Speaker A

Eh, e em alguns casos o desenvolvimento das cestas de pólen, né, aqui na, na, nas, nas perninhas traseiras.

25:32

Speaker A

O aparelho bucal, né, especializado, a gente vai falar que é aquela como se fosse uma língua, né, capaz de buscar, né, realmente o néctar em alguns lugares, mas que geralmente está muito profundo justamente para fazer essa abelha passar por onde está o pólen nesse

25:47

Speaker A

processo de buscar o néctar. A gente vai falar um pouquinho mais disso depois. E até o desenvolvimento, então, de olfato muito apurado e de memória, né, porque vocês sabem melhor que eu o quanto, né, hoje em dia a gente entende

25:58

Speaker A

mais da, da memória das abelhas, dos caminhos que elas fazem, de saber onde é que estão os recursos, onde é que está, né, o ninho ou a colmeia, dependendo do caso da abelha, né. Então, essa parceria, né, eu, eu queria passar

26:12

Speaker A

um vídeo para vocês, eu pedi para o professor Sig mandar para vocês, não sei quem teve a oportunidade de assistir. É um documentário que fala sobre a história da, das plantas, né, o Kingdom of Plants, mas eu até recomendei

26:23

Speaker A

exatamente 10 minutos do vídeo que explica né, com imagens muito maravilhosas e com o David Attenborough falando muito melhor do que eu sou capaz de falar, né? Sobre essa importância da da coevolução entre as plantas com flores e os animais. Então, eu recomendo

26:39

Speaker A

muito que vocês assistam pelo menos esses 10 minutos, mas eu acho que quem for assistir vai querer ver o documentário inteiro, porque ele é muito bonito.

26:48

Speaker A

Então, essa parte, acho que da da coevolução ficou, né? Espero que tenha ficado clara e a importância da polinização para planta, então, né?

26:57

Speaker A

Porque a planta, ela tá atrás do serviço, que é o serviço mais importante da sua vida, que é a reprodução sexuada.

27:05

Speaker A

E as abelhas foram desenvolvendo estruturas para testar para prestar esse serviço com muita eficiência.

27:11

Speaker A

Né? É, na maioria dos ecossistemas mundiais, então, a gente tem que as abelhas vão ser os principais polinizadores, né? A gente tem outros animais, eu daqui a pouco vou mostrar para vocês fazendo, é, é, polinização, mas de fato, né? Nesse

27:29

Speaker A

processo de coevolução, as abelhas se destacaram, né? Se diversificaram. A gente tem aí, é, no Brasil, eu até anotei aqui, mas agora eu não tô achando minha anotação, mais de 1.000 e 1.000 e não sei quantos, espera aí, deixa eu ver

27:43

Speaker A

o que eu anotei aqui. 1.678, se não me engano, espécies de abelha, é, no total, né? É, já, é, categorizadas, né? Já descritas pela ciência. Nem todas são abelhas sem ferrão, na verdade, a maioria são abelhas solitárias, né? E

27:59

Speaker A

mais ou menos 250 espécies de abelha aí da do grupo das abelhas sem ferrão.

28:04

Speaker A

É, das abelhas da da tribo Meliponini, né? Mas então, só no Brasil isso e tem umas uma alguns números que chegam a talvez a 20.000 tipos de abelhas diferentes no mundo, né? E essa diversificação aconteceu junto com a

28:17

Speaker A

diversificação das das plantas, né? É, no Brasil, então, a gente tem uma estimativa de que as abelhas sem ferrão vão ser responsáveis pela polinização de 40 a 90% das espécies arbóreas.

28:31

Speaker A

Muitas vezes quando a a fala de polinização, e essa aula também vai dar essa ênfase, né, mais pra frente, a gente vai tá falando das plantas cultivadas, porque a gente vai falar justamente desse serviço que é prestado pra agricultura e pra alimentação

28:44

Speaker A

humana, né? Mas se quando a gente pensa nos ecossistemas, na manutenção de uma floresta, né, de um ambiente natural, esse serviço é crucial, né? Porque todas as plantas, como eu tô falando pra vocês, né, todas as plantas que tem flor

28:57

Speaker A

e fruto dependem dessa polinização pra continuarem existindo, né? Então aqui a eficiência, né, polinizadora das abelhas nativas é supera a das abelhas europeias, né?

29:11

Speaker A

Porque eu tô falando justamente desse processo coevolutivo, então pensem comigo, né? As abelhas europeias, elas evoluíram em outro lugar, né? Então elas evoluíram polinizando plantas de outro local. Então as abelhas nativas, se a gente pensar nos nossos ecossistemas tropicais, né, e de outros

29:29

Speaker A

lugares do mundo vai ser equivalente, é esses ecossistemas, né, teve tiveram coevolução, plantas coevoluindo com outros insetos polinizadores, o que não quer dizer que a abelha europeia, né, ou africanizada, enfim, não vá conseguir polinizar muitas dessas plantas, né? A

29:46

Speaker A

gente vai falar daqui a pouco que a gente tem, né, é plantas que tem relações, é, não tão específicas com as abelhas, né? São polinizadas por muitas espécies de abelhas, por outro lado, abelhas que também são capazes de polinizar muitas espécies de

30:02

Speaker A

planta, e mesmo que sejam plantas ou ou abelhas generalistas nesse sentido, isso não, é, desmente o que eu acabei de falar dos processos coevolutivos, né? Eu tava tava estudando pra aula de hoje e tem um artigo na Nature, de acho que é 2019,

30:18

Speaker A

que fala justamente isso, né? É, eles estudaram plantas no Japão, nesse caso, né? E eles demonstram uma coevolução muito íntima de uma espécie de abelha com um tipo de flor, uma espécie única, desenvolvimento de estruturas muito bem conectadas entre essas duas espécies, e

30:34

Speaker A

mesmo assim aquela abelhinha era capaz de polinizar outras plantas e essa flor também era capaz de poli ser polinizada por outras abelhas, né? Então uma coisa não anula a outra, né? A co-evolução não acontece só nessas relações de dependência absoluta,

30:50

Speaker A

né? Mas mesmo assim, como a gente sabe que teve essa co-evolução, a gente já sabe, né? Consegue supor a importância, né? Das abelhas nativas para polinização das plantas nativas, né? E a dependência desses ecossistemas em relação às abelhas nativas, né?

31:07

Speaker A

Então aqui a gente tem as melíponas e as xilocopinas, que são as abelhas maiores, né? Com uma habilidade, por exemplo, muito específica de vibrar, né? Talvez vocês acham isso na internet como buzz pollination, que elas vibram.

31:21

Speaker A

E essa habilidade, por exemplo, as abelhas europeias não tem. E a gente vai ver que a gente tem também nesses ecossistemas plantas que tem uma antera, que é aquele órgão sexual masculino, que guarda o grão de pólen dentro dela, não abre. E é só essa

31:38

Speaker A

vibração que faz o grão de pólen sair. Então isso mostra realmente a importância, né? Das abelhas nativas para polinizar as as plantas, principalmente nesse caso de estruturas muito específicas ou de comportamentos muito específicos, né? Como essa questão vibratória, por exemplo.

31:59

Speaker A

Eu vi que alguém perguntou ali sobre é se os slides vão ser disponibilizados. Vocês podem deixar, depois eu eu entrego sim pro pro professor Sig, ele passa tudo para vocês, tá?

32:10

Speaker A

É Com relação à agricultura, é a gente tem menos estudos mostrando, né? Cada vez mais, na verdade, mas não tanto, né? É como a gente pode ter, né? Então é importante a gente desenvolver a pesquisa nesse sentido, mas a gente tem

32:25

Speaker A

já uma lista de culturas agrícolas que realmente são polinizadas com muita eficiência pelas abelhas nativas, né? E aqui eu coloquei algumas, né? Café, tomate, berinjela, manga coco morango pimenta pimentão pepino goiaba cupuaçu açaí acerola maracujá, cacau, abóbora. Eu vou trazer

32:45

Speaker A

morango também para vocês. Então a gente tem já vários estudos e cada vez mais estudos mostrando eh o benefício que a polinização por abelha nativa pode trazer, né, para para o cultivo de algumas dessas dessas espécies, né, de plantas cultivadas, né?

33:02

Speaker A

Então essa essa importância para a agricultura também. Então aqui nesse slide, né, eu estou mostrando para vocês então algumas algumas abelhas nativas, né, que estão polinizando algumas culturas, né? Então aqui acho que é a acerola, eh vamos ver.

33:23

Speaker A

Eh o maracujá, eh urucum e a goiaba. Então diferentes espécies de abelha de eh polinizando diversas né diferentes culturas, né, que tem importância econômica.

33:38

Speaker A

Eh a gente falou bastante do ponto de vista das plantas. Então agora vamos entender também para as abelhas, né? Quais são as vantagens que as abelhas têm nessa parceria com as plantas, né? Então quando as abelhas estão prestando

33:50

Speaker A

serviço de polinização, elas estão na verdade indo atrás de recursos que interessam para elas também, né? Foi justamente esse o o pulo do gato ali na evolução das abelhas. Elas se diferenciaram das vespas muito para aproveitar esses recursos que estavam surgindo ali na na

34:07

Speaker A

na natureza, né, e que deu origem a essa parceria. Então os principais recursos florais, né, que que as plantas disponibilizam para atrair as abelhas e que as abelhas vão, né, atrás das plantas justamente para coletar esses recursos são os óleos, o néctar e o pólen. Então

34:26

Speaker A

os óleos eles são produzidos por algumas espécies de plantas e eles servem de alimento para as abelhas principalmente na sua fase larval, né? E algumas abelhas solitárias são especialistas em obter esse tipo de recurso.

34:39

Speaker A

Eh o néctar é principalmente fonte de açúcar, de energia, né, para as abelhas e ele vai ser produzido nos nectários, vai ter uma figurinha mais para frente que eu vou mostrar para vocês e geralmente eles vão estar localizados

34:52

Speaker A

na base da flor. A gente também tem nectários extraflorais em algumas plantas, mas às vezes os os nectários extraflorais estão mais ligados a atrair formigas, outros outros animais.

35:04

Speaker A

E aí [roncando] a gente vai ter o pólen, né, que esse sim para planta é a estrutura sexual, né, contém ali o gameta masculino, a estrutura sexual, né, a a célula, desculpa, sexual masculina, mas para as abelhas é uma

35:18

Speaker A

fonte de proteína, né, e para as plantas então é é a é a o gameta masculino.

