**[Diálogo Aberto] - Paciente estagnado? Repense a sua escuta e prática psicológica — Transcript & Summary | SozAI**
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Discussão sobre o paciente estagnado na psicologia clínica, com foco na ação e escuta terapêutica a partir da filosofia de Hannah Arendt.

## Key Takeaways

- Paciente estagnado é aquele que já refletiu muito, mas não consegue agir ou iniciar mudanças.
- A ação, segundo Hannah Arendt, está vinculada à teia de relações humanas e não apenas ao pensamento individual.
- Repensar a escuta clínica é fundamental para ajudar o paciente a romper a estagnação.
- A prática psicológica deve considerar o contexto social e as interações, não apenas o intra-psíquico.
- O processo terapêutico é complexo e exige uma abordagem filosófica e reflexiva para promover avanços.

## What the video covers

- O vídeo aborda o tema do paciente estagnado na intervenção clínica em psicologia, discutindo dúvidas comuns entre profissionais.
- A professora Dra. Ítala Daniela da Silva compartilha suas reflexões baseadas em seu doutoramento e experiência clínica.
- A discussão central gira em torno do problema da ação, entendida a partir da filosofia de Hannah Arendt.
- Destaca-se que o paciente estagnado já refletiu muito, mas não consegue iniciar mudanças ou avanços na vida.
- A importância de repensar a escuta e a prática psicológica para além do pensamento individualista e introspectivo é enfatizada.
- Ressalta-se a necessidade de considerar a teia de relações humanas e o contexto social para promover a ação do paciente.
- O vídeo propõe uma retomada filosófica para ampliar a compreensão sobre a estagnação e o processo terapêutico.
- São discutidas as limitações do pensamento solitário e a relevância do sentimento e da interação social na ação.
- A abordagem é aplicável não só à psicologia clínica, mas a qualquer área que trabalhe com pessoas.
- O conteúdo também traz exemplos práticos e supervisões que ilustram os desafios do paciente estagnado.

## Chapters

1. 00:00 Introdução ao tema paciente estagnado
2. 05:26 O problema da ação na estagnação
3. 11:16 Reflexões sobre o avanço terapêutico
4. 17:27 Individualismo e a limitação do pensamento
5. 30:34 Importância da teia de relações humanas
6. 41:46 Casos práticos e supervisões clínicas
7. 48:14 Dimensão social e psicológica da ação
8. 54:53 Considerações finais e aprofundamento filosófico

Answers

## Questions about this video

O que significa um paciente estar estagnado na psicologia clínica?

Um paciente estagnado é aquele que já refletiu muito sobre suas questões, mas não consegue iniciar mudanças ou avanços em sua vida, permanecendo preso em um estado de inação.

Como a filosofia de Hannah Arendt contribui para entender a estagnação do paciente?

Hannah Arendt entende a ação como vinculada à teia de relações humanas e ao espaço público, sugerindo que a estagnação está relacionada à dificuldade de o paciente se engajar nessas relações e agir no mundo.

Por que é importante repensar a escuta e a prática psicológica para pacientes estagnados?

Repensar a escuta permite que o psicólogo vá além do pensamento individualista e introspectivo, considerando o contexto social e as interações do paciente, o que pode facilitar o rompimento da estagnação.

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Speaker A

Olá pessoal, boa noite, tudo bem? Eu sou a Andressa e hoje estarei aqui com vocês para mais um diálogo aberto, né? Hoje nós vamos falar de um tema que gera muitas dúvidas e questionamentos: sobre a questão da intervenção clínica na psicologia, que é o paciente estagnado.

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Speaker A

clínica na psicologia que é o paciente estagnado e para debater esse assunto com a gente né nós trouxemos a professora Dra Ítala Daniela da Silva ela é mestre Doutora em psicologia Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco e também é especialista em

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Speaker A

E para debater esse assunto com a gente, né, nós trouxemos a professora Dra. Ítala Daniela da Silva. Ela é mestre, doutora em Psicologia Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco e também é especialista em moderna educação, metodologia, tendência e foco no aluno pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

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Speaker A

suas experiências com a gente né então professora eu agradeço imensamente né a sua disponibilidade para trocar aqui com a gente nesse momento tão importante e agora a palavra é toda sua Olá Andresa muito boa noite Boa noite a todos que estão online conosco

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Speaker A

Além disso, a professora Ítala também está aqui conosco, né, como professora conteudista de vários cursos na área de Psicologia, e ela veio compartilhar as suas experiências com a gente, né? Então, professora, eu agradeço imensamente, né, a sua disponibilidade para trocar aqui com a gente nesse momento tão importante, e agora a palavra é toda sua.

01:36

Speaker A

essas reflexões que eu tenho feito fruto do meu processo de doutoramento né então o que eu propus discutir aqui né é algo que tá muito presente tanto na minha escuta Clínica quanto nas nas supervisões né Eu sou supervisora

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Speaker A

Olá, Andressa, muito boa noite. Boa noite a todos que estão online conosco nesse momento, né? Dia de segunda-feira ainda em clima de férias, apesar de ser um EAD, né? Janeiro comporta ainda essa sensação de férias. Quero agradecer o convite, a oportunidade da Metropolitana, né, por abrir esse espaço em que eu possa compartilhar e trocar essas reflexões que eu tenho feito, fruto do meu processo de doutoramento, né?

02:12

Speaker A

vivendo mas ainda assim ele não consegue empreender o movimento na vida e aí essa questão foi tema foi um né perpassou ali o meu doutoramento eh que que que que né desembocou ali na Minha tese E aí eu proponho né eu propus

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Speaker A

Então, o que eu propus discutir aqui, né, é algo que está muito presente tanto na minha escuta clínica quanto nas supervisões, né? Eu sou supervisora clínica também. E aí eu sempre escuto os colegas psicólogos trazerem, né, essa demanda de que o paciente estagnou, de que já se pensou tudo que era possível pensar com o paciente.

02:48

Speaker A

isso que o paciente sai da estagnação né mas fazer uma retomada filosófica e aprofundar algumas proposições filosóficas pra gente entender como é que a gente pode é pensar aí a nossa escuta e a nossa prática seja ela na

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Speaker A

O paciente compreendeu muitas coisas do que ele está vivendo, mas ainda assim ele não consegue empreender o movimento na vida. E aí essa questão foi tema, foi um, né, perpassou ali o meu doutoramento, que desembocou ali na minha tese. E aí eu proponho, né, eu propus a apresentação com esse tema que chama atenção, mas a gente vai fazer uma retomada filosófica para vocês entenderem do que se trata, né?

03:24

Speaker A

vocês vão ver que não se trata apenas de uma discussão para quem é psicólogo Clínico mas para quem trabalha com pessoas quem trabalha com gente né então eu agradeço imensamente e a gente vai fazer esse processo como Andresa Pode

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Speaker A

Não é simplesmente uma chavezinha que eu vou entregar para vocês e dizer assim: "Ó, faça isso que o paciente sai da estagnação." Mas fazer uma retomada filosófica e aprofundar algumas proposições filosóficas para a gente entender como é que a gente pode pensar aí a nossa escuta e a nossa prática, seja ela na clínica, seja ela nos espaços sociais de atenção psicossocial, seja num espaço organizacional, né?

04:04

Speaker A

do grupo de pesquisa de fenomenologia e práticas corporais da Universidade de São Paulo USP né pela efp a escola de educação física de Ribeirão Preto professora conteudista na Faculdade Metropolitana então Possivelmente alguns de vocês Já assistiram algumas aulas

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Speaker A

Como você e Anara me disseram, nós temos alunos aqui de várias pós-graduações, seja da organizacional, seja da social, da clínica, né? De modo que vocês vão ver que não se trata apenas de uma discussão para quem é psicólogo clínico, mas para quem trabalha com pessoas, quem trabalha com gente, né? Então eu agradeço imensamente e a gente vai fazer esse processo.

04:43

Speaker A

fazer essa essa retomada né quando a gente faz essa essa busca aí eh pelo desencadeamento do processo de construção do pensamento o tema paciente nado repense a sua escuta prática e psicológica Eu lembro que quando eu estava escrevendo a

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Speaker A

Como Andressa pode falar: não, professora, o espaço é todo seu. Eu vou disponibilizar a sua apresentação e você fique à vontade. Muito obrigada.

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Speaker A

avançar em algumas coisas e aí e e eu disse nossa fulana É exatamente sobre isso que eu tenho discutido aí na Minha tese que é o problema da ação então falar de um paciente estagnado é falar do problema da ação

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Speaker A

Como Andressa disse, eu sou psicóloga clínica, né? Doutora em psicologia clínica. No momento, sou membro do grupo de pesquisa de fenomenologia e práticas corporais da Universidade de São Paulo (USP), né, pela EFP, a Escola de Educação Física de Ribeirão Preto. Professora conteudista na Faculdade Metropolitana.

