**Jovem místico ama coroa preconceituosa! A verdade sobre FRIEREN — Transcript & Summary | SozAI**
Source: https://sozai.app/transcript/jovem-mistico-ama-coroa-preconceituosa-frieren/

Análise crítica e reflexiva sobre o mangá e anime Frieren, abordando temas como envelhecimento, narrativa pós-clímax e polêmicas envolvendo a obra.

## Key Takeaways

- Frieren se destaca por iniciar a narrativa após o clímax, o que é raro e complexo em termos narrativos.
- A obra aborda temas profundos como envelhecimento, luto e memória dentro de um contexto de fantasia medieval.
- Apesar da rejeição de parte do público, Frieren possui personagens carismáticos e uma abordagem lírica diferenciada.
- Existe uma polêmica sobre racismo na obra que será discutida no vídeo, mas sem incentivar cancelamento.
- O vídeo utiliza uma linguagem informal e humorística para engajar o público jovem e promover reflexão.

## What the video covers

- Discussão sobre o mangá e anime Frieren, lançado em 2020 e com anime produzido pela Madhouse em 2023/2024.
- Frieren é uma fantasia medieval que começa sua narrativa após o clímax da aventura principal, focando em temas como luto, saudade e memória.
- A série traz uma abordagem única ao explorar a vida após a derrota do Rei Demônio, destacando a dificuldade de manter interesse no pós-clímax.
- O vídeo critica o gênero fantasia medieval, mas reconhece o diferencial de Frieren em tratar do envelhecimento e da passagem do tempo.
- Há uma análise da recepção do público, incluindo rejeição por parte de alguns leitores e a carisma dos personagens.
- Discussão sobre a polêmica envolvendo acusações de racismo na obra e na personagem principal, com promessa de aprofundamento no tema.
- O formato do vídeo é informal, com linguagem coloquial e humor, buscando aproximar o público jovem e refletir sobre temas complexos.
- O vídeo também inclui uma recomendação de Surfshark VPN, explicando seus benefícios para segurança e privacidade online.
- O conteúdo destaca a dificuldade narrativa de Frieren por ser uma história pós-clímax e a importância dos flashbacks bucólicos para a construção da trama.
- O vídeo é uma crítica cultural que mistura análise de mídia, humor e reflexões sobre envelhecimento e fantasia.

Answers

## Questions about this video

O que é Frieren e qual é o seu diferencial na narrativa?

Frieren é um mangá e anime que começa sua história após o clímax da aventura principal, focando na vida dos personagens depois da derrota do Rei Demônio, explorando temas como luto e envelhecimento, o que é raro e complexo em narrativas de fantasia.

Por que Frieren gerou polêmica nas redes sociais?

A polêmica envolve acusações de racismo na obra e na personagem principal, tema que o vídeo promete discutir para esclarecer, mas sem incentivar cancelamento da série.

Qual é a opinião do canal sobre o gênero fantasia medieval e como Frieren se encaixa nisso?

O canal expressa uma certa rejeição ao gênero fantasia medieval por ser repetitivo, mas reconhece que Frieren se destaca ao trazer uma abordagem lírica e reflexiva sobre envelhecimento e pós-clímax, tornando a série interessante mesmo para quem não gosta do gênero.

## Full Transcript — Download SRT & Markdown

00:00

Speaker A

Luto, saudade, memória e coisas de velho para o jovem místico poder consumir.

00:05

Speaker A

Eu estou falando de almoços de domingo na casa da avó?

00:08

Speaker B

Não, eu estou falando de Frieren e a jornada para o além.

00:17

Speaker A

Caso você seja um completo ignorante, é bem possível que você seja, porque tem muito ignorante que assiste esse canal.

00:21

Speaker A

Porra, começou-se.

00:23

Speaker B

Precisa, cara, o pessoal tão te dando views, as pessoas tão te dando like.

00:26

Speaker B

Aliás, dá like.

00:27

Speaker A

Caso você esteja um pouco desinformado, Frieren é um mangá e anime que está rendendo bastante discussão.

00:34

Speaker A

O mangá começou a sair originalmente em 2020, com roteiro de Kanehito Yamada e desenhos de Tsukasa Abe.

00:40

Speaker A

E como vocês sabem, para mangá poder ficar popular, precisa de anime.

00:45

Speaker A

Porque o vagabundo não lê.

00:46

Speaker A

O jovem vagabundo não gosta mais de ler, ele quer o anime, precisa ter o anime, então saiu o anime, queria anime de Frieren, tem anime.

00:50

Speaker A

Que é bem bom, né?

00:52

Speaker B

É bom.

00:53

Speaker A

O anime começou a sair no finalzinho de 2023, virou para 2024 e é feito pela Madhouse, que é um estúdio já bastante consagrado.

00:59

Speaker A

E nós vamos falar aqui do anime, né, Thaís?

01:02

Speaker B

É, porque a gente também não leu.

01:04

Speaker A

Pô, mas agora ficou chato, deu um esporro inteiro também.

01:06

Speaker B

Precisa, cara, é para eles saberem e conhecerem a hipocrisia.

01:09

Speaker A

Mas a gente pretende ler, tá?

01:10

Speaker A

Inclusive a Thaís estava vendo os preços do.

01:12

Speaker B

Sim, porque acabou o anime, agora a gente precisa continuar no mangá, que a gente quer, eu quero saber o resto da história.

01:17

Speaker A

A gente vai comentar aqui nesse vídeo a primeira temporada de Frieren.

01:18

Speaker A

Que são um total de 28 episódios e correspondem até mais ou menos o sétimo volume do mangá.

01:22

Speaker A

E sobre o que é Frieren, Thaís?

01:23

Speaker B

Frieren vai contar a história da sua protagonista, Frieren.

01:27

Speaker B

Vai xingar o fato de ser o mesmo, o nome do mangá, o nome do.

01:30

Speaker A

Não, sim, porque é uma merda, né, a gente quer analisar, a gente tem que falar porque o Frieren, o mangá, porque Frieren, a personagem.

01:36

Speaker A

Eu odeio, eu odeio, cara, eu odeio fazer vídeo com o nome da porra da série.

01:39

Speaker B

Bota para fora.

01:40

Speaker A

Sim.

01:41

Speaker B

Então tá, Frieren é uma elfa que faz parte de um grupo de heróis que derrotou o Rei Demônio.

01:44

Speaker B

E a grande aventura terminou.

01:45

Speaker B

E agora?

01:46

Speaker B

Como é que a história continua?

01:48

Speaker B

Tem história depois do fim da aventura?

01:50

Speaker B

E é sobre isso que vai ser Frieren.

01:52

Speaker A

É, só isso já foi o que me instigou.

01:54

Speaker A

Porque assim, ó, você, franco, eu já falei isso em vários vídeos aqui, isso já até virou meme aqui no canal.

01:59

Speaker A

Eu odeio fantasia medieval, tá?

02:01

Speaker A

Eu, se eu vejo um elfo na rua, eu cuspo na cara.

02:04

Speaker A

Eu, se eu vejo um anão, eu chuto, mas é um anão mágico, tá, pra gente também não correr o risco aqui de.

02:10

Speaker B

Ai.

02:11

Speaker B

Vamos parar por aí, vamos.

02:13

Speaker A

Amanhã tem uma associação aí fazendo nota de repúdio.

02:16

Speaker B

Enfim, anão, a criatura, não a pessoa com nanismo, tá?

02:19

Speaker A

Da fantasia medieval, no caso.

02:21

Speaker A

Tá claro já, né?

02:22

Speaker A

E eu não gosto muito dessas fantasias medievais, porque a sensação que eu tenho é que é sempre a mesma história.

02:27

Speaker A

Sacou, assim, tipo, OK, eu entendo até que quem gosta.

02:30

Speaker A

Justamente gosta, porque é sempre a mesma história.

02:32

Speaker A

Então é aquela coisa, assim, se é uma cachaça que você gosta muito, mais cachaça, você vai querer consumir.

02:38

Speaker A

Agora, se você não curte aquele negócio, aí mesmo que fica intragável.

02:41

Speaker A

Só que o que me pilhou para assistir Frieren, e tem muito a ver com os comentários aqui da galera, é o fato de que a história começa no fim.