35:25

Speaker A

Esses também recursos, da perspectiva da planta, ela não pode liberar tudo de uma vez, porque ela quer que a que a abelha fique voltando, né? Então também vai tendo essa dosagem, né? Eu preciso liberar uma uma quantidade que não seja

35:38

Speaker A

insignificante, porque senão a abelha também não vai se dar o trabalho de vir até mim, mas eu também não posso liberar uma quantidade que seja suficiente, que vai saciar a abelha numa numa visita única, né? Então a gente vai

35:51

Speaker A

vendo que vai tendo esse tipo de de dosagem também na evolução, né? Então a as plantas vão liberando quantidades que são capazes de eh fornecer recompensa que as abelhas achem vantajosa e continuem visitando essa essa espécie, né? A gente tem

36:11

Speaker A

vários casos que várias pesquisas que demonstram uma fidelidade das abelhas eh em relação a uma espécie de flor num período. Então, se a abelha tá eh visitando tal espécie naquele momento, ela tem uma tendência a permanecer nessa espécie e não ficar variando muito de

36:30

Speaker A

tipo de flor naquele dia, por exemplo, justamente para prestar, né, nesse caso vai vai ajudar muito na polinização, porque o grão de pólen tem que chegar numa flor da mesma espécie, né? Uma espécie não é capaz de fecundar outra

36:42

Speaker A

espécie. Né? Então tem tem tudo isso. E tem estudos que mostram, eh, essa relação da entrega desses recursos florais, eh, de forma muito precisa, assim. Então, a gente tem, eh, pesquisas, por exemplo, que vão avaliando a concentração de açúcar no néctar ao

37:02

Speaker A

longo do dia. E paralelamente vão avaliando o, o nível de atividade das abelhas da espécie que é a, a prioritária na polinização da espécie de planta, né? E a gente vê que às vezes aquela planta chega no ápice da concentração de açúcar

37:19

Speaker A

justamente no horário que é o ápice da atividade da abelha. Pra ela não ficar gastando o néctar dela com outras abelhas que talvez não façam a polinização dela, né?

37:28

Speaker A

Então, a gente vai vendo essa regulação, assim, num, num nível, num ajuste muito fino, que é, é, é muito, assim, apaixonante mesmo, eh, eh, essa, essa área de pesquisa.

37:41

Speaker A

Eh, aqui tem alguns exemplos, então, né? Na figura de cima, ó, tá mostrando ali numa das flechinhas os elaióforos, que são as glândulas, né, que liberam óleo.

37:51

Speaker A

Então, vejam como aquelas glândulas tão ali embaixo das estruturas reprodutivas. Quer dizer, se a abelha tiver vindo de cima, tiver voando, vindo de cima, ela vai ter que passar pelo pólen pra chegar no óleo. Então, se é uma abelha que tá atrás do óleo, ela,

38:06

Speaker A

querendo ou não querendo, vai passar pelo pólen, ou seja, vai ficar pólen grudado no pelo dela, né? E aí, quando ela chegar em outra flor, ela vai aqui em cima, mais em cima ainda tá a estrutura feminina. Então, vai colocar o

38:19

Speaker A

pólen na estrutura feminina até, antes de chegar no, na glândula de óleo. Na figura de baixo, que tá a, a flor do maracujá, vocês olham que bem lá embaixo, bem na base da planta, tá a câmara dos, eh, a câmara nectarífera,

38:34

Speaker A

que é onde está o néctar. Quer dizer, a, a abelha também, né, quando ela chega na flor de maracujá, ela vai ter que passar ali pelas estruturas que tão ali em cima, ó, o estigma e a antera, né, que

38:45

Speaker A

são a estrutura masculina e feminina, vai esbarrar ali, se sujar de pólen, para poder chegar na recompensa que é o néctar.

38:53

Speaker A

Né? Se for uma abelha muito pequena, por exemplo, numa flor de maracujá que é muito grande, a gente vai ter o caso de uma abelha que talvez consiga consumir o néctar sem prestar o serviço de polinização. E para

39:05

Speaker A

a planta isso não é vantagem, né? Porque a planta tá querendo entregar o néctar como recompensa pelo serviço de polinização.

39:14

Speaker A

Então aí a gente chega nessa história que que tá aqui no próximo slide, que são, né, a diferença entre abelhas ou visitantes florais polinizadores e pilhadores. Então nem sempre quando a gente vê uma abelha visitando uma flor é garantido que ela tá prestando o

39:30

Speaker A

serviço de polinização, né? A gente tem às vezes abelhas que são abelhas pilhadoras, ou seja, abelhas que são capazes de pegar o néctar, por exemplo, ou o óleo, né, a recompensa que a flor produziu e aí não são capazes de fazer a

39:45

Speaker A

polinização daquela planta. Então, por exemplo, no caso de uma flor que seja muito grande e uma abelha muito pequena, né, às vezes a abelha entra e sai da flor, consegue pegar o néctar, sai e não fez o serviço de polinização, não

39:59

Speaker A

encostou onde tinha que encostar, não não atingiu ali, né, o a as anteras ou não atingiu também o estigma para liberar o pólen no no órgão sexual feminino.

40:10

Speaker A

É. A gente também tem às vezes o horário da atividade da abelha. Então uma abelha que tá ativa num horário que a planta não tá liberando pólen, porque nem todas as plantas liberam o pólen o tempo todo.

40:22

Speaker A

E a gente também tem essas plantas que eu falei que guardam o pólen dentro das anteras e que precisam ser vibradas para liberar esse pólen, se elas são visitadas por uma flor por uma abelha que não faz a vibração,

40:33

Speaker A

provavelmente essa abelha é uma pilhadora. Ela no caso a abelha europeia, né, ela não faz a vibração.

40:40

Speaker A

Então ela vai, visita a planta, pega o néctar, vai embora sem pegar o pólen e aí ela não vai fazer o serviço de de polinização nesse caso.

40:50

Speaker A

Tá? Então eh geralmente quando a gente tá observando a abelha na planta, é muito provável que ela esteja sim fazendo a polinização, mas a gente tem casos em que aquele aquele inseto é um inseto pilhador, não é um inseto polinizador.

41:08

Speaker A

Eh, deixa eu eu vi que já teve algumas perguntinhas aqui, depois eu vou eu vou continuar com a aula e depois eu tento resgatar as perguntas ou qualquer coisa vocês postam de volta as perguntas para mim, pode ser?

41:20

Speaker A

Eh, alguém colocou ali que as abelhas também dançam, eu vou trazer isso num num dos estudos de caso, né? A importância do movimento que a abelha faz ao sentar na flor e o que que esse movimento influencia na

41:35

Speaker A

capacidade dela de polinizar algumas flores, né? Então, tem sim, eh, tem sim essa questão da dança das abelhas, né? Influenciando a capacidade de polinizar algumas flores.

41:46

Speaker A

Eh, eu vi ali também sobre a lista de plantas e vai ter, eu vou mostrar para vocês depois uma uma lista, né? Tem algumas bibliografias que trazem, então, abelhas eh, e que tipo de polinização elas são capazes de de prestar.

42:01

Speaker A

Tá certo? Eh, com agora, pera lá. Eh, a importância das abelhas como como polinizadores, a gente tá aqui, né? Então, a polinização vai ser essencial para reprodução e manutenção da diversidade de espécies de plantas e também para produção de

42:18

Speaker A

alimentos para os humanos e animais, né? [roncando] Eh, influencia o aspecto qualitativo da produção, então, a gente vê que em alguns casos as culturas são capazes de de serem polinizadas um pouco pelo vento, um pouco pela gravidade e até produzir em certa medida, mas que

42:36

Speaker A

a presença do polinizador aumenta muito a quantidade ou aumenta a boa formação do fruto, tamanho do fruto, número de sementes, então, nem sempre as plantas são 100% dependentes da polinização, mas muitas vezes a polinização melhora a produtividade né?

42:53

Speaker A

E a gente tem mais ou menos cerca de 70 culturas, né, e 80% das espécies de plantas vão ser dependentes da polinização animal, né, de alguma forma.

43:06

Speaker A

Aqui, né, eu trouxe uma uma tabela que foi produzida por essa associação, né, de que ligada a conservação das abelhas, que fala de taxa de dependência da polinização de algumas culturas brasileiras, né, especificamente para o Brasil. Eles classificaram aqui, né,

43:24

Speaker A

algumas culturas que estão ali mais ou menos em relação a 95% que são essencial, a polinização para essas culturas é essencial, sem polinizador essa cultura não produz, né? 65% seria que é uma grande dependência da polinização.

43:40

Speaker A

E 25% uma uma dependência modesta e 5% uma dependência pequena, né? Então a gente vê que, por exemplo, é café tá no 25%, algodão tá no 25%, mas cacau, ó, por exemplo, é uma planta 100% dependente, né, quase 100%, 95%

43:58

Speaker A

dependente de polinização por insetos polinizadores, né? Aqui tá na mesma situação a melancia, o maracujá, é, deixa eu ver, goiaba é muito dependente também, é, girassol. Então a gente vê que tem plantas que são mais dependentes da polinização por insetos e

44:16

Speaker A

plantas que são um pouco menos dependentes da polinização por insetos. É, e outros benefícios também que a polinização pode trazer, né? Então em alguns casos é o aumento da reprodução, em outros em alguns casos é o aumento da

44:31

Speaker A

produção de semente, em alguns casos é o aumento da qualidade do fruto ou aumento da qualidade do óleo, por exemplo, no caso da mamona da da canola, que são que são plantas que vão produzir óleo que precisam de

44:44

Speaker A

sementes, muitas sementes, né? Então a polinização faz isso, é, da quantidade do óleo e aqui do algodão da qualidade da fibra, né?

44:52

Speaker A

Porque a fibra tá no fruto também. Então, a gente vê que tem vários outros benefícios, né, que as que a polinização pode trazer, mas são benefícios que tem a ver com essa função biológica, né, com a formação de semente e com a formação

45:06

Speaker A

do fruto em torno da semente. Eh, [limpando a garganta] dentre as 57 espécies de plantas mais cultivadas de todo o mundo, né, 42% delas dependem de abelhas nativas para sua polinização. Então, antes eu tava falando de polinização em geral, que

45:22

Speaker A

poderia ser prestada muitas vezes por abelha, né, Apis, por exemplo. Mas muitas não, muitas dependem realmente das abelhas nativas dos seus ecossistemas para serem polinizadas.

45:32

Speaker A

Eh, e aí, quando a gente sai do âmbito da agricultura, né, a gente fala que também as abelhas são responsáveis pela manutenção da base da cadeia alimentar nos ecossistemas.

45:44

Speaker A

Então, primeiro eu falei para vocês a importância de, com a polinização, as abelhas manterem as plantas nativas, né?