06:05

Speaker A

importante colocar esses pontos porque ação para outros filósofos ou para outros psicólogos vai ser uma coisa ação para Hana Aren ela tá vinculada à Teia da relação humana a um espaço político a um espaço público nossa professora muitas informações para esse início de

06:28

Speaker A

Então, possivelmente, alguns de vocês já assistiram algumas aulas minhas. Para aqueles que já assistiram aulas minhas, é fácil constatar que eu sempre tenho esse compromisso de fazer um resgate filosófico e histórico. Eu acho que muitas coisas nós só compreendemos quando a gente se propõe a fazer essa retomada, né?

06:48

Speaker A

psicológicas e tensionar sobre a importância da Teia humana ou seja das pessoas que nos circundam para que a gente inicie algumas coisas na na vida vamos pensar aqui no tema ainda paciente estagnado se o paciente está estagnado é

07:07

Speaker A

Quando a gente faz essa busca aí pelo desencadeamento do processo de construção do pensamento, o tema paciente estagnado repense a sua escuta prática e psicológica. Eu lembro que, quando eu estava escrevendo a tese, eu dei supervisão a uma psicóloga que disse: "Ítala, eu não sei mais o que fazer. Eu já pensei várias coisas com o paciente, eu já propus várias reflexões e o paciente não consegue sair do lugar, ele não consegue avançar em algumas coisas."

07:30

Speaker A

de construir novidades Então se o paciente está estagnado é porque ele pensou pensou pensou e não deu conta de iniciar algo novo não deu conta de romper com alguma história não deu conta de iniciar um novo trabalho não deu

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Speaker A

E aí eu disse: "Nossa, Fulana, é exatamente sobre isso que eu tenho discutido aí na minha tese, que é o problema da ação." Então, falar de um paciente estagnado é falar do problema da ação.

08:11

Speaker A

trabalho com essa perspectiva taxativa de que encontramos agora a roda né descobrimos a roda eu não trabalho desse jeito né Eu trabalho sempre eh nessa abertura de possibilidade Pode ser que seja isso pode ser que não seja tá

08:32

Speaker A

Mas, professora, o que é ação? A ação aqui está sendo pensada a partir da compreensão filosófica de Hannah Arendt. Então, eu sou psicóloga clínica, eu trabalho a parte da fenomenologia e em diálogo com o pensamento de Hannah Arendt. É importante colocar esses pontos porque ação, para outros filósofos ou para outros psicólogos, vai ser uma coisa.

08:53

Speaker A

professora por que a senhora tá falando de política aqui eu não tô falando de política partidária eu não tô falando de políticas públicas aqui eu tô falando de política enquanto campo de relações humanas ou seja esse campo de interação

09:08

Speaker A

Ação, para Hannah Arendt, está vinculada à teia da relação humana, a um espaço político, a um espaço público.

09:24

Speaker A

numa arena pública lembrando ali de Sócrates né do que Sócrates fazia na arena pública tá então quando a gente vai falando de política a gente não tá falando dessa dimensão partidária nós estamos falando dessa dimensão de relação que ocorre entre pessoas numa

09:44

Speaker A

Nossa, professora, muitas informações para esse início de aula, verdade? Por isso que eu proponho a vocês que a gente faça uma retomada histórica e filosófica até chegar ao que Hannah Arendt fala sobre ação.

10:08

Speaker A

humanos e aí ele foi obrigado a beber da cicuta né porque ele tava fazendo as pessoas pensar e e aquele grupo que compartilhava com Sócrates do espaço público não conseguiu defendê-lo han arent vai dizer que então Platão cantado

10:30

Speaker A

E é nesse ponto da ação que a gente vai poder repensar a escuta, repensar as práticas psicológicas e tensionar sobre a importância da teia humana, ou seja, das pessoas que nos circundam para que a gente inicie algumas coisas na vida.

10:56

Speaker A

destacar isso que é o momento em que se dá primeira ruptura Clara na história da filosofia entre a ação os homens da ação eles são menores do que os homens do pensamento daqueles que refletem daqueles que pensam sobre a vida

11:16

Speaker A

Vamos pensar aqui no tema ainda paciente estagnado. Se o paciente está estagnado, é porque ele está sem conseguir empreender ou iniciar coisas novas em sua vida. Geralmente, é aquele paciente que já refletiu sobre muitas coisas, mas ainda não conseguiu avançar no seu processo terapêutico, não conseguiu avançar ainda no seu processo de construir novidades.

11:36

Speaker A

da escravidão justamente pelo fato de que os escravos Eles são homens da ação ou seja que lida com nem da ação né Para hanara que seria muito mais o labor que lida com as questões laborais com cuidado com a manutenção da vida não são

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Speaker A

Então, se o paciente está estagnado, é porque ele pensou, pensou, pensou e não deu conta de iniciar algo novo, não deu conta de romper com alguma história, não deu conta de iniciar um novo trabalho, não deu conta de se comprometer no espaço organizacional, não deu conta de tirar do pensamento para executar.

12:13

Speaker A

que a gente resolvesse os problemas da vida a gente coloca o pensamento a reflexão num patamar maior professora o que que isso tem a ver com o que você tava falando sobre Sócrates e Platão Se vocês pararem para olhar a filosofia

12:31

Speaker A

Por isso que o problema da ação está. Só que para a gente entender esse problema da ação que deixa o paciente estagnado ou que pode deixar, né, eu não trabalho com essa perspectiva taxativa de que encontramos agora a roda, né, descobrimos a roda. Eu não trabalho desse jeito, né?

12:55

Speaker A

dessa consideração ateia humana a ação humana vivida em conjunto com isso que é que eu quero que vocês tenham Claro o nascimento da supremacia do pensamento e o o nascimento da supremacia da Razão Isso vai ser discutido mais à

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Speaker A

Eu trabalho sempre nessa abertura de possibilidade: pode ser que seja isso, pode ser que não seja, tá?

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Speaker A

ainda não conseguiu efetivar uma mudança da vida né Eh eu fiz plantão psicológico na delagacia da mulher Euler com mulheres né em situação de violência isso fica muito nítido muitas vezes você sabe o que você tá vivendo você já entendeu o que você tá vivendo

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Speaker A

A gente precisa voltar e contextualizar um pouco da história da filosofia, e aqui eu proponho que a gente vá pela idade antiga, média e moderna para a gente entender por que essa ênfase no pensamento e essa ruptura com a política.

14:21

Speaker A

aspereza a duza que a vida concreta vivida numa teia humana tem então a a a Vida Vivida ela não tem como ser Teoricamente definida ela não tem como ser resolvida apenas na solidão e no pensamento nós precisamos de uma teia

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Speaker A

Professora, por que a senhora está falando de política aqui?

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Speaker A

forma remota se vocês não tivessem interesse nas pós-graduações da Faculdade Metropolitana nós não estaríamos aqui porque por mais que a faculdade oferecesse ou iniciasse a ação de oferecer essa pós--graduação se não tem aquele que leva a cabo o

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Speaker A

Eu não estou falando de política partidária, eu não estou falando de políticas públicas aqui. Eu estou falando de política enquanto campo de relações humanas, ou seja, esse campo de interação.

15:51

Speaker A

supremacia da Razão uma supremacia do pensamento em detrimento dessa vida que é vivida numa teia humana o racionalismo a introspecção o individualismo eles são pontos fundamentais da história da filosofia e da ciência moderna Se nós formos ali pro

16:20

Speaker A

Nós estamos aqui numa dimensão política em que eu estou aparecendo com a minha doxa, com a minha opinião, com a minha compreensão, e vocês daqui a pouco, acredito, poderão aparecer com a opinião, com a doxa de vocês. Nós estamos numa arena pública, lembrando ali de Sócrates, né, do que Sócrates fazia na arena pública.

16:43

Speaker A

renascimento e do Iluminismo quando esse homem volta pro centro ele passa a se nortear a partir da suas referências internas ou seja se na idade média a referência era a igreja se na Idade Média a referência era Deus se da idade

17:05

Speaker A

Tá, então, quando a gente vai falando de política, a gente não está falando dessa dimensão partidária. Nós estamos falando dessa dimensão de relação que ocorre entre pessoas numa teia humana.

17:27

Speaker A

ele vai encontrar mais uma vez no pensamento mais uma vez na introspecção mais uma vez no mergulho em si aquilo que vai direcionar a vida dele nós temos uma um um um um movimento de exacerbar o individualismo Então veja o

17:48

Speaker A

Para Hannah Arendt, a filosofia rompeu com a política, ou seja, ela se desprendeu de acreditar nesse aparecimento ou nas relações humanas lá com a morte de Sócrates.

