**A MEDIOCRIDADE SEGUE INVENCÍVEL! Parece genial, mas é só manjação dos Estados Unidos — Transcript & Summary | SozAI**
Source: https://sozai.app/transcript/mediocrity-remains-invincible-us-tactics/

Análise crítica da obra Invencível, destacando sua origem, influências e o contexto da indústria dos quadrinhos nos EUA.

## Key Takeaways

- Invencível é uma obra derivada de conceitos já explorados anteriormente, sem muita originalidade.
- A Image Comics oferece aos criadores direitos sobre seus personagens, diferentemente da Marvel e DC.
- Robert Kirkman é um nome importante na revitalização da Image e no mercado de quadrinhos independente.
- Heróis com falhas e moral complexa são uma tendência recente na cultura pop, influenciada por obras como Watchmen.
- Invencível funciona como um produto pensado para se tornar série, filme ou desenho animado, refletindo a indústria atual.

## What the video covers

- Mark Grayson é o protagonista de Invencível, um jovem super-herói filho do poderoso Omniman.
- Invencível é uma obra de Robert Kirkman, publicada pela Image Comics entre 2003 e 2018, com 144 edições.
- A série animada de Invencível começou em 2021 e já conta com três temporadas.
- Robert Kirkman também é conhecido por criar The Walking Dead, lançado no mesmo ano que Invencível.
- A Image Comics foi fundada por desenhistas da Marvel que buscavam manter os direitos sobre seus personagens.
- A editora Image tem fama de bons desenhos, mas roteiros e cronogramas problemáticos.
- Invencível é uma reciclagem de conceitos clássicos de super-heróis, com influências claras de Watchmen e outras obras.
- A obra explora heróis com falhas humanas e moral ambígua, tema que ganhou força na cultura pop recente.
- O vídeo contextualiza Invencível dentro do mercado de quadrinhos e da indústria audiovisual, destacando seu papel como laboratório para franquias.
- Apesar das críticas, Invencível não é considerado uma obra ruim, mas um reflexo das vontades dos autores e do público.

Answers

## Questions about this video

O que é Invencível e quem é seu criador?

Invencível é uma série de quadrinhos criada por Robert Kirkman, publicada entre 2003 e 2018 pela Image Comics, que também gerou uma série animada iniciada em 2021.

Qual a relação entre Invencível e a Image Comics?

Invencível foi publicado pela Image Comics, uma editora fundada por desenhistas que buscavam manter os direitos sobre seus personagens, diferente das grandes editoras Marvel e DC.

Por que Invencível é considerado uma obra pouco original?

Porque recicla muitos conceitos clichês e ideias já exploradas em quadrinhos anteriores, como Watchmen, e apresenta heróis com falhas humanas, tema já consolidado na cultura pop.

## Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:00

Speaker A

Ele não é um garoto comum.

00:03

Speaker A

Apesar de ter crescido como um típico americano de classe média,

00:07

Speaker A

Mark Grayson é filho de Omniman, o mais poderoso super-herói da Terra.

00:11

Speaker A

Quando criança, Mark não tinha poderes, mas agora, na puberdade,

00:15

Speaker A

finalmente ele tem super força, super velocidade e pode voar.

00:20

Speaker A

Ele decide então trilhar os passos do pai, ser também um super-herói.

00:25

Speaker A

Só para descobrir que o seu pai é um psicopata desgraçado.

00:30

Speaker A

Vamos falar então de um gibizinho que também gerou um desenhinho e um bando de fã chatinho que acha que isso é a maior obra prima já feita.

00:37

Speaker A

Caso você seja um completo ignorante, eu vou falar de Invincible.

00:43

Speaker A

Já havia gerado polêmica antes, um vídeo que eu fiz para membros no Sarjeta Plus a Mais.

00:48

Speaker A

Inclusive, torne-se membro para ter acesso a vídeos 100% exclusivos e o título é A Mediocridade é Invencível.

00:54

Speaker A

Esse vídeo chegou até a ser pirateado.

00:56

Speaker A

O pessoal estava louco para ver.

00:57

Speaker B

Olha o que o inteligente de seu pai comprou para você.

00:59

Speaker B

Um filme pirata!

01:42

Speaker A

Me pagar?

01:43

Speaker A

Não, mas para ver sim.

01:44

Speaker A

E desde então, uma galera ficou dizendo: Link, fala mais sobre o Invencível, comenta melhor, não fala só aquele pouquinho.

01:49

Speaker A

Tá bom, então vamos falar um tantinho.

01:52

Speaker A

Vamos contextualizar caso você esteja perdido.

01:54

Speaker A

Invencível é um quadrinho de Robert Kirkman, criado em 2003 e que foi publicado até 2018, teve ao total 144 edições.

02:02

Speaker A

O desenho começou com Cory Walker, mas depois acabou sendo mais assumido por Ryan Ottley.

02:07

Speaker A

E a animação, pela qual a maioria das pessoas conhece o personagem, começou a sair em 2021 e já tem três temporadas.

02:13

Speaker A

Talvez você já tenha ouvido falar do nome de Robert Kirkman antes.

02:17

Speaker A

Vou dar uma dica, tem a ver com zumbis.

02:19

Speaker A

Sim, ele é o criador de The Walking Dead.

02:21

Speaker A

E olha que é doido, Walking Dead também começou a sair em 2003, no mesmo ano em que ele lançava o Invencível,

02:26

Speaker A

ele lançava o Walking Dead.

02:27

Speaker A

Ou seja, foi o ano da vida dele onde ele criou coisas que depois ele praticamente não precisou mais trabalhar.

02:31

Speaker A

Queria eu que os vídeos aqui viralizassem de tal maneira que depois aposentadoria.

02:37

Speaker A

Esse vídeo vale comentar um pouquinho mais da carreira do Kirkman.

02:39

Speaker A

Ele é um cara que despontou com Battle Pope de 2000, o que já é uma paródia de super-herói.

02:45

Speaker A

Porém, ele foi se aproximando da editora Image Comics, inclusive lançando o Invencível por lá,

02:50

Speaker A

e em 2008 se tornou sócio.

02:52

Speaker A

Essa informação é importante porque não dá para desconsiderar o que é o Invencível,

02:57

Speaker A

sem levar em conta onde ele saiu.

02:59

Speaker A

A Image Comics foi uma editora que surgiu em 1992, pela reunião de uma série de desenhistas da Marvel,

03:05

Speaker A

entre eles Todd McFarlane, Jim Lee, Rob Liefeld, entre outros,

03:11

Speaker A

que disseram: Deu, chega, Marvel, eu não quero mais que você seja um dos donos

03:17

Speaker A

tão somente dos personagens que eu crio.

03:20

Speaker A

Porque caso você não saiba, assim que funciona a DC e a Marvel.

03:23

Speaker A

Porque o artista vai lá, cria um vilão para o Homem-Aranha ou um coadjuvante de destaque para os X-Men,

03:30

Speaker A

e esse criador não é dono.

03:31

Speaker A

Depois esse personagem cresce, vira filme, franquia bilionária,

03:36

Speaker A

e o artista morre de fome.

03:38

Speaker A

E veja, nem estou usando hipérbole, muitos desses artistas estão na miséria.

03:41

Speaker A

Recentemente, Peter David, um dos mais importantes escritores de Hulk, criador do Homem-Aranha 2099, entre outros personagens,

03:49

Speaker A

morreu doente e com dívidas médicas.

03:51

Speaker A

Então é compreensível que uma galera falou, olha, quer saber, a gente está levando a Marvel nas costas,

03:56

Speaker A

vamos criar nossa própria editora com um diferencial.

04:00

Speaker A

Nessa nova editora, as pessoas são donas dos seus personagens.

04:04

Speaker A

Só que a Image era basicamente uma empresa fundada por desenhistas.

04:09

Speaker A

E apesar de alguns personagens terem se destacado, como Spawn ou Savage Dragon,

04:16

Speaker A

logo ficou claro que a Image tinha problemas na parte de roteiro.

04:20

Speaker A

Os desenhos, OK, memoráveis para os anos 90.

04:24

Speaker A

Mas as historinhas...

04:28

Speaker A

Outra questão era o cronograma.

04:30

Speaker A

Sem um editor casca grossa, os desenhistas faziam quadrinhos quando dava para fazer.

04:35

Speaker A

Considerando que ainda estamos falando de um mercado que opera dentro de uma linha industrial,

04:41

Speaker A

a Image tinha dificuldade de manter cronogramas.

04:45

Speaker A

Distribuir seus gibizinhos e fazer boas histórias.

04:48

Speaker A

Então, apesar da iniciativa ter sido louvada e no começo ter dado muito certo,

04:54

Speaker A

logo ela foi se arrastando.

04:56

Speaker A

Daí que muito do que a gente hoje pensa da Image Comics tem a ver com uma revitalização.

05:00

Speaker A

E um dos principais nomes disso é Robert Kirkman.

05:03

Speaker A

E tudo isso aqui é importante para entender Invencível, porque ele é basicamente um gibi feito para gerar série,

05:08

Speaker A

ou filme, ou desenho animado.

05:11

Speaker A

Que foi exatamente o que aconteceu.

05:13

Speaker A

Muitos artistas se aproximaram e ainda se aproximam da Image para fazer dos quadrinhos um laboratório de conceitos.

05:20

Speaker A

Ali você cria personagens, publica histórias que não foram lá muito caras de fazer,

05:26

Speaker A

porque quadrinhos ainda é uma mídia barata.

05:28

Speaker A

E se der tudo certo, se você der sorte, a parada se torna uma franquia bilionária.

05:33

Speaker A

Com o diferencial que desta vez, o din din cai no seu bolso.