02:48

Speaker A

E não é assim um grande flashback, que a partir de agora a gente vai ver, inclusive tem até bastante flashback.

02:53

Speaker A

Mas não, a história realmente continua a partir do fim.

02:56

Speaker B

E esses flashbacks, inclusive, eles não são em cima da ação, não é da das partes mais apoteóticas da aventura que esse grupo viveu.

03:04

Speaker B

Não, são momentos muito bucólicos que eles compartilharam.

03:07

Speaker A

Ou seja, Frieren é uma série que se dá a partir do pós-clímax.

03:10

Speaker A

E isto, do ponto de vista narrativo, é algo complexo de fazer.

03:13

Speaker A

Existe o clímax, existe esse ápice em uma trama, justamente para mover as nossas emoções, para nos envolver, para ter uma sensação de que as coisas estão num crescendo.

03:22

Speaker A

De modo que uma série que comece no pós, isso, ela já parece que parte de um certo desinteresse nosso.

03:28

Speaker A

Ah, a história já fechou, resolveu, azar.

03:30

Speaker A

Daí que o desafio é duplo, porque é preciso desenvolver uma história nesse pós-clímax.

03:36

Speaker A

E ainda por cima nos manter interessado em personagens que a gente nem conheceu, porque a aventura principal a gente não assistiu.

03:40

Speaker B

Sim, é como se a gente começasse a história pelo e eles viveram felizes para sempre, sendo que a gente nem sabe quem são os personagens.

03:46

Speaker A

E é justamente por esse ponto de partida que Frieren se torna interessante.

03:49

Speaker B

Embora isso também é um motivo de muita rejeição entre o entre o público, porque eu fui ver comentários na internet.

03:56

Speaker B

Muita gente largou o mangá porque não conseguiu se sentir cativado.

04:00

Speaker A

É, inclusive o editor aqui do canal, o Kaubi, falou que não pegou ele.

04:04

Speaker A

Porque ele é um insensível, um imbecil, um babaca, um trouxa, um, puta, ele vai ter que editar isso, cara.

04:09

Speaker A

Ele tem o direito de não gostar do que ele não gosta.

04:12

Speaker A

Só que tem muito mais.

04:14

Speaker A

Frieren não é só isso.

04:15

Speaker A

Tem personagens bastante carismáticos, tem uma série de temas muito delicados, como luto, saudade, memória.

04:20

Speaker A

Dá até para brincar que Frieren é fantasia medieval da terceira idade para o jovem assistir.

04:24

Speaker B

Ah.

04:25

Speaker A

É aquela historinha que o jovem olha para dizer, ah, quando eu envelhecer, literalmente eu.

04:30

Speaker A

Não, seu arrombado, você não vai envelhecer que nem uma elfa maga bela.

04:34

Speaker A

Você vai ficar velho, você vai ficar cheio de dor no corpo, vai aparecer umas manchas, uns furúnculos, você vai ter umas verrugas nuns lugares muito estranhos.

04:40

Speaker A

Que às vezes até dificulta na hora de limpar.

04:42

Speaker B

Uns pelos muito inconvenientes.

04:45

Speaker A

É a coisa que a gente ouviu dizer.

04:47

Speaker A

É a coisa que a gente vê nossos avós falando, né, eu já nem vou vivo.

04:51

Speaker A

Mas enfim, a gente escuta.

04:52

Speaker B

Olha, os pelos em lugares inconvenientes.

04:55

Speaker A

Tá, não, deixa quieto, Thaís.

04:56

Speaker A

Mas falando sério, uma ficção feita basicamente para o público jovem, mas que serve ao mesmo tempo para ter uma reflexão sobre o que é envelhecer.

05:02

Speaker A

Por tudo isso, Frieren é interessante.

05:05

Speaker A

E tem também uma polêmica que a gente vai resolver aqui, porque eu nem sei onde ela começou.

05:10

Speaker A

Mas ela tá migrando entre redes sociais.

05:12

Speaker B

Que é se Frieren é uma obra racista ou se a personagem ela é racista.

05:15

Speaker B

Tem, dá pra gente conversar sobre isso.

05:17

Speaker A

Sim, nós vamos aqui dizer para você se vale a pena cancelar Frieren ou não.

05:20

Speaker A

Não, a gente não vai dizer isso, é idiota.

05:22

Speaker A

Mas você entendeu.

05:23

Speaker A

A gente vai entrar nessa polêmica, sim.

05:24

Speaker A

Mas para poder aprofundar aqui, a gente vai ter que repassar um pouco a história, embora não esperem da gente aqui um.

05:30

Speaker B

Capítulo a capítulo, porque não, não dá, não dá para contar assim.

05:35

Speaker B

Principalmente o primeiro arco de Frieren não dá para contar de maneira assim estruturada.

05:40

Speaker A

Justamente por ser essa coisa pós-climática, Frieren é muito lírico.

05:45

Speaker A

Frieren, a série, não o personagem, eu odeio isso.

05:49

Speaker A

Frieren, a série, é lírica.

05:51

Speaker A

Assim sendo, a gente, para poder falar, também tem que ir de maneira não linear, indo mais por um guia de sensações do que necessariamente de ações.

05:59

Speaker A

E já que estamos falando de velhice, vamos falar também de você que está ficando velho com medo de pegar um vírus com GIF de bom dia.

06:04

Speaker A

Você já ouviu a palavra da Surfshark VPN?

06:07

Speaker A

É uma ferramenta de rede privada que traz segurança e privacidade ao esconder as atividades online dos usuários.

06:14

Speaker A

Uma VPN serve para criptografar as informações transmitidas, tornando elas inacessíveis a possíveis espiões.

06:20

Speaker A

E ocultando a localização do dispositivo.

06:22

Speaker A

Isso é bem útil na hora de digitar a senha do banco em um Wi-Fi público, seja em restaurante, aeroporto ou na casa daquela sua avó que virou roteador de Spyware.

06:30

Speaker A

A Surfshark VPN também serve para você acessar conteúdos restritos geograficamente.

06:35

Speaker A

Como o catálogo de filmes da Netflix de diferentes países e também serve para você descolar aquelas ofertas exclusivas em sites como a Amazon, a AliExpress.

06:43

Speaker A

E, independentemente da localização do usuário.

06:46

Speaker A

O que pode ser bem útil, sejamos francos.

06:48

Speaker A

A Surfshark tem suporte 24 horas, inclusive aos finais de semana.

06:52

Speaker A

Avisos de segurança dos sites que você acessa.

06:56

Speaker A

Política rigorosa contra retenção de dados.

07:00

Speaker A

E funcionalidades adicionais, como o Surfshark Alert, Surfshark Antivirus e Surfshark Search.

07:05

Speaker A

E se você não gostar do serviço, tem a garantia do reembolso em 30 dias.

07:09

Speaker A

E agora vem o bem bom.

07:11

Speaker A

Utilizando o cupom SARJETA, você garante 4 meses extra de uso.

07:16

Speaker A

Sim, 4 meses na maciota.

07:18

Speaker A

O link, assim como o cupom, estão aqui na descrição do vídeo.

07:23

Speaker A

É só clicar.

07:24

Speaker A

É o máximo que você precisa fazer.

07:25

Speaker A

Então, proteja-se, Criss, meu filho.

07:27

Speaker A

Mas não vai usar a Surfshark para ser malcriado na internet.

07:30

Speaker A

Seu bobinho.

07:31

Speaker B

Mas antes da gente continuar com esses papos de velho, peço que você curta o vídeo se estiver curtindo.

07:35

Speaker B

Se inscreva caso seja novo por aqui e compartilha.

07:38

Speaker A

Esse canal só consegue ficar ofendendo o seu público, embora é com amor, muito amor.

07:44

Speaker A

Graças aos apoiadores, tem recompensas bem legais, como lives aqui comigo, grupo de estudo, grupo no Telegram, sorteio de gibis e conteúdo exclusivo.

07:50

Speaker A

Inclusive, nosso próximo conto do grupo de estudos vai ser sobre o mangá Homunculus.

07:55

Speaker A

Então, vou deixar o link do nosso apoio na descrição do vídeo no primeiro comentário fixado.

07:59

Speaker B

E considere também ser membro aqui pelo YouTube por 6,90 ao mês e ter acesso à Sarjetaflix.

