**45 Hidromel — Transcript & Summary | SozAI**
Source: https://sozai.app/transcript/mead-45-hidromel/

Aula sobre hidromel nativo com a engenheira agrônoma Júlia, da Néctar Hidromel: história, fermentação, leveduras, méis de abelhas sem ferrão e produção caseira e comercial.

## Key Takeaways

- O hidromel pode ser produzido de forma artesanal com fermentação controlada e monitoramento por densímetro.
- Méis de abelhas sem ferrão agregam valor, mas encarecem muito a produção.
- Temperatura estável e escolha adequada de levedura são fatores centrais para a qualidade.

## What the video covers

- A aula é apresentada pelo professor Sigfrid, com participação da convidada Júlia, engenheira agrônoma e sócia da Néctar Hidromel (SC).
- Júlia conta sua trajetória: estágio na Cidade das Abelhas, início caseiro do hidromel e financiamento inicial via contribuições de amigos.
- O hidromel é apresentado como a bebida alcoólica fermentada mais antiga, possivelmente descoberta naturalmente em colmeias com água.
- Explica-se o processo de fermentação: leveduras consomem açúcar (glicose) e produzem etanol e CO2, com a densidade do mosto guiando o processo.
- Recomenda-se manter temperatura estável entre 18 e 20 °C durante a fermentação.
- Discute-se o uso de méis de abelhas sem ferrão, que são mais escassos e caros, tornando a produção comercial menos viável financeiramente.
- Abordam-se ajustes pós-maturação: dulçor, carbonatação, frutas e especiarias.
- Respostas a perguntas da turma incluem pasteurização (opcional para consumo próprio), tempos de fermentação e reutilização de leveduras.
- Menciona-se a legislação e os diferentes estilos de hidromel, além de possíveis derivados como vinagre de mel.
- A aula reforça a ideia de inovação e de explorar o hidromel como produto criativo, com storytelling para venda.

## Chapters

1. 00:00 Abertura e apresentação da convidada
2. 04:00 Trajetória de Júlia e início do hidromel
3. 09:00 Conceito e história do hidromel
4. 18:00 Processo de fermentação e leveduras
5. 33:00 Produção, temperatura e pasteurização
6. 45:00 Méis de abelhas sem ferrão e custos
7. 60:00 Ajustes finais e tipos de hidromel
8. 90:00 Perguntas e respostas

Answers

## Questions about this video

Qual é a origem do hidromel segundo a aula?

A aula sugere que o hidromel foi descoberto naturalmente, quando água entrava em colmeias abandonadas e o mel fermentava. Essa origem é associada à bebida alcoólica mais antiga do mundo.

Por que o mel de abelhas sem ferrão é pouco usado comercialmente?

Ele é mais escasso e seu valor é bem mais alto, chegando a ser de cinco a dez vezes o preço do mel comum. Por isso, a produção comercial se torna financeiramente pouco compensadora.

É necessário pasteurizar o hidromel caseiro?

Não necessariamente. Para consumo próprio, pode-se manter o hidromel na geladeira sem pasteurização, enquanto a pasteurização é mais relevante para produção comercial.

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00:04

Speaker A

Muito bem, pessoal. Hoje é o dia 27, 27 de outubro de 2029, não 26 né?

00:15

Speaker A

Então, vocês estão querendo já pular para o 29. [risadas] Calma aí, né, gente? Então assim ó hoje eu acho que é uma aula bem aguardada, né? Ainda mais, ainda mais com esse nome aí, hidromel.

00:30

Speaker A

Tá? Então, é uma palavra que tem despertado bastante atenção. Mas antes, né, eu quero desejar a vocês aí uma boa noite, que vocês estejam todos bem, todos de saúde.

00:44

Speaker A

Eu recebo às vezes alguns relatos de que as pessoas não estão conseguindo assistir por problemas diversos, problemas pessoais, problemas com saúde na família e assim por diante. E o meu desejo é que vocês estejam bem, que tenham pronto

01:00

Speaker A

restabelecimento nos casos onde precisa e que vocês tenham ânimo suficiente ainda para, né, essa reta final aí do curso para vocês concluírem, fazerem o relatório, etc e tal.

01:15

Speaker A

Que o prazo tá chegando, né? Dia 10 de novembro é o prazo derradeiro para entrega do relatório.

01:23

Speaker A

Eu já tenho alguns ali na fila, alguns eu já corrigi, né? Mas essa semana ainda tô lutando lá com a especialização, né? As inscrições, mas tudo vai dar certo.

01:37

Speaker A

E hoje vocês vão ter o privilégio de ter os conhecimentos de uma pessoa que está eh na revista Forbes, né? Não é para qualquer um, né?

01:51

Speaker A

[risadas] Então, na revista Forbes, você, eu acho que eu até já pu, eh, postei ali para vocês sobre essa pessoa. Eu vou convidar ela agora, então aqui para se fazer presente e se [limpando a garganta] apresentar aí também para vocês. O nome dela é Júlia,

02:08

Speaker A

né? Boa noite, Júlia. Boa noite, professor. Boa noite, pessoal. Tudo bem com vocês? Eu suponho que sim, né? Então, assim, [limpando a garganta] ah, a gente a gente já viu um pouco assim, pelo menos eu postei lá no grupo, né, um

02:25

Speaker A

pouco da tua trajetória, mas é sempre melhor assim, né, se você eh, mostra essa trajetória, essa possibilidade. Eu tenho certeza de que aqui, eh, e eu já recebi alguns relatórios assim também, as pessoas quando começaram assim na meliponicultura acharam que era uma

02:46

Speaker A

coisa assim, ah, não é grande coisa, né? E aí depois quando acaba entrando, acaba-se, ah, apaixonando tanto assim por, pela atividade que acaba eh, vendo possibilidades que antes não via.

03:03

Speaker A

Ah, a possibilidade de retorno, inclusive, ou financeiro. Ou alguns só querem o retorno emocional, espiritual, né, o lazer, o prazer de ajudar a natureza. A gente também respeita muito, né, esse tipo de recompensa que as pessoas têm.

03:21

Speaker A

Mas eu ouvi, né, a tua trajetória assim, como você começou lá com míseros 600 reais e hoje, né, é uma pessoa que está aí, eh, mencionada pela Forbes.

03:33

Speaker A

Vou deixar, então, que você se apresente, enfim, que conte sua história, depois a gente parte para a apresentação.

03:41

Speaker A

Pode ser, então. Eh, pessoal, eh, como eu já falei, né, meu nome é Júlia.

03:46

Speaker A

Eh, obrigada pelo convite, eh, professor Sigfrid. É uma grande referência para nós aqui no, no estado de Santa Catarina e é uma honra estar aqui presente com vocês.

03:57

Speaker A

É então eu sou uma engenheira agrônoma, é, fui formada aqui pela Universidade Federal de Santa Catarina.

04:05

Speaker A

E eu sempre gostei muito de, de abelhas, né? Elas são muito interessantes, tem muitas coisas, é, bacanas para a gente aprender com elas.

04:16

Speaker A

E fiz estágio na Cidade das Abelhas, que é o espaço aqui em Florianópolis, onde a gente tem uma dedicação para a parte de estudos, né, com as abelhas.

04:27

Speaker A

E lá eu me apaixonei e depois, então, comecei a, a trabalhar mais com mel, comprar mel em casa e um dia tive a ideia, né?

04:36

Speaker A

Por que não, é, fazer hidromel? Alguém tinha comentado para mim, né, sobre o que que era hidromel, eu achei coisa muito interessante, muito místico, é, um mistério, né?

04:48

Speaker A

E resolvi dar uma pesquisada como é que fazia e comecei a fazer em casa.

04:55

Speaker A

Vocês vão ver que é bem, bem bacana de, de testar, é, eu sugiro todos fazer em casa.

05:01

Speaker A

Mas, aí eu fui aprimorando, né, fazendo testes e eu sempre tinha em casa, né? E meus amigos amavam vir aqui em casa porque tinha hidromel.

05:12

Speaker A

[risadas] Então, o momento que que eu vi que eu estava tendo prejuízo, falei para o pessoal assim, ó, galera, vamos contribuir.

05:22

Speaker A

Vamos começar a, a fazer uma vaquinha aqui, né, para pelo menos eu pagar o meu mel e minhas leveduras.

05:27

Speaker A

E foi nisso que daí começou a ter um retorno financeiro porque eu vi que o pessoal estava disposto a pagar mais do que eu gastava.

05:34

Speaker A

Então, comecei a ter um lucro, digamos assim né? Então, a ideia da, da empresa, é, surgiu no final da graduação quando eu é, decidi que eu queria ficar em Florianópolis, então, eu não queria voltar para o interior, né?

05:49

Speaker A

E aí convidei meus colegas da agronomia, né, meus amigos da época para começar a empresa, que é a Néctar Hidromel.

05:58

Speaker A

Então, é, hoje eu posso dizer que a gente é uma hidromelaria de sucesso, né?

06:03

Speaker A

É, a gente tem diversos prêmios, é, de melhor hidromel da América Latina. E aqui é um pouco o espaço onde vou falar sobre hidromel, sobre a legislação, sobre os tipos diferentes de hidromel que a gente pode fazer.

06:17

Speaker A

E principalmente, é, incentivar vocês a verem a possibilidade que a gente tem dentro desse produto. Então o hidromel não é só água com mel e essa é é a minha proposta, que a gente possa pensar nesse produto, é, com uma visão diferente, né?

06:34

Speaker A

Mais criativa. Então, acho que é isso. É, como é que eu faço para colocar minha apresentação aqui, professor?

06:44

Speaker A

Isso eu faço. Ah, tá. Tudo bem. [risadas] É, posso começar? Você quer falar mais alguma coisa?

06:57

Speaker A

Não, pode continuar. Tá. Então pessoal, eu gosto de chamar essa palestra, né, essa aula de hidromel nativo, fermentando possibilidades com novas bebidas.

07:11

Speaker A

Justamente porque, é, fermentação, né, é uma forma da gente ter novas ideias, processar, criar coisas diferentes e novas bebidas, né, que é um momento que a gente está vivendo aqui no Brasil, onde a gente tem uma nova visão sobre a

07:29

Speaker A

apicultura, meliponicultura, sobre o mel e sobre os produtos que a gente pode fazer a partir desses maravilhosos méis que a gente tem aqui no no Brasil, né?

07:40

Speaker A

Então aqui um pouco do meu currículo, eu não vou me ater nisso, mas já falei um pouco sobre.

07:46

Speaker A

É, eu sou, atualmente, presidente da Federação dos, das associações dos apicultores e meliponicultores de Santa Catarina. É um nome comprido.

07:58

Speaker A

E também sou sócio fundador da Néctar, é, vice-presidente da Associação de Hidromel do Sul do Brasil.

08:07

Speaker A

E também represento os jovens, é, brasileiros apicultores na Federação Ibero-Latino-Americana de Apicultura. Mas vamos falar do que é interessante, né? Eu acho que todos vocês aqui já conhecem hidromel.

08:24

Speaker A

Mas é bom a gente, é, falar bem certinho as, as categorias, né? Quais são as histórias e a é pra gente estar bem nivelado, né?

08:37

Speaker A

Então, é uma bebida alcoólica fermentada a base de mel. Que é a primeira bebida alcoólica do mundo.

08:46

Speaker A

Então é uma coisa que eu gosto muito falar que o hidromel, ele não foi inventado, ele foi descoberto.

08:54

Speaker A

Porque o hidromel, ele pode existir naturalmente na natureza. Então, principalmente quem trabalha com abelhas nativas, né? Sabe como o mel de ASF é muito mais líquido e que ele pode fermentar naturalmente.

09:09

Speaker A

Então dependendo do mel que você tem, você pode encontrar ali uma fermentação é, autóctone, já acontecendo nesse seu mel.

09:21

Speaker A

É, tenho um exemplo assim que eu falo que é os caçadores coletores, né? Que, sei lá, 15 mil anos atrás, 10 mil anos atrás, que estavam, é, procurando alimento e aí encontravam uma colmeia é que foi abandonada e que entrou água

09:41

Speaker A

e ali mesmo pode ter uma fermentação alcoólica. Então, as pessoas que tomavam esse mel, achando que iam só se alimentar, tinham uns efeitos alucinógenos, né? Então, o hidromel ele tem essa cultura de ser uma uma bebida mística justamente por causa, eh, desse

10:01

Speaker A

efeito, eh, psicoativo do álcool, né? Eh, a gente vai falar um pouco depois sobre a cultura do hidromel, mas é bem interessante, eh, bem bacana para também criar um storytelling para quando a gente for vender, né?

10:16

Speaker A

Eh, o hidromel é uma bebida muito pouco consumida ainda no Brasil. A gente tem, eh, um crescimento no mercado de bebidas, eh, que é bem visível, assim, o o hidromel ele tem ganhado espaço, que é uma tendência ao contrário do que

10:32

Speaker A

a gente vê com outras bebidas, né? Então, eh, cerveja, destilados têm perdido espaço, enquanto o hidromel é um produto que tem encontrado um espaço justamente por ser uma bebida diferenciada.

10:47

Speaker A

Então, as pessoas elas não tão mais bebendo todo dia, elas querem beber um momento que seja especial.

