**O que ainda pesa, mas já não te pertence? (áudio) — Transcript & Summary | SozAI**
Source: https://sozai.app/transcript/peso-que-nao-pertence/

Reflexão sobre o olhar de Jesus e a compaixão para superar julgamentos e cultivar amor e compreensão.

## Key Takeaways

- O olhar de Jesus nos ensina a ver além das falhas e reconhecer a essência divina em cada pessoa.
- A compaixão e a empatia devem substituir o julgamento e a crítica automática.
- Aceitar os próprios erros é fundamental para não projetar dureza sobre os outros.
- Não devemos nos apegar a críticas, calúnias ou desânimos, mas seguir cultivando o bem.
- A maturidade espiritual se manifesta no amor maduro e na perseverança diante das dificuldades.

## What the video covers

- Gisela Vallin compartilha um áudio especial de domingo de Páscoa com um texto psicografado por Chico Xavier, escrito por Emmanuel.
- O texto 'O Olhar de Jesus' destaca a importância de ver além das falhas e reconhecer a essência divina em cada pessoa.
- Jesus é apresentado como alguém que não julga, mas ama incondicionalmente, vendo potencial e essência crística nos outros.
- Gisela enfatiza a necessidade de substituir o julgamento por compaixão, empatia e sensibilidade diante das dificuldades alheias.
- Ela alerta contra a autocrítica excessiva e a culpa, incentivando a aceitação dos próprios erros e limitações.
- O áudio também aborda a importância de não reduzir ninguém a seus erros ou momentos difíceis.
- Gisela cita Osho para reforçar que a compaixão é o amor maduro que transforma relacionamentos.
- Outro texto lido, 'O Pó das Sandálias', orienta a não se apegar a críticas, calúnias ou desânimos, mas seguir cultivando o bem.
- Sacudir o pó das sandálias simboliza deixar para trás atitudes negativas e seguir com fé e perseverança.
- A mensagem geral é um convite à maturidade espiritual, amor e compreensão para uma vida mais leve e plena.

Answers

## Questions about this video

Qual é a mensagem principal do texto 'O Olhar de Jesus' apresentado no vídeo?

A mensagem principal é que devemos aprender a ver além dos erros e falhas aparentes das pessoas, reconhecendo a essência divina e exercitando a compaixão em vez do julgamento.

O que significa 'sacudir o pó das sandálias' segundo o texto citado no áudio?

Significa deixar para trás atitudes negativas como a preocupação excessiva com críticas, calúnias, desânimo e a necessidade de reconhecimento social, seguindo com fé e perseverança no caminho do bem.

Como o vídeo sugere que devemos lidar com nossos próprios erros e limitações?

O vídeo sugere que devemos aceitar nossos erros com compaixão e não nos punir excessivamente, evitando a autocrítica dura e reconhecendo que todos somos imperfeitos e em constante aprendizado.

## Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:00

Speaker A

Olá, pessoal, tudo bem? Tô aqui de novo para conversar com o seu coração e não com o seu cabeção.

00:14

Speaker A

Se você sente afinidade com a minha energia, então, esse áudio é para você.

00:20

Speaker A

Gente, como de costume, esse é o áudio dos domingos às 17 horas, sempre que possível, colocarei áudios aqui no canal como extra.

00:32

Speaker A

Mas os vídeos tradicionais que acontecem há mais de 10 anos, todas as terças-feiras, 11:30 da manhã, continuam normalmente, para quem prefere só me ouvir, agora vocês têm a opção de áudio aqui no YouTube e também nas outras plataformas, aquelas que são exclusivas só para áudios.

00:44

Speaker A

Gente, como hoje é domingo de Páscoa, eu decidi ler um texto belíssimo para vocês.

01:00

Speaker A

É um texto do Emmanuel, psicografado pelo Chico Xavier.

01:10

Speaker A

Tá na obra que se chama Viajor e eu vou ler esse texto e depois vou tecer os meus comentários.

01:20

Speaker A

O texto se chama O Olhar de Jesus e fala daquele olhar que vê além das falhas aparentes e que reconhece a essência divina do outro, né?

01:30

Speaker A

Não reduzindo a pessoa a um erro, mas sim enxergando a pessoa na sua essência crística.

01:36

Speaker A

Então, nesse texto, Emmanuel fala o seguinte:

01:42

Speaker A

Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus.