08:06

Speaker B

Uma coletânea de vídeos exclusivos e lives com os apoiadores a cada 15 dias, mais ou menos.

08:12

Speaker A

Vamos lá, vamos voltar para Frieren.

08:14

Speaker A

Como é uma história muito de personagem, acho que vamos, vamos apresentar os personagens.

08:17

Speaker A

Vamos lá.

08:18

Speaker A

Quem é a Frieren?

08:19

Speaker B

Então, a Frieren é uma elfa maga com mais de 1000 anos de idade, supõe-se.

08:25

Speaker B

E que vive por aí, assim, meio à toa, estudando magia, coletando feitiços, até que um dia ela é abordada por, pelo herói Himmel.

08:32

Speaker B

Que convida ela para participar do grupo que vai à caça do Rei Demônio.

08:37

Speaker A

Uma coisa que é bacana na caracterização da Frieren é que ela é delicada.

08:40

Speaker A

Ela é uma menina miudinha.

08:42

Speaker B

É, até então a gente, a gente demora para descobrir que a Frieren é uma elfa tão antiga, a princípio a gente não tem essa informação, então a gente até fica bastante surpreso, porque ela tem uma caracterização muito de menininha mesmo.

08:51

Speaker A

Contudo, alguns traços estão ali para demarcar.

08:55

Speaker A

Os cabelos brancos, que geralmente é um signo de velhice, embora é mostrado que mesmo quando ela era jovem, ela já tinha cabelos brancos, mas enfim, cabelo branco é um signo de velhice.

09:02

Speaker A

E tem também essa expressão tanto impassível dela.

09:05

Speaker B

Sim, em termos de personalidade, a Frieren, ela é muito blasé.

09:08

Speaker B

Pelo fato dela ser uma elfa, ela tem uma certa dificuldade de entender as emoções humanas, pelo fato dela também ser muito velha, ela tem uma dificuldade de entender o a passagem de tempo para os humanos.

09:19

Speaker B

Tanto que o esse grupo de heróis, eles passam 10 anos nessa jornada.

09:24

Speaker B

E para ela é algo que passou muito rápido.

09:27

Speaker B

Né, e isso, inclusive, afeta a capacidade dela de estabelecer conexões com outras pessoas.

09:33

Speaker A

E aqui já começa o ponto que eu acho que funciona como alegoria da velhice.

09:38

Speaker A

Todo mundo aqui ou é velho ou conhece alguém que é velho.

09:41

Speaker A

E uma coisa que eu acho fascinante sobre envelhecer é o fato de que a gente passa a ter preocupações que são de outra ordem.

09:48

Speaker A

Às vezes uma coisa que para nós é mega preocupante, o velho fala, ah, relaxa.

09:52

Speaker B

Daqui a pouco se resolve.

09:53

Speaker A

Isso aí é dois, três meses.

09:56

Speaker A

Isso aí é, ah, no máximo é um, dois, três anos.

09:58

Speaker A

Eu lembro que quando um certo imbecil aí estava para se eleger, meu pai falou assim, ah, é só 4 anos, depois esse cara sai.

10:07

Speaker B

Ah.

10:08

Speaker A

Por outro lado, o velho tem as suas frescuras.

10:10

Speaker A

Velho é cheio de mania.

10:11

Speaker A

Velho é cheio de cacareco, aliás, isso é uma coisa que caracteriza muito o velho.

10:14

Speaker A

Cacareco.

10:15

Speaker A

Na casa do velho tem um monte de coisinha penduricalho, a gente tá notando aqui a gente, a gente, conforme a gente vai envelhecendo, mais essas estantes tem frescura, tem bobagenzinha, tem coisa que a gente nem sabe para que que serve.

10:22

Speaker A

Às vezes tem um catálogo de roupa de 3 anos atrás, estava ali enfiado no meio dos ninhos.

10:27

Speaker A

Por que que aquilo ali tá ali?

10:28

Speaker B

Ah, tu estragou a minha próxima frase.

10:30

Speaker A

Qual é que era?

10:31

Speaker B

Que esses cacarecos, na verdade, são memórias, né?

10:33

Speaker A

Sim, mas é esse ponto que eu queria chegar.

10:35

Speaker A

E a Frieren, ela coleciona memórias.

10:37

Speaker A

Ela coleciona cacarecos, aliás, a vida dela é para ir atrás de cacarecos.

10:40

Speaker A

Até porque o grande desafio que era vencer o Rei Demônio, foi, então assim, também não há mais um grande perigo.

10:45

Speaker A

Eles vivem um tempo de paz.

10:46

Speaker B

E aí o que que ela resolve que vai fazer após a grande aventura, ela vai continuar, ela vai voltar a zanzar por aí coletando coisinhas.

10:53

Speaker A

Os grimórios, que são os feitiços que ela vai atrás, funciona quase como a coleção fútil de seja lá o que for.

10:58

Speaker A

É coleção de latinha, é coleção de livro.

11:01

Speaker A

É coleção de carrinho do Hot Wheels, que imaginando a Frieren colecionando Hot Wheels.

11:05

Speaker B

Ah.

11:06

Speaker A

E esse estado blasé da Frieren já está no próprio nome, Frieren do alemão quer dizer estar frio, estar gélido.

11:14

Speaker A

Então ela é uma mulher fria que está em busca de algo que a aqueça no sentido, obviamente, sentimental.

11:21

Speaker A

Não sei se mais para frente do mangá tem algo aí romântico, mas enfim.

11:26

Speaker A

Nesse primeiro momento aqui é no aspecto sentimental.

11:30

Speaker A

Vamos falar um pouco do grupo de heróis que ela fazia parte, porque basicamente a história toda vai, vai e volta nessa aventura que ela teve contra o Rei Demônio.

11:35

Speaker A

Era basicamente um quarteto.

11:36

Speaker B

A própria Frieren, o herói Himmel, que era o crushzinho dela.

11:40

Speaker A

Embora ela descobriu isso muito tardiamente, aliás, boa parte do dilema tem a ver com isso.

11:46

Speaker A

Ela descobriu que ela estava apaixonada por ele muito tempo depois, porque para ela o tempo passa de outra forma.

11:51

Speaker A

Então, quando ela se deu conta, já havia passado.

11:54

Speaker A

Ele já estava muito velho.

11:55

Speaker A

Ela chegou aí no funeral dele.

11:57

Speaker B

O clérigo Heiter.

11:58

Speaker A

Clérigo defeituoso, que inclusive virou um jargão.

12:00

Speaker A

Tá, todo mundo aí fazendo, as juventude, ela é terrível.

12:04

Speaker A

As juventude é uma coisa louca.

12:06

Speaker A

Eles estão tudo aí agora fazendo perfil no Twitter de clérigo defeituoso.

12:10

Speaker B

Será que tá rolando isso?

12:11

Speaker A

Eu vi um ou dois.

12:12

Speaker B

Eu não tô em nenhum ainda.

12:13

Speaker A

E o anão, que é o guerreiro Eisen.

12:15

Speaker B

Então, a história vai começar com eles voltando da aventura, eles vão ser receber os parabéns do rei, recompensas e tal.

12:22

Speaker B

E no nesse dia, que é no dia da despedida deles, eles vão assistir uma chuva de meteoros, muito bonita, e aí eles decidem se reencontrar dali 50 anos, que é quando vai ter mais uma vez uma chuva de meteoros.

12:31

Speaker A

Inclusive, para Frieren é muito tranquilo, é, daqui a 50 anos eu volto.

12:37

Speaker A

E eu lembro que me chamou a atenção o sorrisinho do Himmel, dos outros ali do tipo.

12:41

Speaker A

Pô, 50 anos, vocês não têm noção.

12:43

Speaker A

É muito tempo.

12:44

Speaker B

E aí, tá, eles se reencontram novamente dali 50 anos e o Himmel é um velhinho, pequenininho, enrugadinho.

12:52

Speaker B

E a Frieren tem até um, ela fica meio chocada, né?

12:56

Speaker A

Sim, ela se dá conta do óbvio, que 50 anos para os seres humanos é muito tempo.

13:00

Speaker B

E logo depois desse encontro, o Himmel morre de velhice, o que deixa a Frieren muito, muito tocada, a gente tem uma cena assim, que ela chora copiosamente.