18:11

Speaker A

reflete é superior e se norteia a partir daquilo que tá dentro de si ou seja desse mergulho e desse autoconhecimento percebam que cada vez mais nós vamos dist and o homem a pessoa a mulher da Teia humana das teias da

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Speaker A

Sócrates estava ali nas praças discutindo sobre os temas e os assuntos humanos, e aí ele foi obrigado a beber da cicuta porque ele estava fazendo as pessoas pensar, e aquele grupo que compartilhava com Sócrates do espaço público não conseguiu defendê-lo.

18:55

Speaker A

que ele se salva do panto do Pântano se retirando pelo cabelo né É como se pelo exercício da Razão pelo exercício do pensamento pelo exercício da introspecção do olhar para dentro de si isso fosse suficiente para nos salvar

19:17

Speaker A

Hannah Arendt vai dizer que então Platão desacreditou do político, ou seja, das pessoas. Ele coloca a dimensão política em uma dimensão inferior, trazendo então o pensamento, a razão, para uma dimensão superior.

19:39

Speaker A

possibilita que o homem Se liberte das amarras coletivas ou seja das amarras né da da Teia humana buscando em si o critério e a medida das coisas de modo a constituir uma subjetividade individualizada e privatizada e isso instaura outras problemáticas que fez

20:02

Speaker A

Por que é importante a gente destacar isso? Porque é o momento em que se dá a primeira ruptura clara na história da filosofia entre a ação. Os homens da ação são menores do que os homens do pensamento. Daqui...

20:29

Speaker A

na introspecção a resolução ou a possibilidade de resolução de tudo isso vem da idade antiga isso tá presente nas perspectivas filosóficas do renascimento do do Iluminismo do humanismo do século XX isso tá presente no racionalismo ou seja pelo exercício da Razão nós poderemos

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Speaker A

chegar às verdades fixas eternas e mutáveis né Nós precisamos desse exercício eh e isso vai construindo métodos métodos sejam para filosofia seja pra ciência e consequentemente pra psicologia então quando a gente chega na psicologia a gente vai ter

21:25

Speaker A

essa supremacia da reflexão essa supremacia do pensamento essa supremacia da individualidade do individualismo como se sozinho nós déssemos conta das coisas como se o nosso projeto de vida fosse nos resgatar dessa dessa dessa dessa coletividade para viver a

21:56

Speaker A

nossa autenticidade para viver a nosso empoderamento veja que os discursos contemporâneos com base nessas perspectivas filosóficas e aqui gente eu não tô para dizer se isso tá correto ou se isso tá incorreto Cada um toma para si as

22:17

Speaker A

perspectivas epistemológicas ou seja as teorias que mais fazem sentido o que eu tô propondo aqui é uma reflexão sobre quando o paciente está estagnado quando ele paralisa como é que eu posso repensar minha escuta como é que eu posso repensar a minha teoria Ou

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Speaker A

seja a minha epistemologia de modo que eu possa construir outros furos ou outras possibilidades de intervenção psicológica quais são outros pontos que eu posso considerar geralmente nós ficamos muito nesse movimento do pensamento do empoderamento da reflexão individual mas

23:04

Speaker A

veja isso Olha isso aqui né como se olhar para si e eu não tô dizendo que não seja importante é importante mas me parece né A partir da minha pesquisa de doutorado a partir das minhas práticas psicológicas Nem sempre o pensar sobre

23:24

Speaker A

algo é suficiente para nos fazer romper ou mudar algo em nossa vida a gente precisa de uma teia humana que como eu já disse e vou aprofundar leve adiante aquilo que foi iniciado tem um momento da tese que

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Speaker A

eu escrevo exatamente essa frase não estou dizendo que o pensamento ele não seja necessário mas me parece que mais do que pensar a gente precisa ter garantido uma teia que sustente o que a gente inicia porque o pensamento ele não

24:02

Speaker A

tem a aspereza a densidade que a vida tem no pensamento a gente pode tudo no pensamento a gente pode deixar eh nosso marido nosso esposa no pensamento a gente pode sair eh do trabalho no pensamento a gente pode

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Speaker A

fazer um monte de coisa mas na vida concreta no cotidiano a gente vai se depar com algumas resistências e não tô dizendo que a pessoa está condenada a viver em um relacionamento ou condenada a viver em determinado trabalho ou condenada a

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Speaker A

viver em determinadas formas não vocês vão ver que quando a gente amplia o olhar para além do pensamento não é que o outro vá cair no então ele vai precisar se conformar com o que ele tem mas a gente vai construir condições

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Speaker A

concretas para que esse outro consiga dando exemplo romper com um relacionamento romper com um trabalho o que que é preciso que essa pessoa construa para Que ela possa iniciar essa novidade na vida ou Quais são as pessoas que precisam est com ela nesse

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Speaker A

empreendimento para que ela consiga dar continuidade aquilo que foi pensado na hora de concretizar nós precisamos de parceiros para dar encaminhamento com a gente nós é muito difícil ser humano tomar decisões ou romper com algumas coisas ou iniciar coisas na vida quando

25:51

Speaker A

ele vai ficar só quando ele vai cair na solidão então precisa eh imagina uma né um homem e uma mulher que tá em um determinado relacionamento que já entendeu que é tóxico vou usar o o o o o os termos

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Speaker A

contemporâneos mas que ainda não conseguem prender essa ruptura Porque se ela sair de casa ela vai se deparar com uma família que não dá apoio ela vai se deparar com um grupo familiar Ou religioso que não dá apoio ela tem um

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Speaker A

filho para criar veja que pensar que ela está no relacionamento abusivo ela já pensou ela já entendeu no entanto romper isso e se lançar num novo projeto é um passo que precisa de parcerias tá então com a ciência moderna pra gente chegar

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Speaker A

aí né no no no slide seguinte com a ciência moderna fica muito Evidente esse foco ou essa luz na introspecção no autoconhecimento no pensamento reflexivo na razão como pontos que sustentam o fazer como pontos que são suficientes para o agir alguns filósofos

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Speaker A

como heidger por exemplo e outros vão dizer que o pens ele é a casa da ação ou seja pensar para alguns filósofos já é agir para han arent não pensar é só pensar Agir é político e portanto precisa de uma teia

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Speaker A

humana na ciência moderna nós temos esse modo racional em que o homem Ele passa a ser não o homem da ação mas o homem da fabricação que a partir dessa reflexão desse pensamento ele fabrica coisas mas algumas coisas para serem fabricadas ou

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Speaker A

iniciadas e se tornarem efetivamente ação natalidade para hanar agir é Inicial novo portanto na ser ela precisa de coautores né então esse slide ele vai trazer um resuminho aí do que é que a ciência moderna o que é que a filosofia

28:33

Speaker A

ela vai preconizando até que a gente chega numa psicologia uma psicologia que se estrutura com influências da ciência moderna mas também que se estrutura a partir da influência dos Pensamentos filosóficos por isso que a gente tem várias perspectivas psicológicas né

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Speaker A

então Então a gente tem as psicologias de perspectivas mais filosóficas A fenomenologia uma delas e a psicologia de perspectivas eh mais naturalistas e positivistas né vinculados à ciência moderna como por exemplo a teoria cognitivo comportamental né que advém ali do

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Speaker A

behaviorismo as teorias mais experimentais quando a psicologia ela surge ela surge como o professor luí Cláudio Figueiredo vai dizer eh a partir desse olhar para uma subjetividade que é privatizada para esse controle de comportamentos humanos é por existir uma

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Speaker A

subjetividade privatizada e uma possibilidade de racionalmente olhar pros comportamentos humanos que é possível nascer uma ciência psicológica né Vocês vão ter eh essa discussão eh nos livros do Professor Luiz claudo Figueiredo revisitando as psicologias psicologia uma nova introdução que é do

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Speaker A

Figueiredo com o Santi eles vão discutir sobre essa subjetividade privatizada sobre esse controle de comportamento que vai oferecendo né que a psicologia científica enquanto profissão vai oferecendo ali pra sociedade a partir volto a dizer de um pensamento racional

30:34

Speaker A

como se pensar fosse suficiente para modelar comportamento fosse suficiente para controlar comportamento para nos fazer agir de um determinado modo essa psicologia muito vinculada ao individualismo ao intra psiquismo né e a supremacia do do comportamento e do pensamento como eu já mencionei essas

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Speaker A

discussões sobre individualismo intra psiquismo em que a psicologia ela tá muito vinculada além dos textos que eu já mencionei vocês podem eh ler na reflexão da professora Ana boc quando ela vai falar psicologia 40 anos de profissão tem um texto dela que vai