45:50

Speaker A

Então, uma floresta, as plantas estão dependendo das abelhas para se manterem, para estarem se reproduzindo. Mas também, como a produção de frutos depende dessa polinização, toda a cadeia alimentar de um ambiente florestal, de um ambiente, né, nativo, não florestal também, depende da

46:09

Speaker A

polinização, porque, hum, né, a gente vai ter muitos animais que vão comer frutos e daí esses, né, esses animais vão ser comidos por outros animais carnívoros e assim vai se dando toda a cadeia alimentar, né? Então, a polinização realmente é estruturante em

46:25

Speaker A

todos os ecossistemas, né? A gente não pode abrir mão desse serviço ecossistêmico, que a gente pode chamar, né? Ou seja, é um um serviço que a natureza presta e que beneficia a humanidade e a manutenção da vida na

46:39

Speaker A

Terra né? Eh, dentre as espécies agrícolas cultivadas, então, eu trouxe aqui para para a gente, né, ter uma comparação, né? 73% vai ser, né, polinizada por abelhas, mas a gente tem outros insetos que também são capazes de fazer

46:55

Speaker A

polinização e outros animais também. Então, 19% vão ser polinizados por moscas, 6,5% por morcegos, 5% por besouros, algumas vespas, pássaros, borboletas e mariposas.

47:09

Speaker A

A gente também, né, tem aí exceções, né? Tem aqui uma uma figura, por exemplo, de um lagartinho fazendo polinização, né?

47:16

Speaker A

Então, a gente tem outros animais também que que participaram dessa parceria entre com as com as plantas angiospermas, né, na evolução.

47:28

Speaker A

É, pra gente ter uma maior compreensão, então, da importância desse serviço, que é o serviço prestado pelos polinizadores é tem, né, eu trouxe aqui um um trabalho mais antigo, né, dos anos 90, mas que falava muito do benefício econômico pra

47:43

Speaker A

agricultura dos Estados Unidos, né? Então, eles falavam que as abelhas nativas, que não produzem mel, então, que não era o benefício delas não era é, economicamente vindo a partir do mel, mas elas prestavam por causa da polinização um serviço que foi calculado

47:58

Speaker A

mais ou menos em 4 bilhões por ano, né, contribuindo justamente com a produtividade da agricultura.

48:05

Speaker A

[roncando] É, e num outro trabalho, é, a contribuição, né, mundial foi considerada mais ou menos em 54 bilhões por ano, né?

48:14

Speaker A

Essas estimativas podem ser questionadas, mas, enfim, são tentativas da gente calcular o quanto vale esse serviço, ou melhor, o quanto a gente perde se a gente perder esse serviço, né? E a perda desse serviço não é uma uma possibilidade muito remota, né? A

48:32

Speaker A

gente vai falar, eu vou falar mais um pouco mais um pouco mais à frente, mas eu acho que que todo mundo já sabe desses exemplos, né? A gente tem, por exemplo, hoje em dia o aluguel de caixas de abelhas pra algumas regiões de

48:44

Speaker A

agricultura, porque a polinização que acontece naquelas regiões não tá sendo mais suficiente pra manter a agricultura produtiva. Isso acontece inclusive aqui em Santa Catarina, então, aqui na região da Serra Catarinense, região de São Joaquim, que é produtora de maçã, por exemplo, hoje em dia a

48:59

Speaker A

gente tem um mercado de aluguel de de caixas de abelha, mas nesse caso são abelhas com ferrão, né? Mas a gente tem então apicultores que alugam caixas pro período que essa que a que os pomares precisam ser polinizados, levam suas caixas pra lá,

49:14

Speaker A

por quê? Porque a quantidade de abelhas nativas não não são mais suficientes pra polinizar aquela cultura na quantidade que precisa ser polinizada.

49:23

Speaker A

Também temos esse esse exemplo nos Estados Unidos na na região produtora de laranja, né? E são muitos, assim, eu não sei trazer aqui a quantidade, né? Mas é um mercado muito valioso esse de aluguel de abelhas para polinizar algumas

49:37

Speaker A

regiões agrícolas do mundo. É, [limpando a garganta] a gente tem alguns trabalhos aqui também que mostram então a importância da presença das mamangavas, né, em áreas de maracujá, aumentando até 700% a produtividade. Eu mostrei antes pra vocês a figura da da

49:56

Speaker A

flor de maracujá, né? Ela é uma flor muito diferenciada, é uma flor muito grande e muitas abelhas pequenas vão visitar essa flor, mas não vão conseguir realizar a a polinização. Então aqui tá um exemplo de uma espécie de planta que

50:10

Speaker A

precisa realmente de um de uma abelha grande e não são muitas as possibilidades, né? São essas abelhas mamangavas então que que fazem basicamente toda a polinização do maracujá. E aí um agricultor de maracujá precisa também ser um garantidor dessas abelhas na sua área,

50:29

Speaker A

né? Porque se ele planta maracujá e não der bola, né, pras práticas que podem atrair esses polinizadores, talvez a produção dele caia demais, né? Não seja não seja possível ele manter essa produtividade. Então a gente vê que o

50:44

Speaker A

agricultor em alguns casos precisa também ser um apicultor ou um meliponicultor, por quê? Porque pra garantir a produção agrícola, ele precisa adotar práticas, né, de manutenção desses polinizadores, né, na sua área.

51:00

Speaker A

É, aqui, né, outra outro estudo então, que fala dessa abelha Centris vai poder aumentar até 30%, né, a produção de Ai, eu não consigo ler aqui, gente.

51:14

Speaker A

Não consigo ler o meu próprio slide porque tem um quadrinho que aparece na frente.

51:20

Speaker A

É E aí eu vou falar um pouquinho da ameaça aos polinizadores, eu inverti aqui a minha aula e no final eu vou trazer os estudos de caso porque eu vou ter que fechar a tela e abrir outra tela.

51:32

Speaker A

Tá? Então, mais para frente eu vou falar um pouco sobre isso que vocês estão, estão me perguntando, a lista das abelhas que polinizam cada cultura. Eu tenho esses arquivos aqui do lado, eu vou fechar a apresentação da aula e vou

51:45

Speaker A

começar a abrir esses trabalhos para a gente ver juntos, tá? Mas antes de, de passar para essa parte, eu vou falar aqui um pouquinho da ameaça aos polinizadores que tá aqui nesse mesmo conjunto de slides.

51:58

Speaker A

Então né? Não. A gente tem, né, vários estudos apontando o declínio das populações de polinizadores, né? Existe até um, um nome que foi dado, que é a desordem do colapso das colônias, né, em alguns casos.

52:17

Speaker A

É, a gente tem, aqui eu coloquei a apicultura porque isso foi mais detectado inicialmente pelos apicultores, né, que tinham essas grandes quantidades de abelha e uma morte massiva das abelhas. Mas a gente sabe que os as melíponas, as abelhas sem

52:32

Speaker A

ferrão, por, talvez pelas mesmas causas ou talvez por outras causas, também, né, tão, tão tendo um declínio nas suas, nas suas populações, né?

52:42

Speaker A

[roncando] Então, nos Estados Unidos, eles estimam que 1/3 dos enxames tem sido perdidos todos os anos.

52:48

Speaker A

É, no Brasil, na América Latina também começaram a ter mobilização, né, começou a ter mobilização é, diante desse relato de mortalidade de abelhas.

52:58

Speaker A

É, e a gente teve, então, esse termo dado, né, desordem do colapso das colônias para quando a gente tem essa mortalidade em grande quantidade.

53:10

Speaker A

Eh, quais são as possíveis causas para o dequi, declínio desses polinizadores, né? A a o desmatamento de áreas com vegetação nativa, a hiperurbanização, a utilização abusiva de agrotóxicos, a monocultura e talvez os os alimentos transgênicos, as sementes transgênicas.

53:29

Speaker A

Eu coloquei um ponto de interrogação ali porque em relação aos transgênicos a gente ainda não tem evidências tão robustas né?

53:37

Speaker A

Eh, vou explicar um pouquinho de cada um deles né? Eh, não, deixa eu voltar aqui. Então, com relação ao desmatamento, eh, a gente sabe que que a as flores estão oferecendo os recursos, basicamente recursos alimentares para essas abelhas,

53:51

Speaker A

mas as as abelhas precisam de outras coisas, né? Elas precisam de espaços para os seus ninhos. Quando é um um as abelhas sem ferrão, que são abelhas, né, de colônia, a gente precisa principalmente da presença de árvores antigas, de árvores velhas, porque elas,

54:06

Speaker A

na maioria das vezes, vão fazer as as colônias em oco, né? E isso é uma coisa que a gente vai perdendo, é uma das um do um dos tipos de de recurso que mais se perde, porque primeiro que no desmatamento, quando a

54:20

Speaker A

gente tá abrindo uma nova área, vai tudo embora mesmo, mas segundo que mesmo nas áreas que a gente tem florestadas, quase em todos os locais já teve, eh, o corte seletivo de árvores das maiores árvores, das árvores mais antigas. E o oco das

54:35

Speaker A

árvores acontece realmente nas árvores antigas, nas árvores velhas. As abelhas não são as únicas prejudicadas por isso, a gente tem, né, as corujas muito prejudicadas por isso, algumas espécies de papagaio, de arara, que precisam justamente dessas árvores velhas,

54:50

Speaker A

grandes, que fazem oco dentro delas, né? Então, eh, de fato, eh, não só o desmatamento, como o corte seletivo das maiores árvores prejudica muito, né, a disponibilidade de ambiente para para as abelhas fazerem, né, naturalmente as suas as suas colônias,

55:08

Speaker A

né? Eh, as abelhas também precisam de fontes de água, né? De água limpa disponíveis. E elas precisam de alimento disponível ao longo de todo o ano, né?

55:18

Speaker A

Então, quando a gente fala chega aqui embaixo, quando eu falo de monocultura, mesmo que essa abelha, por exemplo, seja uma excelente, né? Se alimente muito de flor de soja, por exemplo, né? Que é o que a gente vai mais ter no Brasil. Eh,

55:31

Speaker A

não tem flor de soja o ano inteiro. Né? E aí, o que que essa abelha vai comer o resto do ano, né? Então, a gente precisa, né? Garantir que tenha água, que tenha abrigo e que tenha flor. Né?

55:44

Speaker A

Ou vegetação com florada disponível ao longo de todo o ano. Isso é importante a gente ter em mente quando a gente planeja o nosso próprio quintal, né?

55:51

Speaker A

Quando a gente planeja o nosso a nossa área, porque eu quero que as flores estejam bem distribuídas ao longo do ano e a gente sabe que tem períodos que, no inverno, por exemplo, esse recurso fica muito restrito, né?

56:04

Speaker A

Oi Sigle. Oi. Permite-me uma opção aí que eles fica à vontade por querer ouvir uma palavra aí.

56:11

Speaker A

[risadas] Então, complete a frase aí, né? Uma cidade bem de boa é Lisboa. Isso aí.

56:21

Speaker A

Capital de Portugal, então, complete aí. Lisboa como o primeiro código. Obrigado. [risadas] Eu não sei desse combinado de vocês.