05:39

Speaker A

E uma coisa que muitos artistas fizeram foi criar os seus super-heróis.

05:44

Speaker A

Já que a DC e a Marvel são donas da brincadeira e eles fazem muito dinheiro,

05:48

Speaker A

vai que a gente consiga na rebarba ganhar também.

05:51

Speaker A

Artistas independentes então começaram a criar super-heróis de tudo que é tipo.

05:56

Speaker A

O exemplo mais marcante é Mark Millar, que criou 300 personagens, cada um mais descartável do que o outro,

06:03

Speaker A

entre eles Kick-Ass, inclusive, diga nos comentários se um dia vocês querem que eu comente Kick-Ass aqui.

06:09

Speaker A

E o Robert Kirkman, bem, ele também foi um desses.

06:12

Speaker A

Inclusive, a parada nem é um pouco discreta, Invencível é basicamente uma reciclagem de uma série de conceitos

06:18

Speaker A

bastante clichês de super-heróis.

06:20

Speaker A

Nós temos um jovem descobrindo seus poderes na puberdade, tal qual os X-Men,

06:26

Speaker A

ou o Superman pós-crise que supostamente teve seus poderes quando já era adolescente.

06:30

Speaker A

Ele se chama Mark Grayson e Grayson é o sobrenome do Robin.

06:34

Speaker A

Ele tem um pai chamado Omniman, que é basicamente o Superman de bigode.

06:39

Speaker A

E inclusive você tem uma Liga da Justiça genérica.

06:42

Speaker A

Assim como você também tem aquele grupo jovem igualmente genérico,

06:47

Speaker A

que lembra muito os Jovens Titãs ou os Novos Mutantes.

06:50

Speaker A

Só que tem uma diferença.

06:52

Speaker A

Aqui você tem o Superman malvadão.

06:54

Speaker A

Você tem heróis que são vistos não mais como figuras exemplares,

07:00

Speaker A

mas seres humanos demasiadamente humanos que podem ser tão cruéis e mesquinhos

07:05

Speaker A

quanto qualquer ser humano.

07:07

Speaker A

Só que cabe acrescentar aqui um detalhe, né?

07:10

Speaker A

Essa ideia tem porra nenhuma de inovadora.

07:14

Speaker A

Isso até hoje é uma chupinhação de Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons,

07:19

Speaker A

publicado originalmente em 1986.

07:21

Speaker A

Sim, Invencível se aproveita de rebarbas conceituais de um quadrinho de quase 20 anos antes dele.

07:27

Speaker A

Então que fique bem claro, não tem nada em Invencível de muito original.

07:31

Speaker A

É reciclagem da reciclagem da reciclagem de uma indústria que continua reciclando conceitos para ver se pelo menos agora os autores ganham um pouquinho com isso.

07:39

Speaker A

Isso não quer dizer que Invencível seja uma completa bosta.

07:43

Speaker A

Para usar um termo técnico.

07:45

Speaker A

Eu diria mais que é um sintoma de uma série de vontades dos autores, mas também do público.

07:51

Speaker A

Porque vamos ser francos, por mais que eu diga, OK, já nos anos 80, o Watchmen fez um barulho no mundo dos quadrinhos,

07:59

Speaker A

tratando de super-heróis que podiam ser muito malvados e tal.

08:02

Speaker A

Cabe ressaltar que isso ficou muito na bolha quadrinhos.

08:07

Speaker A

De modo que heróis mais falhos é uma coisa relativamente recente na cultura pop como um todo.

08:12

Speaker A

Cabe recapitular, desde o início dos anos 2000, a gente tem tido um volume crescente de filmes de super-heróis.

08:17

Speaker A

Antes até tinha, mas eram blocos.

08:20

Speaker A

Final dos anos 70, anos 80, era Superman.

08:23

Speaker A

Final dos anos 80, anos 90, era Batman.

08:26

Speaker A

Só que daí vem X-Men, Homem-Aranha.

08:30

Speaker A

O Batman volta com Christopher Nolan.

08:33

Speaker A

O Superman também voltou, mas não chamou tanta atenção.

08:36

Speaker A

E aí você tem o universo Marvel.

08:38

Speaker A

Aí você também tem a tentativa de universo da DC.

08:41

Speaker A

E essa profusão infinita de filmes, séries, desenhos de super-herói e tal,

08:49

Speaker A

vai fazer com que também haja espaço para aquelas obras que questionem os próprios super-heróis.

08:54

Speaker A

Assim como aconteceu nos quadrinhos.

08:56

Speaker A

O exemplo mais emblemático talvez seja a série The Boys, que não por acaso é feita pela Amazon,

09:02

Speaker A

a mesma quem faz o Invencível.

09:04

Speaker A

E The Boys também é baseado em quadrinhos.

09:07

Speaker A

Inclusive, tem um vídeo mais antigo aqui no canal falando dele.

09:10

Speaker A

Em resumo, faz poucos anos que a galera começou a ter contato

09:12

Speaker A

a esse conceito já tão desgastado dos quadrinhos, que é o dos super-heróis ambíguos.

09:18

Speaker A

Ou mais especificamente, dos Superman malvadão.

09:21

Speaker A

E assim como o Capitão Pátria é um típico Superman malvadão,

09:26

Speaker A

o Omniman também.

09:28

Speaker A

Mas com um diferencial, e sim, eu vou elogiar o Invencível.

09:33

Speaker A

Porque tem uma sacada no quadrinho que é muito, muito boa.

09:36

Speaker A

E isso tem a ver com a própria ideia do Superman malvadão.

09:41

Speaker A

Porque aqui entra em cena um conceito muito caro à galera esquerdista,

09:46

Speaker A

safada, maconheira.

09:48

Speaker A

Eu estou falando de imperialismo.

09:54

Speaker A

E para poder explicar isso, eu preciso dar um passo atrás.

09:58

Speaker A

Vamos para o longínquo ano de 1964.

10:01

Speaker A

E caso você esteja vendo esse vídeo e estava vivo naquele ano, porra, você é velho, hein?

10:06

Speaker A

Enfim.

10:07

Speaker A

Foi neste ano que saiu a Action Comics 311.

10:13

Speaker A

Que caso você não saiba, era uma revista que trazia histórias do Superman.

10:18

Speaker A

E nela, nós temos a história Superman, Rei da Terra.

10:22

Speaker A

História essa em duas partes que depois vai continuar na Action Comics 312.

10:26

Speaker A

Pouca gente conhece esse quadrinho antigo do Homem de Aço.

10:30

Speaker A

Porém, ele é bastante importante para o nascimento do conceito do Superman malvadão.

10:36

Speaker A

E quer saber, eu tenho certeza que o Robert Kirkman chupinhou essa história.

10:40

Speaker A

Vamos repassar ela.

10:41

Speaker A

Ela é muito legal.

10:42

Speaker A

Clark Kent, como correspondente estrangeiro, está diante de uma nação que quer me parecer uma mistura de Leste Europeu com América Latina genérica.

10:49

Speaker A

E que um ditador exige que todos se ajoelhem perante ele.

10:53

Speaker A

Clark Kent, como cidadão americano, se recusa.

10:56

Speaker A

O que dá problema, claro.

10:57

Speaker A

Ele fica meio enfezado e tal.

11:00

Speaker A

Vai lá para a Fortaleza da Solidão e fica sabendo que tem um corpo celeste em direção à Terra.

11:06

Speaker A

O perigo da ameaça alienígena.

11:08

Speaker A

E para piorar, em volta desse corpo celeste, tem criptonita vermelha.

11:12

Speaker A

Superman, então, pensa.

11:15

Speaker A

Não dá para eu chegar lá perto.

11:17

Speaker A

Afinal, com a criptonita vermelha, tudo pode acontecer.

11:20

Speaker A

Aqui cabe uma rápida digressão.

11:22

Speaker A

Naquele momento dos quadrinhos, não estava claro o que a criptonita vermelha podia fazer.

11:28

Speaker A

Aliás, cabe dizer, até hoje não está.

11:30

Speaker A

Mas era normal eles explorarem uma série de conceitos malucos, desde o Superman virar bicho,

11:36

Speaker A

ou ficar deformado e até mesmo malvadão.

11:39

Speaker A

Temendo, então, um contato com a criptonita vermelha, o Superman então resolve experimentar uma espécie de antídoto.

11:44

Speaker A

Algo que ele guardou porque não teria como testar, afinal o único criptoniano seria ele para fazer esse teste.

11:50

Speaker A

Mas diante da necessidade, Superman resolve ver qual é.

11:54

Speaker A

E dá ruim.

11:55

Speaker A

Porque sim, o cara pode ser super.

11:58

Speaker A

Mas nada garante que ele não faça merda.

12:00

Speaker A

Fazendo a prova final para ver se ele finalmente estava imune à criptonita vermelha,

12:05

Speaker A

o que deu para ver é que não, ele não estava imune.

12:09

Speaker A

E o efeito era dividir Superman com o Clark Kent.

12:13

Speaker A

Então a brincadeira aqui é simples.

12:16

Speaker A

De um lado você tem o Clark Kent, que ainda pensa como o Superman.

12:20

Speaker A

Só que ele não tem superpoderes.

12:22

Speaker A

Do outro, você tem o Superman.

12:25

Speaker A

Só que agora ele é um tremendo de um filho da puta.

12:28

Speaker A

Dá para ver que o terceiro filme do Superman, de 1983, explorou essa brincadeira.

12:32

Speaker A

E o bacana dessa história é que o Superman decide que ele vai ser o rei da Terra.

12:37

Speaker A

Afinal, todo mundo precisa dele, qualquer merda que acontece, Superman, socorro, socorro.