10:53

Speaker A

Então, o hidromel, eh, tem toda essa questão mística, né? Ainda mais com, eh, mel de abelha sem ferrão ou quando a gente conta a história do produtor, da região, né, onde foi colhido o mel.

11:07

Speaker A

Então, é bem interessante a gente pensar, eh, em todas as características do nosso mel, da nossa produção, para também, eh, depois facilitar a nossa venda.

11:18

Speaker A

Falando, então, um pouco sobre a história do hidromel. Eh, como eu falei, né, o hidromel ele é uma descoberta e não é uma invenção.

11:30

Speaker A

Isso significa que o hidromel, ele é cosmopolita. Então a gente vê que o hidromel eh ocorreu em diversos eh continentes no mundo.

11:43

Speaker A

Então a gente tem eh registros históricos da produção do hidromel no Egito, na Grécia, no Brasil e na Escandinávia.

11:54

Speaker A

Cada local tem outros exemplos, né? Esses aqui são os mais emblemáticos, mas a gente tem eh nomes diferentes para o hidromel em cada região.

12:04

Speaker A

Eh e aí a gente tem uma ênfase para o hidromel brasileiro, que era feito com o mel da abelha sem ferrão e com pólen, né? Eh das abelhas sem ferrão. Então era um hidromel bem diferenciado e ele era

12:17

Speaker A

chamado de tucanaira, que ele era eh além de alcoólico, eh também proteico. Então eh a cultura que a gente tem hoje do hidromel, né, vem muito dessa da Escandinávia, né, onde que é os vikings.

12:32

Speaker A

E essa cultura se perpetuou por causa da história que eles contam e repetem. Por isso que eu sempre falo, né, a forma como a gente vai falar de hidromel é importante, porque a história eh como ela é contada é o que fica na

12:45

Speaker A

memória das pessoas, né? Então muitas pessoas vêm falar de hidromel dos vikings. Não, não é dos vikings, mas eles que contaram a melhor história, né?

12:56

Speaker A

Então eh o que a gente sabe dos vikings é que eles eram muito guerreiros, né?

13:04

Speaker A

Então na nas guerras eh eles incentivavam os os lutadores lá, os guerreiros, a a realmente serem muito valentes, porque caso eles morressem em guerra, eles seriam recompensados aí no no céu dos vikings, né, que era o Valhalla.

13:23

Speaker A

Eh o Valhalla era um local onde os guerreiros eram com 100 virgens segurando o hidromel em eh copos de chifre.

13:34

Speaker A

Então, criou muito essa cultura de o hidromel ser algo mágico, né? Ele era o néctar dos deuses. Que aí você morria, ia lá pro céu, né, e encontrava os deuses e tinha daí hidromel pro resto da sua vida.

13:48

Speaker A

A gente tem essa parte da mitologia muito forte, né? Então, como eu falei, relacionado principalmente à Escandinávia.

13:56

Speaker A

Então, diversos filmes, séries, livros, a gente encontra citações de hidromel e geralmente eles são relacionados a essa cultura viking, né? Então, eles repetiram, né, a história várias vezes até que a gente eh assimilou o hidromel a isso.

14:12

Speaker A

Então, a gente tem uns exemplos ali, né? Eh Vikings, Game of Thrones, eh O Senhor dos Anéis, Avengers, enfim.

14:20

Speaker A

E também tem essa parte interessante eh que é a lua de mel. Então, a lua de mel ela acontece eh hoje em dia num significado bem diferente do que era no passado.

14:36

Speaker A

Lá na época medieval, o hidromel teve seu auge. Porque lá em 1500, né, aproximadamente, não tinha ainda vinhedos, produções eh em larga escala de frutas, né, maçã, enfim.

14:51

Speaker A

Então, era muito difícil de você produzir uma bebida alcoólica mais barata. Então, o hidromel era a bebida mais consumida na Idade Média.

15:01

Speaker A

Só que ela era a bebida, no caso, mais eh conhecida, né? E o hidromel, ele era muito muito eh admirável, assim. Ele era um produto muito muito nobre. Então, a gente tem um exemplo aqui da dos casamentos medievais,

15:19

Speaker A

onde eh o dote, né, do casamento era um carregamento de hidromel. Então, quando a o rei queria casar a sua filha né a a princesa, é, eles davam um dote, né, um carregamento de hidromel pro casal ficar isolados numa torre pelo

15:41

Speaker A

período de uma lua. Então, a lua de mel, é, veio desse período de isolamento que o casal ficava é, bebendo hidromel, porque eles diziam que isso era afrodisíaco, né. Então, é uma história curiosa aí relacionada ao hidromel que até hoje perpetua, né.

16:04

Speaker A

É, eu vou falar, então, agora de fermentação, né, depois que a gente finalizou a parte da cultura.

16:12

Speaker A

É, até daria pra fazer uma pausa agora, né. Não sei se alguém tem alguma dúvida relacionada a essa parte da história, da cultura do hidromel.

16:21

Speaker A

Senão, a gente vai direto pra parte da fermentação. É, no momento não tem dúvidas, Aline.

16:30

Speaker A

Perfeito. Então, vamos lá. É, a fermentação é uma bebida, uma uma forma de você conservar os alimentos, né. Então, pode ser bebida, pode ser pão, queijo.

16:45

Speaker A

Aqui a gente tem vários exemplos, né, de fermentados. E é uma técnica primitiva, né, de conservação.

16:55

Speaker A

Então, a gente tem várias formas, é onde a gente encontra alimentos fermentados no nosso dia a dia.

17:06

Speaker A

E a fermentação ela é responsável por alterar as propriedades sensoriais dos nossos produtos. Então, é, os microrganismos, né são responsáveis geralmente é por consumir os açúcares né é ácido lático enfim que estão ali na no alimento e aí

17:29

Speaker A

transformar ele numa forma mais é sofisticada digamos assim. Então de exemplo a gente tem pães iogurte shoyu salame queijos cerveja kombucha vinho e o hidromel.

17:50

Speaker A

A lista é muito extensa assim a gente tem diversos alimentos que a gente consome diariamente que são fermentados e que a gente não sabe é mas é é interessante falar sobre isso para ver as possibilidades que a gente

18:02

Speaker A

tem. E a fermentação alcoólica é só um dos tipos de fermentação né é onde a gente transforma é a glicose né o açúcar então ele pode ser é a partir de qualquer fonte né que tem glicose então uma fruta

18:20

Speaker A

é um amido né o mel onde a glicose vai se transformar ali em piruvato acetaldeído e depois etanol.

18:31

Speaker A

Então essa é a parte interessante assim que depois o professor Siegfried vai cobrar na prova [risadas] [suspirando] tô brincando mas uma grama de glicose ela forma meia grama de etanol e meia grama de CO2.

18:50

Speaker A

Então isso é interessante porque aqui ó não não dá para ver o meu mouse mas ali na em aqui dá para ver ou não?

18:59

Speaker A

Aqui ó tem o CO2 aqui em cima que é onde a gente quebra a glicose e aí solta o gás.

19:06

Speaker A

Então isso é interessante porque quando a gente produz é uma bebida fermentada nunca vai ser só o etanol, vai ter sempre o CO2 junto.

19:17

Speaker A

E aqui tá uma imagem das nossas leveduras, né? Nossas atrizes atoras. É, nossas divas maravilhosas.

19:29

Speaker A

Então, elas são fungos unicelulares, né? Elas têm um tamanho maior do que uma bactéria, mas elas são organismos, é, relativamente simples, né? Então, o metabolismo delas é consumir o açúcar, né? A glicose, e transformar em etanol e CO2.

19:50

Speaker A

A fermentação alcoólica é um processo de respiração anaeróbica. Então, para a gente fazer a fermentação, é importante ter um espaço que seja privado de oxigênio.

20:07

Speaker A

Então, lembrando que quando a gente produz, é, o álcool, a gente não tá, é, igual assim, não é, tu não tá produzindo mel, você tá criando abelhas, né?

20:19

Speaker A

Então, eu acho que é a mesma lógica. Aqui a gente tá criando leveduras. Então, o processo de respiração anaeróbica faz parte da gente dar uma condição adequada para nossa levedura se reproduzir.

20:34

Speaker A

Assim que ela se reproduz, né? Numa frequência alta, ela vai cada vez mais consumir mais açúcar, né? Mais mel, e vai produzir mais etanol.

20:46

Speaker A

Então, aqui tem o que eu falei antes, né? Conversão de açúcar em álcool e gás carbônico.

20:53

Speaker A

E a fermentação alcoólica, ela pode vir de diferentes matérias-primas. Então, a gente, é, pode usar qualquer matéria-prima que tenha açúcar, né?

21:06

Speaker A

Então, aí que vem a criatividade. Por exemplo, tem o pessoal que usa é, mistura entre mel e frutas.

21:15

Speaker A

Você também pode fazer uma fermentação dessa maneira. Ou até com é, amidos, né? Então, quando você tem um grão, por exemplo, arroz, é, o, a cevada, enfim, a batata, é, você consegue fazer a fermentação alcoólica a partir do amido,

21:33

Speaker A

porque o amido também é composto de glicose, né? Então, você pode fazer o álcool com diferentes matérias-primas.

21:42

Speaker A

E o que a gente tem em comum é o microrganismo que sempre vão ser leveduras é saccharomyces.

21:49

Speaker A

Então, saccharomyces, como já diz o nome, né? Saccharo de açúcar e myces de fungo.

21:56

Speaker A

Então, é um fungo que se alimenta de açúcar. A gente tem várias espécies de saccharomyces, é, mas geralmente a gente usa o saccharomyces cerevisiae.

22:08

Speaker A

É, que é a mesma levedura do pão. Então, tem o pessoal que começa fazendo hidromel usando a levedura do pão e é totalmente possível, porque é a mesma levedura, né? A única diferença é que a levedura do pão, ela é

22:26

Speaker A

selecionada para produzir mais CO2. Então, lembram que eu falei aqui antes? Vai ter a fermenta, vai ter na fermentação alcoólica a produção do CO2.

22:38

Speaker A

Então, o pão é fermentação alcoólica também. Só que a nossa levedura do pão, ela vai ser muito mais selecionada para produzir CO2 do que para produzir o etanol.

22:50

Speaker A

Então, você pode fazer o seu hidromel com levedura de pão, mas ele provavelmente não vai ficar tão alcoólico, porque vai produzir muito mais gás do que etanol.

23:05

Speaker A

É, nós temos diversos exemplos de bebidas fermentadas com mel. Então, aqui eu trouxe algumas citações, né?

23:14

Speaker A

Seria a cerveja com mel, o hidromel, é, as bebidas mistas ou coquetéis alcoólicos, kombucha com mel, aguardente de mel, licor de mel.

23:29

Speaker A

É, todos esses exemplos aqui, eles estão definidos, é, no cartilhão de bebidas que essa consolidação aqui que eu deixei no no cantinho ali da apresentação.

23:41

Speaker A

Então, quando vocês quiserem fazer a caracterização de um produto novo, né, a gente tem ali nesse cartilhão de bebidas, é, todas as definições.

23:51

Speaker A

Então, é só para mostrar para vocês que é muito além do hidromel, né? Então, a gente pode fazer diversas bebidas com mel.

24:01

Speaker A

É, diversas bebidas fermentadas, né? Então, existem essas possibilidades. A cerveja com mel, por exemplo, é, ela é feita geralmente a adição do mel no final, né? Então, você consegue manter o sabor do mel ali no final da da fermentação.

24:21

Speaker A

Ou então, você coloca no início, mas aí você vai ter que colocar mais mel, porque o residual da fermentação vai ser o etanol, né? Então, isso é uma regra geral, pessoal.

24:37

Speaker A

É, se você quer deixar a bebida com sabor de mel, é importante a gente fazer uma correção com mel adicional.

24:45

Speaker A

Porque na própria fermentação, a gente tem, é, uma perda da das características do nosso mel.

24:54

Speaker A

Então, uma cerveja com mel, uma kombucha com mel, um licor, é vamos dar de exemplo, é, quanto mais mel você colocar no final melhor, né? Para deixar com sabor do mel, nesse sentido.

25:06

Speaker A

É Aí entra as bebidas mistas ou coquetéis alcoólicos, que também podem ser muito interessantes, ali na Néctar a gente tem o um produto que se chama Guataí, que ele é uma mistura de guaco com mel de jataí.

25:23

Speaker A

Então a gente pega o guaco, mel de jataí e é cachaça que daí a gente tem uma mistura aí de uma bebida que é mista, né?

25:33

Speaker A

É um coquetel alcoólico, mas ela é extremamente fina também. Então, muitas vezes a gente remete bebida mista ou coquetel alcoólico a um corote da vida, né?

25:44

Speaker A

Mas dá para a gente fazer bebidas com uma qualidade é ótima, usando é as atribuições do coquetel alcoólico.

25:56

Speaker A

Então, é, segundo a legislação, a gente tem uma definição bem restrita do que que é hidromel.

26:06

Speaker A

Então, hidromel é a bebida com graduação alcoólica de 4 a 14%, obtida pela fermentação alcoólica de solução de mel de abelha, sais nutrientes e água potável.