56:33

Speaker A

É para presença? Hã. Sim, sim, é para ganhar presença. Tudo bem, então. Eh, então, a a questão da hiperurbanização restringe muito a possibilidade desses recursos, né? E da monocultura também restringe muito a possibilidade desses recursos distribuídos ao longo do ano inteiro.

56:54

Speaker A

Eh, também a conexão entre áreas, né? A gente sabe que que que na monocultura, né? Eu eu acho que vocês devem estar bem distribuídos aí em muitos locais do Brasil né?

57:06

Speaker A

A a paisagem que eu vejo aqui onde eu moro, aqui aqui perto da minha casa, aqui em Santa Catarina, é um lugar mais, é, ocupado pela agricultura familiar, tem uma paisagem mais diversificada.

57:17

Speaker A

Raramente a gente olha, né? É, e e e até o horizonte a gente não vê fragmentos de vegetação, plantio de pinos, de eucaliptos, de alguma floresta, né? Hum, se recompondo de alguma forma.

57:31

Speaker A

[roncando] Mas eu já morei no passado, por exemplo, no Mato Grosso do Sul. E lá você anda quilômetros e quilômetros e quilômetros diante de monocultura, né? Então, se a gente pensa na, na capacidade de deslocamento de uma abelha, isso faz

57:43

Speaker A

muita diferença, né? Então, a presença de corredores de vegetação, de cercas, né? Cercas vivas, é, de pequenos fragmentos florestais, tudo isso faz diferença também pra, pra preservação das abelhas, né? Então, como é que eu planejo uma paisagem que seria amigável

58:00

Speaker A

à presença desses, desses, é, polinizadores que vão, de fato, prestar um serviço pra própria agricultura, mas que muitas vezes a agricultura transforma a paisagem de forma que inviabilize, né? A permanência dos polinizadores ali naquela área.

58:18

Speaker A

Então, é, a questão dos agrotóxicos também, é, a gente, hoje em dia já tem mais evidência, mas por muito tempo foi difícil conseguir, né? Ter a, evidência em relação aos agrotóxicos. Mas a gente sabe que muitos, né? É, muitos dos

58:33

Speaker A

agrotóxicos são ligados, por exemplo, a fungicidas, né? Então, são prejudiciais pras abelhas, porque, né? Muitas abelhas também têm uma relação muito íntima com fungo e inseticidas, né? Que por mais que estejam voltados pra, ah, pra lagartas, né? Ou pra, pra besouros, no

58:50

Speaker A

caso da broca, enfim, pra outros grupos de insetos, nem sempre eles têm uma alta especificidade né?

58:57

Speaker A

É, então a gente tem, né? Mais evidências ou menos evidências, dependendo da, do princípio ativo, mas que muitos agrotóxicos têm sim, né? Um efeito letal ou subletal, né? Então, o efeito letal seria, né? de provocar a morte imediata das abelhas e o efeito

59:16

Speaker A

subletal que vai causar mudança de comportamento, que vai tornar elas mais lentas, vai tornar elas desorientadas e que vai dificultar, né, ou diminuir a probabilidade delas seguirem vivendo, né, com eficiência.

59:32

Speaker A

É, com relação aos agrotóxicos, né, o que a gente tem é, bom, o ideal seria mesmo a gente ir desenvolvendo outras formas de produção, né? É, ou pelo menos o uso de outras estratégias aí. Mas, ainda que a gente,

59:47

Speaker A

como a gente ainda depende, né, em muitas culturas, né, amplamente, né, o uso de agrotóxicos é adotado, é, o ideal seria que então as aplicações fossem feitas à noite, muito cedo de manhã ou já no fim do dia, quando as

60:01

Speaker A

abelhas já não tão mais em atividade, mas isso quase nunca é respeitado, né? É, também que que a aplicação de alguns produtos não fosse feita na época das floradas, né? Porque as abelhas vão tá visitando aquela cultura na época que

60:15

Speaker A

aquela cultura tá de fato em flor. É, a a relação da distância das colônias, né? Então, é, a gente vê que a distância é inversamente proporcional ao efeito letal e subletal. Então, se a gente tiver, né, um apicultor ou um

60:32

Speaker A

meliponicultor perto de áreas de de agricultura assim intensiva, é, isso é um problema, né? A que esse uso seja feito mais distante da onde tão as as abelhas, diminui muito o efeito letal possível que ele vai vai causar.

60:48

Speaker A

É, a gente vê também que o sexo e a casta das abelhas é afeta a tolerância aos aos agrotóxicos, né? Então, é, tem um trabalho aqui de 2010 2009, desculpa, que demonstra que Só um minutinho.

61:07

Speaker A

Que demonstra que abelha sem ferrão, né, é, doses similares de inseticida vão matar mais primeiro os machos do que as operárias e entre as fêmeas as princesas e as rainhas vão ser mais suscetíveis do que as operárias também.

61:24

Speaker A

É, e ali nos anos 90, né, outros pesquisadores demonstraram que abelhas menores tendem a ser mais sensíveis do que abelhas maiores, né? Então, nem todas as abelhas são igualmente é é sensíveis, né, a esses a esses esses produtos.

61:46

Speaker A

É, então, a gente tem que abelha solitária de pequeno porte são as mais sensíveis, em seguida as abelhas sem ferrão e depois, por fim, as abelhas melíferas e mais menos sensíveis ainda seriam as mamangavas e estilo copas, né?

62:00

Speaker A

Mais ou menos nessa ordem. É, a questão do do transgênico, né? Então, a gente tem a muitos tipos de transgênico, algumas plantas, né, transgênicas são são plantas que vão receber o gene para resistência ao herbicida, por exemplo, né? Esse é o transgênico mais comum no

62:22

Speaker A

Brasil, mas a gente também tem o que a gente chama dos transgênicos BT, né? Por exemplo, milho milho transgênico BT, que ele recebeu, na verdade, o gene de resistência ao é de resistência à lagarta né?

62:37

Speaker A

E aí, ele tem dentro dele um gene para produzir uma proteína que, né, é prejudicial à lagarta.

62:45

Speaker A

E aí, né, isso, em teoria, teria um efeito inseticida, né, que vai além da espécie alvo, né, que seria a lagarta do milho. Então, a já já se demonstrou que algumas borboletas, alguns outros lepidópteros também, né, são prejudicados, né, se se alimentarem

63:03

Speaker A

é desse milho, que é o milho BT. A gente não tem muito demonstra muito demonstrado ou quantificado o quanto, né, a presença desse gene, que é o gene, né, do Bacillus thuringiensis, prejudica outros grupos de insetos e não

63:17

Speaker A

tem muito relato em relação às abelhas, né? Talvez não sejam tão prejudiciais. Então, em geral, né, boas práticas, né, que a gente deveria, então, eh, tentar, né, replicar pensando na manutenção da polinização, né? Seria sempre conservar áreas naturais,

63:38

Speaker A

mantendo vegetação nativa próxima à área de cultivo. Seria, né, colocar e manejar colmeias de abelhas próximas à área de cultivo, se a gente quiser que ela preste esse serviço de polinização.

63:50

Speaker A

Revolver o mínimo possível o solo, trabalhar com plantio direto, porque a gente tem abelhas que fazem, né, ah, os seus ninhos no solo.

63:58

Speaker A

Também manter outros tipos de ambiente que as abelhas pudessem, né, eh, adotar como espaço para fazer ninho. Então, eh, madeiras que tenham oco, fazer essas possibilidades de ninhos para as abelhas solitárias, né, com, com madeirinhas, com bambuzinho, enfim.

64:15

Speaker A

Eh, isso também serve para as mamangavas né? Eh, recuperar a vegetação nativa utilizando plantas que atraem e mantém os polinizadores. Então, se eu sou um agricultor e eu tenho uma área a recompor, eu vou ter que, né, recuperar

64:28

Speaker A

a área de reserva legal, eu vou ter que recuperar a área de mata ciliar.

64:33

Speaker A

Pode, eu posso considerar isso no planejamento das, das espécies que eu vou usar, né? Quais são as espécies que florescem de forma distribuída nas estações do ano, por exemplo, que florescem nos diferentes meses, para que eu consiga ter alimento para as abelhas

64:47

Speaker A

ao longo do ano todo naquela região, né? Verificar quais são as plantas atrativas, né, que eu posso agregar ali.

64:55

Speaker A

E reduzir ou eliminar o uso de agrotóxicos, sem dúvida, né? Se eu for usar, diminuir o uso nos horários de atividade dos polinizadores e diminuir também o uso, eh, quando tem as floradas, né, das culturas agrícolas predominantes.

65:15

Speaker A

Ah não. Então, agora, eu vou passar para essa parte dos estudos de caso, que eu acho que vai ajudar a resolver várias das perguntas que eu estou estou vendo pipocar aqui no chat. Eu não consegui ler todas, né, gente? Porque elas estão

65:28

Speaker A

aparecendo para mim, eu mas eu estou aqui concentrada também na apresentação. Depois a gente retoma as perguntas, tá?

65:36

Speaker A

Siga, então não sei como é que eu faço para tirar a apresentação e compartilhar outras telas.

65:43

Speaker A

É você é é arquivo? Daí eu acho que eu compartilho tela, eu acho que vai ser mais fácil, não sei.

65:51

Speaker A

Ou eu carrego os arquivos? Carrega os arquivos, você acha? Ele carrega rápido. Tá, então eu vou carregar não não precisa nem sair disso aí, só carregar.

66:00

Speaker A

pera lá. Daí eu não preciso tirar o outro, é isso? Não, eu já removo aqui.

66:06

Speaker A

Tá. Eu vou começar com essa do morangueiro, porque eu acho que que ajuda a ilustrar de é a mostrar um pouco da da função da polinização e do movimento da dança da abelha, que alguém alguém perguntou ali.

66:24

Speaker A

Então aqui, gente, um pouquinho da da questão da da polinização no morango, né? Quando a gente repara, né, na na flor do morangueiro, ó, a gente vê aqui tá tá desenhadinho, né? As anteras ali em volta, que são a parte masculina, que

66:41

Speaker A

vão estar liberando o pólen, e ali no meinho, né, as partes femininas que precisam ser polinizadas. Então teoricamente o pólen teria que chegar em todas essas estruturas que estão ali no miolo da flor, vocês estão vendo?

66:54

Speaker A

Cada lugar desse que não for polinizado vai ser um lugar que vai ficar com aquele vinco no morango, que é uma má formação, por quê? Porque se o pólen, né, não chegou ali, é não teve é primeiro a formação da da

67:09

Speaker A

semente, que a sementinha é bem minúscula do morango, né? Mas também não teve a liberação dos hormônios que estimulam o desenvolvimento do ovário, que é o que vai virar, né, é é esse arranjo todo que é o morango, que na

67:21

Speaker A

verdade é uma concentração de vários, de vários frutos, né? Reunidos. Então, aqui vai ter umas figuras que mostram ali embaixo, por exemplo, né? A a importância, vocês estão vendo ali, é, do jeito que eu carreguei o, o arquivo

67:35

Speaker A

acaba ficando meio pequeno, né? Porque se eu projetasse talvez ficasse maior, mas tudo bem.