13:09

Speaker B

Porque ela sente que ela não conhecia o Himmel de verdade.

13:14

Speaker B

Mesmo eles tendo passado 10 anos juntos e por causa disso, a partir de então, ela faz o juramento para si mesma de que ela vai tentar estabelecer melhores conexões com os humanos que ela conhecer pelo caminho.

13:24

Speaker A

Nessa toada, ela acaba reencontrando o Heiter, que também tá muito velho.

13:28

Speaker B

Também um tempo depois.

13:29

Speaker B

É importante deixar claro que tem passagens de tempo entre esses reencontros.

13:32

Speaker A

E são grandes, né?

13:34

Speaker A

São passagens de tempo de meses ou de anos.

13:36

Speaker A

E o Heiter tá criando uma menina, que é a Fern.

13:40

Speaker A

Que nesse momento é uma criança, mas já mostra uma grande aptidão para magia.

13:44

Speaker A

E aí que o Heiter mais ou menos dá uma embalada ali na Frieren para ela passar um tempo com eles.

13:50

Speaker A

Ele pede para que ela decifre um grimório X, mas no fundo o grimório é falso.

13:55

Speaker A

O Heiter enganou ela.

13:56

Speaker A

Que era só para Frieren passar mais tempo e se afeiçoar com a Fern.

14:00

Speaker B

E começar a ensinar magia para ela.

14:02

Speaker A

Mais do que isso, assumir mesmo o cuidado, né, porque a preocupação do Heiter, que é uma preocupação também de pais ou de cuidadores, como um todo.

14:10

Speaker A

Às vezes avós que criam os seus os netos é de que, bom, quem é que vai cuidar quando eu não tiver mais aqui?

14:16

Speaker A

Ela ainda é uma criança, eu preciso que alguém cuide, eu preciso de alguém de confiança.

14:20

Speaker A

Eu confio na Frieren, mas a Frieren para fazer isso, ela tem que pelo menos topar.

14:23

Speaker A

Se afeiçoar minimamente por um ser humano, coisa que para ela é difícil.

14:26

Speaker A

Mas dá certo, né?

14:27

Speaker B

Dá certo e as duas acabam ficando bem amiguinhas.

14:29

Speaker B

Porque também o interessante é que esse grupo de amigos não só se, tipo, o Heiter, ele se preocupa não só com o que vai acontecer com a, com a Fern, mas ele demonstra uma preocupação com o que vai acontecer com a, com a própria Frieren.

14:39

Speaker B

Depois que eles se forem.

14:41

Speaker B

Daí que vem esse intuito deles estabelecerem novas conexões para ela, porque é algo que para ela é muito difícil.

14:49

Speaker B

Porque isso também vai acontecer com o Eisen, que manda o Stark para ser o novo guerreiro dessa nova, desse novo grupo que a Frieren acidentalmente acaba formando.

15:00

Speaker A

E aqui vocês já sacaram, se antes havia um quarteto, agora a gente tem um trio.

15:05

Speaker A

Que até depois, volta e meia, tem um personagem ou outro colando junto, mas a gente vai ficar nesse trio, que é a Frieren, a Fern, que agora já é uma adolescente.

15:12

Speaker A

E o Stark, que também tem mais ou menos a mesma idade ali da Fern, então são dois adolescentes, um aprendendo a gostar do outro de um jeito esquisito.

15:20

Speaker A

Porque a Fern é mega travadona, o Stark é desajeitado, meio bobalhão.

15:25

Speaker A

E a Frieren fica ali meio como avó deles, mas uma avó que, como um bom velho, também tem traços infantis.

15:34

Speaker A

Tem coisas que são muito de criança.

15:35

Speaker B

Sim, ela também é cheia das manias dela, o que deixa a Fern bastante irritada em alguns momentos.

15:40

Speaker B

E ela tem essas coisas meio bobinhas, do tipo, a Frieren gosta de dormir bastante.

15:46

Speaker B

A Frieren perde a noção do tempo quando tá atrás dos cacarecos dela.

15:52

Speaker B

Ela se coloca em risco para conseguir uma coisinha que ela nem sabe se interessa.

16:00

Speaker B

Então, é uma piada recorrente ela sendo pega por algum mímico.

16:04

Speaker B

Que são esses baús que são, na verdade, bichos vivos que te devoram.

16:07

Speaker B

Enfim, muitas vezes acontece dela ficar ali presa, porque ela tá atrás de alguma coisa que parece ser tão importante, tão relevante.

16:15

Speaker B

Mas é porque ela não consegue resistir de talvez ter achado mais uma coisinha ali que é legalzinha.

16:21

Speaker B

Ou seja, tem um aspecto de futilidade nela, mas não no sentido pejorativo, do tipo, ai, pessoa fútil, que raiva.

16:29

Speaker B

Não, futilidade banal, essa coisa até gostosa da nossa vida de a gente se dedicar.

16:34

Speaker B

De, de se voltar para coisas que são simples, que só fazem relevância para nós, no nosso prazer cotidiano por coisas pequenas.

16:40

Speaker B

Contudo, uma nova jornada começa.

16:43

Speaker B

Frieren agora tem um outro objetivo.

16:46

Speaker B

A Frieren descobre que existe um feitiço que possibilita ao executor de transportar para o além.

16:54

Speaker B

Então, ela decide que quer ir para o além para falar com o Himmel mais uma vez.

16:59

Speaker B

E aqui já entra esse tópico muito importante da saudade, mas também de uma saudade da velhice.

17:05

Speaker B

Ou seja, uma saudade daqueles com quem você viveu, que o tempo já passou.

17:10

Speaker B

E que você não está necessariamente querendo morrer.

17:14

Speaker B

Mas você quer mais uma vez poder trocar aquela palavra com a pessoa que já partiu.

17:18

Speaker B

Porque isso é uma coisa que, inclusive, vai aparecer ao longo do anime.

17:22

Speaker B

Pessoas que morreram há muito tempo, que foram muito importantes para nós, uma coisa que também machuca, tem a ver com o fato de que a gente vai esquecendo.

17:30

Speaker B

A gente vai esquecendo do timbre da voz.

17:32

Speaker B

A gente vai esquecendo de traços.

17:34

Speaker B

A gente vai esquecendo de momentos.

17:37

Speaker B

Então, aquela pessoa que você sabe que foi muito importante, mas cada vez mais ela vai ficando uma névoa na tua memória.

17:44

Speaker B

Inclusive, uma das passagens que eu acho mais bonita é quando eles param ali numa cidade que tem um anão, um antigo guardião ali daquela cidade.

17:50

Speaker B

E ele sofre porque ele vive naquela cidade, é ali onde ficava a amada dele.

17:56

Speaker B

Só que ele não lembra mais dela.

17:58

Speaker B

Ele não lembra nem mais porque ele está ali, ele só sente que ele precisa estar ali e proteger aquele vilarejo.

18:04

Speaker B

E aí depois a gente vai descobrir que ele protege aquele vilarejo porque era o vilarejo que a esposa amava.

18:12

Speaker B

Mas ele não consegue mais nem lembrar do rosto dela.

18:15

Speaker B

Embora depois ali tem um momento de catarse que ele tem um lapso de memória e ele volta a lembrar um pouco do, de como é que ela era.

18:20

Speaker B

Então, nota como esse tema da memória vai aparecer o tempo inteiro em Frieren.

18:26

Speaker B

O tempo inteiro.

18:28

Speaker B

É sempre muito sobre como processar o que já aconteceu conosco.

18:33

Speaker B

Como processar o que é importante para nós.

18:36

Speaker B

E essa jornada que eles vão fazer para ela, para ela poder falar com o Himmel mais uma vez, eles estimam que vai durar uns 10 anos.

18:43

Speaker B

E claro, no meio disso, vão passar por uma série de outras cidades, vai acontecer um monte de coisa.

18:49

Speaker B

Novas aventuras vão surgindo.

18:51

Speaker B

É praticamente um road movie.

18:52

Speaker B

Até essa lógica de jornada, tem Senhor dos Anéis, né?

18:56

Speaker B

Eles tudo indo lá para Mordor.

18:58

Speaker B

Enfim, eles estão indo para algum lugar, tem que fazer os personagens se mexer.

19:02

Speaker B

Então, eles estão indo para algum lugar.