26:25

Speaker A

Então, é bem restrito mesmo, é, se teu hidromel tiver qualquer outro ingrediente que não seja água, mel ou nutrientes, ele não é mais hidromel.

26:38

Speaker A

Então, no momento que você colocar ali uma fruta, uma especiaria, ele deixa de ser caracterizado.

26:43

Speaker A

Então, é uma legislação que ela é antiga, né? 2009, e a gente sabe que tá muito desatualizada, que o hidromel é já evoluiu, né, o hidromel brasileiro, né, depois dessa desse ano.

27:00

Speaker A

E com certeza vai ser necessário uma revisão nessa legislação para agrupar outros tipos de bebidas.

27:07

Speaker A

Então, a gente tem alguns exemplos, né, no em outros países, quando a gente tem o melomel, né, que são os hidroméis com frutas e tem os meteglins, é, que são os hidroméis com especiarias.

27:27

Speaker A

É, acho que a gente pode dar uma olhadinha nas perguntas, né? Que tá saindo bastante pergunta aí.

27:37

Speaker A

Tu lê para nós, professora, ou eu vejo aqui? Eu vou projetar. Eu vou projetar.

27:43

Speaker A

Ah bom. Não sei se eu vou saber responder tudo, hein? [risadas] [suspirando] Como conduzir a fermentação de modo a preservar as características sensoriais e os compostos naturais do mel da abelha sem ferrão?

28:03

Speaker A

É, essa é a pergunta de milhões. É, quando descobrirem, me avisem. [risadas] [suspirando] É, a gente tem, é, uma perda bem significativa dos compostos do do mel durante a fermentação.

28:17

Speaker A

Então, é, uma coisa que ajuda bastante nas condições de fermentação ter uma temperatura entre 18 a 20 graus, mas sempre vai ter uma perda. É, o a tendência é o final da fermentação ela ter um sabor muito mais forte

28:33

Speaker A

do álcool e um no olfato, é, o o mel. Então, ele remete pela pelo cheiro mesmo.

28:43

Speaker A

Então, quando a gente usa mel da abelha sem ferrão, isso é um problema que a gente tem, é, porque muitas vezes a gente tem um mel ali de uma qualidade altíssima, que ele vai, é, virando muito semelhante ao

28:56

Speaker A

mel de ápis, assim, o sabor do, do mel após a fermentação. Então o que eu posso dizer é a questão da temperatura, que eu sei que ajuda bastante.

29:06

Speaker A

Tentar manter uma temperatura mais estável possível, entre 18 a 20º. Poderemos usar pólen de abelha sem ferrão como fontes de leveduras?

29:22

Speaker A

Sim, é, a gente tem vários tipos de fermento, né, que a gente pode usar, é, mas tem um pessoal que trabalha com leveduras selvagens.

29:32

Speaker A

É, sempre é um teste, pessoal, isso é bem importante de falar porque não é que tu vai testar e vai dar certo, porque tem muitos tipos de leveduras diferentes né então é, muitas dessas leveduras elas podem não fazer uma fermentação alcoólica.

29:47

Speaker A

Mas o pólen ele é usado sim, é uma, é uma fonte de de leveduras, mas, é, sei que tem um pessoal que trabalha, é, com seleção de leveduras selvagens, que eles usam as próprias leveduras do mel.

30:04

Speaker A

Então, como você vai estar fermentando o, o açúcar, né, então é interessante você procurar a levedura num meio, né, uma matéria prima onde ele já tenha é, alimento para ela.

30:15

Speaker A

Que daí a gente já sabe que vai fazer uma seleção, né, é, no tipo de levedura.

30:20

Speaker A

Mas o pólen ele é, pode ser muito bem usado como nutriente para as leveduras.

30:25

Speaker A

Então é bem interessante o uso do pólen, é, no hidromel. Seus slides vão ser disponibilizados?

30:37

Speaker A

Sim, pode ser disponibilizado, sem problema nenhum. Quais cepas de leveduras? É, dentro dessa mesma pergunta, fizéssemos uma parceria com a Gabriela.

30:51

Speaker A

A Gabriela é uma profissional maravilhosa, inclusive, é, agora esse final de semana a gente tá, é, juntas no congresso de hidromel que vai acontecer aqui em Florianópolis.

31:01

Speaker A

É, convido todos vocês que quiserem participar. É, a Gabriela, ela vai ser jurada, inclusive, né, do nosso concurso de hidromel.

31:11

Speaker A

E a gente nunca fez uma parceria com ela, assim, mas o que que eu sei é que ela, a Levetech, já produziu, é, leveduras específicas para hidromel.

31:22

Speaker A

E hoje em dia, é, até onde eu sei, pelo menos, eles não tão mais comercializando.

31:28

Speaker A

É, mas as leveduras que a gente pode usar são leveduras que elas são para, para vinhos brancos.

31:36

Speaker A

Então, é um, um tipo de hidromel, é um tipo de levedura que combina bem com o hidromel.

31:43

Speaker A

Porque o vinho branco, ele tem características semelhantes ao hidromel. Então, isso é uma, uma bebida mais suave, né, que vai resgatar ali, é, os aromas mais cítricos, mais florais.

31:57

Speaker A

Então, ela é mais sensível, digamos assim né? Então, a gente sempre recomenda, é, leveduras para vinhos brancos.

32:07

Speaker A

Tem uma levedura bem boa que é, a gente chama de Red Star amarela. É, eu não coloquei aqui na, na apresentação, mas Red Star, ah, eu posso comentar aqui né?

32:21

Speaker A

Aí tem que colocar YouTube. Enfim, Red Star, como, é, estrela vermelha né? Então, Red Star é o nome da marca.

32:29

Speaker A

E aí tem uma embalagem amarela. Então, a gente recomenda essa levedura para iniciantes do, do hidromel.

32:43

Speaker A

Como alimentar leveduras e como realizar? Se possível, marcas dos produtos. Você vai alimentar as leveduras com o mel.

32:52

Speaker A

[risadas] Então, eh, não sei se é bem essa a pergunta que tu tá fazendo. Mas, a, como eu falei assim, a gente não faz álcool, a gente cria leveduras.

33:05

Speaker A

Então, quando a gente vai colocando o açúcar, o mel, né, no caso, a gente vai tá propiciando, eh, um ambiente com alimento para ela.

33:14

Speaker A

Então, você pode ficar sempre alimentando ela, né, várias gerações, porque como ela é um microrganismo unicelular, né, ela vai fazer ali a a replicação, eh, e vai ter um momento que a genética da levedura vai ficar prejudicada.

33:30

Speaker A

Então, a gente sempre recomenda, depois de umas cinco, seis levas de hidromel, você mudar a levedura, né, porque senão você começa a ter um um hidromel prejudicado.

33:42

Speaker A

Eh, mas isso é outra história, eh, como fazer starter de levedura. Então, não sei se era essa sua pergunta, mas aí eu recomendo dar uma pesquisada a fundo, porque não vai dar tempo de falar sobre isso.

33:54

Speaker A

Mas, assim, quando a gente produz hidromel profissionalmente, a gente compra as leveduras e sempre usa leveduras novas para cada lote.

34:04

Speaker A

Porque dessa maneira a gente vai tá garantindo que a genética delas vai tá no auge, a gente vai ter uma produção, eh, ótima de álcool, eh, e sem ter off flavors, né, que são os grandes problemas que a gente tem

34:17

Speaker A

na produção, eh, de hidromel quando a gente usa leveduras por muito tempo. A levedura de pão favorece o CO2, a outra levedura é a de fermentação alcoólica.

34:34

Speaker A

Então, é, leveduras para vinhos a gente sempre recomenda, né? Como eu falei antes, de preferência de vinho branco.

34:40

Speaker A

Mas também tem leveduras para hidromel. Então, é só pesquisar lá, bem tranquilo, a gente compra na internet, é, acho que é uns 15 reais é, o pacotinho da levedura.

34:51

Speaker A

Bem acessível. Kombucha com mel não se chama Jun? Acho que sim. Eu não conheço muito, tá? Eu já provei, mas eu não, nunca produzi.

35:03

Speaker A

É, mas é bem bem, bem bacana assim, bem interessante. Já me falaram sobre isso.

35:14

Speaker A

Qual linhagem de levedura selecionada melhor equilíbrio e segurança microbiológica? Olha, é, eu posso dizer pela minha experiência que a gente usa, é, leveduras para vinho. Agora, a questão de linhagem que apresenta melhor equilíbrio, segurança, eficiência, é muito interessante vocês fazerem os

35:35

Speaker A

testes de vocês. Então, sempre que, é, tem empresas de bebidas que fazem novos produtos, eles testam diferentes tipos de mel, diferentes tipos de, sei lá, cevada, qualquer que seja a matéria prima, e sempre testam tipos de leveduras.

35:51

Speaker A

Então, fica aí a dica, né? Para quando for começar a produzir, não testar só tipos diferentes de mel, né? De abelha e tal. Testar também tipos diferentes de levedura.

36:03

Speaker A

Era isso? Teor alcoólico do hidromel. Deixa a pessoa bêbada? Deixa. É, ouvi falar que sim.

36:13

Speaker A

[risadas] É, pela legislação a gente tem teor de 4 a 14%. Então, ele é, é uma bebida forte assim, né? É muito semelhante ao vinho, na verdade.

36:29

Speaker A

É isso? Poderíamos usar um mosto de frutos de café cereja como fonte de leveduras?

36:45

Speaker A

Semelhante ao que fazem com o café fermentado. Olha, vale a pena testar. Gente, é criatividade. A gente pode fazer muita coisa diferente.

36:53

Speaker A

Eu sempre incentivo vocês testarem e me informem desses testes que eu também quero saber.

36:59

Speaker A

É, muito bacana assim, eu tô, eu sou é, vice-presidente líder da associação e é muito massa assim, todo dia a gente vê pessoas testando coisas diferentes com o hidromel e é sempre uma descoberta.

37:11

Speaker A

Então, eu não sei todas as respostas, eu quero aprender junto com vocês. Olha, eu, é, já falei essa, é, o hidromel, a a levedura que eu recomendo seria a Red Star amarela.

37:30

Speaker A

Eu acho que ela é uma levedura ótima para isso. Sim, usamos tipos de nutrientes.

37:37

Speaker A

É, depois eu vou falar mais sobre isso. A gente controla a temperatura da fermentação é, com, é, fermentadores auto refrigerados. Então, eles são de inox, são fermentadores cônicos com uma dupla camada, né? Onde que fica, é, no meio aí

38:02

Speaker A

o controle para a temperatura. É, depois também eu vou falar mais de equipamentos. Qual a densidade inicial e final para ter hidromel oculto?

38:16

Speaker A

É, dá para, primeiro eu vou responder a última. Dá para pasteurizar sim, mas não precisa necessariamente. Se você eh, for fazer para consumo próprio seu, eh, dá para deixar na geladeira e não precisa pasteurizar.

38:34

Speaker A

É também uma forma de você manter eh, o teu hidromel sem refermentar é usar conservantes, né? No nível industrial é necessário.

38:45

Speaker A

Ou então você clarificar muito o teu hidromel. Então, se você, quanto mais você clarificar, menos levedura vão estar, eh, no teu hidromel, né?

38:55

Speaker A

Então, você vai conseguir ter uma eh, estabilização na tua bebida. A outra pergunta que tinha ali, eh, tinha outra que era densidade inicial e final.

39:08

Speaker A

Eh, isso aí, ó, gente, 1080 inicial e 0,994 final. A final sempre vai ser a mesma. A inicial vocês podem escolher. Depois eu vou falar mais sobre isso.

39:23

Speaker A

Olha as outras perguntas. [suspirando] Eh, pressão na garrafa. É o CO2. Eh, a forma, por isso que eu mostrei ali a a fórmula química.

39:34

Speaker A

Porque sempre vai ter CO2 sendo produzido. Então, se você tem alguma, algum residual de levedura na tua bebida, ela vai explodir quando você engarrafar.

39:47

Speaker A

Então, por isso é interessante ali fazer eh, a pasteurização, né? Ou então deixar na geladeira.

40:01

Speaker A

Material de apoio. Olha, tem um livro bem bacana sobre hidromel. Que, ai, eu não tenho ele aqui.

40:10

Speaker A

Mas, assim, a minha história, eh, sempre foi de pesquisar assim bastante, sabe? Então, eu tenho uma fonte específica que eu procurei. Mas eu sempre gostei muito de conversar com pessoas sobre e fui aprendendo assim.

40:28

Speaker A

Tem mais perguntas? [risadas] [suspirando] Na F2 a kombucha com mel não tem muita gaseificação.

40:39

Speaker A

É que assim, a kombucha ela é vários tipos de microrganismos, né? Então, você pode ter um tipo de microrganismo que não produz tanto CO2.

40:48

Speaker A

Então, a kombucha ela tem um baixa fermentação alcoólica, né? Então, quando você tem a a segunda fermentação ali, é se você não tem um microrganismo que vai produzir CO2, é não realmente você não vai ter uma produção boa de

41:06

Speaker A

de CO2 assim, não tem é que não tem como você saber qual microrganismo você está lidando, né? Então, você tem que pegar é um scoby ali de um hidromel de um de uma kombucha que tenha tido uma boa

41:19

Speaker A

gaseificação né? Senão, se tu pegou de uma fermentação que tinha dado certo antes, então, provavelmente foi alguma coisa na preparação ali da do teu da tua bebida, ou uma acrescentar o açúcar muito quente, é o a água né?