12:42

Speaker A

Aí ele fala, pô, quer saber, já que eu estou cuidando de todo mundo,

12:46

Speaker A

então entreguem logo o poder para mim.

12:49

Speaker A

Eu vou ser o rei.

12:51

Speaker A

E todo mundo se ajoelhe perante o meu poder.

12:53

Speaker A

E é exatamente isso que acontece no quadrinho, o Superman com uma coroa que me lembra de um bispo,

12:59

Speaker A

exigindo esculturas e louvores a ele próprio.

13:01

Speaker A

É óbvio que nesse primeiro momento, o Superman malvadão imagina que as coisas não vão acontecer sem resistência.

13:07

Speaker A

A primeira resistência é do próprio Clark Kent, que apesar de não ter superpoderes e ser facilmente matável,

13:14

Speaker A

o Superman malvadão tem receio de aniquilá-lo.

13:17

Speaker A

Afinal, os dois são um só.

13:20

Speaker A

Vai que se eu matar o Clark Kent, eu morro também.

13:22

Speaker A

Claro, tem muito furo aqui na história, porque ele poderia aprisionar o Clark Kent.

13:26

Speaker A

Mas não, ele só deixa sua contraparte solta.

13:29

Speaker A

Do tipo, tá, vaza.

13:30

Speaker A

Mas ele se precavê, o Superman malvadão impede que os criptonianos saiam da cidade engarrafada de Kandor.

13:36

Speaker A

Ele também destrói os robôs Superman e também dá um jeito de se livrar da arma

13:40

Speaker A

que o colocaria na zona fantasma.

13:42

Speaker A

Assim como ele fez com o Zod e entre outros.

13:44

Speaker A

Superman então vai para a ONU, discursa, fala basicamente, me entreguem tudo.

13:50

Speaker A

Chantageia, se comporta como um bully, diz que se não fizerem o que ele imagina,

13:54

Speaker A

ele vai, vai, vai aniquilar as pessoas.

13:56

Speaker A

E daí ele faz três demonstrações, cada uma num horário marcado.

14:02

Speaker A

Na primeira, ele congela o deserto.

14:04

Speaker A

Na segunda, ele destrói uma maquete de Nova York que fica numa cidade chinesa e que a China teria feito para imaginar como seria possível atacar Nova York.

14:12

Speaker A

Que viagem.

14:13

Speaker A

Mas enfim, ele destrói essa pseudo Nova York.

14:16

Speaker A

Certo, o pessoal imaginar o seu poder de fogo.

14:18

Speaker A

E na terceira exibição, o Superman explode uma bomba nuclear.

14:22

Speaker A

Tal qual os Estados Unidos e União Soviética faziam para demonstrar força.

14:26

Speaker A

O mundo entra em pânico, temos um ditador, um tirano, um monstro.

14:30

Speaker A

Clark Kent com Lois Lane, Jimmy Olsen e Perry White tentam desbancar esse novo Superman.

14:36

Speaker A

Só que Clark agora é um mero mortal.

14:38

Speaker A

Ele se machuca, ele se fere e no meio de uma batida policial acaba levando tiro.

14:44

Speaker A

Porque sim, basicamente agora os Estados Unidos é uma espécie de estado policial,

14:48

Speaker A

comandado pelo Superman.

14:50

Speaker A

Muito ferido então, Clark acaba sendo resgatado por Lori.

14:55

Speaker A

Que caso você não saiba, é uma sereia e você sabe, o Superman só se apaixona com gente que começa por L.

15:00

Speaker A

Lois Lane, Lana Lang, Lori.

15:02

Speaker A

Lex Luthor.

15:03

Speaker A

E diante de suas feridas, Clark faz uma sugestão aos médicos desse império submerso.

15:09

Speaker A

Ele quer ter o mesmo poder de um dos seus vilões.

15:14

Speaker A

Aqui cabe explicar também.

15:16

Speaker A

Um vilão famoso do Superman é Metallo, um bandido de corpo robótico,

15:20

Speaker A

e coração de criptonita.

15:22

Speaker A

A ideia de Clark então é por um lado, se salvar, afinal de contas ele foi muito ferido, ele só consegue agora ser uma pessoa robô.

15:29

Speaker A

Mas tendo o coração de criptonita, além disso, pela radiação ser um combustível,

15:32

Speaker A

isso também se torna uma arma.

15:33

Speaker A

Bem, então, a batalha final.

15:35

Speaker A

Clark Kent, com o coração de criptonita, vai até o Superman, que não consegue ver essa criptonita porque ela está dentro de um compartimento de chumbo no peito do próprio Clark.

15:43

Speaker A

A luta é feroz.

15:45

Speaker A

Com muita discussãozinha.

15:47

Speaker A

E eis a revelação, o Superman malvadão esclarece que ele não é malvadão assim não.

15:52

Speaker A

Era um plano.

15:53

Speaker A

Vocês lembram que estava vindo algo em direção à Terra e que foi por causa disso que toda a merda começou?

15:59

Speaker A

Porque o Superman entendeu que não conseguiria se expor à criptonita vermelha.

16:02

Speaker A

Blá blá blá.

16:05

Speaker A

Então essa parada que estava vindo à Terra era uma invasão alienígena e o Superman escutou isso.

16:10

Speaker A

Só que ele só escutou isso quando ele já estava dividido com o Clark Kent, quando ele já não era mais o próprio Clark.

16:16

Speaker A

E ele escutou sinais de rádio onde essa invasão alienígena deixava claro quais eram as suas intenções.

16:22

Speaker A

Basicamente destruir a Terra.

16:24

Speaker A

E eles fariam três demonstrações de poder, congelar o deserto, destruir uma região na China,

16:30

Speaker A

e detonar uma bomba nuclear.

16:32

Speaker A

Percebendo que isso causaria pânico mundial, o Superman resolveu assumir ele a função de malvadão.

16:37

Speaker A

E quando ele impôs aos líderes mundiais que ele se tornasse o rei da Terra,

16:43

Speaker A

no reservado ele avisou, ó galera, é uma mentirinha.

16:46

Speaker A

Vamos topar.

16:47

Speaker A

Eu sinceramente acho essa explicação uma bela de uma bosta.

16:52

Speaker A

Porque se a ideia era não causar pânico, sendo o Superman agora malvadão,

16:58

Speaker A

eu tenho a impressão que isso causa ainda mais pânico.

17:01

Speaker A

Porque vamos ser francos, ele podia simplesmente tranquilizar as pessoas, ó galera, tá tendo uma invasão alienígena aí.

17:07

Speaker A

Mais uma, porque já teve várias.

17:10

Speaker A

Eu vou segurar a onda, tá bom?

17:11

Speaker A

Mas não, ele preferiu assumir a posição de vilão para evitar um pânico generalizado, causando pânico generalizado.

17:19

Speaker A

Mas o problema dessa situação é que o Clark já tinha tasca da criptonita no Superman malvadão,

17:26

Speaker A

que não era tão malvadão assim.

17:28

Speaker A

Os alienígenas ainda estão a caminho.

17:30

Speaker A

Inclusive, numa cápsula que vai ser visível apenas quando entrar na atmosfera.

17:35

Speaker A

É o famoso fodeu.

17:36

Speaker A

Porém, um quase milagre, Clark Kent e Superman, nesse momento de quase morte, voltam a se reintegrar.

17:42

Speaker A

O Superman volta a ser um só.

17:44

Speaker A

Ele então parte, ataca os alienígenas, salva a Terra.

17:48

Speaker A

E o final é tremendamente ridículo.

17:51

Speaker A

Porque ele volta, uma mulherada abraça ele, a Lois Lane até fala, ai como o Clark inventou coisas, o Superman malvadão nem era tão malvadão assim.

17:58

Speaker A

E é isso.

17:59

Speaker A

Superman salva o dia, rodeado das cocotas.

18:01

Speaker A

Quando Mark finalmente ganhou seus poderes, ele acha que está pronto para qualquer coisa.

18:05

Speaker A

Mas aí ele cai na real.

18:08

Speaker A

Ter poder não é o suficiente.

18:10

Speaker A

É preciso aprender a usar.

18:13

Speaker A

É aí então que entra a Alura.

18:16

Speaker A

A maior escola de tecnologia do Brasil e que pode ser o ponto de virada na sua trajetória profissional.

18:20

Speaker A

E a parada é boa, com uma única matrícula, você tem acesso por um ano a todos os cursos da plataforma.

18:26

Speaker A

De programação, a ciência de dados, de UX, a gestão.

18:30

Speaker A

As formações são completas e abrangentes, tanto para quem quer entrar na área tech,

18:36

Speaker A

quanto para quem já está no meio da luta e quer subir de nível.

18:40

Speaker A

Na Alura, você mete a mão na massa e aprende fazendo.

18:44

Speaker A

Cria projetos reais, participa de desafios.

18:48

Speaker A

E ainda conta com o apoio da Luri, a inteligência artificial da plataforma, que tira dúvidas, sugere conteúdos e te ajuda a entender cada parte do caminho.

18:55

Speaker A

E com a Luri Vision, dá até para mandar imagens e receber feedback para os seus códigos, gráficos, designs e muito mais.

19:03

Speaker A

E se você é daqueles que não curte estudar sozinho, você também pode entrar na maior comunidade tech do Brasil.

19:09

Speaker A

Com eventos, mentorias e grupos de estudo no Discord.

19:14

Speaker A

Então, se você está pronto para deixar de ser um herói em treinamento e assumir o controle da sua evolução profissional,

19:20

Speaker A

aproveite agora os 15% de desconto na matrícula.