19:04

Speaker B

Uma coisa que eu acho interessante na série Frieren, mas também na personagem e em todos os outros ali que compõem a história.

19:10

Speaker B

É o quanto que temas germânicos aparecem até mesmo do ponto de vista filosófico.

19:15

Speaker B

Um filósofo que eu acho que aparece de maneira atravessada na história de Frieren é Leibniz.

19:21

Speaker B

É um filósofo importante porque ele faz um deslocamento interessante entre ser e ter.

19:28

Speaker B

Leibniz não pensa muito a partir do ser, do que nós somos.

19:34

Speaker B

Mas a partir do que nós temos.

19:36

Speaker B

E aqui, por favor, não caímos nessa lógica capitalista.

19:40

Speaker B

Ter no sentido de comprar coisas e tal.

19:42

Speaker B

Não, não é isso.

19:43

Speaker B

É ter memórias.

19:44

Speaker B

É ter perspectivas.

19:45

Speaker B

Ter relações que compõem quem nós somos.

19:50

Speaker B

E, cara, Frieren é o tempo inteiro isso.

19:52

Speaker B

A jornada dela é sobre o que que a Frieren, agora a personagem, o que que a Frieren tem.

19:57

Speaker B

Ela própria não sabe dizer a si mesma o que que ela tem.

20:00

Speaker B

Ela nem sabe direito o que que ela sente pelos outros.

20:04

Speaker B

Qual é, qual é o sentimento que ela tem pelos outros?

20:07

Speaker B

Daí que se tu for parar para pensar, todas as histórias são variações dessa mesma pergunta.

20:12

Speaker B

O que eu tenho e o que eu sou a partir do que eu tenho.

20:17

Speaker B

É por isso que a história, ela vai ter várias passagens deles se presenteando, dando presentinhos de aniversário, comprando coisinhas que lembram um ao outro.

20:29

Speaker B

Que de novo é uma lógica de cacareco, porque não são presentes mega sofisticados, caros, até são coisas simples, porque eles podem carregar consigo mesmo.

20:36

Speaker B

Mas são presentinhos que são muito cheios de significado.

20:40

Speaker B

Ou seja, mais uma vez essa ênfase no ter, mas um ter que é da ordem do afeto.

20:46

Speaker B

Não é simplesmente um acúmulo de coisas ou algo assim.

20:49

Speaker B

E às vezes pode ser até ter uma experiência, quando a Frieren leva a Fern para comer doce numa confeitaria.

20:56

Speaker B

E aí a Fern fica deliciada, porque elas não têm muita grana, então não é sempre que elas se dão esses luxos.

21:03

Speaker B

Ainda nesse tópico aí das futilidades, das futilidades belas, tem uma passagem em que a Frieren, ela vai atrás de uma flor.

21:10

Speaker B

Que seria a flor favorita do do Himmel, para poder criar um campo de flores dessa flor em torno de uma das estátuas do Himmel que tem espalhadas pelo continente.

21:18

Speaker B

Aliás, o Himmel é um demarcador, inclusive, cronológico na história, né?

21:21

Speaker B

Tantos anos da morte do herói Himmel e pá, pá, pá.

21:24

Speaker B

Outros personagens que também são importantes nesse universo aí da Frieren é a mestra dela, que se chama Flame.

21:30

Speaker B

E que foi mestra da Frieren 1000 anos atrás.

21:34

Speaker B

A Flame era humana.

21:35

Speaker B

E é uma coisa até que a Thaís me chamou a atenção assim, que quando vêm as memórias da Frieren na época com a Flame, você daí tem uma mudança na indumentária.

21:42

Speaker B

Ah, sim.

21:43

Speaker B

Porque a gente vê essa, a, o tempo presente da Frieren, a indumentária dela é toda assim, mais medieval, século XIX e tal, uma misturadinha nesse sentido.

21:55

Speaker B

Enquanto a gente olha lá para os tempos antigos, que é o, o tempo que a Frieren dividiu com a Flame, a mestra dela, é toda uma indumentária que remete à antiguidade.

22:04

Speaker B

Tu vai ver as pessoas usando lenços na cabeça, uma coisa assim, meio árabe, Jerusalém, Grécia antiga, tudo misturado.

22:10

Speaker B

E a Flame, por sua vez, teve uma mestra.

22:13

Speaker B

Que essa também era uma elfa, que se chama Zire.

22:16

Speaker B

E que tá viva até hoje e que não gosta da Frieren.

22:19

Speaker B

E vai ser a Zire que vai organizar o exame de magos, que vai ser o final ali da primeira temporada.

22:25

Speaker B

O clímax é que tem clímax em Frieren.

22:26

Speaker B

Esse exame, na verdade, é uma certificação, né, que é promovida pela organização de magos do continente, uma coisa assim.

22:34

Speaker B

E serve para poder testar e classificar os magos de primeira classe, ou seja, os magos mais poderosos do continente.

22:42

Speaker B

E isso te dá uma licença especial para atravessar uma parte do território que é muito perigosa.

22:48

Speaker B

Então, o grupo só pode atravessar esse território se tiver junto um mago de primeira classe.

22:53

Speaker B

Coisa para a qual a Frieren sempre cagou solenemente.

22:56

Speaker B

Mas a Fern, que é toda certinha, resolve fazer o exame, traz a Frieren junto para fazer o exame, porque ela é mais poderosa.

23:03

Speaker B

Então, eles pensam, a gente precisa passar esse território.

23:05

Speaker B

Vamos botar a Frieren para fazer esse exame.

23:08

Speaker B

Ela vai passar e tá tudo bem.

23:10

Speaker B

É a partir desse exame que a gente tem uma série de outros personagens coadjuvantes.

23:14

Speaker B

Eu não sei o quanto que eles vão ser recorrentes ou não.

23:17

Speaker B

Acho que alguns vão voltar.

23:18

Speaker B

Mas uma que me chamou muito a atenção, e eu tenho notado que mais gente também se fixou nessa personagem, que é a Ubel.

23:24

Speaker B

Porque tem uma coisa que eles explicam muito ali na história.

23:27

Speaker B

É que magia é muito imaginação.

23:29

Speaker B

Ou seja, você consegue fazer as coisas se você imagina que elas são possíveis.

23:34

Speaker B

E é literalmente criar imagens mesmo, criar imagens mentais.

23:39

Speaker B

Tu precisa visualizar a magia para ela acontecer.

23:41

Speaker B

E isso é uma coisa que é uma regrinha daquele universo.

23:46

Speaker B

Que, obviamente, a gente começa a pensar em como é que a gente pode distorcer essa regra.

23:49

Speaker B

Ou como é que ela não dá conta de tudo.

23:51

Speaker B

Isso é normal em qualquer brincadeira de ficção.

23:53

Speaker B

Tá, a regra desse universo é essa, para ser um mago, você tem que imaginar.

23:57

Speaker B

E a sua imaginação tem que ser forte.

23:59

Speaker B

E aí você começa a pensar no seguinte, tá, uma pessoa sem escrúpulos.

24:05

Speaker B

Uma pessoa que não tem limites nas suas fantasias mais obscuras, será que ela é muito poderosa?

24:12

Speaker B

E a série, a série Frieren mostra que sim.

24:14

Speaker B

Ao que tudo indica, a Ubel é uma maga poderosa, simplesmente porque ela é uma psicopata.

24:21

Speaker B

Inclusive, tem uma passagem em que a Ubel vai se encontrar com uma maga lá do, da organização, que é super poderosa e tal.

24:30

Speaker B

E ela consegue meio que vencer, embora elas não estão necessariamente numa batalha, ela consegue dominar essa outra maga, porque ela simplesmente consegue se imaginar vencendo ela.

24:41

Speaker B

Ela consegue levar a imaginação dela a um outro nível.

24:44

Speaker B

Uma outra regrinha desse universo que a gente não falou aqui é que existe uma energia mágica.

24:50

Speaker B

Uma espécie de energia cósmica, mística, sei lá, que é mana.

24:53

Speaker B

Esse nome mana não é novidade, porque ele é comum em jogos de RPG, é a vida mágica e que tu gasta conforme tu vai fazendo os feitiçinhos nos jogos de RPG.

25:01

Speaker B

Eu não jogo RPG.