31:26

Speaker A

mencionar justamente essa a questão do individualismo e do intra psiquismo né Essa psicologia que se volta pro individual como se o individual como se o intrapsíquico ele fosse suficiente para dar conta daquilo que a gente vive em sociedade para dar conta daquilo que a

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Speaker A

gente vive em coletividade e para nos fazer agir diante das problemáticas e dos conflitos humanos eu não sei se tá claro até aqui não sei se é possível Andresa se você tiver por aí para me ajudar a gente já abri para comentários

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Speaker A

ou perguntas Antes de a gente seguir pro próximo tópico e eu acho que vi aqui comentários né isso então professora eh na verdade a gente teve uma pergunta até o momento né Acho que o pessoal tá tá escutando aí para elaborar melhor o que

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Speaker A

você tá dizendo mas a gente pode fazer essa dinâmica né O combinado é que eles vão pensando e mandando as perguntas no chat pra gente responder ao final mas se você quiser eu posso fazer essa pergunta já para você discutir a partir daí sim

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Speaker A

eu acho que é importante porque como tem muitos conceitos filosóficos se a gente não for arrematando acho que no final até paraas pessoas estruturarem o pensamento né talvez eh dificulte um pouco né Eu vi que é a pergunta da

32:55

Speaker A

Cassandra você quer ler isso então você a Cassandra Ela perguntou o seguinte né professora você falou sobre teia é um conceito que se assemelha ao conceito da rede de apoio que é tão falado hoje em dia então Cassandra a gente poderia sim

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Speaker A

né discutir eh eh essas aproximações entre teia e rede de apoio tá eh que é essa essa essa essas pessoas ou esses coautores é o termo que han arent usa que vai vai ajudar ou vai favorecer que a pessoa

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Speaker A

ela tome uma iniciativa na vida tem um livro que é psicologia em diálogo com pensamento de han da professora D Simone Val inclusive o p fácil foi escrito por mim desse livro que a gente fala sobre o menino Perry Perry era uma adolescente

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Speaker A

que viveu vários abusos ao longo de sua vida tava em contexto de vulnerabilidade social tá eh e ele e ele tava adoecido a gente eu vou falar daqui a pouco sobre o adoecimento da vontade adoecido da Vontade que era ele não acreditava mais

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Speaker A

que era possível iniciar nada na vida dele né Eh imagina que pessoas em contextos de vulnerabilidade elas geralmente elas não têm essa rede né para sustentar com elas algumas ações iniciadas E aí a gente via no menino per

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Speaker A

todos os plantonistas que iam ao hospital visitá-lo né os os plantonistas psicólogos que ele tinha perdido a esperança ele tinha passado a desacreditar na possibilidade dele de iniciar coisas diferentes na vida dele de promover um novo direcionamento a

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Speaker A

vida dele né eh e aí com a presença desses psicólogos desses profissionais a gente diz que ele foi reascendendo né a esperança a possibilidade de acreditar em si Ou seja a teia humana que é um conceito que tá

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Speaker A

no livro A condição humana de Hannah arent no capítulo 5 a se eu acho cinco que é o capítulo da ação que tem tem uma discussão sobre a teia das relações humanas em que ela vai chamar de qual

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Speaker A

AES são os co-autores que nos ajuda a levar adiante aquilo que foi iniciado aquilo que foi pensado mas que a gente só consegue muitas vezes executar quando outras pessoas participam conosco do projeto então sim a gente pode falar

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Speaker A

dessa rede de apoio e aí Cassandra sua pergunta ela foi muito importante e significativa pra gente voltar ao tema e vocês não acharem que eu me perdi né paciente estagnado repense a sua escuta e prática psicológica Quantas vezes a gente perde

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Speaker A

de vista a importância de que a pessoa tem uma teia ou uma rede para ela começar a emprender coisas novas na vida para romper com aquilo que ela tá a gente fica tão fixado na reflexão e no pensamento da pessoa a pessoa pensando

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Speaker A

pensando pensando que a gente não se dá conta que a gente precisa acionar ou não é que que nós psicólogos vamos acionar mas que a gente precisa olhar com esse paciente ou com essa pessoa se for num contexto de atenção

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Speaker A

psicossocial para qual a rede de apoio que ela tem quais são os coautores que podem estar com ela nesse projeto que ela quer iniciar a gente fica tão preso no que tá sendo pensado que a gente não conversa sobre como isso vai ser

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Speaker A

executado E aí não é sobre o que é isso mas como vai se dar isso eu lembro de uma paciente em que ela falava muito que ela queria se separar não porque se ele continuar assim eu vou me separar ele se

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Speaker A

ele continuar assim eu vou me separar se ele continuar assim eu vou me separar até que um dia eu trouxe para ela a reflexão fulana você se separou E aí no E aí ela se deu conta que o como

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Speaker A

ou seja o concreto é muito mais difícil do que aquilo que ela tava pensando então no pensamento era fácil ela se separar mas quando eu pergunto como isso vai ser feito como isso vai ser operacionalizado a gente vai se

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Speaker A

deparando com as resistências que a vida tem e não é que quando a pessoa o paciente se depara com como ele vai abandonar o projeto pelo contrário é quando ele começa a entender o que é que ele precisa lançar mão o que é que ele

38:17

Speaker A

precisa acionar o que é que ele precisa buscar o que é que ele precisa construir para que aquilo que está sendo pensado seja possível de ser portanto executado então muitas vezes o paciente está agina o paciente paralisa porque a

38:37

Speaker A

gente não olha para essas coisas concretas com ele para esse como como isso vai ser feito eu lembro que um determinado momento tava numa crise eh e um colega psicólogo não meu psicólogo mas um colega psicólogo que estuda

38:57

Speaker A

comigo ele tava me ouvindo e eu disse ah mas eu preciso fazer isso porque não sei o qu porque não dá mais para mim E aí Ele olhou para mim e disse como Ita tu vai fazer isso me conta e aí quando eu

39:12

Speaker A

me deparei com esse essa pergunta como eu desabei porque naquele momento eu não eu percebia que por mais que na minha cabeça reflexiva no meu as coisas estivessem Claras e concatenadas eu ainda não tinha me deparado com como eu vou executar isso

39:36

Speaker A

como eu vou operacionalizar isso quem eu preciso acionar mas é muito difícil eu termino a Minha tese discutindo sobre isso é muito difícil a gente considerar que nossa vida ela é feita em coautoria e que a gente precisa de uma rede né de apoio

39:57

Speaker A

como a Cassandra eh chamou dessa teia humana quando nós estamos o tempo inteiro sendo imbuídos por perspectivas filosóficas que evidenciam muito mais o individualismo e o intra psiquismo eu termino a tese dizendo assim e eh é quase que uma pornografia falar que a

40:24

Speaker A

gente precisa do outro para executar algumas coisas na vida né ou para levar adiante alguns Empreendimentos na vida mas sim a gente inevitavelmente precisa e quando a gente diz precisa não é que a gente tá eh eh condenado a só

40:44

Speaker A

fazer se alguém topar mas certas estagnações advem justamente da falta de recursos concretos para operar racionalizar aquilo que tá sendo pensado Cassandra perguntou quando falamos de estagnação é possível pensar em questões que vão além das psicológicas como questões sociais e

41:07

Speaker A

financeiras por exemplo sim Cassandra tem as questões psicológicas que eu vou falar sobre o conflito da vontade mas tem as questões sociais e financeiras Eu Na Minha tese Eu também evidencio eh o quanto as pessoas que estão em situação

41:25

Speaker A

de vulnerabilidade elas comportam todas essas camadas que você tá trazendo e o quanto fica muito claro para nós discutirmos sobre esses pontos tá eh deixa eu só passar aqui O slide Porque a gente já entra eh no tópico de inserir a dimensão

41:46

Speaker A

social eh nas questões que nós estamos pensando tá eh eu lembro de uma supervisão que eu dei em que uma uma aluna chegou para mim e ela trouxe a história de uma adolescente que chegou no hospital grávida e a narrativa dessa adolescente

42:08

Speaker A

era a seguinte Ah meu sonho é ser mãe é o maior sonho da minha vida é ser mãe e essa essa aluna ela me falava com uma certeza de que esse era o grande projeto da vida dessa adolescente que eu olhei para ela

42:25

Speaker A

e eu disse E aí você vai ver que veja existe uma questão psíquica que é o meu grande projeto é ser mãe mas essas outras complexidades sociais financeiras culturais elas estão atravessadas a minha aluna ela tava eh eh

42:46

Speaker A

convencido de que o projeto dessa menina era ser mãe ok ok E aí eu pergunto para para ela Nossa por uma adolescente teria como o grande projeto da vida dela ser mãe por ela não pensa em ser médica psicóloga professora engenheira