19:25

Speaker A

E tudo isso apenas usando o link aqui na descrição do vídeo e também no primeiro comentário fixado.

19:31

Speaker A

Aproveita, meu jovem herói.

19:34

Speaker A

Porque com a Lura, você ganha mais do que conhecimento.

19:38

Speaker A

Ganha orientação.

19:39

Speaker A

O que faz toda a diferença quando você tem um pai alienígena que não é bem o que parece.

19:44

Speaker A

Bom, enfim, esse é outro papo.

19:45

Speaker A

Agora, de volta para o vídeo.

19:46

Speaker A

Essa história do Superman, Rei da Terra, foi escrita por Robert Bernstein.

19:51

Speaker A

Um quadrinista não muito lembrado.

19:55

Speaker A

Mas criador de personagens como o próprio Metallo.

19:58

Speaker A

Mas também o General Zod.

20:00

Speaker A

E o que é doido é que nesse mesmo ano de 64, aconteceu uma outra coisa importante.

20:05

Speaker A

No caso, um golpe de Estado no Brasil, financiado pelos Estados Unidos.

20:09

Speaker A

Não.

20:10

Speaker A

Outra coisa também importante.

20:12

Speaker A

No caso, a criação do personagem Ultraman.

20:16

Speaker A

E aqui não confundir com aquele outro famoso Ultraman Tokusatsu.

20:20

Speaker A

Que eu até poderia falar dele aqui no canal.

20:24

Speaker A

Diga nos comentários se vocês querem que eu ainda fale de Ultraman aqui.

20:26

Speaker A

Enfim, o Ultraman do universo Superman vai aparecer em Liga da Justiça 29.

20:32

Speaker A

Que vai explorar a ideia da Terra 3.

20:35

Speaker A

Naquele momento, a DC já tinha histórias ligadas ao multiverso.

20:39

Speaker A

A Terra 1 tinha a Liga da Justiça.

20:42

Speaker A

A Terra 2 tinha a Sociedade da Justiça.

20:45

Speaker A

Daí eles foram ver se na Terra 3 também tinha um grupo de heróis e tal.

20:50

Speaker A

E se depararam com o Sindicato do Crime.

20:52

Speaker A

Eu acho fantástico que quando são heróis é Liga ou Sociedade.

20:56

Speaker A

Quando é vilão, é Sindicato.

20:58

Speaker A

Malditos sindicalistas.

20:59

Speaker A

E o Sindicato do Crime é basicamente uma versão malvadona da Liga da Justiça.

21:04

Speaker A

Todos os outros super-heróis também têm sua contraparte maligna.

21:08

Speaker A

Mas quem se destaca é, claro, o Ultraman.

21:11

Speaker A

Esse sim, um assumido Superman malvadão.

21:14

Speaker A

Então notem, no ano de 64, a gente teve dois episódios bastante importantes ligados ao conceito do Superman malvadão.

21:20

Speaker A

E se você olha desde o enredo até mesmo visual, você vai ver que o Robert Kirkman com o seu Invencível,

21:27

Speaker A

é um chupador safado.

21:29

Speaker A

Mas eu já disse aqui que tem algo em Invencível que é muito bom.

21:31

Speaker A

Que vai além inclusive das suas referências anteriores.

21:34

Speaker A

Mas para poder explicar direitinho, eu tenho que repassar a história e eu não vou falar de toda a história.

21:40

Speaker A

Eu vou me ater no primeiro grande arco de um Invencível, da edição 1 a 13.

21:46

Speaker A

Que é basicamente o que acontece na primeira temporada da animação.

21:49

Speaker A

E eu vou me focar no quadrinho mesmo.

21:52

Speaker A

Mas vocês vão ver aqui uma série de paralelos com o desenho.

21:55

Speaker A

Mas antes de eu arranjar hate de fã que acha que desenho pode ser adulto só porque ele é violento,

22:00

Speaker A

peço que você curta o vídeo se estiver curtindo, se inscreva caso seja novo por aqui.

22:04

Speaker A

Compartilhe.

22:05

Speaker A

Esse canal só existe graças aos apoiadores, tem recompensas bem legais, como lives aqui comigo, grupo de estudos,

22:11

Speaker A

grupo no Telegram.

22:12

Speaker A

E sorteio de gibi.

22:13

Speaker A

Inclusive, o próximo encontro do grupo de estudos vai ser para falar do quadrinho Aurora nas Sombras.

22:18

Speaker A

Uma obra bem, bem horrorosa.

22:20

Speaker A

Então, eu vou deixar o link do nosso apoio na plataforma Catarse na descrição do vídeo.

22:25

Speaker A

E no primeiro comentário fixado.

22:27

Speaker A

E considere ser membro por R$ 6,90 e ter acesso à Sarjeta Flix.

22:32

Speaker A

Com lives exclusivas a cada 15 dias e versões sem restrições dos conteúdos aqui publicados.

22:38

Speaker A

Talvez seja o caso deste.

22:40

Speaker A

E seja também Sarjeta Plus a Mais e tenha acesso a vídeos 100% exclusivos.

22:45

Speaker A

O último foi sobre uma moça chamada Odile, que saiu por aí dando pipoco em safado,

22:50

Speaker A

que ela achava parecido com o crocodilo.

22:52

Speaker A

Vamos por mim.

22:53

Speaker A

Faz sentido.

22:56

Speaker A

Mas vamos embora, como eu já havia dito, Mark Grayson é um jovem filho de Omniman.

23:00

Speaker A

O seu pai se chama Nolan Grayson.

23:03

Speaker A

E a sua mãe, Debbie Grayson.

23:04

Speaker A

E uma coisa que é bacana no quadrinho é essa dinâmica familiar.

23:07

Speaker A

Mark sabe que o pai dele é um super-herói.

23:10

Speaker A

Desde criança ele sabe disso.

23:12

Speaker A

E eles têm uma vida típica de classe média.

23:16

Speaker A

Com a diferença que eles ficam vendo notícias do pai na televisão.

23:20

Speaker A

Estou imaginando aqui que a brincadeira era fazer referência ao pai ser um jornalista ou um político.

23:25

Speaker A

Alguém que já está sempre exposto à mídia e que você acaba vendo na televisão.

23:29

Speaker A

Só que a diferença aqui é que o pai de Mark é o Omniman.

23:33

Speaker A

Portanto, ele aparece enfrentando vilões monstruosos.

23:36

Speaker A

Em desafios absurdos.

23:38

Speaker A

A mãe, Debbie, não tem superpoderes.

23:42

Speaker A

E dá para ver que ela leva toda essa situação já com uma certa resignação.

23:45

Speaker A

Ela está acostumada com o marido todo dia sofrendo um risco.

23:49

Speaker A

Mas segue o dia.

23:50

Speaker A

Mark se frustra um pouco por não ter superpoderes.

23:54

Speaker A

Ele trabalha numa hamburgueria.

23:56

Speaker A

E um dia, do nada, indo jogar o lixo na lixeira,

24:00

Speaker A

ele acaba enviando para o espaço.

24:02

Speaker A

Sim, ele do nada passou a ter super força.

24:04

Speaker A

Inclusive, uma das cenas bonitinhas é ele curtindo voar.

24:08

Speaker A

Uma coisa que ele sempre queria ter feito.

24:11

Speaker A

Ele viu o pai dele voando.

24:12

Speaker A

E agora Mark pode voar.

24:14

Speaker A

Inclusive, no desenho até exploram ele tendo dificuldade para pousar.

24:18

Speaker A

No quadrinho não tem tanto disso.

24:20

Speaker A

O pai fica feliz, afinal, caramba, meu filhão agora também tem superpoderes.

24:23

Speaker A

E ele resolve levar Mark para um alfaiate.

24:27

Speaker A

Que é quem faz os uniformes dos super-heróis.

24:29

Speaker A

É a partir daqui então que vai surgir o uniforme do Invencível.

24:32

Speaker A

Um nome que o Mark também tem uma certa dificuldade em bolar.

24:35

Speaker A

Uma coisa que o quadrinho procura retratar logo nesse começo é a personalidade do Mark.

24:39

Speaker A

Mesmo antes dele ter superpoderes, ele tentava ser alguém super-heroico.

24:45

Speaker A

Enfrentava colegas que faziam bullying, mesmo ele tomando um pau.

24:49

Speaker A

Porque afinal de contas o Mark era miudinho.

24:51

Speaker A

Esse é um detalhe importante aqui.

24:52

Speaker A

Mark tenta ser a todo momento a idealização que ele tem do pai.

24:57

Speaker A

E é por isso que depois, quando ele perde isso, o impacto é grande.

25:00

Speaker A

Mas vamos continuar aqui na história.

25:01

Speaker A

A gente descobre que quando Mark era criança, o pai dele, o Omniman,

25:06

Speaker A

explicou que ele é do planeta Viltrum.

25:08

Speaker A

E se trata de um planeta benevolente.

25:12

Speaker A

Um monte de gente de roupa branca e bigode que decidiu partilhar ciência e tecnologia com todas as outras espécies inteligentes da galáxia.

25:18

Speaker A

Mas isso era feito com planetas que já estivessem em um certo ponto de avanço.

25:23

Speaker A

Afinal de contas, o contato com uma espécie alienígena não seria algo simples.

25:27

Speaker A

E a Terra ficou de fora.

25:30

Speaker A

Ela era considerada um tanto atrasada.

25:32

Speaker A

Porém, Nolan se ofereceu para ele sozinho ficar na Terra.

25:37

Speaker A

Algo que o comando Viltrumita viu com ressalvas, porque a Terra é muito distante,

25:43

Speaker A

eles não iam conseguir monitorar e tal.