25:02

Speaker B

Mas é, mana não é novidade, eles só pegaram e transferiram.

25:05

Speaker B

Se aproveitaram do conceito.

25:06

Speaker B

Tá certo a informação.

25:07

Speaker B

Porém, o diferencial da Frieren é que ela consegue disfarçar a mana dela a ponto dela conseguir passar quase sem ser detectada por outros seres mágicos.

25:15

Speaker B

Inclusive, demônios.

25:17

Speaker B

Então, todo mundo é meio que subestima ela, porque, ah, se a mana dela, a mana dela parece ser fraquinha e tal, e.

25:29

Speaker B

Inclusive, ela ensina a Fern a fazer a mesma coisa, né?

25:33

Speaker B

Sim, embora a Fern não é tão boa em esconder a mana dela como a Frieren, né?

25:38

Speaker B

Aliás, mais uma coisa de velhice agora que tá me vindo na cabeça.

25:41

Speaker B

Porque esse ensinamento da Frieren para a Fern de, não, disfarça, não ostenta tanto, não exibe tanto.

25:50

Speaker B

Fica mais nos feitiços clássicos.

25:52

Speaker B

Também são uma discussão que aparece muito, né?

25:54

Speaker B

A Frieren sempre fala para a Fern, não, fique nos clássicos, os modernos aí, talvez não sejam tão bons assim.

26:00

Speaker B

Que é uma coisa também que a gente ouve um velho falando para ti, né?

26:04

Speaker B

Não, não, isso aí, isso é frescura, isso é frescura.

26:08

Speaker B

Fica, isso aqui sempre deu certo, funciona assim há não sei quanto tempo.

26:11

Speaker B

Fica, fica no básico.

26:12

Speaker B

Enfim, tudo isso ao longo da série é mostrado que é eficiente.

26:16

Speaker B

A Fern escapa de uma série de problemas, justamente porque no fundo ela é uma criança criada por uma mulher muito velha.

26:23

Speaker B

Que dá para ela uma base que é muito sólida, que é muito clássica.

26:28

Speaker B

Os outros magos com quem a Fern vai, vai se deparar, eles tiram muito sarro dela de que ela usa feitiços muito rudimentares.

26:36

Speaker B

Mas aí a Fern vai lá e vence todo mundo.

26:38

Speaker B

Aqui eu acho que tem uma coisa muito japonesa, né, essa valorização do conhecimento antigo.

26:43

Speaker B

Dos mais velhos, daqueles que são os guardiões do conhecimento, são aqueles que detêm o que nós somos.

26:50

Speaker B

Mais uma vez essa relação ter e ser, que também tá ligado ao pensamento japonês.

26:53

Speaker B

Tá ligado ao xintoísmo.

26:55

Speaker B

Outras figuras que aparecem, que também são figuras, vamos dizer, anticlimáticas, que mantém, que sustentam muito esse espírito da série.

27:02

Speaker B

É o Craft, é o, o elfo maromba.

27:04

Speaker B

O elfo maromba.

27:05

Speaker B

Que ao que tudo indica, também já foi um grande guerreiro e hoje também vive meio que.

27:12

Speaker B

Ele é um monge hoje.

27:13

Speaker B

Mas ali eu acho que é muito para apresentar um, pra gente poder entender um pouco melhor isso, essa falta de sentimentos, essa coisa meio blasé da Frieren.

27:22

Speaker B

Que não é uma coisa de personagem, é porque ela é uma elfa.

27:25

Speaker B

E elfos têm uma psique diferente.

27:27

Speaker B

Porque o Craft também é um pouco, um pouco blasé.

27:30

Speaker B

E sim, aquela coisa excessivamente focada, né?

27:32

Speaker B

Porque até engraçado, eles chegam numa cabana no meio do gelo e o Craft só não tá congelando porque ele tá fazendo exercícios físicos diariamente.

27:40

Speaker B

E o tempo inteiro, né, por isso que ele tá marombaço ali.

27:44

Speaker B

Tá trincadão, tá fibrado.

27:46

Speaker B

O Craft.

27:47

Speaker B

Gostosão.

27:48

Speaker B

E ele também tem muita dificuldade de estabelecer laços.

27:53

Speaker B

Então, eu acho que é mais para entender isso e o que não é da Frieren é, porque ela é uma elfa.

27:59

Speaker B

E uma coisa que a gente até já comentou, mas repito aqui.

28:00

Speaker B

Que é muito marcante na série.

28:03

Speaker B

É o quanto que qualquer coisinha são semanas.

28:06

Speaker B

São meses.

28:07

Speaker B

Então, por exemplo, eles ficam ali isolados nessa cabana com o elfo maromba.

28:13

Speaker B

Ah, uns seis meses, né?

28:14

Speaker B

Por aí.

28:15

Speaker B

Então, por meses, eles convivem com esse cara.

28:20

Speaker B

Por meses, esse cara se torna um companheiro.

28:22

Speaker B

Se torna uma pessoa íntima.

28:23

Speaker B

Mais uma vez, tem essa coisa dessas intimidades que a gente cria.

28:27

Speaker B

Que a gente constrói e depois elas se perdem com o tempo.

28:30

Speaker B

A gente passa por isso na nossa vida, caramba.

28:33

Speaker B

Às vezes, colegas de trabalho que foram pessoas tão íntimas para ti, tu mudou de emprego, acabou aquela intimidade.

28:39

Speaker B

Colega de escola, colega de universidade.

28:41

Speaker B

Pessoas que circunstancialmente foram muito próximas de ti e passou.

28:46

Speaker B

E é legal isso, como que a série foca demais nisso.

28:50

Speaker B

A se parar para pensar, é isso que eles estão o tempo todo.

28:53

Speaker B

Jogando na nossa cara.

28:55

Speaker B

E outra figura também importante é o novo clérigo defeituoso, que é o Zain.

28:59

Speaker B

O Zain, quando criança, tinha um amigo que tinha como sonho ser um aventureiro, né?

29:06

Speaker B

Mas aí aconteceu que o Zain acabou ficando para trás, ele não conseguiu partir em aventura juntos.

29:14

Speaker B

E aí agora ele encontra com o grupo da Frieren, ele tem a oportunidade de junto com eles.

29:19

Speaker B

O Zain, assim, é um homem de lá, seus 30 anos.

29:22

Speaker B

Bastante.

29:23

Speaker B

Eu ia falar sóbrio, mas ele é um bêbado.

29:25

Speaker B

Ah.

29:26

Speaker B

É sóbrio de personalidade.

29:27

Speaker B

Pois é, porque ele adora também se enfiar, igual o, o Heiter, ele adora encher a cara.

29:33

Speaker B

Que é aquela coisa assim, se tu é um clérigo e tu não pode gastar a tua libido em certas coisas.

29:40

Speaker B

Tu gasta em outras.

29:42

Speaker B

É por isso que.

29:43

Speaker B

Mas não diz que não pode.

29:45

Speaker B

Tanto que tem essa piada de que ele adora pegar 1000 filhas.

29:50

Speaker B

Mas ele não consegue.

29:52

Speaker B

E justamente por ele não conseguir.

29:54

Speaker B

Ele enche a cara.

29:55

Speaker B

Olha, ele queria tanto uma coroa.

29:57

Speaker B

Porque tem essa piada de que eles vão, eles vão lá e falam, já que ele gosta de mulher velha, vamos botar a Frieren para seduzir ele.

30:03

Speaker B

Só que a Frieren tem cara de criança.

30:05

Speaker B

É, daí ele não curte.

30:06

Speaker B

Ele quer uma, uma coroa gostosa.

30:08

Speaker B

Aliás, isso eu acho um barato sobre os japoneses, né, eles têm uma liberdade para falar disso, né?

30:12

Speaker B

Eles estão ali no meio da conversa, eles falam assim, não, mas eu queria pegar uma coroa gostosa.

30:17

Speaker B

Ah, é mesmo, é mesmo.

30:18

Speaker B

E já puxa o assunto para outra coisa.

30:20

Speaker B

Não, e assim, do nada no anime, eles estão lá andando e tal, acontecendo as coisas.

30:25

Speaker B

E de repente, o Zai, ai, eu joguei agora, a gente não achou nenhum filezinho.

30:30

Speaker B

E eu gosto de um filé bem passadinho, bem passadinho.