41:38

Speaker A

É ou até a condição ali de de fermentação. Premier com V. Vixe, deixa eu dar uma olhada aqui.

42:01

Speaker A

É é Premier Blanc. Ela tem embalagem amarela. Sim, provavelmente vai ficar bem gostoso com mel.

42:21

Speaker A

Aí é outra aula. Vamos sugerir para o Siegfried dar aula de de kombucha aí.

42:34

Speaker A

Vou vou passar sim. Se eu conseguir chegar até o final da aula sim. [risadas] Hidromel sem álcool.

42:46

Speaker A

É que daí, assim, é possível. É o que que geralmente o pessoal faz? Eles produzem é o hidromel e depois é retiram o álcool, né?

42:56

Speaker A

É, mas eu não não sei, assim, é interessante. Acho que vale a pena a pesquisa.

43:02

Speaker A

O que a gente já fez ali de teste na nossa empresa foi realmente misturar água e mel, né, com as outras frutas ali que a gente já adiciona para fazer uma versão de um produto gaseificado sem álcool, que é muito mais

43:14

Speaker A

simples do que tu fazer a fermentação e depois tirar o álcool, né? Que acaba sendo muito caro isso.

43:25

Speaker A

Experiências com mel da mel sem ferrão para hidromel. Olha, isso é uma questão bem importante porque a gente já fez vários hidroméis eh com mel sem ferrão, só que financeiramente não compensa muito.

43:39

Speaker A

É, isso é uma questão bem é importante, né? Porque assim, se você vai fazer para tu ter o consumo próprio, vale a pena.

43:47

Speaker A

Agora, eu assim não conheço ainda o mercado que funciona o hidromel para mel sem ferrão.

43:55

Speaker A

A gente pode falar melhor sobre isso depois, mas o hidromel ele é viável financeiramente, o hidromel [limpando a garganta] da mel sem ferrão, quando ele é feito um blend.

44:06

Speaker A

É, isso é minha visão, tá, pessoal? tô falando que isso é a verdade absoluta.

44:11

Speaker A

Mas eu falo realmente pelo valor do, da quantidade do mel que tu vai ter que colocar ali para fazer a tua bebida.

44:17

Speaker A

Então, teve uma época que a gente teve um produto comercial que era à base de abelha sem ferrão, que era um hidromel espumante de mel de jataí com pitanga.

44:27

Speaker A

Nossa, era muito bom. Só que o que que a gente viu, né? Que teria que fazer para deixar ele viável seria fazer a fermentação, eh, alcoólica com o mel de ápis.

44:39

Speaker A

E aí depois, no final da fermentação, a gente acrescentava o mel de jataí para dar daí o sabor.

44:45

Speaker A

Aí, mesmo assim, ele ficava caro. Era um produto nobre ainda, eh, com alto valor agregado, mas tinha bem pouca saída. Então, eu encorajo vocês a tentarem, né? Mas sempre passos curtos para não se decepcionar, porque realmente fica um

45:02

Speaker A

produto com um valor muito alto quando você faz só com o mel da abelha sem ferrão.

45:07

Speaker A

Por isso que eu sugiro: blends parecem uma boa opção. Fechamos? É, vamos dar Tá dando um eco aqui. Eu vou fechar até o microfone, depois eu abro, tá bom?

45:20

Speaker A

Assim, pessoal, eh, eu sempre, eu eu tiro todo o álcool, né, do, do, do licor, do hidromel, assim, né? Eu tiro da garrafa.

45:30

Speaker A

[risadas] Pô, eu vou passar o primeiro código aí para vocês. [risadas] O primeiro código é assim, ó: no hidromel não coloque café. É, não vai colocar café ali no hidromel. Então, esse é o primeiro código.

45:47

Speaker A

Não coloque café. Podemos continuar? Temos mais perguntas ou vamos ir para aula? Vamos para aula, né?

46:02

Speaker A

Tá, eh, tu pode colocar ali a telinha então para nós? Então pessoal, eu falei ali da nossa definição né?

46:11

Speaker A

E como a gente tem, é, diversas origens do nosso mel, né? Floradas, é, espécies de abelhas, então a gente tem um hidromel que ele vai ser bastante diferenciado de acordo com, é, forma de, da nossa obtenção do nosso mel.

46:28

Speaker A

Então o local onde ele é feito, quem que produziu, né? Qual que é a abelha, qual que é a época do ano.

46:34

Speaker A

Então a gente tem em Santa Catarina um destaque mundial para o nosso mel, né?

46:40

Speaker A

E a gente tem diversas formas aqui, ele é mais, é, voltado a ápis, né?

46:45

Speaker A

Mas aqui no, no mel floral, polifloral, a gente tem aqui o exemplo do mel das abelhas nativas, né? Que daí entra essa diversidade enorme que a gente tem, né?

46:58

Speaker A

E eu sempre gosto de falar das abelhas, né? Então a gente tem muitas espécies diferentes, a gente tem uma relevância gigantesca do trabalho que elas fazem.

47:10

Speaker A

Então aqui tem alguns exemplos, é, dos nossos meliponíneos. É, mas a gente também tem a ápis, né?

47:19

Speaker A

Então além dessa produção de mel, pólen, própolis, cera apitoxina geleia real, a gente também tem a polinização.

47:30

Speaker A

Então, é, eu sei que vocês sabem isso mais do que eu, né? Mas é sempre importante a gente trazer isso também, porque quanto mais hidromel a gente beber, mais a gente propicia a polinização das flores, né? Porque a

47:43

Speaker A

gente vai, é, garantir que as abelhas estão visitando as flores e mantendo esse mel, é, que é produzido na polinização, no nosso consumo interno, né? Então a gente sabe que muito mel é exportado, principalmente de ápis, né?

48:00

Speaker A

É, mas é interessante a gente buscar essas formas da gente consumir o mel que sejam diferenciadas para que a gente mantenha essa grande, é, valiosidade, né, no nosso, é, estado, no nosso país.

48:15

Speaker A

A gente tem uma média anual de consumo muito pequena, né? E [limpando a garganta] essa média anual de 60 g por pessoa, ela pode ser subvertida quando a gente pensa no consumo do hidromel.

48:30

Speaker A

Porque uma garrafa de hidromel tem mais ou menos 1/3 de mel na sua quantidade.

48:37

Speaker A

Então, a gente vai uma taça, né? A pessoa já passa aí a quantidade, é, média, né, anual ali de consumo.

48:46

Speaker A

Além disso também tem o mel de melato da bracatinga. Então eu não vou meter muito a isso, mas é o mel que ele é aqui do sul do Brasil, né onde as abelhas, elas coletam um melato, né, uma secreção das

49:00

Speaker A

cochonilhas. Fica presa numa árvore, né? Então, a gente tem a bracatinga, que é a árvore onde esses insetos, as cochonilhas ficam presas.

49:12

Speaker A

As cochonilhas, elas são, é, animais que são sugadores, né? Então eles sugam o floema ali, a seiva da planta e vão, é, secretar uma solução açucarada, que é o melato.

49:27

Speaker A

As abelhas coletam esse melato e os apicultores coletam o mel de melato das, das caixas, né? Então, a gente tem, é, indicação geográfica do mel de melato da bracatinga, que é incrível, né? É um tipo, só um dos

49:42

Speaker A

tipos de méis que a gente tem aí. Mas só para mostrar para vocês das possibilidades que a gente tem.

49:49

Speaker A

E além disso daí, chega às nossas maravilhosas, né, nossas abelhas sem ferrão. Eu gosto de trazer esse mapinha aqui das abelhas da Ilha de Santa Catarina, onde eh a gente tem diversas espécies, né, sem ferrão.

50:06

Speaker A

E é uma seara a ser desbravada, sabe? Por isso que eu eu falo assim que eu tô aqui aprendendo com vocês, porque tem muita coisa a ser testada. A gente não tem um material sobre hidromel com mel de abelha sem ferrão.

50:23

Speaker A

A gente tem algumas citações, né? Mas assim, não não existe alguém que se aprofundou nisso, né?

50:30

Speaker A

Então, é um mercado que tá crescendo e faltam pesquisas, falta incentivos, falta pessoas trabalhando em prol disso, né?

50:39

Speaker A

Então eh bem importante para mim também estar aqui com vocês, que é um grupo seleto, né?

50:45

Speaker A

Para que a gente consiga, a partir dessa aula, quem sabe, motivar alguém, né, para aprender mais sobre.

50:56

Speaker A

Eh o hidromel, ele vai ter uma qualidade sensorial de acordo com as condições do processo fermentativo.

51:13

Speaker A

Então, a gente tem aqui algumas eh características que são bem importantes né? Como eu falei, eh a gente tá criando a levedura, não tá produzindo álcool.

51:25

Speaker A

Então, quanto mais limpo, quanto menos diferença de temperatura, quanto melhor for a tua água, quanto melhor for a tua levedura, teu mel utilizado e a tua maturação, melhor vai ser o teu hidromel.

51:42

Speaker A

Então, a gente tem que dar uma ênfase no tipo do mel utilizado. Então, a a origem, né, tanto que seja floral, é ou do produtor que tu conheça, né? Isso faz bastante diferença, porque é o que vai dar sabor pro nosso

51:55

Speaker A

hidromel. A gente tem essas, eh, variações de hidromel, né? Então, como eu falei antes pra você, pra vocês, a gente tem melomel, que são os hidroméis com frutas.

52:13

Speaker A

Então, a gente tem alguns exemplos, que é o piment, sazel e amora, morar. Todos esses exemplos aqui, gente, são nomes que são estrangeiros. Podem, eh, ver isso, né, que é uma coisa que a gente tem que ainda aprender os nomes dos

52:30

Speaker A

hidroméis com frutas brasileiras. A gente tem que dar nome, né, a, a esses hidroméis.

52:35

Speaker A

Aí tem os tradicionais, que daí é água, mel e leveduras. Daí a gente tem o show mead, que é o moderado, o great mead, que é com mais mel, ou short mead, que é com menos mel.

52:45

Speaker A

Meterglin, que daí é o hidromel com especiarias. Eh, a gente tem alguns exemplos, que seria capsicum mel, com pimenta, eh, coffee mel, ó, aí o professor já deu a letra.

53:01

Speaker A

Eh, e o rodo mel com rosas. Olha que interessante, pessoal, o hidromel com rosas. Alguém já já tinha ouvido falar sobre isso?

53:10

Speaker A

Eh, então, ali são só algumas categorias, né, que a gente tem de adição de outros ingredientes.

53:17

Speaker A

Mas, além disso, a gente também tem formas diferentes, né, com, por exemplo, do soro residual, onde o hidromel pode ser seco, demisec ou suave.

53:30

Speaker A

Então, assim como um vinho, a gente tem, eh, o vinho doce ou o vinho seco, a gente também tem, eh, a gente, o, do soro residual do hidromel.

53:45

Speaker A

Ai, pessoal, pera aí, só um minutinho que estão me ligando aqui. É, a gente também tem a carbonatação, que seria nula, média ou alta, né?

54:03

Speaker A

Então, a gente tem essa produção de CO2 normal na fermentação, como eu falei antes, e o hidromel, ele pode ter eh, essa eh, manter, mantém-se, né, do, do CO2 dentro da garrafa.

54:18

Speaker A

Então, você pode ter o hidromel que é tranquilo, né? Onde você faz a fermentação alcoólica, o CO2 é expelido e depois a gente tem, eh, o hidromel ali sem nenhuma carbonatação.

54:33

Speaker A

Pode ter o frisante ou o espumante, né? Então, eh, tudo isso é possível fazer com o hidromel, assim como é feito também com vinhos, né?

54:41

Speaker A

E a graduação alcoólica que também a gente tem uma grande, eh, amplitude, né? Que seria de 4 a 6% o hidromel fraco, de 6 a 10 o médio e de 10 a 14 o hidromel forte.

54:55

Speaker A

Então, eh, essa graduação alcoólica, ela é bastante influenciada pela quantidade de mel que a gente vai colocar na nossa fermentação.

55:04

Speaker A

Então, assim como eu já tinha falado para vocês antes, eh, a gente pode ter ali uma densidade 1080, né? Que seria é uma densidade que eu sugiro, eh, como ideal, mas dependendo da quantidade de mel que tu colocar, né? Dependendo da densidade

55:22

Speaker A

inicial, mais alimento você vai dar para as suas leveduras. Faz sentido, né? Então, se você colocar menos mel, você vai dar menos alimento e as leveduras vão ter uma produção menor de álcool, menor de CO2, tudo isso.

55:41

Speaker A

Se você colocar mais mel, por exemplo, uma densidade inicial de 1.100, você vai, com certeza, ter um hidromel mais alcoólico.

55:51

Speaker A

Então eh por isso que assim, 1.080, que nem eu comentei antes, é uma densidade sugerida.

55:59

Speaker A

Não é obrigatório você começar com 1.080. Se você começar com 1.080, você vai ter uma produção ali de um teor alcoólico mais ou menos, eh, de 12% no final da tua fermentação.