25:45

Speaker A

Mas Nolan falou, não, deixa eu me aclimatar, deixa eu ficar por lá.

25:49

Speaker A

Deixa eu conhecer aquele povo.

25:51

Speaker A

E com essas informações, a gente consegue estabelecer um contato.

25:55

Speaker A

Tudo na bondade.

25:57

Speaker A

Tudo na boa intenção.

25:59

Speaker A

Só que não.

26:00

Speaker A

Mas enfim, foi com essa versão que o Mark cresceu.

26:03

Speaker A

Aos poucos então, Mark, agora o Invencível, vai tendo o prazer de enfrentar vilões ao lado do seu pai.

26:08

Speaker A

Inclusive, ele acaba perdendo o seu pai, que é capturado por um vilão e levado para uma dimensão paralela.

26:13

Speaker A

Para eles ali na Terra, isso vai durar um, poucas semanas.

26:16

Speaker A

Já para o próprio Omniman, ele vai ter ficado lá oito meses.

26:20

Speaker A

E nesse paralelo, o que o Invencível está sem a figura do pai,

26:25

Speaker A

ele acaba se aproximando de outros heróis.

26:28

Speaker A

No caso, da Tropa Jovem.

26:30

Speaker A

Que traz personagens como o Robô.

26:33

Speaker A

Cujo poder é ser tipo um robô.

26:35

Speaker A

O Rex Explosão.

26:37

Speaker A

Explosão.

26:38

Speaker A

Chacabum, com a dança do verão.

26:42

Speaker A

A Dupli-Kate, que consegue fazer cópias de si mesma.

26:45

Speaker A

E a Eve Atômica.

26:47

Speaker A

Que, cara, eu não tenho que ficar explicando esses poderes.

26:50

Speaker A

São muito idiotas.

26:51

Speaker A

A Eve, ou Samantha, vai acabar se aproximando de Mark, rolando ali um affair.

26:56

Speaker A

Mark também tem um grande amigo, William.

26:59

Speaker A

Que eu ainda estou curioso para ver o que é que vai dar dele nesse quadrinho,

27:03

Speaker A

porque ele é chato para cacete.

27:04

Speaker A

E vai ser ao lado da Tropa Jovem que o Invencível vai lidar com o seu primeiro grande mistério.

27:09

Speaker A

No caso, uma série de colegas dele que estão aparecendo com bombas amarradas no corpo e explodindo em lugares aleatórios.

27:14

Speaker A

Esses alunos não estão explodindo as coisas voluntariamente.

27:16

Speaker A

São vítimas.

27:17

Speaker A

E aí depois descobre que era o seu professor de física, ele tinha perdido o filho na mão de bullies.

27:22

Speaker A

E ele resolveu sair por aí explodindo outros bullies.

27:26

Speaker A

Ou alunos mal-educados.

27:28

Speaker A

Ou gente que inclusive não sabe nem direito a tabuada.

27:32

Speaker A

Não importa.

27:34

Speaker A

Falou em terra plana, o cara explode.

27:36

Speaker A

Olhando para como as coisas estão hoje, não sei bem dizer se ele era um vilão na história.

27:40

Speaker A

Enfim.

27:41

Speaker A

Seguindo aqui a parada, o Omniman voltando de outra dimensão e as coisas de volta no lugar.

27:46

Speaker A

O papai pede para o filho ir trocar uma ideia lá com um alienígena que volta a me aparecer.

27:52

Speaker A

E sempre dá confusão.

27:54

Speaker A

É para correr com ele.

27:55

Speaker A

Essa missão é legal porque é a primeira vez que o Invencível viaja para o espaço.

27:59

Speaker A

E lá ele se depara com o Allen, que aqui o nome é o mais preguiçoso possível.

28:03

Speaker A

Trocadilho com alien.

28:05

Speaker A

Sério, o Kirkman, sinceramente, não leva muito a sério o que ele está fazendo.

28:08

Speaker A

E ele descobre que esse alienígena faz parte da coalizão dos planetas e ele é um avaliador de campeões.

28:13

Speaker A

Ele viaja para diferentes planetas, vê se lá tem um grande protetor e ele descobre isso na base da porrada.

28:18

Speaker A

E uma vez vendo que aquele planeta está bem protegido, cumprida a missão.

28:23

Speaker A

Só que o Mark fala, olha, em vez de a gente lutar, a gente poderia entender o que está acontecendo.

28:28

Speaker A

Porque basicamente meu pai mandou bater em você.

28:31

Speaker A

E eu não sei direito quem você é.

28:33

Speaker A

É nessa então que surge dali uma amizade improvável.

28:36

Speaker A

Allen é praticamente um diplomata que resolve as coisas no sopapo.

28:41

Speaker A

E que não quer o mal da Terra.

28:44

Speaker A

Pelo contrário, quer só garantir que ela esteja protegida.

28:47

Speaker A

Coisa que o pai do Mark, o Omniman, nunca tinha percebido.

28:49

Speaker A

Curioso, né?

28:50

Speaker A

Curioso.

28:51

Speaker A

E o mais interessante é que enquanto Mark, o Invencível, estava lá batendo no alienígena,

28:59

Speaker A

o pai dele estava em casa macetando a mãe dele.

29:02

Speaker A

Porque o homem é super.

29:03

Speaker A

Em tudo.

29:04

Speaker A

Dale bigode na nuca.

29:05

Speaker A

Tem algumas convenções do universo super-heróis que o Invencível tira sarro.

29:08

Speaker A

E eu acho que funciona.

29:09

Speaker A

Quando, por exemplo, o Mark sai correndo, se disfarça de Invencível, aí para na frente do melhor amigo dele, o William.

29:16

Speaker A

E fala, pois bem, eu sou o Invencível.

29:19

Speaker A

E blá blá blá.

29:20

Speaker A

Daí o William interrompe e fala, caralho, Mark.

29:22

Speaker A

Por que que você está vestido assim?

29:23

Speaker A

Essa altura da história, assim como a gente já viu a Tropa Jovem,

29:26

Speaker A

agora nós vamos ver os Guardiões Globais.

29:29

Speaker A

Que é basicamente a Liga da Justiça.

29:30

Speaker A

A paródia do Batman para mim é a mais divertida, porque ela acontece na tal da cidade noturna.

29:36

Speaker A

Uma cidade que por um acidente nunca tem a luz do dia.

29:39

Speaker A

É sempre tenebrosa e perigótica.

29:41

Speaker A

O céu é vermelho.

29:43

Speaker A

E o seu herói é o Asa Negra.

29:45

Speaker A

A gente também tem contato com a Mulher Marcial.

29:47

Speaker A

E no quadrinho dá para ver que no estilo eles fazem muita homenagem aos desenhos do Jack Kirby.

29:51

Speaker A

Inclusive, se utilizando das famosas bolhas kirbianas.

29:55

Speaker A

São esses pontinhos usados para marcar energia nos quadrinhos.

29:58

Speaker A

E bem, a Mulher Marcial é a Mulher Maravilha.

30:00

Speaker A

Tem também o Vento Vermelho.

30:02

Speaker A

Que é o Flash.

30:03

Speaker A

O Vulto Verde.

30:05

Speaker A

Que é o Lanterna Verde.

30:06

Speaker A

Com a diferença que aqui, em vez de ele ter um anel, ele põe um negócio na boca e ele começa a vomitar.

30:12

Speaker A

Bem nojento.

30:13

Speaker A

Bem gratuito e tal.

30:14

Speaker A

Mas OK.

30:15

Speaker A

Tem o Marciano.

30:16

Speaker A

E aqui o nome nem muda.

30:18

Speaker A

É o Marciano da Liga da Justiça.

30:20

Speaker A

E tem o Aquários, que é o Aquaman.

30:23

Speaker A

Com a diferença que agora aqui ele é realmente um peixe.

30:26

Speaker A

Outro herói importante é o Imortal.

30:28

Speaker A

Que é o único que não tem uma alusão direta à Liga da Justiça.

30:32

Speaker A

E o poder dele é ser imortal.

30:34

Speaker A

Embora ele também seja super forte, ele voa e tal.

30:37

Speaker A

Esse depois vai ser colocado à prova do quadrinho.

30:39

Speaker A

Porque arrancam a cabeça dele.

30:40

Speaker A

Põe de volta.

30:41

Speaker A

Arrancam a barriga dele.

30:42

Speaker A

Ele se regenera.

30:43

Speaker A

E assim vai.

30:44

Speaker A

Nesse sentido, o desenho foi mais cuidadoso para apresentar esses Guardiões Globais.

30:48

Speaker A

A gente viu eles com um pouco mais de cuidado para poder se importar.

30:51

Speaker A

E aí chega a ser irônico, porque no desenho, no primeiro episódio,

30:55

Speaker A

que a gente tem a famosa revelação.

30:57

Speaker A

Já no quadrinho, isso vai acontecer só no episódio 7.

31:00

Speaker A

E eu estou falando de quando o Omniman mata toda a Liga da Justiça.

31:05

Speaker A

Ou mata todos os Guardiões Globais.

31:07

Speaker A

Que no quadrinho mesmo, a gente só os conhece para ver eles morrer.

31:10

Speaker A

E a cena é breve até.

31:12

Speaker A

No desenho não.

31:13

Speaker A

No desenho eles resolvem explorar o gore.

31:14

Speaker A

Seja como for, em termos de enredo, a informação aqui é que o Omniman é alguém que não é bem o que a gente imagina.

31:19

Speaker A

Por que que ele matou os Guardiões Globais?

31:21

Speaker A

E tudo o que é mostrado ali é que os Guardiões Globais eram pessoas boas mesmo.

31:25

Speaker A

Então, tem algo errado.