67:41

Speaker A

É, vocês estão vendo ali embaixo morangos com má formação? Todos esses lugares que ficam esses vincos no fruto são lugares que a abelha não passou ao visitar a flor, né? Então a abelha teria que passar por todos aqueles, né? Órgãos femininos,

67:56

Speaker A

polinizar todos para que o fruto ficasse completamente bem polinizado, né? E o fruto depois bem formado.

68:04

Speaker A

Então, é, alguns estudos mostram, né? Que, deixa eu passar um pouquinho mais para frente.

68:12

Speaker A

Ai Jesus. Né, né, nessa pesquisa aqui eles ensacaram algumas florzinhas, né? Para que elas não fossem, não fossem polinizadas e o outro depois elas deixaram o livre acesso, por exemplo, para, para as abelhas visitarem e viram que as, plan, as flores que não são

68:27

Speaker A

visitadas, o fruto fica realmente muito mal formado, né? Se ele depender só de autopolinização, que é do vento, da planta, da gravidade e derrubando o pólen, né? Na, na própria flor.

68:41

Speaker A

É, eles também levantaram, né? Quais são os principais polinizadores, então a abelha, a Apis, né? Poliniza com certeza, mas que outras abelhas, como as abelhas sem ferrão, podem, né? Melhorar e, e realizar esse, esse, essa polinização. Por que que esse

68:59

Speaker A

estudo é importante? Porque muito do morango hoje em dia tá sendo, é, produzido em cultivo protegido, né?

69:05

Speaker A

Dentro de estufas e aí as abelhas Apis pouco, pouco tem chance de entrar lá dentro e também se eu sou uma produtora de morango, eu, às vezes eu não quero levar abelha Apis para dentro da minha estufa, porque é uma abelha agressiva,

69:18

Speaker A

mas a, é, é possível e, é bem, bem tranquilo de levar, por exemplo, uma caixa de abelha Jataí, de outras abelhas para dentro da, da, da estufa no período da polinização, né? Para elas prestarem esse serviço.

69:31

Speaker A

Então, eles demonstraram que foi muito eficiente, né? Foi, o estudo foi com abelha Jataí e que elas polinizaram realmente com muita eficiência o morango né?

69:40

Speaker A

E aí, eles também fazem, fizeram o estudo desse movimento da, da, da, da flor quando ela, quando ela senta, né?

69:48

Speaker A

Na, na flor, desculpa, da abelha, quando ela senta na flor, né? E viram que diferentes espécies de, de abelha fazem diferentes movimentos ao sentar na flor, né? E que esse movimento vai ter um efeito na formação do fruto.

70:04

Speaker A

Então, esse foi o primeiro, o primeiro estudo de caso aqui, que é o efeito do, do morangueiro. Aí, vamos, vou carregar outro, outro estudo agora. Espera aí.

70:17

Speaker A

Não, espera aí que eu fiz errado. Eh. Deixa eu ver esse aqui. Será que foi?

70:42

Speaker A

Tá indo? Tá, tá carregando outro? Não, não carregou outro, espera aí. Hum. Ah, caro usuário, você pode enviar até duas apresentações. Espera aí, eu, eu acho que eu tenho que tirar para poder carregar outro SIG.

71:15

Speaker A

É. Vamos. Se eu tirar aqui, ele vai banir do estudo, estudo. [risadas] Deixa eu ver, espera aí.

71:22

Speaker A

Isso, saiu. Foi isso, né? Tá, então, por isso que não tava carregando, gente, desculpa.

71:27

Speaker A

Eu, eu não tenho muita prática nesse programa aqui. Tá, mas eu também não sabia desse detalhe aí.

71:34

Speaker A

Ah, deixa eu ver, põe no Eu quero plano de manejo, esse aqui primeiro. Ué, mas ele não continua não deixando.

71:44

Speaker A

Então, deixa eu ver a diferença. Mas não aparece mais nenhum aqui. Só tem um, quer dizer, que tá removida do palco.

71:52

Speaker A

Faça login ou inscreva-se para enviar mais. Ele não deixou mais eu eu eu mandar mais.

71:58

Speaker A

Então, eu vou tentar compartilhar tela, deixa eu ver. Então, tá. Daí eu mudo aqui.

72:06

Speaker A

Deixa eu abrir esse aqui, então. Acho que se eu compartilhar a tela vai tela vai dar boa.

72:24

Speaker A

Vamos ver se vai. Deu certo? Então, essa aqui, gente, é uma Deixa eu tirar essa coisa aqui.

72:36

Speaker A

É uma publicação do Ministério do Meio Ambiente, Uso Sustentável e Restauração da Diversidade dos Polinizadores na Agricultura e nos Ecossistemas Relacionados, né? Então, é um é um trabalho bem bacana, eu vou mostrar para vocês aqui, mas depois eu

72:50

Speaker A

vou disponibilizar também. Deixa eu chegar aqui no aqui no no começo, ó. Então, vai ter Manejo de Polinizadores é da manga, Diagnóstico e Proposta de Plano de Manejo de Polinizadores da Manga. Então, no começo vai falar de manga.

73:07

Speaker A

Depois vai falar de anonácea, né, que são aquelas tipo graviola. Então, polinização da gravioleira.

73:16

Speaker A

Depois, Plano de Manejo para Polinizadores do Açaizeiro. Esse aqui é o açaí, né, o açaí lá da Amazônia mesmo, não é o nosso nosso Euterpe edulis aqui.

73:27

Speaker A

É da aceroleira, do algodão, do maracujá, do maracujá amarelo, é, e do continua aqui com o e depois dos tomateiros. Então a gente tem um trabalhos bem bem específicos um para cada cultura. Deixa eu pegar um para a

73:44

Speaker A

gente ver então. O da manga. Então vai falar sobre as as espé, a espécie da manga, né, que é a espécie polinizada, mas depois vai chegar nos nos polinizadores aqui.

73:56

Speaker A

Deixa eu ver. Biologia floral da mangueira. Vai detalhar, né, o trabalho de polinização que acontece nessa cultura.

74:06

Speaker A

Eu quero chegar só nas nas quais são as abelhas. E aí vai falar quais são os visitantes florais principais, seus respectivos números e percentuais de visita. Então vai ter várias espécies aqui detectadas como polinizadores da manga, por exemplo. E isso para todas as culturas

74:24

Speaker A

que eu mostrei, né? Então vai demonstrar quais são as abelhas que podem facilitar. E eu acho que no segundo no segundo capítulo vai falar sobre as práticas para manter esses polinizadores.

74:39

Speaker A

Então, ó, diante dos estudos, né, quais são as práticas que a gente adota na cultura da manga, que é o que é esse capítulo, para manter os polinizadores, que outras espécies eu tenho que manter para manter a alimentação desses

74:52

Speaker A

polinizadores na região, né? E isso tem para para culturas que são feitas no Brasil inteiro, né? O manejo da própria cultura, quais são as práticas sugeridas, então aqui tá falando.

75:03

Speaker A

E outras práticas que eu preciso adotar para favorecer essa cultura. Deixa eu mostrar o segundo capítulo aqui.

75:15

Speaker A

Então proposta de plano de manejo para polinizadores da mangueira. Vamos ver se aparece aqui quais são os.

75:23

Speaker A

Bacino São Francisco. Biologia floral de volta. Duração dos estádios florais e alteração da da né? É, então, ó, que que acontece hora a hora, que horas do dia as flores vão tá abertas, que horas vai tá acontecendo cada coisa da flor, né?

75:45

Speaker A

Eh. Visitantes florais e potenciais polinizadores, então, nesse caso. Daí eles vão listando todas as as espécies.

75:58

Speaker A

Composição da guilda de visitantes florais. E aí quem quem foram todos os visitantes florais. Então, esse aqui é um trabalho do Ministério do Meio Ambiente, que falou ali, como eu mostrei, tomate, eh tomate, manga, não me lembro mais de

76:14

Speaker A

cabeça, graviola, açaí. Então, eu vou deixar com vocês esse trabalho, mas eu tenho vários outros aqui que eu vou mostrar para vocês. Então, deixa eu abrir outro agora.

76:25

Speaker A

Vou fechar esse. E vou abrir outro, pera lá. Eh. Não, não é esse que eu quero.

76:52

Speaker A

Eu tenho que compartilhar de volta, né? Então, vamos lá. Vamos lá. Esse aqui também é um é um é um outro trabalho interessante, guia ilustrado de abelhas polinizadoras do Brasil.

77:15

Speaker A

Eh. Então, vamos mostrar aqui como é que ele funciona, que eu acho que responde a alguma das perguntas que vocês trouxeram.

77:22

Speaker A

Ele também ele é um ele é um trabalho feito, né, com apoio da USP, da né, da CAPES, CNPq. É um trabalho, né, com uma base científica muito bonita, assim. E aí ele vai tá falando, olha, de todas

77:35

Speaker A

essas espécies aqui de abelhas, eu vou mostrar para vocês de quais plantas a gente tem que manter para favorecer a permanência delas na na área, né? E quais são as plantas que elas que elas são capazes de polinizar.

77:49

Speaker A

Então eu tenho uma parte inicial aqui conhecendo as abelhas, mas eu vou chegar aqui no na parte da do guia mesmo.

77:59

Speaker A

Então compreendendo o guia. Ele vai falar espécie é abelha por abelha, né? Qual é a espécie da abelha, qual é o nome popular, quais são as culturas agrícolas que essa espécie poliniza e quais são as outras plantas atrativas

78:13

Speaker A

que você tem que manter na sua área para garantir que ela permaneça ali, né?

78:17

Speaker A

Quando ela não tá polinizando a cultura de interesse. Então exemplos aqui. Então a Apis mellifera começa, mas depois a gente já chega nas nativas, né? Então, por exemplo, uma uma uma Bombus aqui, né?

78:28

Speaker A

Uma abelha grande, é uma mangava. Cultura que ela poliniza: abóbora e maracujá amarela. E outras plantas atrativas, daí ela vai dar a espécie com nome popular e com nome científico, né?

78:40

Speaker A

O fedegoso, a lobeira, a fruta-lobo, mercúrio do campo. E tem a região do mapa que ela deve ocorrer né?

78:47

Speaker A

Então isso tem para muitas espécies aqui, né? Abelhas sociais aqui, a Bombus de volta.

78:53

Speaker A

Vamos colocar outra aqui, uma uma Melipona fasciculata, né? Uruçu cinzenta. As culturas que ela poliniza: açaí, berinjela, caju, tomate e urucum.