56:14

Speaker A

Então, é só, é um exemplo, né, de como a gente pode ter diversos tipos de hidromel.

56:20

Speaker A

Então, só nesse slide aqui, a gente conseguiu ver hidroméis tradicionais, meloméis, meteglins, com dulçores diferenciais, eh, residual diferentes, carbonatações diferentes e graduações alcoólicas diferentes.

56:36

Speaker A

Bastante coisa, né? Eh, hoje o mercado brasileiro de hidromel, ele é muito amplo. Eh, a gente tem diferentes tipos de bebidas, né? Então, eh, não falta hidromel no mercado.

56:51

Speaker A

Falta consumidor. Por isso que é interessante a gente trabalhar sempre, eh, dando cursos, palestras, indo em feiras, porque tudo isso faz com que a gente, eh, eduque o nosso consumidor.

57:04

Speaker A

Então, na verdade, para mim, é uma honra estar aqui, porque são, é uma, é uma forma de disseminar, né, sobre a palavra do hidromel.

57:14

Speaker A

Então, aqui tem alguns exemplos, né? Eh, à esquerda estão os hidroméis da Néctar, né? Eh, mas a gente tem ali, eh, de tangerina com gengibre, de mate, tem o Origem, que é o tradicional, eh, tem o de butiá,

57:29

Speaker A

que é uma fruta aqui do litoral. Tem a caixinha aqui, ó, a bebida alcoólica mista, é, feita com cachaça, mel, hidromel, limão e própolis.

57:43

Speaker A

É, hibisco, cravo e canela e o mará. Então, a gente tem ali os exemplos das latinhas né que a gente consegue ter uma aceitação maior do público, uma embalagem menor, né? Então, fica um preço mais barato.

57:57

Speaker A

Tudo isso são formas de testar. E aqui à direita a gente tem outros tipos de hidroméis que são comercializados, né? A gente tem muitos tipos diferentes, é, e uma amplitude bem grande de preços, né? Então, a gente tem ali, ó, de 72 reais, né,

58:13

Speaker A

a 254. Vamos ver se tem um da melipona sem ferrão aqui. Aqui, ó, hidromel meio seco borbulhante de jataí, 129,90.

58:27

Speaker A

Mas isso aqui já é antigo, já deve estar mais caro esse produto. É, um pouquinho sobre a minha empresa, né?

58:37

Speaker A

A Néctar Hidromel, é, surgiu na universidade, falei antes, né, a partir de uma ideia de a gente continuar trabalhando juntos, eu e meus colegas. Aí, então, tem o Rodrigo, eu, a Manuela e o Dylan.

58:51

Speaker A

Aqui a gente tem, é, uma demonstração, né, da evolução da nossa empresa. Então, aqui no início foi as primeiras vendas que a gente fez, é, lá em 2020, antes da pandemia.

59:06

Speaker A

É, depois, ah, nossa produção, a gente usava bastante baldes, então, vocês podem ver ali que eram baldes normais mesmo, né, de alimentação.

59:17

Speaker A

É, sempre polipropileno. Pessoal, isso é importante. Quando for usar plástico, usar polipropileno. É, aí ali tem uma foto dos nossos sócios, aí é o nosso produto ali, o primeiro produto engarrafado.

59:34

Speaker A

Hoje em dia, então, a gente tem, eh, uma indústria, aqui tá um, eh, um exemplo, né, dos nossos fermentadores de inox.

59:41

Speaker A

Eh, eles são cônicos, né, então isso favorece com que as leveduras vão decantando embaixo, então é melhor para clarificação.

59:50

Speaker A

E aqui são nossos produtos que todos são premiados. Eh, aqui tem mais um exemplo, eh, do nosso fermentador.

60:03

Speaker A

Aqui como é que começou, né, 2019 era essa, essa suqueira verdinha, que era de 4 L.

60:11

Speaker A

Eh, aí depois a gente migrou para os baldes, que daí foi lá em 2020, que já foi um grande avanço.

60:19

Speaker A

Eh, daí depois, 2021, a gente comprou esse fermentador cônico de polipropileno. Depois de 2022 a gente comprou outro fermentador de polipropileno e depois de 2023 a gente comprou os de inox, que aí foi um grande avanço na nossa vida,

60:38

Speaker A

porque tem a questão da temperatura, então, como eu falei para vocês, é extremamente importante a gente ter um controle de temperatura na produção do hidromel.

60:49

Speaker A

Caso a gente não consiga, eh, fazer o controle da temperatura, a gente precisa deixar num local que tenha a menor amplitude possível, para deixar, eh, nossas leveduras num conforto térmico.

61:03

Speaker A

Então, se você deixar num local que seja próximo à luz solar, a gente vai ter ali, eh, uma diferença de temperatura muito maior, então, se não deixar assim num, num armário, né, um, enfim, que não tem porão, melhor ainda.

61:22

Speaker A

Eh, e à direita aqui a gente tem os nossos produtos, né? É, 2019 era tudo em garrafa de plástico.

61:32

Speaker A

2020 começamos a ter é, os hidroméis engarrafados de vidro, né? 2022 a gente mudou a nossa embalagem.

61:44

Speaker A

E aí isso aqui é o nosso hidromel atualmente. Eu acho bacana trazer essa estrutura da fábrica para mostrar para vocês como é possível a gente ter uma fábrica num espaço pequeno.

62:01

Speaker A

Então é isso aqui é o nosso nossa hidromelaria, ela é adaptada. Então, era uma casa, né? Um espaço ali da casa do meu sócio.

62:13

Speaker A

Onde a gente tem o depósito de mel aqui o um, 1 m² Depois o dois, que é a sala de fermentação, que é onde ficam os fermentadores né?

62:25

Speaker A

Sala três, que é de fermentação, é, aliás, envase e lavagem. A sala quatro, que é o almoxarifado, escritório e expedição.

62:35

Speaker A

O cinco, o seis e o sete, que são externos, que daí é o vestiário, banheiro e produtos devolutos.

62:43

Speaker A

Pessoal, essa fábrica tem menos de 40 m² total. Então, a gente gosta de sempre trazer esse produto para realmente mostrar como é possível fazer é, uma indústria que seja regularizada, né? Nossa, nossa indústria ela tem SIF, né? Ela é, é registrada pelo MAPA.

63:02

Speaker A

A gente consegue ter, então, é, uma organização, é, que seja tudo regular, né? Então, alvará, é, todos os BOPPs, é, o, enfim, a gente tem é, o máximo possível de regularização que se pode ter dentro do universo de de bebidas.

63:27

Speaker A

É Eu acho que eu ia falar para fazer uma pausa. Mas as perguntas elas estão sendo bastante relacionadas à produção mesmo, então acho que dá para a gente conseguir depois no final daí faz as perguntas.

63:52

Speaker A

Pessoal, é esse é o nosso fluxograma de produção da hidromel. Então, tudo começa com a sanitização.

64:01

Speaker A

Então eu já falei para vocês, né? É não lembro, mas assim, é muito importante que a gente tenha um um ambiente é que seja adequado para as leveduras.

64:13

Speaker A

E isso tem bastante relação com a questão da sanitização, porque a gente não quer que tenha outros microrganismos que estejam competindo, né? Então, a gente vai a sanitizar tudo, tudo que entrar em contato com o hidromel.

64:29

Speaker A

É a mão, os utensílios, o fermentador. Tudo o que for entrar em contato. A gente tem é a preparação do nosso mosto.

64:41

Speaker A

Então, o nosso mosto nada mais é do que a água com o mel e as leveduras, né? Que vai ser onde a gente vai ter a nossa matéria prima, né? E as nossas é leveduras para fazer essa fermentação.

64:56

Speaker A

Aqui daí a fermentação em si, né? Onde fica daí no fermentador. É tendo ali a sua seus suas três semanas mais ou menos de fermentação.

65:08

Speaker A

Depois que finaliza a fermentação, a gente vai e a temperatura. Então, quando a gente reduz a temperatura mais ou menos 4º, a gente vai começar a ter uma clarificação.

65:20

Speaker A

Então, eu comentei antes com vocês, né, que é interessante que a gente tenha fermentador cônico, porque ele vai acumular as leveduras, né, ou outros resíduos do mel, enfim, partículas que vão estar, eh, dispersas, né, no nosso mosto, que

65:37

Speaker A

eles vão cada vez mais decantar. Então, quando ele fica num fermentador que é cônico, essa, esse resíduo, ele vai ficar mais concentrado, né, vai ficar menos contato com o hidromel e vai dar menos off-flavor para nossa bebida.

65:54

Speaker A

Então, como o hidromel é uma bebida que não tem uma característica muito específica, ele é muito suave o sabor, né, não tem uma grande atenuação de sabor, a gente precisa ter, eh, uma, um grande cuidado nessa, eh, separação das leveduras. Então, a

66:14

Speaker A

gente não quer que as leveduras mortas fiquem em contato por muito tempo com o hidromel.

66:21

Speaker A

Então, a gente vai refrigerar o hidromel quando começar a ver que a fermentação tá finalizando, né, vai decantar, porque cada vez que tu refrigera vai cair as partículas, né, e aí você sempre vai tá removendo essa borra, que é

66:41

Speaker A

as leveduras mortas, para que tenha o teu hidromel, eh, uma qualidade mais, eh, superior, né, que ela não tenha o sabor que as leveduras mortas trazem para a tua bebida.

66:56

Speaker A

Depois que você refrigerou e você fez a clarificação, a gente tem a, eh maturação.

67:04

Speaker A

Então, esse, essa maturação a gente tem todo um um tempo onde vai ter uma estabilização dos nossos compostos.

67:12

Speaker A

Então, o hidromel não necessariamente precisa ser maturado, mas quando ele é maturado ele passa por uma estabilização que vai deixar ali teu hidromel mais redondo.

67:23

Speaker A

Depois da maturação você vai fazer eh, os ajustes. Então, se você quer deixar ele com dulçor a mais, se você quer deixar ele carbonatado, se você quer colocar uma fruta, uma especiaria.

67:37

Speaker A

E depois então você engarrafa o seu hidromel. Parece complexo, mas eu sempre falo para começar testando o simples.

67:48

Speaker A

Então, eu já repeti várias vezes, né, pessoal? Para começar de uma forma simples. Então, muitas vezes a gente quer construir uma super estrutura, quer fazer o hidromel perfeito, com a levedura perfeita, com o fermentador perfeito, com o mel perfeito e aí a

68:02

Speaker A

gente nunca faz nada. Então, estou falando isso porque essa é a minha experiência, não não que eu seja dona da verdade, mas que todas as coisas que eu fiz na minha vida até hoje foi tendo coragem, né? Muito mais coragem e força de

68:17

Speaker A

vontade do que um dinheiro, um equipamento perfeito. Então, eh, a gente tem aqui três exemplos de fermentadores que podem funcionar muito bem.

68:29

Speaker A

O que eu recomendo para vocês começarem é esse primeiro, né, que é o fermentador de polipropileno.

68:36

Speaker A

E aí você vai precisar eh, de duas coisas. Um airlock, que é esse equipamento aqui em cima.

68:45

Speaker A

Vocês que trabalham com bebidas fermentadas devem conhecer, né, para maturação do do mel, que é onde vai ter a expulsão do CO2, né? Então, eh, para não criar uma bomba e explodir o teu fermentador, é muito importante ter

69:00

Speaker A

eh esse esse airlock. E também uma torneira. Então, um balde, uma torneira e um airlock, você tem um fermentador perfeito.

69:12

Speaker A

É, a torneira é importante para quando a gente for separar o hidromel da borra.

69:19

Speaker A

Então, falei para vocês antes, né? Quando a gente vai ter a fermentação, vai pegar esse balde e vai colocar na geladeira.

69:29

Speaker A

Vai deixar ali uns três, quatro dias gelando, vai começar a decantar as partículas. Então, tudo que é borra vai ficar abaixo da linha da tua torneira.

69:40

Speaker A

Então, quando você for trasfegar, a gente chama, a gente passa o conteúdo de um balde para o outro, só abrindo a torneira.

69:51

Speaker A

Aí, quando você finalizar ali de passar naturalmente né? Você vai ver que no teu balde ficou ali uma grande quantidade de resíduo de borra, né? Que daí você vai só jogar fora.

70:03

Speaker A

É, a gente tem outros exemplos, né? Esse do meio aqui, eu achei inovador, que eu já fiz isso quando eu era menor, opa.

70:10

Speaker A

Que era usando um, um balão. Porque o balão ele ele forma também, é, um airlock, né? Porque o CO2 sai, mas não entra o a atmosfera, né? O oxigênio, enfim.

70:24

Speaker A

E aqui tem outro, outro tipo de fermentador, que esse aqui está bacana, que ele chega a ser cônico, cônico né?

70:32

Speaker A

Então, são ideias aí, pessoal, do que dá para fazer em casa. Aqui, a gente tem equipamentos e utensílios, né? Então, é, falei para vocês já, é, a gente tem aqui o fermentador, a gente tem o airlock, tem o densímetro,

70:54

Speaker A

tem o Becker, termômetro e balança. Esses são os equipamentos que são essenciais. É, recomendo também vocês terem um pHmetro, refratômetro, erlenmeyer e colher né?