43:15

Speaker A

eh por que ela não pensa em viajar para outro país porque ela não tem como projeto outras coisas ela só tem como projeto ser mãe Ah professora mas pode ser um projeto Genuíno pode pode ser um projeto Genuíno mas eu seria mais fácil

43:36

Speaker A

para eu acreditar se e e no dia eu até disse se essa fala viesse por exemplo da Patrícia bravanel que tá numa realidade social e Financeira em que ela acredita que ela pode ser várias coisas ela po pode ter

43:58

Speaker A

várias coisas inclusive ser mãe quando a gente fala de estagnação a gente também fala dessa crença né na Perspectiva da teoria cognitiva comportamental a gente vai falar de uma crença limitante eu creio que eu não posso ser mais que isso

44:19

Speaker A

ou fazer mais que isso quantas vezes essa menina deve ter ouvido que o projeto de vida dela era casar cede ser mãe dona de casa porque na realidade social e cultural que ela estava ela não podia poder querer outras coisas e é o

44:42

Speaker A

que arent o que Hana arent vai falar sobre o adoecimento da vontade quando a gente acredita que a gente não pode algo a gente deixa de querer esse algo e essa crença que adoece essa vontade que adoece ela

45:01

Speaker A

vem das questões psicológicas Mas elas também e sobretudo das questões sociais financeiras culturais familiares que nós estamos inseridos então quando a gente fala de uma estagnação e quando a gente diz que pensar e racionalizar é insuficiente é porque existem outras camadas de

45:30

Speaker A

complexidade inclusive mediadas pelas relações capitalistas que atravessam as nossas tomadas de decisão a psicologia social ela vai discutir sobre essas questões financeiras e sobre essa mediação humana a partir do Capital correlacionando né sobretudo a psicologia social latino-americana eh né brasileira da

45:58

Speaker A

Silvia Lene da Ana MJ Bahia bo do do usel né a a filosofia latino-americana eh ela vai trazer muito essas essas discussões do Marxismo né a psicologia sociocrítica ela vai trazer muito Marxismo para falar sobre as nossas tomadas de posição nesse meio social que

46:24

Speaker A

tem esses pamentos das estruturas sociais e capitalistas isso é um modo de olhar da psicologia social gente eu não tô aqui para defender uma perspectiva psicológica ou para negar que outra perspectiva ela tenha seu fundamento Até porque eu tô numa aula em que tem alunos

46:47

Speaker A

de de pós-graduação que trabalha com várias perspectivas teóricas a cognitivo comportamental a sócio crítica a psicologia positiva o que eu tô trazendo é um outro ponto pra gente olhar diante das nossas realidades específicas tá eh qual é o limite que a Hana Aren te traz

47:09

Speaker A

sobre é o Marxismo por exemplo sobre olhar para as relações humanas a partir apenas dessa questão social do empoderamento do capital e da luta de classe ela vai dizer que o o Marxismo ele focou tanto na dimensão do trabalho

47:30

Speaker A

como se o trabalho fosse suficiente para retirar as pessoas de algumas condições como se a autonomia de trabalho ela fosse suficiente para fazer com que as pessoas tomassem novas posições na vida se isso fosse se só isso fosse verdade porque

47:55

Speaker A

isso também é verdade né Eu tenho muito cuidado das palavras que eu uso para não não não dizer que eu tô classificando outras perspectivas mas se só isso fosse verdade e suficiente nós não teríamos Ana rikma eh na dimensão de Sofrimento

48:16

Speaker A

psicológico e de né violações psicológicas e e físicas que ela estava submetida e patrimô né Eh então é bem verdade que sim a dimensão do trabalho a dimensão do pensamento que empodera eles constituem eles fazem parte da ação mas sozinhos

48:44

Speaker A

eles não são suficientes ou me parece que não são suficientes para uma tomada de posição tá eu fiz o na na na minha pesquisa de pós-doutoramento tô fazendo pós-doc agora eh eu fiz um levantamento das pesquisas sobre a atenção psicossocial da raps da

49:08

Speaker A

rede de atenção psicossocial eh tentando identificar Quais as práticas psicológicas eu já vou ler tua pergunta tá Jane Quais as práticas psicológicas que tão sido oferecidas na rede de atenção psicossocial e aí se destacam eh eu vi pesquisas né falando

49:28

Speaker A

sobre eh ensinar o o o o oficinas que ensina os usuários a se higienizar a tomarem sua medicação a terem esse cuidado mais laboral tá hanar vai falar que isso é um cuidado biológico com a vida é um cuidado laboral então nas nas

49:49

Speaker A

pesquisas de atenção psicossocial eu eu eu levantamento eh bibliográfico que eu fiz que as práticas psicológicas elas se vinculam a três dimensões a autonomia básica que é essa de cuidar da vida biológica ou seja as pessoas né os usuários que aprendem a

50:14

Speaker A

fazer uso de sua medicação os usuários que aprendem a se higienizar só a tomar conta das residências terapêuticas né Essa autonomia de cuidar da vida a autonomia financeira que tá muito vinculada às práticas psicológicas de perspectiva sociocrítica que são aquelas

50:34

Speaker A

que promovem oficinas para fazer arte e as pessoas venderem e para né agarem recursos financeiros e a autonomia propriamente política que seria a autonomia cidadã com essa diferenciação vocês vão entender que o que eu quero distinguir é o seguinte

50:56

Speaker A

a autonomia básica ou seja a pessoa conseguir dar conta da sua vida biológica ter dinheiro para comprar comida para ter uma casa para manter uma casa é importante mas nem sempre é suficiente para que ela inicie uma tomada de decisão na vida autonomia

51:17

Speaker A

Financeira ou seja ter recursos né ter um trabalho ter recursos ter esse lugar de né de de poder no sentido de né ter recursos financeiros é importante mas nem sempre é suficiente a autonomia política ela se faz a partir

51:37

Speaker A

da apropriação entre o eu quero e o eu posso eu quero iniciar uma coisa na vida e eu tenho autonomia básica eu tenho autonomia financeira e eu tenho uma teia de relações humanas que que acolhe essa novidade comigo e aí eu consigo fazer

52:01

Speaker A

uma nova eh eh tomar novas posições na minha vida tem pessoas gente que só vai precisar da Autonomia básica tem pessoas que vai precisar da Autonomia básica e financeira tem pessoas que só vai precisar do pensamento reflexivo e vai

52:20

Speaker A

ser suficiente ótimo o que eu tô trazendo aqui é quando a pessoa já refletiu quando a pessoa tem uma autonomia quando a pessoa tem alguns recursos mas ainda assim não consegue fazer o que que a gente precisa olhar a

52:40

Speaker A

gente precisa olhar para essa teia humana que está com ela na no empreendimento ou na na na no ir junto dessa ação que vai ser iniciada tá Jeane dentro de uma perspectiva de saúde mental emocional o desconforto íntimo Pode surgir por falta

53:05

Speaker A

de novos projetos de vida e necessidade de mudança de acordo com cada momento de vida dentro de uma perspectiva de saúde mental e emocional um desconforto Pode surgir por falta de novos projetos de vida e necessidade de mudanças de acordo

53:23

Speaker A

com o momento de vida sim pode surgir por falta de novos projetos de vida é verdade a pergunta que a gente precisa fazer é por que eu não consigo mais acreditar em novos projetos de vida percebam a gente faz as pessoas às

53:46

Speaker A

vezes estagnam porque elas não têm projetos de vida mas elas acreditam que elas podem ter novos projetos de vida vocês entendem elas estão apropriadas de que novos projetos de vida é possível para ela o eu quero e o eu posso eles

54:06

Speaker A

estão se encontrando Eu quero um novo projeto Mas eu posso pensar um novo projeto eu vou dar outro exemplo que tá na pesquisa de doutoramento da professora Simone valcov eh Se vocês forem na plataforma na base de teses e

54:24

Speaker A

dissertações bdt se vocês colocarem Simone vof vocês encontram se vocês colocarem meu nome vocês também encontram Minha tese eh a professora Simone vof participava de um projeto em São Paulo na acho que na PUC que prestava serviço era na USP agora não

54:47

Speaker A

tenho certeza que prestava serviço a uma comunidade né fazia eh escuta psicológicos grupos a uma comunidade e a uma cooperativa de mulheres o projeto de vida daquelas mulheres era se tornarem mais autônomas elas construíram a cooperativa elas sustentavam a comunidade elas tinham os

55:10

Speaker A

filhos elas empreenderam a construção da comunidade mas no final das contas por mais que elas tivessem todos esses projetos de vida elas não sentiam que elas podiam efetivamente ser autônomas Ou seja a vontade delas o eu quero delas parecia não encontrar o eu