31:27

Speaker A

O que é que está, o que é que está pegando?

31:28

Speaker A

A gente acompanha depois o funeral dos Guardiões Globais.

31:31

Speaker A

Aqui uma referência de novo ao Watchmen.

31:33

Speaker A

A quadrinização nem esconde.

31:34

Speaker A

Inclusive, tu tem ali um investigador que é igual ao Rorschach de Watchmen, só que ele é o detetive demoníaco.

31:40

Speaker A

Também aparece o Savage Dragon.

31:42

Speaker A

Um crossoverzinho ali da Image.

31:44

Speaker A

E o Omniman, nessa altura toda, está um tanto distante.

31:50

Speaker A

Inclusive, a esposa, Debbie, fala, olha, eu já te vi de luto outras vezes.

31:54

Speaker A

Desta vez, tu está tão somente estranha.

31:56

Speaker A

E a gente sabe por quê, né?

31:57

Speaker A

Seguindo o baile.

31:58

Speaker A

Veio o aniversário do Mark, o Invencível.

32:02

Speaker A

E ao mesmo tempo, a gente vê que o Omniman está tentando ensaiar uma conversa.

32:06

Speaker A

Do tipo, olha, filha, a gente precisa conversar.

32:09

Speaker A

Eu tenho que te contar uma coisa.

32:10

Speaker A

Eu tenho que te contar uma coisa.

32:11

Speaker A

Mas esse momento nunca chega.

32:13

Speaker A

Porém, a verdade vai vir de um jeito ou de outro.

32:15

Speaker A

Porque os Gêmeos Demolidores, que é um conceito de vilão muito divertido,

32:19

Speaker A

porque eles se comportam como irmãos, mas um é clone do outro.

32:23

Speaker A

E eles ficam brigando para ver quem é o clone do outro.

32:25

Speaker A

Ou seja, cada um argumenta que ele é o original.

32:27

Speaker A

E eles dividem bem por causa disso.

32:29

Speaker A

OK, sacada legal.

32:30

Speaker A

Que talvez até tenha outra referência nos quadrinhos.

32:33

Speaker A

Mas essa eu não consegui pescar.

32:35

Speaker A

Seja como for, os Gêmeos Demolidores.

32:37

Speaker A

De olho no corpo do Imortal, de suas propriedades superpoderosas e tal.

32:42

Speaker A

Acabam meio que sem querer ressuscitando o Imortal.

32:46

Speaker A

Que eles acreditavam que estaria sob controle.

32:49

Speaker A

Mas não estava.

32:50

Speaker A

O Imortal sai loucaço e tal.

32:52

Speaker A

E lembrando que foi assassinado pelo Omniman.

32:55

Speaker A

Então é desse jeito que a verdade vem à tona.

32:58

Speaker A

O Imortal retorna, ataca o Omniman.

33:00

Speaker A

Eles lutam desenfreadamente.

33:02

Speaker A

A mídia só compreende de longe aqueles dois seres superpoderosos.

33:06

Speaker A

Que eram amigos dando porrada um no outro.

33:08

Speaker A

O Invencível resolve se aproximar para ver qual é.

33:12

Speaker A

E acaba testemunhando o pai dele dando um gancho no Imortal.

33:15

Speaker A

Só que no caso, atravessando o braço pela barriga do outro herói.

33:19

Speaker A

É a partir daqui então que o Omniman resolve falar a verdade.

33:22

Speaker A

O seu passado como Viltrumita não é exatamente o que ele havia contado.

33:25

Speaker A

Viltrum era um planeta beligerante.

33:28

Speaker A

E que, por meio de uma série de guerras internas, levou adiante um projeto eugenista.

33:34

Speaker A

Prevalecendo apenas aqueles que são mais fortes.

33:36

Speaker A

Encerrada essa disputa interna, a partir dessa suposta raça superior,

33:40

Speaker A

eles decidiram então expandir território.

33:43

Speaker A

Indo até diferentes planetas habitados e impondo o seu modo de ver.

33:47

Speaker A

A ideia era simples, se um planeta topasse aceitar a dominação Viltrumita,

33:51

Speaker A

a maioria seria poupado.

33:53

Speaker A

E tecnologia seria emprestada.

33:55

Speaker A

Porém, se um planeta resolvesse resistir, todos seriam dizimados.

34:00

Speaker A

Nolan Grayson era um funcionário desses projetos expansionistas.

34:04

Speaker A

E ele foi recrutado no momento em que o Império Viltrumita resolvia mudar a estratégia.

34:09

Speaker A

Eles viram que cada vez ficava mais difícil ter que ficar ocupando planetas distantes com destacamentos muito grandes.

34:14

Speaker A

Então o plano é mudar.

34:16

Speaker A

Eles iam mandar um Viltrumita infiltrado, que ia ficar 500 anos em um planeta qualquer.

34:21

Speaker A

Lá ia conhecer melhor o povo.

34:23

Speaker A

E ia se aclimatar.

34:24

Speaker A

E a partir desse conhecimento, aí sim, abriria passagem para a invasão.

34:28

Speaker A

E foi nessa então que Nolan chegou na Terra.

34:31

Speaker A

Diferentemente do Superman, ele não chegou criança.

34:34

Speaker A

E se deparou com um planeta que era muito frágil, que tinha muitas ameaças.

34:38

Speaker A

Inclusive, muitas outras ameaças alienígenas.

34:40

Speaker A

Foi nessa então que ele acabou assumindo uma alcunha de super-herói.

34:43

Speaker A

Omniman.

34:44

Speaker A

E conheceu Debbie no caminho por quem se afeiçoou.

34:47

Speaker A

Porém, agora que Mark passou a ter superpoderes, agora que o Invencível também é alguém superpoderoso,

34:52

Speaker A

Nolan lembrou que precisa dar prosseguimento ao plano.

34:55

Speaker A

Agora que tem um filho, o domínio sobre o planeta pode começar de modo a preparar tudo para a chegada do império.

35:00

Speaker A

É óbvio que o Mark fica chocado.

35:02

Speaker A

E fala, não, pai.

35:04

Speaker A

Isso tudo é muito errado.

35:05

Speaker A

Você não pode simplesmente oprimir as pessoas.

35:07

Speaker A

Dominá-las.

35:08

Speaker A

E se elas resistirem?

35:09

Speaker A

Daí o pai, o Omniman, explica, ora, se eles resistirem, a gente mata.

35:12

Speaker A

Aí o Mark retruca, e se a mãe resistir?

35:14

Speaker A

E o Omniman fala, a sua mãe é tipo um pet para mim.

35:17

Speaker A

É só um bichinho que eu gosto.

35:18

Speaker A

Não é uma coisa muito legal para você falar da mãe de alguém.

35:21

Speaker A

É óbvio que isso vai culminar numa batalha mega sangrenta.

35:23

Speaker A

Que na animação é muito lembrada.

35:25

Speaker A

Porém, para além da porradaria e maça velho, o que eu acho bacana em Invencível,

35:30

Speaker A

e aqui vem a principal sacada, pelo menos desse começo aqui do quadrinho, desse começo da história,

35:35

Speaker A

é a associação de imperialismo à política externa dos Estados Unidos.

35:39

Speaker A

Porque assim, por um lado, Viltrum é um 50 tons de nazismo.

35:42

Speaker A

Que é um clichê também típico de quadrinho de super-herói.

35:45

Speaker A

Você quer mostrar figuras mega malvadas.

35:47

Speaker A

Qual é o estereótipo mais simples?

35:49

Speaker A

Os nazistas.

35:50

Speaker A

Então tem a pegada eugenista, defesa de uma raça superior, o expansionismo.

35:55

Speaker A

E o bigode, porque sim, aquele bigode não é por acaso.

35:59

Speaker A

Associem a ideia de um super-homem com um bigode e você vai lembrar de um filósofo que eu nunca falo aqui.

36:04

Speaker A

No caso, Nietzsche.

36:09

Speaker A

E o seu conceito de super-homem, Übermensch.

36:11

Speaker A

Que não tem nada a ver com o Superman dos quadrinhos.

36:14

Speaker A

Tampouco com o do Omniman.

36:16

Speaker A

Para Nietzsche, o super-homem é uma potência afirmativa, alguém que faz valer as suas vontades.

36:22

Speaker A

Mas que faz isso de uma maneira que não seja reativa.

36:27

Speaker A

Ou seja, que não se coloque como refém das vontades alheias.

36:31

Speaker A

Ou mesmo do ressentimento que os outros despertam.

36:33

Speaker A

Dito de outra forma, o super-homem nietzschiano é alguém que às vezes até pode acabar passando por cima dos outros.

36:38

Speaker A

Mas assim o faz apenas tentando encontrar o seu próprio caminho.

36:41

Speaker A

No caso do Omniman, ele basicamente é mais um sujeito dentro de uma mentalidade rebanho.

36:44

Speaker A

Que é justamente tudo aquilo que Nietzsche critica e que seria o oposto do super-homem.

36:48

Speaker A

Porque por mais que Nolan Grayson considere os seres humanos como seres inferiores,

36:54

Speaker A

ele resolve abrir mão do amor que ele tem pelo filho em nome de um cumprimento com a nação.

36:59

Speaker A

Que é basicamente uma tarefa burocrática.

37:01

Speaker A

Dito de outra forma, então, o Omniman é uma pessoa que se apequena,

37:05

Speaker A

mesmo diante de seus poderes.

37:07

Speaker A

E é isso que o Invencível joga na cara dele.

37:08

Speaker A

É isso que o filho cospe no pai.

37:10

Speaker A

Só que tem um outro detalhe aqui.

37:11

Speaker A

Que é o componente trágico.