79:03

Speaker A

Quais são outras plantas que ela, né? A gente tem que manter na área para ter essa presença dessa abelha ou para atrair essa abelha. Aqui de volta: fedegoso fruta-lobo lobeira jeribebes, né? E vai sabiá, sapateira.

79:18

Speaker A

Então se a gente volta ali na no enunciado, no no no primeiro sumário, a gente vê que isso contempla muitas espécies de abelha. Claro que a diversidade de abelhas do Brasil é muito grande, né?

79:30

Speaker A

Não vai falar aqui das 200 espécies de abelha já catalogadas, mas eu acho que das principais espécies de abelha que os meliponicultores costumam ter tão aqui, então tem todas essas abelhas aqui. Todos esses trabalhos que eu tô mostrando, gente, eu eu eu tenho os

79:45

Speaker A

arquivos e eu passo pro Sig e ele manda direto pra vocês, tá? Vocês não precisam ficar procurando na internet, eu eu vou entregar pra vocês eles já, tá? Então esse é um é um, eu acho que responde algumas das questões que vocês

79:57

Speaker A

trouxeram. Deixa eu mostrar mais outro trabalho aqui. Pera lá. Eh Deixa eu ver esse aqui.

80:13

Speaker A

Se tem as figuras, se não tiver figura eu não vou nem nem abrir. Não, esse não.

80:22

Speaker A

Eh Moranguero já foi. Deixa eu colocar o do tomateiro, então. Peraí cadê? Hum Agora polinização do tomateiro. Um trabalho bem simples, eu trouxe acho que na verdade a apresentação do trabalho, não é o trabalho científico que eu achei

80:58

Speaker A

melhor pra mostrar na aula, né? Então eles também fizeram uma avaliação em relação à cultura do tomateiro.

81:05

Speaker A

Eh aqui tem a especificação de como é que a flor tá organizada, né? Com eh aqui no meio, então vocês veem aqui, ó, a parte feminina da flor, aqui no meinho, e as anteras com pólen aqui na lateral. Tomateiro é uma das

81:19

Speaker A

culturas que a gente vê que se beneficia da vibração das abelhas com vibração, né? Então ela vai ter esses esses grãos de pólen que ficam geralmente guardados dentro das anteras, tá?

81:33

Speaker A

Eh Então aqui algumas das abelhas que vão tá, por exemplo, visitando aqui a abelha Bombus, ela é capaz de fazer a vibração, né?

81:44

Speaker A

Então as abelhas vibram as anteras e com isso os grãos de pólen saem direto para o estigma da própria flor e para o corpo das abelhas, né? As abelhas europeias, então elas não são capazes de vibrar e então quando a

81:55

Speaker A

gente vê uma abelha europeia visitando um pé de tomateiro, ela é considerada uma pilhadora, né? Ela não vai fazer a polinização, ela vai conseguir pegar alguns recursos florais, né? Mas ela não vai fazer a polinização nesse caso.

82:08

Speaker A

É, e aí a questão dos dos polinizadores nativos. Então esse trabalho também fez mais ou menos como aquele que eu mostrei para vocês do do morango, né? Eles também sacaram para ver a diferença dos morangos que tem ou que não tem a

82:22

Speaker A

polinização. Sacaram as flores no caso, né? Para as abelhas não poderem visitar as flores.

82:28

Speaker A

E aí eles foram comparar. Então, ó, tomates com polinização e tomates sem a polinização. Às vezes a planta é capaz de se autopolinizar, mas é em pequena pequena quantidade, né?

82:41

Speaker A

Então à esquerda os produzidos com visitas pelas abelhas e à direita, né, são frutos de flores que não foram visitadas por abelhas, dá uma mudança muito importante do ponto de vista da produção né?

82:53

Speaker A

É, então eles mediram aqui ganhos da produção, né, em né, em número de grãos de pólen, conversão de flores que viraram frutos, no tamanho dos tomates, no número de sementes dos tomates, né?

83:06

Speaker A

Então isso mostra a importância no caso e aqui as principais abelhas, né, que foram polinizar a flor dos tomateiros ali.

83:14

Speaker A

Que são as abelhas chamadas pretinha, mamangava verdinha verdinha mamangava né? É, e aí eles também falaram sobre a importância da vegetação nativa próxima aos cultivos dos tomateiros, né? Porque cada uma dessas espécies é capaz de viajar né um um limite de distância em relação à à

83:34

Speaker A

colmeia delas, né? Eles verificaram, né, que quanto maior a proporção de vegetação nativa ao redor da plantação, maior era a quantidade de abelhas que estavam visitando o plantio, né?

83:45

Speaker A

E aí eles vão chegar nas práticas agrícolas que são parecidas com aquelas que a gente já falou, né? A questão de manter vegetação nativa por perto e de manter, eh, outros, outros recursos possíveis, né? Outras plantas, outros alimentos, água para manter os

84:02

Speaker A

visitantes florais. Então, esse é o trabalho do, que eu trouxe para falar do tomateiro.

84:09

Speaker A

Vamos lá, vou fechar esse e vou falar, abrir outro ainda daqui a pouco eu falo, vou para as perguntas, tá?

84:14

Speaker A

Eh, acho que eu vou só para, deixa eu ver qual que é esse. Tem uma lista grande aqui de trabalhos.

84:31

Speaker A

Aqui tem um trabalho, gente, mostrando para vocês, pera aí, eu não compartilhei ainda. Esse aqui, ó, das abelhas nativas sem ferrão e serviço de polinização em espécies florestais, né? Porque a gente também, né, tem essa, essa importância para, para as espécies florestais.

85:05

Speaker A

Então, um trabalho da Embrapa. Deixa eu descer aqui. Eh, as, as abelhas sem ferrão, né? A importância delas para além do mel, eh, a produção delas em, eh, a importância dela para as espécies arbóreas, tá? Então, vamos ver aqui um pouquinho.

85:28

Speaker A

Fala um pouquinho das espécies sem ferrão, das abelhas sem ferrão, por que que elas são importantes.

85:35

Speaker A

Eh, estudos qualitativos do aumento da produção, né? Então, um exemplo prático é como as abelhas nativas sem ferrão podem influenciar a produção de uma espécie, pode ser visto em plantio de café no Panamá, na Costa Rica. O café é

85:48

Speaker A

uma planta autógama, pois desenvolve processos de autofecundação. Então, não é que ele não vai produzir sem a polinização né?

85:55

Speaker A

Essa essa característica dele levou cientistas por muito tempo a descartarem a necessidade de estudos de polinizadores. Mais recentemente observou-se que a visitação de abelhas pode incrementar a produção de café de 7 a 56%.

86:09

Speaker A

Então, os números são meio vagos, né? De 7 a 56%, mas em geral a gente percebe que mesmo que a planta consiga fazer autofecundação, a visitação, né, por abelhas vai incrementar muito a a a produção. Nesse caso aqui eles estão

86:24

Speaker A

falando de café ainda, mas vamos falar passar para outras outras espécies. Então, também aqui o uso das abelhas sem ferrão para produção da palmeira juçara ou do açaizeiro aqui do sul, né? Por muito tempo a produção de de juçara

86:40

Speaker A

focou só a produção de palmito, até que essa espécie ficou de fato ameaçada de extinção, porque, né, para produzir o palmito você corta a palmeira fora, né? E geralmente era era só a extração do palmito, né? Era extrativismo e não era plantio.

86:54

Speaker A

Mas hoje em dia a gente tem já um mercado importante para comercialização do açaí da palmeira juçara, né? É parecido com o açaí do norte, né? E aí a gente vai estar querendo explorar os frutos e os frutos de fato dependem do

87:09

Speaker A

serviço de polinização do açaizeiro, né? E nesse caso da palmeira juçara. Então, tem várias espécies, né? Essas aqui da Mata Atlântica que são capazes de polinizar o o a palmeira juçara.

87:23

Speaker A

Eh, vou fechar. Acho que eu vou parar porque fica meio difícil, né, a aula assim. Eu tenho outros arquivos aqui que depois eu compartilho com vocês e que mostram, né, o serviço das abelhas em outras espécies, tá? De de plantas cultivadas

87:39

Speaker A

também. Eh, então, deixa eu fechar essa aqui. Acho que eu vou Pode voltar para a aula de para para os slides da aula, Siga, acho é você que consegue colocar, né?

87:52

Speaker A

Isso obrigada. E aí eu deixo o meu contato, eh, agradeço desde já, né, a a a presença de vocês e vou dar uma olhada nas perguntas para a gente seguir conversando, tá? Então agora que eu vou dar uma uma lida nas perguntas. Acho que

88:06

Speaker A

eu vou de trás para frente que facilita eu não me perder. Pode ser? Então, as plantas que ficam mais perfumadas durante a noite é por conta de polinizadores noturnos, como as mariposas? Nesse caso, elas também fornecem pólen e néctar durante o dia?

88:21

Speaker A

Então, as plantas que ficam perfumadas durante a noite, se a gente parar para perceber, geralmente elas também não têm muita cor, né? A maioria das das flores que se abrem de noite são flores brancas, né? E aí sim,

88:33

Speaker A

eh, é é importante ver que tipo de perfume a gente tem e que tamanho de flor a gente tem. Muitas né delas são são polinizadas por morcegos, né? Os morcegos são importantes polinizadores também.

88:44

Speaker A

Eh, e mas eu não sei dizer, né, com certeza se isso se aplica para todas as plantas, né? Pode ser mariposa também, como a pessoa colocou, e se elas fornecem pólen e néctar durante o dia. Aí, eh, também

88:58

Speaker A

cada caso é um caso. Então tem tem estudos que analisam justamente isso, que hora que a planta tá liberando mais ou menos néctar, que hora a planta tá liberando mais ou menos pólen.

89:10

Speaker A

Eh, plantas que são generalistas, que podem ser polinizadas por muitos, eh, tipos de animais, geralmente não não regulam muito, né, a liberação do pólen e do néctar, porque se um visitante quiser vir e prestar o serviço, tá ótimo, né? Mas essas plantas

89:27

Speaker A

que ficam mais perfumadas à noite, né, acho que estão liberando mais néctar à noite também, já que elas estão gastando, eh, energia para liberar o perfume, é porque elas também vão querer que esse serviço aconteça mais de noite do que de

89:42

Speaker A

dia. Então essa é a tendência, né, geral. Apesar das gimnospermas não terem flores, elas possuem pólen? As abelhas usam?

89:51

Speaker A

Boa pergunta, é Luciana. Olha, eu não saberia te dizer, sinceramente, eu nunca li, eu nunca li especificamente sobre isso, né?

90:00

Speaker A

É, porque e a gente tem regiões assim com monocultura de pinos, por exemplo, né? Que no período da polinização fica com muito pólen disponível no, no ar. É.