71:07

Speaker A

É, mas os principais são fermentador, o airlock e o densímetro. É, o densímetro ele é extremamente importante. Eu recomendo muito quem quer fazer hidromel comprar, porque acho que é uns 100 reais um densímetro, porque você vai ter a proporção certa

71:25

Speaker A

ali do mel. Então, quando você é, eu vi que alguém perguntou ali proporção do mosto.

71:33

Speaker A

A proporção do mosto, na verdade, ela é vista pela densidade. Então, eu posso falar uma proporção entre 1/3 e 1/4, né? Isso seria uma regra geral, mas ela não é fiel. Eu posso falar isso, mas na hora que vocês forem medir a

71:49

Speaker A

densidade não tá certo, porque cada tipo de mel vai ter uma densidade diferente. Então, a densidade ela é muito mais é, confiável, né? Então, ainda mais a gente, né, que trabalha com mel de abelha sem ferrão, é extremamente importante ter um

72:05

Speaker A

densímetro, pessoal. Tem mel que é muito líquido, tem mel que é muito denso, então como eu falei para vocês, confiem na densidade, né?

72:14

Speaker A

Então, e é, isso a gente consegue ter uma averiguação da quantidade de açúcar que a gente tem no início da fermentação, a gente consegue daí medir o final da fermentação, quanto que vai ter de de álcool né?

72:27

Speaker A

E também, é, garantir que tá tendo uma fermentação, porque o densímetro, ele não serve só para medir o início e o final, né?

72:37

Speaker A

O início você vai saber ali quanto tem de açúcar, né? E o final tu vai saber quando terminou a fermentação.

72:44

Speaker A

Porém, é, o densímetro, é, ele vai também ser uma forma de você controlar a fermentação então você vai acompanhar a fermentação ali diariamente, né, ou semanalmente, vai tirar ali uma amostra e tu vai ver que a densidade vai estar cada vez baixando

73:02

Speaker A

mais. Então, quanto mais baixar a densidade, mais você consegue, eh, ver que está realmente funcionando ali a tua fermentação, as leveduras estão saudáveis, estão consumindo o açúcar do mel e você está convertendo ele em álcool.

73:19

Speaker A

Então, em sumos, pessoal, água, mel e leveduras, eh, não tem muito segredo. A gente pode usar nutrientes, eh, muitos deles são sais minerais à base de fósforo.

73:32

Speaker A

Eh, a gente recomenda que procure nutrientes para leveduras. Não tem muito segredo, eh, tem vários tipos diferentes, mas todos, eh, marcas, eh, têm a mesma composição.

73:46

Speaker A

Eh, tudo isso você compra na mesma empresa que tu vai comprar as leveduras, certo?

73:51

Speaker A

Eh, para quem produz em casa, eh, a gente recomenda também usar frutas como fontes de nutrientes.

74:01

Speaker A

Alguém antes tinha comentado ali do pólen, também pode ser usado o pólen. Eh, a gente também pode usar, eh, uva passa. Uva passa é uma coisa que o pessoal usa bastante, assim, na produção de hidromel artesanal.

74:14

Speaker A

Que aí você vai ter ali, eh, os nutrientes necessários para produção do teu hidromel, eh, de uma maneira artesanal, né? Se você quer produzir de uma maneira que seja mais industrial, daí a gente recomenda que compre realmente os

74:28

Speaker A

nutrientes em pozinho, né? Aqui, pessoal, eh, para vocês terem uma noção, depois a gente vai disponibilizar esses slides, né? Mas isso aqui é um fluxograma geral da produção, certo?

74:44

Speaker A

Então, a gente começa ali na sanitização então tem várias soluções que a gente pode usar, eh, hipoclorito de sódio, né, que é a quiboa.

74:53

Speaker A

Ácido peracético é muito usado também. Mas o que a gente sempre recomenda, né, o álcool, que ele evapora muito rápido, então a gente consegue eh, ter uma garantia que não vai ter resíduos.

75:07

Speaker A

Aí depois você vai para a fermentação, né, que é onde você vai preparar o mosto, vai misturar ali água, mel, leveduras nutrientes.

75:14

Speaker A

Aqui eu adicionei também metabissulfito de sódio, que vocês podem usar, eh, principalmente quando for uma produção industrial, eh, que é também usado nos vinhos, né, que é para você evitar a oxidação né.

75:32

Speaker A

Eh, clarificação, que daí é quando você vai eh, baixar a temperatura, né, depois da fermentação, para realmente separar as partículas do produto, tornar ele límpido, né.

75:47

Speaker A

E depois a maturação, baixa temperatura e tempo. Então, a gente recomenda fazer uma maturação só quando você pode deixar o teu produto na geladeira ou num, eh, fermentador auto refrigerado.

76:01

Speaker A

Aí você vai ter a formação de aromas e sabores da tua bebida. Os ajustes finais, a gente pode usar de exemplo, eh, o ajuste do teor alcoólico, adição do mel, eh, para ter essa padronização, né.

76:17

Speaker A

Depois o envase, que daí você vai sanitizar os recipientes, vai colocar tudo em garrafa de vidro, né, eh, o head space, né, a gente diz que tem que ter um espaço na garrafa, eh vazio e aí o a rolha de cortiça.

76:32

Speaker A

Armazenagem sempre, né, no abrigo eh, da luz, da umidade, temperatura e abaixo de 25º.

76:38

Speaker A

Isso é uma regra geral, né, pessoal, eh, para manter a qualidade da nossa bebida e não ter nenhuma perda, né, de nenhum atributo, é sensorial.

76:51

Speaker A

É, acho que podemos ir para as perguntas, porque daí depois eu vou falar um pouco mais sobre tipos diferentes de hidromel.

77:01

Speaker A

Ok. Qual o futuro do hidromel? Nossa. Tende a crescer, tende a ficar mais segmentado.

77:24

Speaker A

E o crescimento do mercado internacional. Olha, eu vejo que o futuro do hidromel é bem promissor, a gente já vê isso.

77:32

Speaker A

É, a Néctar tem sete anos e nesses sete anos a gente já vê que o pessoal tem cada vez mais conhecimento, é, do produto, né?

77:42

Speaker A

É, a gente vê que no exterior já tem uma organização, é, do hidromeleiro, né, do, tu encontra hidromel nas prateleiras do mercado.

77:53

Speaker A

E aqui a gente está caminhando a passos lentos, né? Mas está tendo uma organização, é, do setor em geral e eu sou bem otimista, assim, eu acho que a gente tem aí uma bebida ainda a ser explorada, né, que o pessoal ainda não

78:07

Speaker A

conhece e que tem um futuro brilhante pela frente. Reserva de origem para hidromel. É, exatamente, seria bem bacana. Nossa, para quem tem espaço para isso, ainda mais a Serra Negra, que legal.

78:24

Speaker A

Show, nossa. Dá até para juntar com a questão do turismo, né, turismo rural, acho bem bacana.

78:35

Speaker A

Produção de hidromel passar a ser alcoólico caracterização. Então. [suspirando] esse é o nosso problema, Thiago Vinícius.

78:43

Speaker A

Eh, a nossa legislação ela é tão restrita que tudo que foge disso tem que ser chamado de bebida alcoólica mista.

78:53

Speaker A

Então, é bem complicado assim, isso também é uma coisa que tá mudando assim, a gente ali na associação tá fazendo um esforço assim pra pra alterar essa legislação do hidromel, pra ela ficar mais abrangente, mas qualquer coisa que foge daquela

79:07

Speaker A

legislação lá, água, mel, sais, 4 a 14% não é mais hidromel, vira tudo bebida alcoólica mista.

79:19

Speaker A

Quanto fica montar uma estrutura dessa inox para produção de hidromel? Olha, fermentador de 600 L, você consegue por uns 15.000 reais.

79:29

Speaker A

Eh, mas assim, a ideia é sempre começar pelo começo, né? Então, eu sempre sugiro isso porque senão muitas pessoas se decepcionam, né?

79:39

Speaker A

Às vezes investe ali uma quantidade absurda em algo que eh, no meio do caminho desmotiva, acontece uma coisa, enfim.

79:48

Speaker A

Eh, eu acredito que a melhor forma seja começar com um balde, porque você começa produzindo, pega gosto, vê se tu realmente quer trabalhar com isso, né? Porque fazer hidromel é muito mais lavar louça do que eh, produzir álcool, então,

80:08

Speaker A

tem um pouco disso assim, né? Tem uma indústria, tem essa parte eh, burocrática, né? E cuidado com sanitização limpeza.

80:16

Speaker A

Então, começar pelo começo, acho que é uma boa. Como poderíamos ampliar o interesse dos chamados formadores de opinião em hidromel?

80:30

Speaker A

Então, Antônio, eh, eu acho ótima a tua pergunta e é um eu acredito que eu tento muito fazer isso, sabe? Se eu consigo ou não sei.

80:40

Speaker A

Mas eu vejo que, eh, já influenciei várias pessoas a começarem a produzir, inclusive pessoas que já ganharam concursos de hidromel junto comigo.

80:49

Speaker A

Então é um orgulho assim, né? E dar cursos, eh, estar nos eventos, falar sobre hidromel, eh, dar degustação, a gente sempre acredita que eh, isso incentive muitas pessoas a terem interesse.

81:05

Speaker A

Então, não tem outra forma a não ser educar o consumidor, né? Então, eh, esses formadores de opinião também são consumidores, eles têm que gostar da bebida, né, conhecer a sua história para daí começar a passar para os outros

81:19

Speaker A

também. Qual o tempo de maturação do hidromel? Olha eh pode ser de duas semanas a anos.

81:33

Speaker A

Depende bastante do espaço que você tem e da qualidade do teu hidromel, né? Então, diferentes tipos de hidromel, eh, têm diferentes tempos de fermentação.

81:43

Speaker A

O hidromel da minha empresa, ele é mais fresco do que maturado. Então a gente gosta que ele tenha mais acidez, seja mais frutado, mais floral.

81:53

Speaker A

Então, a nossa, eh, maturação é cerca de duas semanas. Fermentação no airlock, precisa ser no escuro?

82:06

Speaker A

Não, não precisa ser no escuro, mas quanto menos luz, melhor. Porque as nossas leveduras, elas não precisam de luz e as raios solares, eles degradam, né, muitas partículas.

82:18

Speaker A

E o sol, ele vai dar essa amplitude de temperatura. Então, é melhor colocar num lugar que não tenha luz solar do que num lugar que tenha luz solar, com certeza.

82:35

Speaker A

Onde se compra o densímetro? Eh, pessoal, se colocar na internet encontra, mas eu posso recomendar dois sites, eh, WE Consultoria WE Consultoria e Indupropil.

82:53

Speaker A

Mas assim, coloca densímetro, eh hidromel e vai aparecer. Esse ano passado testei as leveduras para o VR Blanc ficou 13,5%. Hoje Silvestre ficou demi-sec 10 e Covert Bragantino demi-sec. Ó!

83:16

Speaker A

Nossa, que bacana! Que legal que tu tem tudo isso registrado. Fiquei com vontade de experimentar.

83:23

Speaker A

Você já testou as leveduras que vai? Não, não experimentei, mas eu gostaria muito, né? Que é uma forma de fermentação bem ancestral, que ela é com pão, né, se eu não me engano. Bem interessante.

83:38

Speaker A

Fruta congelada é bom usar para F2? Tem diferença da fruta natural? Olha eu eh recomendo sempre usar frutas que sejam bem sanitizadas, né? Então, a questão de usar congelada ou não é interessante porque assim, quando você produz em casa

84:00

Speaker A

você pode usar qualquer tipo de fruta, né? Quando você faz uma indústria, né, numa produção, eh que seja regularizada, a gente precisa comprar polpa, então, a polpa é congelada né?

84:12

Speaker A

Então eh não sei assim de falar qual que é a maior diferença. Mas nos testes, né, empíricos, a gente vê uma diferença bem grande, sim.

84:25

Speaker A

Porque quando você congela, você quebra as partículas, né, da da fruta, né da a membrana celular.

84:34

Speaker A

Então, você vai liberar mais compostos da da tua fruta. Então, eu acho que vale um teste, vale um teste. Eu acho que é bacana, sim, para para testar, fazer das duas formas.

84:46

Speaker A

Eh, ali na minha empresa, a gente tem um produto que a gente usa com fruta in natura, que é o butiá. E aí, a gente sanitiza bem a a nossa fruta, né, que ela, como ela é in natura, é bem complicado, muito

84:59

Speaker A

fácil de ter contaminação. E aí, a gente usa um um voal, né, para colocar as frutas.

85:07

Speaker A

Eh, e e assim, é bem interessante. Acho que vale fazer o teste. Mas eu acredito, agora estou pensando assim, né, não não é uma resposta eh muito científica, mas técnica, né, mais empírica.

85:22

Speaker A

Mas eu acredito que congelado seja melhor por ela justamente liberar mais as eh as o que que vai estar ali dentro da fruta né as substâncias.

85:39

Speaker A

Qual é o tipo de hidrômetro do ensino? Alcoômetro Gay-Lussac, esse não vai servir, não. Mas tem, eu acho que se procurar assim, eh densímetro do vinho, bebidas alcoólicas, você encontra, bem fácil.