30:33

Speaker B

Gostosão, acho que só no arco dele é que, de certa maneira, a Frieren traz ele junto.

30:39

Speaker B

Meio que para reproduzir a própria memória que ela tem do Heiter.

30:43

Speaker B

Uhum.

30:44

Speaker B

Só que ela saca que o Zain não é o Heiter e o Zain tem um outro trajeto.

30:50

Speaker B

Então, ele fica ali junto com o grupo.

30:53

Speaker B

Inclusive, eles têm umas aventuras bem legais.

30:56

Speaker B

Mas depois o Zain se separa e segue o seu próprio caminho.

30:58

Speaker B

Aí dá até uma peninha quando ele sai da, da história, porque ele, eles acabam estabelecendo uma dinâmica muito, muito interessante.

31:03

Speaker B

Porque o Zain vira, tipo, a gente tem a Frieren que é uma velha, a gente tem o Zain como adulto.

31:10

Speaker B

E ele vai ajudar a lidar com aqueles dois adolescentes que não sabem lidar um com o outro.

31:16

Speaker B

Que ficam brigando o tempo inteiro.

31:18

Speaker B

Tanto para essa narrativa anticlimática que a série Frieren procura explorar, tem alguns momentos ao longo da série que isso é endossado mais uma vez.

31:27

Speaker B

Ou seja, a história começa depois que a aventura acaba, e você fica pensando, ah, vem uma nova aventura, vem um novo perigo.

31:34

Speaker B

E várias vezes eles te dão esse gostinho.

31:35

Speaker B

Para logo em seguida tirar de ti.

31:37

Speaker B

Tu sente assim, nossa, agora vem um baita de um perigo.

31:40

Speaker B

Agora a história engrena.

31:41

Speaker B

E não, não.

31:43

Speaker B

Tremendamente anticlimáticas.

31:45

Speaker B

No bom sentido, de novo.

31:47

Speaker B

Isso não é para desmerecer.

31:49

Speaker B

Aqui eu tô reforçando a genialidade do, do trabalho.

31:52

Speaker B

Uma é quando a Frieren, junto com a Fern, ainda não tinha o Stark na história, se depara com um demônio qual, que ela foi lá ao encontro dele de propósito.

32:00

Speaker B

Ela volta lá, porque no primeiro, no primeiro encontro, ela não conseguiu vencer ele, então ela meio que trancou ele em forma de pedra.

32:09

Speaker B

Só que ela sabia que em 80 anos esse feitiço ia ser, ia expirar e ela ia ter que derrotar ele de vez.

32:16

Speaker B

Só que ela fez isso porque ela precisava que magias mais poderosas fossem desenvolvidas.

32:20

Speaker B

Para ela poder usar contra ele.

32:23

Speaker B

É, e daí quando a gente pensa assim, que aquele demônio usão, que era o demônio da corrupção.

32:30

Speaker B

Pô, um troço mega poderoso, um dos principais ali em volta do Rei Demônio, quando a gente acha que, nossa, isso vai ser uma baita de uma aventura.

32:37

Speaker B

É super fácil.

32:39

Speaker B

A Frieren derrota ele assim, sem muito trampo, porque passou 80 anos.

32:44

Speaker B

Novos feitiços surgiram.

32:46

Speaker B

Aquele demônio virou antiquado dentro daquilo que ele usava.

32:50

Speaker B

E foi fácil.

32:51

Speaker B

Então, ah.

32:52

Speaker B

A magia que tornava o qual tão poderoso, ela se tornou obsoleta.

32:59

Speaker B

Houve tempo suficiente para que a humanidade conseguisse estudar essa magia e desenvolver boas defesas.

33:07

Speaker B

Então, é isso, deu, pronto, acabou.

33:08

Speaker B

Outro também que é anticlimático é a lendária espada do herói.

33:11

Speaker B

Que aqui é uma típica Excalibur, né?

33:13

Speaker B

Uma espada presa na pedra.

33:15

Speaker B

E que as lendas dizem que o Himmel conseguiu pegar essa espada e foi com essa espada que ele derrotou o Rei Demônio.

33:21

Speaker B

Só que o Stark descobre que a espada ainda está lá.

33:24

Speaker B

As lendas que diziam que o Himmel detinha a espada lendária.

33:28

Speaker B

Pois bem, eram mentiras.

33:30

Speaker B

Eram só lendas.

33:31

Speaker B

Himmel conseguiu vencer o Rei Demônio, junto ali com o grupo, junto com a Frieren, sem precisar dessa espada lendária.

33:37

Speaker B

Então, mais uma vez, vem essa coisa assim anticlimática agora em termos de mito do herói.

33:42

Speaker B

Pô, o cara que conseguiu a espada tal, ele era muito poderoso, mas ele nem conseguiu a espada tal.

33:49

Speaker B

E isso na história é uma lição para o Stark, mas também uma lição para nós que estamos assistindo.

33:56

Speaker B

Esses personagens são grandiosos, esses personagens conseguiram conquistar muita coisa.

34:03

Speaker B

Não tanto a partir de determinados marcos de sucesso, que aqui é simbolizado pela espada do herói, mas por coisas que eles próprios conquistaram entre si.

34:12

Speaker B

Pela amizade, pelo vínculo, pelo companheirismo.

34:16

Speaker B

Ou seja, dito de outra forma, eles são grandiosos por serem banais.

34:20

Speaker B

E agora vamos começar com a treta.

34:23

Speaker B

Frieren é racista?

34:24

Speaker B

Para começar respondendo isso, vamos contextualizar onde é que começa essa conversa.

34:29

Speaker B

No mundo de Frieren, tem demônios, demônios são criaturas que são pura mana.

34:35

Speaker B

E eles mimetizam o comportamento humano.

34:37

Speaker B

Inclusive, a gente conhece eles na história, quando a gente vê um destacamento ali de demônios tentando fazer uma espécie de trégua.

34:47

Speaker B

Diplomática.

34:48

Speaker B

É uma missão diplomática com os humanos.

34:50

Speaker B

E a Frieren, quando vê eles, fala, vocês estão malucos.

34:55

Speaker B

Com demônios a gente não negocia.

34:57

Speaker B

Demônio a gente mata.

34:58

Speaker B

É, inclusive, é bem intensa, a Frieren vê um demônio e imediatamente ela saca o cajado dela e já tá pronta para atacar.

35:04

Speaker B

Ela não, nem pergunta, ela nem fala oi.

35:06

Speaker B

E enquanto os mais jovens, inclusive a Fern, começa a dizer, caramba, como a Frieren é intolerante, até de certa maneira, aquela coisa também do nosso dia a dia.

35:15

Speaker B

Pô, como velho intolerante.

35:17

Speaker B

Como velho implicante.

35:19

Speaker B

Só que a Frieren tá, nesse caso, certa, a gente descobre que os demônios, eles são incapazes de ter sentimentos humanos, eles simplesmente emulam sentimentos humanos para se aproximar e poder nos atacar.

35:29

Speaker B

Inclusive, uma história que é colocada ali como flashback, que é bastante pesada, era de uma criança demônio que falava mamãe, mamãe.

35:39

Speaker B

Foi criada, então, como humana, e um dia matou os seus pais, porque ela só imitava as outras crianças.

35:47

Speaker B

Ela não tinha sentimento de filho e pai.

35:50

Speaker B

Ela não, simplesmente não conseguia ter esse sentimento.

35:52

Speaker B

Ela era um demônio.

35:53

Speaker B

E isso é algo que chama a atenção, porque, claro, tem mangá, anime de tudo.

36:00

Speaker B

Mas uma coisa relativamente comum de a gente encontrar em mangás/animes, vamos fazer um paralelo aqui meio tosco, sei lá, Dragon Ball, é a constatação de que aqueles que são malvados não são tão malvados assim.

36:10

Speaker B

Que existe um ponto onde aquela pessoa pode se tornar um aliado, um parceiro.

36:16

Speaker B

Sim, tanto que é super comum o tropo, os inimigos depois amigos, né?

36:22

Speaker B

Depois aliados.

36:23

Speaker B

É, uma coisa que a gente vê muito, principalmente em Battle Shonen, é o adversário se tornando aliado, né, para enfrentar um novo inimigo.