90:11

Speaker A

Eu nunca li sobre isso e nunca, talvez alguém já tenha reparado se as abelhas vão lá nos estróbilos, na, naquelas estruturas ali liberadoras de pólen da, das coníferas. Nunca li sobre isso.

90:23

Speaker A

Não sei se, se acontece, desculpa, né? A gente vai tendo muitas novidades surgindo também na, na ciência, né? Então, não sei se vocês conhecem, por exemplo, o caso do mel de melato de bracatinga aqui de, de Santa Catarina e do planalto é sul do,

90:40

Speaker A

do Paraná e do norte do, do Rio Grande do Sul, né? É, esse é um dos casos únicos conhecidos pela ciência de mel produzido a partir de não flor, né? O mel não floral, que é uma, existe uma,

90:55

Speaker A

uma planta chamada bracatinga, que no período que ela floresce, muitas plantas visitam e fazem o que era chamado mel de bracatinga. Mas no inverno, ela não tá em flor e ela tem, né? Uma, elas são atacadas por é cochonilhas.

91:11

Speaker A

E as cochonilhas liberam um líquido açucarado e as abelhas visitam e pegam esse líquido açucarado da cochonilha, ou seja, não é de uma flor, e produzem o mel de melato, que é um mel bem escuro, né? Que por muito tempo os, os

91:26

Speaker A

apicultores, no caso a abelha ápis, né? Eles desprezavam esse mel, descartavam esse mel, mas que recentemente ele tá sendo muito valorizado para exportação.

91:35

Speaker A

Então, assim, se as abelhas são capazes de pegar até um recurso vindo de cochonilha, né? Deve ter muitos outros recursos que a gente ainda não, não detectou que elas aproveitam da natureza né?

91:46

Speaker A

[roncando] É. Próximo da minha casa tem um grande plantação de café. Percebo que na época da floração, tu, é, acho que é tubuna, não.

91:54

Speaker A

É, ah, Tububa de Mandaguari. Chegam com pólen branco. Pode ser do café? Gente, essas perguntas de vocês muito específicas, eu não vou ser capaz de responder, vocês me desculpem.

92:05

Speaker A

É, eu acho que num dos trabalhos que eu vou disponibilizar tá falando da cultura do café e talvez ali diga quais são as espécies principais polinizadoras do café.

92:16

Speaker A

Tá? É. Vamos ver lá. Que mais? Como consigo baixar os estudos? Então eu vou passar para vocês esses estudos e tem alguns outros que eu acabei não abrindo aqui, tá?

92:27

Speaker A

É, quero os PDFs, pode deixar. Ah, não dá para aumentar a imagem, por favor. Foi por isso que eu parei de abrir os PDFs, é porque quando eu carrego aqui, eu fico meio sem controle no no tamanho que eles

92:38

Speaker A

que eles, é, aparecem, desculpa. Vejo que o agronegócio não valoriza os polinizadores. O agro é pop, mas os polinizadores são mais pop ainda. Não vejo líderes comentando sobre isso. Por quê?

92:51

Speaker A

Pois é, é o Antônio, né, que que tá perguntando. Pois é, Antônio, a gente vê assim que que o o o agronegócio, esse agronegócio em grande escala, porque quando a gente fala de agronegócio é importante a gente também especificar de quem que a gente

93:06

Speaker A

tá falando, né? Porque, por exemplo, aqui na na aqui no campus que a gente atua, né, no no no campus Rio do Sul, a gente tá num campus agrícola, a gente tem um, né, internato, uma escola com internato, muitos filhos de agricultores

93:19

Speaker A

familiares, né, a gente tem mais de 300 alunos internos. Eles são majoritariamente da agricultura familiar, mas eles se entendem enquanto agronegócio. Então, é importante a gente especificar de quem que a gente tá falando, né? Mas é esse esse agronegócio voltado para produção

93:35

Speaker A

de commodity, voltado para exportação e muito baseado na monocultura e no latifúndio, né, realmente tem tem muito pouca preocupação com os polinizadores, né? Eles né, foi o que eu falei antes. Essa prática da monocultura em latifúndio, realmente para os

93:53

Speaker A

polinizadores é muito prejudicial, porque ela elimina os espaços de vida, né? revolve o solo, então mesmo os polinizadores que vivem no solo, é, adota essa, essa, esse uso muito, muito disseminado de, de agrotóxicos e são todas práticas que a gente vê que,

94:12

Speaker A

que realmente são ameaças a, aos polinizadores. Agora a gente tem outras, outras formas, né? de uso da terra possíveis, né? e muita gente estudando elas, né? Então, é, essa adoção do plantio direto, por exemplo, do revolvimento mínimo do solo,

94:27

Speaker A

é, de uso de outras formas, de outros bioinsumos, a gente tem hoje em dia, né?

94:32

Speaker A

muitas pesquisas com uso de, de inimigos naturais para combate a pragas agrícolas, né? que são muito mais específicos do que são, por exemplo, os, a maioria dos agrotóxicos, de uso de, de fungos, né? é, de bactérias também, né? para combater

94:50

Speaker A

nematóides e outras coisas, então, acho que são práticas que a gente vai ter que aos poucos começar a, a repensar, né? na, na estruturação da nossa, da nossa agricultura, né? Não é fácil, né?

95:03

Speaker A

É, eu só falei da agricultura, não, só da agricultura. Não, só da agricultura, mas inclusive o tal do Aedes Aegypti aí, eles também estão usando o tal do, como é que é?

95:12

Speaker A

Wolbachia, Wolbachia, uma coisa assim, o mosquitinho lá. É, eu vou passar o código número dois, né? porque eu acho que você não vai, é, hoje não vai até às 10, né? Eu acho que não.

95:23

Speaker A

Acho que não, né? Não, então eu já vou passar o código número dois. Um veículo bem de boa é, canoa, então escreva aí a palavra canoa, c a n o a, obrigado.

95:41

Speaker A

Aqui, a, a Ana Cláudia falou então do milho né? e da questão que ela tem um paredão de mata para não ter polinização cruzada. Então, quando a gente fala de polinização cruzada, né? a gente está falando é alguns casos de polinização cruzada quem

95:58

Speaker A

faz são os insetos polinizadores e em casos são o vento. No caso do milho o vento é muito importante para polinização.

96:04

Speaker A

E aí a gente tem de fato essa contaminação. Então outro perigo daquilo que eu falei, né, do do pólen transgênico e da gente ter pouca informação sobre os perigos que ele pode representar para a fauna é o perigo de polinização cruzada e

96:17

Speaker A

desse gene é transgênico chegar em muitas outras plantas que não seja só a planta que foi realmente geneticamente modificada, né?

96:26

Speaker A

E aí a importância dessas barreiras, então o paredão de mata, um um quebra-vento, uma cerca viva, nesse caso faz muita diferença, além de ser também um corredor de manutenção, né, de de faixas é boas para as abelhas transitarem né?

96:42

Speaker A

Então que legal, que bom que tem gente ainda cultivando o milho Parabéns, Ana Cláudia.

96:48

Speaker A

É vejo que o agronegócio não valoriza, foi, vamos lá. Para melhorar isso ao longo do tempo vai muito manejo com espécies vão favorecer incorporação de matéria orgânica, cultivos que produzam muita biomassa.

97:03

Speaker A

Aqui foi o acho que é Andrew, né, que falou. Eu não sei mais do que que eu tava falando nessa hora, né?

97:09

Speaker A

É, talvez a questão do plantio direto, tô supondo, né? Pois é, que a gente tá falando de de biomassa, mas não tenho o direito, se ele quiser responder aqui embaixo para esclarecer para mim quem sabe eu consiga consiga responder

97:22

Speaker A

melhor essa questão. Eu tenho jasmim manga e notei que não vai polinizador alguma nas suas flores, nem beija-flor frequenta. Por que será?

97:32

Speaker A

Luciana, eu eu tenho quase certeza que o jasmim manga é uma espécie exótica, né?

97:36

Speaker A

É, eu não sei dizer quem é o polinizador dela. Mas eu acho que talvez seja essa questão, né? Talvez essa planta essa planta tenha polinizadores que sejam nativos de de outro outro local, né?

97:52

Speaker A

Ou talvez seja visitado de noite também, não sei. É, como atrair a beira mamangava para a cultura do maracujá? Então, essa pergunta, eu vou disponibilizar ali aquele aquele plano de manejo, mas eu tenho um tenho um artigo específico para polinização do

98:12

Speaker A

maracujazeiro, tem uma apostila, tá? E eu vou disponibilizar para vocês. Então, o como eu falei, né, o cultivo do maracujá, ele é dependente dessas abelhas grandes, de fato. Em algumas regiões, elas estão ficando muito ameaçadas.

98:26

Speaker A

E então, nesse nessa apostila vai dizer eh espécies importantes para manter para essas abelhas permanecerem, que vão gerar recursos florais para elas ao longo do ano todo e também da importância de disponibilizar eh ambiente para elas fazerem ninho, né? E

98:43

Speaker A

para essas abelhas são muito aqueles aqueles ninhos possíveis em oco, né? Então, fazer estruturas mesmo artificiais, com bastante bambuzinho, por exemplo, eh ou tijolos, às vezes algumas pessoas usam, ajuda, né? Porque uma da não falta só recurso alimentar, às vezes faz falta recurso

99:03

Speaker A

eh de ambiente para nidificação também nos espaços. Tá? Mas tem um plano de manejo específico para o maracujazeiro e daí eu vou disponibilizar para vocês.

99:15

Speaker A

Eh Então, há uma relação das abelhas nativas ideais para polinizar cada cultura? Eu vou mostrar Então, vai ser esses trabalhos que eu vou mostrar para vocês, tá? Eu vou vou passar e daí vocês vão ter que pesquisar, porque eu não sei

99:27

Speaker A

dizer de cabeça aqui qual cultura eh é polinizada por cada espécie. Mas naqueles trabalhos que eu mostrei, né, do guia das abelhas, também tem bastante, né? Cada abelha e quais são as culturas que elas polinizam.

99:41

Speaker A

Eh do Ricardo, as as plantas melitófilas, né? E quais são as que as abelhas visitam para polinizar ou para pegar o néctar. Acho que é a mesma coisa, né? Acho que eu vou nesses trabalhos que eu vou disponibilizar, para algumas espécies

100:02

Speaker A

vai ter, mas não para todas. Eh Não sei se eu consegui responder. Tem, deixa eu ver se tem mais pergunta mais para cima ainda.

100:12

Speaker A

Sigi, pode me ajudar a localizar as perguntas, se você quiser. Eh É, as que estão lá em cima, a maioria acho que já já foi respondida ali, porque eles estavam pedindo sobre os as a lista e essas outras coisas. É.