55:33

Speaker A

posso eu quero ser autônoma ela tinha o projeto ela tinha os recursos mas elas não conseguiam operacionalizar o eu posso ser autônoma porque no eu posso Iria mudar a forma com que ela se relaciona com a comunidade se relaciona com o marido se

55:55

Speaker A

relaciona com os filhos se relaciona com né com a esposa se for o caso de uma relação homoafetiva ou seja o projeto de vidae po existir o pensamento po existir masas vezes existe uma eu usar um termo da cognitive

56:15

Speaker A

comportamental que não é um termo de han arent Mas para fazer uma analogia uma crença limitante em que não me deixa sair do projeto para a operacionalização do Eu quero pro eu posso eu posso efetivamente ser autônoma eu posso

56:35

Speaker A

porque ser autônoma reconstrói a nossa forma de existir reconstrói a nossa forma de se relacionar Será se essas mulheres acreditavam que as pessoas ou que algumas pessoas ou que alguém toparia permanecer na vida com quando elas construíssem essa autonomia e muitas

56:59

Speaker A

vezes gente nós psicólogos é que somos o primeiro coautor que acredita na capacidade do eu posso daquelas pessoas nós ventil que aquela pessoa Além de pensar sobre elas TM alguém que vai ficar quando elas tomarem uma decisão ainda

57:24

Speaker A

que sejamos nó nesse acordo profissional que nós fazemos então eu sempre digo aos meus alunos e aos psicólogos que eu dou supervisão que nós somos coautores na vida das pessoas que muitas vezes Se vocês pararem para pensar aí agora

57:43

Speaker A

quantos projetos vocês deram encaminhamento na vida quando Vocês encontraram ao menos uma pessoa que permaneceria com vocês Caso vocês tomassem aquela decisão Caso vocês fizessem aquilo que sem os coautores sem as pessoas que passaram na vida de vocês

58:06

Speaker A

vocês não teriam construído o que vocês construíram hoje Se vocês pensarem em algum aspecto da vida qualquer aspecto Pense nas pessoas nos co-autores que fizeram parte desse cenário com vocês retire alguém o projeto teria acontecido do mesmo jeito então quando Jeane me pergunta

58:43

Speaker A

como fazer com que o paciente pratique ações para a mudança de vida primeiro numa perspectiva arenti né a partir do pensamento de han arent a ação ela é imprevisível incontrolável e irrevogável Ou seja a gente não consegue planejar uma ação a

59:07

Speaker A

gente até tenta a gente até esquematiza mas no meio do caminho acontece várias coisas por quê Porque uma ação ela cai numa teia humana em que a gente não sabe como é que as outras pessoas vão lidar com o

59:26

Speaker A

que a gente iniciou se as pessoas vão continuar o projeto iniciado se as pessoas não vão se as pessoas vão resistir Se as pessoas não vão resistir Se as pessoas vão topar Se as pessoas não vão topar o que a gente pode fazer

59:41

Speaker A

né com a pergunta de Jane como fazer com que os pacientes pratiquem as ações é sair deste olhar da introspecção sair deste olhar de que o pensamento ele é suficiente e o que eu tenho feito é olhar pro

59:59

Speaker A

como como isso vai ser feito como isso vai se operacionalizar Quais são as tensões que nós vamos nos deparar na vida concreta porque quando a gente olha pra vida concreta a gente consegue junto ao paciente e construindo eh coisas que ele vai

60:21

Speaker A

precisar lançar mão quando aquilo que tá no pensamento for operacionalizado não sei se se se respondi sim Cassandra o psicólogo ele pode ser considerado teia de um indivíduo mesmo que haja um distanciamento profissional sim porque teia não é fazer pelo outro teia é estar

60:48

Speaker A

junto muitas vezes nesse acompanhar do outro aproximando eu quero com eu posso então quantas vezes o meu psicólogo eu digo a ele ele foi testemunha de coisas que eu acreditava que eu não conseguia fazer e a partir dessa escuta do como do

61:09

Speaker A

de que forma do de que jeito eu pude ir lançando mão de coisas eu pude ir me aproximando de coisas que eu precisava para me fortalecer nessa tomada de decisão do que é que eu preciso prava ainda lançar

61:26

Speaker A

mão para conseguir efetivar alguma coisa do que é que eu precisava construir até consolidar algum projeto até estabelecer uma ruptura né então a teia de um indivíduo quando a gente chama de coautores não é necessariamente aquele que tá colado com a gente mas pessoas

61:46

Speaker A

que passam por a gente e que deixam marcas sem sem nem que a gente se dê conta de que a aquela participação de que aquela escuta de que aquela presença fomentou o eu posso eu vivi uma experiência agora

62:07

Speaker A

eh muito dolorosa que foi um processo de ruptura e no eu Qual foi o eu posso que eu detectei né eu acompanhada de minha com minha mãe eu saí de Ribeirão Preto até Caruaru Pernambuco dirigindo 2500 km minha mãe tava do lado minha mãe não

62:33

Speaker A

tava fazendo mas eu eu vi que eu posso Quando eu cheguei em Ribeirão Preto Eu morei esses seis últimos meses em Ribeirão Preto eu tava dizendo a a a a as meninas né na faculdade eu encontrei a Faculdade Metropolitana a Faculdade

62:52

Speaker A

Metropolitana foi uma coautora eles não fizeram concretamente nada por mim porque tem uma dimensão contratual profissional no entanto a Faculdade Metropolitana tem aparecido em minha vida no momento que eu chego a Ribeirão Preto como uma Total desconhecida e eu vinculo e eu né

63:16

Speaker A

estabeleço contratos e eu sou chamada para dar uma aula de abertura do semestre que eu sou chamada a renovar o contratos é um coautor que a naara não imaginava a né Ninguém imaginava que eles seriam co-autores Mas eles

63:37

Speaker A

proporcionaram uma experiência em que eu olho para mim e eu disse né as meninas na segunda-feira antes de sair de Ribeirão a Faculdade Metropolitana me fez experimentar um eu posso eu posso ir para qualquer lugar e eu consigo cavar com a unha o meu espaço

64:02

Speaker A

Profissional ou seja houve um distanciamento né em nenhum momento quando naara me entrevistou ela imaginava que seria uma co-autora de uma experiência de vida minha ela não sabia que ela ia marcar radicalmente a minha experiência do eu posso eu quero viver projetos novos

64:27

Speaker A

quando eu chego que eu experimento que eu encontro uma teia que acolhe o meu ser professora nessa dimensão profissional que a corrobora né O que comprova esse meu potencial dentro dessa dimensão profissional né e e eh eu passo

64:49

Speaker A

a uma experiência do eu posso eu posso viver isso eu posso sair de Ribeirão a Caruaru dirigindo eu posso ser professora em outro estado sem que ninguém me indique não foi q foi meu ltis foi meu currículo ltis foi minha experiência fo minha

65:12

Speaker A

capacidade de ir lá e acreditar de mostrar quem eu sou Ou seja sim é possível o psicólogo ele ser considerado parte dessa teia por por muitas vezes é nessa escuta é nessas intervenções é Nessas questões que a gente vai

65:35

Speaker A

revitalizando o eu quero como eu posso dos nossos pacientes das pessoas que nós encontramos né então esse psicólogo que é testemunha de uma vida e de ações humanas que vai possib it que a gente perceba e se dê

65:57

Speaker A

conta de coisas que sozinhos a gente não dá né a gente não percebe então o o o professor ele é um coautor o médico ele é um coautor o profissional de saúde ele é um coautor psicólogo ele é um coautor

66:15

Speaker A

que possibilita que a pessoa perceba coisas que sozinhas muitas vezes elas não se dão conta e que não estão necessariamente no pensamento tá no vivido tá no concreto Márcia colocou falamos no pensar no querer e poder Onde fica e Em

66:37

Speaker A

que momento entra o sentir sentir o que eu quero sentir o que eu posso está em contato com esse sentir pode fortalecer a ação Sim mcia esse sentir ele tá presente enquanto a gente pensa enquanto a gente quer enquanto a gente percebe

66:55

Speaker A

que a gente pode a gente não tem Como desvincular do sentir né o sentimento ele é constituinte de todas essas faculdades a faculdade do pensar do querer e do julgar né Eh o o o o poder tá ali junto

67:14

Speaker A

do querer da vontade essa discussão filosófica tá lá no livro a vida do espírito da Hana ar tá você colocou os termos certinhos que a Hana arente vai usar eh e esse sentir ele tá sim vinculado tanto no pensar então enquanto

67:32

Speaker A

eu penso eu sinto enquanto eu quero eu sinto quando eu me dou conta que eu posso eu sinto e são sentimentos que vão oscilando a depender do que é que eu vou me deparando e sim está em contato com