01:50

Speaker A

A fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argüeiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.

02:01

Speaker A

O mestre divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.

02:09

Speaker A

Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver.

02:20

Speaker A

Restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa de novo a enriquecer-lhe a existência.

02:28

Speaker A

E Maria de Magdala não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora.

02:38

Speaker A

E por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria.

02:46

Speaker A

Nela, plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria mais tarde a mensagem divina da ressurreição.

02:56

Speaker A

Em Zaqueu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indevida.

03:06

Speaker A

E sim, o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse.

03:15

Speaker A

E por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.

03:22

Speaker A

Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido.

03:30

Speaker A

Mas sim, ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho.

03:40

Speaker A

E por isso, transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do evangelho nascente.

03:49

Speaker A

Operoso e fiel, até o martírio e a crucificação.

03:57

Speaker A

Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato.

04:04

Speaker A

Mas sim, o colaborador traído pela própria ilusão.

04:13

Speaker A

E embora, sabendo-o fascinado pelas honrarias terrestres, sacrifica-se até o fim.

04:24

Speaker A

Aceitando a flagelação e a morte, para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos.

04:34

Speaker A

Soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.

04:43

Speaker A

Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos.

04:52

Speaker A

E a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências.

05:03

Speaker A

Porque, então, teremos atingido o grande entendimento.

05:10

Speaker A

Que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal.

05:20

Speaker A

Um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.

05:29

Speaker A

Nossa, eu acho esse texto muito forte, eu tô muito impactada só de ler o texto de tão profundo, né?

05:36

Speaker A

Porque o olhar de Jesus é de alguém que vê além das aparências, né?

05:43

Speaker A

Que não julga, que vê uma alma ferida precisando de acolhimento.

05:49

Speaker A

É sempre um convite muito profundo a gente aprender a desenvolver o olhar de Jesus.

05:57

Speaker A

Pra gente trocar aquele julgamento automático que a maioria de nós tem de apontar os erros do outro, de falar do outro, de criticar o outro.

06:07

Speaker A

Trocar isso pela compaixão, pela sensibilidade, pela empatia.

06:12

Speaker A

Porque por trás de um comportamento muito difícil, tem sempre uma dor ali.

06:19

Speaker A

Alguma coisa que a gente não consegue ver quando a gente julga.

06:25

Speaker A

Né, então, Jesus quando olhava, por exemplo, no caso de Zaqueu, né?

06:33

Speaker A

Ele viu um espírito que se perdeu, mas que podia se reencontrar.

06:40

Speaker A

Em Simão Pedro, ele viu um discípulo que estava em construção.

06:46

Speaker A

Né, enfim, tem vários exemplos aqui.

06:50

Speaker A

Que mostram que ele amava incondicionalmente, ele não julgava.

06:55

Speaker A

Ele não reduzia o outro a um erro.

06:59

Speaker A

E muitas vezes a gente mesmo, né, às vezes a gente tem um olhar muito duro conosco, quando a gente erra.

07:09

Speaker A

Muitas vezes a gente não aceita que errou, a gente se identifica tanto com o nosso erro que a gente fica anos e anos e anos com culpa, se punindo.

07:18

Speaker A

Né, a gente fica se criticando ou criticando outras pessoas por não aceitarmos o erro dos outros.

07:28

Speaker A

Mas quem somos nós, né, para não aceitar o erro do outro?

07:33

Speaker A

Sendo que a gente mesmo é cheio de erros, de falhas, de limitações.

07:40

Speaker A

E o olhar de Jesus é um olhar que tem muito a nos ensinar.

07:45

Speaker A

Porque é um olhar de amor, é um olhar de compaixão, de compreensão.

07:51

Speaker A

Então, nesse texto, ele é muito profundo, ele é muito relevante.

08:01

Speaker A

Porque ele não, ele nos ensina, na verdade, a não reduzir ninguém a um momento, a uma situação específica.

08:10

Speaker A

A um erro específico.

08:12

Speaker A

Ninguém é um erro.

08:17

Speaker A

A pessoa pode ter errado naquele momento, mas a pessoa não se resume a isso, né?

08:23

Speaker A

E por mais que uma pessoa erre, por mais que ela tenha limitações, ela tem uma essência crística dentro dela.