36:31

Speaker B

E às vezes esse novo inimigo, que tá na condição agora de adversário, que depois passa a se tornar aliado, então, uma coisa muito típica é essa distinção entre adversário e inimigo.

36:40

Speaker B

E que, por sua vez, são posições fluidas.

36:42

Speaker B

No caso de Frieren, pelo menos até onde a gente assistiu, né, que é o primeira temporada do anime, demônio é demônio e fim, cara, fim.

36:50

Speaker B

Demônio mata.

36:52

Speaker B

E aí, galera, e aí a treta começou.

36:56

Speaker B

Porque muita gente começou a ver nisso uma alegoria sobre conflitos raciais.

37:01

Speaker B

Estão forçando a barra?

37:03

Speaker B

Em alguma dose, tão.

37:04

Speaker B

Porém, por outro lado, sobrevive aí uma série de tropos que são sim racistas.

37:14

Speaker B

É como a existência de textos, logo do período do início da colonização, até o século XIX.

37:20

Speaker B

Até início do século XX.

37:21

Speaker B

Que constatam que outros povos, indígenas, africanos e tal, são inerentemente maus, ou infantis, ou sem alma, ou estúpidos.

37:30

Speaker B

Ou seja, há uma estigmatização bastante forte e categórica do outro.

37:35

Speaker B

Isso é bastante comum na questão do racismo, você tem textos do século XIX que dizem o seguinte.

37:40

Speaker B

Não adianta você colocar um homem negro numa roupa elegante e tal, porque ele ainda é um animal vestido de ser humano.

37:47

Speaker B

Então, se vocês forem ver, Frieren meio que resgata esses tropos.

37:52

Speaker B

Muda ali para os demônios.

37:54

Speaker B

E reafirma um personagem que é a velha, que detém esse saber, que pode ser considerado preconceituoso, mas o preconceito está certo.

38:04

Speaker B

No contexto de Frieren, o preconceito é mostrado como algo que está certo.

38:09

Speaker B

Demônios, realmente, não podem ser pessoas.

38:11

Speaker B

Acho que isso acabou incomodando muita gente na internet.

38:15

Speaker B

Essa, essa coisa assim, tão preto no branco.

38:18

Speaker B

Tão humano, elfos, anões de um lado e demônios do outro, né?

38:24

Speaker B

Assim, qualquer possibilidade de diálogo.

38:26

Speaker B

Então, assim, estritamente, é uma lógica de raças, é uma lógica de distinção de raças.

38:34

Speaker B

Uma dessas raças, que são os demônios, pois bem, ela não, não rola.

38:38

Speaker B

Essa raça a gente tem que matar e fim.

38:40

Speaker B

E considerando que hoje a gente tem pensado tanto em ficções que consigam alegorizar.

38:45

Speaker B

Uma tentativa da gente estabelecer contatos, estabelecer laços com o diferente.

38:52

Speaker B

Algo que, inclusive, em Frieren, isso é tão reforçado a partir de outros personagens.

38:59

Speaker B

Por tudo isso, essa irredutibilidade da essência maligna dos demônios acaba se tornando um algo que chama a atenção.

39:06

Speaker B

Mas quero repetir aqui.

39:08

Speaker B

Frieren bebe em tropos racistas, demarca uma racialidade no seu universo.

39:15

Speaker B

Mas não necessariamente é uma obra racista, pelo menos não no sentido racista, quando a gente pensa em relação estritamente a preconceito com pessoas negras.

39:23

Speaker B

Ainda que também cabe lembrar.

39:26

Speaker B

Não tem um único personagem negro na série.

39:29

Speaker B

Mas aí tá pra gente entender que é uma série feita por japoneses.

39:32

Speaker B

Brincando de idade média europeia, né?

39:34

Speaker B

E também tem que levar em conta o que que pode acontecer a partir de agora.

39:37

Speaker B

Às vezes, essas coisas que a gente está falando vão ser questionadas, vão ter, vão ser tensionadas ao longo do mangá/anime.

39:44

Speaker B

Isso também é uma coisa complicada na internet.

39:47

Speaker B

O pessoal julga muito rápido histórias que sequer chegaram ao fim.

39:50

Speaker B

Aí fica esse negócio delicado.

39:52

Speaker B

Fica essa questão tensa aí de pano de fundo em Frieren.

39:57

Speaker B

Não dá para negar isso.

39:59

Speaker B

Enfim, tomara que venha mais uma temporada do anime.

40:02

Speaker B

Eu tô aqui sofrendo.

40:05

Speaker B

Porque eu fui ver os mangás para comprar, metade tá esgotado, porque eu quero continuar lendo.

40:12

Speaker B

E eu não sei por onde continuar.

40:15

Speaker B

Eu fui ler fanfic para poder satisfazer a minha ânsia de consumir mais.

40:20

Speaker B

Mas o fandom é recente, não tem muita coisa ainda.

40:23

Speaker B

Enfim, estou sofrendo.

40:25

Speaker B

Eu preciso de mais Frieren, por favor.

40:29

Speaker B

Só fanfic geralmente tem a chipada, né?

40:32

Speaker B

Um com o outro e tal.

40:34

Speaker B

Alguém tá se pegando nessa tua fanfic.

40:36

Speaker B

A Frieren e o Himmel é padrão já.

40:38

Speaker B

Mas tem descrição assim.

40:39

Speaker B

Tem.

40:40

Speaker B

É, o negócio é assim, é bem gráfico.

40:41

Speaker B

Gráfico.

40:42

Speaker B

Eles têm desenho junto.

40:43

Speaker B

Às vezes.

40:44

Speaker B

Ah, tá.

40:45

Speaker B

Quer dizer que é explícito.

40:46

Speaker B

É explícito.

40:47

Speaker B

Que que o Himmel faz com a Frieren?

40:48

Speaker B

O que que a Frieren faz com o Himmel?

40:49

Speaker B

Quais são as posições preferidas da Frieren?

40:51

Speaker B

Tu quer que o vídeo monetize?

40:52

Speaker B

Mas o fandom é recente.

40:54

Speaker B

Tem pouca coisa boa, entendeu?

40:56

Speaker B

Mas tem fanfic do Himmel fazendo cavalinho de mão.

40:58

Speaker B

Ah.

40:59

Speaker B

Tem fanfic do Himmel mostrando já a espada lendária.

41:00

Speaker B

Ele mostrou já a espada lendária dele.

41:02

Speaker B

Que, né?

41:03

Speaker B

Não tem.

41:04

Speaker B

Não tem.

41:05

Speaker B

Acabou o vídeo, chega.

41:07

Speaker B

Eu não aguento mais.

41:09

Speaker B

Esse vídeo tá correndo o risco de ser desmonetizado.

41:11

Speaker B

Não, chega.

41:12

Speaker B

Mas, ó, se você for atrás do mangá, usa o nosso link aqui da Amazon, que ajuda bastante.

41:19

Speaker B

Claro, vai em outros lugares também.

41:21

Speaker B

Vai em loja de quadrinho.

41:22

Speaker B

Vai em banca.

41:23

Speaker B

Mas se for na Amazon, usa o nosso link.

41:25

Speaker B

E vão lá brigar com a Panini para ela reimprimir logo, e aí depois que a Panini reimprimir, vocês voltam aqui e usam o link, tá bom?

41:30

Speaker B

Usa o link.

41:31

Speaker B

Usa o link.

41:32

Speaker B

Usa o link.

41:33

Speaker B

E para continuar assim nesse clima de fantasia medieval, mas te bateu uma fominha assim.

41:38

Speaker B

Quer querendo ver umas receitinhas novas.

41:40

Speaker B

Vai ver o vídeo do Angel Mesh, que é fantasia medieval com gastronomia especulativa.

41:46

Speaker B

Bem legal.

41:47

Speaker B

Para te deixar com água na boca.

41:48

Speaker B

Hum, carninha de dragão.

41:50

Speaker B

Delícia.

41:51

Speaker B

E siga a gente nas nossas outras redes sociais, TikTok, Twitter, Instagram.

41:55

Speaker B

Obrigado por assistir.

41:57

Speaker B

Valeu, pessoal.

Topics: Frieren mangá anime fantasia medieval envelhecimento luto memória narrativa pós-clímax polêmica racismo análise crítica

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