67:50

Speaker A

esse sentir ele pode fortalecer Jun junto com o pensamento junto com os recursos sociais culturais né que a Cassandra trouxe lá em cima junto com os coautores que estão na nossa vida Gente o que eu quero trazer com isso né que quando a gente fala de

68:13

Speaker A

um paciente que tá estagnado o que a gente pode ou qual é a contribuição que eu quero trazer para vocês nessa noite do que é que eu tenho olhado é que além de se atentar pro pensamento que é importante além de se

68:34

Speaker A

atentar pro sentimento que é importante além de se atentar para o eu quero eu preciso entender se esse paciente acredita que ele pode se se eu quero encontra ressonâncias no eu posso Por que aquela adolescente Ela só queria

68:58

Speaker A

ser mãe Possivelmente porque só apresentaram para ela essa possibilidade de ser mãe E aí Cassandra quando o psicólogo na rede no crash por exemplo né no no no centro de referência ele entra em contato com uma adolescente assim quando no num plantão psicológico

69:23

Speaker A

no hospital né um psicólogo na dimensão da Saúde acolhe alguém assim a gente consegue olhar pra vida com o outro e colocar outras perguntas e colocar outras vírgulas tem muitos professores que fazem isso sobretudo em em em em

69:44

Speaker A

realidades de vulnerabilidade social né o psicólogo social Ele tem muito essa possibilidade de ser aquele que coloca uma vírgula não é que a gente vai eh eh eh trazer respostas paraa vida do outro mas a gente vai trazer questões ou a

70:05

Speaker A

gente vai trazer vírgula que possibilita o outro olhar por ângulos que ele ainda não tinha percebido e que a gente só e que a gente só consegue perceber porque a gente tá numa posição distinta porque a gente tá numa posição diferente Se nós

70:22

Speaker A

estivéssemos na mesma posi que ele nós estaríamos mergulhados no mesmo conflito da vontade eu vou ler mais uma vez a fala a a pergunta de Cassandra mas me lembrei de um exemplo de um que eu trago na tese de dessa comunidade né existia o

70:41

Speaker A

líder da comunidade em que ele conseguia perceber mais coisa que aquela comunidade poderia viver Mas por que ele percebia mais coisas que comunidade poderia viver porque ele vem de uma outra realidade de vida ele vinha de uma realidade de vida com saneamento básico

70:57

Speaker A

com acesso à iluminação com acesso a tantos recursos que ele conseguia olhar paraa comunidade e fomentar na comunidade ações em que elas pudessem buscar outros quereres que estavam no direito deles mas eles não conseguiam perceber ainda porque eles estavam

71:18

Speaker A

mergulhado naquelas limitações a Silvia Melo que é uma colega do grupo pesquisa ela fez e eu trago na Minha tese também trechos da dissertação dela pesquisa com pessoas em em situação de rua em moradia de rua o quanto a vontade ela tá

71:40

Speaker A

adoecida o quanto muitas vezes a gente não consegue perceber alguns recursos ou algumas alguns coautores que nós temos que podem dar movimento à nossa vida e só quando outra pessoa olha quando outra pessoa né a professora Dulce critelli

71:59

Speaker A

que era da PUC eh ela vai dizer que é muito fácil a gente olhar da arquibancada né a gente sabe quando o jogador poderia ter feito um Gol ele poderia ter passado para fulano depois para fulano por quê Porque a gente não

72:15

Speaker A

tá na jogada porque a gente não tá mergulhado naqueles conflitos que obscurecem o nosso eu posso a apesar do nosso eu quero a gente olha e diz Será se eu posso Será se eu dou conta n Então os coautores são aquelas pessoas que

72:32

Speaker A

entram na nossa vida e vai revitalizando o nosso olhar a nossa percepção sobre a gente sobre o mundo e sobre as circunstâncias porque esse pensar solitário sem olhar pra teia não dá conta muitas vezes de fazer essa virada sim Cassandra pode ser chamado de

72:56

Speaker A

provocadores ele ela colocou o psicólogo outros membros dessa teia pode ser chamado então de provocadores sim né eu eh eh Rana ar vai chamar coautores né não o psicólogo porque ela não fala do psicólogo mas as pessoas que entram na

73:11

Speaker A

nossa vida elas são coautores a gente inicia uma ação mas a gente precisa de outras pessoas que junto conosco dê encaminhamento aquilo que foi iniciado né aquilo que foi eh eh eh pensado aquilo que foi querido né aquele

73:32

Speaker A

querer então o eu penso eu quero e eu posso eles se juntam Na Teia das relações humanas quando a gente consegue operacionalizar uma ação uma natalidade uma novidade na nossa história de vida romp ver com uma biografia e iniciar algo novo né Essa

73:58

Speaker A

teia esses provocadores esses coautores Eles são muito importantes e aí na tese eu trago que me parece me parece que mais do que o pensamento a teia é que nos ajuda a tomar algumas iniciativas a instaurar uma novidade em nossa vida né

74:25

Speaker A

então eu eu dizia ao pessoal na Metropolitana segunda-feira a Faculdade Metropolitana foi coautores foram e são coautores em minha vida apesar dessa relação extremamente estritamente profissional de contratos que muitas vezes são assinados por e-mail mas que marca essa

74:47

Speaker A

revitalização do eu quero e do eu posso né porque me possibilitaram uma experiência Existem muitos coautores em nossa vida é por isso que eu volto para vocês e peço para vocês refletirem rapidamente aí coisas que aconteceram na vida de

75:07

Speaker A

vocês que o pensamento ele foi importante que o querer ele foi importante que o acreditar que podia ele foi importante mas que no final das contas foi possível operacionalizar iniciar por coautores existiam e quando eu digo coautores é um trabalho um emprego é uma

75:33

Speaker A

pessoa que passa em nossa vida é alguém que né que que que coloca a vírgula que a gente não tava percebendo que faz a pergunta do como que a gente não tava se dando conta né são coautores que vai

75:48

Speaker A

movimentando Aí eh a nossa a a nossa vida né com experiências né e radicalmente experiências porque no pensamento a gente pode tudo mas na concretude Às vezes a gente esbarra né e a gente precisa eu lembro da professora

76:08

Speaker A

Simone que ela trazia e eh os exemplos de pessoas em vulnerabilidade social eles são muito duros porque eles né eles trazem essas camadas de complexidade eh eu até quero sair do tráfico né pessoas que estão no tráfico Mas eu

76:30

Speaker A

posso não é tão simples sair do tráfego Porque se o o chefe não autorizar a família dessa pessoa tá em risco Eu quero fazer uma faculdade mas eu acredito que eu posso ou a vida inteira eu ouvi que eu não se

76:53

Speaker A

seria ninguém na vida que minha vida era para ser isso mesmo que não sei o quê que não sei o que e vai minando o eu quero sabe vai silenciando o eu quero eu sei que eu tô num relacionamento abusivo

77:08

Speaker A

mas eu sempre ouvi da minha religião e da minha família que me separar não seria uma opção Então por mais que eu pense por mais que tenha e seja importante a psicoeducação esses movimentos de empoderamento essas reflexões muitas vezes só quando a gente

77:30

Speaker A

tensiona com aquela vida concreta ou seja não são as teorias mas aquela vida concreta que tem uma tea humana concreta que tem pessoas concretas é que a gente vai conseguir pensar formas de sair da estagnação porque gente não é o que tá

77:52

Speaker A

no livro não é o que tá na teoria que dá conta da complexidade daquela vida específica é aquela vida específica são os eventos naquela história naquela biografia naquela teia específica que vai fazer com que a gente encontre com o outro não é né que a

78:16

Speaker A

gente encontre mas que a gente Olhe com o outro para possibilidades Concretas e que não estão nas teorias e que não estão apenas no pensamento e que não estão apenas na quantidade de dinheiro que a gente tem na conta

78:33

Speaker A

bancária né Existem várias outras coisas uma mulher em situação de violência tem várias complexidades com quem vai ficar o filho ela vai ser protegida a justiça né a eu eu sempre digo medida protetiva não é colete a prova de bala

78:54

Speaker A

então a gente precisa de uma teia que Garanta segurança para aquela mulher muitas vezes deixar uma relação abusiva a gente precisa de uma teia ah mas ela vai ter uma uma medida protetiva mas ela vai ter apoio do estado e o filho e a

79:12

Speaker A

família ou seja cada realidade concreta que vai nos abrir a questões e a intervenções concretas nessa política nessa teia humana em que pensamento e Ação o pensar não não é necessariamente uma ação ele pode estar na ação mas não é a ação PR

79:40

Speaker A

han tá importante também essa percepção dos coautores percepção dessas ajudas que às vezes deixamos passar por falta da Visão dessa rede pois é e aías vezes noss ela fica muito no individual né No que você pode fazer por você você precisa