08:31

Speaker A

Evidentemente que com isso, gente, eu não tô dizendo para a gente se submeter a um vínculo indigno que nos faz mal.

08:41

Speaker A

Mas sim, para quando surgir o julgamento interno ou externo, a gente poder se perguntar.

08:50

Speaker A

O que que essa pessoa pode se tornar?

08:56

Speaker A

Ao invés de eu focar só naquilo que ela tá sendo agora.

09:01

Speaker A

Né, quando a gente consegue se deslocar dessa postura mais crítica e caminhar para um amor que atingiu a maturidade.

09:10

Speaker A

Desenvolvendo a compaixão, parafraseando Osho, né, Osho dizia que a compaixão é o amor que atingiu a maturidade.

09:16

Speaker A

Isso transforma muito os nossos relacionamentos.

09:22

Speaker A

Inclusive, tem um livro muito bonito que se chama Perante Jesus.

09:31

Speaker A

Também de Chico Xavier, psicografando Emmanuel, é um livro que tem muitos textos belíssimos.

09:40

Speaker A

Mas para complementar o que eu falei agora há pouco.

09:45

Speaker A

Gostaria de ler um texto que ele fala o seguinte:

09:51

Speaker A

O texto se chama O Pó das Sandálias.

09:54

Speaker A

Então ele fala assim, quando o Senhor nos recomendou sacudíssemos o pó das sandálias.

10:05

Speaker A

Ao nos retirarmos, retirarmos nos lugares em que a nossa cooperação fraternal ainda não se mostrasse suscetível de ambientação e reconhecimento.

10:15

Speaker A

Não nos induziu à indiferença, ao relaxamento ou à dureza espiritual.

10:22

Speaker A

E que o amor próprio, quando destrutivo em nossa personalidade, nos impele a resoluções e atitudes negativas.

10:32

Speaker A

Que de nenhum modo se coadunam com o programa cristão que fomos chamados a desenvolver.

10:40

Speaker A

O pó das sandálias é a preocupação doentia de recebermos o incenso das considerações sociais.

10:49

Speaker A

A tristeza improdutiva diante da calúnia ou da perversidade.

10:57

Speaker A

A dilaceração inútil perante a ignorância dos outros.

11:05

Speaker A

O anseio por resultados das nossas ações mais elogiáveis no campo imediatista da vida.

11:14

Speaker A

A revolta contraproducente junto às sombras do mal.

11:21

Speaker A

A indisciplina ante as ordenações transitórias do mundo.

11:28

Speaker A

O desânimo à frente das dificuldades.

11:34

Speaker A

O desalento entre os obstáculos naturais do caminho.

11:40

Speaker A

A exigência de compreensão alheia no capítulo de nossas manifestações pessoais.

11:48

Speaker A

Os melindres da suposta superioridade em que, muitas vezes, nos enganamos no próprio íntimo.

11:55

Speaker A

A desistência da boa luta ou a deserção perante a dor.

12:03

Speaker A

Semelhantes estados espirituais simbolizam o pó das sandálias que nos cabe alijar sem delonga.

12:12

Speaker A

Nos mínimos desequilíbrios entre a vida e nós outros.

12:20

Speaker A

Esqueçamos tudo o que nos incline ao resvaladouro da inutilidade e marchemos para adiante.

12:30

Speaker A

Grande é o campo da terra e até que a ventania e a tempestade possam remover os tropeços de muita paisagem empedrada e escura.

12:41

Speaker A

Na gleba do planeta, prossigamos semeando o bem, cultivando-o e defendendo-o.

12:50

Speaker A

Em todos os setores de nossa tarefa, convictos de que a plantação da luz.

12:59

Speaker A

Produzirá os resultados da felicidade e da perfeição para a vida imortal.

13:07

Speaker A

Gente, esse texto, ele é extremamente profundo.

13:14

Speaker A

Porque ele traz uma orientação espiritual muito prática, né, como se fosse um manual interno de uma postura que a gente deve ter diante da vida.

13:23

Speaker A

Então, sacudir o pó das sandálias, como fala o texto, não é ser indiferente, não é rejeitar o outro.

13:31

Speaker A

Mas sim, não carregar dentro de si aquilo que desequilibra a alma.

13:40

Speaker A

Então, por isso que quando Jesus orienta, né, sobre sacudir o pó das sandálias.