100:27

Speaker A

Conheço uma pessoa que foi estudar sobre as abelhas, né, sem ferrão, porque era para estar uma destruindo uma planta dele e ele queria saber como eliminá-la. Hoje ele leva colônias nas escolas para fazer educação ambiental.

100:39

Speaker A

É, eu acho que essa coisa de estar destruindo talvez fosse o caso de uma planta que ela era pilhadora, né? Talvez ela tivesse chegando para consumir consumir recursos e e às vezes até danifica, né? Algumas abelhas realmente, se o nectário está escondido, algumas

100:55

Speaker A

abelhas conseguem perfurar ali para para atingir, né? E e realmente acessar o néctar e daí elas realmente estragam, né?

101:03

Speaker A

A as a [limpando a garganta] as flores e daí a planta não vai produzir.

101:09

Speaker A

Vamos lá. Como as abelhas nativas sem ferrão comunicam às companheiras a localização do do alimento, já que não realizam a dança das ápis?

101:19

Speaker A

Eu não sei responder essa pergunta, gente. Eu preciso fazer o curso que vocês estão fazendo para aprender várias coisas sobre as abelhas sem ferrão.

101:26

Speaker A

Talvez o Sigi saiba saiba responder. Sigi, fica à vontade para para contribuir. Ah, e o que o que se sabe é que são outro outras formas, por exemplo, através de cheiros, né?

101:39

Speaker A

Eh tem um experimento do professor Kerr, eh que fez, ele colocou um xarope num lugar e colocou, digamos assim, lá, isso foi lá na Universidade de Viçosa, se não me engano.

101:53

Speaker A

Eles passaram, inclusive essa reportagem no Globo Rural. E aí eles mostraram como as abelhas saíam da caixa e iam lá no xarope e paravam numa árvore ali e ficavam marcando a árvore.

102:05

Speaker A

É, então, tipo assim, uma trilha de cheiro. É meio parecido com a o que as formigas fazem, que deixam o cheiro, né? As formigas, elas não não vão pelos olhos, elas vão pelo cheiro. Então, é essa a teoria que

102:20

Speaker A

o que o professor Kerr eh dizia que funcionava. Eu não sei se é isso mesmo ou se eles elas se lambuzando lá no xarope paravam lá para se limpar. É uma teoria que eu tenho, né? Mas o professor Kerr

102:37

Speaker A

achava que essa era a marcação delas, que elas deixavam o cheiro lá na folha, tipo assim, a trilha, elas talvez iam parando de árvore em árvore e aí pela trilha as abelhas iam chegar lá no xarope. Claro que a distância

102:50

Speaker A

também não é uma distância de de 500, 600 m, digamos assim, 1 km. Mas foi o experimento que ele fez. Mas ele pode ser contestado e se a gente descobrir outras maneiras, mas em princípio é trilha eh de feromônio, de de cheiro, né?

103:11

Speaker A

Teve uma pergunta ali sobre a amora. Acho que é a amora preta que está falando, né? Que é mais usada para para agricultura.

103:19

Speaker A

Tem um trabalho, eu até abri ele aqui, tava na lista dos trabalhos que eu ia enviar para vocês. Ele foi feito até aqui em Santa Catarina, em Timbó, se não me engano. E eles fizeram aquele trabalho parecido de ensacar algumas

103:31

Speaker A

flores, não deixar que elas fossem visitadas e outras flores deixar disponíveis para para polinização. E eles detectaram aqui também, acho que é um aumento de 48% na produção dos frutos de de amora.

103:44

Speaker A

Eh e os principais visitantes são, de fato, abelhas também. Eh deixa eu ver, ó. A família com maior riqueza de espécies foi Halictidae e a mais abundante foi Apidae.

103:56

Speaker A

Eh o predomínio da Apis mellifera, né? Que que foi quem mais visitou a amora.

104:01

Speaker A

Eh mas foi detectado aqui ela, então, era o principal polinizador da da da amoreira nessa região, mas teve outras abelhas que visitaram e também fizeram a polinização de amora, tá?

104:14

Speaker A

Mas de fato aqui nesse trabalho eles estão apontando a Apis mellifera como a principal polinizadora da da da amoreira.

104:22

Speaker A

Eh Vamos ver aqui. Alguém respondeu amora Jataí bugias, ó. Também deve ter. Deixa eu ver se aparece essas espécies aqui no trabalho que eu abri.

104:34

Speaker A

Mas talvez você esteja falando da outra da outra amora, né? Que não é essa amora preta, talvez.

104:41

Speaker A

É. Tenho uma comédia abelha guaxupé, percebo que come os botões de algumas espécies de orquídeas, pois tenho muitas plantas. O que posso fazer para evitar que elas ataquem os botões?

104:54

Speaker A

Gente, eu acho assim, ó, vocês podem tentar sempre é disponibilizar outros recursos no mesmo período para essas abelhas, mas garantia a gente nunca tem. Talvez o que você pudesse fazer era realmente dar fazer uma uma barreira física, porque

105:09

Speaker A

não tem como, né? A é impedir que as abelhas acessem. As abelhas, como eu falei, às vezes elas para chegar no néctar, elas danificam mesmo a flor, né?

105:18

Speaker A

Eh elas danificam a flor para furar e para acessar. Não sei se é o néctar que elas estão querendo, eu acho que sim, né?

105:25

Speaker A

E e aí eh estragam estragam a planta, né? E aí é um é a que mesma questão que a gente falou do agronegócio, da agricultura, né? A gente não quer tomar nenhuma medida radical, então a gente tem que ir

105:39

Speaker A

trabalhando com outros recursos atrativos, alguns recursos repelentes, barreiras físicas, eh eh estratégias alternativas que nos ajudem, né? A a lidar com essa situação.

105:54

Speaker A

As roseiras são uma boa opção para as abelhas? Olha, em nenhum dos trabalhos que eu li falou de roseira, mas é porque os trabalhos que eu trouxe, que eu acessei, eu acho que eles estão enfocando principalmente nas espécies nativas,

106:07

Speaker A

tá? Então, o que eles vão trazer principalmente, eu acho que é espécies nativas que vão ser atrativas para as abelhas em cada bioma e daí eles vão falar das espécies da caatinga para as abelhas da caatinga, das espécies da

106:20

Speaker A

mata atlântica para as para as abelhas da mata atlântica. Eh, então eu para essa aula acabei não lendo muito sobre essas espécies de uso mais, eh, para jardim, né, para tá tá tá me fugindo a palavra correta aqui.

106:36

Speaker A

Para É, se me permite um adendo, Nini. Vai lá, vai lá. vi eu já vi abelha nativa em roseira, sim.

106:45

Speaker A

Mas era manduri e eu não sei se ela não tinha outra opção, mas ela tava visitando. Mas não é assim uma uma tão recomendada.

106:58

Speaker A

Mas vai que na ausência de outra fonte, elas vão lá. É. Aquilo que eu falei também no no começo da aula, né? Muitos estudos apontam, né, a existência desse desse dessas relações muito íntimas chamadas de mutualismo, de coevolução,

107:16

Speaker A

mas também apontam a existência de abelhas, eh, com hábitos bastante generalistas e de plantas também polinizadas por mais de um polinizador.

107:28

Speaker A

Então é isso que o que o Sig falou. Não tendo o recurso preferencial da abelha, muitas vezes ela vai em outros recursos que tão disponíveis, né?

107:37

Speaker A

Paisagismo, isso mesmo, essa palavra que eu tava tava querendo. [risadas] Eh, aqui as plebeias adoram as mini rosas, acho que ele tá eh, manduri e arapuás, ó. Eu adoro dar aula nesse nesse curso porque eu sei que vocês

107:51

Speaker A

conhecem muito, então a maioria das perguntas que eu não sei responder, vocês um sabem responder para os outros, né?

107:58

Speaker A

Eh, é muito rica a experiência dos dos meliponicultores né? [roncando] Pessoal, então assim, o que eu tinha preparado para para aula de hoje era mais ou menos isso.

108:09

Speaker A

Não sei se faltou eu abordar algum algum tópico que vocês, né, têm curiosidade e o Sig também, então eu eu fico à disposição para tentar para tentar responder, né, outras questões depois se vocês tiverem por por e-mail.

108:25

Speaker A

Espero ter ter alcançado aí o objetivo da aula de falar de polinização, né, o objetivo inicial que eu tinha trazido era esse de de demonstrar para vocês que quando a gente fala de polinização a gente está falando de um

108:37

Speaker A

de uma função, né, para planta que é a função reprodutiva, né, reprodução sexual da planta e ao mesmo tempo, né, de um benefício alimentar que as abelhas têm e em troca estão prestando esse serviço para as plantas, né.

108:52

Speaker A

Faltou os PDFs, mas eu não sei como como mandar, eu acho que eu vou mandar tudo para o SIG e ele disponibiliza para vocês né gente?

108:59

Speaker A

Sim, você manda para mim eu coloco lá no todos os links, tá? Então é lá no todos os links eu mando para vocês.

109:08

Speaker A

Pode deixar, eu vou mandar uma pasta, tem acho que, deixa eu ver, eu vou até ver aqui, tem um tem muitos estudos no que eu separei aqui.

109:18

Speaker A

Um dois três quatro cinco seis sete oito nove, 10, 11 arquivos eu vou mandar para vocês, tá bom?

109:26

Speaker A

Uma mochila, ah, não, uma pasta, isso. Uma pasta. [risadas] O código número três, antes que o pessoal fuja aí, né? Então o código número três é o seguinte: Ela é bem de boa a leoa.

109:42

Speaker A

Então hoje os três códigos rimaram aí, né? Então o código número três: leoa. Ela é bem de boa a leoa.

109:52

Speaker A

Bom, então assim, a gente chega ao fim dessa transmissão. É isso. Não sei se você ainda quer fazer alguma consideração.

109:59

Speaker A

Não, só agradecer, SIG, pelo convite, espero ter ter contribuído e muito obrigada pela atenção, né, de todo mundo que estava aqui com a gente hoje.

110:08

Speaker A

Então tá, eu também agradeço aqui a sua participação e espero contar ano que vem de novo, né, com a sua participação aqui.

110:18

Speaker A

E dizer para vocês então que nós vamos ter aí é o feriado aí no na segunda-feira então para quem tem os seus entes queridos que já se partiram né?

110:31

Speaker A

Que eles tenham deixado boas lembranças para vocês né? O importante é aproveitar enquanto estamos vivos porque depois é não resolve muita coisa.

110:43

Speaker A

Tenham então todos um bom fim de semana e a gente se encontra de novo lá na quarta-feira.

110:49

Speaker A

Boa noite. Tchau tchau gente, boa noite, muito obrigada viu?

Topics: polinização abelhas sem ferrão meliponicultura polinizadores evolução das plantas agricultura biodiversidade ecologia Instituto Federal Catarinense

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