37:13

Speaker A

Afinal de contas, toda a matança começou porque Mark virou um super-herói.

37:17

Speaker A

O pai dele não teria dado início a tudo isso se o filho não fosse forte o suficiente.

37:22

Speaker A

Então, tem um aspecto quase de culpa.

37:25

Speaker A

O que é tão diluído no quadrinho, não é explorado.

37:28

Speaker A

E mais uma daquelas ideias boas que ficam pelo caminho.

37:31

Speaker A

Porém, a principal, e essa o quadrinho consegue dar conta, pelo menos em alguma dose,

37:35

Speaker A

é que a crítica a Viltrum não fica só no nazismo genérico.

37:40

Speaker A

Aqui fica bastante evidente o quanto que Viltrum é os Estados Unidos.

37:45

Speaker A

Ou mais especificamente, a sua política exterior.

37:48

Speaker A

Não esqueçamos, no mesmo ano em que saiu o Invencível, os Estados Unidos deram início à Guerra do Iraque.

37:54

Speaker A

A guerra que era para levar democracia para o Iraque, porque lá haviam armas de destruição em massa.

38:00

Speaker A

Essas mesmas armas nunca foram encontradas.

38:02

Speaker A

E a democracia tão pouco.

38:04

Speaker A

Ao longo do século XX e início do XXI, os Estados Unidos invadiram centenas de países, interferiram na política desses mesmos países.

38:12

Speaker A

No caso do Brasil, garantiram um golpe de Estado em 1964.

38:16

Speaker A

O mesmo ano da historinha do Superman.

38:18

Speaker A

E tudo isso com a desculpa de levar democracia, garantir o mundo livre.

38:25

Speaker A

E meio que deixando como se fosse uma coisa muito boa, você permitir que eles façam bases militares no seu território.

38:31

Speaker A

E em troca, eles te dão algum tipo de benefício.

38:34

Speaker A

Empresta um avião.

38:35

Speaker A

Com um míssil de segunda mão.

38:37

Speaker A

Pode ser seu.

38:38

Speaker A

Abre as pernas e a gente dá o desconto aí na sobretaxa que a gente sempre fez.

38:42

Speaker A

Essa postura imperialista dos Estados Unidos, a sua política externa que sempre foi muito violenta e criticada.

38:49

Speaker A

E que, ironicamente, quando se trata de partido republicano ou democrata, é quase que sempre a mesma coisa.

38:54

Speaker A

Enfim, essa política cada vez mais é óbvia.

38:56

Speaker A

Porque agora, pelo menos, eu acho que é um avanço.

39:00

Speaker A

A gente não vê mais os Estados Unidos dizendo que eles estão levando democracia.

39:04

Speaker A

Eles querem apenas poder mesmo.

39:05

Speaker A

Querem tratar todas as outras nações como o seu quintal.

39:08

Speaker A

E tudo isso acontece porque os americanos têm um forte senso de auto excepcionalidade.

39:13

Speaker A

A América, ela é diferente de todos os outros lugares.

39:15

Speaker A

Isso foi algo que foi criado pela mídia, pela indústria cultural deles.

39:20

Speaker A

E todo cidadão americano tende a acreditar nessa bobagem.

39:24

Speaker A

Por isso, se vocês forem ver, o Trumpismo meio que escancara essa pseudo excepcionalidade.

39:30

Speaker A

Pelo menos para uma parcela do eleitorado.

39:33

Speaker A

Que olha para o Trump e fala, caramba, mas isso aqui é muito parecido com um típico ditador latino-americano.

39:38

Speaker A

E aí a gente vai descobrir que não é só os latino-americanos.

39:42

Speaker A

São os americanos.

39:44

Speaker A

Assim, no geral.

39:45

Speaker A

Caudilhismo não tem só do México para baixo.

39:48

Speaker A

Dito de outra forma, então, não tem nada que garanta que os Estados Unidos sejam especiais.

39:56

Speaker A

Pelo contrário, é um país com problemas muito parecidos com vários outros.

40:00

Speaker A

E que, por mais que tenha a sua singularidade, como qualquer nação tem,

40:05

Speaker A

nada, absolutamente nada os faz melhor.

40:08

Speaker A

A única coisa que sustenta esse discurso é o uso da força.

40:12

Speaker A

Você é supostamente excepcional porque você deu uma porrada na pessoa para ela dizer,

40:17

Speaker A

tá bom, você é excepcional.

40:19

Speaker A

Essa violência imperialista, portanto, é a principal face dos Estados Unidos.

40:25

Speaker A

É a principal face de Viltrum.

40:27

Speaker A

E se até então, o Omniman parecia super-heroico, era porque ele impedia que outras invasões chegassem.

40:35

Speaker A

Outras raças alienígenas tivessem interesse na Terra.

40:39

Speaker A

Porque ele queria invadir.

40:41

Speaker A

Assim como os Estados Unidos com sua política externa interfere em todos os países do mundo.

40:46

Speaker A

Dizendo que quer proteger.

40:48

Speaker A

Quando, na verdade, ele quer apenas controlar.

40:50

Speaker A

Repito.

40:51

Speaker A

Agora, pelo menos, isso está escancarado.

40:54

Speaker A

Então, de uma maneira muito sutil, o Invencível traz um antiamericanismo de fundo.

40:59

Speaker A

Ou pelo menos uma crítica da política externa dos Estados Unidos.

41:03

Speaker A

Mas também é um negócio sutil.

41:05

Speaker A

Bastante sutil, porque mesmo sendo um quadrinho mais independente, pelo menos até onde eu tenho lido,

41:11

Speaker A

Invencível ainda é bastante cagão.

41:13

Speaker A

É um quadrinho feito para poder virar filme.

41:16

Speaker A

Para poder virar série.

41:17

Speaker A

Para poder virar desenho, como virou.

41:18

Speaker A

Então, toda a crítica ácida é só até um pedaço, nada vai muito a fundo para não desagradar boa parte do público.

41:24

Speaker A

Repito, covarde.

41:25

Speaker A

Mas também não posso ser injusto.

41:27

Speaker A

Não li tudo até o final.

41:28

Speaker A

Vai que depois isso acontece, daí eu retiro o que eu disse.

41:32

Speaker A

Para fechar aqui esse embate do Invencível com o Omniman, quando o pai está prestes a matar o filho e ele fala que pode matar tranquilamente,

41:40

Speaker A

porque ele pode ter outra prole.

41:42

Speaker A

Afinal, ele vê filho como algo que ele pode fazer tranquilamente.

41:44

Speaker A

E ele tem tempo para isso.

41:45

Speaker A

Porém, mesmo assim, rola um afeto.

41:49

Speaker A

Quando o Omniman está lá espancando o Invencível, o seu próprio filho.

41:54

Speaker A

Ele diz, o que você espera, Mark, ter no futuro?

41:56

Speaker A

Você vai viver por séculos, o que é que você acha que vai ter daqui a 500 anos?

42:00

Speaker A

Todos os seus amigos vão estar mortos, todas as pessoas que você gostava não vão mais existir.

42:04

Speaker A

Quem você vai ter daqui a 500 anos?

42:06

Speaker A

E Mark, muito ferido, responde, você, pai.

42:09

Speaker A

Eu vou ter você daqui a 500 anos.

42:11

Speaker A

É nessa então que o Omniman para e parte para o espaço.

42:14

Speaker A

A Terra agora, então, está desamparada.

42:16

Speaker A

O Omniman foi exposto como um vilão.

42:19

Speaker A

É preciso montar os novos Guardiões Globais.

42:23

Speaker A

E é nessa que os integrantes da Tropa Jovem entram na jogada.

42:26

Speaker A

E a gente conhece aqui o Cecil Stedman.

42:30

Speaker A

Uma figura ligada ao Estado profundo dos Estados Unidos.

42:33

Speaker A

Uma instância superior ao Pentágono.

42:35

Speaker A

E é por isso que eu falo que a crítica se perde, porque no final das contas,

42:40

Speaker A

o Omniman, que é essa clara face da política externa americana,

42:45

Speaker A

vai ser combatido pelo Estado americano.

42:47

Speaker A

Ou seja, você dá uma volta na crítica para no final reafirmar o mesmo problema.

42:51

Speaker A

Que eu repito.

42:52

Speaker A

Pode ser que isso depois seja também posto em questão.

42:56

Speaker A

Diga nos comentários para quem já assistiu as outras temporadas.

42:59

Speaker A

Ou leu mais dos quadrinhos.

43:01

Speaker A

Se isso realmente acontece.

43:02

Speaker A

Mas eu risco dizer, sem ter lido toda a série ainda, e pretendo ler,

43:07

Speaker A

que uma série de conceitos e sacadas legais vão ficar pelo caminho.

43:12

Speaker A

Porque a ideia de um projeto como o Invencível é ser exatamente isso.

43:17

Speaker A

Apontar várias direções para que quem for adaptar, escolha uma ênfase.

43:22

Speaker A

Seja aqui ou acolá.

43:23

Speaker A

Por isso que nesse sentido, enquanto quadrinho mesmo, Invencível é bastante medíocre.

43:30

Speaker A

E eu digo medíocre porque ele é gostoso de ler.

43:33

Speaker A

Ele é bastante simples.

43:34

Speaker A

Ele é uma mensal.

43:35

Speaker A

Descartável.

43:36

Speaker A

Você lê, acha legal e joga fora.

43:38

Speaker A

E que propositalmente se utiliza de uma quadrinização que é muito storyboardizada.

43:43

Speaker A

O que que isso quer dizer?

43:44

Speaker A

Em vez de você ter layouts muito rebuscados ou uma condução rítmica que só é possível em quadrinhos.