13:47

Speaker A

Isso não tem a ver com rejeitar um, o outro, ou, ah, vou embora porque eu não fui aceito.

13:55

Speaker A

Mas sim, para a gente não levar conosco aquilo que não pertence à nossa essência, porque o pó é aquilo que gruda na gente, mas não é a gente, né?

14:06

Speaker A

Então, o pó, ele não é o outro.

14:10

Speaker A

É aquilo que a gente às vezes acaba cultivando e segurando, às vezes por culpa, por medo.

14:20

Speaker A

Né, por melindre, por uma tristeza improdutiva, pela preocupação em ser reconhecido.

14:29

Speaker A

Então, o pó é aquele desânimo ou aquela exigência de compreensão.

14:35

Speaker A

No fundo, o pó, simbolicamente, ele representa o ego ferido.

14:43

Speaker A

Quando a gente tá com o ego ferido, a gente fica carregando esse pó conosco.

14:50

Speaker A

Que só vai alimentando o sofrimento do ego.

14:55

Speaker A

O melindre, o desânimo, a tristeza, a necessidade extrema de ser visto, de ser reconhecido, né?

15:01

Speaker A

Por isso que mais importante do que aquilo que acontece conosco.

15:07

Speaker A

É sempre a nossa postura interna diante de tudo que acontece.

15:14

Speaker A

Então, quando eu tenho muita necessidade de ser validada ou de ser compreendida, de ser reconhecida, quando eu tenho muita dificuldade de aceitar a frustração.

15:23

Speaker A

No fundo, esse amor próprio, entre aspas, não é bem o amor próprio, né?

15:30

Speaker A

É uma necessidade de validação do próprio ego.

15:34

Speaker A

Que a pessoa, ela quer muito ser olhada.

15:40

Speaker A

Ela não sabe se olhar com os olhos de Deus.

15:44

Speaker A

Ela não aprendeu a olhar para dentro.

15:48

Speaker A

Então, esse texto, ele fala muito desses estados que parecem pequenos.

15:55

Speaker A

Mas que acabam drenando a nossa energia.

16:00

Speaker A

O melindre, o desânimo, o desalento, a expectativa de resultado imediato, a revolta.

16:09

Speaker A

Tudo isso acumulado acaba nos paralisando.

16:14

Speaker A

Então, o pó, ele não destrói tudo de uma vez, mas ele vai se acumulando nas sandálias.

16:22

Speaker A

Até que a gente não consiga mais caminhar.

16:26

Speaker A

Por isso que a gente tem que tirar o pó das sandálias.

16:30

Speaker A

Né, justamente para não se identificar com aquilo que não é nosso.

16:37

Speaker A

Com aquilo que a gente não é em essência.

16:41

Speaker A

Não alimentando dramas internos, né?

16:47

Speaker A

Não justificando estados emocionais que nos enfraquecem.

16:53

Speaker A

Não nos apegando ao sofrimento.

16:55

Speaker A

Isso é responsabilidade espiritual.

16:58

Speaker A

Porque a maioria de nós, a gente fica preso nesses sentimentos sombrios.

17:07

Speaker A

E às vezes a gente se queixa, a gente tem a sensação de que a nossa vida não anda, de que nada acontece, de que nada flui.

17:17

Speaker A

Porque, na verdade, a gente tá apegado ao pó das sandálias.

17:22

Speaker A

A gente tá cultivando esses sentimentos densos dentro da gente.

17:30

Speaker A

Seja achando que o mundo está contra nós, seja alimentando revolta, sentimento de vingança, de competição, de comparação.

17:39

Speaker A

Seja melindroso por algo que alguém fez conosco no passado e a gente não perdoou.

17:46

Speaker A

E aí a gente vai cultivando esses sentimentos densos, né?

17:51

Speaker A

E com isso a gente vai entrando numa lama psíquica que fomos nós mesmos que criamos para nós.

17:58

Speaker A

Às vezes ao longo de muitas existências.

18:01

Speaker A

A gente vai se apegando a essa lama.

18:07

Speaker A

Como se aquilo representasse quem a gente é de fato.

18:10

Speaker A

Mas como eu sempre falo para vocês e já falei isso em outros vídeos, em outros áudios, a gente precisa aprender.

18:21

Speaker A

Né, não só com esse ensinamento do Cristo.