85:54

Speaker A

O que a gente usa, ele é 1.100, 1.200 o máximo. E aí, o mínimo, ele tem que ser menos de 0,994.

86:06

Speaker A

0,994 é o mínimo de densidade que o nosso hidromel vai chegar. Não importa quanto mel tu colocar, sempre vai chegar a 0,994.

86:15

Speaker A

Então, ele tem que chegar nessa quantidade para você saber que terminou a fermentação. Depois daquilo, você não vai mais ter movimento de leveduras, ela não vai mais consumir nenhum mel, nenhum açúcar, porque eh já vai ter finalizado toda a fermentação.

86:35

Speaker A

Qual a proporção, quantidade de água, mel e levedura? [limpando a garganta] Então, eh para o hidromel suave, eh isso é que se é uma pergunta eh que se divide em várias partes.

86:51

Speaker A

Mas assim, vamos voltar lá. Eh entre 1/3 e 1/4. É uma resposta curta que eu poderia dar.

86:57

Speaker A

Eh mas agora a questão assim, você pode produzir um hidromel com 1/3 de mel, que é bastante, né?

87:04

Speaker A

Aí você vai ter toda ali, toda a fermentação, né? Aí todo o final de fermentação, quando chega a densidade de 0,994, todos os hidroméis vão estar secos.

87:14

Speaker A

Então, a quantidade de mel que tu colocou no início, essa proporção não tem nada a ver com ele ser doce ou seco no final.

87:22

Speaker A

O que vai fazer com que o teu hidromel seja doce ou seco, vai ser você fazer um ajuste final.

87:28

Speaker A

Então, a tua fermentação sempre vai acabar com uma bebida seca. Porque quando acaba a fermentação, acabou o açúcar, acabou toda a doçura da tua bebida.

87:38

Speaker A

Para você fazer um hidromel doce, você tem que adicionar o mel depois da fermentação.

87:44

Speaker A

Então, é aí que entra muitas vezes o mel de abelha sem ferrão. Onde você pode ter ali a primeira fermentação, faz com mel de ápis, você vai ter produção de álcool.

87:53

Speaker A

Aí na segunda fermentação, onde você vai querer que o hidromel fique com sabor de mel, aí você adiciona o mel de abelha sem ferrão para dar realmente aquele toque incrível, né, do dos méis de abelha sem ferrão que a gente tem aí pelo nosso

88:06

Speaker A

Brasil. Sim, a gente usa clarificante nos nossos hidroméis comerciais. É, o mais usado é bentonita. Bentonita é uma argila mineral.

88:21

Speaker A

É bem barato. É, recomendo é comprar quem tem interesse em produzir comercialmente. Também pode ser usado Spindasol, que é um uma sílica líquida, que também é mineral.

88:35

Speaker A

E é gel sol, que geralmente é usado junto com é a sílica. Valor nutricional do hidromel.

88:49

Speaker A

Vixe, me pegou. Imagino que tenha bastante calorias, porque tem álcool. [risadas] Mas ele não precisa ter uma uma tabela nutricional por ser bebida alcoólica.

89:00

Speaker A

Mas então eu não sei te responder, nunca fui atrás. Qual a empresa que eu posso comprar equipamentos mais em conta? O que preciso para produzir hidromel em casa?

89:14

Speaker A

Recomendo a WE Consultoria. Mas tem muitas empresas que você pode comprar aqui vai ser pela internet, pelo Mercado Livre.

89:22

Speaker A

Então, mas assim, se você puder uma resposta curta, WE Consultoria. Na geladeira, você vai colocar antes da trasfega.

89:38

Speaker A

Assim, vamos recapitular. Teu hidromel vai estar 1080, 1100, 1060, digamos. Vai começar ali a tua fermentação.

89:46

Speaker A

E diariamente vai diminuir a densidade. Então, sempre vai diminuir a densidade até chegar a 0994, que aí vai ser quando vai terminar a fermentação.

89:57

Speaker A

Quando terminar a fermentação, quando chegar o densímetro 0994, você vai colocar ele na geladeira para acelerar a clarificação.

90:06

Speaker A

É, a clarificação é junto com as trasfegas. Então, uma coisa está relacionada à outra.

90:13

Speaker A

E assim, lembrando que ela não é obrigatório você fazer essa etapa, porque o hidromel pronto, ele já é ali quando ele chega a 0,994.

90:22

Speaker A

Você vai fazer a etapa de clarificação para você deixar o teu hidromel límpido. Mas ele já é o hidromel antes.

90:29

Speaker A

Então, a etapa da geladeira, ele é para facilitar a clarificação, se você quiser deixar uma bebida é, translúcida, né?

90:45

Speaker A

O uso de mel da abelha sem ferrão se dá pela maior escassez para vocês desse insumo, mas tendo parcerias é por causa do valor mesmo, porque o valor do mel de abelha sem ferrão, ele é cinco, seis, sete, oito, 10 vezes

90:59

Speaker A

mais cara, né? Então, para uma indústria que vive de ter lucro, é, não consegue ter uma margem boa, sabe? Eu falo isso pela incapacidade da minha empresa de fazer isso. Eu espero muito que um de vocês consiga, é, tornar o hidromel da

91:18

Speaker A

abelha sem ferrão viável. Por isso que eu sempre falo dos blends, né? Que é uma possibilidade que eu vejo que deu certo. Mas é interessante vocês fazerem em casa, né? Testarem, né? E quem tem mel em abundância, com certeza vale muito a

91:34

Speaker A

pena. É, a questão é que o valor final ali da tua garrafa vai ser para um público bem selecionado, né? Porque é, para ter uma margem de lucro, você vai precisar cobrar um valor bem mais alto do que o valor do

91:47

Speaker A

mel né? Sabe se vende em supermercado? Eu nunca vi. Nunca vi. Pessoal fala que, é, no, na Europa tem bastante.

92:01

Speaker A

Acredito que em São Paulo tenha também, no Rio de Janeiro, enfim, mas aqui em Santa Catarina nunca vi no mercado. No máximo assim, em empórios, eh, lojas de produtos naturais, eh, ou em feiras mesmo. Feira se vê uma

92:15

Speaker A

bastante assim, principalmente pra pra gente que tá assim no meio apícola, meliponícola, a gente encontra bastante.

92:26

Speaker A

Como faço a seleção da sua matéria prima e quanto a água, a sua qualidade é significativa? O mel ou a água de baixo qualidade não tá nos resultados? Sim, com certeza.

92:36

Speaker A

Eh, a água é extremamente importante, então, água filtrada. Eh, se você usar água com muito cloro, você sente muito sabor de cloro.

92:46

Speaker A

Então, eu sempre recomendo a água filtrada. E, a qualidade do mel é bem relativa, porque o mel pode ter diversos tipos de de defeitos, né?

93:00

Speaker A

Mas, tem alguns defeitos que aparecem mais e outros que aparecem menos. Então, o mel com eh, sabor de de fumaça, ele vai continuar com sabor de fumaça até o final.

93:14

Speaker A

Agora, se for uma fermentação natural que aconteceu no mel, você pode fermentar o seu hidromel mesmo assim, né? Colocar ali a levedura pra produção do hidromel e você pode ter um hidromel bom.

93:25

Speaker A

Agora, é muito relativo assim, eu não posso dar uma resposta que vai te responder, sabe? São muitos testes.

93:33

Speaker A

Mas, é claro, a gente sempre recomenda usar a matéria prima de melhor qualidade possível né?

93:38

Speaker A

E, a gente seleciona as nossas, eh, com um dos meus sócios que ele é, hã, técnico do SENAR, então, ele vai em agroindústrias pra, eh, dar consultoria técnica e a ele consegue conversar com vários produtores, fazer as análises, provar o

93:59

Speaker A

mel. Então, a gente tem uma ótima pessoa aí que tá responsável por fazer essa seleção das matérias primas.

94:12

Speaker A

Experiência qualificante SC1 Pro 12 Bentonita. Esse SC1 Pro 12 é o é a sílica que eu falei antes, é bem bom ótimo.

94:23

Speaker A

É, produto funciona perfeitamente, sim. Ah, ele muito bom, bem rápido, é verdade. Refrigerar a 0º. Ele é ótimo mesmo. Só o único problema é que ele é mais caro.

94:32

Speaker A

A bentonita ela é bem mais barata. Então, assim, depende. É, eu sempre sugiro testar a bentonita, porque como ela é mais barata, é, caso dê certo, você não precisa ficar comprando é, a sílica.

94:47

Speaker A

Lá na minha empresa a gente usa os dois. A gente usa primeiro a bentonita numa quantidade maior, que daí reduz ali as ah, partículas maiores, né? A gente consegue já fazer uma primeira filtragem. E aí, caso o hidromel não

95:00

Speaker A

esteja bem clarificado, a gente daí coloca essa segunda etapa de clarificação, que daí é com a sílica.

95:14

Speaker A

Fabricação de hidromel é muito parecida com a produção de vinho, cerveja. Os equipamentos utilizados são bastante semelhantes. Sim, é muito parecido.

95:21

Speaker A

A parte boa é que é muito mais fácil. Então, se você já produz o vinho ou já produz a cerveja, é bem mais tranquilo.

95:29

Speaker A

Ah, nossa diferença maior é na matéria prima, mas como o mel ele é solúvel em água, a gente tem um mosto muito mais fácil de fazer, não precisa triturar uva, não precisa cozinhar malte, né?

95:42

Speaker A

Então, é bem tranquilo e os equipamentos são os mesmos. Levedura é tem na WE Consultoria, mas se vocês quiserem procurar também, é, Red Star amarela, vocês vão encontrar essa levedura para vender no Mercado Livre, enfim, diversos sites aí na internet.

96:10

Speaker A

Correção de sais e pH da água. É, não, não, a gente tem uma vantagem muito grande que o mel de abelha sem ferrão, de ápis também, tem uma acidez, é, alta e a nossa levedura se beneficia por essa acidez.

96:27

Speaker A

Então, a gente faz até a verificação do pH, mas nunca foi necessário a gente fazer, é uma uma alteração no nosso pH.

96:37

Speaker A

E a questão dos sais, daí seriam os nutrientes, né? Então, a gente usa nutrientes sim, nutrientes para leveduras comuns, aí se procurando nesses sites WE Consultoria, você encontra também.

96:53

Speaker A

Mel cristalizado pode ser usado? É, não tem diferença, na verdade, a única diferença é que você vai ter que trabalhar mais, porque para dissolver ele é um problema.

97:02

Speaker A

Então, eu recomendo você descristalizar ele antes, para depois você misturar com a água, porque senão vai ser um trabalhão para você conseguir fazer teu mosto.

97:12

Speaker A

Haja braço. Ai, que legal! Dou cursos para produzir hidromel. É, inclusive tem uma empresa para isso e também a própria Néctar, ela pode dar os cursos também, eles têm inclusive um curso online.

97:29

Speaker A

É bem bacana assim, depois eu vou, posso passar para vocês o link ou passo para o professor enfim.

97:42

Speaker A

Qual a proporção do fermento Red Star? É, na embalagem eles têm a proporção adequada. Se eu não me engano, é 5 g faz 25 L.

97:53

Speaker A

Mas assim, gente, é sempre qualquer ingrediente que vocês forem usar, seja ele qual for, olhem na embalagem qual que é a proporção, né? Porque às vezes eu tô falando isso de um outro tipo de levedura, mas vocês vão comprar outra e

98:06

Speaker A

é outra proporção. Então, né, sempre leiam a embalagem, é importante. Mas se eu não me engano, é 5 g faz 25 L.

98:18

Speaker A

Registrei o rótulo da hidromel produzido com mel de Apis mellifera, deve discriminar as espécies de abelha?

98:23

Speaker A

É necessário informar o percentual de cada mel? Hum olha não tenho certeza, mas os que a gente fez lá no passado, é, não tinha a quantidade, a proporção. A gente citou o mel de Apis e mel de Jataí, mas por

98:41

Speaker A

uma, é, questão de honestidade, né, pra, pra gente é também mostrar os, os matérias primas que a gente tava usando no nosso produto.

98:51

Speaker A

Agora se é necessário, isso aí é interessante ver com um técnico mesmo. Ou ali ler no próprio castelão de bebidas.

99:04

Speaker A

Qual o tipo de água? Água filtrada, normal. Não tem nenhum problema usar água do filtro que a gente consome mesmo.

99:14

Speaker A

Bom de desconto. É, Júlia 35. [suspirando] Tem mesmo, tá, pessoal? [risadas] Dá pra usar o mel já em processo de fermentação?

99:30

Speaker A

Pois eu fiz e parece que virou vinagre. Olha, aí vem a questão de qual que era a condição de fermentação que tava ali da bebida.

99:39

Speaker A

Porque se virou vinagre, é porque teve, é, contaminação do oxigênio, né? Então, o vinagre ele ele é produzido depois da fermentação alcoólica né?

99:51

Speaker A

Então, todo vinagre já foi um álcool antes. Então, com certeza o teu hidromel foi um hidromel em algum momento.

99:58

Speaker A

Mas aí com, é, a presença do oxigênio você começa a não ter mais um processo anaeróbico, né? Então, no próprio oxigênio vai ter microrganismos que vão contaminar o teu hidromel.