79:59

Speaker A

fazer isso por você você precisa pensar sobre isso né a gente fica muito nas nas teorias nas ideologias nas palavras de pensamento a gente fica muito nessa dimensão social e financeira Eh mas você tem os recursos financeiros mas a gente precisa olhar

80:21

Speaker A

para esses coautores para essa teia humana que vai constituindo né e e vocês vão ver que quando vocês Passarem a olhar pra teia se vocês estão agora nesse momento pense em alguns pacientes que estão estagnados seja na organização alguém

80:47

Speaker A

que tá estagnado no trabalho seja na atenção psicossocial seja na clínica Se vocês forem psicólogos clínicos e veja o quanto é possível que nesse processo a relação terapêutica ela esteja tão vinculada aos aspectos de pensamento e de recursos financeiros sem

81:16

Speaker A

olhar pra teia humana quem tá nessa teia que que tá acontecendo nessas relações que essa pessoa tá mergulhada gente na Minha tese eu trago vários exemplos vários eu saio discutindo vários exemplos sobre isso então aqueles que tiverem interesse

81:44

Speaker A

de olhar a Minha tese só é se colocar no Google Itala Daniela tese 2022 vocês conseguem baixar muito facilmente eu digo 2022 Porque se vocês botarem só Ita Daniela a tese vai aparecer o a dissertação também na dissertação Eu Discuto sobre ação Eu

82:06

Speaker A

Discuto Eu Discuto sobre a teia humana mas em contextos de luto né eu fiz plantão psicológico no cemitério então na dissertação Eu Discuto o pensamento de hanana arent para atenção psicológica Diante Do Luto e na Eu Discuto sobre o

82:24

Speaker A

conflito da vontade e a importância da coautoria e do Testemunho o psicólogo como eh testemunho né Eh tem tem um artigo meu também Cassandra que vai trazer essa questão do psicólogo nesse lugar de testemunho tá eh eu acho que na

82:44

Speaker A

no site academia.edu.br eu acho tem alguns textos meus anulados também vocês encontram o título doss textos que vocês podem aí baixar mas eu falo sobre o psicólogo como essa esse coautor e essa testemunha de histórias de vida tá eu

83:05

Speaker A

trago esses pontos gente é um pensamento muito novo tá eh por não tô dizendo que só eu discuto psicologia a partir de hanana Aren que não é isso eh Se vocês fizerem um levantamento vocês vão ver que naárea

83:23

Speaker A

que aparece em outros trabalhos de Psicologia Mas e o pessoal pega por exemplo o tema da violência o tema do totalitarismo do autoritarismo da educação ou só da natalidade para pensar um aspecto eh da pesquisa né No meu caso eu tenho

83:46

Speaker A

feito psicologia clínica em diálogo com o pensamento de han arent né é o eixo estruturador do meu fazer psicológico então tem o meu trabalho tem tem o trabalho tem as publicações da professora Dulce critelli tá eh e da professora Simone valcov que foi

84:09

Speaker A

minha orientadora de mestrado e minha coorientadora de doutorado então nós que estamos aí tensionando esse fazer psicológico vocês não vão encontrar muito material vocês vão resvalar eh muito né nesses meus textos né discutindo desse modo são nos meus textos né Eh e quem se

84:32

Speaker A

aproxima um pouco é a professora do critelli que era professora na PUC tá na de São Paulo eh na Minha tese tem todas as referências que vocês podem ver eu tô finalizando um artigo que tem como título eh

84:53

Speaker A

Ah não vou lembrar agora deixa eu só abrir aqui cadê esse artigo tá para sair com o título prática Clínica e saúde mental pensamento alargado e banalidade do Mal Tem texto né que é o julgamento de aisman que ela vai falar da banalidade

85:25

Speaker A

do mal e eu tô discutindo isso com as práticas as práticas clínicas e a saúde mental Ou seja eu discuto vários temas da Psicologia E aí eu passo pela história da Psicologia enquanto ciência né e a partir do pensamento da Hana

85:43

Speaker A

arent né então e eh tem outro texto que tá para sair no e-book que é esse sobre rede de atenção psicossocial né aqueles conceitos de autonomia básica autonomia financeira e autonomia política é uma discussão que eu trago né quando eu revisito vocês vão

86:03

Speaker A

ver que não existe uma discussão sobre isso se fala de autonomia mas não se caracteriza a autonomia a partir desses pressupostos eu faço isso a partir das discussões da hann aret sobretudo que ela discute na condição humana né que

86:19

Speaker A

tem me aberto aí para olhar para essa dimensão política de um outro modo porque dentro da psicologia social a gente tem muita influência do Marxismo e han arent traz uma crítica ao KL Marx dizendo que ele reduziu eh a resolução dos problemas sociais né

86:41

Speaker A

ele reduziu o político ao social né uma crítica aí que ela vai trazer em vários textos dela né então ela vai dizer que o advento do Social é é resolvido com a questão do trabalho no entanto não se

86:56

Speaker A

soluciona a questão política que diz respeito às relações humanas né então arent ela tem essa essa crítica também ou essa reflexão que ela faz as teorias da perspectiva marxista e a psicologia social ela ela bebe muito aí da do

87:17

Speaker A

Marxismo né a psicologia sociocrítica e a sociohistórica muito do Marxismo tá eh então vocês vão ver que vocês vão resvalar quando eu propus essa aula eu propus justamente por ser algo muito muito eh novo né Eh dentro da psicologia tá que tá se

87:42

Speaker A

construindo então basicamente vocês aí estão ouvindo em primeira mão né Eh esses aspectos gente eh não sei se deu meu tempo Andresa eh a gente vai se encaminhando pro final né Eh Já são quase 9 horas eh a sua aula

88:07

Speaker A

Ela é Incrível né ela coloca a gente para pensar a todo momento a gente consegue perceber inclusive pelas perguntas que foram feitas né e respondidas ao longo da sua aula então ela vai gerando reflexões né e acho que

88:23

Speaker A

mais do que reflexões inquietações todo mundo que que tá aqui escutando inclusive para mim que não sou da área mas saio coçando aqui pensando sobre várias coisas elencando aqui ó pessoas que fazem parte da minha teia eh então eu agradeço imensamente né esse

88:43

Speaker A

momento de de troca de partilhar esse conhecimento de uma área tão tão inovadora tão recente né né acredito que os nossos alunos também a Márcia deixa um comentário aqui né que é um grande aprendizado e eu não poderia concordar

88:59

Speaker A

mais com ela eh Então pessoal né a gente vai se encaminhando pro fim eu creio que esse assunto ele não se esgota por aqui né Professor eu te faço até o convite para voltar mais vezes para falar sobre

89:13

Speaker A

mostrar né as novas descobertas a partir das suas pesquisas Acho que todos nós assim vamos ficar muito ansiosos para isso tá certo então eu gostaria de te agradecer novamente pela sua disponibilidade por essa aula né excelente Tá certo e

89:30

Speaker A

Pessoal lembrando né para quem gostou né ou gostou ainda mais da aula da professora Ítala vocês né Podem conhecer também os nossos cursos de pós-graduação em que a professora foi conteudista né Nós temos o curso de psicologia familiar

89:46

Speaker A

psicologia positiva e ainda neste ano também nós vamos lançar o curso de psicologia forense então vocês vão ter a possibilidade de encontrar né novas aulas e novos materiais também desenvolvidos por essa professora maravilhosa que né eu que eu queria ter

90:04

Speaker A

encontrado no meu processo de formação ainda que eu não tenha feito psicologia professora eh e de maneira geral pessoal fiquem de olho também nas nossas redes sociais nós sempre né divulgamos as novidades novos cursos novas palestras também aulas

90:23

Speaker A

certo então nos acompanhe no Instagram para que vocês possam ficar sabendo sempre de tudo que está acontecendo por aqui eu aproveito para agradecer imensamente também a equipe do marketing do Design que estão sempre aqui com a gente nos dando todo o suporte Tá certo

90:38

Speaker A

e na semana que vem nós teremos mais um diálogo aberto na verdade nós teremos dois né na segunda-feira nós teremos o diálogo aberto com o tema educação midiática ensinando a ler as mídias para crianças e adolescentes e na terça-feira dia 30 nós teremos o

90:56

Speaker A

diálogo aberto intitulado ansiedade de separação O que fazer quando o seu filho chora para ir para a escola então são dois temas também bastante interessantes e que nós contamos né com a presença de vocês e novas dúvidas para fervilhar

91:11

Speaker A

essas mentes tudo bem Então pessoal é isso professora novamente muito obrigada boa noite e nós encerramos por aqui pessoal Até logo

Topics: paciente estagnado psicologia clínica ação Hannah Arendt escuta terapêutica intervenção clínica fenomenologia prática psicológica teia de relações humanas supervisão clínica


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