18:25

Speaker A

Mas também com o ensinamento de Buda sobre a questão da gente aprender a ser o lótus no meio da lama.

18:31

Speaker A

Então, de fato, esse mundo tem muita lama, tem muito caos.

18:38

Speaker A

Tem muita gente fazendo coisa errada, inclusive nós mesmos.

18:41

Speaker A

Tem muita energia densa.

18:44

Speaker A

Mas o nosso treino é justamente aprender a ser luz no meio do caos.

18:50

Speaker A

Aprender a ser o lótus no meio da lama.

18:54

Speaker A

Assim como a flor de lótus floresce na lama, o nosso treino.

19:00

Speaker A

É justamente aprender pelo contraste.

19:04

Speaker A

Por isso que a gente nasce num mundo de dualidade.

19:08

Speaker A

Porque se não fosse a sombra, a gente não teria o incentivo necessário para desenvolver a luz.

19:15

Speaker A

Se tudo fosse luz, a gente não poderia muscular a consciência.

19:19

Speaker A

Né, como fala o mentor amigo, a gente nasce num planeta.

19:25

Speaker A

De consciências tão diferentes, tão heterogêneas.

19:31

Speaker A

Justamente para aprender com o contraste.

19:34

Speaker A

Com os opostos.

19:37

Speaker A

Então, se não houvesse sombra, por que que eu iria me sentir estimulado a desenvolver a luz?

19:43

Speaker A

Então, é graças à sombra.

19:45

Speaker A

Graças ao mal que eu aprendo a desenvolver a luz.

19:48

Speaker A

Que eu aprendo a desenvolver a bondade, a fraternidade, a cooperação.

19:52

Speaker A

Então, existe um propósito para o mal existir.

19:56

Speaker A

Jesus dizia, né, o mal há de haver.

20:00

Speaker A

Mas ai daquele que o praticar.

20:03

Speaker A

Algo assim.

20:05

Speaker A

Não sei, não é ipsis litteris essa frase.

20:07

Speaker A

Mas a ideia é essa, né?

20:10

Speaker A

Então, o mal faz parte desse mundo.

20:13

Speaker A

Mas ai daquele que o praticar.

20:16

Speaker A

A pessoa que se deixa levar por uma conduta sombria.

20:22

Speaker A

Obviamente que ela está construindo aquilo para ela.

20:27

Speaker A

Ela está focando naquilo.

20:30

Speaker A

Ela está alimentando aquele pó nas sandálias, né?

20:33

Speaker A

Ela está alimentando o mal.

20:37

Speaker A

Então, gente, o grande treino, né, o grande desafio de estar nesse mundo.

20:44

Speaker A

É a gente poder passar por momentos difíceis.

20:50

Speaker A

É a gente poder lidar com pessoas difíceis.

20:54

Speaker A

Com pessoas que erram.

20:56

Speaker A

É poder lidar com os nossos próprios erros.

21:00

Speaker A

Mas sempre conscientes de que a gente não é o erro, de que a gente não é a sombra, a gente não é a treva.

21:08

Speaker A

Não é porque num momento específico da sua vida você estava mais entreva que você é treva.

21:16

Speaker A

Ninguém é treva, ninguém é sombra.

21:19

Speaker A

A gente tem sombras, a gente tem momentos difíceis.

21:24

Speaker A

Mas a gente não se resume a isso.

21:27

Speaker A

Em essência, na essência crística, na essência divina.

21:32

Speaker A

Somos todos espíritos puros.

21:35

Speaker A

Só que a gente vem, né, passar aqui por esse plano.

21:41

Speaker A

Para desenvolver a consciência, para fazer essa musculação.

21:45

Speaker A

Então, a gente fica aqui imerso na matéria densa.

21:50

Speaker A

Tendo que lidar com dor, com dificuldade, com medo.

21:56

Speaker A

Com raivas guardadas, ciúmes, inveja.

22:00

Speaker A

Enfim, a gente tem que aprender a trabalhar o nosso lado sombra.

22:06

Speaker A

Mas sem culpa, né?

22:09

Speaker A

Porque sombra todo mundo tem.

22:13

Speaker A

Senão não estaria encarnado num planeta de provas e expiações.

22:17

Speaker A

O grande problema é quando a gente se identifica com a sombra.

22:21

Speaker A

Quando a gente acha que é a sombra.