43:52

Speaker A

O exemplo que eu sempre dou aqui é o Watchmen.

43:55

Speaker A

Por que que o filme de Watchmen é uma grande bosta?

43:57

Speaker A

Porque o Watchmen tem uma estrutura de nove quadros por página.

44:01

Speaker A

Que ele quebra quando ele quer produzir uma mudança na história.

44:06

Speaker A

Essa monotonia rítmica, a partir da quadrinização,

44:10

Speaker A

é uma coisa muito difícil de adaptar.

44:12

Speaker A

Exigiria um diretor muito criativo, alguém que conseguiria pensar num ritmo diferenciado.

44:18

Speaker A

Que não fosse um típico quadrinho de super-herói.

44:20

Speaker A

Só que foi na mão do Zack Snyder.

44:22

Speaker A

E bom, então não teve um diretor diferenciado, né?

44:24

Speaker A

O lance aqui em Invencível é que não tem esse problema.

44:28

Speaker A

Ele já é todo quadrinizado para ser um storyboard.

44:31

Speaker A

Para ser pensado já por enquadramentos cinematográficos.

44:32

Speaker A

E uma rítmica que é facilmente transposta para o audiovisual.

44:38

Speaker A

Se isso é muito bom para o bolso do Robert Kirkman,

44:42

Speaker A

isso não é lá tão bom para produzir quadrinhos excelentes.

44:46

Speaker A

No final das contas, o que você tem é um gibizinho simples.

44:48

Speaker A

Que é gostoso.

44:49

Speaker A

Mas ainda é muito simples.

44:50

Speaker A

Em alguns momentos, muito simplório.

44:51

Speaker A

Um decalque de terceiro ou quarto de tudo aquilo que os quadrinhos super-heróis já produziram.

44:56

Speaker A

E consegue marcar um gol aqui, outro lá.

45:00

Speaker A

A partir de conceitos que podem ser bastante interessantes.

45:05

Speaker A

Mas que até onde eu tenho lido, sempre fica meio que no caminho.

45:08

Speaker A

Aliás, sobre a quadrinização.

45:10

Speaker A

Tem uma página do próprio quadrinho que tira muito sarro disso.

45:14

Speaker A

Que é quando o Mark vai encontrar um quadrinista que ele é muito fã.

45:20

Speaker A

E ele explica a reprodução de quadros para preencher a página de um quadrinho.

45:26

Speaker A

Ou seja, você mostra várias vezes o rosto do mesmo personagem.

45:30

Speaker A

Para demarcar uma pausa.

45:32

Speaker A

Mas é basicamente para também poder fazer um Ctrl C e Ctrl V.

45:35

Speaker A

Não tem que desenhar mais nada.

45:37

Speaker A

E aqui tem um diálogo com o Mark perguntando se o quadrinista não acha esse recurso ruim.

45:41

Speaker A

E ele responde que não.

45:42

Speaker A

Tudo isso a partir de vários quadros sendo repetidos.

45:43

Speaker A

Cabe dizer que esse recurso por si só não é um recurso ruim.

45:46

Speaker A

Alguns quadrinistas geniais já se utilizaram disso.

45:50

Speaker A

Um muito famoso é o Alberto Breccia.

45:53

Speaker A

Na sua adaptação de O Coração Delator de Edgar Allan Poe.

45:57

Speaker A

E também tem a série Alias.

45:59

Speaker A

Que traz o personagem Jessica Jones.

46:02

Speaker A

E que eu acho que também usa isso muito bem.

46:04

Speaker A

Porém, aqui em Invencível, vamos ser francos.

46:07

Speaker A

É meio preguiçoso.

46:08

Speaker A

Quanto à animação da Amazon, vale aqui comentar rapidamente.

46:11

Speaker A

Que houve boas escolhas de adaptação.

46:13

Speaker A

A primeira, eu diria que está no estilo.

46:16

Speaker A

Deu para ver que a galera disse assim, olha, vamos considerar o nosso público.

46:23

Speaker A

Vamos mexer um pouco a nostalgia deles.

46:26

Speaker A

Porque afinal de contas, é uma história de super-heróis, certo?

46:28

Speaker A

Mas também é uma produção revisionista, que vai pegar o próprio gênero e levar para o lado do Superman malvadão e tal.

46:33

Speaker A

Daí então que deu para ver que eles resolveram pegar um estilo de animação.

46:38

Speaker A

Que lembrava muito as animações da Warner, que fizeram muito sucesso ali no final dos anos 90.

46:43

Speaker A

Início dos anos 2000.

46:44

Speaker A

Eu estou falando do desenho do Batman.

46:46

Speaker A

The Animated Series.

46:47

Speaker A

Mas principalmente o desenho da Liga da Justiça.

46:50

Speaker A

Do Batman do Futuro.

46:51

Speaker A

Do Projeto Zeta.

46:53

Speaker A

Entre tantos outros que aqui no Brasil a galera assistiu no SBT.

46:57

Speaker A

E se vocês forem ver, esse desenho novo do Invencível tem uma gramática, uma rítmica.

47:02

Speaker A

Muito parecida com esses desenhos dos anos 2000.

47:06

Speaker A

Talvez seja por isso que esse desenho mexa com a memória afetiva de uma galera aí que está com seus 20 e poucos anos.

47:11

Speaker A

30 e poucos anos.

47:12

Speaker A

Já para mim, um quarentão, eu olho e digo, hum, tá bom.

47:17

Speaker A

Outra opção também que a animação tomou foi de aumentar o gore.

47:21

Speaker A

Deixar ainda mais violento.

47:22

Speaker A

E aqui, basicamente, foi a Amazon seguindo a receita do que já estava dando certo com The Boys.

47:26

Speaker A

Essa altura, porém, eu tenho a sensação que histórias de super-herói já saturaram e muito.

47:31

Speaker A

E principalmente as dos super-heróis malvadões.

47:34

Speaker A

Não é à toa que o filme do Superman agora que está saindo, no momento que eu estou gravando esse vídeo,

47:39

Speaker A

eu vou assistir hoje o Superman.

47:40

Speaker A

Mas eu já sei que é uma versão mais positiva do personagem.

47:43

Speaker A

Não é mais o Superman malvadão.

47:45

Speaker A

Coisa que até mesmo o Zack Snyder procurou explorar.

47:48

Speaker A

Meio que esse conceito cansou.

47:50

Speaker A

Só que os gêneros super-heróis como um todo ainda também buscam se revitalizar.

47:54

Speaker A

Não acho que ele esteja diante da sua morte.

47:58

Speaker A

E vai continuar tendo muito filme de super-heróis.

48:00

Speaker A

É certeza.

48:01

Speaker A

Quanto ao Invencível, bem, eu preciso descobrir como é que a história continua.

48:04

Speaker A

Eu quero ver se ela se engrandece.

48:06

Speaker A

Ou se apequena.

48:07

Speaker A

Se for como foi em The Walking Dead, o que basicamente vai acontecer,

48:11

Speaker A

é o Kirkman perdendo a mão no meio do processo.

48:13

Speaker A

Aliás, diga nos comentários também se vocês querem que eu ainda fale de Walking Dead aqui.

48:15

Speaker A

E eu ia me focar nos quadrinhos, porque eu quero ter série lá também.

48:19

Speaker A

Vocês podem ver, eu não sou um grande fã do Kirkman.

48:22

Speaker A

Mas eu também gosto dele.

48:24

Speaker A

De vez em quando.

48:25

Speaker A

Invencível está saindo agora no Brasil, sim, só agora.

48:29

Speaker A

Mas está saindo em edições de capa mole.

48:32

Speaker A

Não estão tão caras.

48:33

Speaker A

E cada uma traz em torno de quatro ou cinco histórias.

48:36

Speaker A

Eu recomendo bastante, caso você queira ler os quadrinhos.

48:40

Speaker A

E como eu disse.

48:41

Speaker A

É uma leitura gostosinha.

48:42

Speaker A

Você lê rápido.

48:43

Speaker A

No momento você está lendo legal.

48:45

Speaker A

Depois, quando você se lembra, você fala, tá, meio qualquer coisa, né?

48:48

Speaker A

Mas enfim.

48:49

Speaker A

A experiência do momento é boa.

48:51

Speaker A

Então, vão atrás, sejam em lojas de quadrinhos, livrarias.

48:54

Speaker A

Mas se forem na Amazon, usem o nosso link aqui.

48:57

Speaker A

Que ajuda bastante.

48:58

Speaker A

E digam aí se vocês querem que eu continue falando de Invencível ou de The Walking Dead.

49:03

Speaker A

Ou desses quadrinhos storyboard.

49:05

Speaker A

Ou de outras histórias de super-heróis malvadão.

49:07

Speaker A

Ou, ao contrário de tudo isso.

49:09

Speaker A

Eu posso falar também de bons quadrinhos.

49:10

Speaker A

OK, agora eu fui filha da puta.

49:12

Speaker A

E já que eu falei de Superman malvadão, veja o nosso vídeo da Supergirl malvadona.

49:17

Speaker A

Porque sim, mulher também pode ser bastante cretina.

49:19

Speaker A

E essa é a história, faz parte da cronologia.

49:22

Speaker A

Não é um universo alternativo.

49:24

Speaker A

Supergirl pode matar.

49:26

Speaker A

No mais, sigam a gente nas nossas outras redes sociais.

49:29

Speaker A

TikTok, Bluesky, Instagram.

49:31

Speaker A

Obrigado por assistir.

49:32

Speaker A

Valeu, pessoal.

Topics: Invencível Robert Kirkman Image Comics quadrinhos super-heróis Watchmen The Walking Dead animação mercado de quadrinhos cultura pop


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