100:11

Speaker A

E nesse, nesse ar, né, que vai entrar e vai contaminar você vai, é, ter a produção de vinagre muito facilmente.

100:19

Speaker A

Mas assim, é, agora vou né? Vou provocar. Por que não produzir vinagre de mel?

100:27

Speaker A

Né? Então, ai, deu ruim, né? Mas, pô, às vezes também é legal, né? Isso, nossa, eu não sei se vocês já experimentaram, mas eu acho muito gostoso o vinagre de mel.

100:37

Speaker A

Então, fica aí a ideia também. [limpando a garganta] É. O sabor alcoólico final não agradável depois que eu fiz a fermentação.

100:51

Speaker A

Pois é, e agora? Não sei. Assim, ó, a fermentação quando você não usa uma levedura específica, né? Quando você não usa essa Saccharomyces cerevisiae pra fermentação alcoólica você pode ter muitas coisas diferentes.

101:06

Speaker A

Então, como a gente falou ali no início, né? É, desse salame, queijo, iogurte, kombucha pão.

101:13

Speaker A

É, cada levedura vai fazer um tipo de fermentação diferente. E sem inocular a levedura, você não sabe o que que vai sair de lá.

101:21

Speaker A

Então, tudo é possível. Basicamente essa é a resposta. Ó, minha filha mora em Palhoça, quando for visitar posso conhecer? Claro, pode conhecer sim.

101:32

Speaker A

A gente tem, é, visitas, é, guiadas lá na fábrica. É bem bacana, eu recomendo todo mundo ir lá, a gente explica todo o processo certinho, no final ainda tem degustação.

101:46

Speaker A

Agora não tem perguntas ali, você tem mais alguma coisa? Tenho. Vou deixar o pessoal até o último minuto.

101:56

Speaker A

Ok, então vamos continuar lá. Tá, vamos lá. Pessoal é aqui eu gosto de trazer a parte de frutas nativas, porque a gente tem muitas, muitas possibilidades, gente.

102:13

Speaker A

É, aqui tem algumas imagens, né, mas assim, é a criatividade de vocês. Cada um eu sei que tá numa região diferente aí do do país.

102:22

Speaker A

É, a gente tem muitas, muitas, muitas possibilidades, eu gosto de trazer essa imagem realmente pra atiçar a curiosidade de vocês.

102:32

Speaker A

É, um dos nossos produtos da Néctar foi o hidromel de butiá, que eu já comentei com vocês.

102:38

Speaker A

A gente tem aqui, é, todo o processo de produção da nossa bebida e a gente fez todos esses testes, foi comentado tipos diferentes de méis, formas diferentes de inclusão do butiá, então butiá em polpa, butiá congelado, butiá, é, in natura.

102:54

Speaker A

E aí depois a gente fez a avaliação, é, físico-química e análise sensorial da aceitabilidade.

103:00

Speaker A

Então quando vocês forem fazer um produto de vocês, façam isso antes de lançarem ele. Isso é muito bacana. Você vai ver que vai ter muita gente, que vai ter gostos diferentes e a gente aprende muito ouvindo o consumidor.

103:12

Speaker A

Então muitas vezes o que a gente gosta não é o que os outros gostam.

103:15

Speaker A

Então isso é bem interessante, né? E o que esse produto também trouxe pra nós foi o prêmio de inovação catarinense, que foi um prêmio, é, de produção de uma bebida ancestral com, é, uma bebida que tá, com uma fruta que tá ameaçada de extinção.

103:33

Speaker A

Então, o butiá, não sei se você, todos conhecem, mas é uma fruta que ela não tem uma período de prateleira muito grande, né?

103:40

Speaker A

Ele, ele estraga muito fácil. Então, você colocar uma fruta que tem eh, um tempo curto de prateleira, você pode estar adicionando ao hidromel e você pode realmente, eh, colocar o teu hidromel aí num outro patamar.

104:01

Speaker A

Mas tem vários jeitos de usar hidromel, então, garrafa grande, garrafa pequena, a cachaçinha, que é um drink com hidromel, em growlers, que daí são as bebidas para bares e restaurantes que fazem daí drinks com hidromel, né?

104:17

Speaker A

Mas tem a latinha também. A latinha, aqui eu não tô com a foto dela mas é onde a gente tem o nosso hidromel gaseificado, que foi uma sacada bem bacana também.

104:27

Speaker A

Mas tem experiência de visita e degustação, então, lá na fábrica. Então, eh, antes alguém comentou, né, sobre visitar.

104:36

Speaker A

É bem bacana, assim, eu recomendo todos irem, geralmente sou eu que dou a visita inclusive.

104:41

Speaker A

E outra inovação também é a possibilidade de fazer o envase terceirizado. Então, você que não conhece ainda como faz produção, quer ter a tua marca de hidromel no mercado, você pode entrar em contato com empresas como a Néctar, por exemplo,

104:58

Speaker A

que produz o hidromel e vai colocar a sua marca, né? Então, é uma das ideias também para quem vai começar a produzir industrialmente, né?

105:07

Speaker A

Que pode ter, eh, uma gama de novos clientes, não só consumidor final. Mas a gente tem hoje na, na Néctar, mais de 20 rótulos de empresas aqui do estado, onde a gente consegue, eh, dar hidromel de qualidade para todo

105:24

Speaker A

mundo, né? E e fazem a venda. Então, como eu já falei várias vezes, a venda é a parte mais difícil, pessoal. Fazer hidromel é fácil. A gente pode fazer um hidromel de qualidade, eh, tendo um um conhecimento, eh, um

105:38

Speaker A

pouco mais aprofundado do que eu expliquei para vocês, mas não é ciência astronáutica. [suspirando] Eh, mas assim, quando a gente tem, eh, uma vontade de ter uma marca que seja regularizada, cortando esse caminho, a gente também pode fazer essa

105:53

Speaker A

contratação. E um dia que vocês forem também, né, com uma empresa regularizada, vocês também podem oferecer esse serviço.

106:02

Speaker A

Eh aqui pessoal tem o curso de produção de hidromel. Então, se eu se eu não me engano, são mais de 8 horas tá?

106:12

Speaker A

Aí sou eu e meus dois sócios. Eh, recomendo muito, assim, claro, eu tô falando aqui, eh, o o do meu produto, né, mas é o curso de hidromel mais completo que a gente tem no Brasil.

106:24

Speaker A

Então, para quem realmente ficou interessado e que quer produzir, né, seja artesanalmente, quando quando industrialmente, a gente tem as duas, eh, formas de comercialização.

106:34

Speaker A

E, assim, qualquer dúvida também vocês podem entrar em contato, né? Tem ali o número da da Néctar, nosso Instagram também.

106:45

Speaker A

E assim, pessoal, eh, são muitas possibilidades. Eh, a degustação, né, os drinks que pode fazer é só o início, eh, do que pode mostrar do hidromel.

106:57

Speaker A

A cachaçinha, eu falei dela várias vezes, porque foi um exemplo de drink com hidromel que a gente fez uma inovação, onde a gente achava que ia confundir o nosso consumidor e, na verdade, surgiu o nosso produto mais vendido.

107:15

Speaker A

Então, a gente achava que fazendo uma empresa de hidromel, tendo uma cachaçinha ia confundir. No final das contas, eh, a gente viu que as pessoas tinham interesse no produto porque se chamava cachaçinha e elas liam lá na embalagem tava escrito

107:30

Speaker A

hidromel e isso fazia elas terem interesse no hidromel. No final das contas elas não levavam só a cachaçinha, elas levavam cachaçinha e mais três tipos de hidromel ali da Néctar.

107:40

Speaker A

Então é uma ideia, né, até para vocês que trabalham com abelha sem ferrão é bem interessante de fazer essas bebidas alcoólicas mistas com hidromel porque você daí tem uma margem de lucro bem maior.

107:53

Speaker A

E além disso, gente, gastronomia, você pode fazer risoto com hidromel, doces, né, marinadas, então muitas opções.

108:01

Speaker A

E agora faltou a análise sensorial, esse geralmente é é o momento que a gente faz degustação mas eu convido a todos para estarem presentes em Florianópolis, eh, agora final da semana a gente vai ter o congresso de hidromel.

108:16

Speaker A

Então, quem não puder, né, vir aqui para Florianópolis para conhecer nossa fábrica. Então, pessoal, era isso que eu tinha para falar eh, aqui tá meu Instagram, @juliadomel eh, o Instagram da Néctar é @nectaridromel se alguém tirar alguma foto, uma coisa

108:33

Speaker A

assim, postem no Instagram e a gente fica muito feliz de tá compartilhando e é isso. Acho que se vocês tiverem mais dúvidas, eh, eu posso tá respondendo nesses últimos 10 minutinhos.

108:52

Speaker A

Muito bem, então. Vamos ver ali as últimas perguntas. Fermentação de hidromel com uso de pão.

109:03

Speaker A

Então, esse aí é o o que vai, né? Eh, eu nunca fiz, gente, mas eu acho bem interessante, na verdade é uma téc uma técnica medieval, né de produção de bebidas alcoólicas.

109:16

Speaker A

Aí não pode chamar de hidromel, né? Mas eh, uma forma de você fermentar é a partir do pão. Então até tem um colega nosso que comentou sobre isso.

109:27

Speaker A

É, realmente eu não sei falar muito sobre, porque é um conhecimento bem underground assim.

109:34

Speaker A

[risadas] Mas é bem interessante. É, já ouvi falar bastante, mas nunca experimentei. Mel destilado em lugar de cana de açúcar usaram mel.

109:51

Speaker A

Não. Que Que doideira é isso? Agora eu fiquei me perguntando. Mas eu eu sei que tem o hidromel destilado, que você pode fazer a produção do hidromel, né? Fermentado ali normal.

110:03

Speaker A

E aí depois destilar o hidromel, que daí você vai ter uma uma bebida alcoólica ali mais menos uns 40% de álcool, né? Feita a partir do hidromel, que é bem interessante também.

110:14

Speaker A

Outro produto aí que não temos os nome, né? Para quem quiser tá tá produzindo e inventando um nome, tá tá precisando.

110:26

Speaker A

Ai gente, muito obrigada ali pelas mensagens no chat, estou dando uma olhadinha agora. Foi muito bom estar com vocês e espero que realmente tenha contribuído e principalmente aumentado o interesse, né? Do hidromel e da inovação. A gente tá

110:42

Speaker A

é sendo pioneiros, né? Numa área muito incrível que é a apicultura e meliponicultura. Tem muita coisa bacana para se fazer, se testar, se aprender.

110:51

Speaker A

E a gente tá destrinchando aqui. Acho muito bacana ter pessoas interessadas como vocês. E o que vocês puderem, é, compartilhar das experiências de vocês também, eu estou aberta para ouvir.

111:02

Speaker A

Que juntos a gente vai, é, cada vez mais, é, popularizar o mel, o hidromel, as abelhas sem ferrão e tudo mais que tem a ver com o setor.

111:16

Speaker A

Então tá, né? Faltou na degustação. Antes que o pessoal fique mais agoniado aí. O código número dois, é, não coloque no hidromel, não coloque sal.

111:31

Speaker A

[risadas] Eu que criei a frase aí só pra eles. É uma coisa muito lógica, né? Então não coloque sal. Todo mundo sabe escrever É.

111:41

Speaker A

S, [risadas] A, L, é isso aí, né? Então, é, Júlia, eu quero agradecer a sua participação aqui.

111:50

Speaker A

E permitir que você faça as suas considerações finais. Não, eu acho que até eu já falei, né?

111:57

Speaker A

Primeiramente quero agradecer ao professor Siegfried, que sempre foi um exemplo pra nós aqui. É, e eu quero realmente agradecer também vocês que tão aqui, é, participando uma terça-feira à noite.

112:11

Speaker A

Parabéns pela dedicação de vocês, ótimas perguntas. E é isso, pessoal. É, eu quero tá junto com vocês, se eu puder contribuir, é, sintam-se bem à vontade pra entrar em contato comigo ali pelo Instagram.

112:24

Speaker A

Bom, eu também agradeço aqui, né? A sua participação. Eu sei que o pessoal, boa parte, né, das pessoas, não é todo mundo mas boa parte das pessoas gostam desse tipo de assunto.

112:36

Speaker A

E assim, avisar vocês que a aula de de quinta-feira não vai ser quinta, mas amanhã, ok? Então amanhã à noite nós vamos ter a aula sobre polinização.

112:47

Speaker A

Ela foi antecipada, ok? Eu vou ter um outro evento aqui na cidade, né? Uma premiação aqui pros meus alunos.

112:55

Speaker A

E aí eu vou lá prestigiar os meus alunos do ensino médio também, né? E então por isso eu precisei antecipar essa essa aula de amanhã, né?

113:08

Speaker A

Mas para alguns vai ser bom, para para outros talvez não, né? Mas enfim, essa situação.

113:15

Speaker A

Desejo então que vocês tenham uma excelente noite de descanso e a gente se vê amanhã. Até lá, pessoal.

113:23

Speaker A

Valeu, pessoal. Tchau, tchau. Boa noite.

Topics: hidromel meliponicultura fermentação mel abelhas sem ferrão leveduras bebida fermentada Néctar Hidromel produção artesanal

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