22:24

Speaker A

Mas ter sombra, momentaneamente, todo mundo tem.

22:29

Speaker A

E quando a gente aprende a aceitá-las.

22:33

Speaker A

Isso não é um conformismo, né?

22:36

Speaker A

Mas quando a gente aprende a aceitar, OK, eu tenho tal e tal sombra.

22:42

Speaker A

Eu tô aqui para evoluir.

22:45

Speaker A

Eu vou integrar essas sombras à minha consciência.

22:50

Speaker A

Com autoconhecimento, com meditação, com oração, com terapia.

22:56

Speaker A

Vou trabalhar essas sombras.

22:59

Speaker A

Não vou me culpar por tê-las.

23:02

Speaker A

Mas vou me trabalhar para poder expandir a consciência.

23:07

Speaker A

Esse é o nosso grande treino aqui.

23:10

Speaker A

Não é sentir culpa por ter sombra.

23:15

Speaker A

Não é sentir culpa por ter cometido um erro.

23:18

Speaker A

Mas é tomar consciência.

23:21

Speaker A

Porque a partir do momento que a gente toma consciência.

23:26

Speaker A

A gente começa a fazer diferente.

23:29

Speaker A

Né, então, sacudir o pó das sandálias é não transformar as experiências num peso.

23:36

Speaker A

É não transformar as emoções numa prisão.

23:41

Speaker A

É não transformar o outro numa justificativa para o nosso desequilíbrio interno.

23:47

Speaker A

Mas é continuar caminhando de uma maneira mais leve.

23:51

Speaker A

Aprendendo a aceitar as sombras.

23:55

Speaker A

Sem se identificar com elas.

23:58

Speaker A

Sabendo que a gente precisa melhorar.

24:01

Speaker A

Que precisa expandir a consciência.

24:04

Speaker A

Mas é aprendendo a não nos resumirmos aos nossos erros.

24:10

Speaker A

E nem a resumir o outro.

24:15

Speaker A

Né, só a um erro ou a vários erros que ele cometeu.

24:20

Speaker A

Então, é sempre importante a gente se perguntar.

24:25

Speaker A

Que que eu tô carregando hoje que já poderia ter sido deixado no caminho?

24:31

Speaker A

Essa pergunta é muito profunda, né?

24:34

Speaker A

Que que eu tô carregando hoje que já poderia ter sido deixado no caminho?

24:40

Speaker A

Que valor eu tô carregando hoje, que medo, que raiva, que culpa?

24:46

Speaker A

Que sentimento negativo eu tô carregando hoje que eu já poderia ter abandonado?

24:53

Speaker A

Mas eu me apeguei aquilo como se fosse uma muleta existencial.

24:58

Speaker A

E eu fico carregando comigo aquele medo, aquela raiva, aquele melindre, aquele inconformismo.

25:05

Speaker A

E muitas vezes, quando eu me dou conta, eu só preciso soltar.

25:10

Speaker A

É só uma questão de eu soltar.

25:13

Speaker A

De eu deixar aquilo no passado.

25:16

Speaker A

De eu aceitar a realidade.

25:20

Speaker A

E de começar a ver as coisas de uma forma diferente.

25:24

Speaker A

Me abrindo para a presença de Deus na minha vida.

25:29

Speaker A

Me conectando com a fonte criadora.

25:33

Speaker A

E me permitindo me abastecer da luz, do amor, da alegria do Pai Celestial, da fonte criadora.

25:41

Speaker A

Então, quando a gente solta esse pó das sandálias.

25:46

Speaker A

Quando a gente aprende a se desidentificar do falso eu, que é o ego.

25:52

Speaker A

Quando a gente aprende a parar de se culpar ou a parar de projetar os nossos problemas no outro.

25:58

Speaker A

E aprende a levar a vida com mais leveza, com mais alegria.

26:01

Speaker A

Tudo flui melhor.

26:03

Speaker A

Muita coisa que estava parada, que estava bloqueada na nossa vida.

26:08

Speaker A

Começa a andar, começa a fluir.

26:11

Speaker A

Porque a gente mudou a nossa sintonia.

26:15

Speaker A

A gente mudou a nossa frequência.

26:18

Speaker A

A gente parou de alimentar a raiva, o medo, a culpa, a comparação, a inveja.

26:25

Speaker A

A gente aceitou a realidade.

26:28

Speaker A

A gente agradeceu.

26:30

Speaker A

A gente, ao invés de ficar lambendo as nossas próprias feridas, a gente pôs a mão na massa e foi fazer caridade.

26:36

Speaker A

Foi se doar, foi ajudar.

26:41

Speaker A

Quando a gente faz isso.

26:45

Speaker A

A nossa frequência muda.

26:48

Speaker A

A nossa vibração, a nossa sintonia.

26:51

Speaker A

O nosso olhar perante a realidade muda.

26:55

Speaker A

E às vezes coisas que eram muito pesadas, muito duras, muito áridas, muito difíceis.

27:01

Speaker A

Aos pouquinhos vão ficando um pouco mais leves.

27:06

Speaker A

E a gente vai encontrando soluções não lineares que a gente nem sabia que poderiam existir.

27:13

Speaker A

Mas isso veio dessa mudança da postura interna, dessa mudança de foco.

27:20

Speaker A

Dessa mudança de frequência.

27:23

Speaker A

A gente parou de reclamar e começou a agradecer.

27:27

Speaker A

Parou de amaldiçoar e começou a abençoar.

27:30

Speaker A

Parou de se comparar com o outro.

27:34

Speaker A

E passou a se comparar com a gente mesmo, percebendo todas as conquistas que a gente já teve na vida.

27:40

Speaker A

Gente, se a gente observar a nossa vida.

27:42

Speaker A

Eu tenho certeza, todo mundo que tá me ouvindo aqui, com certeza você já passou por muitas dores.

27:50

Speaker A

Por momentos difíceis, por lutos, por perdas.

27:53

Speaker A

Por momentos de raiva, de incompreensão, de indignação, de inveja, de ciúmes.

28:00

Speaker A

Seja humano como eu.

28:02

Speaker A

Você tem um lado sombra.

28:04

Speaker A

Então, com certeza você já passou por muitos momentos duros, desafiadores.

28:10

Speaker A

E eu tenho certeza que muitas vezes você achou que não teria solução.

28:17

Speaker A

Que você não ia conseguir dar conta.

28:20

Speaker A

Sei lá, desde um problema aparentemente pequeno, quando você era criança.

28:25

Speaker A

Às vezes uma prova que você tinha na escola, que você achou que não ia dar conta.

28:30

Speaker A

Um problema que você tinha com amiguinho.

28:34

Speaker A

Que você achou que não saberia lidar.

28:38

Speaker A

Né, vergonha de apresentar trabalho em pública.

28:41

Speaker A

Em público, por exemplo, talvez você tivesse esse receio na escola.

28:45

Speaker A

E de repente você foi lá, fez e conseguiu.

28:48

Speaker A

Medo que você tinha de não passar de ano.

28:51

Speaker A

Né, ou depois, na adolescência, problemas de relacionamento.

28:56

Speaker A

Problema com namorados.

28:59

Speaker A

Né, questões com amizades.

29:02

Speaker A

Questões com os pais, às vezes seus pais se separaram.

29:06

Speaker A

E você enfrentou um luto terrível, você teve que lidar com a doença dos seus pais.

29:11

Speaker A

Ou com um luto muito difícil na família.

29:17

Speaker A

Quando você estava vivendo aquela dor, parecia uma coisa que não ia acabar nunca.

29:22

Speaker A

Parecia o fim do mundo.

29:24

Speaker A

Mas se hoje você olhar para trás, você vai ver que você superou.

29:28

Speaker A

Que você teve força para lidar.

29:31

Speaker A

E na hora, às vezes, você nem sabia de onde você ia tirar a força.

29:35

Speaker A

Mas essa força apareceu.

29:38

Speaker A

E aí você consegue se lembrar.

29:41

Speaker A

Dessa situação hoje com orgulho.

29:46

Speaker A

Porque na hora que estava acontecendo, dava a impressão que você não ia conseguir lidar com aquilo.

29:52

Speaker A

Mas você conseguiu.

29:53

Speaker A

Você superou.

29:56

Speaker A

Se você observar a sua história.

30:00

Speaker A

Você vai ver quantas dores você viveu e você superou.

30:07

Speaker A

Quantos medos você teve que você superou.

30:10

Speaker A

Quantas situações que você achou que não teriam solução.

30:14

Speaker A

E houve solução.

30:17

Speaker A

Né, quantos problemas você teve que você conseguiu dar um jeito.

30:21

Speaker A

Então, se a gente observar a nossa história de vida e todo mundo aqui num planeta de provas e expiações.

30:27

Speaker A

Em maior ou menor grau, já teve que lidar com a dor.

30:30

Speaker A

Com certeza, porque a dor faz parte de um planeta como esse.

30:33

Speaker A

Eu tenho certeza que se você olhar para sua história com carinho, você vai se surpreender consigo mesmo muitas vezes.

30:40

Speaker A

Por reconhecer, por perceber uma força que existe em você.

30:46

Speaker A

Uma capacidade de resiliência, de superação.

30:50

Speaker A

Que você nunca imaginou que você teria.

30:55

Speaker A

E quando você olha para sua história com orgulho.

31:00

Speaker A

Né, sabendo focar na luz.

31:04

Speaker A

Observando todas as conquistas que você já teve, todos os desafios que você já superou.

31:11

Speaker A

Às vezes, às vezes esses desafios não eram materiais, mas eram desafios internos.

31:20

Speaker A

De repente, uma depressão que você superou.

31:24

Speaker A

Né, algum, alguma dificuldade emocional que você teve.

31:30

Speaker A

Um luto que você achou que nunca iria superar e você conseguiu superar.

31:34

Speaker A

Você teve forças para sair daquilo.

31:37

Speaker A

Então, quando você observa a sua história, você vai se surpreender consigo mesmo muitas vezes.

31:43

Speaker A

Por reconhecer, por perceber uma força que existe em você.

31:48

Speaker A

Uma capacidade de resiliência, de superação.

31:52

Speaker A

Que você nunca imaginou que você teria.

31:56

Speaker A

E quando você olha para sua história com orgulho.

32:01

Speaker A

Né, sabendo focar na luz.

32:04

Speaker A

Observando todas as conquistas que você já teve, todos os desafios que você já superou.

32:11

Speaker A

Às vezes, às vezes esses desafios não eram materiais, mas eram desafios internos.

32:18

Speaker A

De repente, uma depressão que você superou.

32:21

Speaker A

Né, algum, alguma dificuldade emocional que você teve.

32:27

Speaker A

Um luto que você achou que nunca iria superar e você conseguiu superar.

32:31

Speaker A

Você teve forças para sair daquilo.

32:34

Speaker A

Então, esse é o meu recadinho de hoje.

32:39

Speaker A

Eu espero muito que o seu domingo seja abençoado.

32:45

Speaker A

Que todos tenham uma Páscoa muito abençoada com essa energia de renovação.

32:51

Speaker A

Né, desejo, se você não estiver me ouvindo no domingo, que você tenha uma semana também muito iluminada.

32:59

Speaker A

Com muito amor, muita leveza, muita alegria.

33:03

Speaker A

Muita conexão com os planos superiores de luz.

33:08

Speaker A

Através de bons pensamentos e bons sentimentos.

33:12

Speaker A

E relembro, para quem tiver interesse, que eu tenho o meu clube de assinaturas.

33:18

Speaker A

Que é o Clube da Gisela Valim.

33:21

Speaker A

Nesse clube eu já tenho mais de 150 vídeos inéditos de autoconhecimento, astrologia, relacionamentos, espiritualidade.

33:30

Speaker A

Desenvolvimento pessoal.

33:31

Speaker A

Então, se for do seu interesse, se você sente afinidade com a minha energia.

33:35

Speaker A

E quer ficar mais próximo de mim, você pode se inscrever no meu clube.

33:40

Speaker A

O link para inscrição tá aqui embaixo na descrição do vídeo.

33:45

Speaker A

Então é isso, gente.

33:48

Speaker A

Um lindo dia a todos, com muitas alegrias.

33:52

Speaker A

Desejo que você consiga cada dia mais focar na luz.

34:00

Speaker A

Agradecer toda a luz que existe na sua vida.

34:04

Speaker A

E entender que as sombras são passageiras.

34:08

Speaker A

Elas não resumem quem você é.

34:12

Speaker A

Então, até os próximos vídeos e até os próximos áudios.

34:16

Speaker A

Tchau, tchau.

Topics: olhar de Jesus compaixão empatia amor incondicional psicografia Chico Xavier Emmanuel Páscoa crescimento espiritual autoaceitação

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